Falando de Vinhos

Revista quase que diária sobre os encantos e segredos de nossa vinoesfera.

Frutos do Garimpo de Dezembro foi Espanhol!

A Espanha foi o país protagonista da seleção de Dezembro que se esgotou como sempre e a Almeria a parceira de sempre, ela que importa todos esses rótulos porém não atende consumidor final e respeita seus canais de distribuição, coisa rara hoje em dia! Quis selecionar rótulos que de alguma forma poderiam caber nas festas natalinas e de inicio de ano, de potencial harmonização com os pratos mais comumente servidos na época. Quem pode dizer se a escolha foi certa são os confrades que levaram os poucos kits disponíbilizados.

Eis os vinhos selecionados, sendo que desta vez optei por uma garrafa de cada vinho. Vinhos garimpados, provados por mim e que reunem as condições básicas para serem apontados como uma bela relação PQP (Preço x Qualidade x Prazer), e que na confraria se tornam verdadeiros achados. vamos aos vinhos, uma viagem pelas regiões de Espanha, sem tempranillo, sem Rioja e sem Ribera del Duero, porque ampliar horizontes também é preciso!

CFG Dez 2016

Visigodo 2015 – a uva Verdejo é a alma dos vinhos de Rueda, autóctone da região mesmo que também plantada em outras, gosto bastante de seu frescor, de seu perfil olfativo intenso em que aparecem notas florais bastante sedutoras. Este vinho tem bem essa tipicidade com muita fruta tropical presente, tanto no nariz como na boca onde ele confirma as primeiras impressões, leve toque herbáceo, final fresco e de média persistência. A meu ver, um vinho vibrante que trará felicidade aos que curtem os Sauvignon Blanc da vida, o estilo é similar. Para ser tomado só, acompanhado de um bate papo entre amigos e até um belo risoto de aspargos e brie ou frutos do mar dos mais variados aproveitando o verão e as férias. Preço sugerido pela importadora, R$64,00.

 

Campos Reales Rosado 2014 – a uva é a Garnacha, muito comumente vinificada em rosé na Espanha, e a região é La Mancha. Notas de framboesa, acidez bem equilibrada que elimina eventuais sensações doces, uma mineralidade presente que me surpreendeu, boa textura com interessante volume de boca, mais corpo do que estamos acostumados quando falamos de vinhos rosés, e o escolhi em função de sua aptidão gastronômica. Mais do que aqueles rosés mais leves e ligeiros, este vi acompanhando o peru de Natal com frutas, talvez até o Tender em função de sua boa acidez e bom volume de boca, seco, final longo. Se quiser explorar, fica da hora com arroz de mariscos, paella, ….Preço sugerido pela importadora, R$62,00.

 

Punto Y Comma 2009 (RP 90)- mais uma vez a Garnacha só que desta vez vinificado em tinto e elaborado com vinhas velhas de mais de 40 anos com passagem de 4 meses em barricas francesas. De Calatayud, próximo a Saragoça, um vinho que apresenta um nariz inicialmente tímido, fruta escura, especiarias, notas balsâmicas, taninos bem macios, vinho redondo já plenamente integrado, uma ótima companhia ao Tender ou até o Bacalhau para os que curtem este prato nesta época do ano. Recentemente o coloquei com uma Paella Mista (carnes brancas e frutos do mar), tendo harmonizado muito bem, e penso que com uma massa no almoço também poderá se dar muito bem. Com sete anos nas costas, talvez esteja em seu apogeu e creio que uma garrafa será pouco! preço sugerido pela importadora, R$100,00.

 

Altos del Cuadrado Triple V 2010 – um delicioso e surpreendente blend de Monastrel (70%), Cabernet Sauvignon (20%) e Petit Verdot (10%) de vinhedos com mais de 50 anos da região de Jumilla e ainda com um par de anos de vida pela frente, vendendo saúde. O contra rótulo está com indicação de uvas errado, e a informação de dados do blend foram colhidas junto ao produtor. Revi recentemente e confesso, peguei uma caixa para mim! O tipo de vinho que me encanta; cativante entrada de boca, nariz complexo de boa intensidade e notas de frutos secos. Na boca mostra ótima textura e volume de boca, de médio corpo para encorpado, salumeria, taninos finos ainda bem presentes, frutado sem exageros, notas terrosas, alguma especiaria, acidez equilibrada, mineral, final longo um vinho que faz salivar e pedir mais.

Os doze meses de carvalho (francês e americano) se mostram presentes porém perfeitamente integrados e acho que pode ser uma belo companheiro para o pernil com farofa, ou só com bons amigos, família, curtindo cada gole. Um baita vinho que vale cada centavo e mais dos R$110,00 sugerido pela importadora!

Bem, esses foram os vinhos da Frutos do Garimpo em Dezembro, na sexta falo de um branco português, do Alentejo e com o quê o harmonizei, gostei muito e mais um achado, o primeiro de 2017! rs Fui, saúde, kanimambo e seguimos nos encontrando pelos caminhos regidos por Baco.

