Os Shiraz Australianos e Seus Terroirs

A Shiraz virou símbolo dos vinhos da Austrália assim como a Malbec da Argentina, Zinfandel nos EUA, Tannat no Uruguai e, menos bem sucedidas, a Carmenére no Chile e Pinotage na África do Sul. Em qualquer desses países existe uma diversidade bem além dessas uvas, na austrália não é diferente, porém nesta degustação minha intenção é explorar a diversidade de terroirs, no lugar de uvas ,provando alguns belos exemplares do Oeste Australiano, Sul da Austrália e Nova Gales do Sul. Será que as características dos vinhos das diversas regiões são diferentes e se mostram claramente na taça? E de vinhos da mesma região? Serão tão somente 12 lugares disponíveis e antes de publicar este post já tenho quatro reservas então só restaram 8 lugares!

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Dia 16 de Junho (Terça-feira) a partir das 20 horas na Vino & Sapore, promoverei a degustação temática de Shiraz da Austrália com os vinhos abaixo. Importante notar as safras, pois afora avaliar os vinhos poderemos avaliar como estes evoluem em garrafa com fechamento com screw cap x rolha, pois escolhi vinhos na maioria com mais de dez anos com ambos fechamentos ou seja, hora de quebrarmos paradigmas!

West AustraliaMargaret River > The Ripper Shiraz 2004 (R$149) e Sandalford Premium 2004 (R$210)Clipboard
South AustraliaClare Valley > Jim Barry Lodge Hill 2011 (R$199,00)
Barossa Valley > St. Hallett Faith 2004 (R$169,00)
McLaren Vale > Tatachilla 2004 (R$185,00)
Nova Gales do SulRiverina > Calabria 3 Bridges Shiraz 2005 (R$169,00)

Como o papo é sobre a Austrália, os amigos que vierem serão recebidos pelo gostoso Eternity Cuvée Brut elaborado com semillon, preparando o palato para o que está por vir. Custo, já incluso água, queijo, chorizo espanhol, pão e café, R$125 por pessoa (pagos no ato da reserva) lembrando que o estacionamento é na faixa! Estes e outros vinhos (24 rótulos) de Down Under, como os ingleses chamam a Austrália, estão disponíveis na Vino & Sapore em função na nova parceria que fiz com a KMM, a primeira e a principal importadora de vinhos australianos no Brasil

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Não deixe para depois, garanta já seu lugar, as vagas costumam se esgotar rapidamente. Abraço, uma ótima semana e kanimambo e espero vos encontrar nos sabores de Down Under?

Onze Vinhos Australianos em Dois Tempos

Em parceria com a KMM, principal e histórica importadora de vinhos australianos no Brasil promovemos encontros de duas confrarias para mostrar um pouco da diversidade dos vinhos de “down under”! Sim, por lá também existe diversidade e, mesmo com a Shiraz sendo a protagonista dos melhores vinhos, há opções outras a serem exploradas. Vinhos para todos os gostos e bolsos pois já podemos nos “divertir” a partir dos 50 Reais. Quebramos alguns paradigmas e descobrimos alguns ótimos vinhos, vejam só:

Quinta Divina – alguns dias antes da viagem a Mendoza, uma noite para lá de saborosa com a Marli (KMM) iniciando os trabalhos com uma curta apresentação sobre o vinho nessa ilha continente em que o consumo chega a cerca de 30 litros per capita ano. Seis vinhos que comentarei muito resumidamente

Austrália - Deg Quinta Divina

Oxford Landing Chardonnay 2011 – amadeirado sem exageros, cremoso, balanceado com nuances cítricas porém os frutos brancos dão suas caras por aqui de forma mais acentuada. A galera gostou bastante e se surpreendeu, mas os australianos também são bons de brancos e consomem bem!

Brokenwood Pinot Noir 2008 – bom pinot, aromaticamente complexo, frutado com notas tostadas e terrosas, equilibrado, um meio termo entre novo e velho mundo, taninos sedosos com boa tipicidade e algumas especiarias num final de boca longo.

