João Filipe Clemente

“Llegando a Cuyo”

YO NACI EN CUYO,

DONDE SEGÚN MI ENTENDER

VIVIO ADÁN CON SU MUJER.

Y DIOS DIJO A SUS SERVIDORES,

CUANDO ME CANSE DEL CIELO

ME IRE A MENDOZA SEÑORES.

Precisa falar algo mais? Eu preciso dar uma passada nesse pedaço do mundo! O texto é parte da letra de uma canção folclórica Argentina em mais um chamado à vindima feito pelo Esteban Pérez Dacuña de El Malbec, um blog “lleno” de noticias sobre o universo do vinho no “Cono Sur”.

A Influência das Safras

                Até que ponto as safras são importantes? Difícil responder, pois depende muito das regiões e dos tipo de vinhos de que estamos falando. Todavia, pesquisei bem este assunto antes de escrever o post e, a conclusão a que cheguei é que, já foi mais importante, genericamente falando, do que hoje em dia. Mas vamos à matéria.

              Os anos das safras citados nos rótulos têm basicamente duas funções. Primeiramente a de indicar o ano da colheita, para análises futuras, e a segunda para determinar idade. Com relação a este tema de idade, já comentei o assunto em meu post sobre o “Quanto mais Velho Melhor”, ledo engano. Com relação ao ano da colheita, o que se busca obter é um indicativo da qualidade dos vinhos, em função da conjuntura climática e como ela impôs sua influência sobre o vinhedo. A tecnologia e novos métodos de manejo do vinhedo permitem que as influências de um mau ano sejam menos sentidas hoje do que à quinze ou vinte anos. Existem, no entanto, algumas regiões em que estas influências ainda são fortemente sentidas devido às características das plantações e, em especial, do tipo da uva cultivada. É o caso da Borgonha, já que a Pinot Noir é uma uva delicada e muito difícil de ser trabalhada e, consequentemente, a qualidade da safra é mais importante. Por outro lado, nem todas as zonas produtoras na mesma região se comportam igual e, uma nota genérica por país, nem sempre contempla as peculiaridades de cada região produtora. O importante é usar as tabelas com bom senso.

              As safras realmente fracas são cada vez mais raras e muito localizadas. De qualquer forma, o uso das safras na compra de seus vinhos deve ser feita de forma criteriosa já que, como nas notas de provas, devem ser interpretadas como meros indicativos de qualidade e não verdades absolutas e generalizadas. Um bom produtor pode produzir ótimos vinhos numa safra ruim, assim como o mau produtor poderá produzir péssimos vinhos numa safra ótima e é importante considerar este viés em sua análise.

               Consideremos o ano de 2002 que teve uma colheita considerada muito fraca em diversas regiões produtoras como  Itália (especialmente Toscana e Veneto) e Portugal (especialmente Bairrada), entre outros. Quer dizer que todos os vinhos produzidos nessas regiões nesse ano são ruins? Não, longe disso, mas que a produção geral gerou vinhos menos equilibrados, mais fracos e instáveis resultando em vinhos com menor potencial de guarda, lá isso é verdade.  Por outro lado, os Vinhos da Espanha em 2004 certamente apresentarão uma qualidade geral, bem superior aos produzidos na safra de 2002, o mesmo ocorrendo com os vinhos do Chile. Safras fracas, ou mais fracas, como a de 2002 foi nessas regiões, ocorrem cada vez mais espaçadamente, mas deve-se tomar cuidado, o indicativo não é bom e deve-se acender uma luz amarela. Se não conhecer o vinho e houver outras opções, jogue no seguro. Alguns bons produtores, todavia, por razões das mais diversas, logram colocar no mercado alguns muito bem elaborados e excelentes vinhos. Desta forma, não adianta ser xiita neste processo, há que se ter bom senso no uso da tabela de safras. Eis algumas dicas sobre este tema:

  • Em Safras mais fracas procure vinhos de bons produtores que, certamente, terão melhores condições de elaborar produtos melhores. Por outro lado, será uma boa oportunidade para tomar um ótimo vinho por preços melhores.
  • Em Safras boas, busque vinhos de produtores medianos já que a matéria prima certamente gerará muito bons produtos e o preço ficará bem abaixo dos grandes produtores que produzirão grandes vinhos com preços nas alturas.
  • Vinhos baratos, descompromissados, corriqueiros para o dia-a-dia, sofrem menos com as variações das safras que têm maior influência sobre vinhos mais evoluídos, de média e longa guarda. Não se preocupe muito com as safras quando comprar estes vinhos que foram elaborados para serem tomados jovens.

