Noticias do Mundo do Vinho

17 Vinhos Brasileiros Premiados na Decanter Wine Awards

Certamente um motivo de orgulho para nossa ainda “engatinhante” vitivinicultura de medalhas decanter wine Awardsvinhos finos tupiniquim. Afinal, a DECANTER WINE AWARDS é um evento que está entre os melhores, maiores e, principalmente, mais respeitados concursos de vinho internacional.

Este ano, algumas ótimas surpresas ao vermos alguns vinhos brasileiros pontuados. Só espero que não comecem com aquele marketing ridículo de “melhor do mundo” usando essa premiação como base, menos gente, menos! Enfim, isso não é importante, o que vale mesmo é que, como digo faz anos, aprendemos a fazer vinho (meu problema é com a estratégia comercial que adotam) e alguns rótulos são realmente muito bons e esse reconhecimento internacional em concursos sérios é primordial inclusive para o próprio mercado (consumidor) nacional. Vamos a alguns destaques brasucas entre os “apenas” (rs) 16.000 vinhos do mundo inteiro inscritos na edição 2016:

Medalha de Platina (2) – Valduga com dois rótulos > Leopoldina Chardonnay 2015 e Leopoldina Merlot 2012 (RS)

Medalha de Ouro  (1) – Guaspari Vista do Chá Syrah 2012 (SP)

Medalha de Prata (5)- Só espumantes; Aurora Brut, Valduga 130, Perini Moscatel, Salton Séries Brut Rosé e Salton Intenso Brut. (RS)

Medalha de Bronze (9)- Valduga Raizes Cabernet Franc e Raízes Gran Corte ambos 2012, Aurora Moscatel, Aurora Premium Selection Cabernet Sauvignon 2013, Aurora Procedências Chardonnay Brut, Aurora Reserva Merlot, Ponto Nero Conceptual Edition Brut Rosé de Noir, Ponto Nero Brut Rosé, Guaspari Vista de Serra Syrah 2012

Talvez este resultado sirva de incentivo a outras vinícolas investirem na participação deste renomado e respeitado concurso no ano que vem e aí, certamente, outros nomes aparecerão por aqui.

Para boa ordem, vejam a pontuação necessária para que uma medalha seja outorgada a um vinho no Decanter Wine Awards:

Platina – foi introduzida nesta edição e substitui o troféu de melhor vinho regional. Vinhos de altíssimo gabarito! Foram somente 130 vinhos os agraciados este ano.

Ouro – de 95 a 100 pontos / Prata – de 90 a 94 pontos / Bronze – de 86 a 89 pontos.

Kanimambo pela visita e, tendo a oportunidade, porquê não um vinho brasileiro na taça? A evolução na qualidade é fato, basta a gente perceber o vinho e seu preço (sim importante também) dentro de seu contexto. Saúde, tchin-tchin!

Top 50 Vinhos de 2014

Estou de volta, mas ainda não com os meus destaques do ano (estou trabalhando neles), mas sim os da respeitada revista inglesa Decanter. Dos cerca de 4800 vinhos provados, cinquenta deles tiveram um destaque especial e estão listados por ordem alfabética de país de origem. Diferentemente de outras renomadas revistas, a Decanter não promove um número 1.

Cada um dos listados possui um “Q” de destaque que o diferencia de seus pares e eu fiquei especialmente interessado no espumante inglês, pois sei que há uma série de bons rótulos despontando por lá e que o terroir, depois de tantas mudanças climáticas, começa a despertar o interesse de produtores de Champagne que lá começam a investir, mas tem mais e comento algumas coisas que me chamaram a atenção:

  • A quantidade de vinhos italianos do Veneto
  • A quantidade de vinhos de Navarra na Espanha
  • A quantidade de vinhos de Grenache / Garnacha varietais ou com esta cepa no corte
  • Feliz por ver o John Duval Entity Shiraz ( da KMM e tenho na Vino & Sapore) nessa lista, pois acho um Shiraz inebriante que arrebata corações (incluindo o meu) quando o abro.
  • Especialmente feliz por meus amigos Wilton e Martin (Dominio Cassis) e Luiz e Javier (La Calandria) por ver seu sonho ser reconhecido internacionalmente pela critica internacional. Curti aqui e tenho na Vino & Sapore.
  • Feliz por ver diversidade e um TOP 50 com muita coisa diferente; regiões, produtores e uvas!
  • Só dois espumantes, mas uma ótima seleção de brancos!
  • Há tempos falo dos ótimos Syrahs do Chile, bom saber que não estou solo nessa avaliação. Veja aqui.
  • Curti ver a Atamisque aqui, ela que já teve o Viognier de sua linha Serbal em destaque em listas de 2014.

