Confraria Frutos do Garimpo

Amigos, nesse garimpo que venho fazendo há anos por nossa vinosfera, toda a hora me deparo com algumas pérolas e bons vinhos porém nem sempre ao preço certo. Mais raramente, no entanto, dou de cara com algumas belas ofertas desses mesmos vinhos que merecem ser compartilhados com os amigos então decidi começar esta exclusiva Confraria Frutos do Garimpo - Logoconfraria de compras e oportunidades como forma de compartilhar esses Frutos do Garimpo. Não, não é mais um clube de vinhos, é uma Confraria, não havendo quaisquer cobranças mensais ou obrigação de compra.

Mensalmente, a partir de Setembro, sujeito a disponibilidade montarei uma série limitada de caixas (avisarei a quantidade disponível nas chamadas mensais) com 4 garrafas destes achados, frutos do meu garimpo. A cada mês os valores mudam (devendo ficar entre R$200 a 350) e os vinhos mudam, podendo até haver maior disponibilidade num ou noutro mês ou não haver nenhuma oferta já que, lembrando, são Frutos do Garimpo e aquela “pepita” nem sempre dá as suas caras e quando dá são de pouca monta! Podem ser duas garrafas de um mesmo vinho e as outras de dois vinhos diferentes, podem ser duas garrafas de dois rótulos, a cada mês a história será diferente, o objetivo é compartilhar as pepitas achadas nas entranhas de nossa vinosfera. Passo os preços com minha resenha dos vinhos e você compra se quiser e quando quiser, tendo tempo para pesquisar, porém como as quantidades serão limitadas a venda será realizada aos primeiros que confirmarem e somente uma caixa por pessoa.

O foco será, obviamente, na qualidade atrelada a um preço abaixo da média do mercado, diversidade de estilos e uvas, sendo coerente com tudo o que venho escrevendo já faz anos. Eventualmente poderei me deparar com outros frutos que não vinho, por exemplo um acessório, no qual o conceito também se aplique e o incluirei para apreciação dos confrades. Pintou oportunidade na minha praia, a idéia será compartilhá-la com você e disponibilizá-la aos confrades e confreiras se houver quorum. A confirmação da reserva se dará através de depósito em conta, após o qual faremos a entrega que será gratuita em Cotia,Alphaville e nos seguintes bairros de São Paulo > Morumbi, Vila Olímpia, Itaim, Jardins, Pinheiros e Butantã. Qualquer outro local de entrega ficará sujeito a cobrança de frete junto com o depósito da reserva e avisado antecipadamente. Eventualmente, poderá ser retirada na Vino & Sapore por aqueles que moram na região da Granja Viana, no entanto os Frutos do Garimpo não estarão disponíveis na loja e, caso venham a estar nas prateleiras, estarão com preço de mercado.

Gostou da idéia, tem interesse em participar? Pois bem, preencha o formulário em clicando aqui e assim que tenha o primeiro “KIT” pronto, deve ser Setembro, lhe enviarei e-mail com os Frutos do Garimpo do mês e as resenhas. Estes achados não serão divulgados na internet ou em redes sociais, então sua inscrição na Confraria “Frutos do Garimpo” será a única forma de você vir a ter acesso a eles.

Kanimambo a todos que vierem a apoiar este novo projeto que se inicia agora em Setembro de 2015. Bem vindos a bordo e espero que a viagem seja prazerosa!

Visitando El Enemigo na Républica de Chachingo!

É dessa forma carinhosa com que Alejandro Vigil se refere ao lugar onde está a sede da El Enemigo, ou Bodega Aleanna, em sua casa! Um projeto de grande sucesso em parceria com Adrianna Catena sobre o qual fica difícil falar, mas visitar este lugar lúdico, pleno de magia e grandes vinhos é hoje um must para quem visita Mendoza.

Conheci o lugar pela primeira vez em Abril de 2015 quando com um outro grupo lá chegamos num final de tarde para um acolhedor assado no “quincho” recém inaugurado. Uma noite mágica diga-se de passagem, e nesta volta pouco mais de dois anos e meio depois, nos deparamos com um lugar transformado, incrível o que conseguiram realizar em período de tempo tão curto! O que eram sonhos e projetos estava tudo ali ao nosso alcance e, desta vez, com a presença do “maestro” em pessoa.

É inacreditável a transformação, o incremento do restaurante, diversos ambientes, a loja, a decoração, arte (adorei a exposição de esculturas de madeira com ferro!), os jardins, tudo impecável, de extremo bom gosto, complexo e divertido, um pouco como os vinhos que levam a marca El Enemigo, um lugar de exceção para vinhos de exceção, mas sem afetações, sem frescuras porém com finesse, simpatia, classe e qualidade em tudo o que vemos e provamos. Estar no lugar é algo marcante, tomar a totalidade de seus vinhos inebriante e podes desfrutar da presença do “maestro” um momento inesquecível.

Falar dos vinhos é chover no molhado e só não tomamos o El Enemigo Syrah/Viognier porque esse vem todo para o Brasil e nem adianta procurar por lá. Vou tentar resumir em poucas palavras cada um.

El Enemigo Chardonnay – Muita finesse acima de tudo com grande equilíbrio e mineralidade, madeira bem sutil. Belo exemplar de Chardonnay de altitude!

El Enemigo Bonarda – Um dos melhores da região, denso, fruta madura abundante, taninos macios e acidez no ponto

El Enemigo Cabernet Franc – leva um tico de malbec, encorpado, aromas de boa intensidade, encorpado, taninos aveludados, toque terroso, fruta madura, especiarias, muito boa persistência.

El Enemigo Malbec – pode ser que seja pelo tico de Petit Verdot que Alejandro coloca aqui, ou não, mas certamente é um dos Malbecs de gama média que mais gosto da região. Leva também um pequeno porcentual de Cabernet Franc gerando um vinho muitoIMG-20170905-WA0011 rico, concentrado, muito aromático com ótima textura e taninos finos abundantes.

