João Filipe Clemente

Noticias dos Parceiros

Vinea Store

A Vinea Store é importadora exclusiva da Hacienda Del Plata e, entre os diversos rótulos, o Zagal Malbec 2004 que foi objeto de interessante matéria de Eric Asimov (The Pour com link aqui do lado) com o interessante titulo de; “ Menos pode significar Mais” em que menciona duas pérolas:

 É possível encontrar vinhos nos quais se podem sentir simples essências ao invés de disfarces fantasiados”.
“Obviamente nem todo produtor é pretensioso e nem todo vinho caro é enganação. Mas você ficaria surpreso o número de vezes que é assim que funciona”.

 Numa prova com 25 Malbecs Argentinos de até USD25,00 nos Estados Unidos, eis que surge o campeão, o Zagal Malbec um vinho que está com um preço, aqui na Vinea, de R$46,00 e sobre o qual ele comentou, “Denso e frutado, equilibrado e com estrutura, não comete os pecados comuns de ser muito doce ou flácido”.

Eis o resultado da prova com os dez primeiros vinhos classificados com pontuação de uma a três estrelas.

  1. Hacienda del Plata Mendoza Zagal 2004 ( *** )
  2. Trapiche Mendoza Broquel 2005 ( *** )
  3. Sur Mendoza Ox Gran Reserva 2005 ( ** 1/2 )
  4. Viña Cobos El Felino Mendoza 2006 ( ** 1/2 )
  5. Catena Zapata Mendoza Alamos 2006 ( ** )
  6. Pedro y Jorge Cecchin Mendoza Esencias de la Tierra 2006 ( ** )
  7. Graffigna San Juan Grand Reserve 2004 ( ** )
  8. Mendel Mendoza 2005 ( ** )
  9. Familia Cassone Mendoza Obra Prima Reserva 2005 ( ** )
  10. Luigi Bosca Luján de Cuyo Single Vineyard 2004 ( ** )

Dentro do conceito de garimpo de bons vinhos com bons preços, eis aqui uma bela opção a ser testada.

  

Portal dos Vinhos

Esta é uma grande noticia para os vinhos nacionais. Quase toda a Sexta-feira, o Emilio promove, em sua loja, uma degustação temática para cerca de 12 pessoas, com vinhos muito interessantes. Na Sexta dia 13, ele promoveu uma degustação de blends (corte/assemblage) do Novo Mundo. Entre os participantes, alguns vinhos bem conceituados; Do Chile o Éclat 2005 da Valdivieso, da Argentina o Altimus 2004 da Michel Torino, também da Argentina, o Chakana Estate Selection 2004, da África do Sul o Morkell Atticus 2003, dos Estados Unidos o Francis Coppola Rosso Classic 2003 e do Brasil o Villa Francioni 2004. É, é isso mesmo, quem faturou a noite foi o Villa Francioni e, eu perdi mais essa! Bem, não discuto qualidade nem o resultado, o que me deixou curioso e com água na boca, mas sigo dizendo que os vinhos nacionais, quando bons, estão com os preços muito altos. Neste caso falamos de R$130 a 140,00 a garrafa.

O legal de tudo isto, é que não é a primeira vez que isto acontece. Em uma outra degustação ás cegas realizada, somente com varietais do Novo Mundo em que foram provados os; Ventisquero Queulat Pinot Noir 06 do Chile, Achaval Ferrer Malbec 05 da Argentina, Kaapzicht Shiraz 04 da África do Sul, Domínio Cassis Abraxas Tannat 02 do Uruguai, Coppola Claret Cabernet Sauvignon 04 e o recém lançado Storia Merlot 05 da Casa Valduga. O Storia faturou a contenda na opinião de quem estava presente ao evento. Mais uma vez, o preço que na Expovinis prometia estar ao redor de R$55,00, já está por volta dos R$80,00 em função da grande publicidade e reais qualidades.

De qualquer forma, fica claramente demonstrado, até para os menos crédulos e críticos de plantão, que os vinhos nacionais já apresentam produtos de grande qualidade. Quanto aos preços? Estamos num sistema capitalista, compra quem quer e pode. Se a demanda existe e paga, minhas criticas pouco significam.

Confraria do Queijo & Vinho

Mais uma noite de degustações em que você reverte parte do valor pago, em crédito na compra de vinhos degustados. Desta vez estaremos, mesmo porque também estarei lá, na Espanha na companhia especial dos vinhos da Torres.

  • Viña Esmeralda 2006 R$ 40,00
  • Sangre de Toro 2005 R$ 35,20
  • Coronas 2004 R$ 39,50
  • Gran Coronas 2004 R$ 62,40
  • Mas La Plana 2002 R$ 136,00

Dos R$50,00 que é custo da participação, R$40, 00 são crédito em compras. Será nesta próxima Quarta dia 25. Na recepção, às 19:30,  serão servidos Pasta de Queijo, Azeitonas, Tábuas de Queijos e Frios, Torradas e Água. O início da degustação se dará às 20:00, com previsão de término às 21:30 horas. Vejo você lá, na Av. Dr. Arnaldo, 1318, Sumaré, São Paulo. Para reservar e efetuar pagamento ligue para (11) 3873.3179.

Salute e kanimambo!

 

 

 

 

 

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Esta eu Acertei!

                Não sou nenhum gênio da cozinha, muito pelo contrário, mas arrisco uma coisa ou outra. Tão pouco consigo preparar pratos bonitos, muito menos fotografar, mas o pouco que faço até que cumpre bem sua missão, satisfazer o paladar tanto meu como de meus convidados. Quando consigo harmonizar o vinho, melhor ainda. Desta feita, a harmonização foi fácil já que é bem tradicional. Especial mesmo, foi a qualidade dos ingredientes dessa harmonização, colocando a modéstia de lado, o prato e o vinho. Ambos de muita qualidade, especialmente o prato! rsrsrs. 