Sandalford Premium Shiraz 2004 – mais de dez anos nas costas e vendendo saúde, este vinho é tudo o que se espera de um bom Shiraz australiano com especiarias, notas terrosa, boa fruta madura, equilibrado, textura gostosa, taninos ainda vivos e elegantes, médio corpo, longo final de boca, uma delicia.

Jim Barry Cover Drive 2010 Cabernet Sauvignon – Apaixonante e sedutor são dois adjetivos que cabem bem neste vinho fino e elegante que surpreende quem espera grandes estruturas tânicas. Todo ele muito sutil e aromaticamente muito rico, é daqueles vinhos em que uma garrafa em dois acaba rapidinho!

Calabria Saint Macaire 2012 – uva quase extinta, só dois hectares plantados na Calabria Wines e uma certeza, marcante e de muita personalidade! Diferentes aromas florais que aguçam nossa curiosidade , rico e intrigante, impossível ficar impassível a seus atributos.

Element Late Harvest 2009 – um Late Harvest diferente do que estamos acostumados. Primeiramente é um corte de seis uvas, mesmo que a Chenin Blanc e Verdello estejam mais presentes, depois é suave, leve, fresco com apenas 8% de teor alcoólico vai bem com queijos azuis e sobremesas frescas podendo até encarar uma beira de piscina ou pratos asiáticos mais condimentados. Vinho bastante polivalente.

Brinde à Vida – da confraria anterior trouxemos dois vinhos, mas nos restantes quatro exploramos novos rótulos e sabores.

Austrália - Deg Brinde à Vida

Angas Brut Cuvée – um bom espumante elaborado com Pinot com Cghardonnay, boa perlage, seco, complexo, brioche bem presente, amendoado com camadas cítricas e boa acidez surpreendem .

Poker Face Semillon/Sauvignon Blanc 2013 – um branco que me agrada muito e foi surpresa para a maioria. Blend típico de Bordeaux, a Semillon se dá muito bem na Austrália, é muito balanceado e refrescante, cítrico, notas de grape fruit, frutos tropicais tipo carambola me vieram à mente, vinho para pedir bis!

Three Steps Shiraz 2009 – um vinho de gama de entrada com cinco anos de garrafa e ainda respirando com vigor é algo surpreendente. Confesso que estava temeroso, mas mostrou estar muito bem integrado, saboroso, redondo, vale bem o que se paga.

Tatachilla Cabernet/Syrah 2010 – talvez o menos empolgante de todos neste dia. Bom, sem arestas, mas também sem nada que empolgasse. Fruta madura abundante, alguma especiaria, taninos bem integrados, fácil de agradar.

Jim Barry Cover Drive Cabernet Sauvignon – não vou me repetir, mas babo só de pensar! rs

Tatachilla MaClaren Vale Syrah 2004 – Mais um grande Syrah mostrando grande vigor e complexidade com já dez anos nas costas. Ótimo e balanceado volume de boca, rico com especiarias bem presentes, fruta madura (ameixa) , notas de café, vinho marcante com personalidade própria, talvez o vinho que mais encantou a galera e desafiou o Jim Barry Cabernet para levar o caneco de melhor da noite.

Element Late Harvest – Não vou me repetir, mas é uma boa opção para quem queira substituir o Moscatel!

Dois foram os paradigmas quebrados nesses dois dias. Primeiro o de que vinhos australianos são caros, provamos vinhos bem acessíveis. Segundo de que vinhos em garrafas com screw cap (tampas de rosca) somente para vinhos jovens e de qualidade inferior, tomamos belos vinhos com mais de dez anos ainda muito vibrantes e cheios de vida.

Bem, mais um monte de novos sabores mostrando que na Austrália, como na maior parte dos países produtores, procurando a gente sempre encontra diversidade. Recém cheguei de viagem a Mendoza, em breve começo a falar dessa experiência e de mais uma Degustação da Mala, e mais uma vez conferi isso! Por hoje é só, kanimambo e seguimos nos vendo por aqui ou nas estradas de nossa vinosfera, cheers!