              De qualquer forma, a avaliação da safra, que pode sofrer variações ao longo do tempo, nos sugere que, ao encontrar na loja um mesmo vinho de safras diferentes, procuremos comprar a de safra melhor desde que a diferença de preço não o inviabilize.  Isto vale para todas as gamas de vinho, pois, as chances de que você estará comprando um produto de melhor qualidade, aumentam consideravelmente. Agora se estiver frente a frente com um vinho caro, mas desconhecido para você, de uma safra realmente fraca, a minha sugestão é de se certificar das qualidades do vinho antes da compra já que você pode estar entrando numa roubada, experiência pessoal! Para ajudar nesse processo de escolha,  clique com lado direto do mouse sobre a tabela abaixo, gentilmente cedida pela Mistral, e selecione “imprimir imagem”. Imprima, recorte e guarde na carteira, será sempre uma boa fonte de informação para dirimir eventuais dúvidas na hora da compra. Caso prefira, eis mais dois links para outras tabelas. A do Robert Parker  e a da Wine Magazine. Salute, que Bacco ilumine suas escolhas.

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Dois Franceses em Grande Oferta

             Gente, passei hoje pela BR Bebidas para fechar a lista de vinhos de Boas Compras Chile, País a que me dedicarei em Março, e tenho boas novas. Primeiramente o fato de que para este mês reuni um total de 11 lojas com mais de 60 destaques de vinhos do Chile. Terei que dividir em dois posts já que nenhum destaque se repete! Afora isso, o Fredo me passou duas grandes queimas de estoque que ele está fazendo.    

  • Um Chablis 2004, de Paul de Rejoly, por apenas R$55,00 e existem poucas unidades disponíveis. Válido até ao final de estoque.
  • Falando de poucas unidades, esta é única! Uma Magnum de Chateau Haut Brion 1996. Um vinho de exceção, um dos grandes Bordeauxs de um ano muito bom. Bem, com toda a sinceridade não tenho a mínima idéia de preço no mercado, mas o Fredo me garantiu que custa acima de R$7.000,00, bem acima. Tá, já sei, é um caminhão de grana, mas para um colecionador é um achado imperdível, apenas R$5.900,00!! É a ultima, “first come first served” e, se falar que viu aqui, acho que ainda tira mais algum. Quem se habilita?

Barão do Sul Garrafeira 2002, um belo tinto

               A Cachamoa, é um produtor Português da região de Terras do Sado que nos trás dois ótimos vinhos básicos, muito corretos que são o Barão do Sul tinto e branco os quais recomendei quando da coluna sobre vinhos Portugueses. São campeões no quesito custo x beneficio, vinhos de qualidade dentro de sua faixa de preços e próprios para o dia-a-dia. Após o grande sucesso alcançado pelo Barão do Sul Reserva, a vinícola lança uma edição limitada da versão Garrafeira 2002, seu top de linha.

               Deste topo de gama, a vinícola produziu somente 6.266 garrafas , todas numeradas, disponíveis para venda em todo o mundo! A Lusitana, em função da ligação com o produtor, importa com exclusividade o maior número possível delas para que você possa garantir a sua. O vinho foi produzido a partir das castas Syrah, Cabernet Sauvignon, Merlot e Castelão, todas provenientes da propriedade em Azeitão, ali entre Lisboa e Setúbal onde, por sinal, existe um queijo regional absolutamente divino. Após três anos, o vinho fica pronto e é colocado no mercado.

