ABC do Vinho

De Novo, O Melhor Vinho do Mundo Não Existe!

Entra ano sai ano e nada muda, as falácias continuam as mesmas e cada vez fico mais desesperançoso quanto à seriedade de diversos players do mercado que na ânsia de faturar uns trocados a mais seguem em suas toadas de desserviço a nossa vinosfera tupiniquim, uma pena! Nas últimas semanas, mais uma vez um monte de mails recebidos com essa informação falsa. Meus amigos menos antenados nessas coisas do mundo do vinho, caiam nessa não!

Em função disso, achava que tinha que republicar este post de 2015 que segue mais atual que nunca.

Tem algumas coisas em nossa vinosfera que me incomodam uma barbaridade e dizer que um determinado vinho é o melhor do mundo para tentar vender seu peixe é uma delas sendo, no mínimo, falso! Primeiramente porque o fato de um determinado vinho ter ganho um concurso qualquer pelo mundo afora, por mais prestigioso que este seja, não faz dele melhor de nada a não ser daquele concurso, para aqueles jurados num determinado momento assim como o melhor vinho do ano da Wine Spectator é só o melhor vinho do ano de acordo com eles, nada mais do que isso, mesmo já sendo muito!

Já vi importador publicar essa asneira, já vi produtor fazer a mesma coisa e agora tenho recebido, por diversas vezes, um mail marketing de mais um Melhor Vinho Tinto do Mundo! Desculpem, mas acho um tremendo equivoco de quem sai para o mercado fazendo isso, pois está enganando o povo, pelo menos os que eventualmente possam vir a acreditar nisso. Existem no mundo algumas centenas de milhares de rótulos, alguns deles de reconhecida qualidade que não participam desses concursos, não havendo como colocá-los lado a lado numa competição em que se pudesse, eventualmente, chegar a uma conclusão desse naipe. Mesmo que isso fosse viável, ainda assim seria impossível chegar nessa definição devido à subjetividade e às variáveis inseridas no tema.

Quando um corredor detém um recorde mundial, fato matematicamente registrado, ele é o melhor do mundo até que alguém bata sua marca, já a maioria de outros Melhores do Mundo são meros atos mercadológicos sem fundamento mensurável. O futebol brasileiro, por mais que queiramos, não é o melhor do mundo ele só o foi em cinco copas o que já lhe dá um tremendo prestigio, mas é só isso. Nem Pelé, especialmente para os argentinos (rs), é reconhecido unanimemente como o melhor jogador de todos os tempos assim como Muhammad Ali não é o melhor boxeur de todos os tempos para muitos. Subjetividade, avaliadores, concorrentes diretos e momento, fatores importantes a serem levados em conta em qualquer comparativo do tipo.

Hà pouco mais de uma ano, em Abril de 2014, já mencionei algo sobre o tema mostrando como são premiados os vinhos nesses concursos e dava uma cutucada nos que insistem nessa propaganda enganosa do Melhor do Mundo. Gente, quando receberem o próximo mail marketing ou lerem algo nesse sentido na mídia,lembrem-se deste post. Você poderá até estar frente a frente a um belo vinho, mas jamais do melhor do mundo, pois NÃO EXISTE MELHOR VINHO DO MUNDO, mero fruto marketeiro, e já fique com o pé atrás com quem dissemina essa falácia! Condeno essas ações, acho-as anti éticas e um desserviço ao mundo do vinho. Para quem milita no ramo há a obrigação moral de educar e estes procedimentos não estão em linha com essa filosofia confundindo ainda mais a cabeça do consumidor.

Vivemos os tempos do tanto faz como eu faça desde que obtenha os resultados imediatos desejados, os fins justificam os meios, onde cada um quer levar vantagem sobre o outro de qualquer forma, da falta de moral e ética, então vá lá, numa dessas até dá para entender a tentativa de engodo, agora aceitar jamais!

Acredito que podemos ser melhores e, sem querer ser o arauto da verdade, ainda penso que a melhor forma de educação é a retidão dos exemplos dados e esse tipo de atitude não ajuda em nada o setor pois enrolar o consumidor não me parece prática saudável. Sorry, precisava fazer este desabafo em forma de alerta, ojo! Best wine in the world, bull, there is no such thing!!

Kanimambo e tenham todos uma ótima semana! Cheers

Consumo Per Capita de Vinho pelo Mundo

O Vaticano perdeu seu trono para Andorra, pelo menos de acordo com artigo publicado em Fevereiro deste ano pelo jornal inglês Telegraph baseado em dados revisados do Wine Institute. Óbvio que em função da pequena população, não são os maiores consumidores do mundo, mas o dado não deixa de ser curioso! Veja abaixo os maiores doze países consumidores per capita e os 12 maiores em volume.

