Espumantes & Casamento

Falando de Sebastian, Um Espumante Diferente!

Volto com algo para curtir e celebrar, sabores diferentes e uma grata surpresa na taça. Começa por ser diferente pois vem da Lombardia fronteira com o Veneto, encostado no lago de Garda e mais uma razão para visitar CáMaiol Sebastian Rosatoesta linda região italiana. Lugana DOC, é lá que se situa a CàMaiol produtora deste gostoso espumante rosato (rosé) trazido ao Brasil pela Galeria de Vinhos.

Segue sendo diferente pois usa duas uvas tintas pouco conhecidas, a Groppelo (70%) com Marzemino, duas uvas tintas regionais. Após a primeira fermentação, fica sobre lias (Sur Lie) por um período de tempo não determinado, quando vai para a autoclave onde faz a segunda fermentação por cerca de dois meses (Método Charmat). Linda e sedutora cor, somente 25 mil garrafas produzidas, brut, ótima perlage com bonito colar de espuma, na boca um pouco mais de volume do que estamos acostumados a ver nos rosés por aí. Balanceado e fresco com um final diferenciado e complexo que ficam por bastante tempo na boca e levam a pensar notas sutis de uma leve oxidação que na realidade não existe, intrigante e sedutor. Quanto ao preço, anda na casa dos 100 a 115 Reais e pode ser encontrado nas “boas casas do ramo” ! rs

Eu ainda preciso testar, porém acho que pode dar um samba legal como acompanhamento a paella valenciana mista! Fica como sugestão a conferir numa próxima oportunidade. Ah, um fator menos importante, mas que chama a atenção; a linda garrafa que vira motivo de “briga” (rs) para ver quem leva para casa. É isso, conforme for desenterrando matéria vou publicando, sem data nem hora marcada! Kanimambo, saúde e nos vemos por aí! Nesta semana tem Enoladies, Wines of Chile, degustação da Go Where Gastronomia, muita fonte de inspiração que anda faltando, inté.

 

 

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Espumantes Tosti na Mesa.

