Vinho & Saúde

Vinho, Saúde e Longevidade

mediterraneandiet by GauchogourmetSão inúmeros os estudos e pesquisas que demonstram os benefícios do vinho à saúde quando tomado moderadamente e com uma determinada constância. Umas duas taças por dia para os homens e uma para as mulheres é algo que já está mais ou menos provado que traz uma série de benefícios seja; favorecendo o funcionamento do cérebro, beneficiando o aparelho digestivo e respiratório, estimulando a produção de insulina que combate a diabetes, como agente infeccioso e imune estimulante, retardando o envelhecimento ou diminuindo os riscos de câncer e, a meu ver, trazendo um pouco mais de alegria ao nosso dia a dia e a alegria é certamente uma fonte de longevidade do ser humano.

         Aqui mesmo já transcrevi diversos artigos sobre o tema, porém há alguns dias folheando o livro “Vinho, Saúde e Longevidade” do Dr. Antonio Carlos do Nascimento, me deparei com dois gráficos bastante interessantes  no capítulo em que ele descreve os famoso “paradoxo francês”.  Conforme seu texto; “ esse paradoxo levou à conclusão de que a taxa de mortalidade dos franceses, relacionada a problemas cardíacos, era menor em função do consumo de vinho” lembrando que até poucos dias atrás os franceses eram os maiores consumidores mundiais de vinho tinto.. “Outro dado que reforça essa idéia é a constatação de que, a despeito de a França ser um país de forte economia agrícola, os francêses comem poucas frutas e verduras da mesma forma que os países nórdicos, cujos habitante apresentam alta prevalência de doenças coronarianas, creditado à pouca ingestão de frutas e verduras aliada ao grande consumo de gorduras animais”.

O interessante dos gráficos é verificar que esse mesmo paradigma se estende mais ou menos de forma similar tanto em Portugal como na Espanha e Itália o que, a meu ver, mostra claramente um padrão que reforça as premissas estabelecidos pelo “paradoxo francês”. Se quiser ler mais sobre o assunto compre o livro, porém por agora estude os gráficos e tire suas próprias conclusões.

gráficos Saude e longevidade

Salute, kanimambo e uma ótima semana para todos.

Vinho, Doce Vinho – Um Aliado da Saúde e do Bem Estar

     Como tudo na vida, a moderação é importante, e no vinho não seria diferente sendo que diversos estudos desenvolvidos por cientistas e médicos no mundo inteiro demonstram claramente que o consumo de uma a duas taças de vinho diariamente dão uma mão e tanto em nossa saúde e bem estar. Em matéria escrita para a revista Wine Style em 2005 pelo Dr. Gustavo Andrade de Paula, enófilo e militante ativo da ABS São Paulo (que chegou a presidir há não tanto tempo assim), posteriormente publicado pelo portal News.Med.Br alguns fatos importantes são citados, porém o que mais me chamou a atenção foi sua frase final; “o consumo moderado parece ser o caminho para a felicidade. Muito ainda precisa ser entendido sobre os reais efeitos, benéficos e maléficos, do vinho sobre a saúde antes de torná-lo a panacéia universal para as moléstias do mundo moderno. Entretanto, em pouquíssimas situações, um remédio pôde ser tão infinitamente agradável e prazeroso.” A matéria completa pode ser acessada no link acima e recomendo a leitura, porém transcrevo aqui alguns desses fatos que mostram a relação benéfica do consumo moderado de vinho:

Doenças coronárias: o consumo moderado de vinho controla os níveis sangüíneos de algumas substâncias químicas inflamatórias chamadas citocinas. Estas, por sua vez, afetam o colesterol e as proteínas da coagulação. O vinho é capaz de reduzir os níveis de LDL e aumentar os de HDL (colesterol bom). Com relação à coagulação, o vinho torna as plaquetas presentes no sangue menos aderentes e reduz os níveis de fibrina, evitando que o sangue coagule em locais errados. Estes efeitos poderiam prevenir o entupimento de uma coronária, evitando um infarto do miocárdio.

