Devita Cabernet franc

Desafio de Cabernets Franc de Mendoza – Resultado

Na Granja Viana, nas instalações da Vino & Sapore, realizei há dias um desafio às cegas de alguns ótimos vinhos muito bem avaliados pela nata de grandes críticos internacionais de nossa vinosfera. Exercício muito interessante em que os grandes ganhadores foram os que compuseram a banca degustadora, toda ela composta por amigos aficionados e seguidores de Baco.

Como já falei anteriormente aqui, esta foi só uma pequena mostra do que anda ocorrendo por lá com ótimos vinhos no mercado e se incluirmos nessa lista os rótulos que possuem algum “tempero” mas que mantêm o mínimo exigido de 85% de Cabernet Franc, a lista então irá englobar alguns dos melhores vinhos argentinos da atualidade como os Gran Enemigo de Alejandro Vigil. Da Argentina essa febre também começa a produzir bons rótulos na Patagônia, em Salta e San Juan, do Chile também começam a chegar ealguns ótimos rótulos, por aqui no Brasil encontramos alguns brasucas bem bons ou seja, amplie seu horizonte porque esta uva chegou para ficar!

Por outro lado, o exercício mostrou que a mesma uva da mesma região pode sim apresentar vinhos muito diferentes entre si o que prova que não existe isso de definir aromas e sabores de uma uva, no máximo existem tendências. As variáveis seja de terroir, de vinificação e da mão do homem (também parte do terroir) podem e fazem uma tremenda diferença

Não vou me estender muito na análise dos vinhos, até porque não fiquei tomando nota já que tinha que fazer o serviço, porém não quis deixar passar aproveitando enquanto as sensações ainda estão bem frescas na memória. Eis os DESAFIANTES a melhor vinho da noite.

Cabernet Franc - Degustação Mendoza

Zorzal Eggo Franco 2015 – num estilo bem Loire de vinhos mais leves e frescos, muito bom porém o estilo, como já é de praxe na maioria das degustações que fiz em que esses vinhos estiveram presentes, não é fácil de agradar o palato brasileiro. Pimenta bem marcante de final de boca, gostei muito, é orgânico, elaborado 100% em ovos de cimento, personalidade muito própria e foi meu terceiro melhor vinho empatado com meu segundo (desempatou o alfabeto! rs) mesmo que com estilos bem diferentes. Importador Grand Cru

Devita 2014 (Deco Rossi/Lagarde) – só disponível com o Deco, alguns restaurantes e na Vino & Sapore. Um vinho que me agrada muito por sua finesse e equilíbrio, taninos aveludados e boa persistência. Confirmou tudo isso na prova.

Fabre Montmayou Reserva 2015 – o vinho ainda está um pouco novo, precisa de tempo para encontrar seu equilíbrio, longe da safra anterior tão premiada. Bom, porém nesta prova não se houve tão bem quanto esperado. Importação Premium

Riccitelli Reserva 2012 – o mais mendocino de todos os vinhos provados, com aquela típica estrutura e extração, denso, escuro, fruta bem presente marcante tendo sido o segundo vinho da noite pela contagem de pontos entre os presentes tendo sido o melhor para dois deles. Passei uma vez pelo magic decanter e o deixei no Decanter por cerca de uma hora. Não tem no Brasil.

Casarena Single Vineyard  Lauren´s 2013 – mais um vinho ainda muito jovem que apresentou um grande equilíbrio entre potência e finesse de taninos, complexo, precisou de uma passagem pelo magic decanter e uma hora de decanter comum quando mostrou boa evolução. Um senhor vinho, toques herbáceos, taninos muito finos num estilo algo bordalês de ser chegou em terceiro na votação do povo e segundo no meu. Importação Magnum

Siesta en el Tahuantinsuyu Bio 2013 – O que dizer quando frente a frente com vinhos de primeiro nível, um deles receber 10 votos como melhor da noite mais um, o meu? Definitivamente um grande vinho que, ainda por cima, é biodinâmico o que é um plus e tanto. Obra do Ernesto Catena que tem todo um histórico na elaboração de vinhos naturais, gosto muito do que ele faz, e este ele elaborou com uvas vindo de vinhedos de Vistaflores, 1100 metros de altitude, no Vale do Uco. Oitenta por cento passam em barricas francesa e o restante em americanas, sendo que 70% são novas e o resto de segundo e terceiro usos. Tudo (taninos, acidez, corpo, álcool) muito bem integrado, boa tipicidade da casta, complexidade tanto nos aromas quanto no palato, elegância, taninos finos com final interminável e fresco, deixou muita gente com vontade de mais e pena que não tinha! Aliás, a Mistral que traz os outros rótulos dele bem que poderia incluir esse na lista!!

 

Siesta Cabernet Franc Bio

Foi isso, um patamar bem alto de qualidade na taça mostrando que a Cabernet Franc veio para ficar! Uma ótima semana para todos e kanimambo pela visita, saúde!

