Vinhos do Ano

TOP 20 Vinhos de 2016!

Não são os meus,rs, porém são de gente que respeito, da Revista Decanter que dispensa apresentações para quem percorre os caminhos de nossa Vinosfera com algum afinco. De todas as mídias por aí, a meu ver a mais séria e respeitada devendo, no entanto e como sempre, ser “digerida” com a devida parcimônia.

Gosto da diversidade, todos sabem disso, e esta lista me atraiu exatamente por isso sem contar que tem um exemplar luso no meio, como sempre! rs Como ando louco querendo provar um bom espumante inglês, fiquei feliz ao ver um exemplar deles aqui também! Aliás, se alguém estiver por aquelas bandas e quiser me trazer uma garrafa dessas (pago na entrega!) ficarei imensamente grato.

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Vale acessar o link (clique na imagem), eu gostei bastante do que vi! Saúde e kanimambo pela visita.

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Meu Altar de Baco 2015

Amigos, bem vindos a 2016, o primeiro dia útil do ano se inicia e é tempo de olharmos o que ficou no ano anterior. Todos os anos publico meus melhores do ano anterior escolhendo 12 vinhos para compor http://www.falandodevinhos.com/wp-content/uploads/2015/01/21122901/Monte-olimpus.jpgmeus 12 Deuses do Olímpio, e depois publico diversas listas de vinhos que achei valerem menção dentro das diversas faixas de preço, fazendo isso desde 2008. Este ano alterei um pouco essa escolha dos mais, mais pois não me ative a uma quantidade especifica de rótulos, escolhendo um número bem maior de vinhos para compor meu Altar de Baco, composto de vinhos excepcionais um degrau acima dos outros!

Por outro lado, em função de minhas atividades profissionais (Falando de Vinhos, Degustações, Wine and Food Travel Experience, Vino & Sapore, Eventos, Aulas temáticas, Confraria Frutos do Garimpo, etc..) nem sempre consigo tempo para escrever, então este vídeo é uma nova experiência que espero possa vos agradar e, ao mesmo tempo, melhore minha comunicação com vocês. É um embrião, tem muito a melhorar, porém sem scripts, só o que me passa pela cabeça, de forma informal, honesta e direta.

O blog seguirá tendo meus posts, porém novos vídeos farão seu caminho por aqui. Espero que curtam, mesmo considerando que este primeiro http://www.falandodevinhos.com/wp-content/uploads/2015/01/21122901/Baco.pngvídeo tenha ficado algo longo, afinal são 19 vinhos inesquecíveis  com que Baco me abençoou este ano, meu Altar de Baco 2015! Desculpem pelas falhas encontradas, vão existir muitas, e quem tiver quinze minutos (próximos serão bem mais curtos) para descobrir e anotar alguns grandes vinhos para seu wish list, espero que façam bom proveito das informações compartilhadas já corrigindo que o Carrocel é DÃO, não Douro e a garrafa cheia mencionada era o Pesquera pois não pude trazer a garrafa.porém acabei comprando! Kanimambo e um grande ano para todos; muita alegria, saúde e din-din no bolso porque ajuda uma barbaridade!

Ps. ia-me esquecendo, criticas e sugestões são bem vindas!

200 Grandes Vinhos de 2009 da Revista Gula

Numa participação especial nos 200 destaques do ano 2009 da revista Gula em Janeiro de 2010, emplaquei cerca de 60 vinhos entre tintos, brancos, espumantes, importados e brasileiros. Destes, tomo a liberdade de destacar dez tintos que me marcaram. De lá para cá muitos outros andaram por minha taça, porém esses estão ainda bem vivos e persistentes na memória onde os bons vinhos sempre deveriam estar e não me incomodaria nada de reviver essas experiências!

Gula top 200 de 2009 - jan 2010
Pezzi King Zinfandel – California/USA – vinho que abusou de se dar bem em diversas degustações ás cegas na época em que promovia meus Desafios de Vinho. Paleta olfativa muito intensa e convidativa onde se destacavam toques de licor de cereja, fruta em compota e amoras. Na boca segue intenso, de bom volume de boca, taninos maduros e sedosos, harmônico com um final algo adocicado com coco e chocolate perfeitamente balanceado por uma acidez correta. Belo Zinfandel, de manual!

Casa Marin Miramar Syrah – San Antonio/Chile – famoso e venerado produtor de Pinot Noir, foi este Syrah que me levou ao nirvana na contramão da maioria. De uma elegância e finesse impares, um grande vinho de muita classe num estilo “velho mundista” que não vem do calor, mas sim de uma região fria o que, historicamente, não é o berço desta cepa. São 24 meses de carvalho e mais de 10 meses de garrafa antes que esse verdadeiro néctar chegue a nossas taças. Sedutor é uma palavra deveras limitada para descrever este vinho. É cativante e verdadeiramente empolgante, um vinho exuberante, rico , complexo e pleno de sabores em perfeita harmonia. Aquela pimenta, típica dos bons Syrahs, colocada de forma sutil, suculento, palato fresco, frutado, corpo médio, boa textura, comedidos 13.5% de teor alcoólico, boa acidez e taninos macios em perfeito equilíbrio, um final de boca vibrante, algo mineral e longo, muito longo. Um vinho literalmente soberbo e inesquecível.

Alain Brumont Tannat/Merlot – Gascogne/França – Produtor de vinhos de muita qualidades em Madiran, produz este e um também muito bom branco mostrando que não só de vinhos caros vive a França. Vinho vibrante, nariz sedutor, fruta compotada que convida à boca onde mostra um volume muito agradável, boa textura, corpo médio, bem equilibrado, taninos finos com um final muito saboroso e longo mostrando ótimo frescor.
La Celia Cabernet Franc – Mendoza/Argentina – o primeiro Cabernet Franc a gente nunca esquece, até porque naquela época ainda não era moda e pouca gente conhecia. Tomei refrescado a 16º e o teor alcoólico de 14% estava plenamente harmonioso, não se sentindo em momento algum, uma paleta olfativa atraente algo vegetal com nuances florais, na boca mostra boa estrutura, redondo, taninos sedosos, madeira e fruta em equilíbrio, boa estrutura e um final de média persistência com notas de café moka. De lá para cá muitos outros Cabernet Franc de grande qualidade frequentaram minha taça, mas este foi um marco!