MAIORES CONSUMIDORES PER CAPITA/ANO

1º Andorra 56,9 litros

2º Vaticano 56,2 litros

3º Croácia 46,9 litros

4º Portugal 43,7 litros

5º França 43,1 litros

6º Slovenia 42,5 litros

7º Macedonia 40,4 litros

8º Ilhas Falkland 38,5 litros

9º Suiça 37 litros

10º Itália 34,1 litros

11º Saint Pierre et Miquelon 32,7 litros

12º Moldávia 30,7 litros

Nas Américas, o maior consumo per capita é do Uruguai com quase 30 litros anuais e o Brasil anda na casa dos 1,7 a 1,8 litros. Muito legal o mapa interativo que o jornal desenvolveu com dados de consumo mundial por volume e per capita, clique neste aqui abaixo que você será levado para o site deles, muito bom!

Mapa de consumo

MAIORES PAÍSES CONSUMIDORES EM VOLUME (dados de 2015)

1º EUA com 13,5% do consumo mundial

(56º no consumo per capita com somente 10 litros por ano!)

2º França com 11% do consumo mundial

3º Itália com 8,3% do consumo mundial

4º Alemanha com 8,3% do consumo mundial

5º China com 6,5% do consumo mundial

6º Reino Unido com 5,2% do consumo mundial

7º Argentina com 4,2% do consumo mundial

8º Espanha com 4,1% do consumo mundial

9º Russia com 3,6% do consumo mundial

10º Austrália com 2,2% do consumo mundial

11º Canadá com 2,1% do consumo mundial

12º Portugal com 1,95% do consumo mundial

O consumo anual mundial beira os 25 bilhões de litros, caso alguém queira fazer a conta dos porcentuais acima. Bem gente é isso por hoje e durante a semana tem mais. Kanimambo pela visita, tenham uma ótima semana e saúde, sempre bom brindar porque motivos sempre há!

 

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Castas Brancas Menos Conhecidas

Sei, é outono, frio chegando porque carga de águas o tuga vem falar de brancos? Vejamos, por acaso você só toma cerveja no verão? Tanto para as cervejas como para os vinhos não tem estação, tem momento! Tem também o prato que você vai comer então nada a ver esse papo!! rs

Hoje decidi postar aqui algumas uvas brancas que poucos conhecem e que geram vinhos muito interessantes. Afinal devem existir pelo menos umas 500 (chute meu mas não deve andar muito longe disso) diferentes castas com os quais se fazem vinhos brancos, então para quê ficar naquela basiconas de sempre? Algumas das que menciono abaixo nem são tão diferentes assim, mas a maioria só conhece e só toma Chardonnay ou Sauvignon Blanc! Vamos abrir a mente para outras coisas, outros sabores, afinal esse é maior barato de nossa vinosfera, diversidade.

Vermentino – É uma casta branca típica da costa mediterrânea da Itália, da Sardenha e da Córsega. Por muito tempo, pensou-se que essa casta tinha origem espanhola, mas as modernas análises de DNA vieram a demonstrar com certeza que sua origem é a Liguria, a estreita faixa litorânea do noroeste italiano. A casta costuma atingir sua melhor formaVermentino-Bella-Vigna-Delu-091311 na ilha da Sardenha, com duas denominações dedicadas a ela: Vermentino di Sardegna, DOC que exige um mínimo de 85% da casta, e Vermentino di Gallura, a primeira DOCG da ilha, que exige 95% da casta no vinho. Incessantemente varrida pelo Mistral e com solo granítico, seus vinhos resultam bastante aromáticos, com alto teor alcoólico e excelente corpo. A Toscana corre por fora, porém produz alguns ótimos exemplares de vinhos com esta uva.

Casta caracterizada por uma acidez vibrante, bom corpo e deliciosos aromas, pode ser considerada como uma uva ideal para acompanhar frutos do mar no escaldante verão tropical. Além de pronunciada mineralidade, seus aromas mais característicos são os de limão verde, nozes e muitas flores, enquanto na boca costumam se repetir os cítricos acompanhados de maçãs verdes, enquadrados em invejável estrutura. São vinhos para geralmente serem consumidos jovens, quando expressam seu melhor caráter.

Verdejo – Esta é uma das melhores uvas brancas da Espanha , natural da região deverdejo-grape Rueda onde produz vinhos marcantes. É vinificado na grande maioria das vezes como varietal sem suplementação de outras uvas. Produz vinhos muito aromáticos, encorpado, macio e untuosos onde impera uma acidez muito presente que lhe aporta um frescor muito agradável. Os vinhos brancos de Rueda (Valladolid, Segovia e Ávila) devem conter pelo menos 50% de uvas Verdejo (o resto geralmente Sauvignon Blanc e Viura). Os vinhos que incluem a palavra Verdejo em sua rotulagem devem conter pelo menos 85% da uva, porém geralmente contêm 100%.

