João Filipe Clemente

Boas Compras III – Loire/Borgonha/Rhône

             Este é o ultimo post com Boas Compras do mês de Julho. Nele, destaco três vinhos da Vinea Store, quatorze vinhos que são destaque no portfolio da Mistral, assim como alguns vinhos que os nossos amigos da Casa Palla disponibilizam na loja. Mais uma vez, juntei aqui alguns ótimos vinhos e achados imperdíveis. A escolha não é fácil em função de tantas opções, no total foram mais de 50 destaques, mas esse “problema” só cabe a você resolver. Que Baco lhe ajude no processo. Vamos aos vinhos:

Vinea Store – O portfolio não é enorme, mas é muito bem escolhido. No caso dos vinhos Franceses desta região, há três opções de muito boa qualidade, sendo uma delas um verdadeiro sonho.

  • Cotes-du-Rhône Grand Mont de Philippe Bouchard 06* (Vinea Store), pronto e muito agradável de tomar. Um corte elaborado com Grenache, Syrah e Cinsault, que exala aromas de frutas vermelhas, na boca se mostra cheio, médio corpo, taninos presentes bem equacionados mostrando que pode melhorar na garrafa apesar de já estar pronto para beber. O final é longo, muito saboroso, levemente apimentado. Preço R$69,00.
  • Savigny-lès-Beaune, 1er Cru Clos de Guettes 03 (Vinea Store) que é difícil de descrever. Tentei fazê-lo em um post específico, não sei se consegui, mas resumindo em poucas palavras é mais um daqueles vinhos que você não sabe se ”funga” ou toma e, na boca, é a personificação da elegância, um maravilhoso e inebriante néctar, sonho de qualquer enófilo. Por R$276,00, é um achado perto de outros que há por aí. Não é para todos, mas para quem pode pagar esse preço por um vinho e tem uma queda por vinhos sedutores, a escolha é esta!
  • Hautes Cotes-de-Nuits 05 (Vinea Store) fui surpreendido por este vinho, também produzido por Philippe Bouchard, e mais uma vez me senti “fisgado”. Não tem a mesma intensidade aromática e complexidade do Savigny, mas é um vinho que ainda te seduz pelo nariz. Depois, na boca, só vem confirmar as promessas olfativas resultando num vinho muito equilibrado, de taninos finos e boa acidez, num conjunto muito redondo e saborosíssimo final de boca de longa persistência. Um vinho encantador e muito, mas muito agradável por um preço que, acho, já dá para aprontar uma estripulia, R$133,00.

 

Mistral, como esta importadora trabalha com os preços fixos em Dólar, seus preços estão muito competitivos. Para efeito deste post, usei uma taxa conservadora de R$1,63, mas do jeito que vai ….! Isso resultou em pelo menos uns quatro rótulos que são verdadeiros achados e compras imperdíveis por sua excelente qualidade e preço baixo.

  • Cotes-du-Rhône Belleruche Rouge 05, um vinho respeitadíssimo no mercado, muito regular e o desta safra está especialmente bom. Encorpado, rico, denso, muito equilibrado e longo. Uma pechincha por R$46,00.
  • Vouvray 06 de Guy Saget, um branco do Loire elaborado com Chenin Blanc que achei muito agradável e saboroso, com um estilo bem diferenciado tipo “off dry”. Preço R$44,00
  • Domaine Faively Bourgogne 05, um outro Borgonha genérico muito bem elaborado, uma ótima forma de entrar neste mundo da Pinot Noir. Preço R$65,00.
  • Joseph Drouhin Bourgogne Rouge 05, mais um dos bons Borgonhas genéricos, entre os que mais gosto. É muito rico de aromas e sabores, muito redondo e macio na boca. Preço R$70,00.
  • Saint Joseph Deschants Rouge 04 de Chapoutier, um belíssimo vinho com muita personalidade. Toda a tipicidade da Syrah, com boa presença de fruta vermelha e nuances florais. Um vinho complexo que surpreende por R$74,00 sendo que o da safra 2006 está quase US$20 mais caro.
  • Paul Jaboulet Ainé Cotes-du-Rhône Parallel 45 Rouge 05, umas das melhores barbadas desta região. Um vinho consistentemente bom, não é um blockbuster nem tem a mesma complexidade do Belleruche, mas é um vinho muito agradável de tomar. Preço, incríveis R$39,00. Dizem que o branco também é muito interessante.
  • Domaine Baumard Coteaux-du-Layon Carte d’Or 04, agora estamos num outro patamar de qualidade e o preço é uma verdadeira pechincha pelo que o vinho oferece. Um vinho de sobremesa surpreendente, sofisticado, fino, suave, muito bom equilíbrio entre a acidez e doçura, um achado por R$60,00.
  • Domaine Baumard Quarts de Chaume 00, este é um vinho de exceção, um verdadeiro néctar, um vinho de sobremesa que é, por si só, a sobremesa! Difícil descrever todas as sensações, o enorme prazer que é desfrutar deste néctar. Só R$146,00, já o da safra 06 custa US$70 a mais. Divino!
  • Cotes-du-Ventoux Les Travers 04 de Paul Jaboulet Ainé, vinho leve, bem frutado, taninos finos, retrogosto algo especiado, fácil de agradar. Preço R$35,00, realmente uma pechincha.
  • Joseph Drouhin Moulin a Vent 06, um Beaujolais de estirpe nobre, mostrando que podem-se fazer belos vinhos com 100% de Gamay. Nariz sem muita intensidade, porém cresce na boca com bastante complexidade e uma certa sofisticação. Preço R$73,00.
  • Louis Jadot Convent des Jacobins Rouge 03, nariz intenso com frutas vermelhas, leve para corpo médio, bem equilibrado e final de boca de média persistência. Preço R$87,00
  • Domaine Faiveley Mercurey Croix Jacquelet Rouge 05, muito saboroso, boa estrutura, denso, rico, um vinho de grandes qualidades por um preço muito honesto, R$75,00.
  • Alain Graillot Crozes-Hermitage 05, É um vinho raro e disputado, com uma verdadeira coleção de notas altas e prêmios da imprensa internacional. Rico, potente e complexo, incrivelmente longevo, uma especialidade. R$107,00
  • Vouvray Sec Le Haut Lieu 05 de Domaine Huët, mais um vinho muito especial. Do Loire, o melhor Chenin Blanc que eu me lembro de ter tomado. Um elixir dos Deuses, um vinho de enorme frescor e muita complexidade de sabores e aromas. Literalmente, um baita e exuberante vinho. Preço R$97,00.