Luis Pato Vinha Barrosa – Bairrada/Portugal – Doze meses em barris de carvalho seguido de mais seis em pipas de 650 litros , o vinho se apresenta macio e aveludado na boca mostrando uma personalidade muito própria e uma tremenda elegância pouco esperada num 100% baga tão novo (4 anos na época). Boa paleta olfativa com aromas florais e algo de eucalipto, na boca apresenta fruta de boa concentração, mas sem os exageros novo mundistas, fresco, algo de salumeria, expressivo mostrando grande harmonia com um final de boca longo e saboroso. Não é à toa que o Luis Pato ganhou o apelido de Domador da Baga e Mestre da Bairrada, tudo isso está escancarado neste que, a meu ver, segue sendo um de seus melhores vinhos!

Odfjell Orzada Carignan – Maipo/Chile – para sair da mesmice (Carmenére / Cabernet) da região, um dos meus Chilenos de gama média preferidos, elaborado com uvas extraídas de videiras de Carignan com mais de sessenta anos e uma parcela de Cabernet Sauvignon. É um vinho clássico de muita finesse, taninos finos e sedosos, bom corpo, cheio, rico em aromas de boa fruta vermelha madura com nuances de chocolate e baunilha num final de boca extremamente agradável e saboroso. É um vinho guloso e diferenciado, saindo fora das tradicionais cepas chilenas, que me encantou na época e segue me encantando. Hoje existem outros diversos ótimos rótulos, a maioria mais caros, porém este segue sendo um de meus preferidos, até em função de preço.

Angheben Teroldego – Encruzilhada do Sul/RS/Brasil – Vinho diferenciado produzido com uma cepa pouco conhecida no Brasil. Violáceo na cor, nariz de frutos negros em compota, algum chocolate e baunilha fruto de uma madeira bem aplicada que só ressalta e dá complexidade a um conjunto olfativo sem muita intensidade, porém muito elegante. Na boca é carnudo, ótimo volume de boca, equilibrado, taninos macios, rico com um final de boca muito saboroso invocando especiarias e algum tostado. Vinho gostoso, untuoso, para quem busca sabores e sensações diferenciadas.

Santo Emilio “Leopoldo” – São Joaquim/Santa Catarina/Brasil – Um assemblage de Cabernet Sauvignon com Merlot muito bem feito, saboroso, bom volume de boca, ótima estrutura, taninos aveludados que abrem bem em taça mostrando bastante equilíbrio com uma acidez muito boa e balanceada que chama comida. Um vinho de muitas qualidades que deve surpreender muita gente em degustações ás cegas. Recentemente participei de uma degustação às cegas com mais 20 rótulos de diversos países e faturou! Que bom que se manteve, quiçá até melhor.

Estes dois últimos são para os abastados! rs

Castello del Terricio – Toscana/Itália – Inusitado para a região, um complexo corte de Syrah/Mouvédre e Petit Verdot, um vinho muito longo que, mais que persistir no palato, persiste na memória. Estonteante, um vinho literalmente construído em camadas, de enorme complexidade, grande estrutura, grande riqueza de sabores que inebriam o palato com ondas de prazer. Um deleite hedonístico com uma personalidade muito própria e de longa guarda. Pena que falta din-din, mas aceito presentes de viagem!

Viña Sastre Pago Santa Cruz – Ribera del Duero/Espanha – um grande produtor da região! Encorpado, harmônico extremamente saboroso, complexo, taninos aveludados, licoroso, terroso com um final em que aparecem especiarias, algo de baunilha e frutos negros com enorme persistência. Vinho de grande classe elaborado com uvas de vinhedos velhos com mais de sessenta anos que aportam grande complexidade e caráter ao vinho. Mais um vinho que abrir antes de meia dúzia de anos, no mínimo, é cometer infanticídio!

Recordar é viver e certamente não reclamaria nem um pouco poder ter a oportunidade de os ter na taça novamente. Uns mais em conta, outros mais caros, mas sempre na busca da diversidade, de sair da mesmice, de buscar novos sabores e extrapolar os limites de sua zona de conforto! Não os conhece? Bem, então serão mais alguns rótulos para você conferir e se quiser mais, bem aí não tem como não vir a Salta/Argentina comigo no feriado da Independência! Uma viagem para quem gosta de se aventurar por novas fronteiras na busca por novas experiências, vem comigo vem! Estas oportunidades são raras, tem que aproveitar.

Mais dos TOP 200 da Revista Gosto

No último post comentei os tintos que a Revista e seus especialistas degustadores escolheram como seus vinhos de destaque no ano que passou, hoje falo dos brancos e outros vinhos mencionados.

gosto top 200

Vinhos Brancos – neste segmento conheço menos os vinhos destacados do que nos tintos, andamos tendo experiências diferentes, porém dá para dar alguns pitacos que talvez lhes sejam úteis.

Acima de R$230,00 – nenhum dos vinhos em destaque eu provei, porém dois em especial me chamaram a atenção. O Catena Alta White Bones Chardonnay que a critica mundial tanto elogia e o Palácio do Buçaco Branco (nobre luso) que está na minha adega aguardando a companhia da amiga Ana Silvia e do Claudio que tão gentilmente me deram a garrafa em comemoração aos meus 60 anos.

