Degustações

Destaques do Wine Tasting de Maio

Há poucas semanas tive a oportunidade de, em parceria com a Lusitano Import e a Wine Lovers, promover um Sábado de provas com 14 vinhos, queijos e pães artesanais na Vino & Sapore. Todos os 50 convivas presentes aproveitaram bem o evento, mas como bom anfitrião fiz questão de provar tudo, mesmo tendo selecionado os vinhos pessoalmente antes. Baseado em minha percepção pessoal e ao resultado de vendas, mesmo sabendo que todos eram de muita qualidade em sua faixa de preço, oito vinhos se destacaram e gostaria de os compartilhar aqui com quem não pôde estar presente.
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Burson Rosato Brut (Lusitano) – Espumante rosé á base de uma uva rara e pouco conhecida, a Longanesi. Um espumante marcante, com personalidade própria, boa estrutura que surpreende quem acha que todos os espumantes rosés são aquela groselha clara e sem graça, este é um outro mundo! Cor acobreada, complexo, vale experimentar!!
Chateau la Thou Rouge Collection (Wine Lovers) – Languedoc, de vinhedos com mais de 30 anos, blend de Syrah (70%) com Grenache, bem frutado, macio, descomplicado, vinho bem versátil, blend francês de ótimo preço que surpreende, abaixo das 70 pratas! Quem foi que disse que vinho francês barato é ruim???
Nancul Malbec Reserve Collection (Lusitano) – achei muito legal este Malbec chileno num estilo menos potente e mais elegante de taninos finos e fruta abundante porém sem aquela fruta super madura muitas vezes encontrada nos vinhos argentinos de baixo preço. Numa faixa abaixo das 60 pratas, um vinho que, junto com o Le Thou acima , formou a dupla de Best Buys do dia.
Tricky Rabbit Pinot Noir/Syrah Reserva (Wine Lovers) – também do Chile, a leveza da Pinot Noir com o tempero da Syrah que lhe dá um final especiado e um pouco mais de corpo, um vinho muito agradável e fácil de agradar quem gosta de vinhos mais leves porém não abre mão de uma certa complexidade. Oito meses de barricas usadas que só enaltece o vinho sem jamais se sobrepor, aromas florais e notas algo defumadas, fruta acentuada na boca com final levemente tânico e sedoso de média persistência.
Finca Agostino Chardonnay/Viognier (Wine Lovers) – um branco argentino para quebrar preconceitos de quem diz que vinhos branco não emplacam, emplacam sim, desde que as pessoas os conheçam, um dos vinhos que mais venderam no dia apesar de um preço algo mais alto, pouco acima dos 100 Reais. Aromas de boa intensidade de frutos tropicais, muito saboroso, com notas de maçã verde sobre uma base algo abaunilhada típica da Chardonnay com passagem de seis meses por barrica sur lie. Um vinho sedutor e bem balanceado.
Finca Agostino Syrah/Malbec (Wine Lovers) – mais um belo vinho deste produtor mendocino, muito rico, frutado e de corpo médio, com meio de boca muito rico, taninos aveludados e um final de boa persistência que pede a próxima taça. Com 70% de Syrah, as uvas são vinificadas em separado e passam por um estágio de 10 meses de barrica francesa antes do blend ser feiro repousando em garrafa por seis meses antes de sair ao mercado. Especiarias e fruta muito bem equilibrados num vinho que, a meu ver, se mostrou complexo e encantador.
Nancul Family Reserve (Lusitano) – belo e encorpado corte de Cabernet Sauvignon e Syrah que, dentro de sua categoria, arriscaria dizer ser também um Best Buy porque a percepção de valor é bem superior ao preço. Ainda novo, mostra bastante estrutura com taninos firmes, robustos mas finos, bom volume e textura de boca, sem goiabas nem pimentão (apesar de chileno), fruta abundante, complexo e denso na boca, aromas de frutos do bosque negros (mirtilos e coisas do tipo) com um toque de especiarias, a meu ver um vinho que poderia até passar por uns 30 minutos de aeração ou até guardar por mais uns dois anos, mas acho isso tarefa das mais difíceis! rs  Dez meses em tanques de inox, depois passa for 15 messes de barrica e descansa 10 meses em garrafa para afinamento e nosso deleite, senhor vinho!
Burnside Road Sunset Road Red Blend (Wine Lovers)- Sub região de North Coast na Califórnia um vinho não safrado, blend de  que seduziu a maioria por sua sutileza, equilíbrio e finesse. Para quem gosta de vinhos robustos, esta não deve ser sua escolha pois este exemplar prima pela elegância e sutileza de sabores formado um conjunto muito harmônico.
Neste próximo Sábado (24/06/17) tem mais uma gostosa experiência dessas com a realização do segundo Saturday Afternoon Wine Tasting na Vino & Sapore, centrinho da Granja Viana, com a participação das importadoras Almeria e Galeria de Vinhos assim como do Mestre Queijeiro com seus queijos artesanais e da Raquel com seus deliciosos pães. Vale conferir, mas confirme antes se há vagas, pois são limitadas. Fui, kanimambo, saúde e seguimos nos encontrando por aí ou por aqui. Bom fim de semana.