 

Casa Palla, o nosso amigo Ricardo nos enviou cinco rótulos de vinhos bastante acessíveis. Não os conheço, mas veja a descrição dada pelos importadores. Os preços, como sempre, são muito competitivos.

  • Masson Dubois Cote-duRhône, um corte de sete uvas da região, aromas de frutas vermelhas marcam este vinho tinto de corpo médio. Preço R$25,00.
  • Masson Dubois Bourgogne Pinot Noir, no nariz é frutado com toques de carvalho. Macio, de corpo médio e boa persistência, é um vinho jovem e agradável. R$39,90.
  • Masson Dubois Chablis, fresco, exuberante e intensamente frutado, mostra aromas cítricos e frutas brancas, corpo médio e boa persistência. Preço R$64,90. Este me deixou bem curioso.
  • Abel Pinchard Chateauneuf-du-Pape, vinho potente, quente, cheio, harmônico com um bouquet de framboesa, elegante e sedoso. Preço R$99,00.
  • Georges Duboeuf Cote-du-Rhône, de acordo com o Ricardo, uma fruta bem definida, saborosa, médio corpo e final de boa persistência. Preço R$41,90.

Salute, kanimambo e boas compras.

Endereços e Telefones para contato, encontre na seção  “ONDE COMPRAR”  

 

Região Vinícola de Cotes-du-Rhône

              Com este post, termino o detalhamento das regiões Francesas objetos de estudos e pesquisa neste mês de Julho. Esta região, que alguns chamam, pela tradução ao Português, de Ródano, é marcada por extremos. O Norte (região setentrional) é frio, repleto de morros rochosos, uma massa de granito e xisto com vinhedos encravados em suas encostas. Nesta região do norte, florescem, quase que exclusivamente, as cepas Syrah e Viognier. O sul (região meridional), por outro lado, é quente e formado por planícies cercadas de montanhas, sendo responsável por cerca de 90% dos 80.000 hectares de vinhas plantadas em toda a região de Cotes-du-Rhône. Afora Syrah, no Sul plantam-se, principalmente as; Grenache, Mourvédre e Cinsaut. No total, são cerca de 6000 vinhedos nas mãos de aproximadamente 2100 produtores, cooperativas, negociants e associações. Mais detalhes poderão, também, ser encontrados em meu post anterior sobre a França.

            Cerca de oitenta e cinco por cento dos vinhedos da Cotes-du-Rhône, estão divididas entre 12 principais AOCs mais as denominaçãoes Cotes-du-Rhône e Cotes-du-Rhône Village. Ao Norte as principais são Cote-Rotie, Hermitage, Cornas, St. Joseph, Crozes-Hermitage e Condrieu. Já ao Sul, encontramos Chateauneuf-du-Pape, Gigondas, Vaqueyras, Tavel, Lirac e Cotes do Ventoux. Vejamos um pouco melhor estas denominações:

