Confraria Frutos do Garimpo

Amigos, nesse garimpo que venho fazendo há anos por nossa vinosfera, toda a hora me deparo com algumas pérolas e bons vinhos porém nem sempre ao preço certo. Mais raramente, no entanto, dou de cara com algumas belas ofertas desses mesmos vinhos que merecem ser compartilhados com os amigos então decidi começar esta exclusiva Confraria Frutos do Garimpo - Logoconfraria de compras e oportunidades como forma de compartilhar esses Frutos do Garimpo. Não, não é mais um clube de vinhos, é uma Confraria, não havendo quaisquer cobranças mensais ou obrigação de compra.

Mensalmente, a partir de Setembro, sujeito a disponibilidade montarei uma série limitada de caixas (avisarei a quantidade disponível nas chamadas mensais) com 4 garrafas destes achados, frutos do meu garimpo. A cada mês os valores mudam (devendo ficar entre R$200 a 350) e os vinhos mudam, podendo até haver maior disponibilidade num ou noutro mês ou não haver nenhuma oferta já que, lembrando, são Frutos do Garimpo e aquela “pepita” nem sempre dá as suas caras e quando dá são de pouca monta! Podem ser duas garrafas de um mesmo vinho e as outras de dois vinhos diferentes, podem ser duas garrafas de dois rótulos, a cada mês a história será diferente, o objetivo é compartilhar as pepitas achadas nas entranhas de nossa vinosfera. Passo os preços com minha resenha dos vinhos e você compra se quiser e quando quiser, tendo tempo para pesquisar, porém como as quantidades serão limitadas a venda será realizada aos primeiros que confirmarem e somente uma caixa por pessoa.

O foco será, obviamente, na qualidade atrelada a um preço abaixo da média do mercado, diversidade de estilos e uvas, sendo coerente com tudo o que venho escrevendo já faz anos. Eventualmente poderei me deparar com outros frutos que não vinho, por exemplo um acessório, no qual o conceito também se aplique e o incluirei para apreciação dos confrades. Pintou oportunidade na minha praia, a idéia será compartilhá-la com você e disponibilizá-la aos confrades e confreiras se houver quorum. A confirmação da reserva se dará através de depósito em conta, após o qual faremos a entrega que será gratuita em Cotia,Alphaville e nos seguintes bairros de São Paulo > Morumbi, Vila Olímpia, Itaim, Jardins, Pinheiros e Butantã. Qualquer outro local de entrega ficará sujeito a cobrança de frete junto com o depósito da reserva e avisado antecipadamente. Eventualmente, poderá ser retirada na Vino & Sapore por aqueles que moram na região da Granja Viana, no entanto os Frutos do Garimpo não estarão disponíveis na loja e, caso venham a estar nas prateleiras, estarão com preço de mercado.

Gostou da idéia, tem interesse em participar? Pois bem, preencha o formulário em clicando aqui e assim que tenha o primeiro “KIT” pronto, deve ser Setembro, lhe enviarei e-mail com os Frutos do Garimpo do mês e as resenhas. Estes achados não serão divulgados na internet ou em redes sociais, então sua inscrição na Confraria “Frutos do Garimpo” será a única forma de você vir a ter acesso a eles.

Kanimambo a todos que vierem a apoiar este novo projeto que se inicia agora em Setembro de 2015. Bem vindos a bordo e espero que a viagem seja prazerosa!

Cabernet Franc Abaixo das 100 Pratas!

Eis aí algo difícil de se encontrar, um Cabernet Franc de qualidade abaixo das 100 pratas, mas eu achei depois de muitos provar. Certamente que outros deverão existir, nem entro no mérito, porém sempre falo só de minhas experiências e este pequeno fruto do garimpo é o 59N Cabernet Franc 2016, com origem em Mendoza, especificamente de Maipu, da Kalós Wines que 59Nvinifica seus vinhos na Melipal. O vinhedo tem cerca de 20 anos, produção restrita a 25 mil garrafas, e o nome (59N) possui uma origem algo inusitada, pois tem a ver com o vovô Calixto, patriarca da família Losada, que se gabava de ter tido 59 Novias (namoradas) em sua juventude!