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Saturday Afternoon Tasting na Vino & Sapore

Prova de vinhos de sábado à tarde, dias 27 de Maio e 10 de Junho próximos das 16 às 19:30h, na Granja Viana. Com o apoio de nossos parceiros, dois a cada dia, iremos disponibilizar para prova entre 12 a 14 vinhos dos mais variados estilos, uvas e origens. Teremos vinhos do Chile, Argentina, Espanha, Portugal, Itália, EUA e França. Vinhos espumantes, rosé, brancos e tintos, vinhos ligeiros, vinhos mais encorpados, um pouco de tudo para que você navegue por nossa vinosfera sem sair do lugar! rs
    Os convites serão vendidos antecipadamente e serão limitados a 50 pessoas por dia. O custo será de R$40,00 por pessoa dos quais R$15 reverterão em desconto na compra de qualquer um dos rótulos em prova, exceção feita a eventuais rótulos com promoção especifica ou seja, o desconto não é cumulativo nesses casos. Caso você queira já garantir seu lugar no segundo evento, de dia 10 de Junho, comprando os dois convites de uma só vez, haverá desconto de 10% sobre o segundo convite. Convites disponíveis na loja no horário normal de funcionamento, porém em caso de dificuldade basta me ligar que tenho um plano B para os amigos algo mais distantes!  
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    Cada um de nossos parceiros estará presente com seus sócios diretores e/ou sommelier para poder lhe dar mais informações sobre os vinhos em prova, mas veja já o que há a provar no dia 27 clicando aqui!. Para acompanhar a prova, haverão alguns petit-fours salgados, patés, pãozinho e água. Outros produtos de parceiros, para venda, poderão pintar no evento, vamos ver, ainda trabalhando! Uma ótima oportunidade para você provar uma série de vinhos que ainda não conhece possibilitando futuras compras mais conscientes e seguras. Lembrando a todos que é uma prova de vinhos e as taças usadas deverão ser retornadas ao final do evento.
    Ao final, seu convite será depositado numa urna e uma caixa de vinhos (6 garrafas) será sorteado por um dos presentes e entregue na hora ou posteriormente caso o ganhador já tenha se retirado. Por agora, kanimambo, saúde e quem sabe nos vemos por lá, será um prazer vos receber!
Local: Vino & Sapore – Rua José Felix de Oliveira 875, Km. 24 da Rod. Raposo Tavares, km 24 (Granja Viana) direção Cotia das 16 às 19:30. E-mail vinoesapore@gmail.com / Contato por Tel.: (11) 4612-6343 das 14 às 19h de Terça a Sábado.

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Desafio de Blends do Novo Mundo.

