Primeiros dias algo complicados e atrapalhados em 2015, porém na segunda-feira já estarei de volta! Cheers e kanimambo.
Amigos, nesse garimpo que venho fazendo há anos por nossa vinosfera, toda a hora me deparo com algumas pérolas e bons vinhos porém nem sempre ao preço certo. Mais raramente, no entanto, dou de cara com algumas belas ofertas desses mesmos vinhos que merecem ser compartilhados com os amigos então decidi começar esta exclusiva
confraria de compras e oportunidades como forma de compartilhar esses Frutos do Garimpo. Não, não é mais um clube de vinhos, é uma Confraria, não havendo quaisquer cobranças mensais ou obrigação de compra.
Mensalmente, a partir de Setembro, sujeito a disponibilidade montarei uma série limitada de caixas (avisarei a quantidade disponível nas chamadas mensais) com 4 garrafas destes achados, frutos do meu garimpo. A cada mês os valores mudam (devendo ficar entre R$200 a 350) e os vinhos mudam, podendo até haver maior disponibilidade num ou noutro mês ou não haver nenhuma oferta já que, lembrando, são Frutos do Garimpo e aquela “pepita” nem sempre dá as suas caras e quando dá são de pouca monta! Podem ser duas garrafas de um mesmo vinho e as outras de dois vinhos diferentes, podem ser duas garrafas de dois rótulos, a cada mês a história será diferente, o objetivo é compartilhar as pepitas achadas nas entranhas de nossa vinosfera. Passo os preços com minha resenha dos vinhos e você compra se quiser e quando quiser, tendo tempo para pesquisar, porém como as quantidades serão limitadas a venda será realizada aos primeiros que confirmarem e somente uma caixa por pessoa.
O foco será, obviamente, na qualidade atrelada a um preço abaixo da média do mercado, diversidade de estilos e uvas, sendo coerente com tudo o que venho escrevendo já faz anos. Eventualmente poderei me deparar com outros frutos que não vinho, por exemplo um acessório, no qual o conceito também se aplique e o incluirei para apreciação dos confrades. Pintou oportunidade na minha praia, a idéia será compartilhá-la com você e disponibilizá-la aos confrades e confreiras se houver quorum. A confirmação da reserva se dará através de depósito em conta, após o qual faremos a entrega que será gratuita em Cotia,Alphaville e nos seguintes bairros de São Paulo > Morumbi, Vila Olímpia, Itaim, Jardins, Pinheiros e Butantã. Qualquer outro local de entrega ficará sujeito a cobrança de frete junto com o depósito da reserva e avisado antecipadamente. Eventualmente, poderá ser retirada na Vino & Sapore por aqueles que moram na região da Granja Viana, no entanto os Frutos do Garimpo não estarão disponíveis na loja e, caso venham a estar nas prateleiras, estarão com preço de mercado.
Gostou da idéia, tem interesse em participar? Pois bem, preencha o formulário em clicando aqui e assim que tenha o primeiro “KIT” pronto, deve ser Setembro, lhe enviarei e-mail com os Frutos do Garimpo do mês e as resenhas. Estes achados não serão divulgados na internet ou em redes sociais, então sua inscrição na Confraria “Frutos do Garimpo” será a única forma de você vir a ter acesso a eles.
Kanimambo a todos que vierem a apoiar este novo projeto que se inicia agora em Setembro de 2015. Bem vindos a bordo e espero que a viagem seja prazerosa!
Feliz 2015, não poderia deixar de cumprimentar aqueles que tiveram a pachorra de dar uma passada por aqui
no blog no dia de hoje, Kanimambo! Namastê meus amigos, uma mensagem de ano Novo que publiquei há cinco anos atrás, mas que segue mais viva que nunca! Bemvindos a 2015, que seja um ano especialmente frutífero e que a tempestade anunciada seja ultrapassada com muita Saúde, Serenidade e Sabedoria neste Ano Novo que se inicia, o resto é consequência.
