João Filipe Clemente

Cinco Vinhos

                 Final de tarde de Domingo muito agradável, sentado no terraço enquanto me delicio com uma taça de Vinho do Porto Quinta de Baldias Tawny (Lusitana), escrevo sobre estes cinco vinhos tomados ao longo destes últimos dias, período no qual me debrucei na prova e descoberta dos vinhos de Bordeaux e Languedoc sob os quais estarei escrevendo a partir da próxima semana. Sem muita escolha, seleção ou ciência, na verdade apenas uma coletânea de opiniões e sensações que gostaria de compartilhar. São vinhos que cabem no bolso, com preços que variam entre R$25 a 37,00, e que me souberam bem.

 

La Florencia 2005, Mendoza, Argentina.  Este rótulo possui também outros varietais dos quais o mais conhecido é o Malbec. Eu tomei o Merlot, porque queria algo diferente e há muito busco encontrar um de qualidade e preço médio na Argentina. A cor é de um rubi profundo e bonito, com bom brilho. Os aromas não me chamaram a atenção, mas na boca aparece alguma fruta vermelha com algumas notas herbáceas e algo defumado ao final, de corpo médio, boa intensidade e um leve amargor no final. De taninos firmes já maduros sem grande adstringência e baixa acidez. Bem feito, mas seu estilo austero não me encantou. Vinho correto por cerca de R$32,00.

 I.S.P.  

 

Monte do Vilar Tinto 2005, Alentejo, Portugal. (Lusitana) Um vinho com a cara do Alentejo, elaborado com Aragonês e Trincadeira, corte típico desta região. Bela paleta aromática de boa intensidade onde aparecem claramente frutas vermelhas e algo de café tostado. Na boca, a sensação olfativa se confirma com acentuação em fruta madura e boa acidez num vinho de corpo leve e fácil de agradar que certamente se dará bem, levemente refrescado, acompanhando um arroz de bacalhau e brócolis ou um churrasco de carnes menos gordurosas ou, quem sabe, até um arroz de pato. Taninos maduros e macios num saboroso final de boca. Por cerca de R$28,00 meu I.S.P.  $   

Marco Luigi Reserva da Família Merlot 2003, Bento Gonçalves, Brasil. Este produtor tem uma série de produtos de que sou fã. Possui um Merlot básico varietal por cerca de R$22,00 que é muito saboroso, um Conceito Tempranillo por cerca de R$30,00 que também acho bastante interessante, assim como os espumantes dos quais destaco o Reserva da Família Brut e o Moscatel. Desta vez tive o prazer de tomar este muito saboroso Merlot da linha Reserva da Família. É realmente, um vinho mais evoluído, de médio corpo com álcool bem comportado em 13º, bom volume de boca, boa acidez, taninos maduros, finos e elegantes estando, na minha opinião, no auge para ser tomado. De interessante complexidade tanto no nariz como na boca, é um vinho de persistência média e bom final de boca que só vem comprovar minha tese de que, nos níveis médios de preço, os Merlots nacionais não devem para ninguém. Um dos bons produtos nacionais disponíveis no mercado e bem posiconado no quesito preço considerando-se a qualidade oferecida. Uma pena que em São Paulo não seja muito fácil de encontrar. Por cerca de R$33,00, vi no site da Costi Bebidas em Porto Alegre. I.S.P.  $ 

Callia Alta Shiraz (syrah)/Malbec 2006, Mendoza, Argentina. (BR Bebidas / Kylix) Pelo que pesquisei, este produtor parece trabalhar muito bem os vinhos de corte tendo a Shiraz, ou syrah, como sua casta dominante. Este corte, especificamente, achei muitíssimo agradável e fácil de tomar. Vinho correto, descompromissado, nariz de boa fruta fresca, taninos finos maduros, plenamente integrados, macio e sedoso, ótimo para acompanhar uma pizza, um bom cheese-salada, mesa de frios ou coisa do gênero. Dentro do estilo, e com um preço ao redor de R$26,00, é um vinho que satisfaz e que incentiva a  provar os outros cortes; Shiraz/Cabernet e Shiraz/Bonarda.

I.S.P. $

Masseria Trajone, Nero D’Avola, Sicília, Itália 2004. (Vinci/Portal dos Vinhos) Não sou um especialista ou grande conhecedor de vinhos Italianos, mas é o segundo vinho elaborado com esta cepa autóctone, que tomo e aprovo. O outro, o Passo Delle Mule, é um espetáculo de vinho que me encantou, tendo-o comentado num post anterior, e está num patamar de preços bem mais alto. Este é um vinho menos elaborado, mas segue sendo extremamente prazeroso de tomar. Tem uma paleta aromática bastante intensa e na boca é puro prazer. Muito equilibrado, boa estrutura, redondo, macio, boa acidez, enche a boca de prazer num final de boca médio e muito saboroso. Um belo achado por este preço de cerca de R$37,00, faixa em que contracena com o Altano, um vinho do Douro importado pela Mistral, mas que não faz parte desta análise, e que é outro belo produto por um preço incrível.

Meu I.S.P. $ 

 

Sozinho? Nem tanto!

