Confraria Frutos do Garimpo

Amigos, nesse garimpo que venho fazendo há anos por nossa vinosfera, toda a hora me deparo com algumas pérolas e bons vinhos porém nem sempre ao preço certo. Mais raramente, no entanto, dou de cara com algumas belas ofertas desses mesmos vinhos que merecem ser compartilhados com os amigos então decidi começar esta exclusiva Confraria Frutos do Garimpo - Logoconfraria de compras e oportunidades como forma de compartilhar esses Frutos do Garimpo. Não, não é mais um clube de vinhos, é uma Confraria, não havendo quaisquer cobranças mensais ou obrigação de compra.

Mensalmente, a partir de Setembro, sujeito a disponibilidade montarei uma série limitada de caixas (avisarei a quantidade disponível nas chamadas mensais) com 4 garrafas destes achados, frutos do meu garimpo. A cada mês os valores mudam (devendo ficar entre R$200 a 350) e os vinhos mudam, podendo até haver maior disponibilidade num ou noutro mês ou não haver nenhuma oferta já que, lembrando, são Frutos do Garimpo e aquela “pepita” nem sempre dá as suas caras e quando dá são de pouca monta! Podem ser duas garrafas de um mesmo vinho e as outras de dois vinhos diferentes, podem ser duas garrafas de dois rótulos, a cada mês a história será diferente, o objetivo é compartilhar as pepitas achadas nas entranhas de nossa vinosfera. Passo os preços com minha resenha dos vinhos e você compra se quiser e quando quiser, tendo tempo para pesquisar, porém como as quantidades serão limitadas a venda será realizada aos primeiros que confirmarem e somente uma caixa por pessoa.

O foco será, obviamente, na qualidade atrelada a um preço abaixo da média do mercado, diversidade de estilos e uvas, sendo coerente com tudo o que venho escrevendo já faz anos. Eventualmente poderei me deparar com outros frutos que não vinho, por exemplo um acessório, no qual o conceito também se aplique e o incluirei para apreciação dos confrades. Pintou oportunidade na minha praia, a idéia será compartilhá-la com você e disponibilizá-la aos confrades e confreiras se houver quorum. A confirmação da reserva se dará através de depósito em conta, após o qual faremos a entrega que será gratuita em Cotia,Alphaville e nos seguintes bairros de São Paulo > Morumbi, Vila Olímpia, Itaim, Jardins, Pinheiros e Butantã. Qualquer outro local de entrega ficará sujeito a cobrança de frete junto com o depósito da reserva e avisado antecipadamente. Eventualmente, poderá ser retirada na Vino & Sapore por aqueles que moram na região da Granja Viana, no entanto os Frutos do Garimpo não estarão disponíveis na loja e, caso venham a estar nas prateleiras, estarão com preço de mercado.

Gostou da idéia, tem interesse em participar? Pois bem, preencha o formulário em clicando aqui e assim que tenha o primeiro “KIT” pronto, deve ser Setembro, lhe enviarei e-mail com os Frutos do Garimpo do mês e as resenhas. Estes achados não serão divulgados na internet ou em redes sociais, então sua inscrição na Confraria “Frutos do Garimpo” será a única forma de você vir a ter acesso a eles.

Kanimambo a todos que vierem a apoiar este novo projeto que se inicia agora em Setembro de 2015. Bem vindos a bordo e espero que a viagem seja prazerosa!

Dicas da Semana

               Nesta semana uma série de eventos interessantes  a serem conferidos e, como gosto de quebrar o establishment, uma dica muito especial para além do vinho, até porque daqui a pouco chega o dia das crianças e vale já começar a pensar no presente, que tal o um filho do Harry?!

Filhotes de Golden Retriever maravilhosos, criação da amiga Wendy e filhos do Harry, esse bicho bonito aqui do lado. Ótima linhagem, os pais são bam,bam, bam e repletos de títulos e premiações, por sinal o pai é um animal lindíssimo, uma ótima opção para um presente de dia das crianças ou por qualquer outra razão. Como para se tomar um bom vinho, desculpas é que não faltarão para levar um desses para casa. Da linhagem Goldentrip, vejam só o pedigree dos bichinhos!

  • Harry, o pai dos filhotes, é filho do campeão americano, super vencedor nos EUA, o BRITAIN e sobrinho do DIOGO, melhor golden retriever do Brasil em 2007.
  • Kyra, a mãe, é neta de MAGIC, super campeã nacional e campeã canadense e do famoso NAUTILUS FOX MULDER

Se tiver interessando, dê uma ligadinha para a Wendy nos telefones; 4702-2371 / 7869-6540 / 7865-5887, tem machos e fêmeas, vai resistir? 

 

O amigo Didu e a Tia Augusta, formaram uma dupla de peso que levará enófilos curiosos para desbravar os segredos de Mendoza. Entre os dias 14 e 17 de outubro, a operadora de turismo Tia Augusta vai disponibilizar a excursão “Mendoza e seus Vinhos com Didú Russo“. Dez casais poderão desfrutar a beleza natural, história e os bons vinhos da famosa região produtora na Argentina.

O roteiro se inicia com uma pequena visita à parte antiga e ao centro histórico da capital Mendoza. “Os turistas vão conhecer o Bairro Cívico, o Parque General São Martin com o Cerro da Gloria, o Estádio mundial e o Teatro Grego Frank Romero Day, cenário do ato central da Festa Nacional da Vindima”, conta Filipe Fortunato, diretor-executivo da Tia Augusta. Após o tour, a excursão parte para a esperada rota dos vinhos. Primeiramente serão visitadas as cidades de Luján de Cuyo e Maipú, no centro da província. Destaque para as vinícolas Famíla Zuccardi e Catena Zapata, com a degustação dos vinhos locais incluída.

No dia seguinte, os enoturistas conhecem o Oásis Mendocino, em Luján de Cuyo, com vista às renomadas vinícolas Norton, Nieto Senetiner e Lagarde, sempre com direito a almoço e muito vinho. Após conhecer os principais estabelecimentos da região de Mendoza, o guia local e especializado ensinará sobre os vinhos mendocinos, seus processos de elaboração, sistemas de condução da vindima, assim como os segredos e técnicas de degustação.

Além da companhia de Didú Russo, o grupo terá a seu lado Augusta e Paschoal Fortunato, diretores da operadora. “O Wine Tours é fantástico. Ter um sommelier presente o tempo todo com o turista e a companhia do Tio Fortunato e da Tia Augusta é ainda melhor”, afirma Didú. Para maiores informações e reservas, ligue para (11) 3068-5111 ou acesse o site > www.tiaaugusta.com.br.

 Serra Wine Week, para os amigos cariocas e quem mais estiver passando pela região serrana do Rio de Janeiro. Na segunda edição e desta feita com o apoio da Grand Cru e seus vinhos, os sommeliers Cláudio Gomes, Guilherme Faltz, Carlos Henrique de Almeida e Marcos Toneli, todos moradores da região e graduados pela Associação Brasileira de Sommeliers, selecionaram uma bela lista de vinhos que farão parte integrante da Carta de Vinhos dos restaurantes e pousadas participantes. Os vinhos escolhidos foram o branco Sauvignon Blanc Leyda Reserva e os tintos Frescobaldi Remole, Chateau Bois Pertuis, Maria Mansa, Tabali Syrah Reserva e Cobos Felino Cabernet Sauvignon. De acordo com o sommelier Cláudio Gomes, os critérios utilizados foram o custo do vinho, a qualidade e a capacidade de harmonizar com os pratos servidos pelos participantes.

