Vinhos Brasileiros x Importados

Interessante este tema que segue atual há anos! rs A polêmica é sempre a mesma e normalmente gera debates bem acalorados. No fim de semana quando quando indaguei no Face sobre qual o Melhor Chardonnay Brasileiro, os comentários foram os mais diversos, desde criticas ao produto brasileiro, elogios e o sempre quente tema dos preços como impeditivo de crescimento do consumo e reconhecimento. Daí ter surgido a necessidade, para mim obviamente, de mais uma vez voltar a escrever sobre o tema.

A indagação colocada, visava buscar um rótulo nacional para enfrentar algumas feras de outros países representados por excelentes vinhos de Napa, Borgonha, Sicília, Argentina, Chile e Austrália. Lógico que cá tenho a minha opinião e até já tenho um em mente caso o consiga encontrar, porém quis ter um feedback dos amigos ligados ao mundo do vinho e vieram sugestões bastante interessantes, tanto de reconhecidos grandes vinhos como de vinhos bons, saborosos mas que dificilmente teriam porte para encarar as feras, mas esse é papo para outro momento pois me deu uma ideia que espero poder vir a colocar em prática brevemente.

Creio que o que tem que ficar claro, é que a grande maioria de nós não mais nega a qualidade dos vinhos nacionais, especialmente os espumantes, mas também de uma série de brancos e tintos. O grande problema, em minha modesta opinião, segue sendo política comercial e marketing, que atinge também diversos importadores com suas crises de personalidade, de precificação e obviamente cultural por parte do consumidor que segue achando que por ser nacional deve ser mais barato. Viver no Brasil é caro, produzir no Brasil é caro e ponto final! O mercado de vinhos finos brasileiro não cresce essencialmente por isso e quem toma vinhos finos é a classe média que perdeu poder de compra de forma implacável e devastadora nos últimos anos, então …

Voltando ao cerne da questão, há que se comparar alhos com alhos, não com bugalhos, e o preço no Brasil é a referência a ser levada em consideração em qualquer análise comparativa séria e isenta que obrigatoriamente deverá ser executada às cegas. Vou dar dois exemplos disso que aconteceram em minha vida de enófilo ao longo deste últimos 10 anos em que compartilho idéias e experiências aqui com os amigos.

1 – publiquei durante anos meus Melhores Vinhos do Ano por faixa de preços, pois meu foco como consumidor sempre foi esse, Melhores Vinhos com a Melhor Relação PQP (Preço x Qualidade x Prazer)! Num determinado ano me vi deixando de lado um vinho que tinha ganho todos os uaus de degustadores e meus porque eu o achava fora da faixa de preço, “era caro para um nacional”! Mas espera aí, ele não bateu todos seus concorrentes, entre eles diversos estrangeiros, com preços até mais altos? Então que tipo de descriminação idiota eu estava fazendo? Óbvio que, no final, entrou né? Não como um vinho brasileiro, não faço esse tipo de distinção entre meus vinhos, mas por ser bom e se encaixar no preço de seus pares.

2 – mais recentemente o mercado todo e críticos renomados decidiram eleger mais um campeão de pontuação que acabei comprando para conferir. Demorei um tempão para o fazer, estava bastante cético. Esperei o momento certo, uma degustação ás cegas daquela determinada uva. Juntei seis rótulos de muita qualidade e em duas confrarias coloquei esse vinho ás cegas e ele ganhou ambas! É um vinho de valor alto, sim, mas ganhou de gente mais cara!! Ficaram meio soberbos, opinião minha, porém a qualidade é indiscutível e dentro do contexto, preços aqui com toda a carga tributária que assola o setor assim como custo Brasil que é altíssimo, sendo sim páreo para qualquer vinho de alta gama no mundo.

Desde a época da tentativa da indústria nacional do vinho ter tentado emplacar as malfadadas SALVAGUARDAS, (quem não lembra ou não viveu o momento siga o link, para entender) peguei a reputação de ser contra o vinho brasileiro, tremenda asneira! Quem quiser saber minha opinião basta ler um pouco do que escrevi sobre os vinhos brasileiros que provei, basta clicar aqui do lado em Categorias, Brasil e fuçar, depois faça seu juízo de direito. Fui e sou contra qualquer ação que afete o consumidor enófilo tupiniquim (como eu), só isso, e sou critico da filosofia comercial e de marketing da maioria, mas há muiiito tempo que não mais discuto qualidade. Há coisas ruins por aqui, há coisas boas e até algumas muito boas beirando a excelência, apesar de mais raros, como o é em muita parte do mundo produtor.

Ao fazer comparações entre importados e nacionais no mercado brasileiro há que fazê-lo com todos o custo Brasil e impostos embutidos. Não dá para comparar preço aqui versus um em qualquer outro país produtor, aí é covardia! rs Em minhas confrarias e desafios o preço é seleção essencial, mas que pagarmos caro o vinho não há dúvidas, porém fica aqui uma indagação; o que é que no Brasil não é caro?