Além de Rueda, também está presente em Cigales e Toro assim como Castilla y León , podendo também ser encontrada nas ilhas Canárias. Fora da Espanha, pode ser encontrado em Portugal, sob o nome Gouveio, e Austrália . Os vinhos vindos da Verdejo são muito refrescantes, de corpo médio, aromas herbáceos e acidez marcada. Dependendo da localização dos vinhedos podem apresenta uma mineralidade acentuada presença de sabores cítricos na boca onde despontam maçãs verdes em abundância

Chenin Blanc – A Chenin Blanc é uma uva que vem sido cultivada na França, pelo menos, nos últimos 1.300 anos sendo o Loire a região em que ela mostra toda a sua grandeza e cheninblancversatilidade. As regiões de Savenniére e Vouvray o que de melhor se produz com esta cepa no mundo. Pode aparecer em versões secas de bom corpo, mas também em versões mais doces como nas regiões de Coteaux du Layon e Quarts de Chaume, produzindo vinhos exuberantes e marcantes sendo uma ótima uva também para a produção de Cremants (espumantes franceses elaborados pelo método champenoise fora de Champagne) tanto no Loire, Vouvray, como no Languedoc (Limoux). Nas regiões mais frias, tende a ter uma acidez mais vibrante, notas minerais e maçã verde, nectarina e algo de lima

A Chenin Blanc se deu muito bem também em regiões quentes como a África do Sul, tendo chego por lá nos idos de 1650 levada pelos colonos holandeses. Também conhecida como Steen, ela representa hoje cerca de 20% dos vinhedos sul africanos. Em função do clima ela apresenta notas de frutas tropicais como banana, manga e abacaxi, e sua boa acidez gera vinhos bastante equilibrados. O vinho tende a apresentar-se com uma cor amarela esverdeada e reflexos dourados .

É muita propicia ao envelhecimento quando tende a adquirir aromas com notas de avelã, pêssego, mel e maçã madura. Como a chardonnay, a Chenin se adapta muito bem à vinificação com madeira ganhando uma cremosidade extra nesses casos e alguns produtores do Loire adotam a fermentação malolática o que lhe aporta notas mais untuosas.

Viognier – Ela tem origem, ou pelo ela é mais conhecida por ser a grande uva branca das Côtes du Rhône, onde é usada até mesmo para emprestar seu aroma potente e amanteigado, de fruta supermadura, aos encorpados tintos da região. Ela é também a origem e a razão da mais importante denominação de brancos da região, a Condrieu, Viognierberço de alguns dos maiores vinhos do mundo elaborados com esta casta. Em clima de verões secos e quentes, a Viognier amadurece bastante, gerando vinhos intensos, mais alcoólicos e muito aromáticos. É coadjuvante no célebre corte com syrah típico de Cote-Rotie onde produz vinhos estupendos, sendo este corte é também usado em outros países como Argentina, Califórnia e Austrália. Na França também se encontra bastante em toda a região sul, especialmente no Languedoc.

A Viognier é uma rara uva branca do sol – a maior parte das uvas para vinhos brancos, como a Riesling e a Sauvignon Blanc, entre outras, são uvas melhor aclimatadas a regiões frias de onde extraem suas melhores feições. Já a Viognier adapta-se e viceja em regiões de verões quente e de muita luz. As Côtes du Rhône (literalmente, as barrancas do rio Rhône, ou Ródano, localizadas no sudeste francês, logo ao norte da Provença) são quentes e caracterizam-se pelos densos e alcoólicos vinhos de frutas muito maduras, escuros e corpulentos quando tintos; aromáticos e amarelados quando brancos. Acidez, às vezes faz falta, já que esse não é seu forte.

Essa adaptação também define sua paleta de descritivos aromáticos, relacionados a frutas muito maduras e açucaradas, como ananás amarelinho, maracujá, mangas etc. Também adquire potencial para estagiar em carvalho, em que adquire complexidade e caráter. Além das sugestões oxidativas, o caramelo e os tostados das barricas lhe caem bem. A Argentina vem produzindo alguns bons exemplares que valem ser provados. É, nos melhores casos (Condrieu), um dos raros brancos de estrutura e longevidade.

Catarrato – A Catarratto é uma uva branca amplamente cultivada na Sicília, região do Catarrattosul da Itália, onde 60% dos vinhedos são destinados ao cultivo dessa variedade, utilizada na elaboração de vinhos brancos frescos e leves, fáceis de beber. Utilizada com alta frequência na composição dos vinhos Marsala, a uva Catarratto apresenta alto rendimento, sabor neutro e baixa acidez. Na mão de excelentes produtores, essa variedade é capaz de dar origem a vinhos interessantes e complexos, com textura suculenta, bom corpo e extremamente saborosos, com notas cítricas, flores brancas, amêndoas e até damasco em alguns casos.

