João Filipe Clemente

França, Bordeaux e Languedoc, Vinhos que Tomei e Recomendo – Parte I

               Nesta volta ao mundo que fazemos através dos principais países produtores de vinho, finalmente chegamos à França. Há que se ter cuidado na compra de vinhos Franceses, já que há de tudo no mercado. Atrás da marca “França”, vem um monte de vinho que não faz jus à fama então, há que pesquisar bem antes de comprar. Hoje recomendo somente vinhos da região de Bordeaux e também de Languedoc-Roussillon, região que fica ao Sul da França e que tem apresentado ótimos vinhos por preços bem acessíveis. Em Julho focarei Borgonha, Loire e Côtes du Rhône. Mas falemos de  Bordeaux, região em que é importante frisar que os vinhos são tradicionalmente, e por regulamentação, sempre um corte (assemblage) de, pelo menos duas das principais e únicas cepas autorizadas; Cabernet Sauvignon, Merlot e Cabernet Franc com eventual participação, também, de Malbec e Petit Verdot.

             Uma característica importante na hora da compra é tentar saber, já que a informação  não consta do contra-rótulo, conforme regulamentação do INAO, de que margem do rio Gironde é que o vinho é elaborado, se do esquerdo ou do direito. Do lado esquerdo do rio a casta dominante é sempre a Cabernet Sauvignon e do lado direito é Merlot. Isto, a grosso modo, porque existem inúmeras variáveis que podem mudar esta afirmação, indica que os vinhos do lado esquerdo deverão ter uma tanicidade e estrutura maior, resultando em vinhos mais encorpados e de maior longevidade, do que os vinhos da margem direita. Uma outra indicação genérica é buscar comprar vinhos que tenham sido engarrafados na própria vinícola, “Mis em Bouteille au Chateau”, não é uma garantia de qualidade, mas ajuda. Importante é saber que dos vinhos baratos que há por aí, a maioria são esquecíveis, sendo muito melhor optar por vinhos de igual preço e melhor qualidade de outras origens. Ah, o tal de “Grand Vin de Bordeaux” que aparece em alguns rótulos, não quer dizer nada, o importante é ver se o vinho é um AOC da região. Em posts separados que iniciarei na Segunda, falarei um pouco mais em detalhes das regiões em si.

              Como de praxe, divido as recomendações por faixas de preço e, como esperado, tive alguma dificuldade em encontrar vinhos que realmente pudesse recomendar, não somente quebrassem o galho, nas faixas mais baixas de preço. Lancei um desafio a importadores e lojas, mas poucas opções abaixo de R$50,00 estão disponíveis. Sei que há mais rótulos que deveriam estar por aqui, mas como não os provei não os posso recomendar. Só para que se tenha uma idéia, somente em Bordeaux são cerca de 7.000 Chateaus! Minha busca, no entanto, segue e em achando algo interessante, não deixarei de compartilhar com os amigos de Falando de Vinhos, em outros posts.

               Já conhecia diversos vinhos destas regiões, porém, com a ajuda de alguns parceiros e aproveitando a Expovinis, tive a oportunidade de provar mais uma lista grande de vinhos. Deste todos fiz uma triagem daqueles que mais me agradaram e, dentro destes, destaquei com um asterisco alguns que; seja pela relação qualidade x preço x satisfação, ou por me terem despertado emoções especiais, se transformaram em meus preferidos.

 Até R$30,00 – provei alguns vinhos, mas à exceção do Grand Theatre Bordeaux, não encontrei algum que pudesse realmente dizer, “comprem tranquilos, este é bom”. O Grand Theatre, aliás, bem recomendado por meu amigo Tim Baines a quem não dei muitos ouvidos, sorry Tim, posso recomendar e reina absoluto nesta faixa de preços. Importação da Wine Premium, com quiosque no Shopping Villa Lobos, este vinho é também encontrado em diversos outros locais como empórios, supermercados e lojas de vinhos como a Casa Palla. Importante, o preço médio é ao redor de R$26 a 29,00! Não é um grande vinho, nem se propõe a isso, mas é muito agradável de tomar, muito harmônico, bem frutado e com um ótimo frescor. Um vinho jovial, saboroso, que deve ser tomado levemente refrescado, aí por volta de uns 16º. Uma boa introdução aos vinhos de Bordeaux sem ter que gastar muito. O Pinot Noir, também provei e não me agradou, deixando muito a desejar.

De R$30 a 50,00 – Não são muitos os que me agradaram, alguns muito caros para o que apresentaram, mas consegui encontrar alguns vinhos com preços muito bons que, a meu ver, são uns achados. Bons rótulos de bela relação Qualidade X Preço que merecem ser conhecidos, especialmente os do Languedoc.

Do Languedoc; Le Loup dans Le Bergerie* 06 e Travers de Marceau* 06 dos quais já fiz post especifico,  (De la Croix) todos vinhos muito saborosos, fáceis de beber, bem frutados, taninos sedosos e finos com bastante equilíbrio. O Le Canon du Marechal Syrah/Merlot* 06 (Expand) um produto biodinâmico, fácil de tomar e agradar, corpo médio, boa acidez com aromas de frutos vermelhos e leve toque especiado, o Les Bateaux Syrah 06 (Portal dos Vinhos/Zahil) um vinho muito confiável, com boa paleta aromática em que aprecem frutas silvestres, com algo de canela e especiarias bem próprios da cepa e finalizando, um branco delicioso super fresco e aromático, ótimo com frutos do mar, ou para beber solo, o Les Fumées Blanche* 06 (Zahil/Portal dos Vinhos), um dos meus brancos preferidos. Belos vinhos por preços muito interessantes e acessíveis.

