Amigos, nesse garimpo que venho fazendo há anos por nossa vinosfera, toda a hora me deparo com algumas pérolas e bons vinhos porém nem sempre ao preço certo. Mais raramente, no entanto, dou de cara com algumas belas ofertas desses mesmos vinhos que merecem ser compartilhados com os amigos então decidi começar esta exclusiva confraria de compras e oportunidades como forma de compartilhar esses Frutos do Garimpo. Não, não é mais um clube de vinhos, é uma Confraria, não havendo quaisquer cobranças mensais ou obrigação de compra.
Mensalmente, a partir de Setembro, sujeito a disponibilidade montarei uma série limitada de caixas (avisarei a quantidade disponível nas chamadas mensais) com 4 garrafas destes achados, frutos do meu garimpo. A cada mês os valores mudam (devendo ficar entre R$200 a 350) e os vinhos mudam, podendo até haver maior disponibilidade num ou noutro mês ou não haver nenhuma oferta já que, lembrando, são Frutos do Garimpo e aquela “pepita” nem sempre dá as suas caras e quando dá são de pouca monta! Podem ser duas garrafas de um mesmo vinho e as outras de dois vinhos diferentes, podem ser duas garrafas de dois rótulos, a cada mês a história será diferente, o objetivo é compartilhar as pepitas achadas nas entranhas de nossa vinosfera. Passo os preços com minha resenha dos vinhos e você compra se quiser e quando quiser, tendo tempo para pesquisar, porém como as quantidades serão limitadas a venda será realizada aos primeiros que confirmarem e somente uma caixa por pessoa.
O foco será, obviamente, na qualidade atrelada a um preço abaixo da média do mercado, diversidade de estilos e uvas, sendo coerente com tudo o que venho escrevendo já faz anos. Eventualmente poderei me deparar com outros frutos que não vinho, por exemplo um acessório, no qual o conceito também se aplique e o incluirei para apreciação dos confrades. Pintou oportunidade na minha praia, a idéia será compartilhá-la com você e disponibilizá-la aos confrades e confreiras se houver quorum. A confirmação da reserva se dará através de depósito em conta, após o qual faremos a entrega que será gratuita em Cotia,Alphaville e nos seguintes bairros de São Paulo > Morumbi, Vila Olímpia, Itaim, Jardins, Pinheiros e Butantã. Qualquer outro local de entrega ficará sujeito a cobrança de frete junto com o depósito da reserva e avisado antecipadamente. Eventualmente, poderá ser retirada na Vino & Sapore por aqueles que moram na região da Granja Viana, no entanto os Frutos do Garimpo não estarão disponíveis na loja e, caso venham a estar nas prateleiras, estarão com preço de mercado.
Gostou da idéia, tem interesse em participar? Pois bem, preencha o formulário em clicando aqui e assim que tenha o primeiro “KIT” pronto, deve ser Setembro, lhe enviarei e-mail com os Frutos do Garimpo do mês e as resenhas. Estes achados não serão divulgados na internet ou em redes sociais, então sua inscrição na Confraria “Frutos do Garimpo” será a única forma de você vir a ter acesso a eles.
Kanimambo a todos que vierem a apoiar este novo projeto que se inicia agora em Setembro de 2015. Bem vindos a bordo e espero que a viagem seja prazerosa!
Semana passada foi tempo de descobrir o que de novo anda brotando das fontes de Baco originárias na Serra Catarinense. Há tempos que venho cultuando esta nova fronteira vitivinícola brasileira de pouco mais de quinze anos de vida e após esta última semana com mais de 600kms rodados de Floripa a Caçador (só vinho, porque até voltar por Curitiba passou dos 1.000) conhecendo e revendo vinhos de altitude com um perfil diferenciado do que mais se faz por terras brasilis devido a um terroir bem diferenciado. A confirmação de que os vinhos bons abundam por aqui e cada vinícola apresentou pelo menos um destaque que marcou, mas a seleção apresentada (foram cerca de 52 rótulos) mostrou ser de primeira com a qualidade mostrando ser uma característica que os une a todos. .
