Confraria Frutos do Garimpo

Amigos, nesse garimpo que venho fazendo há anos por nossa vinosfera, toda a hora me deparo com algumas pérolas e bons vinhos porém nem sempre ao preço certo. Mais raramente, no entanto, dou de cara com algumas belas ofertas desses mesmos vinhos que merecem ser compartilhados com os amigos então decidi começar esta exclusiva Confraria Frutos do Garimpo - Logoconfraria de compras e oportunidades como forma de compartilhar esses Frutos do Garimpo. Não, não é mais um clube de vinhos, é uma Confraria, não havendo quaisquer cobranças mensais ou obrigação de compra.

Mensalmente, a partir de Setembro, sujeito a disponibilidade montarei uma série limitada de caixas (avisarei a quantidade disponível nas chamadas mensais) com 4 garrafas destes achados, frutos do meu garimpo. A cada mês os valores mudam (devendo ficar entre R$200 a 350) e os vinhos mudam, podendo até haver maior disponibilidade num ou noutro mês ou não haver nenhuma oferta já que, lembrando, são Frutos do Garimpo e aquela “pepita” nem sempre dá as suas caras e quando dá são de pouca monta! Podem ser duas garrafas de um mesmo vinho e as outras de dois vinhos diferentes, podem ser duas garrafas de dois rótulos, a cada mês a história será diferente, o objetivo é compartilhar as pepitas achadas nas entranhas de nossa vinosfera. Passo os preços com minha resenha dos vinhos e você compra se quiser e quando quiser, tendo tempo para pesquisar, porém como as quantidades serão limitadas a venda será realizada aos primeiros que confirmarem e somente uma caixa por pessoa.

O foco será, obviamente, na qualidade atrelada a um preço abaixo da média do mercado, diversidade de estilos e uvas, sendo coerente com tudo o que venho escrevendo já faz anos. Eventualmente poderei me deparar com outros frutos que não vinho, por exemplo um acessório, no qual o conceito também se aplique e o incluirei para apreciação dos confrades. Pintou oportunidade na minha praia, a idéia será compartilhá-la com você e disponibilizá-la aos confrades e confreiras se houver quorum. A confirmação da reserva se dará através de depósito em conta, após o qual faremos a entrega que será gratuita em Cotia,Alphaville e nos seguintes bairros de São Paulo > Morumbi, Vila Olímpia, Itaim, Jardins, Pinheiros e Butantã. Qualquer outro local de entrega ficará sujeito a cobrança de frete junto com o depósito da reserva e avisado antecipadamente. Eventualmente, poderá ser retirada na Vino & Sapore por aqueles que moram na região da Granja Viana, no entanto os Frutos do Garimpo não estarão disponíveis na loja e, caso venham a estar nas prateleiras, estarão com preço de mercado.

Gostou da idéia, tem interesse em participar? Pois bem, preencha o formulário em clicando aqui e assim que tenha o primeiro “KIT” pronto, deve ser Setembro, lhe enviarei e-mail com os Frutos do Garimpo do mês e as resenhas. Estes achados não serão divulgados na internet ou em redes sociais, então sua inscrição na Confraria “Frutos do Garimpo” será a única forma de você vir a ter acesso a eles.

Kanimambo a todos que vierem a apoiar este novo projeto que se inicia agora em Setembro de 2015. Bem vindos a bordo e espero que a viagem seja prazerosa!

Malbec – Qual a Melhor Região Podutora, Um Desafio às Cegas!

Bem, que a uva ícone argentina é a malbec e que ela originou na França a maioria já sabe, só que existe o Chile que corre por fora com algumas outras boas e interessantes opções de bons vinhos. Cerca de 70% dos Malbecs do mundo vêm da Argentina, mas ainda semana passada tomei um ótimo e surpreendente chileno, o Odfjel Orzada, porém hoje não é dia de falar dele nem dos Malbecs chilenos e sim da degustação ás cegas que organizei na Vino & Sapore onde coloquei seis rótulos de três diferentes países numa disputa direta á cegas. Vinhos da França, do Chile e da Argentina, por supuesto!

Foi um exercício hedonístico realizado com 13 apreciadores de vinhos, seguidores de Baco com sede de conhecimento e descobertas de novos sabores. Coloquei duas faixas de preço como parametrização de comparativo, uma de R$75 a 100 e a segunda de R$100 a 135. Interessante esse parâmetro porque por muitas vezes vimos o mais barato dando pau nos mais caros o que, desta vez, não ocorreu!

Um importante aspecto a considerar também, é que em Cahors (França), berço da uva, a AOC permite que com apenas 70% da cepa o vinho pode ser rotulado como Malbec, sendo comumente cortado com Tannat e Merlot. Outros rótulos presentes também levam um “tempero” de outra uva, porém em porcentuais bem menores. Como sempre, tentei trazer para a taça vinhos menos conhecidos tendo tido para isso o apoio dos importadores Mistral, Decanter, Wine Mais, Almeria e Berenguer imports

Malbecs do Mundo às CegasNa Faixa de R$ 75 a 100 – Chateau Chevaliers Lagrezzete 2005, Riglos Quinto 2010 e Perez Cruz Edicíon Limitada 2012

  • Chateau Chevaliers Lagrezette é francês de Cahors . A Malbec é aqui complementada por cerca de 12% de Merlot e 3% de Tannat, gerando um vinho saboroso, com aromas de média intensidade, taninos finos, retrogosto frutado com leve toque de especiarias . A idade parece que começa a pesar e gostaria de rever este vinho de uma safra bem mais jovem (2010 para cá) pois o potencial estava lá, porém foi sumindo na taça!
  • Riglos Quinto, argentino de Mendoza e o segundo vinho do produtor. Leva 12% de Cabernet Franc e com somente 6 meses de barrica de 2° uso, é pura fruta, nariz intenso, fresco, cremoso na boca, textura sedosa e muito bem equilibrado é um vinho que não nega fogo sempre que é aberto. Elegante, é um vinho que chama a próxima taça.
  • Perez Cruz Cot Edicion Limitada, é o representante chileno nesta gama de preços e para não variar, voltou a se dar bem. Cot é um dos nomes pela qual a malbec era mais conhecida na região de Cahors, a outra era auxerrois, tendo a Perez Cruz usado esse nome no rótulo em função da origem dos clones em seus vinhedos. Tem um temperinho de 5% de Petit Verdot e 2% de Carmenére e um dos vinhos com maior passagem em barrica que provamos nessa noite, 14 meses. A madeira está bem presente, porém sem se sobrepor á fruta, edoso, fruta madura, especiarias, boa textura num corpo médio, final de boca fresco com um leve toque amentolado. Um destaque nesta faixa!