Na minha opinião os blends primam pelo equilíbrio e complexidade obtidos através do uso de duas ou mais uvas no sentido de entregar mais que a soma dos produtos, para tanto o conhecimento do enólogo é essencial, o/a cara tem que ser bom! rs É o estilo de vinho que mais me atrai e não é à toa  que alguns dos melhores rótulos do mundo são blends. Supertoscanos, Chateauneuff-du-Pape e Bordeauxs só para citar alguns exemplos, então explorar este estilo de elaboração de vinhos é uma experiência que os seguidores de Baco não podem perder. Montei na Vino & Sapore, dois DESAFIOS:
Neste próximo dia 19 o primeiro deles, um DESAFIO DE BLENDS DO VELHO MUNDO
    Às cegas, após a abertura com espumante Santa Augusta Brut para preparar o palato, provaremos cinco vinhos de cinco diferentes países; EUA, Brasil, Uruguai, Argentina e Chile!
Desafio de blends Abril
    Para somente 12 pessoas, vinhos numa faixa de preços entre R$110 a 170,00 , petiscos, água, pão, café e estacionamento na faixa, tudo por apenas R$130,00 por pessoa. Faça já sua pré reserva e assim que tenhamos o grupo fechado haverá a necessidade de pagamento antecipado para efetivá-la.
    O segundo desafio se dará no dia 24 de Maio, DESAFIO DE BLENDS DO VELHO MUNDO, então já reserva a data, no inicio do próximo mês informo quem serão os desafiantes do embate.
   Não deixe para a última hora, garanta já seu lugar e não deixe de visitar a Vino & Sapore que começou a reformular seu portfolio com muitas novidades chegando ao longo do mês,  de R$40,00 até 500,00, bons vinhos para todos os gostos e bolsos. Muita coisa legal, vem!
    Kanimambo pela visita, saúde e nos vemos por aqui ou por aí nas estradas e esquinas de nossa vinosfera, quem sabe na Vino & Sapore (clique no link no topo da página para ver como chegar.

 

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Carmignano e Capezzana, a Toscana Desconhecida!

Carmignano DOCG, seu maior representante, a Tenuta di Capezzana com documentos que mencionam a região datados de 804!! Tive contato com a Tenuta di Capezzana no encontro da Mistral de 2009, os famosos Tour Mistral que encantam com tantos produtores de excelência, e adorei, tanto que já tive alguns rótulos na Vino & Sapore inclusive seu gama de entrada Monna Nera que é da hora e um pouco mais acessível. Desta feita fui convidado a participar de uma degustação matinal com a presença de Leone Contini Bonacossi o representante da 5º geração da família. Muitos e ótimos vinhos com alguns rótulos que me entusiasmaram e todos orgânicos desde 2009, exceção feita (creio eu) ao Monna Nera.

Toscana carmignanoCarmignano é uma DOCG desde 1990, localizada a noroeste de Firenze, porém há mais de 12 séculos produz vinho. Foi a primeira região da Toscana a ter a Cabernet Sauvignon homologada dentro de uma DOC ou DOCG sendo que exige (dentro da DOCG) que esta cepa represente um mínimo de 10%. Os vinhos da região exigem um minímo de participação de 50% de Sangiovese e permitem a inclusão de outras uvas como; mínimo de 10 até 20% de Cabernet Sauvignon ou Franc, até 20% de Canaiolo Nero, até 5% de Mammolo e Colorino, até 10% das uvas brancas Malvasia e Trebbiano. Como curiosidade, as primeiras mudas de Cabernet chegadas na região foram importadas do Chateau Lafite Rotschild, Bordeaux. São apenas cerca de 200 hectares e 13 produtores que até 1975 quando obtiveram classificação DOC, estavam sob as normas de Chianti.

Com uma produção estimada em apenas cerca de 500 mil garrafas ano e a primeira safra engarrafada dentro da atual família datada de 1925, a Tenuta di Capezzana produz vinhos brancos e tintos usando tão somente leveduras selvagens. Eis o que tivemos o privilégio de provar:

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Tenuta di Capezzana Chardonnay 2013 – uma das mais gratas surpresas desta prova. Muito cremoso, baunilha na boca, fruta fresca, incrível frescor para um vinho de 2013 sem madeira. No nariz e na boca dá para jurar que passa em barrica, mas niente!! Delicia e longo na boca, gostei muito.

Trebbiano VDT 2015 – aqui a madeira já aparece, porém sem qualquer agressividade preservando a fruta. Vinhedos de mais de 60 anos, boca mais densa, mineralidade bem aparente, um bom vinho, gosto dessa uva!

Monna Nera 2015 – o vinho entrada deles que conheci há cerca de dois anos e que gostei muito, um blend de Sangiovese, Merlot, Cabernet Sauvignon, Syrah e Canaiolo com apenas 5 meses de barrica, muito equilibrado, fresco, frutado e fácil de se gostar.

Barco Reale di Carmignano (uma DOC) 2012 – um degrau acima e 10 dólares mais caro que o Monna, blend de Sangiovese, Cabernet Sauvignon e Canaiolo maturado em tanques de inox e passagem por botti (toneis) de 12 mil litros da Slavonia. Notas mais verdes, médio corpo, taninos aveludados, bom mas não me encantou.