Boekenhoutskloof, Semillon, Franschhoek 2010 África do Sul
Chamonix, Chardonnay Reserve, Franschhoek 2012 África do Sul
Kloster Eberbach, Hessische Staatsweingüter, Rüdesheimer Berg Schlossberg, Grosses Gewächs, Rheingau 2012 Alemanha
Atamisque Serbal Assemblage 2012 – Argentina
Chacra Barda Pinot Noir 2011 – Argentina
Zorzal Piantao Cabernet Franc 2011 – Argentina
Shaw & Smith, Shiraz, Adelaide Hills, South Australia 2012 – Australia
Heemskerk Chardonnay/Tasmania 2012 – Australia
Tolpuddle Chardonnay/Tasmania 2012 – Australia
Adelina Grenache/ Clare Valley 2012 – Australia
Ben Glaetzer Bishop Shiraz / Barossa 2012 – Australia
John Duval Entity Shiraz / Barossa 2012 – Australia
Leeuwin Estate Art Series Cab. Sauvignon / Margaret River 2010 – Australia
Schiefer, Eisenberg Blaufränkisch, Burgenland 2009 – Austria
Casa Marin, Syrah, Miramar Vineyard, Lo Abarca, San Antonio 2010 – Chile
Casas del Bosque, Gran Reserva Syrah, Casablanca 2011 – Chile
Gramona, Brut Nature Gran Reserva, Cava 2008 – Espanha
Contino Blanco / Rioja 2010 – Espanha
Bastión de la Luna, Tintos de Mar / Rias Baixas 2011 – Espanha
Bodegas Artazu, Artadi Garnacha, Santa Cruz de Artazu / Navarra 2009 – Espanha
Domaines Lupier, La Dama Garnacha / Navarra 2009 – Espanha
Dominio do Bibei, Lalama / Ribeira Sacra 2010 – Espanha
La Calandria, Pura Garnacha, Cientruenos, Navarra 2011 – Espanha
La Rioja Alta, 890, Rioja Gran Reserva 1998 – Espanha
Bodegas Hidalgo, Napoleon, Manzanilla Amontillado / Jerez – Espanha
Château Gruaud-Larose, Bordeaux / St-Julien 2010 – França
Château Haut- Batailley, Bordeaux / Pauillac 2010 – França
Château Prieuré- Lichine, Bordeaux / Margaux 2010 – França
Château de Rayne-Vigneau, Bordeaux / Sauternes 2009 – França
Domaine Jean Teiller, Loire / Menetou- Salon 2012 – França
Le Grand Cros, L’Esprit de Provence, Côtes de Provence 2013 – França
Bosquet des Papes, Chante le Merle Vieilles Vignes, Rhône / Châteauneuf-du-Pape 2012 – França
Domaine Les Grands Bois, Cuvée Maximilien, Cairanne / Rhône 2012 – França
Paltrinieri, Solco, Lambrusco dell’Emilia, Emilia- Romagna 2012 – Itália
Villa Medoro, Rosso del Duca, Montepulciano d’Abruzzo 2010 – Itália
Pietracupa, Greco di Tufo / Campania 2012 – Itália
Il Molino di Grace, Il Margone, Chianti Classico Gran Selezione / Toscana 2010 – Itália
Melini, Vigneti La Selvanella, Chianti Classico Riserva / Toscana2010 – Itália
Pian dell’Orino, Brunello di Montalcino / Toscana 2008 – Itália
Cà dei Frati, Brolettino, Lugana / Veneto 2011 – Itália
Cà Lojera, Lugana / Veneto 2012 – Itália
Selva Capuzza, Selva, Lugana / Veneto 2012 – Itália
Viviani, Amarone della Valpolicella Classico / Veneto 2008 – Itália
Greywacke, Pinot Noir / Marlborough 2012 Nova Zelândia
Kusuda, Riesling / Martinborough 2013 – Nova Zelândia
Ata Rangi, Pinot Noir / Martinborough 2011 – Nova Zelândia
Felton Road, Calvert, Pinot Noir, Bannockburn / Central Otago 2012 – Nova Zelândia
Fromm, Clayvin Vineyard, Pinot Noir / Marlborough 2011 – Nova Zelândia
Filipa Pato, Nossa Calcário Branco / Bairrada 2011 – Portugal
Sugrue Pierre, South Downs, England 2010 (espumante) – Reino Unido

Amigos, uma lista com muita coisa nova a experimentar, boa viagem por esses caldos e que Baco lhes seja especialmente generoso neste ano de 2015! Leia sobre cada um desses vinhos no site da Decanter Magazine Cheers, kanimambo e seguimos nos encontrando por aqui, nas viagens com a Wine & Food Travel Experience ou em qualquer outro caminho de nossa vinosfera.

Noticias de Nossa Vinosfera

Wine-globe 2Eis algumas noticias e curiosidades sobre este mundo regido por Baco.

A Carmenére faz 20 anos – Dada como extinta após a praga da filoxera, que dizimou vinhedos da Europa no século XIX, a variedade francesa foi identificada em terras da Viña Carmen, um dos reputados produtores chilenos. Originária de Bordeaux, a variedade foi redescoberta em meio a plantações de uva Merlot nas propriedades da Viña Carmen, a mais antiga e tradicional do Chile, fundada em 1850.

O feito coube ao ampelógrafo francês Jean-Michel Boursiquot que, fazendo uso da engenharia genética – uma novidade no campo da vitivinicultura na época –, decidiu investigar a fundo as uvas que teimavam em amadurecer tardiamente nos vinhedos chilenos de Merlot. Muito provavelmente, as mudas de Carménère chegaram ao país pelas mãos de produtores imigrantes misturadas a outras variedades francesas.

Em 1994, a Viña Carmen lançou o Carmen Grand Vidure-Cabernet Reserve, o primeiro vinho chileno produzido com a Carménère, ou “Grand Vidure”, como também é conhecida. Em comemoração aos 20 anos da redescoberta da uva, neste ano, a propriedade lançou o vinho comemorativo IIII Lustros (cada lustro representa um período de cinco anos), que não é comercializado por aqui e acho que só lá na bodega para conseguir provar essa preciosidade. Fiquei curioso!!

french Wine mapFrança volta a Assumir a Dianteira na Produção Mundial de Vinhos – Relatório deste ano da Organização Internacional do Vinho aponta a França como a maior produtora de vinhos do mundo e mostra outros dados da produção mundial.

Os relatórios das colheitas deste ano da Organização Internacional do Vinho (OIV) mostram a França em primeiro lugar entre os maiores países produtores de vinho do mundo. A França derrotou a Itália, que no ano passado ocupava o posto de maior produtora, mas em 2014 teve os rendimentos muito abaixo das expectativas em virtude das fortes chuvas que atingiram o país no mês de Julho. Segundo dados da OIV, são esperados 271 milhões de hectolitros para a produção mundial de vinhos deste ano, o que representa uma queda de 6% em relação ao ano de 2013.

Apesar de apresentar alguns problemas com o clima este ano, a França mostrou um aumento de 10% na produção em comparação ao ano passado. Houve também melhora significativa de 16% na Alemanha, com volumes atingindo a marca dos 9,7 milhões de hectolitros. Entretanto, na Espanha não houve variação nos níveis de produção, permanecendo na média do país de 37 milhões de hectolitros.

Fora da Europa, os Estados Unidos marcaram seu terceiro ano consecutivo de aumento na produção, com 22,5 m de hl. O Chile caiu 22%, a Argentina se manteve estável na marca dos 15,2m de hl, enquanto a África do Sul apresentou melhora de 4%, atingindo 11,4m de hl. Na Nova Zelândia, as metas foram superadas em quase 30% em relação ao anterior, e na Austrália houve tímida melhora, alcançando a marca dos 12,6 m de hl. (Fonte – REVISTA ADEGA – 24/10/2014).