Cultuemos a humildade, tem muita gente por aí precisando, e com ela o respeito por nosso próximo. Perseverança, trabalho e mais do que participar, vamos dar o exemplo. Vamos colocar na prática o que pregamos e fazer as mudanças que se fazem necessárias, eu certamente estarei nessa árdua busca por novos horizontes e espero poder contar com o apoio de vocês nesses projetos. Um brinde; à vida, às conquistas, à luta, à persistência, à renovação. Tim-tim, Prosit, Cheers, Salute, Salud,Kampai, Santé e meditem sobre o conteúdo da imagem abaixo praticando sua essência!

Amigos, sigo trabalhando na loja e projetando minhas atividades para 2015, porém como meu sócio está literalmente no bem bom da praia, não tá sobrando tempo para escrever, sorry! Me incomoda não conseguir publicar com a mesma assiduidade, mas certamente os leitores fiéis entenderão que há momentos e momentos. Aproveito o pouco tempo que sobra para curtir minha loira e pensar no que virá no ano de 2015 e quais os caminhos que irei percorrer. Pensar nos acertos, nos erros, nas rotas a traçar, tempo para meditar e refletir. Tempo para repassar tudo o que passou por minha taça e minha vida, tempo para elaborar minhas listas de vinhos e momentos TOP de 2014, enfim ………tempo de balanço geral!
Se der, ainda deixo algo por aqui, mas o mais provável será tão somente um post de final de ano, para todos os efeitos o blog está em recesso! Kanimambo por compreenderem, salute e seguimos nos encontrando pelas estradas de Baco. No blog, na Vino & Sapore ou quem sabe na próxima viagem a Mendoza ainda em Janeiro!
Neste mesmo dia há dois anos escrevi um texto com parte do qual gostaria de abrir este post hoje, véspera de Natal > “Mais do que um dia de paz e de celebração, para mim esta é uma época de reflexão sendo um momento especial para compartilhar essa coisa cada vez mais escassa entre nós, TEMPO com quem amamos, nossa família e amigos. Mais do que falar de vinhos é tempo de falarmos com as pessoas, mais importante do que saber que vinho tomarei é saber com quem, mais do que valorizar presentes é tempo de valorizarmos pessoas!”, pode parecer fácil, mas não é! Nossa obrigação é seguir tentando e nesse sentido, nada como viver momentos de reflexão com a música certa, uma que nos permita “viajar” e liberar nossos pensamentos numa ode à vida independentemente de inclinação religiosa.
Minha mensagem a todos este ano, portanto, é musical. Através deles e das músicas interpretadas, revivo minha memória. Me emociono porque o final de ano com o Natal e o nascimento de um Ano Novo são sempre momentos de nostalgia e reflexão para mim e essas canções afora trazerem um pouco desses momentos de volta, são também verdadeiros hinos e clássicos natalinos, espero que gostem. Que seja uma época de paz, alegria, amor e harmonia entre todos. Feliz Natal amigos!
Aprendi na escola, um clássico numa versão atual.
Cada vez que escuto, esta me me traz uma lágrima ao rosto, pura emoção e essa versão algo mais nova e moderna de Lady Antebellum (não conhecia) me seduziu.
Nana Mouskouri, essa grega canta muito. A descobri há muitos anos atrás caminhando na Calle Florida em Buenos Aires passando por uma loja de CDs onde entoava o coro dos escravos da ópera de Nabucco, uma maravilha! Esta versão de Amazing Grace é especial.
Ave Maria de Gounod, sempre uma emoção ainda mais na voz de Kimy Scota, Sul Africana da cidade do Cabo.
Em tempo de Franciscanos, não deixe de ver ou rever > “Brother Sun, Sister Moon”, escutei recentemente este frei que tem uma voz abençoada, Adestes Fideles!
Kanimambo, salute e após o Natal tem mais!