Villa di Capezzana Carmignano 2013 – velho conhecido e um vinho alguns degraus acima que me encanta. Encorpado, complexo, blend de Sangiovese e Cabernet Sauvignon que mostra bem o potencial da região. Chegando nos 80 Dólares, já é menos acessível, mas está em linha com vinhos de qualidade similar, para quem tem ($) eu recomendo, um belo vinho que impõe respeito.

Trefiano Carmignano 2010 – Uau! Blend de Sangiovese, Cabernet Sauvignon e canaiolo, profundo, grande estrutura, taninos se fazem mais presentes e apresenta uma certa rusticidade de final de boca, porém sem agressividade. Um grande vinho e uma grande opção para quem gosta de vinhos algo mais robustos e pode guardar por mais uns dois ou três anos que esse vinho só vai melhorar na garrafa.

Ghiaie della Furba IGT 2010 – Curto e grosso, vinhaço!! É um IGT porque sai fora das normas estipuladas pela DOCG já que seu blend tem em sua composição 10% de Syrah e não tem Sangiovese. A protagonista qui é a Cabernet Sauvignon (60%) com Merlot (30%) e Syrah. Um show na taça e na boca, um adolescente que evoluirá muito positivamente por mais uma década e fui atrás de alguns exemplares de 2004, achei! rs Enfim gente, vinho que passa 14 meses em barricas francesas mostrando ótima textura, grande volume de boca, rico, frutos negros, alguma especiaria de final de boca, um grande supertoscano e, nessa faixa, com precinho pois seus cerca de 400 pratas é cerca de metade do que alguns de seus principais concorrentes. Babando para provar o 2004!!

Capezzana 804 IGT 2004 – uma jovem criança, 100% Syrah e apenas 300 caixas produzidas. Um grande vinho com um grande preço e acho que abrir por agora é um desperdício. Depois do Ghiaie della Furba e do impacto que ele me causou, difícil avaliar ou comentar qualquer coisa, sorry, fiquei prejudicado! rs

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Ufa, mais uma bela prova matinal promovida pela Mistral e um encontro deveras especial com este produtor escondido numa Toscana pouco conhecida. Saúde, uma ótima semana e kanimambo pela visita. Hoje tem World Wine Experience Ibérico, depois falo como foi, fui!

 

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Desafiando Preconceitos!

Adoro colocar vinhos ás cegas para quebrar preconceitos e recentemente tive mais uma oportunidade para isso. Uma das coisas que tento passar adiante para todos os que me procuram para falar de vinho é que não existe essa de não gostar de uma determinada cepa. São muito comuns aos aficionados dos caldos de Baco o posicionamento contrário a uma determinada casta, porém as variáveis (terroir, enólogo, safra, método de vinificação, etc.) são tão grandes que dizer que vinho dessa uva não beberei é quase uma heresia! rs Minha visão, você só não encontrou ainda o vinho certo. Óbvio que muito no vinho, como na música, é momento; é como você se sente, é com quem você vai compartilhar, é onde você está e há momentos em que o porto seguro é a melhor escolha. Há, no entanto, também o momento de se aventurar, de mergulhar na busca de coisas e sensações novas, então manter a mente e, neste caso, os sentidos abertos a provar coisa nova e desafiar seus conceitos acho que é sempre um exercício que vale a pena!

Depois de mais de duzentas degustações promovidas nos últimos nove anos, há que puxar pela criatividade para encontrar mais um tema a ser colocado na taça. Desta feita propus à Confraria Brinde à Vida um DESAFIO! Os confrades me diriam que vinhos, regiões ou cepas não gostam e eu colocaria exemplares desses caldos na degustação, porém às cegas. Desafio aceite eis o que os confrades colocaram como seus “desafetos” pessoais: Bordeaux, Chianti, Cabernet Sauvignon, Carmenére e Malbec, sendo que metade dos confrades topam qualquer uva ou terroir na taça! Ou quebrava preconceitos ou quebrava a cara, porém não sou de refutar desafios, então lá fomos nós!

brinde á vida marçoComo sempre abri com um espumante que neste mês foi o Adolfo Lona Rosé, um vinho que dispensa apresentações. A maioria dos confrades este mês teve oportunidade de o conhecer e foi aprovado pela grande maioria, no entanto foge do lugar comum, da coisa mais leve, frutada e, até, algo docinho. Este espumante possui mais corpo e é bastante complexo, muito devido à alta porcentagem de Pinot Noir no corte com Chardonnay. Aí foi tempo de abrir as outras garrafas na ordem em que estão na foto.