               Para apreciá-lo em sua melhor forma, você também precisa ser paciente, decantando-o e deixando-o respirar por no mínimo 50 minutos. Surpreenda-se! A importadora descreve este vinho como de aromas complexos, cheios de notas frutadas e vegetais; muita elegância na boca, com corpo presente e pujante. Desenvolve aromas terciários intensos, nomeadamente o café torrado. Por ser um vinho de grande personalidade e complexidade, aconselhamos a escolha de pratos igualmente marcantes, como um pernil assado, arroz de pato, bacalhau a Gomes de Sá, etc. Temperatura de consumo aconselhada: 17 ºC

  • Produtor – Cachamoa
  • Região –  Terras do Sado
  • País – Portugal
  • Composição uvas – Corte de Syrah, Cabernet Sauvignon, Merlot e Castelão
  • Detalhes Produção – 18 meses em barricas de carvalho Francês. E 18 em garrafa, quando então sai para o mercado
  • Teor de álcool – 13.6º
  • Safra – 2002
  • Preço médio em Março/08 – R$60,00

0-barao-garra-custom.jpg Foi um vinho que me impressionou de diversas formas. Primeiramente na prova, um vinho realmente complexo, de muito boa estrutura e equilíbrio, gordo, taninos presentes mas de grande elegância, bom nariz com boa  paleta de aromas que se confirmam na boca com toques balsâmicos e boa acidez resultando em um vinho fresco que convida a comer. Vinho de boa persistência que nos dá enorme prazer ao tomar e nos deixa um gostinho de quero mais na boca. Importante frisar que o vinho tem teor alcoólico comportado e muito bem incorporado, o que é um fator importante a se ter em conta nos dias de hoje.  Todas esta satisfação e prazer, são elevados à enésima potência quando nos é anunciado o preço, R$60,00. Não existe nada deste calibre a este preço no mercado. Definitivamente, não de Portugal! Um belo vinho, que me entusiasmou e que recomendo a todos os amigos de Falando de Vinhos, certamente uma Boa Compra e um vinho diferenciado. Decididamente, um vinho com personalidade própria que me deu enorme satisfação ao beber. A decantação e sugestão de pratos que a importadora fornece, são uma bela dica a ser  seguida, especialmente o arroz de pato e o pernil assado, aos quais adicionaria uma bela perna de cabrito ou, para quem gosta de pratos mais exóticos, um javali na pucúra!  $ smile1602.gifsmile1602.gifsmile1602.gifsmile1602.gif 

Para Além do Vinho – Mafalda

                Não falei que estava com a minha sensibilidade cultural mais á flor da pele? Bem, não exatamente nessas palavras, mas ….  Não sei porquê, mas estou meio nostálgico, saudades de Buenos Aires? Acho que lendo o diário da Helô me contagiei. Enfim, eis a Mafalda! Para quem não conhece, este é só um aperitivo para depois dar uma passada numa livraria e comprar o livro, Toda a Mafalda. Para quem conhece, mate saudades, tire o livro da estante e reveja a genialidade de Quino. Mafalda é uma personagem de quadrinhos, criado por Joaquín Salvador Lavado nascido em Mendoza (olha o elo aqui) em 17 de Julho de 1932, o genial Quino! Seus comentários e experiências são o reflexo de suas inquietudes sociais e políticas dos anos 60.

          Mafalda, nascida em 64, representa o inconformismo perante a humanidade, mas com fé em sua geração. Seus ódios mais aparentes são; a injustiça, as guerras, as armas nucleares, o racismo, as absurdas convenções dos adultos e ….a sopa. Entre suas paixões estão; os Beatles, a paz, os direitos humanos e a democracia. O que diferencia os gênios, da maioria de nós pobres mortais, é a capacidade de se manterem atuais após décadas. Imperdível, Mafalda e sua trupe; Filipe,  Manelinho, Miguelito, Susaninha, Gui, …. Um brinde a Quino, um brinde a Mafalda! Delicie-se com o aperitivo

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Vindima em Mendoza

Singela homenagem à Argentina, a Mendoza (que tenho ganas de visitar, mas ainda não me foi possível) e ao vinho que será produzido com as uvas que agora se colherão com o inicio da vindima que, El Malbec informa, começa na próxima semana.  Ainda dá tempo para quem quiser participar deste grande evento Mendocino.