  • Cotes-du-Rhône é uma denominação genérica representando praticamente 53% da produção total. Pode ser produzido em qualquer parte da região desde que sejam cumpridas as especificações da AOC que, neste caso, determinam que nos tintos seja usado um mínimo de 40% da cepa Grenache. São cerca de 171 comunas com 40.000 hectares de vinhedos gerando vinhos muito interessantes, que devem ser tomados jovens, entre três a quatro anos de vida.
  • Cotes-du-Rhône Village, somente um total de 96 comunas estão autorizadas a ostentar esta denominação, mas só 19 podem acrescentar seu nome à denominação. Entre as mais importantes estão Rasteau, Beaumes-de-Venise e Cairanne. São cerca de 9600 hectares de vinhas plantadas representando cerca de 9% da produção total da região. Aqui encontramos alguns vinhos de grande qualidade, que ganham com um pouco mais de guarda estando melhores se tomados entre três a quatro anos podendo, nos melhores casos, envelhecer por mais uns três ou quatro. A AOC determina que um mínimo de 50% de Grenache deverá ser usado no corte.
  • Cote-Rotie – com cerca de 2.9% da produção, encontra-se localizado no norte do Rhône, produzindo um vinho único, elaborado com um corte de mínimo 80% de Syrah e um máximo de 20% de Viognier uma cepa que, originalmente, é usada na produção de vinhos brancos.  Os melhores vinhedos estão nas escarpas conhecidas como; Cote-Blonde, de vinhos mais elegantes e aveludados, e Cote-Brune, com vinhos mais austeros de maior guarda. Em alguns casos podemos encontrar a inscrição Cote-Rotie Brune-Blonde, indicando um corte com uvas de ambas as regiões. São vinhos que, quando jovens, são encorpados e algo duros, porém quando envelhecem, sete a oito anos, se tornam vinhos sedutores, aveludados e plenos de finesse. Por isso, são cobiçados no mundo inteiro e, consequentemente, caros.
  • Condrieu – com apenas 0,15% da produção total, é uma região onde se elaboram praticamente só vinhos brancos à base de Viognier. São vinhos encorpados, de buquê intenso para serem tomados jovens. Os poucos tintos são perfumados e muito elegantes.
  • Saint Joseph – produz cerca de 1,2% dos vinhos da região, basicamente tintos à base de Syrah. Vinhos de muito boa qualidade, aromáticos, de boa estrutura, densos e elegantes. Prontos para beber após uns dois anos da safra e podendo durar quatro, cinco ou seis anos dependendo do produtor.
  • Hermitage – uma das mais nobres e pequenas AOCs , se restrigindo a uma colina com cerca de 140 hectares de vinhedos, mas terroirs muito diversos. Vinhos potentes, longevos que começam a apurar, de acordo com Saul Galvão, após o 10º ano. Elaborado com Syrah, se permite o corte com até 15% das uvas brancas Marsanne ou Roussanne embora, na prática, seja pouco usada. Responde por apenas 0,15% da produção.
  • Crozes-Hermitage – terras planas em volta das colinas de Hermitage. Respondendo por 1.8% da produção da região, é uma opção aos caros vinhos de Hermitage.  Quase
  • Cornas – finalizando as principais AOCs do norte do Rhône, onde a Syrah é rainha e atinge seu apogeu. Com somente 0,12% da produção do Rhône, esta appelattion produz vinhos modernos, de boa intensidade de fruta, caráter longevo e de grande concentração. Elaborados exclusivamente com Syrah, são vinhos viris, que necessitam de tempo para apurar, pelo menos uns seis a sete anos.

  • Gigondas – já no Sul do Rhône onde começam a brilhar outras cepas. Quase que só vinhos tintos de assemblage, firmes e longevos, elaborados com um corte de Grenache (principal com até 80%)e Mourvédre e Syrah (minímo de 15%) necessitando de um mínimo de quatro a cinco anos para apurarem. Existe uma pequena produção de Rosé. A produção total atinge cerca de 1.19% da produção da região.
  • Vaqueyras – mais vinhos tintos de assemblage em que a Grenache segue sendo a principal protagonista junto com Mourvédre e Syrah. Os tintos são responsáveis por 97% da produção, 1% de rosé e 2% de brancos. Os tintos são complexos, encorpados para serem consumidos entre quatro a seis anos. A região é responsável pela produção de 1.4% do total do Rhône.
  • Chateauneuf-du-Pape – o vinho mais importante e prestigiado do Sul do Rhône, respondendo por cerca de 3% da produção. Muito prestigiado e de grande conceito, são vinhos de grande complexidade, ricos, cor intensa, aromáticos, poderosos, de teor de álcool alto (a appelattion é a mais seca da região) e longevos devendo ser tomados após o quarto ou quinto ano e podendo, os melhores, evoluir até uns 10/12 anos ou mais. Na sua composição podem ser usadas até 13 cepas, mas dificilmente um produtor as têm todas em seus vinhedos. A legislação não determina porcentuais mínimos ou máximos por cepa e, cada produtor tem sua receita. Isto gera uma qualidade muito irregular e estilos variados de vinhos, também em função da diversidade de terroirs. Os mais leves e menos conceituados, podem ser tomados mais jovens entre dois a três anos e não devem envelhecer muito. O alto relevo das armas Papais nas garrafas, costuma ser uma boa indicação de qualidade. As principais uvas usadas, uma mistura de cepas tintas e brancas, são; Grenache, Syrah, Cinsaut, Mourvédre, Counoise, Clairette, Bourbolenc, Roussane, Picpoul, Vaccarèse, Muscardim, Terret Noir e Picardan. Apesar de 97% da produção ser de tintos, vem crescendo a de branco que, dizem, ser muito bom devendo ser tomado jovem.
  • Tavel – com cerca de 1,15% da produção da região, quase que exclusivamente terra de vinho rosé. Produzido das principais uvas da região mais Carignan, é conhecido como o Rei dos Rosés.
  • Lirac – região de produção de brancos, rosés e tintos elaborados com a maioria das uvas da região. Os tintos são frutados e elegantes, necessitando de uns quatro anos para apurarem. Representa cerca de 0,62% da produção da região.
  • Cotes du Ventoux – a mais recente denominação da região, está localizada ao redor do Mont Ventoux, com 1900 metros de altitude, com vinhas incrustadas em até 500 metros nas suas encostas. É uma região bem mais fria, com amplitudes térmicas maiores, gerando vinhos frescos, frutados e de boa acidez porém não muito longevos. O melhor, consumir estes vinhos no máximo entre cinco a seis anos. São quase 6000 hectares plantados com as principais uvas da região mais Carignan que não pode ultrapassar 30% do corte. Aqui se produzem tintos, brancos e algo de rosé, perfazendo cerca de 8.7% da produção total do Rhône.

Das diversas denominações das Cotes-du-Rhône, saem alguns vinhos ícones da produção Francesa com preços fora do alcance da maioria. É, todavia, daqui que também saem alguns dos grandes achados de vinhos Franceses que cabem em nosso bolso. Na minha opinião, é por aqui que ainda podemos nos esbaldar em alguns ótimos vinhos Franceses sem perder as calças no processo, nem fazer grandes rombos no bolso. Cotes-du-Rhône, Languedoc-Roussillon e Loire são três regiões que merecem ser exploradas por seus sabores, seus aromas e seus preços. Dizem que a Provence também está nesse nível, mas como quase nada conheço da região, a não ser por um ou outro gostoso rosé, não me aventurarei a tecer opiniões. Próxima parada, depois do mês do Dia dos Pais, será Itália.

