João Filipe Clemente

Espanha + Portugal na Kylix

Afora o almoço executivo desta Sexta (28/03) na Kylix com arroz de pato, uma iguaria Portuguesa imperdível para quem estiver por perto, a loja está com um programa super legal sobre os vinhos Ibéricos no mês de Abril. Mais do que um embate Portugal X Espanha estamos perante uma partida sem ganhadores e sim um Portugal + Espanha. Como por lá existem ótimos vinhos, tenho certeza que a Kylix junto com o competente Manuel Luz, certamente farão bonito nesse encontro. O programa está aqui abaixo. Bon Voyage e Salute amigos.

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Pizzato, Vinhos Brasileiros no Exterior

               Noticias boas são para serem divulgadas e esta é uma ótima noticia para o futuro do vinho Brasileiro. A internacionalização de qualquer produto é um estimulo importante para a evolução dos mesmos e das empresas que os produzem, palavra de quem há 28 anos milita no setor de comércio exterior, por isso a importância desta noticia. As exportações Brasileiras de vinhos finos cresceram mais de cinco vezes nos últimos cinco anos, passando de US$ 772 mil em 2003 para US$ 4 milhões em 2007, sendo que as empresas participantes do projeto Wines From Brasil, desenvolvido em parceria pela Apex-Brasil (Agência para Promoção das Exportações) e o Ibravin (Instituto Brasileiro de Vinhos) foram responsáveis por 57% deste valor. A vinicultura brasileira se destaca pelas condições climáticas de produção únicas, com novas áreas de cultivo, modernas técnicas e a história de sucesso do programa Wines From Brasil, que começou em 2004 com apenas seis participantes e hoje já conta com 25 empresas do Rio Grande do Sul, de Santa Catarina e da Bahia, sendo que 75% delas já vendem para o exterior.

              Uma destas 25 empresas que vem tendo sucesso, ampliando sua participação e se preparando para vôos mais altos é a Pizzato Vinhas & Vinhos ocupou o 4º lugar no ranking de crescimento de exportação da Wines From Brazil (WFB). Em 2007 as exportações representaram 18% do volume de vendas e 6% do faturamento da empresa, totalizando aproximadamente 20 mil garrafas de vários rótulos, com destaque para Pizzato Reserva Cabernet Sauvignon e Merlot, e Pizzato Chardonnay, todos do Vale dos Vinhedos, e Fausto Cabernet Sauvignon, do vinhedo Dr. Fausto. Para esse ano, a Pizzato espera alcançar novos países além da Europa e dos Estados Unidos. Já foram efetuados contatos com a África do Sul e com países latino-americanos, como o Uruguai, Bolívia e Venezuela. A projeção para 2008, segundo Jane Pizzato diretora comercial da empresa, é que o percentual de crescimento nas exportações seja equivalente ao crescimento da empresa no mercado interno.

            Números ainda pequenos, perto dos tradicionais países produtores e exportadores de vinhos finos, mas um começo que certamente gerará frutos importantes num futuro próximo. Este trabalho de conquistar fatia de mercado internacional é extremamente importante, principalmente, pela necessidade que se faz de melhorar o produto para atender ás altas exigências internacionais e acirrada concorrência. Ganharão os produtores e ganharemos nós consumidores que, certamente, estaremos tomando cada vez mais, rótulos nacionais de qualidade. Como profissional da área de comércio exterior, esta noticia me traz grandes expectativas e alento para o futuro do vinho nacional. O foco do projeto é essencial para seu sucesso e espero que esteja sendo dado maior ênfase na área de espumantes, pois é aí onde temos maior potencial e onde a demanda internacional é grande, com menos concorrência e desejosa de novos produtos de qualidade a preço competitivo. Os Argentinos tem a Malbec e o Cabernet, os Chilenos o Cabernet e o Carmenére, os Uruguaios o Tannat e nosso destaque, creio eu, é o Espumante que será a grande mola propulsora capaz de abrir portas para toda a indústria vinícola Brasileira. Basta investir nesse foco e trabalhar com objetivos sérios visando resultados efetivos e consolidados a médio e longo prazo.

