Falando de Vinhos

Revista quase que diária sobre os encantos e segredos de nossa vinoesfera.

Topos de Gama Lusos na Frutos do Garimpo.

Numa saborosa viagem por quatro regiões produtoras, Alentejo, Lisboa, Beiras e Douro numa parceria com o Palácio de Vinhos. Esta foi a seleção do mês de Janeiro da Confraria Frutos do Garimpo, pepitas que apareceram na minha peneira até porque como já mencionei por diversas vezes, há momentos para tudo e em todos os níveis.

Quatro tintos topo de gama (Kit com uma garrafa de cada) da Companhia das Quintas (grupo produtor) todos da safra 2009/10, de produção limitada, todos em ponto de bala, o que garanto porque provei-os todos recentemente, mesmo que alguns ainda aguentem bem e darão prazer por mais um par de anos.

Herdade da Farizoa Reserva 2010 (RP90)* – do Alentejo, com passagem de 18 meses em barrica francesa (50% novas), blend de Touriga Nacional, Alfrocheiro, Syrah e Trincadeira, com somente umas 12.500 garrafas produzidas. Paleta aromática frutada com alguma especiaria, na boca mostra-se bem integrado, macio, boa textura, taninos finos e boa persistência. Sumiu rápido da taça e da garrafa, acho que estava com algum vazamento! rs Preço em Sampa ao redor dos R$150 a 160,00.

Quinta do Cardo Touriga Nacional Reserva (WE92)* – da Beiras Interior com passagem por 20 meses em barricas francesas (50% novas) tendo o 2008 sido apontado como um dos destaques TN 100% de Portugal pela Jancis Robinson. Nos aromas notas florais tí­picas da casta e fruta abundante, já na boca despontam frutos silvestres em harmonia com taninos finos, macios, boa acidez e um final algo apimentado. São cerca de 10.000 garrafas produzidas. Preço de mercado em Sampa ao redor de R$170,00 a 180,00.

Frutos do Garimpo seleção Janeiro 2018 - Palacio dos vinhos

Quinta da Fronteira Reserva (WE92)* – do Douro, um clássico corte duriense de Touriga Nacional, Touriga Franca e Tinta Roriz com passagem de 18 meses por barricas francesas (20% novas). Nariz intensamente frutado, notas mentoladas e sutil toque amadeirado. Na boca chega volumoso, rico, complexo, algumas notas vegetais, taninos aveludados e muito persistente com uma boa pegada gastronômica, digno dos melhores topo de gama da região. Acompanhou bem um belo filé de javali ao molho de vinho com puré de cará no final de ano. Cerca de 20 mil garrafas produzidas e preço médio em Sampa entre R$230 a 240,00.

Quinta de Pancas Reserva Touriga Nacional (WE92)* – mais um belíssimo Touriga Nacional neste kit, com 18 meses de passagem por barricas francesas (50% novas) e produção limitada a 5.300 garrafas. Mais uma vez as notas florais ganham destaque aqui, mas é na boca que mostra bem ao que veio. Robusto, cremoso, especiarias, notas balsâmicas, ótima concentração em perfeito equilí­brio, um vinho fino, guloso por natureza, complexo com uma persistência das boas, daquelas que fica na memória. Um dos meus destaques entre todos estes vinhos de primeira grandeza lusos. Preço ao redor de R$170 a 180,00 em Sampa.

É isso gente, por hoje é só! rs Aproveitem o fim de semana, saúde e kanimambo pela visita. Segunda tem mais, mas nos encontramos por aí numa das muitas esquinas de nossa vinosfera, quem sabe na Vino & Sapore! rs tchin-tchin

Cheers Smile

 

 

 

 

 

 

 

* Importador Palácio dos Vinhos – safras basicamente esgotadas no mercado, mas ainda disponíveis na Vino & Sapore e eventuais outras boas lojas do ramo.

Espumantes, tudo o que você queria saber mas tinha medo de perguntar!