Mercedes Sosa, Senhoras e Senhores, em El Sueño de la Vindimia.

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=cm5ZtGXIjnM]

Na parte da tarde tem mais. Fim de semana light, de imagens e sons!

Cueca Vinha Nova

            Este fim de semana, estou em clima de explorações culturais. Lindíssima a apresentação e interpretação de Los Charchaleros na Cueca de la Viña Nueva. Puro, e genial, folclore Argentino cantando as vinhas. A Cueca é um ritmo musical de raiz, originado no Peru com o nome de Zambacueca, que se espalhou por toda a região Andina. Semelhanças com nossos ritmos e danças  gaúchas não são mera coincidência! Na festa da vindima em Mendoza certamente se dançará muito ao som da Cueca, imperdível!

      [youtube=http://www.youtube.com/watch?v=gRrZ4XOsUdk]

Boas Compras II, Vinhos Argentinos

               Kylix, Av. Angélica – São Paulo, mais um novo parceiro que se junta a nós neste projeto de desmistificar o mundo do vinho e buscar “Melhores vinhos por Melhores preços”. Em breve farei um post somente sobre eles e a agradável loja com wine bar servindo refeições ao almoço. Local muito agradável, pequeno, aconchegante e simpático, com vinhos por preços muito interessantes. O Simon está sempre buscando trabalhar boas promoções e em Março, na seção Boas Compras, ele será mais um de nossos colaboradores que totalizarão 10! Deveremos juntar mais de 80 destaques de Boas Compras, acho que vou ter que dividir a matéria em dois ou três posts, yesss! Bem, mas vamos ao que interessa. Nosso contato foi depois da matéria da Argentina (Fevereiro) estar pronta e o post com Boas Compras ter sido editado, mas ………ainda estamos a tempo já que nunca é tarde para bons Vinhos a Bons preços! Veja aqui algumas boas dicas, comentários do Simon, e preços de vinhos Argentinos.

1) Septima Malbec 2004

Grupo Codorníu, que remonta ao século XVI na Espanha, escolheu a Argentina para construir a bodega Septima, sua sétima bodega naquele momento, o ano de 1999.  O vinho envelhece por 6 meses em carvalho francês e americano.

De R$ 24,50 por R$23,00, se  6 garrafas ou mais R$22,00 e a partir de 12 garrafas R$20,00.

2) Callia Alta Syrah / Malbec 06

Taninos redondos e finos, frutas vermelhas maduras, e  acidez equilibrado.

Decanter Magazine: Decanter World Wide Awards: Medalha de Prata (apenas 5 vinhos dos 112 argentinos degustados): “Vibrante. Nariz cremoso e saboroso. Muito equilibrado, gordo, fruta doce. Taninos muito bem trabalhados. Pegada agradável sem nenhuma agressividade

De R$27,90 por R$26,00, se 6 garrafas ou mais R$25,00 e  partir de 12 garrafas R$23,50

3) Passo Doble 2005

Passo Doble é um vinho argentino diferente de todos que você já provou. Este delicioso tinto é elaborado por Masi – o rei do Amarone e o grande mestre da passificação de uvas – utilizando a uva Malbec, a mais emblemática do país, cortada com a italiana Corvina, da região do Veneto. Como acontece com os saborosos tintos vênetos, a Corvina é parcialmente passificada, ou seja, a uva perde água em esteiras de palha, concentrando os açúcares. Quando estas uvas são adicionadas ao mosto, acontece uma segunda fermentação, resultando em um vinho concentrado e cheio de sabor. A ótima acidez o deixa fresco e seco, ideal para acompanhar diversos pratos. Para Jancis Robinson, ele é “extraordinário” e “great value”, “um vinho único, com um final de boca mais seco e sofisticado do que a maioria dos vinhos argentinos”. Excelente relação qualidade/preço! 