        Há alguns dias, sabe-se lá onde, já que navego bastante pela rede e volta e meia perco o rumo, li uma receita sobre a longevidade do casamento que dizia algo como; para que o casamento dure, o casal tem que ter três espaços ou lugares. Um para ela, um para ele e outro comum aos dois. Não sei é para tanto, mas a realidade é que, em qualquer relação, há que existir um espaço neutro onde cada um possa buscar a sua individualidade. A necessidade de momentos pessoais de reflexão, de poder estar só, é essencial. Mas, o que isto tem a ver com o vinho?

Tudo e nada. Na verdade, este tema me veio à mente en função de um texto da Helô (link aqui do lado) em que ela criticava uma suposta afirmação do Washington Olivetto, que é pensamento de muita gente, de que vinho nunca se deve tomar desacompanhado. Gente não vamos nos iludir, na vida há momentos em que é importante, sim, estar só e nessas horas, o vinho é o companheiro, junto com um bom livro, seus pensamentos, com uma boa musica, vislumbrando milagres da natureza com um formidável pôr-do-sol, o cheiro da grama molhada pelo sereno num amanhecer de azul anil, etc. e tal. De qualquer forma só , só mesmo, realmente nunca ficamos.

              Um bom vinho é poesia, é companheiro de bons e maus momentos, com comida ou sem, com gente ou sem! Há hora e momento para tudo nesta vida, inclusive para estar só. Nessas horas, melhor se com um bom vinho na taça. Salute e kanimambo.

Promoções de Maio, ultima semana

              Ultima semana de Maio e pouco tempo para aproveitar boas ofertas que alguns de nossos parceiros elaboraram para este mês. Selecionei estes poucos, mas bons rótulos, que penso terem ótima relação QualidadexPreçoxSatisfação. Aproveitem.

  • Da Zahil, duas belissímas ofertas de rótulos de grande qualidade que a importadora está descontinuando de seu portfolio. Primeiramente, talvez a melhor oportunidade, o Legaris 2003 um vinho Espanhol de textura sedosa e taninos aveludados e maduros. Obteve 90 pontos da Wine Spectator, de R$142,00 por R$106,50. O Segundo destaque que me chamou a atenção, é um Cote du Rhone 2004 elaborado pelos conceituados e renomados Vins de Vienne. Um vinho de grande personalidade, concentrado e intenso de R$79,00 por 55,00.
  • Da Expand, algumas boas dicas dentro as sua promoções do mês. Um vinho que recomendarei em Junho, dentro do trabalho sobre Bordeaux que estou elaborando, é o Chateau La Croix du Duc Bordeaux 2006 um corte de 80% Merlot com Cabernet Franc e Cabernet Sauvignon que resulta num vinho franco, bem frutado, macio na boca que agrada fácil. O preço normal é de R$39,00, o que já é bom, mas na promoção sai por R$35,00. O preço da garrafa do Palo Alto Reserva 2006 é de R$29,00 o que em si já é um achado para um vinho desta qualidade, e o recomendei quando do Mês do Chile que creio que foi Março. Agora, na compra de uma caixa 10% de desconto, se duas 20% e se três serão 30% de desconto, junte os amigos e aproveite porque com o desconto máximo, o preço baixa para míseros R$20,30!! Outro bom Bordeaux, que está na minha lista de recomendados e um dos meus preferidos por seu frescor e equilíbrio, é o Chateau Jalousie 2004 Bordeaux Superieur um belo vinho que, de R$78,00 está por R$69,00. Um que não está na promoção, mas é uma ótima oportunidade para se entender o grande prestigio que os vinhos Riesling da Dr. Loosen , região do vale do rio Mosel na Alemanha, possuem. Experimente este Dr. L Riesling Qualitatswein 2006 que é uma delicia, extremamente saboroso muito frescor e elegância com aromas cítricos de boa intensidade. Preço R$55,00.

Salute e kanimambo!

Pedro & Inês uma História de Amor

               O mês de Maio está por acabar. Daqui a uma semana entraremos no mês de Junho, chegamos ao meio do ano e ao mês dos namorados. Sim, digo mês porque há que se aproveitar ao máximo o romantismo da época, o friozinho ajuda, e não deixar a celebração para um só dia. Pensando nisso, decidi começar a preparar o clima desde já e nada melhor do que uma grande história de amor para abrir este ciclo de “festividades” e “declarações”. Todos os fins de semana falo menos de vinho e mais de coisas para além dele. A partir deste fim de semana, até ao final de Junho, dedicarei meus posts a todos os amantes e, em especial, á minha! Uma singela forma de homenagear um sentimento que, para mim, é precioso e faz o mundo girar.

             Eis aqui um misto de história e lenda, imortalizada em poemas, pinturas, musicas, peças, textos e esculturas, o amor de Don Pedro e Inês de Castro segue encantando o mundo, como símbolo maior de um grande amor, há mais de 650 anos. Para quem não conhece, eis a história que originou a conhecida frase “agora não adianta, a Inês é morta”.

                O príncipe D. Pedro, filho de D. Afonso IV e de D. Beatriz de Castela nasceu em Coimbra, em 8 de Abril de 1320 e morreu em Lisboa, em 18 de Janeiro de 1367. Reinou por apenas 10 anos, de 1357 a 1367 (8º rei de Portugal), como D.Pedro I. Como de praxe à época, quando casamentos eram arranjados desde a tenra idade em função de estratégias e interesses políticos, D. Pedro I e D. Constança, princesa e filha do Infante de Castela, D. João Manuel, vieram a se casar. A noiva veio para Portugal, em 1340, acompanhada por um séquito, do qual fazia parte uma aia Galega, chamada Inês de Castro. Filha do fidalgo Pedro Fernandez de Castro , Inês de Castro, segundo os poetas, era uma mulher lindíssima, e o príncipe Don Pedro I se apaixonou perdidamente por ela que correspondeu totalmente seus sentimentos de amor profundo. Por ela, D. Pedro deixou de lado as conveniências de Estado e as reprovações de todos, desprezando a corte e afrontando tudo e a todos.

