João Filipe Clemente

Dicas do Mundo do Vinho

            Este post advém de algumas perguntas que recebi de amigos e que, imaginei, podiam ser duvidas que outros também tivessem. Vamos lá:

 

O que fazer com o vinho caso sobre na garrafa? Neste caso há que lembrar que existe uma oxidação natural do vinho depois de aberto o que o tornará, em um determinado e variado espaço de tempo, em um liquido avinagrado. Existem duas formas básicas para se manter um vinho. Primeiro, usando-se um vacu-vin que é um aparato, bem em conta e um importante acessório para se ter em casa, que retira da garrafa o excesso de oxigênio. Mantido na geladeira, dá para agüentar uns dois ou três dias sem grandes alterações. A segunda opção é passar o vinho restante para uma meia garrafa e tampar com a rolha mesmo. Com menos oxigênio na garrafa, o vinho pouca alteração sofrerá no período de 24 a 48 horas.

 

Cálculo de vinhos por pessoa? Esta é bem freqüente, especialmente para eventos, festas e reuniões com os amigos. O tradicional é se calcular meia garrafa por pessoa. Em casamentos onde haja somente espumantes sendo servidos, eu sugiro um pouco mais, algo como duas garrafas para cada três pessoas. Se o espumante for servido somente no brinde, acho que uma garrafa para cada seis pessoas está de bom tamanho. De qualquer forma, penso aconselhável que, feito o cálculo, compre-se uns 10% a mais só para garantir. Comprando de pessoal especializado em festas (contate alguns dos parceiros do blog em Onde Comprar) existe a possibilidade de consignação o que facilita a compra. Se não der e sobrar, acho que você achará uma solução para a sobra, não?

 

Tampa de rosca no vinho, é sinal de vinho barato? Não. Com a falta de cortiça e o alto custo decorrente, esta é uma técnica nova em pleno desenvolvimento e com muita gente de qualidade buscando esta alternativa especialmente para os vinhos brancos e para vinhos de consumo mais rápido, vinhos para serem tomados jovens com quatro a cinco anos de vida. Os vinhos do Novo Mundo; especialmente Austrália, Nova Zelândia, Estados Unidos e África do Sul tomaram a dianteira nesta mudança, mas na Europa, Argentina e Chile também já se começa a usar a rosca. Para mim, o que realmente é sinal de vinho barato, é o uso de rolhas artificiais em especial aquelas pretas, roxas ou vermelhas! Considero isso uma verdadeira aberração e me arrepio todo quando me deparo com uma dessas. É, eu sei, puro preconceito e conservadorismo. Pode até ser, mas é o que sinto. Por outro lado, uma longa rolha de cortiça nos sugere estar frente a frente a um vinho de grande qualidade.

 

Um vinho elaborado com duas uvas diferentes é um bi-varietal ou um corte? Bem, na verdade é um corte bi-varietal! O corte, não é necessariamente uma “mistura” de diversas uvas podendo haver cortes com barricas de idades diferentes, de locais diferentes, etc. Comumente, no entanto, entendemos como corte o uso de duas ou mais cepas diferentes. Cada país, todavia, tem sua própria denominação e cultura e, no caso da Argentina, por exemplo, o corte de duas cepas é muitas vezes chamado de bi-varietal. Aproveitando o ensejo, esta palavra corte é só uma das usadas internacionalmente para denominar esta “mistura” de cepas. Outras são; blend, assemblage e encépagement. Os varietais, por outro lado, são vinhos elaborados com uma só cepa, ou variedade de uva.

Salute e Kanimambo!

Vinho do Líbano? Les Bretéches, hummm…..

Gosto quando descubro coisas diferentes, adoro experimentar. Se visito um país pela primeira vez, tento sempre provar os sabores locais. Nesta nossa Vinosfera, ajo da mesma forma e o meu hobby é garimpar. Desta vez a Heloisa da Zahil me apresentou ao meu primeiro vinho Libanês. É, é isso mesmo, vinho do Líbano. Já sabia da existência de bons vinhos da região, porém não tinha tido a oportunidade de provar um vinho desta origem que possui uma forte influência Francesa, muito em função de ter sido um protetorado Francês e a chegada de Jesuítas Franceses à região nos idos de 1857. O vinho existe na região (Fenícios à época) há mais de 4000 anos e o Chateau Kefraya é um dos persistentes e ativos produtores que insistem em seus projetos apesar de todas as dificuldades políticas no Líbano onde a guerra tem deixado suas marcas ao longo dos anos. No total são cerca de doze produtores com uma produção total de cerca de cinco milhões de garrafas anuais, mas a região está crescendo e evoluindo muito de 20 anos para cá e, especialmente, nos últimos cinco anos com novos produtores e investidores chegando nos rastros do sucesso trazido por vinícolas como o Chateau Kefraya.

Este Chateau é dos principais protagonistas no mundo vinícola Libanês e seu topo de gama aqui no Brasil, Chateau Kefraya, é um vinho cultuado e bastante conceituado (por volta dos R$130,00). Este Les Bretéches du Chateau Kefraya, que provo hoje, é recém chegado sendo qualificado como um vinho do chamado “entry level”, que é uma forma bem acessível de tomar contato com os vinhos do Líbano e, em especial, deste importante produtor. Falemos do vinho!

