Natural, Ôrganico ou Bio?

Tenho que confessar, entendo é patavina disso! rs Em minha vida, no entanto, tenho por filosofia estar aberto a novas experiências, conhecimentos, então não me nego a conhecer mais a respeito destes conceitos que fazem a felicidade de muitos, sejam eles consumidores ou produtores. Me parece óbvio que se algo for bom, bem feito e me agrade, melhor se ele for o mais natural possível, até porque certamente entregará um sabor mais autêntico refletindo seu terroir de forma mais verdadeira. Por outro lado, não acredito em xiitas (de qualquer origem ou viés), nem tanto ao céu nem tanto à terra, não basta ser natural para ser bom e já provei algumas coisas intragáveis ( para meu gosto) de ícones biodinâmicos! Há produtos naturais que matam, então “só” isso não basta e precisa também ser palatável e fazer sentido econômico para mim, caber no bolso também é importante, ainda mais num país onde o vinho já custa os olhos da cara normalmente. Aí talvez o maior senão para estes produtos e o maior desafio para os produtores, ter uma precificação que permita com que seus produtos e conceitos se popularizem e não se restrinjam a uma elite consumidora de alto poder aquisitivo.

Óbvio que este assunto é deveras polêmico, nada simplista, e traz no seu bojo uma boa dose de controvérsia. Apesar do aparente crescimento de demanda que faz com que alguns poucos focados no setor tenham conseguido sucesso, verdade seja dita que em meus 6 anos de comércio (Vino & Sapore), pouquíssimas foram as vezes que alguém entrou buscando vinhos orgânicos e na maioria das vezes por mera curiosidade. Nos últmos seis meses, talvez umas duas ou três pessoas ! De qualquer forma, um sintoma de que algo começa a mudar no comportamento das pessoas e alguns players se especializaram nisso por crença e/ou comércio, não importa, fazendo nascer aí um nicho de mercado interessante que, parece, começa a crescer. Nunca coloquei um vinho no portfolio porque ele era orgânico ou qualquer outra versão do conceito, como também nunca escolhi um vinho por sua pontuação, escolho porque é bom e seu preço faz sentido para mim e meus clientes! Tendo dito isso, sim descobri que tenho alguns rótulos orgânicos na loja (rs) e a eles darei mais atenção doravante.

Pelo pouco que me debrucei sobre estes vinhos, sinto que os orgânicos (vinhos biológicos na Europa) são os que você menos sente diferença tanto nos aromas como no sabor, o que muda bastante quando os vinhos são os ditos naturais (não é um nomenclatura oficial, pelo que eu conheça) e biodinâmicos. Por outro lado, a lógica me faz crer que as safras são, mais que nunca, um fator importante a considerar no ato da compra pois existe pouco ou nenhum espaço para correção. O amigo Didu, conhecido de muitos em nossa Vinosfera e um grande incentivador do uso das leveduras selvagens no vinho, recentemente me presenteou com uma garrafa de Riesling Itálico, um vinho da Dominío Vicari de produção natural e biodinâmica, ele que é um entusiasta, grande incentivador e promotor destes conceitos mais naturais na alimentação. Óbvio que fiquei deveras curioso, até porque curto muito os vinhos do Matías Michelini (Argentina) que é um verdadeiro druida, explorador, produtor e promotor do biodinamismo como forma de vida, então não demorei muito para abrir não!

Pisa a pé, maceração em tanques de polipropileno, uso de leveduras selvagens, semvicari riesling itálico clarificar, sem filtrar e sem quaisquer aditivos outros. O primeiro impacto tanto visual como aromático deixa bem claro que estamos frente a algo diferente na taça. Como não foi filtrado nem clarificado, mostra-se turvo na taça porém mantém um certo brilho e vivacidade que mostra que é um produto em pleno gozo de sua saúde. Nariz bem frutado com toques sutis de flor de laranjeira e algo mais que não pude precisar! rs Na boca mostrou boa presença de fruta que me levou a pensar em algo de carambola, tem um toque de ervas frescas, talvez casca de limão e, como a Raquel, que também estava presente, lembrou – Kombuchá (não me perguntem como é, isso foi coisa dela! rs) Algo denso meio de boca, demora para se acostumar, curioso no paladar sem muita semelhança a nada, tem que buscar bem lá no fundo da memória e aí sai essa miscelânea de coisas que mencionei! rs Talvez o que mais me tenha chamado a atenção foi sua ótima acidez e equilíbrio final, porém não me parece um vinho que seja de fácil “digestão” pelos menos iniciados no mundo do vinho, não é um vinho fácil de se gostar, requer ter que “pensar” e a maioria não está muito a fins disso quando bebe, ele busca prazer! rs Para quem está no ramo, no entanto, algo a se prestar atenção pois o mercado está em ascenção.