Beaujolais Noveau está por “arrivar” – Todo ano, a terceira quinta-feira do mês de Novembro é aguardada pelos entusiastas do vinho. Na mesma data, no mundo inteiro, milhares de pessoas comemoram a chegada de uma nova safra, abrindo uma garrafa do Beaujolais Nouveau, o primeiro vinificado após a colheita. A tradição, que teve início em Lyon, na França, no século passado, hoje acontece em mais de 190 países, envolvendo uma megaoperação de logística.

Na Mistral, a estrela que estará presente em selecionados do país é o Beaujolais Nouveau de Joseph Drouhin, eleito o melhor Beaujolais nas degustações organizadas pela imprensa especializada no Brasil. Mesmo sendo um vinho jovem, nas mãos de um produtor perfeccionista, como Drouhin, o Beaujolais Nouveau pode ser um tinto muito agradável e frutado, saboroso e macio e com um sedutor aroma de frutas vermelhas, como cereja e framboesa. É um vinho feito para ser tomado levemente refrescado, combinando muito bem com os dias mais quentes e perfeito para acompanhar aperitivos, como frios e salsichão.

Neste ano, os dias ensolarados na região de Beaujolais permitiram um ótimo amadurecimento das uvas Gamay e, com rendimentos menores, a safra 2014 teve bagos de ótima qualidade e cascas espessas. Os Beaujolais Nouveau de Joseph Drouhin estão especialmente repletos de notas de frutas do bosque, com um caráter fresco e elegante. O Villages, elaborado com uma seleção ainda mais rigorosa, mostra mais camadas e concentração de fruta madura. Quer reservar o seu ou quer saber em que restaurantes o vinho estará disponível, então entre em contato com a Mistral.

Champagne-Bubbles - Ministry of AlcoholESPUMANTES ESTÃO EM ALTA – Espumantes estão desfrutando de uma fase inigualável de sucesso no mercado, sendo o Prosecco o de mais destaque nas vendas. Não é nenhum segredo que o comércio de espumantes no Reino Unido está aumentando a cada dia. Cerca de 110 milhões de garrafas foram consumidas no país só no ano passado e as vendas subiram 20% no segundo trimestre de 2014. Embora esse crescimento mostre pequenos sinais de queda, o mercado dos não-Champagne continua sendo dominado pelo Prosecco, levantando a questão sobre se há ou não mais espaço para as outras marcas se expandirem dentro do segmento.

Na última década, a categoria dos espumantes evoluiu muito, com o volume de vendas global do Prosecco ultrapassando o do Champagne pela primeira vez. Uma análise mais detalhada revela uma estrutura de mercado não muito equilibrada. De acordo com Nielsen, analista sênior da Natasha Kendall, os espumantes italianos vêm apertando a competição entre as marcas.
A italiana Prosecco e a espanhola Cava controlam atualmente 70% do mercado varejista entre elas. No panorama geral, as vendas de espumantes no Reino Unido movimentaram 500 milhões de libras nos últimos anos, enquanto as vendas de vinho enfrentam declínio gradual desde 2009. (Fonte – REVISTA ADEGA – 10/10/2014).

Salute e kanimambo.

Quantas horas você precisa trabalhar para comprar uma garrafa de vinho?

Wine globe cópiaUma pesquisa da revista online francesa La Feuille de Vigne revelou o tempo que uma pessoa precisa trabalhar para ganhar dinheiro suficiente para adquirir uma garrafa de vinho. Segundo os dados, a média mundial gira em torno de 7 horas e 15 minutos de “labuta”. O Brasil aparece no meio da tabela, com o consumidor tendo que gastar cerca de 2 horas de trabalho para poder levar um vinho para a casa. O estudo utilizou dados estatísticos do Numbeo, banco de dados da Organização Internacional do Trabalho, órgão que mede o custo de vida no mundo. De acordo com a revista, o tempo estimado para a aquisição do vinho em cada país foi elaborado a partir do preço médio do produto vendido em lojas de varejo do salário médio por hora de cada nação citada.

Os 19 países onde o vinho é mais acessível para os cidadãos se encontram na Europa. Em Luxemburgo, líder do ranking, por exemplo, uma pessoa precisa trabalhar apenas 14 minutos para conseguir uma garrafa da bebida, um minuto a menos do que o necessário para os austríacos. Dinamarqueses, suíços e franceses também precisam de menos de 20 minutos de trabalho para garantir seu vinho. Agora, fora da Europa, destaca-se a Austrália, onde seus habitantes precisam também trabalhar em média 20 minutos para efetuar a compra do produto. Nos Estados Unidos, por outro lado, o cidadão precisa trabalhar 44 minutos para garantir uma garrafa, aparecendo na 27a posição do ranking.

A pesquisa também constatou, sem surpresa, que no caso dos países produtores de vinho, as pessoas conseguem encontrar o produto a preços mais baixos, pois no valor da bebida não há a adição do custo de transporte nem do custo da importação, o que a torna mais acessível à população. Ainda assim, em países como a Argentina, por exemplo, um consumidor precisa empenhar quase 3 horas de seu trabalho para adquirir um vinho. (Há tempos que digo que os vinhos argentinos, lá mesmo, estão ficando caros!)

Nos últimos postos da lista estão Irã, Indonésia e Bangladesh. No Irã, onde a religião proíbe o consumo de bebidas alcoólicas, é preciso trabalhar por quase 60 horas para conseguir uma garrafa de vinho. (Fonte – Revista ADEGA – 11/03/2014).

Abra o Olho, Os Chineses Estão Chegando!

Chinese dragonSim, no vinho também! Com o crescimento do mercado, o nascimento de uma classe média (real) ávida por novidades e símbolos de status, sem contar a quantidade de milionários (!), também o consumo de vinho e produção local cresceram a ritmo alucinante. Os leilões de grandes vinhos, especialmente os de Bordeaux que são algo como uma obsessão dos milionários chineses, em Hong Kong não param de bater recordes e o mercado virou a meca para os produtores mundiais.

Sabia que os chineses são os maiores importadores de vinhos de Bordeaux?