Almoçamos com esses e ainda tivemos um bônus, tomamos o incrível Nicolas Catena, um vinho de grande gabarito onde a Cabernet Sauvignon fala mais alto. Um vinho excepcional, de grande elegância. Aí fomos passear um pouco num tour pela cave e jardins voltando para a grand finale, a prova com os Gran Enemigo, todos os quatro, inclusive o Cepillo, uma novidade, que adorei. A base de toda essa linha de vinhos é a Cabernet Franc.

Gran Enemigo – Blend de Cabernet Franc (73%), Cabernet Sauvignon, Petit Verdot e Malbec – aromas sedutores, encorpado, denso, rico, notas achocolatas, salumeria, sutil herbáceo, sofisticado com boa carga tânica.

Gran Enemigo Agrelo e Gualtallary – Cabernet Franc (85%) com Malbec um de Agrelo em Lujan de Cuyo e segundo de Guatallary em Tupungato – afora a diferença de solo entre eles, há também um enorme diferença de altitude (de 930 para 1470m) o que faz com que o de Gualtallary apresente uma finesse, elegância e acidez bem mais marcantes. Questão de estilo, eu gosto dos dois, mas o Gualtallary me encanta e é um dos melhores vinhos da atualidade produzidos na Argentina.

Gran Enemigo El Cepillo – novo na casa e de uma região diferente, El Cepillo fica em San Carlos, tenho que confessar que me balançou e disputou com o Gualtallary minha preferência. mesmo corte de Cabernet Franc e Malbec, mas agora a 1300 metros de altitude, mantendo a acidez gulosa do Gualtallary, porém com fruta algo mais madura, notas de especiarias bem mais presentes, ótima textura, taninos aveludados, final longo e apimentado, amei!!

Para quem vai a Mendoza, certamente um lugar a não se perder pois afora os vinhos o lugar é especial. Abaixo um vídeo montado com algumas fotos tiradas pelo grupo e por mim, nem sempre muito boas (rs), mas que mostra um pouco da alegria vivida e do que você estará perdendo caso não passe por lá em sua próxima visita! Clique na imagem e abra a porta para momentos de “buena onda”, salud!

El Enemigo key Hole

Kanimambo pela visita, uma ótima semana e seguimos nos encontrando por aqui ou em qualquer esquina de nossa imensa vinosfera!

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Melhores Desafios de Vinho!

O que são esses Desafios de Vinho e porquê da existência deles? Na minha coluna no Jornal Planeta Morumbi (já falecido) e posteriormente aqui no blog, uma dúvida sempre pairava em minha cabeça, como os vinhos se comportam para nós seguidores de Baco sBlind tastinge omitirmos rótulo, safra, origem desse vinho? Foi dessa duvida que nasceram os Desafios de Vinhos às cegas que posteriormente vim a estender, de forma algo mais didática, nas confrarias que administro e que recomendo a todas.

Como implementar? Encontrei diversos parceiros com espaço e que ao final serviam um prato (pago pelos participantes), eu entrava com os vinhos, em parceria com os importadores e produtores, e taças. Quis sempre executar esses Desafios com uma mescla de experts e “simples” enófilos chegados nestes caldos e muito dos resultados foram enorme surpresas. Entre a turma presente a estes encontros, os enófilos José Roberto Pedreira, Dr. Luis Fernando Leite de Barros e Fábio Gimenes / os blogueiros Álvaro Galvão (Divino Guia), Daniel Perches (Vinhos de Corte), Alexandre Frias (Diario de Baco), Cristiano Orlandi (Vivendo Vinhos), Evandro Silva e Francisco Stredel (Confraria 2 Panas), Claudio Werneck (Le Vin au Blog) / os lojistas e profundos conhecedores Simon Knittel (Kylix) e Emilio Santoro (Portal dos Vinhos) / o restauranteur Ralf Schaffa / a Denise Cavalcante na época assessora de imprensa e amiga, convidados eventuais como os experts Eduardo Milan, José Luiz Pagliari e Breno Raigorodski entre outros perfazendo sempre um grupo entre 10 a 14 participantes na banca degustadora.

Na Retrospectiva 10 Anos, um dos melhores desses Desafios foi o de Uvas Ìcones realizada nas instalações da Zahil em Setembro de 2009 em que um vinho VENEZUELANO surpreendeu! Este post copio abaixo, porém ao final dou uma série de links para quem quiser explorar outros desses momentos e ver algumas das gratas surpresas encontradas.

Agora quero compartilhar a experiência, comentando um pouco sobre os vinhos conforme a ordem em que foram servidos, lembrando que notas e comentários são a média e coletânea do que colhi nas planinhas de degustação há época (Set/2009) e os preços, óbviamente, não são mais válidos. Ao final listo o vinho preferido de cada degustador e a nota dada por ele. Foi uma tremenda experiência sensorial em função da diversidade de uvas representando cada país e um intruso!

Uvas Ícones 006Barbera Le Orme 2006 de Michele Chiarlo (Zahil) representando a Itália, com 88 pontos da Wine Spectator, é um vinho da região de Asti mostrando bem sua tipicidade com uma cor rubi, brilhante com bastante fruta vermelha ao nariz. Na boca é macio, sedoso e equilibrado, rico com um final muito fresco pedindo comida. Um vinho gastronômico, mas versátil que também se toma muito bem sozinho ou acompanhado de um bom prato de queijos e frios, sendo fácil de agradar desde os mais neófitos dos enófilos até aos mais tarimbados. Muita elegância num vinho que costumo denominar como amistoso e confirmou minha opinião anterior. Obteve a média de 85,73 pontos e custa R$79,00.

