Vinho & Saúde

Vinho, Saúde e Longevidade

mediterraneandiet by GauchogourmetSão inúmeros os estudos e pesquisas que demonstram os benefícios do vinho à saúde quando tomado moderadamente e com uma determinada constância. Umas duas taças por dia para os homens e uma para as mulheres é algo que já está mais ou menos provado que traz uma série de benefícios seja; favorecendo o funcionamento do cérebro, beneficiando o aparelho digestivo e respiratório, estimulando a produção de insulina que combate a diabetes, como agente infeccioso e imune estimulante, retardando o envelhecimento ou diminuindo os riscos de câncer e, a meu ver, trazendo um pouco mais de alegria ao nosso dia a dia e a alegria é certamente uma fonte de longevidade do ser humano.

         Aqui mesmo já transcrevi diversos artigos sobre o tema, porém há alguns dias folheando o livro “Vinho, Saúde e Longevidade” do Dr. Antonio Carlos do Nascimento, me deparei com dois gráficos bastante interessantes  no capítulo em que ele descreve os famoso “paradoxo francês”.  Conforme seu texto; “ esse paradoxo levou à conclusão de que a taxa de mortalidade dos franceses, relacionada a problemas cardíacos, era menor em função do consumo de vinho” lembrando que até poucos dias atrás os franceses eram os maiores consumidores mundiais de vinho tinto.. “Outro dado que reforça essa idéia é a constatação de que, a despeito de a França ser um país de forte economia agrícola, os francêses comem poucas frutas e verduras da mesma forma que os países nórdicos, cujos habitante apresentam alta prevalência de doenças coronarianas, creditado à pouca ingestão de frutas e verduras aliada ao grande consumo de gorduras animais”.

O interessante dos gráficos é verificar que esse mesmo paradigma se estende mais ou menos de forma similar tanto em Portugal como na Espanha e Itália o que, a meu ver, mostra claramente um padrão que reforça as premissas estabelecidos pelo “paradoxo francês”. Se quiser ler mais sobre o assunto compre o livro, porém por agora estude os gráficos e tire suas próprias conclusões.

gráficos Saude e longevidade

Salute, kanimambo e uma ótima semana para todos.

Vinho, Doce Vinho – Um Aliado da Saúde e do Bem Estar

     Como tudo na vida, a moderação é importante, e no vinho não seria diferente sendo que diversos estudos desenvolvidos por cientistas e médicos no mundo inteiro demonstram claramente que o consumo de uma a duas taças de vinho diariamente dão uma mão e tanto em nossa saúde e bem estar. Em matéria escrita para a revista Wine Style em 2005 pelo Dr. Gustavo Andrade de Paula, enófilo e militante ativo da ABS São Paulo (que chegou a presidir há não tanto tempo assim), posteriormente publicado pelo portal News.Med.Br alguns fatos importantes são citados, porém o que mais me chamou a atenção foi sua frase final; “o consumo moderado parece ser o caminho para a felicidade. Muito ainda precisa ser entendido sobre os reais efeitos, benéficos e maléficos, do vinho sobre a saúde antes de torná-lo a panacéia universal para as moléstias do mundo moderno. Entretanto, em pouquíssimas situações, um remédio pôde ser tão infinitamente agradável e prazeroso.” A matéria completa pode ser acessada no link acima e recomendo a leitura, porém transcrevo aqui alguns desses fatos que mostram a relação benéfica do consumo moderado de vinho:

Doenças coronárias: o consumo moderado de vinho controla os níveis sangüíneos de algumas substâncias químicas inflamatórias chamadas citocinas. Estas, por sua vez, afetam o colesterol e as proteínas da coagulação. O vinho é capaz de reduzir os níveis de LDL e aumentar os de HDL (colesterol bom). Com relação à coagulação, o vinho torna as plaquetas presentes no sangue menos aderentes e reduz os níveis de fibrina, evitando que o sangue coagule em locais errados. Estes efeitos poderiam prevenir o entupimento de uma coronária, evitando um infarto do miocárdio.