  • Produtor –  Chateau Kefraya
  • Importador –  Zahil (11) 3071.2900
  • Região –  Vale do Bekaa
  • País – Líbano
  • Composição uvas – Podendo variar anualmente, mas aproximadamente 70% Cinsaut, 10% Cabernet Sauvignon e o restante dividido em porcentuais praticamente iguais de Syrah, Tempranillho, Carignan, Mourvedre e Grenache. Nesta safra, teve um corte de 80% Cinsaut, 6% Cabernet e 7% cada Grenache e Carignan.
  • Detalhes Produção – Tanques de inox e concreto, nada de madeira.
  • Teor de álcool – 13.5º
  • Safra – 2006.
  • Preço médio em Junho/08 – R$46,00
  • I.S.P. $

Produzido a cerca de 1000 metros de altitude, o Les Bretéches  é um vinho muito saboroso, suave com boa estrutura, boa presença de frutas silvestres com nuances florais ao nariz. Na boca é redondo, macio, agradável, fazendo lembrar muito os vinhos do Languedoc e do Rhône na França , apresentando um bom frescor, leve toque de especiarias e um bom final de boca de persistência média. Os taninos são finos e elegantes, tornando o conjunto uma agradável surpresa e uma bela opção de vinho de qualidade nesta faixa de preço. Tomei-o solo, linda cor rubi brilhante na taça, acompanhado só de algumas lascas de Parmesão, bom, mas penso que será um companheiro certeiro para um arroz de lentilhas com kafta de carne. Certamente combinará com diversos outros pratos, desde uma pizza a uma carne de forno! Pelas suas qualidades, um vinho de fácil harmonização que fará fãs rapidamente. Como o próprio produtor o descreve, um vinho de prazer.

Ps. Uma pena que a substituição tarifária tenha elevado o preço deste vinho. A R$40,00 seria campeão, uma ótima compra que estaria no páreo para o prêmio de melhor achado do ano!

Antinori na Expand

               Com a presença do enólogo Renzo Cotarella, diretor geral da casa produtora Italiana Marchesi Antinori, tive o enorme prazer de degustar algumas preciosodades e confirmar que não é só de fama que esse pessoal vive. Realmente produzem vinhos de grande qualidade sustentada por mais de 600 anos de experiência e mais de 26 gerações envolvidas no processo do vinho. Foi do bate-papo com ele que registrei esta sábia frase:

“Não existe receita do vinho, existe tendência e estilo. Porque a natureza muda a matéria prima todos os anos e o enólogo tem que, respeitar essas variações e tirar delas o que de melhor geraram na safra.”

  • Começamos essa degustação com um Chardonnay da região da Úmbria que me surpreendeu. Bramito Del Chardonnay I.G.T. 2006, bonita cor amarelo palha, brilhante tem aromas bem frutados, de boa intensidade que vão se abrindo na taça. Bastante floral, pêra evoluindo para baunilha após um tempo. Na boca demonstra ser um vinho muito equilibrado, de boa acidez, suave, boa mineralidade evoluindo para uma certa cremosidade após um tempo, agradáveis traços de levedura no final de boca. Muito agradável, fácil de tomar e agradar, mas nada simples. Belo e saboroso vinho. Preço R$ 99,00.
  • Um delicioso corte de 40% Cabernet Sauvignon, 40% Merlot e 20% Syrah, compôs o segundo vinho. Il Brusciato Bolgueri D.O.C 2005 produzido na Toscana é um vinho muito apetecível, muito elegante e extremamente saboroso. Boa paleta aromática em que sobressaem as frutas vermelhas, algo de especiarias e salumeria. Na boca é muito agradável, mostra boa estrutura, fruta madura e taninos leves e macios. Acidez moderada, elegante e harmônico com um bom e longo final de boca. Fosse mais barato e estaria diversas vezes sobre a minha mesa e na minha taça. Preço R$115,00.
  • Um ícone produzido com 80% Sangiovese, 15% Cabernet Sauvignon e 5% Cabernet Franc. O primeiro Sangiovese amadurecido em barricas de carvalho Francês e o primeiro a usar assemblage com uvas não tradicionais mantendo, desde 1982, esta composição de cepas, não necessariamente porcentuais. Tignatello I.G.T. Toscana 2004, um graaaande vinho!Nariz intenso de grande complexidade onde aparecem frutas do bosque, alguma ameixa madura e algo de tostado. Na boca é de grande estrutura, complexo, taninos ainda firmes e aveludados, encorpado mas nada pesado, potente e de grande concentração buscando mais sutileza com foco em sabor e elegância. Um vinho difícil de descrever, mas inegavelmente um baita vinhaço, daqueles que chamo de vinhos de reflexão! Vinho de longa guarda, já está bom agora, mas daqui a cinco ou seis anos, deverá estar um espetáculo. Para quem pode ($), um senhor vinho por R$480,00 para fazer bonito na adega e, preferencialmente, na taça! Não é à toa que foi eleito melhor vinho Italiano em 2007 tendo figurado no Top 100 da Wine Spectator em que foi contemplado com 95 pontos.
  • Finalizamos com um vinho de sobremesa, Muffato Della Sala I.G.T 2004. Da Úmbria, este vinho é produzido com 60% Sauvignon Blanc, 40% Grechetto, ambas bortitizadas lhe trazendo a doçura natural, adicionados de uma ínfima parte de Gewurtzraminer e Riesling para lhe dar mais aromas e frescor. No nariz, é umespetáculo! Daqueles que você não sabe se cheira ou se toma. Muita intensidade exibindo notas de pêssego e algo de mel. Na boca é muito agradável faltando-lhe, para o meu gosto, um pouco mais de acidez e frescor. O vinho é doce e agradável, o preço nem tanto, R$195,00, provavelmente devido a produção ser muito limitada e a demanda alta.

