Confraria Frutos do Garimpo

Amigos, nesse garimpo que venho fazendo há anos por nossa vinosfera, toda a hora me deparo com algumas pérolas e bons vinhos porém nem sempre ao preço certo. Mais raramente, no entanto, dou de cara com algumas belas ofertas desses mesmos vinhos que merecem ser compartilhados com os amigos então decidi começar esta exclusiva Confraria Frutos do Garimpo - Logoconfraria de compras e oportunidades como forma de compartilhar esses Frutos do Garimpo. Não, não é mais um clube de vinhos, é uma Confraria, não havendo quaisquer cobranças mensais ou obrigação de compra.

Mensalmente, a partir de Setembro, sujeito a disponibilidade montarei uma série limitada de caixas (avisarei a quantidade disponível nas chamadas mensais) com 4 garrafas destes achados, frutos do meu garimpo. A cada mês os valores mudam (devendo ficar entre R$200 a 350) e os vinhos mudam, podendo até haver maior disponibilidade num ou noutro mês ou não haver nenhuma oferta já que, lembrando, são Frutos do Garimpo e aquela “pepita” nem sempre dá as suas caras e quando dá são de pouca monta! Podem ser duas garrafas de um mesmo vinho e as outras de dois vinhos diferentes, podem ser duas garrafas de dois rótulos, a cada mês a história será diferente, o objetivo é compartilhar as pepitas achadas nas entranhas de nossa vinosfera. Passo os preços com minha resenha dos vinhos e você compra se quiser e quando quiser, tendo tempo para pesquisar, porém como as quantidades serão limitadas a venda será realizada aos primeiros que confirmarem e somente uma caixa por pessoa.

O foco será, obviamente, na qualidade atrelada a um preço abaixo da média do mercado, diversidade de estilos e uvas, sendo coerente com tudo o que venho escrevendo já faz anos. Eventualmente poderei me deparar com outros frutos que não vinho, por exemplo um acessório, no qual o conceito também se aplique e o incluirei para apreciação dos confrades. Pintou oportunidade na minha praia, a idéia será compartilhá-la com você e disponibilizá-la aos confrades e confreiras se houver quorum. A confirmação da reserva se dará através de depósito em conta, após o qual faremos a entrega que será gratuita em Cotia,Alphaville e nos seguintes bairros de São Paulo > Morumbi, Vila Olímpia, Itaim, Jardins, Pinheiros e Butantã. Qualquer outro local de entrega ficará sujeito a cobrança de frete junto com o depósito da reserva e avisado antecipadamente. Eventualmente, poderá ser retirada na Vino & Sapore por aqueles que moram na região da Granja Viana, no entanto os Frutos do Garimpo não estarão disponíveis na loja e, caso venham a estar nas prateleiras, estarão com preço de mercado.

Gostou da idéia, tem interesse em participar? Pois bem, preencha o formulário em clicando aqui e assim que tenha o primeiro “KIT” pronto, deve ser Setembro, lhe enviarei e-mail com os Frutos do Garimpo do mês e as resenhas. Estes achados não serão divulgados na internet ou em redes sociais, então sua inscrição na Confraria “Frutos do Garimpo” será a única forma de você vir a ter acesso a eles.

Kanimambo a todos que vierem a apoiar este novo projeto que se inicia agora em Setembro de 2015. Bem vindos a bordo e espero que a viagem seja prazerosa!

Opiniões Sobre o Vinho

 

Complexo, sofisticado, complicado, fácil, agradável, frescura, as opiniões são as mais diversas e pesquisando a rede atrás de informações sobre um tema que pretendo escrever, dei de cara com um post do amigo e produtor de belos espumantes em Garibaldi, Adolfo Lona, que me deu a idéia para este post de hoje. Lamentavelmente tem gente demais andando de salto 15, ditando regras e falando complicado em suas avaliações com o intuito de aumentar cachê, um enorme pecado para quem deveria ter a mente aberta e a responsabilidade de ampliar horizontes para a maioria de leitores de menor conhecimento. Falta-lhes humildade, porém há o contra ponto com gente que realmente importa! Eis a opinião de alguns desses que se importam e trazem o vinho para seu real patamar:

Adolfo Lona (link para post completo dele > http://adolfolona.blogspot.com.br/2012/05/melhor-vinho-e-balela.html
“A melhor forma de se guardar um vinho é na memória. O melhor vinho é aquele que lhe dá prazer. Nada mais verdadeiro. O vinho é momento, o entorno, subjetividade, o vinho é sentimento. Um vinho cinco estrelas degustado numa reunião formal vai para a gaveta das experiências, um vinho simples bebido num momento especial, vai para a das lembranças. Já bebi alguns vinhos e espumantes na minha vida e posso assegurar que muitos deles não deixaram marcas. Outros ficaram gravados porque estão associados a momentos especiais. Gosto de beber bons vinhos e espumantes? Sim, em especial na boa companhia de pessoas, locais, música, por do sol, família, amigos, esposa/o, noiva/o, filhos, penumbra, solidão, etc, etc, etc…. ”

Saul Galvão – do saudoso mestre um pensamento que guardo e compartilho com todos sempre que possível. Foi publicado em seu blog no artigo Prazeres do Vinho de dia 13 de Abril de 2008, se não estiver equivocado! Diz ele; “Aliás, quando se fala em vinhos, NUNCA há uma palavra final, mas sim opiniões, que podem ou não ser bem sustentadas. Só uma opinião importa, a sua. O vinho só existe para dar prazer. Se ele deu prazer, cumpriu sua função, independentemente de regras cânones e opiniões alheias. Costumo dizer que o vinho precisa descer do pedestal no qual foi colocado por alguns esnobes e pretensos entendedores e ser colocado em seu lugar, que é o copo. Nada mais chato que um esnobe do vinho, que fala pomposamente, como se ele fosse o único ungido a entender termos herméticos.”