Na Faixa de R$100 a 135,00 – Arroba Malbec de Autor 2009, Loma Larga Malbec 2009 e Chateau de Haut-Serre 2009

  • Arroba Malbec, do enólogo Carlos Balmaceda. ´, com apenas 5.000 garrafas produzidas foi o único 100% Malbec na disputa. De Mendoza, é exuberate no nariz, fruta madura, denso e carnudo, equilibrado, taninos doces e aveludados mostrando sua cara sem excessos e bem integrados, final de boca longa com notas achocolatadas. Um vinho que fez a cabeça de muita gente tendo mostrado muita tipicidade tanto da uva como da região.
  • Loma Larga Malbec, o representante chileno desta faixa de preços mexeu com o sensorial de muitos dos presentes. Vem de Casablanca o que quer dizer uma região mais fria com forte influencia marítima devido a sua proximidade com o mar e levou um tempero de 5% de Syrah. Doze meses de barrica imperceptível, só 20% novas, dando suporte a frutos negros, toque floral muito interessante, meio de boca gordo, acidez bem presente, harmonioso com um final longo e apetecível.
  • Chateau de Haute-Serre , o menos típico de todos os vinhos que se apreentaram. De Cahors, vem com 30% de tannat e merlot o que na minha opinião desvirtua um pouco pois altera em demasia as característica da uva principal que é a malbec. Tendo dito isso, é um vinho surpreendente e marcante que criou alvoroço na mesa. A complexidade impera tanto nos aromas como no palato, notas de salumeria, terra, algo mentolado e até arriscaria um leve alcaçuz, tudo muito equilibrado, ótima textura, bom corpo, taninos muito finos com um final longo com toques de café e cacau, bem diferente e saboroso.

Malbecs do Mundo Vino e SaporeComo estava servindo, as anotações acima foram rabiscadas num papel para posterior consulta e muitas sensações se perdem com o tempo, porém acho que o resumo está bem perto da realidade e os participantes podem, e devem, comentar e corrigir á vontade. Mais uma noite muito agradável em que os três primeiros vinhos foram também os mais caros:

3° Lugar – Arroba Malbec (Argentina/Mendoza)
2° Lugar – Loma Larga Malbec (Chile/Casablanca)
AND THE WINNER IS!
Chateau de Haute-Serre Malbec (França/Cahors)

Chateau de haute-serreUm Belo Vinho!

Na somatória das notas o país vencedor foi o Chile, seguido de França e Argentina. Até um próximo Desafio as Cegas, quando surpresas acontecem! Salute e kanimambo.

O Outro Cabernet Chileno

È, há umas duas semanas falei de um e tinha prometido o segundo em seguida, mas o trampo está pesado então está faltando tempo para colocar a escrita em dia, porém não esqueço minhas promessas, não, só tarda! rs Falei do Lauca Reserva Cabernet Sauvignon e hoje quero compartilhar com os amigos e amigas o In Situ Gran Reserva Cabernet Sauvignon 2010. Mais um vinho desta uva que mostra bem a boa adaptação aos diversos terroirs chilenos. O Lauca é do Vale do Maule e este é de Aconcagua, o que gera algumas diferenças, porém entre eles uma linha mestra, a ausência da excessiva piracina que tanto me incomoda em boa parte dos vinhos chilenos. O produtor é a Viña San Esteban e esta linha de produtos me atrai bastante porque afora o prazer na taça, também dá um alivio no bolso entregando mais do que se espera em função do preço.

Gosto do In Situ Big Red Blend (que nem é tão big assim!) que conjuga muito bem a Cabernet, com Petit Verdot e algo de Carmenére na casa dos R$56, mas este 100% Cabernet traz algo mais! O enólogo, Horácio Vincente, é  filho do proprietário, formado em Bordeaux e essa influência se sente bem em seus vinhos CAM00300com um algo mais de sofisticação. O In Situ Gran Reserva Cabenet Sauvignon, leva 90% desta cepa à qual ele adiciona um tempero de 5% cada Carmenére e Cabernet Franc, e deixa “amadurecer” em barricas francesas e americanas de 225 litros por cerca de doze meses.

O resultado é um vinho que atrai á primeira “fungada” mostrando uma fruta vermelha viva e fresca, e um toque algo terroso (bosque molhado), de boa estrutura tânica, densoe de bom corpo sem ser excessivo ou pesado,  complexo, elegante, textura aveludada, boa acidez e harmônico com uma leve pimenta de retrogosto e boa persistência. Um Cabernet muito bem feito, sem exageros nem maquiagem com a madeira a dar apoio ao conjunto sem jamais se sobrepor. Pelo preço, na casa dos R$75 a 80,00 acho que é uma boa opção a vinhos de marca mais famosa e mais caras, porém sem a qualidade e equilíbrio que este apresenta e prazer que nos dá. Como já disse anteriormente e por diversas vezes, é esse o barato do garimpo, encontrar estes rótulos menos midiáticos de produtores de menor porte que nos surpreendam. Se você gosta de Cabernet Sauvignon, eis uma boa opção ao seu dispor no mercado.

Espero que curtam! O VSE Cabernet, o de gama de entrada deles, é um vinho bem feito que já comentei por aqui há uns cinco anos atrás e dizem que o In Situ Laguna del Inca, seu vinho top, também é muito bom e esse eu botei na alça de mira para uma próxima oportunidade provar. Se você provar antes, ou já conhecer, me diz algo? Bem gente, a conclusão que tiro é que este produtor se dá bem com a Cabernet em sua propriedade e cantina o que pode ser um fator a se considerar quando nos depararmos com seus vinhos no mercado, ojo! Bem, hoje é só e amanhã falarei um pouco da degustação às cegas que armei com Malbecs chilenos, argentinos e franceses, mais surpresas! Kanimambo e uma boa semana para todos.

Mendoza um Oásis de Vinhedos, Vinhos e Boa Gastronomia

Quem me acompanha há mais tempo sabe do meu projeto de viagens enogastroculturais pelo mundo com a saudosa Inês (quecível) que tão cedo e tragicamente nos deixou junto com o Thiago. Após um ano e meio retomo as atividades com a Wine & Food Travel Experience, um projeto de viagens internacionais buscando experiências sensoriais diferenciadas através da boa enogastronomia.