De Bordeaux; Algumas boas opções a começar pelos Brancos Chateau Peyruchet Blanc* 2006 (Expand) e Chartron La Fleur Blanc 06 (Mistral) ótimas opções, exemplo de Sauvignon Blanc da região, médio corpo, muito elegantes e balanceados, próprios para acompanhar comida, por um preço bem camarada. Um dos grandes achados é o Chateau Peyruchet Cuvée Jean-Baptiste (Expand) que é um vinho doce muito atrativo e com um preço imbatível para uma garrafa de 750ml e pela qualidade. Para mim, falta-lhe um pouco de acidez razão pela qual sugiro tomar este vinho com uma sobremesa mais fresca como uma torta de frutas, kiwi ou morango. Nos tintos, duas opções bastante interessantes; Chateau la Croix du Duc* 05 (Expand) muito equilibrado, fácil de tomar, mas possuindo boa estrutura e final de boca, mostrando boa qualidade e o Chateau Pey La Tour* 05 (Bruck), não confundir com o Bordeaux Superieur que é outro preço e outro importador, que já apresentam uma certa complexidade de aromes e sabores, normalmente estranhos a vinhos deste preço. Um outro vinho interessante, bastante agradável, leve, descompromissado é o Cruse 6’em Generation Bordeaux Rouge 2005 (Mr. Man).

Na semana que vem listarei os vinhos, e que belos vinhos, de R$50 a 80,00 e  até R$120,00. Salute, Kanimambo e bom fim de semana a todos.

Endereços e Telefones para contato, encontre na seção  “ONDE COMPRAR”

Durou Pouco!

             Já me aconteceu uma vez com a Cava Cristalino! Não levei na hora e, no dia seguinte, …..fiquei foi chupando o dedo.  Essas promoções do Pão de Açucar duram poucos dias e esta, do Clos de Torribas, já era. Segue a um bom preço, R$24,90, mas já não é aquela baba que divulguei ontem. Tomei ontem á noite, aprovei (depois comento) mas não comprei a caixa. Vi outras coisas interessantes, mas como periga de amanhã já não estar mais, deixa para lá! Como já disse, em condições normais eles são careiros, chegam a estar 20 ou 30% mais caros em alguns casos, mas sempre garimpo nas ofertas pois existem algumas espetaculares. Salute!

Programa Imperdível nas Noites de Domingo na Band

                  Para quem curte este mundo dos vinhos, eis um programa imperdível. A partir do próximo domingo, dia 8 de junho, 00h30, logo após o Canal Livre, a Band mostra com exclusividade “Mondovino – A Série”. Exibida em mais de 20 países, incluindo França, Itália, Estados Unidos, Japão e Alemanha, a série dá continuidade ao trabalho de Jonathan Nossiter; com a mesma polêmica, mas incluindo personagens que ficaram fora do longa metragem.  Serão oito documentários semanais apresentados pelo enófilo  Ciro Lilla. Ele fará a introdução dos temas abordados, mostrando os diferentes aspectos do ‘controverso mundo do vinho’, visto pelo olhar crítico de Nossiter. Uma pena que seja tão tarde, o que fará com que gravações do programa sejam um “must” na maioria dos casos.

               A série começa pela exibição de um trabalho inédito sobre vinhos brasileiros. Yesss!

  • Vinho de Chinelos foi dirigido pela fotógrafa e cineasta paulistana Paula Prandini, mulher de Nossiter, e tem como tema a recente produção do vinho brasileiro na Serra Gaúcha. Nele, é discutida a identidade do vinho nacional, que vem se desenvolvendo muito nos últimos anos, mas ainda é alvo de críticas e preconceitos.

 Os outros sete episódios de “Mondovino – A Série” são:

  • Família Montille, o capítulo destaca a família Montille, adepta do não-intervencionismo na produção de vinhos, e aborda outros pequenos produtores de Borgonha, que elaboram vinhos excelentes de maneira quase artesanal, sem recursos tecnológicos.
  •  A família norte americana, são apresentadas duas famílias produtoras de vinho na California: os Mondavi, grandes produtores e cujo patriarca, Robert Mondavi, foi o maior personagem do vinho nos Estados Unidos, e os Stagling, família rica que produz vinhos por hobby.
  • A cultura bio-dinâmica e o respeito pela natureza” o episódio aborda o terroir e o vinhedo em oposição à influência do enólogo. O enólogo mostrado, de maneira muito polêmica, é Michel Rolland, muito querido no mundo do vinho, cujo trabalho é muito valorizado.
  • Robert Parker, advogado americano que há mais de 20 anos faz críticas de vinhos, dando notas na escala de 100 pontos. Para publicar suas avaliações, ele criou uma newsletter, que é  a publicação mais influente do meio e faz com que notas altas garantam boas vendas e más notas, destruam os vinhos.
  • Rosenthal x Parker, técnica x terroir, elegância x potência, vinho velho x vinho jovem” O capítulo revela algumas das maiores controvérsias do mundo de vinho. De um lado, o importador americano Rosenthal defende a tipicidade e a identidade dos vinhos, que devem refletir o terroir. Do outro lado, Parker afrma que a técnica e o papel do enólogo são mais importantes do que o terroir.
  • Mondavi x Frescobaldi x Antinori, são retratadas algumas importantes famílias do Novo e do Velho mundo que se associaram para produzir vinhos nos dois continentes, revelando disputas familiares, egos e diferentes interesses.
  • Mercosul, Michel Rolland, nome família x nome enólogo, no último capítulo da série são apresentadas vinícolas tradicionais vendidas para grandes grupos, famílias que trocaram seu nome no rótulo pelo nome do enólogo e também as regiões ainda sem tradição na América do Sul, como o Vale do São Francisco e o Paraguai.