Goats do Roam

 goats-do-roam-logo.jpg   Eis uma tacada certeira da Expand. Vinhos de muito boa qualidade por preços que podemos pagar. Mas vamos lá, vamos falar da Goats do Roam, uma linha de vinhos produzida pela vinícola Sul Africana, Fairview. Esta é uma linha de entrada, seguida pela Goats do Roam in Villages e a Goat Roti, entre outras. Este último, uma cutucada do produtor na INAO (Institut National dês Apellations d’Origine) que entrou com um processo nos EUA pra proibir a marca por sua semelhança aos Cote-du-Rhône. Pior é uma outra linha deles a “Bored Doe” agora cutucando quem, quem …. Bordeaux, ou será mera coincidência? Que o pessoal tem senso de humor e criatividade, lá isso tem! Exageros da INAO à parte, os vinhos merecem ser comprados e apreciados.  Provei os três rótulos básicos; Goats do Roam White, Rose e Red. Neste post, falarei basicamente dos primeiros dois, deixando o Red para uma outra ocasião.  O que fica claro em toda a linha de produtos da Fairview e, em especial na Goats do Roam, é a capacidade de inovação, de desenvolver produtos únicos  e diferenciados com cortes bem ao estilo dos vinhos do Rhône. Para quem se interessar visitem o site, tem informações interessantes sobre o que eles estão fazendo por aquelas bandas. Um outro fator interessante que estes vinhos nos demonstram é que pode-se sim, trazer vinhos da África do Sul com bons preços e qualidade. A Robertson Winery, falarei dela e seus vinhos em outra ocasião, já me tinha mostrado isso, e a Fairview confirma.

           Goats do Roam White

  • goats-008-wince.jpgProdutor – Fairview
  • Região –  Paarl / Stellenbosch e Piekenierskloof (Western Cape)
  • País – África do Sul
  • Composição de uvas – Corte de Chenin Blanc, Crouchen Blanc, Semillon, Viognier e Clairette Blanche.
  • Detalhes Produção – Sem madeira.
  • Teor de álcool – 13.67º
  • Safra – 2006
  • Preço em Março/08 – R$38,00
  • I.S.P. $ smile1602.gifsmile1602.gifsmile1602.gif

Rica e intensa paleta aromática de frutos tropicais com um toque vegetal de algo que me lembrou grama molhada. Corpo médio, ótima acidez que lhe confere um enorme frescor. Boa mineralidade e média persistência, num conjunto que agrada bastante. Apesar de um teor de álcool um pouco alto, que exige que seja tomado bem refrescado, neste caso 10º marcado no termômetro analógico e cerca de 8º no interior da garrafa, o vinho apresentou um bom equilíbrio. Gostei e certamente visitará minha mesa mais vezes, até porque o preço também compensa.

          Goats do Roam Rosé.

  • goats-023-custom.jpgRegião –  Paarl / Stellenbosch / Perdeberg / Malmesbury e Piekenierskloof (Western Cape)
  • Composição de uvas – Corte de Syrah / Pinotage / Cinsaut / Grenache / Gamay e Merlot.
  • Detalhes Produção – Sem madeira, fermentado a frio, em torno de 14º.
  • Teor de álcool – 13.2º
  • Safra – 2006
  • Preço em Março/08 – R$38,00
  • I.S.P. $ smile1602.gifsmile1602.gifsmile1602.gif

Uma delicia de vinho que me encantou. A cor é linda, vibrante. Os aromas são de frutas vermelhas bem frescas, a acidez excelente, na boca boa concentração de fruta, groselha, mas seco e de boa persistência para um vinho destas características. Totalmente equilibrado, mostrou grande harmonia. É um vinho sedutor e extremamente agradável o qual adorei. Gosto de vinhos rosé como entrada para uma refeição, para bebericar sem compromisso com os amigos, na beira da piscina, acompanhando um belo sanduba de peito de peru, etc. Difícil é encontrar um que realmente me agrade na qualidade e que caiba no meu bolso. Eu tomava o Quinta da Giesta, que o importador (Lusitana) não mais traz, e acho que achei o substituto á altura, até superior. Imperdível e à venda nas lojas da Expand. Salute.

Ah, ia-me esquecendo. Toda a linha com screw cap (tampa de rosca) como convém em vinhos de pouca guarda para serem tomados jovens. Poupemos a cortiça, escassa e cara, para vinhos de maior envergadura e de longa guarda, se não pelo aspecto qualitativo pelo menos pela cultura e tradição. O que acho horrível, deveriam abolir essa prática, são os vinhos deste porte que usam rolhas sintéticas e coloridas. Me dá arrepios abrir uma garrafa e dar de cara com uma rolha azul, vermelha ou preta!!

