A - Viaje Comigo

Elaborando e Provando Vinhos na Casarena

Uma das bodegas onde sempre levo os grupos de enófilos que me honram com sua preferência e confiança nos tours que faço por Mendoza. O lugar é lindo, a comida é de primeira e criativa, os vinhos nem se fala e ainda fazemos um exercício de elaborar um vinho próprio! Desta vez também descobri dois novos vinhos que me encantaram.

Após uma breve visita à bodega, fomos para a sala exclusiva onde o grupo, dividido em equipes de três, teria que desenvolver um blend próprio. Na mesa, pipetas e três garrafas de vinho base todos de Agrelo; Cabernet Sauvignon, Malbec e Petit Verdot. Cada trio desenvolveu sua sensibilidade provando primeiro cada vinho individualmente e depois montando seu blend. Super divertido, acalorado, um exercício muito bacana que já tive o prazer de montar, de forma algo mais lúdica, em uma de minha degustações ao montarmos cortes bordaleses, sempre uma ótima e divertida forma de desenvolver nosso conhecimento e aguçar nossos sentidos. O ganhador foi escolhido pelo grupo ás cegas, pois de cada rótulo foram feitas duas garrafas, uma para a prova e a outra para a dupla que elaborou levar para casa. O vinho vencedor? “Na Medida”, elaborado pela Liane, Martha e Ivete onde a Cabernet Sauvignon foi protagonista com 60% tendo como coadjuvante 30% de Malbec que foi completado com a mágica Petit Verdot, corte bordalês (com a malbec fazendo as vezes da Merlot) a la margem esquerda de Bordeaux!! rs

Já embalados a esta altura do campeonato, nos dirigimos ao restaurante para uma deliciosa e muito criativa refeição harmonizada com menu degustação de seis pratos. Afora os vinhos relacionados, ainda tivemos o privilégio de finalizar no terraço tomando o impressionante Ícono de Casarena, coisa de louco!!  De forma reduzida e concisa, eis meus comentários lembrando sempre que os grandes produtores se conhecem por seus vinhos básicos, e esta linha 505 que aqui no Brasil anda na casa dos 56 Reais mostra bem o compromisso da bodega com seus vinhos:

  • 505 Chardonnay – levemente amadeirado, fresco, um vinho muito agradável de uma linha de gama de entrada.
  • 505 Rosé de Malbec com Cabernet Franc – o mercado não é muito chegado em Casarena Naoki Malbecrosés, mas eu gosto e este me encantou, sedutor e muito saboroso.
  • Ramanegra Cabernet Sauvignon Reserva – nesta linha de produtos, gama média alta, o vinho que mais me encanta e que fez que eu um dia introduzisse o produtos no portfolio da Vino & Sapore. Prima pelo equilíbrio.
  • Naoki Single Vineyard Malbec Agrelo – Esta linha de produtos é topo de gama, e aqui encontramos um ótimo Cabernet Franc e um Malbec do vinhedo Lauren´s de que gosto muito, porém este me arrebatou, seduziu, me encantou, vinhaço! Um Malbec que prima pela finesse, um nariz de boa intensidade que convida a levar á taça à boca onde explode em emoções, gamei!!
  • Ramanegra Cidra Brut – Diferente, mas não chega a encantar, ajudou a harmonização.
  • Casarena Ícono -“O” vinho da casa, o nome diz tudo. Um blend que junt20170904_170311a as melhores uvas das melhores parcelas de seus vinhedos, fermentadas inteiras em barricas de 500 litros com leveduras selvagens, a quintessência do terroir!! Sessenta porcento de Cabernet Sauvignon parcelas com mais de 90 anos e Malbec compõem este incrível vinho que passa ainda por 18 meses de barricas francesas novas e um breve afinamento em garrafa antes de sair ao mercado. Vinho classudo, inebriante, denso com ótima textura, meio de boca complexo, taninos presentes mas muito finos, para tomar nas calmas olhando aquela linda paisagem, show de encerramento, vinhaço!

Bem amigos, e assim terminou mais um dia de visitas em Mendoza que se iniciou com a Belasco de Baquedano e terminará com o jantar no incrível Azafrán que está soberbo como sempre, talvez um degrau acima depois da mudança de chefs. Para curtir um pouco mais clique na imagem abaixo e viaje comigo virtualmente.
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Aromas do Vinho em Mendoza

Você sabia que a única sala de aromas da América do Sul fica em Mendoza? Que com seus 46 aromas catalogados é a quarta maior das Américas?  Foi isso que fomos conferir nesta última viagem a Mendoza com um grupo de confrades. Isso e os vinhos obviamente!

Belasco de Baquesano, é o nome desta bodega de origem espanhola, mais precisamente de Navarra. A Sala de Aromas é um primor e ainda possui uma pequena exposição de cortiça mostrando de onde e como são feitas as rolha. São 46 aromas entre eles os que se referem a defeitos, importante se dar um tempo aqui primeiro fungando para só depois olhar o cartaz explicativo que identifica o aroma em questão. Muito didática a sala e só por isso já vale a pena a visita à Bodega, uma ótima forma de iniciar sua viagem a Mendoza e prepará-lo para o que vem depois pois não fica só nisso, afinal há vinhos a provar, sempre os há em Mendoza! rs

Após visita ás entranhas da vinícola, nos dirigimos ao balcão do bar de entrada para provar sua linha de vinhos, afinal a sede já apertava! rs Balcão cheio, devo frisar!! Provamos um espumante Rosé Brut e três vinhos tintos, sendo um deles um colheita tardia de malbec, eles só trabalham com a malbec, que eles atestam ser o único real Ice Wine argentino. Muito interessante porque já tinha provado um, creio que da Las Perdices, porém este era elaborado com uvas congeladas em câmara fria.

