Temperatura do vinho

Dicas de Serviço do Vinho

Depois de publicar algumas dicas de como comprar vinho, gostaria de compartilhar com aqueles que estão iniciando seu caminho pelas estradas de nossa vinosfera, um pouco wine Snobde minha experiência sobre o tema. O Serviço do Vinho, isso pode fazer a diferença entre você se apaixonar por estes caldos ou virar o nariz para eles e, em último caso, espantar alguns iniciantes.

Todos nós iniciamos como tomadores de vinho, qualquer coisa baratinha no super tá bom, para depois começarmos a prestar atenção no que colocamos no copo ou taça, mesmo que ainda baratinho, e um monte de duvidas começam a tomar conta de nós. Mas quanto mais nos metemos a tentar entender essa incrível e complexa vinosfera, mais vemos o quanto ainda há para aprender e mais riscos corremos de nos tornar enochatos antes de enófilos! As dicas de hoje então, são válidas também para alguns já mais experientes que volta e meia me consultam aqui no blog ou me pedem ajuda na loja mesmo depois de uma litragem já relativamente alta, então espero que aproveitem. O objetivo é alcançar prazer em cada taça e é uma contribuição que podemos dar aos caldos de Baco.

1 – Taças de Vinho – não precisa exagerar, mas nesta fase o copo de requeijão (rs) é deixado de lado e está no momento de escolher umas taças. Para bater uma bolinha de vez em quando qualquer raquete dá conta, mas quando a coisa fica mais séria e seu jogo melhora, tem que caprichar, certo? Bem, o mesmo vale para suas taças que podem fazer uma enorme diferença nos vinhos que toma. Tá certo, comprar a raquete do Nadal, Djoko ou Federer não o transformará num astro das quadras se for um perna de pau, mas ajuda se já for competitivo! Se os vinhos que compra e toma normalmente já ganharam qualidade e você está na fase de prestar atenção no que bebe, então vale a pena pensar nas taças, a qualidade da “ferramenta” depende da “Qualidade” de seu jogo ! Leia mais em Taças de Vinho, Sem Elas não Dá!

2 – Temperatura do Vinho– A temperatura errada pode acabar com um vinho. Tinto alcoólico quente só vai aparecer o álcool, o tânico resfriado demais vai se tornar um pesadelo na boca, o branco gelado demais perde todos seus aromas. Aliás, o “estupidamente gelado” não nasceu à toa! Meia boca (cerveja, vinho branco, espumante), gela bem que se toma numa boa, não se sente nada!! É incrível como algo tão importante recebe tão pouca atenção já tendo tido diversas decepcionantes experiências de degustação até em produtores e importadoras! Aliás, isso vale para as taças também. Veja mais aqui em Temperatura do Vinho, Necessidade ou Frescura?

3 – Decantar Vinho – recebo um montão de perguntas de tudo o que é nível de consumidor. Primeira coisa a saber é o que é decantar e aerar, pois não são a mesma coisa. Quando e porquê aerar seus vinhos ou decantá-los, isso você poderá descobrir aqui, num de meus posts mais lidos,Decantar Vinhos – Quando e Porquê?

4 –Por último, ao receber convidados evite abrir vinhos desconhecidos para não ter surpresas quanto a eventual necessidade de aeração o que levará muito tempo. Opcionalmente, há a possibilidade de usar um Magic Decanter que é um aparato que turbina essa aeração, mas isso é papo para outro post. Se forem amigos também apreciadores que tenham um perfil de descobertas, aí tudo bem, aventure-se sem medo e tenha uma garrafa “porto seguro” de stand by para embalar o papo enquanto as estrelas do momento não fica pronta!

Saúde, kanimambo e seguimos nos encontrando por aqui ou por aí nos caminhos de nossa vinosfera. Um ótimo fim de semana para todos e quem quiser agregar algo já sabe, manda bala!

 

 

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Temperatura do Vinho – Frescura ou Necessidade?