             De 15 a 26 de Setembro, cada restaurante terá uma programação com degustações, palestras e jantares harmonizados, mas a carta de vinhos e os preços são únicos para todos os participantes. Os participantes desta edição são: Bomtempo Resort, Arcádia Bistrô Imperatriz, Nikko Sushi, Majórica, Tai Tai Restaurante, LOG Restaurante, Il Perujino, Oliveiras da Serra, Solar Fazenda do Cedro, Pousada Paraíso, Tambo Los Incas, Barão Gastronomia, Capitolio Sushi Bar, Don Bistrô, Hotel Pedra Bonita, Massas Luigi, Pousada dos Pirineus, Solar do Império, Tankamana, Armazém 646, Travel Inn River Side e Zafferano Araras, Deck e Parrô do Valentin.

               O Serra Wine Week foi criado pelo empresário Rogério Elmor, do Bomtempo Resort que, ao apostar ano passado, acertou ao unir duas forças importantes na região: o vinho e o turismo. “Com a Wine Week, movimentamos a Serra no período de baixa temporada, criando atrativos tanto para os moradores como para os turistas”, diz. Elmor ressalta que este ano o evento também terá cunho social. A Associação Oficina de Jesus, projeto do Padre Quinha no Centro de Petrópolis, irá receber R$1 por cada garrafa vendida.

               O presidente da Abrasel em Petrópolis e proprietário do restaurante Log, Luiz Fernando Vidal, reforça, lembrando que o potencial gastronômico da Serra já está consolidado pela quantidade e qualidade dos restaurantes, mas que um evento como este ainda pode trazer avanços para o setor. “O Serra Wine Week desempenha um importante papel de associativismo, quando os restaurantes se unem, trocam ideias e ajudam a promover o destino turístico”, afirma Vidal. Para maiores informações consulte o site clicando no link acima.

2011 está chegando! É gente, já estamos entrando no último trimestre e o ano novo está no dobrar da esquina, então que tal antecipar sua programação de viagens para o ano que vem? Até porque fazendo isso agora certamente lhe trará uma série de benesses. Pois bem, o Aguinaldo Zackia (dispensa apresentações em nossa vinosfera) me enviou sua programação para o ano que vem:

Viagem 1 – de 06 a 12 de MARÇO DE 2011 – (Semana de Carnaval) – VINHO E AVENTURA NO CHILE

  • Viagem em duas etapas, a primeira visitando vinícolas de ponta do Vale do Maipo e da nova e promissora região do Vale do Limari; a segunda, conhecendo a fantástica região do Deserto do Atacama, única por seus encantos.

Viagem 2 – de 16 a 30 de ABRIL DE 2011 – ITÁLIA NOS SEUS LIMITES

  •  Um sensacional roteiro visitando, ao norte e nordeste, as regiões do TRENTINO e do VÊNETO, e ao sul a ilha da SICÍLIA, caldeirão de várias culturas e primeira região vinícola da Itália. Hospedagens em SIRMIONE (idílico), à beira do Lago de Garda, e, na Sicília, em TAORMINA e PALERMO.

Viagem 3 – de  3 a 15 de SETEMBRO DE 2011 – BORDEAUX, A EXCELÊNCIA EM VINHOS

  • Uma peregrinação reverencial pelos melhores châteaux desta que é a mais prestigiosa região de vinhos do planeta. O Médoc, Saint-Emilion, Graves, Sauternes etc. Imperdível.

Para saber mais, conhecer os roteiros detalhados e preços, entre em contato com o Aguinaldo através dos telefones; (11) 3287 1703/ 8247 9721 e aproveite para fazer sua pré-reserva.

North Grill e Peninsula num Wine Dinner Espetacular com Grandes Vinhos Espanhóis. É gente, pode até pesar um pouco no bolso, mas são poucas as chances de aproveitar um encontro destes, as boas carnes do North Grill e esses estupendos vinhos que o Juan nos traz. Um encontro imperdível agora no próximo dia 21 de Setembro. Para maiores detalhes e reservas, veja abaixo.

 

Mantova Wine Dinner – para o paulistano que está em duvida do que fazer no próximo fim de semana, eis aqui um programa “enogastroturistico” da hora. Que tal se mandar daqui no fim de semana e aproveitar o clima agradável e ar puro das montanhas? Ainda mais com um Wine Dinner deste calibre!

 

 Degustação de Cortes Bordaleses – Vinhos de primeira grandeza e de diversas origens colocados á prova numa degustação á cegas. Vai encarar? Qual o melhor? Isso você só vai saber se der uma ligada para a Portal dos Vinhos e fizer sua reserva. são lugares limitados, então não demore. A Fátima está sempre bolando algo diferente, e esta degustação me parece muito interessante!

 Salute e kanimambo. Nos vemos por aqui!

Encontro de Grandes Vinhos do Mundo com o Miolo Lote 43 – Luiz Otavio

              Pensando no leitor amigo que me visita com assiduidade, não poderia deixar de buscar e disponibilizar informação interessante sobre alguns dos mais de 20.000 rótulos hoje disponíveis no mercado, mesmo quando meus afazeres profissionais e compromissos pessoais deixam quase que tempo nenhum de sobra para trabalhar no blog. Como não dá para fazer tudo sozinho, conto com a ajuda de amigos que volta e meia me dão uma mão enviando matéria. Desta feita contei com a ajuda do amigo Luiz Otavio (Enopira – Piracicaba) profundo conhecedor, enófilo dedicado e degustador para lá de experiente que mais uma vez promoveu uma prova de dar água na boca. A diferença é que neste caso e a meu pedido, está compartilhando conosco essa experiência. Vejam o que ele tem a dizer sobre esse encontro de grandes vinhos com o Miolo Lote 43 numa prova entre Velho e Novo Mundo.

“Ontem fizemos a degustação de grandes vinhos pelo mundo e tendo em vista o resultado do Miolo Lote 43 no painel do Mosaico Riograndense, resolvi colocá-lo ao lado destes grandes vinhos para ter uma idéia do patamar em que se encontra. Como eu não consigo tirar nota na hora da degustação (estou servindo e atendendo a todos), tirei estas notas durante a aeração dos vinhos, as quais seguem abaixo, lembrando que todos os vinhos passaram por duas horas de cânter sendo servidos a 18º C.

               A degustação propriamente dita foi as cegas, com 15 participantes, estando os vinhos devidamente escondidos dentro do seu saco de papel, sendo a ordem de serviço decidida e numerada através da sorte com o uso de um baralho.Foram servidos todos os vinhos e o numero em parêntese abaixo corresponde a ordem de serviço.

ENOPIRA- 02/09/2010

Poeira 2007- DOC Douro (5)- Produtor- Jorge Nobre Moreira- Provesende- Cima Corgo- Portugal. Castas- 2,5ha Vinhas velhas em Field Blend com as castas do Douro; Vinhas novas com Tinta Roriz, Touriga Franca, Touriga Nacional, Sousão e Tinta Barroca. Teor alcoólico- 14% – Amadurecimento- 16 meses em barricas de carvalho Francês (30% novas). Preço- R$ 230,00.

Avaliação:

Cor rubi/magenta, brilho médio para intenso, lagrimas lentas, bem formadas. Nariz com vegetal seco, geléia de mirtilo, groselha, tostado, café, chocolate e especiarias. Na boca mostrou-se muito agradável, viril, frutado, tânico, madeira bem integrada, com sensações de frutas pretas e vermelhas maduras, café, chocolate amargo e especiarias. Alcool levemente quente, adidez adequada, textura macia, tânico ( finos/muito agradáveis), encorpado, equilibrado, com evolução excelente; retrogosto muito intenso e muito bom, com ótima persistência. Nota 87/17,5

 Chateau D’Issan 2006- 3ème Grand Cru Classé de Margaux (8) – Produtor- Chateau D’Issan-Cantenac- Margaux- Bordeaux- França. Castas- 61% Cabernet Sauvignon e 39% Merlot. Teor alcoólico- 12,5%. Amadurecimento- 16 a 18 meses em barricas de carvalho Francês (50% novas). Preço- R$ 360,00.