As importações chinesas já totalizam 27% das exportações dessa importante região produtora francesa fazendo jus aqueles que afirmam que o caos só não aconteceu na região em função desse novo player no mercado exatamente em época de crise econômica mundial.

Sabia que os chineses já são os investidores predominantes em Bordeaux?

De acordo com a Wine Spectator, ao final de 2013 se estimava que investidores chineses  seriam donos de algo em torno de 60 Chateaus e a previsão é de que em 2014, para desespero de muitos na região, haverá um crescimento bastante acentuado nesses investimentos. O filme Red Obsession mostra bem esse novo cenário de nossa vinosfera. Veja o trailer e não se assuste com os primeiros 20 segundos em alemão! rs

Porém Bordeaux não é o único alvo, vejam Napa!

Sabia que a China já é o quinto maior produtor de vinhos?

Afora os investimentos locais, gente do porte de Antinori e Gaja, ícones produtores italianos, também estão por lá. Um dia, num bate papo com o conceituado enólogo Luís Pato ele me disse que; “o futuro do vinho chinês é garantido devido à existência de uma diversidade de terroirs muito grandes, disponibilidade financeira, grande mercado consumidor local e muito chineses. Tanto que dá para colocar um cuidando de cada parreira! “ rs. Pois eles já são o quinto depois de passar a Argentina, então não vai tardar e veremos algumas garrafas deles por aqui nas prateleiras dos supermercados. Os principais (volume) produtores hoje são; Great Wall, ChangYu e Dynasty, só uma questão de tempo!

world-top-ten-wine-producer

De acordo com matéria publicada no China Daily em 06/12/2013, a previsão de diversos centros de estudo franceses e norte americanos indicam de que a China deverá, a continuar o ritmo de crescimento e investimento, se tornar o maior produtor mundial daqui a cinco ou ste anos.

Você sabia que a China já bateu a França como o maior consumidor de  vinho tinto no mundo?

Em 2013, chineses consumiram 156 milhões de caixas de vinho tinto, que é o preferido dos chineses. Segundo informações da Vinexpo, evento global do mercado do vinho e bebidas que ocorre a cada ano ímpar, atualmente a China tem desbancado a França no cenário mundial de vinho tinto e se tornando um mercado tão grande e importante quanto o francês. Em 2013, os chineses chegaram a consumir cerca de 156 milhões de caixas de vinho tinto, o equivalente a 1,86 milhões de garrafas, número que fez do país responsável por 136% do aumento do mercado de vinho global. Em comparação, a França chegou a absorver 150 milhões de caixas, seguida da Itália (141 milhões), Estados Unidos (134 milhões) e Alemanha (112 milhões).

         Estes números mostram a sede cada vez maior da China pelo vinho tinto, justificada pelos seus benefícios à saúde e pela importância simbólica que a cor vermelha exerce no país. “Houve uma mudança real nas atitudes chinesas. As vinhas receberam plantação em larga escala e as redes de distribuição tem se esforçado para atender à demanda”, afirmou o CEO da Vinexpo, Guillaume Deglise. Entre 2007 e 2013, o consumo de vinho tinto aumentou quase três vezes mais na China, sendo que na França houve uma queda de 18% e 5,8% na Itália. No entanto, quando se trata de todos os tipos de vinho, o mercado chinês é o quinto maior consumidor, bem atrás dos Estados Unidos, França e Itália.

         De acordo com a Vinexpo, a crescente popularidade do vinho tinto na China se deve ao fato de que, na cultura chinesa, a cor vermelha é associada à riqueza, poder e boa sorte. “Vinho tinto é, portanto, uma escolha óbvia para a hospitalidade empresarial, onde os parceiros podem beber à saúde de cada um. Além disso, a bandeira do país é de cor vermelha com estrelas douradas, representando a revolução”, afirma Deglise. (Fonte – Revista ADEGA – 18/02/2014)

Sabia que China já é o 5º maior consumidor mundial.

a-bottle-of-imported-wine-in-a-shanghai-wine-bar-costs-152-on-averageEntre brancos (consumo é pequeno) e tintos, a China já é o quinto maior consumidor mundial depois de França / EUA / Itália e Alemanha. Recentemente me contaram que o que fez o preço do Catena Zapata Estiba Reservada (uma maravilha por sinal!) saltar de cerca de R$250 para 950 em pouco menos de um ano, foi exatamente a alta demanda de lá em função de um Leilão em Hong-Kong. Alta demanda e quantidade limitada deu nisso! Agora, até 2011 o consumo per capita ainda era inferior ao nosso, algo próximo de 1,10 litros pelo que pude pesquisar. Já pensou se dobrar, vai faltar vinho!!!!

Salute, kanimambo e uma ótima semana para todos.

“Top 10 Vinhos Portugueses 2013”

Todos os anos a revista portuguesa “Wines – A Essência do Vinho” promove este evento no Palácio da Bolsa na cidade do Porto. Foi semana passada que alguns dos mais prestigiados especialistas da vinosfera, 18 no total, entre eles; críticos, sommeliers, líderes de opinião e jornalistas de Portugal, Brasil, Dinamarca, Espanha, Finlândia, Suécia e Reino Unido se reuniram para avaliar um conjunto de 55 vinhos: 10 Vinhos do Porto Vintage 2011 (uma graaaande safra, 13 vinhos brancos e 32 vinhos tintos, pré-selecionados pela revista WINE – A Essência do Vinho, de acordo com as classificações obtidas ao longo do último ano. O Vinho do Porto Vintage com melhor pontuação, o melhor vinho branco e os oito tintos mais bem classificados constituem o “TOP 10”.

Print

Pois bem, os vencedores deste ano foram; O Vinho do Porto “Graham’s The Stone Terraces Vintage 2011”, produzido pela Symington Family Estates, o tinto do Douro “Pintas 2011”, elaborado pela Wine & Soul, e o branco da região dos Vinhos Verdes “Soalheiro Primeiras Vinhas 2012”, do projeto VinuSoalheiro, são os grandes vencedores do “TOP 10 VINHOS PORTUGUESES”. Destaque aqui para o Soalheiro que segue sendo um de meus Alvarinhos preferidos e a Graham´s que sempre se sobressai entre os grandes do Douro.