Recentemente fui convidado para provar os espumantes da Tosti que, não sabia, não atua só em Veneto com Proseccos, mas também no Piemonte. Tosti Prosecco, um dos primeiros a chegar ao Brasil nos idos de 1993, já andou na mão de alguns importadores até chegar, para minha satisfação, na Galeria de Vinhos, gente com quem mantenho uma boa parceira já faz alguns anos. Normalmente vemos espumantes como meras borbulhas de celebração, porém dependendo de seu nível de doçura, podem e dão harmonizações muito interessantes podendo ser fiéis escudeiros a diversos pratos.
A Tosti produz hoje algo ao redor de 14 milhões de garrafas ano das quais 40% são direcionadas ao mercado Norte Americano seguido de Inglaterra, Alemanha, Bélgica, etc. porém o Brasil começa a reagir, novos rótulos vêm chegando e provamos alguns nesse gostoso almoço na presença dos importadores, Giovanni Bosca (presidente da Tosti) e alguns amigos do setor. Eles produzem também vinhos tranquilos no Piemonte, mas desses ainda não há no Brasil, questão de tempo acredito eu. Apresentações feitas, deixa eu agora falar resumidamente o que achei dessa prova junto com os I Like Brutexcelentes pratos de peixe do restaurante Amadeus, show de comida por sinal!
Começamos provando um lançamento que está por chegar ao Brasil, o I Like Prosecco Brut, num estilo moderno, muito fresco com sensações de maçã verde na boca, excelente perlage que “picava” o céu da boca e persistiu por muito tempo na taça. Um estilo mais festivo, leve em que o Brut não me pareceu tão seco quanto esperava. Não vi a ficha técnica, ainda muito recente na linha, porém tendo a acreditar que o residual de açucar esteja bem próximo do limite para esta categoria que determina o máximo Tosti DOC e Muquecade 12grs com tolerância de 3grs/litro. Acompanhou muito bem uns pasteizinhos de camarão, ostras frescas e iscas de peixe. Ainda sem preço no mercado.
O Tosti Prosecco DOC Extra-dry, por outro lado, parece ser bem mais seco apesar de suas 16grs de açucar residual dentro das normas que estipulam o máximo de 17grs/litro. Um prosecco de fina estirpe, com mais corpo, ótima perlage, aromas delicados, cítrico, com boa densidade de boca que o habilita a enfrentar pratos mais estruturados tendo escoltado muito bem a Muqueca que veio á mesa. Gosto bastante e o preço final anda na casa dos 85 a 95 Reais em Sampa está em linha com o que entrega.
20170608_131316Tosti Asti Spumante Dry, novidade total e somente a partir de Agosto chegará pois aguarda a oficialização do DOCG (Piemonte) que normalmente aceita tão somente o doce com mais de 80grs de açucar residual. Um trabalho desenvolvido pela Tosti que culminou num espumante muito interessante. Digo isso porque o primeiro impacto aromático é da Moscatel e você fica esperando uma doçura na boca que praticamente inexiste! Muito saboroso, mediamente seco, fresco, como sempre uma ótima perlage, porém mais leve que Prosecco DOC e não achei que acompanhou tão bem a Muqueca, acho que precisa de algo mais leve e uma pena que as ostras a estas horas já eram, acho que teriam se dado muito bem! Ainda sem preço.
Tosti Pink Moscato, gostei! Elaborado com 85% de Moscato e 15% de de Groppello uma uva tinta autóctone da região, muito boa acidez que se contrapôs bem ao alto residual de açucar. Veio para Pink Moscatoacompanhar um trio de sobremesa e se deu muito bem. Há muita gente que torce o nariz para os espumantes Moscatel e até concordo que há muita coisa doce demais no mercado, até enjoativa, porém os bem balanceados com a acidez correta como este e baixo teor alcoólico (7,5%) são ótima companhia para sobremesas também ácidas e não muito doces. Vão bem com tortas de frutas, salada de frutas com sorvete, bolos de casamento, frutos do bosque flambados e outras criações interessantes como este trio elaborado pelo Amadeus do qual, lamentavelmente, esqueci de tomar notas dos detalhes. Uma grata surpresa na casa dos 65 a 75 Reais que me agradou bastante.
Para quem queira entender um pouco melhor as normas que regem os diferentes estilos de espumantes Ttipos e níveis de doçura) clique aqui, porém de forma sintetizada o gráfico abaixo dá uma boa idéia disso. Saúde, kanimambo e seguimos nos encontrando por aqui e por aí nas estradas de nossa vinosfera.
Sweetness in wines

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Espumante de 50 Pratas e Bom!

Seu nome? Santa Augusta Brut, um vinho do jeito que eu gosto, que entrega mais do que custa, que deixa aquela percepção de estar tomando um vinho de maior valor agregado e, para aqueles que gostam de levar vantagem em tudo, de sentir a sensação de que se deu bem, uma taça cheia! rs Melhor, a família toda é boa, com destaque para o seu Moscatel que é show também.

Minha relação com esta Santa vai longe, na verdade desde Março de 2015 quando a descobri e por ela me encantei virando seu fiel seguidor! rssanta-brut Para variar, falo de um vinho de Santa Catarina e quem ainda não conhece a região e seus vinhos, está passado da hora de ampliar seus horizontes! Muita coisa boa surgindo por aquelas bandas e meu primeiro post de 2017 será com mais um marcante vinho de lá, um Sangiovese de produção limitada (300 garrafas apenas) que é de tirar o chapéu, mas isso é papo para o ano que vem! rs Hoje quero compartilhar este espumante com os amigos, até porque o momento exige já que muita gente anda atrás de borbulhas para a ceia e final do ano. Boas borbulhas com preço idem, é disso que quero falar hoje.