                

O vinho foi uma sugestão do meu amigo Ricardo da Casa Palla, que me recomendou tomar um Sauvignon Blanc 2007 da Missiones de Rengo. Da região do Vale do Maule e com comportados 12.5º de teor alcoólico, pouco usual nos vinhos Chilenos, o vinho estava uma delicia. Tanto que me levou a comprar mais algumas garrafas posteriormente. Com muita tipicidade da cepa, grande intensidade aromática em que se destaca maçã verde e algo de melão maduro. Na boca é;bem concentrado, muito saboroso, ótima acidez e uma certa mineralidade que transmitem um agradável frescor ao vinho. Me encantei, ainda mais por que custa só R$27,00 lá na Casa Palla! Tivéssemos duas garrafas e acho que as teríamos traçado. I.S.P. $ 

            Melhor ainda porque harmonizou maravilhosamente bem com um Fettucine al Salmone que preparei no Domingo e que ficou divino. As fotos estão meia sola, mas o Fettucine e esse vinho ……..hummm! Para quem gosta, siga a receita que é super fácil de preparar, só assim para eu ir para a cozinha!

           Ingredientes (4 pessoas) 

  • Um pacote de 500grs de Fettucine.
  • 520grs de salmão fresco sem pele nem espinhas.
  • Três a quatro colheres de sopa de azeite (eu uso somente o Santa Vitória que compro na Lusitana). 
  • Quatro hastes de cebolinha verde bem picada.
  • 2¹/² xícaras de creme de leite fresco.
  • Um “maço” de espinafre fresco.
  • Sal e pimenta do reino moída na hora.

Preparar o Fettucine al dente. Numa frigideira funda, eu uso uma wok, jogue o azeite e frite o salmão por cerca de 3 minutos de cada lado ou até dourar. Junte a cebolinha e o creme de leite e ferva por aproximadamente 5 minutos. Enquanto ferve, com uma espátula de silicone, desmanche os pedaços de salmão em pequenas lascas. Quando esse molho engrossar ligeiramente, acrescente o espinafre e cozinhe até as folhas murcharem. Tempere com sal e pimenta a gosto. Agora pegue o macarrão que você preparou e transfira-o para a frigideira com o molho de salmão e misture bem. Aqueça e leve à mesa numa travessa. Parmesão ralado e pimenta, servidos separadamente para que cada um se sirva como preferir.

           Tente, se eu consigo, qualquer um faz! Acho que até a Eliza é capaz de fazer!! kkkk Tente, depois me conte o que vocês achou. Minha próxima aventura na cozinha será uma Carne de Porco à Alentejana, essa um pouco mais complicada, depois conto o que aconteceu. Salute, kanimambo e uma boa e saborosa semana.

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Kanimambo, Gracias, Obrigado, Thank You, Danke, Grazzie, Merci…..

           Esta é uma palavra com significado especial para quem viveu ou, como eu, nasceu em Moçambique apesar de manter a nacionalidade portuguesa. Em Nampula, norte de Moçambique, onde nasci, o idioma é Português como no resto do país, porém o principal dialeto é Macua (Emakhuwa) falado pela maior tribo da região. Mas foi em Maputo que me criei e lá, o principal dialeto é Changane. Kanimambo se tornou famosa pela música de João Maria Tudela nos idos de 59, Kanimambo é Changane e quer dizer; obrigado, gracias, thank you …. e é isso de que se trata este post hoje, agradecer. Kanimambo aos amigos que seguem dando a este blog um numero de cliques diários cada vez maior. Comecei este projeto no dia 12 de Dezembro de 2007 e real controle dos números somente a partir de dia 3 de Janeiro. De qualquer forma, no dia 12 de Junho este projeto completou seis meses de vida.

Paralelamente à coluna do Jornal Planeta Morumbi que me abriu as portas em Outubro e que acreditou na mensagem (kanimambo Henrique), venho traçando um caminho despretensioso, mas sério, com objetivos e metas que é o de informar, de compartilhar experiências e conhecimento com os amigos. Sem firulas, sem maquiagens, falando com emoção e tentando transmitir de forma clara e simples, aquilo que o vinho me faz sentir e dos prazeres que me traz. Errando algumas vezes, acertando outras, mas aprendendo sempre e tentando passar adiante que a Vinoesfera que nos abriga, é muito mais amiga, sedutora e disponível do que pensamos. Nem sempre minhas atividades profissionais me permitem tempo hábil para me dedicar mais a fundo ao blog e ao vinho em si, mas é preciso seguir garimpando, buscando a vida que há fora dos grandes e caros néctares.

Algumas lojas e importadores têm nos ajudado no intuito de estabelecer uma rede onde possamos buscar bons vinhos sem que tenhamos que deixar as calças no lugar, são os nossos “Parceiros do Vinho”. Kanimambo; Emilio e Fátima (Portal dos Vinhos), Fredo (BR Bebidas),  Mariluz (Cia do Whisky), Simon (Kylix), Adriana (Vinea Store), Expand, Wine Premium, Heloisa/Antoine (Wine House/Zahil), Cezar (Decanter), Juan e Rose (Península), Monica e Natali (Dal Pizzol), Jane Pizzato (Pizzato), Marco Luigi, Charlston e Ângela (Wine Company), esperando não ter esquecido de ninguém. Mas há mais gente; Kanimambo aos mestres que têm me ajudado e aberto portas especialmente ao Luiz Horta e Álvaro Galvão que acolheram este pequeno gafanhoto em processo de aprendizagem. À Sandra e Mirella (Suporte Comunicação), Cida/Alessandra e Denise (CH2a Comunicação), Sofia Carvalhosa, Cris Neves, Denise Cavalcante e Chris Bielecki, pessoal de assessoria de imprensa que me têm ajudado bastante abrindo e facilitando os caminhos, Kanimambo meninas em especial a vocês duas, Sandra e Mirella. Aqueles amigos blogueiros, aqui e no exterior, que foram gentis o bastante para colocarem links deste blog em sua lista de favoritos, Kanimambo amigos.