                 A corte considerava uma afronta aquela ligação indecorosa pelos problemas morais e religiosos que levantava, bem como, pelo perigo que a influência da família dos Castros (Galicia – Espanha) poderia trazer à coroa portuguesa. Apesar disso tudo, Inês de Castro e D. Pedro viviam trocando juras de amor eterno. No entanto, as intrigas que chegavam ao Rei D. Afonso IV, apressavam o monarca a agir. Brando de costumes, mas firme de valores, o Rei despacha D. Inês para o exílio próximo à fronteira Espanhola em 1344. A distancia, no entanto, em nada alterou a paixão de Pedro & Inês. Dona Constança faleceu pouco depois, ao dar à luz a D. Fernando, herdeiro do trono de Portugal. O Rei tenta, novamente, casar seu filho com uma dama de sangue real, tendo D. Pedro rejeitado a idéia e trazido Inês do exílio para, com ela viver despreocupadamente, o seu idílio nas bucólicas margens do Rio Mondego no Paço de Santa Clara. Esta atitude criou grande tumulto na corte e deu um enorme desgosto a D. Afonso tendo a relação entre os dois se esvaziado. Desta relação de Pedro e Inês nasceram três crianças, D. Diniz/D. Beatriz e D. João, que só vieram a agravar o relacionamento entre Príncipe e Rei.

               Para incendiar mais ainda a situação, querem fazer crer a D. Afonso que os Castros queriam ver o Infante Fernando, filho de Pedro e Constança, assassinado, uma vez que era ele o sucessor de Pedro, e não os filhos resultantes da sua união com Inês. O monarca se sente amargurado e vê-se no meio de uma trama que só ele podia resolver. Embora D. Afonso compreendesse as razões daquela ligação perigosa, todo o enredo político/social o levou a tomar uma decisão drástica, por influência de seus conselheiros Diogo Lopes Pacheco, Álvaro Gonçalves e Pêro Coelho, em reunião convocada sem a presença de D. Pedro, ficou definida a execução de Dona Inês. Apesar de ser mãe de três filhos de D. Pedro, os executores régios, aproveitando a ausência de D. Pedro em uma de suas habituais caçadas, entraram no Paço e, ali mesmo, apesar de suas suplicas, a decapitaram em 7 de Janeiro de 1355 com apenas 30 anos de idade.                                         

                Inconsolável com a perda de Inês, D. Pedro chegou a declarar guerra ao pai. Dois anos depois, quando da morte de D. Afonso IV e de sua subida ao trono, aos 37 anos, D. Pedro I diligenciou a captura dos assassinos de D. Inês. Dois deles foram encontrados e executados tendo o terceiro conseguido escapar. Procurando dignificar o nome de Inês de Castro, D. Pedro declarou solenemente, apresentando como testemunhas Don Gil, Bispo da cidade de Guarda e Estêvão Lobato, seu criado, que sete anos antes casara com ela em Bragança em dia “de que não se lembrava”, tendo esta afirmação pública sido proferida em 12 de Junho de 1360. Diz a lenda, não documentalmente provada e aparentemente obra de poetas da época, que D. Pedro fez coroar rainha a Dona Inês, obrigando a nobreza, que tanto os tinham desprezado, a beijar-lhe a mão, depois de morta.

                   Cumprida a sua vingança, D. Pedro I ordenou a translação do corpo de Inês, da campa modesta no Mosteiro de Santa Clara, em Coimbra, onde se encontrava, para um túmulo delicadamente lavrado, qual renda de pedra, que mandou colocar no Mosteiro de Alcobaça. Mais tarde, D. Pedro I mandou esculpir outro túmulo semelhante ao da sua amada, colocando-o em frente ao da sua Inês, para, após a sua morte, permanecer ao lado do seu grande amor. (mais lindas fotos do mosteiro aqui)

                    O quanto disto é real, ou lenda, difícil de definir apesar de todos os estudos sobre o caso. O que é fato incontestável é o grande amor que os uniu tanto na vida quanto após a morte. Uma verdadeira estória de amor; sublime e trágica, cheia de magia e encanto, demonstrando toda a devoção entre dois amantes. Esta é uma de minhas histórias de amor preferidas, já que outras cantadas em prosa e verso, são, em sua grande maioria e apesar de lindas, totalmente obra do imaginário enquanto nesta, os fatos comprovam a quase total veracidade dos fatos ocorridos. Achei importante relembrar a história já que estamos por chegar em Junho, o mês dos namorados e eternos amantes. Salute a todos, que a magia e intensidade do amor de Pedro & Inês tome conta de todos.