Albert de Villaine (Sócio diretor da Domaine de Romanée Conti) em entrevista á revista veja há alguns anos atrás: “Não fico surpreso que as pessoas não identifiquem estes aromas todos nos vinhos que compram. Eu mesmo não sou capaz de reconhecê-los. Aliás, acho muito aborrecido. Não estou interessado nisso, e sim na personalidade do vinho.”

Pessoalmente, acredito que a democratização do mercado do vinho com a quebra de um monte de paradigmas se faz necessário para que possamos facilitar seu entendimento e tirá-lo do seu pedestal onde alguns insistem em colocá-lo. O mundo regido por Baco não é binário, não pretende ser uma ciência exata já que é pleno de subjetividades e nele não existem verdades absolutas, isso eu já aprendi! Há que se desmistificar nossa vinosfera e viver o momento, é esse o pensamento que compartilho com os autores acima e lembro de duas experiências que exemplificam isso:

  • Algumas pessoas me dizem que o vinho não viaja bem. Ao indagar do porquê terem chegado nessa conclusão, elas alegam que, por exemplo, aquele vinho da Provence que tomou lá, estava muito melhor do que o mesmo vinho comprado e tomado aqui. O que se tende a esquecer é que; o momento, as pessoas, o local, tudo isso influencia a percepção de valor e o vinho é só uma (boa) parte disso! De férias em Provence com alguém amado, até a água tem outro sabor!!!
  • Eu mesmo sempre recomendo tomar bons vinhos em boas taças, porém um dos melhores momentos que ficaram gravados na minha lembrança foi um vinho de mesa regional, tomado numa tasca, tirado de uma barrica e servido num copo simples acompanhado de pataniscas de bacalhau no interior de Portugal, compartilhado com um primo que não via há anos!! Não é o melhor vinho que tomei, porém é dos que me deu mais prazer tomar assim como um tapada de Chaves 86 tomado na companhia dos amigos Rui Miguel e João Pedro.

Enfim, algumas opiniões e pensamentos para que reflitamos sobre o que realmente devemos valorizar em nossa vinosfera. Ás vezes levamos isto tudo muito a sério, há que relaxar e aproveitar, o vinho tem uma alma algo lúdica que devemos liberar de forma mais amiúde. Uma ótima semana para todos, salute e kanimambo pela visita

 

Os Bons Vinhos Incitam à sobriedade

Beba menos, mas seja exigente em sua escolha, assim disse Émile Peynaud de acordo com texto escrito pelo competente amigo Bernardo Silveira responsável técnico da Zahil Importadora, na revista de Maio/Junho da importadora. Me identifiquei com o texto e pedi autorização para transcrevê-lo aqui no blog, mas antes queria ressaltar minha agradável surpresa ao receber em casa a revista, como é gostoso pegá-la na mão, virar a página em vez de clicar, sou da velha guarda, ainda gosto de escrever no papel, sequer sei usar um I-pad da vida e uso bloquinho em minhas degustações! Vamos ao texto do Bernardo, que picotei um pouco para que não ficasse longo demais aqui no blog:

A Grande Beleza do Vinho
“Descobri que o vinho podia mesmo ter a ver com a beleza. Ele era capaz de despertar sentimentos, era eternamente mutável e, como música, se desdobrava em variações sobre temas maravilhosos. Não era tão somente algo agradável, era também interessante”
Quando li pela primeira vez estas palavras de Terry Theise, um importador americano especializado em pequenas maravilhas enológicas, tive a sensação de encontrar meu próprio sentimento de atração pelo vinho. Reconheci ali o motivo básico pelo qual me aprofundei sem volta nesse mundo; um magnetismo irresistível resultado da combinação do componente humano com uma variedade infinita, a vivacidade do próprio vinho e o efeito do álcool. É impossível – ou desonesto – não dar ao efeito álcool a importância que ele tem na atração que o vinho causa. Mas não é o único, nem deveria ser, o mais importante, pelo contrário. A Cultura do excesso e a irresponsabilidade trazem graves consequências.
A melhor resposta ao consumo imoderado de álcool que já vi, veio de Emile Peynaud, um dos mais importantes personagens da enologia moderna; “os bons vinhos incitam á sobriedade sendo o alcoolismo a sanção do mal-beber. Beba menos, mas seja exigente em sua escolha. Cada vez que escolher um vinho indigno, estará prejudicando a causa do vinho”. Para mim, a verdadeira “causa do vinho” é a cultura que se desenvolveu ao redor dessa bebida milenar capaz de abranger história, geografia, literatura, artes plásticas, música, gastronomia, física, química, biologia, filosofia e mais, O Vinho atrai pessoas com interesses completamente diferentes entre si, isto não é irresistível?

