Escolha seu espumante da virada

Borbulhas, Borbulhas, Borbulhas, é Tempo de Festa!

Gente, desculpem mas o excesso de trabalho, cansaço e até um certo desanimo têm me impedido de escrever, mas prometo que a partir de segunda voltarei à ativa com bastantes posts novos. Até lá, não quis deixar este blog abandonado e optei por rever um post do ano passado com algumas poucas correções. Os preços podem ter variado um pouco em função do aumento de impostos, mas a grosso modo devem seguir esses mesmo patamares pelo que pude pesquisar.

Borbulhas, borbulhas, borbulhas, hoje começa a temporada de festas em que mais http://www.falandodevinhos.com/wp-content/uploads/2015/12/Champagne-Bubbles-Ministry-of-Alcohol.jpgespumante se consome. Optei por relacionar uma série de rótulos com preços de referência que acho que valem muito a pena! Não foi fácil chegar nesta reduzida lista já que são inúmeros os rótulos de boa qualidade disponíveis no mercado, porém espero vos ajude na escolha. É uma lista composta de vinhos que eu compraria tranquilamente, espumantes que tomo ou já tomei e voltariam a minha taça, razão para eles estarem aqui, afinal, não posso recomendar o que não conheço! Separei por faixa de preço e fui no máximo até R$210,00 pois acima disso o céu é o limite e certamente você não precisará de ajuda para escolher.

A ordem é alfabética e os os preços me baseei no Estado de São Paulo, um dos mais caros do país, e em preços de mercado sem considerar eventuais promoções, são uma mera referência gente! Aproveitem, façam a festa, afinal você sobreviveu a mais um ano e que ano! Achei que 2016 tinha sido um ano pesado, mas chego ao final de 2017 exausto, mas sobrevivi, tenho que BORBULHAR!!! rs Em negrito meus destaques pessoais

Espumantes até R$60,00 (17 )

Aracuri Brut Chardonnay Brut – Brasil/RS

Bossa 2 Demi-sec – Brasil/RS
Cava Cristallino Brut – Espanha/Penédes
Cave Amadeu Brut – Brasil/RS
Don Giovanni Stavagganza Brut – Brasil/RS
Marco Luigi Reserva Brut – Brasil/RS
Miolo Cuvée Tradition – Brasil/RS
Pizzato Fausto Brut – Brasil/RS
Ponto Nero Brut – Brasil/RS
Prosecco Corte Viola – Itália/Veneto
Quinta de Santa Maria da Princesa Brut – Brasil/SC
Salton Prosecco Brut – Brasil/RS
Salton Intenso Brut – Brasil/RS
Santa Augusta Brut – Brasil/SC

Santa Augusta Moscatel – Brasil/SC (o melhor Moscatel do Brasil)
Valduga Arte Brut – Brasil/RS
Villaggio Grando Brut – Brasil/SC

 

De R$65,00 a 90,00 (16)

Abreu Garcia Festividade Brut – Brasil/SC

Campos de Cima Extra-brut – Brasil/RS
Cava Bonaval Nature – Espanha
Cava Castel de la Comanda Brut e Nature – Espanha/Penédes
Cava Codorniu Brut – Espanha/Penédes
Cava Freixenet Brut – Espanha/Penédes
Cave Geisse Brut – Brasil/RS
Cave Geisse Nature – Brasil/RS
Eternity Sparkling Cuvée – Austrália
Lagarde Altas Cumbres Extra-brut – Argentina/mendoza
Lirica Crua – Brasil/RS
Miolo Millésime – Brasil/RS
Moinet Prosecco Extra-dry – Itália/Veneto
Prosecco Villa Sando DOCG – Itália/Veneto
Salton Evidence – Brasil/RS
Valmarino & Churchill NV – Brasil/RS

De R$90 a 140,00 (14)

Angas Brut Cuvée – Austrália
Anna de Codorniu Reserva Brut – Espanha/Penédes
Barton & Guestier Chardonnay Brut – França/Loire
Bueno Cuvée Prestige – Brasil/RS
Case Bianche Vigna Del Cuc Prosecco Brut DOCG – Itália/Veneto
Cava Sumarroca Reserva Brut – Espanha/Penédes
Chandon Excellence – Brasil/RS
Collin Cremant de Bourgogne – França/Borgonha
Francois Montand brut – França/Jura
Herdade do Perdigão Brut 2012 – Portugal/Alentejo
Luis Pato Maria Gomes Bruto – Portugal/Bairrada
Prosecco Bedin Extra-dry – Itália/Veneto
Valduga 130 Brut – Brasil/RS