Imagem retirada do trabalho de Fernando Paiva, base da matéria, publicada em http://www.youtube.com/watch?v=rZ-Z7X9HsPY

Boas Compras III – Vinhos do Porto e Douro

                 Hoje publico o ultimo post de Boas Compras deste mês em que me debrucei sobre essa delicia, que são os Vinhos do Porto e os Vinhos do Douro. Acredito que tenha ficado claro que, apesar de alguns preços bem altos, existem ótimas opções com preços que beiram a pechincha. Há que desmistificar alguns rótulos que colocamos sobre diversos temas, entre eles o fato de que Vinho do Porto é caro. Comprar um LBV por R$57 a 80,00 ou um Reserva por R$50 a 70,00 é uma prova inequívoca de que esse preceito é errado. Isso, sem contar as excelentes opções de Vinhos do Douro a partir de R$30,00. Logicamente que grandes vinhos têm grandes preços, não dá para comprar um Vectra pelo preço de um Corsa, mas até aí existem belos custo X beneficio que há que se examinar  dentro de seu contexto. Grandes Vinhos do Douro como um Chryseia ou um Quinta Nova Grande Reserva dão um banho em diversos vinhos Franceses, Italianos ou Chilenos, cantados em verso e prosa pela imprensa especializada internacional, por uma fração do preço.

                  Nossos parceiros destacaram mais estes vinte e um rótulos. Neste mês, conseguimos reunir um total de sessenta e três destaques para todos os gostos e bolsos. Espero que tirem proveito destas lista de Boas Compras e lembre-se, dê sempre preferência aos nossos Parceiros do Vinho devidamente ressaltados em Onde Comprar. Salute e boas compras, que Bacco lhe ilumine na escolha.

Vinea Store – Uma das lojas mais bonitas, se não a mais, em São Paulo. Aquele “Jardim Gourmet” é especial, assim como a simpatia do pessoal. Em breve estreará na seção Parceiro do Vinho. Mas vamos a seus destaques:

  • Quinta Nova Porto Reserva Ruby 500ml, mais um dos meus favoritos que realmente encanta. Já o tenho elogiado em diversos outros posts e para quem tem duvidas se gosta ou não de Vinho do Porto, aposto que se tomar este suas duvidas se esvaziarão. Adoro e, ontem á noite, terminei minha ultima garrafa. Assim que der ($) tenho que dar uma passada lá. Preço R$69,00.
  • Quinta Nova Porto LBV 2003. Este produtor realmente exala qualidade. Belo exemplar de LBV que ficará melhor ainda com mais um ou dois anos de garrafa. Preço R$122,00.
  • Quinta Nova Douro DOC Tinto 2004, um dos vinhos mais acessíveis deste produtor. Preço R$75,00
  • Quinta Nova Douro Grande Reserva Tinto 2005. Colecionador de prêmios internacionais tendo recém conquistado o titulo de melhor tinto do Velho Mundo na Expovinis 2008. No encontro Vinho & Sabores realizado em Lisboa em Novembro de 2007, um conjunto de 11 jornalistas especializados elegeu os melhores vinhos participantes. De uma primeira lista de 300 vinhos degustada às cegas, foram selecionados 59. Destes, o Grande Reserva ganhou, também numa prova às cegas, como o melhor tinto. Diz a Revista do Vinho: ” Um tinto muito aromático, cheio de fruto e violetas. Na boca mostra-se sofisticado, suave a acetinado, com um belo final de boca. Foi um vinho muito consensual entre todos”. Eu ainda não provei, mas fiquei com água na boca! Preço R$269,00.

Grand Cru Granja Viana – A bonita loja da Grand Cru aqui da Granja, tem belos vinhos disponíveis e para todos os preços. Eis aqui alguns dos rótulos de qualidade que são destaques neste mês.

  • Quinta do Noval LBV 2001, mais um dos meus xodós. Já sei, tenho um monte de preferidos, não è? É que meu coração é grande e a quantidade de rótulos de qualidade imensa. Ainda tenho uma garrafa do 2000, que é soberbo, que um amigo me trouxe de Portugal. Um dos melhores LBV’s no mercado por R$130,00.
  • Poças LBV 1998, um Late Bottled Vintage de mais idade e pronto para beber, com preço bem camarada R$78,00.
  • Noval Maria Mansa Douro 2003, não conheço, mas meu amigo Álvaro Galvão o recomendou como sendo um belo vinho e o produtor é de primeiro nível, então eu assino embaixo. Preço R$65,00.
  • Chryseia 2004, não é exclusividade da Grand Cru, mas é onde, aparentemente, está com melhor preço. Este é um dos ícones Portugueses e, a meu ver, um vinho de reflexão. Não é só um grande vinho Português, é um grande vinho e ponto! Tomei o 2001 e é simplesmente maravilhoso. Se fosse Inglês, seria um Lorde, tamanha a elegância e, se fosse Francês, custaria três vezes mais. Preço, R$290,00

Cia do WhiskyMais um que aparecerá na seção de Parceiro do Vinho, muito em breve. Ótima opção de bons e diversos vinhos na região de Moema sempre com preços justos e algumas boas promoções. Eis os destaques que listaram para você este mês.

  • Royal Porto Extra Dry Branco. Mais uma opção de um branco seco para tomar como aperitivo, servido fresco, ou como drink longo tipo portonic ou com gelo e suco de laranja como sugere a Mariluz da Cia do Whisky. Preço R$48,70.
  • Royal Porto Tawny ou Ruby. Duas boas opções de Vinhos do Porto básicos por R$39,30.
  • Quinta do Crasto LBV 2001, opção de LBV de um dos principais e mais conceituados produtores da região do Douro. Elegante e delicado tendo passado por quatro anos de madeira, balseiros ou tonéis. Preço R$105,90.
  • Quinta do Portal Fine Tawny ou Ruby. Vinhos do Porto básicos, porém com maior evolução e mais tempo de madeira. Preço R$58,50.
  • Quinta do Portal Moscatel Douro, para mostrar que este estilo de vinho não é só produzido na região de Setúbal. Com um jeito muito próprio de ser, os vinhos fortificados Moscatel do Douro, são únicos. Preço R$81,70.

