Confraria Frutos do Garimpo

Amigos, nesse garimpo que venho fazendo há anos por nossa vinosfera, toda a hora me deparo com algumas pérolas e bons vinhos porém nem sempre ao preço certo. Mais raramente, no entanto, dou de cara com algumas belas ofertas desses mesmos vinhos que merecem ser compartilhados com os amigos então decidi começar esta exclusiva Confraria Frutos do Garimpo - Logoconfraria de compras e oportunidades como forma de compartilhar esses Frutos do Garimpo. Não, não é mais um clube de vinhos, é uma Confraria, não havendo quaisquer cobranças mensais ou obrigação de compra.

Mensalmente, a partir de Setembro, sujeito a disponibilidade montarei uma série limitada de caixas (avisarei a quantidade disponível nas chamadas mensais) com 4 garrafas destes achados, frutos do meu garimpo. A cada mês os valores mudam (devendo ficar entre R$200 a 350) e os vinhos mudam, podendo até haver maior disponibilidade num ou noutro mês ou não haver nenhuma oferta já que, lembrando, são Frutos do Garimpo e aquela “pepita” nem sempre dá as suas caras e quando dá são de pouca monta! Podem ser duas garrafas de um mesmo vinho e as outras de dois vinhos diferentes, podem ser duas garrafas de dois rótulos, a cada mês a história será diferente, o objetivo é compartilhar as pepitas achadas nas entranhas de nossa vinosfera. Passo os preços com minha resenha dos vinhos e você compra se quiser e quando quiser, tendo tempo para pesquisar, porém como as quantidades serão limitadas a venda será realizada aos primeiros que confirmarem e somente uma caixa por pessoa.

O foco será, obviamente, na qualidade atrelada a um preço abaixo da média do mercado, diversidade de estilos e uvas, sendo coerente com tudo o que venho escrevendo já faz anos. Eventualmente poderei me deparar com outros frutos que não vinho, por exemplo um acessório, no qual o conceito também se aplique e o incluirei para apreciação dos confrades. Pintou oportunidade na minha praia, a idéia será compartilhá-la com você e disponibilizá-la aos confrades e confreiras se houver quorum. A confirmação da reserva se dará através de depósito em conta, após o qual faremos a entrega que será gratuita em Cotia,Alphaville e nos seguintes bairros de São Paulo > Morumbi, Vila Olímpia, Itaim, Jardins, Pinheiros e Butantã. Qualquer outro local de entrega ficará sujeito a cobrança de frete junto com o depósito da reserva e avisado antecipadamente. Eventualmente, poderá ser retirada na Vino & Sapore por aqueles que moram na região da Granja Viana, no entanto os Frutos do Garimpo não estarão disponíveis na loja e, caso venham a estar nas prateleiras, estarão com preço de mercado.

Gostou da idéia, tem interesse em participar? Pois bem, preencha o formulário em clicando aqui e assim que tenha o primeiro “KIT” pronto, deve ser Setembro, lhe enviarei e-mail com os Frutos do Garimpo do mês e as resenhas. Estes achados não serão divulgados na internet ou em redes sociais, então sua inscrição na Confraria “Frutos do Garimpo” será a única forma de você vir a ter acesso a eles.

Kanimambo a todos que vierem a apoiar este novo projeto que se inicia agora em Setembro de 2015. Bem vindos a bordo e espero que a viagem seja prazerosa!

Patagônia, Chegamos!

Entramos no terceiro dia de nosso “recorrido” pelos terroirs, vinhos e vinícolas argentinos e que grande dia foi! Voo para Neuquen que fica na Patagônia, mas longe dos glaciares! Estamos a mais de 2.000 kms da ponta sul da Argentina, que se diferencia das outras regiões produtoras pois aqui, pasmem, os rios têm água!! Os rios de degelo, Neuquen e Limay se juntam para formar o Rio Negro e através de um sistema de grandes diques a água é gerenciada tornando a região num polo frutífero onde a Pera e a Maçã possuem um destaque especial afora o petróleo e gás que são as principais atividades econômicas.

Uma outra característica que o difere de outras regiões é que por aqui não temos montanhas, é uma planície (entre 300 a 500metros de altitude) ou vales entre rios, então os vinhos de altitude não aparecem por aqui, no entanto o clima possui uma influência grande sobre o resultado dos vinhos, é uma região mais fria de fortes ventos e grande amplitude térmica o que gera vinhos de menor teor alcoólico e maior acidez, vinhos mais elegantes.

Uma outra diferença grande é o pequeno numero de produtores, não consegui obter o numero exato, porém a informação que recebi de uma delas é de quem devem ser umas 26 no total. Essa quantidade de vinícolas tem numa rua de Lujan de Cuyo/Mendoza! rs Bem, brincadeiras á parte, é uma região sem grandes atrativos paisagísticos porém há por aqui grandes vinhos e produtores. Os vinhos brancos mais a Pinot Noir e Merlot, que são mais chegadas num frio, adoram o pedaço e tenho que reconhecer que foram os vinhos que mais me entusiasmaram nesse trecho da viagem. Não que não haja outros belos vinhos e bons malbecs, num estilo diferenciado, mas o destaque para mim são essas uvas.

No avião viemos com o Guillermo Barzi , diretor da Humberto Canale, nossa primeira parada, e um cara muito gente fina a quem demos carona até á bodega pois estávamos indo direto para lá. Confesso, me apaixonei, pela bodega vamos deixar claro! Tudo a ver comigo; lugar histórico com sua cultura preservada, vinhos incríveis, simpatia, um almoço de fogo de chão de lamber os beiços, melhor chegada impossível, que forma de começar essa visita a Patagônia, inesquecível.

A Humberto Canale existe desde 1909 e é não só pioneira na região, já passou daquela fase mais difícil que são os primeiros 100 anos (rs), mas é também uma das mais antigas vinícolas argentinas preservando muito bem sua história, se modernizando porém sem perder o contato com suas raízes. Há tempos que tinha curiosidade de conhecer seus vinhos e me encantei com o que provei e olha que foram bastantes!