Avaliação:

Cor rubi com reflexos violáceos, brilho médio para intenso, lagrimas lentas, bem formadas. Nariz com ameixa, pimenta, leve estrebaria, tostado, tabaco e chocolate. Na boca mostrou-se muito agradável, típico, viril, elegante, harmônico, com sensações de ameixa, amora, chocolate ao leite, tostado e pimenta. Alcool e acidez adequada, textura macia, levemente tânico (finos/muito agradáveis), encorpado, muito equilibrado, com evolução excelente; retrogosto muito intenso e muito bom, com ótima persistência. Nota 87/17,5

Seña 2006 (6) – Produtor- Viña Senã- Panquehue- San Felipe- Valle de Aconcagua- Chile. Castas- 55% Cabernet Sauvignon, 16% Merlot, 13%Petit Verdot, 10% Carménère e 6% Cabernet Franc. Teor alcoólico- 14,5% Amadurecimento- 18 meses em barricas novas de carvalho Francês. Preço- R$ 390,00.

Avaliação:

Cor rubi, brilho intenso, lágrimas abundantes, finas e verticais. Nariz com amora, ameixa, framboesa, tangerina, leve floral, alcaçuz, pimenta, tostado, tabaco, chocolate e madeira. Na boca mostrou-se muito agradável, elegante, harmônico, complexo, com sensações de frutas pretas e vermelhas maduras, notas licorosas, cedro, chocolate ao leite, pimenta, alcaçuz e leve grafite. Alcool e acidez adequada, textura macia, taninos adequados (finos/muito agradáveis), encorpado, muito equilibrado, com evolução excelente; retrogosto muito intenso e excepcional, com ótima persistência. Nota 91/18

 Aalto 2006 (7) – DO Ribeira del Duero. Produtor- Aalto Bodegas e Viñedos- Quintanilla de Arriba- Valladolid- Espanha. Castas- 100% Tinto Fino (Tempranillo). Teor alcoólico- 14,5% Amadurecimento- 23 meses em toneis de carvalho ( 50% novos Francês e 50% de 1 ano Americano e Francês ). Preço- R$ 329,00.

Avaliação

Cor rubi escuro, brilho médio para intenso, lagrimas abundantes, finas e verticais. Nariz com biju, ameixa, framboesa, alcaçuz, pimenta, tostado, chocolate e bala toffe.Na boca mostrou-se muito agradável, frutado, viril, harmônico, com sensações de frutas vermelhas e pretas maduras, chocolate ao leite, toffe, pimenta, alcaçuze cocada preta. Alcool e acidez adeqauda, textura macia, taninos adequados (finos/muito agradáveis), encorpado, muito equilibrado, com evolução excelente; retrogosto muito intenso e muito bom, com ótima persistência. Nota 89/18.

 Oracle Shiraz 2005 (9) – Produtor-Kilikanoon Wines- Penwortham- Clare Valley- Austrália. Castas- 100% Shiraz, teor alcoólico- 15%. Amadurecimento- 24 meses em barricas de carvalho Francês (50% novas). Preço- R$ 255,00.

Avaliação

Cor rubi escuro, brilho intenso, lagrimas abundantes, finas, longas e verticiais. Nariz com amora, banana passas, licor de cassis, pimenta, caramelo, tabaco, toffe e baunilha. Na boca mostrou-se muito agradável, frutado, harmônico, levemente picante, com sensação de frutas pretas em geléia, licor de cassis, pimenta, menta,chocolate, toffe, caramelo e baunilha. Álcool levemente quente, acidez adequada, textura redonda, taninos adequados (finos/muito agradáveis), encorpado, equilibrado, com evolução excelente; retrogosto muito intenso e muito bo, com ótima persistência. Nota 87/17,5

 Caymus Cabernet Sauvignon 2005 (2). Produtor- Caymus Vineyards- Rutherford- Napa Valley- Califórnia- EUA. Castas- Cabernet Sauvignon. Teor alcoólico- 14,5%. Amadurecimento- 16 meses em barricas de carvalho Francês. Preço- R$ 265,00.

Avaliação.

Cor rubi escuro, brilho médio para intenso, lagrimas lentas e bem formadas. Nariz com ameixa, pimenta, eucalypto, tostado, tabaco, café, chocolate e baunilha. Na boca mostrou-se muito agradável, fresco, típico, harmônico, com sensação de frutas vermelhas e pretas maduras, chocolate, notas licorosas, leve baunilha, leve canfora, pimenta e café. Álcool e acidez adequada, encorpado, muito equilibrado, com evolução excelente; retrogosto muito intenso e muito bom, com ótima persistência. Nota 87/17,5

 Miolo Lote 43 2005 (3) – Produtor- Miolo Wine Group- Serra Gaucha/RS- Brasil. Castas-50% Cabernet Sauvignon e 50% Merlot .Teor alcoólico- 14%. Amadurecimento-12 meses em barricas novas de carvalho americano (70%) e francês (30%). Preço- R$ 93,00.

Avaliação

Cor rubi escuro, brilho intenso, lagrimas abundantes, bem formadas, finas e verticais. Nariz com amora, ameixa, pimenta, tostado, chocolate, caramelo, cocada preta e leve baunilha. Na boca mostrou-se muito agradável, frutado, viril, tostado e final levemente amargo, com sensações de frutas vermelhas e pretas maduras, cocada preta, tostado, café, chocolate e leve baunilha. Alcool e acidez adequados, textura macia, levemente tânico (bons/agradáveis), encorpado, equilibrado, com evolução muito boa; retrogosto muito intenso e muito bom, com ótima persistência. Nota 84/17.

 Luigi Bosca Icono 2005 (1) – Produtor- Bodega Luigi Bosca- Lujan de Cuyo- Mendoza- Argentina. Castas- 55%Malbec e 45% Cabernet Sauvignon de vinhas de 90 anos. Teor alcoólico 14,5%. Amadurecimento- 18 meses em barricas novas de carvalho Francês Allier. Preço- R$ 400,00.

Avaliação

Cor rubi, brilho médio, lagrimas abundantes, bem formadas, finas e verticais. Nariz com torrone, tostado, amora, ameixa, tangerina, especiarias, tabaco, madeira e baunilha. Na boca mostrou-se muito agradável, viril, harmônico, com sensações de frutas maduras, cedro, tostado, leve baunilha, especiarias e leve cocada preta. Alcool adequado, acidez levemente acentuada, textura aveludada, levemente tânico (finos/muito agradáveis), encorpado, muito equilibrado, com evolução excelente; retrogosto muito intenso e muito bom, com ótima persistência. Nota 89/18.

Pupà Pepu IGT 2003 (4)- Supertoscano, produtor- Roberto Bellini- Montalcino- Toscana- Itália. Castas- 70% Merlot e 30% Cabernet Sauvignon. Teor alcoólico 14,5%. Amadurecimento- 15 meses em barricas de carvalho Francês. Preço- R$ 240,00.

Avaliação

Cor rubi com reflexos alaranjados, brilho médio para intenso, lagrimas abundantes e bem formadas. Nariz com bambu, ameixa, cereja, framboesa, nêspera, leve floral, noz moscada, pimenta, tostado e madeira. Na boca mostrou-se muito agradável, viril, elegante, complexo, com sensações de frutas maduras, nêspera, notas licorosas, madeira, tostado, chocolate alpino e café. Alcool e acidez adequada, textura macia, taninos adequados, encorpado, muito equilibrado, com evolução excelente; retrogosto muito intenso e muito bom, com ótima persistência. 89/18.