Ao longos das próximas semanas darei algumas dicas, comentarei alguns vinhos e mostrarei em vídeos um pouco do que vivemos em mais esta viagem de descobrimentos desbravando uma região ás vezes de difícil acesso, mas que ao chegar nos destinos nos deparamos com exuberantes paisagens, bons vinhos e atendimento impecável!
Por hoje, só uma curta lista do que eu considerei destaque em cada uma das vinícolas visitadas, sendo que em muitas delas a escolha foi feita na moedinha pois qualquer um dos rótulos provados poderia estar aqui. Não são necessariamente os melhores vinhos de cada produtor, mas sim aqueles que mais me marcaram, seja por; preço,uva, qualidade,inusitado, o conjunto da obra, …
Quinta da Neve – Cabernet Sauvignon (“cumplidor”, constante, ótima relação Qualidade x Preço)
Quinta Santa Maria – Passionado (inusitado)
Vila Francioni – Comendador (Surpresa do Tio Vilson – Casa do Vinho)
Monte Agudo – Rosé Brut (vibrante, sabor de festa)
Villaggio Basseti – Sangiovese (UAU! ainda por etiquetar e reduzidíssima produção)
Sto Emilio – Leopoldo (classico Cab. Sauvignon/Merlot da região que impõe respeito)
Hiragami (na Casa do Vinho) – Tori (surpreendente Cabernet Sauvignon do mais alto vinhedo brasileiro a 1427m)
Abreu Garcia – Sauvignon Blanc (marcante em sua sutileza)
Kranz – Sucos naturais (bons vinhos, mas os uaus na mesa vieram mesmo foi de outras plantações! rs).
Villaggio Grando – Marila (ainda por finalizar e rotular, um “Jurançon” doce de tirar o chapéu! Uvas Petit e Gros Manseng)
Bem, por hoje é só e em breve destrincharei as visitas, inclusive de outros mares como a cerveja da Bierbaum e os queijos da Queijo com Sotaque. Cansativa, mudanças já definidas para tornar uma próxima viagem menos exaustiva, porém de grandes descobertas e diversas constatações sendo que a principal delas é de que existe sim vida vitivinícola no Brasil além das fronteiras gaúchas e com muita qualidade!
Kanimambo especial hoje a todos os que me acompanharam nessa viagem, saúde e seguimos nos encontrando por aqui ou pelos mais diversos caminhos de nossa vinosfera.
Ontem recebi a visita de um amigo na Vino & Sapore e como já estava na hora, abri uma garrafinha para harmonizar o papo. Fazia tempo que estava na adega e olha, ando bem de garimpo! Classificação BBG: Bom, Barato e Gostoso!! Uma tremenda relação Qualidade x Preço x Prazer, um vinho de Rioja com cerca de 12 meses em tonel (não barrica), não consegui muita informação técnica dele, tempranillo 100% porém me pareceu ter algum “tempero” adicional, mesmo que em pequena dosagem.
Bem frutado, equilibrado, nariz muito interessante com notas algo fumadas, frutos vermelhos, na boca mostra uma acidez muito bem trabalhada, taninos aveludados com uma leve rusticidade, madeira delicada, daqueles vinhos que enchem a boca de prazer enaltecendo qualquer papo e pedem mais e mais, e mais! Me entusiasmei com o vinho e alguns pontos extras para o preço, entre R$65 a 70,00 o que, convenhamos, nos dias de hoje está cada vez mais difícil de encontrar.
Certamente um vinho que estará em minha taça de forma mais amiúde e um belo exemplo dos vinhos desta Bodega que entrega qualidade em todas as gamas de qualidade com preço bacana. Gracias!
Kanimambo e um ótimo feriado de carnaval para todos. Na Vino & Sapore esperamos vocês nesta Sexta e Sábado, depois só Quarta a partir das 14h. Nos vemos por aí, ou por aqui mesmo no blog, fui!
Há outros elaborando vinho com Nebbiolo no Brasil, mas dos que provei nenhum que chegue aos pés deste que vem da região produtora brasileira que mais me seduz. Tanto que dentro de dias saio com um grupo para navegar por esses Vinhos de Altitude na serra Catarinense e descobrir algo mais de sua gastronomia e cultura.