Em Sampa vi que a Lis o comercializa na Saint Vin Saint que tem a enogastronomia “natureba” como seu foco. Creio que anda na casa das 120 pratas, caso alguém esteja interessado em provar um vinho diferente com uma marca de terroir própria e única. Valeu pelo presente Didu, sempre bom buscar novos horizontes e ver novos conceitos tendo me incentivado a estudar um pouco mais sobre o assunto e explorar um pouco mais essa fronteira. Quem sabe me verás na próxima feira da Lis?

Ah, não falei nada sobre o que é a produção Natural, Bio e Orgânica né? Bem, falei do vinho que tomei e minha opinião sobre o tema, já é algo (rs) quanto aos conceitos, pesquisei e não vou repetir aqui o que muitos já falaram. O que me pareceu mais didático e com fundo mais técnico foi este texto do Roberto Rabachino publicado no site As Boas Coisas da Vida, boa leitura para quem quer conhecer um pouco mais. Saúde e kanimambo pela visita, um ótimo fim de semana para todos.

 

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Aos Aproveitadores de Plantão!

Hoje, quero só deixar aqui um recado aos que acham que podem levar vantagem em tudo, aos que acham que pegar carona no trabalho dos outros é legal, que enfiaram a ética no saco e, aparentemente jogaram fora, aos oportunistas de plantão. Meus caros, Stop and do the right thingpor favor PAREM de fazer comentários aqui tentando promover seus negócios com links, não vai rolar e automaticamente já o classifico como spam, pronto, lixeira est!

O aviso e, ao mesmo tempo, desabafo se dá devido aos inúmeros comentários recebidos com esse propósito. Só neste carnaval foram quatro, neste ano já deve ter chego a uns dez,haja!! Gente, um deles, mesmo eu não liberando seu comentário, tentou por três vezes, incrível a cara de pau!

Não cobro por links que faço, compartilho o que acho que vale a pena, daquilo que conheço, de amigos e de parceiros, mas se realmente achar que vale a pena divulgar seu site ou loja aqui, por favor me envie mensagem que terei prazer em lhe locar um banner, não é tão caro assim e meus contratos são válidos por seis meses pagos antecipadamente.

Kanimambo saúde e, agora que o Carnaval passou, vamos produzir porque o ano finalmente começou!! rs

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Descontos / Promoção – Aproveite, mas Cuidado!

Este é um tema sob o qual já escrevi há alguns anos, mas que segue bem atual. A Mistral em seus catálogos por diversas vezes alertava sobre descontos porcentuais excessivos e decidi usar alguns trechos desses textos deles para iniciar este post.  Parece-me que a época é adequada, o momento das grandes liquidações e promoções chegou, então cautela é essencial.

  • “No mundo do vinho, ainda há pessoas que se deixam levar por ofertas de descontos mirabolantes, imaginando que estão fazendo um grande negócio, e nem olham o preço final do vinho adquirido. São pessoas que acabam comprando desconto, ou seja, dão mais importância ao porcentual do desconto do que ao preço final. Parece incrível, mas é verdade”
  • “É obvio que os descontos estão embutidos nos preços e, grandes descontos, na maioria das vezes, significam preços artificialmente inflados”.
  • “Muitas vezes, apesar do desconto, acabam pagando um preço mais alto por um vinho de qualidade inferior, achando que fizeram um ótimo negócio”.

Concordo com essas colocações da Mistral. A realidade da cultura Brasileira, fruto de anos de inflação alta e desgoverno na economia, geram este efeito, ou, melhor, defeito colateral até entre gente que deveria saber melhor. Afora os casos em que existe uma justificativa clara como queima de estoque antigo, produtos com pouca saída, renovação de linha, encerramento de atividade, etc, não há como acreditar em descontos de 50 ou 70%, como se vê em alguns casos, simplesmente não faz sentido e, no meu caso, só me faz redobrar a atenção (cuidado especial no que se refere a tipo/origem e idade dos vinhos, é essencial). Da mesma forma, ainda hoje, quando se fala em 5% de desconto para um pagamento à vista (cash), as pessoas acham pouco! Ainda não perderam o vicio adquirido depois de tantos anos de uma zorra econômica generalizada e inflação nas alturas que voltou a nos assombrar mais recentemente. Na minha opinião, se o cara está dando um desconto de 70% ou ele estava te sacaneando antes ou está agora, abra o olho!

Anyway, este desvio da lógica, que leva pessoas a deixar de ver o resultado final se concentrando somente no “papo” do desconto, não é uma característica exclusiva dos consumidores de vinho e, esta critica, não está focada somente nesse segmento e sim, à sociedade como um todo. É o célebre “levando vantagem em tudo” selvagem e à flor da pele, como há muito não se via, mas absolutamente míope! Lamentavelmente, por focar o “ganho” no volume do desconto, perdeu-se de vista o resultado final que deveria ser o melhor produto pelo melhor preço possível. Deve-se sempre abrir o olho e usar de muito bom senso na análise dos porcentuais de desconto, mais ainda nesta época do ano, para não cair no canto da sereia.