A seguir e na ordem vieram os restantes dos tintos sendo que fiquei feliz por ver um dos vinhos listados em meus Deuses do Olimpo 2013, o Marias da Malhadinha, e um dos meus vinhos preferidos do Douro o CV – Curriculum Vitae! Pena que nenhum dos belos vinhos do Dão tenha encontrado seu espaço por aqui o que me faz querer conhecer melhor a lista dos 55 vinhos pré-selecionados. Rui, como deixaste acontecer isso meu amigo?!!

2º “Monte da Ravasqueira Vinha das Romãs 2011” (, Regional Alentejano, Soc. Agr. D. Diniz)

3º “Quinta de São José Grande Reserva 2011” (, Douro, João Brito e Cunha)

4º  “Quinta da Touriga Chã 2011” ( Douro, Jorge Rosas)

5º “Estremus 2011” ( Regional Alentejano, J. Portugal Ramos)

6º  “CV – Curriculum Vitae 2011” ( Douro, Lemos & Van Zeller)

7º  “Marias da Malhadinha 2010” ( Regional Alentejano, Herdade da Malhadinha Nova)

8º “Procura 2011” (8º tinto, Regional Alentejano, Susana Esteban)

         Para verem noticia completa, acessem este link para o site da revista > http://www.essenciadovinho.com/pt/revista-wine/read/777-ja-sao-conhecidos-os-vencedores-do-top-10-vinhos-portugueses . Plena manhã de Segunda de carnaval, eu me preparo para abrir a Vino & Sapore enquanto a maioria descansa, ossos do oficio, afinal alguém tem que pegar no batente! rs Para quem estiver à toa na vida, quiser tomar um vinho ou comprar alguns diferentes saindo da mesmice, dê uma passada por lá, será um prazer vos receber, hoje até as 19 horas. Salute, kanimambo e nos vemos por aqui.

As 10 Maiores Marcas de Vinho no Mundo

Wine globe 3          Tamanho ou seja, volume de business! Isso não quer dizer que aí não haja também muita qualidade, porém há também um volume enorme de vinhos industrializados, alguns até bons, outros nem tanto. De qualquer forma, são importantes players no mercado com muitos rótulos no que chamamos de entrada de gama. Talvez old news para alguns, porém só agora tomei conhecimento e achei a lista muito interessante porque a China já assume uma posição importante nesse ranking, ela que já é a quinta maior produtora do mundo. Nas cinco primeiras posições deste ranking do The Drink Business publicado na revista Adega e recém recebido no Vinoticias semanal do amigo Marcio, a maioria das vinícolas destão no chamado Novo Mundo, como a Gallo, que em 2012 comercializou mais de 1 bilhão de litros de vinho. Confira, a seguir, o top 10 da publicação.

Gallo: a vinícola californiana fundada em 1933 é a que mais vende vinho no mundo: são mais de 1 bilhão de litros comercializados por ano. São quase 50 rótulos disponíveis em cerca de 60 países. 

Great Wall: chinesa fundada em 1983, é a líder de vendas do mercado nacional, com 15 milhões de caixas. De 2011 para 2012, aumentou seu volume de vendas em 10%.

● Hardy’s: vinícola australiana presente em mais de 80 países. A marca, criada em 1853, está avaliada em mais de 10 milhões de dólares.

Concha & Toro: única latino-americana da lista, a Concha y Toro é responsável por 33% das exportações de vinho chilenas e em 2012 vendeu 13 milhões de caixas de vinho.

Yellow Tail: com apenas 12 anos de idade, a Yellow Tail se tornou uma das vinícolas de mais sucesso da Austrália. Cerca de 40% de seus vinhos são vendidos no Reino Unido.

Sutter Home: a segunda californiana da lista, seu slogan é a venda de vinhos de qualidade a preços mais acessíveis. Comercializa 11 milhões de caixas/ano.

Robert Mondavi: a vinícola de Robert Mondavi é uma das mais importantes do Napa Valley. Seu fundador deu fama aos vinhos da região e colocou o Novo Mundo no mapa vinícola. Vende 11 milhões de caixas ao ano.

Beringer: californiana, seu crescimento nos EUA esteve ligado ao crescimento dos vinhos Moscato e, mais tarde, e bebidas do segmento de luxo. Atualmente, investe em parcerias voltadas para o turismo europeu.

Lindeman’s: mais uma australiana, a Lindeman’s tem reputação mundial por produzir vinhos de qualidade a preços mais baixos. Comercializa cerca de 7 milhões de caixas ao ano.

Jacob’s Creek: a vinícola da Austrália, de 160 anos, está avaliada em 338 milhões de dólares e aumentou em 32% o volume de exportação para a China. A marca está associada a eventos de tênis e tem uma parceria com Andre Agassi. (Fonte – Revista ADEGA – 08/07/2013).

Interessante listagem, não? Deles, ou de qualquer outro, que Baco guie suas escolhas neste fim de semana. Salute e kanimambo.

Segundo dia de Navegação pela Expovinis

Bem, antes de falar de mais essa etapa de navegação, um break para falar dos TOP 10 da Expovinis escolhido por uma banca degustadora de ilustres conhecedores, críticos e estudiosos dos caldos de Baco. Sempre interessante ver o resultado  mostrando o ganhador e alguns de seus principais concorrentes, porque isto dá uma outra visão do resultado. Onde cabe, coloco um  pitaco meu.

Espumante Nacional

1            Casa Valduga 130 Brut – Bento Gonçalves, Brasil (Clássico Nacional)

2            Valmarino & Churchill Champenoise, 2009 (Divino, uma surpresa que trabalho há um tempo e já tive oportunidade de comentar aqui)

3            Aurora Chardonnay Método Charmat

4            Peterlongo Elegance Champenoise Brut

Espumante Importado 

1            Cuvée Charles Gardet – Champagne, França

2            Le Marchesine Franciacorta Brut Docg

3            Margot Extra Brut

4            Astoria Prosecco Cartizze

5           Zonin Prosecco Doc

Branco Sauvignon Blanc 

1          Casas Del Bosque Pequeñas Producciones Sauvignon Blanc, 2009, Casablanca, Chile ( um de meus preferidos que tomei com o amigo Cristiano um apaixonado. Pena que seja tão difícil encontrar por aqui e o preço não ajude muito)

2            Casas Del Toqui Terroir Selection Gran Reserva, 2010

3            Villa Francioni Sauvignon Blanc, 2009

4            Sanjo Núbio Sauvignon Blanc, 2010

Branco Chardonnay

1            Giaconda Nantua Vineyard Chardonnay, 2005 – Victoria, Austrália

2            Monte Agudo Terroir De Altitude Chardonnay, 2008 (Provei e gostei. Madeira mais integrada no nariz, mostra uma certa evolução na boca com bastante complexidade.)