Nos meus Desafios de Vinho, volta e meia colocava um vinho brasileiro como um intruso na prova que sempre era ás cegas e dentro de uma faixa de preço pré-determinada, em muitos levou e em outros foi a surpresa do evento Minha recomendação é só uma, sem preconceitos nem com xiitismos nacionalistas, mente aberta!

Finalizando, apesar do tema não ter fim e a diversidade de opiniões ser enorme, cada um sabe de si, de seu bolso e de seu gosto.  Compare, não caia nos contos dos Melhores do Mundo (tem até site de produtor com essa aberração!), use seu discernimento para seguir viajando por nossa imensa vinosfera colocando qualidade como quesito número um adequando-o a seu bolso, não importa se é brasileiro ou importado. Como já dizia o saudoso Saul Galvão, “o vinho existe para te dar prazer, se o fez cumpriu com seu papel!”, que assim seja.

Entre importados ou nacionais não tome partido, opte por você. Compre seu vinho pensando no momento, na companhia, no seu prazer, sendo bom e cabendo no seu bolso, pode ser de qualquer lugar, who cares!  Saúde, kanimambo pela visita e nos vemos aqui em breve ou por aí numa das esquinas dos caminhos de Baco. Boa semana

 

 

 

Infidelidade é Tudo!

Agora que já chamei sua atenção, deixemos claro que me refiro ao consumo de vinho, obviamente, não levemos isso ao pé da letra em nossas relações sociais! rs Não é de hoje que bato nessa tecla, de suruba vínica (rs), e há um tempinho me deparei com um artigo que gostaria de ter escrito e que deixa claro que a infidelidade no vinho é essencial e como já dizia Tim Maia, Vale Tudo! Sair da mesmice, diversificar, descobrir novos sabores e histórias, isso é o que seduz nesse mundo colorido do vinho. O título é sugestivo, “Sejam Infiéis aos Vinhos de Costume (menos apelativo que o meu! rs) e foi escrito pelo jornalista Edgardo Pacheco no jornal português Correio da Manhã em  Dezembro de 2015.

Esqueçam  a menção aos portugueses, um pouco provinciana a meu ver pois a diversidade está presente em todas as regiões produtoras, inclusive na Argentina, e vinhos padronizados os há também em todos os lugares, inclusive em Portugal! O Tema, no entanto, tem tudo a ver com todos os que se auto proclamam enófilos, pois não existe vinosfera enófila sem navegantes e viajar por mares nunca dantes navegados é essencial! Agora, importante se ater ás colocações dele sobre a diversidade dos vinhos portugueses, uma mar em si!

Destaco aqui alguns trechos de seu texto, que adoraria ter escrito, mas o todo só poderá ser lido clicando no link que passei acima.

“Um dos inimigos do vinho é a fidelidade esquisita que muitos consumidores devotam prolongadamente a determinadas marcas. Todos os dias nascem novos brancos, tintos, rosés, espumantes ou colheitas tardias (por vezes em excesso, verdade se diga), pelo que se compreende mal a falta de interesse dos portugueses pela experimentação de novos aromas ou sabores e, acima de tudo, de novas regiões.”

“Nesse sentido, as pequenas garrafeiras de bairro fazem diferença porque é aqui que encontramos vinhos resultantes de pequenas produções do Dão, da Península de Setúbal ou de Trás-os-Montes. E se o dono da garrafeira for competente, seguramente contará histórias sobre esses vinhos que, depois, replicaremos à mesa.” 
Uma das frases do Edgardo que entra para meu rol das clássicas sobre o vinho é; “Não há nada mais chato do que levar um vinho sem história para a casa de um amigo”   achei precisa! Leiam o texto completo no link lá no inicio deste post.
Tudo bem ter seu porto seguro, eu também os tenho pois nem sempre queremos experimentar coisas novas, mas daí a deixar de embarcar nessa viagem de descobertas acho uma pena! Boa semana a todos e lembrem-se de, nessa viagem, fazerem uma parada na Vino & Sapore (rs) para reabastecimento e levar um pouco mais de história e novidades à taça e à mesa. Kanimambo pela visita aqui e espero vê-los por aqui ou por aí nas estradas de nossa vinosfera, cheers!

Cinco Pontos a Ter em Mente na Hora da Compra de Vinhos

 

cincoSempre bom lembrar, mesmo para os que já iniciaram seu caminho pelas estradas de Baco, e esse texto publiquei mês passado na revista Cotiana da Aetec. As duvidas podem ser muitas e as armadilhas idem (tipo o melhor vinho do mundo), mas não se sinta só, pois duvidas é que não faltarão nessa fantástica viagem  por nossa vinosfera e nunca cessarão, mas espero que estas dicas possam lhe ajudar em suas próximas compras.