Dos vinhos foram dois os destaques:

Swinto Malbec, o principal vinho da casa, um vinho poderoso, denso, de grande estrutura, fruta madura bem presente,notas tostadas e alguma especiaria de final de boca num estilo mais tradicional e bem feito. Vinhedo antigo, 1910 pé franco, 18 meses de barrica francesa, a joia da coroa! rs Bom vinho

Antracita Ice Wine, um colheita tardia do mesmo vinhedo de 1910, em que as uvas são deixadas no pé e colhidas no outono nas primeiras nevascas e, por isso, não se produz todos os anos. O que provamos foi de 2010, ano em que produziram 7150 garrafas da qual a de número 4249 jaz ainda cheia sobre minha mesa enquanto compartilho estas linhas com os amigos. Antes de falar do vinho, alvíssaras pela garrafa de 375ml é um charme!! rs O vinho mostra-se opaco na cor, algo floral no nariz, na boca nos traz sensações de chocolate escuro, figos maduros e cereja, aveludado, doce mas muito bem equilibrado e de boa persistência. Envelhecido em carvalho novo francês sur lie por 24 meses, tem 93 g / l de açúcar e 14,5% de álcool.

Abaixo o vídeo de nossa visita, clique na imagem, espero que curtam. O dia estava só começando e próxima parada Casarena onde os confrades elaborarão seu próprio vinho e provaremos alguns grandes vinhos! Fui, um bom fim de semana para todos e kanimambo pela visita. Nos encontraremos novamente por aqui, na Vino & Sapore ou algum outro canto de nossa vinosfera.

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Finca Decero, dia Zero de Nossa Viagem a Mendoza!

Com este grupo essencialmente composto de Confrades que se reúnem mensalmente na Vino & Sapore tendo as Enoladies como fomentadoras principais da viagem, embarcamos em Guarulhos num Domingo e na chegada já tivemos o privilégio de sermos recebidos na Decero que abriu as portas especialmente para nós! A Decero é uma Bodega muito jovem começada do zero em 1999 por um casal de Suiços que tinham em mente um projeto especifico a executar e por isso mesmo queriam algo que eles mesmos pudessem moldar ao seu jeito e forma. É linda, perfeitamente integrada a uma paisagem encantadora.

Os vinhedos chamados de Remolinos, em função dos redemoinhos  que se formam no campo, começaram a ser plantados em 2000 e as primeiras colheitas experimentaisFinca-Decero-Argentina-A-remolinos-in-our-vineyard realizadas em 2004 e 05. Finalmente em 2006 as primeiras colheitas comerciais foram realizadas, lançadas ao mercado dois anos depois e o sucesso veio rapidamente. Hoje se produzem cerca de 500 mil garrafas anuais e os troféus e medalhas começam a se amontoar. Para quem não conhece, recomendo a visita, o lugar e os vinhos merecem atenção sem desmerecer o atendimento muito simpático e eficiente, porque isso é essencial,gracias!

Já esteve presente no Brasil, porém em função do fechamento da importadora, busca outro representante para nossas terras e eu espero que achem logo, pois seus vinhos valem muito a pena e estranho que até agora não tenha rolado algo. Se grana tivesse para isso, certamente estaria em meu portfolio!  Localizada em Lujan de Cuyo em uma de suas principais sub-regiões, Agrelo, só produz vinhos tintos. Você pode ver mais da bodega clicando aqui, mas agora deixa eu compartilhar com vocês os vinhos que lá provamos e nos foram apresentados pelo diretor comercial Leandro Bastias, gracias amigo!

Decero Malbec  – Boa tipicidade, floral, taninos finos bem presentes, boa persistência e harmônico, acidez bastante equilibrada. Bom vinho ao qual a Wine Spectator deu 91 pontos na safra 2015.

Decero Cabernet Sauvignon – Frutos negros bem presentes, especiarias, jovem, taninos firmes e elegantes, gostei muito e, a meu ver, entre os três desta gama o vinho mais vibrante que mais me entusiasmou mostrando que estas terras de Agrelo realmente dão ótimos Cabernets! A Wine Spectator acabou de indicar este vinho da safra de 2014 como um dos vinhos a não perder na faixa abaixo de USD30 nos EUA.

Decero Syrah – Taninos doces, especiarias, boa intensidade e textura, amável na boca, um vinho bastante agradável, bem feito e fácil de tomar.

Decero Mini Ediciones Petit Verdot – somente cerca de 12.000 garrafas produzidas e um vinho surpreendente para a maioria que o prova pela primeira vez. Não é a toa que na safra 2012 levou o Troféu de melhor Vinho de Mendoza na Wines of Argentina Awards e Melhor Vinho Argentino entre USD30 a 50! Absolutamente sedutor, na contramão de tudo o que, a principio, se espera de um varietal 100% desta uva. Sem excessos, fino, nariz intenso e boca extremamente elegante com taninos de grande finesse. Uma garrafa é pouco!! Um dos meus preferidos desta casa e faço questão de sempre ter uma garrafa na adega, bom demais.