       Quem quiser a ler a matéria na íntegra pode contatar a Zahil e pedir a revista, mas de forma resumida o recado do Bernardo foi dado e o meu também. Há tempos que bato na tecla de que vinho é cultura e diversidade, daí a necessidade de explorar novos caminhos, descobrir novas emoções e novos sabores nessa imensidão de rótulos disponíveis no mundo de baco. Beber por beber não é a solução, que harmonizar vinho com gente, comida e momentos é essencial, que para se embriagar (algo que não recomendo nem incentivo) existem produtos bem mais baratos e mais eficientes! Os bons vinhos, meus amigos, incitam á sobriedade para que possam ser entendidos e apreciados em toda a sua complexidade, pois na garrafa existe bem mais do que mosto engarrafado!

Salute, kanimambo e lembremos que vinho é um complemento alimentar!

 

 

Vinho de Reflexão, Um Moscatel Roxo de Setúbal 1998

Tem um monte de gente que, cada vez que você fala de vinho de sobremesa, viram a cara e dizem não gostar. O interessante é que em diversos eventos de degustação que promovi e coloquei um vinho doce, de sobremesa, em prova, estes acabaram sendo os rótulos mais vendidos do evento. O fato me leva a concluir que a maioria é do tipo; “não provei e não gostei” tudo aquilo que tentamos mostrar aos nossos filhos ser errado! O grande segredo desses vinhos é o profundo equilíbrio entre o residual de açúcar e a acidez. Já provei um Tokaji Essencia com 200grs/l de açúcar residual e estava magnífico, digno de vir acompanhado da famosa almofadinha!!

Já eu, salvo algumas exceções nojentas (rs) adoro provar de tudo e vinhos de sobremesa são uma de minhas paixões. É difícil encontrar bons vinhos de sobremesa baratos, a produtividade costuma ser pequena, mas há exceções sendo que a maioria destes são vinhos de colheita tardia sul americanos, mas hoje quero falar deste verdadeiro elixir dos deuses produzido pela Quinta da Bacalhôa com esta pouco conhecida e rara variedade de moscatel, aparentemente autóctone da região de Terras de Setúbal, o Moscatel Roxo, vinho licoroso, fortificado (adição de aguardente vínica), com cerca de 18º de teor alcoólico!

CAM00302         Como costumo dizer, há vinhos que não sabemos se cheiramos ou bebemos, pois este é daqueles por quem nos apaixonamos à primeira fungada e mais do que beber, é de lamber!!! Extremamente sedutor, com notas florais que me fazem recordar laranjeira e rosas, com algo de frutos secos e mel, talvez até influenciado pela incrível cor amarelo dourado, quase topázio, uma verdadeira preciosidade. Tudo isso, no entanto, não convence se quando chega à boca esses aromas morrem e são substituídos por um liquido xaropento, enjoativo e sem vida. Este Moscatel Roxo da Quinta da Bacalhôa é o oposto de tudo isso, pois possuí uma acidez maravilhosa que lhe aporta uma personalidade muito vibrante, elegante, de grande leveza e maciez que convidam ao próximo gole. Absolutamente encantador, um adolescente de dezesseis aninhos, nove ou dez dos quais envelhecendo em meias pipas de carvalho, anteriormente usadas na produção de whisky, devendo, conforme pesquisado, ainda evoluir por mais vinte, trinta ou mais anos! Para tomar devagar, após o almoço, jantar ou a qualquer hora, sorvendo todas as suas nuances e desfrutando de toda a sua riqueza de sabores.

Ele é a sobremesa, um vinho para tomar olhando o horizonte e ver o sol se pôr, um vinho de contemplação e reflexão, para agradecermos a dádiva da vida e o privilégio de poder tomar um néctar desses. Para quem queira acompanhar com algo, penso que um Toucinho do Céu (típico doce conventual português) ou um Panetone de Zabaione italiano poderão ser grandes parceiros.

A uva, de cor arrocheada em vez de branca como a Moscatel “comum”, é tida como uma mutação regional da mesma e algo rara (pouca área plantada) com volumes pequenos de produção, gerando vinhos algo mais secos e complexos que os Moscateís tanto das regiões de Setúbal como do Douro (Favaios). Considerando-se o que o vinho é, o preço nem é caro pois anda na casa dos R$200 a 230, porém quem tiver a chance de passar no Duty Free de chegada no Brasil, vi no site por USD37, uma baba! Para quem quiser se aventurar em outros vinhos Moscatel Roxo deste quilate, minha recomendação fica com o Domingos Soares Franco Coleção Privada 2001, outro néctar de lamber os beiços e não esquecer tão cedo.

Salute e kanimambo, uma ótima e doce semana para todos.

Calendário de Eventos em Julho – Programe-se!