Por suas características, é muito mais usado em cortes (blends) do que como varietal, sendo bom parceiro ás outras uvas autóctones regionais como Carricante, Inzolia e Grillo assim como á Chardonnay, mas bons produtores geram varietais bem marcantes.

Rabigato – Rabigato, é uma uva autóctone da região do Douro onde é costumeiramenterabigato usada em cortes com a Viosinho, Verdelho e Gouveio e que, em função de sua baixa produtividade, está gradativamente sendo substituída por castas mais interessantes comercialmente e de maior produtividade. Os vinhos de Portugal produzem sempre saborosas surpresas. A Rabigato oferece acidez viva e bem equilibrada, boas graduações alcoólicas, frescura e estrutura, características que a elevaram ao estatuto de casta promissora no Douro. Apresenta cachos médios e bagos pequenos, de cor verde amarelada. Poderá, nas melhores localizações, ser vinificada em varietal, oferecendo notas aromáticas de acácia e flor de laranjeira, sensações vegetais e, tradicionalmente, uma mineralidade atrevida.

Greco di Tufo – A uva Greco di Tufo é pouco conhecida entre nós, brasileiros, mas é plantada há mais de 2.500 anos no sul da Itália tendo como berço a calabria. Sua origem é discutida, mas os indícios trazem como origem a Grécia (por isso o nome

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Greco). É da Campania , uma região litorânea de terras vulcânicas, banhada pelo Mar Tirreno e cercada pelos Apeninos de onde chegam as últimas influências frias do Norte, que nos chegam os vinho mais conhecidos e respeitados elaborados com essa casta é o da DOCG Greco di Tufo, que se localiza ao norte de Avellino e a 1 hora de carro a partir de Nápoles. Esse vinho distingue-se dos outros brancos do sul da Itália por seu pronunciado caráter frutado. Os solos de vinha da região são derivados de tufo , uma rocha formada a partir de cinzas vulcânicas dando-lhe uma personalidade muito particular.

De acordo com o Master of Wine Mary Ewing Mulligan- , vinhos Greco di Tufo geralmente estão prontos para beber 3-4 anos após a colheita e ter o potencial de envelhecimento para continuar a desenvolver bem para 10-12 anos.  Os vinhos elaborados com esta casta apresentam a coloração ouro-claro, com reflexos âmbar. No nariz, os aromas mais usuais são os de pêssego, amêndoas torradas e figos. Na DOCG Greco di Tufo, são vinhos bastante encorpados e de muita personalidade. Beber preferencialmente entre o terceiro a quinto ano de vida.

Encruzado – Casta do Dão, Portugal, os vinhos são medianamente aromáticos e revelam um notável equilíbrio entre o volume alcoólico (generoso) e a acidez (como Foto - encruzadodeviam ser todos os vinhos, caso contrário cansam depressa). A sua delicadeza e as sensações frescas e minerais que proporcionam são um bálsamo para o fastio provocado pela tendência atual para produzir vinhos muito frutados, a fugir para o tropical, e de estrutura simples e suave. Com o tempo, os vinhos de Encruzado vão ganhando aromas deliciosos de mel, frutos secos, mas sem perderem a sua formidável acidez.

Para o enólogo Carlos Lucas, da Dão Sul, o vinho de Encruzado representa “o verdadeiro branco da Velha Europa: mineral, com notas cítricas e verdes sem ser vulgar quando novo, que envelhece bem, ganhando notas apetroladas e amendoadas e mantém sempre uma boa acidez”. Tem ainda a vantagem de resultar bem em madeira e em inox. “Ao fim de seis meses em barrica, ainda sobressai a fruta e a acidez. Com outras castas brancas, estaríamos a beber madeira”, sublinha João Santiago, da Quinta dos Roques.

Quando bem trabalhada nos oferece vinhos de alta qualidade, cor amarelo palha, nariz de amendôa, castanha e frutos secos, na boca acidez média, seco, bom corpo, frutado e de muita delicadeza. É bom não servir muito gelado em face de sua delicadeza, caso contrário, perdessem muito os aromas e sabores. Envelhece muito bem, sendo um dos brancos que vale esperar um pouco por seu amadurecimento, de três a quatro anos, sendo que os melhores exemplares se mostram mesmo é com mais um bom par de anos.

Quer seguir tomando seus chardonnays e Sauvignon da vida, tudo bem, há que se tomar o que se gosta. Agora, o seguidor de Baco que se preza gosta de alçar voos, descobrir novos sabores e eu encorajo essa atitude. Tem vezes que nem nos damos tão bem assim,  faz parte da vida, mas na maioria das vezes nos surpreendemos muito positivamente. Afinal, viajar é preciso então vamos nessa!! Kanimambo pela visita e vem me visitar na Vino & Sapore neste Sábado a partir das 16H quando terá lugar o 1º Saturday Afternoon Wine Tasting com 14 vinhos à prova e ainda as participações com prova e venda do Mestre Queijeiro e dos Páes artesanais da Raquel Santos. Veja mais detalhes clicando aqui.

