Confraria Frutos do Garimpo

Amigos, nesse garimpo que venho fazendo há anos por nossa vinosfera, toda a hora me deparo com algumas pérolas e bons vinhos porém nem sempre ao preço certo. Mais raramente, no entanto, dou de cara com algumas belas ofertas desses mesmos vinhos que merecem ser compartilhados com os amigos então decidi começar esta exclusiva Confraria Frutos do Garimpo - Logoconfraria de compras e oportunidades como forma de compartilhar esses Frutos do Garimpo. Não, não é mais um clube de vinhos, é uma Confraria, não havendo quaisquer cobranças mensais ou obrigação de compra.

Mensalmente, a partir de Setembro, sujeito a disponibilidade montarei uma série limitada de caixas (avisarei a quantidade disponível nas chamadas mensais) com 4 garrafas destes achados, frutos do meu garimpo. A cada mês os valores mudam (devendo ficar entre R$200 a 350) e os vinhos mudam, podendo até haver maior disponibilidade num ou noutro mês ou não haver nenhuma oferta já que, lembrando, são Frutos do Garimpo e aquela “pepita” nem sempre dá as suas caras e quando dá são de pouca monta! Podem ser duas garrafas de um mesmo vinho e as outras de dois vinhos diferentes, podem ser duas garrafas de dois rótulos, a cada mês a história será diferente, o objetivo é compartilhar as pepitas achadas nas entranhas de nossa vinosfera. Passo os preços com minha resenha dos vinhos e você compra se quiser e quando quiser, tendo tempo para pesquisar, porém como as quantidades serão limitadas a venda será realizada aos primeiros que confirmarem e somente uma caixa por pessoa.

O foco será, obviamente, na qualidade atrelada a um preço abaixo da média do mercado, diversidade de estilos e uvas, sendo coerente com tudo o que venho escrevendo já faz anos. Eventualmente poderei me deparar com outros frutos que não vinho, por exemplo um acessório, no qual o conceito também se aplique e o incluirei para apreciação dos confrades. Pintou oportunidade na minha praia, a idéia será compartilhá-la com você e disponibilizá-la aos confrades e confreiras se houver quorum. A confirmação da reserva se dará através de depósito em conta, após o qual faremos a entrega que será gratuita em Cotia,Alphaville e nos seguintes bairros de São Paulo > Morumbi, Vila Olímpia, Itaim, Jardins, Pinheiros e Butantã. Qualquer outro local de entrega ficará sujeito a cobrança de frete junto com o depósito da reserva e avisado antecipadamente. Eventualmente, poderá ser retirada na Vino & Sapore por aqueles que moram na região da Granja Viana, no entanto os Frutos do Garimpo não estarão disponíveis na loja e, caso venham a estar nas prateleiras, estarão com preço de mercado.

Gostou da idéia, tem interesse em participar? Pois bem, preencha o formulário em clicando aqui e assim que tenha o primeiro “KIT” pronto, deve ser Setembro, lhe enviarei e-mail com os Frutos do Garimpo do mês e as resenhas. Estes achados não serão divulgados na internet ou em redes sociais, então sua inscrição na Confraria “Frutos do Garimpo” será a única forma de você vir a ter acesso a eles.

Kanimambo a todos que vierem a apoiar este novo projeto que se inicia agora em Setembro de 2015. Bem vindos a bordo e espero que a viagem seja prazerosa!

Cara Sucia, Gostei!

Gostei, ponto! Aliás, gostei muito porque me deram enorme prazer tomar e me deixaram feliz. Afinal, o que é esse tal de Cara Sucia? Cara Sucia é um projeto dos irmãos Durigutti que dispensam apresentações, produtores de vinho em Lujan de Cuyo (Las Compuertas), Mendoza numa bodega inicialmente criada em 1959 e comprada pelos irmão em 2008. Na época essa bodega tinha uma capacidade para algo ao redor de 700 mil litros, mas a família já elevou essa capacidade para mais de 2 milhões. Seus vinhos “tradicionais” são altamente premiados por gente como Robert Parker, Wine Spectator, Wine & Spirits, Wine Magazine, Stephen Tanzer, Jim Atkins, James Suckling e outros ban-ban-bans da critica mundial. Aqui eles se dão ao luxo de voltar às origens com vinhos de uvas pouco conhecidas e valorizadas, em pequenas produções buscando vinhedos no leste de Mendoza, em Rivadavia, região menos midiática. Eu gostei muito do que provei e tomei, por isso estar aqui compartilhando com vocês estes dois rótulos.