Sem querer vos chatear com muitos detalhes, vou destacar alguns desses vinhos, os que mais me marcaram, porém todos os provados mostraram um nível de qualidade muito alto e para nos acompanhar nessa empreitada de dez vinhos o enólogo da casa, Horacio Bibiloni.

Intimo Sauvignon Blanc/Semillon – da gama de entrada, fermenta em separado para posterior blend em que a Sauvignon Blanc é majoritária (cerca de 60%) e parte passa levemente (3 meses) por madeira. De boa estrutura, foi um vinho que me surpreendeu por seu frescor, equilíbrio e complexidade coisas não muito comuns em vinhos de entrada.

Riesling Old Vineyard – uma enorme surpresa esse vinho que é elaborado com uvas de vinhedos muito antigos (1937) . Macio, fresco (particularidade dos vinhos desta zona), uma leve agulha, longo e muito elegante com notas sutis minerais e algo de limonada e maçã verde. Pena que por estas bandas custa o mesmo, quando não mais alto, do que alguns vinhos da Alsácia e Alemanha porque senão certamente apareceria de forma amiúde em minha taça. Gostei muito e não só do vinho, vejam se descobrem porquê?

Canale Riesling Old Vineyard

Os dois Pinots provados foram bem interessantes. O Canale Estate Pinot Noir mostrou boa tipicidade com um leve toque de barrica de segundo uso, boa fruta e muito equilibrado com alguma especiaria de final de boca. Já o Canale Gran Reserva é um belo Pinot com muita expressividade e deixou marcas.

Seus Gran Reservas Cabernet Franc e o Merlot são grandes vinhos que precisam ser conhecidos. Os dois são muito bons, mas o Merlot ganha um destaque especial, pois é muito marcante e fino, o melhor que eu já provei na Argentina. Certamente o Miles, do filme Sideways, não conhecia este vinho quando detonou a Merlot!!

Para não dizer que não falei de malbecs, a minha surpresa ficou com o Canale Estate Malbec (linha intermediária), que possui aromas pouco comuns á cepa, muita fruta fresca e especiarias, elegante com uma passagem de somente 20% em barricas que lhe dá suporte sem marcar o vinho. Muito bom, fino e mais uma bela surpresa.

Bem terminada a prova dos vinhos, lunch time! Parte dos vinhos provados vieram para a mesa, o papo corria solto e a comida de-li-ci-o-sa! Saladas e legumes irretocáveis, morcilla (adoro) muito boa, mas o cordeiro patagônico, meus amigos!!!! Tudo ótimo, gooood wines, e aí o Guillermo nos presenteia com uma das últimas 100 garrafas magnum comemorativas aos 100 anos da bodega, o Centenium. Um tremendo privilégio, um grande vinho digno do momento e uma nova paixão na minha vida, a Humberto Canale. Que bom que sou um homem de coração grande onde cabem muitas paixões!!

Só isso já era um dia cheio, mas lá vamos nós na van de novo, uma soneca de meia hora e chegamos em mais uma grande surpresa da viagem e ainda estamos no terceiro dia!! Del Rio Elorza, guarde esse nome e em especial, busque os vinhos de depois de 2012, porque neles há a mão de um jovem enólogo chamado Agustín Lombroni que possui uma filosofia diferenciada baseado na menor interferência possível, deixando os vinhos contarem suas histórias tal qual são., nem parece que tem 29 aninhos!

Nascida há dez anos, a bodega é boutique com uma produção variando entre 65.000 a 90.000 garrafas ano. Gostei bastante do Cabernet Franc ainda em barrica, bons malbec e Sauvignon Blanc com sur lie de 8 meses, mas caí de quatro mesmo, como a maioria dos presentes, por seu Verum Pinot Noir! O 2013 está divino, complexo, num estilo puro mais puxado para borgonha com menos extração e fruta mais fresca, mas o 2014 que provamos de tanque com uma leve maceração carbônica, foi uma experiência única a conferir depois que engarrafar. Busque no mercado a marca Verum (de verdadeiro) estampada em seus rótulos, vale a pena conhecer.

Ok, back to the van, e lá vamos nós a caminho de Neuquen e do hotel. Acha que acabou, acabou não!! Ainda tinha jantar com a Fin del Mundo. Isso, no entanto eu falo no próximo post quando compartilharei minhas impressões sobre essa vinícola e a NQN. Por enquanto, cliquem na imagem abaixo (para ver o slide show) e viajem comigo, mesmo que virtualmente, por mais essa etapa concluída.

Salute, kanimambo e sigo vos encontrando por aqui.

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Salvar

Espumantes, O Vibrante Mundo das Borbulhas

Champagne-Bubbles - Ministry of Alcohol                NOVA DATA 04 de DEZEMBRO

Para mim toda a hora é hora, curto demais esses vinhos cheios de vida que não precisam de nenhuma data especial para habitar minha taça. Aliás, como publiquei à dias, o consumo desses vinhos segue crescendo no mercado Inglês e batendo recordes, porém não é só lá não, por aqui também e cada vez existe mais gente produzindo e mais rótulos novos no mercado. O final de ano está aí, ao dobrar da esquina, e as compras nesta época disparam, mas você sabe o que comprar? Sabe o que é um Prosecco, um Espumante, um Champagne ou um Cava? Sabe as diferença entre os estilos; brut, doce, extra-brut, dry, extra dry, doce ou nature? Lambrusco é espumante?

Visando explorar um pouco desses segredos do mundo das borbulhas, neste próximo dia 27 de Novembro promoverei na Vino & Sapore uma degustação temática onde falarei um pouco dos métodos de produção e estilos do vinho, aplicando na prática a teoria apresentada.