           Nem eu sabia quais vinhos eram servidos, a não ser o Oracle e o Icono, devido as garrafas diferentes, que mesmo dentro do saco, dava para ver qual eram ( formato bourgogne do Oracle e cinco quilos de peso do Icono). Pois bem, depois de servido os vinhos, foi dada uma ficha, para que cada degustador, anotasse os pontos para cada vinho degustado, dando  09 pontos para o primeiro colocado, 08 pontos para o segundo, 07 pontos para o terceiro, e assim por diante até 01 ponto para o nono colocado; e isto na preferência de cada um. Depois que todos entregaram suas fichinhas, o José Henrique de Paula Eduardo, copilou os resultados e com total de pontos de cada um foi-se fazendo a strip-tease das garrafas e revelando os seus nomes.

Campeão da noite pela banca degustadora somando 112 pontos o Oracle Shiraz 2005- Austrália.

Na sequência; Caymus Cabernet Sauvignon 2005- EUA. / Miolo Lote 43 2005- Brasil / Aalto 2006- Espanha /  Seña 2006- Chile / Chateau D’Issan 2006- França / Icono 2005- Argentina / Pupa Pepu 2003- Itália / Poeira 2007- Portugal.

         Como devem imaginar, a surpresa ao conferir os vinhos na taça e discussão que se seguiu, e a constatação que nas coisas do vinho, estamos sempre sendo surpreendidos e que por mais que saibamos, na taça ele sempre tem algo a nos ensinar. Eu para variar ando meio na contra mão do pessoal e as minhas preferências também não foram as mesmas das nota às claras, quando escolhi na ordem;

  1. Poeira 2007- evoluiu muito bem no decanter
  2. Senã 2006- elegante
  3. Pupa Pepu 2003- por incrível que pareça, mais evoluído que o 2001.
  4. Icono 2005- esperava uma bomba, mas veio um grande vinho.
  5. Caymus 2005- evoluiu muito bem no decanter
  6. Aalto 2006- adoro este vinho, mas não ficou muito bem na seqüência
  7. Oracle 2005- talvez o vinho mais exuberante.
  8. Chateau D’Issan 2006- fechado, demorou a se mostrar
  9. Miolo Lote 43 2005- muito bom; para mim tem algumas arestas de madeira, taninos não tão finos e leve amargor final, que parece, não foi percebido por outros.

Nunca é demais frisar que esta degustação, em outro lugar, com outros participantes, outras garrafas, pode ter resultados completamente diferente, mas ai está o retrato do que foi esta.”

                 Valeu Luiz e mande mais destas. Incrível a influência dos rótulos mesmo sobre os mais experientes degustadores! É às cegas que os caldos realmente mostram toda a sua personalidade e caráter, então esse é um exercicio que sempre recomendo aos amigos praticarem. É incrível as surpresas com que nos deparamos!  Obrigado Luiz e as portas do blog estão sempre abertas ao amigo que faz um trabalho e tanto na região de Piracicaba. Quem é de lá não pode deixar de ir a seus encontros no Enopira que costumeiramente divulgo em minhas dicas da semana. Ligue para (019 ) 3424-1583 e confira qual o próximo evento ainda com vaga.

Salute e kanimambo

Happy Birthday

               Descobri um uso para o Facebook, descobrir as datas de aniversário dos amigos e poder parabenizá-los! rs, brincadeira, mas tem hora que não sei o que faço por lá!! Hoje descobri, é fazia quinze dias que não visitava o Facebook e até bati um papo on-line com o amigo Guilherme lá em Brasilia, que é o aniversário de duas feras de nosso mundo dos Enoblogs, O Beto e o Silvestre. Mais que grandes autores com muita informação compartilhada conosco, são gente finissíma então fica aqui o meu forte abraço publico e virtual aos amigos.

                 Salute meus amigos. Que o dia seja repleto de felicidade junto àqueles que amam e que o ano novo que amanhã se inicia para vocês, seja repleto de sucesso, saúde e felicidade com, se possível, um montão de bons vinhos para serem tomados junto com amigos e gente que queiram bem. Aliás, se precisarem de companhia para entornar algumas, não se acanhem! eh,eh

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Falando do Meia Pipa

              Um dos mais conhecidos vinhos top de gama portugueses será certamente o Quinta da Bacalhôa da vinícola do mesmo nome situado em Terras do Sado, ou seja região Setúbal. Podemos até discordar, mas o vinho fez a fama no mercado internacional e muitos são fãs de carteirinha, virou um clássico! Cá entre nós, apesar de o achar um vinho muito bom, de grandes atributos especialmente quando tomado com cerca de uns seis para sete anos de vida, acho que é um pouco sobre valorizado havendo na casa outros vinhos que, talvez menos midiáticos, valem mais a pena em função da relação Qualidade x Preço x Prazer que oferecem. Acho o Só Touriga um grande vinho e uma pena que seu preço deste lado do atlântico seja tão caro, pois é um exemplar varietal dessa nobre casta lusa que dignifica a vitivinicultura portuguesa.

            Uma das melhores opções e, na minha opinião, um dos mais injustiçados rótulos produzidos pela casa é o Meia Pipa que com três a quatro anos de guarda nos presenteia com uma riqueza de sabores que me encanta e não é de hoje! É um pouco como o Quinta de Camarate Tinto, o branco também é muito bom,  vinho da mesma região produzido por José Maria da Fonseca e que por aqui andou há cerca de uns cinco para seis anos atrás pelas mãos do Pão de Açucar. De lá para cá desandaram a trazer rótulos mediáticos e caros, esquecendo-se desse belo vinho. Bem, mas voltemos ao Meia Pipa, um blend da tradicional Castelão com Cabernet Sauvignon e Syrah que passa cerca de 11 meses em meias pipas de carvalho Allier, daí seu nome. Boa estrutura, taninos doces e finos, boca macia, textura sedosa, aromas bem frutados, notas de chocolate, alguma baunilha, madeira bem colocada, sem exageros, no geral bem balanceado e muito apetecível. O único senão talvez seja um teor de álcool levemente acima da média nas proximidades dos 14% que, apesar de não aparecer nem no nariz como na boca devido a seu enorme equilibrio, torna-se um pouco mais pesado depois da terceira taça, até porque ele é tão cativante que a tendência é passar fácilmente da terceira! rs.

             Trazido pela Portuscale e disponível nas boas lojas do ramo, (criativo não?),  por cerca de R$50 a 55,00, venderia maravilhosamente bem se a R$45,00, é um rótulo que vale a pena ser conferido antes de partir para os big brothers da casa e este 2007 confirma tudo aquilo que já conhecia e um pouco a mais. Eu gosto e minha avaliação é bem positiva, então esta é minha dica para este fim de semana alongado com feriadão na terça. Salute, boa comida, bons vinhos e boa companhia, a vida não fica muito melhor que isso!

Kanimambo e nos vemos por aqui.

Bom Vinho Rima com Boa Comida

              É, dá para tomar bons vinhos solo, mas a grande maioria foi feita para acompanhar comida, preferencialmente bem acompanhado(a).  A minha dica de hoje, na verdade duas, tem a ver com essa constatação e não deixem de brindar. Não interessa ao quê, pegue uma garrafa de espumante e faça deste dia um dia especial!

Restaurant Week – no Dicas da Semana da semana passada, tinha dado destaque e sugerido a visita ao Hitan, um local diferente a ser conferido. Hoje tenho o prazer de de destacar um restaurante pertinho de casa, o Açafrão da Terra. Local muito agradável que possui a Chef Cacilda (conhecida na região) comandando a cozinha, é um restaurante jovem com menos de seis meses de vida, mas que já começa a mostrar ao que veio com muito dinamismo e competência. Melhor ainda, é aqui na Granja Viana, um local especial com ampla carta de vinhos e uma ótima opção á zorra que se tornou Sampa. Vejam abaixo e não deixem de prestigiar, especialmente os moradores da região da Raposo Tavares.