De R$229 a 71,00 – acho a faixa ampla demais, porém o jogo é deles (bola e campo) rs, então esse é só um comentário critico que pode ou não ser corrigido numa próxima edição se acharem válida a sugestão. De Martino Quebrada Seca Chardonnay (Chile) era um vinho que não atraia apesar da critica ser sempre muito positiva, porém achei que com a mudança para barricas de segundo uso, o vinho fiou muito melhor com a presença da madeira sentida de forma mais elegante e sutil. Excelentes o Soalheiro, um dos melhores Alvarinhos lusos, o chileno Terrunyo Sauvignon Blanc (também destaque nos meus top de 2014) e o clássico alentejano Esporão Private Selection branco elaborado só com uvas francesas.

Até R$70,00 – um vinho me deixou muito curioso, Fabre Montmayou Chardonnay Reserva pois não o conheço e gosto muito do produtor (vai entrar na minha lista a “a degustar”) junto com o Aquitania Reserva Chardonnay que no ano passado me surpreendeu muito positivamente com seu Reserva Syrah. Little Quino Sauvignon Blanc de William Févre do Chile (que já faz o excelente Espino Gran Cuvée Chardonnay) e Anselmo Mendes Muros Antigos Escolha (vinho verde) são mais dois vinhos a conferir desta lista.

Espumantes – aqui a lista é quase só de grandes Champagnes a partir de R$450 a cerca de R$1000 então não há muito o que comentar, salvo umas duas ou três dicas de espumantes nacionais, entre eles um que me chamou a atenção e pretendo conferir em breve, o Giacomim Brut de algo ao redor de R$25 que imagino seja lá no Sul. O Cave Geisse Brut 98 é raridade, então sugiro buscar o Cave Geisse Nature que vale muito a pena e o Geisse Terroir Nature que foi meu destaque e é considerado um dos melhores do Brasil.

Vinhos Nacionais – pouca coisa, entre eles alguns clássicos como o Salton Talento e Miolo Lote 43, os cult Era dos Ventos Peverela (branco) e Vinho Velho do Museu, porém consta aqui um vinho mais recente, creio que foi lançado em 2010, o Gran Raízes Corte da Valduga que já provei ás cegas umas duas vezes e em todas o avaliei muito bem.

Sobremesa – O destaque fica por conta do Nederburg Winemaker´s Reserve Noble Late Harvest (meu destaque também e um elixir dos deuses) parceiro inigualável para queijos azuis e fiquei curioso para provar o Alois Kracher Cuvée Beerenauslese de preço mais moderado considerando-se o padrão tradicional deles.

Bem, com isto finalizei meus comentários e acho que nestes dois posts há mais uma série de rótulos que valem muito a pena serem conferidos. Bom proveito, cheers e kanimambo pela visita. Uma ótima semana para todos.

Comentando os TOP 200 da Revista Gosto

Gente de primeiro nível prova para esta conceituada revista de enogastronomia e ontem passando pela banca vi esta edição. Como curioso que sou, não resisti! Óbvio que cada mídia só lista o que provou então muita coisa que poderia estar por lá, não está, porém é uma lista de respeito. Alguns comentários me vieram á mente enquanto lia e decidi compartilhá-los com você, meu amigo leitor e, alguns, companheiros de taça! rs

Os Melhores do Ano

Quinta do Vale Dona Maria – prefiro o CV que é um outro grande vinho do Van Zeller, mas importante ter um vinho Luso por aqui. Só lamento que os bons vinhos portugueses estejam ficando tão caros! Uma pegada legal que estes vinhos tinham é que mesmo sendo grandes, eles estavam sempre com um preço bem abaixo de seus congêneres italianos, espanhóis e franceses, mas não mais. Talvez seja a estratégia comercial que optaram por colocar em prática de um tempinho para cá, porém como consumidor não me agrada.

Pizzato Merlot DNA 99 – como melhor vinho nacional. Feliz de o ver por aqui! Em 2009 (ou 08 me lembro de ter provado o 2005 ainda na barrica e comentei de sua grandeza. Depois disso já tomei o 2005 (realmente grande!) e também o 2008. Não comparei com outros, depois das Salvaguardas meu relacionamento com os vinhos brasileiros nunca mais foi o mesmo, porém atesto e assino em baixo, grande vinho este DNA, daqueles para dar a provar a gringo e ver seu queixo cair! rs

Melhor Sobremesa , mais um Luso, Moscatel de Setúbal Alambre 20 anos – Os moscatéis de Setúbal são grandes vinhos de sobremesa, este ainda não conheço, então feliz que isso seja reconhecido publicamente pela grande mídia com esta escolha!

Melhores Vinhos por faixa de Preço – Tintos

Acima de R$400 – Gostei de ver um vinho do amigo José Manuel Ortega Fournier nesta lista, o I Sodi Di S. O. Fournier e o Abandonado de Domingos Alves de Sousa, um Douro de primeira, mesmo que eu prefira seu Quinta do Lordelo 2007 que tomei recentemente nas celebrações de meus 60 anos. Vinhaço!

De R$200 a 399,00Quinta do Crasto Reserva Vinhas Velhas, um dos melhores vinhos produzidos por esta conceituada casa, sempre uma garantia de qualidade. No mesmo patamar, Luis Pato Vinha Barrosa é a uva Baga em sua quintessência e não por acaso destaquei dois Lusos nesta faixa!

De R$130 a 199,00Aliara, vinho da chilena Odjfel (gosto muito de seu Carignan), é um topo de gama que provei pela primeira vez neste ano que passou e me encantou, muito complexo e rico. Il Bruciato, Bolgheri/Toscana, do antonori é um grande vinho e não é de hoje, uma opção de supertoscano a preço moderado e não podia deixar de mencionar mais um clássico luso, o Reguengos Garrafeira dos Sócios, um alentejano de muita raça!