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Prova de Cabernet Franc no Antonietta Cucina

Dia 23 próximo no restaurante Antonietta Cucina em Higienópolis, São Paulo, ás 20 horas, uma degustação temática em que apresentarei seis exemplares de Cabernet Franc de Mendoza explorando diversos estilos e terroirs, para tão somente 12 pessoas com reservas antecipadas. Ao final da degustação será servido um prato de “Paleta deAntonietta salão reservado Cordeiro com Polenta Mole o qual será acompanhado com, obviamente, uma taça 150ml de um outro Cabernet Franc. O evento de dia 17 na Granja Viana já se encontra esgotado.

A Argentina e em especial Mendoza, vêem surpreendendo consumidores e críticos mundo afora com ótimos exemplares de Cabernet Franc tanto em varietais 100% como com um tempero de algo mais (como os incríveis exemplares do Gran Enemigo), porém ainda varietais por possuírem um mínimo de 85% da uva declarada, e em blends dos mais diversos estilos e sabores. Na França, seu berço, é quase que só usada nos famosos cortes bordaleses (Bordeaux margem esquerda e direita) e na forma de varietais no Vale do Loire, especialmente em Chinon e Bourgueil.

Nos últimos anos temos visto um aumento paulatino de novos vinhedos na Argentina, porém mesmo com toda a fama que vem ganhando no mercado, seus poucos mais de 900 hectares seguem tendo uma tímida participação se comparado aos mais 40.000 hectares de Malbec plantados! Nesta degustação temática, só com vinhos 100% varietais de Cabernet Franc originários de Mendoza, que serão realizadas ás cegas, vamos explorar a diversidade numa mesma uva mostrando como o homem, parte do terroir, pode influenciar o produto final! Os primeiros três rótulos trouxe de minha recente viagem e, consequentemente, não haverão garrafas para vender, dos outros sim caso haja interesse.

Zorzal Eggo Franco Cabernet Franc 2015 – vinhedos de Gualtallary, 1350 metros de altitude, Vale do Uco elaborado em ovos de cimento sem revestimento, orgânico e sem passagem por madeira. Preço de mercado R$230,00 (RP94)

Ernesto Catena Siesta en el Tahuantinsuyu 2013 – vinhedos de Vistaflores, 1100 metros de altitude, também do Vale do Uco. Oitenta por cento passam em barricas francesa e o restante em americanas, sendo que 70% são novas e o resto de segundo e terceiro usos. Não tem por aqui, mas seus similares estão na casa dos R$260,00. James Suckling 92 pontos

Matías Riccitelli Cabernet Franc 2012 – Um blend de uvas de duas diferente regiões, 50% de Agrelo em Lujan de Cuyo e Vistaflores (maior altitude) no Vale do Uco. Afinamento por 16 meses em barrica francesa e também não está disponível no Brasil. Seu Cabernet Sauvingon está e o preço é de R$295,00 então podemos nos basear no mesmo patamar. Guia Descorchados (Patricio Tapias) 93 pontos.

Cabernet Franc - Degustação Mendoza

Casarena Lauren´s Single Vineyard Cabernet Franc 2013 -uvas de Agrelo (920 metros), Lujan de Cuyo elaborado com leveduras naturais e fermentado em barricas de 500 litros para posterior afinamento em barricas francesas novas por um período de 18 meses. Seu preço no mercado gira em torno de R$230,00 e recebeu 92 pontos de Tim Atkins.

Fabre Montmayou Cabernet Franc Reserva 2015 – uvas de Vistalba (950 metros de altitude), Lujan de Cuyo com vinificação tradicional e maceração longa de 20 dias, 60% do lote passa por barrica francesa de primeiro uso e o restante se mantém em inox para o blend final e engarrafamento. Seu preço gira na casa dos R$125,00 e recebeu 94 pontos de Tim Atkins e ganhou o Troféu Regional de Melhor Cabernet Franc da Revista inglesa Decanter.

DeVita Cabernet Franc 2014 – uvas de Perdriel (950 metros de altitude), Lujan de Cuyo, uso de leveduras indígenas, maceração de 20  a 25 dias, passas 12 meses em barricas francesas de primeiro e segundo usos com mais um ano de afinamento em garrafa antes de sair ao mercado. Primeira experiência de nosso amigo Deco “Cabernet Franc” Rossi (rs) na produção de vinhos em parceria com a Lagarde, quantidade limitada e preço na casa dos R$150,00.

Local – Antonietta Cucina Rua Mato Grosso, 402, Higienópolis, São Paulo

Horário – 20 horas

Valor – R$220,00 pagos no ato da reserva

Lugares – Limitado a 12 lugares com reservas antecipadas.

Reservas e mais informações: jfc@falandodevinhos.com ou por telefone/Whatsapp (11) 9.9600-7071

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Explorando a Cabernet Franc de Mendoza

Neste mês de Outubro; Dia 17 na Granja Viana na Vino & Sapore e dia 23 na restaurante Antonietta Cucina em Higienópolis, São Paulo, ambas ás 20 horas, uma degustação temática em que apresentarei seis exemplares de Cabernet Franc de Mendoza explorando diversos estilos e terroirs, para tão somente 12 pessoas com reservas antecipadas.