Tenho um zilhão (pouquinho exagerado, mas tenho um monte mesmo! rs) de posts sobre espumantes aqui no blog (digite espumantes em pesquisar), porque é algo que curto bastante e quase todo o fim de semana abro uma garrafa em casa, sem contar a que abro nas confrarias que administro e toda a semana tem uma! Litragem de borbulhas, rs, cada um tem a sua e eu tenho muita!! Um dos destaques recentes e que vem comprovando mês após mês sua consistência, essencial em espumantes não safrados, é a Vinícola Santa Augusta de Videira no Oeste Catarinense. produz vinhos tranquilos e espumantes dos mais variados estilos, mas quero ressaltar dois aqui, o Brut e o Moscatel que são os que mais me seduziram.

Santa Augusta Brut – um equilibrado blend de Cabernet Sauvignon (majoritariamente), santa-brut-na-taca-1Chardonnay e Merlot elaborado pelo método charmat longo com seis meses sobre leveduras o que lhe confere mais complexidade e elegância de perlage (borbulhas mais finas). Boa intensidade aromática, mas é na boca que ele demonstra ao que veio com uma perlage intensa, fina, abundante, persistente que explode na boca com notas citricas, bom volume de boca, sutil toque de “padaria/brioche” e muito boa acidez num final de média persistência seco e muito agradável. Faço muitos testes de degustação às cegas, com clientes e amigos enófilos participantes de minhas confrarias, com teste de percepção em que o provador tem que passar sua percepção de valor baseado em sua experiência/litragem. Invariavelmente o resultado é de um espumante por volta dos R$70,00 o que o faz ainda mais valioso, já que custa no mercado algo entre R$50 a 55,00 a garrafa. Uma ótima opção para este final de ano, eventos, festas, casamentos e eu o tomo regularmente em casa porque para mim não precisa de nenhuma ocasião especial para abrir uma garrafa! rs

Santa Augusta Moscatel – não é de hoje que “trabalho” estes espumantes a que poucos prestam atenção, afinal já em 2009 promovia Desafios com estes Espumantes. Ainda tem gente que busca os espumantes similares produzidos na Itália, os Moscatos d’Asti, mas o nacional dá de dez, pois nossa acidez consegue produzir um espumante mais santa-moscatel-e-futonequilibrado e menos enjoativo. O italiano costuma ser doce demais, mas há que respeitar gostos, então quem quiser, bom proveito! rs Entre os espumantes Moscatel nacionais, tenho uns três ou quatro que acho muito bons e o Santa Augusta é hoje o melhor. Não só na minha opinião, mas o guia da Revista Adega lhe deu 91 pontos assim como Guia Descorchados que lhe deu a mesma pontuação e o premio de melhor Moscatel Brasileiro.

Elaborado com 100% da uva Moscato Giallo, prima pelo equilíbrio promovido por uma acidez vibrante que se opõe à doçura da uva o que permite que se tome diversas taças sem que se torne enjoativo. Fresco, notas florais sutis, frutos citricos,é tudo de bom! Acho um grande companheiro para o nosso panetone com frutos secos, sobremesas citricas como torta de kiwi ou salada de frutas (experimente trocar a laranja pelo próprio espumante!) com sorvete de creme, tudo a ver com nosso calor, a época e férias! Na foto, uma harmonização com Futon de Frutos do Bosque flambados que o restaurante Koizan na Granja Viana faz, muito bom essa casamento!!

Bem amigos, por hoje é só, desculpem, sei que o post é longo, mas como sabem, me empolgo quando algo me encanta e esses espumantes que os grandes críticos hoje descobrem, há muito estão na minha taça e, na verdade, também na Vino & Sapore, pois quando consigo encontrar por aí esses vinhos de ótima relação PQP (Preço x Qualidade x Prazer), não resisto né?? Kanimambo, saúde e seguimos nos vendo por aqui ou numa dessas muitas estradas de nossa vinosfera, fui!