Não degustado na ocasião, mas de importante destaque em minha opinião, a casa produz um outro vinho da Toscana, um corte de 60% Sangiovese, 20% Cabernet Sauvignon, 15% Merlot e 5% de Syrah, que me encanta e que tem uma boa relação Qualidade x Preço x Satisfação. É o Villa Antinori I.G.T. que custa normalmente R$98,00 e nas promoções costuma estar por voltas dos R$85,00, quando se torna bem mais atraente. Muito saboroso, elegante, aromático, corpo médio, equilibrado com taninos macios e bom final de boca, é um vinho de grande qualidade que enche a boca de prazer por um preço um pouco mais acessível.

Salute e kanimambo.

Parceiros do Vinho – Kylix

                O proprietário, Simon Knittel escolheu o local a dedo! Um bucólico casarão antigo, datado de 1910, em que soube administrar os espaços de forma muito harmônica e charmosa. Desde a entrada com algumas mesas onde se pode degustar um vinho, á sala de almoço e aulas, a adega, a sala reservada para uso de confrarias e fumantes de charutos assim como os almoços executivos com a mão do Chef e jornalista Mauro Marcelo Alves. Uma bela seleção de vinhos com cerca de 700 rótulos cuidadosamente escolhidos, produtos gourmet, utensílios do vinho, cursos, degustações temáticas, enfim, muito mais que uma mera loja de vinhos, um verdadeiro Espaço Enogastronômico como Simon gosta de o chamar. O Simon iniciou sua viagem pelo mundo do vinho, revendendo vinhos via e-mail. Após quase quatro anos desenvolvendo este projeto e uma rede de amigos e cliente já bastante grande, ele decidiu que estava na hora de alçar novos vôos. Em Outubro de 2006, nascia a Kylix com o objetivo de desmistificar e oferecer bons vinhos com bons preços! Pelo que vi, está alcançando seus objetivos com muito sucesso.

              Quando fui lá almoçar, tive a oportunidade de degustar e apreciar o lugar. Realmente aconchegante com um serviço esmerado, descomplicado, simpático e, muito importante, com bons preços. Apesar de acreditar que, na maioria das vezes, o que importa é o todo, sei que é nas pequenas coisas, nos pequenos detalhes que as coisas se diferenciam e mostram o que são. Enquanto almoçava, reparei que no canto á direita, encostado em uns baldes de gelo, existiam pequena mantas enroladas. Perguntei-lhes se vendiam estas mantas ou se havia alguma outra razão do porquê delas estarem lá? A resposta mostra a gentileza com que eles tratam os clientes. No mesmo espaço se dão cursos à noite e, em função dos vinhos, a sala é refrigerada. As mantas estão lá para que os participantes do curso possam se proteger do frio. Um pequeno e singelo gesto que demonstra bem sua forma de trabalhar.

            Costumeiramente publico noticias com excelentes promoções e eventos que ele realiza. A loja está sempre buscando inovar e, hoje mesmo, se inicia um novo projeto que ele idealizou em parceria com seus fornecedores, o Wine Day. De todos os vinhos que vi por lá, me chamaram a atenção os rótulos Kasher e rótulos Espanhóis de qualidade, trazidos pelo amigo Juan da importadora Península. Pois bem, especialmente para os amigos de Falando de Vinhos, eis uma lista de vinhos, com preços para lá de excelentes, que o amigo Simon preparou:

Rótulos Kasher:

  • Espumante Presidente (Israel) R$48,00
  • Espumante Carmel Brut Cuvée (Israel) R$45,00
  • Espumante Kedem Baron Herzog (EUA) R$45,00
  • Espumante Ma Maison (EUA) R$25,00
  • Altoona Hills Cabernet/Shiraz R$37,00 (Austrália)
  • Hagaon Malbec (Argentina) R$38,00

 

Rótulos Espanhóis (Península): Grandes vinhos por belos preços

  • Códice, da região de Penedés um vinho de que gosto muito, R$39,00 (dado!)
  • Alaia, mais um vinho que me agrada muito, elaborado com uma uva autóctone não muito conhecida, Picudo Prieto, que resulta num vinho deveras interessante e muito saboroso, R$38,00.
  • Viña Sastre Roble, um produtor de belos e respeitados vinhos da região de Ribera del Duero, R$66,00.
  • Viña Sastre Crianza, um belíssimo de um vinho muito conceituado, R$107,00.
  • Abadia Retuerta Seleción Especial, adoro os vinhos produzidos por esta vinícola na região de Sardon del Duero, R$165,00. Este tem 5* pela Decanter e 92 pontos do Robert Parker.
  • Alvear Solera 1927, um Jerez para lá de premiado e de grande reputação, em que o lote mais velho usado no corte, é datado de 1927. Preço R$115,00 para terminar uma refeição em grande estilo.

  • AAlto, um dos mais conceituados vinhos Espanhóis da atualidade, R$280,00

Av. Angélica, 681 – Tel. (11)3825.4422 – www.kylixvinhos.com.br

 

De boas intenções o inferno está cheio!