A Argentina e em especial Mendoza, veem surpreendendo consumidores e críticos mundo afora com ótimos exemplares de Cabernet Franc tanto em varietais 100% como com um tempero de algo mais (como os incríveis exemplares do Gran Enemigo), porém ainda varietais por possuírem um mínimo de 85% da uva declarada e em blends dos mais diversos estilos e sabores. Na França, seu berço, é quase que só usada nos famosos cortes bordaleses (Bordeaux margem esquerda e direita) e na forma de varietais no Vale do Loire, especialmente em Chinon e Bourgueil.

mendoza mapNos últimos anos temos visto um aumento paulatino de novos vinhedos na Argentina, porém mesmo com toda a fama que vem ganhando no mercado, seus poucos mais de 900 hectares seguem tendo uma tímida participação se comparado aos mais 40.000 hectares de Malbec plantados! O que fica claro ao explorarmos a argentina vitivinícola é que em função de seus diversos micro climas (Mendoza por exemplo é um conjunto de diversos terroirs) há espaço para uma grande diversidade de uvas diferentes seja ela a Cabernet Franc, a Petit Verdot, a Bonarda ou a Criolla entre outras. Duas ondas tomam conta da região, vinhos elaborados com Cabernet Franc (entre os melhores do país) e os blends que cada vez estão melhores. Vale para Mendoza, mas vale também para outras regiões como San Juan, La Rioja, Salta ou a Patagônia.

Nestas duas degustações temáticas, só com vinhos 100% varietais de Cabernet Franc originários de Mendoza, que serão realizadas ás cegas (a de Sampa com jantar) vamos explorar a diversidade numa mesma uva mostrando como o homem, parte do terroir, pode influenciar o produto final! Os primeiros três rótulos trouxe de minha recente viagem e, consequentemente, não haverão garrafas para vender, dos outros sim caso haja interesse.

Zorzal Eggo Franco Cabernet Franc 2015 – vinhedos de Gualtallary, 1350 metros de altitude, Vale do Uco elaborado em ovos de cimento sem revestimento, orgânico e sem passagem por madeira. Preço de mercado R$230,00 (RP94)

Ernesto Catena Siesta en el Tahuantinsuyu 2013 – vinhedos de Vistaflores, 1100 metros de altitude, também do Vale do Uco. Oitenta porcento passam em barricas francesa e o restante em americanas, sendo que 70% são novas e o resto de segundo e terceiro usos. Não tem por aqui, mas seus similares estão na casa dos R$260,00. James Suckling 92 pontos

Matías Riccitelli Cabernet Franc 2012 – Um blend de uvas de duas diferente regiões, 50% de Agrelo em Lujan de Cuyo e Vistaflores (maior altitude) no Vale do Uco. Afinamento por 16 meses em barrica francesa e também não está disponível no Brasil. Seu Cabernet Sauvingon está e o preço é de R$295,00 então podemos nos basear no mesmo patamar. Guia Descorchados (Patricio Tapias) 93 pontos.

Cabernet Franc - Degustação Mendoza

Casarena Lauren´s Single Vineyard Cabernet Franc 2013 -uvas de Agrelo (920 metros), Lujan de Cuyo elaborado com leveduras naturais e fermentado em barricas de 500 litros para posterior afinamento em barricas francesas novas por um período de 18 meses. Seu preço no mercado gira em torno de R$230,00 e recebeu 92 pontos de Tim Atkins.

Fabre Montmayou Cabernet Franc Reserva 2015 – uvas de Vistalba (950 metros de altitude), Lujan de Cuyo com vinificação tradicional e maceração longa de 20 dias, 60% do lote passa por barrica francesa de primeiro uso e o restante se mantém em inox para o blend final e engarrafamento. Seu preço gira na casa dos R$125,00 e recebeu 94 pontos de Tim Atkins e ganhou o Troféu Regional de Melhor Cabernet Franc da Revista inglesa Decanter.

DeVita Cabernet Franc 2014 – uvas de Perdriel (950 metros de altitude), Lujan de Cuyo, uso de leveduras indígenas, maceração de 20  a 25 dias, passas 12 meses em barricas francesas de primeiro e segundo usos com mais um ano de afinamento em garrafa antes de sair ao mercado. Primeira experiência de nosso amigo Deco “Cabernet Franc” Rossi (rs) na produção de vinhos em parceria com a Lagarde, quantidade limitada e preço na casa dos R$150,00.

Na Vino & Sapore o investimento será de R$140,00 e no Antonietta R$220,00 por pessoas. No Antonietta, após a degustação será servido Paleta de Cordeiro com Polenta Mole o qual será acompanhado com, obviamente, uma taça 150ml de Cabernet Franc. Como as vagas são limitadas (na Vino & Sapore duas das 12 já foram tomadas!) não enrole não! rs Kanimambo, saúde e uma ótima semana para todos.

 

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