De R$45,00 por R$38,00, se 6 garrafas ou mais R$37,00 e  partir de 12 garrafas R$35,00

4) Catena  Malbec  2005

Um grande Malbec argentino, o Catena Malbec já se tornou um verdadeiro clássico, com uma elegância e um senso de proporção raramente encontrado em outros tintos de seu país. Já foi indicado como um dos “100 Melhores Vinhos do Mundo” pela Wine Spectator. 

Wine Spectator: 91 pontos (2002)
Wine Spectator: 90 pontos (2004) “Best Value

De R$56,00 por R$49,00 se 6 garrafas ou mais R$47,00 e  a partir de 12 garrafas R$46,00

5) Crios Rosé of Malbec 2006

Considerado o Rosé do Ano (05) pela Revista Gula – (Jan 07) e com avaliação do Wine Spectator em  86 Pts na safra de 2005. Aroma de frutas vermelhas e corpo médio e aveludado. Tem boa acidez, portanto bom frescor .

De R$43,00 por R$38,00, se 6 garrafas ou mais R$36,00 e  a partir de 12 garrafas R$34,00

6) Kinien Tinto Malbec 2003

86% de uvas Malbec (10% de uvas Cabernet Sauvignon e 4% de uvas Merlot) com 14  meses em barril de carvalho francês de primeiro uso.

De cor vermelho intenso com matizes violáceas Em nariz apresenta aromas de frutas vermelhas e também as especiarias como pimenta e canela. Toques florais e empireumáticos. O carvalho francês da caráter e complexidade sem tirar a suave doçura dos taninos do Malbec. Na boca é um vinho complexo, intenso com taninos equilibrados além de notas tostadas. Wine Spectator 90 pts.

QUE RUFEM OS TAMBORES, O SIMON ENDOIDOU!!

De R$145,00 por R$75,00, se 6 garrafas ou mais R$72,00 e  a partir de 12 garrafas R$70,00

Os pedidos deverão ser feitos por  telefone, ou e-mail, e só serão entregues ou retirados na loja a partir de 3 dias após o pedido.  Veja os dados da Kylix em “Onde Comprar”.

Promoção válida até 08/03/08 ou final dos estoques

Essência do Vinho 2008- O melhor do Vinho e Gastronomia em Portugal

               O Essência do vinho – Porto 2008 oferece aos visitantes a oportunidade de experimentar e saborear vinhos de todo o mundo num ambiente divertido e interativo. Serão mais de 300 produtores nacionais e estrangeiros presentes e cerca de 2500 vinhos em prova. O maior evento do mundo enogastronômico Português!

               Há literalmente milhares de vinhos para provar, para além de uma multiplicidade de atrações, onde os visitantes podem participar, aprendendo de forma ativa, seja um iniciado ou seja um “connaisseur”. A atmosfera informal, amigável e relaxada permite-lhe colocar qualquer questão relacionada com vinho a alguns dos maiores especialistas nacionais e internacionais!

               É o local perfeito para desmistificar o maravilhoso mundo do vinho. Será agora, do dia 6 a 9 de Março no Palácio da Bolsa, na lindíssima cidade do Porto, mas se estendendo por toda a cidade que vive e respira o evento de forma intensa. Quatro dias de estripulias e luxuria enogastronomica, mais uma semana viajando pela região do Douro e outros pontos de gande interesse turistico em Portugal. Certamente 10 dias maravilhosos para quem tenha o previlégio de ter a disponibilidade financeira e de tempo, para uma viagem certamente inesquecível! Já está no meu “Wish List” para 2009, vamos ver se dá?! Quem sabe abro uma conta no banco para receber doações? rsrsrs

               Pelo que vi no programa, é um evento muito extenso e interessante, com provas de produtos extraordinários. Deixe-se guiar pelos maiores especialistas numa experiência única onde terá a oportunidade de provar vinhos exclusivos numa verdadeira aula e de tornar-se um conhecedor exigente.