Cara Sucia Cereza – mal sabia eu que esta uva existia! É uma uva criolla, dos tempos coloniais, cruzamento da Moscatel de Alejandria com a Listan Prieto. Vinhedos antigos (1940) e orgânicos, engarrafado sem filtrar nem clarear, somente 3 mil garrafas produzidas. Sem passagem por madeira, somente ovos de cimento, é um vinho que a maioria das pessoas, que como eu provou, o definiu como vibrante e divertido. Seus 13,5% de álcool são imperceptíveis, fresco que nem um branco, taninos quase inexistentes, cor brilhante cereja claro, seco, é vinho que surpreende, encanta e nos seduz. Não é Rosé, não é tinto, é um Claret! Uma experiência diferente para tomar de golão e que deixa em seu final um persistente sorriso no rosto. Já comprei algumas garrafas para minha adega pessoal.

Cara Sucia Cepas Tradicionales – mais uma viagem dos irmãos!  Bonarda, Syrah, Sangiovese, Cardinale, Beiquiñol, Barebera, Buonamico cofermentados. Vinhedos orgânicos antigos, também de 1940, leveduras autóctones, ovos de cimento, engarrafado (só 5 mil garrafas) sem filtrar nem clarificar. O conceito é o de menor interferência enólogica possível o que costuma me assustar um pouco, mas ao abrir a garrafa todos os possíveis preconceitos caem por terra. Nariz que pede para levar a taça à boca, fruta fresca, ervas, taninos sedosos e amáveis, muito boa acidez, absolutamente delicioso na boca, um vinho guloso que pede a próxima taça e acaba rapidinho. Sem protocolos, nem grandes harmonizações, é um vinho acima de tudo muito prazeroso de se tomar.

Os vinhos acabaram fazendo parte da seleção de Agosto da Frutos do Garimpo, espero que os amigos que levaram kits os curtam como eu. É isso por hoje, kanimambo pela visita e vem comigo a Santa Catarina? Saúde e nos vemos par aí nas curvas sedutoras de nossa sempre surpreendente vinosfera.

Os Vinhos de Altitude de Santa Catarina Te Esperam.

Nova programação num tour de descobertas pelo que há de melhor no mundo da vinicultura Catarinense no mês de Novembro. Seis dias, cinco noites, cinco almoços, transporte terrestre em micro ônibus, vem comigo vai? Reserve já, serão somente 12 (tops 14) vagas para poder dar a atenção exclusiva que o passeio e o grupo merecem.

O futuro dos vinhos finos de qualidade no Brasil, a meu ver, está na região da Campanha Gaúcha e nos vinhos de altitude de Santa Catarina. Apesar de jovem, produção iniciou-se no ano 2000, as vinícolas têm nos trazido vinhos de muita qualidade e inovação especialmente no desenvolvimento de castas italianas. A proposta deste roteiro é exatamente explorar esta nova fronteira vínica brasileira com um pequeno grupo de apreciadores e seguidores de Baco.

Cada uma das visitas, degustações e harmonizações foi cuidadosamente programada para que o melhor pudesse ser experimentado pelos presentes. Visitas exclusivas, vinhos top escolhidos por mim, experiências únicas e meu acompanhamento em tempo integral. Visitaremos seis vinícolas, almoçaremos com os vinhos de outra e ainda teremos uma degustação extra, em que conheceremos os vinhos de algumas das vinícola que não teremos oportunidade de visitar.

Eis o roteiro que programei em conjunto com a UGGI que será a agência centralizadora e responsável por toda a logística.

Dia 2 de Novembro, um Sábado, sairemos cedo de Guarulhos com destino a Florianópolis onde o Micro estará nos esperando. De lá, sairemos direto para nossa primeira parada, a linda Vinícola Thera onde faremos uma visita aos vinhedos e almoçaremos com harmonização de seus vinhos. Após o término da visita pegamos o caminho para São Joaquim Park Hotel, que será nossa base durante os próximos dias. Noite livre.