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Três Milhão, Eta Colheita Boa!!

Faz nove anos que escrevo este blog opinativo sobre minha vivência e estudo sobre nossa vinosfera, tentando compartilhar com os leitores o pouco que conheço. Nem sempre o faço com a assiduidade desejada, mas sempre que me é possível posto aqui um pouco de minhas experiências compartilhando opiniões e emoções vividas nas estradas de nossa vinosfera.

Foi um longo caminho percorrido compartilhado com um monte de gente apoiando, pois uma andorinha só não faz o verão. Não vou citar a todos, porém tem lojistas, importadores, produtores, assessores de imprensa, amigos, família e, obviamente, você meu amigo leitor que me prestigia, que entende a mensagem e sabe que por aqui o que você lê é vero, fruto de minha experiência pessoal, sem “cut and paste”, sem filtros, somente sinceridade e independência de opinião, mas mais que isso, muito respeito pela opinião dos amigos que se dignam a fazer seus comentários os quais faço questão de responder. A vocês um enorme Kanimambo e, se tiver a curiosidade, veja nos links abaixo essa evolução, muitos de vocês fazem parte integrante dela!

3-milhao

Em Dezembro de 2008 chegava a 100 mil acessos

Em Maio de 2011, passei do Meio Milhão de acessos

Em Janeiro de 2013 batia 1 Milhão de acessos

Em Janeiro de 2014 batia a barreira de 2 Milhões de acessos

Em Janeiro de 2017 bato a barreira de 3.3 milhões de acessos

Volta e meia paro e faço um balanço das atividades de Falando de Vinhos e chegou a hora de mais um. Somados os números em que ficou hospedado no WordPress (até Set de 2014) e depois em outro provedor (isso que chama né?? rs), quando demorou um pouco para voltar a engrenar, o blog agora bate os 3.3 milhões de acessos e cresce o número de seguidores. Só neste último mês de dezembro de 2016 foram mais de 46 mil acessos e uma média diária geral de pouco mais de de 1.100 visitas, fico contente com isso. Costumo dizer que chegar é fácil, o duro é permanecer, seguir angariando seguidores, ganhar o respeito dos leitores durante um tempo estendido como este, fidelizá-los. Ao final deste ano Falando de Vinhos completará uma década, tenho que começar a pensar na festança desde já!! rs

A idéia do post de hoje é a de agradecer pelo apoio e constantes visitas, comentários (são mais de 10 mil e me orgulho dessa interatividade!), recomendações e apoio em geral. Quero registrar aqui um enorme KANIMAMBO a todos, pois há mais de 500 blogs/sites sobre o tema em nossa vinosfera de idioma português, então a escolha é farta e, por isso mesmo, um privilégio e honra o ter por aqui, ao mesmo tempo uma tremenda de uma responsabilidade. Cada um colhe o que planta então a colheita me deixa feliz, algo ando fazendo de certo, que venha mais Milhão!! rs

Mesmo assim, tem dias, momentos, que penso em parar, mas a criatura tomou conta do criador. Tem dias, semanas, que a inspiração falha, a falta de tesão se instala e me pergunto, porquê? Um comentário, no entanto, muda tudo e me faz lembrar das razões porquê comecei a escrever sobre esse incrível mundo do vinho. Escrevo, publico hoje e sempre por gostar de compartilhar minhas experiências e conhecimento, pela interatividade e porque tenho uma responsabilidade para com meus leitores, a de manter acesa a chama de Baco, seus ensinamentos, dicas e sugestões com total autonomia. Espero que sigam apreciando e curtindo a “viagem”!

Saúde, maningue kanimambo e espero vos seguir encontrando por aqui ou nos caminhos de nossa vinosfera que Baco escolher para isso, fui, boa semana a todos e durante a semana tem mais.

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Roberto, Um Senhor Sangiovese!

E mais,é brasileiro! Hoje tenho o prazer de compartilhar com os amigos uma experiência que me deixou entusiasmado em 2016, uma das gratas surpresas do ano, e quando fico entusiasmado não consigo me segurar e o texto sai fácil então aguentem! rs Vos apresento o Roberto Sangiovese da Villaggio Bassetti

Tudo começou no carnaval do ano passado quando tive a oportunidade e o privilégio de liderar um grupo de amantes do vinho numa viagem de desbravamento pelos vinhos e produtores da serra catarinense, os nossos verdadeiros Vinhos de Altitude. Uma enorme surpresa para a maioria.

Conheci a Villaggio Bassetti há cerca de três anos atrás numa edição da Expovinis tendo me encantado por alguns de seus vinhos, nascia ali uma admiração pelo trabalho que esta família vinha desenvolvendo em São Joaquim, a 1300 metros de altitude. De lá para cá venho acompanhando seu progresso que culminou este ano com um monte de prêmios e top por categoria elegido no guia de vinhos brasileiros da Revista Adega recém lançado no ano passado. Melhor Pinot, Melhor Rosé, Melhor Sauvignon Blanc, Melhor …. enfim os prêmios e altas pontuações vieram aos montes!