Antes de alçar voo para outras regiões mais longínquas de nossa vinosfera, optei por voltar com um roteiro mais enxuto, em conta e de poucos dias o que facilitará a disponibilidades dos potencias passageiros, quatro dias cheios na Argentina, mais precisamente em Mendoza na Argentina, um oásis em diversos sentidos, com roteiro montado por mim. Mendoza é o epicentro da produção de vinhos argentinos, uma babel em que produtores franceses, italianos, portugueses, espanhóis, chilenos, americanos e até argentinos (rs) produzem uma gama de vinhos de grande diversidade e não só Malbec. Dia 21/08 pretendo levar amigos seguidores de Baco num exclusivo grupo de 12, máximo 15 pessoas , para desfrutar dessa experiência intensa e marcante comigo quando espero poder mostrar que os vinhos da Argentina não se resumem aos famosos Malbecs. Diversidade por aqui também é fato!
Melipal 1

Saímos Quinta (21/08) de madrugada de Guarulhos em voo direto para Mendoza onde chegaremos por volta das 4:30 de la matina. Direto para o hotel, café da manhã e um tempinho para descansar no quarto ou esticar as pernas nas gostosas ruas e praças que circundam o hotel 4* escolhido no centro da cidade. Depois e em três dias, visitas a oito vinícolas para conhecer um pouco mais do que está por trás de uma garrafa de vinho e, obviamente, degustar alguns deles (Melipal, Dominio del Plata, Achaval Ferrer, Catena, Atamisque, Vina Alicia, Lagarde e Carmelo Patti).

Em três delas almoçaremos com um menu degustação devidamente harmonizado com os vinhos “da casa”. Um mix de gigantes do setor com produtores  garagistas e projetos inovadores assim como produtores de médio porte, um panorama bastante interessante para os aficionados dos caldos de baco! Para terminar, no Domingo light, visita a um lagar de azeites, e um jantar de despedida na última noite antes de seguirmos para o aeroporto onde embarcaremos na Segunda (25/08) ás 00:20 chegando em Sampa ás 4:20 da manhã o que deve possibilitar, aqueles que precisarem, chegar no batente antes das 9:00!!  Total do pacote, USD1.600 com 30% no ato da reserva e o restante em 5 vezes no cartão, imperdível!

Meio em cima da hora, mas são só dois dias de labuta! Caso tenha alguma dúvida ou queira esclarecimentos adicionais, Sorry sold Outbasta me contatar ou ao parceiro Clube Turismo em Cotia já que o roteiro parte de Sampa mas eles podem ajudar você a chegar de outras localidades. Quem sabe faz a hora não espera acontecer, então faça desta a sua hora,afinal você merece, ou não?! Aguardo vocês, pois os acompanharei em toda a viagem.

Para acessar o roteiro completo clique aqui http://www.diariodebaco.com.br/imagens/viagem-mendoza-2014.pdf. Valeu Alexandre! Clique nas imagens para ampliá-las.

 

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Côtes du Rhône, A França Esquecida – Degustação Temática

CAM00049   Quando falamos de vinhos franceses invariavelmente tratamos de Borgonha e Bordeaux, eventualmente os rosés da Provence e um ou outro rótulo do Languedoc, quem sabe do Loire, outra região de parco conhecimento. As Côtes du Rhône com toda a sua riqueza e incríveis vinhos é pouco lembrada até porque diversos rótulos Cotes du Rhône e Cotes du Rhône Village de baixa qualidade inundaram o mercado durante bom tempo denegrindo a marca como já foi feito com outras regiões produtora no mundo como Valpolicella e os vinhos alemães. Nossa proposta, em parceria com a Decanter, é abrir essa região para você mostrando alguns rótulos dos mais diversos preços e gamas de qualidade escolhido por mim. ´Como sabem, sou um seguidor da máxima de Alexis Lichine de que; “No que se refere a vinho, sempre recomendo que se joguem fora tabelas de safras e manuais investindo num saca-rolha. Vinho se conhece mesmo é bebendo! “, então montei esta degustação temática no próximo dia 13 de Agosto às 20 horas na Vino & Sapore. Um pouco de teoria com muiiiita prática explorando os incríveis sabores do norte e sul do Rhône.

  • Condrieu – Com apenas 90 hectares de vinhedos, é uma região onde se encontra a quintessência da uva Viognier (branca), única uva que é permitida pela AOC situada bem ao norte da região, pouco abaixo de Cote Rotie – Amour de Dieu 2011 ,(R$298,00) de Jean-Luc Colombo é um desses bons exemplares a que a que a Wine Spectator deu 93 pontos.
  • Côtes du Rhône – um básico que cobre diversos terroirs na região e que pode ter os mais diversos níveis de qualidade. Há de tudo no mercado, porém nas mãos de um bom produtor como o Chateau Saint Roch 2009 (R$75) esta pode ser uma denominação com qualidade.
  • Lirac – Sul do Rhône e um outro perfil de vinho. Aqui reinam a; Grenache (min. 40%), Syrah e Mouvédre (min. juntas 25%), Cinsault e Carignan sendo a maioria tintos. Vinhos complexos, que precisam de quatro a cinco anos de garrafa para mostrar todas as suas virtudes. Este exemplar Saint Roch Lirac 2009 (R$105) é um vinho que surpreende quem tem pouco relacionamento com a região.
  • St. Joseph – Ainda no norte do Rhône, uma região onde a Syrah impera solo mostrando toda a sua exuberância. O Brunel de la Gardine St. Joseph 2007 (R$145,00) é um bom exemplo dos bons vinhos da região elaborados com esta uva que tem sua origem aqui mesmo, no Rhône.
  • Chateauneuf-du-Pape – no sul, tendo como epicentro a cidade de Avigon, talvez a região do Rhône mais conhecida de todas em que 13 uvas produzem alguns dos melhores vinhos franceses. Tanto nas versões branco como tinto, são vinhos vigorosos, comumente de alto teor alcoólico, marcantes que necessitam de muito tempo em garrafa para mostrar toda a sua personalidade. O Chateau de la Gardine 2007 (R$298) é um exemplo do que esses vinhos podem nos dar de prazer.
  • Cote Rotie – Célebre pelo corte de Syrah com Viognier, é uma AOC com apenas 200 hectares de vinhedos localizada no extremo norte da região que produz vinhos esplendorosos e tradicionalmente caros. Um dos grandes vinhos da região é o La Divine de Jean-Luc Colombo 2008, (R$503,00) um vinho de longa persistência, na memória!Sorry sold Out

O custo de investimento nesta degustação temática com grandes vinhos a ser realizada no próximo dia 13 de Agosto, será de R$120,00 por pessoa, pagas no ato da reserva. Serão disponibilizadas apenas 14 vagas, então não deixe para a última hora porque você pode não mais achar lugar. Ligue no Tel. (11) 4612-1433, envie e-mail para comercial@vinoesapore.com.br ou me contate via o blog garantindo logo seu lugar nas Côtes du Rhône!