LH Zanini Extra-brut – Brasil/RS

De R$140 a 210,00 (6)

Casa Valduga Maria de Valduga – Brasil/RS

Cave Geisse Terroir Nature – Brasil/RS
Champagne Lanson Brut – França/Champagne
Franciacorta Le Marchesine Extra-Brut – Itália/Franciacorta

Herdade do Perdigão Bruto 2009 – Portugal/Alentejo
Labet Cremant de Bourgogne Brut – França/Borgonha
Vigneau-Chevreau Vouvray Brut – França/Itália

Espumantes Rosés (13)

Adolfo Lona Rosé Brut – Brasil/RS – na casa dos R$50

Adolfo Lona Orus Pas Dosé – Brasil/RS – R$160,00
Bueno Bellavista Desirée Brut – Brasil/RS – na casa dos R$70,00

Burson Brut Rosato – Itália/Emilia Romagna – na casa dos R$85 a 90,00

Ca’Maiol Sebastian Rosato Brut – Itália na casa dos 95 a 100,00

Champagne Vollereaux Brut Rosé – França/Champagne – na casa dos R$160,00

Filipa Pato 3B Brut Rosé – Portugal/Bairrada – na casa dos R$80,00
Gouguenheim Rosado de Malbec Extra-brut – Argentina/Mendoza – na casa dos R$75
Labet Cremant de Bourgogne – França/Borgonha – na casa dos R$180,00
Santa Augusta Rosé Brut – Brasil/RS na casa dos R$50
Vicentin Rosado de Malbec Brut – Argentina/Mendoza – na casa dos R$140,00
Villaggio Grando Rosé – Brasil/SC – na casa dos R$60,00

Salton Lucia Canei – Brasil/RS – na casa dos R$220,00

Amigos, semana que vem volto a postar e com alguns comentários também sobre espumantes, mas não só obviamente. Kanimambo  pela paciência e compreensão, pela visita e seguimos nos encontrando por aqui.Brinde com espumantes

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Escolha seu Espumante da Virada

      Deixei de falar dos espumantes que participaram desse gostoso evento realizado na Vino & Sapore  em 27/11 quando lá reunimos 22 pessoas num exercício de degustação diferenciada, porque esperava que a confreira e já “colunista” deste blog, a Raquel Santos que esteve presente, nos presenteasse com mais um de seus gostosos textos o que finalmente ocorreu, valeu Raquel. Concordo com sua abertura, porém quando participamos de algum evento onde um ganhador tem que ser apurado, a pontuação é essencial e a uso quando participo de eventos desse tipo, como os da Gowhere Gastronomia ou os Desafios de Vinho por mim organizados.

Aproveitando para falar de pontuação, chegamos num estágio em que boa parte dos enófilos tende a relevar um vinho de 86 pontos como se esta nota fosse de pouca monta. Para esses, se não tiver 90 ou mais pontos o vinho é medíocre e pior ainda se não tiver nota! Ledo engano e como perdem esses incautos seguidores de Baco!!

Nas minhas avaliações mais técnicas, tendo a ser bastante comedido nas notas que dou e vinhos acima dos 90 pontos são poucos. Um vinho de 80 pontos é bom, um acima de 85 é muito bom. Já acima de 90 e até 95 pontos já falamos de vinhos de grande qualidade e acima disso néctares excepcionais, então sou contra a banalização das notas e por isso mesmo não divulgo no blog as que eu dou nas provas em que participo. Neste caso especifico, no entanto, vou dizer que nenhum vinho tirou menos de 89 (Vértice) e o máximo que dei foi 94 (Ferrari Perlé) ou seja todos vinhos de muita qualidade! Bem, mas agora que já falei um monte, não perco o hábito (rs), deixa a Raquel falar um pouco de sua experiência na degustação de 27 de Novembro e, se ainda não se decidiu, faça sua escolha do espumante da virada, pois ainda dá tempo!