Salute e kanimambo.

Boas Compras II – Borgonha/Loire/Cotes-du-Rhône

              Um dos bons e diversificados portfolios de vinhos Franceses disponíveis no mercado, é o da Expand, com rótulos para tudo o que é gosto e tamanho de bolso. Mas não é só a Expand, a Decanter tem uma vasta lista de opções assim como a Mistral. As lojas apostam menos nos vinhos desta região, pela própria complexidade de rótulos e preços muitas vezes caros, optando por investir em vinhos de maior segurança do ponto de vista comercial. Neste segundo post do mês com vinhos destas regiões, separei alguns destaques tanto da Expand como da Decanter que são muito interessantes e têm um preço que os faz serem Boas Compras. São dezenove rótulos para você comprar sem medo de ser feliz!

 

Expand, uma loja de importadora que dispensa apresentações. São trinta anos de pioneirismo com vinhos de muita qualidade, diversos rótulos bem caros e excelentes, porém com muitos rótulos que cabem no nosso bolso e, nem por isso, nos satisfazem menos. Eu provei diversos.

 

  • Albert Bichot Bourgogne Pinot Noir Vieilles Vignes 05, um dos meus Bourgogne genéricos preferidos, mostrando boa fruta madura no nariz, com nuances florais, harmônico e saboroso final de boca com taninos aveludados. Preço R$68,00, um dos melhores para vinhos desta denominação (apellation).
  • Albert Bichot Bourgogne Chardonnay 05 Vieilles Vignes , no ponto para ser tomado, é um vinho muito balanceado, leve floral com nuances minerais e bastante agradável e fresco na boca. Preço R$69,00.
  • Albert Bichot Chablis 05. Como todo o Chablis, não é um vinho barato, mas considerando-se o produtor e o restante dos preços no mercado, este até que está com um preço bom, R$98,00.
  • Bourgogne Blanc Chardonnay 06 do Chateau de Fuissé-Jean Jacques está com um bom preço e deve ser provado, R$68,00.
  • Domaine Fournier Pére et Fils Sauvignon Blanc 05, Vin de Pays (VdP). Esta cepa, no Loire, produz vinhos realmente deliciosos e de muito frescor. Este, possuí ótima acidez, paleta aromática de boa intensidade com nuances florais, elegante e muito saboroso na boca. Uma boa opção para quem quer tomar um vinho de qualidade, de maior sutileza e finesse do que habitualmente está disponível nos vinhos do Novo Mundo. Preço R$55,00.
  • Chateauneuf-du-Pape Vieux Telegraphe Telegramme 05. Este produtor é muito conceituado e respeitado na região, produzindo vinhos de muita qualidade. Neste caso, o vinho obteve 91 pontos da Wine Spectator e, para um vinho desta AOC com este currículo, o preço até que é camarada, R$215,00, mesmo que não para o meu bolso.
  • Guigal Cote-du-Rhône 04. O da safra de 2003, que foi o que tomei, apresentou médio corpo para encorpado, muita elegância, taninos finos e elegantes, com boa acidez e longo final de boca com um retrogosto lembrando especiarias. Acredito que o 2004 não seja muito diferente, tendo obtido 87 pontos da Wine Spectator. Preço R$68,00, que é um ótimo preço.
  • Cote Rotie Brune et Blonde 03 de Guigal. Guigal é conhecido como o papa dos Cote Rotie, vinhos caros e únicos que são um corte de Syrah com a uva branca Viognier. Tradicionalmente, os vinhos desta região são caros e este é um rótulo “mais em conta” desta AOC e deste excelente produtor. Preço R$328,00.
  • Albert Bichot Brouilly 05, no ponto para ser tomado, R$65,00.
  • Albert Bichot Beaujolais-Village 06, os Village são Beaujolais de maior qualidade produzidos na parte norte da região e, com este preço, acho que vale a pena provar. R$45,00, uma pechincha.

Decanter, importadora com sede em Blumenau, Santa Catarina, tem um portfolio muito interessante. Abriu uma loja maravilhosa em São Paulo, faz umas duas semanas, vale a visita pois está muito bonita, decorada com muito bom gosto e um projeto muito feliz da arquiteta responsável. Final do dia faça seu Wine Hour lá, já que o wine bar é de primeira. Deles, destaquei os seguintes rótulos, começando pelo Loire:

  • Pouilly-Fumée Mademoiselle de T 05. A minha experiência com a cepa Sauvignon Blanc se divide, agora, entre AT e DT, ou seja; antes de Mademoiselle T e depois de T. Realmente é um vinho que está em outro patamar. Paleta aromática de grande intensidade e complexidade, absolutamente sedutora que nos faz abrir um enorme sorriso. Na boca é de um enorme frescor, intenso, frutos cítricos, uma boa dose de mineralidade em perfeita harmonia e elegância. Um vinho inesquecível e apaixonante. Preço R$99,00
  • Domaine du Salvard Cheverny Le Vieux Clos 06. Outro belo exemplar de um vinho branco do Loire, só que este é um corte de Sauvignon Blanc  com uma pitada, cerca de 15%, de Chardonnay. Médio corpo, harmônico, complexidade de aromas e na boca é um cativante “blend” de sabores e sensações com o frescor da Sauvignon Blanc e a cremosidade e riqueza do Chardonnay, belo e encantador vinho. Preço R$63,70, imperdível.
  • Bourgogne Pinot Noir 05 de Domaine Antonin Guyon. Produtor muito conceituado sediado em Savigny. Este é o rótulo de entrada em seu portfolio. Preço R$92,70.
  • Savigny-les-Baune 03, mais um vinho de Antonin Guyon, este estrelado no Guide Hachette 2007. É de uma denominação (AOC) de que gosto muito, tradicionalmente produzindo vinhos de grande elegância e muito aromáticos. Preço R$178,30.
  • Bourgogne Pinot Noir Vieilles Vignes 06 do Domaine Pierre Labet. De bom volume, tipicidade e complexidade, embora fácil de beber. Preço R$79,30.
  • Hautes Cotes-de-Nuits Bec à Vent 04, com duas, entre três possíveis, estrelas no Guide Hachette 2007. Preço R$112,70.
  • Petit Chablis 06, mais uma opção de Chablis abaixo de R$100,00 o que não é fácil de encontrar. Este ganhou duas estrelas no Guide Hachette 2007 para quem este petit Chablis ainda se tornará grande! Preço R$82,80.
  • Beaujolais-Village 06, com uma estrela Guide Hachette 2007, é um vinho com alma da região mas elaborado por Christoffe Coquard que possui uma vasta experiência no Novo Mundo com passagem pelos Estados Unidos, Nova Zelância e África do Sul. No mínimo, um vinho diferenciado. Preço R$51,80.
  • Beaujolais Juliénas 06, mais um vinho da Maison Coquard, de uma região que, tradicionalmente, gera vinhos de boa estrutura, elegantes e bem frutados. Este deve estar no ponto e obteve “meras” três estrelas no Guide Hachette. Preço R$65,50.

É isso, mais uma boa lista de vinhos Franceses que você pode comprar sem sustos. Na Sexta publicarei o ultimo desta série de posts com Boas Compras do mês. Enquanto isso, mais informação, detalhes sobre a região do Rhône e “otras cositas más”! Salute e kanimambo.

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Almoçando e Jantando em Portugal

               Pensando bem, devia ter escrito e publicado este post no inicio do mês já que poderia ter gente indo para lá nas férias. De qualquer forma, guarde para a próxima. Portugal tem uma das mais deliciosas e ricas gastronomias do mundo, com um custo comparativamente baixo. Uma boa dica para quem estiver programando uma viagem por lá, é pesquisar o blog (link aqui do lado) Krónicas, que tem sempre interessantes posts sobre o assunto. Por outro lado, tive algumas ótimas experiências ao longo dos três anos que viajei por lá a negócios, que gostaria de compartilhar com os amigos.

  • A começar por Vila Nova de Gaia, terra das caves do Vinho do Porto, um passeio imperdível com links também aqui do lado. Ali, existe um pequeno restaurante familiar, bem ao estilo das melhores tascas portuguesas. Comida, simples, saborosa e farta. Ameijoas à Bulhão Pato, Sardinhas Assadas e muitos outros acepipes e pratos da deliciosa e tradicional cozinha Portuguesa. É a Casa Adão na Av. Ramos Pinto 252, que margeia o rio e o cais.
  • No Porto, para quem quer uma excelente e requintada refeição, não pode deixar de passar no Dom Tonho. O nome é esquisito, mas a comida e serviço, são impares. Está localizado num restaurado e muito aconchegante armazém de bacalhau no Cais da Ribeira. Se puder, reserve uma mesa no andar de cima próximo á enorme janela panorâmica de onde se avista o rio Douro e o cais. Bem mais caro, sendo outra proposta, mas um lugar a ser visitado. Lá, comi um polvo assado no forno acompanhado por um Alvarinho, que foi de lamber os beiços. Isso, sem falar das entradas em que uma sardinha escabeche estava dos deuses. É caro, mas é uma experiência que deve ser vivida pelos gourmets de plantão. www.dtonho.com
  • Ainda perto do Porto, um lugar bem diferente e, ao mesmo tempo, bem característico de Portugal. É o 1715, anexo á Capela de Santo Antonio na Ribeira da Venda, construída em, em, em ……. 1715! É um pequeno vilarejo chamado Argoncilhe saindo da EN 1. O lugar é lindo e a comida, bem, esta é especial. Lá comi um dos pratos que mais me marcaram, um Javali na Púcara com Castanhas Portuguesas. Escoltado por um Quinta da Bacalhôa 1996 e com a companhia de meu bom amigo José Eduardo Oliveira, companheiro da maior parte destas experiências enogastronômicas, foi de agradecer aos Deuses, de joelhos, por terem me brindado com esse privilégio. Absolutamente divino! www.restaurante1715.com.pt   
  • Perto de Coimbra, na beira da Estrada, um dos mais tradicionais restaurantes de Portugal, o Pedro dos Leitões. Imperdível e não se esqueça de escolher um bom vinho da Bairrada para acompanhar. É bom demais!  www.pedrodosleitoes.com
  • Chegando já perto de Lisboa, em Cascais onde não me negaria a morar, um restaurante divino sobre as rochas com o mar batendo e levantando espuma. Lugar idílico e muito especial. Só pelo local, já vale a visita. Ali, um dos melhores peixes no sal que já tive oportunidade de comer, tendo como entrada uma deliciosa Sapateira. Não, não vou falar o que é uma Sapateira, só que é uma iguaria imperdível. Passear ali pela costa; em Estoril, Cascais e Gincho é um deleite para os olhos e para a alma. www.montemar.pt . Mais barato, menos sofisticado, mas igualmente delicioso, o Restaurante Mar do Inferno, também é uma ótima opção na região
  • Ainda em Cascais e estando com uma certa disponibilidade financeira que lhe permita uma estripulia, passe um fim de semana no Hotel Albatroz. Um dia você janta no Montemar e no outro aproveite o fantástico restaurante do hotel. Uma experiência para ser, preferencialmente, compartilhada com alguém muito querido. Não há palavras para descrever e, certamente, será inesquecível.
  • Em Lisboa, existem algumas dezenas de excelentes locais para se comer, alguns muito conceituados no mundo gastronômico. Eu gosto mesmo é do Caseiro. Carne de Porco à Alentejana, é mais uma daquelas estranhas iguarias Portuguesas que mistura carne de porco cortado em cubos com ameijoas, ou vongoli como o conhecemos por aqui. Estranho? Muito, mas absolutamente divino! O problema é que esse é um prato que minha tia faz à perfeição, então o páreo é duríssimo. No Caseiro, encontrei uma que faz bonito. Melhor, fica do outro lado da rua da Fábrica de Pasteis de Belém, na Rua Belém, 35. Se você começou a viagem pelo Porto e passou por todas estas experiências gastronômicas, então você termina o almoço no Caseiro e role até á Fábrica onde desfrutará da sobremesa dos Deuses, saindo do forno quentinho. Acompanhe com um cálice de Vinho do Porto. Duvido que você consiga comer um só!! Para fazer a digestão, vá, a pé, visitar o Mosteiro de Jerônimos, Torre de Belém, e todo aquele pedaço incluído-se o novo Centro Cultural.
  • Para terminar, do outro lado do rio Tejo, um restaurante especializado em peixes, de primeiríssimo nível, e uma vista deslumbrante, Lisboa. Do lado de lá do Tejo, em Almada, um restaurante que encanta pela vista maravilhosa, pela comida deliciosa e por uma carta de vinhos impecável. Restaurante Amarra ò Tejo. Não vá sem reservar, fica no Jardim do Castelo – tel. 212 730 621. Ali comi uma estupenda Açorda de Camarão seguida de uns Filetes de Peixe-galo devidamente escoltados por um vinho á base de uva Loureiro que, pelo que me lembro, foi um Quinta do Ameal. Muito bom, os preços dos vinhos são bem acessíveis, margens comportadas, e a carta é ótima. Uma maravilha!!
  • Ainda existe Évora, no Alentejo, terra de bons vinhos e ótimas comidas. No caminho, não deixe de conhecer a Quinta da Bacalhôa, ali bem pertinho de Almada. Em Évora, o famoso Fialho, o Aqueduto, Luar de Janeiro, Tasquinha do Oliveira e o Lis, estes todos recomendação de um amigo que volta e meia anda por aquelas bandas. Eu ainda preciso terminar meu aprendizado por aquelas bandas.
  • I.S.P.   e três quilos mais pesado, mas FELIZ!!!