Bem, a temperatura do vinho é um tema que a meu ver e junto com o quesito taças, pode conquistar ou afastar potenciais enófilos deste complexo e misterioso mundo de Baco. “Não só no palato, como nos aromas, a temperatura adequada enaltece as qualidades do vinho sendo tomado.  O frio aumenta a percepção da sensação amarga, da acidez, dos perfumados e da vivacidade do sabor, já as temperaturas mais elevadas acentuam a intensidade dos aromas, o impacto doce e do álcool reduzindo a delicadeza e elegância dos aromas.Cada vinho, como composto químico que é, tem reações diferentes, logo, temperaturas de consumo dispares. È possível, no entanto, se criar uma tabela que pode, na maioria dos casos, se mostrar muito próxima do ideal para consumo”

Os brancos, se demasiado frios, não mostram toda a sua riqueza de aromas e qualidades e, se demasiado quentes, perdem o frescor e a vivacidade inerentes ao vinho. Já nos tintos, se demasiado frios ressaltam os taninos e se demasiado quentes potencializam o álcool tornando o vinho, em qualquer uma das hipóteses, desagradável. Existem diversas tabelas de temperaturas publicadas nas mais diversas mídias, porém a que compartilho abaixo me parece uma média ponderada bastante próximo da ideal baseado em experiência própria e na leitura de diversos livros onde o tema é esmiuçado. Eis então minha sugestão das temperaturas mais adequadas a cada tipo de vinho que não tem nada a ver com as uvas e sim com o corpo do vinho porque posso ter um Merlot leve e macio e outro poderoso, de grande estrutura e extração:

•          Espumantes e brancos doces e leves 6 a 8° C.

•          Champagnes de 7 a 10° Centígrados

•          Brancos secos e evoluídos ou um Jerez fino de 10 a 12° Centígrados

•          Rosés, mais leves entre 8 a 10º e, os mais evoluídos, no máximo até uns 12º Centígrados.

•          Tintos leves, de 12 a 15° Centígrados (Pinots, gamays,tempranillos mais jovens)

•          Brancos encorpados e Madeira ou Porto (Tawnies our Ruby básico), de 10 a 14° Centígrados.

•          Tintos médios e Vinhos do Porto Ruby Reserva, de 15 a 17° Centígrados.

•          Tintos encorpados e Vinhos do Porto LBV e Vintage, de 17 a 20° Centígrados.

Não acredita, acha que essa é só mais uma frescura dos metidos a entendedores de vinho, coisa de enochato? Então faça você mesmo esta experiência. Pegue uma garrafa de vinho tinto, melhor se fizer o mesmo paralelamente com um branco, que tenha estado a temperatura ambiente abra-a e coloque um pouco numa taça. Enrolhe novamente e coloque a garrafa por meia hora na porta da geladeira, retire e prove agora sentindo a diferença. Deixe, o restante por mais uma hora na porta da geladeira e prove-o novamente. Depois deste exercício me diga se é frescura?! Acompanhe este exercicio com um termômetro e aqui, por uma questão de simplicidade e facilidade de manuseio, sugiro o uso daqueles tipo braçadeira (foto acima) que são usados por fora na garrafa.

O vinho perde temperatura rapidamente dependendo do meio ambiente em que é aberto, então sempre melhor trazê-lo à mesa algo mais frio, uns dois a três graus, porque esquentar é fácil, já o inverso é algo mais complicado. De qualquer forma, o uso de baldes com gelo e água com sal grosso podem ser uma forma de esfriar, porém eu gosto mesmo é de usar luvas como a da foto, existem diversos produtos similares com gel no interior que se deixa no freezer, porém há que se ficar de olho para não gelar demais.

Para finalizar uma dica, estupidamente gelado nem, cerveja, a não ser que seja ruim, porque gelado desse jeito se perde tudo, aromas e sabores. Tá ruim, gela para valer, desce que nem água! rs Por hoje é só, mas amanhã tem mais pois consegui, finalmente, começar a botar minha escrita em dia. Salute, kanimambo e uma ótima semana com vinhos á temperatura certa!