Já ouviram essa frase antes? A grande maioria, certamente sim e acho que o conceito se aplica a esta nova lei de Tolerância Zero no álcool com a redução do limite de dosagem para 0,2 grs. Apesar das, sempre dou o beneficio da duvida, eventuais boas intenções na elaboração desta lei, a verdade é que a mesma é míope, uma verdadeira aberração sócio cultural como muitas que existem por este Brasil afora em leis mal pensadas, mal redigidas e mal aplicadas. Aqui, mais do que em qualquer outro lugar, existe uma tremenda dificuldade em separar o joio do trigo e, generalizar é o caminho mais fácil e rápido para se solucionar um potencial problema.

A mídia, por outro lado, com medo de ser tachada como politicamente incorreta, entra na baila divulgando e apoiando, muitas vezes de forma sensacionalista, a nova legislação que quer ser mais realista do que o rei. O que gostaria de saber, aparentemente ninguém fez essa pesquisa, é quantos acidentes foram, efetiva e comprovadamente, gerados por motoristas com até 0,6 grs de álcool no sangue? Pelo que me consta, a quase totalidade desses acidentes e mortes no trânsito em função de irresponsáveis e criminosos motoristas alcoolizados, era de gente literalmente mamada! Já existia a lei, era só exercê-la e fiscalizar! As coisas corriam soltas por total falta de ação do Estado que não está devidamente capacitado e não exerce as prerrogativas da lei, nem sequer conseguindo inibir os criminosos rachas. A imprudência no transito é geral! Aliás, tenho sérias duvidas de que esse cenário irá mudar muito, apesar das mudanças na lei.

O que realmente se vai conseguir, é punir aquele pai de família que saiu para jantar com os amigos e tomou duas taças de vinho no jantar, ou jovem que saiu do escritório na Sexta, tomou dois ou três chopps e depois foi se encontrar com a namorada, ou seja, será punido o bebedor socialmente responsável. Acreditem, vai acontecer, e muito, só para dar o exemplo! Se a pessoa tiver o infortúnio de, com ou sem culpa, se envolver em um acidente, então será cana na certa! Pior, ainda são capazes de, por total despreparo, colocar essa pessoas numa cela junto com criminosos comuns! Aliás, parece que no Rio Grande do Sul a caça às bruxas já começou e com os, óbvios, excessos por parte de “nossos” defensores da ordem publica. Tivessem agido antes e não estaríamos chorando a morte de um monte de inocentes! Os habituais transgressores da lei, os mamados, esses já têm a manha. Porquê não fazer como no Canadá em que, o limite é 0,8 e os que se excedem, localizados através de fiscalização firme e regular, sofrem duras penas. Obviamente que no país da impunidade, Brasilia está aí cheia de exemplos para dar, isto seria inviável. Bastava colocar os orgãos publicos para trabalhar, começando por uma formação adequada nas escolas com aulas de cidadania e educação no trânsito!

Endurecer e criminalizar os atos irresponsáveis desses assassinos sobre rodas, é ação perfeita e obrigação do Estado que, ao longo dos anos, se isentou de suas responsabilidades. Generalizar de forma míope, que nem foi feito, é burrice é falta de vivência e distanciamento da realidade desses que vivem em gabinetes, possuem cartão corporativo e quando saem de carro, o fazem com motorista que eu e você pagamos. Depois nos chamam de elites !!! Tenho, inclusive, preocupações quanto ao impacto econômico que esta lei trará sobre os negócios de muita gente, sejam eles; restaurantes, bares, produtores, importadores, etc. que vivem disso. Quanto cairá o consumo? Quantos empregos se perderão? O tempo dirá.

Não quero passar a impressão, de forma alguma, de que apoio o consumo exagerado de bebidas alcoólicas. Nem para quem vai dirigir, nem para ninguém! Mas daí, até fazer o que fizeram, é um verdadeiro absurdo. Quanto cairá o numero de acidentes e mortes por irresponsáveis bêbados ao volante? Isto veremos dentro de um ano, após passar o auê que vão armar para cima de alguns a titulo de “mostrar trabalho” e dar o exemplo! Mais inteligente, seria manter os limites que já existiam, fiscalizar adequadamente e APLICAR a lei. Só que isso dá trabalho, esse é o verdadeiro cerne da questão!! Droga é proibida, tolerância zero, acabou o consumo e venda? Onde não existe fiscalização e aplicação da lei, não existe obediência, é óbvio e, não considerar isso na análise, beira a infantilidade. Achar que reduzir a zero (nada de bombons de cereja da Kopenhaguen antes de dirigir, por favor) vai eliminar os acidentes provocados pelos mamados irresponsáveis de plantão, é de uma inocência atroz.

Enfim, …….o que sei é que acabaram-se, em grande parte, as minhas degustações. Como vivo fora de São Paulo, taxi é carta fora do baralho, motorista muito menos, então vou ter que me contentar com uma ou outra eventual carona. Nas degustações, muito cuspimos, um ou outro gole engolimos, o bastante para que, numa eventual blitz me veja multado, desprovido de meu veiculo e, numa cidade sem alternativas decentes de transporte publico (onde será que essa gente coloca nossos impostos?), tenha meu direito de ir e vir cerceado e minhas atividades profissionais prejudicadas. Não posso me dar a esse luxo! Lei Seca, haja fígado para aguentar!!

Questão de opinião, é isso que penso. Desabafo feito, posição tomada, resta-me um brinde (em casa). Salute, apesar de tudo e de tantos! Beijo no coração e bom fim de semana.

