Confraria Frutos do Garimpo

Amigos, nesse garimpo que venho fazendo há anos por nossa vinosfera, toda a hora me deparo com algumas pérolas e bons vinhos porém nem sempre ao preço certo. Mais raramente, no entanto, dou de cara com algumas belas ofertas desses mesmos vinhos que merecem ser compartilhados com os amigos então decidi começar esta exclusiva Confraria Frutos do Garimpo - Logoconfraria de compras e oportunidades como forma de compartilhar esses Frutos do Garimpo. Não, não é mais um clube de vinhos, é uma Confraria, não havendo quaisquer cobranças mensais ou obrigação de compra.

Mensalmente, a partir de Setembro, sujeito a disponibilidade montarei uma série limitada de caixas (avisarei a quantidade disponível nas chamadas mensais) com 4 garrafas destes achados, frutos do meu garimpo. A cada mês os valores mudam (devendo ficar entre R$200 a 350) e os vinhos mudam, podendo até haver maior disponibilidade num ou noutro mês ou não haver nenhuma oferta já que, lembrando, são Frutos do Garimpo e aquela “pepita” nem sempre dá as suas caras e quando dá são de pouca monta! Podem ser duas garrafas de um mesmo vinho e as outras de dois vinhos diferentes, podem ser duas garrafas de dois rótulos, a cada mês a história será diferente, o objetivo é compartilhar as pepitas achadas nas entranhas de nossa vinosfera. Passo os preços com minha resenha dos vinhos e você compra se quiser e quando quiser, tendo tempo para pesquisar, porém como as quantidades serão limitadas a venda será realizada aos primeiros que confirmarem e somente uma caixa por pessoa.

O foco será, obviamente, na qualidade atrelada a um preço abaixo da média do mercado, diversidade de estilos e uvas, sendo coerente com tudo o que venho escrevendo já faz anos. Eventualmente poderei me deparar com outros frutos que não vinho, por exemplo um acessório, no qual o conceito também se aplique e o incluirei para apreciação dos confrades. Pintou oportunidade na minha praia, a idéia será compartilhá-la com você e disponibilizá-la aos confrades e confreiras se houver quorum. A confirmação da reserva se dará através de depósito em conta, após o qual faremos a entrega que será gratuita em Cotia,Alphaville e nos seguintes bairros de São Paulo > Morumbi, Vila Olímpia, Itaim, Jardins, Pinheiros e Butantã. Qualquer outro local de entrega ficará sujeito a cobrança de frete junto com o depósito da reserva e avisado antecipadamente. Eventualmente, poderá ser retirada na Vino & Sapore por aqueles que moram na região da Granja Viana, no entanto os Frutos do Garimpo não estarão disponíveis na loja e, caso venham a estar nas prateleiras, estarão com preço de mercado.

Gostou da idéia, tem interesse em participar? Pois bem, preencha o formulário em clicando aqui e assim que tenha o primeiro “KIT” pronto, deve ser Setembro, lhe enviarei e-mail com os Frutos do Garimpo do mês e as resenhas. Estes achados não serão divulgados na internet ou em redes sociais, então sua inscrição na Confraria “Frutos do Garimpo” será a única forma de você vir a ter acesso a eles.

Kanimambo a todos que vierem a apoiar este novo projeto que se inicia agora em Setembro de 2015. Bem vindos a bordo e espero que a viagem seja prazerosa!

Food Truck Gourmet na Vino & Sapore – Agora é Francês

O primeiro evento harmonizado com este Food Truck Gourmet Perfil de Chef, foi luso e foi um imenso sucesso. Pratos e vinhos devidamente harmonizados, um evento super agradável que fez os amantes da boa enogastronomia Granjeira se darem bem e tivemos a visita de bastantes amigos de São Paulo e outras cidades da região também! Foi muito bacana e isso me incentivou a criar um segundo encontro destes, até ao final de ano pelo menos mais um (espero!), desta feita harmonizando pratos e vinhos franceses. Será dia 12 de Setembro próximo, marque na sua agenda!

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Para quem está curioso, eu em conjunto com a Lili e Gonçalo (chefs do food Truck), desenvolvemos um cardápio muito interessante e bem tradicional, especialmente no que se refere aos pratos principais. Veja abaixo os pratos que estarão disponíveis e as harmonizações propostas.

Entrada – Porção (6) Champignon Paris recheado com ratatouille gratinado no queijo gruyère (R$20,00). Sugestão de vinho,Chateau de Parenchèr Bordeaux Blanc Sec Sur Lie.

Pratos Principais – Boeuf bourguignon com purê de batata (R$24,00) o qual sugiro harmonizar com o Chateau Jalousie Bordeaux Superieur e/ou Cassoulet com arroz (R$23,00) que optamos por harmonizar com um vinho advindo de vinhas velhas, o La Forge Estate Carignan Vieilles Vignes.

Sobremesa – Sortido de Macarons que poderá ser harmonizado com um vinho de sobremesa clássico francês, um Sautern, o Chateau la Bouade (taças de 50ml).

Fora do Tema, disponibilizaremos também uma criação divina dos chefs, seu Hamburguer de Salmão com Dill e Creme de Wassabi também devidamente harmonizado, porém como fora do tema vamos de um delicioso Sauvignon Blanc chileno, porém produzido por um francês (olha a liga aí!) o Little Quino de William Févre. Junto com a entrada, uma opção para quem não come ou não é chegado em carne. Servimos no último encontro e foi um sucesso!