Bordeaux – Quem não gostava de Bordeaux amou, melhor vinho da noite para ele! A safra, ausência de madeira e a Merlot como protagonista o derrubou. Eh, eh, 1 x 0 para mim!

Chianti – Quem não gostava de Chianti não degustou, mas também não amou. 0 x 0.

Cabernet Sauvignon – Quem não gostava de Cabernet Sauvignon, segue não gostando! sniff, empatados 1 x 1.

Malbec – Optei pelo Villaggio Grando, elaborado em Mendoza, porém o vinho não vingou estando muito longe do que eu o conheço. Não estava prejudicada, mas … preferi abrir mais um exemplar, desta vez de Cahors, França. Resultado, quem não era muito chegado gostou, oba!! 2 x 1 para mim.

Carmenére – O Falernia Reserva com seus 60% de uvas passificadas (a la amarone) no processo de vinificação, derrubou quem não era chegado em Carmenére para quem este foi o melhor vinho da noite! Eh, eh, mais um ponto para euzinho aqui! rs 3 x 1

Quem toma de tudo, gostou de alguns e não se entusiasmou com outros, mas acho que consegui mexer um pouco com esses preconceitos que alguns criam. Podem achar que 3 x 1 foi uma goleada, mas não foi não porque esse não foi o resultado final. Pois é, teve confrade que torceu o nariz para a maioria e não se empolgou com nenhum dos vinhos apresentados, então gol contra (acontece!) e o resultado final 3 x 2 suado!!! rs  Pena que por uma questão de preço não pude colocar alguns vinhos nesse desafio, mas mesmo tendo saído algo chamuscado do embate, creio que valeu muito o exercício e agora desafio os amigos a fazerem igual exercício em suas confrarias. A diversão é garantida!!

Moral da história, jamais diga que desta fonte não beberei! Saúde, kanimambo pela visita e uma ótima semana para todos.

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DESAFIO SAFRA 2009

Sei, ainda ontem me cobraram, ando publicando pouco, mas em breve retomo o ritmo, prometo! rs A primeira degustação que estou armando este ano, é um Desafio de Vinhos em que cinco vinhos irão disputar o Melhor da Noite numa degustação às cegas na Vino & Sapore.

Já dizia Alexis Lichine, “No que se refere a vinho, sempre recomendo que se joguem fora tabelas de safras e manuais investindo num saca-rolha. Vinho se conhece mesmo é bebendo! “ Acredito piamente nisso e quem me acompanha sabe que não é de hoje que compartilho do pensamento de Lichine. Serão cinco vinhos dessa safra, de cinco diferentes regiões produtoras sendo colocados à prova a partir das 20 horas do dia 30/03 (Quinta-feira). Vamos ver como esses vinhos evoluíram após seis anos?

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Investimento, R$125,00 por pessoa, espumante de boas vindas, queijos e frios, pãozinho, azeite, água, café, estacionamento na faixa, limitado a apenas 12 pessoas das quais metade já reservados. Reservas mediante pagamento, contatos por telefone das 14 às 19h de Terça a Sábado pelo telefone (11) 4612-1433, comentário aqui no post ou por e-mail para vinoesapore@gmail.com . Vai dar mole? Kanimambo, saúde e nos vemos por aí, nos caminhos de Baco,