Dia 3 de Novembro, Domingo, Vila Francioni e Villaggio Conti onde almoçaremos. Final de tarde e noite livre em São Joaquim

Dia 4 de Novembro, Segunda-feira, dia pesado com Leone di Venezia, Monte Agudo com almoço harmonizado, Villaggio Bassetti, final de tarde e noite livre em São Joaquim.

Dia 5 de Novembro, Terça-feira, dia light com visita ao Canyon das Laranjeiras, retorno com degustação na Casa do Vinho conhecendo vinhos de vinícolas que não visitamos. Noite livre

Dia 6 de Novembro, Quarta-feira, descida pela serra do Rio do Rastro a caminho de Florianópolis com visita à queijaria Queijo com Sotaque e almoço na praia de Gamboa (Vivamo Enogastronomia) onde provaremos os vinhos da Abreu Garcia num menu harmonizado. Pernoite no Hotel Hola (Lagoa) e noite livre em Florianópolis com jantar sugerido no Barba Negra.

Dia 7 de Novembro, retorno cedo a São Paulo.

Quer mais detalhes, preços, etc., deixe seu comentário aqui e lhe enviarei mail ou contate a Paula na UGGI, tel. (11) 3733-4059 ou paula@uggi.com.br. Kanimambo pela visita e se puder ajude a divulgar, toda a ajuda é mais que bem vinda. Saúde e espero ter o prazer de ter um de vocês a bordo nesta viagem de descobrimento.

Prosit, Cheers, Salute, Salud

Prem1um Wines na Prova de Vinhos & Queijos.

No primeiro post sobre os vinhos que estarão em Prova no evento Vinhos & Queijos na Vino & Sapore no próximo dia 31, das 16 ás 19:30h, falei dos vinhos da Berkmann Wine Cellars, hoje falo e compartilho com vocês os vinhos da Prem1um, tradicional importador mineiro recheado de bons e diversos rótulos.  A PREM1UM iniciou suas atividades em 1999 e se tornou referência em vinhos da Nova Zelândia, seu foco inicial. Hoje, seu portfólio oferece uma ampla gama de vinhos finos, selecionados meticulosamente de nove países desde vinhos ícones até vinhos para o dia a dia, em todas as faixas de preço. É minha parceira faz tempo e juntos selecionamos alguns vinhos que demonstram essa versatilidade.

Arenile Pecorino – Não, não é queijo, é vinho mesmo! Uma uva branca autóctone da região de Abruzzo e também presente em Marche, resulta em vinhos frescos, cítricos, minerais e muito aromáticos. Um achado e de bom preço.

Arenile Montepulciano d’Abruzzo – A uva Montepulciano, não confundir com a região que fica na Toscana, pode gerar vinhos raEis a seleção de vinhos do segundo expositor (Premium) feita para o evento Vinhos & Queijos no próximo dia 31, lembrando que os convites estão acabando” rslinhos, baratos e de pouco atrativo para os apreciadores de vinhos. Este é o oposto de tudo isso, possui bom preço , porém também entrega conteúdo. Frutos silvestres, taninos macios, corpo médio, ótima companhia para pastas.

De Lucca Tannat/Merlot – célebre corte uruguaio em que a Merlot serve para amansar a tânica Tannat deixando o vinho mais palatável. De Lucca por outro lado, é um amante dos vinhos com o mínimo de interferência possível. Aroma de frutas vermelhas silvestres, como framboesa e notas de ameixa seca, mentol e café torrado. No paladar, é elegante, saboroso e equilibrado.

La Consulta Malbec Reserva – Da região do Vale do Uco em Mendoza, Argentina, Aromas intensos, frutados com toques florais sutis, combinados com as notas provenientes da passagem por madeira (4 meses). Os taninos são amáveis e conferem ao vinho um final delicado e persistente

Domaine de Petit Cassagne – Presença francesa nesta Prova, um vinho da região sul do Rhône, um blend de 50% Syrah, 30% Grenache, 10% Carignan e 10% Mourvèdre com 90 pontos de Robert Parker. Aroma de frutas negras e cerejas ácidas. Na boca é redondo, leve, equilibrado, fresco e muito agradável. Os taninos são sedosos, revelando intensos sabores de frutas vermelhas maduras.