 

Ps. Reduzida a desigualdade social no Brasil em 7%. Bandeiras desfraldadas e festa na corte, só esqueceram de divulgar que grande parte do resultado foi às custas da classe média que teve uma redução de quase 8%. Os ricos seguem ganhando cada vez mais, não são afetados. Ou seja, eu e você, para variar, pagamos a conta e, os “caras” levam a fama!

 

Oportunidade Relâmpago na Granja Viana

               Um dos objetivos deste blog é levar a seus leitores, as oportunidades e boas compras que aparecem por aí. Quando estas oportunidades se dão em lojas de nossos Parceiros do Vinho, mais ainda. Pois bem, a Bete e o Marcel da loja da Grand Cru na Granja Viana estão com uma limitada e especial promoção neste fim de semana. A lista está abaixo e tem, em especial, um vinho que acho uma grande oportunidade para quem tem caixa. Faz umas duas semanas que abri um Campo Ardosa 2003 (Douro – Portugal) junto com uns amigos e o vinho estava maravilhoso. Todos à mesa o elogiaram como um vinho de grandes qualidades, impactante ao primeiro gole, bastante complexo, harmônico e com um gostoso final de boca em que impera a elegância de seus taninos finos e sedosos. Neste caso, o que está disponível é o 2001, creio que pronto a beber e pelo que pesquisei, também excelente tendo obtido 90 pontos na Wine Spectator. Em Portugal este vinho vende por voltas dos 33 Euros ou seja, algo próximo a R$85,00, então o preço em oferta é, efetivamente, uma grande oportunidade!

Boas Compras III – Bordeaux e Languedoc-Roussillon.

Este é o terceiro e ultimo post com destaques de vinhos de Bordeaux e Laguedoc-Roussillon. Mais alguns excelentes rótulos com preços bastante razoáveis em função da qualidade oferecida. Com todas estas boas opções em destaque no mês, fica difícil escolher, mas melhor assim que, sem gastar demais, podemos tomar belíssimos vinhos sem nos arriscar a comprar gato por lebre. Entre eles um Chateu Bel Air Perponcher, um Chateau Haut-Badon ou ainda um A D’Aussiére Rouge. Com este post, são mais de sessenta vinhos em destaque comprovando que, mesmo na França, há uma boa quantidade de vinhos de muito boa qualidade por preços razoavelmente acessíveis. Importante é garimpar!

 

Mistral – Bem, talvez seja hoje a maior importadora de vinhos no Brasil e, certamente, com um dos melhores portfolios de produtores neste planeta. Impressionante o número de grandes produtores e grandes vinhos que o Ciro Lila conseguiu reunir. Aqui estão alguns, dos muitos, rótulos de destaque sendo que, alguns poucos, tive o privilégio de tomar. Até porque os vinhos estão, na sua grande maioria, com preços bastante acessíveis. Lembrando, os preços da Mistral são em USD e, para efeito de referência, usei a taxa de R$1,63 como cálculo para chegar num preço aproximado em reais.

  • Chateau Haut-Badon Grand Cru Saint-Emilion 2003, um dos melhores custo x beneficio da boa lista de produtos que degustei para escrever sobre esta região. Um Bordeaux de grande nível, muito complexo, boa estrutura, com boa concentração, cheio na boca, acidez correta e taninos redondos de muita elegância. Um vinho de uma outra estirpe, mas que tem um preço incrível pela qualidade oferecida, R$74,00.
  • A D’Aussiéres Rouge 2004, mais um grande vinho por um preçinho bem camarada considerando-se a qualidade do produto. Para variar, vem da região de Languedoc-Roussillon, um AOC Corbiéres e é um verdadeiro achado. Vinho que agrada sobremaneira. Médio corpo, saboroso, cheio, de ótima estrutura e muito elegante. Um vinho de grande personalidade por apenas R$56,00.
  • Chartron La Fleur Blanc 2006, um delicioso Sauvignon Blanc da região de Bordeaux, de corpo médio, aromático, cheio na boca, um vinho que me encantou quando o tomei pela primeira vez já faz uns bons três ou quatro anos. Uma bela opção por apenas R$37,00.
  • Chateau Tour de Mirambeau La Reserve Rouge 2005, um Bordeaux  de grande qualidade eleito epla revista Decanter como um dos melhores Bordeaux para o dia-a-dia. Este eu também tomei e é um vinho muito saboroso e harmônico. Mais um belo preço, R$56,00
  • Chateau Cap de Faugères 01, da mesma proprietária do Chateau Faugéres de St. Emilion, um Bordeaux bastante conceituado, esta propriedade se situa na Cotes-de-Castillon que vem produzindo uns vinhos bastante interessantes. Este eu não conheço, estou curioso, mas o Robert Parker lhe teceu diversos elogios indicando-o como ótima relação Qualidade/Preço. Por cerca de R$58,00, pode ser uma boa opção.