         Gente, fiquei com fome e com saudade, já faz dois anos que por lá não ando. Chega, vou abrir uma garrafita de um bom vinho Português e relembrar os bons momentos vividos com a família e os amigos em terras de Portugal. Salute, kanimambo e Bom Apetit!

Mais Vinhos da Semana, or not ….

               Realmente não são vinhos da semana, são vinhos dos 10 dias, como o Luiz comentou, ou vinhos da quinzena, como o meu filho os chamou. Sei lá, não vem muito ao caso, são vinhos que venho tomando ultimamente e pronto. Desta vez, não tive uma semana muito feliz, não tomei nenhum vinho, por melhor que fossem, que me despertasse um grande prazer. Não daqueles que me fazem pular, querer dançar, de deixar aquele gostinho de quero mais na boca. Não sei se foram os vinhos, se fui eu que não estava na minha melhor semana, o que sei é que os vinhos ficaram aquém do esperado. Não que fossem ruins, muito pelo contrário, mas acho que, em alguns casos criamos tamanha expectativa, que os resultados acabam não chegando aos pés do esperado. Acho que também teve um pouco disso, mas vamos lá, chega de lero e falemos de vinho.

TEMPUS Cabernet Sauvignon 04, comprei em uma garrafa no WalMart por duas razões. A primeira porque a minha amiga Helô comentou em seu blog que provou um Merlot, na verdade era esse que eu queria, e que gostou muito. A outra razão, é que eu tinha tomado um Tempus Pleno, um blend, de que gostei bastante. Este Cabernet possui especiarias bem presentes, taninos equacionados, num final de boca em que surgem nuances terrosas. Não me encantou, mas dá para tomar, agora preciso provar o Merlot. No super, comprei por algo ao redor de R$17,00. 

 I.S.P

Hecula 2004 , um vinho para quem gosta de concentração, boca cheia e intensidade. É um vinho Espanhol da região de Yecla, elaborado com 100% da cepa Monastrel. Aromas ainda fechados, algo de frutas negras com nuances de tostado. Na boca é denso, encorpado, taninos ainda bem presentes e um delicioso final de boca com boa persistência. Depois da primeira taça, decantei por uns 30 minutos e o vinho cresceu muito.Vinho que pede comida, um belo leitãozinho ou um bom churrasco creio que serão excelentes parceiros. Um belo vinho que ficará melhor ainda com mais um ou dois anos de garrafa. Foi a segunda vez que o tomei, e só veio confirmar a qualidade e satisfação encontrada da primeira vez. Este eu retirei da adega, mas na Kylix está por R$62,00. 