Oi gente, mais 12 dias de copa pela frente e até eu deixei cair a produtividade nesta época, um desastre para a indústria e comércio em geral, mas falta pouco e logo poderemos voltar á normalidade! Como, no entanto, navegar é preciso eu sigo montando meus eventos de degustação seguindo o conselho de Alexis Lichine que recomenda mesmo é o saca rolha em vez de livros e cursos para melhor conhecer sua majestade, O VINHO. Neste mês de Julho programei três que espero agradem os amigos:
Queda da Bastilha - mamy Pink         Dia 10 de Julho – Vamos antecipar as celebrações da queda da bastilha que tradiconalmente se celebra todo o dia 14 de Julho. Em parceria com as importadoras Viníca e a Premium assim como a Chef Sandra Souza da Casa de Culina, realizaremos um Jantar Harmonizado Francês para somente 14 pessoas a partir das 20 horas. O local é lindo e diferenciado, os vinhos muito saborosos e a cozinha da Sandra é deliciosa então tem tudo para ser uma noite para lá de agradável, vejam o menu degustação:
Recepção – Espumante Domaine Vigneau-Chevreau Vouvray Brut, um Cremant de Loire para deixar muito champagne no chinelo pela metade do preço. (Premium).

Entrada > Camembert Empanado com Coulis de Morango harmonizado com Domaine Servin Chablis 2012. (Vínica)

Primeiro Prato > Carré de Porco Charcutiére (Molho com mostarda e picles) harmonizado com Maison Tremier & Fils Bourgogne Rouge Pinot Noir Le Minée. (Vínica)

Segundo Prato > Aligot com Shitake Flambado harmonizado com o Bordeaux , Chateau Peyremorin de Villegeorge 2010 Haut-Médoc . (Premium)

Sobremesa > o tradicional Crème Brûlée acompanhado de Sautern La Bouade 2010 (Vínica)

De cada vinho serão servidos 100ml exceto o de sobremesa com 50ml. Valor do Sorry sold Outjantar é de R$140 por pessoa, pagos no ato da reserva, e dos 14 lugares disponibilizados, sete já garantiram seu lugar então se demorar muito já viu, vai dançar! JÁ DANÇOU!!! rs CASA CHEIA, CONVITES ESGOTADOS, KANIMAMBO!

 

 

Dia 24 de Julho – 1º Encontro dos Órfãos da Cozinha do Ney – Língua ao Vinho, Puré e Repolho RoxoRestaurante do Ney 25 anos
Para quem não mora ou morou na Granja Viana (Cotia – Região metropolitana de São Paulo) apresento a cozinha de autor do Ney que fez fama e foi marca registrada no pedaço por cerca de 25 anos. Diversos pratos foram marcantes e o o restaurante do Ney foi considerado pela população como uma das Dez Maravilhas da Granja Viana em enquete promovida por um jornal regional. Uma Granja antiga que aos poucos vai sumindo, a região está em pleno processo de mutação, porém ficam as lembranças que com um pouco de imaginação podem ser materializadas. Para não perdermos as referências, finalmente estamos confirmando o primeiro de, espero, diversos outros encontros com a cozinha do Ney e do próprio. O encontro se dará na Vino & Sapore, num ambiente informal e aconchegante restrito a um pequeno grupo de 12 pessoas que se sentarão ao redor de uma só mesa. Curtindo o prato, as pessoas á sua volta e uma novidade, um teste de harmonização com vinhos o que será de praxe nesses encontros! O menu será fechado e servido da seguinte forma:

Recepção – Espumante e petiscos

Prato Principal – Língua ao Vinho, Puré e Repolho Roxo (prato difícil de encontrar) que será harmonizada com dois diferentes vinhos (100ml de cada) servidos simultaneamente para você provar só e acompanhado do prato. Qual o melhor?!

Sobremesa – Tarte tartin a famosa torta de maçã do Ney devidamente harmonizada com uma taça (50ml) de um vinho de sobremesa alemão.

Água, café e estacionamento já inclusos no preço de R$100 por pessoa. Este primeiro encontro se dará dia 24 de Julho, a partir das 20 horas com o jantar sendo servido impreterivelmente às 20:30. Pagamento no ato da reserva e como são poucas e limitadas vagas, sugiro garantir logo seu lugar!Almost-sold-out Para quem não conheceu, eis uma chance para conhecer e, se tiver interesse, entre em meu facebook (João Clemente) e cadastre-se no grupo Orfãos da Cozinha do Ney para estar sempre atualizado com nossas atividades.

TortaMaca2 Ney

 

Dia 31 de Julho – Afinal Quem Faz o Melhor Malbec do Mundo? França, Argentina ou Chile? Um desafio ás cegas a partir das 20 horas que se realizará na Vino & Sapore onde provaremos dois rótulos de cada país e você vai julgar dando suas notas. Estou finalizando os rótulos, três na faixa de R$75 a 100 e três entre R$100 a 125,00, porém o preço já está definido, R$85,00 por pessoa que deverá pago no ato da reserva. Ao final, pizza para todos e um premio para quem acertar a origem dos seis rótulos provados. Em breve detalho os rótulos, porém recomendo garantir já sua reserva porque a demanda anda grande e temos tido que recusar pedidos.

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Em função dos eventos que promovo mensalmente serem normalmente restritos a poucas pessoas, entre 12 e 14, as vagas se esgotam rapidamente então sugiro a quem estiver interessado que garanta logo seu lugar e sua taça! Para efetuar sua reserva envie um e-mail para comercial@vinoesapore.com.br ou ligue para (11) 4612-6343/1433 para ver como efetivar sua reserva.  Salute e kanimambo pela visita.

