Novo Desafio – Merlots do Mundo.

Meus amigos, mais um Desafio de Vinhos se avizinha, desta vez com 13 rótulos! Não será um Desafio, será uma maratona, mas vamos que vamos. Colocarei na disputa Merlots do Mundo com a inclusão de dois fortes participantes brasileiros o Miolo Terroir e o Storia, ganhadores que foram da degustação de merlots nacionais realizada pela revista Freetime. Vejam abaixo a lista dos Desafiantes a; Melhor Vinho, Melhor Custo x Beneficio e Melhor Compra, títulos que serão outorgados pela média de notas e votação dos membros da banca presentes.

  • De Portugal o Má Partilha 01, para mostrar que o país não só vive de uvas autóctones – Quinta da Bacalhôa / Portuscale – R$120,00
  • Da Argentina o Fabre Montmayou Patagonia Gran Reserva 05, vinho que provei há uns tempos atrás e me encantou mostrando que a Merlot também dá bons vinhos por lá – Expand – R$98,00
  • Da Espanha o Abadal 5 de 2003, um corte de cinco clones de origens (Califórnia, França e Itália) e parcelas diferentes dentro do vinhedo – Decanter – R$113,60.
  • Da Australia o Smithbrook 05, dentro do limite mínimo exigido pela banca (85%) possuindo 86% de Merlot. Um dos poucos a não ser 100% Merlot – Wine Society – Austrália– R$75,00.
  • Do Chile o Marqués de Casa Concha 05, desafiante que dispensa apresentações – Expand – R$78,00
  • Da África do Sul o Fleur du Cap Unfiltered Merlot 05 – África do Sul – Casa Flora – R$83,00
  • Do Brasil o Storia 05Valduga – Brasil – R$105,00 (de R$90 a 120)
  • Do Brasil Miolo Terroir 05Miolo – Brasil – R$65,00
  • Da Itália o Planeta Merlot 05, mais precisamente da Sicília e um dos Desafiantes mais respeitados e conceituados – Interfood – R$143,00.
  • Dos Estados Unidos o Wente Crane Ridge Merlot 04, de um dos produtores americanos mais antigos, este vinho contém 98% de Merlot, os outros 2% conto depois – California/EUA – Vinhos do Mundo – R$98,80
  • Da França o Chateau La Butte Vieilles Vignes 2005, um Desafiante de peso vindo da região berço da Merlot no mundo – Bordeaux/França – Mistral – USD43,50.

Afora estes onze Desafiantes listados acima, escalei dois desafiantes surpresa que serão apresentados somente após o término da contenda que, como de praxe, será realizada às cegas. Como 13 não é um Fotos Pietro 005número que traz bons fluidos, talvez ainda inclua um décimo-quarto desafiante ainda a ser escolhido. O Embate será realizado nas aconchegantes instalações da Trattoria do Pietro no Morumbi, ali próximo ao Portal do Morumbi na Av. Guilherme D. Vilares 1210, no shopping Open Center. Parceiro da Decanter, como este blog, possui uma carta de bons vinhos e pratos saborosos com preços honestos, tendo tudo para vir a se tornar mais um parceiro de Falando de Vinhos.

Em breve retorno com mais noticias sobre este embate. Quem ganhará, brasileiro ou estrangeiro? Quer arriscar um palpite?

Salute e kanimambo.

Noticias do Mundo do Vinho – Especial Expovinis

expovinis1Pois bem, chegou a hora. Finalmente chegou o momento que nós enófilos amantes do doce néctar aguardamos ansiosamente todos os anos. Chegou a Expovinis e com ela um monte de novidades e oportunidades ímpares para o garimpo.  Com o intuito de bem informar, solicitei aos amigos e parceiros, uma lista das novidades de cada um para que possamos programar nossas visitas desde já, tendo em mente esses lançamentos. Para quem não vai, a partir de Quarta-feira estarei postando Direto do Front com aquilo que mais despertou meu interesse no dia anterior. Nos vemos lá, ou por aqui.

 

Interfood/Classics – a importadora estará presente com suas duas linhas de produtos, a Classic e Interfood. Eis algumas das novidades a conferir:

Classics

  • Cerasulolo Vittoria da Planeta DOCG 2007
  • Alastro Bianco Planeta 2007
  • Solaria Rosso di Montalcino 2006
  • Solaria Brunello di Montalcino 123 Reserva 2001
  • Solaria Brunello di Montalcino 2003
  • Pomerol Calvet 2006
  • Chablis 2007 Calvet
  • Marques de Riscal 150 Aniversario 2001
  • Manos Trapiche 2004
  • Las Palmas Chardonnay Trapiche 2007
  • Las Palmas Malbec 2006 Trapiche

INTERFOOD:

  • Sta .Helena Reserva : Cab.Sauv./ Merlot/ Carmenere/Chardonnay
  • Sta. Helena Varietais : Merlot/ Cab. Sauv./ Carmenere/Chardonnay

  

Zahil – a importadora aposta em regiões de tradição como Alsacia, Rhône e Loire, ao lado de outros ícones da Itália e bons produtores do Novo Mundo. Destacam-se a chegada de novos e importantes produtores da França, como o Domaine Josmeyer e Domaine Ostertag,  da Alsácia,  além do Domaine Combier, do Rhône, e  Domaine Yannick Amirault e Domaine Vacheron, do Loire. A França consolida-se, portanto no portfolio da Zahil como região de maior concentração e presença dentre os prestigiados vinhos representados pela importadora.

Explorando uma nova região da Itália, a Zahil apresenta a parceria com o célebre produtor Gravner, trazendo vinhos da região do Friuli, famosos por seu método de envelhecimento em ânforas, e inclui em seu seleto catálogo a chegada dos rótulos de Stefano Accordini, do Veneto. Entre as novidades, encontram-se ainda os vinhos do Chile – destaque para o premiadíssimo Sol de Sol Chardonnay 2006; além dos novos bi-varietais da prestigiada vinícola argentina Rutini (Rutini Cabernet/Merlot e Rutini Cabernet/Syrah) e ainda da Argentina, novidades da Bodegas Salentein. Do Uruguai, chegam seis novos rótulos da Bodegas Carrau, entre eles a linha Cepas Nobles e da África do Sul, destaque para a linha Sadie Family. Tendo a oportunidade, ainda comentarei sobre uma degustação destes vinhos, não perca o estupendo J. Carrau Pujol um delicioso e complexo corte de Tannat, Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc e Merlot.