 

Decanter, importadora Catarinense com um belo portfolio de rótulos. Eis alguns destaques que o Cezar nos sugere:

  •   Chateau de Lugagnac Bordeaux Superieur 2003, elaborado com um corte de 50% cada, Cabernet Sauvignon e Merlot resultando em um vinho de grandes qualidades e ótimas avaliações internacionais como um vinho complexo, equilibrado e um belo achado pelo preço. Este, até eu fiquei com vontade de provar e o Emilio (Portal dos Vinhos) confirmou que é muito bom. Preço, apenas R$63,50.
  • Chateau Bel Air Perponcher Reserve 2005. Da região de Entre-Deux-Mers, este rótulo foi um dos únicos Bordeauxs genéricos que já desfilou pela lista dos top 100 da Wine Spectator. Este eu conheço de longa data, e é realmente um dos bons e acessíveis Bordeauxs disponíveis no mercado. Preço R$69,00
  • Chateau Croix de Thomas 2004, da região de Saint-Georges próximo a St. Emilion. Oferece uma estrutura sedosa e aromas de grande finesse baseado num corte em que o Merlot é protagonista com 70%. Preço R$83,00.
  •  Chateau La Gasparde 2005 da região de Cotes-de-Castillon. Os aromas desnudam o lado maduro e complexo da Merlot nesta região, emoldurados por laivos de alcaçuz e rosas num belo final com taninos cremosos. Preço R$67,80.
  •  Chateau La Bastide Viognier VdP 2006, da região de Roussillon  um branco de grande frescor que, também me deixou uma curiosidade muito grande em provar. As avaliações internacionais o dão com um vinho de corpo médio, bom frescor, aromas de frutas como nectarina e abacaxi com nuances florais. Preço R$48,00.
  •   Chateau La Bastide Corbiéres Cuvée Optimée 2005. Este vinho tem ótimas avaliações tanto internacionais como nacionais e é mais um daqueles que entrou para a minha lista de vinhos a provar. Preço R$77,10.
  • Renaud de Valon Saint-Chinian 2004. De uma das minhas áreas preferidas do Languedoc-Roussillon que, tradicionalmente, produz vinhos com fortes acordes minerais e bastante frescos. Corte de 70% Syrah, 20% Grenache e 10% Carignan de vinhas bem antigas. Mais um, eheheh, que entrou na lista. Preço R$77,10.

Late Bottled Vintage – LBV

               Esta é uma de minhas categorias preferidas de Vinho do Porto. Obvio que prefiro o melhor, e aí o Nivarna é mesmo um bom Vintage de uma safra clássica. O Vintage, todavia, tem três inconvenientes; primeiramente é bem mais caro, especialmente quando ele já está envelhecido e quando, em minha opinião, ele está melhor para ser tomado, segundo em função do tempo que há que esperar para um vinho destes amadurecer e por fim, abriu tem que tomar todinho, na hora. Com isto, o Vintage se torna um vinho de celebração para tomar com os amigos e família naquela data super especial. O LBV, por outro lado, se assemelha muito aos vintages, apesar de não possuir a mesma complexidade de aromas e sabores, porém está pronto quando sai para o mercado, ganhando com uns 4 a 6 anos de garrafa, depois de aberto agüenta bem, se usado o vacuvin, pelo menos uns 10 a 15 dias e é muito mais barato.

             No Brasil estão disponíveis quatro rótulos com preços incríveis que, certamente valem a pena. Existem outros, também de grande qualidade, mas os preços já ficam acima de R$90 e 100,00.

  • Vista Allegre LBV 2000, se encontra na Casa Santa Luzia por R$57,00 e é muito bom. Tenho-o tomado com uma certa constância, e, por experiência própria, agüenta três semanas depois de aberto com muita galhardia. Uma grande pedida, num vinho bem equilibrado, suave, de uma safra muito boa e pronto a beber.
  • Quinta das Tecedeiras LBV 2001, da Expand, está em falta e, parece, está por chegar. Encontei algumas garrafas na loja do Shopping Iguatemi. Estava muito curioso para conhecer este vinho e não me arrependi da compra. Um pouco mais encorpado e com uma certa rusticidade, mas muito saboroso na boca. O preço também é especial, R$59,00.
  • Graham´s LBV 2001 provei agora no Encontro da Mistral. Está maravilhoso e o pessoal da Graham’s me confirmou que este vinho é responsável por 30% do faturamento da empresa, salvo erro porque minhas anotações sumiram, o que é uma responsabilidade imensa para um produto. Salvo erro, porque não me lembro se o porcentual era das vendas, do faturamento ou do resultado. De qualquer forma, com esta participação, a empresa tem que cuidar muito para que o produto permaneça sempre num alto nível de qualidade o que só nos favorece. Encantei-me com o produto que é macio, aveludado, ótima paleta aromática e muito saboroso, e me apaixonei pelo preço, em USD como padrão na Mistral, que pelas taxas de cambio em vigência, nos dá algo como R$62,00. Eu já comprei duas garrafas, é uma incrível relação Qualidade x Preço x Satisfação!
  • Niepoort LBV 2001, também da Mistral, outro produtor de grande prestigio que produz um LBV de grande qualidade. Este servi no casamento de minha filha, ao final da recepção. Sumiu! O preço está aí com o do Graham’s, por volta de R$65,00. Muito boa qualidade, um pouco mais encorpado e denso, mas muito saboroso.

               Para quem quer dar um salto de qualidade, saindo dos Ruby básicos, estas são grandes opções por preços bem camaradas. Garanto que quem entrar nessa, não sai mais, os LBVs são deliciosos. Para quem gosta de variar e estudar estilos, eis aqui uma sugestão; compre um de cada e faça as comparações escolhendo o seu preferido. Depois nos conte como foi e qual o escolhido.

Salute e kanimambo.