Na visita realizada em Fevereiro, tínhamos uma programação montada já com os rótulos que iríamos provar (sempre negocio isso previamente), porém na visita ás instalações descobri um pallet de vinho sem rótulo só com uma etiqueta Sangiovese. O José Eduardo foi duro na queda, mas acabou capitulando a meus insistentes pleitos e uma garrafa dessas acabou encontrando seu lugar em nossas taças. A turma pirou!! Queriam por que queriam comprar algumas garrafas, mas a todos o pedido foi negado. Não estava pronto, não tinha etiqueta, a busca da perfeição!

A Sangiovese é uma uva que varia muito em função do terroir em que foi cultivada dando origem a vinhos de estilos e personalidades diferentes. Alguns vinhos são mais leves e fáceis de beber como os vinhos de Chianti, outros mais encorpados como os de Scansano ou Brunello. A fruta abundante, notas herbáceas e um toque de especiarias costumam ser a expressão mais comumente encontrada na maioria. A conceituada Jancis Robinson, define os vinhos elaboradas com ela como; “comer amoras e framboesas na floresta”.

roberto-sangiovese-bPara mim, este Roberto está algo no meio, médio corpo para encorpado, e tanto no olfato quanto na boca, mostra bem as características da casta, possui um DNA toscano sem qualquer sombra de duvidas e, certamente, ás cegas passaria a perna na maioria dos provadores que conheço e olha que conheço muita gente boa e experiente por aí! Vinho de boa intensidade onde a fruta se sobrepõe, equilibrado, novo, ainda com muito a evoluir, ótimo volume de boca, rico, boa textura, taninos finos, de deixar muito vinho renomado italiano de quatro! Uma pena que a ganancia, pecado grave, me deixou tão somente com uma garrafa em minha adega particular, gostaria de ter ficado com mais para acompanhar a evolução, mas fazer o quê, a crise tá brava!! rs

Na safra de 2013, já esgotadas suas 300 garrafas, o vinho passou 25 meses em barricas francesas novas de 225 litros mais uns 4 meses em garrafa. A safra de 2014 foi engarrafada recentemente e passou os mesmos 25 meses em barrica francesa nova, só que desta vez em barricas de 400 litros para reduzir o impacto da madeira sobre o vinho, que já não achei assim tão preponderante no de 2013. Gamei no vinho, mas o José Eduardo me disse que a safra foi difícil, então só posso imaginar e esperar ansioso o que nos trará o 2014 (safra bem superior) que está por chegar daqui a alguns meses. Eu já reservei minha cota de garrafas!! rs Fiz uma curta entrevista com o José Eduardo Bassetti, o capo deste projeto, que compartilho aqui com os amigos:

JFC – Porquê da Sangiovese e quando foi plantada?

JEB – Em 2009 plantamos 5.000 mudas de Sangiovese, originárias da VCR produtora de mudas na Itália. Acreditamos que as características desta variedade, com média precocidade, boa produtividade e acidez típica dariam bons resultados na altitude da Serra Catarinense.

JFC – Qual o tipo de solo plantado.

JEB – Este vinhedo foi implantado em encostas do lado leste com alinhamento Norte com excelente exposição solar. Solo de origem basáltica, argiloso e com boa drenagem.

JFC – Ficha técnica e processo de vinificação

JEB – Solos argilosos com alta declividade, baixo pH, exposição solar Norte, invernos rigorosos e verões amenos e secos. Altitude do vinhedo: 1301 msnmm. Colheita seletiva, desengaçe, seleção de bagas manualmente, fermentação alcoólica e malolática em barricas de carvalho francês com permanência de 25 meses, estabilização natural e engarrafamento.

JFC – Qual o futuro desta casta na Villaggio Bassetti e na serra catarinense?

JEB – Pelos primeiros resultados ficamos com muita vontade de plantar mais umas 10.000 mudas mas, como com vinho cautela sempre é bom, vamos aguardar mais um pouco. Em minha opinião, acertando clone, porta-enxerto e sistema de condução pode vir a ser umas uvas de melhor expressão em nossa região.

JFC – Quem lhe dá consultoria enólogica?

JEB – Desde 2007 o Anderson de Césaro é nosso Enólogo com exclusividade e desde 2012 o Joelmir Grassi, também Enólogo, trabalha na condução dos vinhedos e na operação da Vinícola.

JFC – Que outras castas ainda são experimentais na vinícola?

JEB – A partir do próximo ano teremos também a variedade Syrah para elaborar nossos vinhos. Será a primeira e pequena safra desta uva. Temos para lançamento em breve nosso primeiro Sauvignon Blanc de fermentação natural, com cascas e estágio em barrica.

JFC – Qual a produção atual (geral) e capacidade futura instalada em número de garrafas.

JEB – Como temos ainda vinhedos bastante jovens, alguns ainda produzem muito pouco, o que nos permitirá produzir na próxima safra cerca de 30.000 garrafas entre todos nossos vinhos, mas a capacidade futura está prevista para 50.000 com a presente estrutura, porém de vinhedos (produção de uva) poderemos vir a duplicar isso num terceiro estágio.