De R$70 a 129,00 – uma faixa de preço que gosto de explorar onde descubro algumas preciosidades! Não provei a maioria dos que eles listaram, porém tenho que destacar o Quinta dos Termos Talhão da Serra, um vinho diferenciado elaborado com a pouco conhecida uva Rufete e o Lot 35 Carignan da Garage Wine chilena associada ao MOVI que também produz um ótimo Cabernet Franc! Não poderia deixar de mencionar o Atamisque Malbec (prefiro o blend) de uma bodega Mendocina que visitei em Agosto com a primeira viagem feita com a WFTE (Wine & Food Travel Experience). Da Austrália, o Yalumba Y Series Shiraz/Viognier que acaba de chegar à Vino & Sapore, vinho robusto e marcante.

Até R$69,00 – escolhas muito diferentes aqui! O único que provei e posso comentar é o Fabre Montmayou Malbec Reserva de sua propriedade em Mendoza (também tem na Patagônia) que possui uma ótima relação de Preço x Prazer x Qualidade. O Morandé Pionero Pinot Noir, é uma boa opção nessa faixa de preços, e foquei curioso por provar o Baga/Touriga Nacional da Filipa Pato que normalmente entrega bons vinhos, assim como o Quinta da Garrida Reserva já que sou gamado num vinho do Dão!

Uma outra hora falo dos brancos e outros vinhos listados. Cheers, kanimambo e seguimos nos vendo por aqui, provedor permitindo!!

Melhores Vinhos Tintos de 2014

Finalmente, demorou, né?! Como costumo dizer, não fazemos o que queremos, mas sim o que podemos e nem sempre nossa vontade vence e não somos senhores de nosso tempo, mas enfim, vamos ao que interessa. Para quem não acompanhou minha seleção de Melhores Vinhos de 2014 clique num dos links abaixo:

Best of The Best, Meus deuses do Olimpo, aqueles vinhos que estão em uma outra esfera
Melhores Espumantes e Vinhos de Sobremesa
Melhores Vinhos Brancos e Rosés
Mais dos Melhores

Bem, só aí já há indicações de mais de 40 vinhos para todos os gostos e bolsos, e hoje termino esta saga com mais cinquenta e poucos rótulos, desta feita só de tintos, perfazendo algo ao redor de 100 vinhos! Como já disse anteriormente, a base de preço que uso é a de mercado de São Paulo em Dezembro de 2014 e somente listo vinhos que estão disponíveis para venda no Brasil. A partir de Fevereiro/Março a expectativa é de aumentos que variam entre 10 a 15% baseado nas tabelas atualizadas que venho recebendo.

Best of 2014

Salton Paradoxo Merlot – Brasil – R$ 28,00
Monte Perniz Alentejo – Portugal/Viníca – R$ 35,00
Raza Malbec – Argentina/Almeria – R$ 35,00
Vilaflor Douro – Portugal/Adega Vilaflor – R$ 38,00
Confidencial – Portugal/Costazurra – R$ 38,00
Roncier – França/Viníca – R$ 39,00
Legado Munoz Garnacha – Espanha/Decanter – R$ 42,00
Aracuri Cab. Sauvignon/Merlot – Brasil – R$ 48,00
Canforrales Classico Tempranillo – Espanha/Almeria – R$ 49,00
Gougenheim Syrah/Bonarda – Argentina/Almeria – R$ 49,00
Casa da Passarela Dão “Descobertas” – Portugal/Vinica – R$ 49,00
Dom Abel Gran Reserva – Brasil – R$ 50,00
Grandes Quintas Colheita Douro – Portugal/Adega Vilaflor – R$ 55,00
Lauca Reserva Cab. Sauvignon – Chile/Mercovino – R$ 58,00
Chateau de Lagrezette Purple Malbec – França/Decanter – R$ 62,00
Perez Cruz Reserva Cab. Sauvignon – Chile/Almeria – R$ 65,00
Fabre Montmayou Cab. Sauvignon Barrel Selection- Argentina/Premium – R$ 68,00
Aquitania Reserva Syrah – Chile/Zahil – R$ 69,00
In Situ Big Red Blend – Chile/Costazurra – R$ 69,00
Señorio de Sarría Crianza – Espanha/Import Gourmet – R$ 74,00
Chateau Saint-Roch Cotes du Rhône – França/Decanter – R$ 79,00
Casa Silva 5 Cepas – Chile/Vinhos do Mundo – R$ 79,00
Briego Roble Rib. Del Duero – Espanha/Almeria – R$ 86,00
Narbona Blend – Uruguai/Devinum – R$ 89,00
Sanctuary Pinot Noir – Nova Zelândia/Premium – R$ 89,00
Lan Rioja Crianza – Espanha/Magnum – R$ 95,00
Benegas Don Tiburcio – Argentina/Calix – R$ 96,00
la Calandria Cientrueños Garnacha – Espanha/Dominio Cassis – R$ 99,00
Lagarde Guarda Cabernet Franc – Argentina/Cabernet Franc – R$ 108,00
El Enemigo Syrah/Viognier – Argentina/Mistral – R$ 110,00
O. Fournier B Crux – Argentina/Vinci – R$ 120,00
Cousino Macul Finis Terrae – Chile/Santar – R$ 120,00
Benegas Finca Libertad – Argentina/Calix – R$ 125,00
Briego Ribera del Duero Crianza – Espanha/Almeria – R$ 129,00
L’Equilibrista Penédes – Espanha/Peninsula – R$ 130,00
Guelbenzu Evo – Espanha/Import Gourmet – R$ 130,00
Guelbenzu Lombana – Espanha/Import Gourmet – R$ 130,00
Lan Rioja Reserva – Espanha/Magnum – R$ 135,00
Carrau Gran Tradiccion 1752 – Uruguai/Zahil – R$ 135,00
Francos Reserva – Portugal/Lusitano Import – R$ 140,00
Fabre Montmayou Gran Reserva Merlot – Argentina/Premium – R$ 145,00
Marziano Abbona Papá Celso Dolcetto de Dogliani – Itália/Mistral – R$ 148,00
Loma Larga Pinot Noir – Chile/Wine Mais – R$ 150,00
las Moras 3 Valleys Syrah – Argentina/Decanter – R$ 150,00
Casarena Jumila’s Vineyard Malbec – Argentina/Magnum – R$ 155,00
Loma Larga Syrah – Chile/Wine Mais – R$ 160,00
Susana Balbo Brioso – Argentina/Cantu – R$ 160,00
Señorio de Sarría Reserva Especial – Espanha/Import Gourmet – R$ 185,00
Quinta do Pessegueiro Douro – Portugal/World Wine – R$ 189,00
Achaval Ferrer Quimera – Argentina/Inovini – R$ 190,00
Terrunyo Carmenére Peumo – Chile/VCT Brasil – R$ 205,00
Andeluna Pasionado 4 Cepas – Argentina/World Wine – R$ 210,00
la Calandria Tierga Vinas Viejas Garnacha – Espanha/Dominio Cassis – R$ 215,00
Salvioni Rosso di Montalcino – Itália/Decanter – R$ 260,00
Crochet Douro – Portugal/Adega Alentejana – R$ 330,00
Pio Cesare Barolo – Itália/Decanter – R$ 430,00
Catena Zapata Adrianna Malbec – Argentina/Mistral – R$ 590,00