Em mais um post da retrospectiva de 10 anos, tinha que fazer alusão ao post mais lido aqui em Falando de Vinhos. Já são quase 80 mil pageviews nesta fase (2014 a 2018) e mais 105 mil antes (2007 a set 2014) totalizando cerca de 185 mil pageviews ao longo deste tempo e, pelo que vejo na Vino & Sapore, pouco mudou. As pessoas seguem entrando nas lojas e pedindo um champagne ou prosecco quando na verdade querem um espumante nacional de 50 pratas! Nada errado com isso, simplesmente elas não sabem e muitos atendentes nas lojas também não explicam, mais fácil empurrar um prosecco baratinho e tudo bem, isso me incomoda.

Em função disso não poderia deixar de trazer este post como um dos destaques de minha retrospectiva 10 anos ainda mais porque foi um dos primeiros (tem 121 meses) e o que me catapultou nesta mídia permanecendo bem atual. Como já dizia Napoleão, “necessário nas derrotas e merecido nas vitórias”! Uma bebida de celebração, basta abrir uma que já é festa, não precisa de razão a não ser a de ser feliz. Clique na imagem abaixo para acessar o post original completo.

Perlage

Fui, kanimambo pela visita, saúde, tchin-tchin

Cheers Smile

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Verão na Taça

Há pouco mais de um ano publiquei aqui uma receita de Clericot (versão branca da Sangria) com Sotanillo que tem tudo a ver com nosso verão e férias, encontro de amigos e familiares uma ótima forma de “iniciar os trabalhos”! rs

Hoje trago uma versão mais light, fácil e rápida de iniciar esses mesmos “trabalhos”, bastando para isso uma garrafa de Sotanillo* gelada e morangos frescos que, por sinal, estão bem baratos no momento. O Sotanillo, da região de La Mancha na Espanha, é um frisante à base da uva Airén com apenas 8% de teor alcoólico, muito fresco, toque cítrico, frutos tropicais, final de boca seco porém deixando no retrogosto um muito leve dulçor, porém muiiito longe dos famosos Lambruscos!! Para desfrutar como um “abre alas” de encontros descontraídos, garrafa no gelo (6º está de bom tamanho), uma taça e um pote com pedaços de morangos e podemos começar a festa! Eu gosto de usar taça de vinho branco, mas há quem prefira as flutes de espumante, aí cada um segue o caminho que desejar e pronto, prazer garantido e uma garrafa é pouco, já vou avisando desde já! Se o dia estiver quente, praia ou piscina então nem se fala, ainda mais que a garrafa está abaixo de 40 pratas no mercado.

Ah, o som? Este vinho harmoniza bem com Morena Tropicana de Alceu Valença, prove e veja se não tenho razão. https://www.youtube.com/watch?v=NWalM6gHMXA

Sotanillo - Taça

Sem medo de ser feliz, explore, viaje, pule fora da caixinha! rs  Uma ótima semana para todos e kanimambo pela visita.

Saúde, tchin-tchin

Cheers Smile

 

 

 

 

 

 

* Importação e distribuição exclusiva Almeria, disponível na Vino & Sapore e outras boas lojas do ramo.

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Harmonizando Vinho e Música

Já parou para pensar nisso? Como a música, o vinho gera emoções, sensações diversas e há MusicWine_Cover 2_ver5momento para tudo, do vinho mais leve e refrescante ao mais estruturado e denso, de um branco, rosé ou tinto assim como a música em que podemos estar num dia mais propenso a Bach, Strauss ou a Blues, Jazz, Beatles, MPB, Caipira (raiz) até heavy rock! Eu passei por essa experiência e volta e meia me vejo ainda fazendo minhas harmonizações pessoais mesmo que só na minha cabeça. E você, que música exala de sua taça?

Pode até parecer estranho, mas é bem menos do que você imagina e tem até um site especializado nisso nos Estados Unidos onde vinhos avaliados são também harmonizados com música, Wine And Music  que vale fuçar.  Como parte da retrospectiva de dez anos, trago dois links sobre as duas harmonizações com que participei do concurso promovido pela Wines of Argentina há pouco mais de três anos, quando fui instado a fazer essa viagem sensorial diferente fora de minha caixinha! Com uma delas, o Navarro Correa Brut Rosé, ganhei um dos prêmios que me permitiu uma viagem de quase 1700kms por bodegas e vinhedos argentinos da Patagônia a La Rioja junto com alguns colegas como o Didu. A outra foi com um muito bom rosé de malbec/pinot noir da Lagarde, o Blanc de Noir que de branco não tem é nada! rs Com um harmonizei com um som mais pesado de Left Lane Cruise e com outro uma salsa cubana, para quem estiver a fins, eis os links, clique nas imagens para acessar os posts e o som com que harmonizei, venha comigo nessa viagem sensorial descobrir novas emoções e despertar sua sensibilidade.