Chef Márcia é Ideia Gourmet – estamos em plena Restaurant Week,  mas tem gente que gosta mesmo é de receber e se aventurar pelos segredos da boa culinária, em casa! Nesse caso, tanto você pode encomendar os serviços da simpática e sempre alegre Chef Márcia de Paula como aproveitar de seu conhecimento tomando umas aulas e visitando seu site da Ideia Gourmet. Eu tenho isso no meu wish list! Agora com a abertura da loja, não pude nem pensar nisso, mas deixa a coisa acalmar que estarei batendo na sua porta para marcar minhas aulas.

               Para acompanhar as dicas acima, um bom vinho sempre vai bem. Desta forma fica aqui a minha sugestão para um espumante. Falo muito destes vinhos borbulhantes, mas já faz um tempinho que não publicava nenhum comentário aqui. Desta feita venho recomendar um de uma casa produtora nacional, mais precisamente de Garibaldi, relativamente nova porém com um respaldo enorme de conhecimento já que pertence ao grupo Valduga, é a já muito premiada Domno. Sua marca, Ponto Nero, da qual sou gamado no Extra-brut que já comentei aqui por diversas vezes,  vem crescendo em diversidade e incorporando marcas importadas usando sua rede de ditribuição. Hoje gostaria de comentar o Ponto Nero Brut, seu espumante “básico” desta gama (tem outros) produzido pelo método charmat e mui recentemente premiado na avaliação do Guia 4 Rodas, em que ficou no segundo lugar na classificação geral de melhores espumantes do Brasil, sendo o mais bem colocado na categoria charmat.

Corte de Chardonnay com Pinot Noir e um tico de Riesling, mostra-se muito fresco e especialmente vivaz, talvez por esse tempero do riesling que lhe dá um toque mais mineral. Cremoso e de perlage fina, creio que advindo do uso do método charmat longo em que passa seis meses sobre lies, é cítrico com nuances de tostado e levedura, possui interessante volume de boca e é  muito bem balanceado dando-nos enorme prazer ao tomar. Pode ser tomado solo, como eu fiz no Domingo, ou acompanhando saladas, peixes grelhados sem grandes temperos, frutos do mar fritos (lula, camarãozinho), etc.. Um espumante que se vende no mercado por volta dos R$35,00 preço justo para o que entrega e, mesmo não sendo exuberante, não é esse seu papel e se buscar isso vá de extra-brut, é um espumante muito agradável e fácil de se gostar. Tomei e recomendo.

Salute e kanimambo

Garimpando Itália

        Venho tentando tirar o atraso na minha litragem de vinhos italianos, falha em 2009, e devagarinho vou chegando lá. Estes são alguns que me agradaram bastante e que agora compartilho com vocês. Tinha publicado este post na Sexta, mas devido a falhas na internet (fiquei sem sinal no meio) tinha saído só parcialmente, então tomei a liberdade de o apagar e repostar hoje. Eis cinco rótulos de que gostei e que acho possuem uma relação custo x beneficio bastante interessante.

Comecemos por esta variação de Sangiovese de regiões produtoras diferentes; Toscana, Umbria e Marche com preços variando entre R$56 e 68,00.

  • Poggio Bertaio Stucchio da região da Umbria, o mais surpreendente dos vinhos provados. Vibrante, boa intensidade aromática com presença de fruta madura e algo de baunilha, na boca mostra-se com bom volume, taninos finos e aveludados, muito equilibrado, com um final de boa persistência e algo especiado. Um belo vinho que satisfaz sobremaneira e quando penso nele penso também num belo filé à parmeggiana, será?
  • Garofoli Montereale Rosso da região de Marche é o mais jovial e descompromissado dos três vinhos. Saboroso, taninos suaves e macios, boa acidez e fácil de agradar, me pareceu  uma ótima companhia para pizza, hamburger e carnes grelhadas sem temperos fortes.
  • Palagetto Chianti Colli Senesi, ó único que não é 100% Sangiovese, levando uma pitada de Colorino e Merlot. Foi o vinho que se mostrou com maior estrutura de boca, porém sem perder a elegância possuindo taninos de qualidade e aveludados. Apresenta  já alguma complexidade tanto aromática como de sabores adicionando á fruta, algo de cacau, café e nuances terrosas. Boa acidez, característica de um bom chianti, bem balanceado é um chianti que agrada bastante e apresenta um bom preço pelo prazer que entrega. Só faltou uma bela pasta com molho ao sugo ou porpeta !

                    

e vinhos da região do Veneto de um produtor muito especial, Tedeschi. Muita qualidade de uma DOC italiana nem sempre bem compreendida gerando muita coisa boa mas também alguns caldos de muita baixa qualidade que denigrem o nome Valolicella. Não é o caso aqui! Estamos diante de um grande produtor com vinhos muito agradáveis  que tive o prazer de provar na companhia dos amigos da Vinea.

              Tedeschi é sinônimo de qualidade no Vêneto onde a família produz vinhos desde 1824. Seus Amarones são grandes vinhos, mas a qualidade impera desde o mais básico Valpolicella provado, neste caso o Classico Superiore 2006. Mais uma bela tacada da Vinea que só vem enobrecer, mais ainda, seu bom portfólio. Neste encontro, no entanto, dois vinhos tiveram forte impacto sobre mim não só por sua riqueza, mas também pelo preço que é um fator importante a ser considerado e avaliado.

Capitel dei Nicalo Appassimento Breve Valpolicella 2005, um vinho intermediário entre o Valpolicella Superiore e o Superiore Ripasso blend de Corvina, Corvinone e Rondinella, levando ainda 10% de um mix de Rossignola, Oseleta, Negrara e Dindarella todas uvas autóctones da região. Enche a boca de prazer por cerca de R$89,00 sendo rico, pleno de sabor, bom volume de boca, taninos redondos e sedosos, gastronômico e balanceado com boa persistência. A meu ver, a melhor relação Qualidade x Preço x Prazer desta degustação.

Capitel San Rocco Classico Superiore Ripasso 2005. Gosto muito dos vinhos elaborados pelo método Ripasso (uso do resto das borras do Amarone ou adição de uvas parcialmente secas ao sol numa segunda fermentação dando-lhe mais cor e estrutura) que são mais palatáveis e fáceis de beber do que os Amarones e a um preço que cabe no bolso sem provocar grandes rombos. Sem contar que não há a necessidade de esperar um tempão olhando o vinho decantar para depois o tomarmos. rs. Bem, falemos deste bom Ripasso, o vinho que mais me entusiasmou desta leva de bons rótulos trazidos pela Vinea. Taninos macios e doces, fruta madura compotada, taninos muito finos e perfeitamente balanceados com uma acidez perfeita, rico em sabores, complexo e guloso formando um conjunto que encanta e satisfaz por um preço justo, R$113,00. Gamei!

Salute e kanimambo

O Retorno do Breno – Aula de Bordeaux

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O amigo leitor Ricardo Brito cobrou e eu fui atrás do Breno. Sim, faz tempo que ele sumiu daqui do blog, mas agora retornará, também aos Sábados, a principio uma vez por mês com o relato de algumas aulas/degustação que ele está promovendo, mas não só, já que o espaço está aberto para o que lhe der na telha. Por falar em “dar na telha”, sumi com o post de ontem “garimpando Itália’ pois devido a problemas com a internet e ausência de sinal do speedy, a matéria ficou pela metade sem comentários e outras informações. Semana que vem publico de novo, sorry.

23 de agosto – A aula vai começar em pouco menos de uma hora. São 7 alunos e confesso um certo nervosismo na experiência, por ser ela – quem sabe – a mais difícil que já tive. Quanta ousadia a minha, propor 5 encontros, um a cada terceira segunda-feira do mês, sempre com vinhos Bordeaux, sempre 4 de cada vez.