Doenças do cérebro: Os efeitos mais conhecidos do álcool sobre o sistema nervoso são a embriaguez e a dependência alcoólica. Entretanto, quando consumido com parcimônia, o vinho parece reduzir o risco de demênciaa, incluindo o Mal de Alzheimer. Segundo alguns especialistas, os polifenóis presentes no vinho (principalmente nos tintos) seriam os responsáveis por evitar o envelhecimento das  células cerebrais. É intrigante notar que, proporcionalmente falando, a ação antioxidante dos polifenóis dos vinhos brancos é superior à dos tintos. Entretanto, a quantidade de polifenóis dos tintos é muito superior à dos brancos, tornando estes vinhos mais interessantes para as células cerebrais. Além da ação antioxidante, os vinhos melhoram a circulação cerebral, com o fazem com a circulação coronária. Sabe-se, ainda, que as chances de apresentar depressão são menores em consumidores moderados de vinho.

Doenças do aparelho digestivo: Há vários séculos, São Paulo já recomendava “um pouco de vinho para a saúde do estômago“. Hoje, sabe-se que o consumo moderado de vinho está associado a uma menor incidência de úlcera péptica por uma série de razões: alívio do estresse, inibição da histamina, ação antimicrobiana contra o Helicobacter pylori, bactéria implicada na gênese da úlcera duodenal. Por atuar sobre o colesterol, o vinho parece reduzir as chances de formação de cálculos no interior da vesícula biliar.

Sangue e Anemia: O álcool ajuda o organismo a absorver melhor o ferro ingerido nos alimentos. Além disto, um copo de vinho tinto contém, em média, 0,5mg de ferro.

Ossos: alguns estudos populacionais têm demonstrado que o consumo de pequenas quantidades de vinho é capaz de melhorar a densidade óssea, reduzindo as chances de osteoporose.

Câncer: A possibilidade de que os antioxidantes presentes no vinho pudessem prevenir alguns tipos de câncer despertou o interesse de muitos pesquisadores em todo o mundo. Alguns estudos populacionais mostram uma redução da mortalidade por doença coronária e por câncer em bebedores comedidos de vinho. Por exemplo, homens que consomem vinho sensata e regularmente têm menor chance de desenvolver linfoma não-Hodgkin.

     Agora, de acordo com mensagem recebida de um amigo citando como fonte a Revista Hype Science, aparentemente o vinho pode proteger a pele de queimadura solar! Cientistas espanhóis da Universidade de Barcelona, encontraram substâncias nas uvas que protegem as células dos danos causados pelos raios ultravioleta (UV), emitidos pelo sol, que hoje são a principal causa de envelhecimento precoce, queimadura solar e até mesmo câncer de pele. Os pesquisadores observaram a reação química ocorrida na pele quando ela é atingida por raios UV. Eles descobriram que os flavonóides nas uvas podem parar a reação química que faz com que as células morram causando, portanto, danos à pele.

     Marta Cascante, bioquímica da Universidade de Barcelona e diretora do projeto de pesquisa, disse que o estudo prova que as uvas podem proteger a pele contra queimaduras solares e até mesmo câncer de pele. Dessa forma, as descobertas poderão de fato levar ao desenvolvimento de cremes para a pele e outros produtos para proteger nosso corpo dos danos do sol.

     Verão chegando, mais uma razão para curtir uma taça ou duas todos os días, yesssss! Saúde, muiiiita, e kanimambo pela visita. Bom fim de semana lembrando que neste Sábado tem TASTE & BUY BRASIL na Vino & Sapore, vejo você por lá?

É, Vinho é Bom Até Para Vaca, Pode?!

Não sou eu quem digo não, só estou repicando noticia publicada no portal Tecmundo. Que existem algumas centenas de pesquisas médicas e científicas comprovando as qualidades benéficas do vinho á saúde quando tomado de forma constante e moderada, isso estamos cansados de saber, só que agora vem mais esta noticia, no mínimo curiosa, direto da Austrália.

Cientistas australianos descobriram uma dieta poderosa que pode trazer uma série de benefícios para a pecuária. Eles Graspa de Uva com Vinho - Daily Mailalimentaram um grupo de vacas por alguns dias com uma receita especial e notaram melhorias em várias funções dos animais. Segundo o DailyMail, a qualidade do leite melhorou consideravelmente, já que ele é produzido em maior quantidade e com um nível mais alto de ácidos graxos, substâncias que ajudam no combate a doenças cardíacas, diabetes, artrite e câncer.

