Falando de Vinhos

Revista quase que diária sobre os encantos e segredos de nossa vinoesfera.

Vinhos do Chile Segundo Tempo!

É, semana passada postei a primeira parte das impressões da Raquel sobre a participação dela na Wines of Chile deste ano e agora segue a segunda. A Raquel Santos afora ser uma amiga, é uma sommelier formada na escola da Alexandra Corvo e uma entusiasta das coisas de Baco, me ajuda muito e sabe do que fala, então, Fala aí Raquel!

Viña Casa Silva

Produtores consagrados no Vale de Colchagua desde o início da historia da vitivinicultura chilena. A qualidade da sua produção foi reconhecida várias vezes em concursos nacionais e internacionais. Representado pelo seu enólogo Mario Geisse que apresentou o Microterroir de los Lingues Carmenére 2011. Quando se pensa num vinho chileno da uva Carmenére, já vem à cabeça um estereótipo do que foi um dia o padrão para eles: Encorpado, potente, frutado com notas vegetais etc… e o que encontramos aqui é algo bem diferente!   Um vinho extremamente elegante, equilibrado e complexo.

 Veramonte

Vinícola familiar do Vale de Casablanca onde se destacou com seu Sauvignon Blanc. Hoje possui propriedades em outras regiões como Apalta no Vale de Colchagua. A marca Neyen vem desta região e o vinho apresentado foi o Neyen 2011, um corte de Carmenére e Cabernet Sauvignon. Esse chamou-me atenção não por novidades e sim pela característica clássica dos vinhos chilenos: Cor intensa na taça, aromas frutados, tostados, tabaco e um frescor que prometia  leveza em contrapartida à potencia inicial. Em boca, era exatamente o que  descrevi acima (do que se espera ao provar um vinho típico chileno!). Encorpado, com muita fruta, notas vegetais (ervas frescas), acidez que pede comida, com taninos macios, etc. Um vinho clássico, equilibrado e elegante.

Viña el Principal

Na região mais alta do Vale do Maipo, comuna de Pirque, bem perto da capital Santiago, estão situados os vinhedos onde a Cabernet Sauvignon se junta com outras castas, como a Cabernet Franc, Petit Verdot, Carmenére e Syrah. Blends ao estilo de Bordeaux, mas com característica mediterrânea e influencia da Cordilheira dos Andes. Provamos o El Principal 2013 que é elaborado com 87% Cabernet Sauvignon, 9% Petit Verdot e 4% Cabernet Franc. Foi um ano de temperatura mais baixa que o usual onde a maturação das uvas foi mais lenta, resultando em um vinho de ótima acidez, bom corpo e taninos maduros. Não filtrado, o que lhe confere complexidade para evoluir por muito tempo. Muito interessante o final de boca remetendo à figos em compota.

Quando se depara com um panorama tão vasto quanto esse que nos foi apresentado, instintivamente nossa atenção se volta para tudo que for diferente, ou seja, os elementos que se destacam do todo que nos passam a impressão de que conseguiram dar um passo além, porém nunca devemos desprezar a origem que deu o sustento para o primeiro passo. Tenho observado um fenômeno recorrente na produção de vinhos em todo mundo: As novas gerações, que são herdeiras das terras produtoras de seus pais e de seus avós, quando resolveram dar sequencia ao negocio de família adquiriram um modelo antigo se pensarmos nas referências do mundo de hoje.

O efeito “globalização” e o acesso à informação fez com que consumidores e produtores trocassem conhecimento, ou seja, chilenos, italiano, americanos , etc, não consomem/produzem apenas o vinho em seu pais de origem.  A produção em larga escala, visando a distribuição mundial, o apelo mercadológico do produto em questão, feito em grandes quantidades sem perder a qualidade, o fomento tecnológico proporcionaram uma nova relação na produção do vinho. Isso é muito visível nos países da América do Sul, que investiram muito em tecnologia para desenvolver um produto de qualidade e que agora buscam se destacar de alguma forma uns dos outro. Quando um produtor investe em um novo terroir, ou trabalha no resgate de uma casta esquecida, um método de vinificação ancestral, na produção artesanal, em blends inusitados, ou na tecnologia de ponta para criar o “seu vinho”, ele está criando uma identidade.

E nessa busca pelo reconhecimento todos ganham. Se você é apreciador de bons vinhos ou deseja um dia ser, pode esperar que se ainda não encontrou o vinho pra chamar de “seu” , ele mesmo te encontrará!”