Os vinhos serão servidos à taça (100ml exceto o de sobremesa) com valores variando entre R$14 a 16,00 e também serão disponibilizados em garrafa com 10% de desconto somente no dia. Aguardo os amigos, das 13 às 18 horas ou até que a comida acabe. Kanimambo et tout à l’heure!

Parceiros nos vinhos – Importadoras Calix, Vínica e Domínio Cassis.

Quatro Anos Sacando Rolhas Em Grande Estilo!

A Confraria Saca Rolha comemorou 4 anos no mês passado e foi uma graaaande e inesquecível noite regada a grandes vinhos e muita alegria como é de costume em Uncorking-Old-Sherry-Gillraynossos encontros. Desta feita cada dupla um trouxe de casa uma garrafa de um vinho especial, hora de meter a mão na adega! O resultado? Bem, o resultado nossa portavoz, a Raquel Santos (confreira, sommelier e enófila das boas) expõe aqui em seu gostoso texto.

“É, o tempo passa! Cada vez penso mais nessa frase….rs.. O lado bom é que quando lembramos dos encontros alegres, cheios de aprendizados e regados a bons vinhos, nos damos conta do quão prazerosos foram e a vontade de repetir nunca cessa.

Olhando para trás, vejo que foi um ano de muita diversidade. Desbravamos terras longínquas com produções exóticas, desconhecidas por nós. Outros não tão distantes, como o Uruguai que nos surpreendeu, assim como a Austrália que apesar da distância, pareceu-nos familiar. Fizemos alguns desafios, como o eterno embate entre Portugal e Espanha que mesmo dividindo um único rio (Douro/Duero), não diferem apenas no idioma! Incorporamos a crise atual na nossa pauta e tentamos nos adaptar a ela. E depois de tantas reflexões, nada mais justo que tocar no ponto primordial de tudo isso: O eterno prazer que buscamos dentro de cada taça de vinho! Foi pensando nisso que resolvemos comemorar elegendo um vinho “favorito” de cada um para compartilhar com todos. E como somos um grupo heterogêneo, diversidade é mesmo conosco!

Começamos com a generosidade do Felipe, que apesar de não poder estar ali, nos enviou um belo representante: Espumante Ferrari Perlé 2007 – Espumante italiano da região de Trento, já conhecido por nós de outras degustações, marcou presença e deixou saudade. Extremamente elegante, com sua pérlage finíssima, aromas delicados de flores, maçãs e brioches. Boa persistência na boca e complexidade. Elaborado exclusivamente com a casta Chardonnay, passa 60 meses em contato com suas lias na garrafa. Foi um belo brinde!

Eu sou apaixonada pelos vinhos brancos e por isso resolvi levar um que já faz parte da minha lista dos mais adorados: Planeta Chardonnay 2009 – Também italiano, da Sicília. Provei esse vinho a uns três anos atrás e desde então nunca mais o esqueci. Repeti a dose outras vezes e ele sempre correspondeu as minhas expectativas. Como tinha uma garrafa guardada, nada mais justo que dividi-la com amigos queridos numa ocasião dessas. Esse também feito da Chardonnay, como o espumante que bebemos antes. A mesma uva, e vinhos tão diferentes! Logo de cara, impressiona pela cor, amarelo âmbar, com uma densidade que adere à taça. Aromas quase que insolentes de frutas maduras quando exalam seu perfume ao sol, contrastando com um frescor marinho. Muito macio e ao mesmo tempo vibrante pela acidez bem balanceada. Evolui bastante na taça e sua paleta de aromas e sabores desfilam sem parar, quase que querendo nos provocar com contrastes do tipo mel e limão siciliano, pêssegos em calda e calcário, flores e amêndoas torradas…e por aí vai. Esse vinho é uma viagem em que vale a pena embarcar! niver 4 anos

E por falar em viagem, o Luiz e a Ana Cláudia tinham acabado de chegar da Toscana e nos trouxeram um belo Brunello di Montalcino: Il Poggione Brunello 2007 – Assim, continuamos na Itália o que, em dia de festa é garantia de alegria! E esse Brunello não negou fogo e ainda por cima adicionou muita sofisticação ao ambiente. Começou exalando perfume de rosas e frutinhas de bosque. Mostrou-se tão equilibrado que deu trabalho para decifrá-lo em partes. Corpo macio, com presença de frutas, especiarias, madeira bem colocada e um certo terroso (sur bois). Acidez que evidencia hora um detalhe, hora outro, criando uma dinâmica nas sensações. Taninos aveludados e final persistente, com muita evolução.

O próximo chegou para roubar a cena. Um Rioja apresentado pelo Fábio Gimenez, que gosta dos espanhóis, começou falando baixo, porém com uma eloquência educada, sedutora e carismática: Ramirez de la Piscina-Crianza 2007 – Um típico riojano, feito de 100% Tempranillo. Passa 14 meses em barricas e 8 meses na garrafa antes de ser comercializado. Muito bem feito, equilibrado, com boa acidez, fácil de tomar. Apresenta tanto no nariz como em boca, notas de frutas vermelhas, como cerejas(ao marrasquino), tabaco e madeira. Para acompanhar uma longa conversa.

Eis que surge o português! Obviamente pelas mãos do João Filipe Clemente, nosso anfitrião. E chegou com classe: Mouchão 2001 Tonel 3 e 4 – Um alentejano ícone! De um vinhedo centenário, onde as mudas da casta Alicante Bouchet foram recuperadas, e o conceituado enólogo Paulo Laureano percebeu que o vinho dos tonéis 3 e 4 era melhor que todos os outros. Apenas esses tonéis eram feitos de carvalho português e macacauba brasileira. O vinho, bem…..o vinho….o que poderia dizer dele? Todo o dito seria pequeno. Dentro daquela garrafa tinha muito esforço para recuperação um vinhedo extinto, que junto com uma intuição genial e conhecimento de causa resultou naquele néctar macio, redondo, dócil e generoso. Um vinho amigo para celebrar amizades.