Além disso, os animais alimentados com a nova comida emitem cerca de 20% a menos de metano do que as vacas que continuaram recebendo apenas o pasto. A descoberta alegrou os cientistas da Victorias Department of Primary Industries, que conduziu a pesquisa com várias outras substâncias e ainda não havia encontrado uma receita que funcionasse tão bem. O que eles usaram foi a graspa de uva, que é um derivado da produção do vinho composto por sementes e frutas amassadas. Esse material, que é produzido em grande quantidade nos locais de produção da bebida, normalmente seria descartado, porém agora tem destino mais nobre.

Será que essa diminuição de emissão de gases permite acumular créditos de carbono pela redução do efeito estufa? rs Essa só quem pode responder é meu amigo Flavio! Salute, kanimambo e vamos á luta porque quem sabe faz a hora não espera “não” acontecer. Bom fim de semana para todos.

Foto: Daily Mail

 

 

 

 

 

Resveratrol, que bicho é esse?

          Já comentei em diversos posts a importância do vinho para a saúde tendo, inclusive, publicado uma série de matérias publicadas mundialmente com ampla divulgação da midia especializada. Está tudo aqui do lado arquivado em Vinho & Saúde. Não é uma apologia à bebida, mas a contastação de que, em volumes moderados, as influências positivas são claras. O Resveratrol é amigo do peito, ou melhor, do coração e é encontrado nas uvas tintas especialmente na Tannat onde apresenta maior concentração. Eis abaixo alguns interessantes vídeos sobre o tema.

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=JDXmwlTBu9I&feature=related]

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=hEa54wCNth0&feature=related]

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=byfPtDxPXNI&feature=related]

Salute e kanimambo. Na Sexta mais uma parte de meus Melhores Vinhos de 2010, desta vez aqueles entre R$50 e 80,00. Até lá!

O Vinho e Seus Prazere$$$

luis-fernandoO amigo médico, degustador oficial dos Desafios de Vinho deste blog e enófilo dedicado, Dr. Luis Fernando Leite de Barros, escreveu esta pérola que tem que ser publicada. Leiam sua aguçada e inteligente crônica.

 

 Na interminável discussão custo-benefício em relação ao vinho, quase sempre concluímos que o importante é o prazer que ele irá nos proporcionar. Mas, para confundir um pouquinho mais nosso cérebro, sempre tem gente inventando pesquisas para confrontar vinhos bons com ruins, caros com baratos, bem com mal avaliados pelos críticos e as combinações entre eles para chegar a conclusões de quanto vale determinado vinho ou quanto desembolsaríamos por ele.

Um enólogo americano chamado Robin Goldstein, formado em Filosofia por Harvard e com doutorado em Direito por Yale é um que adora colocar “lenha na fogueira”. Para quem se lembra, foi ele quem criou um restaurante imaginário, chamou de Osteria L’Intrepido e submeteu sua fictícia carta de vinhos à avaliação da The Wine Spectator, incluindo nela diversos vinhos caros e muito mal avaliados pela própria revista e sendo premiada mesmo sem nunca ter existido. Este mesmo Goldstein, a fim de importunar os críticos especializados realizou degustações às cegas com 500 voluntários, leigos e especialistas, e submeteu à prova 540 garrafas de vinhos. Seus resultados foram polêmicos: um espumante americano de U$ 10,00 desbancou o renomado champagne francês Don Pérignon de U$ 150,00. E um Cabernet de Napa Valley de U$ 55,00 foi derrotado por um vinho popular de apenas U$ 2,00! Suas experiências foram publicadas pela Associação de Economistas do Vinho dos Estados Unidos e até virou livro (The Wine Trials).

Por outro lado, um estudo científico coordenado pelo professor Antonio Rangel do Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech), submeteu 20 indivíduos a uma inusitada experiência. Enquanto eles provavam 5 Cabernet Sauvignon supostamente diferentes, seus cérebros eram monitorados por exames de Ressonância Magnética. Mas, na realidade, eles bebiam sempre o mesmo vinho, porém, achavam que estavam provando vinhos de diferentes níveis de preço, que variavam entre U$ 5,00 e U$ 90,00. Os resultados foram muito interessantes, pois quando bebiam o vinho pensando se tratar do mais caro os indivíduos apresentavam maior atividade em uma região cerebral chamada de córtex órbito-frontal médio, relacionada ao prazer. Ou seja, quando provamos um vinho sabendo que ele custa caro, a sensação de prazer será maior do que se tomássemos o mesmo vinho pensando que ele custou pouco. E não é um “engano” do nosso cérebro, ele está fisicamente sendo estimulado a proporcionar mais prazer!