Bem amigos, foi longo mas o vinho, a vinícola e o José Eduardo merecem esta atenção e os amigos que tiveram a oportunidade de tomar este vinho certamente poderão comentar se estou exagerando ou se é vero! Aliás Santa Catarina foi a região que mais surpresas de qualidade me presenteou este ano que passou. Muito jovem ainda, cerca de 16/17 anos tão somente, pequena produção, mas já nos trazendo vinhos de muita qualidade e onde, acredito e me cobrem daqui a alguns anos, está o futuro dos grandes vinhos brasileiros junto com a Campanha Gaúcha. Saúde, kanimambo pela visita e tenham todos um grande Ano de 2017!

 

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TOP 20 Vinhos de 2016!

Não são os meus,rs, porém são de gente que respeito, da Revista Decanter que dispensa apresentações para quem percorre os caminhos de nossa Vinosfera com algum afinco. De todas as mídias por aí, a meu ver a mais séria e respeitada devendo, no entanto e como sempre, ser “digerida” com a devida parcimônia.

Gosto da diversidade, todos sabem disso, e esta lista me atraiu exatamente por isso sem contar que tem um exemplar luso no meio, como sempre! rs Como ando louco querendo provar um bom espumante inglês, fiquei feliz ao ver um exemplar deles aqui também! Aliás, se alguém estiver por aquelas bandas e quiser me trazer uma garrafa dessas (pago na entrega!) ficarei imensamente grato.

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Vale acessar o link (clique na imagem), eu gostei bastante do que vi! Saúde e kanimambo pela visita.

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Mudou o Ano e Você? Vai Mudar Algo?

Afinal, o que muda no Ano Novo? Nada, sim nada, só mais um dia depois do outro, ou não? Na minha opinião, sim e não!! rs Há coisas que não mudam, como a Eletropaulo nos deixando sem energia por cerca de seis a sete horas no primeiro dia do ano, das contas vencendo e “otras cositas más”, porém há coisas que mudam sim e a grande maioria dessas somos nós que temos a capacidade de mudar. Está em nós essa mudança, sim, por isso este momento é tão importante, é o tempo a que devemos dedicar maior reflexão sobre o que somos, o que fazemos e com quem o fazemos? Tá bom assim, então vamos investir mais no status-quo. Está ruim, então porquê não buscarmos novos caminhos, novas formas? Sei que toda a hora é hora, porém eu gosto desta mudança de ano, me renova, me faz pensar, traz aquele empurrãozinho extra de que todos precisamos.

Sinto saudades de muitos e de muitas coisas, sinto frustrações por falta de empenho meu em diversas situações e com algumas pessoas, faço minha auto critica, busco encontrar forças e disciplina para mudar rotas, corrigir ações e traçar novos caminhos. Certamente muito do que listei entre minhas prioridades não conseguirei alcançar, porém algo será alcançado e já terá valido pena, por isso sigo refletindo, sigo fazendo minhas listas! rs

Muitos adoram postar textos ostentação, os grandes vinhos da virada, as grandes viagens e por aí afora, eu respeito e até curto alguns, porém essa não é minha praia. Até porque o mais singelo dos vinhos, no mais singelo dos lugares é o nirvana quando acompanhado das pessoas certas e essa sim é minha praia! Com costumo dizer, vinho é bom e produz bons elos, mas não é tudo, existe coisa muito mais importante além do reino de Baco e cada um deve achar a sua. É um bom momento para revermos nosso “status-quo” moral, espiritual e material, tempo de fazer ajustes caso se façam necessários. Mais do que promessas e objetivos, na grande maioria já esquecidos ao final de Janeiro, talvez devêssemos refletir sobre nossas ações e “modus vivendum”, para mudarmos o que podemos mudar, a nós mesmos!

novo-ano-2017

Gosto de deixar sempre uma mensagem que, de alguma forma, possa mexer com os amigos leitores que sempre me acompanham e hoje quero repetir aqui esta publicada há alguns anos e que os que há mais tempo me seguem deverão recordar. O autor é George Carlin, falecido em 2008, um personagem altamente controverso, algo anárquico, mas que foi extremamente feliz ao escrever isto, tudo a ver com a era das efemeridades que vivemos:

Bebemos demais, gastamos sem critérios.

Dirigimos rápido demais, ficamos acordados até muito mais tarde, acordamos muito cansados, lemos muito pouco, assistimos TV demais e raramente estamos com Deus.

Multiplicamos nossos bens, mas reduzimos nossos valores.

Falamos demais, escutamos pouco, amamos raramente, odiamos freqüentemente.

Aprendemos a sobreviver, mas não a viver; adicionamos anos à nossa vida e não vida aos nossos anos.

Fomos e voltamos à Lua, mas temos dificuldade em cruzar a rua e encontrar um novo vizinho. Conquistamos o espaço, mas não o nosso próprio.