Harmonização de Bacalhau – Aprendendo com os Erros

                Aqueles que acompanham este blog, vão lembrar que Domingo de Páscoa em casa, o almoço seria Bacalhau à Brás e que tinha separado dois vinhos portugueses para tomar; Duas Quintas do Douro e o Meia-Pipa das Terras do Sado, ambos da safra de 2004. A escolha recaiu sobre o Duas Quintas, o qual já há tempos andava seco para tomar e …………..não deu certo! O Bacalhau estava ótimo, a companhia nem se fala e o vinho muito bom, mas não casou com o prato. Esqueci-me de que o Bacalhau à Brás é um prato leve, estava demasiadamente focado no vinho, e o Duas Quintas se mostrou demasiado encorpado para acompanhá-lo. A personalidade muito forte do vinho simplesmente anulou o bacalhau. Não estava ruim, mas se o Bacalhau fosse à Lagareiro ou no azeite com grão, cebola, tomate e pimentões, certamente o vinho teria harmonizado muito melhor! A harmonização requer um equilíbrio entre o vinho e o prato o que não ocorreu aqui, me deixando um pouco frustrado. Nota 5, com muita patriotada.    

              Pois bem, sobrou um pouco de Bacalhau que decidi traçar na Segunda-feira no almoço e agora, fiz o que devia ter feito antes, abri um Travers de Marceu. Uma delicia, casamento perfeito! Primeiramente quebrei um paradigma, pelo menos pessoal, de que Bacalhau se acompanha com vinho Português ou Espanhol e segundo, pensei antes de agir. O Travers de Marceau é um vinho tinto Francês, produzido pela Domaine Rimbert, importado e vendido no Brasil pela De La Croix, pequena e simpática importadora que trabalha muito bem o conceito de custo x beneficio em vinhos Franceses. É da região de Saint-Chinian no Languedoc, elaborado com 40% de Carignan, 30% de Syrah e 30% de Cinsault gerando um vinho bem frutado, ótimo equilíbrio, com taninos doces e sedosos que encantam na boca e no nariz. Um vinho sedutor que se “achegou” ao Bacalhau à Brás formando uma total harmonia entre as partes. Agora sim, a harmonização foi adequada e, se não tirou 10, pelo menos 8 ou 8,5 foi! Ah, ia esquecendo do preço do vinho, R$48,00 e com isso minha nota sobe para 9, yesss!!

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Chile – Vinhos que Tomei e Recomendo, parte III

                 Este é o último post da série, com  alguns vinhos acima de R$80,00 que tomei e recomendo. Não tomei muitos nesta faixa de preços, fundamentalmente porque me faltou oportunidade. A maior parte dos vinhos que tomei nesta faixa, e acima, foram decorrência de compras feitas no exterior e o Chile não foi um dos meus destinos, lamentavelmente. De qualquer forma, alguns me agradaram bastante, aqui estão. 

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  • Don Amado 1999 (Portal dos Vinhos) – Um belíssimo vinho, que encanta. Um corte de 75% de Cabernet Sauvignon com Merlot é um vinho que está no ponto para ser tomado. Vinho de grande qualidade, muito redondo na boca, boa estrutura, toque de defumado, algo herbáceo, terra e baunilha num conjunto muito saboroso, elegante e de boa persistência. Faz lembrar o Don Melchor, mas com um preço bem mais acessível.
  •  Tabali Reserva Especial Corte 2005 (Grand Cru Granja Viana) – Este eu degustei com o Marcel e a Bete, simpáticos donos deste novo empreendimento no centrinho da Granja Viana. É um muito agradável corte de Cabernet Sauvignon (50%), Syrah (45%) e arrematando, um tico de Merlot só para amansar e arredondar o vinho. No nariz aromas complexos, intensos, frutas negras com algo floral. Abre na taça, demonstrando grande frescor e algo de baunilha num final de boca muito prazeroso e longo. Taninos muito elegantes, sedosos e muita harmonia, tornando imperceptíveis seus 14.5º de teor alcoólico. Um grande vinho realmente cativante que empolgou e me conquistou.
  • Amayna Pinot Noir 2005 (Mistral) –  Muito bom, só um reparo quanto aos preços desta linha que acha um pouco cara, mas como isso é muito relativo…. Isso não altera o fato de que seja um belo exemplar de Pinot Noir. Muito fresco, cheio de fruta vermelha, algo de ameixa evoluindo na taça quando aparecem toques florais. Na boca é um vinho intenso de boa estrutura e muito equilibrado com taninos finos e elegantes. Redondo, de média persistência, um vinho cativante.
  • Arboleda Cabernet Sauvignon 2002 (Expand) – Cabernet, porém com um toque de Merlot, Cabernet Franc e Syrah que lhe dá bastante complexidade na boca. Vinho denso, potente, balanceado e firme. Aromas clássicos de fruta madura, baunilha e tostado com notas de especiarias e boa persistência. Bom acompanhamento para pratos fortes.
  • Amayna Sauvignon Blanc (Mistral) – Boa intensidade de aromas, boa textura num conjunto muito bom e de médio corpo. Na boca sente-se um grande frescor calcado em ótima acidez que, junto com um alto teor alcoólico, pede comida. Final de boca muito gostoso de média persistência, leves toques amanteigados e um pequeno amargor. Parece um Sauvignon da Nova Zelândia, pelo menos dos que eu conheço.
  • Arboleda Chardonnay 2005 (Expand) – Bem mineral com toques cítricos e algo amanteigado em função da madeira. Bastante elegante, um vinho de porte médio, evoluído, com notas de abacaxi formando um conjunto bastante agradável. Ótima paleta de aromas .