Cheers, kanimambo e espero que essas dicas possam lhes ser útil ao longo do ano.

Brancos e Rosés Que me Marcaram em 2104

Todos os anos tenho vinhos que surpreendem e marcam minha memória. São vinhos de todos os preços e cores porque minha mente é aberta para provar de tudo e com isso me vejo constantemente quebrando alguns preconceitos, sim também os tenho, e obtendo enorme prazer ao me deparar com essas preciosidades na taça. Abra sua mente e sua taça para novas experiências e sabores, mesmo mantendo seus portos seguros à mão, permita-se viajar !

Os preços estão aumentando, as tabelas que tenho recebido mostram algo entre 10 a 15% dependendo da importadora, então a referência de preços dos rótulos aqui listados é a de final de 2014 em São Paulo onde os impostos sobre vinho são dos maiores! Acreditem, por aqui se paga mais ICMS sobre o vinho do que sobre a cachaça e não é pouco não, quase 40% mais!!

Enfim, esse é papo para outro post, eis minha lista de Melhores de 2014 com a importadora, país e preço médio, estando aqui presentes tão somente vinhos á venda no Brasil. Espero que você curta e lhe possa ser útil. Hoje listo os Brancos e Rosés, na Sexta seguem os Tintos.

Best of 2014

MELHORES VINHOS BRANCOS DE 2014

Bebo, provo, promovo e gosto muito de vinhos brancos, os eternos desconhecidos e, certamente, injustiçados pela eterna obsessão do moderno apreciador de vinhos por corpo e potência. Estamos em outra seara, na das sutilezas! Vinhos de diversas cepas, origens e preços e ainda tem mais dois graaandes vinhos que fizeram parte dos Deuses do Olimpo 2014. Vinhos para momentos, pratos e companhias diferentes, espero que possam curtir alguns dessas ótimas 26 opções que relacionei abaixo e que andaram em minha taça durante o ano.

  • Campos de Cima Viognier – Brasil – R$35,00
  • Vilaflor Branco (blend) – Portugal / Adega Vilaflor – R$37,00
  • Terranoble Sauvignon Blanc – Chile / Decanter – R$37,50
  • Millaman Condor Chardonnay – Chile / Lusitano Imports – R$38,00
  • Viapiana Green (blend) – Brasil – R$38,00
  • Roncier Branco (blend) – França / Vinica – R$39,00
  • Clara Benegas Chardonnay – Argentina / Calix – R$48,00
  • Dona Paterna Alvarinho/Trajadura – Portugal / Premium – R$55,00
  • Protos Verdejo – Espanha / Peninsula – R$62,00
  • Perrin La Vielle Ferme Blanc (blend) – França / World Wine – R$65,00
  • Poker Face Semillon/Sauvignon Blanc – Austrália / KMM – R$68,00
  • La Tunella Rjgialia – Itália / Vinica – R$74,00
  • NQ Chardonnay – Chile / Wine Co. – R$76,00
  • Atamisque Catalpa Chardonnay – Argentina / World Wine – R$78,00
  • Humberto Canale Old Vineyard Riesling La Morita – Argentina / Grand Cru – R$80,00
  • Hugel Gentil (blend) – França / World Wine – R$84,00
  • Loma Larga Sauvignon Blanc – Chile / Wine Mais – R$92,00
  • Val de Sil Godello – Espanha / Peninsula – R$98,00
  • Abbazia de Novecella Kerner – Itália / Vinica – R$99,00
  • Morgado de Sta. Catherina Arinto – Portugal / Palácio dos Vinhos – R$ 100,00
  • Vila Raiano Greco di Tufo – Itália / Decanter – R$125,00
  • Terrunyo Sauvignon Blanc – Chile / VCT Brasil – R$125,00
  • Benmarco Torrontés – Argentina / Cantu – R$130,00
  • Chateau de Tracy Mademoiselle T Pouilly-fumée – França / Decanter – R$145,00
  • Domaine Servin Chablis Vaillon 1er Cru -França / Vinica – R$158,00
  • Qta da Pellada Primus Dão – Portugal / Mistral – R$360,00
  • Chateau Montelena Chardonnay – EUA / Smart Buy Wine – R$420,00

MELHORES VINHOS ROSÉ DE 2014

este ano apenas dois dos vinhos provados realmente disseram a que vieram e valem ser conhecidos. Para ver outras opções basta navegar nas minhas listas de anos passados onde outros bons rótulos estão em destaque.

  • Orlando Contucci Ponno Vermiglio Cerasuolo d’Abruzzo – Itália / Vinica – R$58,00
  • Lagarde Rosé de Malbec (Blanc de Noir) – Argentina / Devinum – R$65,00

por hoje é só, mas aí já tem um monte rótulos interessantes para você começar essa viagem por um eno universo diferente e extremamente rico. Cheers, kanimambo e seguimos nos encontrando por aqui.