 

Estande Brasil da IBRAVIN – aqui brilharão algumas das pequena e boas vinícola brasileiras que necessitam de ser descobertas. Gente como Marco Luigi, Cordilheira de Sant’Ana, Marson, Perini, entre outras.

Perini – Pioneira na elaboração de Moscatéis no país, a Vinícola Perini apresenta, durante o maior e principal evento de winebusiness na perini-moscatel10_caixa_e_garrafa_300América Latina, lançamentos como o Perini Moscatel 10, criado em comemoração aos 10 anos do primeiro Moscatel brasileiro. Ainda na linha de espumantes especiais, há o Perini Nature, variedade com baixa concentração de açúcar e edição limitada, dirigida a um público apreciador de produtos de qualidade. Outra novidade é o Licoroso, vinho branco elaborado a partir da combinação de uvas finas aromáticas com alto grau de maturação, ideal para sobremesas.

              O público também poderá conhecer o Perini Solidário, vinho tinto seco fino, primeiro vinho do Brasil cuja comercialização beneficia financeiramente a Federação Brasileira de Hemofilia e o Instituto da Mama do RS, em uma ação inédita neste mercado. Todos esses produtos poderão ser degustados no Brazilian Sparkling Wine, um novo espaço da Expovinis Brasil 2009 que reunirá 24 vinícolas do Rio Grande do Sul e do Vale do São Francisco com o objetivo de promover os espumantes nacionais e receber jornalistas, formadores de opinião e celebridades. Neste mesmo espaço, o Ibravin irá lançar sua nova campanha publicitária, que reflete o novo posicionamento dos vinhos e espumantes verde-amarelos.

  

Marco Luigi – Afora seus tradicionais vinhos e espumantes de renomada qualidade, esta simpática vinícola vai fazer o lançamento de alguns novos produtos. Será o caso dos novos Tempranillo e Touriga Nacional safra 2008 da linha Tributo assim como do Chardonnay Marco Luigi da Safra de 2009. Pelo que me disseram, a safra de 2009 nos brancos será de excelente qualidade então há que conferir! Eu estarei lá, pode apostar nisso!

marco-luigi-touriga-tempranillo

 

Marson – seráo apresentados as seguintes novidades além dos vinhos das marson-brut-charmatlinhas em trabalho (Reserva/Famiglia/Espumantes): Marson Gran Reserva 2004 = premiado em 2008 na Expovinis como TOP TEM, está de volta para deleite de quem ainda não o conhece. O Marson Vinhas D’encruzilhada Cabernet Sauvignon, parte de um novo projeto Marson Serra do Sudeste, que provei e achei muito saboroso, valendo a pena conhecer. Para finalizar, o novo espumante da casa, o Marson Brut Charmat lançado no segundo semestre de 2008 e o qual já comentei aqui no blog.

 

Cordilheira de Sant’Ana traz seu novo lançamento, o vinho tinto RESERVA DOS PAMPAS, da safra 2004. Este vinho é o resultado de um corte entre as uvas Cabernet Sauvignon, Tannat e Merlot. De coloração rubi brilhante, foi vinificado de uma forma tradicional, com temperatura cordilheira-logode fermentação controlada entre 26 a 28 ºC, macerado durante 10 dias e envelhecido 5% em barris de carvalho por 12 meses. É um vinho de aroma intenso, com notas vegetais e de frutas vermelhas, além da baunilha originária dos barris. É macio, bem arredondado, porém com boa estrutura tânica. É a combinação ideal para massas com molhos fortes, carnes vermelhas, cordeiros, pizzas condimentadas, frangos grelhados e risotos. É também excelente para servir com queijos como Cheddar, Brie e Roquefort. A Cordilheira de Sant´Ana está lançando o Reserva dos Pampas também em garrafinhas de 375 ml e 187 ml, além da já tradicional garrafa de 750 ml. Afora isso, novas safras de seus já conceituados vinhos, entre eles o delicioso Gewurtzraminer que certamente vai conquistar corações.

              

Pizzato – a empresa celebrará 10 de vinificação e convida a brindar com eles. Neste ano, o lançamento de seu vinho premium, degustado na feira do ano passado e por mim comentado à época, o Merlot de Vinhedo 2005. Como de costume, estará à disposição a prévia do Pizzato Chardonnay 2009, não filtrado. Ainda do Vale dos Vinhedos, todos os vinhos estarão à prova, com destaque para as novas safras dos seguintes vinhos:

Pizzato Merlot Reserva 2005 – considerado o Brasileiro do Ano, Revista Gula de Jan/09. 

Pizzato Tannat Reserva 2005.

Pizzato Concentus 2005.

Pizzato Brut branco Tiragem 2008.

       Da outra área de produção vitícola da Pizzato, do vinhedo Dr. Fausto, lançamento da nova safra dos varietais tintos FAUSTO Merlot e FAUSTO Cabernet Sauvignon , ambos 2006.  O Fausto Rosé de Merlot safra 2008 também estará à disposição

 

Miolo Wine Group – A Miolo foi ao berço da variedade Gamay, a França, buscar o conhecimento de Henry Marionnet, considerado o Papa Mundial do Gamay pela crítica internacional, para elaborar o primeiro vinho da safra 2009 em conjunto com o francês. 

         miolo-gamay-2009-baixa A vinícola consolidou-se na América do Sul como uma das únicas que produz o Gamay com o conceito de “beaujolais nouveau” francês. “O Gamay 2009 da Miolo será produzido com o mesmo processo utilizado para elaborar os melhores vinhos da variedade da França”, afirma o diretor-superintendente, Adriano Miolo. O resultado é percebido na degustação do produto. “O vinho está mais frutado e leve ao paladar”, informa Miolo. A bebida é elaborada com uvas da variedade Gamay da região da Campanha (RS) através do processo de maceração carbônica.

Outro lançamento que será apresentado na feira é o vinho de categoria super premium RAR Pinot Noir safra 2008. Produzido na região dos Campos de Cima da Serra, foi elaborado com uvas Pinot Noir e permaneceu em carvalho francês por 10 meses. A Miolo apresentará também o super premium Merlot Terroir 2008, um dos destaques do portfólio da empresa, elaborado somente nas safras excepcionais. A variedade Merlot foi escolhida pela Miolo como emblemática dos vinhos tintos no Vale dos Vinhedos (RS) e a linha da última safra em que foi produzido, a de 2005, está esgotada para venda.