Fizemos muitas coisas maiores, mas pouquíssimas melhores.

Limpamos o ar, mas poluímos a alma; dominamos o átomo, mas não nosso preconceito; escrevemos mais, mas aprendemos menos; planejamos mais, mas realizamos menos.

Aprendemos a nos apressar e não, a esperar.

Construímos mais computadores para armazenar mais informação, produzir mais cópias do que nunca, mas nos comunicamos cada vez menos.

Estamos na era do ‘fast-food’ e da digestão lenta; do homem grande, de caráter pequeno; lucros acentuados e relações vazias.

Essa é a era de dois empregos, casas chiques e lares despedaçados.

Essa é a era das viagens rápidas, fraldas e moral descartáveis, das rapidinhas, dos cérebros ocos e das pílulas ‘mágicas’.

Um momento de muita coisa na vitrine e muito pouco na dispensa.

Uma era que leva essa carta a você, e uma era que te permite dividir essa reflexão ou simplesmente clicar ‘delete’.

Lembre-se de passar tempo com as pessoas que ama, pois elas não estarão aqui para sempre.

Lembre-se dar um abraço carinhoso nas pessoas que ama pois não lhe custa um centavo sequer.

Lembre-se de dizer ‘eu te amo’ à sua companheira(o) e às pessoas que ama, mas, em primeiro lugar, se ame…se ame muito.

Um beijo e um abraço curam a dor, quando vêm de lá de dentro. Por isso, valorize as pessoas que estão ao seu lado, sempre…

Eu não posso reclamar do Ano que passou, foi turbulento, duro, duríssimo, mas estou aqui e com muita lenha para queimar, grato a todos que fizeram isso possível. Muito deixei de fazer, especialmente na seara pessoal, mas estou traçando novas rotas, quem sabe agora vai!! Abraço a todos, grato por me seguir aqui no blog e se chegou até ao final deste texto, parabéns, és um herói e fiel escudeiro!! rs Para variar falei demais, mas kanimambo e agora só semana que vem porque vou tirar uns dias de férias. Saúde, alegria e din-din no bolso porque ajuda uma barbaridade, são os meus mais sinceros desejos neste primeiro dia útil do ano, fui! FELIZ ANO NOVO!!!!

PS. Imagem copiada do blog Masso Vita de Minda Silva.

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E o Natal Chegou!

Já lá se vão nove anos desde que primeiro escrevi um post de Natal neste blog, e todo o final de ano uma mensagem diferente celebrando um tempo de harmonia e paz que jfc-natalquisera se estendesse pelo Ano Novo que vem em seguida, gosto desse momento. É uma época em que as emoções ficam mais à flor da pele, em que a família se reúne para celebrar (o que cada um quiser e acreditar), em que esperanças são renovadas, balanços são feitos, novas metas definidas, tempo de reflexão, de viver a fantasia das crianças recuperando, mesmo que por alguns momentos, a inocência que há muito já perdemos!

Sigo na toada, do vinho e da vida, mais um ano que fica para a história mais um monte de promessas e decisões não cumpridas, uma nova lista ficando pronta, quem sabe desta vez! rs O vinho é um caminho que nos leva às pessoas, a emoções e prazer que é o que realmente vale a pena e sinto-me especialmente feliz e realizado este ano por ter deixado mais um legado de gente que uni e que se tornou amiga comprovando minha filosofia sobre estes incríveis caldos de Baco! Chego a este final de ano cansado, muito, mas também satisfeito com o resultado porque sigo vivo, em vários aspectos inclusive o comercial, ano árduo, difícil, mas o resultado veio, a duras penas, mas veio e brindo a isso!

Sigo não entendendo um monte de coisas, mas aos poucos, a idade faz dessa coisas, assumo o fato de que não preciso entender de tudo, preciso sim aprender a me relacionar com o que não entendo, descartar o e os que não forem importante, colocar as coisas em sua real perspectiva.

Foi um ano de luta, de conquistas e derrotas como é todo o ano porém um pouco mais conturbado do que o normal, tanto para nós como para o país. A tragédia e devastação de Mariana ao final de 2015 foi só um aperitivo e prenuncio à devastação provocada por nosso políticos e falsos Messias, Mariana ao cubo! Terrível, assustador, triste, decepcionante e preocupante, mas tudo colocado de lado por alguns dias enquanto celebramos o Natal. Enquanto isso, juntamos forças para encarar tudo de novo daqui a alguns dias, afinal, os desafios e os perigos seguem ali, ao virar a esquina.

Tempo de reflexão, de retomar o fôlego, de juntar forças para seguir adiante. Gostaria de terminar esta mensagem de hoje desejando a todos mais que um Feliz Natal e um Ano Novo pleno de realizações e muita saúde, quero deixar aqui uma mensagem que recebi no Face e achei que tem tudo a ver com a forma como me sinto este ano em que, se fiz muito, muito também deixei por fazer.

Aqueles que possa ter intencionalmente ferido, peço que me perdoem.