Finalmente, aos amigos que me têm prestigiado ao longo destes últimos quatro meses, kanimambo. Jamais pensei que poderia atingir estes números tão rapidamente e só no boca a boca, sem subterfúgios nem magias mercadológicas. São mais de 35.000 page views e 20.000 acessos com uma linha de tendência projetando um crescimento constante, tanto que a ultima semana foi a melhor de sempre atingindo uma média diária de cerca de 325 page views (1200 em Agosto 2014 – mais de 40.000 mês)  e 180 acessos (950 em Agosto de 2014). Se não fossem todos vocês, acessando e divulgando, os resultados não apareceriam, pois sou um fiel seguidor do preceito de que, “uma andorinha só, não faz verão”. Kanimambo a todos os amigos leitores, especialmente aqueles que participam, questionam, fazem comentários e colaboram com o trabalho sendo desenvolvido. Kanimambo e Salute amigos, se tudo der certo e vocês seguirem me ajudando neste caminho, iremos agregar cada vez mais conhecimento e fornecedores que nos tragam melhores vinhos com melhores preços e talvez, só talvez, possamos levar este projeto de Boas Compras para lojas do Brasil inteiro e, quem sabe um dia, este hobby ainda venha a gerar algum din-din?!

Imagem colhida do site http://www.kanimambo.com/, sobre Moçambique, sua gente e sua terra. Para quem tem curiosidade, uma terra pobre destruída por anos e anos de guerra, bonitas praias, gente alegre, trabalhadora e orgulhosa. Meu pai sempre me dizia que “gatinho que nasce em forno não é biscoito”. Tinha lá sua razões, mas que tenho um pé lá, disso não tenho duvidas. Salute, maningue (muito) kanimambo (obrigado) pelo apoio, um beijo no coração e até Segunda.

Boas Compras França I – Bordeaux e Languedoc-Roussillon

Meio atrasado no mês, mas eis que chegamos às Boas Compras com destaques de nossos parceiros. Belos vinhos com bons preços, alguns que conheço e outros não, mas impossível conhecer todos. Pelo excelente portfolio dos parceiros, creio que a grande maioria dos produtos aqui listados são uma boa opção entre os rótulos disponíveis no mercado.

Cia do Whisky, uma das melhores lojas da região de Moema, nos traz os seguintes rótulos e comentários:

  • Legende Reserve Bordeaux Rouge 2005 – Com a chancela do Chateau Lafite Rothschild, este belo Bourdeaux é cheio e macio, com grande intensidade aromática e excelente relação qualidade / preço. – R$ 65,4
  • Bourdeaux Cepage Merlot 2005– do Chateau Cardiley de Cadillac (Entre-Deux-Mers), vinho com aroma de cereja e morango, ideal para consumo com carnes brancas e vermelhas.- De R$ 68,90 por R$62,50 em promoção especial de inverno.
  • Bordeaux Cepage Branco 2005, do Chateau Cardiley, um Sauvignon Blanc com aromas cítricos e algo floral, ideal para consumo acompanhando frutos do mar e peixes.- De R$ 67,20 por R$62,50 em promoção especial de inverno.
  • Calvet Reserve Bordeaux 2002 branco de J. Calvet por R$55,95

Expand, disponíveis nas diversas lojas do grupo, espalhadas pelo Brasil afora. Diversas boas opções das quais, algumas me encantaram.

  • Chateau Beauregard Ducasse 2003 – do norte da região de Graves, com 12 meses de barrica. Desde 1850 na mesma família, esta é a sexta geração envolvida com os vinhos deste Chateau. Preço R$75,00
  • Chateau Picourneau 2001 – do AOC Haut-Médoc, um corte de 60% de Cabernet Sauvignon, 25% de Merlot, 10% de Cabernet Franc e 5% de Petit Verdot. Preço R$88,00
  • Chateau Peyruchet Rouge 2005 – Preço R$45,00.
  • Chateau Jalousie 2004 – um dos meus preferidos nas provas realizadas. Bordeaux Superieur muito aromático, fruta vermelha, boa acidez, redondo com taninos finos e elegantes. Vinho muito agradável e saboroso, cheio, médio corpo, que está pronto para beber vale bem o preço de R$78,00.
  • Chateau Plaisance 2002 – Um Bordeaux Superieure da AOC de Margaux com 12.5º de teor alcoólico. Boa paleta aromática com fruta madura, terroso e algo de salumeria que se confirmam na boca fresca. De boa estrutura, é um vinho carnoso, encorpado, escuro, taninos um pouco rústicos, persistente com um leve amargor no final que não chega a incomodar.preço R$85,00.
  • Chateau Peyruchet Blanc 2006 – exemplo de Sauvignon Blanc da região, médio corpo, muito elegante e balanceado, próprio para acompanhar comida, mas dá para tomar solo também. Vinho que me agrada sobremaneira por um preço bem camarada, R$ 39,90
  • Le Canon du Maréchal Syrah/ Merlot 2006, um saboroso corte de Syrah com Merlot (50/50) produzido na região do Languedoc. Um produto biodinâmico, fácil de tomar e agradar, corpo médio, boa acidez com aromas de frutos vermelhos e leve toque de especiarias. Preço R$48,00.
  • Domaine Cazes Cuvée Marie-Gabrielle 2003 também do Languedoc e um dos meus preferidos. Encantei-me com este vinho. Taninos maduros, finos, pronto para beber. Muita elegância, corpo médio, aromas frescos de frutas negras, boa acidez e um saboroso final de boca. Outro bom vinho com um preço bem condizente com a qualidade, R$75,00, e vale cada gota!
  • Chateau de Lascaux 2003, mais um Languedoc de muito boa qualidade. Vinho complexo, encorpado, firme toques de especiarias com nuances terrosas. Boa acidez e taninos ainda presentes, mas sem agressividade, formam um conjunto bastante agradável. Preço R$88,00.