 

Uvas ìcones 001Touriga-Nacional Reserva 2005 da Quinta Mendes Pereira (Malbec do Brasil) representando Portugal, recebeu 16,5/20 pontos da Revista de Vinhos portuguesa, tendo-se mostrado á altura das expectativas. De nariz intenso, fruta confeitada e algo balsâmico com sutis nuances florais . Na boca apresentou-se com taninos firmes porém finos, harmônico, saboroso, complexo, acidez no ponto mostrando-se também bastante gastronômico (arroz de pato?) com um final de boa persistência. Um belo vinho que alcançou a pontuação média de 86,36 e custará, assim que chegar, por volta de R$90,00. (Importador mudou)

 

Uvas Ícones 010Zinfandel Pezzy King 2005 (Wine Lover’s) o competidor mais difícil de conseguir já que quem tinha não quis participar e quem queria não tinha o rótulo disponível. Ao falar com a Giselda, por indicação do amigo Álvaro, no entanto, a coisa mudou de figura. Não são muito os rótulos disponíveis no Brasil e, consequentemente, não são sabores a que estejamos acostumados. Este possuía uma paleta olfativa muito intensa e convidativa onde se destacavam toques de licor de cereja, fruta em compota e amoras. Na boca segue intenso, de bom volume de boca, taninos maduros e sedosos, harmônico com um final algo adocicado com coco e chocolate perfeitamente balanceado por uma acidez correta que deixa um retrogosto de quero mais. Belo Vinho que obteve a média de 88,91 e custa R$110,00. Tem uma história de que cliente VIP tem 20% de desconto, então vale conferir no site deles. (hoje tenho na Vino & Sapore safra 2009)

 

Uvas Ícones 005Tempranillo Sierra Cantabria Crianza 2004 (Peninsula) foi o desafiante espanhol que veio com um senhor retrospecto, o de ter obtido 90 pontos da Wine Spectator e ficando entre os top 100 de 2008 dessa conceituada revista. Acho que os 40 minutos de decantação foram pouco para este renomado vinho que se apresentou fechado, nariz tímido em que aparecem aromas de fruta vermelha fresca (ameixa) e algum tostado. Na boca segue fechado, algo austero, taninos ainda jovens e firmes ‘pegando” um pouco, acidez muito boa que convida a comer e pede um prato com “sustança”. Final de boca mostra um certo desiquilibrio, coisa que um tempo mais em garrafa, ou o dobro do tempo em decanter, devem harmonizar mostrando todo o potencial do caldo. Obteve uma média de 83,41 pontos e custa ao redor de R$109,00. Um vinho que necessita de uma segunda visita!

 

Uvas Ícones 007Carmenére Ochotierras Gran Reserva 2005 (Brasart), o representante Chileno desta cepa que possue amantes e ferrenhos opositores. Eu não sou fã, mas gosto de alguns rótulos, entre eles este. Vinho pronto não devendo melhorar mais do que já está. Nariz balsâmico com nuances vegetais e alguma especiaria. No palato apresenta-se redondo, macio, equilibrado com taninos sedosos, boa acidez e estrutura mostrando-se muito elegante e saboroso. Obteve a média de 84,68 pontos e custa em torno de R$90,00. (importador fechou)

 

Uvas Ícones 012Pinotage Morkell PK 2004 (D’Olivino), o desafiante sul africano desta cepa que também é pouco conhecida por aqui com muita coisa bastante rústica e barata (existem exceções) e caldos como este, com muita qualidade, um vinho que enobrece a casta. Classificado por alguns membros da banca como, misterioso e intrigante, mostra no olfato aromas complexos em que aparecem com maior destaque cacau e frutas secas, com boa evolução em taça. Na boca é harmônico, boa estrutura, denso e rico de sabores com um final muito agradável com toques de especiarias. Vinho para tomar com calma e mais uma boa participação dos vinhos desta importadora. Obteve a média de 87,73 pontos e custa ao redor de R$120,00. (Importador fechou)

 

Uvas Ícones 015Pomar Reserva 2006, o nosso vinho surpresa da noite, e que surpresa! Da Venezuela, Bodegas Pomar, região de Lara a 480mts de altitude vem este saboroso corte de 60% Petit Verdot, 23% Syrah e o restante de Tempranillo, um assemblage diferente e criativo que surpreendeu a todos tendo sido escolhido por um dos membros da banca, como o melhor vinho da noite. Como vinho surpresa, posso introduzir qualquer coisa no painel, então a escolha por um vinho que não fosse varietal, mas que trazia consigo uma enorme dose de exotismo. Por ser um corte foi fácilmente identificado pela maioria, porém a sua origem deixou a todos perplexos. Fruta madura, ervas e alguma especiaria compõem uma paleta olfativa muito agradável que convida levar a taça à boca onde se mostra muito equilibrado, elegante, complexo com boa evolução em taça, taninos aveludados e muito gostoso. Um conjunto sem arestas que obteve o reconhecimento de quase todos, houve uma única nota mais baixa, que resultou numa média de 86,45 pontos e não está disponível para venda.

 

Uvas Ícones 018Pinot Noir J. Cacheux Bourgogne Les Champs D’Argent 2006 (Decanter), nosso desafiante  francês e talvez o vinho mais fácil de identificar pois já no exame visual se mostrava com toda a sua tipicidade com uma cor rubi clara, brilhante, quase clarete. Nos aromas muita sutileza com a presença de frutos do bosque como morangos e framboesas assim como leves nuances florais. Na boca, taninos finos e sedosos ainda bem presentes, rico e complexo mostrando nuances de salumeria, um vinho sedutor como são a maioria dos bons Pinots, em especial os da Bourgogne. Obteve a média de 86,45 pontos e custa ao redor de R$119,00.