Portanto, após informações conflitantes como essas, nosso pobre cérebro deve estar se perguntando: “Na busca do prazer, devo beber um bom vinho, independente de ele ser barato ou um vinho caro, independente de ele ser ruim”?!

Vinho & Saúde

Por vezes uma imagem vale mais que 1000 palavras, ou assim dizem. Neste post acho que o ditado está absolutamente correto e não poderia acrescentar mais nada.

 

1 - Em Inglês, mas acho que não precisa de tradução. Para uma dieta saudável uma pirâmide guia de alimentação saudável foi elaborada por membros da faculdade de Harvard School of Public Health.

 

 

 healthyeatingpyramidresize-harvard-school-of-public-health

 

Quer ver este tema em detalhes, clique aqui

 

2 – Summer Wine Garden, um dos sites interessantes de nossa vinosfera, link que estava devendo, mas não estou mais, veja aqui do lado, reproduziu esta pérola que dispensa comentários, em seu gostoso blog.

bendito-vinho-tinto-summer-garden

 

 

3  Para inibir os amigos que gostam de deturpar ou “ajeitar” as coisas a seu modo. Doses ou taças de vinho são de, no máximo, 150ml entendido?

 

cartoon-taca-cheia

Medicina Contra o Vinho?

healthandwineEste espaço é democrático e se há controvérsias estas precisam ser mostradas. Pois bem, ultimamente tenho lido algumas matérias em que os benefícios de doses moderadas de vinho tomadas diariamente não são assim tão saudáveis como se dizia. Isto, inclusive, vem provocando grande irritação junto aos produtores franceses. Eis as noticias.

 1 – De acordo com estudo elaborado por pesquisadores na Oxford University que pesquisou um milhão de mulheres de 50 anos de idade e acima, mostrou que aquelas que tomam uma taça de vinho diária (125ml) apresentaram 6% mais chance de contrair câncer. Aquelas que consumirem duas taças diárias, dobram o porcentual de risco de acordo com a pesquisa.

 2Dominique Maraninchi, presidente da INCA (Intituto Nacional do Câncer na França), alega que “doses diárias e constantes de álcool, são danosas à saúde independentemente da quantidade” podendo aumentar o risco de câncer de boca e garganta em até 168% o que levou o ministério da saúde na França, a determinar em suas cartilhas, que o consumo de álcool, especialmente vinho, é desaconselhável. Óbvio que isso está dando o que falar na França, mas Roger Corder, professor de terapias experimentais do William Harvey Research Institute em Londres, especialista no assunto, ficou imensamente surpreso já que essas alegações não foram baseadas em pesquisas francesas e sim mundiais, afora cobrirem consumo de álcool de forma generalizada.  

Xavier de Volontat, presidente da associação de produtores do sul da região do Languedoc coloca a seguinte interessante questão; “Se isso é verdadeiro, como explicar que o consumo de vinho na França caiu 50% nos últimos vinte anos, e no mesmo período houve um aumento drástico de ocorrência de câncer no país?”. Mais ainda, não é que esse tal de Maraninchi também meteu bronca nos embutidos, charcutaria e queijos! O cara está querendo acabar com a cultura enogastronômica francesa?!! Com esse sobrenome tou achando que é “intriga” da oposição!

               Enquanto isso, do outro lado do mundo, na Austrália, mais precisamente na West Australia University em Perth, pesquisa efetuada mostra que existe correlação entre consumo moderado diário de álcool e redução de disfunções eréteis nos homens. Apesar de sabido que o consumo de álcool é tradicionalmente associado à baixa performance na cama, quando analisados 1700 homens na região, se verificou que quem consumia de uma a vinte taças por semana (não de uma vez!), apresentava 20 a 30% de redução no risco de disfunções eréteis, já se considerando outros aspectos como idade, fumo e doenças cardíacas. O Dr. Kew-Kim Chew, epidemiologista da universidade, pede, no entanto, por estudos mais conclusivos e lembra que seria socialmente irresponsável recomendar o consumo de álcool para esse fim. 