 Acima destes valores, o Céu é o limite e existem vinhos divinos, aclamados pela crítica especializada. A maior parte já conhecida de todos como, Almaviva, Clos Apalta, Don Melchor, Altair, Seña, Casa Marin, etc. Eu tive o privilegio de provar somente dois. Sinto-me inibido cada vez que tenho que comentar vinhos deste calibre. Certamente porque tanta gente, com muito mais conhecimento que eu, já o fez e por serem ícones de uma região ou produtor. Nestes casos, minhas anotações servem mais como meros testemunhos de satisfação pessoal que pouco adicionam ao tudo o que já foi descrito por outros. De qualquer forma, lá vai. 

  •  Don Melchor 1997 (Expand) – É considerado um dos melhores, se não o melhor, Cabernet Sauvignon do Chile e um dos ícones do país, vinho topo de gama da Concha Y Toro. Quando a safra não é boa, ou algo sai fora dos padrões, suas avaliações “despencam” de 92 a 95 pontos, para 89! Ruim né? Brincadeiras á parte, o que falar de um vinho com este retrospecto e reconhecimento mundial. Realmente um grande vinho com um nariz de boa complexidade e média intensidade com frutas negras e notas balsâmicas. Vinho encorpado que cresce na boca com sabores fumados, café e algo de chocolate. Denso, carnoso com taninos elegantes e muito boa persistência. Um clássico do Novo Mundo que para mim, apesar de estupendo, acho um pouco “over rated”. Pelo preço que a Expand, importador oficial e exclusivo, está vendendo este mês, é uma grande opção e altamente recomendável. 
  • Casa Marin Riesling  2006 (Vinea Store)-  Não tinha nem idéia que a América do Sul era capaz de gerar vinhos  deste calibre com esta cepa. Absolutamente divino. Mais um daqueles vinhos com tal intensidade aromática, que cativam à primeira “fungada”. Aproveitando, alguém me ajuda? Ainda não consegui achar uma palavra tecnicamente apropriada que consiga expressar o ato de forma sintetizada. Inspirar, cheirar? Essas me parecem palavras sem expressividade, insípidas sem força. E aí, alguém me ajuda, ou fico na “fungada” mesmo? Bem, voltemos ao vinho porque já devaneei demais! No nariz, uma multiplicidade de aromas inebriantes com forte presença de frutas cítricas.  Na boca, muito mineral e ótima acidez que lhe dá uma marcante frescura. Teor de álcool bem comportado, 12.8º e muito bem balanceado. Corpo médio e boa persistência num conjunto que nos arrebata ao primeiro gole. Um vinho de grande expressividade e encantador.  Não fosse o preço, certamente estaria mais vezes sob a minha mesa e na minha taça. Salute.

Endereços e Telefones para contato, encontre na seção “ONDE COMPRAR”

Páscoa com Bacalhau e Vinho

              Todo mundo falando do coelho da Páscoa e de chocolate, mas eu não posso é deixar de falar de Bacalhau e de Vinho. Desde hoje, até Domingo, pratos de Bacalhau de todas as formas e jeitos, inundam as mesas Brasileiras. Muito ainda se perguntam que vinho tomar e optei por falar um pouco sobre o tema. Primeiramente vamos deixar claro que Bacalhau não é peixe. De acordo com a tradição Portuguesa, Bacalhau é Bacalhau e estamos conversados.

             Que vinhos podem acompanhar Bacalhau? Uma boa pergunta para uma resposta não tão fácil assim já que dependerá muito de dois fatores essenciais; como será preparado o bacalhau e qual o tamanho do bolso. A grosso modo, bacalhau pode ser tomado tanto com vinhos brancos de boa estrutura e mediamente encorpados como tintos de poucos taninos ou taninos finos e elegantes, em geral vinhos para serem tomados jovens. Vinho verde, preferencialmente não, mas se você gosta tudo bem. Como dizem os Portugueses “vinho verde com bacalhau é coisa de Português no Brasil ou de Brasileiro em Portugal.” Apesar do costume que por cá se enraizou, o vinho verde é demasiado leve para acompanhar a untuosidade do bacalhau. Deixe-o para acompanhar umas lulas à dorê e bolinhos de bacalhau de aperitivo. De qualquer forma, o que vale é sua satisfação, mas sugiro tentar outras opções.