Wines From “Down Under”.

        Dica para esta semana, um passeio pelos sabores da Austrália. Dia 16 de Junho, a partir das 20 horas, uma degustação e apresentação sobre a vitivinicultura australiana com a participação de mais um parceiro da Vino & Sapore, a Wine Society, aqui na Ganja Viana a pouco mais de 15 kms da zona Oeste de Sampa. É, desta vez vamos para o outro lado do mundo provar os vinhos de “Down Under”, como são conhecidos no universo inglês. Conheceremos um pouco mais da região e provaremos alguns rótulos interessantes que nos demonstrarão que existem bons vinhos de bom preço até por aqui! Provaremos:

    • Thomas Mitchell Chardonnay (grande pedida para acompanhar um fondue de queijo).
    • Banrock Station Cabernet Sauvignon.
    • Thomas Mitchell Cabernet Sauvignon/Shiraz.
    • Knappstein Shiraz.
    • Mitchelton Crescent um delicioso corte no estilo do Rhône, mas com personalidade própria.
    • Ainda temos mais um possível rótulo adicional a apresentar.

           O investimento para este encontro será de apenas R$40,00 por participante pagos no ato da reserva, com 50% retornando em crédito na compra dos rótulos provados e ainda teremos o lançamento dos vinhos BIB (Bag in Box) da Stanley para você conhecer. Uma ótima pedida para churrascos, eventos mais despojados ou para quem não abre mão da taça diária e não quer gastar muito porém também não quer abrir mão do mínimo de qualidade! Lembramos que o evento está limitado a 14 participantes então quem for mais rápido garante sua vaga. Entre em contato com comercial@vinoesapore.com.br , por telefone (11) 4612.6343/1433 ou clique no link aqui do lado.

Salute e kanimambo pela visita. Ainda nesta semana, Malbec Mendell (Expand revival) e os vinhos da Miolo com seu incrível Sesmarias, uma utopia na taça!

Vinhos da Semana

               Semana de revisitar alguns rótulos amigos e provar um novo que, se não chegou a encantar, também não decepcionou. Vinhos que cabem no bolso da maioria, vinhos fáceis de beber e, majoritariamente, portos seguros já que nem sempre nos apetece singrar novos mares nem gastar muito!

Vinhos da Semana - Alaia 002

 Alaia 2004. Nome completo; Dehesa de Rubiales Alaia vindo de La Tierra de Castilla y León na Espanha. Apresenta bastante complexidade de sabores e aromas para um vinho nesta faixa de preço e uma experiência única já que é um corte muito bem elaborado com uma uva autóctone pouco conhecida por aqui, a Prieto Picudo, que é a cepa protagonista, tendo a Tempranillo e Merlot como coadjuvantes e um leve aporte de madeira passando 4 meses em carvalho francês novo. Aromático, muita fruta negra no nariz, já mostrando sua face mineral. Na boca está tudo lá, a fruta fresca, algo de chocolate, num corpo médio e equilibrado, redondo mostrando boa textura e taninos finos, mas acima de tudo o que mais me encanta neste vinho é sua identidade e personalidade. Não é um vinho tradicional com aromas e boca comum. É um vinho que atrai, cativa e seduz com algo diferente saindo da mesmice e nos fazendo experimentar sensações e sabores diferenciados. Desde a primeira garrafa que tomei lá atrás, no final de 2007 quando a Península trouxe seu primeiro lote experimental, deixei-me levar por essas experiências diferenciadas. Pela primeira vez creio que concordo com o tal do Jay Miller que lhe dá 89 pontos no Wine Advocate, um vinho que me traz grandes prazeres por um preço justo. Preço na Península, por volta de R$47,00. I.S.P.