Tem muita promoção boa por aí, mas o mercado também está cheio de ofertas “ciladas” então haja com cautela e pesquise. Sempre compre uma garrafa e prove antes de comprar caixa, não se deixe levar pela “oportunidade” que pode ser um tiro no pé! Não custa repetir à exaustão, compare preço final e não desconto (é óbvio, mas …!) lembrando-se do velho ditado de que “quando a esmola é demais o santo desconfia”. Não deixe de aproveitar, porém sempre com um pé atrás e sem se deixar levar pela emoção!! Preferencialmente, restrinja suas compras de promoções e barganhas de quem você já conhece e confia e jamais o faça quando em viagens longe de sua residência. Especial cuidado deve ser dado aos vinhos brancos que em sua maioria e falando de forma genérica, não devem passar de dois a três anos e a cor deve ser clara, desconfie dos amarelos escuros o risco será enorme, navegue seguro!

As margens neste ramo são bem mais baixas do que a maioria pensa e o governo abocanha a maior fatia então, se os porcentuais que lhe estão oferecendo são muito altos, coloque as barbas de molho e prossiga com muita precaução. Ah, o desconto? Bem, lógico que será bem vindo, desde que correto e plausível. Como já disse anteriormente, e não canso de repetir, “quando a esmola é demais o Santo desconfia” então, abra o olho e ….boas compras, pois a época é boa para isso.

Saúde e kanimambo, boa semana para todos,

A Experiência é Que Importa !

Há mais de dez anos me meti a falar de vinho, mas antes estudei. Não dá para falar de algumas coisas sem estudo, sem entender do assunto diferentemente da opinião que é livre e sem responsabilidade alguma, afinal essa nada mais é do que a sua reação a uma determinada experiência em sua vida, seja ela com vinho ou qualquer outra coisa. Os blogs e sites de vinhos têm de tudo e alguns são meramente opinativos, outros essencialmente técnicos e outros um mix de ambos. Acho que Falando de Vinhos milita nesta última linha de conteúdo ou, pelo menos, tento fazer com que assim seja.

Experience I

Quando falo dos vários tipos de Vinho do Porto, tenho que entender tecnicamente do assunto, não posso opinar!! Tenho que ter a certeza, tenho que estudar para poder repassar uma “verdade” universal sobre o tema em questão. Por outro lado, quando dou a minha opinião sobre um Porto primeiramente tenho que o ter provado (é, tem gente que copia e cola descrição organoléptica do produtor), a “verdade” é minha e as sensações, emoções que eu eventualmente tenha sentido, são minhas e quando as compartilho não quero lhe impor nada. Como toda a opinião, esta deverá ser digerida com parcimônia e estará sujeita a contestações basicamente porque minha boca, minha memória e capacidade olfativa não são as mesmas que a sua e vice versa! Quando acessamos o site ou blog de alguém devemos considerar esses aspectos e separar o joio do trigo, procurar aquele ou aquela com quem eventualmente tenhamos uma sinergia maior de sabores e aí, finalmente, chegamos no cerne deste post, EXPERIÊNCIA, pois é através dela que adquirimos conhecimento.

Experience III

Falo disso não porque já seja sexagenário, porque idade não necessariamente traz experiência, mas porque nesse processo acumulei vivência e isso pode ocorrer com trinta, quarenta, cinquenta anos ou nunca! rs Acredito na vivência, no experimento, na viagem por sabores, lugares e emoções diversas e é isso que tento repassar por aqui. Tem comentarista, critico de vinhos que leio e conheço, com os quais meu santo não bate! Nada contra a pessoa, alguns até gosto bastante, mas nossos “sentidos” batem em ritmo diverso, vinhos que ele gosta normalmente não são a minha praia. Agora, só sei disso, respeito e entendo disso porque vivi essas experiências e isso é essencial para que cada um de nós formule sua própria lista de desejos e “objetos de adoração”. rs

ExperienceEm vez de tentar impor minhas sensações, prefiro que cada um experimente e chegue a suas próprias conclusões que podem não ser iguais ás minhas. Por isso ao longo destes dez anos tenho insistido tanto na fórmula das degustações, dos desafios ás cegas, das confrarias, pois tudo isso é uma forma de ganhar experiência, viver os momentos e, no nosso caso do vinho, experiência significa litragem com diversidade. Posso dar aula, posso promover uma degustação tentando impor os sabores que sinto, o aromas que cheiro, mas me parece muito mais útil levar as pessoas a provar e a tirar suas próprias conclusões, eu sou apenas um humilde guia nesse processo. Nestes anos todos já promovi mais de 200 desses encontros de descobrimento, como costumo chamar essas degustações, exatamente com esse propósito, experimentar ao máximo.