 

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Dois Bons Cabernets Chilenos

Por mais que insistam em fazer da Carmenére a uva ícone chilena, ainda acho que as principais uvas comerciais chilenas são mesmo a Cabernet Sauvignon e a Syrah. Na Cabernet, o que mais me incomoda é o excesso de piracina (pimentão verde) em boa parte dos vinhos assim como aquela goiaba verde, aromas que não me seduzem e que, por muitas vezes, se repetem na boca. Quando provo um vinho que foge dessas características, isso já me aguça o palato e se o preço está em acordo com meu bolso, então me seduz de vez e foi isso que ocorreu com dois vinhos em dois patamares de preço diferentes, um Reserva e um Grande Reserva. O primeiro que compartilharei com os amigos hoje, foi mais uma revisita a um vinho que já tinha curtido muito em 2009, confirmei em 2011 e agora revisito mais uma vez e reconfirmo tudo o que já tinha comentado sobre ele e que o fez ser destaque aqui no blog há época, é o Lauca Cabernet Sauvignon Reserva, hoje importado pela Mercovino.

CAM00298Da região do Vale do Maule, passa por oito meses em barricas francesas e americanas. A primeira grande surpresa é a ausência total dos tradicionais aromas de goiaba e pimentão, com a paleta olfativa mostrando muito mais seu agradável e sedutor caráter frutado com notas de baunilha sutis mostrando o bom uso das barricas. Na boca, taninos muito bons, equilibrado, bom corpo, rico, álcool bem integrado formando um conjunto muito prazeroso e, como dizem meus conterrâneos, apetecível com um final saboroso de boa persistência que nos chama à próxima taça. Como o preço se encontra numa faixa ao redor dos 55,00 Reais, temos aqui, na minha opinião, um best buy com uma elegância e finesse pouco presentes em vinhos nesta faixa.
Ainda durante a semana voltarei a falar dos Cabernet Chilenos com um outro rótulo, um Gran Reserva. Até lá, Salute, kanimambo e uma ótima semana para todos. Ah, ia-me esquecendo, reservem o período de 21 a 25 de Agosto para viajar comigo a Mendoza! Ainda esta semana os detalhes, porém será uma experiência enogastronomica como visita a 8 bodegas, lagar de azeite e 4 refeições harmonizadas descobrindo novos sabores, aguarde!!

“Quem faz o Melhor Malbec?”

Certamente os argentinos dirão que eles, os chilenos diriam que há controvérsias e os franceses, bem, os franceses vão dizer que os outros são meras cópias dos grandes vinhos de Cahors. Sinceramente, não tenho essas duvidas não, vinho para mim se conhece mesmo é tomando então vou fazer a prova mesmo sabendo que é muito difícil conseguir um comparativo real já que a maioria dos Malbecs de Cahors não são 100% e os que encontrei ou eram num patamar de preços inferior ou acima. O exercício, de qualquer forma, tem uma conotação mais hedonística, so what the hell, vamos em frente!

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Dia 31/07, vagas já esgotadas (na verdade ainda temos uma vaga neste momento) salvo uma ou outra desistência de última hora, provaremos ás cegas seis rótulos, um de cada país (França/Argentina e Chile) em duas faixas de preços; de 75 a 100 Reais e de 100 a 135 Reais, vejam os vinhos participantes:

Faixa de R$75 a 100,00
Chateau Chevalier Lagrezette (França/Decanter) / Bodegas Riglos Quinto (Argentina/Decanter) / Perez Cruz Cot Limites Edition (Chile/Almeria)

Faixa de R$100 a 135
Chateau des Haute-Sérre (França/Mistral) / Arrroba Malbec Roble de Autor (Argentina/Berenguer) / Loma Larga Malbec (Chile/Winemais)

Ao final fecharemos o evento com pizza gourmet da mais nova pizza delivery da Granja Viana a Vianna Gourmet Pizza e um premio especial para o participante que acertar a origem dos seis vinhos que, obviamente, serão servidos ás cegas aSorry sold Out partir das 20:00. Investimento, meros R$85,00. Quem ainda quiser se habilitar, quem sabe dá sorte, contate a Vino & Sapore por tel. (11) 4612-1433 ou pelo e-mail comercial@vinoesapore.com.br , eventualmente me envie um comentário por aqui mesmo. Depois falo do resultado, por enquanto kanimambo pela visita e bom fim de semana

Um Encontro do Saca Rolha com a Nebbiolo

nebbiolo1         A maioria de nós amantes e desbravadores desta imensa vinosfera, entre eles os confrades da confraria Saca Rolha, sabemos que o famoso Barolo é elaborado com esta saborosoa uva, porém o que muitos não sabem é que há muito mais Nebbiolo além do Barolo, pois esta reina no Piemonte! Desta feita os amigos se reuniram para provar um pouco do que se faz no Piemonte com esta uva porém com um enfoque maior nos Barolos e suas diversas gamas de qualidade e preço. Como sempre, nossa porta voz Raquel Santos compartilha com os amigos sua experiência e percepção dos vinhos tomados. Para preservar o caixa, somente 4 vinhos desta feita complementados por rótulos fora do tema.

 

Dizem que a primeira vez, a gente nunca esquece. Pois bem, lembro-me perfeitamente do meu 1º Barolo. Foi num jantar de família, lá nos anos 90, em que o vinho que seria servido, veio acompanhado de várias histórias que faziam dele algo especial. Entre elas, a famosa citação de Voltaire: “O vinho dos reis e o rei dos vinhos”. Outra coisa que chamou atenção, foi o fato de serem de longa guarda e nunca deveriam ser consumidos antes de pelo menos uns 10 ou 15 anos de descanso na adega. Depois desse dia, comecei a ler mais sobre as histórias que acompanham essa cultura enogastronômica e me apaixonei pelo assunto.