 

Desafiando Preconceitos!

Adoro colocar vinhos ás cegas para quebrar preconceitos e recentemente tive mais uma oportunidade para isso. Uma das coisas que tento passar adiante para todos os que me procuram para falar de vinho é que não existe essa de não gostar de uma determinada cepa. São muito comuns aos aficionados dos caldos de Baco o posicionamento contrário a uma determinada casta, porém as variáveis (terroir, enólogo, safra, método de vinificação, etc.) são tão grandes que dizer que vinho dessa uva não beberei é quase uma heresia! rs Minha visão, você só não encontrou ainda o vinho certo. Óbvio que muito no vinho, como na música, é momento; é como você se sente, é com quem você vai compartilhar, é onde você está e há momentos em que o porto seguro é a melhor escolha. Há, no entanto, também o momento de se aventurar, de mergulhar na busca de coisas e sensações novas, então manter a mente e, neste caso, os sentidos abertos a provar coisa nova e desafiar seus conceitos acho que é sempre um exercício que vale a pena!

Depois de mais de duzentas degustações promovidas nos últimos nove anos, há que puxar pela criatividade para encontrar mais um tema a ser colocado na taça. Desta feita propus à Confraria Brinde à Vida um DESAFIO! Os confrades me diriam que vinhos, regiões ou cepas não gostam e eu colocaria exemplares desses caldos na degustação, porém às cegas. Desafio aceite eis o que os confrades colocaram como seus “desafetos” pessoais: Bordeaux, Chianti, Cabernet Sauvignon, Carmenére e Malbec, sendo que metade dos confrades topam qualquer uva ou terroir na taça! Ou quebrava preconceitos ou quebrava a cara, porém não sou de refutar desafios, então lá fomos nós!

brinde á vida marçoComo sempre abri com um espumante que neste mês foi o Adolfo Lona Rosé, um vinho que dispensa apresentações. A maioria dos confrades este mês teve oportunidade de o conhecer e foi aprovado pela grande maioria, no entanto foge do lugar comum, da coisa mais leve, frutada e, até, algo docinho. Este espumante possui mais corpo e é bastante complexo, muito devido à alta porcentagem de Pinot Noir no corte com Chardonnay. Aí foi tempo de abrir as outras garrafas na ordem em que estão na foto.

Bordeaux – Quem não gostava de Bordeaux amou, melhor vinho da noite para ele! A safra, ausência de madeira e a Merlot como protagonista o derrubou. Eh, eh, 1 x 0 para mim!

Chianti – Quem não gostava de Chianti não degustou, mas também não amou. 0 x 0.

Cabernet Sauvignon – Quem não gostava de Cabernet Sauvignon, segue não gostando! sniff, empatados 1 x 1.

Malbec – Optei pelo Villaggio Grando, elaborado em Mendoza, porém o vinho não vingou estando muito longe do que eu o conheço. Não estava prejudicada, mas … preferi abrir mais um exemplar, desta vez de Cahors, França. Resultado, quem não era muito chegado gostou, oba!! 2 x 1 para mim.

Carmenére – O Falernia Reserva com seus 60% de uvas passificadas (a la amarone) no processo de vinificação, derrubou quem não era chegado em Carmenére para quem este foi o melhor vinho da noite! Eh, eh, mais um ponto para euzinho aqui! rs 3 x 1

Quem toma de tudo, gostou de alguns e não se entusiasmou com outros, mas acho que consegui mexer um pouco com esses preconceitos que alguns criam. Podem achar que 3 x 1 foi uma goleada, mas não foi não porque esse não foi o resultado final. Pois é, teve confrade que torceu o nariz para a maioria e não se empolgou com nenhum dos vinhos apresentados, então gol contra (acontece!) e o resultado final 3 x 2 suado!!! rs  Pena que por uma questão de preço não pude colocar alguns vinhos nesse desafio, mas mesmo tendo saído algo chamuscado do embate, creio que valeu muito o exercício e agora desafio os amigos a fazerem igual exercício em suas confrarias. A diversão é garantida!!

Moral da história, jamais diga que desta fonte não beberei! Saúde, kanimambo pela visita e uma ótima semana para todos.

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O Valor dos Pontos No Vinho!