Vinci – A segunda marca da Mistral, possui belos produtores e preços em seu portfolio. Pela primeira vez aparece aqui em Boas Compras e, esperamos, poder vê-los por aqui de forma constante. Os preços destes destaques me parecem bem competitivos, para não dizer muito bons. Comparem.

  • Quinta da Pacheca LBV 2002. Tive a oportunidade de estar com o produtor e provei este delicioso Late Bottled Vintage. Muito frutado e sedoso na boca, me encantou. Acho o preço uma barbada, aproximadamente R$85,00.
  • Quinta da Pacheca Vintage 2003. Pelo papo com o produtor e a forma como ele se referia a seus vinhos e sua vinícola, só posso endossar tudo o que ele faz, mesmo não conhecendo, pessoalmente, todos seus rótulos. Preço aproximado de R$235,00.
  • Quinta do Passadouro Vintage 2000. Não conheço o produto, mas os vinhos tintos deste produtor são dos mais respeitados já tendo sido apontado como Melhor do Douro pela Revista de Vinhos. Imagino que seu padrão nos Vinhos do Porto seja tão bom quanto e, nesse caso, este Vintage da excelente safra de 2000, está uma pechincha por apenas cerca de R$135,00.

DecanterMais uma vez aqui conosco, esta importadora tem um maravilhoso portfolio que merece ser conhecido mais afundo. Eis aqui uma pequena amostra do que els têm a nos oferecer, com um especial destaque para o Ótima 10 anos e o LBV 1995.

  • Porto Warre’s LBV 1995. Um dos mais conceituados LBV’s do mercado muito elogiado pela Revista de Vinhos e a safra de 92 teve 90 pontos na Wine Spectator. Ainda não tive o privilégio de o provar, mas por tudo o que li, é um grande vinho. Preço R$ 126,50.
  • Porto Warrior Special Reserve Ruby 500ml, provei e gostei. Belo exemplar de um Porto Reserva. Preço R$102,40.
  • Porto Otima 10 anos Tawny. Ótimo 10 anos, muito sofisticado e complexo nos aromas e sabores. Gostei muito. Preço R$119,60.
  • Caldas Reserva 2004, ainda não tive oportunidade de o provar, mas; o produtor, Domingos Alves de Souza, é altamente respeitado, a Revista de Vinhos o tem elogiado bastante com diversas indicações de Melhor Compra, e o Cezar (Decanter – SP) me garantiu que o produto é de primeira. Recém chegou ao Brasil e acho que merece ser provado. Preço R$88,50.
  • Vale da Raposa Douro 2004. Um dos bons produtores do Douro. Frutado com toques tostados, vinho de gama média desta conceituada vinícola. Preço R$53,50.

Endereços e Telefones para contato e compra, encontre na seção

 “ONDE COMPRAR”

Trumpeter na Kylix & na Zahil

               O Simon nos trás sempre novas e boas promoções de dar água na boca. Desta vez, em parceria com a Zahil, nos oferecem três garrafas da linha Trumpeter pelo preço de duas o que equivale a 30% de desconto. Na promoção estão o Malbec e o Merlot 2007, ambos muito bem pontuados pela Wine Spectator com 88 pontos. A terceira opção, uma das minhas favoritas deste produtor, é o corte de Syrah e Malbec 2006. Eu provei o 2005 e adorei este assemblage que demonstrou ser um vinho muito equilibrado, saboroso, macio na boca, de taninos aveludados e bem frutado com leve toque de especiarias. Se o 2006 estiver qualquer coisa parecido, é uma bela compra. Todos custam R$45,00 no caso de comprar duas, a terceira sai na faixa! Para quem quer conhecer esta linha de vinhos, uma garrafa de cada será uma boa pedida, pois equivale a meros R$30,00 cada. Existem muito poucos vinhos desta qualidade no mercado, por um preço tão convidativo.

               O legal da promoção, é que você tem dois endereços (Kylix e Zahil) onde comprar em regiões diferentes de São Paulo. Uma pena que o Trumpeter Reserva não esteja nessa promoção, já que talvez seja, em minha opinião, o melhor de toda a linha, mesmo que um pouco mais caro. Bem, é isso, boas noticias, promoções e oportunidades que nos façam bem ao bolso e ao paladar, há que divulgar! Ainda mais quando são de nossos Parceiros do Vinho. Salute e kanimambo!

 Kylix, Av. Angélica, 681 – Tel. (11)3825.4422 

 Zahil, Rua Manuel Guedes, 294 – Tel. (11) 3071.2900

Bohemian Highway

                Domingo, dia ensolarado e bonito, típico de nosso outono. Linda caminhada, por ruas tranquilas e arborizadas, respirando ar puro e fresco, sou um privilegiado. Volto a casa, um leve pigarro insiste em me incomodar a garganta num prenuncio de uma potencial gripe. Precisava de algo macio e sedoso que atenuasse o incomodo e abri um vinho. Tá bom, já sei, poderia ser um mel com própolis ou coisa semelhante, mas ……tenham dó, dia lindo, família reunida, papo rolando solto, tinha tudo a ver!