3            Phillippe Collin Chevalier Montrachet Grand Cru, 2007

4            Salton Virtude Chardonnay, 2008

5            Luiz Argenta Gran Reserva Chardonnay, 2009

Branco Outras Castas 

1            Morgado De Sta Catherina Bucelas Reserva Arinto, 2008 – Estremadura, Portugal (uma maravilha que só confirma a ótima forma que os brancos portugueses passam. Já comentado aqui no ano passado, é um vinho complexo e encantador.

2            Casa De Sarmento Maria Gomes, 2008

3            Sanjo Maestrale Integrus, 2008

4            Eral Bravo Urano Torrontés, 2010

5            Herdade Dos Grous Reserva Branco Regional, 2008

Rosado 

1            Château De Pourcieux Côtes De Provence, 2010 – Provence, França

2            Chateau De L’escarelle Coteaux Varois En Provence, 2010

3            Domaine De Vignaret Rosé

4            Chateau De L’escarelle Les Belles Bastilles, 2010

5            Chateau Ferrylacombe Cascaii Rosé, 2010

Tinto Nacional

1            Pizzato DNA 99, 2005 – Bento Gonçalves, Brasil (a consagração dos merlots nacionais)

2            Santo Emílio Leopoldo Cabernet Sauvignon Merlot, 2007 (Sempre gostei deste vinho que já comentei aqui em outra cobertura de Expovinis anteriores, creio que dois anos atrás.)

3            Viapiana Via 1986 Marselan, 2009

4            Miolo Merlot Terroir, 2008

Tinto Novo Mundo 

1            Jim Barry The Mcrae Wood Shiraz, 2005  – Clare Valley, Austrália

2            Undurraga TH Pinot Noir, 2009

3            Spice Route Mourvèdre, 2008 (baita relação Custo X Qualidade x Prazer e uma enorme satisfação ao tomar. Literalmente vale quanto pesa)

4            Gimenez Rilli Reserva Altamira, 2007

5            Perez Cruz Quelen Special Selection, 2006

Tinto Velho Mundo

1            Roquette & Cazes, 2007 – Douro, Portugal

2            Burgos Porta Mas Sinén Coster, 2006

3            Bodegas Portia Ebeia Roble, 2009

4            Bodegas Portia Prima, 2007

5           Mouchão Colheitas Antigas, 2000

Doce Fortificado

1          Justino’s 10 Years – Madeira, Portugal (muito bom, adoro a Bual 10 e 15 anos, grandes vinhos)

2            Quinta Santa Maria Portento, 2006 (há tempos também já o recomendei aqui e acredito que seja uma ótima opção aos Portos Ruby básicos, ainda mais que agora leva um bom porcentual de Touriga Nacional.)

3            Meerendal Chenin Blanc Natural Sweet, 2009

4            Dr. Loosen Ürziger Würzharten Riesling Auslese 2008

5            Pericó Ice Wine, 2009

            Voltando à navegação, prejudicada por ter que sair ás pressas e cedo em função de chamada profissional, e pior, hoje tive que entrar no estaleiro para reparos e não poderei completar minha viagem.  Coisas da idade! rs Tinha deixado para hoje a Ravin, primeira da lista e sempre disponibilizando ótimos vinhos para prova,  Qualimpor, Valmarino, Marco Luigi, Miolo, Domno e Adega Alentejana que, lamentavelmente não poderei visitar, mas que recomendo aos amigos não perderem. Gente que sabe o que faz!

           A principal atividade do dia foi uma visita ao lançamento do primeiro Passito nacional, mais uma vez sob a batuta técnica do Jefferson, elaborado pela Vinícola Santa Augusta uma jovem (2003) vinícola da jovem Serra Catarinense tocada por duas bonitas e simpáticas jovens (Morgana e Taline) que tiveram a coragem de se arriscar neste projeto único que culminou em apenas 300 garrafas produzidas, uma das quais está agora em minha adega particular. Deste vinho e deste lançamento, escreverei mais tarde em post especifico, mas foi um tremendo privilégio, como o do nosso primeiro Icewine da pericó, participar desse momento histórico em nossa vitivinicultura.

          Do resto, gostei muito de conhecer  a Antonio Dias Vinhos de Terroir, numa região gaúcha nova conhecida como Alto Uruguai na fronteira com Santa Catarina. Dica do amigo Nilson do Armazém Conceição em Floripa, este produtor elabora um bom espumante 100%  Chardonnay e um ótimo e surpreendente Tannat que deixa marcas por onde passa! Recomendo a visita ao stand deles e aproveitem para conhecer seus outros rótulos, já que passei muito correndo. Don Giovanni com seus ótimos Stravagganza e Nature, dois espumantes muito bons, é uma parada obrigatória logo na entrada e certamente em breve na Vino & Sapore.

         De Santa Catarina, dois Chardonnay de muita qualidade. O já conhecido e mui respeitado Vila Francioni assim como esse premiado da Vinicola Monte Agudo que obteve segundo lugar entre os chardonnays da prova dos TOP10. Muito bom também o Portento branco da Quinta Santa Maria elaborado com Malvasia, um estilo à lá Moscatel de Favaios. 

         Da Argentina não provei muito, mas, os vinhos da Eral Bravo, produtor de Mendoza com vinhedos na sub-região de Agrelo, me agradaram bastante tanto o Cabernet como o Malbec que, espero,  cheguem logo ao Brasil.

          Decanter, sempre o estande mais movimentado da feira onde rolam incríveis vinhos de um dos melhores portfolios nacionais. São parceiros, então falar deles é sempre suspeito, mas ser recebdio por espumante da Franciacorts, o Ferrari Perle, já é uma tremenda experiência porque é muito bom e coloca muito champagne no chinelo mostrando que até no vinho nome só não ganha jogo! Provei um Armagnac Napoleon que é estupendo, uma dica diferente, especialmente para o friozinho que se aproxima e para os amantes de charuto.