Semana passada um cliente novo pediu para ver vinhos com 90 pontos ou mais, daí eu voltar a este tema! Já comentei este tema por aqui e repito, são interessantes indicadores de qualidade a serem digeridos com uma boa dose de parcimônia! São muitos os críticos que dão notas a suas avaliações, alguns até por aqui, já eu somente pratico pontuação quando participo de concursos ou bancas degustadoras e isto se torna absolutamente necessário. No blog não o faço por uma questão filosófica! Já tomei vinho de 100 pontos e ….. nada. Nesse mesmo dia tomei um outro de 94 e UAU!! Mas tem gente que compra vinho por ponto, fazer o quê, cada um com sua neura e tudo bem, há espaço para todos e para todas as tendências, mesmo que eu não seja simpatizante da causa. Nesse caso, lembro que um vinho de 86/87 pontos é um muito bom vinho, pelo menos na minha avaliação, não se pode ficar restrito aos vinhos acima de 90. Eu, por exemplo, sou munheca dando nota, tem que ser um grande vinho para eu dar mais de 90 pontos!

Há críticos bons e outros nem tanto, há os que confio e outros nem tanto, tudo é uma questão de confiança e conceito. Uma vez mudaram os críticos convidados num importante evento de vinhos no Chile. Anualmente eram os críticos americanos os convidados e nesse ano foram europeus, para variar um pouco. O que se viu foi uma reviravolta geral nas premiações dadas! Uns preferem um estilo (maior extração e potência) e outros buscam um outro (maior elegância e complexidade), tudo acaba se resumindo numa questão de preferências individuais e por isso essa notas são tão relativas.

Pior é que uns dão notas de uma forma e outros de outras, então como entender e compará-las? Um dos críticos que acompanho, especialmente quando se trata de Espanha, é Penin  que, por uma questão didática, adotou desde 1992 a pontuação americana como seu padrão e não a europeia que segue a tendência de pontuar de 0 a 20. Neste padrão americano a pontuação começa em 50 e é a que mais comumente usamos por aqui em nossa vinosfera tupiniquim. Veja o que significam estes pontos:

50 a 59 é um vinho defeituoso/ruim

60 a 69 não recomendável

70 a 79 um vinho correto/honesto

80 a 84 um vinho bom

85 a 89 um vinho muito bom

90 a 94 excelente

95 a 100, vinhos excepcionais lembrando que a perfeição não existe então, em meu conceito, 100 pontos não dou para nenhum vinho! rs Aliás, vinhos desse calibre (próximo dos 100 pontos) não são para serem pontuados e sim apreciados e contemplados preferencialmente de joelhos agradecendo a Baco pela oportunidade! Na tabela (elaborada pela www.delongwine.com) abaixo, uma equiparação das principais formas de pontuação. A imagem pode ser vista ampliada aqui > http://srv.delongwine.com/how_we_rate_wines.pdf .

wine-ratingsMinha dica; use com cuidado pois tem muito vinho que não participa de concursos e a pontuação é muito relativa. Muitos destes concursos são de qualidade e reputação duvidosa, outros não possuem qualquer relevância, então devagar com o andor e, especialmente, cuidado com os tais vinhos “melhores do mundo” engodo marqueteiro!! Podem até ser bons, mas longe do que afirmam até porque tal coisa inexiste.

Saúde e kanimambo pela visita, ótima semana para todos.

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Taças de Vinho, Redescobrindo Sabores e Aromas.

Mesmo não sendo um xiita sobre o assunto, já deixei claro por aqui que uma boa taça pode sim fazer uma diferença enorme sobre o vinho nela tomado. Lógico que há momentos para tudo, já me diverti à beça tomando vinho num copo de requeijão numa tasca em Portugal ou de plástico na praia em Floripa, so what, como disse numa gravação há época, tudo vale a pena quando a alma não é pequena ! Agora, um bom vinho na temperatura e taça certa fazem toda a diferença e não há como negar!

Clipboard Riedel Tasting 2016

Semana passada realizei a terceira edição da Riedel Tasting Experience em parceria com ela mesma, a Mistral e minha amiga Nazaré, chef e proprietária do restaurante Vedhanta aqui no centrinho da Granja Viana, quando degustamos alguns bons vinhos em taças especificas para quatro varietais. É uma degustação de taças onde exercitamos nossa capacidade sensorial através de um exercício em que o vinho vai mudando de taça e, no processo, sabores e aromas, vão e vêm como mágica! Só que não é mágica não, é pura engenharia, que faz com que possamos tirar ao máximo tudo aquilo que um vinho varietal de qualidade pode nos oferecer e não só.

Clipboard Riedel tasting GlassesA Riedel estudou isso a fundo e como tal se tornaram ao longo dos anos especialistas em tirar o máximo de cada caldo em suas taças. Do vinho, ao café, passando pela Coca-Cola e Malt Whisky ou Cognac, para cada caldo uma taça para realçar todo o potencial que cada um tem. Tá, sei que pode ser exagero e preciosíssimo excessivo, mas que funciona, funciona. Tenho vários amigos que não acreditavam, inclusive alguns engenheiros professores que vieram conferir e comprovaram o fato. O mais legal é que agora, no caso de dúvida se pode usar um app que eles disponibilizam que possibilita que você possa tirar dúvidas na hora que precisar com relação à taça mais indicada para o vinho que vai servir, clique aqui e baixe.