Aqueles que pude ajudar, quisera ter podido ajudar mais

Aqueles que não pude ajudar, peço-lhes compreensão

Aqueles que me ajudaram, quero lhes deixar um enorme KANIMAMBO do fundo de meu coração

       Com uma certa nostalgia que todo o ano me contagia nesta época, a canção de Natal que mais me emociona, Silent Night (sempre rola uma lágrima ao final), numa interpretação divina do grande Elvis Presley e Sara Evans, pode aumentar o som!! Feliz Natal, esqueça a parte comercial da época, abra seu coração e deixe esse espírito de paz, harmonia e compartilhamento tomar conta de você, “that’s what it’s all about”!! Que 2017 possa lhe trazer a força e sabedoria para enfrentar os desafios que virão, saúde para seguir lutando e alegria de viver. Sempre grato pela visita dos amigos e honrado pela escolha entre tantos nesta vinosfera virtual, um Brinde à Vida e um forte abraço!.

 

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Espumante de 50 Pratas e Bom!

Seu nome? Santa Augusta Brut, um vinho do jeito que eu gosto, que entrega mais do que custa, que deixa aquela percepção de estar tomando um vinho de maior valor agregado e, para aqueles que gostam de levar vantagem em tudo, de sentir a sensação de que se deu bem, uma taça cheia! rs Melhor, a família toda é boa, com destaque para o seu Moscatel que é show também.

Minha relação com esta Santa vai longe, na verdade desde Março de 2015 quando a descobri e por ela me encantei virando seu fiel seguidor! rssanta-brut Para variar, falo de um vinho de Santa Catarina e quem ainda não conhece a região e seus vinhos, está passado da hora de ampliar seus horizontes! Muita coisa boa surgindo por aquelas bandas e meu primeiro post de 2017 será com mais um marcante vinho de lá, um Sangiovese de produção limitada (300 garrafas apenas) que é de tirar o chapéu, mas isso é papo para o ano que vem! rs Hoje quero compartilhar este espumante com os amigos, até porque o momento exige já que muita gente anda atrás de borbulhas para a ceia e final do ano. Boas borbulhas com preço idem, é disso que quero falar hoje.

Tenho um zilhão (pouquinho exagerado, mas tenho um monte mesmo! rs) de posts sobre espumantes aqui no blog (digite espumantes em pesquisar), porque é algo que curto bastante e quase todo o fim de semana abro uma garrafa em casa, sem contar a que abro nas confrarias que administro e toda a semana tem uma! Litragem de borbulhas, rs, cada um tem a sua e eu tenho muita!! Um dos destaques recentes e que vem comprovando mês após mês sua consistência, essencial em espumantes não safrados, é a Vinícola Santa Augusta de Videira no Oeste Catarinense. produz vinhos tranquilos e espumantes dos mais variados estilos, mas quero ressaltar dois aqui, o Brut e o Moscatel que são os que mais me seduziram.

Santa Augusta Brut – um equilibrado blend de Cabernet Sauvignon (majoritariamente), santa-brut-na-taca-1Chardonnay e Merlot elaborado pelo método charmat longo com seis meses sobre leveduras o que lhe confere mais complexidade e elegância de perlage (borbulhas mais finas). Boa intensidade aromática, mas é na boca que ele demonstra ao que veio com uma perlage intensa, fina, abundante, persistente que explode na boca com notas citricas, bom volume de boca, sutil toque de “padaria/brioche” e muito boa acidez num final de média persistência seco e muito agradável. Faço muitos testes de degustação às cegas, com clientes e amigos enófilos participantes de minhas confrarias, com teste de percepção em que o provador tem que passar sua percepção de valor baseado em sua experiência/litragem. Invariavelmente o resultado é de um espumante por volta dos R$70,00 o que o faz ainda mais valioso, já que custa no mercado algo entre R$50 a 55,00 a garrafa. Uma ótima opção para este final de ano, eventos, festas, casamentos e eu o tomo regularmente em casa porque para mim não precisa de nenhuma ocasião especial para abrir uma garrafa! rs

Santa Augusta Moscatel – não é de hoje que “trabalho” estes espumantes a que poucos prestam atenção, afinal já em 2009 promovia Desafios com estes Espumantes. Ainda tem gente que busca os espumantes similares produzidos na Itália, os Moscatos d’Asti, mas o nacional dá de dez, pois nossa acidez consegue produzir um espumante mais santa-moscatel-e-futonequilibrado e menos enjoativo. O italiano costuma ser doce demais, mas há que respeitar gostos, então quem quiser, bom proveito! rs Entre os espumantes Moscatel nacionais, tenho uns três ou quatro que acho muito bons e o Santa Augusta é hoje o melhor. Não só na minha opinião, mas o guia da Revista Adega lhe deu 91 pontos assim como Guia Descorchados que lhe deu a mesma pontuação e o premio de melhor Moscatel Brasileiro.