Os vinhos de Barolo, região delimitada (DOCG-Denominazione di Origini Controllata e Garantita), são feitos exclusivamente com a uva Nebbiolo, que leva esse nome por causa da névoa típica (nebbia) que cobre a região na época da sua colheita. Por ser uma espécie muito temperamental, com ciclo longo e maturação tardia, adaptou-se muito bem na região noroeste da Itália, aos pés dos Alpes. Pela proximidade da fronteira com a França, adquiriu algumas influências, como o próprio nome da região: Piemonte – Pied-du-mont (pé do monte), vindo de um dialeto piemontês, repleto de palavras gaulesas. Além disso, há relatos que a história da viniviticultura de Barolo se desenvolveu no início do sec.XIX com a contratação de um enólogo francês para melhorar as técnicas usuais, que produziam um vinho adocicado, comum na época. Ele então fez com que essa bebida se tornasse mais seca, ao estilo de Bordeaux. Passou a servido nas mesas da nobreza e caiu nas graças do rei Vittorio Emanuele II.
A partir daí, ganhou fama e continua até nos dias atuais competindo com os maiores do mundo, como os grandes Brunellos, na Itália e na França com os vinhos de Bordeaux e Borgonha. O estilo dos vinhos de Barolo, se caracterizam pela personalidade forte. Como dizem os italianos: “vini dei pensieri” (vinhos de pensamentos). São austeros, complexos, profundos e exigem a total atenção de quem os bebe. Apesar disso, não deixam de acompanhar muito bem uma refeição, característica sempre presente em qualquer vinho italiano.

Barolo landscape

Quando se fala da região delimitada de Barolo, deve-se levar em consideração, além da Nebbiolo que tem seu nome originado da palavra nebbia (névoa) muito comum na região, única casta autorizada, o clima, e também o solo. Trata-se de uma região montanhosa, com suas pequenas colinas, composta basicamente de “marga”, que é uma mistura de argila e calcário. Porém, existe uma diferença entre o lado leste e o lado oeste, que é bem significativa. No lado leste, chamado de Helvético, apresenta maiores quantidades de ferro e é mais avermelhado. Já o lado oeste, chamado de Tortoniano, aparecem mais manganês e magnésio com aparência mais clara. Isso faz grande diferença no resultado final dos vinhos. As parcelas plantadas no solo Helvético, onde localizam-se as comunas de Castiglione Falletto, Serralunga d’Alba e Monforte d’Alba, resultam em vinhos mais austeros, com boa acidez e taninos pronunciados. Pode-se dizer que é um estilo mais tradicional dos vinhos de Barolo. Já as plantações no solo Tortoniano, onde estão localizadas as comunas de La Morra e Barolo, resultam em vinhos mais aromáticos, com taninos mais dóceis, ao estilo mais moderno, que não exigem tanto tempo de guarda.

Aqui, aparece o mesmo conceito de “Crú”, da Borgonha. Isto é, usando as uvas plantadas numa única parcela, para elaborar um vinho, consegue-se a real expressão do terroir. No caso da Borgonha, usam exclusivamente a Pinot Noir e em Barolo, a Nebbiolo. É muito interessante perceber as semelhanças e as diferenças, entre essas gigantes produtoras de vinho, que embora utilizando a mesma filosofia, obtêm resultados tão peculiares! Quanta coisa a ser considerada quando nos deparamos com uma mera taça de vinho! E quando dentro da taça tem um Barolo, a coisa fica séria. No caso desse nosso encontro da confraria, onde ele foi o foco principal, começamos aos poucos, como se pisássemos em ovos.
Começamos como de costume com um espumante para preparar as papilas:

Cava NU Reserva Brut da Bodega Maset
Um Cava, da região da Catalunya, muito fresco, cítrico, com alguns toques florais e final seco na boca.

ROMIO Nero d’Avola Terre Siciliane 2012
Para entrarmos no clima italiano: um vinho leve, com boa acidez e muita fruta (groselhas). No final, aparecem notas defumadas, de tabaco e carvão. O solo vulcânico da Sicilia, se fez presente.

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Piero Busso Barbaresco Mondino 2008.
Já em território piemontês, a Região de Barbaresco (DOCG) divide com Barolo o título de melhores vinhos produzidos exclusivamente com a Nebbiolo. Muito aromático, floral (violetas), herbáceo, terra úmida, mineral. Acidez, taninos e álcool bem equilibrados. Vinho agradável e gastronômico, que acompanhou muito bem um patê de lebre com tomilho, evidenciando ainda mais as ervas aromáticas.
Depois dessa introdução, já estávamos preparados para os convidados de honra, três Barolos:

O primeiro, do produtor Dezanni – Barolo 2007.
Um estilo mais tradicional ( Serralunga d’Alba ), já com seus 7 anos de amadurecimento, mostrou-se muito fresco, frutado (principalmente frutas negras como ameixa, amoras e cerejas maduras). Madeira bem incorporada aos aromas mais secos de especiarias, como aniz, cacau e tabaco. Taninos presentes e bem equilibrados com a acidez e ótimo corpo.

O segundo, do produtor Cascina Ballarin – Barolo Tre Ciabot 2005.
Estilo mais moderno ( La Morra ), que apesar dos seus 9 anos de maturação, evidenciou um primeiro ataque alcoólico, que pedia um tempo de aeração em decanter. Com o tempo na taça, o álcool se dissipou mostrando os aromas de madeira verde, florais e frutas. Taninos finíssimos e delicados, bem encorpado e acidez equilibrada.

O terceiro, do produtor Pio Cesare – Barolo 2007.
Trata-se de um grande produtor, que possui vários vinhedos espalhados pela região do Piemonte. Esse Barolo, por exemplo é feito com castas provenientes dos arredores de Serralunga d’Alba e de outras regiões. Pode-se dizer que tem um estilo mais moderno, porém evidenciando todas as características tradicionais de Barolo. Aromas muito sutis e delicados. Bom corpo que sustenta muito bem os taninos aveludados e a acidez agradável. Aos poucos, vai mostrando frutas vermelhas e frutas cristalizadas. Algo licoroso, como um bombom de chocolate recheado de licor e cerejas. As especiarias ( alcaçuz, anis ) e os florais ( rosas, violeta, jasmim ) , vão se alternando com notas de chocolate, cacau e um fundo terroso, criando um dinamismo e uma riqueza de sabores que convidam ao próximo gole sem cessar. Um vinho que é pura sedução e nos levou a pedir bis!