              Normalmente, por ligações gastroculturais (existe essa palavra?!), se tomam vinhos Portugueses nestas ocasiões, mas qualquer origem é válida desde que mantidas as características do vinho. Quando o bacalhau é cozido, ou de preparo leve sem demasiados condimentos, prefiro os brancos, eventualmente um tinto bem leve. Nos pratos de bacalhau ao forno ou panela, bem condimentados, prefiro os tintos e é mais a minha praia. Eis algumas sugestões com uma indicação aproximada de preços.

Brancos:

Don Rafael R$42,00 , Alamos Chardonnay R$31,00, Esporão Reserva R$60,00, Vila de Frades Reserva 2005.

Tintos:

Dom Rafael tinto R$49,00, Monsarraz Tinto R$24,00, Barão do Sul R$25,00, Dal Pizzol Touriga Nacional 2007 R$29,00, Merlot Volpi 2005 R$22,00, Marco Luigi Cabernet Sauvignon 2005 R$25,00, Fincas Privadas Tempranillo (Argentina) R$14, Vila Régia R$28,00, Palo Alto Reserva (Chile) R$29,00,  Los Cardos Malbec R$30,00, Trumpeter Reserva (Argentina) R$58,00, Valle Escondido Cabernet (Argentina) R$39,00, Trivento Tribu Pinot Noir (Argentina) R$23,00, Quinta da Cortezia Touriga Nacional R$48,00, Don Román Rioja (Espanha) R$32,00, Quinta de Cabriz R$22,00, Montes Selección Limitada (Chile) R$50,00, Monte Velho Tinto R$34,00, Clos de Torribas (Espanha) R$32,00, Cunha Martins Reserva R$45,00, Quinta do Cachão R$23,00, Altano Douro R$40,00, Marquês de Borba R$43,00, Meia-pipa R$45,00, Borba Touriga R$75,00, Códice (Espanha) R$45,00, Cadão Reserva 2000 R$35,00, Cortes de Cima Alentejo R$70,00, Casa de Sabicos Seleção R$75,00, Dorna Velha Tinta Barroca R$77,00, Esporão Reserva R$85,00 e por aí vai.

             Ainda dou preferência aos Portugueses e, com o Bacalhau à Brás que iremos preparar em casa, já separei um Duas Quintas 2005 e um Meia-Pipa 2004. Um do Douro e o outro de Terras do Sado, na hora decido qual tomo e depois comento como é que ficou essa harmonização. Por outro lado, quem sabe não testo um Côte-du-Rhône só para variar?

Boa Páscoa a todos e Segunda retomo os posts com a ultima parte de Tomei e Recomendo com vinhos do Chile. Muita Saúde, Amor e Paz.

Vinea Store e Maison Philippe Bouchard

              Estive há poucos dias na Vinea Store onde tive o prazer de participar de um almoço para apresentação dos vinhos da Maison Philippe Bouchard, Bourgogne e Côte- du- Rhône, sendo importados pela casa. Existem momentos únicos em que se tem a oportunidade de curtir um lugar aconchegante, com gente simpática, boa comida e bons vinhos. Este foi um momento único! Os vinhos ótimos, a organização e harmonização perfeita e, mais ainda, a simpatia das pessoas presentes, o que faz, sempre, uma enorme diferença e não canso de ressaltar já que, como diz a minha amiga Rosario, há companhias que avinagram os melhores dos vinhos! Obrigado à Adriana pelo gentil convite e pela hospitalidade.    

             A Vinea Store, preciso fazer uma matéria só com eles, tem um “Jardim Gourmet” que é um local deslumbrante e onde o almoço foi servido sob a batuta da jovem Chef Fabiola Nogueira recém chegada à equipe da Central de Relacionamento com o Cliente. Fomos recebidos com uma taça de Prosecco Incontri, super fresco e muito agradável num dia de bastante calor. No almoço:

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  • Carpaccio de pêra com vinagrete de frutas vermelhas, harmonizado com um suave e bem fresco Chablis sem madeira. Combinação perfeita e muito agradável.
  • Escondidinho de carne seca com purê de abobrinha e queijo coalho divinamente escoltado por um Savigny-les-Baune 1er Cru, de aromas inebriantes. Um bouquet de aromas maravilhoso, de frutas vermelhas com toque florais e uma seda na boca. Não sabia se o cheirava ou se o tomava! Absolutamente maravilhoso, um vinho que é o sonho de qualquer enófilo, a personificação da elegância num vinho. Á parte disso, casou maravilhosamente com o delicioso escondidinho. Amei!
  • De sobremesa, um creme de manga com farofa crocante de castanhas.