Degustaremos e harmonizaremos com comidinhas, espumantes; brut, doce, extra-brut, nature, rosé e brancos, elaborados pelos métodos Charmat e Champenoise ou tradicional. Serão 8 espumantes no total que serão servidos ás cegas, exceção feita ao doce, para que você possa fazer sua própria avaliação sem a influência de rótulos, preços, origens e produtores.

Provaremos; Champagne, Franciacorta, Cava, Prosecco e Espumantes de origens brasileira, espanhola, italiana e francesa. Quer conhecer mais e desbravar esse mundo das borbulhas facilitando assim as suas compras de final de ano, então faça logo sua reserva através do e-mail: comercial@vinoesapore.com.br ou por telefone (11) 4612-6343. O valor, a ser efetivado antecipadamente no ato da reserva, será de R$120,00 por pessoa. Não deixe para a última hora, venha!

Argentina Dia Dois – Regiões, Características e Vinhos de Salta

Um pouco mais de 206 mil hectares plantados dos quais 95% na região de Cuyo que inclui Mendoza, San Juan e La Rioja, cerca de 3 % na região Norte que abrange Catamarca, Salta e Tucuman e na Patagônia o restante, 2%. Como vemos, uma tremenda concentração. Alguns dados que nos foram fornecidos eu não conhecia e outros só comprovei, porém gostaria de compartilhar alguns desses dados com os amigos e, se quiserem ler algo mais sobre os vinhos dessa região, eis links para uma série de posts sobre minhas experiências por lá há dois anos:

1 – Cada região e sub-região produz um pouco de tudo, porém a grosso modos algumas uvas se destacam mais em algumas regiões. Desta forma:

  • Mendoza – gera melhores Malbecs, Cabernet Sauvignons e Bonarda
  • San Juan – ótimos Syrahs
  • Patagônia – destaque para os Pinot Noir e os Merlots
  • Salta – grande ênfase na Torrontés porém ultimamente tem gerado ótimos Tannats e os já conhecidos bem estruturados Malbecs de grande altitude.

WofA map_english2 – Bonarda é um clone da uva francesa Corbeau, novidade para mim! Sabia que não tinha nada a ver com a cepa de mesmo nome italiana, porém essa origem me era desconhecida.

3 – Torrontés – esta emblemática cepa branca argentina é uma mutação de uva Criolla com a Moscatel de Alexandria. Mais uma que aprendi.

Isso e muito mais escutamos na palestra dobre a vitivínicultura argentina apresentada na inusitada Casa Umare, um hotel boutique único e exclusivo. Se quiser paz e sossego (sequer nome na porta tem!) com requinte, ótimo restaurante com sofisticada culinária e cave idem, este é o lugar e desde já o convido para um passeio virtual pelo seu site. Logo após, uma mini-feira com alguns produtores de Salta já que não conseguiríamos ir lá nesta viagem. Revi alguns e conheci outros mas eis um resumo com os vinhos que, para mim, se destacaram.

Colomé – três vinhos da bodega Amalaya que faz parte do grupo e está localizada em Cafayate. O bom e extremamente competitivo Riesling com Torrontés, o Dolce Late Harvest e o que mais me chamou atenção; o Corte Único. Este último é novo, blend de 90% Malbec e o restante de partes iguais de Cabernet Sauvignon e Tannat com madeira bem integrada, muita fruta e ótimo frescor. Tomei outros, porém foi o que melhor acompanhou meu almoço.

El Porvenir – trouxe 4 vinhos e parte deles já os conhecia de minha viagem a Salta em 2012. Dois Torrontés sob a marca Laborum, um com passagem em madeira e o outro não, tendo este último me agradado mais. O Laborum Tannat estava bom mas sua linha abaixo (Amauta) me pareceu melhor e o Amauta Corte III de Malbec com Cabernet Sauvignon mostrou ótimo volume de boca e equilíbrio, o meu destaque do que provei deles nesse dia.

Tukma – uma enorme surpresa pois nunca tinha ouvido falar deles ou seus vinhos. Vinhos de grande altitude numa região de muita pedra e um produção limitada a cerca de 120 mil garrafas. Um Sauvignon Blanc muito marcante produzido a 2670 metros de altitude, em Jujuy já quase fronteira com a Bolivia, mostrando grande mineralidade, aromas intensos e sabores explosivos na boca, em garrafas de 500ml devido á pouca produção, um Cabernet Reserva muito interessante um Cabernet Reserva muito interessante e um ótimo Gran Corte de apenas 5 mil garrafas. Agora, o que realmente fez minha cabeça foi o incrível Torrontés Tardio, um vinho extremamente saboroso, equilibrado, fresco e bem feito que me deixou querendo mais! Tivesse ele algumas garrafas lá e eu certamente compraria pois seria um ótimo encerramento para o final de minha Degustação da Mala no próximo dia 18.

Bodega el Esteco (mais conhecida aqui por Michel Torino) – vieram com apenas dois rótulos mas de grande nível. O Altimus eu já conhecia e há anos é um de meus blends (Malbec/ Merlot/ Cab. Sauvignon e Bonarda) preferido da Argentina com um preço razoável (creio que está casa dos R$125 a 140), mas me chamou muito a atenção seu novo lançamento o El Esteco Malbec 2012, belo vinho! Barricas muito bem usadas (12 meses), só de 2º e 3ºuso, menos extração, taninos sedosos e de muita qualidade, fresco e muito apetitoso com leve toque de especiarias, marcante e muito longo.

Para completar, um ótimo almoço na Casa Umare acompanhado desses vinhos e de todos os representantes das bodegas presentes. Mais uma festa de sabores e a qualidade que já é marca registrada da WofA em todos esses eventos que ela organiza.

À noite tinha mais, tinha tango no tradicional Café los Angelitos e o Deco conseguiu que levássemos uma garrafas que tínhamos comprado no dia anterior lá no Joaquin Alberdi. Mais uma série de ótimos vinhos onde o destaque, para mim, ficou com os ótimos Monte Cinco Petit Verdot e o Monteagrelo Cabernet Franc, show de bola porém não tomei nota, estávamos no tango, mas deixaram marcas!!