Boas Compras II – Bordeaux e Languedoc-Roussillon

Mais um lote de Boas Compras com belíssimos destaques de nossos parceiros. A começar pela loja da Grand Cru da Granja Viana que traz uma promoção super legal para os amigos de Falando de Vinhos. Afora isso, um saboroso Syrah Vin de Pays da Vinea Store, ou o Bordeaux Cuvée Marie-Paule na Portal dos Vinhos ou, ainda,  o delicioso Domaine du Ministre da Zahil e o Travers de Marceau da De la Croix entre diversos outros rótulos de grande qualidade com satisfação garantida. Estes são apenas alguns dos destaques de um total de 27 rótulos listados abaixo. Com esta lista, já são cinquenta opções de bons vinhos com bons preços, destaques em seu segmento. Na Sexta-feira, tem mais!

 

Grand Cru Granja Viana, uma linda loja com rótulos de diversos países e alguns ótimos achados de relação QualidadexPreçoxSatisfação, imperdíveis. Há que dar uma passada por lá para conhecer e garimpar. Neste mês de Bordeaux e Languedoc, a Bete e o Marcel estão fazendo algo muito especial. Para quem se apresentar como leitor de Falando Vinhos, um desconto especial de 5% sobre os preços dos vinhos abaixo listados. Lembro, esta é uma cortesia da Bete e do Marcel válida, consequentemente, somente na loja da Granja Viana da qual são proprietários e não é cumulativa com qualquer outra eventual promoção. Não perca esta oportunidade!

 

  • Domaine de Blanquières Corbières Rosé 2006, do Languedoc, cor salmão reluzente.No nariz aparecem notas florais e  frutas vermelhas. Na boca é fresco e agradável, perfeito equilíbrio entre açúcar e acidez. Preço bem camarada de R$38,00 que baixa para cerca de R$36,00 com o desconto!
  • Château Bois Pertuis 2005,  de Bordeaux, produzido por Bernard Magrez, exclusivo da Grand Cru, um vinho tinto encorpado e refinado de Cabernet Sauvignon/Merlot,com 13,5ºAlc e com 12 meses em barricas. Obteve 89 pontos de Robert Parker, a safra é das melhore e, o preço, só R$77,00.
  • Château Pey La Tour 2004, um Bordeaux Superieur encorpado com; 76% Merlot, 14% Cabernet Sauvignon, 9% Cabernet Franc and 1.5% Petit Verdot, graduação alcoolica de 13,5º,  doze  meses de envelhecimento em barricas de carvalho. Um vinho elegante e com excelente relação custo benefício. Preço R$98,00.
  • Moulin La Gravière 2004,  AOC Pomerol, um excelente bordeaux de guarda, elaborado com 80% Merlot 20% Cabernet Sauvignon com  12,5º Alc e envelhecimento de dezoito meses em barricas de carvalho. Preço R$106,00
  • Château La Rose Montviel 2001 ou 2004 da região de Pomerol. De Catherine Péré Vergé, com exclusividade Grand Cru, também um tinto de guarda com  corte clássico de Cabernet/Merlot, envelhecimento de doze meses em barricas, 86 pontos na Wine Spectator por R$132,00.
  • Château La Garde Rouge 2001, tinto encorpado da região de Graves, corte clássico (Cabernet/Merlot), envelhecido por doze meses em barricas de carvalho e 89 pontos do Robert Parker. Preço R$154,00.
  • Château Pibran 2003, um Cru Bourgeois Superieur da região de Pauillac, muito bem reputado com 92 pontos da Wine Spectator.Tinto encorpado e de meia guarda, elaborado com 54% Merlot, 45% Cabernet Sauvignon e 1% Petit Verdot,  13,5ºálcool e envelhecimento de doze a quinze meses meses em barricas de carvalho. Preço, R$279,00.

 

Vinea Store, o pessoal de lá anda com uma série de atividades em seu “Jardim Gourmet”, especialmente às Terças, Quartas e Quintas, aliás estou em falta na divulgação dessas atividades, e eis dois belos rótulos para você tomar lá enquanto degusta um belo risoto ou uma massa harmonizando com o vinho escolhido. Depois, compre algumas e leve para casa, opções muito interessantes as quais conheço e recomendo.

  • Philippe Bouchard Syrah 2006 VdP, do Languedoc. Gosto muito dos rótulos deste produtor e, este 100% Syrah, não nega fogo. Delicioso vinho, pronto, muito agradável, teor alcoólico comportado com 12.5º, boa concentração com uma paleta olfativa muito agradável. È fresco, equilibrado, de boa acidez, elegante, leve com toques de especiarias típicos da casta e muito saboroso.
  • Granoupiac Rouge 2003 AOC Coteaux du Languedoc, mais um vinho que foi um dos meus preferidos durante este mês de degustações e garimpos. Vinho encantador, corte de 50% Syrah, 12% Mourvédre e 8% de Carignan. Corpo médio, harmônico, fresco, com uma certa mineralidade, taninos finos, macio e redondo com um saboroso final de boca e nuances herbáceas

 

Portal dos Vinhos, como sempre, a Fátima e o Emilio nos trazem alguns rótulos muito interessantes com preços realmente muito bons. Deste lote de cinco vinhos em destaque, somente conheço um que foi, dentro de sua faixa de preços, um de meus vinhos preferidos do mês.