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Dois Champagnes na Taça

Há poucas semanas tive a oportunidade de provar dois Champagnes de preço altamente convidativo, entre R$150 a 180,00, trazidos pela Chez France e vendidos diretamente por eles através de seu site. Abri junto com as minhas amigas Enoladies em seu jantar de aniversário de seis anos, elas merecem!!
champagne-vollereaux-brutChampagne Vollereaux Brut –  um blend das 3 uvas autorizadas da região (Chardonnay/Pinot Noir e Pinot Meunier) da mesma proporção, é fresco, leve, boa perlage, cítrico bem presente, mineral, saboroso, vibrante, mas não chega a empolgar, espero mais de um Champagne. Isso, no entanto, não quer dizer nada, porque a Moet Chandon também não me diz nada e tem gente que adora, afora isso a Wine Spectator lhe deu 92 pontos, então não dê muita atenção para minha opinião neste caso não! rs Sou chato, creio, mas quando bebo um Champagne, normalmente busco mais complexidade, mais “brioche” presente, algo que me traga um pouco mais do terroir à boca, ao olfato, que mexa com minhas emoções,  que faça sentir algo especial, fora do comum. Nesse sentido, acho que temos alguns espumantes nacionais no mesmo patamar por preço mais em conta. Agora, quer Champagne no rótulo, sem duvida este deverá estar no topo de sua lista pois o preço é deveras convidativo, o rótulo é classudo e certamente agradará a maioria. Uma ótima compra no quesito Champagne
champagne-vollereaux-roseChampagne Vollereaux Rosé Saignée – diferentemente da maioria dos Champagnes Rosés que é um blend de vinhos tintos e brancos, este é elaborado por maceração das uvas pinot noir que lhe confere mais corpo e foi o que me seduziu, seu diferencial. Este, a meu ver, é o verdadeiro achado entre os dois rótulos que me foram dados a provar e vale cada centavo gasto com ele. Complexo, boa textura de boca, um toque de especiarias, ótima perlage (desde a garrafa à taça), frutos do bosque frescos vivazes na boca, mas seco com baixo teor de açúcar residual aparente, muito balanceado por uma acidez bem dosada, notas sutis de brioche nos lembrando que estamos degustando um champagne. A Wine Spectator lhe dá 91 pontos e a Jancis Robinson não o recomenda, já eu fico no meio mas tendo a seguir a avaliação da Wine Spectator mesmo que com alguns pontos abaixo. Se tivesse que pontuar creio que ficaria entre 88 e 89 pontos o que acho uma pontuação muito boa já que sou bem critico nas minhas pontuações e costumo ser bem mão fechada nesse quesito. Tomaria muitas destas e recomendo aos amigos, vale muito a pena e acho que está em oferta.
Dois Champagnes, duas reações diferentes, uma ótima experiência, para quem, como eu, adora “borbulhar”, mergulhar de cabeça nessa efervescência, nesse estalar de estrelas no céu da boca. A Chez France só vende via seu site, então vale dar uma passada por lá e em breve mais uma opção, desta vez nacional, de espumante para você aqui no blog. Uma ótima dica para quem não busca nada tão sofisticado assim, a preço bem camarada porém sem abrir mão de qualidade. Por hoje é isso, valeu pela visita, sáude, kanimambo e seguimos nos encontrando por aqui. 
Ps. Os Champagnes foram gentilmente cedidos pela importadora para o evento do Winebar virtual que lamentavelmente não pude participar no dia.

Borbulhas, Borbulhas, Borbulhas, é Tempo de Festa!

Gente, desculpem mas o excesso de trabalho, cansaço e até um certo desanimo têm me impedido de escrever, mas prometo que a partir de segunda voltarei à ativa com bastantes posts novos. Até lá, não quis deixar este blog abandonado e optei por rever um post do ano passado com algumas poucas correções. Os preços podem ter variado um pouco em função do aumento de impostos, mas a grosso modo devem seguir esses mesmo patamares pelo que pude pesquisar.

Borbulhas, borbulhas, borbulhas, hoje começa a temporada de festas em que mais http://www.falandodevinhos.com/wp-content/uploads/2015/12/Champagne-Bubbles-Ministry-of-Alcohol.jpgespumante se consome. Optei por relacionar uma série de rótulos com preços de referência que acho que valem muito a pena! Não foi fácil chegar nesta reduzida lista já que são inúmeros os rótulos de boa qualidade disponíveis no mercado, porém espero vos ajude na escolha. É uma lista composta de vinhos que eu compraria tranquilamente, espumantes que tomo ou já tomei e voltariam a minha taça, razão para eles estarem aqui, afinal, não posso recomendar o que não conheço! Separei por faixa de preço e fui no máximo até R$210,00 pois acima disso o céu é o limite e certamente você não precisará de ajuda para escolher.

