O Que Você Quer Ler Numa Descrição de Vinho?

Hoje o post é simples e curto, muito mais uma pesquisa do que qualquer outra coisa. Quando você acompanha um blog, lê uma revista, o que você gostaria de ler numa resenha sobre um vinho. Dos frutos do bosque nos aromas, do tipo de madeira usada, da região produtora, uvas usadas, corpo do vinho, se tânico, ácido, floral, do tipo de Question-mark-clip-art-question-mark-image-image-2barricas, o quanto estas informações são importantes para vocês e lhe dizem alguma coisa?

O que você gostaria de ver mencionado nessas resenhas e que hoje não está presente? Afinal, quais são os dados sobre o vinho que você gostaria que um escriba do vinho colocasse na tela ou no papel para lhe ajudar a entender esse vinho e facilitar sua compra? Até que ponto uma nota é ou pode ser importante?

Sinto que por muitas vezes escrevemos sem norte e talvez esse seja um dos temas que vêm me incomodando, me deixando algo frustrado quanto ao “trabalho” que venho desenvolvendo por aqui há quase dez anos! Gostaria de aprimorar isso e vossa ajuda com esta interatividade que tanto prezo, me seria muito útil então agradeço desde já a todos que possam despender uns minutinhos num comentário sobre o tema, creio que todos podemos ganhar com isso, eu certamente sim.

Fica aqui a abertura e tenham um ótimo fim de semana. Se tiverem um tempinho, passe na Vino & Sapore neste Sábado, vos espero lá para uma tacinha de vinho e dois dedos de prosa. Kanimambo pela visita e nos vemos, fui!

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Signature de Susana Balbo, um Torrontés Diferenciado

Tem gente que torce o nariz para os vinhos elaborados com Torrontés na argentina, mas poucos tentaram se atualizar sobre o tema nos últimos anos. Tem vinhos de muita susana balbo torrontés com tapasqualidade no mercado que surpreenderiam a maioria dos céticos de plantão. Eu não estou nem aí, gosto do que tenho provado e entre os melhores está este que é diferenciado!

A semana estava fria, então não resisti; lareira acesa, na companhia da loira e Fondue de queijo. Sou gamado neste Torrontés argentino muito especial o Signature de Susana Balbo que é fermentado em barrica sendo um dos melhores vinhos brancos argentinos do momento e olha que tem muito vinho branco top por lá, sempre tenho um na adega, pelo menos tento ter porque duram pouco! rs Sei, já sei que sempre falo para se afastar de brancos amadeirados com Fondue de Queijo, mas este é diferenciado, a madeira é toda ela muito sutil sem prejudicar o conjunto e ainda fiz uns “pinchos” com uma torradinhas de pão italiano, azeite, presunto parma e brie, ficou da hora! Por outro lado, estava com vontade de ambos então, porquê não? Como sempre falo, harmonizar é bom, mas não é tudo, sem fobias!! rs

Na verdade, tenho que confessar que com; friozinho, lareira acesa, tapas, fondue e minha loira, qualquer vinho ornava!! rs Agora falando sério, pela primeira vez abri uma garrafa destas, já abri muitas, e senti um pouco mais de madeira do que o usual. Acho que pode ser coisa dessa garrafa especificamente, porque a anterior que tomei há poucos meses (mesma safra o origem) não estava assim ou pode ser que na harmonização a madeira apareceu mais, a maior probabilidade. Na verdade e no fritar dos ovos, pouco me importou, diferentemente da Confraria onde afora a farra havia uma conotação mais clara de estudo e experimento, aqui o tema era outro então, sem ressalvas! rs

Susana Balbo Torrontés com fondue

Bem meus amigos, a frente fria chegou de novo e não deve durar muito então aproveitem porque não devemos ter muitas mais este ano. Kanimambo pela visita e nos vemos em breve por aqui ou em algum outro ponto de nossa vinosfera. Fui!

 

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Na Prática – Fondue de Queijo com que Vinho?

Já escrevi diversas vezes sobre o tema, porém desta vez a Confraria Saca Rolha decidiu fazer o teste para valer! Fondue de queijos e 4 vinhos nas taças para testar as diversas opções de harmonização. Sim, já sei, essa coisa de harmonização é uma frescura, pois bem, pode até ser e não precisa fazer disso uma obsessão, mas convenhamos que quando dá certo é bem legal, fica melhor e, quanto a isso, não acredito que haja alguém que possa negar, né?

