Espumantes – Sequência de Resultados do Grande Desafio

           Nem todos podem ser vencedores e, como numa prova atlética, tem dia que não é dia! O que ficou claro, porém, é que no geral os espumantes presentes a este Grande Desafio foram de boa qualidade, alguns ótimos. Como sempre acontece, alguns podem não ter estado bem no dia, outros estão muito jovens e, outros ainda, podem simplesmente não terem sido entendidos por mim e pela banca degustadora. Faz parte do processo.

         Como insisto em deixar claro, estes Desafios são uma fotografia do que aconteceu naquele dia, com aquela garrafa, naquele local e com aquele grupo de pessoas. Sem contar que a ordem de apresentação é aleatória o que, neste caso especifico onde diversos estilos e origens foram misturados, algum pode ter dado o azar de ter sido degustado logo a seguir a um dos bons champagnes. Fechar os olhos para todas essas variáveis é querer negar a realidade tentando trazer um processo binário para um mundo extremamente sensorial. Então, interpretemos os resultados com a devida parcimônia lembrando que estamos diante de um evento essencialmente hedonistíco. Altere um desses fatores da equação e, certamente, os resultados também serão alterados, mesmo que parcialmente. De qualquer forma, existem três ou quatro rótulos que farei questão de revisitar durante este próximo ano de 2010 para rever minha avaliação.

       No dia 1 de Janeiro deste ano, tomei uma resolução, tomar mais espumante e aprofundar meu conhecimento sobre estes deliciosos e festivos vinhos.  Um espumante faz a diferença e transforma qualquer hora em um momento muito especial, então decidi criar um montão de momentos especiais ao longo do ano, porque não celebrar todo o fim de semana? Acho que consegui cumprir essa resolução tendo compartilhado com os amigos essas experiências ao longo do ano e agora neste Desafio, mas vejamos agora como ficou a classificação do restante do embate:

Class.

Rótulo

Pontuação Preço Médio Prod/Imp.
21 Trapiche Extra Brut 84,50 35,00 Interfood
22 Valduga 130 84,42 65,00 Valduga
23 Casillero Sparkling Brut 84,08 75,00 VCT Brasil
24 Cremand Cuvée Plaisir Perlant (Alsace) 83,92 86,00 La Cave Jado
25 Moinet Prosecco Millesimato 83,42 65,00 Winery
26 Marrugat Cava Gran Reserva Nature 2004 83,42 75,00 Winery
27 Freixenet Cordon Negro 83,25 49,00 Preebor
28 Spumante Incontri Muller Thurgau 82,98 73,00 Vinea
31 Pizzato Brut 82,58 45,00 Pizzato
30 Bridgewater Mill Sparkling (Austrália) 82,58 78,00 Wine Society
29 Juve y Camps Gran Reserva Nature 2004 82,58 168,00 Peninsula
32 Marco Luigi Reserva da Familia 2008 82,50 30,00 Marco Luigi
33 Do Lugar Brut 82,50 32,00 Dal Pizzol
35 Dal Pizzol Brut Tradicional 82,50 44,00 Dal Pizzol
34 Incontri Prosecco VSAQ 82,50 97,00 Vinea
36 Cuvée Sylvain Brut 82,33 59,00 La Cave Jado
37 Villaggio Grando Brut 82,17 40,00 Villaggio Grando
38 Don Giovanni Brut Ouro 30 80,75 75,00 Don Giovanni
39 Irresistibile Brut (Portugal) 80,42 40,00 Sem Importador
40 Valduga Extra Brut Gran Reserva 2004 80,00 90,00  Valduga
41 Don Giovanni Nature 79,92 50,00 Don Giovanni
42 Trivento Nature 78,67 45,00 VCT Brasil

         Cada um da banca degustadora tem sua própria “verdade” e suas preferências que certamente pipocarão em seus blogs, mas este é o resultado da média.  Os meus top 10 foram, pela ordem; Champagne Zoémie de Sousa Marveille Brut / Brédif Vouvray Brut  / Cremant de Bourgogne Cuvée Jeaune Brut / Champagne Taittinger Reserve Brut / Champagne Piper-Heidsieck / Champagne Tsarine Cuvée Premium Brut /  Champagne Drappier Carte D’Or Brut / Chandon Excellence Cuvée Prestige / Cava L’Hereu e El Portillo.

         Ao longo do mês irei publicando posts com comentários sobre os espumantes desta segunda metade da tabela, sempre em grupos de quatro ou cinco. Uma última observação, no caso de empate em pontuação, o desempate se dá sempre pelo preço mais baixo, ok?

Salute, kanimambo e seguimos nos encontrando por aqui.

Grande Desafio de Espumantes – os Brasileiros

           Não é de agora que os espumantes brasileiros são bons, mas faz um pouco mais de três para quatro anos que a mídia e os produtores iniciaram um trabalho mais forte de divulgação. Contrariamente aos vinhos tranqüilos onde a produção nacional, apesar da grande melhora de qualidade, perdeu espaço no mercado desde 2005 para os importados, no segmento de espumantes o inverso acontece com um crescimento de participação porcentual do mercado de cerca de 64% em 2004 para 75% em 2009. Somente neste ano o crescimento de vendas atingiu 14% sendo no Moscatel onde essa média é mais alta, cerca de 22%. Daí a começarmos a falar que o Brasil se tornou um dos três melhores produtores do mundo e que em alguns casos até champagne bate, num afã nacionalista muito típico nosso, não demorou muito. Minha avaliação geral é que, sim nos Moscatel estamos muito bem e entre os melhores do mundo, mas nos Rosés e Brancos apesar dos bons rótulos produzidos, ainda temos muito a crescer, inclusive no quesito regularidade.