A ordem é alfabética e os os preços me baseei no Estado de São Paulo, um dos mais caros do país, e em preços de mercado sem considerar eventuais promoções, são uma mera referência gente! Aproveitem, façam a festa, afinal você sobreviveu a mais um ano e que ano!!

Espumantes até R$60,00 (17 )

Aracuri Brut Chardonnay Brut – Brasil/RS

Bossa 2 Demi-sec – Brasil/RS
Cava Cristallino Brut – Espanha/Penédes
Cave Amadeu Brut – Brasil/RS
Don Giovanni Stavagganza Brut – Brasil/RS
Marco Luigi Reserva Brut – Brasil/RS
Miolo Cuvée Tradition – Brasil/RS
Pizzato Fausto Brut – Brasil/RS
Ponto Nero Brut – Brasil/RS
Prosecco Corte Viola – Itália/Veneto
Quinta de Santa Maria da Princesa Brut – Brasil/SC
Salton Prosecco Brut – Brasil/RS
Salton Intenso Brut – Brasil/RS
Santa Augusta Brut – Brasil/SC

Santa Augusta Moscatel – Brasil/SC (o melhor Moscatel do Brasil)
Valduga Arte Brut – Brasil/RS
Villaggio Grando Brut – Brasil/SC

 

De R$65,00 a 90,00 (17)

Abreu Garcia Festividade Brut – Brasil/SC

Campos de Cima Extra-brut – Brasil/RS
Cava Bonaval Nature – Espanha
Cava Castel de la Comanda Brut e Nature – Espanha/Penédes
Cava Codorniu Brut – Espanha/Penédes
Cava Freixenet Brut – Espanha/Penédes
Cave Geisse Brut – Brasil/RS
Cave Geisse Nature – Brasil/RS
Eternity Sparkling Cuvée – Austrália
Lagarde Altas Cumbres Extra-brut – Argentina/mendoza
LH Zanini Extra-brut – Brasil/RS

Lirica Crua – Brasil/RS
Miolo Millésime – Brasil/RS
Moinet Prosecco Extra-dry – Itália/Veneto
Prosecco Villa Sando DOCG – Itália/Veneto
Salton Evidence – Brasil/RS
Valmarino & Churchill NV – Brasil/RS

De R$90 a 140,00 (14)

Angas Brut Cuvée – Austrália
Anna de Codorniu Reserva Brut – Espanha/Penédes
Barton & Guestier Chardonnay Brut – França/Loire
Bueno Cuvée Prestige – Brasil/RS
Case Bianche Vigna Del Cuc Prosecco Brut DOCG – Itália/Veneto
Cava Sumarroca Reserva Brut – Espanha/Penédes
Cave Geisse Terroir Nature – Brasil/RS
Chandon Excellence – Brasil/RS
Collin Cremant de Bourgogne – França/Borgonha
Francois Montand brut – França/Jura
Herdade do Perdigão Brut 2012 – Portugal/Alentejo
Luis Pato Maria Gomes Bruto – Portugal/Bairrada
Prosecco Bedin Extra-dry – Itália/Veneto
Valduga 130 Brut – Brasil/RS

De R$140 a 210,00 (6)

Casa Valduga Maria de Valduga – Brasil/RS
Champagne Lanson Brut – França/Champagne
Franciacorta Lo Sparviere Brut – Itália/Franciacorta

Herdade do Perdigão Bruto 2009 – Portugal/Alentejo
Labet Cremant de Bourgogne Brut – França/Borgonha
Vigneau-Chevreau Vouvray Brut – França/Itália

Espumantes Rosés (13)