O mesmo acontece quando visito um determinado produtor com um grupo de seguidores de Baco. Passo um pouco da história antes, falo do porquê dessa visita e do que eu acho dele e de seus vinhos, mas prefiro que ele mesmo conte sua história em detalhes, lhe mostre seus vinhos, sua filosofia e cada um faz seu próprio juízo sobre o que está vendo, ouvindo e provando. EXPERIÊNCIA, esse é o segredo para aproveitar nossa vinosfera, não digerir como única verdade aquela que um “iluminado” na frente de uma sala tenta lhe impor. Não se sinta diminuído por não sentir o que ele sente de aromas, muitas vezes decorado da ficha técnica do produtor (mera informação), o vinho desperta em cada um de nós uma sensação diferente e por isso mesmo ele é tão intrigante.

Experience II

Viva suas próprias experiências, seja sincero consigo mesmo e desfrute de suas emoções da forma como você as sente, pois isso é o que importa. O vinho de 98 pontos dado por um “iluminado” qualquer não lhe agradou e daí! O melhor vinho, diferentemente do que a propaganda lhe faz acreditar, não é o que você gosta, mas para você pode ser (parece igual mas não é!) e tudo bem, porém mantenha-se aberto a novas e diversas experiências, pois poderá se surpreender e até descobrir que a Cabernet Sauvignon de que não gosta pode até gerar vinhos que lhe deem grande prazer! Enfim, acho que o recado está passado, EXPERIMENTE, participe do maior número de degustações que puder! Sempre de forma comedida, porém só assim você vai conseguir aprimorar seu conhecimento,  formular suas próprias “verdades” e apreciar da forma mais prazerosa possível esses caldos de Baco.

Isso vale para o vinho como para tudo na vida, teoria sem prática é mera informação, conhecimento se adquire é fazendo. Saúde, kanimambo e nos vemos por aí ou por aqui.

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Vamos Baixar a Soberba em Nossa Vinosfera??

wine SnobIsso vale especialmente para os críticos e colunistas de salto Luis XV que andam por aí, mas também para mim e para você. Vale também para produtores, enólogos, enófilos, editores, assessores de imprensa, sommeliers, donos de lojas, atendentes, restauranteurs, enfim todos aqueles atuantes em nossa vinosfera. Descrições complicadas, a glamorização do vinho e seu metiê (basta olhar os posts de ostentação pura no facebook!), pontuação de vinhos, tudo só atrapalha, não ajuda em nada a desmistificar nossa vinosfera só complicando e dificultando a obtenção de mais seguidores à causa, especialmente em países ainda por desenvolver uma cultura enófila como o Brasil, mas não só!

Hoje o recado é curto e grosso, direto ao ponto, usando este vídeo abaixo que encontrei na net, neste excelente canal que é o Estrategias & Mercados. Fala-se tanto em descomplicar o vinho para o consumidor, iniciantes ou não, e cada vez vejo mais distanciamento daqueles que deveriam ter uma postura mais pró ativa no mercado. Descer do pedestal em que alguns se colocaram, menos soberba, esse é o nome do jogo, o caminho a seguir, parar de falar complicado! Mais vinho, mais experiências, menos afetação e ostentação!

Menos cereja e morango, caixa de charuto e alcaçuz, mais emoção na taça, mais adjetivos, mais gosto não gosto, tesão, saboroso, vibrante, qual o problema?? Porquê temos que sentir tantos aromas? Se não sentir qual o problema? Lembro quando Albert de Villaine (Sócio diretor da Domaine de Romanée Conti), em entrevista à revista Veja há alguns anos atrás, disse: “Não fico surpreso que as pessoas não identifiquem estes aromas todos nos vinhos que compram. Eu mesmo não sou capaz de reconhecê-los. Aliás, acho muito aborrecido. Não estou interessado nisso, e sim na personalidade do vinho”.  Vinho bom é o na taça e na boca amigos!! Vamos parar de frescuras, ás vezes até que há o que falar, mas não vamos impor essa chatice o tempo inteiro, afora ficar repetitivo cansa! Há vezes em que temos que simplesmente curtir a viagem, sem perguntas nem explicações demais. Aliás, meu amigo Rui (leia-se Pingas no Copo), é mestre nisso, sem tretas!!rs

Como já dizia o saudoso e insubstituível (o caderno Paladar do Estadão que o diga!) Saul Galvão, “Nada mais chato que um esnobe do vinho, que fala pomposamente, como se ele fosse o único ungido a entender termos herméticos.”. Isso não cativa, espanta!! Vamos virar esse jogo?? Quem fala de vinho que seja mais franco, mais honesto na sua mensagem, mais prático na linguagem falando com gente duma forma que ele entenda, aí sim estaremos colaborando com a desmistificação desses caldos de Baco, descomplicando!