Pensando nisso, nosso amigo Marc, que dias antes estava em Mendoza, nos contatou para uma sugestão de vinho que pudesse trazer de lá, para nossa comemoração. Foi-lhe sugerido um Nosotros Malbec da bodega Domínio del Plata de Suzana Balbo, que tivemos o prazer de conhecer no ano passado. Chegando lá, uma das enólogas sugeriu um Nosotros Sofita, que ainda não conhecíamos. E fomos à prova: Nosotros Sofita 2010 – Top de linha da Bodega que celebra o esforço de todos que trabalham para criar os vinhos durante todo ano. Elaborado com Malbec, Cabernet Franc e Cabernet Sauvignon, pareceu-me bem diferente que o varietal de Malbec. Mais sutil e elegante, porém sem perder a “raça” que é o ponto forte desses vinhos. Apresenta bastante chocolate, café e caramelo, tabaco, juntamente com frutas vermelhas. Apesar de intenso é fresco e agradável com boa acidez e taninos presentes bem maduros.

Até então, seis vinhos se passaram, mas ainda faltava o Porto que o Aristides trouxe para encerrar a noite com chave de ouro: Porto LBV Ferreira 2005 – Nada pode dar maior sensação de conforto do que uma taça de Porto! (até rimou!) Depois de tantas estripulias sensoriais, o aconchego do calor, dos aromas de chocolate e nozes, a textura macia e envolvente com sabores frutados e doces que ali convivem tão bem, são tão reconfortantes que tem até efeito terapêutico. E depois de uma noite dessas, o que mais podemos querer? Apenas repetir, e repetir e mais vezes repetir!”

Tannat, Mais que Uma Uva, Uma Marca de Um País!

Não é de hoje que falo do Uruguai e seus vinhos. Minha relação com esse país nasceu antes do vinho com diversas viagens a seu pólo de moda com ótimos agasalhos e casacos de preços em conta, falo de cerca de 18 anos atrás. Daí comecei a descobrir o lugar e sua gente, especialmente sua gente!

O vinho e a Tannat vieram parar aqui no blog em Abril de 2008, já lá se vão mais de sete anos, quando pouco se falava dessa casta e menos ainda da região, a não ser CAM02344pelos eternos Luis Horta e Didu que já naquela época falavam da revolução vitivinícola que ocorria por lá. O post, clique aqui para ver, está um pouco desatualizado e precisa de uma revisão, mas as informações ali contidas dão uma boa mostra do que acontece por lá nesse mundo regido por Baco. Todo esse preâmbulo para chegar no Tannat Tour que recém visitei, lamentavelmente com pouco tempo para exploração da diversidade de produtores presentes.

Antes de falar do que vi e provei, quero ressaltar o fato de que o Uruguai não é só Tannat, assim como a Argentina não é só Malbec e o Chile só Carmenére e Cabernet Sauvignon! Vale explorar a Petit Verdot, Sangiovese, Cabernet Franc, Cabernet Sauvignon, Sauvignon Blanc, Torrontés, Albariño e Viognier entre outras castas gerando belos vinhos num estilo mais velho mundista que novo mundo, mais elegantes e finos, de menor teor alcoólico. Tão perto, mas tão diferentes! Tenho montado algumas degustações de vinhos uruguaios em diversas confrarias e a surpresa tem sido enorme, abra a mente e explore esta região vale muito a pena!

Bem, como já disse participei do Tannat Tour e da Master Class onde tive a oportunidade de conhecer alguns grandes vinhos e, como tal, com preços algo altos. Para quem, todavia, só exporta cerca de 5% da pequena produção, é entendível mesmo que não desejada. Alguns destaques:

Bodega Artesana Reserva Blend de Tannat com Zinfandel e Merlot safra 2013 – o braço importador da Enoeventos do Oscar Daudt trás este vinho, o mais em conta entre estes destaques. Pequena produção (1.300 gfas), 22 meses de barrica francesa de nova imperceptíveis e muito bem usada. Blend muito bem bolado e único com a presença surpreendente da Zinfandel, de nariz muito agradável, na boca prima pelo equilíbrio, macio e algo cremoso, muito agradável. R$110,00

Pizzorno Family Estates Primo 2008, Tannat com Cabernet Sauvignon, Merlot e um CAM02346toque de Petit Verdot que sempre faz uma bela diferença, com 24 meses de barrica francesa. Me encantou desde sua atraente e sedutora paleta olfativa e na boca explode em complexidade e riqueza de sabores. Um dos melhores, mas o preço na casa das 400 pratas desanima! Só 2.000 gfas e quando engarrafado já está quase todo vendido, oferta x demanda! Vem pelas mãos da Grand Cru.

CAM02348De Lucca Rio Colorado 2008, mais um blend (não adianta sempre me chamam mais a atenção), desta feita de Tannat com Cabernet Sauvignon e Merlot com 18 meses de barrica sendo 60% francesa e o restante americana. Mais um grande vinho que no nariz me pareceu mais sutil, porém ao primeiro gole mostra a que veio! Muito vivo, marcante entrada de boca, taninos muito finos, elegante, rico, longo um vinho que mostra uma personalidade diferente e se destaca. Preço na casa dos R$280,00 trazido pela Premium.