Nem sempre falo de vinho aqui e hoje, triste, quero mesmo é fazer uma pequena e singela homenagem a um cara que marcou minha adolescência (e não só) e me encantou com sua voz, ritmo e estilo inconfundíveis. Mais um grande nome do mundo musical se vai e nós ficamos com os MC’s da vida e o funkeiros de plantão! É, a vida segue e muitas vezes me pergunto se estamos num processo de evolução ou involução?! Enfim, coisas de um sexagenário (ou quase!) nostálgico poderão falar alguns porém quem se der ao “trabalho” de abrir esses próximos vídeos com algumas de suas marcas registradas entenderá o tamanho da perda, porém restam-nos as lembranças e a possibilidade de revivermos momentos ao escutarmos suas incríveis interpretações! Em tempos de efemiridade, sobretudo nas artes e na informação, dói perder gente deste calibre, porém resta-nos o consolo de saber que eles serão eternos. Senhores e senhoras, Mr. Joe Cocker !!
Namorei muito ao som desta
Elevando a fantástica música dos Beatles a um outro patamar, coisa que parecia impossível!
Feeling Alright? Not Feeling too good myself, especialmente hoje!
Unchain My Heart, um clássico!
Thanks for the trip Joe!
Nas últimas semanas encerramos as atividades do ano com quatro confrarias que administro e dou consultoria, só com grandes vinhos (falarei deles no ano que vem) pois os saldos de caixa estavam excelentes. O incrível foi que terminamos as festividades de cada um com um vinho de sobremesa e em todas o final se deu com um vinho português mostrando, também aqui, uma enorme diversidade e singularidade, uma marca lusa! Vinhos doces, de sobremesa, fortificados, podemos chamá-los de diversos nomes porém em todos reina a excelência e o fator de que eles, por si só, já são a sobremesa. Na duvida, no entanto, qualquer um deles vai muito bem com tortas de frutos secos, amêndoas, nozes, doces conventuais portugueses e, certamente, queijos azuis!
Quatro vinhos, três regiões, porém a mesma excelência e sedução a cada fungada, a cada gole uma nova sensação e emoção. São elixires como estes que nos levam ao nirvana e surpreendem a maioria dos que desconhece essas preciosidades. As garrafas vazias foram para meu altar de Bacco, onde ficam as lembranças dos grandes vinhos tomados!
Henrique e Henrique’ Madeira Bual 15 anos – Os Madeira também são vinhos fortificados que em sua elaboração passam por um processo único, o “cozimento” ou como eles denominam por lá, “estufagem” que consiste em uma passagem por no mínimo três meses em tanques especiais de inox com serpentinas de água quente circulando dentro do tanque. Posteriormente são colocados em cascos de madeira para envelhecimento. Magnifico exemplar de madeira elaborada com essa uva que poucos conhecem; a Bual ou Boal. Desta uva saem vinhos meio doces com notas de frutos secos e este mostrava claramente figos secos que harmonizou magistralmente com uma torta de nozes com figos e maçã que o amigo Ney Laux, cozinheiro de mão cheia, fez na Confraria Vino Paradiso. Maravilha engarrafada, notas de caramelo, complexo com notas oxidativas, deixou muita gente suspirando!
Casa de Sta. Eufêmia Special Reserve Porto branco 1973 – uma obra do acaso e da qual sobram alguns poucos mil litros por engarrafar. Um Porto Branco Envelhecido de tirar o fôlego. Nos aromas, algo de pêssego, frutos secos, damasco tudo muito sedutor e delicado. Na boca demonstra mais uma vez todo o seu equilíbrio de uma forma untuosa, gorda e macia num ótimo volume de boca lembrando um tawny envelhecido, final muito longo em que as amêndoas, mel e frutos secos se apresentam muito presentes e com enorme persistência. Surpreendente e arrebatador! Se deu muito bem com o Panetone Loison Tradicional com frutos secos, que aliás também serviu de harmonização para outros vinhos. Um grande vinho que embalou as Enoladies em mais um final de ano, o quarto!