Por via das duvidas e baseado em todas as pesquisas já efetuadas até aqui, eu estou mesmo é com os produtores franceses e seguirei no meu regular e gostoso hábito de tomar minhas duas ou três taças diárias com visitas, também regulares, ao meu médico. Agora, verdade seja dita, depois de um ano de absoluto e danoso sedentarismo com consumo regular diário, meus recentes exames laboratoriais se mostraram excelentes. Vai explicar!!

wine-smile-despagne1Salute a Kanimambo.

Vinho e a Saúde das Mulheres

women-wineO Vinho e a Mulher têm tudo a ver um com o outro e, talvez até por isso, enlouqueçam de paixão os homens. Será a finesse, a elegância, a complexidade, o mistério, o tempo exigido para que a conhecemos a pleno, o prazer da descoberta ou o mero olhar sedutor que parecendo submissa nos enfeitiça por inteiro? A meu ver, um conjunto de tudo isso aliado a uma extrema sensibilidade. Este post, com algumas desculpas adicionais para que elas sigam se deliciando com os doces néctares das taças, é uma homenagem ao dia 8 de Março, dia Internacional da Mulher, esse incrível ser que, cada vez mais, assume um papel de destaque na sociedade e em nossa vinosfera. Um salute e um kanimambo muito especial neste dia lembrando que o desenvolvimento de diversas pesquisas médicas tem mostrado que o consumo moderado de vinho pelas mulheres, afora os já conhecidos benefícios ao coração, trás alguns outros bem específicos á condição feminina. Vejamos algumas matérias colhidas na rede:

 

Mulheres Que Bebem Vinho Regular e Moderadamente, Junto às Refeições Têm 50% Menos Chance De Desenvolverem Câncer De Ovário. O adenocarcinoma de mama é o câncer que mais mata as mulheres. Ele tem uma relação direta com a ingestão de bebidas alcoólicas, isto é, quanto mais álcool uma mulher ingere maior a probabilidade dela ter esta doença. Isto está bem documentado em uma metanálise de 53 estudos epidemiológicos, incluindo 584.515 mulheres com câncer de mama. Este trabalho foi feito com a colaboração de vários pesquisadores e publicada no British Journal of Cancer, em 2002.

 Inúmeros estudos (mais de 10 nos últimos dois anos), no entanto, mostram que quando a bebida ingerida é o vinho, há uma proteção ao desenvolvimento deste tipo de câncer. As mulheres que bebem vinho regularmente, moderadamente e junto às refeições têm 50% menos chance de desenvolverem câncer de ovário. Isso foi o que constatou a Drª Penny Webbi da Austrália, estudando 696 mulheres com este tipo de neoplasia e mais 786 outras mulheres, sem a doença, num grupo controle. As mulheres que bebiam regularmente destilados e cerveja tinham tanto câncer de ovários quanto as abstêmias e as que bebiam vinho tinto tinham uma proteção um pouco maior do que as que tomavam vinho branco.

A Drª Ann Malarcher, uma pesquisadora deste órgão, veio a público em 2001 para chamar a atenção para o fato de mulheres jovens (entre 15 e 44 anos de idade) que tomam até duas doses de bebidas alcoólicas por dia têm 60% menos Derrame Cerebral do que as abstêmias. E quando esta bebida alcoólica é o vinho a probabilidade de desenvolver essa doença é menor ainda. Esses dados epidemiológicos são tão relevantes que hoje a própria Associação Americana do Derrame Cerebral (NSA – National Stroke Association) reconhece que as mulheres que tomam vinho regularmente e moderadamente com as refeições têm menos Derrame Cerebral e que as mulheres que já tiveram esse mal e passam beber vinho regularmente e moderadamente têm menos chance de ter um novo episódio da doença.

Fonte: Dr. Jairo Monson de Souza Filho no site Vinhos Net

 

Vinho Ajuda a Reduzir Risco de Demência nas Mulheres. Esse é o titulo de uma matéria que aparece na Revista de Vinhos portuguesa tendo como base um artigo da Wine Spectator e já publicado aqui mesmo em Falando de Vinhos. Na verdade, falamos aqui de halzeimer e este é um assunto sério apesar da chamada meio desajeitada deste artigo. Este é o resultado de cerca de 34 anos de estudo de uma equipe da Academia de Sahlgreska da Universidade de Gohtemburg na Suécia. Neste estudo em que 1458 suecas entre 38 e 60 anos foram acompanhadas se verificou que as mulheres que bebiam vinho todas as semanas tinham 70% menos possibilidade de contrair a doença, sendo que esta taxa caía para 40% nas mulheres que também tomavam destilados e cerveja. Já as mulheres que somente tomavam cerveja e destilados a probabilidade de contrair a doença crescia em 20%. Também se concluiu que as mulheres suecas estão tomando mais vinho e, que estas, têm a tendência a viver por mais anos. O artigo termina com uma pérola; “Apesar destes dados, os cientistas acham que é ainda muito cedo para se recomendar o consumo de vinho às mulheres”.