          Deixo claro que é uma opinião particular, compartilhe ou jogue pedra quem quiser, mas acho que afora os investimentos necessários no vinhedo e na produção, um dos principais problemas para nos tornarmos realmente membros da elite dos espumantes é a falta de constância. Isto pelo que tenho observado nos últimos quatro para cinco anos, com algumas poucas exceções. Ainda é muito comum um determinado produtor estourar na mídia e na critica num determinado ano e no outro ficar bem aquém. Precisamos tempo para poder demonstrar nossa qualidade, humildade para seguir trabalhando na melhoria, constância de qualidade e um maior intercâmbio com o mercado e produtores internacionais. Temos muito bons espumantes, alguns até ótimos, bons preços, mas mantenhamos os pés na terra e deixo o forum aberto para comentários.

          Pessoalmente gosto muito dos nossos espumantes que trazem um frescor e uma característica cítrica muito interessantes que, a meu ver, são muito a cara do Brasil. Por isso convidei alguns dos principais produtores nacionais tendo o Brasil representado  cerca de 36% dos rótulos em prova com quinze espumantes que, só para relembrar, listo agora com menção do método de elaboração usado: Miolo Millésime Brut – R$75 (tradicional), Salton Evidence  Brut– R$65 (tradicional), Chandon Excellence Brut – R$90 (charmat), Marson Brut– R$59 (tradicional), .Nero Gran Reserva Extra Brut – R$45 (charmat longo), Valduga Gran Reserva Extra Brut 2004 – R$90 (tradicional), Cave Geisse Nature 2007 – R$45 (tradicional),Pizzato Brut – R$45 (tradicional), Dal Pizzol Brut – R$45 (tradicional), Do Lugar – R$32 (charmat), Don Giovanni Ouro – R$75 (tradicional), Marco Luigi Reserva da Família Brut – R$30 (tradicional), Villaggio Grando /SC – R$40 (charmat), Valduga 130 Brut – R$65 (tradicional) e Don Giovanni Nature – R$50 (tradicional). Destes, os que mais se destacaram na prova foram, por ordem de classificação, os que seguem:

1º Chandon Excellence Cuvée Prestige – Um senhor espumante que consegue juntar o frescor e característica cítrica dos espumantes nacionais com a complexidade dos franceses, não fosse a casa produtora originária de lá. Este não peca pela ausência de constância e a cada vez que o provo ele se mantém neste alto nível. Perlage muito boa, fina e abundante, mostrando que o método charmat pode sim gerar espumantes muito elegantes, formando um colar de espuma atraente na taça. Mineral bem presente, cítrico invocando laranja confitada, algo de fermento e brioche com nuances tostadas compõem uma paleta olfativa bastante complexa e delicada.  Já na boca é cremoso, gostosa textura, um produto de muita qualidade que seduz os mais exigentes e termina muito fresco com algo de frutas secas e novamente aquela presença gostosa de notas minerais.

2º Marson Brut – Uma grata surpresa de um espumante bastante tradicional no mercado que mostra uma perlage bastante fina e de boa persistência. No mais, talvez o mais exótico de todos com presença de frutas tropicais maduras como abacaxi e banana combinadas com um frescor imenso, fruto da ótima acidez muito bem balanceada formando um conjunto que satisfaz sobremaneira deixando na boca um gostinho de quero mais. Leve, gostoso, um final bem frutado e de boa persistência que abre o apetite.

3º Miolo Millésime Brut 2006 – Top dos espumantes da Miolo, é um pouco pálido na cor, mostrando-se ao nariz com aromas mais presentes de levedura e algo cítrico com nuances de amêndoas torradas. Na boca apresenta maior corpo, enche mais a boca e a cremosidade advinda de uma espuma abundante invade a boca com muito frescor. Perlage de tamanho médio, abundante e de boa persistência. Na boca é equilibrado, saboroso, um espumante que nos seduz facilmente e que já é boa companhia para uma refeição.

4º Salton Evidence Brut – Nariz citrino com nuances de flores brancas, tudo muito sutil e delicado convidando a levar a taça á boca. Na boca é fino, equilibrado, bom colar de espuma, muito boa perlage, fina, regular e consistente que nos massageia a boca com pequenas agulhas e mostra nuances tostadas, algo de padaria e bem mineral com um final onde desponta algo de maçã verde e muito boa acidez.

5º .Nero Extra Brut –  Elaborado pelo método charmat longo de seis meses que resulta num número considerável de bolhinhas bem finas e persistentes, muito cítrico e fresco numa boca gulosa, franca sem grande complexidade, mas muito saboroso que nos faz pedir mais uma taça, e outra, e outra … Prima pela finesse, final elegante, vibrante com toques de maracujá. Entre os Brasileiros, foi considerado o Melhor Custo x Beneficio

6º Cave Geisse Nature 2007 –  Aromas muito agradáveis, com um leve brioche intermediado por algo cítrico, nuances doces (mel) e toques florais muito sutis e elegantes. Na boca é cremoso, acidez maravilhosa que aporta um incrível frescor, balanceado, final muito saboroso, delicado com notas minerais e muito longo. Um espumante muito fino e sedutor tendo apresentado um leve amargor final que não chegou a incomodar.