Mostrou-se muito amável de boca sem perder a tipicidade com notas florais, frutos vermelhos e alguma especiaria no nariz, corpo médio, rico meio de boca, notas herbáceas sutis, fresco, expressivo final de boca levemente apimentado, de média persistência e taninos aveludados. Um vinho que me agradou bastante ainda pelo preço que por aqui em Sampa está chegando com preços entre R$90 a 95,00.

Certamente um vinho que visitará minha taça com uma certa regularidade pois afora o colocar no Frutos do Garimpo de Outubro, também aproveitei e fiquei com uma caixa. Como está bem novo, terei um tempinho para o desfrutar ao longo dos próximos dois anos, se é que durará tanto na adega!! rs É isso por hoje, mais um bom vinho de Mendoza para você descobrir que aquelas terras não fazem só Malbec não e  que a Cabernet Franc não é mais só moda, veio para ficar. Fui, bom fim de semana prolongado para quem puder ainda desfrutar desse privilégio, eu estarei de plantão sexta e Sábado na Vino & Sapore. Kanimambo pela visita.

 

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Infidelidade é Tudo!

Agora que já chamei sua atenção, deixemos claro que me refiro ao consumo de vinho, obviamente, não levemos isso ao pé da letra em nossas relações sociais! rs Não é de hoje que bato nessa tecla, de suruba vínica (rs), e há um tempinho me deparei com um artigo que gostaria de ter escrito e que deixa claro que a infidelidade no vinho é essencial e como já dizia Tim Maia, Vale Tudo! Sair da mesmice, diversificar, descobrir novos sabores e histórias, isso é o que seduz nesse mundo colorido do vinho. O título é sugestivo, “Sejam Infiéis aos Vinhos de Costume” (menos apelativo que o meu! rs) e foi escrito pelo jornalista Edgardo Pacheco no jornal português Correio da Manhã em  Dezembro de 2015.

Esqueçam  a menção aos portugueses, um pouco provinciana a meu ver pois a diversidade está presente em todas as regiões produtoras, inclusive na Argentina, e vinhos padronizados os há também em todos os lugares, inclusive em Portugal! O Tema, no entanto, tem tudo a ver com todos os que se auto proclamam enófilos, pois não existe vinosfera enófila sem navegantes e viajar por mares nunca dantes navegados é essencial! Agora, importante se ater ás colocações dele sobre a diversidade dos vinhos portugueses, uma mar em si!

Destaco aqui alguns trechos de seu texto, que adoraria ter escrito, mas o todo só poderá ser lido clicando no link que passei acima.

“Um dos inimigos do vinho é a fidelidade esquisita que muitos consumidores devotam prolongadamente a determinadas marcas. Todos os dias nascem novos brancos, tintos, rosés, espumantes ou colheitas tardias (por vezes em excesso, verdade se diga), pelo que se compreende mal a falta de interesse dos portugueses pela experimentação de novos aromas ou sabores e, acima de tudo, de novas regiões.”

“Nesse sentido, as pequenas garrafeiras de bairro fazem diferença porque é aqui que encontramos vinhos resultantes de pequenas produções do Dão, da Península de Setúbal ou de Trás-os-Montes. E se o dono da garrafeira for competente, seguramente contará histórias sobre esses vinhos que, depois, replicaremos à mesa.” 
Uma das frases do Edgardo que entra para meu rol das clássicas sobre o vinho é; “Não há nada mais chato do que levar um vinho sem história para a casa de um amigo”   achei precisa! Leiam o texto completo no link lá no inicio deste post.
Tudo bem ter seu porto seguro, eu também os tenho pois nem sempre queremos experimentar coisas novas, mas daí a deixar de embarcar nessa viagem de descobertas acho uma pena! Boa semana a todos e lembrem-se de, nessa viagem, fazerem uma parada na Vino & Sapore na Caviste Online (rs) para reabastecimento e levar um pouco mais de história e novidades à taça e à mesa. Kanimambo pela visita aqui e espero vê-los por aqui ou por aí nas estradas de nossa vinosfera, cheers!

Desafio de Cabernets Franc de Mendoza – Resultado

Na Granja Viana, nas instalações da Vino & Sapore, realizei há dias um desafio às cegas de alguns ótimos vinhos muito bem avaliados pela nata de grandes críticos internacionais de nossa vinosfera. Exercício muito interessante em que os grandes ganhadores foram os que compuseram a banca degustadora, toda ela composta por amigos aficionados e seguidores de Baco.