Desde aquele meu primeiro encontro com um Barolo há vinte anos atrás, até agora, aprendi muita coisa. Principalmente que os vinhos podem mexer com você, independente do conhecimento que se possa ter sobre eles, ou da qualidade e fama que podem trazer estampado no rótulo. É imprescindível considerar as situações que acompanham aquela taça que está a sua frente. Onde bebemos, com quem compartilhamos, se estamos felizes ou tristes, se faz frio ou calor…….enfim, as variáveis são muitas e com certeza irão interferir naquele momento.
Dizem que o enófilo é uma pessoa que busca reviver sensações, experiências passadas e perdidas no tempo através do vinho. Por isso, ele busca incessantemente em cada garrafa algo que simplesmente deseja reencontrar. Eu, particularmente acho que no fundo torcemos para que nada conhecido seja encontrado. O processo dessa procura é sempre muito mais rico e cativante. Que não nos faltem vinhos!

 

P.S.: A experiência com esses três Barolos que acabo de descrever, me fizeram lembrar de uma música do Chico Buarque, que conta a estória de um encontro de uma mulher (Teresinha), com três amores na sua vida. Lembram? Aquela que diz que o primeiro chegou como quem vem do florista, o segundo chegou como quem chega do bar e o terceiro chegou como quem chega do nada.

As Uvas Brancas de Portugal

Em Portugal as uvas brancas abundam de Norte a Sul e eventualmente você poderá até se deparar com uma Chardonnay, Sauvignon Blanc e Gewurztraminer aqui ou acolá, porém o país é berço de uma série de castas muito interessantes sendo o país que, por km², possui a maior seleção de uvas autóctones, são cerca de 250 diferentes variedades . Portugal tem a cultura dos vinhos de lote (corte, assemblage, blends, etc.) com duas ou mais uvas, porém nas uvas brancas a vinificação delas como monocastas, em estreme (varietais) são bastante comuns especialmente com as castas Encruzado, Alvarinho, Arinto, Loureiro e Antão Vaz. Hoje vou listar algumas das principais castas brancas locais e em que região encontrá-las. Entre nessa viagem e curta os bons vinhos brancos lusos, garanto que não faltará prazer!

Folha - albarino_alvarinho1Alvarinho – Região do Minho (vinhos verdes) em especial na sub região de Monção e Melgaço onde atinge seu apogeu! Existe em algumas outras poucas regiões onde um ou outro eventual rótulo poderá se sobressair, porém em nenhuma outra é tão exuberante. Vinho marcado pelo aromas florais (laranjeira, tílias) e sabores que nos remetem a frutos de boa acidez como a grape-fruit e laranja.

Folha - antao_vazAntão Vaz – a marca da Região do Alentejo onde é, por muitas vezes, elaborado em blend com a Arinto e a Chardonnay, porém é comum sua vinificação em monocasta. Normalmente dá vinhos de maior corpo com notas aromáticas que lembram acácia, e erva cidreira e na boca frutos amarelos como pêssego, manga e damasco com acidez moderada. Vinhos que se mostram melhor após dois ou três anos em garrafa.

Folha - Arinto-parraArinto – Muito presente no Minho e Douro, onde também é conhecida como Pedernã, é também encontrada em diversas outras regiões, porém com maior destaque na Região Lisboa, especialmente no DOC Bucelas onde aparece como monocasta, assim como no Alentejo onde aporta acidez nos lotes com Antão Vaz.

Folha - AvessoAvesso e Azal – uvas essencialmente usadas na elaboração de vinhos verdes na Região do Minho, mas que elaborados como monocasta resultam em vinhos bastante interessantes. A Azal é mais floral com sabores mais cítricos, enquanto a Avesso dá vinhos um pouco mais encorpados e harmoniosos.

Folha - BicalBical – é típica da região das Beiras, nomeadamente da zona da Bairrada e do Dão (onde se denomina “Borrado das Moscas”, devido às pequenas manchas castanhas que surgem nos bagos maduros). A par da casta Maria Gomes, a Bical é uma das mais importantes castas da região. Esta casta é de maturação precoce, por isso os seus bagos conservam bastante acidez. Os vinhos produzidos com esta casta são muito aromáticos, frescos e bem estruturados. Na Bairrada a casta Bical é muito utilizada na produção de espumante

folha - Cerceal-Br-folhaCerceal – Também grafada como Sercial, é cultivada em diferentes regiões vitícolas. De acordo com a região pode apresentar características ligeiramente diferentes. São conhecidas a Cercial do Douro e do Dão, a Cerceal da Bairrada e a Sercial da Madeira, também denominada de Esgana Cão no Douro. As principais características das variedades da Cercial são a elevada produção e boa acidez. Mais presente nas Beiras (Bairrada/Dão/Beira Interior) em lote com a Bical e Maria Gomes.

Folha - encruzadoEncruzado – a rainha dos brancos no Dão, produz vinhos exuberantes, complexos e únicos com boa longevidade. Os vinhos são de cor citrina, com bom teor alcoólico e com uma grande delicadeza, elegância e complexidade aromática, com notas vegetais, florais e minerais.São finos e elegantes no sabor, denotando um notável equilíbrio álcool/ácidos.

Folha - godello_gouveioGouveio – mais presente no Douro, aparece também no Dão. É tradicionalmente usado em blend com a Viosinho e outras uvas regionais, porém sendo ótima opção na elaboração de espumantes. Vinhos que apresentam um excelente equilíbrio entre acidez e álcool, caracterizando-se pela sua elevada graduação, boa estrutura e aromas intensos. Além disso, são vinhos elegantes com boa capacidade para uma boa evolução em garrafa.

Folha - fernao_piresMaria Gomes – conhecida por esse nome no centro e norte de Portugal, especialmente na região da Bairrada, é designada como Fernão Pires mais ao sul onde também tem papel preponderante nas regiões Tejo, Lisboa e Setúbal. Gera vinhos muito aromáticos (lichia, rosas, tilias) maior teor alcoólico, mas com uma certa falta de acidez o que a faz ser usada na maioria das vezes como complemento em blends de vinhos brancos.