Assista o que o Ricardo tem a dizer no vídeo, vale a pena escutar e, importante depois, PRATICAR!

Sáude, kanimambo e vamos todos descomplicar? Bom fim de semana e seguimos nos encontrando por aí nas estradas desse mundinho do mundo vínico tupiniquim ou por aqui. Fui, cheers!

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Hoje É Dia das Crianças, Orgulho!

Hoje brindarei com vinho, mas não falarei dele. Não coloquei nenhuma foto preto e branco (rs) no face, porque hoje é Dia da Criança, no meu caso de “minhas” crianças! É dia dos filhos, uma história que se iniciou para mim e minha loira nos idos de 1978 quando nasceu minha primogênita, depois a cada dois anos mais até que encerramos a produção (rs) em 1982. Em 2010, para nossa imensa alegria, chegou o Bruninho para animar a família como uma lufada de ar fresco refrescando o verão. Moleque especial, muiiito especial!

Minhas crianças serão eternamente crianças com todas as alegrias e preocupações que acompanham o “pacote”! rs Sim, não é só festa e felicidade, como em tudo na vida existem os altos e os baixos que temos que tirar de letra. Mais que o Dia das Crianças, este devia se chamar o Dia da Família, pois são as crianças que nos unem, que nos dão longevidade em tempos cada vez mais efêmeres. Nós somos privilegiados, temos uma família unida apesar de nossas eventuais divergências, respeitamos nossas individualidades e hoje nos reunimos mais uma vez para louvar isso.

“Meus” filhos, “meu” neto, razões do meu viver, que hoje seja um dia feliz e, a pedido do “reizinho”, o meu pitico, hoje tem churrrasco do vovô. Obrigado por serem o que são e compartirem vossas vidas com os velhos aqui. Hoje é dia de celebração, que todos meus amigos leitores, com suas crianças ou como crianças “de alguém” que são, tenham um dia para lá de feliz na companhia de quem amam e vos amam.

Que o dia seja lindo, mesmo que só com lembranças! Dia de orgulho pelas crianças que tenho e hoje minha homenagem a todas as crianças se dá com este singelo post e clipboard das “minhas” entre aspas mesmo porque, como ja dizia Khalil Gibram;”Teus filhos não são teus filhos, São filhos e filhas da vida, anelando por si própria, Vem através de ti, mas não de ti E embora estejam contigo, a ti não pertencem.” . Saúde, kanimambo e volto a Falar de Vinho na Sexta, fui!

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Portugal, Quantas Razões Para a Visitar!

Não é de hoje que Portugal é cobiçado, seja por sua privilegiada localização geográfica, seja por sua riqueza cultural ou por seus vinhos e azeites de fama internacional desde os tempos dos romanos, visigodos e mouros. Hoje são os turistas que estão descobrindo as riquezas lusas.

clip-jornalA par dos grandes néctares engarrafados, a gastronomia é também algo que faz despertar os sentidos mais apurados dos Deuses. De fato, este país à beira mar plantado possui naturalmente uma vasta gama de pratos típicos, porém os mais conhecidos mundo a fora são, sem dúvida, os elaborados à base de bacalhau, mas vai muito além disso, a diversidade é imensa, apesar deste ocupa um lugar de honra à mesa do povo português. Sardinha assada é, também, uma iguaria dominante nos churrascos e festas ao ar livre e não se pode voltar sem provar!!

Contudo, e apesar da consagrada qualidade de seus peixes e mariscos preparados com maestria, os lusitanos também apreciam um bom pedaço de carne, confeccionando-o de acordo com as mais variadas e saborosas receitas, a cada canto do país uma receita diferente com a marca da terra. Carne de porco, cabrito ou borrego (cordeiro) são as mais apreciadas, não esquecendo também o famoso “bife à portuguesa”, geralmente confeccionado com molho à base de Vinho do Porto ou até mesmo o leitão assado, uma iguaria típica da região da Bairrada, os peculiares enchidos (embutidos) e a “francesinha”, um manjar tipicamente nortenho. E a “carne de porco à alentejana”, já provou? Por sinal, adoro Iscas com Elas, já conhece? rs

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E o queijos da Serra da Estrela e de Azeitão? Outra iguarias a não perder certamente. Mas, e os doces? Quem é que já não ouviu falar dos célebres pasteis de Belém? E os ovos moles, os pasteis de amêndoa, o pão de rala, o pão de ló, ou até mesmo a aletria, arroz doce, leite creme, doce de gila e as diversas compotas e marmelada?

Neste infinito paraíso gastronômico português, difícil não se deixar levar pela extensadiversos-058 variedade da gastronomia lusitana, mas, claro, sempre bem acompanhada pelo precioso néctar, o vinho! Viajar por terras lusas é uma experiência sensorial única onde não existe espaço para regimes é para meter o pé na jaca mesmo!! rs Como já dizia Stefano Padulosi, “levar um garfo ou uma colher à boca é a última etapa dum percurso demarcado pela história e pela geografia”.