Bem depois disso, “in Bacco & Raquel Veritás” diria eu que não pude estar por lá. Certamente Bacco falou com ela e feliz de poder compartilhar essa experiência dela com os amigos, grato Raquel. Abraço, saúde e kanimambo pela visita lembrando que em Novembro tem viagem de exploração à Patagônia, vem comigo?? Uma ótima semana para todos

Feriado da República na Patagônia??

Porquê não? Juntando com o feriado (em algumas cidades) do Dia da Consciência Negra, programei uma viagem especial para os enófilos de plantão explorarem as vinícolas e vinhos da região começando já em Buenos Aires na primeira noite! Bodegas del Desierto, Schroeder, Humberto Canale, Chacras, Fin del Mundo, Malma e Miras numa viagem de descobertas vínicas, novos sabores e novas fronteiras porque a Argentina vitivinícola não é só Mendoza mesmo que esta represente 75 a 80% da produção local.

Para quem já foi a Mendoza, algo bem diferente! Estamos a mais de 2.000 kms da ponta sul da Argentina, que se diferencia das outras regiões produtoras pois aqui, pasmem, os rios têm água!! Os rios de degelo, Neuquen e Limay se juntam para formar o Rio Negro e através de um sistema de grandes diques a água é gerenciada tornando a região num polo frutífero onde a Pera e a Maçã possuem um destaque especial afora o petróleo e gás que são as principais atividades econômicas.

Uma outra característica que o difere de Mendoza é que por aqui não temos montanhas, mas sim planícies (entre 300 a 500metros de altitude) ou vales entre rios, então os vinhos de altitude não aparecem por aqui, no entanto o clima possui uma influência grande sobre o resultado dos vinhos, é uma região mais fria de fortes ventos e grande amplitude térmica o que gera vinhos de menor teor alcoólico e maior acidez, vinhos mais elegantes.

Terroir diferente, paisagem diferente, clima diferente que geram vinhos diferentes e, portanto, experiências diferentes! Na Segunda-feira já terei os detalhes do roteiro, preços e condições financeiras para que 12 privilegiados amigos possam vir a se unir a mim nesse tour Patagônico dos dias 15 a 20 de Novembro próximo em parceria com a Stelltour. Estive por lá há exatos 3 anos, eis um pequeno slide show (clique na imagem abaixo) para lhe abrir o apetite! rs Consultas via comentários abaixo.

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Kanimambo e um ótimo fim de semana!

 

 

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Luca Syrah, Uau!

Recentemente a convite da Vinci, importador dos bons vinhos do projeto solo de Laura Catena, tive a oportunidade de provar alguns bons vinhos variando de USD22 a 62,00 convertidos ao cambio do dia. Depois falo um pouco mais da prova, foram 12 vinhos, mas hoje quero mesmo é falar no vinho que, para meu gosto e dentro de meus conceitos de avaliação, é um dos melhores Syrahs argentinos que já provei. Há uns anos me encantei pelo Siesta Syrah de Ernesto catena que há tempos parou de ser produzido e até pensei que eventualmente o vinhedo poderia até ser o mesmo, não é!

Este projeto de Laura se baseia menos em vinhedos próprios e mais em vinhedos antigos de amigos com os quais mantém acordos para fornecimento de uvas. Neste caso, os vinhedos possuem mais de 50 anos e são plantados, salvo engano, em parral o que não é muito comum na região de La Consulta no Vale do Uco. Luca Syrah 2013, passou 14 meses em barricas de carvalho francês, 20170828_123458sendo 40% novas e o restante de segundo uso. Mostra aromas muito típicos em que se destacam as especiarias, grande concentração, ótima textura, taninos aveludados, rico meio de boca, especiarias e final achocolatado de boa persistência compõem um conjunto firme, mas de muita classe em que a madeira está muito bem integrada mostrando ótima estrutura de guarda devendo evoluir muito bem pelos próximos quatro a cinco anos. Comprar duas garrafas, uma para agora e outra para 2020 me parece uma ótima opção! rs

Este é certamente um rótulo que virei a colocar em algumas degustações às cegas de Syrah, questão te oportunidade, mas espero que ainda este ano. Gostei demais e para mim um vinhaço! Na maioria das vezes acho que os críticos exageram nas notas, mas neste caso acho que Stephen Tanzer e Robert Parker que lhe deram 90 pontos poderiam ter sido um pouco mais mão aberta. Eu que sou mão de vaca com nota, certamente ficaria entre os 91 a 92 pontos e nesse caso os 91 do James Suckling faz mais sentido!