Kylix, o Simon não apresentou uma grande lista desta vez, mas os poucos rótulos apresentados são de qualidade.

  • Chateau Malleret, Haut-Médoc Cru Borgeois. De acordo com a revista Decanter que lhe deu a boa avaliação de 3*, é um vinho de boa concentração, taninos finos e maduros, com um longo final de boca. R$130,00
  • Chateau Cantegril Sauternes, os nossos amigos da Qvinho (link ao lado) fizeram a seguinte avaliação dele; “Cantegril é irresistível. Um carrossel de frutas tropicais; exalando intensas notas de abacaxi, mousse de maracujá, flores e citrinos, além, é claro, do indefectível toque de botrytis. Na boca é muito harmonioso, doce e cremoso, porém muito fresco, graças ao equilíbrio entre acidez e álcool. Vinho maravilhoso e versátil”. Preço R$115,00, o que me parece muito bom pelo produto em questão.

Casa Palla, o Ricardo está com uma boa variedade de rótulos disponíveis que há que conferir;

  • Chateau Moulin de Bel-Air 2006, R$39,90.
  • Chateau de Virecourt 2003, Bordeaux Superieur (Fronsac), R$54,90.
  • Chateau Saint Germain 2003, Bordeaux Superieur (Girondes), R$49,00.
  • Chateau Labat 2003, Haut-Médoc R$69,00
  • Chateau Pey La Tour 2006, este é um velho conhecido e um vinho que me agrada muito. Médio corpo, cheio, boa complexidade de sabores e aromas para um vinho nesta faixa de preços, e certamente uma bela opção de um Bordeaux de entrada. R$59,90.
  • Chateau Timberlay 2004, Bordeaux Superieur Magnum (1,5 ltrs), vinho leve, bem equilibrado, redondo, fácil de agradar e este tamanho é ótimo para quem tem um jantar ou reunião com um numero maior de pessoas. Preço R$75,20.
  • Chateau Cotes de Rol 2004, um St. Emilion Grand Cru, R$110,00.

São vinte e duas sugestões de nossos parceiros que acho que merecem nossa atenção. Boas Compras, bom fim de semana e semana que vem tem mais Boas Compras com o Pessoal da Portal dos Vinhos, Grand Cru Granja Viana (com uma promoção especial para os amigos leitores do blog), Vinea Store, Decanter, Confraria do Queijo e Vinho, Mistral, Vinci e outros. Salute amigos, e que Bacco lhe acompanhe na escolha.

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França, Bordeaux e Languedoc, Vinhos que Tomei e Recomendo – Parte III

Ficou faltando a ultima faixa de preços que tradicionalmente listo nos vinhos que tomei e recomendo, de R$80 a 120,00. Na verdade, tenho andado tão satisfeito com os vinhos na faixa abaixo que pouco tenho explorado esta. Por um lado, pelo aspecto financeiro e a diversidade de outros rótulos disponíveis no mercado e, por outro, o fato de que não tenho tido a oportunidade de provar vinhos nesta faixa. Nas degustações de que tenho participado, os vinhos ou estão abaixo ou acima destes preços. Desta faixa, apenas cinco vinhos, sendo dois de Bordeaux e três de Languedoc-Roussillon, todos abaixo de R$100,00.
Do Languedoc: Chateaux de Lascaux 2003, (Expand) Coteaux du Languedoc, um corte com preponderância de Syrah, Grenache e algo de Mourvédre elaborado na sub-região de Pic. St. Loup. Vinho com 13.5º de teor alcoólico bem equacionado, encorpado, firme, boa acidez, na boca sabores de especiarias bem presentes com algo terroso e taninos firmes. O Granoupiac Coteaux du Languedoc Rouge* 2003, (Vinea Store) é um vinho encantador, corte de 50% Syrah, 12% Mourvédre e 8% de Carignan, e um dos meus favoritos na região. Corpo médio, harmônico, fresco, com uma certa mineralidade, taninos finos, macio e redondo com um saboroso final de boca e nuances herbáceas. Da sub-região de Corbiéres vem este saboroso Chateau Camplong Cuvée Grande Piéce 2005, (Portal dos Vinhos). Corte de Grenache, Carignan, Syrah e Mourvédre tem bastante tipicidade da região. No nariz aromas tostados, na linha de café, algo de caramelo. Jovem ainda, na boca taninos finos, equilibrado, após uma hora de decanter ainda se apresentou um pouco fechado e austero, demonstrando que mais um ano ou dois de garrafa lhe fará muito bem.
De Bordeaux: Chateau Plaisance 2002 (Expand). Um Bordeaux Superieur da AOC de Margaux com 12.5º de teor alcoólico. Boa paleta aromática com fruta madura, terroso e algo de salumeria que se confirmam na boca fresca. De boa estrutura, é um vinho carnoso, encorpado, escuro, taninos um pouco rústicos, persistente com um leve amargor no final que não chega a incomodar. Chateau du Taillan 2002 (Mr. Man) é um Cru Bourgeois, vinho do Haut-Medoc. Vinho pronto, redondo, leve e agradável com seus taninos sedosos e elegantes. Um Bordeaux de bom nível, fácil de agradar, mas um pouco curto, passando rápido pela boca.