                No primeiro encontro o lado alto do Médoc; no segundo o sudeste com Saint Emilion, Lalande e Pomerol; no terceiro o lado Graves da região; no quarto juntar o que ficou muito mancante e finalizar com um quinto encontro que reúna o melhor de tudo que se viu nos anteriores. Não me deixa nervoso os novos e muito menos os velhos alunos. Não me assusta o serviço e a harmonização, estes itens estão nas bravas e experientes mãos do Alencar do Santo Colomba, um cara que passou a vida harmonizando sua origem pobre com a vontade de aprender, equilibrando a ambição de melhorar na vida, com a memória malufiana, o talento e a picardia.

               Assusta Bordeaux, que é a região que mais produz disparidades em todo o mundo. Me pelo de medo com esta grandiosidade que constrói uma pirâmide de vinhos cruel, onde no topo fica o Olimpo – absolutamente inatingível – no centro apenas a média e na base, vinhos abaixo disso. Em outras palavras, Bordeaux é sinônimo de expectativa, portanto, passível de frustração. Ícone máximo do vinho, origem do mercado mundial, objeto de desejo de todo bon vivant do Século das Luzes, mantém-se no topo da mente até hoje, vive num misto de qualidades e imagem, que não mais impressiona como costumava impressionar, já que esta geração atual de bebedores de vinho entra no mundo do vinho pela porta do sabor muito mais adocicado, típico das degustações, sem compromisso com a gastronomia e normalmente produzido no Novo Mundo.

             Assusta o meu plano de trabalho: vinhos acessíveis (?!), na faixa dos R$200,00 por garrafa. Se fossem vinhos de R$2000,00 estaria bem mais tranqüilo (ehehehe). Explico para quem precisa explicação – Para Bordeaux, vinhos que custam este preço no Brasil R$200,00 estão um pouco além do mata-burro regional. Os grandes campeões custam dezenas de vezes mais do que os R$200,00, enquanto que os segundos vinhos das grandes casas (Chateaux) e as classificações abaixo chegam muitas e muitas vezes acima deste valor. Cito como exemplo ao acaso > um Chateau Ausone St Emilion, o grande cru da região – o único que rivaliza com o Cheval Blanc – custa a partir de 500E no negociante da região. Seu segundo vinho sai em torno de 200E e o seu terceiro sai a partir de algo em torno dos 85E. Estes 85E, traduzidos para o consumidor brasileiro, significa algo como R$1200,00 na loja. Portanto, um vinho de R$200,00 custa 6 vezes menos do que o terceiro vinho Ausone, que custa 3 vezes menos do que o segundo vinho da casa, que, por sua vez, custa 2 a 3 vezes menos do que o grande ícone!

              Como nos sairemos? Teoricamente, escolhi vinhos por este preço porque já atingem tudo da tradição técnica dos grandes e podem desempenhar papel relevante, surpreender representar dignamente sua região. Alguns deles apenas barateiam o processo naquilo que não me parece fundamental no resultado final, como, por exemplo, o descanso que se dá a determinados produtos em barris de aço, depois dos 18 meses em madeira de primeiro uso, no lugar do estágio em garrafa usual.

24 de agosto – Acordei mais tranqüilo. A minha parte foi boa, medianamente clara e ilustrativa (até onde dá para ser numa aula/jantar), com um mimo em forma de um espumante de boas-vindas (o belo Bulle nº1 rosé), com tabelas de safra, com preços de vinhos da região, com mapas de localização, com fichas técnicas de cada um dos produtos. A comida e o serviço do Alencar e a gentileza (arrematou o jantar servindo um Porto Vintage 20 anos) estavam no nível esperado, por mais que o ponto do sal do molho do cordeiro sobressaiu-se e se fez sentir, ao contrário da polenta de escargot que estava corretíssima.

             Para meu alívio e gáudio da torcida, os vinhos também se saíram bem:–

O primeiro deles não tanto, apesar do bom começo. Foi o Saint Julien Peymartin (importado pela Decanter), segundo vinho do Chateau Glória, do domaine Henry Martin. Apesar da confusão que esta cadeia proprietária produz na gente que não conhece todos estes nomes – pois já dá um nó no raciocínio pensar que se trata de um segundo vinho de um outro (???) que, por sua vez, pertence a um grupo muito maior e significativo – do ponto de vista da concentração de capital tudo é claro, nada é novo ou surpreendente. É mais ou menos como o Dodge que pertence a GM, do mesmo jeito que o Chevrolet, que tem na linha o Meriva, o Vectra, o Corsa etc. Foi muito bem enquanto esteve sozinho na mesa, mas abertas as outras garrafas não resistiu à confrontação. Perdeu para os dois Margaux e para o Paulliac nos quesitos potência, complexidade e majestade. E ficou atrás também no domínio dos taninos e na permanência. Ou seja, quem perdeu não foi o vinho, mas o professor que o colocou numa comparação desigual, apesar do cuidado de comprar garrafas do mesmo preço. Aceito minha parte da responsabilidade, no entanto, acreditei que se sairia bem do mesmo jeito que já vi o Chateau Beaucaillou – o mais forte representante Saint Julien – sair-se bem quando confrontado não importa contra quem!

               Os outros vinhos, Colombier Monpelou, Bouquet de Montbrison e Cordieu Margaux disputaram palmo a palmo a preferência dos participantes. No fim o Cordier ficou com 3 dos 7 votos, enquanto que o Monpelou arrebatou os outros 4. O Bouquet de Montbrison foi igualmente bem avaliado, mas ao perder na comparação do seu colega de região, ficou na semi-final contra o campeão de todas as etapas, o Colombier Monpelou, um vinho que – entre outras boas referências – aparece como líder em vendas por internet de Grand Crus franceses em Portugal.

Entre mortos e feridos todos se viraram muito bem! Veremos como será o nosso próximo capítulo, aguardem!

Mais um texto do amigo e colaborador, agora com participação quinzenal aos sábados, Breno Raigorodsky; 59, filósofo, publicitário, cronista, gourmet, juiz de vinho internacional e sommelier pela FISAR. Para acessar seus textos anteriores, clique em Crônicas do Breno, aqui do lado

Paulo Lara, Pintando Vinho e Otras Cositas Más.

             Não, ele não produz vinhos nem os comercializa, hoje o papo entra em outra esfera, a das artes. Neste mundos dos vinhos, há vezes em que nos deparamos com algumas pessoas incríveis. Às vezes simplesmente os admiramos de longe, com outros desenvolvemos amizades, outros viram compadres de farra compartilhando emoções, outros nos surpreendem por seus gestos de grandeza e volta e meia pinta algo de novo no pedaço como uma lufada de ar fresco. Foi assim, meio sem querer e através do blog, mais precisamente de um post que fiz sobre o uso do Decanter, que descobri Paulo Laura, artista plástico e amante das coisas de Baco, mas não só. Natural de Itu, Paulo desde cedo vê as coisas de forma e com formas diferentes, retratando-as em telas num estilo bem peculiar. Bem, mas porquê falar se posso mostrar.

 

         Não sei vocês, mas eu gostei muito do trabalho dele e espero que ele aceite meu convite para expor seus quadros, quem sabe alguém se anima e também compra uma de suas telas, na inauguração da Vino & Sapore. Independente disso, para os amigos amantes das artes, sugiro uma viagem por seu site e pinturas. Clique aqui e curta um pouco mais desse visual diferenciado.

Salute e kanimambo, amanhã falo de vinhos!

Ps. Nova categoria, ARTES, com links interessantes para você viajar.