Decero Mini Ediciones Tannat – cerca de 10.000 garrafas de um Tannat surprendente! Rico, frutos negros, ótima estrutura de boca, taninos de boa tipicidade porém muito bem equilibrados sem qualquer agressividade. Final longo e apetitoso, uma belo exemplar desta casta pouco comum aqui em Mendoza, adorei e não tive como não trazer uma garrafa para mim. Marcante vinho que sugiro, tanto como o Petit Verdot, para os amigos que gostam de alçar voôs outros e sair da mesmice. Show!

Decero Amano – baita vinho, encantador, conheci pela primeira vez na degustação Premium da Wines of Argentina em Setembro/14 (veja aqui meus destaques) e depois voltei a prová-lo em 2015 quando em Mendoza e agora novamente. Em todas as vezes senti enorme prazer ao tomá-lo, um grande vinho, um assemblage de primeira linha em que o viés velho mundista mais tradicional de perfeito equilíbrio, elegância, daqueles vinhos que já nos seduz na primeira fungada! Blend de Malbec, Cabernet Sauvignon, Tannat e Petit Verdot é um grande vinho, complexo e sedoso na boca, fruta exuberante um vinho que me encanta e não é à toa que foi o único vinho argentino a ganhar por três vezes o troféu de Melhor Red Blend acima USD50 na Wines of Argentina Awards!!

Deixei por último um rótulo recém lançado nos EUA e que agora chega ao mercado o “The Owl and the Dust Devil” que apelidamos carinhosamente de Corujinha! rs Um excepcionalmente bem equilibrado blend de Malbec e Cabernet Sauvignon (mais ou menos partes iguais) com Petit Verdot (cerca de 20%) e 10% de Tannat, uau! Foi paixão à primeira fungada!! rs Fermentado em barricas francesas de 620 litros, posteriomente repousa por 18 meses em barricas menores para afinamento. Daqueles vinhos que há que se ter diversas garrafas na adega porque uma certamente será pouco. O legal é que fica numa faixa de preços excelente, lá na bodega cerca dos 400 pesos. O Ruim é é que só na Bodega ou nos EUA, pelo menos por enquanto. Pudesse teria trazido caixa!!!

Duas características unem todos os vinhos provados, a boa acidez e o equilíbrio que geram vinhos de taninos finos e elegantes. Uma pena que o sol só apareceu no finalzinho de nossa estadia (o pôr do sol ali é divino!), mas foi o bastante para que a visita terminasse em grande estilo, a natureza em todo o seu esplendor!

Passado da  hora de um importador se acertar com eles! Enfim, abaixo o vídeo (clique na imagem para acessar) da visita e ao longo do mês de Outubro conforme for tendo tempo, vou postando os detalhes do resto desta incrível viagem. Quem ficar com vontade, no feriado da Republica mais uma viagem, desta feita com destino a Buenos Aires e Patagônia, veja mais clicando aqui .

Nem tudo foram rosas no nosso dia zero, a nota negativa foi o lanchinho mequetrefe servido a bordo do voo da Gol em plena hora do almoço. Saída 11:40 chegada lá 14:30h com um lanchinho no bucho, mas nem opção de comprar algo mais tinha, deixou muito a desejar nesse quesito!!  Kanimambo pela visita e seguimos nos encontrando por aqui ou na Patagônia, que tal?? rs

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Feriado da República na Patagônia??

Porquê não? Juntando com o feriado (em algumas cidades) do Dia da Consciência Negra, programei uma viagem especial para os enófilos de plantão explorarem as vinícolas e vinhos da região começando já em Buenos Aires na primeira noite! Bodegas del Desierto, Schroeder, Humberto Canale, Chacras, Fin del Mundo, Malma e Miras numa viagem de descobertas vínicas, novos sabores e novas fronteiras porque a Argentina vitivinícola não é só Mendoza mesmo que esta represente 75 a 80% da produção local.

Para quem já foi a Mendoza, algo bem diferente! Estamos a mais de 2.000 kms da ponta sul da Argentina, que se diferencia das outras regiões produtoras pois aqui, pasmem, os rios têm água!! Os rios de degelo, Neuquen e Limay se juntam para formar o Rio Negro e através de um sistema de grandes diques a água é gerenciada tornando a região num polo frutífero onde a Pera e a Maçã possuem um destaque especial afora o petróleo e gás que são as principais atividades econômicas.

Uma outra característica que o difere de Mendoza é que por aqui não temos montanhas, mas sim planícies (entre 300 a 500metros de altitude) ou vales entre rios, então os vinhos de altitude não aparecem por aqui, no entanto o clima possui uma influência grande sobre o resultado dos vinhos, é uma região mais fria de fortes ventos e grande amplitude térmica o que gera vinhos de menor teor alcoólico e maior acidez, vinhos mais elegantes.

Terroir diferente, paisagem diferente, clima diferente que geram vinhos diferentes e, portanto, experiências diferentes! Na Segunda-feira já terei os detalhes do roteiro, preços e condições financeiras para que 12 privilegiados amigos possam vir a se unir a mim nesse tour Patagônico dos dias 15 a 20 de Novembro próximo em parceria com a Stelltour. Estive por lá há exatos 3 anos, eis um pequeno slide show (clique na imagem abaixo) para lhe abrir o apetite! rs Consultas via comentários abaixo.

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Kanimambo e um ótimo fim de semana!

 

 

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A Caminho de Mendoza, Mais Uma Vez!