                Estava em clima de provar coisas novas, na adega escolhi um vinho que não conhecia. Peguei um Cabernet Sauvignon Americano da Bohemian Highway da safra de 2005. Já sei, nunca tinha ouvido falar, né? Pois é, eu também não, é lançamento da Vinci, mas acho que esta falta de conhecimento só nos aguça a curiosidade e, paralelamente, nos deixa absolutamente á vontade para apreciar o vinho sem quaisquer influências externas. Bem, comentarei o vinho logo abaixo, mas para sintetizar, quando me dei conta, tinha dois dedos de vinho na garrafa!

  • Produtor – Bohemian Highway Wine Company
  • Importador – Vinci (tel. 011. 2797-0000)
  • Região – Sonoma County, California
  • País – Estados Unidos
  • Composição uvas – Cabernet Sauvignon
  • Detalhes Produção
  • Teor de álcool – 13º.
  • Safra – 2005.
  • Preço aproximado em maio/08 – R$42,00
  • I.S.P –  

O contra-rótulo tem uma descrição do vinho, que talvez seja uma das mais corretas que já tenha visto “This wine embodies the casual, free-flowing spirit you will find along the way”. Ou seja, casual, despretensioso, pura diversão. Aliás, o próprio rótulo já nos dá uma certa dica do vinho. Ficamos batendo papo na mesa petiscando uns queijos e um pão italiano com azeite e depois almoçamos uma massa recheada com mussarela de búfala e molho ao sugo. Tudo simples, leve, ligeiro e o vinho, harmonizou perfeitamente com a comida e com o clima reinante. Um vinho bastante agradável que me surpreendeu, já que esperava um vinho mais encorpado e robusto. Ao contrário, é um vinho leve, suave, fácil de beber, porém sem ser aguado, risco que se corre em vinhos deste estilo. Boa paleta aromática em que sobressaem aromas de frutas vermelhas maduras, na boca é macio com taninos sedosos e doces, harmônico, bom frescor, vinho fácil de agradar. Não é um vinho de complexidades ou grandes wows, mas não se propõe a isto, possuindo um jeito meio “easy rider” de ser. Ganharia uns pontos a mais em meu indíce de satisfação caso fosse um pouco mais barato.

                   Como diriam meus colegas blogueiros Portugueses, um vinho saboroso, apetecível e descompromissado! Não sei se passa por madeira, mas se passa, é imperceptível. Certamente será ótima companhia para uma pizza de calabresa ou um churrasco de hamburgers bem tipico Americano. Ah, aqueles dois dedos de vinho que tinham sobrado? Eheheh…… Salute, são quase nove da noite e vou pegar um mel com própolis, amanhã promete!

Genial – Vinho pela Internet

                Não, não é um site de vendas, é muito melhor! Você escolhe a vinícola, uva, vinho e engarrafa tudo em casa via uma saída USB em seu computador através de um download. Duvida? Veja o vídeo abaixo, haja criatividade e capacidade de inovação!!

 

 

[youtube=http://youtube.com/watch?v=CRL1SeTJ1rk]

 

O Álvaro me enviou uma mensagem com este vídeo, mas achei bom demais para guardar só para mim. Busquei no You Tube, e lá estava. Ah, só uma dica, ainda é experimental, não vá sair por aí achando que vai achar o USB Wine Connection em qualquer esquina! Por outro lado, uma conexão banda larga será essencial, senão demorará horas para encher uma garrafa!!! rsrsrs Salute, um bom e alegre fim de semana para todos.

 

 

 

 

Boas Compras II – Vinhos do Porto, Douro e outros

                  Dando seqüência à lista de destaques de nossos parceiros, eis alguns produtos de grande qualidade com preços muito convidativos se considerado a relação qualidade X preço. São mais vinte rótulos de muita qualidade, para todos os bolsos e gostos. Ainda temos mais alguns parceiros com uma lista de destaques que postaremos na semana que vem. Por enquanto, boa escolha e não deixe de provar os vinhos do Douro, em especial os Vinhos do Porto. Neste post existem alguns destaques imperdíveis como; Krohn Embaixador, Quinta das Tecedeiras LBV, Churchill’s Reserve, Taylor’s 10 anos Tawny, Qinta do Estanho Vintage 2000 assim como as diversas opções de vinhos do Douro. Parafraseando a amiga Helô, são vinhos com história que nos contam estórias!

 Expand – Quanto mais conheço esta importadora e rede de lojas, mais me surpreendo com o preço de alguns rótulos. De todos, é a empresa que tem a maior linha de Vinhos do Porto, e que apresenta alguns dos melhores custo x beneficio do mercado.