Os visitantes da Expovinis poderão degustar ainda as novas safras dos super premiums Cuvée Giuseppe 2005, elaborado no Vale dos Vinhedos, e Quinta do Seival Castas Portuguesas 2006, elaborado na Campanha (RS), e também o Fortaleza do Seival Pinot Grigio 2009, elaborado na Campanha (RS).

 

 

VCT Brasil (Vina Concha y Toro) – pela primeira vez participando da feira com sua tradicional linha de casillero del Diablo, demais a safra concha-y-toro-serie-riberas12007 em especial o Syrah e o Merlot, aproveitará para lançar na feira o seu mais novo produto trazido ao Brasil, o Serie Riberas Gran Reserva. Olho nesses chilenos que são extremamente competentes no que fazem!

 

MMV importadora, stand 82. Na exposição, acesso aos seus produtos de importação exclusiva com as marcas Cinco Sentidos, Cavia, La Playa, Caparzo, Borgo Scopetto e Doga delle Clavule. Serão degustados lançamentos e produtos muito agradáveis, além da participação dos produtores que estarão no Brasil para acompanhar o evento, atender a imprensa, o trade e o consumidor final.

 

Rosés de Provence – Famosos rosés da Provence apresentam toda sua delicadeza e versatilidade na 13ª edição do evento, prevendo bons negócios durante o Ano da França no Brasil. Com presença confirmada do Presidente do Conseil Interprofessionnel des Vins de Provence (CIVP), Jean-Jacques Breban, produtores e representantes franceses de cada uma das nove vinícolas que formam o Provence Club Brasil saem de seus châteaux e vêm ao País, com o objetivo de confirmar a supremacia da Provence entre os rosés do Expovinis.

Bicampeão na categoria rosé no Top Ten, concurso que elege os melhores rótulos do evento, o Château de Pourcieux pretende garantir o tricampeonato depois das duas conquistas consecutivas, em 2007 e 2008. “Mas haverá muita concorrência de sua própria região”, garante Raphael Allemand, coordenador do Provence Club Brasil. Segundo dados do CIVP, esse ano os apreciadores dos versáteis rosés poderão descobrir vinhos de boa qualidade, pouco alcoolizados e com cores claras que a safra 2008 permitiu produzir, conforme a tipicidade da região. A nova safra atinge também um marco histórico que ilustra a vocação da região, pois de cada dez garrafas produzidas na Provence, oito são de vinho rosé:

  • AOC Côtes de Provence: 89% das 123 milhões de garrafas produzidas pela AOC são de rosés com equilíbrio sublinhado por seu frescor, elegantes, leves  e complexos, com aromas de frutas vermelhas, com notas de cítricos e lichia;
  • AOC Coteaux d’Aix en Provence: das 26 milhões de garrafas, 82% são de rosés com cores claras e francas, alguns com reflexos azulados, e aromas mais florais do que frutados;
  • AOC Coteaux Varois en Provence: 87% das 15 milhões de garrafas produzidas são de rosés com volume de álcool em torno de 12,5%, o que confere a eles um belo frescor, com cores claras, vivas e aromas de frutas frescas.

Em sua quarta participação no Expovinis Brasil, o Provence Club Brasil traz novidades. Além da nova safra das vinícolas já representadas no país, o grupo também destaca o Château Ferry Lacombe e Château L’Escarelle, duas novas vinícolas ainda sem importadoras que fazem sua primeira viagem ao Brasil. Estes eu, que bobeei o ano passado, não perderei e irei conferir.

 

Casa Valduga – lança Gran Reserva Cabernet Sauvignon Villa Lobos. Para homenagear o cinquentenário da morte de um dos principais compositores da música universal, a Casa Valduga selecionou as mais ivalduga-villa-lobosfinas uvas Cabernet Sauvignon e compôs uma verdadeira sinfonia de aromas e sabores em reverência ao célebre maestro Villa-Lobos. De coloração rubi brilhante e bouquet delicado com frutas vermelhas maduras e um suave toque de especiarias provenientes da safra 2005, o Heitor Villa-Lobos Gran Reserva Cabernet Sauvignon 2005 ainda traz notas de baunilha, café e chocolate obtidas em 12 meses de barricas de carvalho francês de primeira passagem. E encanta além da taça.

Ícone para colecionadores de bons vinhos e da boa música, este célebre tinto vem envolto em um delicado papel de seda com trechos das Bachianas Brasileiras, série de nove composições considerada a obra-prima no conjunto das centenas de músicas do artista. Lançamento fechado para poucos privilegiados num evento especial dentro das atividades da Expovinis. No stand, boa parte da linha tradicional dos vinhos da casa.

 

Cantu – a Cantu lança na Expovinis o novo e conceituado Pinot Noir Heru da Ventisquero. Herú é o vinho frutado que vem do Vale de Casablanca, berçoventisquero-heru-pinot dos Pinot Noir da Viña Ventisquero, batizado com o nome do duende que inspira a sua elaboração e protege o solo encantado de sua região de origem. Com aromas e sabores refinados, possui acidez natural e cor vermelho rubi profundo, com nuances púrpuras que completam a atmosfera mágica deste vinho encantador. Madeira, frutas vermelhas e frescas são os toques suaves que recordam os caminhos que o Herú percorreu para presentear o paladar – e a imaginação – com elegância e persistência. Além do lançamento, a Viña Ventisquero traz ao Expovinis 2009 outros rótulos de destaque, como seu vinho ícone, o Pangea, e o super premium Vertice, elaborados a quatro mãos pelo enólogo chefe da vinícola, Felipe Tosso, e John Duval, um dos mais prestigiados enólogos do mundo. 

A Cantu entra também numa fase de Velho Mundo trazendo alguns vinhos italianos e franceses. Localizada no centro de Reims, na França, a Champagne Montaudon é uma das poucas maisons de Champagne que ainda pertencem totalmente à família fundadora, hoje em sua quarta geração. A história da vinícola que traz a célebre marca do “M” vermelho começa em 1891, quando Auguste-Louis veio para Épernay exercer seus talentos de chef de caves. Mas foi seu filho Auguste-Éugene que com espírito empreendedor registrou os primeiros sucessos comerciais durante os efervescentes anos 20. Também da França, a Cantu traz os vinhos da Xavier Vignon, elaborados em vinhedos da região montanhosa de Ventoux, dos solos argilosos de Pic Saint-Loup, no Languedoc. Boas razões para dar uma passada por lá.

wine-society-logoWine Society – A Austrália inventou e revolucionou o mundo do vinho com este sistema de armazenagem de bebida. A recém inaugurada importadora Wine Society mostra com exclusividade, na Expovinis em São Paulo, alguns dos Bag in Box (famosos BIBs) mais vendidos na terra do canguru.