Como já falei anteriormente aqui, esta foi só uma pequena mostra do que anda ocorrendo por lá com ótimos vinhos no mercado e se incluirmos nessa lista os rótulos que possuem algum “tempero” mas que mantêm o mínimo exigido de 85% de Cabernet Franc, a lista então irá englobar alguns dos melhores vinhos argentinos da atualidade como os Gran Enemigo de Alejandro Vigil. Da Argentina essa febre também começa a produzir bons rótulos na Patagônia, em Salta e San Juan, do Chile também começam a chegar ealguns ótimos rótulos, por aqui no Brasil encontramos alguns brasucas bem bons ou seja, amplie seu horizonte porque esta uva chegou para ficar!

Por outro lado, o exercício mostrou que a mesma uva da mesma região pode sim apresentar vinhos muito diferentes entre si o que prova que não existe isso de definir aromas e sabores de uma uva, no máximo existem tendências. As variáveis seja de terroir, de vinificação e da mão do homem (também parte do terroir) podem e fazem uma tremenda diferença

Não vou me estender muito na análise dos vinhos, até porque não fiquei tomando nota já que tinha que fazer o serviço, porém não quis deixar passar aproveitando enquanto as sensações ainda estão bem frescas na memória. Eis os DESAFIANTES a melhor vinho da noite.

Cabernet Franc - Degustação Mendoza

Zorzal Eggo Franco 2015 – num estilo bem Loire de vinhos mais leves e frescos, muito bom porém o estilo, como já é de praxe na maioria das degustações que fiz em que esses vinhos estiveram presentes, não é fácil de agradar o palato brasileiro. Pimenta bem marcante de final de boca, gostei muito, é orgânico, elaborado 100% em ovos de cimento, personalidade muito própria e foi meu terceiro melhor vinho empatado com meu segundo (desempatou o alfabeto! rs) mesmo que com estilos bem diferentes. Importador Grand Cru

Devita 2014 (Deco Rossi/Lagarde) – só disponível com o Deco, alguns restaurantes e na Vino & Sapore. Um vinho que me agrada muito por sua finesse e equilíbrio, taninos aveludados e boa persistência. Confirmou tudo isso na prova.

Fabre Montmayou Reserva 2015 – o vinho ainda está um pouco novo, precisa de tempo para encontrar seu equilíbrio, longe da safra anterior tão premiada. Bom, porém nesta prova não se houve tão bem quanto esperado. Importação Premium

Riccitelli Reserva 2012 – o mais mendocino de todos os vinhos provados, com aquela típica estrutura e extração, denso, escuro, fruta bem presente marcante tendo sido o segundo vinho da noite pela contagem de pontos entre os presentes tendo sido o melhor para dois deles. Passei uma vez pelo magic decanter e o deixei no Decanter por cerca de uma hora. Não tem no Brasil.

Casarena Single Vineyard  Lauren´s 2013 – mais um vinho ainda muito jovem que apresentou um grande equilíbrio entre potência e finesse de taninos, complexo, precisou de uma passagem pelo magic decanter e uma hora de decanter comum quando mostrou boa evolução. Um senhor vinho, toques herbáceos, taninos muito finos num estilo algo bordalês de ser chegou em terceiro na votação do povo e segundo no meu. Importação Magnum

Siesta en el Tahuantinsuyu Bio 2013 – O que dizer quando frente a frente com vinhos de primeiro nível, um deles receber 10 votos como melhor da noite mais um, o meu? Definitivamente um grande vinho que, ainda por cima, é biodinâmico o que é um plus e tanto. Obra do Ernesto Catena que tem todo um histórico na elaboração de vinhos naturais, gosto muito do que ele faz, e este ele elaborou com uvas vindo de vinhedos de Vistaflores, 1100 metros de altitude, no Vale do Uco. Oitenta por cento passam em barricas francesa e o restante em americanas, sendo que 70% são novas e o resto de segundo e terceiro usos. Tudo (taninos, acidez, corpo, álcool) muito bem integrado, boa tipicidade da casta, complexidade tanto nos aromas quanto no palato, elegância, taninos finos com final interminável e fresco, deixou muita gente com vontade de mais e pena que não tinha! Aliás, a Mistral que traz os outros rótulos dele bem que poderia incluir esse na lista!!