  • Churchill’s Port Reserve, um reserva ruby delicioso muito cremoso e sedoso, equilibrado, com boa fruta e taninos redondos. Um dos meus preferidos. Preço R$68,00
  • Churchill’s LBV 2000, um Late Bottled Port de uma safra muito boa e um preço bastante convidativo vis-à-vis o que está disponível no mercado. Preço R$98,00
  • Quinta das Tecedeiras LBV 2001, mais uma opção de Late Bottled Vintage de um bom produtor e por um preço muito acessível. Por R$59,00, eu tenho que provar e certamente estarei comprando o meu muito em breve.
  • Churchill’s Quinta da Gricha Port Vintage 1999. Tive a oportunidade de provar e está excepcional, realmente delicioso. Pronto, mas evoluirá maravilhosamente pelos próximos dez anos quando ainda estará melhor. Preço, R$438,00.
  • Quinta das Tecedeiras Port Vintage 2002. Preço R$298,00.
  • Taylor’s Port 10 anos, um  tawny com Indicação de Idade muito conceituado que obteve 91 pontos da Wine Spectator que o descreve como estupendo e refinado, parecendo ser de maior idade. Por este preço de R$98,00 é uma pechincha se comparado com que há no mercado. Mais um para a minha lista!
  • Taylor´s Port 20 anos, um tawny com Indicação de Idade que obteve 86 pontos da Wine Spectator que o descreveu como um porto de bom envelhecimento, médio corpo e fresco. Preço R$198,00. (por chegar)
  • Taylor´s LBV, mais uma opção desta conceituada casa que apresenta um nível de qualidade muito bom reconhecido internacionalmente. Por apenas R$78,00.
  • Quinta do Vale Dona Maria Port Vintage 2003, um belo exemplar de um Vintage para ser guardado e tomado lá para 2015/7 em alguma ocasião muito especial. Preço R$298,00.
  • Quinta De La Rosa Finest Reserve 375ml, um ruby reserva de boa estrutura, aveludado, de primeira e com um tamanho para matar a dois agora no dia dos namorados. Preço R$55,00.

Casa Palla – Um pouco mais longe, na Granja Viana KM 24,5 da Raposo Tavares, é um empreendimento familiar com ótimas opções de vinhos para todos os bolsos e gostos. A boa noticia é que, nas compras acima de R$150,00, eles agora entregam em São Paulo nos bairros do Butantâ, Morumbi, Vila Olimpia, Itaim e Pinheiros. Eis a lista dos destaques deles com ótimos preços tanto nos vinhos do Douro quanto de Vinhos do Porto.

  • Krohn Porto Ruby Embaixador, o produtor é de primeira, uma das casas produtoras mais antigas, fundadas por dois Noruegueses em 1865. Esta é a versão básica deles e o preço está de arrasar, apenas R$29,00.
  • Caves de Santa Marta Porto Ruby 500 ml, também um Vinho do Porto básico, fácil de beber. Preço R$26,90.
  • Adriano Ramos Pinto Porto Tawny Reserva 500 ml, um dos mais conhecidos e tradicionais Reserva Tawny existentes no mercado. Preço R$49,90
  • Altano Douro 2005, uma beleza de vinho de que gosto muitíssimo. Muito frutado, redondo, taninos macios, harmônico e saboroso por um preço excelente pela qualidade oferecida, R$37,00.
  • Cadão Douro Reserva 2000. Um vinho pouco conhecido, mas cheio de virtudes e duvido, que haja no mercado um reserva desta qualidade por este preço. Absolutamente pronto a beber, corpo médio, muito equilibrado, taninos finos e elegantes num conjunto muito agradável. O estoque está acabando e o preço é de arrasar, R$32,90.
  • Quinta do Cachão Douro Touriga Nacional 2006. A Touriga Nacional é a uva ícone de Portugal, produzindo vinhos, normalmente, bastante complexos com toques florais e elegantes. O da Quinta do Cachão é bem conceituado e o preço é muito convidativo, R$54,00.

Portal dos Vinhos – O Emilio e a Fátima sempre apresentam bons e diferenciados rótulos compreços camaradas. Desta vez, não poderia ser diferente e eis os destaques deles.

  • Quinta do Estanho Porto (Reserva Ruby), provei, adorei e insisti para que o Emilio o agregasse a seu já ótimo portfolio. Um Reserva de grande qualidade que me surpreendeu pela maciez e harmonia. Preço R$73,50.
  • Quinta do Estanho LBV 2000, um Late Bottled Vintage de ótima safra por R$115,00.
  • Quinta do Estanho Vintage 2000, imbatível na comparação com o restante dos Vintages disponíveis no mercado. Da bela safra de 2000, por apenas R$198,00. Realmente uma pechincha para o produto que é! Pode guardar também, já que é vinho para, tranquilamente, mais uns dez anos.
  • Cistus Douro 2003, elaborado com as castas Tinta Roriz, Touriga Nacional, Touriga Franca e Tinta Barroca, as mesma que compõem grande parte dos Vinhos do Porto, provenientes de vinhedos no Douro Superior. Vinho maduro, com suaves notas abaunilhadas e de frutas maduras. Preço super camarada de R$35,50.
  • Quinta do Estanho Tinta Roriz 2001, um Douro muito bem evoluído na garrafa. Macio, redondo fácil de tomar. Excelente oportunidade para quem ainda não conhece os prazeres de um vinho corretamente envelhecido na garrafa. Foi um dos destaques da degustação temática de Portugal realizada na Portal dos Vinhos. Preço R$67,00.