Mais um slide show (clique na imagem) com algumas fotos desse dia. Nos próximos vou postando um pouco mais dessas experiências e a próxima parada, Neuquen, Patagônia. Salute, kanimambo e até lá.

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Ribera del Duero na Taça – Briego Vendimnia Seleccionada

Provei este vinho neste último Sábado. Estava meio down e achei que para levantar o astral só abrindo algo que me surpreendesse. Não conhecia o vinho, porém as indicações eram boas então, what the heck, porquê abri-lo, porquê não, fui lá e filo! Corria o risco de ficar com o saco (desculpem o linguajar) ainda mais na lua porém foi uma escolha para lá de acertada!!

Briego vendimnia seleccionadaAo “descorchar”, os aromas já invadiram o ambiente, antes mesmo de servir na taça, o que me fez abrir um sorriso, meu dia estava a minutos de melhorar pensei, oba! Na taça mostrou que meu sorriso tinha razão de ser, que aromas intensos e sedutores, algo não muito comum a um 100% tempranillo, com muita fruta vermelha no nariz, um passeio no bosque! Na boca essa fruta aparece de forma fresca muito bem integrada com a pouca madeira (cerca de 8 meses) usada em sua elaboração. Taninos macios e finos, meio de boca guloso e de médio corpo, final que pede bis, um vinho apetecível e fácil de gostar numa faixa de preço muito parelha com que o vinho entrega de prazer, em torno dos R$80,00. Mais um tiro certeiro de meu amigo Juan Rodriguez da importadora Almeria. Estou com o crianza deles para provar, e esta experiência com o Vendimnia me deixou curioso!

Fiquei feliz com minha decisão e rapidamente meu astral melhorou. Um pouco depois meu neto chegou e aí pronto, foi a cereja que faltava para completar minha mudança de humor. Mais um bom vinho espanhol provado mostrando que as dificuldades econômicas deles fizeram que nos déssemos bem. Precisaram produzir melhor, com melhores preços e abrir novos mercados e nós acabamos nos beneficiando disso.
Salute, kanimambo e seguimos nos encontrando por aqui.

Degustando Taças

Participei novamente de uma pedagógica degustação de taças, desta feita com as taças da alemã Schott-Swiezel, líder no setor de restaurantes (Hotel & Food Service) e no ramo há mais de 140 anos. Uma das suas Taças schottprincipais características que a faz tão popular no setor de restaurantes e hotéis é sua elaboração com Titanium, sem o uso de metais pesados como o chumbo, o que lhes dá uma vida bem mais longa, mesmo sendo cristal, pois sua durabilidade e resistência são incomparáveis. Com uma produção de mais 70 milhões de taças e copos para todos os gostos e bolsos, já andou por diversos mãos aqui no Brasil, mas recentemente se associou comercialmente à Zwilling (showroom em Sampa na Oscar Freire) para a distribuição de suas taças no Brasil.

Fui convidado a testar três linhas de taças com cinco vinhos e eis o que achei desse gostoso experimento sensorial.

  • As linhas: Concerto, Classico e Fortissímo
  • As Uvas: Espumante, Sauvignon Blanc, Chardonnay, Pinot Noir e Cabernet Sauvignon.
  • O Experimento: provar o mesmo vinho na taça apropriada de cada linha proposta e ver qual melhor enalteceria sabores e aromas.

Bem, como sempre as opiniões foram diversas, porém compartilho com vocês, de forma bem sucinta, minhas conclusões por vinho:

Espumante – Foi servido o saboroso Lirica da Hermann Vinhos, brasileiro.Taças Schott Espumante

  • Taça Fortissímo – Aromas mais concentrados e intensos porém a perlage sumiu rapidamente
  • Taça Classico – Perlage mais dispersa assim como aromas
  • Taça Concerto – Perlage mais sutil e elegante assim como persistente, aromas marcantes e entrada de boca mais intensa realçando sabores. A MELHOR dos espumantes.(a da esquerda na foto)

Sauvignon Blanc – Foi servido o da Marichal de origem uruguaia.

  • Taça Concerto – o vinho sumiu rapidamente tanto na boca quanto nos aromas
  • Taça Classico – mais cremoso na boca, um efeito algo inesperado.
  • Taça Fortíssimo – mostrou bem mais o que vinho era. Intensificou aromas e sabores mostrando uma melhor presença de boca. A MELHOR para esta uva e este vinho.

Chardonnay – Foi servido um chileno da Terranoble e talvez a taça mais difícil de escolher. Depende muito do que cada um espera de seu chardonnay. Eu talvez ficasse com a Fortíssimo.

  • Taça Concerto – foi a que mais ressaltou a madeira presente e mostrou melhor presença de boca.
  • Taça Classico – a madeira mais equacionada, a fruta aparece um pouco mais, boca cremosa, fruta madura.
  • Taça Fortíssimo – a taça em que a madeira foi menos aparente, pungente com notas cítricas mais presentes.

Pinot Noir – Foi servido o vinho Catalpa, argentino produzido pela Atamisque.

  • Taça Classico – o álcool apareceu um pouco mais dominante tanto na boca quanto no nariz não ajudando a primeira impressão do vinho. Na boca foi neutro.
  • Taça Fortissímo – intensifica tudo projetando com maior intensidade aromas e sabores, mas também a madeira e o álcool mesmo que sem a mesma intensidade da anterior
  • Taça Concerto – Todo ele mais sutil e harmonioso, mostrando de forma elegante as características do vinho. A MELHOR para esta uva e este vinho.

Cabernet Sauvignon – Foi servido o Valdivieso Winemaker´s Selection de origem chilena.