 

Siesta Cabernet Franc Bio

Foi isso, um patamar bem alto de qualidade na taça mostrando que a Cabernet Franc veio para ficar! Uma ótima semana para todos e kanimambo pela visita, saúde!

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Aromas do Vinho em Mendoza

Você sabia que a única sala de aromas da América do Sul fica em Mendoza? Que com seus 46 aromas catalogados é a quarta maior das Américas?  Foi isso que fomos conferir nesta última viagem a Mendoza com um grupo de confrades. Isso e os vinhos obviamente!

Belasco de Baquesano, é o nome desta bodega de origem espanhola, mais precisamente de Navarra. A Sala de Aromas é um primor e ainda possui uma pequena exposição de cortiça mostrando de onde e como são feitas as rolha. São 46 aromas entre eles os que se referem a defeitos, importante se dar um tempo aqui primeiro fungando para só depois olhar o cartaz explicativo que identifica o aroma em questão. Muito didática a sala e só por isso já vale a pena a visita à Bodega, uma ótima forma de iniciar sua viagem a Mendoza e prepará-lo para o que vem depois pois não fica só nisso, afinal há vinhos a provar, sempre os há em Mendoza! rs

Após visita ás entranhas da vinícola, nos dirigimos ao balcão do bar de entrada para provar sua linha de vinhos, afinal a sede já apertava! rs Balcão cheio, devo frisar!! Provamos um espumante Rosé Brut e três vinhos tintos, sendo um deles um colheita tardia de malbec, eles só trabalham com a malbec, que eles atestam ser o único real Ice Wine argentino. Muito interessante porque já tinha provado um, creio que da Las Perdices, porém este era elaborado com uvas congeladas em câmara fria.

Dos vinhos foram dois os destaques:

Swinto Malbec, o principal vinho da casa, um vinho poderoso, denso, de grande estrutura, fruta madura bem presente,notas tostadas e alguma especiaria de final de boca num estilo mais tradicional e bem feito. Vinhedo antigo, 1910 pé franco, 18 meses de barrica francesa, a joia da coroa! rs Bom vinho

Antracita Ice Wine, um colheita tardia do mesmo vinhedo de 1910, em que as uvas são deixadas no pé e colhidas no outono nas primeiras nevascas e, por isso, não se produz todos os anos. O que provamos foi de 2010, ano em que produziram 7150 garrafas da qual a de número 4249 jaz ainda cheia sobre minha mesa enquanto compartilho estas linhas com os amigos. Antes de falar do vinho, alvíssaras pela garrafa de 375ml é um charme!! rs O vinho mostra-se opaco na cor, algo floral no nariz, na boca nos traz sensações de chocolate escuro, figos maduros e cereja, aveludado, doce mas muito bem equilibrado e de boa persistência. Envelhecido em carvalho novo francês sur lie por 24 meses, tem 93 g / l de açúcar e 14,5% de álcool.

Abaixo o vídeo de nossa visita, clique na imagem, espero que curtam. O dia estava só começando e próxima parada Casarena onde os confrades elaborarão seu próprio vinho e provaremos alguns grandes vinhos! Fui, um bom fim de semana para todos e kanimambo pela visita. Nos encontraremos novamente por aqui, na Vino & Sapore ou algum outro canto de nossa vinosfera.

belasco-de-baquedano

 

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Uau, que vinho!

Adoro quando isto acontece! rs De repente, não mais que de repente, apareceu-me este vinho, um total desconhecido. Fui atrás de informações, pouco ou nada achei então só tinha um jeito, abri a garrafa e … tchan, tchan, tchan, paixão ao primeiro olhar, que cor sedutora! Já me animei e cada vez mais curioso para levar a taça à boca e desvendar os sabores que prometiam.