Endereços e Telefones para contato, encontre na seção “ONDE COMPRAR”

Semana do Vinho III – Monte da Penha nos Jardins da Vinea

                 Dentro os diversos eventos que ocorreram paralelo a Expovinis, um destaque foi o almoço que a Vinea Store realizou para receber os produtores dos vinhos do Alentejo, Montes da Penha. Com mais de 100 anos ligados à produção de vinhos de qualidade, primeiramente com o conhecido “Tapada de Chaves”, a família tem gerações ligadas à vinha e ao vinho. Em 1987 o proprietário Francisco Fino, inicia este novo projeto na região de Porto Alegre ao norte do Alentejo, região de características bem diferenciadas do restante da DOC que é basicamente composta de planícies. O vinhedo é plantado em encostas com intensa exposição solar, em altitudes de 450 a 600 metros em solo difícil, de muita pedra, argila calcária e granítico.

                 Fomos recebidos com fidalguia, como já de praxe, pela equipe Vinea Store, no lindíssimo “Jardim Gourmet” onde tivemos o prazer de conhecer e trocar idéias com o apaixonado proprietário da vinícola Sr. Francisco Fino e sua simpática filha Rita Fino Magalhães. Antes do almoço, como de costume, um delicioso e refrescante Prosecco Incontri, um dos belos produtos que a Vinea trabalha com exclusividade. Impossível tomar somente uma taça! Para começar a degustação duas versões de um mesmo vinho, o Monte da Penha Reserva Branco. Duas safras e dois vinhos bem diferenciados, mas igualmente deliciosos.

  • Monte da Penha Reserva Branco 2006, é um vinho mais maduro, untuoso com nuances de pêssego e pêra, com bastante cremosidade na boca. O 2007 apresenta um estilo de bem maior frescor, com nuances de maçã verde e maior mineralidade. Ambos muito elegantes e saborosos, elaborados com um corte de uvas brancas autóctones da região: Arinto, Roupeiro, Fernão Pires e Trincadeira das Pratas. Sem madeira, com longa fermentação em tanque de aço inoxidável com temperatura controlada em torno de 15º. Incrivelmente, um vinho que, mesmo sem madeira, poderá evoluir positivamente por diversos anos. A Vinea sugere, e eu endosso, que seja tomado acompanhando um espaguete ao vongoli, tem tudo para ficar divino. Preço R$87,00.

Provamos, também, os vinhos tintos da casa, desde o Montefino que é a vinho de entrada de gama da empresa, passando pelo Monte da Penha Reserva, Monte da Penha Fino Reserva Tinto de duas safras, até chegar no Gerações, um vinho ainda não disponível no Brasil, mas que, certamente, a Vinea estará trazendo dentro em breve para deleite dos entusiastas enófilos e apreciadores de bons vinhos no Brasil. A linha é toda de vinhos de grande qualidade e muito saborosos, mas dois dos vinhos me chamaram a atenção e me encantaram.

  • Monte da Penha Reserva Tinto 2003, um corte de Trincadeira, Aragonês, Alicante Bouschet e Moreto com 13.2º de teor alcoólico. Fica um ano em barricas de carvalho, das quais 30% do vinho em barricas de primeiro uso e o restante de segundo uso, para então, passar um período adicional de doze meses estagiando na garrafa antes de sair para o mercado. Boa paleta aromática em que sobressaem frutas vermelhas, ameixa, na boca é muito macio, com taninos sedosos e finos num conjunto de grande harmonia e elegância que encanta e nos dá água na boca. Um belo vinho com um bom final de boca, de boa estrutura, que certamente acompanhará maravilhosamente bem um arroz de pato ou, como foi o caso, um delicioso filé mignon de vitelo com purê de cará e hortelã. Belíssimo vinho. Preço R$125,00.
  • Gerações 2004 o, hoje, top de linha desta vinícola. Corte de Alicante Boushet, Aragonês e Trincadeira. Uma pequena parcela do vinhedo e as melhores uvas foram selecionadas para elaborar este vinho de grande classe. Doze meses de carvalho Allier Francês novo e mais um estágio em garrafa de mais doze meses. É um grande vinho, sedutor e ainda jovem devendo atingir sua plenitude em mais uns dois ou três anos. Fiquei entusiasmado com o vinho que se apresentou intenso no nariz em que se destacaram notas de frutas negras, maduras. Na boca é denso e untuoso, taninos finos, boa acidez  e persistência, encorpado, tudo em um perfeito equilíbrio que enche a boca de prazer e nos deixa com aquele gostinho de quero mais. Pena que só tinha uma garrafa para um monte gente (O Sr. Francisco gentilmente abriu a única garrafa que tinha) e, realmente, minha boca ficou pedindo bis! Um vinho de primeira que agrada sobremaneira. Nenhuma das, apenas, 3600 garrafas produzidas chegaram ao Brasil, então ainda não há preço disponível.

                 Como disse ao Sr. Francisco e à Rita, no final da refeição (por sinal a Chef Fabíola vem se superando) e da deliciosa degustação, os vinhos são muito bons e encantam, mas é a paixão e emoção com que eles falam das vinhas e dos vinhos que produzem, que termina nos conquistando de forma definitiva. Quem produz com tamanha dedicação e paixão, somente pode colher grandes resultados e os vinhos degustados são a prova disto. Mais uma tacada certeira da Vinea que detém a exclusividade da importação e fixe este nome, Monte da Penha, um produtor sério e apaixonado, que elabora vinhos de grande qualidade que merecem ser provados pelos gulosos enófilos e apreciadores de vinho de plantão. Para finalizar, aquele Porto Ruby Reserva Quinta Nova que eu adoro e sou fã incondicional. Salute e kanimambo.

Rua Manuel da Nóbrega, 1014, Paraiso, Tel. (11) 3059-5200