Mas dá para ir muiiiitas mais! Sempre bom encontrar amigos, rever algumas bodegas e vinhos, explorar novas experiências sensoriais e passear por essa linda cidade enquanto nos esbaldamos com uma enogastronomia de primeiro nível.

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Desta feita saio com um grupo de 15 pessoas, confrades e seguidores de Baco, numa viagem que teve as amigas Enoladies como maiores incentivadoras sendo que boa parte dela estará conosco. Na verdade saio dia 3, então esta semana foi difícil trabalhar aqui no blog. Na semana que vem, no entanto, espero poder postar algo diariamente compartilhando algumas das novas experiências e grandes destaques de nossa viagem passando pela; Finca Decero, Casarena, Belasco de Baquesano, Catena, Achaval Ferrer, Vistalba, El Enemigo, Carmelo Patti, Dominio Del Plata e o povo ainda terá o prazer de conhecer os vinhos da Escala Humana Wines com a presença do enólogo gente boa Germán Masera no jantar com o amigo Chef Pablo del Rio que cozinha como poucos!

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Enfim, como não consegui alguém para me cobrir na loja terei que fechar dias 5 e 6, mas dia 8 (Sexta) após o feriado já estarei operante e esperando os amigos. Desculpem a falta de notícias, muita coisa a preparar antes da saída, mas logo volto! Na volta, também, espero já poder finalmente divulgar o roteiro e detalhes da nova viagem à Argentina com saída dia 15 de Novembro, desta feita para explorar as vinícolas da Patagônia, aguardem mas já deixem a data reservada!

Dia 5 de Outubro, degustação Vinhos da Mala na Vino & Sapore só com vinhos 100% Cabernet Franc, a nova coqueluche dos hermanos que estão produzindo rótulos excepcionais! Ainda tentanto encontrar local e data para uma segunda degustação só que em Sampa, avisarei. Kanimambo, saúde e nos vemos por aí, nas estradas desta nossa rica vinosfera!

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Terceiro dia nos Vinhos de Altitude de Santa Catarina, um dia cheio!

Neste terceiro dia de nosso tour pelos vinhos de altitude brasileiros, mais precisamente de Santa Catarina, iniciamos nossas atividades pela visita à Villa Francioni seguido da Monte Agudo e Villaggio Bassetti, terminando com um gostoso jantar, para quem agüentou, num restaurante português bem no centro de São Joaquim. Hoje falo e mostro um pouco de nossa experiência na  Villa Francioni e depois posto a visita às outras vinícolas.

A Villa Francioni talvez seja a mais conhecida das vinícola da região, não só por seus vinhos como pela beleza de seu local e projeto arquitetônico que levou em consideração, no inicio dos anos 2000, toda um sistema de movimentação de vinho por gravidade evitando o uso de bombas. O projeto arquitetônico realmente impressiona logo á entrada com uma linda galeria de arte, detalhes de vitrais por onde passamos, obras de arte e linda vista, sem contar o incrível trabalho de madeira no telhado.

Certamente um lugar a ser visitado porém não espere nenhum atendimento além do protocolar padrão turístico o que, em nosso caso com 14 enófilos e com negociação prévia, foi bastante frustrante ao nos depararmos com um monte de gente sendo agregada ao grupo, inclusive crianças! Nada contra, importante para a vinícola também, mas cada macaco no seu galho já diz o ditado. Algo que a vinícola precisa reconsiderar, pois ao crescer muitas vezes essas empresas perdem a alma no processo e faz falta para quem realmente é apaixonado por esses caldos de Baco! Enfim, finalmente aos vinhos:

Espumante Joaquim Brut (Charmat) – Citrico, pomelo preponderante, fresco, leve amargor ao final. Bem feito, mas não empolga.

VF Sauvignon Blanc – boa tipicidade, grama molhada, maracujá, acidez boa e equilibrada sem excessos, na boca mais simples do que o nariz promete, algo curto.

VF Rosé – um vinho que sempre foi muito elogiado, mas sempre achei que a garrafa merecia mais atenção que o vinho. Desta feita (safra 2015), mudei  minha opinião, o vinho está muito bom. Já surpreende ao ver um  rose elaborado com OITO uvas ; Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc, Sangiovese, Syrah, Petit Verdot, Pinot Noir, Merlot e Malbec o que não é lá muito comum. Bonita cor salmão, aroma sedutor onde aparece algo de damasco, romã e um toque floral. Na boca é suave, fresco, muito gostoso e de boa persistência, me surpreendi! Ao final, quem quiser cortar a garrafa ainda dá para fazer uma bela jarra para flores ou copo de whisky!! RS

Joaquim 2012 – Existe uma linha de entrada chamada Aparados e esta é acima. Conheço o vinho há tempos e sempre achei um vinho bem feito, agradável, sempre confiável, não negou fogo. Corte típico da região, provamos diversos, de Cabernet Sauvignon com Merlot, 10 meses de barrica francesa provavelmente de segundo e terceiro uso.Bom vinho.

VF Villa Francioni – para mim melhor que o Francesco. Gosto muito deste vinho que é um corte bordalês elaborado com as castas; Cabernet Sauvignon, Merlot, Cabernet Franc e Malbec com passagem de 14 meses em barricas de carvalho francês de primeiro uso. Não é de hoje que o conheço e volta e meia gosto de o incluir em provas ás cegas de vinhos de Bordeaux e sempre se sai muito bem. Confirmou tudo o que esperava dele; boa e complexa paleta olfativa com frutos negros abundantes, tabaco, café, estrutura  com elegância e taninos finos, rico meio de boca, longo, um belo vinho em que os aromas seguem nos encantando mesmo depois de terminado a taça.