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Languedoc-Roussillon

                Languedoc-Roussillon é uma região pouco encontrada em livros sobre vinhos, especialmente dos autores nacionais. Sinal de pouco prestigio? Talvez, mas ledo engano de quem esquece esta região Francesa que produz belos e saborosos vinhos por uma fração do preço das famosas regiões produtoras, que nem sempre entregam o que prometem. Criada em 1985, é uma região em plena e constante mutação no sentido de elaboração de regulamentação e estabelecimento de novas AOCs, diferentemente de Bordeaux, que teve uma revisão em 150 anos, e Borgonha onde os produtores estão acorrentados por regulamentações muito restritivas. Bom em alguns aspectos, limitante em outros. Sendo uma das 26 regiões administrativas Francesas, geográficamente se inicia na fronteira com a Catalunha, Espanha, e vai quase até à Cote D’Azur no Sul da França. A parte mais em contato com a Catalunha, e conhecida como a Catalunha Francesa, é Roussillon que até ao século XVII pertencia aos Espanhóis.

             É a região que mais produz vinhos na França, cerca de 30%, e é, individualmente, a maior região produtora do mundo com aproximadamente 28.000 quilômetros quadrados de vinhas. Algo como duas vezes superior a toda a produção dos Estados Unidos, quatro vezes a Austrália e duas vezes Bordeaux. Até aos anos 70, a produção era bem superior à demanda, a qualidade era medíocre e os preços altos. Era mudar ou morrer e eles mudaram. Mudaram a filosofia comercial, investiram em novas tecnologias, replantaram vinhedos, substituindo cepas de baixa qualidade por outras nobres. Hoje é uma região onde se encontram ótimos vinhos com preços bem acessíveis quando comparados a Bordeaux, Borgonha, Alsácia e Champagne. Junto com Cote du Rhône, que veremos em Julho, as regiões que mais me atraem do ponto de vista da relação Qualidade x Preço x Satisfação. É aqui que os consumidores mais podem obter prazer sem que percam as calças no processo.

             São cerca de 50.000 vinhedos, 400 cooperativas (quase uma por vilarejo), cerca de 2800 produtores de vinhos produzindo aproximadamente 2 milhões de garrafas de vinho. Destas, cerca de 17% advém de regiões AOC, 15% de Vin de Table (vinho de mesa) e a maior parte, 68%, é de Vin de Pays (VdP) ou vinhos regionais. É nesta denominação de VdP que saem alguns dos maiores achados de vinhos que recomendei. Esta denominação tem de tudo, de bons, alguns ótimos e também muito vinho de baixa qualidade, porém permite que os produtores inovem e busquem fazer coisas diferentes já que têm mais liberdade quanto ás uvas que podem plantar e cortes que podem fazer. Apesar do apelo maciço a Bordeaux e Borgonha, é por aqui que nós consumidores nos podemos esbaldar, pois a quantidade de bons rótulos no mercado nos permite tomar bons caldos por bons preços sendo esta a região em que eu mais depositaria meus parcos trocados na faixa de vinhos Franceses de até R$100,00. Gosto muito do caráter e frescor dos vinhos produzidos na região. Tanto dos brancos como, especialmente, dos tintos. Os cortes com Syrah, Mouvédre, Granache e Carignan são especiais e diferenciados em função dos diversos terroirs. Na lista de Tomei e Recomendo existem alguns grandes rótulos por preços realmente muito bons. Prove!


                As principais AOCs e regiões produtoras são; Saint Chinian, Faugéres, Fitou, Corbiéres, Minercois, Banyuls (quase na Catalunha), Rivesaltes, Pic St. Loup, Coteaux du Languedoc, Cotes du Roussillon, Limoux com seus espumantes e Costiers de Nimes. Esta ultima tem uma característica muito especial, que é o fato de que mesmo pertencendo geográfica e politicamente à região de Languedoc-Roussillon, seu terroir, uvas e cortes, têm muito mais a ver com a região de Cotes-du-Rhône.

                Roussillon por sua vez, é famosa na França, não tanto por aqui, pela produção de seus vinhos “Vin Doux Naturels” (vinhos doces naturais), que de naturais não têm é nada. Embora o açúcar seja inerente à uva, o método de elaboração destes vinhos inclui a intervenção do homem que interrompe sua fermentação adicionando-lhe álcool viníco para que o vinho conserve a doçura. Os mais conhecidos são o Banyuls um vinho tinto cantado em prosa e verso como o grande acompanhante de chocolate, o Muscat de Rivesaltes que é, essencialmente, branco e o Maury tinto que é praticamente só consumido na região.

              No mês que vem falaremos sobre Borgonha, Loire e Cotes du Rhône. A partir de amanhã, uma sequência de destaques de Boas Compras que nossos parceiros disponibilizam. Alguns provei e existem belos vinhos por preços bem camaradas. Neste primeiro post, mais de vinte diferentes rótulos para você se aventurar.

La Rioja Alta na Zahil

               É meus amigos, com a ajuda de vocês que prestigiam este blog e dão preferência aos nossos parceiros, cada vez tenho mais oportunidades de degustar vinhos e compartilhar com vocês essas experiências. O que falar de um grupo, união de cinco famílias que se juntaram em 1890, para preservar suas tradições vinícolas e elaborar vinhos de grande qualidade? A história fala por si próprio e os vinhos são o produto final. Por sinal, belos vinhos. Para gente como eu que aprecia os vinhos Espanhóis, especialmente os clássicos de Rioja, eis aqui um produtor de primeira, com rótulos de diversas origens, apesar do nome, e muita qualidade e caráter.