Enfim, não são muitos os Syrahs argentinos que me entusiasmam, mas este fez com que em minhas notas sobre o vinho aparecesse um UAU com dois pontos exclamação, da hora! Preço USD50 ou, hoje, cerca de R$175,00 e vale dentro de nossa conjuntura tupiniquim de preços do vinho. Salute, kanimambo e nos vemos por aí ou por aqui.

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Vinhos do Chile em Dois Tempos – I

Recentemente se realizou em São Paulo a sétima edição da Wines of Chile. Estive presente na maioria, mas desta feita por outros compromissos já assumidos não pude comparecer, porém não queria deixar os fiéis leitores sem uma retrospectiva do que por lá aconteceu, em especial na Master Class onde se costuma ter um insight melhor sobre o que por lá anda acontecendo já que é uma apresentação feita pelos enólogos das bodegas para um publico mais especializado no tema. Ah, mas como fazer isso já que por aqui só escrevo sobre o que vivi?? Pois bem, para isso existem os amigos e minha fiel escudeira e amiga Raquel Santos (experiente enófila e sommelier) que se prestou a esse “sacrifício” esteve presente me representando! rs Eis o que a amiga teve a dizer sobre essa experiência e que, em função da extensão, optei por dividir em dois posts, Fala Raquel!

” Representado por 37 rótulos de grande relevância tendo 10 deles sido apresentados por seus criadores na Master Class, tentarei relatar aqui o que mais me chamou atenção dentre tantas novidades nesta edição da Wines of Chile.

Wines of Chile 2017 - Taças

Concha Y Toro

A vinícola Concha Y Toro, maior da américa latina e quinta no mundo em volume comercializado, se destacou com um Pinot Noir – Marques de Casa Concha Edição Limitada 2016, da região de Biobio, ao sul. Seu criador, o enólogo Marcelo Papa descreveu a rica potencialidade do terroir chileno e como suas diversas características de solo e clima, influenciam em tanta diversidade entre os vinhos. Este Pinot Noir de Biobio, reflete as características do solo argiloso com muita drenagem. A região localiza-se entre o rio Biobio e a cordilheira e neste ano apresentou uma temperatura mais baixa que o usual. Muito fresco, equilibrado, ressaltando frutas e madeira bem colocados, complexidade ao estilo do velho mundo chegando bem perto de um Bourgogne. Interessante a comparação desse vinho com outro Pinot Noir da região do vale do Limari, ao norte. Também com ótimo frescor, muito frutado (cerejas compotadas, framboesas), e equilíbrio perfeito entre corpo, acidez e álcool. Elegante e potente, esse mais ao estilo do novo mundo.

 Casa Donoso

Apresentou seus vinhos da linha “Sucesor”. Apostando em um projeto inovador onde cada enólogo teve plenaWines of Chile 2017 - Donoso Sucesor Red liberdade para propor um blend inusitado. O resultado foi muito audacioso. O Limited Release Sucesor Romano 2015 foi elaborado com a casta Cesar Noir (85%), nativa da AOC Irancy na borgonha e Carigñan (15%), nativa da Espanha, mas que tem grande destaque e vem ganhando bastante espaço atualmente no Chile. O resultado disso é um vinho muito diferente que vai se mostrando aos poucos, ou seja para ser apreciado sem pressa. No nariz começa bem discreto com nuances de frutas silvestres de bosque, e dando pistas do seu DNA da Pinot Noir. Na boca, sensação de secura, dos taninos presentes e dóceis, onde dá para sentir a presença nada discreta da Carigñan. Depois de um tempo na taça ele cresce muito, tanto no nariz como em boca. Podemos perceber um corpo exuberante e complexo que suporta todo um leque de aromas e sabores muito bem equilibrados e agradáveis. O final de boca é longo e surpreendente, deixa um gosto de doce de leite de lembrança!

Posteriormente provei outro corte muito ousado. O Sucesor Red 2013 que foi elaborado com Carmenére (80%) e  Malbec (20%). Duas castas tão personificadas em países onde elas brilham sem coadjuvante (Chile e Argentina) e com um casamento perfeito. Quando um não se sobrepõe ao outro, mas serve de trampolim para que qualidades se apresentem, hora um, hora o outro, pode-se chamar de casamento perfeito, né? Por fazer pouco tempo que o João e eu tínhamos conversado sobre a inexistência (de nosso conhecimento) de um corte destas duas uvas emblemáticas de nossos hermanos, foi uma surpresa muito agradável ver e provar este vinho.