Castillo de Eneriz – uma das mais gratas surpresas deste inicio de ano. Corte de 60% Graciano com Garnacha, vem da região de Navarra na Espanha. Apresenta grande intensidade aromática, com predominância de frutas vermelhas e negras com notas minerais e de especiarias. No paladar, é equilibrado, aveludado, fresco e elegante de médio corpo.

No total, doze vinhos diversos em Prova para você ampliar sua litragem sem gastar muito, afinal são apenas R$50 por pessoa e ainda recebe de volta um voucher de 15 Reais para usar na compra de qualquer um dos vinhos em Prova que tenha gostado. Depois, ainda tem os queijos da Trem Bom de Minas, Os Pães da Raquel Santos, as geléias da Pé de Geleia e o Pesto do Zé Roberto, todos produtos artesanais produzidos com carinho e ingredientes de primeira.

Kanimambo pela visita e se tiver interesse não espere muito para garantir seu convite, as vagas são limitadas. Se não tiver a possibilidade de vir, será uma pena, circule entre os amigos! Saúde e até o próximo vinho

1982, O Vinho!

Um dos destaques provados na Vinhos de Portugal deste ano no J.K. em São Paulo, um vinho surpreendente! Antes de falar sobre o vinho, deixa eu compartilhar o que a Revista Adega falou dessa safra; 1982 – Talvez a mais aclamada e unânime safra de todos os tempos para a França, Itália, Espanha e Portugal, que produziram vinhos espetaculares em diversas de suas regiões .

Ao sentir seus aromas e colocá-lo na boca as sensações eram de um Moscatel, mas ledo engano, este vem da região Lisboa! Aos poucos me dei conta que estava provando um vinho com história, um Fernão Pires (uva branca regional portuguesa conhecida no Norte de Portugal como Maria Gomes) fortificado que a Vidigal Wines descobriu num cantinho de uma vinícola que eles arrendaram vizinha da sua, coisa rara que não sei se um dia será repetida e, certamente, eu não verei. A herdeira (neta) não sabia ao certo o que aquelas barricas continham e, para surpresa de todos, o pessoal da Vidigal se deparou com esse vinho fortificado, lá conhecido como licoroso. Essas barricas geraram apenas sete mil garrafas, tendo algumas delas chegado até nós, ainda bem!

Casa do Cônego 1982 é o nome desta belezura e a garrafa de 375ml com lacre de cera é um charme à parte confirmando que grandes perfumes vêem em pequenas embalagens, umas gotinhas deste verdadeiro néctar atrás das orelhas deve garantir interessantes fungadas! rs Brincadeiras à parte, o vinho possui uma sedutora e complexa paleta olfativa onde se destaca um certo floral, notas de frutos secos e daquela casca de laranja confitada. Na boca os frutos secos estão bem presentes, figo, notas de mel de laranjeira, caramelo, uma acidez incrível equilibra a doçura tornando-o especialmente prazeroso de se beber e o álcoól de 16.5% some no conjunto harmonioso. Panetone de frutas, torta de amêndoas ou noz pecan, doces conventuais portugueses, queijos fortes, foie gras (para quem gosta e pode, rs), creme catalana, apfelstrudel, solito num final de refeição, bão demais da conta e quem fez esse vinho há 37 anos atrás está de parabéns!

Com preço no mercado entre 180 a 220,00 Reais, é um vinho cativante para quem, como eu, aprecia este estilo porém fica uma certa tristeza ao final pois não haverá outro tão cedo. Para mim uma grande surpresa que me agradou sobremaneira e portanto assino em baixo.

Uma boa semana, kanimambo pela visita e fica a pergunta, já se programou para a prova de Vinhos & Queijos que estou promovendo na Vino & Sapore? É, não esquece e se puder ajudar a promover junto aos amigos eu agradeço. Veja mais clicando aqui.