          Todos espumantes que fazem juz aos comentários positivos da mídia especializada, ou seja sem grandes surpresas, que eu compraria sem exitar pois me agradaram muitíssimo. Na sequência os outros nove desafiantes: Valduga 130 / Pizzato Brut / Marco Luigi Reserva da Família Brut 2008 / Do Lugar Brut / Dal Pizzol Brut / Villaggio Grando (recém lançado nem rótulo tinha ainda, sendo a primeira prova dele) / Don Giovanni Brut Ouro / Valduga Extra Brut Gran Reserva 2004 e Don Giovanni Nature que compuseram um nível de qualidade bastante alto.

         Em Fevereiro deverei ir a Portugal e quero armar, com alguns amigos blogueiros de lá,  um Desafio Luso-Brasileiro de Espumantes durante minha estadia. Serão oito rótulos (os TOP 6 acima mais dois convidados) versus sete portugueses, meu primeiro Desafio Internacional. Bem, por hoje é só, na sequência outros posts sobre esta deliciosa maratona de espumantes que, neste quente verão, são um must! Nada de ficar esperando ocasiões especiais, abra um espumante e faça o momento especial. Quer coisa mais chique do que naquele encontro com os amigos abrir um espumante de boas-vindas? Melhor, não precisa nem gastar muito para isso!

Salute, abraço e kanimambo.

Grande Desafio de Espumantes

Esta é a terceira prova do grande painel que estou avaliando este mês. Já tivemos uma dúzia de espumantes moscatel, uma dúzia de espumantes rosés e agora quarenta e dois rótulos entre Champagnes, grandes Cavas, cremants de Bourgogne, de Alsace, Prosecco  e espumantes de qualidade da Austrália, Chile, Argentina, Portugal e, obviamente, a maioria dos tops brasileiros sejam eles elaborados pelo método charmat ou tradicional/clássico. Ao final deste mês, teremos provados 66 espumantes que só vêm agregar aos muitos já comentados, sugeridos e recomendados ao longo destes primeiros dois anos de vida de Falando de Vinhos.

               Trabalho insano, nem sempre entendido e se arrependimento matasse, eu estaria ….. vivo! Não está sendo fácil não, ainda mais depois de um acidente (todos bem) que me deixou sem um carro durante todo o mês, mas não me arrependo não pois estou coletando dados e ganhando muita experiência que tento, na medida de minhas limitações, partilhar com os amigos que me visitam  quase que diariamente o que, por sinal, é uma baita responsabilidade que levo muito a sério. A organização de tudo isto é complicada e juntar a banca de degustadores tantos dias um outro quebra-cabeças nem sempre bem sucedido até pelos afazeres profissionais de cada um e convites mais interessantes que o meu.  

           Para compor a banca de degustadores desta prova que é dividida em dois dias de degustação os amigos; Álvaro Galvão (Divino Guia), Breno Raigorodsky (cronista e juiz FISAR), Simon Knittel (Kylix), Emilio Santoro (Portal dos Vinhos), Alexandre Frias (Diario de Baco/Enoblogs), Daniel Perches (Vinhos de Corte), Dr. Luís Fernando Leite de Barros (enófilo), Evandro Silva e Francisco Stredel (confraria 2 panas), Ralph Schaffa (restauranteur) e eu que nos reuniremos nas aconchegantes instalações da casa dos amigos Armando e Denise, o Emporio da Villa. Afora degustarmos esses deliciosos e refrescantes caldos, nada como algumas deliciosas pizzas da casa. Tem diversas ótimas e criativas opções, mas quatro em especial eu recomendo; a de abobrinha temperada com queijo brie, a de alcachofra e as de salmão e al mare que sugiro acompanhar com um Sauvignon Blanc bem fresco, yummy!

             Mas vejamos o que nos espera nesses dois dias. Certamente muito outros rótulos e produtores poderiam estar aqui, alguns foram convidados e não se manifestaram e outros, bem a quantidade de rótulos é enorme! De qualquer forma, creio que com os rótulos aqui listados temos um grupo de desafiantes bastante heterogêneo e  uma mostra razoável do que de bom existe no mercado.