Pelo avançado da hora, não sei se vai dar para eu assistir, agora que vou gravar, sem dúvida alguma! Até para poder ver e rever com calma posteriormente. Salute e kanimambo.

Chamada Urgente

                 Hoje na hora do almoço, dei uma passada no Pão de Açucar. Sou um forte crítico de seu setor de vinhos que acho extremamente caro, porém quando fazem promoções há preços incríveis! Pois bem, desta vez eles estão, pelo menos na loja aqui da Granja Viana, com uma promoção espetacular que eu não vou perder, e espero que você também não. Um dos melhores custos x beneficio de vinhos Espanhóis é o Clos de Torribas Crianza que eu já recomendei quando falei dos vinhos da Espanha. Da região de Penedés na Catalunha, é um Tempranillo com um pequeno corte de Cabernet Sauvignon, creio que 10%, com boa acidez, corpo médio,fruta madura, de muita harmonia e um bom final de boca. Isso foi o de 2003 e 2001, bem constante, agora a safra de 2004 foi ótima na região, então acredito que o vinho deva estar muito bom e já comprei uma garrafa que abrirei esta noite. Se estiver como eu penso, volto e compro uma caixa para tomar com calma pelo próximo ano. Ah, tem um erro de rotulagem, mas já conferi com o representante do produtor, e o Alex me confirmou que a safra é mesmo 2004, podem comprar tranquilos. Se, para mim, este vinho já é um verdadeiro achado por cerca de R$28 a 30,00 que se encontra por aí, inclusive no Pão de Açucar, imagina nesta promoção por R$19,90!!!! Chose de loque, é ou não é para abrir um espaço e divulgar para os amigos? Salute e Olé!

França – Regiões & Uvas

                Falar dos vinhos da França, com toda a sua história, diversidade e importância em nossa vinosfera, é uma temeridade e um enorme desafio para mim, pois é uma região produtora da qual tenho menor conhecimento e litragem, tanto em função dos preços como por sua complexidade. Conversando com alguns enófilos, colunistas e jornalistas especializados mais experientes, ficou claro que poucos podem-se intitular grandes entendedores sobre os vinhos da França então, bem vindo a bordo e vamos aprender juntos. Quando virem alguns dos números mencionados, entenderão do porquê de tanta dificuldade em encontrar reais e profundos conhecedores deste importante produtor mundial. Para poder sintetizar estas informações, li muito e pesquisei  por mais de 30 dias, tendo chego às informações sintetizadas abaixo, que espero estejam à altura das expectativas.

                A França é referência mundial na produção de vinhos, rivalizando com a Itália como maior produtor e, em área de vinhas plantadas é o segundo maior, logo atrás da Espanha. É aqui, todavia, que se encontram os néctares mais cobiçados do mundo. Em Bordeaux, é onde a Merlot e a Cabernet Sauvignon exalam excelência, assim como fazem a Pinot Noir e Chardonnay na Borgonha, Syrah em Cotes du Rhône,  Chenin Blanc e Sauvignon Blanc no Vale do Loire, os  espumantes mais emblemáticos em Champagne e por aí afora. Em nenhum outro país existem tantas castas de excelência juntas e é daqui, que estas uvas se disseminaram pelo mundo.

                  A vinicultura existe na França à mais de 2000 anos, havendo dados históricos que remetem a 600 B.C, as primeiras plantações de vinhas. A partir de 1905, todavia, é que o governo começa a tomar um maior controle sobre a produção e regulamentação no país, tendo o processo se firmado em 1935 com a instituição do Institut National des Appellations d’Origine (INAO), que é quem fiscaliza e regulamenta a produção de vinhos na França. Seu consumo per capita está hoje ao redor de 60 litros anuais, uma enorme redução se comparado aos 150 litros da década de 50. A produção geral anual, alcança os estratosféricos 53 milhões de hectolitros (1 hctl= 100 ltrs) o que equivale a cerca de 7 bilhões de garrafas, das quais cerca de 1.2 milhões são de cognacs e similares. Isto significa dizer que a produção atingiu cerca de 5.8 bilhoes de garrafas na safra de 2005, de acordo com os dados estatísticos divulgados pela INAO, dos quais cerca de 38% de vinhos brancos e o restante de tintos e rosés. Enfim, números para ninguém botar defeito e que chegam a assustar! Coloquei os números em garrafas, em vez de hectolitros, porque acho que isto nos traz uma visão mais real e palpável do tamanho da encrenca. rsrsrs.