Prova de Vinhos

Ando relapso, sei, mas as prioridades neste momento são outras, sorry. Tenho um monte de experiências por compartilhar e em breve o farei, mas hoje quero falar deste evento que montei com vagas limitadas que pretende explorar novos sabores e espero que tenha a oportunidade de vos ver por aqui lembrando que a melhor escola de vinhos é a taça e uma garrafa! rs

No próximo dia 31, um Sábado, das 16 às 19:30 em parceria com as importadoras Berkmann Wine Cellars e a Prem1um, vamos dar à prova 12 vinhos que selecionei com carinho para apresentar aos amigos que estarão presentes. Eis a lista desses vinhos.

Berkmann Wine Cellars:

Mendraka Txacolina – Txacoli é o estilo, Bizkaico é região demarcada na área rural de Biscaia e as uvas Hondarrabi Zuri e Zerretua, simples assim! rs Na boca explode em sensações vibrantes e frescas, acidez lá em cima, limão, maçã verde. Um branco diferente que levanta o astral!

J. Bouchon Reserva Rosé de País – O primeiro vinho de País (uva regional também conhecida como Criolla Chica por aqui no Chile e Criolla Grande na Argentina) 100% de que realmente gosto. A uva País traz consigo uma certa rusticidade que aqui se completa com muito frescor num vinho seco e bem elaborado.

Casa Roja Tempranillo – da região de Navarra, uma tremenda surpresa nesta faixa de preço e quando olhamos o contra rótulo sacamos o porquê, o produtor; Bodegas Valdemar! Amplamente conhecida e respeitada em Rioja, ela mostra aqui o porquê de um bom produtor ser reconhecido como tal quando se prova seus vinhos de gama de entrada.

Terras do Pó Tinto – porque um vinho luso não pode faltar e este retorna depois de uma longa ausência. Blend de Castelão (majoritariamente) com Syrah e Touriga Nacional vem da região Setúbal. Concentrado, cerca de seis meses de barricas de carvalho bem integrada fazem aparecer notas de baunilha entremeadas com fruta madura, rico e complexo meio de boca com taninos bem presentes com final de boa persistência.

Visconti della Rocca Primitivo de Salento – menos valorizado que seus irmãos de Manduria, sub região vizinha, ambas na Puglia / Itália, é um vinho que costuma surpreender em função de sua relação PQP (Preço x Qualidade x Prazer). Intenso e frutado, de boa textura e corpo médio, taninos aveludados.

J. Bouchon Block Series Cabernet Sauvignon – acho que a Cabernet Sauvignon é, junto com a Syrah, a melhor uva do Chile. Um vinho de boa tipicidade sem aquela marca que me incomoda (coisas do Tuga! rs) de pimentão e goiaba que faz a cabeça de alguns. As notas vegetais são suaves, a fruta se mostra mais presente, notas tostadas um vinho de 2015 com ainda muitos anos pela frente de evolução.

No próximo post os vinhos da Prem1um, mas não esqueçamos que afora os vinhos há Queijos Artesanais da Trem Bom de Minas, Pães da Raquel Santos,  Geléias da Pé de Geléia e Pesto de meu amigo Zé Pedreira em prova e venda.

Apenas R$50,00 o convite individual e você ainda recebe de volta um voucher que vale R$15 para uso na compra de qualquer dos vinhos em prova, válido para uso no dia. Vagas limitadas, então não dá mole não que pode esgotar! rs Não pode vir, ok, mas então repassa para os amigos vai, o tuga aqui agradece a atenção.

Local: Vino & Sapore, Rua José Felix de Oliveira 875, Centrinho da Granja Viana, Km. 24 da Rodovia Raposo Tavares sentido Cotia,

Horário: das 16 às 19:30

Dia: 31 de Agosto, 2019

Contato/Reservas: vinoesapore@gmail.com. , por aqui nos comentários ou nos telefones (11) 4612-1433 ou 9.9600-7071.

Kanimambo desde já e um bom fim de semana. Saúde

Cheers, Prosit, Santé, Salud

Surpresa na Taça, Mistérios de Nossa Vinosfera

Minha amiga Paula Kerr foi durante anos proprietária de uma importadora de vinhos, a saudosa Vínica, e parceira tanto aqui no blog quanto na Vino & Sapore. Ficamos órfãos de um monte de bons rótulos e produtores com preços moderados, verdadeiras pepitas. Um desses vinhos foi o Roncier em duas versões e as duas deliciosas! Um era um branco realmente vibrante e o outro um tinto muito agradável, guloso, para tomar muitas garrafas e em ambos os casos era um vinho não safrado, de origem e uvas desconhecidas ou, pelos menos, não divulgados.