Prelude Barrel Select 2009 da Familia Deicas, um clássico entre nós já faz anos. Nunca me entusiasmou nem entendia do porquê de tanto auê sobre este vinho. Humm, mudei de ideia! Este 2009, não sei se já tinha antes, leva Petit Verdot e se tem esta casta no corte, pode esperar por coisa boa. Tannat, Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc, Petit Verdot e Marselan passando 24 meses em barrica e uma produção algo maior, já na casa das 24 mil unidades. Nariz potente e complexo, excelente na boca onde mostra uma textura e riqueza de meio de boca marcantes, taninos aveludados, longo, que grata surpresa. Na casa dos 290 Reais e é trazido pela Interfood.

Deixei por último dois puros tannats, um é Clássico e o outro Inovador. De um se produzem cerca de 15 mil garrafas do outro umas 3 mil. Ambos muito bons, mas muito diferentes entre si.

Carrau Amat 2011, de Rivera (morro Chapéu) fronteira com o Brasil, 24 meses de carvalho e mais um em garrafa antes de sair ao mercado, o Clássico, dos quais se produzem algo ao redor de 15 mil garrafas anuais. Sempre um vinho bem feito, irrepreensível , de nariz agradável que convida a taça à boca onde ele se mostra elegante, muito equilibrado, acidez muito bem colocada, gastronômico, como um clássico tem que ser, grande sem ostentação! Trazido pela Zahil, custa ao redor de R$200,00.

Viña Progreso Sueños de Elisa Tannat 2011 do jovem Gabriel Pisano, um inovador emCAM02347 sua bodega experimental. Fermentado em barrica aberta, maceração a frio usando garrafas geladas (!), estágio nas próprias barricas em que fermentou porém agora fechadas, explorando limites! Somente seis meses de estágio em barrica e 3000 garrafas produzidas, gamei e se pudesse …..!! Nariz complexo e intrigante, boca excepcionalmente sedutora com taninos muito bem trabalhados, fino, elegante, sedoso, ótimo volume de boca, um tannat encantandor onde afora os frutos negros típicos da casta aparecem notas terrosas, um vinho inebriante que custa algo em torno de R$270,00 na Vinci que é quem traz essa belezura!

Houve um comentário sobre a dureza dos taninos destes Tannats e a pergunta quanto ao tempo que eles necessitavam para se integrarem e se tornarem algo mais palatáveis? Na verdade creio que esta pergunta paira sobre a cabeça da maioria e aqui vai minha opinião em cima do que o Gabriel respondeu, depende de como você gosta de seus vinhos. Tenho um gosto pessoal por vinhos de bom corpo e estrutura tânica, porém com elegância e taninos sedosos, primando pelo equilíbrio do conjunto fugindo dos vinhos de maior extração e teor alcoólico mais altos, no entanto gostei de todos os vinhos acima mencionados, cada um em seu estilo. Óbvio que se for acompanhar algum prato, aí há que se ter mais cuidado na harmonização, mas achei os taninos, a nível geral, muito bem trabalhados e integrados ao conjunto. Aliás, essa constatação ficou clara nas degustações que promovi com vinhos uruguaios onde até quem tinha resistências se dobrou à prova na taça!

Tendo dito isso, sobrou o vinho mais velho para comentar, o Antologia 2004 de Juan Toscanini que está sem importadora no Sudeste, mas presente em alguns supermercados da região Sul do Brasil. Deste vinho não vem nenhuma garrafa das apenas 2.000 produzidas, então não adianta procurar. De todos os vinhos provados, o mais pesado de todos e, se fosse tomado às cegas, provavelmente seria indicado pela maioria com um dos mais novos em prova. Aqui sim, taninos poderosos, robustos, denso e mastigável, para comprar, se achar, e jogar na adega por mais uma meia dúzia de anos. O mais Madiran de todos.

Cacilda, falei demais! Não que isso seja uma surpresa para a maioria dos amigos leitores,rs, mas é que tinha muita coisa que merecia meus comentários e olha que ainda faltou. Kanimambo e não deixe de se cadastrar na Confraria Frutos do Garimpo clicando no banner aqui do lado. Leia mais sobre esse novo projeto meu no post de ontem.

Confraria Frutos do Garimpo Chegou – PARTICIPE!

UltimasAmigos, nesse garimpo que venho fazendo há anos por nossa vinosfera, toda a hora me deparo com algumas pérolas e bons vinhos porém nem sempre ao preço certo. Mais raramente, no entanto, dou de cara com algumas belas ofertas desses mesmos vinhos que merecem ser compartilhados com os amigos então decidi começar esta exclusiva confraria de compras e oportunidades como forma de compartilhar esses Frutos do Garimpo. Não, não é mais um clube de vinhos, é uma Confraria, não havendo quaisquer cobranças mensais ou obrigação de compra.

Mensalmente, a partir de Setembro, sujeito a disponibilidade montarei uma série limitada de caixas (avisarei a quantidade disponível nas chamadas mensais) com 4 garrafas destes Confraria Frutos do Garimpo - Logoachados, frutos do meu garimpo. A cada mês os valores mudam (devendo ficar entre R$200 a 350) e os vinhos mudam, podendo até haver maior disponibilidade num ou noutro mês ou não haver nenhuma oferta já que, lembrando, são Frutos do Garimpo e aquela “pepita” nem sempre dá as suas caras e quando dá são de pouca monta! Podem ser duas garrafas de um mesmo vinho e as outras de dois vinhos diferentes, podem ser duas garrafas de dois rótulos, a cada mês a história será diferente, o objetivo é compartilhar as pepitas achadas nas entranhas de nossa vinosfera. Passo os preços com minha resenha dos vinhos e você compra se quiser e quando quiser, tendo tempo para pesquisar, porém como as quantidades serão limitadas a venda será realizada aos primeiros que confirmarem e somente uma caixa por pessoa.