Garimpando para a Vino & Sapore

           Se pensar bem, faz um tempão que faço isso, mesmo antes de pensar em ter uma loja especializada em vinhos, cafés e produtos gourmet, garimpo sempre esteve presente em minhas viagens pelos caminhos de Baco. Inconscientemente, mas hoje fica claro que a litragem obtida neste período em que venho escrevendo para jornais e revistas afora meu blog, resultam no portfólio da Vino & Sapore. Certamente nem tudo o que gostaria de lá ter estará presente, mas a grande maioria dos rótulos provados que mostraram uma boa relação Qualidade x Preço x Prazer lá estarão. Na linha de produtos gourmet, no entanto, a busca foi mais recente e focada na excelência assim como, se possível, na disponibilidade restrita ou seja, produtos que não se encontram em toda e qualquer esquina sem que com isso se tornem produtos elitizados. Tenho provado muitas coisas, algumas como esta linha de produtos, gostaria de colocar no portfólio, porém ainda não cheguei num acordo comercial com eles. Mesmo que isto não venha a ocorrer, nada impede que eu faça aqui a minha indicação aos amigos já que os produtos são de prima!

              A empresa chama-se Bazzar e originou-se de um projeto gastronômico no Rio de Janeiro. Com a assídua solicitação de seus cliente para eventualmente levar para casa potes dos saborosos molhos elaborados pelo restaurante, nasceu esta linha de produtos que tive o privilégio de provar. São diversos molhos e uma linha de coberturas para doces e sorvetes, absolutamente divinos. Quem é visita assídua aqui no blog já sabe, quando algo me empolga eu solto meu arsenal de adjetivos, e não é diferente com estes produtos. Não são baratos, mas o preço faz jus à qualidade dos produtos que são deliciosos e muito bem elaborados com matérias primas de grande qualidade. Seu molho de curry é excepcional, suas mostardas elaboradas com as melhores matérias primas importadas são plenas de sabor porém possuem uma sutileza que surpreende. Gamei no delicado molho de damasco elaborado com fruta importada da Turquia, delicioso sobre pedaços de queijo brie em bolachas crackers da Carr’s inglesa (chique no úrtimo!) enfim, uma linha de molhos (para Carpaccio, Barbeque, etc..)  para ninguém botar defeito.

 

          Suas coberturas são um caso á parte. A de chocolate é densa, a de framboesa no ponto certo com aquele toque azedinho característico da fruta que demonstra que ali não existe mistura de amoras, o de café com chocolate é “exquisite” como diriam os ingleses e a calda de chocolate que você esquenta no micro se transformando num incrível fondue de chocolate é tudo de bom. Mas existem outros tipos também muito gostosos e aqui vai a dica gastronômica do dia, deu de frente com estas delicias não hesite, pode comprar pois os produtos são realmente especiais e um dos meus achados nessa viagem gastronômica por mares nunca dantes navegados. Quem sabe eu consigo finalizar algo com eles?!

Salute e kanimambo

Dicas da Semana

Restaurant Week Chega na sua Sétima Edição a São Paulo, e abro espaço para minha amiga Denise Cavalcante dar seu recado, até porque também sou beneficiário desse evento, ao fim e ao cabo gosto da boa gastronomia e esta é uma ótima forma de conhecer cozinhas de grande gabarito por preços que cabem no meu bolso. Nesta edição o São Paulo Restaurant Week explora o tema da cozinha Vegetariana e oferece a Pré-semana Master Card.

          A edição deste ano traz uma alegria a mais para os adeptos da culinária vegetariana. As casas foram desafiadas a oferecer ao menos um prato principal sem carnes ou peixes. Vale lembrar que cada restaurante pode criar quantas opções de pratos desejar, sugerindo também pratos com carnes, peixes e camarões, que sempre faz muito sucesso no evento.

          Entre as casas que aderiram ao desafio e criaram sua opção vegetariana estão o Açafrão da Terra, com o Enrolado de berinjela (recheio de ricota, mussarela de búfala e manjericão), o Emprestado com o Risoto da Maira (abóbora, castanhas de caju e shimeji puxado no limão e shoyu) ou o Hitam com o Arroz Thai Veggie – risoto feito com arroz tailandês, palmito pupunha, curry, abobrinha, palmito pupunha, uva, damasco, com ghee. A estrelada Chef Bel Coelho, do Dui, criou o Penne ao molho de queijo Saint Agur e até uma casa especializada em carnes, como o Beef and Chips sugere o prato Duo Risoto de Brie com Damasco e Endívias Grelhadas. Além destes, oferecem sugestões criativas o D`Olivino, Eau French Grill, Fillipa, o Govinda com Navratna Korma – oito tipos de vegetais e panner ao creme de curry e castanha de caju, o Kinu de cozinha japonesa, o Mabella Steak House entre outros.

         Outra novidade desta edição é a “Pré Semana Restaurant Week Mastercard”, que acontecerá entre os dias 23 e 29 de agosto, na semana que antecede o início oficial do evento. Durante este período os clientes dos cartões de crédito Mastercard Black e Mastercard Platinum poderão realizar reservas e pedir com exclusividade os menus do Restaurant Week nos restaurantes participantes.

        O São Paulo Restaurant Week, a maratona gastronômica já consagrada na capital paulista, chega a sua 7ª edição com grande expectativa do público. O número de participantes nesta edição ficou em 210 restaurantes, incluindo as filiais, sendo que 64 restaurantes participam pela primeira vez do evento. Entre os estreantes estão a casa de carnes especiais BASSI; o ALL SEASONS, sofisticado restaurante do chef suíço Christophe Besse e o DUI da excepcional chef Bel Coelho. O DOMITILA oferecendo até cardápio em braile; o oriental PING PONG; o BISTRÔ CASA DO PORTO;  até a FEIJOADA DA BIA oferecendo outras opções, o JOHNNIE PEPPER; o LA COCAGNE com uma sugestão de bacalhau, é claro; o charmoso LE FRENCH BAZAR; PROVENZA; TIGER e o VITRÔ do chef Fred Frank, entre muitos outros.

         Muitos restaurantes que já fizeram sucesso em outras edições voltam a participar como o Thai Gardens, Obá, Na Cozinha, o EAU French Gril localizado no hotel Hyatt, o Felix Bistrô comandado pelo Chef Alain Uzan na Granja Viana, o Arábia que serve comida árabe da mais alta qualidade; o criativo Hitam que promove comidas fusion entre Tailândia, Índia e Brasil; o Ávila especializado em carnes argentinas. O brasileiríssimo Tordesilhas retorna com sugestões muito originais, o Suez, na Granja Viana, de comida mediterrânea localizado numa região arborizada com uma bela vista para a montanha e volta a participar dessa edição. A casa que fez muito sucesso na edição de março do RW o La Vecchia Cucina, do chef Sergio Arno, continua participando.  O La Marie ataca de lagosta outra vez, sendo um dos mais visitados do evento, o Bistrô Charlô continua apostando no evento assim como o Picchi, Paellas Pepe, o Govinda e muitos outros.

         O formato do evento é o mesmo, com uma pequena alteração no preço do cardápio do almoço. Entrada, prato principal e sobremesa a um preço fixo, igual em todas as casas, por R$ 29 + 1 no almoço e jantar por R$ 39 + 1. Sempre lembrando que couvert, bebidas e 10% não estão inclusos no preço do cardápio e o real acrescido a conta é destinado à fundação Ação Criança. O site – www.restaurantweek.com.br  – apresenta a lista de casas participantes com seus cardápios e horários de funcionamento. Importante observar que os restaurantes podem escolher em que horário querem participar: almoço ou jantar ou nas duas refeições

Viniportugal Realiza Cyty Tasting. Na verdade eu preferiria que os marketeiros de plantão tivessem encontrado um nome mais plausível, mais dentro de nossa realidade lusófina , porém respeitemos e o importante é a ação que acho bem legal. Defensor e divulgador que sou dos vinhos portugueses é com alegria que vejo essa promoção sendo despolarizada  levando “a mensagem” a regiões outras que não só São Paulo e Rio. a ViniPortugal é uma associação interprofissional, sem fins lucrativos, que tem como objetivo a promoção da imagem dos vinhos, aguardentes e vinagres portugueses no mercado interno e nos mercados externos definidos como prioritários – a exemplo do Brasil. A entidade agrupa estruturas associadas e organizações ligadas ao comércio, à produção, cooperativas, destiladores, agricultores nas regiões demarcadas, sendo constante fonte de pesquisa minha através do site com link aqui do lado, nas coisas de Portugal. Dias 24 de Agosto em Recife, 25 em Salvador, 26 no Rio de Janeiro, 31 em Belo Horizonte, 1 de Setembro em Curitiba e finalizando em Florianópolis no dia 2, uma verdadeira maratona!