DIA 1

DIA 2 

Champagne De Sousa Zoémie Cuvée Merveille Brut – Decanter – R$256,00 Champagne Piper Heidsieck – Interfood – R$180,00
Champagne Taittinger Brut – Expand – R$200,00 Champagne Drappier Brut Carte d’Or– Zahil – R$185,00
Champagne Tsarine Brut – KB-Vinrose/BR Bebidas – R$170,00 Cremant Bourgogne Picamelot Cuvée Jeaune Thomas Brut 2004 – D’Olivino – R$147,00
Cava Juve y Camps Brut Nature 2004 – Peninsula – R$168,00 Marrugat Cava Gran Reserva Nature 2004 – Winery – R$75,00
Cave Geisse Nature – Cave Geisse/Vinhos do Mundo – R$45,00 Don Giovanni Nature – R$50,00
Chandon Excellence – BR Bebidas – R$85,00 Miolo Millesime – R$75,00
Moinet Millesimato Prosecco Brut 2007 – Winery – R$ 65,00 Incontri Prosecco VSAQ – Vinea – R$97,00
Cremand Cuvée Sylvain (Loire) – Cave Jado – R$59,00 Marc Brédif Vouvray Brut – Mistral – R$86,00
Marco Luigi Reserva da Familia Brut 2006 – R$30,00 Pizzato Brut – R$45,00
Valduga Extra Brut Gran Reserva 2004 – R$90,00 . Nero Extra Brut – Domno do Brasil – R$45,00
Cava Freixenet Cordon Negro – R$49,00 Cava L’Hereu Reserva Brut  de Raventós i Blanc – Decanter – R$87,00
Don Giovanni Ouro 30 – R$75,00 Valduga 130 – R$65,00
Salton Evidence – R$70,00 Anna de Codorniu – Interfood – R$75,00
Barton & Guestier Cuvée Reservée Chardonnay Brut (Loire) – Interfood – R$65,00 Cremand Cuvée Plaisir Perlant (Alsace) – Cave Jado – R$86,00
Marson Brut método tradicional – Eivin – R$59,00 V. G. Brut – Villaggio Grando – R$40,00
Spumante Incontri Muller Thurgau – Vinea – R$73,00 Bridgewater Mill Sparkling (Austrália) – Wine Society – R$78,00
Santa Julia Brut – Ravin – R$43,00 Trapiche Extra Brut – Interfood – R$35,00
El Portillo Reserva Brut – Zahil – R$58,00 Casillero Sparkling  – VCT Brasil – R$75,00
Raposeira (Portugal) – Vinhas do Douro/BR Bebidas – R$85,00 Irresistibile Reserva Brut (Portugal) – Sem importador
Do Lugar Charmat – Dal Pizzol -R$32,00 Dal Pizzol Brut tradicional – R$45,00
Espumante surpresa Veuve Paul Brut Brut – Zahil – R$49,00
   

            O porquê deste melange?  Primeiro porque gosto de desafiar o establishment, segundo porque a única forma plausível, pelo menos a meu ver, de comparar qualidade e sabores de vinhos é numa comparação direta ás cegas e terceiro porque quero conferir algumas “verdades” de nossa vinosfera. Por outro lado, é um tremendo exercício sensorial para quem participa da banca. Se os tomasse a todos em casa, tranquilo, avaliando todos os aspectos com calma e curtindo o caldo, certamente seria mais prazeroso, mas longe de ser tão didático. Afora isso, importante que um painel deste porte não ficasse apenas restrito a uma pessoa e sim a dez o que lhe dá outro valor.

           Bem amigos, isto foi só para vos deixar com água na boca no aguardo dos resultados que publicarei na próxima segunda dia 30 e mais detalhadamente em outros posts ao longo do mês de Dezembro assim como na coluna dos jornais Planeta Morumbi e Planeta Oceano.  Por enquanto é só, salute e kanimambo por visitar.

Desafio de Espumantes Rosés – O Vencedor é?

 Dando sequência aos Desafios de Espumantes deste mês, recebemos na simpática loja Portal dos Vinhos, dos amigos Emilio e Fátima, a visita dos Desafiantes e da banca degustadora para resolver a questão que tinha ficado em aberto, afinal, Rosés são todos iguais? Obviamente que não, assim com os brancos e tintos não o são. Aliás, nem na cor se consegue um padrão, apesar de haver algumas semelhanças, porém a diversidade impera como pode ser visto pelas fotos. Foi uma prova muito legal que nos deixou bastantante empolgados quanto ao resultado provando que, se é verdade que se come com os olhos, definitivamente se bebe também!

         Mais uma vez 12 contestantes, com um deles, lamentavelmente porque o conheço e sei que possui qualidades razão de meu convite, prejudicado. Vejamos  como nossa banca de degustadores avaliou os rótulos em prova com os rótulos aparecendo na ordem de serviço:

Faìve de Nino Franco – Inovini – Cor muito bonita, aliás uma das coisas que encantam neste estilo de espumante, puxando para o ocre/ferrugem claros. No olfato uma forte presença de queijo roquefort, fruta (romã) e um leve perfumado que, acreditem, resulta bem apesar de intrigante. Bem balanceado na boca, perlage fina e adequada, boa acidez, saboroso com um final longo e fresco. Obteve a média de 85,38 pontos.

Marrugat Brut Rosado – Winery – sedutor na cor rosa avermelhado. Nariz tímido, produz uma espuma adequada formando um colar de pouca persistência. Perlage de tamanho médio e muito boa persistência, boa textura, frutado (cerejas) com um final longo e leve amargor. Já o tinha provado anteriormente e tinha se apresentado melhor, porém não desapontou. Obteve a média de 84 pontos.

Amante – um dos espumantes rosés da Valduga, de nome bem sugestivo. Cor cereja, aromas de cantina, vinhoso numa paleta olfativa menos sutil. Perlage abundante e fina no inicio, porém de curta duração. Na boca, alguma fruta vermelha fresca presente, mineral com nuances cítricas e um final agradável de média persistência. Obteve a média de 79,50 pontos.

Dal Pizzol Rosé Brut – um vinho que sempre me agradou e, para nossa tristeza, estava prejudicado, sem perlage, aromas estranhos, sem nota.

Spumante Incontri Rosé – Vinea – Baby Pink na cor, brilhante, espuma abundante formando uma bonita coroa, que permaneceu por longo tempo, e algo floral ao nariz com nuances de ervas frescas. Perlage fina e elegante, intensa e persistente. Entrada de boca vibrante, fresca, frutada (cerejas/morangos). Cremoso, ótima acidez, harmônico um espumante rose entusiasmante com um leve açúcar residual que não atrapalha. Final de boca saboroso que pede a próxima taça e seduz. Obteve a média de 89,81 pontos.