Garcés Silva

A família produz no Vale de Leyda há pouco mais de 10 anos. Mais conhecidos pela linha dos vinhos Amayna, começaram com um projeto de renovação no estilo de interpretar  seu próprio terroir. Nasceu então a nova marca Boya, que evoca mais elegância e sutileza. Os vinhedos foram plantados em pequenos lotes, com vista para o mar, como descreveu uma das enólogas que veio apresentar seu BOYA Syrah, elaborado com 100% desta casta. Pode-se perceber todo o frescor das brisas marítimas, tanto no nariz como em boca. Notas  mentoladas e frutas maduras incorporadas com muita harmonia, num corpo macio e elegante onde o equilíbrio entre a acidez, taninos e álcool é muito expressivo. Final de boca mineral com destaque salino. Nesta mesma linha, produzem um Chardonnay com ótimo corpo, sem madeira e mineralidade discreta. Dois destaques da nova expressão do terroir chileno.”

Bem, por hoje ficamos por aqui e ainda esta semana postarei o restante dos comentários da Raquel. Uma ótima semana a todos, kanimambo pela visita e seguimos nos encontrando por aqui ou por aí em algum lugar de nossa vasta vinosfera.

Comprando Vinho em Mendoza

Para quem visita esta linda região e cidade da qual sou fã e onde tenho muita gente amiga, a compra de vinhos é um must. Seja nas vinícolas visitadas seja nas lojas na cidade, difícil resistir a tanta tentação e não retornar com a cota cheia, pois a economia é boa e o momento propicia a isso.

Como sabem estive por lá semana passada e, obviamente, não resisti a dar uma fuçada nas lojas da cidade tendo inclusive trocado alguns mails com duas delas antes. Não é muito a praia deles, trocar e-mails, serem objetivos, etc. Quando cheguei não tinham o que queria e com pouco tempo disponível para correr atrás acabei ficando na mão. De qualquer forma são lojas que valem a pena ser visitadas e por serem mais centrais e maiores as visitas se tornam quase que obrigatórias e são válidas. São muitas as lojas de tudo o que é tamanho e estilo, mas focado nas visitas às bodegas, sobra pouco tempo para explorar, então das que eu visitei e conheço (só falo do que conheço) cito estas. São quatro (todas no centro por onde gosto de andar) e entre elas certamente você preencherá sua cota fácil, fácil e quero ver o que fará com as compras nas bodegas!! Se forem em casal, mais tranquilo, aí dá para fazer a festa!!! rs

 

Peatonal Wines – muito boa seleção de vinhos, pequena, atendimento muito simpático da Sol e da Agustina, não pode ter pressa porque costuma ter só uma delas de plantão e se tiver ocupada relaxe e fuçe! Já tinha estado lá em 2015 e agora novamente, certamente um diferencial enorme no atendimento que me seduziu. Caixa e desconto negociáveis por volume (consegui 15% pagando cash e o cambio foi bom), uma loja que me agradou sobremaneira e recomendo aos amigos, não deixem de passar por lá mesmo que visitando as outras para comparar. Virei cliente de vez e melhor, ficam na parte mais charmosa do calçadão (Paseo Peatonal Sarmiento 115) e fecha ás 23H!! De um vinho tinham poucas garrafas, na hora foram atrás e prometeram entregar ao pessoal à tarde no hotel, tudo com muita presteza e atenção, sinceramente virou uma de minhas preferidas se não a preferida, pois não basta ter bons vinhos e preços, têm que ter um atendimento diferenciado e um sorriso faz a diferença!

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Viognier Vinoteca – Próximo ao Sheraton, calle Amigorena 94, também no centro, esta fiquei por pouco tempo mas me encantei também! Estava atrasado, correndo procurando algo especifico e não deu para fazer o que mais gosto de fazer nesses lugares, fuçar! Loja tocada pelo próprio dono (faz-me lembrar de alguém! rs), pequena e focada nas coisas diferentes, pequenos produtores, etc.. Na próxima viagem vou explorar mais, porém gostei muito do que vi e, se você for como eu que gosta de sair da mesmice, este me pareceu o lugar. Na próxima vez que estiver por aquelas bandas vou ter que achar uma horinha para mergulhar naquelas prateleira! rs

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Sol Y Vino – na Av. Sarmiento 664 entre o Hotel Diplomatic e a praça Independência, boa casa com ampla e diversa seleção inclusive de algumas raridades. Seleção de azeites, quitutes regionais e objetos de decoração. Comprando 6 vinhos ganha 20% de desconto com pagamento cash e se comprar 12 ainda leva a boa caixa (vide foto no final) de brinde.