 

Alfredo Roca Pinot Noir 2006,esta bodega Argentina faz vinhos de diversos níveis e de diversos preços. Quem se meter a grandes harmonizções, fartos jantares ou esperar muito dele, certamente se desapontará. Por outro lado quem o encarar como aquilo que ele é, um vinho básico, para o dia-a-dia, para traçar a pizza de Domingo, um belo sanduba, para aquele momento descontraído e descompromissado, aquela massa de domingo com o cunhado, aí eu acho que o vinho cumpre o seu papel e agrada.  Não é um vinho de grande tipicidade, mas é gostoso no nariz e, apesar de um pouco ralo, é gostoso, macio, redondo mostrando bastante equilíbrio. Ainda prefiro o Malbec básico deles, especialmente se for para um churrasco com um monte de gente ou até um casamento mais á vontade, mas este Pinot cumpre o seu papel e é sempre um companheiro seguro, ainda mais pelo preço em torno de R$16,00. Sirva levemente refrescado, a cerca de 15 ou 16º e opte por uma safra mais nova. I.S.P. $ 

Vale da Clara 2005, bom vinho português por um preço muito correto. Produzido por uma das boas casas vinícolas da região do Douro, a Quinta de la Rosa. A safra de 2005 foi muito boa na região e este vinho se valeu muito dessas condições. De boa estrutura, é suave, madeira bem equacionada, simples sem grandes aspirações, porém muito correto e saboroso. Bem equilibrado, taninos finos e boa acidez o que lhe confere um frescor muito agradável ao palato, apesar de começar a sentir um pouco o peso da idade. Já perdeu um pouco da vivacidade e personalidade que me conquistou na primeira vez que o tomei e que me surpreendeu pela relação Qualidade x Preço, então a sugestão é optar por uma safra mais nova, preferencialmente a de 2007 se já estiver disponível. Na Expand por volta de R$38,00. I.S.P.  $

 

Dal Pizzol Touriga Nacional 2007, mais um vinho revisitado, cerca de um ano após seu lançamento. Há época escrevi; “No nariz, possui um primeiro ataque frutado e fresco de boa intensidade. Na taça evolui deixando aparecer alguns toques florais bem tipicos da casta. Na boca é suave, elegante, com taninos maduros e um teor de álcool bem comportado, 13º. Bastante equilíbrio e harmonia num vinho leve que, certamente, agradará fácil. Mudou o terroir, mas a essência da uva está lá. Gostei; um vinho correto, fácil de beber”. Pois bem, não mudou muito e o que mudou foi para melhor. A fruta está mais presente, o vinho arredondou, ganhou maior harmonia e persistência mostrando bastante elegância. Um vinho gostoso que evoluiu bem e que surpreende, inclusive em função do preço, por volta de R$29,00, o que o torna uma das boas opções de compra dentro da faixa de preços. I.S.P.  $ 

 

Yalumba Y Series Shiraz/Viognier 2005. Do sul da Austrália, um corte típico dos vinhos de Cote-Rotie no Rhône francês. Este vinho é algo mineral, quente, especiarias, taninos ainda mostrando uma “pegada” firme que, certamente, mereceria ter passado uma meia hora ou quarenta e cinco minutos de decantação. Bastante fruta madura compotada, algo floral no nariz (viognier), encorpado, boa concentração e volume de boca, certa austeridade na boca e média persistência com final apimentado, um estilo bem novo mundo. Fechado, algo desequilibrado, não encantou. O problema de copiar cortes ou vinhos de reconhecida qualidade é criar uma expectativa comparativa, mesmo que involuntária, difícil de ser alcançada. Culpa de quem compra com essa percepção? Talvez. Boa companhia para um churrasco. Importado pela KMM com um preço ao consumidor por volta de R$75,00. I.S.P.