Tem gente que não lê, obviamente,que só vê título de posts e por isso ainda acha que tenho algo contra o vinho brasileiro, longe disso! Minhas criticas são contra algumas empresas que tentaram uma tentativa de golpe contra o consumidor ao tentar passar no governo salvaguardas que aumentavam drasticamente os impostos sobre vinhos fora do Mercosul (não esqueço não!), contra as estratégicas de marketing, políticas comerciais e precificação da maioria, especialmente quando fazem um vinho de gama mais alta que se sobressaia um pouco. Vinhos bons há e cada vez mais, nunca falei que não e para os incautos, basta acessar a Categoria países aqui do lado e ler os posts sobre vinhos brasileiros que só perdem em quantidade para os portugueses e argentinos.
Enfim, essa é outra história, vamos é falar desse gostoso e charmoso Barone Nebbiolo da Vinícola San Michele. Produção limitada a 2.000 gfas, colheita 2014 com estágio de 8 meses em barricas de primeiro uso, carvalho francês da Segan Moreau e alguns poucos meses em garrafa. Vinhedos de sete a oito anos na Serra Catarinense é apenas a segunda safra deste produtor o que enseja um futuro ainda mais promissor. Ao abrir já me deparei com um Barbaresco no olfato! Gosto de Barbaresco, fica pronto mais rápido e é bem mais barato que os Barolos e seus aromas são inconfundíveis. Não soubesse eu que este vinho era originário do Planalto Catarinense (Rodeio) com uvas da Serra, certamente o daria como um vinho do Piemonte. A cor na taça, sedutora e linda, brilhante, love at first sight! rs Dá uma olhada nessa foto aí de cima e vê se não dá vontade de mergulhar de cabeça??
Aromas intensos, sedutores de frutos negros, especiarias, notas florais, madeira muito bem colocada, daqueles vinhos que a gente não sabe se bebe ou se funga! Implora para ser levada à boca, mas sugiro dar-lhe um tempo, uma meia hora, antes de o servir, mas já coloque um tico na taça enquanto funga!! rs Num primeiro momento a entrada de boca e final se igualam, mas o meio parece algo ligeiro. Num segundo momento após um tempinho na taça ele se integra e fica mais uniforme em boca onde as especiarias e fruta se mostram uníssonos, taninos finos, integrados, complexo, boa persistência, uma enorme surpresa para mim e quem o provou comigo naquele final de tarde de Sexta-feira. Um vinho que me fez sorrir de prazer, como isso é bom! Depois repeti a dose em casa num almoço e alegria igual, desta feita com comida, bacalhau (para variar, rs).
Abra com amigos “entendidos” no metié sem informar origem ou mostrar o contra rótulo e confira as avaliações, depois descortine a origem! O produtor, Vinícola San Michele (Rodeio/SC), jovens formados na Escola de Enologia do mesmo nome em Trento na Itália. Agora preciso provar o Teroldego deles que dizem também ser muito bom.
O vinho fez parte de minha seleção de Novembro da Confraria Frutos do Garimpo (link acima) e acabei colocando algo tanto na Vino & Sapore como em minha adega pessoal tanto para beber agora como para guardar e avaliar sua evolução dentro de uns anos. Belo vinho, recomendo e quem o provou que comente!
Por hoje é só, vou deixar algo já programado para Sexta e a semana que vem é Carnaval, direto do front devo publicar algo do meu tour pelos Vinhos de Altitude de Santa Catarina, se der tempo! Kanimambo e grato pela visita, sempre bom tê-lo por aqui.
Desde o inicio do ano que venho me deliciando com os mais diversos rótulos de vinhos brancos, alguns já comentados, outros ainda na linha de produção! rs Quando estive em Floripa trouxe alguns vinhos da Apaltagua comprados no Armazém Conceição e de importação própria.
Gostei muito do espumante, tenho um Chardonnay e um Syrah ainda por provar, mas desta feita abri foi um Riesling da linha reserva. O Chile produz alguns bons Rieslings e descobri que este é um deles.