Wine 0’Clock – Na rua G. Espejo533 a uma quadra do Hyatt, à primeira vista uma loja pequena, meio confusa com um pouco de tudo; vinhos, azeites, decoração até algo de bijuterias. Na cave, um sonho e um lugar lindo cheio de gostosuras (vinhos), ideal para uma degustação. Dá para negociar uns 10% de desconto se pago em din-din e ainda tem o Tax refund que equivale a 14%. Paga-se a caixa, mesmo que com desconto.

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Estas caixas custam barato e compensam muito pois tornam as garrafas quase que inquebráveis nas mão dos operários de transporte de bagagem nos aeroportos com um plus, pesam quase nada!! Recomendo, para despachar sem preocupações com seus bebês. rs Semana que vem devo começar a publicar a retrospectiva desses intensos 4 dias em Mendoza, porém quis antecipar estas dicas. Um ótimo fim de semana para todos e aguardem a degustação de Vinhos da Mala nos primeiros dias de Outubro, em breve dou detalhes! Kanimambo, saúde e quem sabe não nos vemos na Vino & Sapore neste fim de semana, estarei de plantão lá hoje (como sempre! rs) das 14 às 20h e amanhã das 10 às 19h, aguardo os amigos com uma taça de Santa Augusta Brut para brindarmos à vida!

 

 

 

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Bom Tempranillo na Taça dos Frutos do Garimpo!

Para os Frutos do Garimpo do mês passado a escolha foi por vinhos mais acessíveis, dois do velho mundo e dois do novo mundo, especificamente chilenos. Do velho mundo em parceria com a importadora Almeria, escolhi um vinho que é sempre uma grata surpresa na taça pois entrega muto mais do que se paga por ele, é a tal de percepção de valor!

Pois bem, minha escolha para compor a seleção do mês foi um tempranillo, uva de diversos nomes na península ibérica, da região de La Mancha onde é mais conhecida como Cencibel! Não é das regiões produtoras espanholas de maior destaque, apesar de ser a Campor realesmaior, porém é de lá que vêm alguns dos melhores custos benefícios do mercado nos dias de hoje. Muitos vinhos nesta faixa  tendem a ser algo esqueléticos, ligeiros e sem qualquer estrutura, porém o Campos Reales é uma prova viva de que se pode tomar bons vinhos sem arrombar o bolso no processo assim como comprova que os vinhos ibéricos compõem hoje algumas das melhores relações PQP (Preço x Qualidade x Prazer) no mercado brasileiro. Nove meses de passagem por madeira (americana e francesa de segundo e terceiro usos), taninos sedosos, boa estrutura, corpo médio, fruta fresca abundante (cereja bem presente), acidez presente e bem balanceada um ótimo gama de entrada para esta uva, um vinho que diz a que veio! Para acompanhar carnes grelhadas, queijo manchego, chorizo (lingüiça) fatiado, tapas & pinchos, risoto de funghi, até uma morcilla!

Ah, querem ter uma idéia de preço, então aqui vai, no mercado de Sampa se encontra entre R$65 a 70,00 e vale cada centavo em minha opinião, mas talvez os confrades que adquiriram o kit do mês possam reiterar, ou não, minha opinião. Depois falo dos outros três rótulos que compuseram o kit, por hoje fico por aqui. Kanimambo, saúde e seguimos nos encontrando por aqui ou em qualquer outro canto de nossa vinosfera, fui!

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Experiências Gastronômicas No ABC Shopping.

Publico pouco dos press releases que recebo sobre temas Enogastronomicos, mas em função destes eventos ocorrerem num shopping achei legal compartilhar, mesmo sem entrar no mérito, afinal trazer a enogastronomia de volta à terra é sempre algo a ser valorizado e espero que assim seja! Se fosse próximo de mim até gostaria de participar (conferir) pois me parecem atividades bem interessantes e modicamente precificadas e para os amigos residentes na região achei uma boa, então decidi compartilhar o release recebido com uma condição! rs Quem for por favor depois dê um retorno aqui ok? Fiquei curioso e acredito que vários outros centros comerciais poderiam explorar esse filão com festivais e cursos de enogastronomia, neste sinto falta de algo mais focado em harmonização, algo mais de Eno (muito tímido) não só Gastronomia.