Para finalizar o Melhor Vinho da Expovinis para muitos, o Porto Dalva 63, uma benção dos deuses em forma de liquido. Daqueles néctares que mais do que serem fungados e bebidos, devem sim ser lambidos enquanto, de joelhos, agradecemos a benção e privilégio de poder saborear alguns poucos decilitros desse elixir.  Trouxe comigo um pouco desse néctar, talvez um quarto de garrafa de 500ml, que compartilhei com oito alunos de meu Curso de Vinhos na Vino & Sapore, uma tremenda experiência e momento especial de reflexão.  Kanimambo á moça que me atendeu, desculpe não ter pego seu nome naquele momento de extâse, e ao Beto Duarte que fez esse meio campo. Espero que logo, logo estejam por aqui, Enquanto isso, se tiver alguém indo a Portugal,  encomende uma garrafa, que custa por lá entre 80 a 100 euros.

Salute e Kanimambo.

Ps. Dificil foi encontrar água pelos corredores da feira!

Primeiro Dia de Navegação na Expovinis

Começamos por uma fila na sala de imprensa para cadastramento (?!) que ainda por cima foi enormemente reduzida. Por outro lado, como tinha credencial de imprensa!!! Enfim, nada que não fosse contornável, mas certamente algo a ser revisado para o ano que vem.

Neste primeiro dia saí um pouco a esmo, sem rumo pré traçado, o que não é muito a minha praia, pois sei que as tentações são muitas. A primeira visão da feira é de que metade do mundo produtor está por aqui procurando importadores que, por outro lado, não param de pipocar no mercado brasileiro. Desta forma, muita coisa interessante para os importadores e deleite para prova dos enófilos presentes, mas sem muita praticidade para o consumidor que não terá acesso a esses rótulos tão cedo, se é que efetivamente virão. De qualquer forma, sempre interessante  tive oportunidade de provar alguns vinhos que, pelo que ouvi, poderão estar nas prateleiras num futuro não tão distante.

Chateau de l’Oiseliniére , parte do patrimônio histórico francês desde 97, com stand na ala da França/Loire – um Chateau que vem passando mão em mão desde 1635, no coração da região de Muscadet (não confundir com moscatel) Sévres et Maine que tradicionalmente produz bons, suaves e frescos vinhos brancos que ganham complexidade quando produzidos “sur lie”. O que eu não sabia é que estes vinhos também podem envelhecer bem, pois tradicionalmente são tomados jovens. Com vinhedos de 40 anos, alguns de 70, os vinhos que produzem mostram uma maior concentração que agradam sobremaneira. Especial destaque para o Les Grands Gâts 2007 e o Les Illustres também de 2007 um pouco mais austero mas gualmente saboroso. Incrível um vinho de sobremesa com uma uva que desconhecia, a Bonnezeaux. Aparentemente uma cepa originária da Chenin Blanc e talvez por isso o bom equilíbrio encontrado entre a acidez e a doçura e pasmem, 2001! Vinhos que espero cheguem logo por aqui .

Les Vins Skalli , produtor de tintos do ano pela International Wine Challenge, produz um muito bom Chateauneuf-du-Pape de nome “La Tiare du Pape” elaborado com Grenache e Syrah que me agradou muito e talvez esteja por aqui até ao final do ano. Vale a pena dar uma passada por lá para provar e o produtor tem outros interessantes rótulos à prova.

Herdade do Pinheiro Alentejo, dos irmãos Ana e Miguel que conheço faz alguns anos e sou fã declarado já tendo colocado seus vinhos á prova por diversas vezes e sempre com muito sucesso. Trabalham o Rio de Janeiro e o Nordeste, mas aqui em Sampa buscam novo parceiro para desenvolver um trabalho de longo prazo. Lhes enviei diversos potenciais importadores e espero que algum acerte com eles, pois não faz sentido estes bons vinhos a bons preços, tudo o que precisamos como consumidores, não nos serem disponibilizados. Ótimos rótulos, desde seu branco elaborado com Antão Vaz e Arinto, passando por um Rosé diferenciado e delicioso, até seus vinhos tintos que exalam qualidade tanto no nariz como na boca. Não falarei sobre um vinho, passe no stand e prove todos!

Domaine de Lishetto Pinot Noir – Este deverá vir com certeza, apesar de estar em fase de avaliação na feira no stand do Emporio Sorio, importador especializado na Córsega, região francesa e onde vem este vinho muito agradável e bem feito, corpo médio, muito equilibrado e rico. Gostei bastante!

           Quanto aos outros que já estão por cá estabelecidos, achei muito interessante e surpreendente  um Gewurztraminer da região de Samontano (Espanha) produzido pela Absum e disponível no stand da Viníssimo.

Na Mercovino, de cara e gente nova com um  projeto mais adequado á nossa vinosfera tupiniquim, os vinhos da Lauca (chilenos) são uma boa pedida na linha de vinhos mais em conta porém de qualidade, os tintos italianos da Cantina Ballerin e da Azienda Piero Buso que são muito bons, o Esmero branco que é um blend de Gouveio, Fernão Pires e Viosinho produzido por pequeno produtor com lagares a pé, valem ser conhecidos assim como Juan Gil 12 meses, um espanhol de Toro que recomendo.

Vinhos Madeira – sempre uma parada obrigatória, desta vez contando com a presença de dois ótimos produtores. Recomendo o Henriques e o Justino, ambos Bual 10 anos, mas não deixe de provar os outros rótulos, também muito bons.

Winery – Tem que provar os vinhos argentinos da Goulart, ainda mais se com a presença da simpática produtora que é, brasileira! Sim, Mendoza virou uma babilônia onde habita gente de tudo que é origem e idioma produzindo vinhos de qualidade. Gostei mais dos blends, a não ser por uma ótima mostra de barrica o “Super Malbec”, especialmente do R que me parece a relação preço x qualidade x prazer mais interessante da linha. Aproveite que já está lá e conheça os outros vinhos desta importadora.

