Derrotados na Bola, Vencedores no Vinho + Um Kit Caixa Cheia!

               É, estes e mais alguns bons de bola já saíram da copa e, dentro de uma sociedade cada vez mais competitiva somente o que importa é o caneco! Acho sacanagem e exagero, até porque chegar á copa do mundo já é uma batalha e tanto com cada um dos participantes devendo ser considerados vencedores, mas enfim, nos dobremos á maioria. Agora, no vinho, aí não existem duvidas sobre como estes dois países se destacam como produtores de qualidade, verdadeiros campeões de nossa vinosfera, Portugal e Austrália.

          Dois estilos diferentes, cada um com sua história, um do Velho Mundo com repentes de Novo Mundo enquanto o outro é puro Novo Mundo. Um prima pelos vinhos elaborados com uvas autóctones e blends, o outro é o campeão do varietal e, especialmente, dos vinho com Syrah, cepa originária do Rhône, mas que fez a fama do país, porém inova com o cultivo de uma quantidade enorme de cepas internacionais. Para conhecer essa diversidade e descobrir essas diferenças, bolei esta segunda promoção Caixa Cheia (1 garrafa de cada = 6 gfs) disponível somente na Vino & Sapore. Três vinhos australianos de qualidade reconhecida e três portugueses de prima, por um preço para lá de especial que não mais será visto no mercado. É agora ou nunca e para somente, repito, somente DEZ KITS.

Para representar a Austrália, a escolha recaiu sobre um único produtor com três diferentes rótulos, hoje quase inexistentes no mercado brasileiro sendo estas algumas das poucas garrafas ainda disponíveis. É a Kangarilla Road localizada em McLaren Valley,  no Sul da Austrália, fundada em 1997 por Kevin e Helen O´Brien. Kevin é enólogo, com uma experiência de mais de 20 anos na indústria do vinho, sendo 12 deles como gerente geral de vinícolas e 2 anos como gerente internacional do Conselho de Exportação do Vinho Australiano. Helen é artista plástica, e responsável pela criação dos rótulos dos vinhos. De suas experiências, Kevin e Helen adquiriram em 1997 uma propriedade com vinhedos antigos de shiraz e cabernet sauvignon no McLaren Valley. Os vinhos feitos por eles refletem suas preferências pessoais: bem feitos, distintos, interessantes, e com uma elegância e intensidade raros. Segundo os O’Brien, “McLaren Vale é a melhor região da Austrália para conseguir o estilo de vinho que querem produzir. Estes vinhedos, que foram originalmente plantados em 1975, oferecem 30 acres de videiras maduras, que contribuem para o caráter tão típico do McLaren Valley”.

São três tintos que estão sempre em destaque: Kangarilla Road Shiraz, Kangarilla Road Zinfandel e Kangarilla Road Shiraz-Viognier. Robert Parker é um entusiasta da vinícola, e na safra 2003, a menor nota conferida a seus vinhos foi 90 pontos. Segundo ele, é uma de suas Vinícolas preferidas!

Kangarilla Road Zinfandel 2004 – O Zinfandel 2004 é o resultado da administração extensiva dada ao vinhedo. Técnicas empregadas no aparamento das folhas e a poda dos cachos, durante a estação do crescimento, permitiram aprimorar melhor o fruto. As uvas foram colhidas em Abril e fermentadas em tradicionais barricas abertas. O vinho foi amadurecido por 14 meses em barricas de carvalho francês. A Austrália não é conhecida pela Zinfandel, mas os vinhedos antigos da Kangarilla Road produzem um vinho de extrema elegância e caráter. Aromas de frutas pretas e pimenta branca. Vinho intenso, rico com notas de frutos maduros e secos, com final longo, especiado e equilibrado. Como harmonização o produtor sugere acompanhar o vinho com pato assado, carnes ao molho curry e pratos condimentados em geral. De taninos sedosos e macios, um vinho que prima pelo equilíbrio e está no ponto para ser apreciado. Principais notas da imprensa especializada; 89 Pontos Robert Parker e 87 Pontos Wine Spectator (03). Na loja, R$100,00.

Kangarilla Road Shiraz 2005. O objetivo primordial da Kangarilla Road é produzir vinhos que mostrem todo o caráter do terroir de McLaren Vale, isto é, vinhos com aromas de especiarias, ameixas e frutas pretas. O carvalho é utilizado de maneira a integrar todas essas características, e nunca para sobrepujar as deliciosas notas que vem dos vinhedos. Este vinho combina uvas de vinhedos próprios com baixíssimo rendimento e também uvas dos vizinhos imediatos. Após a fermentação, o vinho foi maturado por 14 meses em barricas francesas e americanas, sendo 25% novas e 75% usadas. É um vinho que está pronto para beber já, mas vai envelhecer muito bem até 2025. O produtor sugere harmonizar com  carnes vermelhas, sendo que carré de Cordeiro e caças em geral ficam excelentes. Robert Parker sugere um ossobuco ou um Rib-Eye suculento. Paulo Queiroz, autor do excelente blog Nossos Vinhos provou e teceu os seguintes comentários;  “Esse Shiraz ou Syrah é um vinho muito rico, um tanto com aromas de especiarias e carvalho tostado. Na boca traz cereja, baunilha, chocolate e café, O que mais impressiona é que o vinho é picante, com taninos bastante potentes”.  A imprensa especializada Le deu as seguintes notas; 90 Pontos Robert Parker / 89 Pontos Wine Spectator /  Avaliação de “Ótima Compra” pelo Guia de Vinhos Gula Edição 2007 e 92 Pontos pela Revista Adega. Na loja, se chegar lá, estará por R$110,00