O foco será, obviamente, na qualidade atrelada a um preço abaixo da média do mercado, diversidade de estilos e uvas, sendo coerente com tudo o que venho escrevendo já faz anos. Eventualmente poderei me deparar com outros frutos que não vinho, por exemplo um acessório, no qual o conceito também se aplique e o incluirei para apreciação dos confrades. Pintou oportunidade na minha praia, a idéia será compartilhá-la com você e disponibilizá-la aos confrades e confreiras se houver quorum. A confirmação da reserva se dará através de depósito em conta, após o qual faremos a entrega que será gratuita em Cotia,Alphaville e nos seguintes bairros de São Paulo > Morumbi, Vila Olímpia, Itaim, Jardins, Pinheiros, Sumaré, Perdizes e Butantã. Qualquer outro local de entrega ficará sujeito a cobrança de frete junto com o depósito da reserva e avisado antecipadamente. Eventualmente, poderá ser retirada na Vino & Sapore por aqueles que moram na região da Granja Viana, no entanto os Frutos do Garimpo não estarão disponíveis na loja e, caso venham a estar nas prateleiras, estarão com preço de mercado.

Gostou da idéia, tem interesse em participar? Pois bem, preencha o formulário clicando aqui e assim que tenha o primeiro “KIT” pronto, deve ser Setembro, lhe enviarei e-mail com os Frutos do Garimpo do mês e as resenhas. Estes achados não serão divulgados na internet ou em redes sociais, então sua inscrição na Confraria “Frutos do Garimpo” será a única forma de você vir a ter acesso a eles.

Kanimambo a todos que vierem a apoiar este novo projeto que se inicia agora em Setembro de 2015. Bem vindos a bordo e espero que a viagem seja prazerosa!

Salvar

Vega-Sicilia Único 99, Uma Lenda na Taça

Não é todo dia que temos a possibilidade e privilégio de estarmos diante de um vinho ícone. Na minha vida me lembro de alguns poucos encontros desses como com o Opus One e o Sassicaia, que nem fizeram tanto assim a minha cabeça. Não que não sejam bons, são ótimos, porém não achei que faziam jus a tanta fama. Por outro lado, outros foram inesquecíveis como, por exemplo, “meu” Andresen 1910!

Aproveito para contar um causo que ocorreu com um amigo meu daqui da loja e uma garrafa deste ícone espanhol. Esse Sr. X estava de visita a um amigo em Barcelona tendo marcado para se encontrarem num restaurante na cidade. Não querendo chegar de mãos abanando, até porque seu amigo espanhol lhe fazia os maiores mimos cada vez que vinha ao Brasil, passou antes numa loja de vinhos e comprou um Vega Sicilia Único. Ao chegar ao restaurante, desconhecendo os costumes da região, mostrou-se preocupado não sabendo se poderia abrir a garrafa e se havia taxa de rolhas, etc tendo solicitado a seu amigo que conferisse com o dono do restaurante se não haveria qualquer objeção. Seu amigo se levantou e foi em busca do proprietário voltando em seguida com ele que carregava a garrafa a garrafa nos braços como se segurasse um recém nascido. O proprietário lhe agradeceu a honra de trazer um Vega Sicilia Único para ser aberto em seu restaurante porque isso só dignificaria sua cozinha e que, não só não lhe cobraria rolha, como não lhe cobraria o prato para o acompanhar!

Pois bem, era uma garrafa dessas que abria, tremenda responsa e vega siciliaprivilégio! Nestes casos fica difícil falar do vinho, pois certamente há gente muito mais capaz que já escreveu um monte então pouco vou acrescentar ao que, provavelmente, você já leu por aí em revistas, livros e na net. O que posso falar sim, é do que eu senti. Jovem, absolutamente jovem de taninos finos bem marcados e muito presentes ainda apesar de seus 12 aninhos nas costas, anunciando que estamos diante de um vinho de longa guarda que tem tudo para evoluir muito positivamente por mais de uma década. A evolução aqui é menos aparente com a fruta ainda muito presente tanto no nariz quanto na boca, cor rubi, muito expressivo em boca com uma riqueza de sabores impressionante para um vinho produzido, também, num ano que não foi dos melhores. Aliás, nesses anos o bom senso pede que se compre vinhos de grandes produtores, sempre mais seguro! Possui um corpo de boa textura, seus taninos são sedosos e o final de boca é surpreendentemente fresco para um vinho que passou tanto tempo em barrica, muito longo, mineral e algo especiado, que nos deixa implorando por mais um gole e outro e outro ……… fazendo com que a garrafa acabe rapidamente. Um Ribera del Duero muito fino, cativante e elegante sem perder os traços de robustez típicos de seu terroir e vendendo saúde!

Muitos acham que este vinho é elaborado somente com Tinta del País (Tempranillo) porém ele normalmente leva um corte de alguma outra uva francesa; Cabernet Sauvignon, Malbec ou Merlot, muitas vezes das três dependendo muito do ano. Esta mescla de cepas nos vinhedos da bodega, data de 1864 quando Don Eloy Lecanda Chaves trouxe uma série de mudas de suas viagens a Bordeaux e só por causa disso são castas autorizadas na DOC. Neste caso, pelo que pude pesquisar, foram 10% de Cabernet Sauvignon e passa, entre os mais diversos tipos de madeira e cascos, algo como 82 meses em barricas sendo comercializado somente 10 anos após a safra correspondente, neste caso 2009! Não é o melhor vinho espanhol que já provei, tenho que confessar, mas é certamente o mais eloquente e mais marcante pois não é todo o dia que podemos levar à boca uma lenda.