 

A Ingestão moderada de álcool leva a um ganho de massa óssea. Beber regularmente de 1 a 3 taças por dia de vinho tinto durante as refeições leva a um aumento da massa óssea, sobretudo em mulheres na menopausa. Este fato tem levantado muitas dúvidas uma vez que a Medicina nos ensina que bebidas alcoólicas são um fator de risco para a osteoporose. Mas esse efeito deletério das bebidas alcoólicas sobre o osso só ocorre para quem tem uma ingesta diária superior a 29 g de álcool – o equivalente a 3 taças de vinho.

A ingestão moderada de álcool, ou seja 11 a 29 g – o equivalente a 1 a 3 taças de vinho – leva a um ganho de massa óssea. Eis a chave para a compreensão desse paradoxo. Foi publicado em 2000 um Estudo de Epidemiologia da Osteoporose (EPIDOS) feito na França com um número muito grande (7598) de mulheres idosas (todas com mais de 74 anos de idade) que deixou isso muito claro.

Esse mesmo estudo evidenciou que as mulheres “menopausadas que tomam de 1 a 3 taças de vinho por dia têm ganho significativo de massa óssea, independente de outros fatores.Dr. Jairo Monson de Souza Filho para a Confraria do Vinho –BG (Bento Gonçalves)

 

Domingo tem mais.

 

Essa imagem divina no inicio do post só podia ser arte advinda da sensibilidade e delicadeza de uma mulher. Vejam e conheçam a artista Jamie Adams no site - http://www.jamieadamsartist.com/gallery/index.htm

Uma Taça ao Dia?

uma-tacaPara aqueles que abusaram neste carnaval, cairam na gandaia e trocaram a taça pela latinha e/ou destilados, é importante revermos os aspectos medicinais do doce néctar e também dar um descanso ao fígado com algo mais light, vinho. Como já disse anteriormente, há gente que recomenda uma taça por dia e outros vão até quatro, ou seja, a variável do que seja o ideal para colher todas as benesses que o vinho aporta à saúde é muito ampla. Eu sou um adepto das três taças diárias, mas depois deste carnaval acho que poderíamos dar um break e ficar com uma taçinha diária, eheheh, só por um tempinho, não?

Brincadeiras á parte, vejam esta interessante tabela que tem como fonte o manual de nutrição e saúde da Petrobrás obtida através do site http://www.habitossaudaveis.com

tabela-de-nutricao

60% dos Polifenóis vêm da semente da uva, 33% da casca, o resto da polpa, pedicelo e madeira. É por isso que, como regra, os vinhos tintos têm mais virtudes para a saúde que os vinhos brancos. Dentro esses polifenóis, o RESVERATROL presente no vinho tinto, ajuda a aumentar o colesterol bom evitando o acúmulo de gordura nas artérias, prevenindo doenças do coração. Quantidade recomendada, por eles, dois copos de suco de uva ou uma taça de vinho tinto por dia. Esse negócio de suco de uva sem álcool não sei se está muito bem comprovado não então, por via das duvidas, eu opto pelo conjunto e fico no vinho mesmo!

Salute e kanimambo.

Ps. Imagem da taça obtida de http://triviaveg.blogspot.com

Paradoxo Francês.

Apesar de ser, aparentemente, noticia mais que batida, muitos ainda me perguntam o que é isso e como foi levantado. Publicado no British Medical Journal em 1991, o estudo desenvolvido pelos Drs. Serge Renaud e Lorgeril, da Universidade de Bordeaux, com um universo de 34.000 homens, constatou que mesmo com uma dieta repleta de gorduras, o povo francês sofria de menos problemas coronários e se mostravam comparativamente menos gordos do que seus vizinhos e, especialmente, os americanos. A conclusão do estudo atribuía o fenômeno ao fato dos franceses terem o hábito de tomar vinho diariamente com suas refeições.