 

Uvas Ícones 008Shiraz Bridgewater Mill de Adelaide Hills 2005 (Wine Society), o representante da Austrália onde essa cepa virou rainha. De boa tipicidade, nariz discreto mostrando alguma fruta vermelha e especiarias. Na boca aparece uma madeira mais presente, porém sem subjugar o caldo, e álcool um pouco saliente sem ofuscar um conjunto muito agradável, de bom corpo, taninos presentes, aveludado e macio, acidez moderada, elegante com um final bem saboroso que satisfaz e nos faz pedir mais. Obteve 86,91 pontos e custa ao redor de R$87,00. (Importador fechou)

 

Uvas Ícones 017Malbec Rutini 2006 (Zahil), o nobre desafiante desta cepa que já virou sinônimo de Argentina, mesmo sendo francesa (como a maioria), mas que vem crescendo também no Chile e até aqui no Brasil já começam a aparecer alguns exemplares. Rubi violáceo, bem típico da casta, apresenta um perfil aromático composto de frutas escuras, algo vegetal e nuances florais que despistaram muitos da banca. De boa estrutura, no palato é suave, com taninos finos e sedosos, elegante, equilibrado com um final muito agradável e levemente frutado mostrando boa persistência. Um Malbec algo diferenciado que obteve 85,59 pontos e custa R$119,00.

 

Uvas Ícones 009Merlot Valduga Storia 2005 (Portal dos Vinhos), uma cepa que já se tornou símbolo da Serra Gaúcha. Eu que adoro este vinho, não o dentifiquei em função de uma intensidade aromática muito além do que tinha experimentado em vezes anteriores. A forte presença de café tostado, moka, que impacta a primeira “fungada” mostra a forte presença de madeira e a necessidade de um período maior de decantação para que o vinho encontre seu melhor equilíbrio olfativo quando aparece um pouco mais os aromas frutados com nuances florais. Na boca, alguma fruta negra, leve toque químico, untuoso, rico e complexo com um final algo tânico com retrogosto que nos lembra caramelo e muito boa persistência. Obteve uma média de 88,14 pontos e custa algo ao redor de R$110, porém devido à raridade, já se houve falar de R$130 e mais!

 

Uvas Ícones 014Tannat Abraxas 2002 (Dominio Cassis), rótulo premium do produtor, do qual somente 600 garrafas foram produzidas numa região diferente das tradionais áreas produtivas no Uruguai, em Rocha. Mais um dos vinhos que mostraram bem o que são, muita tipicidade num tannat de prima que ainda se apresenta fechado com taninos ainda bem presentes e firmes, porém sem qualquer agressividade, mostrando que ainda tem muito anos de vida e avolução pela frente. Nos aromas, algo herbáceo com nuances frutadas ainda tímidas que evoluem na taça. Na taça é uma explosão de sabores, rico e complexo com alguma madeira ainda por integrar, mas sutil, dando suporte a um conjunto gordo e harmonioso que enche a boca de prazer e ainda promete mais para daqui a alguns anos. As garrafas rareiam por aí, eu ainda tenho uma, e acredito que em 2012 estaremos perante um verdadeiro néctar. Obteve 86,77 pontos e custa por volta de R$105,00. (Hoje o 2011 tem na Vino & Sapore)

Apurados os resultados, o grande campeão da noite, o Melhor Vinho foi o Pezzy King Zinfandel (atropelando por fora). Pelos pontos obtidos e bom preço, a Melhor Relação Custo x Beneficio ficou com o Barbera D’Asti Le Orme e o vinho considerado como a Melhor Compra, o Bridgewater Mill Shiraz. Na segunda colocação no rol dos Melhores Vinhos da noite, o nosso Valduga Storia Merlot, seguido do Morkell PK Pinotage, do Bridgewater Mill Shiraz e completando o podio, o Abraxas Tannat 2002. O nosso vinho surpresa vindo da Venezuela direto para este Desafio de Vinhos na Zahil, obteve um honroso oitavo lugar entre vinhos e países produtores já consagrados mundialmente. Mas quais foram os vinhos preferidos de cada membro da banca de degustadores? Pois bem, para matar a curiosidade dos amigos, aqui está:

  • Emilio Santoro – Pezzy King Zinfandel – 89 pontos
  • Marcel Proença – Pezzy King Zinfandel – 93 pontos
  • José Luiz Pagliari – Morkell PK Pinotage – 91 pontos
  • Francisco Stredel – Pezzy King Zinfandel – 93 pontos
  • Evandro Silva – Bridgewater Mill Shiraz – 90 pontos
  • Ralph Shaffa – Storia Merlot – 91 pontos
  • Ricardo Tomasi – Storia Merlot – 91 pontos
  • Cristiano Orlandi – Rutini Malbec – 93 pontos
  • Fabio Gimenes – Pomar Reserva – 92 pontos
  • José Roberto Pedreira – Pezzy Kink Zinfandel – 92 pontos
  • Simon Knittel – Storia Merlot – 88,5 pontos
  • João Filipe Clemente – Pezzy King Zinfandel – 89 pontos

Como prometi, eis alguns links para outros interessantes Desafios de Vinho realizados:

Desafio de Vinhos Portugueses Agosto 2009

Desafio Alentejo x Douro Outubro 2009

Desafio de Bordeauxs abaixo de R$100 Julho 2009 – Surpresa com um intruso brasileiro

Desafio Decanter de vinhos Syrah Maio 2009 – um dos preferidos do Zé Roberto e Fabio Gimenes

Desafio Merlots do Mundo Junho 2009 – o Brasil dando as cartas

Desafio Luso x Brasileiro de Espumantes, em Lisboa Fevereiro de 2010 – memorável momento compartilhado com colegas blogueiros portugueses Pingas no Copo e Copo de 3! Saudades dos amigos.

Desafio de Petit Verdot Maio 2010

Blends do Novo Mundo que Cabem no Bolso Junho 2009 – vinhos do novo mundo até R$85,00 e mais uma vez aparecendo a força brasileira.