  • Lagar de Cervera 2006, um Alvarinho produzido em Rias Baixas na Galicia, parte de um mais recente projeto de expansão da Riojas Altas. A Albarinho apresenta, na Espanha, características bem diferentes dos vinhos Portugueses da região do Minho, produzidos com a mesma casta. O Alvarinho Português apresenta uma maior acidez e mineralidade, com mais frescor que os Espanhóis que, por sua vez, apresentam maior intensidade de aromas e melhor estrutura. Este vinho apresenta boa tipicidade, demonstrando toda a exuberância desta que é uma das minhas cepas preferidas nos vinhos brancos. Um nariz de boa intensidade, boca bem frutada, médio corpo, acidez correta, um belo vinho. Preço R$75,00.
  • Viña Alberdi Reserva (na Espanha vende como crianza) 2000. Boa intensidade aromática. Na boca, um vinho de boa estrutura, denso, corpo médio para encorpado, taninos ainda bem firmes, porém sem agressividade, num misto de potência e elegância. Final de boca de persistência média com retrogosto levemente tostado. Pode guardar e abrir daqui a dois anos, estará melhor ainda.Preço R$98,00.
  • Baron de Ona Reserva 1999, elaborado em parcela especifica com vinhas de até 90 anos de idade, é um vinho de grande concentração, sofisticado e elegante, com uma personalidade muito própria. Grande intensidade e harmonia num vinho elaborado com um estilo mais moderno. Preço R$132,00.
  • Áster Crianza 2002 , mais um vinho de fora da Rioja dentro do projeto de expansão da vinícola. Este vem de Ribera Del Duero que é, caracteristicamente, uma região de vinhos mais potentes e encorpados. O Áster não foge à regra e é um vinho bem encorpado, de grande potência, mas com taninos finos e macios. Vinho com grande potencial de guarda. Preço R$132,00
  • Viña Arana 1997, aqui meus joelhos começaram a dobrar! Adoro um Rioja clássico e este vinho é um belo exemplo deste estilo. Envelhecido por 3 anos em barricas e trasfegado duas vezes ao ano para que a madeira não impregne demais o vinho. Um corte de 95% de Tempranillo e 5% de Marzuelo, de extrema elegância com fruta madura com nuances defumadas e algo terroso ao final. Na boca é cremoso, corpo médio, com taninos finos, saboroso e harmônico num final de boca longo e muito prazeroso com um toque de baunilha. Uma delicia, um vinho que impressiona por sua sutileza e refinamento estando no ponto para ser aproveitado em todo o seu esplendor, e olha que 97 não foi uma grande safra!. Preço R$156,00.
  • Viña Ardanza 1999, agora já ajoelhei, mais um grande vinho obtido de uma safra que não foi aquelas coisas. Como 97, este ano de 99 se mostrou fraco, mas nas mãos de quem sabe, isso é mero detalhe. Divino, um vinho de grande impacto aromático em função dos 20% de Grenacha que é adicionada ao Tempranillo. É uma intensidade de fruta fresca e mineralidade impactantes no nariz, mas de forma muito delicada, que nos cativa à primeira “fungada”. Grande equilíbrio, acidez muito boa num vinho de corpo médio, taninos muito elegantes e doces formando um conjunto redondo, equilibrado e de grande sabor que nos transmite enorme satisfação ao tomar. Grande complexidade e persistência num vinho com uma personalidade muito própria que nos deixa com aquele gostinho de quero mais na boca. Preço R$192,00.

Um outro fator muito interessante, é que eles têm uma tanoaria própria. O grupo importa o carvalho e produz suas barricas em casa, dando-lhes o acabamento/queima que desejam. Gente, o único senão é que tive que sair com pressa em função do rodízio aqui em São Paulo, e não tive chance de fazer uma segunda rodada de prova por estes dois últimos vinhos que me encantaram. Este é o problema das degustações, só provamos e, quando são néctares deste porte, fica-nos uma vontade danada de tomar umas taças! Ta, já sei, choro de barriga cheia, né? Concordo, é um privilégio, mas que ficamos com água na boca, lá isso não resta duvida! Todos ótimos vinhos mas, para o meu gosto, havendo caixa, certamente recomendo o Ardanza e o Arana, vinhos encantadores com o caráter de Rioja estampados neles e o Lagar de Cervera. Belíssimos e deliciosos vinhos.
Zahil (*) (loja) (11)3071-2900 , http://winehouse.com.br/
Salute e kanimambo.

Ps. Fantásticos os queijos artesanais apresentados para acompanhar os vinhos. Depois conto!

Cosméticos com Terroir?

Não é que as benesses do vinho extrapolam o néctar e ultrapassam barreiras? Estudos técnicos, realizados pela Mestre em Biotecnologia Farmacêutica Morgane Pasini Franzoni, comprovaram a atividade antioxidante de extratos preparados com os resíduos de vinificação (em especial sementes) das vinícolas da região. Esta constatação e espírito empreendedor, sempre ele, resultaram em uma linha cosmética exclusiva desenvolvida a base de óleos e sementes de uvas vitis viníferas, que está sendo lançada pela Vinotage, empresa que está localizada no coração da maior região produtora de uva e vinho do País, a Serra Gaúcha, no Rio Grande do Sul. Pela novidade e por ser algo, pelo menos de meu conhecimento, inédito no Brasil, achei que tinha tudo a ver com os principios de garimpo de Falando de Vinhos.