Para além dos consagrados fortificados, Vinho do Porto e Vinho da Madeira, os deliciosos Moscatéis de Portugal compõem o caleidoscópio de um mundo de vinhos de sobremesa ímpares, entre os melhores do mundo! Na verdade, a riqueza das castas é um dos pontos fortes deste país, destacando-se mundo afora pela originalidade de seus vinhos, que despertam bastante curiosidade. São cerca de 300 diferentes castas autóctones de nomes por muitas vezes bem estranhas como Rabo de Ovelha, Avesso, Esgana Cão, Bastardo, Alfrocheiro, Tinta Miúda, Rufete e outras tantas mais! Tudo isso num país de tamanho similar ao Estado de Santa Catarina.

A propósito, já ouviu falar do “Vinho dos Mortos”, um regional transmontano, da bela localidade de Boticas? É, certamente, um vinho com muita história para contar… remete-nos a 1808, período das Invasões Francesas, durante o qual, com o avanço das tropas comandadas pelo General Soult, o povo, com medo dos furtos a que estava sujeito, resolveu enterrar os seus bens mais preciosos, entre os quais, o vinho. Mais tarde, após os franceses terem sido expulsos, os habitantes da Vila de Boticas começaram a desenterrar os seus pertences e, naturalmente, os seus vinhos, que acreditavam já ter perdido. Porém, qual não foi o espanto da população quando deparou que o vinho ainda estava em perfeitas condições, adquirindo até novas propriedades organolépticas. A partir deste feito e por ter sido enterrado, este vinho passou, então, a designar-se “Vinho dos Mortos”, passando-se a utilizar esta técnica, descoberta ocasionalmente, para melhor conservar e otimizar as propriedades do vinho. Estou com uma garrafa para provar, mas ….. bem, depois falo!

Provavelmente, ainda não tenha ouvido falar desse vinho, mas certamente já ouviu dizer que Portugal é um país bem arraigado às suas tradições, então, porque não continuar a fazer vinho em lagares de pedra, prática esta que remonta à Roma antiga? Grandesdiversos-058 Vinhos do Douro, Dão e do Alentejo, em especial, ainda são feitos por esse processo e não é só coisa para turista não!! Estes são apenas alguns exemplos da vasta riqueza gastronômica (que tal comer no Cu da Mula??) e vitivinícola portuguesa, porém Portugal tem muito mais para ser descoberto! Tem cultura, arquitetura, história mesclada com modernidade,paisagens lindas e uma enorme diversidade regional, não tem quem viaje por lá e não volte surpreso e querendo voltar sendo comum eu ouvir a frase; ” se eu soubesse que era assim já teria ido antes”!

Hoje não falei de vinho, porém falar de Portugal é falar da farta opção de vinhos e pratos que nos fazem aguar só de pensar, saudades!! Kanimambo pela visita e neste fim de semana, seja em casa ou em um dos muitos restaurantes lusos espalhados pelo mundo afora, vá conhecer um pouco dessas iguarias e se deliciar com os sabores de Portugal. Bom e gordo fim de semana, porque ele existe para isso, eu fiquei com vontade e acho que daqui a pouco vou dar um pulo na A Quinta do Bacalhau e me deliciar com bolinhos de bacalhau e uma bela alheira! Fui!! rs

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Chegar é Fácil, Difícil é Permanecer!

Este blog estará completando nove anos nos próximos meses e 2017 será um ano especial pois alcançaremos a marca de 10 anos; muitos posts, muitos vinhos, muitos novos amigos, muita troca de experiências. Tem sido uma viagem e tanto e me orgulho dos resultados, especialmente no que se refere à interatividade com meus leitores, pois já passam de 8000 comentários recebidos e respondidos nesse período. Mas porquê estar falando disto hoje? Bem, porque recebi uma mensagem de minha amiga Camila Coletti, editora da revista Eno Estilo, de que eu estava no ranking dos top sites/blogs/portais do setor e fui conferir.

Gostei do que vi e a primeira coisa a fazer é levantar um brinde a você que clicou aqui,DSC03242A valeu gente! Em tempos de tecnologia criativa chegar no topo pode ser mais fácil do que aparenta, aliás a cada ano que a Enoeventos do Oscar Daudt publicava a lista (desde 2010), aparecia um blog novo em que o cara subia que nem um foguete e no ano seguinte voltava lá para baixo, tudo fruto de “contratos de cliques”! Outros pegam carona nos nomes de blogs já estabelecidos e até que as pessoas descubram que eles não são quem aparentam, lá se adicionam uns cliques a mais! Como em todos setores da sociedade, tem gente mais séria, trabalhos mais perenes e aqueles que só jogam para a galera com o intuito de usufruir de uma degustação grátis, do jantar chique ou do eventual jabá. Faz parte e, como tudo e em todos os lugares, há que se separar o joio do trigo.