Kangarilla Road Shiraz/Viognier 2005. O famoso blend da região de Côte-Rotie no Rhône francês, também dá suas caras por aqui e este rótulo em especial, obteve 90 Pontos Wine Spectator e 91 de Robert Parker. Mostram frutas intensas e excelentes balanço de acidez. Como todos os anos ímpares, a safra de 2005 será lembrada como uma das grandes. As uvas Shiraz e Viognier foram fermentadas em barris aberto. O vinho foi pressionado delicadamente e envelhecido por 14 meses em barricas francesas novas. O Shiraz deste vinhedo mostra especiarias aromáticas, amoras vermelhas, com intenso retrogosto e uma presença abundante de taninos aveludados num corpo bastante estruturado. O Viognier do vinhedo de McLaren Flat, que compõe 8% do blend, produz compostos aromáticos com notas cítricas. No olfato,  notas cítricas de laranjas seguidas por uma mistura picante e frutas negrass. O paladar é intenso com uma maravilhosa explosão de especiarias, integrado com carvalho, tudo combinando maravilhosamente com os taninos suaves. Por sua estrutura, aceita muito bem carnes condimentadas, como carré de Cordeiro e caças em geral. Preço na loja, R$125,00

Para representar Portugal, uma seleção escalada por mim com vinhos de muita qualidade que realmente me seduziram, cada um ao seu modo, mostrando bem as diversas nuances regionais em vinhos muito diferentes entre si.

Herdade Paço do Conde Reserva 2005, um alentejano de fibra que mostra que a idade faz diferença nestes vinhos. Participou de um dos meus mais saborosos Desafios de Vinho, tendo mostrado uma paleta olfativa complexa e de boa intensidade em que se destaca a fruta madura, nota lácteas e algo adocicado. Na boca encanta ao primeiro gole, mostrando bom volume, taninos aveludados, redondo, pleno de sabor com frutas e especiarias inebriando o palato num conjunto muito equilibrado e muito apetitoso com um final algo mineral de boa persistência. Veio com um belo “palmarés” e confirmou que era um sério candidato a levar o premio individual de melhor Vinho da Noite. Destaque especial para o design de garrafa e rótulo que dignificam o vinho. Obteve a média de 87,75 pontos nesse embate de vinhos Alentejo x Douro. Um vinho que está no mercado por volta dos R$120,00.

Quinta Mendes Pereira  Reserva Touriga Nacional 2006, a uva ícone de Portugal, que no Dão mostra toda a sua pujança e complexidade, produzida pela brasileira Raquel Mendes Pereira. A Revista de Vinhos portuguesa, uma das principais do país, comenta; “Alguma austeridade com leve nota química e fruto sóbrio silvestre. Bem na prova de boca, corpo cheio, muito bom equilíbrio geral, taninos firmes e bem doseados e um final fresco e apimentado. Um tinto com boa aptidão”  tendo-lhe dado 16 pontos sobre 20. Para o meu gosto, o vinho está pronto a beber, mas pode melhorar ainda mais com algum tempo em garrafa ou uma passagem pelo decanter. Um belo vinho que agrada sobremaneira e dignifica os monocastas (varietais) elaboradas com esta marcante cepa. Preço na loja estará por R$98,00.

Quinta do Valle Longo Reserva 2004, um vinho pouco conhecido por aqui, mas um Douro que farei questão de ter na prateleira. Blend tradicional duriense com Touriga Nacional, Touriga Franca e Tinta Roriz, esta quinta pertence ao grupo Vallegre, famoso por seus bons Portos. Como diz meu amigo Pingus do blog Pingas no Copo lá de Alcochete em Portugal; “Um tinto do Douro em que a fruta madura aparentemente não reina. Não dita as regras. A aposta foi feita em aromas silvestres, balsâmicos e minerais. Fetos, musgo, esteva e um rasgo a frutos secos completam e terminam a demonstração. Senti uma ponta de rusticidade que fazia lembrar pedra, lagar de granito, lasca. Conferiu-lhe personalidade. Na boca, elegante, com um nível de acidez muito correcto, proporcionando saudável frescura. Essencialmente um vinho equilibrado, cordato no trato e sem necessitar de grandes técnicas, cuidados na prova. É um bom exemplo de mais um vinho do Douro que fugiu da força, do exagero”. De produção limitada a pouco mais de 9.000 garrafas no ano, é mais um achado que merece um destaque especial. Preço de prateleira, R$100,00.