Adolfo Lona Rosé Brut – Brasil/RS – na casa dos R$50

Adolfo Lona Orus Pas Dosé – Brasil/RS – R$160,00
Bueno Bellavista Desirée Brut – Brasil/RS – na casa dos R$70,00

Burson Brut Rosato – Itália/Emilia Romagna – na casa dos R$85 a 90,00

Champagne Vollereaux Brut Rosé – França/Champagne – na casa dos R$160,00

Filipa Pato 3B Brut Rosé – Portugal/Bairrada – na casa dos R$80,00
Gouguenheim Rosado de Malbec Extra-brut – Argentina/Mendoza – na casa dos R$75
Labet Cremant de Bourgogne – França/Borgonha – na casa dos R$180,00
Santa Augusta Rosé Brut – Brasil/RS na casa dos R$50
Vicentin Rosado de Malbec Brut – Argentina/Mendoza – na casa dos R$140,00
Villaggio Grando Rosé – Brasil/SC – na casa dos R$60,00

Salton Lucia Canei – Brasil/RS – na casa dos R$190,00

Amigos, semana que vem volto a postar e com alguns comentários também sobre espumantes, mas não só obviamente. Kanimambo  pela paciência e compreensão, pela visita e seguimos nos encontrando por aqui.Brinde com espumantes

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Burson Rosé Brut de Longanesi na Taça!

Adoro ser surpreendido tão positivamente e, paralelamente, descobrir como nossa vinosfera é grande permitindo que mesmo com tanta litragem taça degustada ao longo dos últimos dez anos de estudo, ainda aparece uma uva que não conhecía!

longanesi-burso-e-acino-verdeLonganesi é o nome da uva e a Itália está repleta destas surpresas regionais para quem topa se aventurar além da Toscana e Piemonte. Regiões de excelência sem dúvida alguma, porém há muito mais a ser descoberto por lá. No último encontro da Confraria Vinhos de Segunda em São Paulo (por sinal com vaga aberta para quem esteja interessado) que realizamos na Lusitano Import mensalmente, abrimos os “trabalhos” com este espumante de distribuição exclusiva deles aqui em Sampa que todos presentes curtiram bastante. Obviamente fui atrás de saber mais da uva!

Burson (apelido de Antonio Longanesi) é o nome dado pelos produtores ao vinho longanesi-cartello-burson-3-773x580elaborado com a uva Longanesi na Emilia Romagna (mais conhecida entre nós pela produção de lambruscos), tendo como epicentro a cidade de Bagnacavallo. A uva possui uma história recente tendo sido “descoberta” por Antonio Longanesi ao comprar uma propriedade na região onde encontrou essa vinha que subia num grande carvalho, lá nos idos de 1920. Encantado com a uva, após quase 30 anos nos anos 50, começou um processo de reproduzir esse clone desenvolvendo uma produção para a especifica elaboração de vinhos. Homologada em 2000, desde 1997 possui um Consorzio regulador para proteger e preservar os vinhos e região que hoje é liderado por Daniel Longanesi, possuindo cerca de 17 produtores. A uva também é conhecida pelo grão verde que é o que indica que o cacho está no ponto de colheita (foto acima).

Existem basicamente três estilos de vinhos sendo elaborados com esta uva; Burson burson-rosatoEtichetta Blu (tintos secos), Burson Etichetta Nera (vinhos doces Passito) e espumantes, porém você pode ampliar seu conhecimento sobre esta uva e região clicando no link do Consorzio acima. Nós provamos na confraria e, neste último Domingo, tomamos brindando os 42 aninhos de meu genro (Márcio), este gostoso exemplar de espumante Rosé e mais uma vez confirmou minha primeira impressão. Randi Burson Rosato Brut, perlage fina (seis meses de Charmat), boa espuma, cor coral acobreada bonita, vivaz e paleta olfativa de boa intensidade. Na boca surpreende com um meio de boca bastante rico e complexo, seco, boa acidez e um final mais ligeiro e fresco compondo um conjunto bastante harmonioso e diferente (mais para frutos negros que vermelhos) com leve toque de especiarias que seduz. Na Confraria a percepção de valor apurada bateu com o preço sugerido pela Lusitano, entre R$85 a 90,00 o que acho bem razoável pela qualidade na taça.