Ps. Imagem da Queda da bastilha extraída do blog http://flogvip.net/mamypink/4274537

Cozinhar é Um Modo de Amar os Outros

Mia Couto é Moçambicano, nascido na Beira a segunda maior cidade Moçambicana com cerca de meio milhão de habitantes, enquanto eu nasci algo mais ao norte, em Nampula, porém ambos no longínquo ano de 1955. Biólogo, escritor renomado, poeta, militante político fortemente envolvido com a história deste novo Moçambique,  em determinado momento em um dos contos de seu livro “O Fio das Missangas” diz;

“Cozinhar é o mais privado e arriscado ato. 
No alimento se coloca ternura ou ódio. 
Na panela se verte tempero ou veneno. 
Cozinhar não é serviço. 
Cozinhar é um modo de amar os outros.”

Demais né? Adorei e achei que valia compartilhar com os amigos. Cada chef de cozinha deveria ter esse texto escancarado em letras garrafais na parede de seu espaço de trabalho. Por isso me aventuro na cozinha aos Domingos ou em um ou outro dia, cozinhar é um ato de amor para com quem depois sorverá os frutos de seu “trabalho”.  Assim,  quando não estou bem nem passo perto! rs Salute e kanimambo pela visita amigos, um ótimo fim de semana para todos e, “God willing”, neste Domingo vou para a cozinha (acho que churrasqueira) preparar o almoço com muito carinho. Até semana que vem!

moçambique

ps. Saudades de Maputo, do Xai-Xai, da Namaacha, saudades das noitadas no Zambi, saudades dos almoços no Marialva, no Atenéia, do café no Scala ou no Nicola, saudades do Polana, saudades do “policia sinaleiro”, da Costa do Sol, do camarão à piri-piri, da Catembe e das férias na Ponta do Ouro, dos aromas das especiarias indianas no mercado, saudades da família, dos amigos e de minha infância! Eta, esse texto me deixou nostálgico!!

Mais Experiências Lusas na Confraria Saca Rolhas

Portugal Fixe Hospedando cinco confrarias ao mês, sem contar os eventos promovidos, volta e meia esqueço o tema escolhido para o encontro seguinte. Pior, como a escolha é normalmente feita ao final dos encontros, rs, a maioria também esquece! Em cima da hora não podia dar outra, optei por dar uma volta pelas ricas regiões produtoras em Portugal que a confreira, amiga e porta voz do grupo assim descreveu:

 

Mais um encontro da Confraria Saca Rolhas e como é de praxe, procuramos decidir o tema do próximo encontro, no final da noite….E não sei porque, depois sempre aparecem dúvidas à respeito do que foi decidido! Depois da degustação dos Brunellos então, esquecemos de combinar o tema. Decidimos então degustar os vinhos que foram selecionados para harmonizar um jantar português, promovido pela Vino&Sapore. Acho que foi uma boa pedida, já que os portugueses estão em evidência atualmente, além do que, o fato de serem vinhos que deveriam acompanhar uma refeição, indicam uma característica muito mais próxima de vinhos que nós normalmente procuramos comprar no dia a dia, do que aqueles simplesmente degustados para conhecer uma região, um produtor, ou mesmo uma qualidade de uva, etc e tal. Seria uma visão diferente com um viés mais gastronômico.
Salvo algumas exceções, a sequencia dos vinhos servidos foi mais ou menos esta:

Espumante Valmarino & Churchill – Brut Nature – Prestige
Boa surpresa da região de Pinto Bandeira, Rio Grande do Sul (BR). Elaborado pelo método tradicional ( champenoise), com as uvas Chardonnay e Pinot Noir em que o vinho base passa por um estágio de 180 dias em barrica de primeiro uso americana. Bela pérlage que enche a boca, revelando ao mesmo tempo, cremosidade e frescor. Aromas e sabores equilibrados que se alternam entre as frutas cítricas e pâtisserie. Tem uma longa persistência e deixam uma agradável e sedosa sensação amendoada na boca.

Pedra Cancela – Eco Friendly 2009
Da região do Dão, este vinho foi elaborado à partir de princípios ecológicos e preocupações com o meio ambiente, desde o plantio, colheita, vinificação, e engarrafamento (garrafa, rolha e rótulo).
Início bem perfumado ( flores e frutas), e fresco. Na boca, é bem encorpado e a presença das frutas se confirma, principalmente amoras e cerejas maduras. Os taninos são suaves e o álcool aparece um pouco demais, deixando um final quase doce. Não ganha muito com tempo na taça. Apenas aparecem alguns traços amadeirados. Um vinho de alma jovem!

Solar dos Lobos – Reserva 2007
Da região do Alentejo, mostrou-se discreto no início. Com tempo, demonstrou sua vocação gastronômica com aromas de especiarias, pimentas, vinha d’alhos, defumados, notas de tostado da madeira, tabaco, equilibrando-se muito bem com o frutado, criando um corpo harmonioso e persistente na boca. Boa acidez e taninos suaves. Mas pede comida.

Vinhos Lusos Junho 2014

Meia Pipa – Private Selection 2010
Do mesmo produtor da “Quinta da Bacalhoa”, na Península de Setúbal, esse vinho é elaborado com uma mistura de uvas portuguesas e francesas. Ataque potente na boca. Bem encorpado, com taninos marcantes e acidez equilibrada. Sobressai sua estadia em madeira bem incorporada com o frutado das cerejas e ameixas maduras. Um vinho redondo, agradável e fácil de beber.