Três opções de vinhos brancos e um tinto como contraponto, pois há os que não abrem mão mesmo que tudo indique que com a maioria dos queijos sejam os brancos que se dão melhor, mas gosto não se discute! Seguindo minhas próprias recomendações, o tinto deveria ser de taninos macios e pouco presentes para não brigar, assim fiz.

Servimos os quatro vinhos juntos e o “estudo de campo” (rs) ficou bastante interessante; dois franceses, um alemão e um chileno na taça. eis minha opinião sobre a experiência.

Gries Gewurztraminer, alemão da região de Pfalz um delicioso vinho que mostra bem as características da uva com um floral bem presente no nariz. Na prática não rolou, ressaltou o dulçor do vinho e o floral não chegando no resultado esperado, mesmo o vinho sendo muito bom, a harmonização não decolou. Acho que com um curry de camarão (huumm, acho que vou ter que experimentar!) deve ficar da hora! Vinho na casa dos 130 Reais

Gustav Lorentzen Riesling Reserva , francês da Alsácia, uma das melhores se não a melhor combinação da noite. Sua mineralidade, frescor e bom corpo, serviram como suporte para a untuosidade do fondue. Muito equilíbrio entre o vinho e o prato o que catapultou os sabores de ambos, tudo o que queremos quando buscamos harmonizar, faltou garrafa à harmonização! Vinho na casa dos 150 reais

Boya Chardonnay, o participante chileno. Do mesmo produtor do Amayna (célebre chardonnay chilenos), esta linha exclui a madeira da equação e, a meu ver, produz um vinho muito mais equilibrado e gostoso de beber. As características da uva seguem lá, amanteigado com notas abaunilhadas e amendoadas, porém sem a turbinação da madeira que acaba encobrindo sua delicadeza. Um vinho que me agrada bastante e que se mostrou muito capaz de acompanhar o Fondue rivalizando com o Riesling alsaciano. Vinho na casa dos 120 reais.

Chinon Couly-Dutheil Baronnie Madeleine, um belo e nobre representante dos Cabernet Franc desta região do Loire na França e nosso representante dos vinhos tintos nesta experiência sensorial. Bastante floral no nariz, taninos sedosos e ótima textura, rico meio de boca, boa acidez, é um vinho daqueles para tomar muitas taças em boa companhia, digno da região mostrando bem a tipicidade da uva. Foi bem, mas não empolgou os confrades presentes não! Todos deixaram claro, pelo menos que me lembre, que a harmonização com os brancos é superior agora, se é um tinto que você busca, esta pode ser uma boa opção assim como um Pinot, Gammay, Barbera ou similar, todos preferencialmente sem estágio em barricas. Vinho na casa dos R$180,00.

SR Agosto - Fondue & Vinho

Bem, o encontro foi ótimo e, como sempre,aberto com um bom espumante que desta vez teve como protagonista um cremant de Limoux, o Collin Cuvée Prestige Brut, que realmente estava delicioso, lamentando que não tivesse levado mais uma garrafa para usar como quinto vinho em nossa experiência! Caso prefira vinhos mais baratos, siga o perfil sugerido, porém seguem algumas dicas de vinhos mais acessíveis, abaixo das 60 pratas:

Apaltagua Riesling e VSE Classic Chardonnay sem madeira ou ainda o VSE family reserve com madeira bem sutil (todos chilenos) ou o Casarena Chardonnay mendocino sem madeira mas de bom corpo. Por hoje é só, kanimambo pela visita e nos vemos por aí ou por aqui num próximo dia, saúde!!

 

 

 

 

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Como Falar de Vinhos, Eis a Questão!

Ainda recentemente escrevi sobre a necessidade de descer do salto xv e olhar, sentir o vinho de forma diferente sem os estereótipos que se criaram em torno do tema. O tema levantou algumas celeumas, e mais tarde vi no Face um monte de gente falando sobre a linguagem no vinho, tirando sarro de alguns termos usados por diversos blogueiros ou simples apreciadores de vinho que usam palavras tipo “guloso”, o que significaria tal palavra? Em sendo face, os comentários foram imediatos e dos mais diversos, porém o que mais me chamou a atenção foram os comentários algo pejorativos a uma série de termos usados. Está certo alguns são excessivos, mas gente deixemos as pessoas se expressarem da forma que mais lhes convier, qual o problema? Muitas vezes um simples gosto ou não gosto cai bem! Afinal, quantos sabem o significado de Sur Lie, Botritizado ou Sous Bois na descrição de um vinho??