Que o vinho faz bem à saúde, nenhuma grande surpresa, o porquê é que não se sabia e virou fonte de pesquisa. Desde 400 A.C. que as qualidades terapêuticas do vinho são conhecidas e exploradas a começar por Hipócrates, passando por Louis Pasteur, até aos dias de hoje. Na verdade, já em 1819 um médico irlandês, Dr. Samuel Black, tinha observado fenômeno semelhante. Em 1979 a revista The Lancet, publicou o “Estudo dos 18 países”, elaborado pelo Dr Selwyn St Leger e alguns colaboradores. A grande diferença é que o estudo de Renaud e Lorgeril teve uma abrangência maior e, mais importante que isso, veio num momento propicio o da massificação da comunicação e da televisão. Foi pelas mãos do programa “60 minutes” da rede CBS em 17 de Novembro de 1991, que o agora denominado “Paradoxo Francês” correu mundo e fez a festa dos produtores que viram suas vendas de vinho tinto crescerem em quase 45%. Quem quiser assistir o original desse programa, clique aqui.

 

paradoxo

 

Existem indícios de que o numero de patologias cardíacas levantadas à época na França, estavam muito abaixo do real e que outros fatores, afora o consumo regular de vinho, tem grande participação tanto no índice de infartos como no de obesidade. Com relação ao americanos, com quem foi feita a comparação, os franceses comem menos, comem menos vezes, comem gorduras vegetais no lugar de animal, comem mais peixe, etc.. É, no entanto, aceitável pela comunidade cientifica mundial, que o vinho possui sim, propriedades benéficas à saúde desde que seja consumido moderadamente. Em 1995, cientistas dinamarqueses da Copenhaguen Heart Study, destacaram os efeitos do vinho em relação a outras bebidas alcoólicas através de pesquisa realizada com 13 mil pessoas durante 12 anos. A pesquisa traz evidências de que as taxas de mortalidade diminuem mais entre pessoas que bebem vinho do que naquelas que tomam cerveja ou destilados.

No site da Uvibra tem uma página sobre este assunto de onde destaquei o que segue; “Entre os mais de 200 componentes do vinho, existem substâncias químicas conhecidas como flavenóides, encontrados em vegetais como a cebola e a maçã, comprovadamente com propriedades antioxidantes, ou seja, que protegem as células do organismo da ação dos radicais livres, causadores de doenças do envelhecimento. Nas uvas, esses Flavenóides podem ser encontrados nos pigmentos que dão cor à casca. Os Flavenóides, como Luteonina e Quercitina, presentes no vinho tinto, tem poder antioxidante até maior que a Vitamina E, e por isso, protegem o coração dos efeitos das gorduras”.” Por outro lado, o Resveratrol presente no vinho tinto e conhecido por suas propriedades antiinflamatórias e anticancerígenas, controla as atividades de uma proteína, que é capaz de ativar ou desativar certos genes no interior de um núcleo celular, frisa uma das principais autoras do estudo, a doutora Minnie Holmes-McNary, da Universidade de Carolina do Norte em Chapel Hill”.

Os estudos seguem em diversas partes do mundo e já se fala em remédios á base de flavenóides dentro de um curto espaço de tempo. As benesses são enormes e, como iremos ver ao longo de outros posts que estarei divulgando com o tempo, vão desde a diminuição de risco de adquirir Alzheimer na mulher à impotência no homem. Alguns desses pseudo estudos podem ser exagerados e só servir de estimulo para induzi-lo ao consumo? Pode até ser, mas a comunidade cientifica está aí com estudos e pesquisas sérios, não é balela nem campanha de marketing. Por outro lado, também não é garantia de isenção de possíveis problemas e nem deve ser razão para se começar a beber. Agora, não exagere, como em tudo na vida, as coisas só são boas mesmo quando usadas com inteligência e moderação. O “quanto” é o moderado é que é a grande questão e existem diversas versões vindas de tudo o que é fonte.

 A que me parece mais lógica, especifica três taças para o homem e duas para as mulheres diariamente, preferencialmente acompanhando as refeições e com bastante água. No entanto, a UVIBRA publica este quadro em seu site, que recomendo visitar para mais informações sobre o tema. Estes são alguns dos beneficios extras, porque tomo vinho mesmo é porque gosto, me dá prazer e me desperta curiosidade para um mundo complexo e repleto de diversidade, cultura e história. Salute

 

uvibra-grafico-1