Mais dos Melhores 2014

Desta feita de momentos pra lá de especiais que, como os grandes vinhos, são extremamente longos de grande persistência na memória.

Melhor Harmonização

Um ano de grandes momentos inclusive nas bodegas argentinas e não só. Uma, no entanto, fez minha cabeça, o Incrível momento de harmonização fruto de telepatia minha e do mestre cozinheiro Ney Laux na confraria Vino Paradiso. Um verdadeiro elixir dos deuses que conseguiu melhorar ainda mais pelo aporte de uma torta de nozes com figos e maçã, uma verdadeira benção que arrebatou quem estava presente e os levou ao nirvana, eu incluso. Maravilha, nem sempre se consegue esse resultado em harmonizações e quando acontece desta forma, é para pensar em repeteco!! Magnifico vinho Madeira, um Bual 15 anos da Henrique & Henrique’s.

Madeira com torta de nozes

Melhor Degustação

foram muitas e muitos grandes vinhos passaram na taça, mas em função do local, da harmonização, dos vinhos e especialmente das pessoas, não tem como não elevar a centésima potência o encerramento da primeira viagem a Mendoza da Wine & Food Travel Experience em Agosto de 2014. Os belos vinhos da Dominio del Plata (Susana Balbo) e aquele Nosotros tomado no jardim com um brinde aos deliciosos dias que passamos juntos, estava ainda mais saboroso e não tem preço! Comprovação clara de que vinho harmoniza mesmo é com pessoas!

Nosotros com Nosotros

Melhor Momento

só poderia ser a esbórnia promovida pelo amigo Joaquin Alberdi (JÁ) em Buenos Aires na companhia dos amigos antigos e alguns novos, que desbravaram juntos 3850 kms de terroirs argentinos e mais de 270 vinhos. Um “pontapé” inicial que mexeu com todos e fez com que a saída para ir jantar, roteiro que a Wines of Argentina tinha para a gente, fosse um verdadeiro sacrifício. Isso mais sete horas de Van entre San Juan e la Rioja, o que era para ser um saco virou épico, ficarão para sempre na memória! Veja este video que o Didu fez e que acho que exemplifica tudo, uma bela mensagem do amigo Joaquin. Um lugar para não deixar de ir quando em Buenos Aires, vai por mim.

Uma ótima semana para todos, cheers e kanimambo pela visita.

 

Os Deuses do Olimpo – Meus TOP 12 Vinhos de 2014

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Sempre grandes vinhos que habitaram minha taça mesmo que por alguns poucos momentos de puro deleite, uns mais que outros, porém todos marcaram posição, disseram ao que vieram e deixaram marcas profundas em minha memória. São vinhos que apelidei de classe “I” de Incuspível! Daqueles que quando chegam na taça nos vimos “forçados” a saborear até a última gota nos deixando inebriados de prazer. Eis minha lista dos deuses que fizeram jus a seu lugar no Olimpo, sempre vinhos que estão á venda no Brasil.

Brancos:

Vina Tondonia Reserva 1991 – Rioja/Espanha – para virar a cabeça de quem acha que um vinho branco não pode envelhecer bem. Mais para um Jerez que um vinho branco normal, é marcantemente diferente e quando acompanhado de um presunto cru ibérico, é de lamber os beiços e pedir bis. Incrível como é profundo e como está tão vivo com a Bacoacidez ainda bem presente como quem quer nos dizer que ainda há mais alguns anos de vida nessa garrafa. Não há quem fique imune ás reflexões sensoriais que ele aporta, um vinho que mexe com conceitos, preconceitos e muito mais!

Chateau de Citeaux Domaine Bouzerau Puligny Montrachet 1er Cru Les Champs Gain 2010 – Borgonha/França – Um Chardonnay estonteante que não sabemos se fungamos ou bebemos! Uma paleta olfativa intensa que nos implora por levar a taça à boca onde ele termina de nos subjugar e nos deixa de joelhos agradecendo a Bacco por tamanha dádiva. Um exemplo de como se usar barrica com sabedoria, sur lie por um ano, aportam sofisticação e complexidade levantando a fruta e com um final bem mineral como manda o figurino. Um clássico da região que encanta até quem não é chegado em brancos.

Tintos:

Monte olimpus

Gran Enemigo Single Vineyard Agrelo 2010 – Mendoza/Argentina – tendo como base a nova coqueluche argentina, a Cabernet Franc, com um toque de Malbec, é um tremendo de um vinho que exala elegância e finesse por todos os poros sem perder a identidade. Um vinho rico e complexo, de taninos sedosos e acidez pontual que resulta num final de boca apetitoso que pede a próxima taça, e a próxima, a próxima……..rs.

Poggio di Sotto Brunello di Montalcino 2007 – Montalcino/Itália – Este ano tive o privilégio e enorme prazer de tomar deste elixir por duas vezes. Na minha modesta opinião, pois não sou especialista em Brunello, um dos melhores que já tive a portunidade de provar sendo realmente inesquecível. Prima pelo equilíbrio, pelos aromas, pela complexidade, classudo e fino, um vinho galanteador, se é que isso existe, que nos arrebata do chão ao primeiro gole e nos leva ao nirvana!

Casa Lapostolle Barobo – Chile – uma tremenda surpresa e mais um preconceito quebrado pois os vinos do produtor nunca me encantaram. Um grande vinho que consegue unir potência com uma finesse ímpar. Na degustação não peguei a safra, mas ……..não muda nada do que estava na taça. Um dos melhores chilenos que já provei nos últimos anos rivalizando com um Chadwick 2005 que tomei há uns 5 ou 6 anos. Uvas de diversos vales em que o produtor tem vinhedos.