          Serão jantares harmonizados, antecedidos de palestras ministradas por especialistas em vinhos. Estes eventos são voltados para sommeliers, formadores de opinião, donos de restaurantes e lojas especializadas. O objetivo é mostrar a diversidade e alta qualidade dos produtos portugueses. De acordo com Sónia Fernandes, diretora da ViniPortugal para o Brasil, a entidade aposta no crescimento de 12% das importações de vinhos para o mercado brasileiro. Ela afirma que todas as ações da entidade têm o objetivo de difundir o conhecimento sobre as diversas castas nacionais, as diferentes regiões portuguesas e o investimento em tecnologias enológicas feita pelos produtores de Portugal.

          Os City Tastings de 2010 reunirão os principais produtores das regiões da Madeira, Vinhos Verdes, Douro, Dão, Beiras, Bairrada, Tejo, Lisboa, Península de Setúbal e Alentejo. São eles: Quinta do Crasto, Herdade do Esporão, Vale d’Algares, Herdade dos Grous, Quinta do Vale D. Maria, António Saramago, Quinta da Chocapalha, Niepoort, Luís Pato, Quinta do Vallado, Quinta do Ameal, Dão Sul, José Maria da Fonseca, Quinta das Bágeiras, Quinta da Gaivosa, Gloria Reynolds, Paulo Laureano, Vinícola de Nelas, Quinta do Monte D’Oiro, Campolargo, Sogrape, Caves Raposeira, Anselmo Mendes, Casal Branco, Duorum, Quinta da Sapeira, Madeira Wine Company.

        As palestras de Recife, Rio de Janeiro e Salvador serão ministradas por Cristiano Van Zeller, um dos Douro Boys (Quinta do Valle D. Maria no Douro). Em Belo Horizonte, o palestrante será o enólogo Gerson Lopes. O presidente da Associação Brasileira de Sommeliers de São Paulo, Gustavo Andrade de Paulo, falará em Curitiba, e o Sommelier Guilherme Correa em Florianópolis.

Destaque Restaurant Week. Tinha ficado de passar este destaque no meu último Dicas da Semana, porém acabou não dando então vai hoje. Aberto há pouco mais de dois anos na Vila Mariana, o Hitam cria novos pratos para brindar seus clientes na próxima edição do SPRW que atrai muita gente para a casa. Especializado em comida estilo fusion, o Hitam (que significa “bem estar” em sânscrito) oferece combinação de sabores das culinárias tailandesa e indiana com toques de brasilidade.

          Como o tema dessa edição do SPRW é a cozinha vegetariana, o Hitam não teve dificuldade em encontrar sugestões apetitosas para agradar esse público, pois a casa já tem diversas ofertas em seu cardápio corrente, já que existem muitos adeptos da culinária vegetariana entre os habitantes da Índia. 

         A sugestão é Arroz Thai Veggie – uma espécie de risoto feito com arroz tailandês, palmito pupunha, curry, abobrinha, palmito pupunha, uva, damasco, com ghee (manteiga clarificada muito usada na Índia) e queijo minas padrão com um toque de leite de coco. Este prato foi criado para o evento e passará a fazer parte do cardápio da casa com variações e sabores como filet mignon de cordeiro, porco e camarão.

       O Hitam oferece duas opções de pratos para os participantes do SPRW além do vegetariano, uma é thai e a outra da Índia. Camarão Thai levemente picante, temperado com curry verde com alho poró, tomate cereja e cenoura ou o Frango Bangalore, receita batizada em homenagem a uma cidade da Índia, feita com leite de coco, berinjela e cebola caramelizada.

         A refeição começa com o Trio de cestinhas crocantes, de massa filo assada com recheios de Shitake com alho poró; camarão com abobora; palmito pupunha ou a opção do Rolinho Primavera Estilo Tailandês recheado com frango, vegetais, vermichelli (macarrão fino feito de moyashi – broto de feijão) e um toque de hortelã com molho doce picante. De sobremesa as sugestões continuam apetitosas: a Samosa doce recheada com nutella e banana ou uma sugestão refrescante e bem menos calórica, Frozen Yogurt com pedacinhos de fruta e calda de frutas vermelhas.

         Não sou de enganar ninguém, então deixo claro que não conheço o lugar, porém me foi bem recomendado e como gosto deste estilo de culinária me despertou a curiosidade e devo passar por lá, mesmo que fora de mão para mim, para conferir. Uma dica que quis compartilhar com os amigos. O Hitam fica na Rua  Áurea, 333, Vila Mariana – SP / Tel. (11) 5082-4589 – para reservas após às 16h. O restaurante participa somente do jantar e durante a semana.

Novo Espaço de Eventos, mais uma dica de espaço a conferir. Bem localizado para quem mora na região da Oeste de São Paulo, me pareceu inclusive, uma ótima opção para eventos de nossa vinosfera.  Espaço Jardim Leopoldina, Doca Mellao e Keiko Kamimura inauguram em agosto o Espaço Jardim Leopoldina, na Vila Leopoldina, em São Paulo. No local, as empresárias buscam suprir as dificuldades encontradas por clientes e fornecedores para festas e eventos. São dois ambientes principais: um salão de 750m², com capacidade para receber até 1.300 convidados, e um jardim de 200m², considerado o grande destaque da casa. “Sentíamos falta de um lugar com um jardim charmoso e bucólico, que pudesse abrigar uma cerimônia religiosa, um coquetel ou qualquer festa maior”, conta Keiko. Doca e Keiko, que já atuavam no mercado de eventos, trouxeram para o Espaço Jardim Leopoldina uma cozinha de 100m², com seis cubas e uma Sala de Flores. “Já fomos fornecedoras e sabemos a falta que faz uma sala assim. Criamos uma área de 20m² especialmente para armazenar, manipular e retocar os arranjos”, explica Doca.

           Outro destaque da casa é a estrutura de iluminação. Pontos fixos e estrategicamente posicionados facilitam a montagem e desmontagem dos focos de luz de acordo com qualquer desenho de evento. Banheiros amplos, sala técnica, chapelaria e sala da noiva com banheiro completo também compõem a estrutura. Outra característica do Espaço Jardim Leopoldina é a flexibilidade dos serviços. O espaço de eventos não restringe a entrada de diferentes fornecedores, como buffet e decoração. Os ambientes também são flexíveis: é possível modificar a estrutura, permitindo que seja realizado um coquetel para apenas 200 pessoas ou uma grande festa para 1.300 convidados.

          O press release recebido mostra uma clara aptidão e foco do local para casamentos, aliás uma ótima dica para as centenas de noivos que perambulam por este blog na busca de dicas de espumantes e vinhos, porém eu acredito que o espaço é muito versátil e poderá acomodar uma série de eventos vinícos. Enfim, fica aqui mais essa dica a conferir e quem quiser mais informações pode entrar no site deles > http://www.espacojardimleopoldina.com.br/.

Deu, por hoje não tem mais nada não. Salute, kanimambo e nos vemos por aqui.