Blends de Malbec na Vino & Sapore

Mais uma viagem de descobrimentos sensoriais na Vino & Sapore com uma passagem por vinhos argentinos  que tenham a Malbec como protagonista em seus cortes. Desta feita selecionei cinco vinhos de R$79,00 a R$195,00 em que a Malbec está presente com no mínimo de 50% do blend.
A Malbec surgiu em Bordeaux como uma uva de corte e mesmo em Cahors a uva leva normalmente um porcentual de outras coadjuvantes sendo difícil encontrar vinhos desta casta vinificados a 100%. Foi mesmo na Argentina que ela desabrochou como uma casta essencialmente usada como varietal, fazendo a fama dos “hermanos” e dando um boost na casta mundialmente .
Agora eles descobrem novamente a característica primária dela como uva de corte  e vêm apresentado belíssimos vinhos elaborados como blends que é o que visamos explorar aqui.  Vejam só o a seleção que estarei disponibilizando nesta degustação
Finca Altorfer Malbec/Cabernet Sauvignon  2013- 50/50%
Penedo Borges Reserva Malbec/Syrah e Cabernet Sauvignon 2014  – 50/40/10%
Amancaya Gran Reserva  Malbec/Cabernet Sauvignon 2012 – 50/50%
Vicentin Malbec Blend 2011 – um blend de quatro diferentes vinhedos de Malbec
O. Fournier B-Crux Malbec/Tempranillo/Touriga Nacional 2009 – 50/35/15%
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Para acompanhar, prato de Queijos artesanais e frios, pão, água e café. Para abrir os trabalhos, um espumante que é campeão de vendas por aqui o Santa Augusta Brut e lembro que o estacionamento é gratuito. Na Vino & Sapore, dia 27 de Outubro, uma Quinta-feira, a partir das 20 horas. Só 14 vagas disponíveis a R$100 por pessoa, pagos no ato da reserva, sendo que meia dúzia já foram reservadas no lançamento.  Vai dar mole?
Aguardo seu contato, abraço e já antecipo, reserve dia 24 de Novembro quando teremos uma degustação temática especial de final de ano, ESPUMANTES! O que é, como é elaborado, quais as diferenças, etc.. Aguarde, mas reserve o dia!! 
 
Vino & Sapore – Rua José Felix de Oliveira 875, Centrinho da Granja Viana, Km 24 da Rod. Raposo Tavares,  Tels (011) 4612-6343/1433 de Terça a Sábado a partir das 14 horas .

É para Pouquíssimos, Mas é Espetacular e Único!

Promovido pela importadora Clarets que não conheço, eis um Wine Dinner para lá de especial! Começa com Champagne Cristal, termina com Chateau D’Yquem e no meio uma vertical de Chateau Mouton Rothschild da década de 80, numa noite inesquecível para deixar qualquer enófilo com água na boca. Nos dias 25 e 26 de Outubro no Hotel Fasano com jantar e apresentação de Manoel Beato. É show, mas tem que ter munição à brava, porque cada convite custa R$5.490,00. Agora, tendo a disponibilidade, certamente um momento único em que eu não me importaria nadinha de participar mas …quem sabe sobra uma rolha para cheirar, porque esse é meu limite!! rs Gente, para quem se interessar, veja mais abaixo onde consta o telefone para contato. Boa semana e kanimambo pela visita. Ah, ia-me esquecendo! Se houver alguma boa alma que queira antecipar meu natal, pode mandar o convite!!!!

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Interessantes Descobertas

Nesta última Segunda-feira tive a oportunidade de provar uma boa gama de produtos de diversas origens, entre elas vinhos da Argentina, Chile e Brasil. Foi na KMM, importadora especialista em vinhos Australianos com quem há tempos mantenho uma parceria. Agora eles distribuem também os vinhos da Hannover e fui conhecê-los, em especial os vinhos da Viu Manent porém outros caldos pintaram na taça! Os rótulos eram muitos, mas destaco alguns que me marcaram e um especial me encantou. Preços num amplo leque de valores, saindo de cerca de R$78/80 a 400 e muitos. O que mais gostei estava no meio, mas outros se destacaram.

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Espumante:

Destaque para o Charlotte Brut Branco – elaborado pela Pizzatto, o vinho está estupendo; cremoso,fresco, sedutor com ótima perlage, gostei muito e está na casa dos R$80,00 mais ou menos cinco dependendo de onde é comprado.

Brancos:

Viu Manent Reserva Chardonnay e Sauvignon Blanc, vinhos de boa tipicidade, muito agradáveis de tomar, recomendo na casa dos R$78,00 a 80,00.

Sobremesa:

Viu Manent Noble Semillon com botritis foi um dos meus destaques e ainda por cima consegui pegar um teco de gorgonzola e foi divino. Para quem gosta do estilo, como eu, um achado por cerca de R$115 a 120! Doçura no ponto certo com acidez perfeita para lhe dar o equilíbrio necessário. Muito bom, mesmo.

Tintos:

Cordilheira de Santana Tannat 2005 – Pioneiros nesta região da Campanha Gaúcha, os produtores surpreendem com seus vinhos de grande longevidade. Este Tannat com mais de dez anos de vida segue vendendo saúde e prazer para quem se dignar a deixar preconceitos de lado. Em 2009 tinha provado da safra 2004 que destaquei aqui no blog, mas este 2005 de uma grande safra brasileira está surpreendente! Vale bem os R$85 a 90,00 que se paga por ele.