  • Chateau Timberlay Cuvée Marie-Paule 2003, um Bordeaux Superieure de grande tipicidade no nariz em que sente aromas de frutas negras e café torrado, muito bom na boca com boa estrutura, denso, harmônico, taninos finos e belo final de boca. Por apenas R$69,00 é uma das boas opções de Bordeauxs no mercado com um preço bem acessível.
  • Chateau Terre Rouge 2001, um Cru Bourgueois do Médoc por R$75,50.
  • La Chandelliére 2003, um outro Cru Bourgeois do Médoc por R$90,00.
  • Chateau Noaillac 2003, mais um Cru Bourgeois do Médoc por R$90,00.
  • Barons de Rothschild Collection 2005 – Pauillac. De acordo com o Emilio, um grande Bordeaux! Maravilhoso! Com muito corpo e longevidade. Um Bordeaux delicioso para tomar agora ou até mais uns 10 a 15 anos. Preço R$149,00.
  • Chateau Camplong 05, um vinho da região de Corbiéres no Languedoc. Corte de Grenache, Carignan, Syrah e Mourvédre tem bastante tipicidade da região. No nariz aromas tostados, na linha de café, algo de caramelo. Jovem ainda, na boca taninos finos, equilibrado, após uma hora de decanter ainda se apresentou um pouco fechado e austero, demonstrando que mais um ano ou dois de garrafa lhe fará muito bem

 

De la Croix, um pequeno importador localizado aqui em São Paulo, com alguns poucos, mas muito bons rótulos, de pequenos produtores. Alguns destes, eu provei e até fiz post específicos, mas eis a lista dos destaques que eles nos trazem.

  • Le Loup dans la Bergerie 06, da região de Pic. St.Loup no Languedoc. E um corte de 60%Merlot com 20% cada, Grenache e Syrah. Este eu comentei em post, e realmente assino embaixo. Um esplendor de fruta e vivacidade num vinho leve e muito gostoso de tomar por um preço muito bom de R$38,00.
  • Travers de Marceau 06, um AOC da região de Saint-Chinian no Languedoc, uma maravilha de vinho sob o qual também escrevi um post. Harmonizou divinamente com um Bacalhau à Brás. Um achado por apenas R$48,00.
  • Mas au Schiste 04, mais um vinho AOC de Saint-Chiniam produzido pelo mesmo produtor do Travers, o Domaine Rimbert. De acordo com o importador, um vinhos complexo, de boa fruta, com final longo e persistente. Preço R$77,00
  • Chateau La Grave 04, de Fronsac. Produzinde desde o século XIV, a propriedade é toda biodinâmica, gerando este vinho de grande personalidade, ótimo frescor e aromas exuberantes. Ainda, de acordo com a ficha técnica, possui corpo macio, presença de boca agradável e taninos equilibrados. Preço R$ 105,00.
  • Creme de Tête 00, do Chateau Rousset Peyraguey, um Sauterne divino elaborado com um corte de 80% Semillon, 10% Sauvignon Blanc e 10% de Muscadelle. Com uma produção anual de somente, 11 a 16.000 garrafas, o vinho envelhece em barricas de carvalho por quatro anos e mais um em barricas de acácia, antes de ser comercializado. É extremamente saboroso, ótimo frescor, equilibrado e não acaba nunca! É tomar e aproveitar cada gole por um longo, muito longo tempo. Realmente delicioso. Preço R$249,00, muito bom considerando-se a qualidade do produto. Para quem pode, um prato cheio, ou seria taça?!

 

Zahil, esta simpática importadora com ótimos rótulos, loja aconchegante e bons preços, nos traz alguns rótulos que me encantaram, começando por vinhos do Languedoc;

  • Les Bateaux Syrah 06, um vinho de qualidade constante. Frutas vermelhas bem maduras com notas de especiarias. Um dos melhores preços da longa lista de vinhos de Bordeaux e Languedoc que este blog encontrou no mercado, R$35,00.
  • Les Fumées Blanches 06, um de meus brancos preferidos que cabe no meu bolso. Um muito saboroso, fresco e aromático Sauvignon Blanc que vale cada tostão gasto, neste caso R$41,00. Com frutos do mar grelhados, absolutamente divino!
  •  Domaine du Ministre Saint-Chinian 04. Mais um dos meus preferidos entre os vinhos degustados para esta matéria e surpreendente em função do preço. Bom frescor, estruturado, aromático, redondo e elegante, que enche a boca de prazer e gostinho de quero mais por apenas R$59,00.
  • Chateau des Erles Cuvée des Ardoises 04, da região de Fitou um vinho de grande qualidade elaborado com um assemblage de Syrah, Grenache e Carignan. Vinho macio, cheio, complexo, um produto de grande qualidade por um preço muito camarada, R$65,00.
  • Chateau Jordan 04, Bordeaux muito equilibrado, corpo médio, fruta delicada, macio com taninos aveludados. Um interessante e saboroso corte de 60% de Cabernet Franc, 35% Merlot e 5% Cabernet Sauvignon. Preço R$62,00.
  •  Chateau Puycarpin 05, um Bordeaux Superieur elaborado na Cotes de Castillon com um corte de 60% Merlot, 30% Cabernet Sauvignon e 10% Cabernet Franc. De médio para encorpado, fruta madura e madeira discreta num vinho que necessita de tempo para se abrir. Preço R$62,00.
  •  Les Granjes des Domaine Edmond Rohtschild 04, do Haut-Médoc um vinho encorpado, boa acidez, de boa persistência, taninos finos e elegantes ainda bem presentes, mostrando enorme potencial, mas claramente necessitando de algum tempo mais na garrafa para mostrar todas as suas facetas. Um vinho muito bom com preço idem, R$75,00.

Boas compras e que Bacco lhe ilumine a escolha. Salute e kanimambo!

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