20171008_133429Clos D’Esgarracordes 2009, esse é o nome dele. Vem de uma região pouco conhecida, IGP Castelló entre a Catalunha e Valencia. Esta IGP (Indicación Geográfica Protegida), criada recentemente, é um estágio anterior à celebração de DOC, e hoje conta com apenas uma dúzia de produtores e uma produção ao redor de míseros 600 mil litros. A Bodega Baron D’Alba que elabora este vinho (seu topo de gama hoje entre cerca de 12 rótulos) possui apenas uns 15 hectares de uvas entre elas Macabeo (branca), Cabernet Sauvignon, Garnacha, Merlot, Monastrell, Syrah y Tempranillo. Neste vinho, usa um blend de Cabernet Sauvignon, Merlot, Tempranillo y Syrah que me chamou a atenção na taça pela cor que mostra uma evolução já bem presente traindo sua idade. Se você gosta de vinho cheios de potência, de grande extração, vinhos power, não embarque neste barco porque certamente não apreciará esta viagem. Sorry, mas a pegada aqui é outra! rs

São dezessete meses de barricas francesas e americanas sendo engarrafado sem 20171008_133215filtração, porém não encontrei muitos sedimentos não! A madeira está já integrada, presente mas integrada em perfeito equilíbrio, notas terrosas, couro, bosque, alguma salumeria, frutos negros, taninos aveludados, acidez balanceada, rico e complexo meio de boca com um final bem persistente, a cada gole uma viagem, novos sabores, vinhos velhos têm dessas coisas e por isso são tão encantadores e vibrantes a seu modo. Nem todos apreciam, mas para quem gosta este é um prato cheio e vale bem as 140 pratas, mas vai ter que fuçar por aí! rs

Eu abri a dois, não sobrou gota (!), e só acompanhei com uns pinxos de Jamon Serrano e Brie, precisa de mais nada não! Um achado da Cavisteria do amigo Fabio Barnes que compartilhou comigo esta beldade e permitiu que eu também colocasse algumas garrafas no portfolio da Vino & Sapore. Não costumo indicar se vendo ou não os vinhos que aqui compartilho, por questão de isenção, mas como é raridade e algo especial achei que deveria, mesmo não sendo o objeto do post.

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Sabe aquela coisa de sair da mesmice de que tanto falo, então … (rs). Bem gente é isso, demorei uma semana para chegar com mais este post, mas espero ter mais ao longo da semana que espero seja divina e não esquece, dia 23 tem prova de Cabernets Franc de Mendoza com jantar no bom Antonietta Cucina! Kanimambo, saúde e inté.

 

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Prova de Cabernet Franc no Antonietta Cucina

Dia 23 próximo no restaurante Antonietta Cucina em Higienópolis, São Paulo, ás 20 horas, uma degustação temática em que apresentarei seis exemplares de Cabernet Franc de Mendoza explorando diversos estilos e terroirs, para tão somente 12 pessoas com reservas antecipadas. Ao final da degustação será servido um prato de “Paleta deAntonietta salão reservado Cordeiro com Polenta Mole“ o qual será acompanhado com, obviamente, uma taça 150ml de um outro Cabernet Franc. O evento de dia 17 na Granja Viana já se encontra esgotado.

A Argentina e em especial Mendoza, vêem surpreendendo consumidores e críticos mundo afora com ótimos exemplares de Cabernet Franc tanto em varietais 100% como com um tempero de algo mais (como os incríveis exemplares do Gran Enemigo), porém ainda varietais por possuírem um mínimo de 85% da uva declarada, e em blends dos mais diversos estilos e sabores. Na França, seu berço, é quase que só usada nos famosos cortes bordaleses (Bordeaux margem esquerda e direita) e na forma de varietais no Vale do Loire, especialmente em Chinon e Bourgueil.

Nos últimos anos temos visto um aumento paulatino de novos vinhedos na Argentina, porém mesmo com toda a fama que vem ganhando no mercado, seus poucos mais de 900 hectares seguem tendo uma tímida participação se comparado aos mais 40.000 hectares de Malbec plantados! Nesta degustação temática, só com vinhos 100% varietais de Cabernet Franc originários de Mendoza, que serão realizadas ás cegas, vamos explorar a diversidade numa mesma uva mostrando como o homem, parte do terroir, pode influenciar o produto final! Os primeiros três rótulos trouxe de minha recente viagem e, consequentemente, não haverão garrafas para vender, dos outros sim caso haja interesse.