6 Março | Salão Árabe | 18h00

 

COLHEITAS INESQUECIVEIS
BARROS | BURMESTER | CÁLEM | KOPKE

Pedro Sá (Enólogo Sogevinus)

Kopke Colheita 1935 Branco
Barros Colheita 1935
Burmester Colheita 1937
Kopke Colheita 1941
Burmester Colheita 1944
Cálem Colheita 1957
Cálem Colheita 1961

7 Março | Sala do Tribunal | 19h30

PORTO FERREIRA
O MELHOR DOS SÉCULOS XIX E XX

Luis Sottomayor (Enólogo Ferreira)

Ferreira 1863
Ferreira 1917
Ferreira 1947
Ferreira 1966
Ferreira 1978
Ferreira 1994

Achou pouco? Tem mais. Junto com o Essência do Vinho tem o Essência Gourmet que é um complemento fundamental, sem um não existe o outro. Aliás, bem que a Expovinis podia adotar este formato eliminando Cachaças e Epicure!

ESSÊNCIA DO GOURMET

Mais de 20 Chefes convidados

               No mundo dos vinhos, que é vasto e oferece múltiplas escolhas, não existem verdades absolutas nem regras rígidas e qualquer combinação que seja do seu agrado será, no limiar do prazer de cada um, a combinação ideal e desejada. A verdade é que existem formas de potenciar um vinho através da gastronomia e de enaltecer os sabores pela companhia do vinho apropriado.

              O Essência do Gourmet irá dar-lhe todas as orientações pela mão dos melhores chefes, nacionais e estrangeiros, para que possa experimentar e desfrutar das imensas sensações que um bom vinho proporciona.Essência do Gourmet será novamente uma das principais atrações da edição de 2008 do Essência do Vinho. Durante 4 dias, o Porto será o centro gastronómico do país

Arena Gourmet e Mercado Gourmet

O vinho está ligado aos prazeres da vida e um verdadeiro “gourmet” sabe apreciar o que a vida tem de melhor. Na zona central do Mercado Ferreira Borges, no Arena Gourmet, produtos de qualidade preparados ao vivo por chefes. No Mercado Gourmet também presentes os melhores cafés, chocolates, “patés”, azeites, vinagres, queijos, compotas, etc.,

Harmonizações no Gourmet Gallery

Porque a comida e o vinho são inseparáveis. Descubra com famosos chefes de cozinha os contrastes que intensificam os sabores ou quais as melhores combinações para uma degustação perfeita. Venha ampliar a sua experiência sensorial na sala Gourmet Gallery criada especialmente para esta ação.

A BLUE WINE ,  será a revista oficial deste grande acontecimento, estando prevista a divulgação das atividades paralelas, dos produtores, enólogos e chefes presentes. À semelhança do ano anterior, será organizada a prova TOP 10 DE VINHOS PORTUGUESES, composta por um júri internacional de jornalistas/críticos da especialidade.

Para quem pode, ainda dá tempo. Veja o programa completo aqui

Espumantes Nacionais – Degustando às cegas

               Há poucos dias, tive a grata satisfação de participar de uma degustação às cegas de espumantes nacionais, na Portal dos Vinhos que, para quem ainda não conhece, é uma loja simpática, com bons preços e muito bem montada, ali no Morumbi, atrás do Open Center próximo ao condomínio Portal em São Paulo (detalhes em “Onde Comprar”). Primeiramente, para não pairarem duvidas sobre degustações às cegas, não, não se degusta com viseira / tapa-olho ou coisas do gênero. Brincadeiras à parte, as garrafas têm sua identidade escondida por um pano, papel alumínio, qualquer coisa que evite que o degustador possa ter visão do que está provando e, desta forma, esteja isento de quaisquer influências externas à bebida em si. Isto posto, vamos ao que interessa e razão de ser deste post. Dentro os vários estilos de espumantes provados, Moscatel, Rosé e Brut, é sobre este últimos que quero me estender. Tínhamos quatro rótulos a provar;

  • Vallontano Brut – método charmat, corte de chardonnay e pinot noir.
  • Pizzato  Brut 2007- método champenoise, corte de chardonnay e pinot noir.
  • Dal Pizzol Brut, o qual estava muito curioso para conhecer, método champenoise, corte de chardonnay, pinot noir e sylvaner.
  • Marco Luigi Reserva da Família 2005 também método champenoise, mas um corte de chardonnay, pinot noir e merlot.