Campeão nesse tipo de evento é sempre a taça de Chardonnay para vinhos com passagem por barrica, em que conforme você troca de taça o vinho vai literalmente sumindo, tanto no nariz quanto na boca, morre e ao voltar para sua taça ressuscita retomando todas as suas características, algo que normalmente deixa as pessoas boquiabertas! Desta feita, no entanto, me surpreendi muito positivamente com um vinho que há poucas semanas Porcupine ridge syrah-viogniertinha usado numa confraria, um Syrah/Viognier Sul-africano, o Porcupine Ridge. Em taças comuns de degustação, o vinho estava bom, porém apresentou pouca fruta, aromas animais intensos e baixa percepção das características notas de especiarias. Na Riedel Tasting Experience usando a taça própria para Syrah, a Hermitage, o vinho estava exuberante com a fruta bem presente, nuances animais idem porém de forma bem mais integrada ao conjunto e o final claramente especiado com notas de pimenta. Era um vinho de outro patamar de qualidade e caso não soubesse, diria que se tratava de outro vinho, show!

Enfim, sem exageros, porém de nada adianta comprar um ótimo vinho de 200, 300, 500 ou 900,00 Reais e tomá-lo numa taça “comum”, certamente boa parte do que você pretensamente comprou não estará em sua taça e você não irá usufruir de tudo o que o vinho teria a lhe oferecer, grana jogada fora. Ah, mas eu não compro vinhos desse valor! Argumento aceite, porém o vinho de que falei, o Porcupine Ridge ou o Catena Chardonnay tomados são vinhos na casa dos 100 a 120 Reais! É, deixei você pensativo sobre o tema né? Pois bem, vá fazendo seus testes e comprove por conta própria pois sei bem o que é ser “São Tomé”, porém certamente os 35 participantes que estiveram lá nessa noite não me deixarão mentir! Grato aos amigos que lá estiveram, à Nazaré, à Cristina Geremias, brand manager da Riedel para o Brasil e uma maestra no assunto, à Mistral e à Riedel. Kanimambo, saúde e desculpem pela ausência semana passada, mas o trampo está bravo! rs Uma ótima semana para todos.

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Processo de Elaboração – Vinho Tinto

Já postei aqui, arquivados sob a Categoria “ABC do Vinho”, diversos diagramas didáticos e fáceis de entender sobre os diversos processos de elaboração de vinho passando por brancos, rosés e espumantes. Ao falar sobre tintos, quero deixar claro que estes posts não visam entrar em detalhes técnicos nem aprofundar o assunto, a idéia é desmistificar e descomplicar, facilitando o entendimento básico de como os vinhos são, de forma genérica, elaborados. Lógico que existem enormes variáveis no processo (tanques de inox, cimento, barricas de carvalho, tipos de leveduras, etc.), mas a grosso modo é assim que os vinhos são elaborados.

Neste exemplo, de origem espanhola, há que entender o que é vinho de “crianza” o que muitos entendem como vinhos jovens e, não, não é vinho para criança!!! rs Crianza aqui tem o significado de criar, de maturação. Existem os vinhos jovens que são engarrafados e colocados no mercado no ano da própria safra, sem nenhum processo de afinamento e “maturação” e existem aqueles que passam um tempo (estágio) em garrafa ou em tanques, barricas, etc. ou numa composição dessas diversas variáveis o que lhe dá um maior o tempo de “crianza” . Quanto maior for esse tempo,não só porém é um fator preponderante, mais complexo e mais caro se torna o vinho ganhando uma estrutura que permitirá sua guarda por tempo mais longo.

Processo elaboração de tintosSaúde, kanimambo pela visita e durante a semana voltamos a nos encontrar por aqui ou em alguma outra esquina de nossa vinosfera. Uma ótima semana para todos.

Processo de Elaboração – Espumantes

Uau, o tema de espumantes é meu campeão de visitas e me sinto à vontade para falar dele,pois não só o estudei tendo iniciado meus escritos falando deles lá nos idos de 2007, como sou um apreciador já tendo pesquisado (provado/bebido) muiiito! Um de meus primeiros posts mostra bem o que é espumante, deixa claro que lambrusco não o é, fala das diferenças entre brut, nature, demi sec, doce, fala dos vários nomes que um espumante pode ter (Champagne, Prosecco, Sekt, Sparkling, Mosseaux, Cava, Franciacorta ou bollettino, Cremant) e explica o que são os métodos de produção, Charmat, Tradicional (champenoise) e Asti, mas faltavam lá esses dois gráficos que torna a leitura mais clara e facilmente entendível. O Asti é na verdade um “Charmat” de uma única fermentação em tanque, então para todos os efeitos e do ponto de vista mais simplista, são apenas dois os processos a considerar. O Charmat com duas fermentações em tanque (exceção feita ao Asti) autoclave e o Tradicional que passa pela segunda fermentação em garrafa.