 

 

Em Setembro, Clube ABC Gourmet traz aulas e experiências das mais variadas cozinhas

Com programação às terças e sextas-feiras e também aos sábados, espaço do Shopping ABC quer aproximar público da gastronomia

Buscando agradar os diferentes paladares e preferências gastronômicas, o Clube ABC Gourmet, espaço para experiências gastronômicas do Shopping ABC, preparou para o mês de Setembro uma programação especial para os sábados, além de aulas com os chefs Guga Rossi e Arthur Sauer durante a semana.

Aos sábados, o espaço será reservado exclusivamente para as experiências em parceria com a rede FoodPass, plataforma que seleciona os melhores eventos gastronômicos de São Paulo. No dia 16, o tema do workshop será Síria Sobre a Mesa e contará com a participação do chef Talal Al-Tinawi, que irá apresentar desde as receitas mais conhecidas, como faláfel e hommus, e outras delícias autênticas de sua terra. No último final de semana do mês, no dia 30, o Clube terá um Jantar às Cegas, experiência que convidará o público a vendar os olhos e descobrir os sabores dos pratos servidos ao longo da experiência.

Já as terças-feiras, a partir das 19h, foram reservadas para que o chef Guga Rossi receba o público no espaço. Em Setembro, a agenda com ele terá início no dia 05, seguindo o tema Gastronomia Latina. A aula será dedicada ao preparo de ceviche, prato típico do Chile a base de peixe, e as clássicas empanadas argentinas. No dia 12, o tema será Gastronomia Mediterrânea, com orientações sobre o preparo de frutos do mar e escolha do vinho adequado para harmonizar.

Nas últimas duas semanas do mês, os temas são mais ousados: no dia 19, os participantes vão aprender a harmonizar chocolate com pimenta e, no dia 26, a aula será sobre a exótica Gastronomia Indiana e as suas especiarias.

Para finalizar, as aulas de sextas-feiras, marcadas sempre para às 19h30, ficam sob o comando do chef residente da casa, Arthur Sauer, que, a cada experiência, apresentará para os participantes um cardápio surpresa onde os clientes irão cozinhar seu próprio prato.

A participação é por meio da ação Compre e Ganhe do Shopping ABC – a cada R$ 300 em compras, é possível retirar até 2 convites para garantir presença em uma aula. A programação completa do Clube ABC Gourmet pode ser consultada no site www.clubeabcgourmet.com.br.

Serviço:

Serviço | Clube ABC Gourmet

Aulas Chef Guga Rossi
Quando: Dia 05, 12, 19 e 26 de setembro, às 19h
Valor: R$ 60 (por pessoa)
Vagas disponíveis: 40 vagas por aula

Aulas Chef Arthur Sauer
Quando: Todas as sextas-feiras do mês (01,15,22 e 27 de setembro), às 19h30
Valor: Compre e Ganhe (a cada R$ 300 em compras = 1 convite com acompanhante)
Vagas disponíveis: 40 vagas por aula

Experiências

Síria Sobre a Mesa
Quando: 16 de setembro, às 17h
Valor: R$ 120
Vagas disponíveis: 40 vagas

Jantar às Cegas
Quando: 30 de setembro, às 19h
Valor: R$ 160
Vagas disponíveis: 40 vagas

Fui, abraço e estou preparando comentários sobre esta última viagem a Mendoza, foi demais! Em breve conto como foi e publico vídeos com imagens de cada dia, como de praxe, adorei andar por lá! Saúde e kanimambo pela visita, volte sempre e recomende aos amigos se gostou!

 

A Caminho de Mendoza, Mais Uma Vez!

Mas dá para ir muiiiitas mais! Sempre bom encontrar amigos, rever algumas bodegas e vinhos, explorar novas experiências sensoriais e passear por essa linda cidade enquanto nos esbaldamos com uma enogastronomia de primeiro nível.

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Desta feita saio com um grupo de 15 pessoas, confrades e seguidores de Baco, numa viagem que teve as amigas Enoladies como maiores incentivadoras sendo que boa parte dela estará conosco. Na verdade saio dia 3, então esta semana foi difícil trabalhar aqui no blog. Na semana que vem, no entanto, espero poder postar algo diariamente compartilhando algumas das novas experiências e grandes destaques de nossa viagem passando pela; Finca Decero, Casarena, Belasco de Baquesano, Catena, Achaval Ferrer, Vistalba, El Enemigo, Carmelo Patti, Dominio Del Plata e o povo ainda terá o prazer de conhecer os vinhos da Escala Humana Wines com a presença do enólogo gente boa Germán Masera no jantar com o amigo Chef Pablo del Rio que cozinha como poucos!