1 – A uva no vinho. Não dê demasiada importância neste quesito, explore! Será que aquele Cabernet ou  Malbec que você tanto gosta realmente é elaborado com 100% dessa uva que é o que dizem ser um varietal? Você sabe o que está bebendo? Pessoalmente tenho uma queda pelos blends, prefiro sempre o conjunto da obra, porém o que poucos sabem é que muito desses varietais realmente são blends, uma composição de diversas uvas. A legislação na maioria dos países produtores, determina que se um vinho tiver no mínimo 85% de uma uva, este pode ser rotulado como tal sem que haja qualquer informação quanto aos 15% de conteúdo restantes! Não se prenda a uma única uva ou uma única origem, explore pois o melhor desse mundo prazeroso de Baco é o garimpo, a viagem por novos sabores.

2 – Comprando Pontos? Pontuações nos vinhos são indicações ou tendências de qualidade e não devem servir de única base para sua escolha, tão pouco serem tomadas como conceitos de absoluta qualidade. Esse é mais um equívoco que muitos praticamos com maior ou menor parcimônia e há que se desmistificar essa prática até porque alta pontuação num vinho não quer dizer que ele agradará seu palato da forma como o fez a quem pontuou. MUITO cuidado com as chamadas dos marqueteiros de plantão para os ditos “melhores do mundo”, isso é uma tremenda enganação que não existe, uma verdadeira armadilha para pegar os mais desavisados! Há um monte de rótulos de muita qualidade sem qualquer pontuação e outros altamente pontuados que nem sempre performam como esperado em nossas taças, então não dê demasiada importância a esse tema, parcimônia é nome do jogo aqui.

3 – Idade, quanto mais velho melhor? – Ledo engano, verdadeira história para boi dormir e uma das maiores falácias de nossa vinosfera que provoca muitos erros na hora da compra. Existem vinhos feitos para serem tomados jovens, a grande maioria, e outros para guardar ou deixar para serem tomados com mais idade e mesmo estes com capacidade de guarda é importante saber onde e em que condições foram guardados. Muitos descontos grandes são dados em vinhos “mortos”, olho vivo. Não compre vinhos antigos (mais de cinco/seis anos) sem saber de seu histórico de vida e se forem vinhos brancos então, mais cuidado ainda!

4 – Só vinhos caros são bons. Mais uma falácia que o mercado e os maus vendedores tentam repassar para o apreciador do vinho. Vinhos bons são caros sim, mas o inverso não é verdadeiro existem vinhos bons em todas as faixas de preço. Se você está na fase dos Reservados, não adianta sair queimando uma nota num “Brunelão” que provavelmente você não irá apreciar, mas há coisas bem melhores por preços similares. Vá “crescendo” gradativamente dando chance ao seu palato para apreciar alguns grandes néctares, tudo a seu devido tempo, não dá para tirar a carta num dia e no seguinte entrar numa Ferrari a 200 por hora, a probabilidade de se dar mal será imensa!

5 – Avalie o local onde está comprando vinho. Vinhos ao sol e ambientes quentes e abafados, são grandes inimigos do vinho. Ambientes e vinhos bem tratados mostram cuidado e respeito para com estes caldos de Baco então, conheça seu fornecedor e a origem de seus vinhos!

Para terminar este papo de hoje a melhor dica, que tem a ver com a primeira, SEJA INFIEL! Fidelidade é um valor importante social e comercialmente, mas furado na relação com o vinho. O maior barato do mundo do vinho é exatamente essa diversidade de uvas (mais de 3.000), origens, sabores e prazeres que eles despertam em nós então, para quê ficar Cinco lembretessempre tomando as mesmas coisas? Tudo bem, tenha seus “portos seguros”, mas como já dizia o poeta, navegar é preciso e um bom timoneiro (comerciante/sommelier) de confiança é importante nessas horas.  Um último toque; vinho é prazer, não status, então aproveite a viagem, explore muiiito e deixe o vinho cumprir seu papel, o de lhe dar prazer, sem preconceitos. Na próxima vez que for comprar vinhos, lembre-se dessas 5 dicas e libere-se, seja feliz!! rs Saúde, kanimambo e seguimos nos encontrando por aqui ou em qualquer outro ponto de nossa vinosfera, que tal na Patagônia em Novembro nos feriados??

Vinho na Taça, Não no Tubo!

“Todo o grande vinho é caro, mas nem todo o vinho caro é grande!”, digo isso há mais de dez anos e por isso mesmo gosto de aplicar degustações ás cegas quando as pessoas provam um vinho sem saber seu preço, sua origem ou produtor. Sim, porque não é só preço que influencia sua capacidade de avaliação! O que faz um vinho ser caro ou barato é papo para um monte de outros posts, as variáveis são enormes entre elas a própria lei da oferta e demanda, porém é claro que a tendência é acharmos que quanto mais caro o vinho melhor ele seja o que não está errado pois na maioria das vezes o é e isso vale para qualquer produto.