Navarro Correas Brut Rosé e Left Lane Cruise

Navarro Correa brut rosé

Lagarde Rosé de Malbec/Pinot & Salsa

 

Lagarde rosé de malbec

 

É isso, esse foi só o primeiro post da retrospectiva DEZ ANOS que ainda vai trazer coisas muito interessantes que vivi e talvez os amigos não tenham conhecimento ou não se lembrem. Fica aqui a mensagem, expanda seus horizontes, viaje, descubra novas sensações, viva novas emoções! A partir de agora, a cada vinho comentado e caso ele me desperte a inspiração, vou harmonizar com vinho. Saúde, kanimambo pela visita e um ótimo fim de semana.

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Abraxas Tannat 2011

Abraxas Tannat* de novo na taça depois do incrível e memorável 2002 que deixou saudades com a moçada que o conheceu, veio o 2007 que foi a confirmação de que a Dominio Cassis veio falando grosso com seu vinho ícone, mesmo que menos pujante que o 2002, mais pronto,aparentemente menos longevo. Agora chegou o 2011, para mostrar que o papo é sério, um tremendo Tannat que mostra toda a sua estrutura e densidade digna dos tannats topo de gama uruguaios, mas que se reveste de uma elegância velho mundista que já se tornou marca deste vinho.

A paleta olfativa dele nos atrai como um imã, sedutora e intensa com seus frutos negros, madeira ainda bem presente pedindo tempo para se integrar mas nada agressiva. Na boca estrutura, denso, taninos aveludados ainda bem presentes mas finos mostrando que mesmo se desfrutando bem agora tem ainda alguns bons anos pela frente, fruta, couro, cacau, rico meio de boca com um final de boa persistência e acidez equilibrada. Um Tannat clássico, sem arestas, robusto, elegante, para beber mais que uma taça sem medo de ser feliz, assim sinto este vinho que me agrada sobremaneira e já encontrou um berço em minha adega para abrir daqui a uns dois anos. Quer harmonizar? Leitão pururuca é dos deuses, os amigos lusos podem acompanhá-lo com o famoso leitão à Bairrada e até fazer uma comparação com um bom baga regional!

Abraxas (2)

Do 2002 que foram apenas umas 600 garrafas já a partir de 2007 creio que já foram cerca de 2500 que é o que a parcela do vinhedo (sobre rochas e com um clone especial) pode produzir. Todos com 18 meses de barrica todavia em 2002 foi de 300 litros de primeiro uso francesa e a partir de 2007 se mudou um pouco com a maior parte passando por barricas usadas de 2º e 3º uso de 300 litros e parte em barricas novas de 225 litros todas francesas. Penso que a mudança amansou um pouco a fera! rs

Tenho um amigo leitor que ainda tem uma garrafa 2002. tenho uma confreira que sei ter uma 2007, eu ainda tenho uma de 2011 e a importadora me informa que recebeu a de 2015, acho que pode pintar uma bela degustação vertical aí!! rs Os vinhos do Uruguai, na sua maioria, são realmente diferenciados e vale explorar os bons vinhos de lá, mesmo que estejam algo caros por aqui, para desmistificar um pouco daquele ranço de vinhos toscos, brutos, excessivamente tânicos que ficou por aqui de tempos passados. Como um vinho ícone, o preço está em linha variando entre R$230 a 250,00 em Sampa.

São muitos os produtores, pequenos, artesanais, médios e grandes a serem explorados, aventure-se você também! Um último toque, a safra de 2015 na Uruguai foi considerada excelente, igual ou melhor que a de 2002, então “ojo”! Saúde, kanimambo e seguimos nos encontrando por aqui, na Vino & Sapore ou qualquer lugar que o vinho nos levar. Fui!

 

* Importação Dominio Cassis e disponível nas boas casas do ramo como a Vino & Sapore (rs).