Queria abrir um Michelli e um VF Brut Chardonnay, porém mesmo me propondo a pagar não foi possível, então comprei uma garrafa do Michelli, top da casa, e levei para abrir no jantar. Depois falo dele.

Bem, mais uma etapa vencida, agora a caminho do Monte Agudo onde a recepção foi outra. A alma que faltou aqui, sobrou por lá, que bom, e o ânimo de todos se reacendeu mesmo chegando um pouco cedo, pois esperávamos passar mais tempo na Villa Francioni. Mas desse encontro na Monte Agudo eu falo outro dia. Por hoje é só, uma ótima semana para todos e kanimambo pela visita.  Video da visita abaixo, saúde!

Vinhos de Altitude de Santa Catarina – Dia II

Dia cheio já que a subida para São Joaquim pela Serra do Rio do Rastro torna a viagem algo mais longa, porém a vista seria deslumbrante, esse era o objetivo. Antes no entanto e pela dica de uma das amigas presentes no grupo, uma parada incrível e uma descoberta a pouco mais de 45 minutos de Floripa, a Queijo com Sotaque. Para quem é chegado nessa iguaria, imperdível!! Depois para finalizar um jantar delicioso com os bons vinhos da Quinta de Santa Maria, a segunda vinícola no roteiro depois da Quinta da Neve.(veja post do dia 1 clicando aqui)

Queijo com Sotaque e, acrescento, sem frescuras! – Queijos artesanais de primeiro nível que recém conseguiram aprovação no SIF, devendo estar disponível na boas casas do país em breve. Sei que uma embalagem já está aprovada! Trabalhar, criar, investir no Brasil não é fácil não, mas tem gente que é teimosa e ama o que faz, isso faz diferença.Elisabethe queijos É o caso da francesa Elisabeth  Schober que veio ao Brasil pela primeira vez em 2006 em sentiu falta de uma maior diversidade e qualidade dos queijos disponíveis por aqui. De volta à França o Brasil e seus desafios não lhe saiam da mente e eis que em 2011 esta técnica agrícola com anos de experiência na produção de queijos artesanais decide vender sua pousada/fazenda na frança e se aventurar por aqui. Difícil adequar os sistemas de produção controlados pela Anvisa e os sistemas usados na França, “enquanto por aqui se tenta proteger o queijo de toda a contaminação, na França se enche o queijo de bactérias, fungos e leveduras que resultam em aromas, texturas e sabores únicos”, diz ela. Finalmente em 2013 se iniciaram as vendas e em breve estarão “exportando” para outros Estados da Federação.

Fomos recebidos com muita simpatia e sem frescuras, provamos diversos queijos e nos apaixonamos, um deleite, algo muito especial que os amigos não podem perder. Carregamos durante  5 dias uma caixa de isopor com gelo, que passava pelas geladeiras dos hotéis até que finalmente chegamos em casa com o tesouro, demais! Eu me apaixonei pelo Gruyere, o Comté, Pirail, Munster e Morbier, mas não ficaria só nisso não! Uma ótima forma de começarmos o dia e que você pode acompanhar pela página deles no face > https://www.facebook.com/queijocomsotaque/.

menu Queijo com sotaque

Daí saímos para enfrentar a Serra do Rio do Rastro e ………… nada de nadica, encoberto, chuvoso, neblina, não deu para ver nada, nem lá no mirante! sniff, Fiquei Estrada do Rio do rastrotriste porém pelo que pude escutar de relatos, poucos são os que conseguem fazer esse caminho e vê-lo em todo seu esplendor! (clique na imagem para assistir um vídeo) Hotel, descanso de algumas horas e alguns de nós já fomos ver o que o tio Vilson lá da casa do Vinho teria para nos mostrar, porém isso é história para outro dia. Lá pelas 20 horas fomos descobrir o frescal de Santa Catarina, que nada tem de queijo! É, aprendemos mais essa, pois frescal é um tipo de carne de vaca, especialmente a porção que conhecemos em Sampa como  lagarto, salgada e curtida ao relento apenas durante a ausência de sol, geralmente à noite. É uma variante do charque, adaptada à região. Nossa visita foi ao restaurante Cristal de Gelo onde nos aguardava o amigo Antonio Zanelato Junior, enólogo boa gente da Quinta Santa Maria, para nos apresentar seus vinhos devidamente harmonizados. Incrível a gastronomia do restaurante, pratos magníficos muito bem elaborados e apresentados, uma grata surpresa!

Nascida em 2004, a Quinta Santa Maria tem um jeitão de Douro com vinhedos em patamares acompanhando o Rio e uma pena que não pudemos passar lá já que ainda não estão preparados para receber gente mas o local, entre 1200 a 1300 metros de altitude, é apaixonante e espero que em breve essa lacuna seja preenchida. Já conhecia alguns dos vinhos da casa, porém nesta noite ampliei esse conhecimento que ainda teria uma segunda e terceira etapa nos dois dias seguintes.