Paralelo 8 – Expand – Cor alaranjada, clara e brilhante. Perlage fina, intensa, de média persistência. No olfato algo de frutas vermelhas com um fundo de queijo parmesão que não harmonizou no nariz. Na boca apresentou-se melhor mostrando bom frescor, paladar saboroso algo doce com um final elegante e não muito longo. Vinho honesto, bem feito que, se não encanta também não desencanta. Obteve a nota média de 82,19 pontos.

Cave Geisse Rosé – elaborado pelo método clássico, talvez o mais complexo de todos tanto na boca quanto no nariz, mas não chega a empolgar. Cor pêssego num visual atraente e uma paleta olfativa interessante, complexa e delicada com toques de levedura coberta por aromas de damasco e nuances cítricas. Na boca mostra-se bem harmonizado com as sensações despertadas pelo olfato. Um vinho muito bem feito porém num estilo mais sério. Nota média obtida de 86,50 pontos.

Duc de Raybaud – KB-Vinrose/BR Bebidas – o representante da Provence (Sul da França) de cor alaranjada, aromas cítricos lembrando doce de casca de laranja, perlage anundante, algo irregular, mas de boa persistência. Na boca um frutado de boa tipicidade, fresco, com um final que nos deixa nos sabores e retro-olfato, uma lembrança de padaria com nuances sutis e delicadas de fermento, brioche. Leve amargor que não chega a incomodar. Nota média obtida, 83,81 pontos.

Stellato – Vinícola Santo Emilio (SC)/Eivin – único espumante produzido por eles, já no exame visual da taça mostrou ao que veio com uma cor muito bonita e atraente, perlage abundante, intensa e persistente formando uma coroa de espuma muito boa. Na boca mostra os tradicionais sabores de fruta como cereja e morango de forma muito sutil, fino, elegante, ótima acidez, toques de fermento, um vinho todo ele muito delicado, fresco e apetecível. Eu já conhecia e foi ótimo tê-los nesta prova, pois foi uma grande surpresa para a maioria da banca. Nota média obtida, 85,63 pontos.

Vallontano Rosé – mais um que tive o prazer de provar, e aprovar, num encontro da Mistral o qual fiz questão que aqui estivesse para surpresa dos amigos da banca, até por ser um rótulo lançado há pouco tempo. Cor Pink clara e brilhante que encanta o olhar e nos chama á taça onde a perlage fina, abundante e persistente nos traz aromas tutti-frutti delicados e suaves. Muito fresco, saboroso, enche a boca de prazer sendo um vinho fácil de agradar. Obteve a média de 85,75 pontos .

3b de Filipa Pato – Casa Flora/Portal dos Vinhos – sou um fã deste espumante de bonita e atrativa cor salmão, ótima, abundante e persistente perlage com um colar de espuma que não acaba. Essa musse se repete na boca como um verdadeiro creme, muito fino e elegante, cítrico no ponto, pomelo – limão, equilibrado com uma acidez muito boa de dar água na boca. Obteve a nota média de 86,31 pontos.

Codorniu Pinot Noir – Interfood – um clássico cava rosado de cor rosa brilhante, espuma intensa, perlage fina e delicada de boa persistência. Aromas sutis e agradáveis convidando a taça à boca onde se nota uma textura diferente, mais denso enchendo a boca de fruta, muito elegância, harmonia e um final tremendamente saboroso. Um espumante sem arestas e muito equilibrado. Obteve a nota média de 89,06 pontos.

 

          Após uma noite longa a apuração de resultados mostrou que quesito de Melhor Vinho teve o Spumante Incontri Rosé como o grande ganhador da noite. Para completar o podium; em segundo o Codorniu seguido de Cave Geisse, 3b e Vallontano. A escolha por maioria de votos da banca para o espumante considerado como Melhor Compra, desta feita teve um empate o Vallontano e o Stellato.

           Agora vejamos o podium de cada um dos membros da banca de degustadores, lembrando que as notas são o resultado da média aritmética do grupo. Ao dar esta lista abaixo, faço jus à avaliação pessoal de cada um dos amigos presentes:

  • Daniel Perches – Codorniu / Incontri / Cave Geisse / Vallontano / Stellato
  • Marcel Proença – Incontri / Codorniu / Stellato / Faìve / Marrugat
  • Denise Cavalcante – Codorniu / Incontri / Vallontano / Stellato / Paralelo 8
  • Emilio Santoro – Incontri / Faíve / Codorniu / 3b / Cave Geisse
  • Evandro Silva – Incontri / Faíve / Paralelo 8 / Cave Geisse / Codorniu
  • Augusto – Cave Geisse / Codorniu / Incontri / Duc de Raybaud / Stellato
  • Luiz Fernando Leite de Barros – Incontri / Codorniu / Stellato / 3b / Faíve
  • Fátima Santoro – Incontri / Paralelo 8 / Vallontano / 3b / Codorniu
  • Ricardo Tomasi – Incontri / Faìve / Stellato / Codorniu / Vallontano
  • João Filipe Clemente – Incontri / 3b / Codorniu / Stellato / Vallontano

       Não posso deixar de agradecer novamente a extrema amabilidade do Emilio e Fátima (Portal dos Vinhos) por terem cedido o espaço e ter ciceroneado este encontro assim como à Arc International, fornecedora destas bonitas taças Gran Cepage da Arcoroc, e a nossos parceiros que nos têm apoiado com os vinhos que trazemos a estes Desafios.