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Nunca dei muita atenção às notas dadas para classificações de vinhos em degustações. A comparação entre eles, sempre me pareceu um julgamento anacrônico, como concurso de miss. A busca do melhor, o mais belo, o perfeito, sem considerar que cada um tem sua graça, sua característica própria. Além do que, a escolha de um “melhor”, deixa um outro na posição de “pior”, que nem sempre corresponde à um julgamento justo. Como concursos de misses, as meninas desfilam sua beleza numa passarela e o júri analisa uma a uma. Aparentemente todas são lindas e a decisão  final acontece por conta da simpatia, postura, desempenho na passarela, carisma, etc… Ou seja, os traços de personalidade contam mais do que os traços físicos, mesmo sendo um concurso de beleza com padrões estéticos pré estabelecidos.

         Agora imaginem um concurso de Espumantes. Todas as garrafas lindas, vestidas em traje de gala na passarela. Um júri com fichas à postos para julgá-los.

         No nosso caso, a degustação foi às cegas. As garrafas devidamente cobertas com papel alumínio, escondendo sua procedência, e deveríamos levar em consideração apenas as característicasde cada um e as sensações organolépticas, ou seja, aspectos da personalidade de cada um, como a cor em taça, aromas, sabores, corpo, persistência em boca, etc… já que o método de elaboração era comum a todos, Champenoise ou Tradicional. O desempenho na passarela contou com o auxílio luxuoso de três lindos canapés, para fazer a harmonização com cada uma das bebidas :1. Barquete com paté de salmão defumado e dill / 2. Cestinha de massa filo com queijo brie e chutney de damasco / 3. Torradinha com atum selado e molho terê.

http://falandodevinhos.files.wordpress.com/2013/11/wendy-canapc3a9s-2.jpg

         Adotei um critério próprio de classificação para me ajudar nessa avaliação :

         1. O que eu mais gostei (que não significa que seja necessariamente o melhor)

            Ferrari Perlé 2005 – Itália . Lindo tom dourado na taça. Denso, com muito extrato, nariz complexo, ótima acidez, muito festivo e achei que não necessitava de nada para acompanha-lo. Só ele se bastava.

         2. O que eu menos gostei ( que não significa necessariamente o pior)

           Cave Geisse Terroir Nature 2009 – Brasil. Amarelo claro e pérlage delicada e pequenina. Boa acidez, frutado, lembrando maçãs, damascos e cítricos. Bem seco e curto na boca. Ficou muito bom com o canapé de brie com damascos e acompanharia uma longa conversa pela noite adentro.

          3. Os ótimos.

         Champagne Barnaut Grand Cru Grand Reserve – França. Cor amarela presente, pérlage exuberante que enchia a boca. Nariz incrível com florais, frutas, cítricos e principalmente uma casquinha de tangerina que era um charme. Acidez muito boa que escoltou bem o atum com molho oriental, também de sabor marcante.

         – Órus Pas Dosé Adolfo Lona – Brasil, produção limitada a 628 garrafas. Cor salmão, linda na taça. Delicado e elegante. Ótima acidez que equilibrava muito bem sabores cítricos e adocicados (laranja).

         – Labet Crémant de Bourgogne – França. O mais clarinho de todos. Nariz delicado e sabores bem presentes e complexos. Boa acidez e super equilibrado. Para qualquer ocasião!

         4. Os muito bons.

         – Franciacorta Lo Sparviere 2007 – Itália. Amarelo pálido, com muita pérlage( bem no centro da taça e constante). Boa acidez, sabores cítricos, minerais e amanteigados. De persistência média. Foi o que harmonizou melhor com o salmão defumado.

         – . Juvé y Camps Gran Reserva da Familia 2007 – Espanha. Dourado claro e brilhante. Muito fresco no nariz com sabores minerais e leve amargor. O mais austero deles, com grande potencial de evolução e persistência na boca. Bom para acompanhar aperitivos e por isso ficou muito bom com todos os canapés

         – Vértice Gouveio 2006 – Portugal.  Clarinho, mineral, com boa acidez, notas de panificação e brioches. Bem encorpado e equilibrado. No final, sobra um toque oxidado, o mais velho deles. Talvez acompanhando um assado ( lembrei de um leitão com maçãs assadas) faça um bom contraponto.

         Para finalizar, como nosso anfitrião e organizador do evento já nos contou aqui, opções não nos faltam. E observem que estamos apenas falando de espumantes elaborados pelo método tradicional, com segunda fermentação na garrafa.  Se achou que ficou ainda mais difícil de escolher o seu, opte por todos eles! Um de cada vez, é claro. Feliz 2014!