Poder abrir um vinho de qualidade e depois mantê-lo por semanas sem que ele oxide. Quem for ao estande, bem australiano, da nova importadora Wine Society poderá conferir o incrível custo-benefício dos vinhos no formato Bag in Box. Inventado na Austrália na década de 70, o sistema é formado por uma caixa de papelão que abriga bolsas especiais com capacidade para armazenar de 2 a 4 litros de bebida, acoplada a uma válvula dupla, desenvolvida para vedar por completo qualquer ameaça de entrada de ar. 

Na época da invenção as vantagens práticas eram tão evidentes que após poucos anos, os Bag in Box já passariam a fazer parte da rotina dos apreciadores de vinho do país. Em 1973 a média consumida por lá era de apenas 9.8 litros por pessoa/ano. Após a introdução dessas embalagens econômicas e seguras, aliado à investimentos e incentivos fiscais dados pelo governo ao setor vitivinícola, em apenas uma década, o índice saltou para a incrível marca de 19.3 litros.

Atualmente cerca de 45% do vinho consumido na Austrália é em Bag in Box. “A embalagem transformou a cultura de beber vinhos em meu país. Os consumidores passaram a levá-los para suas casas, atraídos por preços mais acessíveis, e pela opção de poder tomar apenas algumas taças por dia, já que a tecnologia da embalagem permite guardar a bebida perfeitamente na geladeira por diversas semanas”, explica o australiano Ken Marshall, diretor presidente da Wine Society, “Vamos contribuir com o crescimento do consumo da bebida em taças, nos bares e restaurantes. Pela primeira vez na história, os brasileiros terão acesso a vinhos  Bag in Box de qualidade”, completa.

Certamente uma boa oportunidade para conferir. Dê uma passada no stand para conhecer alguns dos vinhos que eles estão trazendo.

 Três dias de folia e muito para garimpar! Afora as dicas acima, não deixe de visitar a Decanter que estará com um mega stand, a Vinea Store, a KMM, enfim uma série de empresas tradicionais que estarão expondo seu enorme portfolio de bons rótulos importados dos quatro cantos do mundo.

Salute e kanimambo.

 

Ps. Ia-me esquecendo. Combine carona, vá de taxi, só não saia de lá dirigindo!

 

 

Três Vinhos na Minha Taça

            Neste último final de semana, tive três interessantes vinhos em minha taça e achei legal compartilhar essa experiência com os amigos. São três vinhos bem diferentes uns dos outros e, por isso mesmo, tornaram o momento muito agradável já que adoro provar vinhos novos.

          valduga-chardonnay-gran-reserva-08Comecemos, pelo inicio, o Sábado quando tive a oportunidade de tomar o mais novo lançamento da Casa Valduga, o estupendo Gran Reserva Chardonnay 2008. Já comentei aqui sobre os brancos brasileiros de 2008 que vêem me encantando, mas este já vem com grande no nome e faz jus á fama que o precede. Sou, em geral, um crítico dos vinhos brancos nacionais que não têm me empolgado, salvo raras exceções e mesmo assim faltam-lhes regularidade. Quanto á regularidade não sei, teremos que esperar pela safra de 2009 que o Juarez Valduga me garantiu há alguns dias, será ainda melhor, e outras a seguir, até para poder sentir sua evolução na garrafa, agora que este 2008 é estupendo e realmente me conquistou, lá isso não restam duvidas. É um grande vinho que impõe respeito já pela garrafa, pela rolha (fiz questão de a fotografar junto) e onde é mais importante, na taça e na boca.

         É um vinho amarelo palha brilhante e translúcido, de nariz intenso e de boa tipicidade em que florescem aromas de frutos tropicais. Na boca é seco, cremoso, de bom volume, seu alto teor de álcool (14%) está muito bem equacionado e equilibrado, boa acidez, um final extremamente agradável e muito longo com retrogosto complexo em que aparece algo de baunilha, leve tostado e talvez côco. Não é para se bebericar, até porque não passaria pelo teste da terceira taça, porém é perfeito para a refeição e já o vi acompanhando um curry de camarões, algo leve sem muita pimenta, ou um bacalhau com natas já que estamos chegando na páscoa, com grande fidalguia. Grande Grand Reserva Chardonnay e o preço é justo para a qualidade do vinho ofertado, algo em torno de R$50,00.

          diversos-005   No domingo iniciei o almoço com alguns aperitivos como mussarela de búfala temperada, azeitonas chilenas graúdas bem temperadas e um patê de foie com ervas e torradinhas enquanto curtíamos um inicio de tarde agradável no terraço. Para acompanhar, um gostoso Perini Rosé 2008, corte de Merlot com Cabernet Franc, que foi um ótimo companheiro com seus parcos 12 % de teor alcoólico.

Linda cor salmão vibrante que de cara já nos convida a tomar, possui aromas delicados de frutos silvestres como morangos e cerejas bem típicos do estilo de vinho. Na boca o corte de Merlot com Cabernet Franc o faz sair da mesmice que se poderia esperar de um vinho deste estilo e de baixo custo, tornando-o muito agradável e saboroso, refrescante e fácil de beber. Durou pouco na garrafa e menos ainda na taça. Com um preço, indicado pelo produtor, em torno de 27 Reais, é uma boa opção de rosé ligeiro e descompromissado para tomar com os amigos e até, eventualmente, acompanhar uma refeição leve. Guardei uma taça e fiz um teste com um resto de caldeirada de lulas que tinha sobrado do dia anterior e foi uma parceria bastante saborosa e agradável.

diversos-008O segundo vinho do dia foi o WilliamCole Mirador Pinot Noir 2008, produzido na região de Casablanca no Chile. Um Pinot que nos traz cor e aromas mais em linha com seu terroir de novo mundo. É muito novo ainda e necessitou 45 minutos de decanter para começar a mostrar um pouco de suas virtudes, com aromas mostrando algo de frutas do bosque (framboesa, mirtilos, etc) e algo herbáceo que não pude identificar. O refresquei um pouco, servindo-o um pouco abaixo dos 14º como recomendado pelo produtor e realmente o vinho se mostrou mais equilibrado, taninos firmes sem agressividade com uma leve adstringência, corpo médio, final de boca de média persistência e algo especiado. Não é um grande vinho, nem é esse o seu propósito, mas é um Pinot Noir que agrada e condizente com o preço em torno de 45 Reais, importação Ana Import, tendo acompanhado bem o risoto de funghi servido ao almoço. Como sugestão, opte por um da safra 2007, até 2006, que neste momento deve estar com os taninos mais macios e redondos do que este. Compre o 2008 e guarde, certamente tomá-lo daqui a um ano lhe dará muito mais prazer.