Hora, se falo isso por uma década, para que este post e porquê desse título? Calma, é que está circulando por aí no Face um artigo publicado pelo jornal virtual Nexo repicando um teste científico alemão realizado pela universidade de Bonn em que pesquisadores usaram de ressonância magnética para avaliar a reação das pessoas ao tomar o mesmo vinho porém lhes sendo mostrado etiquetas de preços diferentes. Acho um desperdício de tempo e grana o teste e o resultado é mais do que óbvio, porém há quem tenha necessidade de comprovar o óbvio então respeitemos. Ao ler o artigo, no entanto, fiquei estarrecido vejam só a fórmula usada para a realização do “experimento” e meus comentários em azul:

 

Os pesquisadores avaliaram 30 participantes, dos quais 15 homens e 15 mulheres, com idade média em torno dos 30 anos. (já acho que a faixa etária deveria ser mais alta e/ou existir um mix de idades) Eles ficaram deitados (argh) em um aparelho de ressonância magnética para que sua atividade cerebral fosse gravada em tempo real enquanto tomavam doses de vinho. A bebida foi servida por meio de um tubo que ia para a boca do participante (mon Dieu!!). Antes de cada nova dose, a pessoa deveria lavar a boca com enxaguante bucal (PQP!!).” É para acabar com qualquer palato e, aparentemente, nenhum dos doutores pesquisadores tem qualquer liga com gastronomia ou o mundo do vinho, coisa de louco! Vinho por tubo e enxague bucal, ca-ce-ta-da!!! rs O texto completo e resultados você poderá ter aceso clicando no link a seguir > https://www.nexojornal.com.br/expresso/2017/08/14/Por-que-vinho-mais-caro-tem-gosto-melhor-segundo-a-ci%C3%AAncia

 

Não vou colocar em xeque o experimento dos nobres doutores alemães, quem sou eu, mas convenhamos que as premissas… Enfim, não tinha como deixar de comentar aqui, mas deixemos claro que nem todo o vinho barato é ruim, apesar das probabilidades e da falácia de que vinho bom é o que você gosta, e nem todo o vinho caro é bom apesar das probabilidades também. Já provei grandes vinhos que me decepcionaram e já fui surpreendido por vinhos baratos bem legais, então deixemos os preconceitos de lado e exploremos o mundo de Baco como ele deve ser explorado, com vinho na taça, jamais em tubo!!! rs

Kanimamabo, saúde e acho que vou ter pesadelos pensando nesse tubo e no enxague!!! rs Gente, apesar disso, uma boa semana para todos.

 

O Que Você Quer Ler Numa Descrição de Vinho?

Hoje o post é simples e curto, muito mais uma pesquisa do que qualquer outra coisa. Quando você acompanha um blog, lê uma revista, o que você gostaria de ler numa resenha sobre um vinho. Dos frutos do bosque nos aromas, do tipo de madeira usada, da região produtora, uvas usadas, corpo do vinho, se tânico, ácido, floral, do tipo de Question-mark-clip-art-question-mark-image-image-2barricas, o quanto estas informações são importantes para vocês e lhe dizem alguma coisa?

O que você gostaria de ver mencionado nessas resenhas e que hoje não está presente? Afinal, quais são os dados sobre o vinho que você gostaria que um escriba do vinho colocasse na tela ou no papel para lhe ajudar a entender esse vinho e facilitar sua compra? Até que ponto uma nota é ou pode ser importante?

Sinto que por muitas vezes escrevemos sem norte e talvez esse seja um dos temas que vêm me incomodando, me deixando algo frustrado quanto ao “trabalho” que venho desenvolvendo por aqui há quase dez anos! Gostaria de aprimorar isso e vossa ajuda com esta interatividade que tanto prezo, me seria muito útil então agradeço desde já a todos que possam despender uns minutinhos num comentário sobre o tema, creio que todos podemos ganhar com isso, eu certamente sim.

Fica aqui a abertura e tenham um ótimo fim de semana. Se tiverem um tempinho, passe na Vino & Sapore neste Sábado, vos espero lá para uma tacinha de vinho e dois dedos de prosa. Kanimambo pela visita e nos vemos, fui!

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Como Falar de Vinhos, Eis a Questão!

Ainda recentemente escrevi sobre a necessidade de descer do salto xv e olhar, sentir o vinho de forma diferente sem os estereótipos que se criaram em torno do tema. O tema levantou algumas celeumas, e mais tarde vi no Face um monte de gente falando sobre a linguagem no vinho, tirando sarro de alguns termos usados por diversos blogueiros ou simples apreciadores de vinho que usam palavras tipo “guloso”, o que significaria tal palavra? Em sendo face, os comentários foram imediatos e dos mais diversos, porém o que mais me chamou a atenção foram os comentários algo pejorativos a uma série de termos usados. Está certo alguns são excessivos, mas gente deixemos as pessoas se expressarem da forma que mais lhes convier, qual o problema? Muitas vezes um simples gosto ou não gosto cai bem! Afinal, quantos sabem o significado de Sur Lie, Botritizado ou Sous Bois na descrição de um vinho??