I.S.P$ 

Salute, kanimambo e uma ótima semana para todos!
Angélica Zapata Cabernet Franc 2002, o terceiro varietal que provo desta excelente linha de produtos elaborados por Catena Zapata. Sou gamado no Malbec e no Cabernet Sauvignon, que é outro ótimo vinho, mas me desapontei um pouco com este. Talvez porque o padrão encontrado nos outros dois ser tal, que ficamos logo na expectativa de mais um blockbuster, o que ele, a meu ver, não é. Isto não quer dizer que seja um vinho desprovido de qualidades, muito pelo contrário, é um belo vinho, só não está no mesmo patamar que os outros dois, para o meu gosto sejamos claros. Os aromas são intensos, boa estrutura, acidez um pouco baixa, taninos maduros e macios, bem balanceado, e levemente apimentado no final de boca. Absolutamente pronto para beber não devendo, em minha opinião, ser guardado por muito mais tempo. Esta garrafa também saiu da adega, mas pelo que pesquisei, está por aí em torno de R$90,00.
I.S.P.
 
Marco Luigi Gran Reserva Cabernet Sauvignon 2003, mais um vinho que provo deste bom produtor nacional de quem sou fã. São diversos os rótulos provados e todos realmente muito saborosos, bem feitos, que me agradam sobre maneira. O ultimo provado foi o Reserva da Família Merlot que é um vinho encantador. Isto sem falar nos espumantes e no Conceito Tempranillo. Finalmente cheguei no top de linha, um vinho recém escolhido para a carta do Cerimonial do Planalto. Não me empolgou, não como o Merlot, o que me causou estranheza. Para o meu gosto está demasiado maduro, taninos praticamente inexistentes demonstrando um aparente envelhecimento precoce provavelmente produzido por uma guarda de má qualidade. Tenho que refazer esta prova com outra garrafa já que, neste caso, não emitirei qualquer opinião mais concreta, ou índice de satisfação, por poder incorrer em uma tremenda injustiça e tenho demasiado respeito pelo produtor, para fazer algo assim. Por outro lado, as avaliações de especialistas o dão como, realmente, um belo vinho. Voltarei com ele muito em breve! Aguardem.

 

 

 

 

 

 

 

Tributo a Pedro & Inês

São alguns feedbacks que recebo que me fazem seguir adiante com esta coluna. Algums são verdadeiras preciosidades, como este que virou post. Lembram-se do post que fiz sobre Pedro e Inês, quando dos dias dos namorados. Pois bem, não é que a Zulmira é descendente direta deles e nos deu alguns enfoques e testemunho familiar sobre os dois e seu exemplar amor! Achei que valia um post, então eis a íntegra do comentário recebido:

“Quero dizer que gostei muito da tua coluna e tudo que escreveste sobre D Pedro e D Inês, corresponde ao que ouvi em conversas da família ( pai, avó, tias e primos). Sou descendente direta, por parte de meu pai, deste grande amor, somos da linhagem de João, Duque de Valença e Campos, filho do meio do casal. Por motivos políticos aqui estamos em terras brasileiras. Meu pai era um estudioso deste romance que de fato existiu, este Romeu e Julieta lusitano, trágico e lindo. Minha avó Maria Clara herdou castelos e terras em Portugal, tinha muita documentação um pouco está conosco e outro tanto com parentes. Como Comendador do Vaticano, meu pai tinha a confirmação que eles realmente casaram-se secretamente em 01.01.1353 na Igreja de São Vicente em Bragança e o fato que a Igreja Católica NUNCA haver contestado este acontecimento, apesar de todos os atritos de D.Pedro com a Igreja na época, é a confirmação deste fato. A mãe de D. Pedro, D. Beatriz reconheceu em seu testamento os filhos do casal os citando como Príncipes e chamando-os de Príncipes Infantes, desta forma legitimando-os.

Minha avó sempre contava que eles eram muito felizes e que se amavam muito. Já haviam se conhecido no Castelo de Albuquerque quando eram pequenos, uma vez que eram primos, e quando queriam que ele casasse com Bianca de Castela , ele a refugou e pediu ao pai para casar por AMOR com Inês. O impedimento que alegavam para prejudicar o amor deles é de que eram primos, mas tanto Bianca como Constância, sua primeira mulher eram suas primas também, portanto o motivo era 100% político.

Sobre Inês o que sei é que era loira de olhos verdes, magra, pele muito clara, muito alta para a época, da altura de D Pedro. A Rainha Beatriz (sogra) em carta para uma parenta próxima teria comentado sobre a beleza de D Inês e o encantamento de D.Pedro, chamando-a de deusa  “e tu sabes o que acontece quando os Deuses descem a terra”… Dizia-me minha avó, que Inês estava grávida quando foi degolada, o que está retratado nas imagens do tumulo dela, tornando a dor dele maior ainda! Foi essa terrível dor, que fez com que ele mandasse arrancar o coração dos algozes de sua amada, um pelas costas e outro pela frente, para que sentissem o que ele havia sentido, que ele sem ela era um homem sem coração, porque o haviam arrancado dele.

A expressão “agora a Inês é morta” é do desolado D. Pedro em sua imensa tristeza. O fato é que Dom Pedro quase enlouqueceu, passava as noites vagando pelas ruas, mesmo no inverno, fazia fogueiras para se aquecer e o povo lhe trazia vinhos e comidas tentando animá-lo, cantando e dançando perto dele, morreu cedo aos 49 anos, era um pai extremamente carinhoso com Beatriz, João e Diniz filhos dele com Inês. Sei, também, que ele era um Rei extremamente justo, sem fazer distinção entre pobres e ricos, muito eficiente na gestão do dinheiro público e extremamente honesto. Tenho muito orgulho e muita emoção de descender dele, de Inês e deste grande amor! Um grande homem, uma linda mulher, uma linda uma linda estória de amor, e nós como testemunhas vivas ….”