Divirta-se! kanimambo pela visita e um ótimo fim de semana. Segunda tem mais, fui!

Cheers Smile

 

 

 

 

 

 

 

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Grata Surpresa na Taça, Hermann Lirica Brut.

Adolar Hermann se reinventou aos 57 anos após uma carreira bem sucedida numa indústria têxtil em Santa Catarina onde começou de baixo e galgou posições até assumir a diretoria da empresa. Em função da crise que afetou o setor na década de 90, foi necessário buscar novos desafios e aí o hobby virou negócio tendo ele importado 200 caixas de Luigi Bosca. Estava formado o embrião do que hoje conhecemos como a importadora Decanter.

Com o sucesso da nova empreitada veio o desejo de não só importar e vender vinho, mas produzi-lo e em 2009 a famí­lia comprou um vinhedo em Pinheiro Machado, Serra do Sudeste no Rio Grande do Sul onde começaram a ousar, a trilhar um caminho fora do padrão regional ao trazerem para ali videiras de um dos principais produtores de mudas em Portugal. Com elas, trouxeram também a criatividade e conhecimento de um dos principais enólogos portugueses, Anselmo Mendes, para a Lirica brutgestão enológica do projeto. Alvarinho, Gouveio, Aragonês, Caladoc e Touriga Nacional coabitam os pouco mais de 21 hectares com outras uvas mais conhecidas do local como a Chardonnay, Cabernet Sauvignon, Merlot, Syrah e outras cepas ainda em fase de teste.

 

Todo esse preâmbulo para compartilhar com os amigos a grande surpresa que foi abrir esta garrafa de Hermann Lí­rica Brut* no último Sábado depois de um bom tempo em que primeiro o degustei, um espumante que mudou muito e para melhor! De um espumante bem feito, mas dentro dos padrões esperados, desta feita o espumante se mostrou num patamar acima. A vinificação é feita na Cave Geisse, o que por si só já diz muito sobre o que esperar, pelo método clássico (champenoise) mostrando ótima perlage e uma espuma cremosa que deixa na taça um bonito colar. Na boca, afora o tradicional cítrico, senti presença de notas de panificação fruto de um período de 12 meses sur lie. Corte de Chardonnay, Pinot Noir e Gouveio com 8,5% de açúcar residual (Brut entre 6 a 12), ganhou corpo, complexidade e um final mais seco com muito boa persistência e gostinho de quero mais. A gouveio, creio, fez a diferença aqui, mas pode ser só meu sangue luso falando mais alto! rs Por sinal, a quem tiver curiosidade de conhecer um pouco mais da Gouveio que aparece muito em blends brancos do Douro, sugiro provar o Vértice Gouveio das Caves Transmontanas, verdadeiro representante luso a qual o RP deu 93 pontos na safra de 2011.

 

Com um preço entre os R$75 a 80,00, é certamente um vinho de excelente relação PQP (Preço x Qualidade x Prazer) que os amantes de espumantes não podem deixar de conhecer e se surpreender. A percepção de valor é certamente bem acima do preço de mercado hoje e assim espero que permaneça. O vídeo abaixo fiz na hora em que abri e circulei no Facebook, vejam a perlage e espuma! Já tinha gostado, mesmo que não tivesse me entusiasmado há época, mas agora virei fã.

 

 

Mais uma vez falando de espumantes, gosto e muito! Kanimambo pela visita e espero possamos ainda ter muitos momentos para celebrar e abrir um bom espumante. Saúde, tchin-tchin e Sexta tem mais!

Cheers Smile

 

 

 

* Produtor Vinícola Hermann, à venda na Vino & Sapore e outras boas casas do ramo.

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A Importância das Taças de Vinho

Necessidade ou frescura? A meu ver é necessidade, porém o quanto dependerá do nível dos vinhos que você costumeiramente toma. Sempre digo que comprar a chuteira do Neymar não vai adiantar nada se você for um perna de pau assim como não adianta pegar a raquete do Nadal e achar que por isso operará milagres na quadra!! Agora, dependendo do nível de seu jogo, pode sim ajudar e o mesmo vale para os vinhos.

Nesta fase de retrospectiva 10 anos em que alterno posts novos com alguns antigos, decidi revisitar este tema porque desde 2007, quando publiquei meu primeiro artigo sobre taças, este tem sido um dos posts mais buscados em Falando de Vinhos. Já montei três degustações de taças em parceria com a Riedel e até os mais céticos tiveram que se curvar, com vinhos de qualidade a mudança de aromas e sabores é impressionante. Também tive a oportunidade de participar de uma outra com a Schott-Zwiesel que veio a confirmar isso, mostrando que independentemente do produtor a taça faz sim diferença!

Aproveito para contar uma pequena história de quando abri a Vino & Sapore. Comprei um monte de taças de espumante porque iria servir no local. Dois dias antes de abrir decidi abrir uma garrafa de espumante para celebrar o fato que depois de 9 meses (sim demorou tudo isso mesmo!) finalmente iríamos abrir as portas. Abri a garrafa, rolha mostrou boa pressão, enchi a taça e nada de perlage!! Ué, como assim??? Abri outra garrafa, e nada! Lavei as taças novamente e nada!! Fui em casa e peguei uma taça, o mesmo espumante mostrou perlage abundante e persistente. Não tive duvidas, liguei para o fornecedor informando que iria devolver todas e saí feito louco no dia seguinte para comprar alguma que funcionasse. Fui com uma garrafa debaixo do braço, rs, testando até que achei e me garanti para a inauguração! Essa foi minha primeira experiência com o “milagre” das taças. Agora, quem não tem cachorro caça com gato, já diz o ditado, não percamos o momento por isso, sem ser xiita nessa hora!!

Caso tenha curiosidade, abaixo seguem alguns links a diversos posts já publicados sobre o assunto, começando com o de 2007.