            Cada região produtora tem sua própria regulamentação e classificações diversas, o que transforma o ato de comprar e entender esse mundo, um verdadeiro calvário para nós consumidores. Para que se tenha uma idéia, são cerca de 110 mil vinhedos espalhados pelo país, com os terroirs mais diversos, nas mãos de de cerca de 69 mil produtores/negociants e cooperativas. Só em Bordeaux, uma das regiões, junto com Languedoc, que estaremos vendo mais a fundo neste mês, são mais de 7000 Chateaus e cerca de 13.000 vinhedos. Imaginemos que esses 7000 chateaus, para efeito de um cálculo estimado, comercializem apenas 6 rótulos cada, teremos cerca de 42.000 vinhos diferentes, somente em uma região! A tentativa, e desafio destas matérias durante o mês, de Junho e Julho, vai ser de decodificar esse emaranhado de dados e referências visando torná-los um pouco mais entendíveis, facilitando nossas compras. Tentarei evitar detalhes em demasia, mas para os que se interessarem em aprofundar seu conhecimento sobre esta região produtora, listarei ao final, uma bibliografia onde poderão ser encontradas informações adicionais.

  

                Antes de mostrar os números de produção por região, que acredito ajudarão a ter uma melhor percepção do que é a produção Francesa de vinhos, falemos um pouco sobre as quatro categorias básicas que regem os vinhos e vinhas deste complexo país vinícola. Isto está para mudar já que se busca modernizar o sistema dando maior liberdade aos vinicultores locais, assim como adequando a vinho francês às demandas do mercado internacional, essencial ás suas necessidades comerciais. Por enquanto, todavia, o que está no mercado segue os padrões existentes. Começando pelo mais básico:

  • Vin de Table, ou vinho de mesa – É o vinho básico produzido pelas comunas onde, mais ou menos, se faz o que quer. São vinhos simples até meio rústicos, representam cerca de 13% do vinho produzido e é, quase que totalmente, consumido localmente. Sequer região de origem é mencionada no rótulo. Se vir esses vinhos por aí, sugiro evitar já que existem melhores opções nacionais, Argentinos ou Chilenos pelo mesmo preço ou até abaixo.
  • Vin de Pays (VdP), ou vinho da terra – São vinhos regionais em que as regras de produção são bem mais lenientes do que nas AOC, especialmente no que se refere ás cepas de uvas que podem ser usadas. Existe uma maior liberdade e é aqui que os produtores deixam fluir sua criatividade e experimentação na busca de novos vinhos. Apesar de existir muito vinho de baixa qualidade, hoje já se encontram ótimos rótulos com esta denominação. Cerca de 25% da produção total.
  • VDQS, vinho delimitado de qualidade superior – Na teoria um degrau antes de um vinho ou região alcançar o nível AOC ficando situado entre esta e o Vin de Pays. Na prática, uma categoria em extinção com menos de 2% do total da produção. Para efeitos do estudo (tabela abaixo) que preparei, uni seus dados ao dos Vin de Pays.
  • AOC, apelação de origem controlada – é a categoria de maior rigidez de regras e fiscalização que controlam desde as uvas que podem, ou não, ser produzidas na região, procedimentos de controle do vinhedo, uvas que podem ser usadas na elaboração dos vinhos, porcentuais dos cortes, teores de álcool, etc. Daqui saem a grande maioria dos grandes vinhos e néctares, não da França, mas do mundo. São mais de 450 diferentes AOC espalhadas por todas as regiões produtoras, creio que algo como 476, respondendo por cerca de 43% da produção nacional. A denominação é estampada no rótulo e pode ser usada sozinha, ou em conjunto com o nome da região. Por exemplo; Apellation Bordeaux Controlée ou AOC Haut Medóc. Os números de AOC’s por região que fornecerei a seguir, são aproximados pois existe uma dificuldade imensa em conseguir esses dados, mesmo com consulta direto ao INAO, e os números variam bastante de fonte para fonte. Depois de muita pesquisa, creio que os dados apresentados estão muito próximos do real.
 

Principais Regiões

 

% do Total

França

Vinhos

Total Garrafas

Por Região

Em 2005

Produção

AOC

% AOC da Prod.

Produção

Vin de Pays

 

(VdP)

Produção

Vin de table

Loire

9

511

355

69

106

50

Bordeaux

15

864

800

93

64

Bourgogne

4

224

212

95

1

10

Beaujolais

3

148

142

96

2

4

Alsace

3

160

154

96

6

Champagne

7

398

340

85

58

Languedoc-Rousillon

29

1.627

277

17

1.105

245

Cõtes du Rhône

17

978

415

42

463

100

Provence

5

290

180

19

92

18

Sud-Ouest

3

157

130

83

14

13

Total

95%

5.357

3.005

56%*

1.783

568

AOC/Vin de Pays e Vin de Table – A quantidade aproximada de garrafas por categoria produzida por região, em milhões de garrafas

Dados da produção geral (incluso cognac e similares) – Aproximadamente 43% é AOC, 27% de Vin de Pays e VDQS, 13% de Vin de Table e 17% de Cognac/Armagnac e Calvados

* Porcentual referente tão somente aos dados constantes desta tabela, ou seja, dos cerca de 95 % dos vinhos produzidos, excetuando-se os Cognacs, Armagnacs e Calvados.