 

Salute e kanimambo.

 

Ps. Leandro, preciso melhorar a qualidade das fotos, mas sua dica é válida e, sempre que possível, mostrarei o vinho na taça.

Noticias do Mundo do Vinho

wine-women-by-jamie-adamsHoje a primeira noticia do dia só podia ser esta e com mais um lindo quadro da divina Jamie Adams. Não é diretamente ligada à nossa vinosfera, mas a importância da mulher nesse mundo é tão importante que merece ser exaltada. Sejam como produtoras, como sommeliers, como enólogas, traders e, cada vez mais, enófilas a mulher conquista seu espaço gradativa, mas firmemente, em todos os setores da sociedade e não seria diferente em nossa vinosfera. Essas conquistas se iniciam de forma mais concreta e marcante, a partir dos idos de 8 de março de 1857, quando operárias de uma fábrica de tecidos, situada na cidade Nova Iorque nos Estados Unidos, fizeram uma grande greve detonando um processo que nunca mais parou. Ocuparam a fábrica e começaram a reivindicar melhores condições de trabalho, tais como, redução na carga diária de trabalho para dez horas (as fábricas exigiam 16 horas de trabalho diário), equiparação de salários com os homens (as mulheres chegavam a receber até um terço do salário de um homem, para executar o mesmo tipo de trabalho) e tratamento digno dentro do ambiente de trabalho.

A manifestação foi reprimida com total violência. As mulheres foram trancadas dentro da fábrica, que foi incendiada. Aproximadamente 130 tecelãs morreram carbonizadas, num ato totalmente desumano. Somente no ano de 1910 durante uma conferência na Dinamarca, no entanto, é que ficou decidido que o dia 8 de março passaria a ser o “Dia Internacional da Mulher”, em homenagem as mulheres que morreram na fábrica em 1857. Apesar disto, somente no ano de 1975, através de um decreto, a data foi oficializada pela ONU.

Dizem que recordar é viver, então fui buscar este clip do fundo do baú como homenagem a todas as mulheres. Não só pelo dia de hoje, mas por todos os outros dias do ano em que alegram, incentivam, apoiam e complementam nossas vidas. Espero que gostem e aproveitem

 

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=eN8JisKBLzw]

 

Chile – O grupo chileno VC Estates, donos das marcas Porta e Gracia, acabam de anunciar um grande investimento na Argentina, especificamente na região da Patagônia onde estaão comprando uma vinícola e 300 hectares de vinhedos por algo em torno de USD 15 milhões. Esta nova empresa se chamará Bodegas Universal Austral e terá como característica a elaboração de vinhos á base de Pinot Noir e outras cepas de zonas frias. É aguardar para ver, mas conheço os Pinots da Gracia no Chile e são vinhos muito interessantes.

 

Argentina Wine Awards – Tomou lugar à poucos dias, este que é o principal evento de nossos irmanos visando rótulos de exportação. Das 512 inscrições foram premiados 42 com medalha de Ouro. Entre os ganhadores rótulos como o  Pasionado Grand Reserve 2004 da Andeluna Cellars e o Septima Grand Reserva 2006 (Interfood) o qual tive oportunidade de degustar faz uns dois meses

Interessante que nos Malbecs abaixo de USD10, não foi outorgada nenhuma medalha o que demonstra que a qualidade aqui falhou. Ouro também para um Torrontés, cepa ícone dos brancos argentinos, para o Crios 2008 e o crém de la crém para o melhor Malbec foi dado para o Dona Silvina Reserva 2006 da Bodega Kontiras que confesso nunca ter ouvido falar.

 

Estados Unidos – Pela primeira vez na história, as exportações de vinho americanas ultrapassam 1 bilhão de dólares. E crescem 6% sobre os níveis de 2007. Deste volume, 90% é originária da Califórnia e têm a Europa como seu principal mercado. Veja o gráfico abaixo e se quiser conhecer mais detalhes clique em Wines & Vines 

 pie chart.xls

 

Septima/Interfood – Animados com os resultados da Wines of Argentina Awards, a interfood promove uma campanha de vendas com preços incríveis para estes bons vinhos os quais comentei em post no inicio deste ano. Veja abaixo.

Septima Gran Reserva safra 2006 -R$ 52,40 – (Gold Medal) Excelente Compra

Septimo Dia Cabernet safra 2006 – R$ 38,35  – (Silver Medal 07) Imperdível

Septimo Dia Chardonnay safra 2007 – R$ 38,35

Septimo Dia Malbec safra 2006 – R$ 38,35

Compras de minimo R$300,00 para faturamento pela Interfood. Como eles têm diversos outros rótulos de qualidade, vale a pena fazer um mix e aproveitar esses preços. Muito bom o Gran Reserva e com ótimo preço, mas na degustação eu gamei mesmo foi no Cabernet.

 

Baroke, vinho em lata – Lembram da matéria sobre eles, pois bem ainda wine-in-a-can-baroke-gold-medal-winnernão consegui provar nenhum, mas eis que me chega a noticia de que no Berlin Wine trophy 2009, com mais de 3400 vinhos de mais de 40 paises, o Baroke Cabernet/Shiraz/Merlot fez história ao ganhar a primeira medalha de ouro num concurso internacional de respeito. É gente, podemos olhar de esguelha para essas latinhas, mas acho que temos que olhar com mais cuidado o seu conteúdo!