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Enfim, como não consegui alguém para me cobrir na loja terei que fechar dias 5 e 6, mas dia 8 (Sexta) após o feriado já estarei operante e esperando os amigos. Desculpem a falta de notícias, muita coisa a preparar antes da saída, mas logo volto! Na volta, também, espero já poder finalmente divulgar o roteiro e detalhes da nova viagem à Argentina com saída dia 15 de Novembro, desta feita para explorar as vinícolas da Patagônia, aguardem mas já deixem a data reservada!

Dia 5 de Outubro, degustação Vinhos da Mala na Vino & Sapore só com vinhos 100% Cabernet Franc, a nova coqueluche dos hermanos que estão produzindo rótulos excepcionais! Ainda tentanto encontrar local e data para uma segunda degustação só que em Sampa, avisarei. Kanimambo, saúde e nos vemos por aí, nas estradas desta nossa rica vinosfera!

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Nirvana na Taça

Sei que já anda por aí há um tempinho, mas foi recentemente que me deparei com ele na taça e, UAU! Que sou um amante dos Vinhos do Porto creio que é chover no molhado já que tenho até uma categoria aqui do lado só com posts sobre o tema, muitos mostrando o que é e quais as diferenças entre eles porque, surprise, Vinho do Porto não é todo igual! Sei que a maioria já sabe disso, mas vale sempre lembrar porque a diferença é enorme e chegar numa loja só pedindo um Vinho do Porto, pode significar um grande desapontamento e até uma certa dose de frustração ao você descobrir que levou algo para casa que não é bem o que queria e está habituado. O enochato aqui sempre pergunta, que Porto? rs Por sinal, o melhor vinho de minha vida segue sendo um Porto Tawny Colheita 1910, inenarrável, puro êxtase!!!

Bem, mas hoje quero falar do Nirvana na minha taça, um Porto Ruby Reserva da Dow’s (Grupo Symington) especialmente desenvolvido junto ao Flandres Taste Foundation na Bélgica, para acompanhar Porto Nirvanachocolates meio amargos, acima de 45% de cacau, e amargos .

Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Cão são as três castas proeminentes com de 3 a 5 anos de toneis grandes de carvalho onde a oxidação e efeito da madeira é menor ressaltando a fruta madura farta. Ótima fruta e um floral bem presentes compõem uma paleta olfativa de boa intensidade e sedutora que convidam a levar a taça à boca. Ao primeiro contato no palato ela já mostra ser diferente, um tanino sutil e 20% de teor alcoólico, algo como meio porcento acima da média resulta numa textura diferenciada, macio, cremoso com um final de boca algo mais seco, de bom frescor e longa persistência. Muito bom, mas com o chocolate  amargo cresce adoidado e aí aparecem todos os uaus que estavam difíceis de segurar já com o vinho solo. A prova viva de que quando a harmonização dá certo o resultado é geométrico e não aritmético! A minha harmonização melhor foi com os chocolates de alto teor de cacau que levam em sua elaboração laranja, cramberry e açaí, um toque cítrico muito interessante.

Fiz  teste também com um chocolate ao leite com uma fina camada de crocante de de amêndoas caramelizadas (Heidi Florentine) e também “ornou” muito bem, mesmo os amargos se apresentando melhor. O segredo aqui talvez seja por este Porto apresentar um residual de açucar menos aparente que a maioria dos Rubys, um equílibrio perfeito com a boa acidez presente.

Algumas dicas de chocolates; Nugali Flor de Cacau (70%) com crocante de açaí, Lindt Intense Orange, Heidi Dark Cramberry, Heidi Grand’Or Hazelnut e Heidi Dark Orange, mas tem muito mais por aí. Eu me encantei e por isso mesmo a necessidade de compartilhar isso com os amigos.

Espero que curtam se acharem por aí. O preço médio pesquisado aqui em Sampa é ao redor dos R$140,00 e a garrafa é de 500ml, mas acho que vale. Kanimambo pela visita, saúde e um ótimo final de semana para todos. Para quem estiver a fins de um passeio legal no Sábado, o centrinho da Granja Viana tem ótimas opções de restaurantes para almoço e tem a Vino & Sapore onde os amigos são sempre recebidos com uma boa taça de espumante para celebrar a vida, cheers!

 

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Mariana Mudou e Para Melhor!