Foto - loureira_loureiro1Loureiro – mais uma uva com forte presença essencialmente na região do Minho. Menos acídula que a Alvarinho, gera vinhos muito equilibrados de muito boa intensidade aromática onde predominam as notas cítricas e florais. Na boca mostra-se tradicionalmente muito harmoniosa com nuances de casca de laranja, nectarina e algo de maçã verde. Apesar de ser vinificado, mais recentemente, como monocasta é comum a vermos associada com a casta Trajadura, Arinto e Alvarinho nos vinhos de lote denominados Vinhos Verdes.

Folha - viosinho1Viosinho – casta típica da região do Douro, também Trás os Montes, onde é muito usada em vinhos de lote com Gouveio e Malvasia Fina entre outras. Produz vinhos bem estruturados, frescos e de aromas florais complexos. Normalmente são também alcoólicos e capazes de permanecer em garrafa durante largos anos.

           Outras uvas regionais menos importantes; Rabigato (Douro/Dão/Minho), Malvasia fina (Beiras e Douro), Siria ou Roupeiro (Alentejo e Tejo), Rabo de Ovelha e Perrum (Alentejo), Trajadura (Minho). Bem, por hoje falei só das castas brancas, mas em breve retorno ao tema com uvas tintas tradicionais portuguesas que são mais um monte! Salute, kanimambo e uma ótima semana para todos lembrando que se alguém quiser adicionar algo, fique á vontade.

Fontes de pesquisa: Infovini / Guia de Vinhos ProTeste / Comissões reguladoras vitivínicolas / Vine to Wine Circle.

Dicas da Semana

Sempre dicas de boas degustações porque degustar é preciso!

Dia 24 de Julho – 1º Encontro dos Órfãos da Cozinha do Ney – Língua ao Vinho, Puré e Repolho RoxoRestaurante do Ney 25 anos
Para quem não mora ou morou na Granja Viana (Cotia – Região metropolitana de São Paulo) apresento a cozinha de autor do Ney que fez fama e foi marca registrada no pedaço por cerca de 25 anos. Diversos pratos foram marcantes e o o restaurante do Ney foi considerado pela população como uma das Dez Maravilhas da Granja Viana em enquete promovida por um jornal regional. Uma Granja antiga que aos poucos vai sumindo, a região está em pleno processo de mutação, porém ficam as lembranças que com um pouco de imaginação podem ser materializadas. Para não perdermos as referências, finalmente estamos confirmando o primeiro de, espero, diversos outros encontros com a cozinha do Ney e do próprio. O encontro se dará na Vino & Sapore na Granja Viana (clique no link para ver localização), num ambiente informal e aconchegante restrito a um pequeno grupo de 12 pessoas que se sentarão ao redor de uma só mesa. Curtindo o prato, as pessoas á sua volta e uma novidade, um teste de harmonização com vinhos o que será de praxe nesses encontros! O menu será fechado e servido da seguinte forma:

Recepção – Espumante e petiscos

Prato Principal – Língua ao Vinho, Puré e Repolho Roxo (prato difícil de encontrar) que será harmonizada com dois diferentes vinhos (100ml de cada) servidos simultaneamente para você provar só e acompanhado do prato. Qual o melhor; Aracuri Cabernet/Merlot de Campos de Cima no Rio Grande do Sul ou o chileno 5 Cepas da Casa Silva?!

Sobremesa – Tarte tartin a famosa torta de maçã do Ney devidamente harmonizada com uma taça (50ml) de um vinho de sobremesa alemão, Anselmann Gewurztraminer Spatlese, prazer garantido!

Água, café e estacionamento já inclusos no preço de R$100 por pessoa. Este primeiro encontro se dará dia 24 de Julho, a partir das 20 horas com o jantar sendo servido impreterivelmente às 20:30. Pagamento no ato da reserva e como são poucas e limitadas vagas, sugiro garantir logo seu lugar!Almost-sold-out Para quem não conheceu, eis uma chance para conhecer e, se tiver interesse, entre em meu facebook (João Clemente) e cadastre-se no grupo Orfãos da Cozinha do Ney para estar sempre atualizado com nossas atividades. ÚLTIMAS DUAS VAGAS EM ABERTO!

TortaMaca2 Ney

Dia 31 de Julho – Afinal Quem Faz o Melhor Malbec do Mundo? França, Argentina ou Chile? Um desafio às cegas a partir das 20 horas que se realizará na Vino & Sapore onde provaremos dois rótulos de cada país e você vai julgar dando suas notas. Estou finalizando os rótulos, três na faixa de R$75 a 100 e três entre R$100 a 135,00, porém o preço já está definido, R$85,00 por pessoa que deverá pago no ato da reserva. Ao final, pizza para todos e um premio para quem acertar a origem dos seis rótulos provados. Em breve detalho os rótulos, porém recomendo garantir já sua reserva porque a demanda anda grande e temos tido que recusar pedidos.

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Em função dos eventos que promovo mensalmente serem normalmente restritos a poucas pessoas, entre 12 e 14, as vagas se esgotam rapidamente então sugiro a quem estiver interessado que garanta logo seu lugar e sua taça! Para efetuar sua reserva envie um e-mail para comercial@vinoesapore.com.br ou ligue para (11) 4612-6343/1433 para ver como efetivar sua reserva.

Dia 26 de Julho – A terceira edição do Encontro de Vinhos chega a Campinas com mais de 25 expositores e muitas novidades
encontro de Vinhos Campinas 2014          Conhecido evento de vinhos do país no conceito Road Show, o Encontro de Vinhos receberá os apaixonados pela bebida com uma equipe com mais de 25 expositores, dentre eles: produtores nacionais e internacionais, importadoras, escola de formação para enófilos e sommeliers, agência de enoturismo e fabricante de malas para transporte das garrafas será realizado no elegante Casarão Campinas a partir das 14 horas. Entre os produtores nacionais, nomes como Miolo, Salton, Casa Valduga, Cave Geisse, Aurora, Perini e Adolfo Lona representarão, e muito bem, a viticultura brasileira. No ranking de produtores internacionais, nomes como Chozas Charrascal da Espanha, Familia Cassone da Argentina e a conhecida Concha Y Toro também participarão com lançamentos. Na ala das importadoras estarão presentes: Ideal Drinks Gourmet, Max Brands, TodoVino, La Cristianini, Barrica Negra, Magnum, Wine & Co. e Smart Buy Wines.
A Queijaria D’Alagoa apresentará seus queijos estilo Parmesão vindos das Terras Altas, na Serra da Mantiqueira. Os queijos são produzidos com leite cru em processo 100% artesanal. Na área de serviços, dois expositores apresentarão novidades: a ZaporeaZ, significado de “sabor” na língua oficial baska que, além de importar vinhos de Rioja, também oferece viagens enogastrônomicas e a Wine and Spirit Trust, escola responsável pela formação de profissionais e enófilos. O grand finale fica por conta da fabricante de malas e valises Winefit, que apresentará soluções perfeitas para despachar seus vinhos com segurança e estilo.
Todo o evento será transmitido pelo canal Winebar (www.winebar.com.br ), que montará no local um estúdio para apresentar ao vivo todas as novidades. Quem não conseguir assistir às transmissões na íntegra, poderá acompanhar posteriormente o que os produtores e importadores mostraram no evento, além de conhecer os vencedores do Top5. Valor dos ingressos: R$ 60,00 vendidos no local. Se comprados antecipadamente pelo site, R$ 50,00 e sócios da ABS-Campinas têm 50% de desconto.
Saiba mais: www.encontrodevinhos.com.br ou curta a fanpage: https://www.facebook.com/encontrodevinhos contato por e-mail > contato@encontrodevinhos.com.br