O produtor (L. Tramier & Fils) tinha diversos rótulos da Borgonha onde é sediado, então desconfiamos que algo de Pinot e Gamay certamente compunham o corte do tinto, mas tinha algo mais já que também possuíam rótulos do Rhône e a Granache e/ou Mouvédre poderiam eventualmente também andar por aqui, mas realmente isso não importa! rs  Vinho relativamente simples, bem feito, bastante frutado de taninos suaves, corpo médio e de bom preço, vinho para ser tomado jovem, um verdadeiro Vin de Bistro, sem compromissos mas cumpridor.

Cerca de 5 anos depois, arrumando a loja descobri uma garrafa misturada a outras, perdida! A essa altura de campeonato, pensei eu, já era, virou vinagre e vender jamais, então trouxe para casa. Por aqui ficou na adega mais uns seis meses até que Sábado passado a abri e ledo engano, eta vinho bão!! Incrível como o vinho prega essas peças na gente, um vinho simples sem grandes expectativas, que já deveria estar moribundo , envelheceu maravilhosamente bem. Esses mistérios sem explicação que o vinho volta e meia nos traz é que faz com que esse mundo seja tão cativante e intrigante.

A cor já mostrava a idade, os aromas terciários se mostraram de forma sutil, mas a boca, ah a boca! Fruta ainda bem presente, algumas notas mais terrosas, sous-bois, uma acidez ainda bem presente, taninos aveludados de boa persistência, puro prazer e a garrafa acabou rapidinho tendo sido companhia para um risoto de funghi. Curti demais, pena que não tenha “perdido” umas duas ou três garrafas dessas. rs

Agora, para quê falar de um vinho que não existe mais no mercado e, provavelmente, foi a última garrafa que tinha sobrado no mercado? Primeiro porque quem sabe alguém se habilita a voltar a trazer estes vinhos, entre outros do mesmo produtor, e segundo para demonstrar que mesmo com anos de litragem nas costas as surpresas se multiplicam, os vinhos nos demonstram que até os mais lógicos conceitos podem cair por terra a qualquer momento, que não existem verdades absolutas e que por tudo isto nossa vinosfera é tão sedutora. Por isso digo que há que desconfiar daquele que diz saber tudo em nossa vinosfera.

Quem gosta de sentir sempre os mesmos sabores, aromas e reproduzir as mesmas sensações não deve viajar por este planeta vínico, seu lugar, com todo o respeito, é no de destilados e mais não digo. Kanimambo pela visita e um toque, a degustação de Quinta-feira próxima, Destaques Chilenos do Guia Descorchados, teve um cancelamento e temos duas vagas a preencher! Uma ótima semana a todos, saúde

Cheers, Salud, Prosit, Sané

Piccini Mario Primo, Grata Surpresa!

Anteontem meu dia começou assim, provando nove vinhos depois de 1:45hrs num trânsito impossível, quase desisti, mas fiz bem em persistir mesmo com o atraso na chegada. Picini é um produtor que viaja pelas regiões e uvas italianas na elaboração de seus vinhos com cortes diferentes e criativos na busca de algo diferente. Mistura Puglía com Sicília e Abruzzo, tem Toscana com Marche, uvas tintas com brancas e “até” os clássicos Chiantis e Brunellos. rs A Vinci convidou e aceitei de bom grado, foi bastante interessante.
Destaque para seu Rosso di Montalcino [USD59,50] um vinho de boa tipicidade com uma perfil aromático de boa intensidade que convida à boca e boa persistência, um bom Chianti Riserva sem muita potência primando pelo frescor e de bom custo x benefício [USD27,90] mas o vinho que mais curti, vibrante e diferente foi o Mario Primo Toscana Rosso 2015.