Ontem fui para a cozinha preparar a janta e como não consigo cozinhar sem vinho, optei por abrir esta garrafa e foi uma ótima opção. Na comida não coloquei nada não, mas na taça, bem deixa para lá! rs Cor linda, amarelo pálido, brilhante como uma espiga ao sol, só a foto que não mostra, linda e convidativa! Notas cítricas, leve floral e um petrolato bem sutil característica da casta no olfato. Esse petrolato em excesso me incomoda, mas quando sutil é convidativo e forma um bouquet bastante interessante, gostei deste. Na boca é muito balanceado, fruta abundante, fresco, o mineral bem presente, final seco com retrogosto de quero mais! Preciso armar mais uma daquelas harmonizações de Eisbein com Riesling e botá-lo á prova na mesa, fiquei curioso.
Tenho gostado do que venho provando deste produtor, agora estou com o Chardonnay em ponto de mira, acho que deste fim de semana não passa não! Saúde, kanimambo e seguimos nos encontrando pelas estradas de nossa vinosfera ou por aqui a qualquer momento.
Este ano de 2016 trará diversas novas ações em que estou trabalhando já faz um tempinho. Seja no âmbito de viagens enogastronomicas (economia permitindo) para Mendoza, Uruguai, Salta e norte da Itália, seja em degustações temáticas, Food Trucks com harmonização enogastronomica, feira de vinhos e a montagem de uma nova confraria (tenho quatro que administro na Vino & Sapore) só que desta vez em São Paulo!
Finalmente encontrei um parceiro localizado estrategicamente a duas quadras do metrô Consolação, de fácil acesso, com quem acertei a reserva de toda a terceira Segunda-feira do mês. A Lusitano Import do amigo Fernando Rodrigues, montou seu show room na Rua Minas Gerais 59 e ficou uma graça. Boas estrutura para receber estes encontros e se o tempo estiver bom um wine bar externo super charmoso!
Pois bem, será lá que promoverei os encontros dessa nova Confraria com uma reunião mensal, iniciando atividades a partir das 19:30h. Um encontro de seguidores de Baco e amantes de seus caldos, sedosos por ampliar suas experiências enófilas e compartilhar alguns bons vinhos na companhia de novos e velhos amigos. Saindo da mesmice, descobrindo novos sabores, viajando na história e na cultura de nossa intrigante vinosfera sem medo de ser feliz.
A ideia é montar um grupo de apenas 12 a 14 pessoas que estejam interessados em se comprometer um dia por mês a participar dessas viagens virtuais enófilas. Está a fins? Se positivo me envie um comentário que entro em contato para lhe passar as condições e regras da confraria para sua avaliação.
Em breve voltarei com a primeira degustação temática aberta em Sampa, será em Março. Aguardem! Kanimambo e uma ótima semana para todos, saúde!
Final de ano tem tudo a ver com espumantes e achei que uma degustação unindo uma série de rosés (menos usual em nossas taças) e a culinária japonesa poderia ser algo interessante a explorar e deu muito certo, tanto que depois desta na Confraria Saca Rolha, repeti o roteiro (com algumas variações) mais duas vezes com a ajuda do restaurante Koizan e seus combinados, nosso vizinho da Vino & Sapore aqui na Granja Viana. Para nos relatar essa experiência a porta voz da confraria, Raquel Santos amiga e sommelier, me enviou este texto que agora compartilho com os amigos, porém desde já deixo claro, não perca a chance dessa harmonização, DÉZ!!
“Essa foi a nossa última degustação do ano. E eu que andei meio ausente daqui, não podia deixar de compartilhar estes nossos tão prazerosos encontros, que a cada dia mais transbordam de alegria fazendo do vinho, um companheiro a mais, que só nos dá motivo para que nossa confraria caminhe com muita sintonia e por que não, com muita farra também! E como todo grupo que se preze, tem que ter um “nerd”, aqui estou eu para deixar registrado tudo que havia atrás dos incontáveis brindes e desejos de que esses momentos nos impulsionem para dias felizes sempre que for possível!
Desta vez, aproveitamos a brilhante ideia do João de harmonizar sushis/sashimis com uma bela seleção de espumantes rosés. Optamos por uma degustação às cegas, para que a isenção fosse um fator levado em consideração, já que entre eles haviam espumantes de várias procedências, incluindo um Champagne Grand Cru.