É isso gente, hoje fui mero passageiro e mensageiro neste post com o qual presto um tributo aos protagonistas desta linda história. Legal o que a Internet nos proporciona! Um pouco de história e cultura não fazem mal a ninguém e aqui está um pouco da história viva passada por gerações. Dizem que quem vive do passado é museu, no entanto, é estudando o passado que podemos; melhor entender o presente, evitar repetir erros, enfatizar os acertos e projetar o futuro. Salute ao amor, salute aos atos e atitudes que fazem história, salute Maria Zulmira e seu irmão Antonio Manuel, dignos e orgulhosos descendentes desse exemplo de dedicação e comprometimento entre duas pessoas que se amam.

Até Segunda, bom Domingo e kanimambo.

Pedro & Inês, lembram?

                 É, pessoal, lembram da história de Pedro & Inês? Pois bem, não é que fui contatado por descendentes diretos do apaixonado casal!! Pô, fiquei super emocionado e feliz da vida, amanhã publicarei o Post com os comentários recebidos. Na Segunda, mais Boas Compras do Loire/Borgonha e Rhône, depois, Vinhos da Semana, uma deliciosa harmonização de um Chardonnay com Fondue de Queijo, Gastronomia em Portugal com dicas de bons restaurantes por aquela bandas, enfim, montão de coisas que espero sigam agradando ao amigos que prestigiam este blog. Forte abraço, bom fim de semana e nos vemos por aqui.

Salute e kanimambo!

Harmonização

               Tem comido muita carne de caça? Um javalizinho, um cervo? Você não é chegado em carne de caça, tá bom entendo, então um Ratatouille, um franguinho trufado, filé de bisão ou um filé à Wellington? Também não?! Uma enguia defumada? Também não? Talvez um ensopado Irlandês, uma Shepperd´s Pie ou, ainda, Kedgeree, Gougère, Rodovalho, Sachertorte e Satay? Não, não baixou a pomba gira! Imagino que a esta hora você não tenha a menor idéia do que estou falando e queira saber que diabo são esses bichos estranhos?  Pois bem, essas são algumas das harmonizaçãoes sugeridas por alguns lojistas, importadores, especialistas, livros de harmonização e lojas virtuais, para os vinhos que estão oferecendo. Ainda hoje, recebi um e-mail que me oferecia um Malbec de R$35,00 que ficará delicioso com uma carne de cervo!!

               Concordo com vocês, eu também não entendi o que significam alguns desses nomes, não como caça, não que não goste, e muito menos sei o que é um filé à Wellington. Vão existir aqueles que me chamarão de ignorante gastronômico, posso até ser parcialmente analfabeto nessa arte, mas acho que está na hora do pessoal parar de complicar e começar a “tropicalizar” as informações colhidas lá fora. Ainda vou fazer uma matéria especial sobre harmonização, mas quero mesmo é saber que vinho tomo com, uma moqueca, leitão puruca,  madalena, strogonoff, um risoto de frango, um peru á Califórnia, uma Paella, lombo agri-doce, macarrão com shiitake, berinjela recheada, pernil assado, puchero, frango xadrez, picadinho, a pizza de Sexta, a macarronada da sogra no Domingo com o cunhado (rsrs) e, porquê não, um simples filé com fritas ou com arroz, feijão, couve e farofa. Ah, não adianta me sugerir um vinho de 200 pratas para harmonizar com hamburger, por mais sofisticado que este seja! Menos, gente, menos ……..

             Salute e kanimambo!

Campo Ardosa e Ardosino, mas não só ….

                É pessoal, hoje é dia! Só informação legal chegando e tudo meio que com data e hora para acabar, daí a quantidade de posts hoje. Este é somente para dar um toque sobre um Saldão  muito interessante que a Grand Cru da Granja Viana está repetindo, amanhã e Sábado, em que se destacam estes dois vinhos da região do Douro em Portugal. O Campo Ardosa eu já conheço, tomei o 2003, e é um vinho delicioso, bem intenso, de uma entrada de boca fantástica, rico, cheio, taninos aveludados e muito harmônico. Um vinho que realmente me encantou. O Ardosino eu não conheço, mas o amigo Raul Fagundes, que manja muito de vinhos, nos deixou comentário de que também é um belo vinho e uma boa compra. Para quem tiver oportunidade, passe aqui no Sábado, um monte de bons restaurantes para você conhecer e, aproveitando, compre uns vinhos para repor a adega. Veja a lista de produtos abaixo.

Pizzato na Vinho Fest em BH

            Esta é para os amigos de Belo Horizonte, ou quem estiver de passagem e quiser aproveitar. A Pizzato Vinhas & Vinhos, uma bela vinícola familiar de Bento Gonçalves, participa da Vinho Fest 2008, em BH, junto com os principais lojistas, importadores de vinhos e produtores de vinhos brasileiros. A mostra acontece nos dias 31/07, 01/08 e 02/08 no Pátio Savassi. Além dos vinhos já consagrados, a Pizzato estará apresentando os lançamentos deste ano disponíveis para degustação, com os seguintes destaques:

  • vinhos produzidos no Vale dos Vinhedos: Pizzato Alicante Bouschet 2004, Pizzato Egiodola 2005 e Pizzato Chardonnay 2008, lançamento em agosto de 2008. (belos vinhos)
  • vinhos da linha Fausto, elaborados com uvas provenientes de vinhedos Pizzato em Dr. Fausto, localizados a 50 km de Bento Gonçalves, com destaque para Fausto Merlot Rose 2008, lançamento em agosto de 2008.