Nosotros Malbec 2009 – Mendoza/Argentina – existem diversos ótimos Malbecs na Argentina, mas este tem algo de especial. Rico e profundo, complexo e elegante, ótima textura que seduz, um vinho que cativa à primeira fungada. Sem excessos, profundamente balanceado, um Malbec diferenciado e por isso mesmo inesquecível. Sou apaixonado por este vinho e tomado lá na condição em que foi, deixou marcas, sempre deixa!

Quinta da Leda 2007 – Douro/Portugal – Um clássico da casa Ferreirinha, terceiro na linha sucessória (rs) abaixo do Barca velha e Casa Ferreirinha Reserva Especial, um vinho que respira Douro por todos os poros e está no momento certo para ser devidamente venerado e tomado. Um vinho que nos vai aparecendo em camadas; frutos escuros maduros, tabaco, especiarias, algum balsâmico, gordo meio de boca, formando um incrível e harmonioso conjunto que nos deixa triste ao final, vai faltar vinho nessa garrafa! Porquê não comprei mais algumas?!!! Grande e prazeroso vinho.

Benegas-Lynch Meritage 2007 – Mendoza/Argentina – o que falar de um blend de somente 3.000 garrafas ano, 18 meses de barrica e cinco de estágio em garrafa antes de sair ao mercado. Certamente um vinho para guardar por mais uns dez ou quinze anos, mas quem resiste?!! Café, notas terrosas, taninos integrados e aveludados, toque mineral no final de boca bem longo e prazeroso nos fazendo recordar um bom Bordeaux. Umas das muitas gratas surpresas de minhas andanças pela Argentina e um must a conferir.

Lagarde Henry I Gran Guarda 2009 – Mendoza/Argentina – a cada ano o blend muda e não sei das outras safras, porém nesta o corte de Malbec, Cab. Sauvignon, Cab Franc e Petit Verdot foi perfeito. Ótimo volume de boca, porém sem ser pesado, encorpado, complexo, grande equilíbrio, frutos negros, taninos finos e notas de especiarias num final interminável onde aparece algo de tostado e mocha, vinhaço! No meu wish list, provar mais umas três diferentes safras e ver como este se compara.

Mas La Plana 2007 – Penédes/Espanha – 100% Cabernet Sauvignon, este vinho supera todas as expectativas mostrando que esta uva pode gerar grandes vinhos em todos os tipos de terroirs do mundo. Deixou doze enoladies sem fôlego e pedindo bis! Deliciosa textura, intenso, notas tostadas, rico meio de boca com enorme persistência e taninos aveludados que encantam. Um vinho que precisa de tempo sempre, melhor quando tomado com mais de seis anos de vida.

Mastroberardino Radici Taurasi 2007 – Campania/Itália – a Aglianico é uma uva que gera vinhos potentes e duros que precisam de muitos e muitos anos de garrafa até que alcancem seu melhor equilíbrio. Surpreendentemente este vinho estava absolutamente divino e pronto, um deleite hedonístico! A resposta a minha indagação sobre a finesse do vinho ainda “tão” jovem foi; fazemos vinhos nas vinhas, enquanto outros o fazem na cantina!

Quinta da Lagoalva Grande Escolha Alfrocheiro 2009 – Tejo/Portugal – esta uva é tradicionalmente usada em cortes nos vinhos do Dão, Beiras e Bairrada, mas é no Tejo que ela desponta como um varietal sedutor e complexo pelas mãos do Diogo (jovem enólogo e sócio da Quinta da Lagoalva) que o trabalhou com maestria. Não é um vinho muito conhecido e tão pouco muito divulgado, porém é para mim o melhor vinho desta casa produtora.

Na semana que vem meus destaques por estilo (brancos e tintos) por faixa de preço. Para os acima listados (de forma aleatória) não publiquei preços porque como costumo dizer, nem todo o vinho caro é grande, mas todo grande vinho é caro! Desta forma falamos de vinhos a partir de R$250,00 até R$1100,00. Tivesse mais um lugar nesse templo de grandes vinhos, certamente o Catena Zapata Adrianna Malbec 2010, um grande vinho num estilo diferente do Nosotros, também estaria presente, mas temos que fazer opções!

Que Baco permita que em 2015 alguns desses néctares possam estar em suas taças. Cheers, Kanimambo e seguimos nos encontrando por aqui.

Melhores Vinhos de 2014

Todo ano publico algumas listas em cima dos vinhos provados no ano e não poderia deixar este ano em branco, mesmo porque foi especialmente rico. Em função das muitas provas de vinhos argentinos e algumas viagens a Mendoza com a Wine & Food Travel Experience, uma grande parte dos rótulos em destaque vieram de lá. A lista é em função do que provei no ano, posso repetir rótulos de outros anos, e a cada ano essa lista tem maior ou menor influência de determinado país ou região de origem (dependo das oportunidades de prova) e sempre levando em consideração o preço, porque acredito ser meu papel compartilhar com os amigos vinhos minimamente viáveis ao consumidor que dá um duro danado por seu din-din e sabemos que tudo, não só os vinhos, está pela hora da morte neste nosso Brasil sofrido e arroxado.

Pois bem, afora os meus 12 Deuses do Olimpo do ano, normalmente listo meus destaques por faixa de preço pois em cada uma delas existem vinhos que se sobressaem dos outros, mas este ano farei algumas outras mudanças dividindo-os também por tipos de vinho e começo por vinhos de sobremesa e espumantes.

Vinhos de Sobremesa:

Invariavelmente os bons têm preços algo altos, mas isso é muito relativo pois se falarmos de um elixir dos deuses datado de 1973 custa algo ao redor dos R$350,00 não me parece fora de propósito! Mas vamos a esta curta lista com, sempre, seus preços médios de referência São Paulo.