“Desde o início da humanidade, os benefícios da uva contribuem para a beleza e saúde das pessoas. Na idade média, vinho e uvas já eram amplamente utilizados pelas classes privilegiadas da época. Atualmente o uso dos ativos naturais da uva tem sido muito estudado e estão substituindo as substâncias químicas e abrasivas encontradas em grande parte dos cosméticos industriais”, afirma a farmacêutica. O óleo de semente de uva é utilizado por ser um ingrediente natural e por possuir um complexo de bioflavonóides, conhecido como Procyanidolic oligomers (PCO). Estes compostos possuem ação comprovada contra os radicais livres e podem ser vinte vezes mais potentes que a Vitamina C e cinqüenta vezes mais potentes que a Vitamina E.

Os cosméticos Vinotage trazem esses princípios ativos harmoniosamente combinados para levar os benefícios dos frutos da videira a seus produtos, atualizados com os resultados das mais recentes e inovadoras pesquisas científicas. Confira a linha de produtos:

Sabonete Líquido Banho de Uvas é enriquecido com óleo de semente de uvas Vitis vinífera e pode ser usado em todo o corpo. Hidrata a pele, possuindo uma consistência cremosa e pH fisiológico. Ainda, seu perfume relaxante produz uma agradável sensação de bem estar e frescor. Preço Sugerido R$ 37,30.

Hidratante Corporal Banho de Uvas possui ativos modernos que são rapidamente absorvidos pela pele, devolvendo sua maciez e elasticidade naturais. Ainda, previne o envelhecimento precoce da pele por conter óleo de Vitis vinifera cuja ação anti radicais livres é comprovada cientificamente. Preço Sugerido R$ 61,90.

Creme Siliconado para as Mãos Vitis cria uma película protetora e hidratante graças à sua formulação, que contém silicones de alta qualidade, além de ser enriquecida com óleo de semente de uva. Preço Sugerido R$ 29,90.

Creme Hidratante para o Rosto Vitis previne o envelhecimento cutâneo graças aos polifenóis das sementes de uva que possuem ação contra os radicais livres, deixando a pele do rosto protegida das agressões do dia-a-dia. Conta ainda com os lipossomas de Coenzima Q10, os quais penetram profundamente na pele e auxiliam na renovação celular. Combinação perfeita entre hidratação e proteção para a pele do rosto. Preço Sugerido R$ 71,90.

Sabonete Esfoliante Corporal Vitis esfolia suavemente a pele, graças as sementes de uvas moídas, removendo as impurezas e as células mortas. Deixa a pele lisa, macia e deliciosamente perfumada, além de uma agradável sensação energizante durante e após o banho. Preço Sugerido R$ 68,50

Os cosméticos Vinotage podem ser adquiridos através do site www.vinotage.com.br, e telefone (54) 3462.3158.

Encontro Mistral Experience – II

                Na verdade foram 17 produtores visitados, não 16 como anteriormente mencionado; Joseph Drouhin, Louis Jadot, Chateau Tour de Mirambeau, Maison Chapoutier, Dopff au Molin, Domaine Baumard, Pascal Jolivet, Quinta do Monte D’Oiro, Quinta do Vale Meão, Graham´s, Anima Negra, Penfolds, Wynns, De Wetshof, Seghesio, Alion e Pisano. Provei diversos vinhos de muito boa qualidade, mas alguns me encantaram mais que outros. Gostaria de listá-los aqui abaixo com os preços estimados em R$ já que, como devem sabem, os preços da Mistral são em USD convertidos à taxa do dia.