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Nesta agradável noite em que, descobrimos, tínhamos um aniversariante no grupo, os festejos começaram com dois gostosos espumantes  o Da Condessa Rosé (Charmat) e Da Rainha (Champenoise), por sinal os Rosés são uma marca da região e provamos muitos deles tanto espumantes como vinhos tranquilos.Pessoalmente tive uma queda pela Condessa, confesso! rs

O cardápio do Restaurante Cristal de Gelo, magnificamente executado pela Chef  Rafaela Chioka, uma graça, competente e muito simpática essa baixinha.

  • Carpaccio de maçã com rúcula e gorgonzola – Com os espumantes
  • Truta na manteiga com pinhão e purê de queijo colonial – Com QSM Purpurata Touriga Nacional
  • Nhoque de moranga com carne e frescal cremoso  – Com QSM Utopia
  • Torta de maçã com frutas vermelhas – com QSM Sublime

Dos Vinhos:

QSM Purpurata Touriga Nacional, um vinho de boa tipicidade e taninos macios, mostrando o floral típico da casta, cor púrpura,fruta abundante, leve final especiado, taninos finos uma surpresa.

QSM Utopia Cabernet Sauvignon e Merlot, um blend bastante presente na Serra Catarinense.  Seis meses de barricas novas mostram um vinho mais complexo, corpo médio, boa textura e que casou muito bem com o nhoque com frescal. Taninos aveludados, final de média persistência, equilibrado com uma acidez bem gastronômica, um vinho que chama a atenção.

QSM Sublime – o vinho branco fortificado à moda do Porto. Preciso voltar a provar, não tomei nota de nada preocupado que estava com o grupo, final de jantar, aniversário e outras cositas mais! Sorry, fico devendo.

Ainda provamos em outros dias, quer dizer alguns de nós (rs) outros vinhos da vinícola;  Entre Nós, Passionado e Portento, mas desses eu falo depois. Bem, bom fim de semana e nos vemos por aqui na Segunda, na Vino & Sapore qualquer dia ou em uma das estradas de nossa vinosfera. Saúde e kanimambo e curta o vídeo aqui abaixo com algumas das imagens do dia.

Desbravando os Vinhos de Altitude de Santa Catarina – Dia I

Já fiz um curto resumo de alguns dos vinhos de maior destaque provados nesta dura viagem que se iniciou em Floripa, passou por São Joaquim, Lages (Campo Belo do Sul), Treze Tílias e Caçador (Água Doce) desbravando algumas das boa vinícolas regionais, mas nem só de vinho vive o homem então provamos outras cositas más.

IMG_20160205_194421Nosso primeiro encontro ao chegar foi com a gastronomia do Luiz e da Neiva no Barba Negra que fica na Lagoa da Conceição, uma acertada dica do amigo Nilson que ainda nos indicou uma sorveteria da hora. Deliciosas e frescas ostras, natural e gratinadas, seguidas de Polvo à Lagareiro que estava divino! Uma cerveja genial, Coruja Extra Viva, nos acompanhou e servio de abre alas para os dias de vinhos que viriam pela frentes. Ótimo serviço, comida boa, preço condizente, só resta recomendar o lugar para quem estiver por lá. Tendo a oportunidade, certamente voltarei pois o cardápio tem várias opções apetecíveis! rs

Saindo de lá, pensamos em fazer um pouco de stand up paddle (rs), bem na frente, mas o tempo estava curto e precisamos voltar para o hotel, porém antes aquela paradinha naSC dia 1 - 11 sorveteria Max Gelateria. Gente, baita gelato! Sorvete delicioso, diversos sabores incríveis e eu me deliciei com o de pistache e o de cacau que montei num copinho. Cremoso, feito à mão e o marketing da vitrine com um buraquinho para vocês espiar o sorvete sendo batido é um charme a mais e uma bela sacada de marketing.Para quem gosta de sorvete, imperdível!

À noite lá fomos nós para a visita ao Acari Amorim, presidente da ACAVITIS, em seu lindo restaurante Amorim Vinho & Arte que fica num lugar especial de Floripa,Santo Antônio de Lisboa, pena que o Carnaval de rua atrapalhou um pouco. Lindo lugar e muito bem recebidos, escutamos um pouco da história dos vinhos em Santa Catarina e de como a vinícola sc dia 1 - 14Quinta da Neve, da qual é sócio, se tornou pioneira na elaboração de vinhos em Santa Catarina no não tão longínquo ano de 1999 . Seu enólogo consultor é o respeitado Anselmo Mendes que vem ao Brasil umas três vezes ao ano para supervisionar os vinhedos e acompanhar a vindima e viníficação dos vinhos. Numa próxima oportunidade quero ver se visitamos a vinícola, mas pudémos conhecer três ótimos vinhos que compõem seu portfólio, só lamentando que seu ótimo Pinot Noir não estivesse disponível pois se encontra esgotado. Três foram os vinhos provados:

Quinta da Neve Chardonnay – Muito bom, fresco e madeira quase imperceptível. Mantém a untuosidade da uva, mas seu frescor e mineralidade são marcantes dando-lhe uma personalidade diferenciada.

Quinta da Neve Cabernet Sauvignon – Para mim sempre foi um clássico mostrando a elegância da Cabernet na região. Mostrou-se novamente muito bem com aromas de boa intensidade, muita fruta vermelha, e gostoso de boca, taninos macios, algum defumado, boa persistência, um vinho que dá prazer e cumpre seu papel com galhardia.

Quinta da Neve Blend de Cabernet Sauvignon, Touriga Nacional e Merlot, que lá está disponível como Amorim Reserva. Fruta mais madura, algum floral presente (Touriga dando o ar de sua graça), acidez bem balanceada,final com leve especiado e de média persistência.