Elaborado com 100% da uva Moscato Giallo, prima pelo equilíbrio promovido por uma acidez vibrante que se opõe à doçura da uva o que permite que se tome diversas taças sem que se torne enjoativo. Fresco, notas florais sutis, frutos citricos,é tudo de bom! Acho um grande companheiro para o nosso panetone com frutos secos, sobremesas citricas como torta de kiwi ou salada de frutas (experimente trocar a laranja pelo próprio espumante!) com sorvete de creme, tudo a ver com nosso calor, a época e férias! Na foto, uma harmonização com Futon de Frutos do Bosque flambados que o restaurante Koizan na Granja Viana faz, muito bom essa casamento!!

Bem amigos, por hoje é só, desculpem, sei que o post é longo, mas como sabem, me empolgo quando algo me encanta e esses espumantes que os grandes críticos hoje descobrem, há muito estão na minha taça e, na verdade, também na Vino & Sapore, pois quando consigo encontrar por aí esses vinhos de ótima relação PQP (Preço x Qualidade x Prazer), não resisto né?? Kanimambo, saúde e seguimos nos vendo por aqui ou numa dessas muitas estradas de nossa vinosfera, fui!

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Sotanillo & Clericot

Verão, calor o que você pede como bebida? Drinks frescos, com frutas, como o Clericot, que está na moda invadindo praias, restaurantes, encontros, etc.. Mas o que é isso? Para quem ainda não sabe, é uma variação da Sangria espanhola com origem, aparentemente na França. O site “Aventuras Gastronomicas“, explica a diferença entre Sangria, Ponche e Clericot, sendo de lá que extrai o seguinte texto; “A maioria das fontes de pesquisa indica que o clericot é de origem francesa. Uma mistura de suco de limão, brandy, xerez e soda. E, não diferente do ponche e da sangria, quando foi exportada para a Argentina e para o Uruguai – o Clericot é uma das bebidas mais pop`s em Punta del Leste -, também teve sua receita original alterada. Atualmente, as receitas mais conhecidas têm vinho branco seco, ou espumante brut,sotanillo-clericot-1 como ingrediente principal.” Virou moda por aqui também!

As receitas são as mais variadas e os vinhos usados também. Eu optei por fazer o meu Clericot neste final de semana em encontro familiar, com um recém chegado Espanhol da gema, o frisante Sotanillo, de baixo teor alcoólico (8%), seco com muito leve dulçor residual e bem refrescante por si só. Importação dos amigos Juan e Alexandre da Almeria, sempre parceira, chegou num momento bem propicio do ano e é para comprar de caixa já que o preço de R$39,00 é muito convidativo! Versátil, vai muito bem no Clericot, solo, mas certamente deverá também dar uma liga muito boa com frutos do mar grelhados ou fritos.

A receita varia demais e cada um acaba dando seu próprio toque que, na minha opinião, deverá se adequar ao público presente. Neste caso optei pela leveza, não acrescentei licor de laranja ou qualquer outra bebida mais alcoólica para turbinar o drink. Queria algo que as pessoas pudessem tomar de gole, sem medo de serem felizes, acho que deu certo, afinal foram 3 jarras dessas!! rs Clericot Sotanillo, sucesso garantido, deixa eu fazer meu merchandising, vai?? rs

Eis uma receita para você curtir:

  • 1 garrafa de SOTANILLO FRIZZANTE BIANCO
  • 1 xícara (café) de licor de laranja (deixar marinar uns quinze a vinte minutos sobre as frutas)
  • 2 maçãs verdes cortadas em fatias
  • 6 morangos grandes cortados ao meio (eu usei Kiwi)
  • 1/2 abacaxi maduro picado em pedaços
  • 1 cacho de uvas vermelhas sem semente (eu usei verdes, mas tanto faz, congeladas por sugestão da amiga Raquel Santos)
  • 3 nectarinas frescas em pedaços
  • 2 colheres de sopa de açúcar ou uma latinha de soda limonada. Eu não usei nada, o doce das frutas já ficou de bom tamanho.
  • Gelo a gosto

Pode variar frutas, licor, adicionar um pouco de vodka ou gin, suco de laranja se faltar licor, enfim, pode soltar sua imaginação, mas o Sotanillo deve prevalecer! rs Gente, por hoje é só, tenham todos uma ótima semana, fim de semana é Natal símbolo de paz e harmonia, depois a chegada de um Novo Ano com novos desafios, novas conquistas, ufa, muita coisa por acontecer!