Bem, a esta altura eu já estava nas nuvens, mas a Vinea ainda tinha uma surpresa guardada para nós. Para acompanhar a sobremesa eles serviram um Porto Ruby Reserve, Quinta Nova. Dos Deuses, o melhor Ruby que já tomei, um Grand Finale para um almoço divino! Acham que terminou, ainda não! A presença do diretor comercial do Grupo Corton André, a quem pertence a vinícola, o Sr. Christian Ciamos que nos presenteou com uma bela apresentação de seus vinhos, seus vinhedos e segredos da Bourgogne. Uma “aula” dada com extrema simplicidade e simpatia por alguém que, não só conhece muito, é um apaixonado pelo que faz e o faz com enorme prazer.

                Dê uma passada lá na Vinea tome um café, conheça os vinhos, no mínimo será um passeio muito agradável e, garimpar é bom demais. Para quem tem o bolso mais gordo, existem alguns néctares, como este Savigny acima ou o Corton Grand Cru, Aloxe Corton e Gevrey-Chambertain. Para quem não pode, eis algumas dicas que podem ser muito interessantes e me deixaram muito curioso; Bourgogne AOC Pinot Noir 2005 e o Cote-du-Rhône AOC Grand Mont 2006 de preços mais acessíveis. Ah, não esqueçam do Vinho do Porto Ruby!!

Vinhos do Chile, mais dados interessantes.

               O Brasil vem aumentando suas importações de vinhos Chilenos que, ao longo dos anos, ganharam uma áurea de porto seguro quando da escolha de vinho a tomar. Eis mais alguns dados interessantes obtidos com a ajuda da Pro Chile.

  • O Brasil subiu no ranking de países importadores, sendo hoje o 3º maior mercado para os vinhos Chilenos em volume com cerca de 18.8 milhões de litros e o 5º maior em valor com algo ao redor de USD 50.6 milhões.
  • 85% da produção de vinhos, de um total de 646 milhões de litros, é de vinhos D.O. (com Denominação de origem) sendo o restante para produção de vinho de mesa e Pisco.
  • Do volume produzido, 80% é de vinhos tintos e o restante de brancos.
  • Os 117.000 hectares de vinhas plantadas encontra-se dividido entre as seguintes cepas principais: 46.5% de Cabernet Sauvignon, 15.6% de Merlot, 9.4% de Carmenére, 8% de Sauvignon Blanc, 7.3% de Chardonnay e 4.7% de Syrah ficando cerca de 8.5% para serem divididas entre todas as outras.
  • O crescimento de vinícolas exportadoras, que citei equivocadamente como 100 em post anterior, cresceu enormemente saindo de 74 em 1997 para 310 em 2007. Verifica-se uma maior diversificação de empresas saindo do perfil concentrado existente até poucos anos atrás. Mesmo assim, a importância dos grandes grupos vinícolas, com suas coligadas, ainda é muito grande.

Dal Pizzol Touriga Nacional

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               Tive o enorme prazer de ter estado presente no lançamento do Touriga Nacional da Dal Pizzol. Prazer porque, mais do que comer e beber, é sempre bom estar em companhia de gente simpática e agradável como foi o caso. Não tenho um grande conhecimento da linha de vinhos da Dal Pizzol, a não ser por seu estupendo espumante Brut Champenoise e o Assemblage 30 anos. Tenho, também, ouvido falar muito bem de seu Ancelotta e, agora, o Touriga Nacional. Duas coisas, porém, me chamam a atenção na Dal Pizzol; a aptidão para experimentar e inovar assim como a sua filosofia comercial de trabalhar o mercado com preços módicos sem que haja detrimento de qualidade. Bem, chega de papo e vamos ao que interessa, a uva e o vinho!

               A Touriga Nacional é uma casta autóctone Portuguesa, nascida na região do Dão, onde brilha como corte em diversos vinhos e regiões produtoras, assim como em bons varietais que não são fáceis de elaborar. Guardadas as devidas proporções, o Dão está para Portugal como A Borgonha para a França e a Touriga Nacional para a Pinot Noir, gerando, normalmente, vinhos de extrema elegância e complexidade. A Touriga Nacional, todavia se espalhou pelo país produzindo maravilhosos rótulos de varietais tanto no Dão, quanto no Douro e no Alentejo.