Para entrarmos no clima e preparar as papilas pelo que tínhamos pela frente, começamos com um espumante italiano brut (branco) elaborado com a casta Chardonnay 100%. Um Franciacorta (DOCG), região com denominação de origem controlada e garantida, na Lombardia, norte da Itália. Dizem que os italianos dessa região quiseram produzir esse espumante para rivalizar com os franceses de Champagne. Usam o mesmo método(champenoise) e o resultado é um vinho (sim, espumante é um vinho) de muita categoria. Elegante, fresco, com aromas de brioche e pâtisserie. Potente e ao mesmo tempo delicado.
Estávamos prontos para o desafio às cegas! Vou descrevê-los todos primeiro (como chegaram à mesa) e depois, no final, revelarei quais foram os rótulos. Vem comigo?
Nas minhas curtas férias provei alguns vinhos novos que aos poucos compartilharei aqui com os amigos. Um deles foi uma surpresa para um amante de espumantes que nem eu e que vem confirmar que os chilenos também estão de olho nesse mercado brasileiros produzindo bons vinhos com preços bastante razoáveis. Os nossos produtores que abram o olho!
Apaltagua Extra Brut Costero – um Blanc de Blancs, Chardonnay e Sauvignon Blanc, da ótima região de San Antonio conhecida por seus vinhos brancos de excelência em função de um terroir privilegiado, elaborado pelo método champenoise. A primeira fermentação é feita em tanques de inox, permanecendo o vinho em contato com as borras (Sur Lie) por três meses antes de ir para a garrafa para a segunda fermentação onde permanece cerca de sete meses antes do degorgement e encapsulamento.
Esse blend, bastante usados em vinhos tranquilos no Chile, é muito interessante pois o Sauvignon Blanc traz um frescor muito interessante ao vinho enquanto o Chardonnay aporta mais complexidade e corpo. O resultado é um espumante vigoroso com uma perlage que impressiona, bonito colar de espuma, aromas cítricos e algo de maçã verde. Na boca a perlage realmente impressiona mas o cítrico aparece menos, despontando notas mais maduras de frutos tropicais com nuances de amêndoas, leveduras e um intrigante retrogosto algo salgado que mexe com nossas papilas gustativas de forma diferenciada e marcante, final bem seco, fresco e creio que com ostras frescas deve ficar da hora! Não tomei nota de nada na hora, mas ao começar a escrever cerca de 10 dias após o ter tomado, as sensações que vivi simplesmente começaram a aparecer na mente, o que em si já é um bom sinal.
A começar pelo branco, aprovado por todos, mas tenho ainda dois tintos a provar e estou ansioso por fazê-lo. A Quinta do Pinto é uma das novidades de final de ano que a Almería dos amigos Juan e Alexandre Rodrigues decidiram trazer depois de um longo namoro. O produtor vem da região Lisboa, primando pela busca de qualidade extrema acima de qualquer outra coisa e o trabalho com castas novas que se juntam às regionais para formar uma gama de opções bastante ampla a explorar. Entre essas castas as; Arinto, Fernão Pires, Touriga Nacional, Tinta Miúda, Aragonez, Alfrocheiro, Marsanne, Roussanne, Viognier, Syrah, Sauvignon Blanc, Sauvignon Gris, Petit Verdot e Merlot.
Um projeto familiar com 63 hectares plantados em encostas suaves em Alenquer na região Lisboa, com exposição sul e o uso na fermentação de tão somente leveduras selvagens, a filosofia da casa é explorar ao máximo o conceito de que o “vinho se faz na vinha”!
Este Quinta do Pinto que me soube muito bem, é um Sauvignon Blanc somente com passagem por tanques de concreto que impressiona já no primeiro contato olfativo onde os aromas citrinos estão bem presentes com um suave herbáceo onde aponta a grama molhada e um aspargo sutil. Por pedidos da família, que se animaram com meu risoto de aspargos que fiz entre Natal e Ano Novo, repeti a dose no Domingo passado e de cara pensei neste vinho pois me parecia a harmonização óbvia e foi! Na boca harmonizou à perfeição pois seu perfil aromático se confirmou, a acidez e corpo balanceados se uniram ao prato algo untuoso em função do queijo brie (queria ovelha da Paiva mas não encontrei) da Bergader com que finalizei o prato. Bela maridage como diriam os hermanos!!