Acho que a forma e o conteúdo têm muito a ver com quem lê o que você escreve e qual a mídia em que é publicado. Com minha atividade comercial neste nossa vinosfera tupiniquin, canso de ver gente sem qualquer base, gente que confunde taninos com acidez e acidez com amargor, tudo bem, afinal isso ocorre nas nações consumidoras mais antigas onde a o vinho faz parte da cultura do povo à gerações! O vinho pode ser guloso para uns, gordo, raquítico ou esquálido para outros e eu gosto de vinhos que falam comigo! Uns são brutos, outros elegantes, uns me dizem pouco, outros possuem um papo bem cabeça, importante é que me transmitam algo que valha a pena ou simplesmente não me fazem falta, como algumas pessoas! A linguagem figurativa por muitas vezes nos diz mais sobre o vinho e seu impacto sobre quem o consumiu, do que frases cheias de termos mais técnicos a não ser que vocês esteja numa reunião de experts. Eu, por exemplo, quanto mais um vinho me empolga mais adjetivos uso!

Andamos críticos demais, acho que se deixarmos fluir as sensações sem querer estabelecer regras canônicas sobre este tema, respeitando a todos e lendo aqueles que nos interessam, talvez o tal  de “descomplicar” o vinho  (que tantos alardeiam e tão poucos praticam) efetivamente ocorra. Viva e deixe viver, cada um do seu jeito, com seu estilo com sua dialética, o resto meu amigo, o resto é só “broma” para valorizar passe! rs Importante, a meu ver, é deixar os sentimentos fluírem dentro de uma certa razoabilidade em que se consiga, de forma figurativa, facilitar a linguagem do vinho de forma mais coloquial e menos técnica, deixando esta última para momentos mais adequados.

Abraço, kanimambo e um bom fim de semana com vinhos de bom papo, repletos de adjetivos positivos e um belo Dia dos Pais!

 

Falando de Sebastian, Um Espumante Diferente!

Volto com algo para curtir e celebrar, sabores diferentes e uma grata surpresa na taça. Começa por ser diferente pois vem da Lombardia fronteira com o Veneto, encostado no lago de Garda e mais uma razão para visitar CáMaiol Sebastian Rosatoesta linda região italiana. Lugana DOC, é lá que se situa a CàMaiol produtora deste gostoso espumante rosato (rosé) trazido ao Brasil pela Galeria de Vinhos.

Segue sendo diferente pois usa duas uvas tintas pouco conhecidas, a Groppelo (70%) com Marzemino, duas uvas tintas regionais. Após a primeira fermentação, fica sobre lias (Sur Lie) por um período de tempo não determinado, quando vai para a autoclave onde faz a segunda fermentação por cerca de dois meses (Método Charmat). Linda e sedutora cor, somente 25 mil garrafas produzidas, brut, ótima perlage com bonito colar de espuma, na boca um pouco mais de volume do que estamos acostumados a ver nos rosés por aí. Balanceado e fresco com um final diferenciado e complexo que ficam por bastante tempo na boca e levam a pensar notas sutis de uma leve oxidação que na realidade não existe, intrigante e sedutor. Quanto ao preço, anda na casa dos 100 a 115 Reais e pode ser encontrado nas “boas casas do ramo” ! rs

Eu ainda preciso testar, porém acho que pode dar um samba legal como acompanhamento a paella valenciana mista! Fica como sugestão a conferir numa próxima oportunidade. Ah, um fator menos importante, mas que chama a atenção; a linda garrafa que vira motivo de “briga” (rs) para ver quem leva para casa. É isso, conforme for desenterrando matéria vou publicando, sem data nem hora marcada! Kanimambo, saúde e nos vemos por aí! Nesta semana tem Enoladies, Wines of Chile, degustação da Go Where Gastronomia, muita fonte de inspiração que anda faltando, inté.

 

 

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Sem Inspiração ou Writer’s Block!

Writers block 0Achei que uma semana ia dar, mas virou dez dias e nem assim! rs Stress, depressão, cansaço, irritação, frustração, questionamentos, dúvidas, decepção, perda, vazio de criatividade, etc. e etc. e etc., as razões podem ser muitas ou até estarem todas se manifestando ao mesmo tempo! Na verdade, depois de quase dez anos na labuta aqui no blog com mais de 1900 posts publicados, fica a sensação de que a inspiração se esvaziou, que você chove no molhado, que as coisas se tornam repetitivas, que pouco ou nada está acrescentando!