Salute e kanimambo

Falando dos Vinhos de Aniversário I

Dizer que todo o vinho caro é bom é uma heresia, mas que certamente os bons vinhos custam uns “trocados” a mais, disso não restam duvidas. Mais uma vez esse fato fica constatado neste belo conjunto de vinhos tomados durante a celebração (30 dias) de meu aniversário, todos de mais de 100 Reais, exceção feita ao Prosecco. Como não era uma data assim tão especial, só considero especiais os aniversários a cada 5 anos, deixei algumas preciosidades para os meus 55 e meus 60, mas os escolhidos de agora deixaram-me extremamente satisfeito dando-me enorme prazer ao tomá-los. Nesta primeira parte, todos vinhos de muita qualidade que adoraria poder tomar, não diariamente, mas pelo menos semanalmente. Para quem pode, recomendo todos eles com grande ênfase.  

 

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Prosecco Bedim, um dos melhores disponíveis no mercado, freqüentando minha taça com uma certa assiduidade. Extremamente saboroso, sedutor, delicado e muito fresco com ótimo balanço de acidez, bem cítrico e macio de perlage abundante e fina com muito boa persistência. Retrogosto agradável de quero mais, e mais, e mais, ………..Para quem ainda não experimentou, uma grande opção de Prosecco, até para quem não é muito chegado em proseccos! A importação é da Decanter.

 

Peter Lehmann Cabernet/Merlot 2004, um vinho australiano de primeira linha que me foi presentado por meu sobrinho que mora por aquelas bandas. Sim, já provei alguns vinhos de lá que mostraram ser excessivamente concentrados, potentes e repletos de madeira. Por outro lado, a maioria do que tenho tomado, confesso não serem muitos, têm me surpreendido por sua elegância e madeira bem balanceada no conjunto. Este é mais um desses exemplos de vinho com classe que mexem com nossas emoções. Não é grande, mas é um vinho que provoca enorme prazer ao ser tomado devido a sua harmonia, riqueza de sabores e ótima estrutura. Os taninos estão domados, aveludados final de boca muito agradável e frutado, um vinho sedutor. A importação deste produtor é feita pela Expand, mas não vi este rótulo em seu portfolio.

 

Il Brusciato 2005, um vinho da região de Bolgheri na Toscana, produzido pela Tenuta Guado el Taso, Antinori, muito elegante e extremamente saboroso. Um delicioso corte de 40% Merlot com 40% de Cabernet Sauvignon que passam por barricas francesas, aos quais é adicionado Syrah que passa por barricas americanas. Boa paleta aromática em que sobressaem as frutas vermelhas, algo de especiarias e salumeria. Na boca é muito agradável, mostra boa estrutura, fruta madura e taninos leves e macios, acidez moderada, elegante e harmônico com um bom e longo final de boca. De médio corpo para encorpado, possui ótimo volume de boca com um final algo mineral que convida à próxima taça. Uma das boas relações Qualidade x Preço x Satisfação no mercado e um vinho que me encanta cada vez mais cada vez que o tomo. Disponível na Expand.

 

D. Pedro de Soutomaior 2007. Vinho branco elaborado com Albariño na região de Rias baixas na Galicia, Espanha. Esta uva também tem grande importância na região do Minho, norte de Portugal, onde é conhecida por Alvarinho, sendo usada tanto em varietal como em cortes, na produção de Vinhos Verdes. Os Albariños são algo mais encorpados e secos do que seus primos portugueses, porém sem perder seu frescor e característica cítrica que tanto me encanta. Este vinho é um reflexo de seu terroir mostrando aromas de frutas brancas como pêra e melão, muito agradáveis ao nariz. Na boca é super saboroso, fresco na medida e muito bem balanceado, bom volume e algo cremoso com um agradável final de boca de ótima persistência que nos deixa um retrogosto que lembra pêssegos. Um belo vinho que acompanhou maravilhosamente bem um prato de lulas recheadas. Importação da Península.