  • Taça Concerto – destacou demasiado a piracina existente no vinho o que não me agradou.
  • Taça Classico –madeira, piracina (mesmo que menos que o anterior), álcool mais aparentes
  • Taça Fortíssimo – Aromaticamente mais harmonioso tendo a fruta aparecido na taça, algo que nas outras duas não tinha ocorrido. Tenho que confessar que o vinho não ajudou muito esta última análise (opinião pessoal) porém entre as três taças provadas, esta seria a MELHOR para esta uva e este vinho.

Conclusão > Uma prova deveras interessante que levaria a:

  • Comprar a Concerto para meus espumantes, já voltei a provar em casa e faz bastante diferença.
  • Comprar a linha Fortissímo para o restante dos vinhos como a taça que reproduz, em média, o maior equilíbrio dos vinhos.

A última coisa a comentar sobre estas taças de Tritan Crystal degustadas tem a ver com preço que, mesmo não marcando no dia, me pareceram bastante atraentes e chamaram minha atenção.

É isso, salute e kanimambo pela visita. Uma ótima semana para todos

Argentina de Sul a Norte – Uma Viagem de Descobrimentos

Foram dez árduos e intensos dias percorrendo 3850 kms da Patagônia a La Rioja, mais de 270 vinhos provados, mas o grande destaque foi a harmonização do grupo que se reuniu em Guarulhos sob a batuta do amigo Deco Rossi o homem da Wines of Argentina no Brasil. No post que publiquei a semana passada coloquei um slide show de uma visão particular além da garrafa, porém agora começo a falar de seu conteúdo e de quem os CAM00697faz. Foi um tremendo de um aprendizado e quanto mais ando pelos terroirs argentinos e conheço novos produtos e alguns dos personagens por trás deles, mais eu me de deixo seduzir pelas mudanças por qual passa a enologia dos hermanos.

Chegando em Buenos Aires, depois de um ótimo voo com a Lan Chile, foi deixar as malas no hotel e irmos direto nos encontrar com o Joaquin Alberdi em sua gostosa loja em Palermo Soho, a “JÁ”. Fazia uns dois anos que por lá não passava e ele andou trabalhando, mudou marca e pintou a loja então passamos reto, mas logo a encontramos até porque a rua tem poucas quadras. O Joaquin é uma personalidade única no mundo do vinho e aquele que der a demonstrar seu interesse de ver além do preço na garrafa, terá nele um embaixador dos bons vinhos da terra. Falo isso não porque seus preços sejam caros, estão em linha com a maioria, porém o atendimento vai muito além disso e a descoberta de coisas novas e inusitadas vale a visita por si só. Se tiver a chance, participe de uma de suas degustações com produtores (basta acessar seu site e ver a programação – em Nov. tem duas imperdíveis; Tacuil e Noemia).

O Didu, amigo e companheiro desta viagem, fez um belo post sobre esses momentos vividos com o Joaquin e vale muito a pena ver sua entrevista publicada aqui, já eu vou me ater a fazer alguns curtos comentários sobre esses vinhos provados dos quais alguns trouxe para a degustação de Vinhos da Mala (agora dia 18/11) visando compartilhar essa experiência com os enófilos e curiosos aficionados do mundo de Baco.

Passionate Wines Brutal Torrontés – Jovem e criativo enólogo , Matias Michelini junto com seus irmãos produz vinhos diferenciados e criativos não se atendo à mesmice! O nome da bodega já diz tudo, são vinhos elaborados com paixão e este, de sua linha de vinhos de experimentos chamada Inéditos, com baixíssima produção (600 garrafas), é um branco vinificado como tinto e não filtrado. Resultado, um vinho laranja! Irreverante, natural, intrigante, do tipo ame-o ou odeie-o. Eu curti, mas tem que ter a mente aberta!

Buenalma – um Malbec orgânico já algo evoluído, muito saboroso e baratinho. O Didu, louco que é por vinhos deste estilo, adorou. Pelo que sei, só tem na Argentina.

Gen del Alma Otra Piel – um blend, sempre eles (!), de Cabernet Franc, Cabernet Sauvignon e Pinot Noir sem passagem por madeira, pureza, frescor, sedução na taça um trabalho do irmão de Matias, Gerardo Michelini, num projeto solo com sua esposa. Longe de chegar no Brasil, produto vendido a conta gotas!

Achaval- Férrer Special Blend – estive na bodega em Agosto e não provei, daquelas coisas que só o Joaquin consegue trazer para sua vinoteca. Soberbo vinho digno da casa que o produz; robusto, complexo e perfeitamente equilibrado, um vinho guloso! Por enquanto ainda não está disponível por estas bandas

33 de Dávalos – soy incha desta bodega que produz tão somente umas 10.000 garrafas anuais e não é de hoje. Pedi para o Joaquin abrir algo deles, pensei no RD que já comentei aqui, mas ele estava animado e abriu este magnifico vinho que, por convicção e filosofia, não passa em madeira. Acho que poucos na Argentina trabalham tão bem as famosas piletas de concreto como Raul Dávalos em sua Bodega Tacuil (2650 metros de altitude) em Salta próximo à Colomé que, por sinal, já foi dele. Vinho de videiras muito antigas, pé franco, Cabernet Sauvignon com Malbec e cerca de 1000 garrafas produzidas que ficam essencialmente na Argentina, Suissa, França e Inglaterra tão somente. Mostra que para ter corpo e longevidade não há necessidade de madeira! Complexo, um vinho cheio de camadas a explorar e se deliciar!

De Angeles Cabernet Sauvignon – este pequeno produtor mendocino produz vinhos potentes e muito bem feitos sem qualquer geléia. Já conhecia seus malbecs e este Cabernet não nega a raça de seus irmãos, um belo e encorpado vinho para acompanhar um ojo de bife. Também não chega no Brasil.

Montesco Agua de Roca – do jovem e irrequieto enólogo Matias Michelini, mais um vinho que surpreende e bem que o Deco tinha avisado, branco diferente na parada! Um Sauvignon blanc que vem de vinhedos acima de 1500 metros de altitude em Gaultalarry ao pés dos Andes e sua mineralidade marcante originou seu nome. Talvez o melhor exemplar desta uva provada em toda a viagem, gamei!