Salute e kanimambo

Desafio de Espumantes Rosés

             Passamos pela primeira etapa destes embates de espumantes com a prova de Moscatel e agora entramos na de Rosés, um segmento que vem crescendo bastante como o de vinhos tranqüilos. Com o apoio de diversos importadores, produtores e lojistas amigos, reunimos doze rótulos bastante interessantes, alguns já velhos conhecidos e outros novos. A maior parte destes vinhos, especialmente os produzidos por aqui, advém de uma única cepa, sendo elaborado por um processo de maceração pelicular que pode ser de 45 minutos a 10 ou 12 horas, dependendo do que o enólogo busca produzir. Também podem ser adotados cortes de uvas tintas ou, uma curiosidade, os rosés espumantes podem ser resultado de mostos de uvas brancas e tintas o que é impensável nos vinhos rosé tranqüilos.

              Os métodos usados são tanto o charmat quanto o champenoise, opção feita pelo enólogo de cada empresa dentro de seus conceitos e objetivos assim como das especificações de cada região produtora. Nesta lista de desafiantes escolhidos, tentei fazer uma mescla bem representativa de tudo o que está disponível no mercado com ambos os métodos de elaboração e cepas diversas. Para avaliar e analisar estes espumantes buscando encontrar o Melhor Vinho deste embate e a Melhor Compra, uma banca de degustadores acostumados a participar destes Desafios: Augusto (sommelier), Ricardo Tomasi (Sommelier/Specialitá), Emilio e Fátima Santoro (Portal dos Vinhos), Marcel Proença (Assemblage Vinhos), Denise Cavalcante (Assessora de Imprensa), Dr. Luiz Fernando Leite de Barros e Evandro Silva (Enófilos), Daniel Perches (Vinhos de Corte) e eu.

Vejam abaixo a relação dos desafiantes com o que pude obter de informações:

Rótulo: Codorniu Pinot Noir Brut

Produtor: Codorniu

Importador: Interfood

País: Espanha     Região: Penedés

Método:   Clássico                   Safra: n/s

Assemblage: Pinot Noir

Envelhecimento:                   Álcool:12%

Preço Médio no Mercado  R$: 85,00

Rótulo: Stellato Brut

Produtor: Santo Emilio

Importador: Distribuição Eivin

País:  Brasil      Região: Serra Catarinense

Método: Charmat Longo         Safra: 2008

Assemblage: Cabernet Sauvignon / Merlot

Envelhecimento:                   Álcool: 13%

Preço Médio no Mercado  R$: 52,00

Rótulo: Paralelo 8

Produtor: Vinibrasil

Importador: Distribuição Expand

País: Brasil     Região: Vale do São Francisco

Método:  Charmat          Safra: 2008

Assemblage: Syrah

Envelhecimento:                   Álcool: 12%

Preço Médio no Mercado R$: 25,00

Rótulo: Vallontano

Produtor: Vallontano Vinhos Nobres

Importador: Distribuição Mistral

País: Brasil   Região: Vale dos Vinhedos

Método: Charmat longo          Safra: n/s

Assemblage: Chardonnay/Pinot/Riesling Itálico

Envelhecimento:                   Álcool: 12%

Preço Médio no Mercado R$:40,00

Rótulo: Marrugat Brut Rosado Reserva

Produtor: Pinord

Importador: Winery

País:  Espanha                    Região: Penédes

Método: Clássico            Safra: n/s

Assemblage: Trepat

Envelhecimento:  24 meses    Álcool: 11,5%

Preço Médio no Mercado  R$: 48,00

Rótulo: Dal Pizzol Brut

Produtor: Vinicola Monte Lemos (Dal Pizzol)

Importador:

País: Brasil    Região: Vale dos Vinhedos

Método: Charmat Longo                Safra: n/s

Assemblage: Chardonnay/Pinot

Envelhecimento:                   Álcool: 12%

Preço Médio no Mercado R$: 35,00

Rótulo: Cave Geisse Brut Rosé

Produtor: Cave Geisse

Importador: Distribuição Vinhos do Mundo

País:  Brasil   Região: Vinhos de Montanha

Método:  Clássico                  Safra: 2004

Assemblage:  Pinot Noir

Envelhecimento: 3 anos       Álcool: 12,5%

Preço Médio no Mercado R$: 85 a 95,00

Rótulo: Incontri Spumante Rosé

Produtor: Piera Martelozzo Spa.

Importador: Vinea

País: Itália                   Região: Alto Adige

Método: Charmat                         Safra: n/s

Assemblage: Raboso (85%) e Pinot Nero

Envelhecimento:                   Álcool: 11,5%

Preço Médio no Mercado R$:67,00

Rótulo: Duc de Raybaud Brut

Produtor: Les Vin Breban

Importador: KB – Vinrose (gentileza BR Bebidas)

País: França                  Região: Provence

Método:                         Safra: 2007

Assemblage: Pinot Noir

Envelhecimento:                   Álcool: 11,5%

Preço Médio no Mercado  R$: 60,00

Rótulo: Faìve

Produtor: Nino Franco

Importador: Inovini (Aurora Importadora)

País:  Itália Região: Valdobbiadene/Veneto

Método:  Charmat        Safra: 2007

Assemblage: Merlot / Cabernet Franc

Envelhecimento:                   Álcool: 12%

Preço Médio no Mercado  R$:88,00

Rótulo: 3b

Produtor: Filipa Pato

Importador: Casa Flora (gentileza da Portal dos Vinhos)