Vinho tinto leve, para tomar a 10°C elaborado e com estágio somente em tanques de cimento, para tomar de golada acompanhado de amigos e bom papo. Blend de Sangiovese, Merlot, Canaiolo (tintas) com um toque de Trebbiano e Malvasia (brancas) muito frutado, fresco e vibrante, afora acompanhar, para quem prefere os tintos, aquele prato de queijos e embutidos e acho que se daria bem com Fondue de Queijo e Paella Marinara. O preço de USD23,69, a Vinci usa hoje taxa de 3,69 então 88 Reais, seria melhor se fosse 20 doletas (rs) e compraria de caixa, mas não chega a ser exorbitante vis-à-vis nosso mercado tupiniquim do vinho. Ah, ia-me esquecendo de mencionar, o rótulo e formato da garrafa são um charme à parte!

Kanimambo pela visita, saúde e nos vemos por aí em algum dos caminhos de nossa vinosfera!

Salute, Prosit, Cheers, Salud

Destaques do Guia Descorchados na Taça!

A Vino & Sapore promove degustação com alguns dos Destaques Chilenos do Guia Descorchados 2018 e 2019 no próximo dia 1 de Agosto.

A partir das 20h na Vino & Sapore, Granja Viana, degustação para explorar alguns dos rótulos que foram destaque no Guia Descorchados, o principal guia de vinhos da América Latina. Selecionei vinhos que pudessem representar um pouco da diversidade chilena sem que pesassem demasiado no bolso. Veja a seleção que fiz:

1 – Melhor Blend Branco Descorchados 2019, Laberinto Vistalago Mezcla Blanca 2019, 94 pontos.

2 – Vinho Revelação Descorchados 2019, Las Veletas Cabernet Sauvignon – Cabernet Franc 95 Pontos safra 2016 e 93 pontos safra 2015 que é a safra disponível hoje no Brasil e portanto a que provaremos.

3 – Vinho Revelação Descorchados 2019, Odfjel Orzada Carmenére 2017, 94 pontos.

4 – Vinho Revelação Descorchados 2018 De Martino Single Vineyard La Cancha Cabernet Sauvignon 2015, 95 pontos

5 –  Melhor Vinho de Pirque (Alto Maipo) Descorchados 2019, Andes Plateau 700 blend 2016, 96 pontos.

6 – Melhor Carignan Descorchados 2018, De Martino Vigno 2015, 96 pontos.

As vagas são limitadas a 12 pessoas sendo que metade delas já se encontram reservadas, então se quiser participar dessa experiência melhor correr logo. O valor é de R$158,00 e cobre a degustação mais “acepipes” (pão, antepasto, embutido, azeite e queijo), água, café e o estacionamento é gratuito no local. Pagamento deverá ser efetivado no ato da reserva in loco ou via depósito/transferência bancária. A Vino & Sapore fica na rua José Felix de Oliveira 875, centrinho da Granja Viana com acesso pelo Km 24 da Rod. Raposo Tavares sentido Cotia, aguardo você.

Um Torrontés Para Quem Torce o Nariz!

É, preconceito de monte com essa uva branca ícone dos hermanos argentino, parcialmente justificável pelo histórico, porém de uns dez anos para cá o perfil tem mudado muito. Por insistência da amiga Cristina Passos após ter provado, me deliciado e aprovado o vinho de Criolla elaborado pelo mesmo produtor, ontem provei este vinho. Vinho para quebrar qualquer preconceito para com esta uva e, para quem gosta, uma tremenda de uma viagem!

Vallisto Torrontés 2018, belo exemplar da uva Torrontés da altitude (1800 metros) de Cafayate (Salta) que ao sair da geladeira e às cegas nos leva a viajar por outras uvas como a Sauvignon Blanc e Chenin Blanc, porém após algum tempo em taça com aumento de temperatura se mostra de forma diferente ganhando estrutura e complexidade surgindo notas florais sutis tipicas da casta. Um vinho para ser tomado não a oito graus, mas a 10 ou 12, ganhando untuosidade + complexidade e a mineralidade aflora com tudo, uma viagem de descobrimentos que recomendo.