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Para minha surpresa, todos já sabem o quanto gosto dos produtos da Marco Luigi, o embate foi vencido pelo Dal Pizzol Brut, inclusive com meu voto, confirmando as boas criticas que tenho lido, deixando quase que num empate técnico, o Marco Luigi e o Pizzato que, para mim foi uma enorme e grata surpresa, em segundo lugar (por apenas um pontinho em minha ficha de avaliação), e o Vallontano por ultimo, mesmo sendo o mais apreciado pelas senhoras presentes, desculpe Zé Roberto. Mais importante que o resultado, saber quem ganhou, creio que o importante é salientar a confirmação do quanto os nossos espumantes melhoraram, se destacando em qualquer prova internacional e, no quesito qualidade, dando um baile nos nossos hermanos Sul Americanos, Chile, Argentina e Uruguai.

                   Atingimos um nivel médio de qualidade, muito bom e, esta prova só veio comprovar isto. Olha que eu ainda não mencionei outros produtores como; Cave Geisse, que nosso amigo Leandro elegeu como o melhor do Brasil e eu, faltosamente, ainda não consegui provar, Casa Valduga que está com uma coleção grande de espumantes, provei o Prosecco Premium que está muito bom, o Salton Evidence, Marson Brut, Miolo Millésime, Chandon do Reserva Brut ao Excellence, etc. A nível geral, um ótimo padrão de espumantes que fica atrás de poucos no universo produtor mundial, com preços bem convidativos. Outro fator interessante, a criatividade Brasileira em ação tanto no Dal Pizzol como no Marco Luigi, com a adição de uvas não tradicionais no corte de espumantes, com resultados muito positivos.

            A pergunta que se faz quando se lê noticias como esta é; se não produzimos muito bons vinhos tranqüilos, especialmente brancos, como explicamos o nível de qualidade de nossos espumantes? É vero? Primeiramente sim, é verdade, nossos espumantes estão num ótimo patamar de qualidade. Quanto á busca de respostas à segunda pergunta, foi buscando respostas que me deparei com estas colocações do mestre Saul Galvão na edição de 06/12/2007 do caderno Paladar do jornal o Estado de São Paulo que, creio, elucidam bem a situação. “Os fatores que conspiram contra o vinho tranqüilo são, exatamente, aqueles que favorecem o espumante. Para um bom vinho de mesa, a uva deve amadurecer ao ponto ideal, armazenar bastante açúcar, acidez e cor nas cascas, no caso dos tintos. Quando o tempo ameaça, os agricultores cortam as uvas antes do tempo ideal, gerando vinhos de mesa com pouco álcool, pouca estrutura e alta acidez. Esses “defeitos” no vinho tranqüilo são virtudes para a elaboração de espumantes. È bom lembrar que a região de Champagne também é de clima difícil e seus vinhos tranqüilos não costumam ser atraentes”. Como ele diz, é na hora da adição das bolinhas que o “pato vira cisne”!

            Moral da história. Está esperando o quê para começar sua viagem pelos inúmeros rótulos de qualidade produzidos em nossa Terra Brasilis? Só aqui, já há pelo menos três dicas interessantes, mais os Cave Geisse que o Leandro tanto adora, meus posts anteriores sobre espumantes também trazem diversas outras sugestões, a internet está cheia de diversas provas e opiniões, é só querer. Que tal começar seus jantares com amigos, aquele bate-papo e carteado com um espumante? Não precisa esperar festa nem ocasião especial nenhuma, temos variedade, qualidade e preço que permitem que este néctares sejam mais comuns em nosso dia-a-dia, então vamos aproveitar! Tem para todos os estilos, gostos e bolsos, é só começar a viagem, os prazeres estarão garantidos por Bacco e nossos esmerados produtores. Salute!