O vinho logicamente! rs Há uns meses tive a oportunidade de participar de uma degustação de vinhos Ibéricos da World Wine e um dos pontos em que mais me demorei foi na Herdade do Rocim, onde o prazer se cultiva (gostei disso!). O Pedro Ribeiro, diretor geral e enólogo da Herdade, tem algo em comum comigo, ambos desfrutamos por algum tempo do convívio com a saudosa amiga Inês Cruz e “só” isso já rendeu um bom papo.

Antes de falar do Mariana, provei bastante coisa, deixa eu comentar o excelente trabalho que o Pedro e a Herdade vêm fazendo por lá e já coloquei esta casa produtora em minha wish list para uma próxima viagem ao Alentejo. Vejamos:

Herdade do Rocim Branco – um tradicional corte de Antão Vaz, Arinto e Roupeiro muito rico, equilibrado, seco, boa fruta puxando para as notas cítricas, e de boa persistência. Na casa dos 100 reais, um vinho bastante interessante e cumpridor!

Olho de Mocho Reserva Branco 2014 – grande vinho na minha modesta opinião, um 100% Antão Vaz com uvas de vinhedos de mais de 70 anos com passagem de seis meses por barricas francesas. A Antão Vaz vinificada só, normalmente gera vinhos de bom corpo, untuosidade e frescor, este não foge á regra. Madeira muito bem aplicada, levanta o conjunto e dá-lhe complexidade sem comprometer, longo, cremoso, boa textura, fresco com uma certa mineralidade de final de boca que persiste por um tempão! Na casa dos R$140,00.  Para quem não sabe, mocho é coruja lá na terrinha.

Herdade do Rocim Tinto 2014 – Corte de Touriga Nacional, Alicante Bouschet, Aragonês de taninos finos e macios, aromas algo tímidos com notas florais, fruta mais madura em boca com um toque final de especiarias e um certo frescor. Vinho fácil de agradar ao palato da maioria, passagem de 8 meses por barricas francesas. Na casa dos 110 Reais.

Olho de Mocho Reserva Tinto 12 – Pisa a pé, corte de Touriga Nacional, Alicante Boushet e, surprise, Tannat! A cada ano o corte pode sofrer mudanças e para 2013 o Pedro me disse que foi Alicante Bouschet, Tinta Miúda e Petit Verdot e me deixou muito curioso por provar. Quem sabe não pinta uma oportunidade logo e se in loco melhor ainda! rs Um vinho que salta alguns degraus na minha opinião e que me seduziu não só por sua complexidade, mas por sua finesse mesmo que apresentando maior austeridade e corpo, 16 meses de barrica francesa, vinho ainda jovem com muitos anos para evoluir e nos dar prazer certamente. Muito bom vinho e como tal já na casa das 200 pratas.

Pois bem, estava deixando de lado o Mariana, um vinho de entrada que já conhecia de velhos carnavais e, bem, não era ruim mas também nunca me seduziu. Tinha igual de monte por aí e, até em função disso, sem personalidade. Só que o Pedro me convenceu a prová-lo, me garantiu que o vinho era outro após as mudanças feitas por ele e equipe. Ora pois, não é que o gajo estava certo!!

Mariana Tinto – Deixei por último não porque seja o melhor ds vinhos provados, mas porque foi o que mais me surpreendeu e porque é o mais acessível o que, nesta crise e com os preços em nossa terra brasilis, é sim um fator preponderante para a maioria na hora de se comprar um vinho, pelo menos para mim é! Corte de Touriga Nacional, Alicante Bouschet e Aragonês com passagem de seis meses por barricas francesas de 2º e 3º uso, ganhou corpo e complexidade sem perder seu caráter mais jovial e fresco, com fruta vermelha madura mais presente, taninos aveludados e finos (característica de tudo o que provei deles) compondo um conjunto de muito boa qualidade, rico e equilibrado sem arestas que dá muito prazer de tomar. Na casa dos R$75,00 (preços atualizados porém podem existir estoques antigos por aí) um vinho que cabe no meu bolso e me entrega prazer ao tomar, destaque a meu ver e certamente achará seu caminho para minha adega! rs Gosto de vinhos que falam comigo e este tem um papo que me agradou, rs.

Herdade do Rocim - Prova

Bem, por hoje é só e na dúvida já sabem, o vinho é luso!! rs Kanimambo pela visita e seguimos nos vendo por aqui ou por aí nas estradas de nossa vinosfera. Saúde, fui.

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