 

 

Dez Anos Falando de Vinhos!

Foi no dia 11 de Dezembro de 2007 que pela primeira vez postei aqui em Falando de Vinhos, uma saída criada para manter um histórico de minha coluna que escrevia no Jornal Planeta Morumbi já há algum tempo. Nesse dia saíram do papel para a tela da internet três posts; O Valor das Notas, Espumantes – Tomei e Recomendo e O Tempo e a Cor do Vinho, cada um deles com um propósito que se estende até hoje. Compartilhar Experiências, Educação e Opinião, o tripé que norteia o site há uma década.

DCWL-10-Years-Excellence (2)

Comecei a fazer o acompanhamento estatístico a partir de Janeiro de 2008 quando vi que os números de visitantes cresciam exponencialmente, algo não previsto, mas explicável pois naquela época eram poucos os sites e blogs sobre assuntos pertinentes a nossa vinosfera. Desta forma, considero que Falando De Vinhos aniversaria todo o mês de Janeiro assim como seu criador. De lá para cá foram mais de 3.5 milhões de page views, ou seja algo ao redor de uma média diária de 959. O que começou como uma mera forma de preservar artigos publicados, ganhou outro corpo e com isso bem mais responsabilidade a cada palavra aqui digitada, especialmente quando tem a ver com informação mais técnica o que difere amplamente de uma mera opinião. Tem gente por aqui que, lamentavelmente, não consegue discernir entre os dois o que gera alguns verdadeiros absurdos nesse quesito.

Uma das coisas que mais me orgulham e me fazem feliz com o que venho fazendo por aqui, é a interatividade com meus leitores a quem, salvo raríssimas exceções (só 76 em dez anos!), sempre respondi os comentários que totalizam 8.600 (mais de dois por dia em média) neste período. Publiquei 2007 posts, com este, entre a primeira fase do blog hospedado na WordPress e depois como site usando a mesma base mas hospedado em outro provedor. São 1287 assinantes espontâneos, que a cada post publicado são informados disso com um link. Números que me deixam muito lisonjeado, porque em tempos em que o ato de ler passou para um segundo plano com texto sendo trocado por imagem e com tantas outras opções de publicações sobre nossa vinosfera na internet (só no Enoblogs são 320, mas acredito em algo próximo a 500) bastando um clique para mudar, ter essa rede de seguidores é muito especial, gratificante e explica o porquê de após dez anos seguir entre os 10/15 sites especializados mais lidos do Brasil de acordo com o site Alexa que monitora algo ao redor de 30 milhões de sites pelo mundo. Logo eu, um sujeito tão prolixo numa era de pura efemeridade tipo está aqui, ops, não está mais!! rs

Devido à crise que assola o país, não consegui reunir os patrocinadores necessários para promover o evento especial que desejava para esta celebrar este momento, mas acreditem que hoje à noite abrirei uma garrafa especial para brindar com vocês esta data. Peço-lhes que hoje façam o mesmo (depois me digam o que abriram) e desde já agradeço prometendo publicar seus comentários aqui, aliás seria algo bem legal! Um baita KANIMAMBO, a todos por estes anos de convívio porque sei que há alguns me lendo agora que estão por aqui desde o começo, uma bela jornada de descobrimentos que levei adiante na Vino & Sapore onde a minha filosofia é aplicada na prática.

Comecei dia 3 (primeiro post do ano) mais uma década de escritos compartilhando experiências e tecendo minhas opiniões, mergulhando em novas viagens por esses caldos de Baco onde espero seguir contando com os amigos e parceiros que viabilizaram estes primeiros dez anos. Enquanto isso e alternando com novos posts, vou fazer uma retrospectiva de alguns momentos importantes, pelo menos para mim, compartilhando alguns desses post com os amigos. Alguns podem já ter lido, recordar é viver (rs), outros não, acho que vai ser legal.

Um abraço e grato pelo carinho que vêm me dispensando, é essa a energia que faz com que eu siga adiante mesmo quando por vezes pense em parar. A criatura há muito tomou conta do criador e, como já dizia Buzz Lightyear (Toy Story), “ao infinito e além”, com vocês consigo! rs Valeu gente, uma ótima semana para todos.