Quinta da Bacalhôa Moscatel Roxo 98 – de Setúbal, um vinho que passa 9 anos em cascos de whisky usados trazidos da Escócia, mais uma obra prima lusa advinda de uma uva com cultivo limitado á região. Gosto dos vinhos moscatel lusos, sejam eles de Setúbal, tradicionalmente melhores, ou do Douro de onde já provei alguns grandes exemplares, mas a Moscatel Roxo é diferente. Extremamente sedutor, com notas florais que me fazem recordar laranjeira e rosas, com algo de frutos secos e mel, talvez até influenciado pela incrível cor amarelo dourado, quase topázio, uma verdadeira preciosidade. Tudo isso, no entanto, não convence se quando chega à boca esses aromas morrem e são substituídos por um liquido xaropento, enjoativo e sem vida. Este Moscatel Roxo da Quinta da Bacalhôa é o oposto de tudo isso, pois possuí uma acidez maravilhosa que lhe aporta uma personalidade muito vibrante, elegante, de grande leveza e maciez que convidam ao próximo gole. Também acompanhamos com Panetone Loison, mas nem precisava e os amigos confrades da Quinta Divina não me deixam mentir!
Taylor’s Tawny 20 anos – sempre preferi os 20 anos á maioria dos 30 anos e quase sempre dos de 40 anos, não sei porquê então não me peçam para explicar! Este tinha provado recentemente num evento do Douro, porém tomá-lo e ainda por cima na companhia dos amigos da Confraria Saca Rolha teve um gosto para lá de especial. Grande Tawny de Idade que certamente a porta voz da confraria saberá descrever quando escrever o relato de sua experiência que publicarei aqui, como sempre. Por agora, só digo que este tinha um toque de especiarias que não apareceu em nenhum dos outros três. Um vinho de incrível harmonia, obrigado Raquel, um encerramento à altura dos outros grandes vinhos da noite!
Mais um ano se foi e mais um montão de bons vinhos provados enriquecendo a vida enófila dos participantes das confrarias. Vinhos baratos, vinhos caros, vinhos complexos, vinhos francos, vinhos tintos, brancos e rosés, de todas as origens, de diversos estilos e uvas, o foco é sempre a diversidade! Cada confraria conheceu no mínimo dez diferentes espumantes (todos os encontros são abertos com eles) e provou 80 diferentes vinhos então, pelo menos enófilamente falando, foi um ano bastante proveitoso. Por sinal, tenho amigos perguntando quando abrirei confrarias em São Paulo, pois bem eis uma noticia em primeira mão para quem estiver interessado, 2015 está chegando e há planos para duas novas confrarias mensais na zona oeste de Sampa. Quem tiver interesse em receber um grupo de até 14 pessoas mensalmente ou queira participar de uma destas confrarias, deixe seu interesse registrado nos comentários que entrarei em contato.
Salute e kanimambo pela visita. Espero seguir sendo merecedor de sua visita em 2015 e caso precise, estarei de plantão na Vino & Sapore até dia 24 ás 18 horas e se quiser começar o Ano Novo em grande estilo, venha comigo a Mendoza!
Uma viagem diferente com foco na diversidade, nos produtores clássicos, mas também nos produtores boutique usufruindo de momentos únicos com vinhos e produtores revolucionários! Ainda tenho vagas para este incrível roteiro a Mendoza em Janeiro. Quem quer vir junto?! Que tal um presente de Natal para lá de especial e inêsquecível, um Vale Viagem a Mendoza! Traga seus amigos, sua confraria e venha conversar com alguns dos principais enólogos da atualidade e provar seus vinhos. Acompanharei o grupo desde o embarque em Sampa até a volta, vem comigo! Clique na imagem para ver detalhes do roteiro. Come join us in an amazing trip to Mendoza wine lands, it’s people, it´s food and it´s great wines!