Falandodevinhos c/JFC – Junho/08

               Como já falei, neste mês de Junho abordarei temas referente a Bordeaux e Languedoc-Roussillon, quando veremos um pouco mais de cada região nos posts que publicarei durante os próximos 15 dias; indicarei os vinhos que provei e aprovei em Tomei e Recomendo França,  trarei os destaques de nossos parceiros em Boas Compras, bastante informação sobre a França com detalhes sobre estas duas regiões vinícolas, características e uvas.  Para finalizar o post de hoje, eis aqui uma lista das principais uvas usadas nas diversas regiões:

Principais Regiões

AOC’s por Região

Principais Uvas Tintas

Principais Uvas Brancas

% vinhos brancos

Loire

 

55

Cabernet Franc, Cabernet Sauvignon, Grolleau

Chenin Blanc e Sauvignon Blanc.

54

Bordeaux

 

57

Caberbet Sauvignon, Merlot, Cabernet Franc, Petit Verdot e Malbec

Sauvignon Blanc e Semillon.

12

Bourgogne

102

Pinot Noir e Gamay

Chardonnay e Aligoté

63

Beaujolais

14

Gamay e Pinot Noir

Chardonnay

2

Alsace

 

4

Pinot Noir

Riesling, Sylvaner, Pinot Blanc, Pinot Gris e Gewurtzraminer

94

Champagne

3

Pinot Noir e Pinot Meunier

Chardonnay

99

Languedoc-Rousillon

 

25

 

Carignan, Grenache, Syrah, Mourvèdre, Merlot, Cinsaut e Cabernet Sauvignon

Ugni Blanc, Muscat Blanc, Chenin Blanc, Maccabéo, Mauzac e Chardonnay.

13

Sud-Ouest

 

28

Cabernet Franc, Cabernet Sauvignon, Tannat

Ugni blanc, Sauvignon Blanc, Semillon, Muscat.

9

Provence

 

 

12

 

Cabernet Sauvignon, Carignan, Cinsaut, Grenache, Syrah

Bourboulenc, Clairette, Grenache Blanc, Marsanne, Vignier, Chardonnay, Sauvignon blanc, e Ugni blanc

5

Cotes du Rhône

 

 

 

 

Falando de Vinhos c/JFC

 

 

28

 

 

 

 

 

 

Junho/08 

Grenache, Syrah e Mourvèdre, Carignan, Cinsaut. 

Viognier, Roussanne, Marsanne, Clairette, Bourboulenc e Grenache Blanc, Ugni Blanc.

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Salute e, se alguém quiser agregar algo ou compartilhar mais conhecimento da região, por favor não hesite em comentar. Ganhamos todos com isso. Quem sabe começamos a comprar menos gato por lebre! Kanimambo e um abraço.

Mapa da França gentilmente cedido pelo site Academia do Vinho.

Vinho – Saúde e Prazer

                 Ao proferir sua Conferência de Abertura no Primeiro Simpósio Mineiro de Viticultura e Enologia, realizado de 16 a 19 de abril de 2002, em Andradas, conferência intitulada “Vinho e Saúde”, o médico e pesquisador Dr. Jairo Monson de Souza Filho fez uma abordagem excelente sobre as condições em que o vinho deve ser consumido, para que apresente suas virtudes terapêuticas relacionando os dados científicos que o valor dos cerca de duzentos (200) polifenóis presentes no vinho podem ter para a prevenção de moléstias, preservação do equilíbrio psíquico e físico dos consumidores tidos “moderados” do produto. O Dr. Souza Filho relaciona, em sua conferência, os seguintes benefícios para os tomadores regulares e moderados de vinho:
– o vinho combate os radicais livres;
– o vinho exerce excelentes efeitos na proteção do coração e das veias (usa o exemplo do Paradoxo Francês);
– o vinho tem ação como agente inibidor do desenvolvimento de qualquer tipo de câncer;
– o vinho é protetor do organismo contra a úlcera nervosa;
– o vinho é a bebida mais favorável à digestão;
– o vinho, através de seus antioxidantes, atua como auxiliar importante na prevenção da esofagite de refluxo;
– o vinho tem ação antiséptica e bactericida, uma vez que alguns tipos de polifenóis só agem na presença de álcool;
– o vinho inibe o crescimento de vários vírus;
– o vinho inibe o desenvolvimento do HIV (vírus da AIDS) na fase inicial em até 80%;
– o vinho tem uma ação antiinflamatória;
– o vinho é reconhecido como antídoto de vários alcalóides, responsáveis pela intoxicação no homem;
– o vinho possui efeito benéfico sobre alergias;
– o vinho, através de alguns de seus polifenóis, inibe a osteoporose;
– o vinho retarda o envelhecimento, exercendo ação antioxidante, antienvelhecimento e trazendo um envelhecimento com melhor qualidade de vida;
– o vinho pode ser uma barreira para o desenvolvimento de demências;
– o vinho, através de algumas enzimas, como o colágeno e a elastina, dá consistência à pele;
– o vinho inibe a progressão da cegueira, pois seus polifenóis são potentes varredores de radicais livres que geram dificuldades à visão;
– o vinho não é muito calórico, e as catequinas do vinho (composto fenólico) diminuem a absorção de gordura pelo organismo;
– o vinho bebido regularmente com moderação ajuda a baixar a pressão arterial;
– o vinho previne ou inibe acidentes vasculares cerebrais (AVC);
– o vinho, bebido com moderação às refeições, é favorável para quem tem diabete melitus.
                O texto, escrito por Henry Paulo Dias da Faculdade da Serra gaúcha, foi publicado em Agosto de 2004 no blog http://www.icout.net, onde o encontrei enquanto pesquisava um outro tema. Não pretendo fazer uma apologia da bebida, mas se você já curte uma boa taça de vinho, eis aqui uma boa porção de desculpas para o continuar fazendo. Ah, uma observação; moderado são duas, três taças no máximo, diariamente e metade disso para nossas queridas enófilas. Não vale, também, achar que; se duas taças fazem tão bem, porquê não tomar logo a garrafa inteira! Aí é procurar encrenca e lembre-se sempre, se beber não dirija. Por todas essas razões (eheheh) e, essencialmente, pelo prazer que me dá, é que me tornei um estudioso, divulgador e apreciador desse néctar. O resto, na verdade, é bonus! Salute e kanimambo.