                 Em condições normais, uma caixa com uma garrafa cada desses vinhos, considerando-se os preços de prateleira já mencionados, sairia por R$653,00. É, repito, SAIRIA porque nesta promoção de Caixa Cheia, dei-lhe uma tesourada e tanto ficando o preço em R$477,00, ou seja 27% de desconto sobre o preço cheio, nada mau, né? Nem Felipe Melo conseguiria tanto, rsrs, é para não se perder esta limitadíssima oferta que certamente acabará rapidamente. Lembrando que a oferta é limitada ressalto que, desculpem amigos mas ainda não tenho um esquema de logística adequado montado, as entregas faço pessoalmente então a área de entrega fica restrita aos amigos da região Oeste de São Paulo, Embu, Alphaville, Taboão da Serra, Granja Viana e Cotia, mas não custa me contatar pois já fiz entregas no Ipiranga. Se tiver interesse entre logo em contato com comercial@vinoesapore.com.br para maiores informações, garanta a sua Caixa Cheia e ajude o Joãozinho a comprar o leite e fraldas do netinho! Eheh

Salute e kanimambo.

PS. Falei que eram poucos e quem se interessasse tinha que correr, pois bem, já garanti o leite e fraldas do netinho por algum tempo, rs,  ESGOTOU!! Que beleza, obrigado aos amigos que tão rapidamente levaram os KITS, sobraram só algumas garrafas dos australianos, espero que seja de vosso agrado e espero receber um feedback aqui no blog. Em breve disponiblizarei um KIT diferente para quem tenha ficado na vontade. Kanimambo! (09/07/2010)

Vinho do Líbano? Les Bretéches, hummm…..

Gosto quando descubro coisas diferentes, adoro experimentar. Se visito um país pela primeira vez, tento sempre provar os sabores locais. Nesta nossa Vinosfera, ajo da mesma forma e o meu hobby é garimpar. Desta vez a Heloisa da Zahil me apresentou ao meu primeiro vinho Libanês. É, é isso mesmo, vinho do Líbano. Já sabia da existência de bons vinhos da região, porém não tinha tido a oportunidade de provar um vinho desta origem que possui uma forte influência Francesa, muito em função de ter sido um protetorado Francês e a chegada de Jesuítas Franceses à região nos idos de 1857. O vinho existe na região (Fenícios à época) há mais de 4000 anos e o Chateau Kefraya é um dos persistentes e ativos produtores que insistem em seus projetos apesar de todas as dificuldades políticas no Líbano onde a guerra tem deixado suas marcas ao longo dos anos. No total são cerca de doze produtores com uma produção total de cerca de cinco milhões de garrafas anuais, mas a região está crescendo e evoluindo muito de 20 anos para cá e, especialmente, nos últimos cinco anos com novos produtores e investidores chegando nos rastros do sucesso trazido por vinícolas como o Chateau Kefraya.

Este Chateau é dos principais protagonistas no mundo vinícola Libanês e seu topo de gama aqui no Brasil, Chateau Kefraya, é um vinho cultuado e bastante conceituado (por volta dos R$130,00). Este Les Bretéches du Chateau Kefraya, que provo hoje, é recém chegado sendo qualificado como um vinho do chamado “entry level”, que é uma forma bem acessível de tomar contato com os vinhos do Líbano e, em especial, deste importante produtor. Falemos do vinho!

  • Produtor –  Chateau Kefraya
  • Importador –  Zahil (11) 3071.2900
  • Região –  Vale do Bekaa
  • País – Líbano
  • Composição uvas – Podendo variar anualmente, mas aproximadamente 70% Cinsaut, 10% Cabernet Sauvignon e o restante dividido em porcentuais praticamente iguais de Syrah, Tempranillho, Carignan, Mourvedre e Grenache. Nesta safra, teve um corte de 80% Cinsaut, 6% Cabernet e 7% cada Grenache e Carignan.
  • Detalhes Produção – Tanques de inox e concreto, nada de madeira.
  • Teor de álcool – 13.5º
  • Safra – 2006.
  • Preço médio em Junho/08 – R$46,00
  • I.S.P. $

Produzido a cerca de 1000 metros de altitude, o Les Bretéches  é um vinho muito saboroso, suave com boa estrutura, boa presença de frutas silvestres com nuances florais ao nariz. Na boca é redondo, macio, agradável, fazendo lembrar muito os vinhos do Languedoc e do Rhône na França , apresentando um bom frescor, leve toque de especiarias e um bom final de boca de persistência média. Os taninos são finos e elegantes, tornando o conjunto uma agradável surpresa e uma bela opção de vinho de qualidade nesta faixa de preço. Tomei-o solo, linda cor rubi brilhante na taça, acompanhado só de algumas lascas de Parmesão, bom, mas penso que será um companheiro certeiro para um arroz de lentilhas com kafta de carne. Certamente combinará com diversos outros pratos, desde uma pizza a uma carne de forno! Pelas suas qualidades, um vinho de fácil harmonização que fará fãs rapidamente. Como o próprio produtor o descreve, um vinho de prazer.

Ps. Uma pena que a substituição tarifária tenha elevado o preço deste vinho. A R$40,00 seria campeão, uma ótima compra que estaria no páreo para o prêmio de melhor achado do ano!