Um vinho que não precisa de um momento especial para ser aberto, pois ao sê-lo faz dele um momento Único! Ainda me falta conseguir provar um Barca Velha, é sei, realmente uma falta grave em minha formação de enófilo ainda mais sendo luso, mas não tem sobrado din-din para isso e nenhum amigo ainda me convidou! rs Uma hora ainda quero tomar esses dois vinhos de uma mesma safra num Desafio Ibérico, alguém se habilita? Busco seis companheiros, mais eu sete, rachamos a conta!!

Kanimambo e seguimos nos encontrando por aqui! Cheers, salud, salute, …..Brinde

Belos Vinhos Brancos na Revista Gula

O inverno está quente, gente indo para a praia de fim de semana, então pensei; porquê não começar a semana com  algumas dicas de bons brancos! Estes eu destaquei no Especial de Vinhos da Revisa Gula em Janeiro de 2010 que deu foco em 200 grandes vinhos. São vinhos que me marcaram e seguem me seduzindo depois de tantos anos e muitas outras taças. Pode procurar, valem a pena!

Clipboard Uvas Brancas

Lindemann’s Chardonnay/Semillon – Australiano da hora, com nuances aromáticas delicadas e de grande frescor que tomam conta do nariz. Mais um desses vinhos encantadores, diferenciado, rico, mostrando uma certa complexidade ao palato, harmônico, corpo médio, certamente uma ótima companhia para um Fondue de Queijo.

Protos Verdejo – Rueda, Espanha, uma uva marcante! Amarelo palha com laivos esverdeados, brilhante em todos os sentidos. Aromas de frutas tropicais de muito boa intensidade com algo de grama molhada e nuances florais. Na boca é vibrante, muito saboroso, fresco com uma acidez cortante porém balanceado, sem arestas com um final de boca longo em que mostra uma certa mineralidade e algo cítrico. Nunca encontrei Verdejo igual com preço tão camarada.

Soalheiro Alvarinho – Sou suspeito para falar, eu sei, mas é um dos melhores bancos portugueses ano após ano. Vinho de muita classe, grande intensidade aromática em que sobressaem damascos e flor de laranjeira com espectro floral e frutado que encanta. Na boca é exuberante e algo cítrico com deliciosa textura e riqueza de sabores, sedutor e um final mineral que nos deixa pedindo mais.

Cheverny Le Vieux Clos – do Loire, na França, saborosíssimo corte de Sauvignon Blanc com um tempero de 15% de Chardonnay, que faz toda a diferença. Médio corpo, harmônico, complexidade de aromas e na boca é uma cativante “mistura” de sabores e sensações com o frescor da Sauvignon Blanc e a cremosidade e riqueza do Chardonnay, belo e encantador vinho.

Quinta dos Roques Encruzado – uva da região do Dão, Portugal, onde gera grandes vinhos brancos. Este belo exemplar da casta passa sete meses em barrica e mostra enorme complexidade. Muito balanceado, cremosos com madeira muito bem equacionada. Se decantado por uns dez a quinze minutos minutos, abre-se em deliciosos aromas frutados com nuances de baunilha e algo de amêndoas tostadas. Na boca, explode em riqueza de sabores, com frutos tropicais e alguma maçã verde mostrando-se bastante complexo e imensamente apetecível com um final mineral e muito fresco de grande equilíbrio.

Chateau de Tracy Mademoiselle T – mais um vinho do Loire que coloca a Sauvignon Blanc num outro patamar! Paleta aromática de grande intensidade e complexidade, absolutamente sedutora que nos faz abrir um enorme sorriso. Na boca é de um enorme frescor, intenso, frutos cítricos, uma boa dose de mineralidade em perfeita harmonia e elegância. Um vinho inesquecível e apaixonante para repetir diversas vezes.

Cheers, uma ótima semana e kanimambo pela visitaBrinde

Dicas e Novidades de Nosssa Vinosfera

Recebo um monte de press releases, a maioria de gente que só quer carona e, como falo de experiências, muitas ficam pelo caminho. Há, no entanto, algumas que acho valerem a pena compartilhar com os amigos, então cá vai:

Degustação da vila

Dia 27 de Agosto – Na Cia Marinara, só isso já vale o ingresso pois conheço bem (minha filha casou lá) e a comida é excelente, a 3ª Edição de Degustações da Vila, uma grande Festa de Vinhos, sendo o maior encontro de Vinhos e Gastronomia da Vila Leopoldina e arredores. Destinada aos apreciadores de vinho, desde iniciantes até confrarias organizadas,tem o objetivo de proporcionar uma experiência saborosa, em que os participantes poderão provar vários vinhos ícones de diversos países diferentes e harmonizá-los a pratos especialmente selecionados e parte da arrecadação será destinada á APAE. Olhem só o que haverá por lá!