Enfim, começando a semana com novidades Falando de Vinhos diferentes, de uva pouco conhecida produzida tão somente num local, gosto disso e gostei do vinho. Vale a experiência para quem busca sempre algo pouco comum, recomendo e na Vino & Sapore também tem. Uma ótima semana para todos e kanimambo pela visita, saúde!

wine-smile-despagne

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Casando os Filhotes, Criando Tradições!

Inspirado pelo casamento de meu filhote, compartilho com os amigos minha receita para uma celebração familiar (poucas pessoas). Cada um faz do seu jeito, eu acabei desenvolvendo uma forma que se iniciou à cerca de oito anos atrás com minha filhota e que agora se repetiu, mas esse é um livro com páginas em branco para você escrever junto com os seus.

Os casamentos no civil de meus filhotes são seguidos de um encontro de família, em Casamento Mr e Mrsque brindamos àqueles presentes e lembramos com saudade dos ausentes que certamente gostariam de estar ali compartilhando da alegria contagiante dos noivos. Nele, alguns preceitos são seguidos, todos eles repletos de simbologia pelo momento e todos eles a ver com minhas origens pois, como já dizia meu pai e por mais que eu negasse à época, “gatinho que nasce em forno não é biscoito”! rs Uma forma de legar tradições familiares, mesmo que mais recentes, de unir as famílias em celebração à volta de uma mesa bem servida o que por si só já é uma simbologia.
Esta foi a tradição que nós criamos, porém creio que o começo e o fim tem tudo a ver com o momento independentemente de origem ou fé de qualquer um então crie a sua. No entanto, um Espumante para celebrar e um belo Porto para brindar, os que puder bancar, devem prevalecer nesta festividade “petit comité” que permite fazer algumas extravagâncias,afinal eles merecem e os pais também! rs
Porto Vintage Niepoort1 – Espumante para abrir o encontro, a celebração, efêmero como as bolhinhas que fazem a festa na boca, mas que simboliza a alegria de viver, a alegria do momento.
2 – Bacalhau com um um bom vinho (que tem que ser Luso! rs), a fartura à mesa, que nunca lhes falte!
3 – Lampreia de Ovos. Deliciosa sobremesa conventual simboliza a fertilidade que esperamos abençoe o novo casal.
4 – Um Porto (neste caso um Vintage do ano de nascimento) ou Vinho Madeira, brindando à longevidade, à evolução do relacionamento com o tempo. Que, como os grandes vinhos, mature com qualidade.
Que assim seja! Saúde sempre, para podermos seguir produzindo e usufruir de nossos esforços, kanimambo pela visita.

Espumantes Rosé com Sushi e Sashimi

Final de ano tem tudo a ver com espumantes e achei que uma degustação unindo uma série de rosés (menos usual em nossas taças) e a culinária japonesa poderia ser algo interessante a explorar e deu muito Combinados Koizancerto, tanto que depois desta na Confraria Saca Rolha, repeti o roteiro (com algumas variações) mais duas vezes com a ajuda do restaurante Koizan e seus combinados, nosso vizinho da Vino & Sapore aqui na Granja Viana. Para nos relatar essa experiência a porta voz da confraria, Raquel Santos amiga e sommelier, me enviou este texto que agora compartilho com os amigos, porém desde já deixo claro, não perca a chance dessa harmonização, DÉZ!!

Essa foi a nossa última degustação do ano. E eu que andei meio ausente daqui, não podia deixar de compartilhar estes nossos tão prazerosos encontros, que a cada dia mais transbordam de alegria fazendo do vinho, um companheiro a mais, que só nos dá motivo para que nossa confraria caminhe com muita sintonia e por que não, com muita farra também! E como todo grupo que se preze, tem que ter um “nerd”, aqui estou eu para deixar registrado tudo que havia atrás dos incontáveis brindes e desejos de que esses momentos nos impulsionem para dias felizes sempre que for possível!