Serrera Gran Guarda 2010 – De Mendoza, um baita Malbec sem excessos, sem doçura! Tudo no ponto certo, elegante e complexo, marcante na boca, boa textura, com ótima persistência. Não é Cepacol, mas é bom de boca! rs Quem tem mais de 40 vai lembrar. O preço na casa dos R$300,00 é complicado pois tem muita coisa boa nessa faixa, mas havendo a disponibilidade para tanto, acho que vale conhecer e se deixar surpreender.

VIBO de Viu Manent, para mim os melhores e mais interessantes vinhos, especialmente se considerarmos a faixa de preço em que encontram, na casa dos 180 Reais.

VIBO Viñedo Centenario, um corte de 51% de Cabernet Sauvignon, 44% Malbec e 5% de Petit Verdot, um projeto argentino da Viu Manent. Do Vale do Uco, Mendoza, mostra-se encorpado, complexo, notas tostadas, boa estrutura e denso na boca, carece de algum tempo de aeração (30/45 minutos), guloso e longo final de boca,um belo vinho com muita personalidade.

VIBO Punta del Viento, voltamos ao Chile porém com um corte típico do Rhône com Grenache, Mouvédre e Syrah, Best In Show na minha modesta opinião. Se não disser que é Chile, um desde a primeira fungada diria que estava frente a frente com um vinho do Rhône. O vinho exala Rhône por todos os poros mostrando bom volume de boca com bastante fruta, meio de boca muito rico, elegante com taninos finos e aveludados, notas de salumeria, especiarias, acidez e madeira muito bem integrados, fui totalmente seduzido por ele. Um vinho encantador que me agradou sobremaneira.

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Menção honrosa a três outros vinhos; Viu Manet Gran Reserva Malbec e Cabernet Sauvignon ambos na casa dos R$115,00 e o Single Vineyard Malbec San Carlos na casa dos R$230,00.

Por hoje é só, kanimambo, saúde e seguimos nos encontrando por aqui ou em qualquer dessas esquinas de nossa imensa vinosfera.

 

 

Quebrando Paradigmas Com Vinhos Brasileiros

Apesar de ter ficado para alguns uma falsa percepção de que tenho algo contra os vinhos brasileiros, há anos que sou um entusiasta. Esse “ranço”, na verdade ficou em função de meu forte posicionamento contra a tentativa de golpe contra o consumidor com a adoção das famigeradas salvaguardas (quem chegou mais recentemente à nossa vinosfera não conheceu e os mais velhos se esqueceram rapidamente) e de quem bancou essa irracionalidade que, graças a essa firme oposição de diversas pessoas, acabou não passando tendo prevalecido o bom senso. Há muito que falo que já fazemos bons vinhos, meu problema com grande parte dos produtores está mais na área comercial onde não compartilho de suas estratégias, então espero que isso fique claro de vez e vamos em frente porque chega dessas baboseiras.

Na semana passada tive a oportunidade de preparar para a Confraria das Enoladies uma degustação só de vinhos que reputo como de boa e muito boa qualidade que surpreendeu a todos. Compartilho com os amigos um pouco de minhas impressões sobre o que chegou na minha taça.

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Villa Francioni Rosé (Serra Catarinense)- não tenho conhecimento de um vinho rosé fruto de um blend de 8 uvas – Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc, Sangiovese, Merlot, Petit Verdot, Malbec, Syrah e Pinot Noir. Apesar de caro, passa dos R$120 o que rivaliza com bons Provence, prima pelo frescor e equilíbrio sem contar que a garrafa é linda.

Villaggio Grando Innominabile lote V (Meio-Oeste Catarinense) – Um clássico muito fino, delicioso corte de sete uvas e seis safras! A cada safra, 20% do vinho é guardado para se fazer o corte de safras do ano seguinte. Neste lote V, são seis safras, de 2004 a 2009. As uvas, Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc, Pinot Noir, Marselan, Malbec, Merlot e Petit Verdot. Um vinho que já comentei aqui por diversas vezes. São vinhos que sempre se apresentam prontos a beber, porém evoluem muito bem com o tempo. taninos sedosos, fruta abundante, corpo leve para médio, òtima textura, boa persistência de boca, um vinho que agrada fácil a gregos e troianos, a entendidos e outros nem tanto. melhor, preço bacana, na casa dos R$80,00.