Chega a frustração, as palavras não vêm, as dificuldades de expressão aparecem com mais frequência a falta de tesão pela escrita se torna cada vez mais aparente e aí você se dá conta de que talvez, só talvez, esteja sendo exageradamente crítico consigo mesmo. Por outro lado, escrever dá trabalho, não se engane e quando sua mente já está ocupada com mil outras atividades, então … !

Writers block 2

Daí fico pensando, exercício de auto análise (rs), o que fazer para quebrar essa corrente? O que posso mudar? Essa placa que descobri me indicou o caminho, simplesmente escreva, quem sabe sai algo que se aproveite? Parar, se entregar é que não é solução a não ser que haja a real e pensada decisão de cessar com esta atividade e isso ainda não é o caso, então reagir é preciso!

Writers block

Tenho uma lista infindável de tópicos a me dedicar, uma lista grande de experiências , ideias e conceitos a compartilhar então nos próximos dias retorno com meus posts Falando de Vinhos, mesmo que não estejam à altura do que eu espero de mim mesmo e espero que os amigos que me seguem entendam e “aguentem” (rs) o período de transição. Talvez teste algumas fórmulas novas, enfim, vamos ver o que sai! Kanimambo pela visita e paciência, sáude e até breve. Abraço e boa semana.

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Week Off, Mas ….

Estou tirando uma semaninha de folga por aqui, mas não queria deixá-los assim sem deixar nada para vocês degustarem. Eis então uma listinha curta de vinhos para você se dar bem sem gastar muito, no máximo vinhos até 65 Reais, mas tem a partir de R$40, com sede você não vai ficar não, não deixo!! rs

Da Argentina

Raza Malbec e Torrontés, Prisionero Malbec, Casarena 505 tanto o Chardonnay quanto o Rosé de Malbec, Gouguenheim Valle Escondido Cabernet Sauvignon, Casa La Primavera.

Do Chile

VSE Classic Chardonnay, Nancul Cabernet Sauvignon Classic, VSE Carmenére, Casa Diego Pinot Noir, Nancul Elegant Reserve Merlot, Quereu Cabernet Sauvignon e Sauvignon Blanc, Apaltagua Riesling e Pinot Grigio, Nancul Collection Malbec.

De Portugal

Confidencial, Versátil tinto e branco, Albernoa Tinto, Quinta dos Termos DOC, Forja do Ferreiro, Paxis Lisboa, Paxis Arinto, Paxis Douro, Villa Romanu Tinto, Rotas branco, Guigas vinho verde.

Da Itália

Vistamonti Barbera, Mandorla Syrah, Vasari Montepulciano

Da Espanha

Lealtanza Rioja Edicion Limitada, Los Molinos Tempranillo, Campos Reales Tempranillo, Visigodo Verdejo, Legado Munoz Garnacha

Agora é só sair por aí na busca desses achados, vinhos que recomendo nessa faixa de preços bem competitiva e que volta e meia aportam na minha taça porque as coisas não andam fáceis não, mas de qualidade não abro mão e a encontramos em tudo o que é faixa de preço. Boa caçada e saúde! Kanimambo e volto em breve, fui!!

 

Dois Italianos na Taça.

A família é uma só, mas com os pés nas duas principais regiões produtoras italianas, Piemonte e Toscana, e recomendo uma visita ao site deles clicando aqui > http://gaslinialberti.it/. Dois vinhos bem diferentes, mas igualmente suculentos, cada um com seu jeito, suas nuances e uvas. A meu ver, dois vinhos que valem o preço pedido (considerando-se nossa realidade) e que frequentam minha taça volta e meia e, por isso mesmo, quis compartilhá-los com os amigos. 
bricco-monferratoDo Piemonte Bricco San Giovanni Monferrato Rosso 2011 – Um vinho que conheci recentemente na busca por vinhos desta região para uma degustação temática. O frescor e fruta típica da Barbera (60%) se alia ao Merlot que aporta algo mais de corpo, cor e notas herbáceas ao conjunto. Passa seis meses em barrica de carvalho e afina em inox por mais seis meses antes de sair para o mercado. O resultado é um vinho bastante rico, boa textura, paleta olfativa de boa intensidade lembrando frutos do bosque, que deve acompanhar bem pratos de carnes com molho, pastas, risotos, mostrando-se bastante versátil. Recentemente o coloquei na degustação de uma confraria tendo sido um sucesso e uma surpresa para todos, vinho na casa dos R$115 a 120,00 em Sampa.
Da Toscana, Badia di Morrona Rosso dei Poggi 2013 – Aqui a protagonista é a Sangiovese, principal rosso-dei-poggiuva da região, que é complementada pela Cabernet Sauvignon, Merlot e um tico de Syrah. Um vinho que desde a primeira fungada me seduziu e o produtor tem história pois se situa num outrora mosteiro beneditino do século XI. Sem passagem por madeira, mostra-se muito aromático e intenso no nariz. com aromas de frutas vermelhas e ervas aromáticas. Na boca mostra-se de médio corpo, macio e equilibrado sendo uma ótima companhia para massas e pratos de carne menos estruturados ou condimentados, um vinho que me dá muito prazer tomar. No mercado o preço gira em torno de 90 a 95 Reais (em Sampa) e a distribuição é feita pela Lusitano Import que apesar do nome trabalha com vinhos de diversas origens.
Por hoje é só, fui! Saúde e kanimambo pela visita esperando vos rever por aqui em breve ou em qualquer outro ponto de nossa vasta vinosfera.
 