Chegar lá, então, pode sim ser fácil, porém permanecer é complicado e depende de conteúdo. Já estive em quinto, já estive em vigésimo, porém Falando de Vinhos tem se mantido nessa elite de produtores de conteúdo em nossa vinosfera desde quando o Oscar começou a elaborar essas listas e esta última, desta feita elaborada pela Camila, me trouxe uma satisfação extra. Essa satisfação extra vem do fato de que apesar de minhas atividades comerciais na Vino & Sapore que exigem presença diária, o conteúdo seguiu sendo gerado (volta e meia com alguns hiatos maiores do que desejaria, rs) e o leitores seguiram seguindo este escriba apesar disso, entendendo a forma isenta como o conteúdo é elaborado. Calculo que hoje tenhamos no Brasil mais de 450 blogs de vinhos, na língua portuguesa certamente mais que 500, então estar entre os TOP 3% e me manter lá nos últimos nove anos é para festejar, ou não?

O Alexa é um site mundial que segue cerca de 30 milhões de web sites e blogs pelo mundo afora fazendo uma contagem analítica de visitas diária montando um ranking próprio e provendo ferramentas de trabalho para os autores. Usando esta tabela a Camila montou este ranking que, como tudo na vida, tem que se digerido com a devida parcimônia, como mero indicador que é, mas de qualquer forma, é uma fonte bastante confiável. Tem gente de grande gabarito, muito maior que o meu e que que se dedicam full time a isso, abaixo de mim o que só valoriza este resultado que me deixa especialmente feliz. Como adoro compartilhar coisas boas, aqui estou e trazendo comigo um enorme KANIMAMBO para todos vocês que são os responsáveis por isso! Abaixo segue o Ranking atual publicado na revista Eno Estilo onde você poderá ler o artigo completo clicando aqui. Uma ótima semana todos e espero seguir contando com vosso apoio.

Enoestilo quem-e-quem-no-vinho-2016-04-set-16

 

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Taças de Vinho, Redescobrindo Sabores e Aromas.

Mesmo não sendo um xiita sobre o assunto, já deixei claro por aqui que uma boa taça pode sim fazer uma diferença enorme sobre o vinho nela tomado. Lógico que há momentos para tudo, já me diverti à beça tomando vinho num copo de requeijão numa tasca em Portugal ou de plástico na praia em Floripa, so what, como disse numa gravação há época, tudo vale a pena quando a alma não é pequena ! Agora, um bom vinho na temperatura e taça certa fazem toda a diferença e não há como negar!

Clipboard Riedel Tasting 2016

Semana passada realizei a terceira edição da Riedel Tasting Experience em parceria com ela mesma, a Mistral e minha amiga Nazaré, chef e proprietária do restaurante Vedhanta aqui no centrinho da Granja Viana, quando degustamos alguns bons vinhos em taças especificas para quatro varietais. É uma degustação de taças onde exercitamos nossa capacidade sensorial através de um exercício em que o vinho vai mudando de taça e, no processo, sabores e aromas, vão e vêm como mágica! Só que não é mágica não, é pura engenharia, que faz com que possamos tirar ao máximo tudo aquilo que um vinho varietal de qualidade pode nos oferecer e não só.

Clipboard Riedel tasting GlassesA Riedel estudou isso a fundo e como tal se tornaram ao longo dos anos especialistas em tirar o máximo de cada caldo em suas taças. Do vinho, ao café, passando pela Coca-Cola e Malt Whisky ou Cognac, para cada caldo uma taça para realçar todo o potencial que cada um tem. Tá, sei que pode ser exagero e preciosíssimo excessivo, mas que funciona, funciona. Tenho vários amigos que não acreditavam, inclusive alguns engenheiros professores que vieram conferir e comprovaram o fato. O mais legal é que agora, no caso de dúvida se pode usar um app que eles disponibilizam que possibilita que você possa tirar dúvidas na hora que precisar com relação à taça mais indicada para o vinho que vai servir, clique aqui e baixe.

Campeão nesse tipo de evento é sempre a taça de Chardonnay para vinhos com passagem por barrica, em que conforme você troca de taça o vinho vai literalmente sumindo, tanto no nariz quanto na boca, morre e ao voltar para sua taça ressuscita retomando todas as suas características, algo que normalmente deixa as pessoas boquiabertas! Desta feita, no entanto, me surpreendi muito positivamente com um vinho que há poucas semanas Porcupine ridge syrah-viogniertinha usado numa confraria, um Syrah/Viognier Sul-africano, o Porcupine Ridge. Em taças comuns de degustação, o vinho estava bom, porém apresentou pouca fruta, aromas animais intensos e baixa percepção das características notas de especiarias. Na Riedel Tasting Experience usando a taça própria para Syrah, a Hermitage, o vinho estava exuberante com a fruta bem presente, nuances animais idem porém de forma bem mais integrada ao conjunto e o final claramente especiado com notas de pimenta. Era um vinho de outro patamar de qualidade e caso não soubesse, diria que se tratava de outro vinho, show!