Acho que a forma e o conteúdo têm muito a ver com quem lê o que você escreve e qual a mídia em que é publicado. Com minha atividade comercial neste nossa vinosfera tupiniquin, canso de ver gente sem qualquer base, gente que confunde taninos com acidez e acidez com amargor, tudo bem, afinal isso ocorre nas nações consumidoras mais antigas onde a o vinho faz parte da cultura do povo à gerações! O vinho pode ser guloso para uns, gordo, raquítico ou esquálido para outros e eu gosto de vinhos que falam comigo! Uns são brutos, outros elegantes, uns me dizem pouco, outros possuem um papo bem cabeça, importante é que me transmitam algo que valha a pena ou simplesmente não me fazem falta, como algumas pessoas! A linguagem figurativa por muitas vezes nos diz mais sobre o vinho e seu impacto sobre quem o consumiu, do que frases cheias de termos mais técnicos a não ser que vocês esteja numa reunião de experts. Eu, por exemplo, quanto mais um vinho me empolga mais adjetivos uso!

Andamos críticos demais, acho que se deixarmos fluir as sensações sem querer estabelecer regras canônicas sobre este tema, respeitando a todos e lendo aqueles que nos interessam, talvez o tal  de “descomplicar” o vinho  (que tantos alardeiam e tão poucos praticam) efetivamente ocorra. Viva e deixe viver, cada um do seu jeito, com seu estilo com sua dialética, o resto meu amigo, o resto é só “broma” para valorizar passe! rs Importante, a meu ver, é deixar os sentimentos fluírem dentro de uma certa razoabilidade em que se consiga, de forma figurativa, facilitar a linguagem do vinho de forma mais coloquial e menos técnica, deixando esta última para momentos mais adequados.

Abraço, kanimambo e um bom fim de semana com vinhos de bom papo, repletos de adjetivos positivos e um belo Dia dos Pais!

 

Sem Inspiração ou Writer’s Block!

Writers block 0Achei que uma semana ia dar, mas virou dez dias e nem assim! rs Stress, depressão, cansaço, irritação, frustração, questionamentos, dúvidas, decepção, perda, vazio de criatividade, etc. e etc. e etc., as razões podem ser muitas ou até estarem todas se manifestando ao mesmo tempo! Na verdade, depois de quase dez anos na labuta aqui no blog com mais de 1900 posts publicados, fica a sensação de que a inspiração se esvaziou, que você chove no molhado, que as coisas se tornam repetitivas, que pouco ou nada está acrescentando!

Chega a frustração, as palavras não vêm, as dificuldades de expressão aparecem com mais frequência a falta de tesão pela escrita se torna cada vez mais aparente e aí você se dá conta de que talvez, só talvez, esteja sendo exageradamente crítico consigo mesmo. Por outro lado, escrever dá trabalho, não se engane e quando sua mente já está ocupada com mil outras atividades, então … !

Writers block 2

Daí fico pensando, exercício de auto análise (rs), o que fazer para quebrar essa corrente? O que posso mudar? Essa placa que descobri me indicou o caminho, simplesmente escreva, quem sabe sai algo que se aproveite? Parar, se entregar é que não é solução a não ser que haja a real e pensada decisão de cessar com esta atividade e isso ainda não é o caso, então reagir é preciso!

Writers block

Tenho uma lista infindável de tópicos a me dedicar, uma lista grande de experiências , ideias e conceitos a compartilhar então nos próximos dias retorno com meus posts Falando de Vinhos, mesmo que não estejam à altura do que eu espero de mim mesmo e espero que os amigos que me seguem entendam e “aguentem” (rs) o período de transição. Talvez teste algumas fórmulas novas, enfim, vamos ver o que sai! Kanimambo pela visita e paciência, sáude e até breve. Abraço e boa semana.

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Meus Mantras no Mundo do Vinho