  • 50 vinhos tops de vários países;
  • Jantar em ilhas de gastronomia para harmonizar com os vinhos;
  • Descontos especiais para compra dos vinhos. Contaremos com o apoio das vinícolas e importadoras para isso;
  • Os vinhos são dispostos na melhor ordem de degustação. Quando se segue uma ordem de intensidade, seu paladar consegue assimilar melhor os sabores;
  • Presença de vários Sommeliers e profissionais do setor para completar o aprendizado;
  • Música ambiente ao vivo para deixar o evento mais descontraído;
  • Sorteios brindes especiais;
  • Todos ganham a taça de cristal personalizada do evento;

Horário: entre 19 e 23h Local: Compagnia Marinara (Av. São Gualter, 777 – Alto de Pinheiros) Realização, Organização e Venda de convites: Cavatappi Enoteca (Rua Carlos Weber, 1476 – V. Leopoldina – F: (11) 2337.4138, 2387.5663 Para maiores informações, valores e formas de compra, acesse http://www.degustacoesdavila.com.br/ e divirta-se!

degustações-da-vila-2015

Novo Espumante na Praça – a Bueno Wines do jornalista Galvão Bueno acaba de lançar um novo espumante e desta vez rosé. Não conheço este, mas em virtude dos outros vinhos que conheço, creio que vale conferir. Eis o que me enviaram: “ O novo rótulo da vinícola Bueno Wines, o espumante Bueno Bellavista Desirée Brut Rosé, foi elaborado pelo método Charmat com um corte de uvas Merlot, Cabernet Sauvignon e Pinot Noir, originárias da região da Campanha Gaúcha (RS), o nome foi dado em Desiré Brut Roséhomenagem a Desirée, esposa de Galvão Bueno: “A escolha das uvas, que mistura Bordeaux e Borgonha, apresenta a riqueza do terroir brasileiro e da região da Campanha”, enfatiza Galvão Bueno.

A elegância e o frescor do novo espumante mostram que é perfeito para ser servido como aperitivo, para beber em momentos alegres e descontraídos, com amigos, em festas e coquetéis. “Traz o prazer de beber vinho de um jeito descomplicado”, comenta Galvão Bueno. Combina muito bem com peixes como salmão e cação, e em canapés com ovas de salmão, com frutos do mar, como mexilhões gratinados e mariscos, e com a culinária japonesa.

O novo Desirée já chega ao mercado com destaque: recebeu maior pontuação (94,75 pontos) em uma degustação às cegas com sommeliers realizada no início de agosto em Montevideo, no Uruguai, com espumantes produzidos na região da Campanha Gaúcha. Segundo o winemaker da Bueno Wines, o italiano Roberto Cipresso, o Bueno Bellavista Desirée Brut Rosé, elaborado pelo método Charmat, apresenta perlage fina e delicada, aromas de frutas vermelhas, como cereja e framboesa, com um sutil toque floral e boa complexidade. Com acidez delicada e boa cremosidade, é muito agradável na boca. A temperatura ideal de serviço é de 6°C a 8°C” Gostou, então confere aí e me fala o que você achou! Da embalagem eu gostei e me aguçou a curiosidade!!

Indo ao Rio? Então espera Setembro! Rio Wine and Food Festival entre 28 de Setembro a 4 de Outubro. O evento chega à sua terceira edição e recebe a chancela de evento oficial dos 450 anos da cidade.O projeto, pioneiro no Brasil, tem como objetivo atrair o grande público em torno do vinho e da gastronomia, desmistificando e democratizando a bebida, que em muitas oportunidades estará ligada a arte e cultura.
Durante os sete dias do festival, haverá eventos em toda a cidade, da zona norte à zona sul, desde o mais chique restaurante até o mais carioca dos botecos, indo às ruas e pontos de grande concentração de consumidores, tornado o evento democrático, tanto geograficamente como socialmente. São diversos eventos voltados ao trade e ao consumidor final. O carioca será impactado positivamente e o turista será motivado a vir à cidade, movido pelo desejo de provar um bom prato ou degustar um bom vinho, diante de um cenário deslumbrante.

Rio wine festival
A primeira ação do festival já começou. O concurso de fotografia “RIO, CORES e SABORES com muito VINHO”, que tem como mote “As belezas do Rio associadas à gastronomia e vinhos”. Para concorrer aos prêmios, os participantes devem seguir o festival no instagram (@riowineandfoodfestival) e postar fotos com a hashtag #RWFF2015. Muitas programações que fizeram sucesso na edição 2014 voltam a acontecer na edição 2015, como o jantar de abertura no Copacabana Palace, o seminário Vinho & Mercado na FGV; Wine Bus; Well Comunidade Drink; Concurso design de rótulos e garrafas. A FEIRA SHOW DE VINHOS promete crescer bastante sem perder o foco no público qualificado. Produtores do Brasil e de várias regiões do mundo estarão presentes.

Haverá também um outlet de vinho com descontos especiais para o público abastecer a adega. Uma novidade é o WORLD WINE MATCHING (WWM) evento Business to Business que reunirá produtores que não possuem representantes no Brasil, com importadoras, supermercados e compradores em geral, com interesses mútuos previamente mapeados. Além da programação base, fazem parte do evento diversas palestras, jantares harmonizados, presença de chefs internacionais convidados, degustações (incluindo provas de vinhos raros), promoções em lojas, bares, restaurantes e supermercados. E, ainda muitas surpresas serão anunciadas nos próximos meses.

O movimento “Rio Rolha Zero” não poderia faltar, e neste novo ano deverá contar com a adesão de mais de cem estabelecimentos, que em muitos casos estarão com eventos e promoções. Os clientes não pagam taxa de rolha ao levarem vinhos aos restaurantes parceiros durante a semana do festival. Como já é tradição, repete-se em 2015 o concurso de melhor sommelier do Rio, em parceria com a ABS-Rio e a entrega do já consagrado “Troféu Vinha Velha”, que traz ao público as personalidades que se destacam no mundo do vinho.