             Bem, por hoje é só, mas não podia deixar passar algo que considero um deslize grave numa feira deste porte. É o grandioso stand da “Sparkling Wines From Brazil” que, imagino, esteja lá para divulgar o espumante brasileiro, mas só para convidados VIP viu! Tem que ir procurar quem te convidou e solicitar uma pulseirinha, coisa mais ultrapassada que acho que nem baladas usam mais, que te dará direito a entrar! Não sei quem é responsável por isso, mas me parece que o tiro saiu pela culatra já que durante as sete horas que passei por lá vi muita pouca gente dentro. Pessoalmente, achei de muito mau gosto e um desrespeito a muitos, especialmente lojistas, que trabalham e promovem os espumantes nacionais em seus estabelecimentos! Escutei muita reclamação e concordo integralmente, bola fora!

Salute e kanimambo pela visita, amanhã tem mais e não esqueça da degustação de MALBEC 90 + que postei ontem, vale a pena!.

PS. Mapinha complicado esse da Expovinis!!

Levantamos Âncora pelos Caminhos de Baco

Já zarpamos numa viagem de descobrimentos pelos mares de Baco, iniciando nossa primeira escala por ótimos momentos vividos do Encontro de Vinhos OFF.  A cada evento realizado, o Beto e o Daniel melhoram este Encontro que já começa a fazer parte do calendário Vinico de qualquer enófilo que se preze. Para terem uma idéia, pelo menos quatro lançamentos nacionais aconteceram aqui ontem:

  • Voilá – o amigo Emerson nos traz uma linha de pratos gourmet congelados que nos abre o apetite só de olhar já que foi um projeto muito bem pensado, do design gráfico, apresentação e, obviamente conteúdo.
  • Casa Valduga – Lançou seu Ícone em espumantes, o Maria Valduga com 48 meses de autólise que tenho que reconhecer que pode enrubescer a maioria dos espumantes básicos disponibilizados no mercado. Muito bom, elegante e sedutor, gostaria de vê-lo numa degustação às cegas com exemplares franceses, até porque o preço estará em linha, algo em torno de R$180,00!
  • Além Mar – o mais novo lançamento da Villagio Grando, um bom  blend de cinco cepas elaborado pelo conceituado enólogo Antonio Saramago e o escanção (sommelier) José Carlos Santanita. Lamentavelmente não consegui ficar para a apresentação que foi programado pra as dezenove e às 20:30 ainda não tinha começado. Deixei para hoje na Expovinis, mas o vinho revi! Sim, porque já o comentei por duas vezes aqui no blog.
  • HMO – A chegada de uma nova importadora que em breve trará de volta os bons Vinhos do Porto da Quinta Seara d’Ordens, que teve breve passagem pelo Brasil há alguns anos atrás e que tive o prazer de conhecer durante minha viagem à SISAB em Fevereiro do ano passado,  os vinhos 100 Reis da Herdade da Maroteira com destaque para seu Syrah altamente pontuado em Portugal, assim como os vinhos da argentina Tempus Alba. Em breve por aqui!

             Mas teve muito mais pois tivemos mais de trinta expositores com ótimos rótulos sendo apresentados tendo contado com reforços importantes para esta maratona;  as águas da Lindoya e as pizzas da Bendita Hora que dispensam apresentações. Como já de praxe destes encontros, a presença maciça de blogueiros do vinhos com presença especial de amigos de Brasilia, Salvador, Espirito Santo, Rio de janeiro, etc. Até a Ná, que há muito queria conhecer pessoalmente, por lá apareceu com sua câmera em punho. Só por isso o Encontro já valeu!

              O primeiro compromisso foi com a escolha dos TOP 5 do Encontro, desta feita com um patamar de qualidade mais uniforme e de muito boa qualidade, superior ao que tive a oportunidade de degustar na anterior no San Raphael. Por outro lado, uma grande surpresa para mim, pois meu melhor vinho foi um que na ultima avaliação tinha dado 82 pontos e agora 92! Mudei eu, ou o vinho? Acho que ambos e é isso que me encanta em nossa vinosfera, a ausência de certezas e presença constante de surpresas ou seja, aqui um momento é diferente do outro e a monotonia passa longe.

  • 1º – Vigna alle Nicchie 07 de Pietro Beconcini, o único Tempranillo italiano e esta “versão”, advindo das vinhas mais velhas deste produtor. Importação MB Import
  • 2º – Arboleda Carmenére 08 chileno bem conhecido de todos sendo importado pela Expand
  • 3º – Veja Sauco Wences 04, espanhol de Toro importado pela Ravin
  • 4º – Judas Malbec 07, agentino trazido pela Maxx Brands
  • 5º – Dominio de Tares 05, espanhol de Bierzo, trazido pela Tahaa

           Acho que estou perdendo o jeito, pois desta feita só acertei um dos TOP 5  com dois outros vindo empatados em meus sexto lugar. Meus Top 5, depois de uma revisão de notas após uma segunda passagem pelos dez vinhos que melhor pontuei, entre 24, em que algumas notas foram mantidas, outras rebaixadas e uma aumentada devido à evolução em taça, foram:

Judas Malbec / Barbaresco Rabajá / Bordeaux Grand Bert Grand Cru de St. Emilion / Aglianico Vigna Antica e Campo Al Mare Bolgheri

           Esqueci minha máquina fotográfica em casa, então me desculpem pela falta de imagens do local. Parabéns aos amigos Beto e Daniel, que continuem assim pois esses eventos são uma lufada de ar fresco num mercado algo monocromático. Para finalizar, me deliciei com um saboroso LBV da Seara d’Ordens acompanhado dos deliciosos brigadeiros da amiga Vanessa que levam o sugestivo nome de “Sr. Brigadeiro”. Bom demais da conta sô!!! Afora os vinhos já mencionados acima, um destaque especial para um vinho biodinâmico da região de Luca (entre Florença e Pisa na Toscana) que me agradou muitíssimo, o  Tenuta di Valgiano Palistori Rosso elaborado com Sangiovese tendo como coadjuvantes a merlot e Syrah, belo vinho importado pela Vínica, mais uma jovem importadora.

Hoje, o primeiro dia da Expovinis, que como sempre também promete! Salute, kanimambo pela visita e nos vemos por áqui.