Método Charmat

Diagrama de vinificação espumantes pelo método charmat

 Método Tradicional (Champenoise)

Poster sobre elaboração de Espumantes II

 Por legislação, somente três DOCs exigem o método tradicional e tem mais uma a caminho (ainda por definir) que deverá ser em Pinto Bandeira no Rio Grande do Sul; Champagne, Franciacorta (Itália) e Cava (Espanha), sendo que este último é o único DOC não regional pois abrange sete diferentes regiões produtoras. Tem dúvidas, sugestões, correções, não deixe de me contatar que responderei na medida do possível.

Kanimambo  pela visita, saúde e e lembre-se que não há necessidade alguma de esperar uma data especial para abrir um espumante. A abertura de um torna qualquer momento especial então curta, pois espumante é vida, é festa, é alto astral!

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Processos de Elaboração – Vinhos Rosé

Para elaboração de vinhos rosés existem basicamente três variáveis; Prensagem direta, Sangria e Blend de Tinto com Branco. As duas primeiras podem ser vistas no diagrama abaixo, porém o blend é algo proibido quase que no mundo inteiro com uma exceção oficial que é na elaboração de espumantes.

A cor e taninos do vinho está na película (casca) da uva então o que se busca é o menor contato desta com o mosto, obviamente dependendo do que o enólogo tem como objetivo. quanto mais tempo de contato, mais cor e mais taninos. Uma fila de diferentes rosés é um colírio para os olhos, uma infinita variação de tons de rosa!!

Tons de rosé - wine Folly

Prensagem direta como nos vinhos brancos. O vinho rosado de prensa é feito de uvas tintas esmagadas e a seguir prensadas com uma parcela dos pigmentos da casca sendo dissolvida no mosto. Neste caso, a intensidade da cor dependerá da intensidade da prensagem utilizada. O mosto rosado é então fermentado sob as mesmas condições do mosto de uvas brancas a baixas temperaturas e bem protegido de oxidação. Gera norlalmente vinhos de cor mais clara, maior acidez e aromas mais frescos.

Sangria – de maceração rápida ou curta, método em que se obtém vinhos de maior estrutura, de cor mais escura e eventualmente com alguma presença tânica, mesmo que leve. Neste caso, a maceração (contato do mosto com as cascas das uvas) é restrita a um curto período de tempo, de cerca de 10 a 18 horas podendo chegar até 24 horas, até atingir a extração de cor, corpo e sabores que o enólogo deseja. Após esse tempo, o tanque é “sangrado” para remover de um terço a um quarto de seu conteúdo para elaboração do rosé, e o restante segue para a produção de vinho tinto.

Produzindo Rosé - Vins de LoireVinhos rosés podem ser elaborados com uma infinidade de uvas tintas, tanto como varietais como em cortes, depende da criatividade de cada enólogo e região produtora. Lá se vão os tempos de vinhos fracos, desiquilibrados e mal feitos. Hoje os vinhos rosados estão na moda em função do grande aumento de qualidade havendo diversos ótimos vinhos no mercado seja para um aperitivo descompromissado com os amigos num happy hour, ou vinhos mais elaborados e requintados que acompanham muito bem uma refeição e são bastante gastronômicos. Harmonizam bem com saladas, frutos do mar, paella (obrigatório), carnes brancas (frango e peru), comida chinesa (especialmente com molhos agridoces), Ceviche, salmão grelhado, grande parceiro à culinária japonesa, lanches, etc.. Opte por buscar vinhos de menor teor alcoólico e boa acidez, tomando-os jovens (entre um a dois anos de garrafa), e bem refrescados entre 6 a 10º muito como você faria com um branco. Salute e kanimambo, explore todas as tonalidades, as opções são muitas!!

diversos 010

 

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Processos de Elaboração – Vinhos Brancos

Numa imagem podemos encontrar um monte de respostas! Andei pesquisando para um curso que estou montando e me deparei com algumas imagens muito bacanas sobre o o processo de elaboração de diversos estilos de vinho, didáticas e auto explicativas, que decidi compartilhar com os amigos durante as próximas duas semanas intercalando com comentários sobre alguns vinhos provados e noticias do mundo do vinho. Afinal, o objetivo é sempre de simplificar e desmistificar nossa vinosfera, então espero que curtam e os diagramas vos ajudem com algumas respostas a dúvidas que possam ter.

Para quem tem curiosidade como é a elaboração de vinhos brancos, veja abaixo.

poster sobre elaboração de vinhos brancos

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