Doenças do cérebro: Os efeitos mais conhecidos do álcool sobre o sistema nervoso são a embriaguez e a dependência alcoólica. Entretanto, quando consumido com parcimônia, o vinho parece reduzir o risco de demênciaa, incluindo o Mal de Alzheimer. Segundo alguns especialistas, os polifenóis presentes no vinho (principalmente nos tintos) seriam os responsáveis por evitar o envelhecimento das  células cerebrais. É intrigante notar que, proporcionalmente falando, a ação antioxidante dos polifenóis dos vinhos brancos é superior à dos tintos. Entretanto, a quantidade de polifenóis dos tintos é muito superior à dos brancos, tornando estes vinhos mais interessantes para as células cerebrais. Além da ação antioxidante, os vinhos melhoram a circulação cerebral, com o fazem com a circulação coronária. Sabe-se, ainda, que as chances de apresentar depressão são menores em consumidores moderados de vinho.

Doenças do aparelho digestivo: Há vários séculos, São Paulo já recomendava “um pouco de vinho para a saúde do estômago“. Hoje, sabe-se que o consumo moderado de vinho está associado a uma menor incidência de úlcera péptica por uma série de razões: alívio do estresse, inibição da histamina, ação antimicrobiana contra o Helicobacter pylori, bactéria implicada na gênese da úlcera duodenal. Por atuar sobre o colesterol, o vinho parece reduzir as chances de formação de cálculos no interior da vesícula biliar.

Sangue e Anemia: O álcool ajuda o organismo a absorver melhor o ferro ingerido nos alimentos. Além disto, um copo de vinho tinto contém, em média, 0,5mg de ferro.

Ossos: alguns estudos populacionais têm demonstrado que o consumo de pequenas quantidades de vinho é capaz de melhorar a densidade óssea, reduzindo as chances de osteoporose.

Câncer: A possibilidade de que os antioxidantes presentes no vinho pudessem prevenir alguns tipos de câncer despertou o interesse de muitos pesquisadores em todo o mundo. Alguns estudos populacionais mostram uma redução da mortalidade por doença coronária e por câncer em bebedores comedidos de vinho. Por exemplo, homens que consomem vinho sensata e regularmente têm menor chance de desenvolver linfoma não-Hodgkin.

     Agora, de acordo com mensagem recebida de um amigo citando como fonte a Revista Hype Science, aparentemente o vinho pode proteger a pele de queimadura solar! Cientistas espanhóis da Universidade de Barcelona, encontraram substâncias nas uvas que protegem as células dos danos causados pelos raios ultravioleta (UV), emitidos pelo sol, que hoje são a principal causa de envelhecimento precoce, queimadura solar e até mesmo câncer de pele. Os pesquisadores observaram a reação química ocorrida na pele quando ela é atingida por raios UV. Eles descobriram que os flavonóides nas uvas podem parar a reação química que faz com que as células morram causando, portanto, danos à pele.

     Marta Cascante, bioquímica da Universidade de Barcelona e diretora do projeto de pesquisa, disse que o estudo prova que as uvas podem proteger a pele contra queimaduras solares e até mesmo câncer de pele. Dessa forma, as descobertas poderão de fato levar ao desenvolvimento de cremes para a pele e outros produtos para proteger nosso corpo dos danos do sol.

     Verão chegando, mais uma razão para curtir uma taça ou duas todos os días, yesssss! Saúde, muiiiita, e kanimambo pela visita. Bom fim de semana lembrando que neste Sábado tem TASTE & BUY BRASIL na Vino & Sapore, vejo você por lá?

É, Vinho é Bom Até Para Vaca, Pode?!

Não sou eu quem digo não, só estou repicando noticia publicada no portal Tecmundo. Que existem algumas centenas de pesquisas médicas e científicas comprovando as qualidades benéficas do vinho á saúde quando tomado de forma constante e moderada, isso estamos cansados de saber, só que agora vem mais esta noticia, no mínimo curiosa, direto da Austrália.

Cientistas australianos descobriram uma dieta poderosa que pode trazer uma série de benefícios para a pecuária. Eles Graspa de Uva com Vinho - Daily Mailalimentaram um grupo de vacas por alguns dias com uma receita especial e notaram melhorias em várias funções dos animais. Segundo o DailyMail, a qualidade do leite melhorou consideravelmente, já que ele é produzido em maior quantidade e com um nível mais alto de ácidos graxos, substâncias que ajudam no combate a doenças cardíacas, diabetes, artrite e câncer.

Além disso, os animais alimentados com a nova comida emitem cerca de 20% a menos de metano do que as vacas que continuaram recebendo apenas o pasto. A descoberta alegrou os cientistas da Victorias Department of Primary Industries, que conduziu a pesquisa com várias outras substâncias e ainda não havia encontrado uma receita que funcionasse tão bem. O que eles usaram foi a graspa de uva, que é um derivado da produção do vinho composto por sementes e frutas amassadas. Esse material, que é produzido em grande quantidade nos locais de produção da bebida, normalmente seria descartado, porém agora tem destino mais nobre.