 

Miolo Wine Group – mais uma cartada certeira da Miolo. Interessados em gastronomia e enologia podem comemorar a parceria que a Escola do Vinho Miolo firmou com o sommelier italiano Roberto Rabachino, reconhecido instrutor e diretor dos cursos da Federação Italiana Sommelier Albergatori Ristoratori (FISAR) e responsável pela FISAR Internacional. Ele ministrará cursos de formação de sommelier internacional na Escola do Vinho em vários estados do país durante este ano. O primeiro deles ocorrerá neste mês em São Paulo, entre os dias 23 e 27. Os participantes receberão certificado de qualificação profissional da FISAR-Piemonte, que possui certificação internacional da Europe Academy for Education. “É uma honra para a Escola do Vinho Miolo, através da Federazione Italiana Sommelier A.R., oferecer um curso de nível internacional e certificado por tal federação. Ninguém melhor do que o Dr. Roberto Rabachino, já eleito o melhor sommelier do mundo, para representar com tanta propriedade a arte do vinho, da gastronomia e da harmonização”, afirma a enóloga e sommelière Gabriela Jornada, gerente da Escola do Vinho Miolo.

Rabachino é docente sobre temas ligados ao mundo do vinho em várias universidades do mundo. Foi eleito o melhor sommelier do mundo pela International Wine Federation em 1992 e 1996. Em 2007 e em 2008 foi premiado como o melhor comunicador do vinho na Vinitaly. Durante os cursos na Escola do Vinho, contará com a assistência de Jefferson Sancineto Nunes, diretor do Enolab de Flores da Cunha (RS), empresa especializada em pesquisa aplicada em viticultura e enologia que presta assessoria a várias vinícolas do país.

 

valduga-brandy-xvCasa Valduga – Desde o lançamento da Storia que vejo o marketing desta casa com grande destaque. Aliás, nem só o marketing, porque o próprio portfolio da empresa passou por grandes mudanças nos últimos dois para três anos. Agora a campanha é pelo lançamento do BRANDY  XV. Seguindo o mesmo conceito do Brandy Twenty Years, este novo artigo de luxo da vinícola gaucha é um V.O.P. (Very Old Pale) com envelhecimento de 15 anos em barrica de carvalho.  Elaborado com vinho de uvas Trebbiano, este brandy V.O.P teve sua primeira destilação em alambique descontínuo de cobre através de um lento processo de dez horas. Durante a segunda destilação, também lenta, foram separadas ‘cabeça, coração e cauda’ do líquido.

O coração, ou néctar, foi armazenado em barricas de carvalho francês durante 15 anos para obter sua maior expressão, resultando neste single barrel delicado e agradável com notas de canela, ameixas secas e figo maduro, de paladar deliciosamente aveludado que é mais uma jóia rara da família Valduga. O cuidado e sutilezas dedicados à elaboração do Brandy XV também foram direcionados a embalagem da bebida, unindo qualidade vitivínifera com identidade visual. A garrafa, quadrada e com rolha natural segue a linha da arte da perfumaria e é envolta elegante cube black box. Preço médio: R$ 88,00.

Não entendo nada de brandies e destilados como um todo, apesar de gostar de tomar um outro eventual gole e esta embalagem já me deixou meio aguado! Rsrs.

 

Casa Valduga II – Não é todo o dia que um vinho brasileiro aparece na Revista Decanter, considerada uma das melhores publicações de vinho do mundo, e quando acontece tem que ser inaltecido. Toda semana o time de editores e repórteres da revista recomenda um vinho interessante e, desta vez, a jornalista inglesa Tina Margaret Gellie escolheu o brasileiríssimo Casa Valduga Arinarnoa da linha Identidade, que traz variedades “exóticas” e ainda pouco conhecidas da maioria dos consumidores.

“Na semana que passei no Brasil, no sul do estado do Rio Grande do Sul, foi um verdadeiro eye-opener em termos de diversidade varietal. Nada mais surpreendeu do que três Identidade de uvas Marselan, Ancelotta e Arinarnoa. Os dois primeiros eu já havia degustado antes – e estão a aumentar na popularidade crescente do vinho neste país -, mas este último, um cruzamento entre Merlot e Petit Verdot, é um vinho que eu nunca encontrei, exclusivo da Valduga”.  Na publicação, a jornalista ainda descreve o vinho: “com aroma de frutas vermelhas como cereja e pimenta branca equilibrado pela firme acidez e taninos macios. O álcool é um toque quente em 14%, mas que faria um grande jogo com um churrasco de porco grelhado”. Confira em http://www.decanter.com/specials/277380.html?=1

Salute e Kanimambo

Noticias do Mundo do Vinho

malamado-malbecDa Zuccardi, noticias de mais um prêmio desta feita com seu MALAMADO Malbec 2004 que, de mal amado não tem é nada e nem teve seu nome derivado de uma potencial dor de cotovelo! O nome advém de “MALbec A MAneira DO porto” e é isso que o vinho é. Um vinho tinto, doce, fortificado seguindo-se o processo de elaboração dos Vinhos do Porto, em que a fermentação é interrompida através da adição de álcool viníco dando-lhe características únicas.

O prêmio, Medalla de Ouro no V Concurso Mundial de Vinos Malbec al Mundo, que tevo lugar em Mendoza entre os dias 10 e 14 de Novembro ultimo. Foi também o único vinho fortificado a receber uma premiação neste certame, entre mais de 230 amostras apresentadas. Conheço o vinho e é realmente muito saboroso, podendo ser apreciado solo, mas acompanha muito bem sobremesas à base de chocolate. Têm um branco também, mas esse não tive o prazer de provar ainda. Para quem se interessar, a importação e distribuição é da Expand.

 

Casa Valduga possui um interessante projeto internacional de produção de vinhos elaborados com cepas emblemáticas de diversos países, elaborados em seus países de mundus-csorigem, é a linha MUNDVS. De acordo com Juciane Casagrande, diretora comercial da empresa, a proposta não é importar vinhos e sim reunir o melhor terroir de outros países com a competência de uma das principais vinícolas nacionais. “Trata-se de uma linha internacional, mas com assinatura e estilo brasileiro”. Esse estilo brasileiro é estampado nos vinhos através do enólogo Eduardo Valduga e equipe, que são responsávis pela elaboração dos vinhos, para garantir a qualidade e as características dos produtos Valduga, sendo feito um acompanhamento cuidadoso desde a seleção do vinhedo até a colheita, vinificação e engarrafamento do rótulo. Já começaram com Argentina, de onde trazem três vinhos, e em breve chega o primeiro dos vinhos elaborados no Chile, havendo, ainda, planos de novos rótulos elaborados na África do Sul, Portugal, Itália e Austrália.