Bem, para o primeiro dia estava de bom tamanho, no segundo dia temos programado os queijos da Queijo com Sotaque, Serra do Rio do Rastro e jantar com a Quinta de Santa Maria, seu enólogo e seus vinhos no restaurante Cristal de Gelo. Até lá, saúde e kanimambo pela visita.

Os Vinhos de Santa Catarina

Logo Vinho-de-Altitude-600x423Semana passada foi tempo de descobrir o que de novo anda brotando das fontes de Baco originárias na Serra Catarinense. Há tempos que venho cultuando esta nova fronteira vitivinícola brasileira de pouco mais de quinze anos de vida e após esta última semana com mais de 600kms rodados de Floripa a Caçador (só vinho, porque até voltar por Curitiba passou dos 1.000) conhecendo e revendo vinhos de altitude com um perfil diferenciado do que mais se faz por terras brasilis devido a um terroir bem diferenciado. A confirmação de que os vinhos bons abundam por aqui e cada vinícola apresentou pelo menos um destaque que marcou, mas a seleção apresentada (foram cerca de 52 rótulos) mostrou ser de primeira com a qualidade mostrando ser uma característica que os une a todos. .

Ao longos das próximas semanas darei algumas dicas, comentarei alguns vinhos e mostrarei em vídeos um pouco do que vivemos em mais esta viagem de descobrimentos desbravando uma região ás vezes de difícil acesso, mas que ao chegar nos destinos nos deparamos com exuberantes paisagens, bons vinhos e atendimento impecável!

Por hoje, só uma curta lista do que eu considerei destaque em cada uma das vinícolas visitadas, sendo que em muitas delas a escolha foi feita na moedinha pois qualquer um dos rótulos provados poderia estar aqui. Não são necessariamente os melhores vinhos de cada produtor, mas sim aqueles que mais me marcaram, seja por; preço,uva, qualidade,inusitado, o conjunto da obra, …

Quinta da Neve – Cabernet Sauvignon (“cumplidor”, constante, ótima relação Qualidade x Preço)

Quinta Santa Maria – Passionado (inusitado)

Vila Francioni – Comendador (Surpresa do Tio Vilson – Casa do Vinho)

Monte Agudo – Rosé Brut (vibrante, sabor de festa)

Villaggio Basseti – Sangiovese (UAU! ainda por etiquetar e reduzidíssima produção)

Sto Emilio – Leopoldo (classico Cab. Sauvignon/Merlot da região que impõe respeito)

Hiragami (na Casa do Vinho) – Tori (surpreendente Cabernet Sauvignon do mais alto vinhedo brasileiro a 1427m)

Abreu Garcia – Sauvignon Blanc (marcante em sua sutileza)

Kranz – Sucos naturais (bons vinhos, mas os uaus na mesa vieram mesmo foi de outras plantações! rs).

Villaggio Grando – Marila (ainda por finalizar e rotular, um “Jurançon” doce de tirar o chapéu! Uvas Petit e Gros Manseng)

Bem, por hoje é só e em breve destrincharei as visitas, inclusive de outros mares como a cerveja da Bierbaum e os queijos da Queijo com Sotaque. Cansativa, mudanças já definidas para tornar uma próxima viagem menos exaustiva, porém de grandes descobertas e diversas constatações sendo que a principal delas é de que existe sim vida vitivinícola no Brasil além das fronteiras gaúchas e com muita qualidade!

Kanimambo especial hoje a todos os que me acompanharam nessa viagem, saúde e seguimos nos encontrando por aqui ou pelos mais diversos caminhos de nossa vinosfera.

Carnaval 2016 Nos Vinhedos de Altitude!

É amigos, nova data para esta incrível viagem de descobertas pela Serra Catarinense conhecendo vinhos e produtores desta linda região serrana a mais de 1300 metros de atitude! Dia 05 de Fevereiro bem cedo, zarparemos com destino a Florianópolis onde nossa odisseia se inicia numa viagem de descobrimentos hedonística juntando paisagens deslumbrantes com boa comida, cultura e vinhos surpreendentes.

Terroir diferente gera vinhos diferentes mesmo que com as mesmas uvas e isso fica claro nos vinhos de grande elegância produzidos nesta região. Quero compartilhar com você essa experiência numa viagem onde visitaremos seis vinícolas, conheceremos os vinhos de mais duas em jantares exclusivos e numa degustação especial seremos apresentados os vinhos de mais três!

Acompanharei os amigos pessoalmente durante seis dias, cinco noites, 1000 kms rodados em micro ônibus exclusivo fretado com ar condicionado, banheiro e bar abordo. Veja aqui abaixo o roteiro e ligue logo para o Murilo da Mais Viagens que é meu parceiro nestas viagens e quem estará encarregado da venda e gestão de toda a parte operacional da viagem, porém se tiverem alguma dificuldade ou dúvida que precisem de mim é só gritar! rs Contatos do Murilo Cassador; Tel. (11) 3255-5681/(11) 9475-1334 ou por E-mail: contato@maisviagens.net.br. Voos podem ser ajustados e amigos vindos de qualquer lugar do Brasil e do mundo são bem vindos, o Murilo certamente cuidará de encontrar a melhor forma de o incluir nesta jornada. Clique no mapa para ver a rota corrigida com final em Curitiba.