Salute, kanimambo e um ótimo fim de semana para todos.

Harmonizando Vinhos e Pratos Franceses

O segredo de uma boa harmonização, que não é uma ciência exata, a meu ver passa pela soma de diversos fatores e não só de vinhos e pratos, mesmo que esses sejam os protagonistas. É essencial que a atmosfera (local) seja adequada, que as pessoas sejam entusiastas e de boa e que o custo caiba no bolso pois, caso contrário, indigestões podem ocorrer! rs Tudo isso estava presente no dia o que resultou numa noite muito agradável que gostaria de compartilhar com quem não pôde estar presente. Falarei separadamente de cada prato e vinho, finalizando com minha impressão (nota) para a harmonização deste gostoso encontro na Casa de Culina da Chef Sandra Souza.

casa de Culina V

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Casa de Culina - Harmonização vouvrayRecepção – as boas vindas foram dadas com um espumante que curto muito é uma bela opção aos bem mais caros champagnes. Um Cremant (espumante francês elaborado pelo método champenoise) do Loire, Domaine Vigneau-Chévreau Vouvray Brut elaborado com 100% de Chenin Blanc. Complexo, perlage muito fina e persistente, seco, notas cítricas com algum brioche sutil e um frescor bem presente fazem deste Cremant um espumante deveras sedutor. Para acompanhar, a Chef Sandra elaborou um Blinis de Créme Fraiche com caviar que casou muito bem. Na harmonização sempre buscamos um resultado que seja superior á soma aritmética dos dois o que ocorreu neste caso. Harmonização nota 7/10

 

Entrada – O vinho escolhido foi o Domaine Servin Chablis AOC 2012. Eu fui seduzido há Jantar Frances Chablispoucos meses, pelo irmão mais “galardoado” deste vinho de entrada, um belo 1er Cru de ótimo preço e achei que este rótulo poderia se dar bem com uma entrada de Suflê de Queijo Camembert com Gruyere. Por sinal o suflê estava muito bom e o vinho muito vibrante. Algum abacaxi, leve floral, damasco em perfeito equílibrio, ótima acidez e uma mineralidade marcante, adoro os vinhos de Chablis! Ambos muito bons, mas a harmonização não saiu como eu esperava, pois faltou untuosidade ao vinho para encarar o suflê. Harmonização apenas mediana, nota 5/10, acho que devíamos ter levado adiante a ideia das vieiras!

 

Jantar Frances PinotPrimeiro Prato – A esta altura o pessoal já estava ficando animado e foi hora de apresentar os convivas ao delicioso magret de pato da Chef que eu tinha provado fazia dois dias e adorado! O segredo foi um molho á base de carne, creme de leite, cogumelos e uvas verdes, estava absolutamente di-vi-no! Delicado, macio e rico de sabores, complexo tal qual o sedutor L. Tramier Bourgogne Rouge Le Minée 2011 que se mostrou um vinho com os mesmos predicados e aqui o resultado foi próximo da perfeição! Um plus a mais é o preço deste vinho (R$79), outro ponto importante a se considerar quando se harmoniza, e difícil encontrar um Pinot básico da Borgonha com essa qualidade e tipicidade nessa faixa, um vinho que surpreende. Esta harmonização, para mim, bateu os 9/10 pontos.

 

Segundo Prato – este Boeuf Bourguignon com Fettucine é uma das especialidades da Chef que usa um pouco de Jantar Frances Bordeauxchocolate amargo na preparação o que lhe dá uma complexidade a mais. Para harmonizar escolhi um Bordeaux do Haut-Médoc de que gosto muito e rebate a máxima de que um bom Bordeaux tem que ser caro. Com um preço ao redor dos 110 reais, o Peyremorin de Villegeorge 2010 é um belo vinho que deve seguir evoluindo por mais uns dois anos porém já se mostra pronto a beber. Aquela riqueza de sabores típica da região em que a Cabernet é protagonista, apresenta médio corpo, taninos finos, boa acidez e cresceu bem com o prato mostrando seu viés gastronômica. Uma boa harmonização, dei-lhe nota 7,5/10.

 

Jantar Frances SauternSobremesa – quando comecei a servir as taças já senti que o clima ia esquentar! Chateau La Bouade 2010, um Sautern econômico (R$110 na garrafa de 500ml) que vale muito a pena tendo seus aromas tomado conta do pedaço. A harmonização foi clássica, com Crème Brulée, mas QUE crème brulée, dos deuses! A Sandra realmente se superou neste prato que acabou brilhando e criando uma harmonização digna do final de uma grande noite, um Grand Finale inesquecível ao qual só posso dar nota 10, maravilha!

Como sempre, esses eventos são fruto de parcerias, tivemos a colaboração de duas importadoras, a Premium e a Viníca assim como a Casa de Culina, inauguramos a casa, que é um atelier gastronômico onde pequenos grupos podem se reunir num ambiente muito especial e aconchegante, tudo sob a batuta da Chef Sandra Souza. Uma kanimambo especial a todos e aos presentes que fizeram do evento mais um momento muito especial com muita alegria e Joy de Vivre. Como já diria o famoso, impagável e já falecido colunista social dos anos 80 e inicio de 90, Ibrahim Sued, “ademã que eu vou em frente”, santé!

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