Achaval-Ferrer dolce – a meu pedido, este delicioso e marcante vinho de sobremesa á base de malbec produzido pelo método passito italiano. Produção de cerca de 1500 garrafas ano que você compra em meia dúzia de lojas, se tanto, na argentina inteira e na bodega. Esse não falta na minha adega não!

Depois de oito vinhos deste naipe tomados mais a simpatia do Joaquin, difícil foi voltar para o hotel, porém o anfitrião (WofA) tinha armado um gostoso jantar no Puratierra regado a vinhos da Terrazas. Um destaque especial para o vinho de sobremesa um late harvest de petit manseng uma uva originária do Madiran no sudoeste francês e pouco conhecida por aqui. Bem amigos, este foi nosso primeiro dia porém não poderia terminar sem uma frase dita pelo Joaquin que me chamou a atenção, pois com seu jeito bonachão e divertido, ele diz algumas coisas que nos fazem pensar! Tudo bem, somos embaixadores e divulgadores dessa paixão que chamamos de vinho, porém os lugares que o vendem têm um certo “q” de bordel, pois ambos vendem prazer! É, acho que vou botar uma lanterna vermelha na porta da Vino & Sapore!!! Rs

Abaixo o slide show (clique na foto) com algumas imagens de nosso primeiro dia. Salute e kanimambo pela visita, um ótimo fim de semana para todos e segunda tem mais!

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Noticias de Nossa Vinosfera

Wine-globe 2Eis algumas noticias e curiosidades sobre este mundo regido por Baco.

A Carmenére faz 20 anos – Dada como extinta após a praga da filoxera, que dizimou vinhedos da Europa no século XIX, a variedade francesa foi identificada em terras da Viña Carmen, um dos reputados produtores chilenos. Originária de Bordeaux, a variedade foi redescoberta em meio a plantações de uva Merlot nas propriedades da Viña Carmen, a mais antiga e tradicional do Chile, fundada em 1850.

O feito coube ao ampelógrafo francês Jean-Michel Boursiquot que, fazendo uso da engenharia genética – uma novidade no campo da vitivinicultura na época –, decidiu investigar a fundo as uvas que teimavam em amadurecer tardiamente nos vinhedos chilenos de Merlot. Muito provavelmente, as mudas de Carménère chegaram ao país pelas mãos de produtores imigrantes misturadas a outras variedades francesas.

Em 1994, a Viña Carmen lançou o Carmen Grand Vidure-Cabernet Reserve, o primeiro vinho chileno produzido com a Carménère, ou “Grand Vidure”, como também é conhecida. Em comemoração aos 20 anos da redescoberta da uva, neste ano, a propriedade lançou o vinho comemorativo IIII Lustros (cada lustro representa um período de cinco anos), que não é comercializado por aqui e acho que só lá na bodega para conseguir provar essa preciosidade. Fiquei curioso!!

french Wine mapFrança volta a Assumir a Dianteira na Produção Mundial de Vinhos – Relatório deste ano da Organização Internacional do Vinho aponta a França como a maior produtora de vinhos do mundo e mostra outros dados da produção mundial.

Os relatórios das colheitas deste ano da Organização Internacional do Vinho (OIV) mostram a França em primeiro lugar entre os maiores países produtores de vinho do mundo. A França derrotou a Itália, que no ano passado ocupava o posto de maior produtora, mas em 2014 teve os rendimentos muito abaixo das expectativas em virtude das fortes chuvas que atingiram o país no mês de Julho. Segundo dados da OIV, são esperados 271 milhões de hectolitros para a produção mundial de vinhos deste ano, o que representa uma queda de 6% em relação ao ano de 2013.

Apesar de apresentar alguns problemas com o clima este ano, a França mostrou um aumento de 10% na produção em comparação ao ano passado. Houve também melhora significativa de 16% na Alemanha, com volumes atingindo a marca dos 9,7 milhões de hectolitros. Entretanto, na Espanha não houve variação nos níveis de produção, permanecendo na média do país de 37 milhões de hectolitros.

Fora da Europa, os Estados Unidos marcaram seu terceiro ano consecutivo de aumento na produção, com 22,5 m de hl. O Chile caiu 22%, a Argentina se manteve estável na marca dos 15,2m de hl, enquanto a África do Sul apresentou melhora de 4%, atingindo 11,4m de hl. Na Nova Zelândia, as metas foram superadas em quase 30% em relação ao anterior, e na Austrália houve tímida melhora, alcançando a marca dos 12,6 m de hl. (Fonte – REVISTA ADEGA – 24/10/2014).

Beaujolais Noveau está por “arrivar” – Todo ano, a terceira quinta-feira do mês de Novembro é aguardada pelos entusiastas do vinho. Na mesma data, no mundo inteiro, milhares de pessoas comemoram a chegada de uma nova safra, abrindo uma garrafa do Beaujolais Nouveau, o primeiro vinificado após a colheita. A tradição, que teve início em Lyon, na França, no século passado, hoje acontece em mais de 190 países, envolvendo uma megaoperação de logística.

Na Mistral, a estrela que estará presente em selecionados do país é o Beaujolais Nouveau de Joseph Drouhin, eleito o melhor Beaujolais nas degustações organizadas pela imprensa especializada no Brasil. Mesmo sendo um vinho jovem, nas mãos de um produtor perfeccionista, como Drouhin, o Beaujolais Nouveau pode ser um tinto muito agradável e frutado, saboroso e macio e com um sedutor aroma de frutas vermelhas, como cereja e framboesa. É um vinho feito para ser tomado levemente refrescado, combinando muito bem com os dias mais quentes e perfeito para acompanhar aperitivos, como frios e salsichão.