Desde que comecei a divulgar e comentar este mundo dos vinhos regido por Baco, tentando compartilhar experiências e promover aquilo que encontro de bom em nossa vinosfera, tenho tentado fazê-lo de forma a desconstruir a imagem snobista e elitista que alguns construíram, pois nossa vinosfera precisa efetivamente de um trabalho forte de desmistificação e desconstrução! Quando dou cursos ou promovo alguma degustação temática, tomo por base esse conceito e uso como exemplo estes três pensamentos ou, talvez melhor, ensinamentos passados adiante por gente de respeito neste meio.  São meus mantras (rs) que hoje gostaria de compartilhar com os amigos leitores pensando sempre numa vinosfera mais real, com menos firulas, mais simplista porém não menos poética quando tem que ser na expressão das sensações que nos despertam.
Me fez lembrar quando com cerca de 14 para 15 anos desafiei meu professor de literatura inglesa ao ele me dar uma nota baixa quando da interpretação de um poema. Afinal, uma obra de arte não possui a capacidade de alcançar sua mente e coração de forma diferente gerando emoções diferenciadas em cada um? Por quê a minha percepção estava equivocada e não a dele? Ele esteve com o poeta ou este deixou algum escrito dizendo o que ele queria que cada um sentisse ao ler suas palavras? Lembro que tinha 14 anos, porém deixando de lado o aspecto mais ingênuo das colocações que fez com que minha nota fosse reduzida um pouco mais (rs), acho que isso se aplica muito à nossa vinosfera porque muito destes vinhos são poesias engarrafadas que falam (sim, quer os esnobes queiram ou não, eles falam) conosco de forma diferente, nos tocam e geram emoções diferentes em cada um de nós, deixando claro, a meu ver, que por estas bandas não existem verdades absolutas. Bem, já falei de mais, como de costume, então vamos aos mantras que regem minhas atividades no setor:
AlejandroDe Alejandro Vigil – Enólogo argentino, considerado um dos 30 mais importantes da vinosfera mundial, responsável por alguns dos melhores vinhos argentinos da atualidade
Porque tenemos la tendencia de lo absoluto ? Porque alguien tiene que decir su verdad como única ?  Los vinos para cada persona significan algo distinto, siente algo distinto , ven cosas distintas … Cada quien sentirá la mineralidad , verticalidad , frutas rojas o negras, para otros simplemente le gustara o no . Pero nadie puede decirte a vos que sentís o que piensas . El vino por definición es plural y diverso, nadie tiene la última palabra es tus gustos y sensaciones solo vos “.

De Saul Galvão – Saudoso e insubstituível mestre da crônica enogastronômica de nossa vinosferasaul 11 tupiniquim que com todo seu conhecimento não só pregava a humildade  no trato do vinho como a praticava em seus escritos, palestras e até nos eventuais encontros com seus seguidores como eu que tive a rara oportunidade de o encontrar uma vez tomando sua taça no shopping Iguatemi e trocado com ele dois dedos de prosa.Uma pessoas extremamente afável, faz falta!

“Quando se fala em vinhos, nunca há uma palavra final, mas sim opiniões, que podem ou não ser bem sustentadas. No final, só uma opinião importa, a sua. O vinho só existe para dar prazer, se ele deu prazer, cumpriu sua função, independentemente de regras cânones e opiniões alheias. Costumo dizer que o vinho precisa descer do pedestal no qual foi colocado por alguns esnobes e pretensos entendedores e ser colocado em seu lugar, que é o copo. Nada mais chato que um esnobe do vinho, que fala pomposamente, como se ele fosse o único ungido a entender termos herméticos”

Aubert-de-Villaine-1-docAubert de Villaine – é co-proprietário e co-diretor do Domaine de la Romanee-Conti na Borgonha, responsável de alguns dos vinhos mais caros do mundo, sendo proprietário de uma vinícola em Bouzeron na mesma Borgonha e outra ainda, na Nappa Valley tendo sido um dos juízes no famoso Julgamento de Paris em 1976.  

“Não fico surpreso que as pessoas não identificam estes aromas todos nos vinhos que compram, eu mesmo não sou capaz de reconhecê-los. Aliás, acho isso muito aborrecido, não estou interessado nisso e sim na personalidade do vinho.

Creio que fica claro, não por minhas palavras mas nas deles, que não há porquê se assustar ou se sentir frustrado se você não achar nos aromas ou nos sabores o que o produtor imprimiu no contra rótulo ou o que determinado crítico tenha escrito sobre o vinho. No final, tudo isso são meras indicações e serem sorvidas com a devida parcimônia. Curta os vinhos que achar que valem a pena, da forma que mais lhe convier lembrando que, se lhe deu prazer o resto é acessório! Pode até agregar, mas o importante mesmo é que o você sentiu. Fui, fico por aqui hoje, uma ótima semana para os amigos que hoje me deram o privilégio de sua visita, Kanimambo e seguimos nos encontrando por aqui ou por aí nas estradas de nossa vinosfera tupiniquim!

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O que o Contra Rótulo Não Diz, Mas eu Gostaria de Saber

Quantos dos amigos leem um contra rótulo? Também, cá entre nós o que interessa à imensa maioria saber a quantos graus foi fermentado o vinho e por quantos dias? Muita firula, querendo falar muito para quem entende do riscado mas pouco, muito pouco “user friendly” para com o consumidor em geral! Já toquei neste assunto há uma meia dúzia de anos atrás, porém achei que estava na hora de retomar o tema que, a meu ver, é deveras importante, especialmente no Brasil

Informações sobre a produção mais práticas e objetivas, mesmo que haja alguma descrição lúdica do caldo, são uma forma de contribuir para um maior esclarecimento que ajudaria em muito o consumidor na hora da compra. Considerando-se que o Brasil é um país ainda engatinhando no conhecimento enófilo, esclarecer é educar e a educação, afora o preço, é um dos caminhos para o crescimento do mercado.  Não só os produtores locais, mas também os importadores que já têm que obrigatoriamente providenciar contra rótulos em português, poderiam ajudar muito nesse processo pois um sommelier de qualidade em cada local de venda é totalmente inviável e uma compra mal feita faz um estrago danado! Cabe a quem vende tentar sanar esta falta, não ao consumidor que pode, ou não, se interessar ao ponto de correr atrás.