 

Emme Grande Escolha 2003. produzido em Azeitão, Terras do Sado, próximo a Setúbal por um produtor que me agrada muito, a Cachamoa. Um dos poucos varietais tomados neste lote de belos vinhos, este sendo elaborado com 100% Cabernet Sauvignon e um senhor vinho ainda com muita vida pela frente. Ainda no outro dia comentei sobre um outro vinho deles que me seduz, o Barão do Sul Garrafeira 2002 que fica melhor a cada garrafa que tomo e acho que este seguirá o mesmo caminho. Nariz intenso, algo tostado com nuances vegetais. Na boca é austero, terroso firme e de grande estrutura, potentoso e gordo, muito rico em sabores, complexo, taninos finos presentes, cheio bastante equilibrado e muito longo. Com este vinho, esta casta mostra sua perfeita adaptação à região da península de Setúbal, trazendo-nos mais um ótimo Cabernet Sauvignon português. Acompanhou uma rabada desfiada, puxada num molho do próprio vinho, maravilhosamente! Importação da Lusitana.

 

Allende 2004, mais um dos varietais tomados, aliás acho que os três estão aqui nesta primeira metade da matéria já que o Albariño também o é. Este é da Rioja e 100% Tempranillo, um vinho que já andava na adega há algum tempo me tentando cada vez que lá ia buscar um vinho. Achei que merecia uma ocasião de maior importância e finalmente a abri e que beleza. Um vinho que necessita de decantação de cerca de uma hora, por sinal o EMME ficou 45 minutos, para mostrar todos os seus predicados. Mais um vinho potente e opulento com um nariz complexo.  Muito rico, denso e complexo na boca, harmônico conseguindo balancear muito bem esse seu vigor com elegância, taninos firmes, mas aveludados mostrando que com 5 anos de idade ainda é uma criança em plena evolução. O final de boca é longo, saboroso e algo mineral com nuances de baunilha advindos de uma madeira muito bem trabalhada. Importador Península.

 

         Não existe um preferido, cada um destes vinhos me fez sorrir bastante, deixando-me imensamente feliz. Cada um me atendeu de uma forma diferente e é isto que faz com que nossa vinosfera seja tão intrigante. É a diversidade que seduz nossa curiosidade sempre na busca do novo e de satisfação total. Estes primeiros 6 vinhos, de um total de 12 tomados nesta celebração, deixaram-me com água na boca e mal acostumado!

Salute e kanimambo.

Vinhos da Semana

Vinhos da semana anterior ao meu aniversário. Um preparo para o que está por vir, já que pretendo me tratar muito bem por quinze dias. Como diriam meus amigos Gaúchos, “Bah, para quê só comemorar um dia chê?!”  Mereço mais que isso, modéstia é uma de minhas principais virtudes (rsrsrs), então vou mesmo é me tratar muito bem e desbravar alguns rótulos que guardo já faz um tempinho. Enquanto isso, eis os vinhos tomados na preparação para o evento principal.

 

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Espumante Milantino Moscatel – Havia prometido fazer de cada semana uma data especial para tomar espumantes e já comecei. Porquê aguardar os momentos especiais e não, simplesmente, criá-los por decreto pessoal? Espuma abundante, perlage fina de pouca intensidade, porém constante. Nariz tímido, porém de boa tipicidade. Entrada de boca saborosa, algo doce, mas bem balanceado pela existência de uma acidez correta dando-lhe maior equilíbrio. Fácil de agradar, um pouco doce em demasia para o meu gosto, sendo ótima companhia para uma sobremesa. Produtor de pequeno porte no Vale dos Vinhedos, trazido pela Lusitana que o vende em Sampa por R$35,00. I.S.P.  

 

Blackbird Bonarda/Malbec 06 – Tinha provado este vinho na Wines of Argentina do ano passado e o achado bem interessante. Esta é uma linha básica, de entrada, da Clop y Clop que possui um portfolio bem mais amplo trazido pela D’Olivino. Vi no mercado perto de casa e comprei uma garrafa para fazer a prova dos nove. Só confirmou tudo o que tinha achado em minhas primeiras impressões. Um vinho simples, agradável, honesto, bastante saboroso, corpo leve e fácil de tomar, uma opção aos varietais trazendo alguns aromas e sabores mais elaborados e diferentes. Se não tem grandes virtudes, também não tem defeitos e pelo preço de R$19,00 é uma boa opção para o dia-a-dia junto com outros vinhos argentinos já mencionados aqui anteriormente. Um vinho que satisfaz acompanhando uma pizza de calabreza ou peperoni. I.S.P. 