             Sua reputação ultrapassa fronteiras, já existindo clones plantadas em várias outras regiões produtoras no mundo como, Austrália e Estados Unidos. No Brasil, algumas vinícolas começaram a experimentar com esta cepa há cerca de 10 anos, havendo já alguns poucos vinhos no mercado. Esta é a primeira colheita nacional desta uva plantada há cinco anos pela Dal Pizzol na região de Bento Gonçalves, gerando um vinho muito agradável que chega num momento oportuno já que estamos celebrando 200 anos da vinda da corte Portuguesa para o Brasil, na bagagem de quem, vieram as primeiras garrafas de Touriga Nacional.

               Com uma produção de 12.000 garrafas, o Dal Pizzol Touriga Nacional não passa por madeira sendo um vinho pronto para beber. No nariz, possui um primeiro ataque frutado e fresco de boa intensidade. Na taça evolui deixando aparecer alguns toques florais bem tipicos da casta. Na boca é suave, elegante, com taninos maduros e um teor de álcool bem comportado, 13º. Bastante equilíbrio e harmonia num vinho leve que, certamente, agradará fácil. Mudou o terroir, mas a essência da uva está lá. Gostei; um vinho correto, fácil de beber que recomendo, inclusive para esta Páscoa acompanhando um bom prato de bacalhau. O rótulo comemorativo aos 200 anos, é um caso á parte, de muito bom gosto, nos convidando a beber. O preço ao consumidor final, deve ficar ao redor de R$35,00, preço razoável, só que o Portal dos Vinhos está com uma promoção de lançamento de R$29,00, sujeito a disponibilidade de estoque, que é uma excelente dica.  Aliás, do ponto de vista do consumidor, acho que esse seria um bom nível de preço para este vinho. Salute!

Boas Compras III – Chile

               Com este post finalizo a lista de destaques que nossos parceiros disponibilizaram para você leitor amigo. São mais 4 fornecedores e 18 produtos, totalizando 64 boas opções de compras neste três posts de Boas Compras. Dê preferências a estas 12 lojas/importadores participantes deste projeto, seu apoio é essencial para que possamos seguir elaborando listas com qualidade, quantidade e preço. Salute, boas compras.

Grand Cru Granja Viana – Nova loja no centrinho da Granja Viana, em Cotia, muito bem montada pelo Marcel e pela Bete os gentis proprietários do empreendimento. Trabalhando com exclusividade os rótulos da Grand Cru, eis uma série de produtos escolhidos a dedo para você.

  • Tabali Vendimia Tardia 2005 – Um dos melhores vinhos de sobremesa produzidos no Chile á base de Moscatel que, certamente, acompanhará maravilhosamente uma bela torta de frutas. Preço R$35,00.
  • Santa Rita 120 Carmenére 2005 – Linha básica da Viña Santa Rita, este Carmenére dizem ser de muito boa qualidade superior, inclusive, a vinhos de gama mais alta. A leitura em sites internacionais indica um vinho de média estrutura e boa acidez que deve ser tomado refrescado a 15º. Preço R$29,00.
  • Kankura Rosé 2007 – Único rosé desta coleção de destaques do Chile, foi escolhido pelo respeitado guia Chileno “Descorchados” como o melhor do País. É elaborado com um corte de Cabernet Sauvignon e Syrah. Preço R$29,00.
  • Gran Hacienda Riesling 2004 – A revista Gula, de Janeiro 08, diz; “Oferece a tipicidade da casta, com notas florais envolvendo fruta cítrica. Na boca, é amplo, com acidez marcante, mas boa maciez”. Não provei, está na lista, mas tenho obtido bons comentários sobre este vinho. Preço R$32,00.
  • Tabali Special Reserve Chardonnay 2005 – Mais um vinho da Tabalí muito elogiado pela revista Decanter que lhe aufere ****. Vinho de corpo médio com notas de amêndoas, especiarias e um toque de frutas brancas. Preço R$65,00.
  • Tabali Reserva Syrah 2005 – Muito bem conceituado pela revista Decanter que lhe auferiu ***** na safra 02, como o melhor Syrah abaixo de 10 Libras. Uma ótima opção por um preço bem convidativo, R$49,00.
  • Tabali Special Reserve Corte 2005 – Um corte de Cabernet Sauvignon, Merlot e Syrah absolutamente delicioso que tive a oportunidade de degustar junto com a Bete e o Marcel. É um, muito agradável, corte de Cabernet Sauvignon (50%), Syrah (45%) e para arrematar, um tico de Merlot só para amansar e arredondar o vinho. No nariz aromas complexos, intensos, frutas negras com algo floral. Abre na taça, demonstrando grande frescor e algo de baunilha num final de boca muito prazeroso e longo. Taninos muito elegantes, sedosos, muita harmonia e equilíbrio tornando imperceptíveis seus 14.5º de teor alcoólico. Um grande vinho realmente cativante por um preço condizente, R$95,00.