Enfim, sem exageros, porém de nada adianta comprar um ótimo vinho de 200, 300, 500 ou 900,00 Reais e tomá-lo numa taça “comum”, certamente boa parte do que você pretensamente comprou não estará em sua taça e você não irá usufruir de tudo o que o vinho teria a lhe oferecer, grana jogada fora. Ah, mas eu não compro vinhos desse valor! Argumento aceite, porém o vinho de que falei, o Porcupine Ridge ou o Catena Chardonnay tomados são vinhos na casa dos 100 a 120 Reais! É, deixei você pensativo sobre o tema né? Pois bem, vá fazendo seus testes e comprove por conta própria pois sei bem o que é ser “São Tomé”, porém certamente os 35 participantes que estiveram lá nessa noite não me deixarão mentir! Grato aos amigos que lá estiveram, à Nazaré, à Cristina Geremias, brand manager da Riedel para o Brasil e uma maestra no assunto, à Mistral e à Riedel. Kanimambo, saúde e desculpem pela ausência semana passada, mas o trampo está bravo! rs Uma ótima semana para todos.

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MOVI – Quem Sabe faz a Hora Não Espera Acontecer!

Há uns quatro anos atrás conheci e celebrei essa lufada de ar fresco vindo do Chile. Era o MOVI que se criava e hoje demonstra robustez dentro de um projeto quase lúdico que deu muito certo. MOVIMovimento dos Vinheteiros Independentes do Chile é uma associação de um grupo de produtores loucos por vinho que põem a mão na massa para produzir apenas algo ao redor de 40.000 caixas ano, ou por volta de 500 mil garrafas no total! Tem gente nesse grupo que produz ínfimas 1000 caixas ano ou seja, são produtores artesanais movidos por um projeto pessoal onde a paixão é colocada em prática “refletindo o caráter e identidade do terroir de seu local de origem”.

Cada um tem seus canais de venda específicos e toca seu negócio de forma independente, porém a associação trata de promover conjuntamente as empresas e seus produtos e que produtos! Fazia tempo que não participava de uma degustação tão marcante com presença de vinhos deste patamar de qualidade mostrando que a vida para além dos grandes conglomerados e rótulos midiáticos chilenos existe e é de primeira linha.Uma pena que não pude comparecer esta semana no MOVI Night! Nascido em 2008 com doze produtores, hoje totaliza 26 porém o grupo segue aberto a outras inclusões.

Clipboard Full Movi

Quando provei há 4 anos atrás, esta semana não pude participar porém minha amiga Raquel Santos me representou e certamente em breve teremos seus comentários por aqui, o que mais me impressionou foram dois pontos; a diversidade e a qualidade. Fora dos padrões de massificação bem feitinha e padronização com a qual o Chile ficou famoso, mostrando claramente que o vinho pode sim mostrar personalidades diferentes dependendo do terroir e da gente (que faz parte desse terroir) que os faz. Fique de olho nos rótulos desse pessoal, valem muito a pena serem conhecidos!

Não sou de dar nota para vinhos, exceto em concursos e degustações do qual participo e haja essa necessidade, porém se tivesse que o fazer nesse dia creio que 80% desses vinhos teriam pontuação acima de 90 pontos o que, para mim, não é comum fazer. Afora uns três ou quatro rótulos “somente” bons, todos vinhos de grande categoria e uma meia dúzia marcantes.

Na época em que escrevi sobre este tema, uma parte do objetivo era dar um toque aos pequenos produtores artesanais brasileiros que não participaram da excrescência de tentativa de golpe pelas elites produtoras nacionais contra o consumidor brasileiro com a instituição Salvaguardas ao Vinho Brasileiro (leia-se aumento de impostos para os importados fora do mercosul), para que se aventurassem com sua própria associação com projetos mercadológicos conjuntos, saindo pelo Brasil mostrando sua cara aos formadores de opinião e publico em geral. Que deixassem de ficar se lamentando pelos cantos, que agissem, tomassem uma atitude tipo MOVI e fizessem acontecer porque como já dizia Vandré; “Quem sabe faz a hora não espera acontecer”, porém lamentavelmente não vi nada nesse sentido acontecendo depois de 4 longos anos, acho uma pena!

Enfim, deixemos isso para lá já que o tema é mesmo o MOVI, seus produtores e seus vinhos. Enquanto a Raquel não nos traz seus comentário, caso você queira saber um pouco mais, clique aqui e veja o que achei de alguns desses vinhos que provei em 2012. Kanimambo pela visita e um ótimo final de semana.

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