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Mais um Branco na Taça, VSE Classic Chardonnay.

Que gosto de vinhos brancos não é surpresa para ninguém que me acompanhe e há muito tempo que cunhei a frase de que os “brancos são a pós graduação no vinho”! rs Tomo e degusto bastante acho que seu frescor e sutilezas têm tudo a ver com regiões quentes, mas tem também a ver com o tipo de comida que iremos servir já que a melhor forma de tomar vinho é mesmo acompanhando refeições. Ah, mas eu não como peixe, só carne! Pois bem, até quem curte carne deveria experimentar, essa harmonização, especialmente carne de porco e derivados, há que se combater a ditadura dos tintos!! rs.

Como em todos os tipos e estilos de vinhos, há momentos para tudo e ninguém nega, especialmente quem tenha alguma litragem na taça, que os grandes vinhos são experiências únicas, mas também não são para todos e muito menos para toda a hora! Grandes vinhos, grandes preços, não tem como fugir disso e não são para a maioria de nós meros mortais, seguidores de Baco que somos. Esses grandes vinhos ficam restritos a poucos ou, pelo menos, a poucos e raros momentos de nossa vida terrena, mas o bom é que há bons e saborosos vinhos em todas as gamas de preço guardadas as devidas limitações, obviamente, e dentro do contexto em que se encontram.

Há vinhos descompromissados que não abrem mão de qualidade e eu garimpo esses rótulos, vinhos que tomo regularmente de forma informal. Um desses rótulos que agora compartilho com os amigos é o VSE Classic Chardonnay*, vinho chileno elaborado sem passagem por madeira. A Vina San Esteban, é localizada no Vale de Aconcagua onde a família Vicente possui cerca de 150 hectares de vinhedos acompanhando o rio do mesmo nome encostado nos pés da Cordilheira. Nessa terras elabora, vinhos com três marcas diferentes; a VSE, a In Situ e a Rio Alto. Costumo dizer que a melhor forma de conhecer um produtor é provando sua linha básica, se aí são bons, pode apostar seu rico dinheirinho em seus vinhos de alta gama sem erro! Problema é que tem muito gente produzindo vinhos “Ícones” mas que deixam muito a desejar em suas linhas mais básicas, ainda bem que este não é o caso da Viña San Esteban.

Há momentos para aquele grande Chardonnay e há momentos, vários por sinal, para este pois com preço entre R$45 e 50,00 é um vinho que pode sim visitar nossas taças de forma mais regular. Um vinho que busca a essência da uva sem mascará-la, buscando o frescor da fruta só com fermentação em inox sem qualquer passagem por barrica. Um vinho leve, saboroso, toque de frutas tropicais típicos da casta, sutil, fresco, final algo cítrico, um vinho com cara de verão, muito agradável de se tomar. Para beber solo, só com boa companhia e bom papo, petiscando queijos, frutos do mar grelhados, lula à doré, até um peixe no forno com farofa como este na foto abaixo fruto das sobras (rs) do reveillon passado. É um grande vinho? Não, nem se propõe a isso, porém vale bem o que custa e dá conta do recado, gosto e pronto.

VSE Classic Chardonnay

Kanimambo pela visita e um bom fim de semana.

 

* Importação Almeria, à venda na Vino & Sapore e outras boas lojas especializadas.

 

 

Primeiro Vinho do Ano é Branco!

Foi no apagar das luzes de 2017 que tomei este vinho, uma bela forma de terminaruva-pecorino-1 o ano! Me entusiasmou ao ponto de fazer dele o alvo de meu primeiro post do ano, uma vinho branco italiano em que a uva usada tem nome de queijo! É isso mesmo, a uva é Pecorino, de nome igual ao queijo que é elaborado com queijo de ovelha, e tem sua origem na regiões de Marche e Abruzzo onde volta a ter papel importante após um período meio abandonada. Mais sobre a uva você poderá ver clicando na imagem aqui do lado. Eu quero mesmo é falar do vinho! rs