O tradicional Leilão Beneficente que encerra o festival também já esta confirmado, este ano em local inédito. Quer acompanhar, se programar, então acompanhe clicando aqui

Kanimambo, um ótimo fim de semana para todos e não esqueçam deste Domingo, a Paulista nos espera! Brinde

TOP $$$$$ Vinhos Italianos.

A Toscana e o Piemonte, com uma única intromissão de um rótulo do Veneto (Amarone), dividem os TOP 10 entre os cinquenta vinhos mais caros (tá na moda isso!) da Itália eleborada usando os dados da Wine Searcher. Vi essa lista no Brunello Blog enquanto pesquisava para uma apresentação de confraria esta semana e lá você poderá ver a lista completa. Aqui está a lista das 10 preciosidades lembrando que o preço dado é de lá em U.S. Dólares. Por aqui, bem nem vou falar nada, mas comparado com os franceses estes até que estão baratinhos!!!

1 Bruno Giacosa Collina Rionda, Barolo Docg – $981
2 Ornellaia Vendemmia d’Artista Edizione Speciale Bolgheri Superiore – $806
3 Giacomo Conterno Monfortino, Barolo Riserva Docg – $686
4 Masseto Toscana Igt, Tuscany – $680
5 Falletto di Bruno Giacosa Falletto Riserva, Barolo Docg – $647
6 Giuseppe Quintarelli Amarone della Valpolicella Classico Riserva Docg – $633
7 Biondi Santi Tenuta il Greppo Riserva, Brunello di Montalcino Docg – $566
8 Giacomo Conterno Barolo Riserva Docg – $531
9 Case Basse di Gianfranco Soldera Brunello di Montalcino Riserva Docg – $480
10 Roagna Crichet Paje, Barbaresco Docg – $448

Se quiser ver a lista completa dos 50, basta clicar no link acima do Brunello Blog e, para quem puder usufruir de alguma dessas belezinhas, bom proveito! Kanimambo e seguimos nos vendo por aqui. Ah, a viagem para Salta foi postergada para o ano que vem, em breve dou mais informações!

Dia dos Pais – The Day After

The Day After, falando dos vinhos de ontem. Delicia de Domingo, a ninhada toda junta, a Loira, o Strogonoff dela e belos vinhos o que um pai pode pedir mais?! Desse privilégio, no entanto, não vou falar hoje, guardarei para mim (rs), hoje quero é compartilhar minhas impressões dos vinhos tomados.

Susana Torrontés fermentado barricaSusana Balbo Signature Torrontés Barrel Fermented 2014 – Conheci este vinho in loco nos idos de 2012 quando recém lançado e desde lá me apaixonei por ele. Fermentado por três meses em barricas francesas novas que lhe aportam complexidade e um leve toque abaunilhado, mostrando a versatilidade da uva quando bem trabalhada, sem perder seu frescor e riqueza de sabores e aromas, tudo com muita sutileza e maestria. Tenho provado ótimos vinhos desta cepa que melhorou muito nos últimos seis/sete anos desde que fiz meu primeiro Desafio de Torrontés, de qualidade apenas razoável salvo algumas poucas exceções,mas este reina hoje como o melhor que por lá se faz. Para meu gosto, obviamente, e triste que esta tenha sido minha última garrafa, sniff, mas em breve a reporei ! rs Por sinal, tenho que preparar um outro Desafio de Torrontés, pois incrível o salto de qualidade!

Chryseia 2008, um clássico duriense que estava majestoso! Para acompanhar o Chryseia e StrogonoffStrogonoff de minha Loira, uma bela pedida, ainda cheio de vida em plena juventude ainda com muita lenha para queimar! Solito, harmonizando, não importa como, o importante aqui é sacar a rolha! rs Realmente esta parceria Douro x Bordeaux deu muito certo e safra após safra sempre entrega muita riqueza de sabores e aromas, longo, um grande vinho Português que me encanta e não podia faltar sobre a mesa. Aliás, descobri que os grandes vinhos não são tão somente longos como deixam rastros, adoro ver a borra deles tanto nas garrafas como na taça!

Chateau Guiraud 1º Grand Cru Classé en 1855 Sautern 2007 – vou, certamente, cometer aqui uma heresia, pelo menos na opinião de diversos de meus amigos leitores, mas é o que sinto, então lá vai, um final algo frustrante! Nunca tomei um Chateau d’Yquem ou um Sautern com Foie Gras, tenho Chateau Guiraudque reconhecer, mas já tomei diversos outros Sauterns e vinhos doces da região e, afora um incrível Chateau Coutet 2009, nunca me encantaram. Alguns até bons, outros muito bons, mas à maioria faltou aquele “uau” que eu esperava e que todos aclamam! Um Tokay 5 ou 6 Putonnyos, um Moscatel Roxo de Setubal, um moscatel do douro envelhecido, vinho Madeira, Portos Brancos e Tawnies de colheita ou envelhecidos, esses fazem mais minha cabeça pois a acidez me parece mais presente resultando numa menor percepção de doçura e maior complexidade.
Já provei o Guiraud 2009 e achei bem mais equilibrado, este não fez minha cabeça pois estava algo doce demais, faltou-lhe acidez, vida! Bom, porém longe do que se espera de 1º Grand Cru Classé 1855, mas também, quem sou eu para julgar Bordeaux e Sautern! Devia ter aberto aquele Tawny 20 anos!! rs

É isso gente, durante a semana tem mais. Cheers, kanimambo e seguimos nos encontrando por aqui ou por aí, nas estrada de nossa vinosfera. Boa semana a todos e clique nas fotos para ampliá-las, fui!