  • Quartz de Chaume 2005, já escrevi um post sobre este vinho de sobremesa que é, para mim, um vinho muito especial, um vinho de reflexão. Um vinho de grande expressão e personalidade que merece ser reverenciado. O preço é condizente, mas arrisco dizer que vale cada gota, R$235,00.
  • Graham´s Tawny 40 anos, nunca tinha tomado um tawny 40 anos. O máximo a que tinha chego era um 20 anos e, este, é de cair o queixo! Que coisa gente, custa R$430,00 e, quem tiver bala na agulha e quiser impressionar alguém, sirva este vinho. Difícil descrever todas as sensações, mais um vinho de reflexão!
  • Quinta do Monte D’Oiro Reserva, nem sempre me encanto com aqueles vinhos cantados em verso e prosa pela grande maioria dos críticos. A expectativa criada é enorme e, na maior parte das vezes, a prova fica aquém disso. Não é o caso deste vinho que é, realmente, impressionante. Elaborado num estilo Cote Rotie, um corte de 95% de Syrah com um “tempero” de Viognier, é um vinho espetacular que enche a boca de prazer. Floral, especiarias, fresco, grande intensidade aromática, muito complexo na boca, uma baita vinho de grande elegância e finesse com um longo final e que faz jus a todos seus prêmios e reconhecimento internacional. Vinhaço! Quero mais, pena que o preço não cabe no meu bolso, R$ 210,00. Tem gente que gasta muito mais por vinhos tidos mais famosos, ficariam surpresos ao tomar este.
  • Arretxea Tannat/Petit Verdot, um novo lançamento, ainda muito jovem, mas espetacular. A Pisano tem vinhos a partir de cerca de R$20,00 até este de cerca de R$85,00 e, cada um deles vale cada centavo gasto. Desde os vinhos de baixa gama até este e o Axis Mundi (que descrevi como um vinho espetacular mas para guardar para tomar em 2020), todos são extremamente bem elaborados e muito saborosos, mas este vinho tem um algo muito especial. Gostei muito do Torrontés, dá um banho nos Argentinos, e do Fabula um late harvest delicioso. Encantei-me mesmo, porém, é com este inusitado corte que gerou um vinho de grande complexidade que enche a boca de prazer. É um vinho que recomendo, mas que precisa de um tempo de guarda para atingir todo o seu esplendor. Boa relação qualidade x preço x satisfação.
  • Penfolds Bin 389, chamam-no de Petit Grange e, imagino eu com razão. Digo imagino, porque não conheço o Granje que é um dos principais ícones da produção de vinhos Australiana. Este 389, corte de Cabernet Sauvignon com Shiraz, é denso, rico, carnoso, incrivelmente saboroso, de grande intensidade aromática e bastante elegante na boca, com grande equilíbrio e persistência. Um vinho de enorme qualidade que precisa de tempo para se abrir. Por cerca de R$117,00, me aparece um bom custo X beneficio.
  • Chryseia 05, eu conheci o 2001, estou para escrever sobre ele, que é um vinho de reflexão, um espetáculo de vinho e um dos melhores que já tomei. Este 2005, ainda muito novo, está diferente, mas similar na exuberância exalando finesse. Mais um vinhaço desta dupla Prats & Symington por um preço ao redor de R$300,00. Uma boa opção para quem, como eu, não pode arcar com este custo é o Post Scriptum, um segundo vinho deles, que está maravilhoso e custa “somente” R$95,00.
  • Seghesio Zinfandel, pela primeira vez experimentei um vinho elaborado com esta uva e comecei com o pé direito já que a Seghesio é Doutor Honoris Causa nesta cepa. Não sei se me encantou mais o Old Vines ou o Home Ranch, os dois de vinhas antigas, que estavam espetaculares, absolutamente deliciosos. Vinhos bem encorpados, mas com taninos finos, boa harmonia apesar de um teor alcoólico um pouco alto, muito saborosos e um final bem longo. Dois baita vinhos, ambos na faixa de R$167,00.
  • Wynns, um blend (corte/assemblage) de Cabernet Sauvignon/Shiraz e Merlot que me surpreendeu. Muito intenso concentrado, uma paleta aromática cativante,na boca se apresenta muito equilibrado, denso e muito elegante. Um belíssimo vinho com um preço muito camarada para um vinho Australiano com esta qualidade, R$ 55,00.
  • Pascal Jolivet Pouilly-Fumée, acho que foi o Les Grillotes (lembram, meu material sumiu?!) 2006. Um produtor de vinhos com uma filosofia de pouca intervenção nas vinhas, deixando com que a natureza trace seus caminhos. O vinho é de uma elegância, um finesse e um caráter muito próprios que impressiona tanto na boca como no nariz. Vinho para curtir com calma, o Sauvignon Blanc levado ás alturas. O preço, entre R$100 a 130,00 dependendo do rótulo.
  • Dopff au Moulin Riesling Grand Cru. Gostei muito do Gewurtzraminer deles, mas foi este Grand Cru que me encheu de prazer. Grande frescor, aromas cítricos que se confirmam na boca, boa estrutura, ótima acidez e bastante complexo. Mais um daqueles vinhos para curtir com tempo. O Gewurtzraminer está por cerca de R$64,00 e o Riesling Grand Cru por R$105,00. Vinhos que não são baratos, como a grande maioria dos vinhos da Alsácia, mas valem o que se cobra.
  • Graham´s Vintage 1980, espero que o Lilo importe este vinho que não está disponível no Brasil. Não sei quanto poderá vir a custar, mas é do ano em que minha filha nasceu e andava louco para comprá-lo. Tinha pedido para um amigo me comprar uma na Garrafeira Nacional em Lisboa, mas quando ele chegou, tinham levado a ultima garrafa um dia antes! Por incrível que pareça, mesmo com 28 anos nas costas, mais uma meia dúzia de anos não farão nada mal para este vinho que ainda apresenta um bom frescor e taninos presentes. Uma delicia na boca e um privilégio poder provar um Vintage que, apesar de não ser de um grande ano, mostrou grandes qualidades. Sem preço.
  • Graham´s LBV 2001 – O achado da feira. A melhor relação Qualidade x Preço x Satisfação, do que provei. A Graham´s parece que está se especializando em produzir vinhos de grande qualidade com ótimos preços. O vinho de mesa deles com o rótulo Altano, é um Douro muito saboroso e fácil de gostar por cerca de R$35,00 o que é um dos grandes achados do mercado. O da safra de 05 está especialmente agradável. Este LBV é outro achado. Muito sedoso, frutado, taninos finos, elegante, pronto para beber por excepcionais R$62,00. Este vou colocar na adega, sem duvida alguma!

Grande furo da visita a este Encontro especial, o lançamento que Dominic Symington (leia-se Graham´s) está tramando para o inicio do próximo ano o “Pombal do Vesúvio Reserva”. Guardem este nome porque será, certamente, mais um grande vinho a ser produzido em Portugal e um sério candidato a ser mais um ícone a sair desta casa produtora. Ainda não está finalizado, o corte poderá sofrer algumas alterações ainda, mas mostrou grande intensidade, concentração e elegância com enorme potencial. Um verdadeiro Blockbuster, sem duvida alguma, e 2009 o confirmará!

              Previsto ver, mas que fiquei no desejo já que era impossível ver todos em tão curto espaço de tempo; os Alemães, em especial o Dr. Burklin-Wolf e o Robert Weil, Niepoort, Luis Pato, Campolargo, Quinta do Côtto, Quinta de Roriz, Bodegas Valdemar, Julián Chivite, Pazo de Señorans, Tokaji, Tikal, Finca Valpiedra, Perez Páscuas, Casa Lapostolle e Viña Carmen. Ficam para uma próxima oportunidade. Salute e kanimambo.