Dando sequência a nossa maratona de mais de 3.800 kms e 4 regiões produtoras argentinas a convite da Wines of Argentina (WofA), chegamos a Mendoza por volta das 7:30 de la matina depois de 10 intermináveis horas de bus e o corpo todo quebrado. Direto para o hotel e um belo e merecido café da amanhã seguido de uma ducha e uma horinha de descanso enquanto colocava meus mails em dia para às 11 horas já voltarmos
aos trabalhos num dos melhores momentos desta viajem, um encontro com Roberto de la Mota com quem poderíamos charlar por uma eternidade sorvendo de sua experência e vasto conhecimento. Papo fácil e sedutor, falou da diversidade vitivinícola enquanto provávamos alguns exemplares provando na prática a teoria apresentada, divino!
Vou compartilhar algumas notas do que escutei e também dos vinhos provados, porém, para quem não conhece, deixem-me antes apresentar o Roberto de la Mota. Enólogo dos mais conceituados, começou sua carreira aos 19 anos ajudando o pai (o lendário Raul de la Mota) na Weinert. Depois foi estudar e trabalhar em Bordeaux sob a batuta de Émile Peynaud retornando ao país quando, entre outras, andou pelo projeto Terrazas da Chandon. Hoje dá consultoria para diversas bodegas em várias regiões produtoras assim como tem seu projeto pessoal, a Mendel Wines. Um craque, simpático, sabe tudo do vinho e da vitivinicultura, sua charla (sem pompa nem soberba) é uma aula para quem quiser ouvir!
Até os anos 80 o foco de Mendoza era quantidade! Eram 350 mil hectares de muita uva mas tão somente 15% era de uvas e vinhos finos. Esta situação hoje se inverteu e novas fronteiras se abrem para novas uvas na busca de diversidade pois a região se mostra propicia para muitas mais castas do que a Malbec. Por sinal, foi Roberto que trouxe as primeiras mudas de Cabernet Franc e Petit Verdot para a região, acreditando que se dariam bem e hoje os resultados mostram o quão acertado ele estava.
Mendel Semillón 2013– mais uma aposta do Roberto, desta feita com uma uva branca e quantidades de produção limitadas a cerca de 4 mil garrafas que ele comercializa em quantidades iguais nos Estados Unidos e no Reino Unido com algumas poucas reservadas para seu estoque na bodega. Vinte porcento passam em barrica por uns seis meses, que é o que lhe dá a untuosidade porém sem cobrir o frescor e a fruta muito presentes. Floral (frutos secos) nos aromas, boga rica e fresca de boa persistência, gostei bastante! Para comprar lá na bodega em uma próxima visita.
Dona Paula Estate Sauvignon Blanc 2014 – Só inox, nariz muito intenso, na boca é mineral, ótimo final, fino e fresco. Um SB muito bem feito e agradável. Bela surpresa.
Bodega Colomé Torrontés 2013 – para mim segue sendo um dos melhores torrontés hoje no mercado mostrando todo o potencial desta uva quando bem trabalhada nos vinhedos. De Salta, 2600 metros de altitude, é um vinho clássico, floral com cítrico no nariz, encantador, faz a minha cabeça!
Durigutti Reserva Bonarda 2010 – não conhecia o produtor até uma recente viagem e agora comprovo sua aptidão para vinhos de muita qualidade. Com 18 meses de barrica, apresenta na entrada uma framboesa marcante, meio de boca com grande volume, denso e carnoso apresentando um final fresco com nuances minerais. Sai um pouco fora do padrão de vinhos mais leves e mostrou ter estrutura para guarda. Na linha do Nieto Partida Limitada que é um marco nos vinhos elaborados com esta uva e que necessita de bastante tempo de garrafa para mostrar todo seu valor.