Bueno Paralelo 31 2103 (Campanha Gaúcha) – Bom exemplar dos tintos da Campanha, região de onde ainda vamos ver muita coisa boa sendo criada. Este já tem a mão do respeitado enólogo italiano Roberto Cipresso na finalização do vinho, porém na próxima safra já se espera que ele acompanhe o processo na íntegra. Mudou o estilo, mais escuro e denso, um corte saboroso de Cabernet Sauvignon, Merlot e Petit Verdot com maior volume de boca. Frutos negros, madeira um pouco mais aparente porém bastante equilibrado que se integra melhor com um tempo em taça ou num decanter para aerar por uma meia hora a quarenta e cinco minutos, pois o vinho ganha muito com isso. Preço hoje beira os 100 Reais, mas acho que está em linha com o que apresenta.

San Michele Tridentum Teroldego (Vale de Itajaí) – situada em Rodeio fortemente colonizada por italianos do norte da itália, especificamente do Alto-Ádige, região de Trento, de onde a uva é originária. Ver essa uva por aqui foi uma alegria, pois gosto muito tendo nos vinhos da Angheben, que também é originário da região italiana, minha referência local. Esta uva sempre produz vinhos retintos, escuros de boa “pegada” e esse não foge à regra, muito bom, um vinho que foge aos aromas e sabores mais comuns a que estamos acostumados, um vinho de personalidade própria e marcante. Notas mais terrosas, algo de defumado, boa acidez, médio corpo, denso, um vinho complexo que me agradou sobremaneira e a minhas confreiras idem. Com preço na casa dos R$80,00 vale muito a pena.

Miolo Lote 43 – 2011 (Vale dos Vinhedos) – Um clássico com a mão do Adriano Miolo e de meu amigo Miguel de Almeida, enólogos que cuidam da criança. rs Um lorde, a finesse em pessoa e um vinho que tomaria a dois de bom grado, pois uma tacinha é pouco! Falar deste vinho e chover no molhado, mas este 2011 está especialmente bom apesar de não ter degustado muitos. O provei pela primeira vez há três anos atrás num Challenge de Vinhos Brasil x América Latina (Wine In promovido há época pelo amigo Breno Raigorodski) e já me impressionou, tendo ganho na classe acima dos R$50,00. De lá para cá só cresceu e mostrou ainda muita estrutura para nos seguir presenteando com alegria por muitos e muitos anos. O preço está ficando algo salgado, por volta dos R$170 a 200 dependendo de região, mas é um vinho marcante que por R$150,00 seria uma ótima compra.

VF Villa Francioni Tinto 2009 (Serra Catarinense) – de volta a esta região com este delicioso corte bordalês de Cabernet Sauvignon, Merlot,Cabernet Franc e Malbec. Em 2009  coloquei o 2005 como intruso num Desafio de Bordeauxs, até R$100,00 e desbancou meio mundo. Desde aquela época o reputo como o melhor vinho tinto produzido por esta vinícola e recentemente tive a oportunidade de confirmar isso ao provar toda a linha deles.Com sete anos de vida, o vinho está tinindo! rs Boa e complexa paleta olfativa com frutos negros abundantes, tabaco, café, estrutura  com elegância e taninos finos, rico meio de boca, longo, um belo vinho em que os aromas seguem nos encantando mesmo depois de terminado a taça. O preço, bem os vinhos desta casa sempre estiveram na parte mais alta da pirâmide, então prepare-se para pagar algo ao redor dos R$200 aqui em Sampa. Como no Lote 43, se achar por R$150 a 160,00 será uma ótima compra em linha com produtos similares importados.

Enfim, esta foi uma bela seleção de vinhos para quebrar preconceitos de qualquer um quanto à qualidade de nossos vinhos e tem um monte de outros rótulos que poderiam estar por aqui.Uma ótima e prazerosa noite passada junto à minha primeira e mais antiga confraria, as Enoladies que em Novembro estará completando SEIS anos de vida! Fiz as contas, neste período foram 65 reuniões e mais de 400 vinhos provados entre tintos, brancos, rosés, espumantes de todas as regiões e países do mundo, mas seguimos encontrando rótulos novos e experiências refrescantes para não deixar a paixão morrer, eta coisa boa esta nossa vinosfera!

Saúde, kanimambo e seguimos nos encontrando por aqui, na Vino & Sapore, ou em qualquer esquina deste maravilhoso mundo do vinho.