Grandes Quintas – Reserva 2010
Proveniente de vinhas velhas da região do Douro. Nariz elegante e sutil. Bem equilibrado e estrutura alinhada. Sem arestas. Bom extrato, taninos finos e presentes, e acidez muito boa. Refresca o paladar e o torna um bom companheiro para refeições. Final longo com frescor persistente. Um vinho versátil, que acompanharia muito bem do primeiro ao último prato.

Francos Reserva 2009 – DOC Alenquer
Esse vinho tem história!
Produzido pelo Enólogo José Neiva Correia ( DFJ ), para comemorar seus 30 anos de enologia. As uvas utilizadas para produzi-lo vieram da Quinta do Porto Franco ( DOC Alenquer , na região de Lisboa ), que também foi o local de nascimento de José Neiva. Foi eleito o um dos 100 melhores vinhos de Portugal em 2013 pela Revista de Vinhos de Portugal.
Pareceu um pouco tímido no início. A primeira sensação na boca foi um gosto de comida! Super equilibrado, e complexo. Fiquei com a impressão que esse vinho perdeu um pouco por ser deixado para o fim da degustação……Não tivemos tempo suficiente para apreciá-lo por completo. Havia algo nele que não consegui entender até agora. Sim, existem vinhos intrigantes que temos que repetir e esse certamente é um deles. Algo no frescor, uma mineralidade incomum e uma acidez que parecia vinho branco! Esse vinho, se encontrá-lo novamente, não me escapa!

VanZellersPorto-550x471VZ – Van Zeller – Tawny 10 anos
Esse Porto, de cor belíssima, âmbar, veio para encerrar a noite e acompanhar o delicioso toucinho do céu. Com seus sabores amendoados e puxados para frutos secos, me fez por alguns momentos esquecer que também tratava-se de mais um vinho. A fusão entre ele e a sobremesa foi tão grande que na minha cabeça tudo transformou-se em uma coisa só. Harmonização perfeita!

 
Resumindo as escolhas da noite:
Tirando o Espumante de boas vindas e o Porto de sobremesa que podem variar, os 5 tintos tinham em comum, qualidades tipicamente encontradas em vinhos portugueses desse padrão. Todos eles tinham espírito jovem, eram frescos , com boa acidez, aromáticos e pediam comida para acompanhá-los. Além disso, caracterizavam-se por serem frutados, com bom corpo, e madeira bem integrada aos aromas e sabores.

Os vinhos gastronômicos são aqueles que melhoram com a comida e a comida melhora com eles. Igual um casamento que dá certo ou uma amizade longeva. Não existe regra, e acontece na base da intuição, do conhecimento e do experimento. Quando da certo é ótimo. Quando não, continua-se tentando. E cabe a nós, apreciadores da boa comida e da boa bebida, essa árdua tarefa da escolha. Engana-se quem acha que é fácil!

Mais Vinhos de Bom Preço a Curtir na Copa

Agora o próximo jogo do Brasil é Sábado ás 13 horas! Não é por nada não, mas estou louquinho para a copa acabar e podermos retomar nossas vidas. A indústria vai ter queda, o comércio vai ter queda, porém as contas insistem em chegar “no matter what”! Enfim, não tem jeito então vamos tocando e eu cá estou de volta para dar mais algumas dicas de vinhos para curtir na copa só que destes países os preços são algo menos atrativos. Tenho pesquisado, mas achar bons vinhos da Alemanha, EUA, Uruguai e Austrália abaixo, ou próximo das 50 pratas não tá fácil não. Para quem está a fins de curtir vinhos de um desses países, não vou colocar nada da Grécia nem Croácia pois o que conheço é bem mais caro e nem sempre facilmente encontrados, eis algumas poucas dicas.

Flag button UruguaiUruguai – assim como a Argentina reinventou a malbec o Uruguai fez o mesmo com a Tannat e tem muita coisa boa por lá, nem sempre a preços muito convidativos. Nas faixas mais baixas de preços os vinhos variam muito, porém na casa dos R$35 a 40 o Don Pascual Tannat/Merlot (tradicional corte local) é bem agradável. Não tenho provado muita coisa nessa faixa que tenha me agradado, porém a R$45,00 o Pisano Cisplatino tannat/merlot é um porto seguro e na casa dos R$55 gostei bastante do Rio de los Pájaros Tannat Reserva. Outra opção certeira, porém já na casa dos R$65 é o Carrau Tannat de Reserva todos vinhos mais densos, típicos da cepa, porém sem taninos agressivos, teores alcoólicos educados e bastante ricos.

 

Flag Button alemanhaAlemanha – paraíso dos vinhos brancos e eventualmente Pinot Noir nos tintos, porém difícil encontrar vinhos com preços mais convidativos. Rieslings já com qualidade garantida, tem muita coisa por aí bem meia boca, sugiro a garrafa de litro de Heinz Pfaffmann Riesling por cerca de R$72,00 um vinho de baixo teor alcoólico e fácil de tomar, o Loosen Dr. L por volta dos R$69 assim como o Anselmann Trocken, um pouco mais de corpo e estrutura, na mesma faixa. Da Anselmann, també interessante o Pinot Noir deles que mostra uma outra faceta da região, a dos tintos e este é bastante interessante, porém já na casa do R$79,00.