Dia dos Namorados

              Não sou daqueles xiitas que acha que vinho só deve ser tomado acompanhado, mas acredito, piamente, que fica muito melhor quando compartilhado com alguém especial. O momento e a companhia influem no vinho, e vice versa. Aliás, tudo na vida é um pouco assim, se não for compartilhado, perde um pouco da graça. Pois bem, chegou Junho e junto o dia dos namorados, data mais que importante que requer comemorações especiais e, preferencialmente, criativas. Eu, particularmente, acho que é um dia especial para você curtir junto com quem você ama, de forma única vivendo momentos de grande emoção e devoção. O presente se houver, deve ser mais uma lembrança, algo sutil e simbólico que será coadjuvante ao grande momento que vocês compartilharão juntos, esse sim, deveras importante. Um bom vinho, uma refeição num local aconchegante, um brinde com um espumante, um vinho do porto servido com toda a sua simbologia, tudo isto só vem agregar a qualquer momento especial compartilhado com a pessoa amada.

                O mundo do vinho é especialmente fértil em opções para todos os momentos, todos os gostos e todos os bolsos, só há que conhecer e pesquisar um pouco. Que tal servir; meio que do nada de manhã, à tarde ou à noite, um bom espumante com uma taça de morangos frescos? Podem ser espumantes importadas ou nacionais, nossos produtos estão excelentes, como o delicioso Pizzato Brut (Casa Palla) ou Dal Pizzol Brut (Portal dos Vinhos), para não falar do Chandon Excellence (Casa Palla), com preços variando de R$35 a 75,00. Se preferir importados, pode ser um Cava Cristalino (St. Marché) ou Don Román Brut (Casa Palla/Portal dos Vinhos/BR Bebidas), duas excelentes opções por preços acessíveis, por volta dos R$30 a 35,00. Dinheiro está curto? Vá de um Moscatel nacional, como o Aurora (Casa Palla), que tem um preço bem camarada e também vai bem com os morangos. Por pouco dinheiro, você impressionou quem você queria. Quer caprichar, compre uma Champagne como uma Taittinger (Expand), Drappier Carte D’Or (Zahil) ou Bollinger (Mistral), mas cuidado para não exagerar na dose, na maioria das vezes a beleza está na simplicidade!

                Espumante não é sua praia? Que tal um bom vinho para comemorar, acompanhando uma boa refeição. Aqui existem milhares de opções à sua disposição. Não quer gastar muito, mas quer qualidade? Que tal um Fincas Privadas Tempranillo (Casa Palla), um Las Moras Malbec (Casa Palla/BR Bebidas) ou um Graffignata Cabernet Sauvignon (BR Bebidas), todos Argentinos ou, ainda, um Cordellier Merlot 2005 (garrafa velha) de Bento Gonçalves (Casa Palla), com preços abaixo de R$20,00. Subindo um degrau; um Quinta do Cabriz Dão (Expand), Português por cerca de R$24,00 ou um Trivento Tribus Pinot Noir (Expand) 05 Argentino ou ainda um Volpi Merlot 2005 da Salton, na mesma faixa de preço. Um pouco acima, um Bordeaux Grand Theater 2005 (Wine Premium/Casa Palla) boa introdução à região de Bordeaux, o Quinta do Cadão Douro Reserva 00 (Casa Palla) campeão pelo preço, o Argentino Los Cardos Malbec 06 (Grand Cru Granja Viana), o Espanhol Don Román Crianza 05 (Portal dos Vinhos) ou ainda um delicioso Goats do Roam Red (Expand), da África do Sul, por R$38,00 e Matisses Carmenére 2006 (Vinea).Todos vinhos de boa qualidade, saborosos,fáceis de tomar e que cabem no bolso. Crescendo em complexidade e preço, já por volta dos R$60 a 80,00, um saboroso Tabali Special Reserve Corte (Grand Cru Granja Viana) Chileno, um Bordeaux como o Chateau Rocher Calon (Expand) ou um Timberlay Chateau Marie-Paulle (Casa Palla) assim como o delicioso Bourgogne Pinot Noir La Vigne de Domaine Bouchard (Grand Cru Granja Viana), um divino Montes Alpha Syrah (Mistral/Casa Palla), Domaine Conté Gran Reserva 2003 (Zahil) ou Ventisquero Gran Reserva Pinot Noir (Portal dos Vinhos) todos Chilenos ou ainda os deliciosos Espanhois; de Rioja o Cune Crianza e de Navarra o Artazuri tinto 2005 (ambos da Vinci). Quer caprichar? Que tal um delicioso e aveludado Passo Delle Mule (Portal dos Vinhos) da Sicilia/Itália, Viña Ardanza ou Arana de La Rioja Alta (Zahil) de grande elegância e frescor ou, ainda, o divino e exuberante Borgonha Savigny-les-Baune 1er Cru da Maison Phillipe Bouchard (Vinea)? Há de tudo, o que manda é seu bolso e seu gosto!