Saúde, muita, e kanimambo pela visita. Que possamos seguir nos encontrando por aqui, por aí nos caminhos de nossa vinosfera ou, quem sabe, na Vino & Sapore! rs

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Dois Champagnes na Taça

Há poucas semanas tive a oportunidade de provar dois Champagnes de preço altamente convidativo, entre R$150 a 180,00, trazidos pela Chez France e vendidos diretamente por eles através de seu site. Abri junto com as minhas amigas Enoladies em seu jantar de aniversário de seis anos, elas merecem!!
champagne-vollereaux-brutChampagne Vollereaux Brut –  um blend das 3 uvas autorizadas da região (Chardonnay/Pinot Noir e Pinot Meunier) da mesma proporção, é fresco, leve, boa perlage, cítrico bem presente, mineral, saboroso, vibrante, mas não chega a empolgar, espero mais de um Champagne. Isso, no entanto, não quer dizer nada, porque a Moet Chandon também não me diz nada e tem gente que adora, afora isso a Wine Spectator lhe deu 92 pontos, então não dê muita atenção para minha opinião neste caso não! rs Sou chato, creio, mas quando bebo um Champagne, normalmente busco mais complexidade, mais “brioche” presente, algo que me traga um pouco mais do terroir à boca, ao olfato, que mexa com minhas emoções,  que faça sentir algo especial, fora do comum. Nesse sentido, acho que temos alguns espumantes nacionais no mesmo patamar por preço mais em conta. Agora, quer Champagne no rótulo, sem duvida este deverá estar no topo de sua lista pois o preço é deveras convidativo, o rótulo é classudo e certamente agradará a maioria. Uma ótima compra no quesito Champagne
champagne-vollereaux-roseChampagne Vollereaux Rosé Saignée – diferentemente da maioria dos Champagnes Rosés que é um blend de vinhos tintos e brancos, este é elaborado por maceração das uvas pinot noir que lhe confere mais corpo e foi o que me seduziu, seu diferencial. Este, a meu ver, é o verdadeiro achado entre os dois rótulos que me foram dados a provar e vale cada centavo gasto com ele. Complexo, boa textura de boca, um toque de especiarias, ótima perlage (desde a garrafa à taça), frutos do bosque frescos vivazes na boca, mas seco com baixo teor de açúcar residual aparente, muito balanceado por uma acidez bem dosada, notas sutis de brioche nos lembrando que estamos degustando um champagne. A Wine Spectator lhe dá 91 pontos e a Jancis Robinson não o recomenda, já eu fico no meio mas tendo a seguir a avaliação da Wine Spectator mesmo que com alguns pontos abaixo. Se tivesse que pontuar creio que ficaria entre 88 e 89 pontos o que acho uma pontuação muito boa já que sou bem critico nas minhas pontuações e costumo ser bem mão fechada nesse quesito. Tomaria muitas destas e recomendo aos amigos, vale muito a pena e acho que está em oferta.
Dois Champagnes, duas reações diferentes, uma ótima experiência, para quem, como eu, adora “borbulhar”, mergulhar de cabeça nessa efervescência, nesse estalar de estrelas no céu da boca. A Chez France só vende via seu site, então vale dar uma passada por lá e em breve mais uma opção, desta vez nacional, de espumante para você aqui no blog. Uma ótima dica para quem não busca nada tão sofisticado assim, a preço bem camarada porém sem abrir mão de qualidade. Por hoje é isso, valeu pela visita, sáude, kanimambo e seguimos nos encontrando por aqui. 
Ps. Os Champagnes foram gentilmente cedidos pela importadora para o evento do Winebar virtual que lamentavelmente não pude participar no dia.

Bacalhau Não é Peixe, é Bacalhau!

E estamos conversados, tanto que muitas das “regras” de harmonização de vinho e peixe não valem aqui! rs Já cansei de falar de bacalhau aqui no blog, quase toda a Páscoa, mas como no Natal muita gente também o tem como tradição, nunca é demais revisitar os mais diversos posts, mas não vou ficar aqui escrevendo não, hoje é só uma introdução ao tema com links dos mais diversos para uma grande quantidade de posts elucidativos com informações técnicas, harmonizações, sugestões de receitas, enfim um monte de opções para você conhecer melhor o tema e viajar!

First things first, dizem os ingleses, e para começar corretamente sua pesquisa nada como conhecer os tipos de Bacalhau antes de comprar, essencial à receita que for fazer.. Bacalhau, na verdade, é muito mais um processo do que um peixe e existe mais de um tipo que pode gerar o que conhecemos como bacalhau e que tem como expoente máximo o COD, ou Gadus Morhua! O mercado está cheio de peixes parecidos, até umas coisas bem ruins chinesas, então saber o que está comprando é essencial! Leia aqui sobre os diversos tipos de bacalhau disponíveis no mercado e não compre gato por lebre! Clique na imagem do Bacalhau abaixo para saber mais sobre ele e não tomar ferro na hora da compra.

bacalhau-gadus-morhua_large

Quanto à harmonização, deixe de lado todas as regras que conhece e viaje! Se existem mil e uma formas de preparar bacalhau, existem outras tantas de harmonizar, depende da forma como ele será preparado e, obviamente, seu gosto. Uns gostam com vinho branco, outros não abrem mão de um tinto, mas quem conhece do riscado sabe que é essencial saber a receita do bacalhau que será servido. Clicando na imagem abaixo, Arroz de Bacalhau & Brócoli que fiz recentemente, você vai ter acesso a um monte de sugestões, dicas e resultado de pesquisas que fiz ao longo destes anos, aproveite!

 

arroz-de-bacalhau

Saúde, kanimambo, uma ótima semana e nos próximos dias tem mais!

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