 

Flag Button AustráliaAustrália – outro país de onde é difícil encontrar vinhos a preços convidativos. Afora seus famosos Shiraz, há também bons vinhos brancos, Cabernets e blends a serem explorados, porém devemos abrir a carteira um pouco mais. Na faixa entre entre R$55 a 65,00 gosto do Down Under Chardonnay com pouca madeira e bastante frescor sem perder as características da cepa, o Lindemanns Bin 50 Shiraz um bom “entry level” aos bons Shiraz australianos assim como o Three Steps Shiraz que já mostra um pouco mais de complexidade e corpo.

 

Flag button EUAEUA – nos próprios Estados Unidos os vinhos nacionais são dos mais caros e os de baixo preço tendem à carregação, produtos demasiado industrializados de qualidade muitas vezes duvidosa, porém não sou expert nos vinhos de lá. Conheço alguns bons e lamentavelmente caros rótulos, porém por aqui há pouca disponibilidade de vinhos de qualidade com preço mais acessível. Conheci alguns poucos rótulos que me pareceram bastante honestos e que hoje rondam os R$60 mais ou menos R$5 que creio podem ser interessantes para o momento, pois em turma vendo jogo não me parece que haja muito foco para grandes vinhos. Busque o Crane Lake Zinfandel, Forest Ville Cabernet Sauvignon e Fox Brook Shiraz, não são nenhuma quintessência de vinhos, mas são agradáveis, bem feitos, fáceis de tomar e honestos em seu segmento de preço.

Com isso finalizei minhas dicas de vinhos para curtir na copa. Foram uma série de rótulos de onze diferentes países então até dia 13 de julho há muito o que experimentar! Salute, kanimambo e seguimos nos vendo por aqui.

Mais Vinhos Bons e Baratos para Curtir nos Jogos da Copa

Uma boa parte dos colegas blogueiros e colunistas, sommeliers e profissionais do ramo costumam chegar nos eventos e buscar os grandes produtores e grandes vinhos para prova, o que respeito, porém meus caminhos normalmente me levam na contramão dessa tendência. Gosto de pegar outras estradas; as das descobertas e busca por aquelas pérolas escondidas no meio de uma enormidade de rótulos, aqueles bons vinhos de preços camaradas independentemente da faixa em que se encontrem. Não que esnobe os grandes vinhos, não sou idiota (!) rs,  e ao final sempre encontro um espaço para provar alguns deles, mas o que me dá satisfação mesmo é achar essas pérolas perdidas, o que me dá tesão nessa vinosfera é mesmo o garimpo, sair da mesmice procurar o desconhecido! Boa parte destas descobertas costumo compartilhar com os amigos aqui e os rótulos que sugiro nestes posts de vinhos Bons e Baratos para curtir durante os jogos da copa são fruto desse garimpo, espero que gostem.

Flag button ArgentinaARGENTINA – o Baladero Cabernet Sauvignon, Merlot e o Raza Malbec, entre R$35 a 40,00 são duas ótimas opções para quem quer gastar pouco e não fazer feio com os amigos. O Baladero Cabernet recebeu 89 pontos da Revista Adega e é um vinho surpreendente pelo preço enquanto o Merlot encanta por sua textura. Já o Raza  Malbec é de uma elegância e uma riqueza de meio de boca que agradam fácil a gregos e troianos primando pelo equilíbrio. Entre R$40 a 50,00 as opções são inúmeras porém gosto bastante dos vinhos do Gougenheim Valle Escondido Cabernet, do Syrah e do Bonarda/Syrah que está muito interessante e sedutor

 

Flag Button BrasilBRASIL – Recentemente falei do Salton Paradoxo Merlot e certamente esse teria que ser um dos sugeridos, pois por R$25,00 é uma bela relação qualidade x preço e sob o qual você pode ler mais clicando no link para post que escrevi há dias. Nessa faixa não tenho provado muita coisa, porém o Aracuri Merlot/Cabernet Sauvignon por cerca de R$48 é uma boa opção para quem quer algo mais, um vinho de Campos de Cima (R.S) que surpreende com boa estrutura, taninos finos e uma certa complexidade de final de boca. Óbvio que quando se fala de Brasil um espumante é sempre uma boa opção e se a galera for grande o negócio é apelar para um saboroso fresco Don Bonifácio Brut na casa dos 35 a 40 Reais, fácil de agradar e como já dizia Napoleão, “nas vitórias é merecido e nas derrotas necessário”!

 

Flag Button EspanhaESPANHA – há uns três anos descobri este rótulo que me encantou tanto na boca quanto no bolso, Legado Munoz Garnacha. Segue sendo uma ótima opção e uma surpresa para a maioria dos que o provam pela primeira vez já que é difícil crer que um vinho desses possa custar somente cerca de 42 Reais. Corpo médio, muita fruta, baunilha, acidez correta, final de boca especiado, um destaque na taça que impressiona nessa faixa de preço e que os críticos internacionais já pontuaram por diversas vezes entre 86 e 87 pontos. Já se preferir um 100% Tempranillo, recomendo o Canforrales Classico que surpreende entregando muito mais do que se espera de um vinho desta faixa com bom volume de boca, boa fruta e especiarias presentes. Considerado um dos melhores vinhos jovens de Espanha, foi escolhido para ser servido nos voos da Iberia. Sua versão rosé pode acompanhar bem uma paella ou camaróes empanados como aperitivo, uma família de respeito. A Espanha já nos disse adeus, mas…….. porquê parar?!