              Gente, poderia continuar listando dezenas de outros rótulos, mas existe uma quantidade enorme de vinhos de qualidade que farão bonito num momento destes. Pode ser que goste de brancos, de rosés, Chilenos, Portugueses, Espanhóis, Italianos, enfim cada um com seu gosto e sua sensibilidade, o importante é comprar e servir o que mais agrade ao casal. Aqui no blog tenho uma série de outras sugestões bem interessantes divididos por faixas de preço e países de origem em “Tomei e Recomendo” e “Onde Comprar”, havendo, também, diversas boas dicas nos destaques de “Boas Compras” que nossos parceiros disponibilizam. Agora, está com bala na agulha, bolso recheado quer fazer bonito? Eis aqui uma receita infalível:

              Inicie servindo como aperitivo, uma taça (ou duas) de um Rosé nacional, muito agradável e de grande frescor, de nome muito sugestivo, Amante ( Portal dos Vinhos ), produzido pela Valduga. Serve como presente também, já que a embalagem e garrafa são lindíssimas. Depois, na refeição, abra uma garrafa de Pedro & Inês (Expand), um tinto do Dão em Portugal e conte a história, para lá de romântica, de Pedro e Inês (aquela que gerou a expressão “agora não dá mais, a Inês é morta”), lembra? Não lembrou clique para ver aqui no blog. Quer finalizar com um estrondo? Sirva um cálice de um Porto Vintage (clique aqui para dicas e veja também em Boas Compras I e II) antigo, com uns 15 ou 20 anos (não tendo vá de um LBV 99, 00 ou 01 ou de um Tawny 10 anos ou ainda de um Porto Reserva) explicando que aquele néctar tem por caracteristica durar anos a fio sendo comum, vinhos de 30, 50, 80 e mais anos e quanto mais antigos melhor ficam. Aí você brinda ao amor de vocês, esperando que ele dure e evolua tanto quanto um grande Porto. Vai gastar uma nota, mas depois de tudo isso, se ainda estiver de pé, é só correr para o abraço e comemorar, sucesso garantido! Salute, e feliz dia dos namorados.

Matéria, sintetizada, publicada na Revista Circuito edição de Junho 2008.  Endereços e Telefones para contato, encontre na seção  “ONDE COMPRAR”

 

Junho Romântico

              Neste Domingo começa o mês de Junho e, como prometido, a cada fim de semana um post, um texto e um ou dois clips alusivos à época mais romântica do ano. Pensando no que escrever, me veio à mente uma musica que era uma das minhas favoritas quando ainda um jovem namorador, WORDS, dos Bee Gees. Uma frase só, já dá todo o significado e importância que esta musica tinha para mim “words are all I have to take your heart away” traduzindo, “palavras são tudo o que eu tenho para arrebatar seu coração”. Simples, direto ao assunto e extremamente eloqüente quando acompanhado da divina musica deles. Posteriormente, aprendi que somente palavras não bastam, há que se ter ações construtivas e coerentes para que a conquista se desenvolva em um relacionamento mais consistente, feliz e duradouro.

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             Sempre senti dificuldade em me expressar, daí meu uso dos poetas e compositores como meus mensageiros por sua capacidade de sintetizar sensações e sentimentos melhor do que ninguém. Mestre de todos eles, é John Lennon.

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=3If4ohdf-_A&feature=related] 

            O que você vai fazer? Esperar dia 12 para fazer sua declaração? Será que há que esperar uma data especifica para se abrir o coração com a pessoa amada? Quanto custa ou quanto tempo se pode gastar para escrever um bilhete e comprar um buquê de flores, uma caixa de seus bombons prediletos ou uma garrafa do vinho apreciado? Gastamos horas todos os dias para manter nossos empregos, mas quanto tempo gastamos para manter a nossa relação, quanto investimos nisso? Que ação você vai tomar? Comece neste domingo, surpreenda a pessoa que você ama! Salute.

 

Semana do Vinho IV – Wine Company

               Não, não terminou ainda. O problema é sempre conciliar o acumulo de informações com a inspiração e minhas atividades profissionais. De qualquer forma, essa semana foi particularmente rica em experiências e informações adquiridas e ainda há muito  do que falar. Hoje, abordarei os vinhos que provei no stand da Wine Company, onde o Charlston me recebeu com extrema simpatia, uma importadora séria e, verdadeiramente “price conscious” (não sei bem como traduzir isto) que nos trás vinhos de ótima qualidade com preços bastante módicos, coisa que nós consumidores mais queremos. Quando do estudo sobre os vinhos Uruguaios, já tinha mencionado os deliciosos vinhos da Marichal que eles trazem e comentado dos preços. Aproveitando esta visita na Expovinis, provei sete vinhos e me surpreendi com alguns. Vamos lá, vamos falar dos vinhos:

  • Lyngrove Syrah 2005 da região de Stellenbosch, próximo à Cidade do Cabo, na África do Sul. Para quem pensa que a África do Sul é só Pinotage, esqueça. A grande uva, que produz hoje os melhores vinhos Sul Africanos, é certamente a Syrah. Boa fruta, especiarias, taninos firmes, porém sem qualquer agressividade, unindo potência e elegância num conjunto que surpreende pela relação Qualidade x Preço. Deve estar nas lojas, por algo próximo a R$39,00.
  • Pequenas Producciones Syrah 2003. Este é de uma região um pouco mais próxima, Mendoza, Argentina e produzido pela conceituada vinícola, Escorihuela Gascon. Esta linha de produtos passa um ano em carvalho e posteriormente por mais dois anos em adega, antes de ser comercializado gerando um vinho de grande estrutura que, certamente, melhorará muito com mais uns dois anos de garrafa. Muito fresco no nariz, na boca se apresenta bem frutado, com acidez adequada e com bastante tipicidade da cepa. Ótima persistência e muito balanceado. Preço R$108,00. Fiquei curioso para provar o Barbera 2002, uva não tradicional na região, que o Charlston diz estar divino.
  • Two Up Shiraz 2006, Austrália. Mais um desta cepa que me agrada sobremaneira, especialmente quando é tratada com mais elegância que potência. Este tem bastantante especiarias presentes, muito saboroso, toques de pimenta no final de boca, com taninos aveludados e muito redondo na boca formando um conjunto muito agradável. Preço R$72,22.
  • Kangarilla Road Zinfandel 2004. Aqui á maior surpresa da prova. Primeiramente dizer que este é um dos grande produtores Australianos, produz o Two Up também, muito respeitado e conceituado no mercado. Segundo que nunca pensei em tomar um Zinfandel, tradicionalmente Californiano, vindo da Austrália, com 16, repito, 16º de teor alcoólico e simplesmente me apaixonar! Certamente não deverá passar pelo meu teste da terceira taça, mas no nariz e na boca, esse teor de álcool simplesmente não existe. Um vinho absolutamente equilibrado, de taninos doces e macios, grande elegância e harmonia. Tenho que tirar o chapéu, mesmo que o preço não seja assim tão acessível, R$108,00. Dizem que Kangarilla Road Shiraz/Viognier é maravilhoso e, pelo que vi aqui, acho que irá entrar no meu wish list.
  • Nucho de Pegões Moscatel. Tà, pelo nome acho que não preciso dizer que é de Portugal, certo? A Adega de Pegões é uma cooperativa localizada na Peninsula de Setúbal (Terras do Sado), produzindo ótimos vinhos. O Moscatel de Setúbal é de renome internacional, sendo um vinho licoroso muito apreciado. Neste caso, por algumas das vinhas estarem fora da área demarcada, não pode ser denominado como Moscatel de Setúbal sendo, porém, um vinho de grande qualidade e um verdadeiro Moscatel de Setúbal na boca. Quatro anos de carvalho e ótima persistência, um achado por somente R$42,00.
  • Pinot Grigio 2006 da Casa Defra, região de Friulli, próximo a Verona, Itália. Muito fresco, ótima acidez, seco no ponto certo, um belo vinho para os nossos verões e para acompanhar frutos do mar ou peixes pouco condimentados. Mais um achado, por apenas R$36,00.
  • Pradio Rok 2004. Este foi para finalizar a prova e para não deixar pedra sobre pedra. Senhor vinho, também do Friuli, de muito boa estrutura, denso, complexo nos aromas com nuances herbáceas e na boca, boa acidez num conjunto de grande personalidade. Vinho para acompanhar uma carne bem condimentada, perna de carneiro ao forno, pronto já babei! Vinhaço, que tem um preço sugerido de R$110,00.

Bem é isso gente, conforme for dando vou adicionando mais reportes sobre a Semana do Vinho e os vinhos provados. No próximo post sobre este tema, falarei um pouco sobre os vinhos Brasileiros provados. Pena que faltou tempo, tinha ainda muito mais para ver, provar e conhecer. Para maiores informações e ver onde os vinhos estão disponíveis para compra, contatem a Wine Company em São Paulo no telefone (11) 3938-2895 ou na sede em Pinhais, no Paraná, Tel. (41) 3302-1300. Nos vemos por aí, ou melhor, por aqui. Salute e kanimambo!

Parceiros do Vinho e seus Eventos

          Vinhos da Toscana na Confraria do Queijo & Vinho

A Confraria do Queijo & Vinho, ali na Dr. Arnaldo em São Paulo, promove uma degustação especial de alguns vinhos da Toscana. Para acompanhar a degustação, acompanha tábua de queijos e frios. Veja a lista:

  • Vernaccia di San Giminiano 2006
  • Chianti DOCG 2006
  • Chianti Reserva DOCG 2004
  • Rosso de Montalcino 2002
  • Collezione Piccini Brunello de Montalcino 2002

Para quem estiver interessado, acho uma bela oportunidade para conhecer os vinhos da região, o valor sendo cobrado é de R$50,00 e você poderá usar R$40,00 como abono na compra de qualquer vinho do evento. Legal né? O local não é grande, então reserve já. A degustação se dará dia 2 de Junho, aproveite e já leve seu par iniciando bem o mês dos namorados, às 19:30. Ligue para (11) 3873-3179 e tire suas duvidas ou faça sua reserva.

Endereço – Av. Dr. Arnaldo, 1318, Sumaré. Sentido bairro para quem vem da Av. Paulista e região, aproveitem. Manobrista no local.

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Outra das boas, é a degustação dirigida e harmonizada que o o Simon está fazendo na Kylix, neste próximo dia 3 de Junho. Mais uma boa opção para você começar bem o mês dos namorados, veja os detalhes abaixo:

Kylix – Jantar Harmonizado