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Meus Mantras no Mundo do Vinho

Desde que comecei a divulgar e comentar este mundo dos vinhos regido por Baco, tentando compartilhar experiências e promover aquilo que encontro de bom em nossa vinosfera, tenho tentado fazê-lo de forma a desconstruir a imagem snobista e elitista que alguns construíram, pois nossa vinosfera precisa efetivamente de um trabalho forte de desmistificação e desconstrução! Quando dou cursos ou promovo alguma degustação temática, tomo por base esse conceito e uso como exemplo estes três pensamentos ou, talvez melhor, ensinamentos passados adiante por gente de respeito neste meio.  São meus mantras (rs) que hoje gostaria de compartilhar com os amigos leitores pensando sempre numa vinosfera mais real, com menos firulas, mais simplista porém não menos poética quando tem que ser na expressão das sensações que nos despertam.
Me fez lembrar quando com cerca de 14 para 15 anos desafiei meu professor de literatura inglesa ao ele me dar uma nota baixa quando da interpretação de um poema. Afinal, uma obra de arte não possui a capacidade de alcançar sua mente e coração de forma diferente gerando emoções diferenciadas em cada um? Por quê a minha percepção estava equivocada e não a dele? Ele esteve com o poeta ou este deixou algum escrito dizendo o que ele queria que cada um sentisse ao ler suas palavras? Lembro que tinha 14 anos, porém deixando de lado o aspecto mais ingênuo das colocações que fez com que minha nota fosse reduzida um pouco mais (rs), acho que isso se aplica muito à nossa vinosfera porque muito destes vinhos são poesias engarrafadas que falam (sim, quer os esnobes queiram ou não, eles falam) conosco de forma diferente, nos tocam e geram emoções diferentes em cada um de nós, deixando claro, a meu ver, que por estas bandas não existem verdades absolutas. Bem, já falei de mais, como de costume, então vamos aos mantras que regem minhas atividades no setor:
AlejandroDe Alejandro Vigil – Enólogo argentino, considerado um dos 30 mais importantes da vinosfera mundial, responsável por alguns dos melhores vinhos argentinos da atualidade
Porque tenemos la tendencia de lo absoluto ? Porque alguien tiene que decir su verdad como única ?  Los vinos para cada persona significan algo distinto, siente algo distinto , ven cosas distintas … Cada quien sentirá la mineralidad , verticalidad , frutas rojas o negras, para otros simplemente le gustara o no . Pero nadie puede decirte a vos que sentís o que piensas . El vino por definición es plural y diverso, nadie tiene la última palabra es tus gustos y sensaciones solo vos “.

De Saul Galvão – Saudoso e insubstituível mestre da crônica enogastronômica de nossa vinosferasaul 11 tupiniquim que com todo seu conhecimento não só pregava a humildade  no trato do vinho como a praticava em seus escritos, palestras e até nos eventuais encontros com seus seguidores como eu que tive a rara oportunidade de o encontrar uma vez tomando sua taça no shopping Iguatemi e trocado com ele dois dedos de prosa.Uma pessoas extremamente afável, faz falta!

“Quando se fala em vinhos, nunca há uma palavra final, mas sim opiniões, que podem ou não ser bem sustentadas. No final, só uma opinião importa, a sua. O vinho só existe para dar prazer, se ele deu prazer, cumpriu sua função, independentemente de regras cânones e opiniões alheias. Costumo dizer que o vinho precisa descer do pedestal no qual foi colocado por alguns esnobes e pretensos entendedores e ser colocado em seu lugar, que é o copo. Nada mais chato que um esnobe do vinho, que fala pomposamente, como se ele fosse o único ungido a entender termos herméticos”

Aubert-de-Villaine-1-docAubert de Villaine – é co-proprietário e co-diretor do Domaine de la Romanee-Conti na Borgonha, responsável de alguns dos vinhos mais caros do mundo, sendo proprietário de uma vinícola em Bouzeron na mesma Borgonha e outra ainda, na Nappa Valley tendo sido um dos juízes no famoso Julgamento de Paris em 1976.  