Será que essa diminuição de emissão de gases permite acumular créditos de carbono pela redução do efeito estufa? rs Essa só quem pode responder é meu amigo Flavio! Salute, kanimambo e vamos á luta porque quem sabe faz a hora não espera “não” acontecer. Bom fim de semana para todos.

Foto: Daily Mail

 

 

 

 

 

Resveratrol, que bicho é esse?

          Já comentei em diversos posts a importância do vinho para a saúde tendo, inclusive, publicado uma série de matérias publicadas mundialmente com ampla divulgação da midia especializada. Está tudo aqui do lado arquivado em Vinho & Saúde. Não é uma apologia à bebida, mas a contastação de que, em volumes moderados, as influências positivas são claras. O Resveratrol é amigo do peito, ou melhor, do coração e é encontrado nas uvas tintas especialmente na Tannat onde apresenta maior concentração. Eis abaixo alguns interessantes vídeos sobre o tema.

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=JDXmwlTBu9I&feature=related]

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=hEa54wCNth0&feature=related]

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=byfPtDxPXNI&feature=related]

Salute e kanimambo. Na Sexta mais uma parte de meus Melhores Vinhos de 2010, desta vez aqueles entre R$50 e 80,00. Até lá!

O Vinho e Seus Prazere$$$

luis-fernandoO amigo médico, degustador oficial dos Desafios de Vinho deste blog e enófilo dedicado, Dr. Luis Fernando Leite de Barros, escreveu esta pérola que tem que ser publicada. Leiam sua aguçada e inteligente crônica.

 

 Na interminável discussão custo-benefício em relação ao vinho, quase sempre concluímos que o importante é o prazer que ele irá nos proporcionar. Mas, para confundir um pouquinho mais nosso cérebro, sempre tem gente inventando pesquisas para confrontar vinhos bons com ruins, caros com baratos, bem com mal avaliados pelos críticos e as combinações entre eles para chegar a conclusões de quanto vale determinado vinho ou quanto desembolsaríamos por ele.

Um enólogo americano chamado Robin Goldstein, formado em Filosofia por Harvard e com doutorado em Direito por Yale é um que adora colocar “lenha na fogueira”. Para quem se lembra, foi ele quem criou um restaurante imaginário, chamou de Osteria L’Intrepido e submeteu sua fictícia carta de vinhos à avaliação da The Wine Spectator, incluindo nela diversos vinhos caros e muito mal avaliados pela própria revista e sendo premiada mesmo sem nunca ter existido. Este mesmo Goldstein, a fim de importunar os críticos especializados realizou degustações às cegas com 500 voluntários, leigos e especialistas, e submeteu à prova 540 garrafas de vinhos. Seus resultados foram polêmicos: um espumante americano de U$ 10,00 desbancou o renomado champagne francês Don Pérignon de U$ 150,00. E um Cabernet de Napa Valley de U$ 55,00 foi derrotado por um vinho popular de apenas U$ 2,00! Suas experiências foram publicadas pela Associação de Economistas do Vinho dos Estados Unidos e até virou livro (The Wine Trials).

Por outro lado, um estudo científico coordenado pelo professor Antonio Rangel do Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech), submeteu 20 indivíduos a uma inusitada experiência. Enquanto eles provavam 5 Cabernet Sauvignon supostamente diferentes, seus cérebros eram monitorados por exames de Ressonância Magnética. Mas, na realidade, eles bebiam sempre o mesmo vinho, porém, achavam que estavam provando vinhos de diferentes níveis de preço, que variavam entre U$ 5,00 e U$ 90,00. Os resultados foram muito interessantes, pois quando bebiam o vinho pensando se tratar do mais caro os indivíduos apresentavam maior atividade em uma região cerebral chamada de córtex órbito-frontal médio, relacionada ao prazer. Ou seja, quando provamos um vinho sabendo que ele custa caro, a sensação de prazer será maior do que se tomássemos o mesmo vinho pensando que ele custou pouco. E não é um “engano” do nosso cérebro, ele está fisicamente sendo estimulado a proporcionar mais prazer!

Portanto, após informações conflitantes como essas, nosso pobre cérebro deve estar se perguntando: “Na busca do prazer, devo beber um bom vinho, independente de ele ser barato ou um vinho caro, independente de ele ser ruim”?!