País: Portugal            Região: Bairrada

Método:  Clássico           Safra:2008

Assemblage: Baga e Bical

Envelhecimento:  4 meses        Álcool: 12%

Preço Médio no Mercado R$:53,00

Rótulo: Amante

Produtor: Famiglia Valduga

País: Brasil

Região: Serra do Sudeste / Encruzilhada

Método: Clássico                    Safra: 2008

Assemblage: Malbec

Envelhecimento:  10 meses   Álcool: 12,5%

Preço Médio no Mercado  R$: 57,00

           Desta feita o Emilio e a Fátima foram nossos anfitriões em sua loja recheadissíma de bons rótulos a preços justos e algumas boas promoções com numero limitado de garrafas. Foi assim que comprei um Bonarda 4 Passion de Jofre y Hijas por apenas R$29,00 e um Quinta do Engenho Porto Ruby por R$39,00. Parceiro antigo, a Portal dos Vinhos é um marco de nossa vinosfera no bairro do Morumbi e uma loja que prima pela ótima diversidade e rótulos escolhidos a dedo assim como pela simpatia no atendimento. Sugiro e recomendo a loja dos amigos aos amigos.

           Na Segunda-feira publico os resultados desta, espero, saborosa experiência com a resposta a uma pergunta que me fizeram; afinal, rosé não é tudo igual?!

Salute e kanimambo

Noticias do Mundo do Vinho

Quinta Mendes Pereira – De Portugal, a Raquel me manda mensagem com noticia de que a Revista de Vinhos de Maio saiu com uma matéria de cinco páginas sobre sua Quinta e seus bons vinhos com a chamada “Dão tradicional com cheirinho a Brasil”. Na matéria publicada, que aqui precisaremos esperar uns 4 ou 5 meses para ver ao vivo e a cores, uma nova prova com seus vinhos que antecipo aqui. Mais uma vez o destaque para o Garrafeira que listei como um dos meus Melhores de 2008. Para ler a matéria na íntegra, só comprando a revista, sorry! Estão de importador novo (Malbec) que espero mantenham a competividade dos preços.

Mendes Pereira 3

Mendes Pereira 2

 

Espumante Moscatel Garibaldi – Leva medalha de prata e bronze respectivamente no  Challenge International do Vin, realizado em Bordeaux, moscatel Garibaldina França, um dos principais concursos do mundo em que foram analisadas mais de cinco mil amostras provenientes de diversos países, e no International Wine Challenge, que envolveu 400 degustadores e 41 países realizada em Londres. O concurso inglês, por exemplo, tem um grande diferencial. Segundo Maiquel, cada vinho premiado é provado pelo menos três vezes. Os espumantes nacionais ganham cada vez mais espaço e reconhecimento no mercado internacional, em especial os Moscatel.

Zahil – Mais um bom vinho com preço camarada na Zahil. Chegou o vinho tinto Aquitania Reserva 2006, exclusividade da importadora no Brasil, considerado por Patrício Tapia – renomado crítico de vinhos sul-americanos – como o melhor Cabernet Sauvignon do Vale do Maipo. Produzido pela Viña Aquitania, no Chile, o rótulo recebeu 4 estrelas e 92 pontos em uma avaliação promovida por Tapia para o jornal chileno El Mercurio. Com ótima relação custo-benefício – na Zahil, ele pode ser encontrado por R$ 49,00 -, o Aquitania Reserva 2006 ainda foi bastante elogiado pelo crítico: “Mais que potência ou superconcentração, este Cabernet é elegância e distinção. Muy rico.”, disse Patrício. A conferir, mas as recomendações são boas.

 

Domno lança mais dois espumantes na sua linha de produtos .Nero – o .Nero Rosé e .Nero Extra Brut que recebeu muitos elogios entre os apreciadores presentes à Expovinis. Sua apresentação Ponto Nero Extra-Brutmoderna e quase enigmática instiga a curiosidade dos consumidores para entender o seu nome. O novo rótulo do espumante Rosé é ousado, apresentando um vermelho intenso para destacar na prateleira o seu Rosé. Sua produção é feita a partir das uvas Pinot Noir (40%) e Chardonnay (60%), ambas as cepas tradicionais na produção de espumantes e do Champagne. Já o .Nero Extra Brut apresenta baixo teor de açúcar o que lhe confere mais vivacidade e frescor. O .Nero Extra Brut também é produzido com as castas Pinot Noir (30%) e Chardonnay (70%), e tem a estrutura ideal para o acompanhamento de diversos pratos de nossa culinária ou da culinária japonesa.

                 Estes dois espumantes completam a linha no portfólio dessa jovem produtora, parte do grupo Famiglia Valduga, junto com o .Nero Moscatel e o .Nero Brut, lançados na Expovinis do ano passado, quando do lançamento da empresa. As novidades chegam ao mercado com  valores em torno de R$ 42  – (.Nero Extra Brut) e de R$26 (.Nero Rosé Brut)

 

Casa de Madeira lança suco de uva Kasher – Mais uma empresa do grupo Famiglia Valduga que traz novidades ao mercado. Mas que coisa é essa, o que é um alimento Kasher? É um conceito religioso usado dentro da comunidade judaica mundial como uma “garantia da qualidade de alimentos supervisionados por um rabino ou rabinato”, o que os torna alimentos autorizados para consumo dentro das normas religiosas, conforme as leis judaicas, preparado de acordo com a Torá, o livro sagrado dos judeus. Kasher (ou kosher) em hebraico quer dizer “permitido”, “próprio” ou “bom”. O processo de Kasherização (adequação e higienização kosher) do suco passou pelo crivo dos rabinos Ezra Dayan, Salomon Moise Bari, e Tzur Isaac Albus que acompanharam todo o processo de elaboração desde o início até seu envase.