Rutini Cabernet Sauvignon 2011 – com 12 meses de barrica, mostrou-se extremamente equilibrado, madeira muito bem integrada, terroso, rico, boa estrutura, taninos aveludados, um belo vinho bem no estilo da casa de vinhos bem feitos que agradam fácil. Belo vinho!
Andeluna Pasionado Cabernet Franc 2010 – este produtor tem uma característica que a nível geral não me agrada, revi isso posteriormente numa outra cata, pois seus vinhos costumam ser algo excessivos, seja no álcool, na extração ou corpo. Denso, taninos marcantes, para mim faltou deixar a uva se expressar melhor, porém há quem goste.
Finca Decero Mini Ediciones Petit Verdot 2011 – delicia na taça, trouxe para minha Degustação de Vinhos da Mala e todos se apaixonaram. Este produtor já andou por aqui, porém com o encerramento das atividades de seu importador, anda negociando sua volta. São 16 meses de barrica francesa, das quais 50% novas, e o resultado é um vinho muito expressivo tanto no nariz quanto na boca, classudo, gordo, taninos finos e sedosos, ótima textura e longo. Queria beber caixas!
Grandes vinhos, grande charla, um momento inesquecível, um tremendo privilégio! Depois, visita a uma bodega com almoço e mini-feira com mais 8 produtores, mas isso é papo para outro post! Salute, kanimambo e nos vemos por aqui, na Vino & sapore ou juntos na viagem a Mendoza com a Wine & Food Travel Experience em Janeiro.
Recentemente abri este vinho na loja com alguns amigos para ver se entrava ou não no portfolio junto com seu irmão mais novo o Briego Roble sobre o qual já teci meus comentários aqui. Mais um vinho que agradou em cheio (a Rejane não me deixará mentir) e nos faz refletir sobre a quantidade de produtores pouco conhecidos por aí que fazem alguns caldos muito especiais. Por isso bato tanto na tecla da diversidade e da infidelidade no mundo do vinho. Seja fiel à sua família, à empresa, aos seus negócios e fornecedores, à sua loja ou lojas preferidas, porém não seja fiel ao vinho, deixe-se levar por novos produtores e descubra novas sensações, é muiiiito bom! Tudo bem, tenha seus portos seguros, mas não deixe de viajar pois o sabor da descoberta faz valer a pena.
Bem, mas voltemos ao vinho e ao produtor. Briego significa luta, pelo vinho e pelas terras de uma região na Ribera del Duero que prima por vizinhos de primeiríssimo nível como Veja Sicilia, Pingus, Mauro, Protos, Carraovejas, Pesquera, Alión entre outros famosos, uma região algo mais distante do rio Duero conhecida como “Milla de Oro”,a parte mais nobre da D.O.. Escondido entre tantas estrelas, se esconde este produtor que agora conhecemos, Bodegas Briego, um produtor a ficar de olho!
Um Crianza na região de Ribera del Duero (como em Rioja) necessita passar um mínimo de 12 meses em barricas de carvalho e 12 repousando em garrafas onde afina, antes que possa ser lançado no mercado, porém este Briego Crianza tem um pouco mais. O vinho passa 14 meses (8 em barricas americanas e 6 em francesas) e mais 14 em bodega para só depois chegar em nossas taças. Elaborado com 100% de Tempranillo.
Como no Roble, sua paleta olfativa surpreende por sua riqueza e intensidade chamando-nos a atenção já na abertura da garrafa e se superando na taça quando mostra todo o seu potencial de aromas que nos convida a levar a taça á boca! Surpreende porque os Ribera costumam ser mais exuberantes em boca do que no nariz, mas este exemplar consegue nos despertar sensações em ambos. Fruta madura explode no nariz com suaves nuances mentoladas e algum caramelo. Entrada de boca sedutora ganhando volume no meio de boca onde a parece a tradicional estrutura dos vinhos região. A fruta aqui está mais fresca, acidez média, harmônico com taninos aveludados mais presentes no final de boca deixando um retrogosto de boa persistência onde aparecem nuances de tabaco, tostado e algo de especiarias.