Zorzal Eggo Franco Cabernet Franc 2015 – vinhedos de Gualtallary, 1350 metros de altitude, Vale do Uco elaborado em ovos de cimento sem revestimento, orgânico e sem passagem por madeira. Preço de mercado R$230,00 (RP94)

Ernesto Catena Siesta en el Tahuantinsuyu 2013 – vinhedos de Vistaflores, 1100 metros de altitude, também do Vale do Uco. Oitenta por cento passam em barricas francesa e o restante em americanas, sendo que 70% são novas e o resto de segundo e terceiro usos. Não tem por aqui, mas seus similares estão na casa dos R$260,00. James Suckling 92 pontos

Matías Riccitelli Cabernet Franc 2012 – Um blend de uvas de duas diferente regiões, 50% de Agrelo em Lujan de Cuyo e Vistaflores (maior altitude) no Vale do Uco. Afinamento por 16 meses em barrica francesa e também não está disponível no Brasil. Seu Cabernet Sauvingon está e o preço é de R$295,00 então podemos nos basear no mesmo patamar. Guia Descorchados (Patricio Tapias) 93 pontos.

Cabernet Franc - Degustação Mendoza

Casarena Lauren´s Single Vineyard Cabernet Franc 2013 -uvas de Agrelo (920 metros), Lujan de Cuyo elaborado com leveduras naturais e fermentado em barricas de 500 litros para posterior afinamento em barricas francesas novas por um período de 18 meses. Seu preço no mercado gira em torno de R$230,00 e recebeu 92 pontos de Tim Atkins.

Fabre Montmayou Cabernet Franc Reserva 2015 – uvas de Vistalba (950 metros de altitude), Lujan de Cuyo com vinificação tradicional e maceração longa de 20 dias, 60% do lote passa por barrica francesa de primeiro uso e o restante se mantém em inox para o blend final e engarrafamento. Seu preço gira na casa dos R$125,00 e recebeu 94 pontos de Tim Atkins e ganhou o Troféu Regional de Melhor Cabernet Franc da Revista inglesa Decanter.

DeVita Cabernet Franc 2014 – uvas de Perdriel (950 metros de altitude), Lujan de Cuyo, uso de leveduras indígenas, maceração de 20  a 25 dias, passas 12 meses em barricas francesas de primeiro e segundo usos com mais um ano de afinamento em garrafa antes de sair ao mercado. Primeira experiência de nosso amigo Deco “Cabernet Franc” Rossi (rs) na produção de vinhos em parceria com a Lagarde, quantidade limitada e preço na casa dos R$150,00.

Local – Antonietta Cucina Rua Mato Grosso, 402, Higienópolis, São Paulo

Horário – 20 horas

Valor – R$220,00 pagos no ato da reserva

Lugares – Limitado a 12 lugares com reservas antecipadas.

Reservas e mais informações: jfc@falandodevinhos.com ou por telefone/Whatsapp (11) 9.9600-7071

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Um Sedutor Tannat de Salta

Falo de um vinho de pequena produção e de uma região que poucos conhecem, ainda mais para esta uva. Conheci o vinho pela primeira vez há pouco mais de 4 anos e foi paixão à primeira fungada! rs Colomé Lote Especial Tannat 2014, produzido a 1700 metros de altitude com uvas do vinhedo La Brava, Valle Calchaquí. Quando o conheci tinha uma produção limitada a 1500 garrafas, porém hoje já está na casa das 8300 o que segue sendo bastante limitado, porém com preço acessível por lá, na casa dos 250 a 300 pesos ou em Reais entre os 50 a 60 tops, mas cheguei a ver por 215!! Não chega ao Brasil então quem Colomé Lote Especial tannatandar lá pelas terras de nuestros hermanos coloque em sua lista e aproveita traz duas garrafinhas para mim porque minha última tracei neste último Domingo, sniff! rs

São 12 meses de barrica com a madeira muito bem integrada e imperceptíveis 14,5% de teor alcoólico, O Vinho! Apesar de sua estrutura, cor escura mostrando grande concentração é de corpo médio para encorpado, taninos finos e aveludados, frutos negros presentes na boca e nariz, algum tabaco, extremamente rico e absolutamente sedutor, alguma especiaria no final de boca que mostra boa persistência e um agradável frescor. Gostosa paleta olfativa com notas florais, um vinho que prima pelo equilíbrio e dá enorme prazer tomar, que nos encanta e nos faz pedir bis. Um Tannat para quebrar eventuais preconceitos e paradigmas contra esta uva, sem contar sua tremenda relação PQP (Preço x Qualidade X Prazer). Certamente um Tannat para chamar de meu, um vinho que curto demais!!