A Torrontés, de vinhedos antigos com cerca de 60 anos, é a protagonista com 90%, o que pela legislação vigente o classifica como um varietal, porém foi adicionado um tempero extra de 6% de Viognier que certamente ajuda no corpo e textura, assim como Chardonnay que lhe aporta um pouco mais de complexidade e elegância. Frutos tropicias, ótima acidez, médio corpo, sutil floral, notas cítricas no final de boca como fizeram falta umas empanadas, mas um ceviche também ia bem!! rs Sur lie de 6 meses, 40% do vinho estagia por seis meses em barricas de carvalho usadas e o restante permanece em tanque até que seja feito o blend final para engarrafamento.

Gostei muito, equilíbrio perfeito, sem arestas nem excessos, marcante, um vinho que certamente encontrará abrigo na minha adega e frequentará minha taça com uma certa assiduidade. Preço entre 115 a 130,00 Reais o que, no nosso contexto tupiniquim vale, porém seria ótimo se estivesse abaixo de 100! rs

Bom fim de semana com bons vinhos e não importa se brancos, rosés ou tintos o clima está bom para isso e se adicionar um fondue então, aí dá namoro! rs Kanimambo pela visita, saúde

Vinho de Prazer, Alto Las Hormigas Tinto

Afinal, como já dizia meu mentor Saul Galvão, “o vinho nasceu para nos dar prazer” e a busca é incessante! rs Dar uma volta numa Ferrari ou numa bela BMW top de linha é (deve, porque nunca o fiz! rs) algo esfuziante mas para poucos assim como tomar um dos grandes vinhos do mundo. Na maior parte das vezes andamos mesmo é com nossos carros médios, alguns com boas SUV da vida e outros de transporte público mesmo e o grande barato de nossa vinosfera é fuçar por vinhos que se encaixem no tamanho de todos esses bolsos gerando prazer. Tem alguns que têm prazer com seus reservados e tudo bem, porém eu busco essa sensação em vinhos num patamar algo melhor a nível de qualidade. Aliás, uns amigos andaram me pedindo uma listinha de alguns desses achados e em breve montarei uma.

A maior parte dos vinhos que bebo não são grandes vinhos salvo se com amigos rachando a conta, tenho que comprar vinhos com qualquer um, então fico buscando vinhos que me satisfaçam entre as 50 e 150 pratas, esses últimos para momentos já mais especiais e, volta e meia (raro) cai um mais barato na minha rede. Hoje venho falar de um desses vinhos que me entusiasmou na faixa intermediária dos preços citados, o Alto Las Hormigas Tinto, argentino de Mendoza com alma italiana que não é um grande vinho, nem pretende ser, porém é um vinho muito bem feito, versátil e que me deu imenso prazer de tomar, cumpriu seu papel, tanto que lembrei da foto já com a taça vazia! rs

O vinho vem pelas mão do enólogo italiano Alberto Antonini (veja abaixo*) e nos traz um blend algo inusitado, Bonarda com Malbec e um tico de Semillon, uma uva branca para quem não conhece. Sem passagem por madeira é rico de boca e aromas, muito equilibrado, taninos macios, fruta abundante sem excessos de extração nem madurez, fresco com uma acidez e vivacidade que pede sempre mais uma taça. Vinho literalmente sem arestas, gostoso e mais não digo! Versátil de harmonizar de um bate papo informal, queijos – embutidos – antepastos, massas, carnes mais leves e tudo isso por um preço que varia no mercado entre 68 Reais (site da importadora) a 89,00 nas lojas especializadas. Para quem gosta de pontuação, um vinho de 90 e 91 pontos pela Revista Adega e Guia Descorchados, para mim um tico abaixo disso.

*Alberto Antonini é considerado pela revista Decanter um dos cinco mais influentes “flying-winemakers” (enólogos que dão assessoria a vinícolas) do mundo. Após trabalhar durante anos nas mais prestigiadas e importantes vinícolas da Toscana, como Antinori e Frescobaldi, ele se juntou a Pedro Parra, único especialista em terroir da América do Sul, e Antonio Morescalchi, responsável por apresentar a Malbec para o mundo há mais de 20 anos, e fundou a Altos de Las Hormigas, em 1995, na Argentina.

Uma ótima semana a todos. Dentro do possível, ando um bastante ocupado tentando fazer uns trocados (rs), em breve estarei de volta por aqui compartilhando um pouco mais de minhas experiências. Kanimambo pela visita, saúde!

Salud, Cheers, Prosit, Santé