 

Stepping Stone Padthaway Shiraz 05 – um vinho australiano da região de Limestone Coast que meu sobrinho me trouxe no Natal de 2007.  Lá, custa algo próximo a 13 dólares australianos o que equivale a mais ou menos USD9. Pensando bem, custa praticamente o mesmo que o Blackbird aqui acima, sacanagem!!! A esse preço estaria costumeiramente sobre a minha mesa e na minha taça, um vinho sedutor que me agradou sobremaneira. Cor bonita de um rubi profundo, bem frutado com leves toques apimentados. Na boca confirma a fruta, com a madeira muito bem posicionada não se sobrepondo ao vinho em momento nenhum. Vinho de muito boa acidez, textura encantadora, jovial e macio, taninos sedosos e um final de boca muito saboroso de boa pesistência mostrando toques herbáceos. Com teor de álcool de 13.5% em perfeita harmonia, a garrafa terminou rápido demais, deixando-nos, tomei com meu genro, com água na boca e desejos de mais algumas garrafitas. Se alguém estiver por lá e quiser me presentear, pode trazer uma caixa! Bom demais, me deixou feliz e deixou saudades. Quem sabe algum importador não se anima?!

 I.S.P.  

 

Palazzo Della Torre 01 – elaborado com Corvina, Rondinella e um tico de Sangiovese. Cerca de 70% do lote é viníficado de imediato, enquanto o restante passa por um processo de secagem em esteiras ao estilo amarone para posterior mescla dos lotes. Uma inovação do produtor que perde assim a classificação de DOC, menos importante do que o nome Allegrini que lhe confere a importância e prestigio que merece. Um vinho suculento, diferente, com um nariz muito agradável em que aparecem frutas do bosque, baunilha e algo floral. Na boca sabores complexos em que sobressai alguma fruta passa, bem balanceado, taninos finos e sedosos num ótimo final de boca. Muito similar ao 2004, mas este está mais maduro, médio corpo com taninos mais equacionados e macios com um final algo mineral. Um belo vinho que está na Expand (04) com um preço em torno de R$98,00.

 I.S.P.  

 

Amancaya 06 – um vinho fruto da sociedade entre Lafite-Rothschild e Catena Zapata na Bodega Caro, um assemblage de 50/50 Malbec e Cabernet Sauvignon. Uma segunda avaliação deste bom vinho que só tinha degustado anteriormente, o que é algo bem diferente de tomá-lo. Sem duvida alguma um bom vinho, em que se sente bem a influência de Bordeaux com toques Mendocinos. Possui intensa fruta madura no nariz, algo de café torrado e carvalho. Encorpado, firme, grande volume de boca, taninos presentes ainda bastante firmes mesmo após 45 minutos de decanter, um vinho austero, classudo e equilibrado, mostrando uma certa elegância, mas que ganhará muito com mais um ou dois anos de garrafa. O final de boca é bastante agradável de boa acidez,talvez algo mineral, média persistência e retrogosto levemente apimentado . Comprarei mais uma garrafa e a abrirei daqui a dois anos só para sentir a evolução, mas creio que crescerá muito em elegância e finesse. Um vinho de muitas qualidades, mas que ainda está muito jovem para se sentir todo seu potencial e que certamente se tornará mais amistoso com o tempo. Acho que andamos tomando determinados vinhos cedo demais, mas esse é assunto para outo post. Na Mistral por R$69,00. I.S.P. $

 

Salute e kanimambo

 

Quer contatar importadores ou lojas aqui mencionados, veja detalhes em “Onde Comprar” .