  • Nederburg Noble Late Harvest – África do Sul – R$89 a 95,00. Um achado e a melhor relação qualidade x https://falandodevinhos.files.wordpress.com/2014/08/nederburg-noble-late-harvest.jpgpreço x prazer neste quesito. Precioso com queijos azuis Leia mais clicando aqui, Amazing Grace!
  • Vinserus Cosecha de Otono – Argentina – R$55,00 colheita tardia de Malbec uma grande pedida com bolo de chocolate e frutas do bosque.
  • H&H Bual 15 anos – Portugal/Madeira – R$250,00 para tomar de joelhos harmonizando com uma torta de nozes, figos e maçãs.
  • Susana Balbo Signature Late Harvest – Argentina – R$110,00 também de Malbec, muita classe e complexidade que foi grande parceiro para um panetone de chocolate.
  • Quinta da Bacalhôa Moscatel Roxo 1998 – Portugal/Setúbal – R$200,00 envelhecido em barricas de whisky trazidas da Escócia, é marcante e inesquecível. Com panetone de frutas ficou divino, mas solo é também inebriante.
  • Taylor’s Porto Tawny 10 anos e Graham´s Porto Tawny 30 anos – Portugal/Douro – Dois grandes vinhos. Um provado em confraria direto da origem e o outro provado em evento, ambos sem preço, mas bons demais!

Espumantes:

Todas as reuniões de Confraria são abertas com um espumante que é uma bebida que me seduz. Dos mais simples aos mais complexos, cada ocasião tem o seu e eu me esbaldo! Quase todo o fim de semana abro uma garrafa, neste verão então!

  • Don Bonifácio Brut – Brasil/Caxias do Sul – um achado, pois não chega nas 40 pratas e é super fresco e vibrante. Ótimo em festas e eventos ( satisfaz a gregos e troianos), verão, em casa é coringa e tem sempre uma garrafa na geladeira!
  • Don Bonifácio Moscatel – Brasil/Caxias do Sul – a versão docinha do produtor, porém bem balanceada por uma acidez intensa que atenua o residual de açúcar típico deste estilo de espumante. Bom com queijos azuis, sobremesas ácidas (tortas de frutas como kiwi e framboesa ou cheese cake de frutos vermelhos) ou salada de frutas com sorvete de creme. Combina com beira de piscina de também!
  • Campos de Cima Extra-brut – na verdade da Campanha Oriental no extremo sul do Rio Grande do Sul, uma grata surpresa no ano passado (13) que comprovou e mostrou consistência ao longo de 2014. Bem seco sem perder o frescor, equilibrado com ótima perlage. Na casa dos 50 a 55 reais é uma tacada certeira.
  • Villaggio Grando Rosé Brut – para mim o melhor rosé nacional que conheço, excetuando o Orus que é de outra galáxia, e que costuma dar banho em seus concorrentes importados como o bom 3B da Filipe Pato (português). Creio que teve um leve aumento agora e ficou perto dos R$60,00 mas vale muito a pena, um espumante vibrante e muito bem feito por este importante produtor da Serra Catarinense.Borghel e camarão
  • Villaggio Grando Brut – o único com as três uvas de champagne ( Chardonnay, Pinot Noir e Pinot Meuniere) produzido no Brasil. Na mesma casa de preço do Rosé, mais uma vez muita qualidade presente, complexo, bom volume de boca e perlage persistente. Muito bom.
  • Valmarino & Churchill Nature NV – Também tem o Prestige que passa o dobro do tempo em barrica, mas este NV (não safrado) com o vinho base passando 3 meses em barrica americana, é um espumante diferenciado e possui uma relação de preço mais interessante. Uma experiência diferente que seduz facilmente quem tem uma queda por espumantes mais complexos e de personalidade própria. Anda na casa do R$70 a 75,00.
  • Collin Cremant de Limoux – Para quem quer um espumante francês mas não quer Champagne, eis aqui um belo exemplar de Cremant (espumante francês elaborado pelo método clássico Champenoise fora da AOC Champagne) por um preço bem mais camarada, na casa dos R$95,00. Gosto muito; sofisticação e equilíbrio com um preço bacana, difícil não gostar.
  • Contessa de Borghell Rosé – um espumante dry italiano da região do Friulli (norte do país, região de bons brancos e espumantes) com um residual de açúcar algo maior, porém com uma acidez marcante que gera um balanço muito agradável. Ótimo aperitivo e uma boa companhia para comida japonesa (sushis e sashimis da vida) ou até uns camarões empanados bem sequinhos numa tarde de verão! Preço ao redor de R$45,00, para ter em casa sempre.
  • Luis Pato Maria Gomes Brut – afora o nome inusitado da uva que no sul de Portugal atende pelo nome de Fernão Pires, é um espumante da Bairrada que surpreende a maioria que o prova. Tem umas notas sedutoras algo florais nos aromas e na boca mostra-se jovial porém maduro, fresco, equilibrado e muito rico. Mais um que me atrai por suas diferenças! Na casa dos R$95 a 98,00 é um belo espumante a ser servido para quem gosta de provar coisas menos comuns, recomendo.
  • Cave Geisse Terroir Nature – entra ano, sai ano sempre um grande espumante na taça fazendo muito champagne corar. Complexo, equilibrado, citrico com toques de brioche, seco, longo com ótima perlage é certamente um dos melhores se não o melhor espumante nacional da atualidade. preço na casa dos R$125,00.
  • Champagne Barnaut Grand Cru Grand Reserve Brut – França – R$250,00, um vinho para momentos especiais. Custa o mesmo dos champagnes genéricos que fazem a cabeça dos amantes de marca, porém dá de dez! As comunas Grand Cru são somente 17 das mais de 300 da AOC e premiam os melhores terroirs da região. Complexo, um grande champagne com o qual brindarei a meus 60 anos daqui a alguns dias, eu mereço!! Rs

Bem, por hoje é só e no fim de semana já dá para curtir alguns destes, o que acham? Semana que vem finalizo minhas listas de Melhores de 2014 que, como de costume, não sei quantos serão, porém aqui já compartilhei dezesseis rótulos! Cheers, kanimambo e seguimos nos vendo por aqui ou em qualquer esquina de nossa vinosfera. Bom fim de semana.