Neste ano, os dias ensolarados na região de Beaujolais permitiram um ótimo amadurecimento das uvas Gamay e, com rendimentos menores, a safra 2014 teve bagos de ótima qualidade e cascas espessas. Os Beaujolais Nouveau de Joseph Drouhin estão especialmente repletos de notas de frutas do bosque, com um caráter fresco e elegante. O Villages, elaborado com uma seleção ainda mais rigorosa, mostra mais camadas e concentração de fruta madura. Quer reservar o seu ou quer saber em que restaurantes o vinho estará disponível, então entre em contato com a Mistral.

Champagne-Bubbles - Ministry of AlcoholESPUMANTES ESTÃO EM ALTA – Espumantes estão desfrutando de uma fase inigualável de sucesso no mercado, sendo o Prosecco o de mais destaque nas vendas. Não é nenhum segredo que o comércio de espumantes no Reino Unido está aumentando a cada dia. Cerca de 110 milhões de garrafas foram consumidas no país só no ano passado e as vendas subiram 20% no segundo trimestre de 2014. Embora esse crescimento mostre pequenos sinais de queda, o mercado dos não-Champagne continua sendo dominado pelo Prosecco, levantando a questão sobre se há ou não mais espaço para as outras marcas se expandirem dentro do segmento.

Na última década, a categoria dos espumantes evoluiu muito, com o volume de vendas global do Prosecco ultrapassando o do Champagne pela primeira vez. Uma análise mais detalhada revela uma estrutura de mercado não muito equilibrada. De acordo com Nielsen, analista sênior da Natasha Kendall, os espumantes italianos vêm apertando a competição entre as marcas.
A italiana Prosecco e a espanhola Cava controlam atualmente 70% do mercado varejista entre elas. No panorama geral, as vendas de espumantes no Reino Unido movimentaram 500 milhões de libras nos últimos anos, enquanto as vendas de vinho enfrentam declínio gradual desde 2009. (Fonte – REVISTA ADEGA – 10/10/2014).

Salute e kanimambo.

Jantar Vínico Luso na “A Quinta do Bacalhau”

Dia 29/11 a partir das 20 horas – Wine Dinner promovido por mim no restaurante

“A Quinta do Bacalhau”.

Depois do grande sucesso da primeira edição realizada em Maio passado, vamos repetir a dose com vinhos e pratos diferentes numa harmonização única. Vejam abaixo o menu degustação e vinhos a serem servidos.

Boasvindas – Espumante Quinta Don Bonifácio Brut

Entrada – Salada Lisboeta (Grão de Bico e Bacalhau) e Bolinhos de bacalhau com o vinho verde Dona Paterna Trajadura/Alvarinho

1º prato – Rojões (carne de porco cortada em cubos), prato típico alentejano com o DFJ Touriga Nacional/Touriga Franca da região Lisboa.

2º prato – Cataplana de bacalhau (batatas e tomate) com o Grandes Quintas Reserva, um tinto do Douro

Sobremesa – Queque de Amêndoas, acompanha Porto Quinta do Infantado Tawny Reserva Dª Margarida

Serão servidos 100ml de cada vinho acompanhando o prato, exceto o Porto com 50ml. Preço de R$160 por pessoa (pagos no ato da reserva) com direito a água com e sem gás e o café ao final do jantar. Refrigerantes e outras bebidas serão cobradas à parte.

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As reservas estão limitadas a 40 pessoas e na última edição lotamos rápido então não hesite e garanta logo sua participação. O evento se dará a partir das 20:00 no restaurante que fica na estrada para Caucaia do Alto acesso pelo km 39 da Rodovia Raposo Tavares. Aguardamos seu contato tanto através do blog, na Vino & Sapore (comercial@vinoesapore.com.br) Tel. (11) 4612-6343 quanto no “A Quinta do Bacalhau” contato@aquintadobacalhau.com.br ou Tel. (11) 4616.5481.

Dicas do Mês, Programe-se

Este mês de Novembro certamente haverão um monte de oportunidades para degustar e aumentar a litragem dos amigos que, como sabem, é provando que se conhece vinho! Eis uma pequena amostra do que está por vir, garanta-se!

Encontro de vinhos curitibaDia 8 Encontro de Vinhos em Curitiba – organizado pelos amigos Daniel Perches e Beto Duarte, atuantes e competentes participantes de nossa vinosfera como blogueiros e outras atividades afins, esta é terceira edição do Encontro de Vinhos que apresentará intensa participação de produtores argentinos e brasileiros no evento, um time de 23 expositores que apresentarão ao público curitibano centenas de rótulos de vinhos para serem degustados.

Destes 23 expositores, 17 são produtores , “O interesse pelos produtores por feiras como o Encontro de Vinhos tem aumentado substancialmente a cada ano. É uma forma de consolidar a marca de maneira direta, frente a frente com o consumidor”, relata Daniel Perches.

“Outro dado relevante é a forma que esses produtores têm nos procurado: em grupos. Há alguns anos atrás, tínhamos uma demanda muito grande de produtores individuais que buscavam o evento como estratégia comercial. Hoje, as associações representativas possuem papel fundamental na promoção da imagem de países ou regiões vitivinícolas como um todo”, cita Beto Duarte.

Um exemplo é a Wines of Argentina, que realiza um trabalho de promoção dos vinhos argentinos no Brasil há mais de 20 anos sendo que, nos últimos anos, as ações têm se intensificado fortemente. “Os projetos e ações que executamos no Brasil tem um planejamento anual e com o objetivo de construir e reforçar a imagem dos vinhos, das vinícolas e também das diferentes regiões vitivinícolas argentinas. É uma estratégia que busca criar um diferencial competitivo frente aos demais países produtores.”, afirma Déco Rossi, Relações Públicas da WofA no Brasil.