Um belo vinho, bem gastronômico e nada ligeiro, de corpo médio, toque mineral, para desafiar bons exemplares chilenos e franceses às cegas e surpreender a muitos com o resultado. Comecei bem o ano agora quero provar os outros Pintos em especial o Touriga Nacional do qual já me falaram muito, mas esses eu compartilho com vocês depois. Por agora, kanimambo pela visita e seguimos nos vendo por aqui, saúde!
Não é de hoje que falo disso, tanto que um de meus posts mais lidos trata exatamente disso e já promovi umas duas degustações de taças para comprovar o fato. O uso de uma taça adequada faz uma diferença danada nos aromas e sabores que vêm do vinho assim como uma boa chuteira ou uma boa raquete podem ajudar seu jogo caso, obviamente, você tenha um mínimo de qualidade nessas artes. Colocar Chapinha numa taça de cristal não ajudará o vinho (é vinho?!) que seguirá sendo chapinha, da mesma forma que se você for um perna de pau no jogo, pode comprar a chuteira do Ronaldo que nada mudará e, provavelmente, ainda virará motivo de chacota pelos amigos quando furar o chute naquele gol que até sua avó marcaria!
Tendo dito isso, há momentos e “momentos”! Sempre que tenho a oportunidade, deixo claro a importância de desmistificar o mundo do vinho que pode e deve se tornar, de forma parcimoniosa, uma constante na sua vida pois enriquece as refeições, faz bem à saúde e gera alegria de viver. Agora, dá para tomar vinho em copo de plástico? Poder pode, mas não se deve, todavia nem sempre podemos caçar com cão e muitas vezes nem dá, então cace-se com o que haja à mão, simples assim! Agora, para tomar grandes vinhos e aproveitar tudo aquilo que ele tenha para te entregar, aí uma boa taça é sim essencial.
Recentemente, de férias e totalmente de improviso, quis abrir uma garrafa de vinho na praia, porém sequer um copo de vidro tinha à mão. Por isso não saciaria a vontade?? Não meu amigo, nada de frescuras nesses momentos, viva “o” momento e seja feliz, fui de plástico! Esse é meu recado para os amigos seguidores de Baco para este Ano Novo, não deixem pequenos senões atrapalhar seu “momento”, viva, seja feliz! Óbvio que nas condições ideais (para tudo na vida) seria melhor, porém alguns dos melhores momentos de minha vida não foram vividos com taças de cristal de primeira linha e certamente outros também não o serão, porém se na companhia certa, se tornarão inesquecíveis, então esqueça as regras, relaxe e aproveite sem frescuras!
Óbvio que qualquer avaliação mais complexa fica prejudicada em função do todo, porém o vinho não tinha nada de chapinha não (!), era um saboroso Apaltagua Pinot Noir Reserva Especial da região de San Antonio no Chile que, refrescado, mostrou boa característica da uva, álcool algo alto porém devidamente controlado pela temperatura, tendo ganho muito quando abri uma caixinha de torresmo bem sequinho para acompanhar mostrando ser bem gastronômico, boa acidez, frutado sem exageros, taninos suaves como convém a um bom Pinot, um vinho que me agradou e ajudou a complementar o momento com galhardia!
Saúde, kanimambo e cá vamos nós retomando nosso dia a dia e vos espero na Vino & Sapore, por aqui e, quem sabe, numa de minhas viagens na Wine & Food Travel Experience. Um ótimo 2016 e não tenha medo de ser feliz, curta o momento sem preconceitos, viva!
Para visitar quem cedo madruga! Foi dia 2 agora, e não fui tão longe não, fui só até Moema conhecer a Adega de Sake do Alexandre Tatsuya Lida. Sou um mero curioso nesse mundo, mas fermentados me interessam então quis começar a conhecer esse universo do Sake que me parece deveras interessante. Mais um projeto para 2016 e uma visita à Adega se faz necessário para os curiosos de plantão, como eu.
Os “barris” e rótulos são incrivelmente bonitos e nos fazem querer comprar todos, quem diabos disse que rótulo não vende?? Eis aí algo que o mundo do vinho precisa começar a prestar mais atenção!
Enfim, lugar agradável, pequeno mas selecionado, vale a visita e o Alexandre manja muito. Veja comigo