                 A “Kasherização” dos utensílios, também não é tarefa fácil. Primeiro, foi necessário que os rabinos entendessem a função e modo de usar de cada máquina e equipamento utilizado pela vinícola para a elaboração do suco de uva da Casa da Madeira. Depois, consultar as leis judaicas para saber como cada um deles deveria ser “Kasherizado”.  A  “Kasherização” levou mais de três dias, pois os tanques onde os sucos são estocados, deveriam ser enchidos com água e esvaziados por 24 horas, por 3 vezes. Depois de tudo limpo segundo as normas judaicas, deram início à produção propriamente dita.

 

Vinhos da CVR Lisboa fazem bonito em Bruxelas – A Casa Santos Lima e a Companhia Agrícola do Sanguinhal são os dois grandes protagonistas do Concours Mondial de Bruxelles que se realizou de 25 a 27 de Abril em Valência, Espanha em que concorreram 6.289 vinhos e bebidas espirituosas provenientes de 54 países, apreciados por 250 jurados de 41 países. A Casa Santos Lima ganhou três medalhas de Ouro com dois tintos: Bons Ventos Vinho Tinto 2007 e Palha-Canas Vinho Tinto 2006 e o vinho branco 2008 Casa Santos Lima – Moscatel.

A Companhia Agrícola do Sanguinhal também levou um Ouro para a Região de Lisboa com o seu Sanguinhal Vinho Tinto 2004 – Syrah e Touriga-Nacional. Para além destes prémios, a Região de Lisboa também se distinguiu na Medalha de Prata com 8 premiados: Casa Santos Lima, Companhia das Quintas e Enoport.

Dal Pizzol lança espumantes em meia garrafa – A Dal Pizzol Vinhos Finos coloca no mercado anualmente 60 mil garrafas de espumantes, o correspondente a 20% do total de sua produção de vinhos e espumantes que chega a 300 mil garrafas ao ano. Das 60 mil garrafas de espumantes 80% são brut (champenoise e charmat) e 20% moscatel (processo asti). O aumento do consumo de espumante pelos brasileiros levou a vinícola a adoptar uma nova estratégia para atrair ainda mais apreciadores. É o Dal Pizzol Espumante Charmat agora também em meia garrafa (375 ml).

                     O espumante, dirigido especialmente ao público jovem, já pode ser encontrado em bares e restaurantes do Brasil. O lançamento decorreu durante a Expovinis 2009, de 5 a 7 de maio, em São Paulo. Este primeiro lote coloca no mercado 13 mil unidades do produto, o que representa um incremento de 10% na produção de espumantes da vinícola.

 

Quinta Nova Nossa Sra. do Carmo em plena forma em Londres – Os vinhos da Quinta Nova de Nossa Senhora do Carmo, situada no Alto Douro vinhateiro, voltam a surpreender, tendo sido distinguidos com duas medalhas de ouro no International Wine and Spirits Competition e International Wine Challenge Competition. No International Wine & Spirits Competition, o Quinta Nova Touriga Nacional 2006 arrecadou a única medalha de ouro portuguesa com a distinção de Best in Class, na categoria Vinhos Tranquilos. O Quinta Nova Touriga Nacional 2006 foi lançado pela primeira vez em 2008. O Quinta Nova Reserva 2006 foi galardoado com uma medalha de ouro no International Wine Challenge Competition (IWC), o maior e mais prestigiado concurso de vinhos, que este ano reuniu 9000 amostras de todo o mundo. Os vinhos desta conceituada Quinta você encontra na Vinea.

                    De acordo com o regulamento destes concursos, para se obter uma medalha de ouro é necessária uma pontuação entre 95 e 100 pontos – Portugal arrecadou 33 medalhas (15 nos vinhos tranquilos e 18 nos vinhos generosos), ficando apenas atrás da França (47, incluindo 17 de champanhe), da Austrália (41) e da Itália (34), e à frente do Chile (21), da Nova Zelândia  (19) e da Espanha (14).

Symington lança Quinta do Vesúvio – 2007 foi um ano de grande qualidade na região demarcada do Douro. As condições frescas, embora secas e solarentas nas semanas que antecederam a vindima, proporcionaram uvas com maturação excelente, produzindo vinhos de qualidade. É caso dos novos vinhos da Família Symington 100% produzidos na sua Quinta do Vesúvio (a jóia da coroa da família), o Pombal do Vesúvio DOC Douro 2007, um vinho para ser consumido mais cedo, e o Quinta do Vesúvio DOC Douro 2007, um vinho de grande complexidade, que poderá ser guardado durante vários ano e furo que dei no Encontro Mistral 2008 quando tive o privilégio de degustar algumas provas de barril.

Fonte: Essência do Vinho

 

Cai consumo médio per capita no mundo – Em 2008 o mundo consumiu algo ao redor de 3.5 litros per capita por ano, versus 4,5 em 1990. Enquanto os mercados emergentes aumentam consumo, os europeus, tradicionalmente grandes tomadores de vinho, vêm seu consumo anual cair em função de ritmo de vida e mudanças culturais. A Itália e França que representavam cerca de 45% do mercado em 1980, hoje mal chegam a 24%. Não fossem mercados como China, Índia, Rússia, Taiwan e Coréia e o mercado mundial estaria em sérios apuros!

Fonte: Wine Spectator

Salute e kanimambo