Sobre o evento: dia 08 de novembro – das 14h as 22h no Hotel Lizon – Avenida Sete de Setembro, 2246, Centro. Ingressos: R$ 70,00 no local e R$ 60,00 pelo site. Sócios ABS, Centro Europeu e CCVB têm 50% de desconto. Acesse: www.encontrodevinhos.com.br

mala 12 em fibra IDia 13 Prova dos Vinhos da Mala do João. Na Vino & Sapore (Granja Viana – Cotia) a partir das 20 horas – A meia hora de Sampa (zona oeste), seis vinhos que selecionei durante minha última viagem á Argentina. Uma forma de compartilhar com os amigos um pouco desse saboroso garimpo trazendo coisas que não estão ainda disponíveis no Brasil e boa parte provavelmente nem virão. Veja mais aqui, mas fica o aviso, só sobraram 3 vagas das 12 disponibilizadas.

 

Dia 27 Degustação temática de espumantes – Uma oportunidade de conhecer um pouco mais sobre esse Champagne-Bubbles - Ministry of Alcoholborbulhante e festivo mundo dos espumantes, aproveitando que as festas de final de ano estão chegando. Tire suas duvidas e prove, ás cegas, oito espumantes de diversas origens. Presentes na taça estarão espumantes brasileiros, franceses (Champagne e Cremant), italianos (Proseccos e Franciacorta) e Cavas espanhóis, vinhos dos mais diversos estilos (Brut, Nature, Rosé, Doce e Extra-brut) e formas de elaboração (charmat, champenoise e asti). Ainda finalizando rótulos e fechando preço, mas garanta já sua cadeira fazendo uma pré-reserva já que as vagas serão limitadas! Envie-me um comentário, mande e-mail para comercial@vinoesapore.com.br ou ligue para (11) 4612-6343 ou 1143.

 

Dia 29 – Wine Dinner promovido por mim no restaurante “A Quinta do Bacalhau”. Depois do grande sucesso de nossa primeira edição em Maio passado, vamos repetir a dose com vinhos e pratos diferentes numa harmonização única. Vejam abaixo o menu degustação e vinhos a serem servidos.

Boasvindas – Espumante Quinta Don Bonifácio Brut
Entrada – Salada Lisboeta (Grão de Bico e Bacalhau) e Bolinhos de bacalhau com o vinho verde Dona Paterna Trajadura/Alvarinho
1º prato – Rojões (carne de porco cortada em cubos), prato típico alentejano com o DFJ Touriga Nacional/Touriga Franca da região Lisboa.
2º prato – Cataplana de bacalhau (batatas e tomate) com o Grandes Quintas Reserva, um vinho do Douro
Sobremesa – Queque de Amêndoas com ovos, acompanha Porto Quinta do Infantado Tawny Reserva Dª Margarida

Serão servidos 100ml de cada vinho acompanhando o prato, exceto o Porto com 50ml. Preço de R$160 por pessoa (pagos no ato da reserva) com direito a água com e sem gás e o café ao final do jantar. Refrigerantes e outras bebidas serão cobradas á parte.

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As reservas estão limitadas a 40 pessoas e na última edição lotamos rápido então não hesite e garanta logo sua participação. O evento se dará a partir das 20:00 no restaurante que fica na estrada para Caucaia do Alto acesso pelo km 39 da Rodovia Raposo Tavares. Aguardamos seu contato tanto através do blog, na Vino & Sapore (comercial@vinoesapore.com.br) quanto no “A Quinta do Bacalhau” contato@aquintadobacalhau.com.br ou Tel. (11) 4616.5481.

Por hoje é só, mas em pintando mais coisa na minha caixa postal eu aviso. Salute, kanimambo e aguardo você aqui, na Vino & Sapore ou em qualquer outro ponto de nossa vinosfera.

Montelena Chardonnay Extravaganza!

Quem sabe faz a hora! Ganhei no meu aniversário e o guardava para um momento especial então decidi neste Domingo transformar o dia num dia especial abrindo-o. Acredito que há vinhos que têm essa capacidade, o de transformar o momento, e este confirmou isso!

Montelena 2011Tá certo que o almoço a quatro mãos não ficou atrás, pescada cambuco com molho branco e espinafre (bom pra dedéu), parceiro ideal para as sutilezas e finesse deste vinho que em seus tempos áureos deu um pau nos grandes chardonnays franceses. Ainda há poucos dias conversava com alguns colegas amigos que diziam que o vinho tinha decaído bastante e não era mais o mesmo, mas quem sou eu para dizer algo. Eu o tinha provado há alguns anos e mais recentemente tomei o da safra 2010 que estava sublime e ainda não foi desta vez que ele me decepcionou.

Ok, não está tão bom quanto o 2010, talvez (pelo que me lembro) lhe falte a estrutura e volume desse, porém segue sendo, a meu ver e para meu gosto, um grande vinho que só sinto não ter bala na agulha para me deliciar com ele mais vezes, afinal o preço por estas bandas anda na casa dos R$400,00!! Para um frugal almoço de Domingo, convenhamos que foi uma tremenda extravagancia, mas que diabos eu mereço um carinho especial volta e meia! rs

Este vinho de origem americana se tornou famoso ao ter ganho o Desafio de Paris (quem ainda não viu o filme deve colocar isso na lista como “trabalho de casa”) entre os brancos o que deixou nossa vinosfera boquiaberta há época (1976) e lançou o vinho americano para o mundo. Eu não tenho esse gabarito e tão pouco a litragem de grandes vinhos brancos, especialmente dos franceses, para poder opinar, mas posso confirmar que é realmente um vinho de muita classe e melhor que ele só um Puligny-Montrachet 1ºer Cru que tomei há tempos e está ainda mais caro que isso. Cheio de sutilezas, madeira muito bem integrada e suave dando suporte à fruta abundante, sabores cítricos, lima, macã verde, acidez e mineralidade bem presentes, cremoso, ótimo meio de boca, complexo e longo, um vinho de muitas qualidades (vinho desse preço tem que obrigatoriamente ter, mas nem sempre mostram), que harmonizou muito bem com o prato e me deu muito prazer. Fez meu dia e vai deixar saudades! Valeu filhote, seu presente foi bem curtido, beijo.
Salute, kanimambo e seguimos nos encontrando por aqui.