Acompanhou maravilhosamente o rico arroz carreteiro elaborado com maestria por meu genro Júlio, um grande almoço esse de Domingo. Da Bodega Colomé em Salta, mas uvas vêm de vinhedo em Cafayate, um vinho de um lugar que me encanta ainda mais que os vinhos, quem sabe um retorno em 2018 e com um grupo bacana?? Por enquanto, a Patagônia está a um mês de distância, vem comigo? Kanimambo pela visita, saúde e um ótimo fim de semana.

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Chile, Dois Novos, Bons e Baratos Vinhos na Taça!

A busca por vinhos de boa relação PQP (Preço x Qualidade x Prazer) não cessa nunca e desta feita a origem é o Chile e uma só marca que já comentei aqui em outra ocasião com vinhos de valor algo mais alto, pero no tanto! Chegaram a fazer parte, como estes dois, da confraria Frutos do Garimpo numa parceria com o importador, a Lusitano Imports que acertou em cheio na escolha do produtor. São os vinhos Nancul, desta feita da linha Elegant com preço no mercado entre os R$45 a 50,00 e, na minha opinião, duas gratas surpresas que valem muito o preço. Aliás, do ponto de vista de percepção de valor, a resposta tem sido sempre bem acima do valor pago e recomendo. Vamos lá, vamos falar dessas duas pepitas que caíram na minha peneira! rs

Nancul Elegant merlotNANCUL Elegant Merlot – aquele vinho que não tem erro, agrada a gregos e troianos sendo super versátil no quesito harmonização. Eu tracei com pizza, num final de tarde fria de Sábado, mas podia ser um hamburguer ou nada, só um encontro harmonizando amigos e um bom bate papo. O Elegant no nome creio que foi uma escolha acertada do produtor que buscou e conseguiu exatamente isso. Um vinho de corpo médio, taninos macios, meio de boca rico e saboroso, fruta madura sem cair naquela geleia enjoativa, acidez equilibrada, média persistência que deixa na boca uma sensação de prazer (valor) maior ao preço pago o que hoje em dia é cada vez mais raro!

 

NANCUL Elegant Carmenére – O que mais me atraiu nele foi o fato de ele não Nancul elegant carmenéreapresentar aquelas nuances verdes agressivas que costumam ser bem presentes nos vinhos desta cepa nesta faixa de preços. Muito pelo contrário, o vinho se mostrou muito equilibrado, de corpo médio e aromas frutados com um leve toque de especiarias no final de boca, taninos aveludados, gostoso de tomar! Mostra cuidado em sua vinificação, colheita no tempo certo de madurez, um Carmenére para quebrar preconceitos e mostrar que seguir provando é essencial. Deu-se bem com bifes de chorizo na brasa e pelo preço, em minha opinião, uma tremenda barbada para um vinho desta qualidade

Dois bons vinhos, muito agradáveis de tomar que satisfazem sem deixar rombos no bolso. Acerto do Fernando da Lusitano Import em ter garimpado estes vinhos e ter adotado uma política de precificação adequada que deixa, em nós consumidores, um sorriso a mais no rosto fora o prazer. Linha que vale ser explorada sem temor, tudo o que provei até agora tem me agradado bastante e espero que possa também ter essa experiência e depois comente algo por aqui, sempre bom ter esse feedback dos leitores.

Estes vinhos fizeram parte dos Frutos do Garimpo de Agosto. Saúde e kanimambo pela visita.

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Explorando a Cabernet Franc de Mendoza

Neste mês de Outubro; Dia 17 na Granja Viana na Vino & Sapore e dia 23 na restaurante Antonietta Cucina em Higienópolis, São Paulo, ambas ás 20 horas, uma degustação temática em que apresentarei seis exemplares de Cabernet Franc de Mendoza explorando diversos estilos e terroirs, para tão somente 12 pessoas com reservas antecipadas.