         Eis os rótulos já disponíveis no mercado: Mundvs Argentina Malbec Gran Reserva 2005, Mundvs Argentina Malbec 2006 e Mundvs Argentina Cabernet Sauvignon Gran Reserva 2005.

 

Domno do Brasil, nasce um novo produto,r e um novo projeto da Família Valduga, aproveitando a vocação brasileira para espumantes de primeiro nível. É, com uma linha de espumantes, a .Nero, que a empresa faz seu debu no mercado nacional lançando suas versões Moscatel (estou com uma garrafa aqui para prova que depois comentarei) e Brut.  Na taça, o Brut chama atenção pelo paladar fresco e persistência de seu sabor, num delicioso corte de Chardonnay 60%, Pinot Noir 30% e Riesling 10%. Já a Moscatel, traz aquela delicada doçura da uva moscato perfeita para adoçar a boca no final da noite. Para acompanhar os doces natalinos não tem combinação melhor.

    nero_brut        O objetivo da empresa é criar espumantes com um conceito despojado e moderno, para consumo em momentos de descontração, pensando no brinde do dia-a-dia. Com o lançamento da .Nero na prática garrafa de 187 ml, quantidade ideal para duas doses, a marca conquistará ainda mais rápido o seu espaço nas baladas, festas a beira da piscina, almoços de verão e em momentos de informalidade. Essa garrafinha agrada cada vez mais por ser a ideal para quebrar a formalidade do consumo dos espumantes, ainda considerada, por muitos brasileiros, bebida para ser tomada em ocasiões especiais. O desejo da Domno é que a .Nero torne todos os momentos especiais. As garrafas de .Nero podem ser encontradas em boas lojas de bebidas em torno de R$ 13 as de 187ml e R$ 25 as de 750ml

A nova empresa, Domno do Brasil, criada em Agosto de 08, vai produzir ainda, novas linhas de espumantes além da comercializar a atual linha Alto Vale, adquirida da Famiglia Valduga. Mantendo o padrão de qualidade do grupo, os espumantes Alto Vale passam, agora, a ser produzidos nas instalações da Domno, pelo processo charmat longo, imprimindo ao produto mais leveza e frescor. A linha Alto Vale apresenta os espumantes Brut e Demi-sec feitas de 50% chardonnay, 20% pinot Noir e 30% riesling Itálico, ambos com a mesma composição, com diferente graduação de açúcar residual no vinho. O espumante Demi-sec é mais suave. Pata contato, http://www.domno.com.br e telefone (54) – 3462 3965   

 

RJ Viñedos, ou Joffré para os íntimos. rsrs Não que o seja, mas tive a oportunidade de conhecer o fundador e presidente da empresa, o Sr. Raul Joffré em uma degustação já faz algum tempo. Me encantou sua paixão por seu projeto, seus vinhos e, especialmente, por suas filhas, de onde sai a inspiração para estes vinhos Pasión 4. É com prazer que divulgo mais esta conquista deles em terreno internacional e recomendo seus vinhos, especificamente estes rótulos, que tive a oportunidade de provar e me causaram muito boa impressão e o preço, se me recordo bem, era justo. O importador é a Fasano.

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Brasil, Vinhos que Tomei e Recomendo – I

Ao longo dos tempos tenho tomado diversos vinhos brasileiros. Aliás, nos idos de oitenta não havia muitas opções, ou era isso ou tinha-se que ter o bolso bem recheado pois os importados eram caríssimos. Hoje existem muito mais opções no mercado, mas sempre tento provar os nossos nacionais e tenho visto um enorme salto de qualidade no produto. Acho que a nível comercial ainda há muito o que fazer já que é difícil encontrar os produtos, exceção feita a umas três ou quatro vinícolas maiores, nos diversos pontos de venda. O próprio consumidor conhece pouco de nossos produtos o qual olha com certo preconceito baseado em más experiências de anos anteriores. Por outro lado, em um ano de atividade tive somente um convite para degustação de vinhos brasileiros, a Cordilheira de Santa’Ana, a qual comentarei mais adiante, enquanto não tenho dedos para contar todos os convites que recebi de diversas importadoras. Isto, obviamente, reduz o nível do garimpo, conhecimento e capacidade de divulgação.

Por sinal foi incrível o baixo retorno das vinícolas, a grande maioria sequer se dignou a responder aos e-mails enviados, quando lhes informei do painel sobre vinhos brasileiros que estava realizando. Nada contra, ninguém precisa me atender e isto não é uma reclamação ou desabafo, cada um age da forma que acha devida e há que se respeitar isso, somente uma constatação de que o trabalho de pesquisa e garimpo certamente ficam prejudicados e esta ausência de informações, de acordo com conversas com diversos outros atuantes na área, parece ser uma característica do setor. Ou seja, o que quero externar, é minha opinião sincera de que grande parte das vinícolas brasileiras, obviamente que existem exceções e falo de forma genérica, são vitimas de seus próprios erros na ausência de uma política adequada de divulgação e distribuição. Num mercado competitivo que nem o Brasil, entre os quatro principais no mundo em termos de diversidade, com cerca de 18.000 rótulos só de importados, quem ficar sentado na vinícola esperando o cliente chegar ………

Enfim, o problema é mesmo dos produtores, não nosso e já dei palpite demais sobre esse assunto. Como consumidores o que queremos é tomar bons vinhos com bons preços e ter uma certa facilidade de acesso aos rótulos que mais gostamos. Nesse sentido, creio poder lhes sugerir alguns rótulos bastante interessantes, uns mais conhecidos, outros menos, baseado em minha experiência. Começo pelos mais baratos, como sempre faço, lembrando que as safras de 2002, 2004 e 2005 foram muito boas e são uma boa pedida para se procurar nas lojas, especialmente a 2005. Quanto aos vinhos brancos, melhor tomar o mais jovem possível e a safra de 2008 tem apresentado bons produtos.

 

Até R$30,00 uma série de vinhos que não têm a intenção de serem grandes, mas que são muito bons para o dia-a-dia e estão prontos a beber.