Taças de Vinho, Sem Elas Não Dá

Taças de Vinho, Necessidade ou Frescura?

Degustando Taças

Taças de Vinho, Redescobrindo Sabores e Aromas

A Importância das Taças no Serviço de Vinho

Taças Schott - Diva.psd 

Agora, não precisa ser xiita! Nos próprios posts dou exemplos de momentos que até o copinho de requeijão vai então sem exageros, há momentos e vinhos para cada situação, livremo-nos de quaisquer amarras nesta viagem por nossa vinosfera porque afinal, “tudo vale a pena quando a alma não é pequena”. Por hoje é isso meus amigos, para quem tem bons vinhos e curte essa nossa vinosfera a sério, há que se prestar atenção neste tema e para quem trabalha com vinhos então, aí é essencial! Uma ótima semana a todos e kanimambo pela visita. Cheers, tchin-tchin, saúde, prosit, salud, ..

Cheers Smile

 

 

 

 

 

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Topos de Gama Lusos na Frutos do Garimpo.

Numa saborosa viagem por quatro regiões produtoras, Alentejo, Lisboa, Beiras e Douro numa parceria com o Palácio de Vinhos. Esta foi a seleção do mês de Janeiro da Confraria Frutos do Garimpo, pepitas que apareceram na minha peneira até porque como já mencionei por diversas vezes, há momentos para tudo e em todos os níveis.

Quatro tintos topo de gama (Kit com uma garrafa de cada) da Companhia das Quintas (grupo produtor) todos da safra 2009/10, de produção limitada, todos em ponto de bala, o que garanto porque provei-os todos recentemente, mesmo que alguns ainda aguentem bem e darão prazer por mais um par de anos.

Herdade da Farizoa Reserva 2010 (RP90)* – do Alentejo, com passagem de 18 meses em barrica francesa (50% novas), blend de Touriga Nacional, Alfrocheiro, Syrah e Trincadeira, com somente umas 12.500 garrafas produzidas. Paleta aromática frutada com alguma especiaria, na boca mostra-se bem integrado, macio, boa textura, taninos finos e boa persistência. Sumiu rápido da taça e da garrafa, acho que estava com algum vazamento! rs Preço em Sampa ao redor dos R$150 a 160,00.

Quinta do Cardo Touriga Nacional Reserva (WE92)* – da Beiras Interior com passagem por 20 meses em barricas francesas (50% novas) tendo o 2008 sido apontado como um dos destaques TN 100% de Portugal pela Jancis Robinson. Nos aromas notas florais tí­picas da casta e fruta abundante, já na boca despontam frutos silvestres em harmonia com taninos finos, macios, boa acidez e um final algo apimentado. São cerca de 10.000 garrafas produzidas. Preço de mercado em Sampa ao redor de R$170,00 a 180,00.

Frutos do Garimpo seleção Janeiro 2018 - Palacio dos vinhos

Quinta da Fronteira Reserva (WE92)* – do Douro, um clássico corte duriense de Touriga Nacional, Touriga Franca e Tinta Roriz com passagem de 18 meses por barricas francesas (20% novas). Nariz intensamente frutado, notas mentoladas e sutil toque amadeirado. Na boca chega volumoso, rico, complexo, algumas notas vegetais, taninos aveludados e muito persistente com uma boa pegada gastronômica, digno dos melhores topo de gama da região. Acompanhou bem um belo filé de javali ao molho de vinho com puré de cará no final de ano. Cerca de 20 mil garrafas produzidas e preço médio em Sampa entre R$230 a 240,00.

Quinta de Pancas Reserva Touriga Nacional (WE92)* – mais um belíssimo Touriga Nacional neste kit, com 18 meses de passagem por barricas francesas (50% novas) e produção limitada a 5.300 garrafas. Mais uma vez as notas florais ganham destaque aqui, mas é na boca que mostra bem ao que veio. Robusto, cremoso, especiarias, notas balsâmicas, ótima concentração em perfeito equilí­brio, um vinho fino, guloso por natureza, complexo com uma persistência das boas, daquelas que fica na memória. Um dos meus destaques entre todos estes vinhos de primeira grandeza lusos. Preço ao redor de R$170 a 180,00 em Sampa.

É isso gente, por hoje é só! rs Aproveitem o fim de semana, saúde e kanimambo pela visita. Segunda tem mais, mas nos encontramos por aí numa das muitas esquinas de nossa vinosfera, quem sabe na Vino & Sapore! rs tchin-tchin

Cheers Smile

 

 

 

 

 

 

 

* Importador Palácio dos Vinhos – safras basicamente esgotadas no mercado, mas ainda disponíveis na Vino & Sapore e eventuais outras boas lojas do ramo.

Espumantes, tudo o que você queria saber mas tinha medo de perguntar!

Em mais um post da retrospectiva de 10 anos, tinha que fazer alusão ao post mais lido aqui em Falando de Vinhos. Já são quase 80 mil pageviews nesta fase (2014 a 2018) e mais 105 mil antes (2007 a set 2014) totalizando cerca de 185 mil pageviews ao longo deste tempo e, pelo que vejo na Vino & Sapore, pouco mudou. As pessoas seguem entrando nas lojas e pedindo um champagne ou prosecco quando na verdade querem um espumante nacional de 50 pratas! Nada errado com isso, simplesmente elas não sabem e muitos atendentes nas lojas também não explicam, mais fácil empurrar um prosecco baratinho e tudo bem, isso me incomoda.

Em função disso não poderia deixar de trazer este post como um dos destaques de minha retrospectiva 10 anos ainda mais porque foi um dos primeiros (tem 121 meses) e o que me catapultou nesta mídia permanecendo bem atual. Como já dizia Napoleão, “necessário nas derrotas e merecido nas vitórias”! Uma bebida de celebração, basta abrir uma que já é festa, não precisa de razão a não ser a de ser feliz. Clique na imagem abaixo para acessar o post original completo.