Areline*, da Cantina Ripa Teatina é um vinho em que o primeiro impacto é literalmente extusiante pois seus aromas intensos e florais, são inebriantes e tomam conta de nossas sensações. Flores brancas do campo, frutas brancas, pessego, é uma festa! rs na boca muita fruta onde desponta a nectarina, numa segunda camada me dei conta de pera, talvez melão, final seco, acidez moderada e notas minerais completam um conjunto deveras agradável e sedutor. Daqueles vinhos que uma pessoa não sabe se funga ou se bebe, na dúvida muito de ambos!! rs

Eu já tinha tido a chance de provar um vinho elaborado com esta uva numa degustação da saudosa Kylix do amigo Simon e já naquela época me surpreendi e o indiquei como um dos melhores vinhos do evento. Foi o Casale Vecchio que há época entrou nos meus melhores de 2009 entre 50 e 80 pratas, porém não o tenho visto no mercado. Não é uma uva comum, porém com este preço (75 pratas ou por aí) e com toda esta personalidade, novos rótulos aparecendo, tenho a certeza que será uma uva que em breve se tornará mais conhecida e desde já sugiro aos amigos que ponham essa experiência em vossa wish list. Eu certamente procurarei outros rótulos, mas este fez minha cabeça e mostrou, uma vez mais, que bons vinhos podem sim ter preços igualmente bons!

 

Arenile

Essa garrafa abri para acompanhar meu almoço de dia 31 de Dezembro, empanadas de Queijo com cebola e calabresa, sem frescuras, ficou da hora. Uma ótima semana e um melhor ainda ano de 2018 explorando todos os caminhos deste mar de vinhos que Baco nos deixou, sem preconceitos, sem paradigmas de taça à mão e mente aberta, deixe-se surpreender! Saúde, kanimambo e seguimos nos vendo por aqui ou por por aí em algum lugar dessa nossa imensa e intrigante vinosfera.

 

* Importado pela Premium e disponível na Vino & Sapore e outras boas lojas do ramo.

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Renovadas Esperanças e Revisão, Meu Desejo de Ano Novo!

Revisão, porque rever é importante tanto para mudar como para persistir e Esperança porque sem ela nada rola! rs Me lembrei de um texto que publiquei aqui em 2011 e que me pareceu muito pertinente, muito atual, peço licença para o repetir hoje em minha mensagem de final de ano. O autor, George Carlin falecido em 2008, foi um personagem altamente controverso, mas gosto de muita coisa que ele escreveu. Que em 2018 possamos ter saúde para VIVER mais e mais felizes, kanimambo a todos os amigos que me honram com sua visita, é um privilégio tê-los por aqui com tanto outros sites para visitar!

Bebemos demais, gastamos sem critérios.

Dirigimos rápido demais, ficamos acordados até muito mais tarde, acordamos muito cansados, lemos muito pouco, assistimos TV demais e raramente estamos com Deus.

Multiplicamos nossos bens, mas reduzimos nossos valores.

Falamos demais, escutamos pouco, amamos raramente, odiamos freqüentemente.

Aprendemos a sobreviver, mas não a viver; adicionamos anos à nossa vida e não vida aos nossos anos.

Fomos e voltamos à Lua, mas temos dificuldade em cruzar a rua e encontrar um novo vizinho. Conquistamos o espaço, mas não o nosso próprio.

Fizemos muitas coisas maiores, mas pouquíssimas melhores.

Limpamos o ar, mas poluímos a alma; dominamos o átomo, mas não nosso preconceito; escrevemos mais, mas aprendemos menos; planejamos mais, mas realizamos menos.

Aprendemos a nos apressar e não, a esperar.

Construímos mais computadores para armazenar mais informação, produzir mais cópias do que nunca, mas nos comunicamos cada vez menos.

Estamos na era do ‘fast-food’ e da digestão lenta; do homem grande, de caráter pequeno; lucros acentuados e relações vazias.

Essa é a era de dois empregos, casas chiques e lares despedaçados.

Essa é a era das viagens rápidas, fraldas e moral descartáveis, das rapidinhas, dos cérebros ocos e das pílulas ‘mágicas’.

Um momento de muita coisa na vitrine e muito pouco na dispensa.

Uma era que leva essa carta a você, e uma era que te permite dividir essa reflexão ou simplesmente clicar ‘delete’.