“Não fico surpreso que as pessoas não identificam estes aromas todos nos vinhos que compram, eu mesmo não sou capaz de reconhecê-los. Aliás, acho isso muito aborrecido, não estou interessado nisso e sim na personalidade do vinho.

Creio que fica claro, não por minhas palavras mas nas deles, que não há porquê se assustar ou se sentir frustrado se você não achar nos aromas ou nos sabores o que o produtor imprimiu no contra rótulo ou o que determinado crítico tenha escrito sobre o vinho. No final, tudo isso são meras indicações e serem sorvidas com a devida parcimônia. Curta os vinhos que achar que valem a pena, da forma que mais lhe convier lembrando que, se lhe deu prazer o resto é acessório! Pode até agregar, mas o importante mesmo é que o você sentiu. Fui, fico por aqui hoje, uma ótima semana para os amigos que hoje me deram o privilégio de sua visita, Kanimambo e seguimos nos encontrando por aqui ou por aí nas estradas de nossa vinosfera tupiniquim!

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Vinhos Ibéricos em Destaque

Wine globe 3Os vinhos portugueses e espanhóis vêm tendo destaque no mundo inteiro e no Brasil não é diferente. Sua participação no mercado brasileiro vem crescendo bastante com os vinhos apresentando uma relação PQP (Preço x Qualidade x Prazer) incomparável em sua faixa de preço, especialmente nas gamas média e de entrada. Eis duas boas notícias recebidas hoje e que quis compartilhar com os amigos.

 

O Paco & Lola Albariño (importada pelos amigos da Almeria) foi escolhido como o melhor vinho branco da Galícia. Eu conheço diversos vinhos brancos da região e ser o melhor entre eles é certamente um feito a ser comemorado.

Paco e Lola o Melhor

De Portugal, ou melhor da Alemanha, vem a notícia de que a DFJ Vinhos, conceituado produtor de vinhos portugueses, levou o troféu de melhor produtor português de vinhos tranquilos na Berliner Wein Trophy. Alguns destes rótulos, destacados em azul na lista abaixo, estão disponíveis no Brasil trazidas pela Lusitano Import, exceto pelo Bigode que não sei quem traz. Eis o press release recebido e dos rótulos em destaque, conheço todos e recomendo!

A DFJ Vinhos, um dos mais inovadores e reconhecidos produtores de vinho em Portugal, recebeu no Berliner Wein Thophy 2017 o troféu “BEST PRODUCER “Still Wine” PORTUGAL”.
Para além disso recebeu ainda uma medalha de duplo ouro, cinco ouros e duas pratas com os seus vinhos, cuja listagem segue abaixo.
Este concurso alemão é um dos mais respeitados no mundo, sendo de enorme importância para as empresas produtoras que apostam na Exportação.
O Engº. José Neiva Correia, enólogo-chefe e administrador da DFJ Vinhos considera que “estes prémios são um reconhecimento do trabalho que temos feito e muito expressivos do empenho e exigência que temos na produção dos nossos vinhos”.

DFJ proweinMedalha de Duplo Ouro

Paxis DOC Douro 2013

Medalhas de Ouro

Escada Reserva 2013 – DOC Douro,
Patamar Reserva 2013 – DOC Douro
Bigode red 2015 – Vinho Regional Lisboa
Vega 2013 – DOC Douro
DFJ Touriga Nacional & Touriga Franca 2014 – Vinho Regional Lisboa.

Medalha de Prata

Paxis Pinot Noir 2013 – Vinho Regional Lisboa
Grand’Arte Alvarinho 2016 – Vinho Regional Lisboa

Bom proveito e apostem nos vinhos Ibéricos, se é que ainda não entraram nessa onda, pois valem muito a pena. Da gama de entrada, tão competitiva quanto argentinos e chilenos se não mais, aos vinhos mais caros e divinos, há para todos os gostos, estilos e bolsos. Embarque nessa viagem, garanto que vale a pena. Fui, saúde e kanimambo pela visita. Um ótimo fim de semana para todos.

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