Desta vez, aproveitamos a brilhante ideia do João de harmonizar sushis/sashimis com uma bela seleção de espumantes rosés. Optamos por uma degustação às cegas, para que a isenção fosse um fator levado em consideração, já que entre eles haviam espumantes de várias procedências, incluindo um Champagne Grand Cru.

Para entrarmos no clima e preparar as papilasSaca Rolha Dez 15 - Sparviere pelo que tínhamos pela frente, começamos com um espumante italiano brut (branco) elaborado com a casta Chardonnay 100%. Um Franciacorta (DOCG), região com denominação de origem controlada e garantida, na Lombardia, norte da Itália. Dizem que os italianos dessa região quiseram produzir esse espumante para rivalizar com os franceses de Champagne. Usam o mesmo método(champenoise) e o resultado é um vinho (sim, espumante é um vinho) de muita categoria. Elegante, fresco, com aromas de brioche e pâtisserie. Potente e ao mesmo tempo delicado.

Estávamos prontos para o desafio às cegas! Vou descrevê-los todos primeiro (como chegaram à mesa) e depois, no final, revelarei quais foram os rótulos. Vem comigo?

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Uau, Isso que É Perlage!

Nas minhas curtas férias provei alguns vinhos novos que aos poucos compartilharei aqui com os amigos. Um deles foi uma surpresa para um amante de espumantes que nem eu e que vem confirmar que os chilenos também estão de olho nesse mercado brasileiros produzindo bons vinhos com preços bastante razoáveis. Os nossos produtores que abram o olho!

Apaltagua CosteroApaltagua Extra Brut Costero – um Blanc de Blancs, Chardonnay e Sauvignon Blanc, da ótima região de San Antonio conhecida por seus vinhos brancos de excelência em função de um terroir privilegiado, elaborado pelo método champenoise. A primeira fermentação é feita em tanques de inox, permanecendo o vinho em contato com as borras (Sur Lie) por três meses antes de ir para a garrafa para a segunda fermentação onde permanece cerca de sete meses antes do degorgement e encapsulamento.

Esse blend, bastante usados em vinhos tranquilos no Chile, é muito interessante pois o Sauvignon Blanc traz um frescor muito interessante ao vinho enquanto o Chardonnay aporta mais complexidade e corpo. O resultado é um espumante vigoroso com uma perlage que impressiona, bonito colar de espuma, aromas cítricos e algo de maçã verde. Na boca a perlage realmente impressiona mas o cítrico aparece menos, despontando notas mais maduras de frutos tropicais com nuances de amêndoas, leveduras e um intrigante retrogosto algo salgado que mexe com nossas papilas gustativas de forma diferenciada e marcante, final bem seco, fresco e creio que com ostras frescas deve ficar da hora! Não tomei nota de nada na hora, mas ao começar a escrever cerca de 10 dias após o ter tomado, as sensações que vivi simplesmente começaram a aparecer na mente, o que em si já é um bom sinal.

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60 Opções de Espumantes Para Suas Festas

Borbulhas, borbulhas, borbulhas, estava devendo esta lista já faz um Champagne-Bubbles - Ministry of Alcoholtempinho, mas a os últimos 15 dias têm sido complicados de administração de tempo! Prometi, tenho que cumprir, mas não foi fácil chegar nesta reduzida lista já que são inúmeros os rótulos de boa qualidade disponíveis no mercado. Esta pequena seleção, que espero os ajude na escolha, é composta de vinhos que eu compraria tranquilamente, espumantes que tomo ou já tomei e voltariam a minha taça, razão para eles estarem aqui. Separei por faixa de preço e fui no máximo até R$210,00 pois acima disso o céu é o limite e certamente você não precisará de ajuda para escolher.

A ordem é alfabética e os os preços me baseei no Estado de São Paulo, um dos mais caros do país, e em preços de mercado sem considerar eventuais promoções, são uma mera referência gente! Aproveitem, façam a festa, afinal você sobreviveu a mais um ano!!

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