Lembre-se de passar tempo com as pessoas que ama, pois elas não estarão aqui para sempre.

Lembre-se dar um abraço carinhoso nas pessoas que ama pois não lhe custa um centavo sequer.

Lembre-se de dizer ‘eu te amo’ à sua companheira(o) e às pessoas que ama, mas, em primeiro lugar, se ame…se ame muito.

Um beijo e um abraço curam a dor, quando vêm de lá de dentro.

Por isso, valorize as pessoas que estão ao seu lado, sempre…

Tem “Caviste” na Granja Vina!

Essa foi a chamada para um vídeo que o amigo Didu Russo fez em seu site sobre a visita que me fez na Vino & Sapore. Adorei, foi de supetão, sem nada de pré-avisos ou textos pré elaborados, chegou e começou a filmar! rs Bem informal e difícil de na hora e em questão de segundos escolher algo para mostrar pois ao longo dos anos venho recolhendo em minhas prateleiras muitas coisas interessantes, fora os portos seguros que sempre há que ter, sem descuidar de preço porém jamais deixando de olhar qualidade em suas gamas específicas, coisa que é prioridade total para mim. Até os baratinhos lá na Vino & Sapore primam pela qualidade em sua faixa de preço, há vida sim fora dos grandes vinhos de preços nas alturas, só precisa fuçar e abrir mão de eventuais preconceitos.

Há quase dez anos que escrevo regularmente minhas mal traçadas linhas tentando compartilhar experiências e conhecimento, mas há bem mais anos que isso tomo vinho e sempre trabalhei muito para garantir meu sustento, seio o quanto a conta pesa ao final do ano para os fiéis seguidores de Baco, especialmente no reino dos impostos e altos custos chamados Brasil. Foram estes mesmos objetivos que tracei para Falando de Vinhos e na filosofia por trás de cada post ao longo destes anos que, posteriormente, levei para as prateleiras da Vino & Sapore:

O intuito principal desta coluna é o de demonstrar que há “vida” fora do mundo dos; Romanée Conti, Mouton Roschild, Veja Sicilia Único, Barca Velha, Gaja Costa Russi, Ornellaia Toscana, Opus One, Penfolds Grange, Chateau Margaux e Chateau Petrus, entre outros vinhos excepcionais, mas a preços fora do alcance da grande maioria de nós pobres mortais. Encontrar, e tomar, excelentes vinhos nos níveis destes maravilhosos néctares não é tarefa difícil, mesmo que não se tenha mínima ideia do que eventualmente haja na taça! Qualquer um o pode fazer, basta que tenha a disponibilidade financeira para bancar algumas destas garrafas que podem custar 800, 1000, 2000 , 12.000 Reais e até mais.

Encontrar vinhos de qualidade a preços acessíveis em nossa terra brasilis é um processo mais complexo que requer muita leitura, muita degustação, garimpo e pesquisa. Esta é a ambição desta coluna, buscar descobrir e trazer aos leitores, essas pérolas escondidas num mar de mais de 25.000 rótulos disponíveis hoje no mercado Brasileiro, tentando desmistificar os preconceitos em torno do vinho. Existe muita coisa boa, entre muita ruim, a preços acessíveis mas que poucos tratam de divulgar, pois não dá ibope o povo gosta é de glamour.

São essas descobertas que espero poder compartilhar com os leitores e amigos do vinho. Vinhos de R$200, 300, 400 e 700 são bons? Tem obrigação de o ser, muitos são ótimos, mas quantos de nós os podemos tomar com regularidade. Como explorador, ou garimpeiro, que sou, quero achar alegria e prazer em vinhos bons de R$40 (que são poucos) nos de R$60 (que são muitos) e nos de R$80 , 100 e 150 (que já são um montão) e compartilhar isso com quem nutre os mesmos valores e interesses”

Tudo isso está lá na Vino & Sapore e fiquei imensamente feliz que o Didu tenha percebido isso ao fazer este vídeo. Acompanhem a entrevista/reportagem feita pelo Didu clicando na imagem abaixo. Valeu Didu, valeu gente! Kanimambo e sigo por lá e por aqui aguardando a visita dos amigos e amantes de bons vinhos, sáude!

Um caviste por Didu Russo

 

 

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