 

Flag Button ItáliaITÁLIA – O Paiara, blend de Negro Amaro com  Cabernet Sauvignon, vem da Puglia uma região menos conhecida e esta dupla está muito bem entrosada neste vinho que apresenta frutos negros bem presentes e algumas notas mais terrosas, equilibrado, médio corpo, taninos maduros e custa algo ao redor dos 45 Reais sendo uma ótima pedida para acompanhar a pizza ao final do jogo. Algo mais leves, os Sangiovese como; Confini, Villa Cardeto e o Alido entre R$40 a 48,00 são boas opções. Na mesma faixa de preço um gostoso e festivo Ballabio, rosé do Friulli á base de pinot nero e levemente frisante, um bom espumante Prosecco como o Cecilia Beretta Extra-Dry ou ainda, se quiser acompanhar um sashimi no jogo do Japão, o saboroso espumante rosé Contessa  Borghel,  são ótimas pedidas para acompanhar a Scuadra Azzura! Se quiser pular um degrau (por volta de R$10 a mais) vá de Surani Primitivo di Manduria ou Rubiolo Montepulciano de Abruzzo, satisfação garantida!

Durante a semana que vem volto com meu post final com dicas de vinhos da Austrália, Uruguai, EUA e Alemanha. Até lá, kanimambo e um ótimo fim de semana.

Vinhos Bons e Baratos Para Tomar na Copa

Aproveitando a maré, são 13 os países produtores de vinho presentes a esta Copa do Mundo que paralisa o país. Aliá, tem momentos que me assusto, gente isto é só um jogo! Legal, mas um jogo!! Enfim, voltemos ao vinho que este é assunto mais perene e podemos aproveitar esses momentos de êxtase para tomar alguns vinhos interessantes nos dias em que esses países jogam, ou não? Tá bom, tá bom, pode até iniciar com uma cervejinha, mas depois retorne à trilha! Eis algumas dicas interessantes, de 3 desses países, para os próximos dias com vinhos de custo mais acessível já que ainda tem muito jogo pela frente!

Flag Button FrançaFRANÇA, Roncier Tinto ou Branco – como ainda temos alguns jogos da França, podemos alternar entre um e outro. Vinho barato e bom francês não existe, certo? ERRADO! Este vinho sem safra, sem uva e sem região (sim é isso mesmo) que eu apelidei como Vin de Bistro, é alegre, vibrante e foi uma descoberta que fiz no Encontro de Vinhos OFF deste ano aqui em Sampa. O tinto deve ser tomado refrescado entre 12 a 14º e o branco a 6/8º e garanto que uma garrafa vai ser pouco nesses jogos, porque desce fácil. O Branco mais vibrante que o Tinto, mas ambos vinhos muito equilibrados elaborados para dar prazer sem compromisso. Anda na casa dos 35 Reais. Uma outra opção interessante é o Ondines, um Rhône barato e pero cumplidor!

Flag Button PortugalPORTUGAL, Vilaflor Tinto e Branco – Como nos jogos da França, agora chegou a vez de Portugal com o mesmo produtor nos trazendo vinhos muito agradáveis numa faixa de preço bem camarada. Sim, pode se preparar porque Portugal (inshala!) ainda vai sair em segundo na chave mesmo depois daquele chocolate amargo que a Alemanha providenciou afinal, acidentes acontecem! Do branco já cansei de falar aqui e foi ganhador na Expovinis na categoria brancos abaixo de R$50,00. Um branco do douro com conteúdo, saboroso e bem fresco. Já o tinto vem para confirmar a atual boa fase por que passam os vinhos lusitanos que conseguem nos surpreender com bons vinhos a ótimos preços. Também na casa dos 35 reais. Outras opções nessa faixa; Terras do Pó branco e tinto, Forja do Ferreiro (mais amadeirado) e Casa do Brasão, este último abaixo das 30 pratas!!

Flag button ChileCHILE, Millaman Condor Chardonnay e Carmenére – mais dois achados recentes. O Chardonnay foi muito bem avaliado pela Confraria de Sommeliers do Didu e Cia, e quando provei também me surpreendeu com seus frutos tropicais e vibrante frescor, tanto que me animei a provar o Carmenére que não chega a ser uma uva que normalmente me atrai muito. Mais uma surpresa, sem aquele verde herbácio forte o vinho traz uma fruta gulosa e bom equilíbrio calcado numa textura gostosa de meio de boca e taninos maduros e macios. Para não destoar, vinhos na casa dos 35 reais! Se quiser algo mais barato, o Promesa Sauvignon Blanc na casa dos R$28,00 é uma bela pedida!!

Na Sexta dou mais algumas dicas interessantes de outros países como Brasil, Itália, Alemanha, EUA, Espanha, Uruguai, Argentina, Austrália,…… Salute e kanimambo