mapa da rota

Saída dia 05 de Fevereiro cedo de Guarulhos (SP) para Florianópolis onde passaremos uma lindo dia livre e algumas sugestões de passeios como no mercado municipal e na Lagoa da Conceição. À noite seremos recebidos pelo presidente da ACAVITIS (Associação Catarinense dos Produtores de Vinhos Finos de Altitude) Sr. Acari Amorim na Vinho e Arte Amorim onde jantaremos e receberemos informações sobre os projetos da ACAVITIS e os Vinhos de Altitude de Santa Catarina. Na oportunidade teremos nosso primeiro contato com os vinhos da região pois o jantar será harmonizado com os vinhos da Quinta da Neve. Quem não puder ir cedo e preferir chegar lá no final da tarde para nos encontrar para o jantar ou estiver em outra cidade que não São Paulo, o Murilo poderá ajudar a solucionar isso, liguem para ele.

Dia 06 de Fevereiro – Check out ás 8:00 para que possamos nos dirigir a São Joaquim Estrada do Rio do rastroatravés da primeira emoção do dia, subir a Serra do Rio do Rastro onde o almoço será livre no restaurante Mensageiro da Montanha no mirante da Serra. Antes, no entanto, uma visita e degustação no laticínio “Queijo com Sotaque” onde seremos recebidos pela proprietária de origem francesa e aqui radicada. Depois, lá em cima na serra, um pequeno passeio pela paisagem da região e chegada a São Joaquim no final da tarde. Às 20 horas, saímos do hotel para o restaurante Cristal de Gelo onde jantaremos acompanhado do enólogo da Quinta de Santa Maria que nos falará de seus vinhos, novidades e harmonizará os pratos.

Dia 07 de Fevereiro – Saímos ás 9:30 com destino à Villa Francioni nossa primeira VF Casaparada do dia. A vinícola é ícone na região e eu sou especialmente fã do VF que surpreendeu a todos numa degustação ás cegas com vinhos de Bordeaux (link), mas há muito mais. Um dos pioneiros e ícone da região, é uma visita obrigatória para quem por lá passa. Seremos recebidos pelo enólogo da casa, conheceremos o projeto e provaremos alguns de seus bons vinhos.
Vinícola Monte Agudo – conheceremos a vinícola e Monte agudo rest 1degustaremos os vinhos enquanto almoçamos em seu lindo restaurante onde seremos recebidos como merecemos (rs)! Este produtor iremos explorar juntos pois não conheço seus vinhos, ainda, porém as criticas são muito boas e de gente que respeito.
villaggio-bassetti 1Após o almoço, visitaremos a Villaggio Bassetti que me surpreendeu muitíssimo na Expovinis de 2014, em especial seu Sauvignon Blanc. Seremos recebidos pelo proprietário ou o enólogo da casa, caso ele não esteja, que nos levará a conhecer os vinhedos e provaremos seus vinhos. Retornamos ao hotel no final o dia e jantar livre

Dia 08 de Fevereiro – Check out às 9:15 pois ás dez precisaremos estar na Casa do Casa-do-Vinho DegustaçãoVinho do Sr. Vilson onde faremos uma prova de alguns vinhos especiais que escolhemos em conjunto. Entre duas preciosidade esgotadas no mercado, faremos uma visita aos vinhos da Pericó, Santo Emilio e Hiragami. Especializado em vinhos da região, possui uma incrível infraestrutura para receber grupos do porte do nosso e ainda tem preços (para quem quiser se esbaldar) imbatíveis!

Abreu CasaSaída para Treze Tilías (Dreizehnlinden), uma vila Austríaca encrustada na serra, ás 11:30 porém teremos uma parada em Campo Belo do Sul para conhecer, almoçar e provar os vinhos da Vinícola Abreu Garcia que conhecerei junto com todos, porém amigos foram unânimes em recomendar, não perca! Não perderemos!

Chegada em Treze Tilías no inicio da noite com check in no hotel. Jantar no hotel (incluso) ou saída para jantar (livre) no restaurante da Cervejaria Bierbaum, uma parada estratégica no vinho! rs

Dia 9 de Fevereiro visita à Vinícola Kranz às 10 horas, com degustação e algunsKranz acepipes. Numa feira de vinhos brasileiros na Fecomercio, conheci seus vinhos e me surpreendi com, especialmente, um rosé muito diferenciado e complexo, mas tem mais!
Passeio e almoço livres e à noite jantar no hotel com show Tirolês. Jantar e show inclusos no preço do tour exceto por bebidas.

VG LagoDia 10 de Fevereiro, saída ás 9:00 com destino a Caçador e à belíssima Villaggio Grando, um dos principais players dos vinhos de altitude. Um portfolio de vinhos com muita diversidade e muita pesquisa. Visita, provas e um bate-papo com tira gosto para nos prepararmos para a viagem a Curitiba de onde embarcaremos de volta a São Paulo (Congonhas).

HOTEIS: Intercity Premium Florianópolis / São Joaquim Park Hotel / Treze Tilías Park Hotel todos 4 ****.

Conseguimos um belo preço no pacote (inferior ao de Outubro passado) caso consigamos fechar o grupo até dia 25 do corrente, depois os preços das passagens subirão muito, então não há muito tempo para pensar não! Quanto a preço, quando falar com o Murilo ele vos passará tudo. Kanimambo, uma ótima semana e espero poder tê-lo a bordo. Vem Comigo, Vem!

Ps. Clique nas imagens para ampliá-las.