Lusitana de Vinhos e Azeites – É, originalmente, um importador de vinhos Portugueses, mas não só. Azeites e vinhos de outros países começam a fazer parte de seu portfolio.

  • G. Butron Carmenére 2005 – Um vinho ligeiro, mais para o dia-a-ia que agrada fácil. Boa tipicidade da casta, simples, redondo e de fácil harmonização. Preço R$29,00.
  • Arenal Reserva Carmenére 2003 – vinho bem elaborado com bastante tipicidade da cepa onde parecem boa fruta e especiarias num final de boca com boa acidez e taninos finos. Um vinho muito agradável e redondo por apenas R$29,00, um preção pela qualidade.
  • Hoppe Del Sur Estate Bottled 8515, 2003 – Um vinho potente, mas bem equilibrado, corte elaborado com 85% de Cabernet Sauvignon e 15% de Carmenére. Muito boa estrutura, boa acidez e persistência. Deixe-o respirar por uma meia hora antes de servir para melhor poder usufruir todo o seu potencial. Realmente é um vinho em outro patamar de preços, mas a Lusitana caprichou na promoção. De R$45,00 por 29,80!

Armazém dos Importados – Mais uma das boas lojas de Moema, que se une a nós neste projeto de proporcionar aos leitores amigos, Melhores Vinhos por Melhores Preços. A loja tem uma boa variedade de produtos e também está bastante focada no segmento de festas.

  • Baron Phillipe Rothschild Cabernet – Vinícola controlada pela famosa empresa Francesa produtora do Château Mouton Rothschild, Château d’Armailhac e que produz vinhos no Chile, entre eles o Almaviva, em conjunto com a Concha Y Toro, um ícone. Esta é uma linha mais simples de seus bons produtos. De R$35,00 por R$31,50.
  • Misiones de Rengo Cuvée Carmenére 2005 – um dos top Carmenéres Chilenos. Um vinho encorpado, opaco, denso com boa intensidade de fruta madura no nariz. Na boca, a fruta se confirma com notas de especiarias e algo tostado. Possui um “tempero” de cerca de 14% de Cabernet Sauvignon. Um vinho que cresce com comida. De R$78,00 por R$71,00.
  • Anakena Cabernet 2006 – Linha de entrada nos produtos deste produtor. Preço, de R$29,00 por R$25,00.
  • Anakena Reserva Merlot 2005 – O site do produtor indica um vinho com aromas de frutas negras com toques achocolatados, macio e sedoso na boca. De R$39,00 por 33,00. Eu que procuro um bom Merlot, vou ter que provar.
  • Anakena ONA Premium 2005 – Linha topo de gama, apresentando dois cortes; um mais tradicional, de Cabernet Sauvignon, Merlot e Carmenére e o outro de Pinot (85%) com Viognier, Merlot e Syrah que me deixou muito curioso. De R$71,00 por R$67,00.

Vinea Store – Mais uma loja/importadora de prestigio que se une neste projeto. Atua como importadora exclusiva de alguns rótulos especiais de grande renome, e revende produtos de outros. Suas instalações são primorosas e o jardim é algo especial! Nem que seja para tomar um café, mas vale a visita sem contar a simpatia do pessoal da casa. Eis as sugestões de destaques que eles nos apresentam.

  • Matisses Carmenére 2006- Um vinho de muita qualidade como tudo que a Casa Marin, respeitado produtor Chileno, produz. Agradou-me muito; um nariz intenso lembrando frutas do bosque negras, notas de chocolate, corpo médio, macio com taninos sedosos e boa acidez. Vinho redondo, muito agradável, por R$47,00, uma boa opção.
  • Jardim de Peralillo Reserva Cabernet Sauvignon 2006 – Conforme a ficha técnica, tem um nariz intenso, evocando frutas vermelhas maduras, figo, pimenta-do-reino e baunilha, mostrando maciez e bom equilíbrio. Preço R$59,00
  • Cartagena Pinot Noir 2004 – Mais um vinho da casa Marin, desta vez vindo do Vale de San Antonio, região que apresenta ótimas condições para a produção de vinhos brancos e Pinot Noir. A ficha técnica informa ser um vinho de boa estrutura e concentração com aromas intensos de notas tostadas mescladas com café e tabaco. Na boca é rico em texturas, macio e delicado. Preço R$132,00.

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