Complexo, é um vinho que agrada sobremaneira e custa na praça algo ao redor das 140 pratas, em linha com vinhos similares disponíveis no Brasil. Importado pela Almeria do amigo Juan, um cara que conhece bem os vinhos de Espanha! Salute amigos e kanimambo pela visita. Uma ótima semana a todos.
Férias chegando e cada vez mais tem gente descobrindo Portugal, seus vinhos, sua cultura, sua gente, sua gastronomia e se surpreendendo! Sim, a maioria de quem por lá andou recentemente e com quem falo se pergunta, porquê não fui antes?! Agora, você entende o português?!
Falo do idioma, porque o português, como o brasileiro, é difícil de entender! rs Vejam este estes exemplos:
1 – Este vinho tinto vinificado em extreme com tinta amarela, é muito porreiro e fácil de encontrar no mercado retalhista lisboeta, mais barato do que os preços nas garrafeiras. Melhor seria dizer que é uma tara, especialmente quando acompanhado de uma tarte de pimentos assados, algo que me sabe muito bem. Podem-me chamar de saloio, mas me fio no feitio do banheiro, que é gajo sério e fiche, quando me diz que é um dos melhores vinhos de Portugal. Ou será que me está a enfiar o barrete?
2 – “O gajo, um trinca-espinhas que usava verniz, peneirento e aldrabão, gostava de entrar em tascas e pedir sapateira, como se isso fosse casual. No fundo era um Zé dos anzóis que mal e mal trincava uns rebuçados velhos e vivia de restolhos que a vizinha mista lhe deixava na porta de seu apartamento de dois assoalhados, morada que a maioria desconhecia. Tomates lhe faltavam, mas lata não e era comum vê-lo na zona a soltar piropos ás miúdas que passavam o que, invariavelmente, o metiam em sarilhos quando algum namorado matolão por lá aparecia e aplicava-lhe uma valente tareia, deixando-o bastante magoado e com algumas nódoas negras pelo corpo. Uma vez, tentou engatar uma rapariga que andava pelo passeio com um cão que lhe acabou mordendo, fazendo com que tivesse que tomar uma pica, só por garantia, já que nem massas tinha para fazer um penso. Enfim, um sorna que mais estava para partir um choco do que para enveredar pelos caminhos da labuta diária na busca do pão de cada dia. Preferia tentar meter o barrete a um e a outro e, com isso , lá ia levando a vida aos trambulhões.”
3 – algumas mais curtas!
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Ao passar a lomba, deixou o carro ir abaixo mesmo ali, no ponto de inversão de sentido.
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Passa-me lá no supermercado e compra uma caixa de diósperos e uma chucha e biberon para o bebé.
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Final de tarde na Sexta-feira, nada como juntar a malta, pedir uns joaquinzinhos e uma imperial, sentarmos na esplanada, ver os elétricos passarem cheios de turistas giras e deitar conversa fora.
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Com essa conversa de tretas não tens hipótese de engatar essa miúda que é explicadora e inteligentíssima. Ela é capaz é de ficar lixada contigo!
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Ó pá, dá-se-me nas tintas se quiseres ir aos copos, mas vê lá não te metas em zaragatas. Na volta passa na farmácia e compra-me um creme para picaduras e duas caixas grandes de durex.
Entendeu tudo, tem a certeza? Então não precisas de ajuda, boa viagem! Agora, se não entendestes patavina, minha ajuda para ti está no pequeno dicionário Português > Brasileiro que publiquei em 4 partes há alguns anos e que alguns amigos me pediram para repicar. Clica aqui e agora sim, boa viagem por terras lusas, ai que saudades que tenho!!
Salute, kanimambo, seguimos nos encontrando por aqui e, porquê não, em Mendoza!