Luis Lopes, editor da revista de Vinhos em Portugal, foi especialmente feliz em um de seus editoriais lá atrás 2009, por sinal de um humor sarcástico ao ponto, do qual extraí três frases elucidativas, mas recomendo acessar o texto completo aqui.

  • “É uma inutilidade tão diversificada que até pode ser agrupada por temas. Há os contra-rótulos auto avaliativos: “este magnífico vinho”; “este néctar precioso”; “um tinto cheio de personalidade e carácter” (a garrafa custava €1,90, a personalidade é barata hoje em dia).
  • Aprecio igualmente o contra rótulo gastronómico: “óptimo com peixe e saladas”; “perfeito com caça de pena e queijo” (a julgar pelo número de vezes que esta sugestão se repete, acho que metade dos vinhos portugueses são para beber com caça e queijo.
  • A temática tecnológica incide sobretudo na adega. “fez a maloláctica na barrica“ (malo quê? dirão os mais distraídos, mas esta preciosa informação é só para especialistas); “passou 16 meses em barricas de carvalho francês de Allier grão fino tosta média” (nah, esse é para amadores, vou levar este outro que passou 22 meses em barricas de carvalho Nevers, grão médio, tosta forte, coisa de macho).

Jancis Robinson também comentou este mesmo tema na Prazeres da Mesa de Maio de 2011 sob o titulo, “O Que Diz o Rótulo” ao qual respondo, quase nada!

Todos os comentaristas têm sua parte de razão e visões diferentes sempre existirão, até porque, como já disse Nelson Rodrigues, a unanimidade é burra e a divergência serve de fluido para o desenvolvimento. Já vi alguns rótulos, agora não me lembro os produtores, que apresenta um gráfico com uma curva de maturidade estimada do vinho que achei bastante interessante, até porque a maioria dos consumidores ainda acredita na falácia de que vinho quanto mais velho melhor e sabemos que não é bem assim e, por outro lado, não tem ninguém melhor para conhecer o potencial de guarda de um vinho que seu produtor já que vinho pode ter prazo indeterminado de vida, mas uma hora também chega a seu fim! Quem sabe isso não inibiria a atividade de comerciantes e importadores inescrupulosos que saem por aí dando descontos imensos em vinhos que sabem estarem moribundos, um verdadiro desserviço a nossa vinosfera. Já vi promoção de Beaujolais Noveau com DOIS ANOS!!!  Enófilos e apreciadores de vinho dotados de mais conhecimento certamente não caem mais nessa, mas e a maioria dos consumidores sem o mesmo conhecimento? Não nos iludamos, o mercado ainda é imensamente incipiente de conhecimento e por isso acredito piamente que, especialmente nos vinhos de entrada de gama, quanto mais informação melhor pois isso também é educação.

Enfim esta matéria pode gerar discussões acaloradas, mas os produtores e importadores poderiam dar uma forcinha ao consumidor, não? Sem necessidade de leis ou imposições, simplesmente a aplicação de bom senso comercial e recolhi aqui alguns poucos contra rótulos que creio mostram que há luz no fim do túnel e não é um trem em sentido contrário!

Este do TRIO podia ter algumas cositas más, mas gostei da proposta

Este da MILLS até acho que tem algumas coisas interessantes, porém há informação demais e faltou objetividade

O que eu gostaria mesmo de ver nos rótulos:

Gráfico de Pico estimado de Consumo / Tipo de madeira (Barrica/chip/tábua) e por quanto tempo. / Nos blends as uvas e, mesmo que sucintamente, o que cada uma aporta ao corte. Nos vinhos muitas uvas (tipo os portugueses) complica, mas …

Temperatura de serviço / Vinhos e Espumantes NV (não safrados) – data de engarrafamento / Nível de SO2 colocado de forma prática; baixo – médio – alta. Para quem sofre com isso no dia seguinte é uma mão na roda! / Nível de Acidez da mesma forma que o SO2; baixo – médio – alto / Nível de açucar residual, especialmente nos espumantes e vinhos de sobremesa, mas acho que vale para todos.

Sugestão genérica de harmonização / idade média das vinhas usadas / Corpo do Vinho; Leve – médio – médio para encorpado – encorpado e, já que isso começa a tomar conta do mercado com força, porquê não se o uso de leveduras são naturais (selvagens/nativas) ou selecionadas (compradas).

Agora, se é para não dizer nada, diga-se nada com classe como mostra o Oscar da Quevedo no Douro. Criatividade a mil!!