A Argentina e em especial Mendoza, veem surpreendendo consumidores e críticos mundo afora com ótimos exemplares de Cabernet Franc tanto em varietais 100% como com um tempero de algo mais (como os incríveis exemplares do Gran Enemigo), porém ainda varietais por possuírem um mínimo de 85% da uva declarada e em blends dos mais diversos estilos e sabores. Na França, seu berço, é quase que só usada nos famosos cortes bordaleses (Bordeaux margem esquerda e direita) e na forma de varietais no Vale do Loire, especialmente em Chinon e Bourgueil.

mendoza mapNos últimos anos temos visto um aumento paulatino de novos vinhedos na Argentina, porém mesmo com toda a fama que vem ganhando no mercado, seus poucos mais de 900 hectares seguem tendo uma tímida participação se comparado aos mais 40.000 hectares de Malbec plantados! O que fica claro ao explorarmos a argentina vitivinícola é que em função de seus diversos micro climas (Mendoza por exemplo é um conjunto de diversos terroirs) há espaço para uma grande diversidade de uvas diferentes seja ela a Cabernet Franc, a Petit Verdot, a Bonarda ou a Criolla entre outras. Duas ondas tomam conta da região, vinhos elaborados com Cabernet Franc (entre os melhores do país) e os blends que cada vez estão melhores. Vale para Mendoza, mas vale também para outras regiões como San Juan, La Rioja, Salta ou a Patagônia.

Nestas duas degustações temáticas, só com vinhos 100% varietais de Cabernet Franc originários de Mendoza, que serão realizadas ás cegas (a de Sampa com jantar) vamos explorar a diversidade numa mesma uva mostrando como o homem, parte do terroir, pode influenciar o produto final! Os primeiros três rótulos trouxe de minha recente viagem e, consequentemente, não haverão garrafas para vender, dos outros sim caso haja interesse.

Zorzal Eggo Franco Cabernet Franc 2015 – vinhedos de Gualtallary, 1350 metros de altitude, Vale do Uco elaborado em ovos de cimento sem revestimento, orgânico e sem passagem por madeira. Preço de mercado R$230,00 (RP94)

Ernesto Catena Siesta en el Tahuantinsuyu 2013 – vinhedos de Vistaflores, 1100 metros de altitude, também do Vale do Uco. Oitenta porcento passam em barricas francesa e o restante em americanas, sendo que 70% são novas e o resto de segundo e terceiro usos. Não tem por aqui, mas seus similares estão na casa dos R$260,00. James Suckling 92 pontos

Matías Riccitelli Cabernet Franc 2012 – Um blend de uvas de duas diferente regiões, 50% de Agrelo em Lujan de Cuyo e Vistaflores (maior altitude) no Vale do Uco. Afinamento por 16 meses em barrica francesa e também não está disponível no Brasil. Seu Cabernet Sauvingon está e o preço é de R$295,00 então podemos nos basear no mesmo patamar. Guia Descorchados (Patricio Tapias) 93 pontos.

Cabernet Franc - Degustação Mendoza

Casarena Lauren´s Single Vineyard Cabernet Franc 2013 -uvas de Agrelo (920 metros), Lujan de Cuyo elaborado com leveduras naturais e fermentado em barricas de 500 litros para posterior afinamento em barricas francesas novas por um período de 18 meses. Seu preço no mercado gira em torno de R$230,00 e recebeu 92 pontos de Tim Atkins.

Fabre Montmayou Cabernet Franc Reserva 2015 – uvas de Vistalba (950 metros de altitude), Lujan de Cuyo com vinificação tradicional e maceração longa de 20 dias, 60% do lote passa por barrica francesa de primeiro uso e o restante se mantém em inox para o blend final e engarrafamento. Seu preço gira na casa dos R$125,00 e recebeu 94 pontos de Tim Atkins e ganhou o Troféu Regional de Melhor Cabernet Franc da Revista inglesa Decanter.

DeVita Cabernet Franc 2014 – uvas de Perdriel (950 metros de altitude), Lujan de Cuyo, uso de leveduras indígenas, maceração de 20  a 25 dias, passas 12 meses em barricas francesas de primeiro e segundo usos com mais um ano de afinamento em garrafa antes de sair ao mercado. Primeira experiência de nosso amigo Deco “Cabernet Franc” Rossi (rs) na produção de vinhos em parceria com a Lagarde, quantidade limitada e preço na casa dos R$150,00.

Na Vino & Sapore o investimento será de R$140,00 e no Antonietta R$220,00 por pessoas. No Antonietta, após a degustação será servido Paleta de Cordeiro com Polenta Mole o qual será acompanhado com, obviamente, uma taça 150ml de Cabernet Franc. Como as vagas são limitadas (na Vino & Sapore duas das 12 já foram tomadas!) não enrole não! rs Kanimambo, saúde e uma ótima semana para todos.

 

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