Perlage

Fui, kanimambo pela visita, saúde, tchin-tchin

Cheers Smile

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Verão na Taça

Há pouco mais de um ano publiquei aqui uma receita de Clericot (versão branca da Sangria) com Sotanillo que tem tudo a ver com nosso verão e férias, encontro de amigos e familiares uma ótima forma de “iniciar os trabalhos”! rs

Hoje trago uma versão mais light, fácil e rápida de iniciar esses mesmos “trabalhos”, bastando para isso uma garrafa de Sotanillo* gelada e morangos frescos que, por sinal, estão bem baratos no momento. O Sotanillo, da região de La Mancha na Espanha, é um frisante à base da uva Airén com apenas 8% de teor alcoólico, muito fresco, toque cítrico, frutos tropicais, final de boca seco porém deixando no retrogosto um muito leve dulçor, porém muiiito longe dos famosos Lambruscos!! Para desfrutar como um “abre alas” de encontros descontraídos, garrafa no gelo (6º está de bom tamanho), uma taça e um pote com pedaços de morangos e podemos começar a festa! Eu gosto de usar taça de vinho branco, mas há quem prefira as flutes de espumante, aí cada um segue o caminho que desejar e pronto, prazer garantido e uma garrafa é pouco, já vou avisando desde já! Se o dia estiver quente, praia ou piscina então nem se fala, ainda mais que a garrafa está abaixo de 40 pratas no mercado.

Ah, o som? Este vinho harmoniza bem com Morena Tropicana de Alceu Valença, prove e veja se não tenho razão. https://www.youtube.com/watch?v=NWalM6gHMXA

Sotanillo - Taça

Sem medo de ser feliz, explore, viaje, pule fora da caixinha! rs  Uma ótima semana para todos e kanimambo pela visita.

Saúde, tchin-tchin

Cheers Smile

 

 

 

 

 

 

* Importação e distribuição exclusiva Almeria, disponível na Vino & Sapore e outras boas lojas do ramo.

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Harmonizando Vinho e Música

Já parou para pensar nisso? Como a música, o vinho gera emoções, sensações diversas e há MusicWine_Cover 2_ver5momento para tudo, do vinho mais leve e refrescante ao mais estruturado e denso, de um branco, rosé ou tinto assim como a música em que podemos estar num dia mais propenso a Bach, Strauss ou a Blues, Jazz, Beatles, MPB, Caipira (raiz) até heavy rock! Eu passei por essa experiência e volta e meia me vejo ainda fazendo minhas harmonizações pessoais mesmo que só na minha cabeça. E você, que música exala de sua taça?

Pode até parecer estranho, mas é bem menos do que você imagina e tem até um site especializado nisso nos Estados Unidos onde vinhos avaliados são também harmonizados com música, Wine And Music  que vale fuçar.  Como parte da retrospectiva de dez anos, trago dois links sobre as duas harmonizações com que participei do concurso promovido pela Wines of Argentina há pouco mais de três anos, quando fui instado a fazer essa viagem sensorial diferente fora de minha caixinha! Com uma delas, o Navarro Correa Brut Rosé, ganhei um dos prêmios que me permitiu uma viagem de quase 1700kms por bodegas e vinhedos argentinos da Patagônia a La Rioja junto com alguns colegas como o Didu. A outra foi com um muito bom rosé de malbec/pinot noir da Lagarde, o Blanc de Noir que de branco não tem é nada! rs Com um harmonizei com um som mais pesado de Left Lane Cruise e com outro uma salsa cubana, para quem estiver a fins, eis os links, clique nas imagens para acessar os posts e o som com que harmonizei, venha comigo nessa viagem sensorial descobrir novas emoções e despertar sua sensibilidade.

Navarro Correas Brut Rosé e Left Lane Cruise

Navarro Correa brut rosé

Lagarde Rosé de Malbec/Pinot & Salsa

 

Lagarde rosé de malbec

 

É isso, esse foi só o primeiro post da retrospectiva DEZ ANOS que ainda vai trazer coisas muito interessantes que vivi e talvez os amigos não tenham conhecimento ou não se lembrem. Fica aqui a mensagem, expanda seus horizontes, viaje, descubra novas sensações, viva novas emoções! A partir de agora, a cada vinho comentado e caso ele me desperte a inspiração, vou harmonizar com vinho. Saúde, kanimambo pela visita e um ótimo fim de semana.

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Abraxas Tannat 2011

Abraxas Tannat* de novo na taça depois do incrível e memorável 2002 que deixou saudades com a moçada que o conheceu, veio o 2007 que foi a confirmação de que a Dominio Cassis veio falando grosso com seu vinho ícone, mesmo que menos pujante que o 2002, mais pronto,aparentemente menos longevo. Agora chegou o 2011, para mostrar que o papo é sério, um tremendo Tannat que mostra toda a sua estrutura e densidade digna dos tannats topo de gama uruguaios, mas que se reveste de uma elegância velho mundista que já se tornou marca deste vinho.

A paleta olfativa dele nos atrai como um imã, sedutora e intensa com seus frutos negros, madeira ainda bem presente pedindo tempo para se integrar mas nada agressiva. Na boca estrutura, denso, taninos aveludados ainda bem presentes mas finos mostrando que mesmo se desfrutando bem agora tem ainda alguns bons anos pela frente, fruta, couro, cacau, rico meio de boca com um final de boa persistência e acidez equilibrada. Um Tannat clássico, sem arestas, robusto, elegante, para beber mais que uma taça sem medo de ser feliz, assim sinto este vinho que me agrada sobremaneira e já encontrou um berço em minha adega para abrir daqui a uns dois anos. Quer harmonizar? Leitão pururuca é dos deuses, os amigos lusos podem acompanhá-lo com o famoso leitão à Bairrada e até fazer uma comparação com um bom baga regional!