Traduzindo

Olá! Eu sou o Oscar, queria apenas agradecer-te por teres escolhido meu vinho. Convido-te a te comunicares comigo, seja fazendo uma pergunta no Twitter @oscarswine, comentando uma receita do meu blog, www.oscarswine.com, ou, melhor ainda sugerindo-me uma! Não vou encher este rótulo com o habitual palavreado técnico e sugestões gastronomicas ridículas, mas continuarei a mostrar a nossa vida nas margens do Douro através de vídeos que partilho no Youtube. Espero que saboreies este vinho com boa comida e, mais importante, com um ou dois amigos… é que foi mesmo para isso que o fiz!

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De Novo, O Melhor Vinho do Mundo Não Existe!

Entra ano sai ano e nada muda, as falácias continuam as mesmas e cada vez fico mais desesperançoso quanto à seriedade de diversos players do mercado que na ânsia de faturar uns trocados a mais seguem em suas toadas de desserviço a nossa vinosfera tupiniquim, uma pena! Nas últimas semanas, mais uma vez um monte de mails recebidos com essa informação falsa. Meus amigos menos antenados nessas coisas do mundo do vinho, caiam nessa não!

Em função disso, achava que tinha que republicar este post de 2015 que segue mais atual que nunca.

Tem algumas coisas em nossa vinosfera que me incomodam uma barbaridade e dizer que um determinado vinho é o melhor do mundo para tentar vender seu peixe é uma delas sendo, no mínimo, falso! Primeiramente porque o fato de um determinado vinho ter ganho um concurso qualquer pelo mundo afora, por mais prestigioso que este seja, não faz dele melhor de nada a não ser daquele concurso, para aqueles jurados num determinado momento assim como o melhor vinho do ano da Wine Spectator é só o melhor vinho do ano de acordo com eles, nada mais do que isso, mesmo já sendo muito!

Já vi importador publicar essa asneira, já vi produtor fazer a mesma coisa e agora tenho recebido, por diversas vezes, um mail marketing de mais um Melhor Vinho Tinto do Mundo! Desculpem, mas acho um tremendo equivoco de quem sai para o mercado fazendo isso, pois está enganando o povo, pelo menos os que eventualmente possam vir a acreditar nisso. Existem no mundo algumas centenas de milhares de rótulos, alguns deles de reconhecida qualidade que não participam desses concursos, não havendo como colocá-los lado a lado numa competição em que se pudesse, eventualmente, chegar a uma conclusão desse naipe. Mesmo que isso fosse viável, ainda assim seria impossível chegar nessa definição devido à subjetividade e às variáveis inseridas no tema.

Quando um corredor detém um recorde mundial, fato matematicamente registrado, ele é o melhor do mundo até que alguém bata sua marca, já a maioria de outros Melhores do Mundo são meros atos mercadológicos sem fundamento mensurável. O futebol brasileiro, por mais que queiramos, não é o melhor do mundo ele só o foi em cinco copas o que já lhe dá um tremendo prestigio, mas é só isso. Nem Pelé, especialmente para os argentinos (rs), é reconhecido unanimemente como o melhor jogador de todos os tempos assim como Muhammad Ali não é o melhor boxeur de todos os tempos para muitos. Subjetividade, avaliadores, concorrentes diretos e momento, fatores importantes a serem levados em conta em qualquer comparativo do tipo.

Hà pouco mais de uma ano, em Abril de 2014, já mencionei algo sobre o tema mostrando como são premiados os vinhos nesses concursos e dava uma cutucada nos que insistem nessa propaganda enganosa do Melhor do Mundo. Gente, quando receberem o próximo mail marketing ou lerem algo nesse sentido na mídia,lembrem-se deste post. Você poderá até estar frente a frente a um belo vinho, mas jamais do melhor do mundo, pois NÃO EXISTE MELHOR VINHO DO MUNDO, mero fruto marketeiro, e já fique com o pé atrás com quem dissemina essa falácia! Condeno essas ações, acho-as anti éticas e um desserviço ao mundo do vinho. Para quem milita no ramo há a obrigação moral de educar e estes procedimentos não estão em linha com essa filosofia confundindo ainda mais a cabeça do consumidor.

Vivemos os tempos do tanto faz como eu faça desde que obtenha os resultados imediatos desejados, os fins justificam os meios, onde cada um quer levar vantagem sobre o outro de qualquer forma, da falta de moral e ética, então vá lá, numa dessas até dá para entender a tentativa de engodo, agora aceitar jamais!

Acredito que podemos ser melhores e, sem querer ser o arauto da verdade, ainda penso que a melhor forma de educação é a retidão dos exemplos dados e esse tipo de atitude não ajuda em nada o setor pois enrolar o consumidor não me parece prática saudável. Sorry, precisava fazer este desabafo em forma de alerta, ojo! Best wine in the world, bull, there is no such thing!!

Kanimambo e tenham todos uma ótima semana! Cheers