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  • A Miolo tem uma linha bastante grande de produtos, mas dentro desta faixa de preços os que mais me entusiasmaram foram o Miolo Reserva Merlot os Fortaleza do Seival Tempranillo e o branco Pinot Grigio. Uma ressalva, o Tempranillo 2005 estava muito bom porém não tenho tido boas informações sobre o 2006 então a safra é importante.
  • Marson Reserva Cabernet Sauvignon é um outro vinho de grande relação custo x beneficio que surpreende por suas qualidades com taninos finos e elegantes, muito harmônico, copro médio e saboroso passando seis meses em barrica de carvalho americano e mais seis meses em garrafa nas caves, uma bela pedida.
  • Marco Luigi Merlot, mais uma prova de que a nossa principal uva é a Merlot com bons produtos nesta faixa de preços e alguns ótimos em faixas acima. Um vinho muito redondo, equilibrado, boa fruta madura, boa acidez, muito apetecível com taninos macios e agradável final de boca.
  • Fausto Rosé da Pizzato, um rosé de merlot muito frutado, boa acidez, bem refrescante que acompanha muito bem comidas leves como um peru à Califórnia.
  • Adolfo Lona corte de Merlot/Cabernet 2004, um vinho diferente e bastante interessante com um nariz muito floral e intenso que assusta num primeiro momento mas que se encontra bem resolvido na boca com taninos doces, redondo e saboroso.
  • Cordelier Merlot, existe o reserva elaborado com uvas selecionadas, sem passagem por madeira e mais tempo de cave, e o básico com somente uns 4 meses de cave antes de ser lançado ao mercado e que vem acondicionado em uma garrafa que imita garrafa envelhecida. Os dois são bons, mas eu curto mesmo é o da garrafa envelhecida que tem uns aromas e paladar bem marcantes e uma ótima pedida pelo preço em torno de R$15 a 17,00, apesar de que o Reserva não fica atrás e pouco mais custa.
  • Rio Sol, um vinho surpreendente e, apesar de ser o mais barato da linha com preço ao redor de 20 Reais, é um dos meus preferidos. Corte de Cabernet Sauvignon com Syrah, é um vinho muito equilibrado, harmônico e saboroso que substitui amplamente a grande maioria dos vinhos nesta faixa trazidos do Chile e da Argentina.
  • Angheben Barbera 2007, provei ontem e é realmente uma grande pedida nesta faixa de preços, mostrando bom equilíbrio, taninos macios, médio corpo, redondo e muito agradável de tomar. O Touriga Nacional de que falam tanto não me conveceu e é bem mais caro.
  • Aurora Varietal Cabernet  Sauvignon e Merlot, são dois vinhos para aqueles dias de caixa baixo, já que estão abaixo do 20 Reais, mas que não negam fogo. São corretos, ligeiros, fáceis de beber e bastante agradáveis sendo ótima companhia para um belo sanduba de fim de semana, um caldo verde ou uma carne grelhada não muito condimentada.
  • Salton Volpi. Quero finalizar com esta linha de produtos da Salton que acredito ser uma das melhores, se não a melhor relação Qualidade x Preço x Satisfação no mercado. A Salton também possui uma linha mais barata, a Classic, que é correta, ligeira mas não me encanta. Já a linha Volpi recomendo sem pestanejar, especialmente o Merlot que é sempre muito bom, de taninos doces e sedosos num corpo médio, muito saboroso e de média persistência, um dos bons merlots nacionais e uma aposta certeira nesta faixa de preços, e os Pinot Noir e Sauvignon Blanc que tive o grato prazer de provar ontem. O Pinot 07 está em outra faixa de preços, falo depois, mas o Sauvignon Blanc 08 me encantou e conquistou desde a primeira fungada na taça! Surpreendente porque, apesar de ter alguns vinhos brancos nacionais de que gosto são poucos os que realmente me encantaram e este é uma delicia. Com baixo teor de álcool (11.9º), muito balanceado, nariz intenso em que aprece uma goiaba branca muito presente, e olha que meu nariz é meio fraquinho, frutado na boca, muito boa acidez o que o torna fresco, agradável e fácil de tomar deixando na boca aquele gostinho de quero mais.
  • Casa Valduga Premium. Esta linha possui vinhos de muita qualidade, porém com somente um rótulo que conheço e que cabe nesta faixa de preços, sendo um dos outros brancos nacionais de que gosto muito. É o Gewurtzraminer, que apresenta muita tipicidade com aqueles aromas florais e lichia, muito saboroso e ótima companhia para pratos orientais apimentados como curry de frango ou camarão.

É isso gente, conforme for dando vou publicando a seqüência dos posts sobre o Brasil já que ainda existe muito por falar e começo a receber novas e interessantes informações. Um abraço, bom fim de semana e amanhã tem a Coluna do Breno, depois no Domingo novidades, oportunidades e eventos. Volto na segunda-feira, Salute e kanimambo.

Noticias de Nossas Vinícolas

A PIZZATO Vinhas & Vinhos apresenta o inédito Alicante Bouschet Reserva 2004, o 1º vinho brasileiro dessa casta, originária da França e muito utilizada nos vinhos portugueses. Grande estrutura, potente e de boa guarda.

As uvas Alicante Bouschet foram colhidas em 12 de março de 2004, no Vale dos Vinhedos, e passaram quatro meses em barril de carvalho americano (70% do vinho) e período de 32 meses em garrafa. São 7.000 garrafas, todas numeradas e engarrafadas em lote único.

Também aproveita para lançar o Egiodola Reserva 2005, que chega a sua terceira safra. A primeira foi de 2003 e, lançada em maio de 2004, esgotou-se em apenas quatro meses. Também foi o primeiro vinho brasileiro produzido com essa casta. “A proposta para a utilização desses dois varietais incomuns é buscar extrair de uvas não convencionais novas expressões do terroir”, explica o enólogo Flávio Pizzato.

O Egiodola Reserva é um vinho de cor pronunciada, tânico, de pouca acidez, agradável e generoso. Eu tomei acompanhando um ravióli de cordeiro com molho funghi e ficou ótimo.

 

VALDUGA brilha na Alemanha – Depois do sucesso na Hungria e Argentina, o Cabernet Sauvignon Premium 2005 da Casa Valduga brilha também na Alemanha, onde conquistou Medalha de Ouro na 8ª edição do “MUNDUS Vini”. Realizado em Neustadt, o concurso ainda premiou outro rótulo da vinícola, o Merlot Premium 2005, com Medalha de Prata.

Reunindo 5.343 amostras de 41 países, degustadas por  280 jurados de 44 federações, o “MUNDUSVini”  é hoje o maior e um dos mais importantes concursos do mundo, devido ao grande número de rótulos e países participantes.  Grande performance mostrando que nossos vinhos já brigam de igual para igual no mercado internacional.

Salute e bom fim de semana.