Mais uma Semana de Bons Vinhos

            Depois de um hiato em que mais participei de degustações do que tomei vinho, sim existe uma diferença, cá estou de volta comentando alguns bons vinhos tomados na ultima semana, ou algo parecido. Logo, logo começo a compartilhar um pouco dessas degustações, inclusive mais um excepcional vinho de reflexão que tive o privilégio de degustar, um Quinta da Bacalhôa Moscatel Roxo 97! Mas esse é outro post.

 

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Rutini Cabernet-Malbec 2005 – Sempre um porto seguro quando quero tomar um vinho de qualidade reconhecida. Não tem erro, anos após ano um vinho que me agrada sobremaneira e, pelo que entrega de prazer e satisfação, o considero um vinho de boa relação Qualidade x Preço. Possui um nariz de boa intensidade em que aparece bem a fruta vermelha madura, mas com alguns toques mais tostados e algo de baunilha. Na boca é de taninos finos, macios, corpo médio, muito equilibrado, um vinho apetecível e sem arestas que prefiro sempre tomar com uns três anos de garrafa, como este, pois fica mais redondo e amigável. Na Zahil por R$ 66,00. I.S.P   $

 

 

Vila Jusâ DOC 2003 – Mais um achado nestes meus garimpos, desta vez do Douro em Portugal. Um corte de Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Roriz e Tinta Barroca com educados 13º de álcool, possui nariz muito gostoso, convidativo, cheio de muita fruta fresca e leves toques florais. Na boca apresenta um certo frescor devido à boa acidez, é macio, redondo de médio corpo, harmônico e um final de boca muito saboroso e agradável mostrando boa persistência. Um belo vinho, que encanta, por um preço muito convidativo. Seu símbolo, um Wine Bird, pássaro que habita os vinhedos da região. Deixa um gostinho de quero mais na boca! Na Vinhos Seleto por R$42,50.

I.S.P  $ 

 

 

Domaine de Pontfrac 2006 – Um rosé de Cotes de Provence no sul da França, elaborado com Grenache, Cinsault e Carignan. De cara aquela cor muito característica e bonita dos rosés desta região, salmão bem clarinho. Nariz de boa intensidade frutado e fresco com alguns toques florais. Na boca parece que vai ………, mas não vai! Tem uma entrada de boca interessante, mas some na boca de tão curto. Gostoso, mas muito aquém do que promete. Quando acompanhou um peito de peru assado, até melhorou um pouco, mas não chega a convencer, faltou personalidade. Na BR Bebidas por R$42,00.  I.S.P

 

 

Família Bianchi Cabernet Sauvignon 2004 – Um belo vinho com aromas de fruta madura compotada, mas nada enjoativa, com algo de especiarias e um certo defumado após um tempo de taça. Médio corpo, rico e de ótimo volume de boca, apresenta uma textura de taninos aveludados e maduros balanceados por uma acidez correta, final de boca bastante longo com um retrogosto meio achocolatado.  Acompanhou uma picanha na brasa com arroz carreteiro, com grande maestria, um belo vinho. Onde comprar não sei, trouxe de lá, mas o importador é a Mr. Man e o Everson me informou que o preço de referência no mercado é de R$55,00. $

 

 

Graham´s LBV 2001 – Lamentavelmente esta foi minha ultima garrafa deste saboroso LBV. Um Porto Late Bottled Vintage de muito boa qualidade por um preço ainda camarada, em função do “congelamento” da taxa em R$1,99 por parte da Mistral. De cor Rubi escura, está muito equilibrado com deliciosos e intensos aromas de fruta madura e algo de chocolate e caramelo, macio, vibrante, saboroso, rico, denso e equilibrado num agradável e muito saboroso final de boca. Disponível na Mistral ou em lojas especializadas por cerca de R$78,00.  I.S.P  $

Salute e kanimambo.

Endereços e Telefones para contato, encontre na seção “ONDE COMPRAR”