Abraxas (2)

Do 2002 que foram apenas umas 600 garrafas já a partir de 2007 creio que já foram cerca de 2500 que é o que a parcela do vinhedo (sobre rochas e com um clone especial) pode produzir. Todos com 18 meses de barrica todavia em 2002 foi de 300 litros de primeiro uso francesa e a partir de 2007 se mudou um pouco com a maior parte passando por barricas usadas de 2º e 3º uso de 300 litros e parte em barricas novas de 225 litros todas francesas. Penso que a mudança amansou um pouco a fera! rs

Tenho um amigo leitor que ainda tem uma garrafa 2002. tenho uma confreira que sei ter uma 2007, eu ainda tenho uma de 2011 e a importadora me informa que recebeu a de 2015, acho que pode pintar uma bela degustação vertical aí!! rs Os vinhos do Uruguai, na sua maioria, são realmente diferenciados e vale explorar os bons vinhos de lá, mesmo que estejam algo caros por aqui, para desmistificar um pouco daquele ranço de vinhos toscos, brutos, excessivamente tânicos que ficou por aqui de tempos passados. Como um vinho ícone, o preço está em linha variando entre R$230 a 250,00 em Sampa.

São muitos os produtores, pequenos, artesanais, médios e grandes a serem explorados, aventure-se você também! Um último toque, a safra de 2015 na Uruguai foi considerada excelente, igual ou melhor que a de 2002, então “ojo”! Saúde, kanimambo e seguimos nos encontrando por aqui, na Vino & Sapore ou qualquer lugar que o vinho nos levar. Fui!

 

* Importação Dominio Cassis e disponível nas boas casas do ramo como a Vino & Sapore (rs).

 

 

Dez Anos Falando de Vinhos!

Foi no dia 11 de Dezembro de 2007 que pela primeira vez postei aqui em Falando de Vinhos, uma saída criada para manter um histórico de minha coluna que escrevia no Jornal Planeta Morumbi já há algum tempo. Nesse dia saíram do papel para a tela da internet três posts; O Valor das Notas, Espumantes – Tomei e Recomendo e O Tempo e a Cor do Vinho, cada um deles com um propósito que se estende até hoje. Compartilhar Experiências, Educação e Opinião, o tripé que norteia o site há uma década.

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Comecei a fazer o acompanhamento estatístico a partir de Janeiro de 2008 quando vi que os números de visitantes cresciam exponencialmente, algo não previsto, mas explicável pois naquela época eram poucos os sites e blogs sobre assuntos pertinentes a nossa vinosfera. Desta forma, considero que Falando De Vinhos aniversaria todo o mês de Janeiro assim como seu criador. De lá para cá foram mais de 3.5 milhões de page views, ou seja algo ao redor de uma média diária de 959. O que começou como uma mera forma de preservar artigos publicados, ganhou outro corpo e com isso bem mais responsabilidade a cada palavra aqui digitada, especialmente quando tem a ver com informação mais técnica o que difere amplamente de uma mera opinião. Tem gente por aqui que, lamentavelmente, não consegue discernir entre os dois o que gera alguns verdadeiros absurdos nesse quesito.

Uma das coisas que mais me orgulham e me fazem feliz com o que venho fazendo por aqui, é a interatividade com meus leitores a quem, salvo raríssimas exceções (só 76 em dez anos!), sempre respondi os comentários que totalizam 8.600 (mais de dois por dia em média) neste período. Publiquei 2007 posts, com este, entre a primeira fase do blog hospedado na WordPress e depois como site usando a mesma base mas hospedado em outro provedor. São 1287 assinantes espontâneos, que a cada post publicado são informados disso com um link. Números que me deixam muito lisonjeado, porque em tempos em que o ato de ler passou para um segundo plano com texto sendo trocado por imagem e com tantas outras opções de publicações sobre nossa vinosfera na internet (só no Enoblogs são 320, mas acredito em algo próximo a 500) bastando um clique para mudar, ter essa rede de seguidores é muito especial, gratificante e explica o porquê de após dez anos seguir entre os 10/15 sites especializados mais lidos do Brasil de acordo com o site Alexa que monitora algo ao redor de 30 milhões de sites pelo mundo. Logo eu, um sujeito tão prolixo numa era de pura efemeridade tipo está aqui, ops, não está mais!! rs

Devido à crise que assola o país, não consegui reunir os patrocinadores necessários para promover o evento especial que desejava para esta celebrar este momento, mas acreditem que hoje à noite abrirei uma garrafa especial para brindar com vocês esta data. Peço-lhes que hoje façam o mesmo (depois me digam o que abriram) e desde já agradeço prometendo publicar seus comentários aqui, aliás seria algo bem legal! Um baita KANIMAMBO, a todos por estes anos de convívio porque sei que há alguns me lendo agora que estão por aqui desde o começo, uma bela jornada de descobrimentos que levei adiante na Vino & Sapore onde a minha filosofia é aplicada na prática.

Comecei dia 3 (primeiro post do ano) mais uma década de escritos compartilhando experiências e tecendo minhas opiniões, mergulhando em novas viagens por esses caldos de Baco onde espero seguir contando com os amigos e parceiros que viabilizaram estes primeiros dez anos. Enquanto isso e alternando com novos posts, vou fazer uma retrospectiva de alguns momentos importantes, pelo menos para mim, compartilhando alguns desses post com os amigos. Alguns podem já ter lido, recordar é viver (rs), outros não, acho que vai ser legal.

Um abraço e grato pelo carinho que vêm me dispensando, é essa a energia que faz com que eu siga adiante mesmo quando por vezes pense em parar. A criatura há muito tomou conta do criador e, como já dizia Buzz Lightyear (Toy Story), “ao infinito e além”, com vocês consigo! rs Valeu gente, uma ótima semana para todos.

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