Confraria Frutos do Garimpo

Amigos, nesse garimpo que venho fazendo há anos por nossa vinosfera, toda a hora me deparo com algumas pérolas e bons vinhos porém nem sempre ao preço certo. Mais raramente, no entanto, dou de cara com algumas belas ofertas desses mesmos vinhos que merecem ser compartilhados com os amigos então decidi começar esta exclusiva Confraria Frutos do Garimpo - Logoconfraria de compras e oportunidades como forma de compartilhar esses Frutos do Garimpo. Não, não é mais um clube de vinhos, é uma Confraria, não havendo quaisquer cobranças mensais ou obrigação de compra.

Mensalmente, a partir de Setembro, sujeito a disponibilidade montarei uma série limitada de caixas (avisarei a quantidade disponível nas chamadas mensais) com 4 garrafas destes achados, frutos do meu garimpo. A cada mês os valores mudam (devendo ficar entre R$200 a 350) e os vinhos mudam, podendo até haver maior disponibilidade num ou noutro mês ou não haver nenhuma oferta já que, lembrando, são Frutos do Garimpo e aquela “pepita” nem sempre dá as suas caras e quando dá são de pouca monta! Podem ser duas garrafas de um mesmo vinho e as outras de dois vinhos diferentes, podem ser duas garrafas de dois rótulos, a cada mês a história será diferente, o objetivo é compartilhar as pepitas achadas nas entranhas de nossa vinosfera. Passo os preços com minha resenha dos vinhos e você compra se quiser e quando quiser, tendo tempo para pesquisar, porém como as quantidades serão limitadas a venda será realizada aos primeiros que confirmarem e somente uma caixa por pessoa.

O foco será, obviamente, na qualidade atrelada a um preço abaixo da média do mercado, diversidade de estilos e uvas, sendo coerente com tudo o que venho escrevendo já faz anos. Eventualmente poderei me deparar com outros frutos que não vinho, por exemplo um acessório, no qual o conceito também se aplique e o incluirei para apreciação dos confrades. Pintou oportunidade na minha praia, a idéia será compartilhá-la com você e disponibilizá-la aos confrades e confreiras se houver quorum. A confirmação da reserva se dará através de depósito em conta, após o qual faremos a entrega que será gratuita em Cotia,Alphaville e nos seguintes bairros de São Paulo > Morumbi, Vila Olímpia, Itaim, Jardins, Pinheiros e Butantã. Qualquer outro local de entrega ficará sujeito a cobrança de frete junto com o depósito da reserva e avisado antecipadamente. Eventualmente, poderá ser retirada na Vino & Sapore por aqueles que moram na região da Granja Viana, no entanto os Frutos do Garimpo não estarão disponíveis na loja e, caso venham a estar nas prateleiras, estarão com preço de mercado.

Gostou da idéia, tem interesse em participar? Pois bem, preencha o formulário em clicando aqui e assim que tenha o primeiro “KIT” pronto, deve ser Setembro, lhe enviarei e-mail com os Frutos do Garimpo do mês e as resenhas. Estes achados não serão divulgados na internet ou em redes sociais, então sua inscrição na Confraria “Frutos do Garimpo” será a única forma de você vir a ter acesso a eles.

Kanimambo a todos que vierem a apoiar este novo projeto que se inicia agora em Setembro de 2015. Bem vindos a bordo e espero que a viagem seja prazerosa!

Melhores Vinhos de 2013 – Os Vinhos que Eu Compraria, Parte I

 

JFC Best of 2013Tradicionalmente, desde 2008, listo os melhores vinhos provados e/ou tomados no ano anterior, devidamente classificados por faixas de preços até 200 a 250,00 Reais. Porquê dessa classificação? Porque acredito piamente que o fator preço é importantíssimo em qualquer análise/avaliação hedonística como é esta e há vinhos que se destacam em cada uma dessas faixas que escolhi e sim, apesar de existir crítico famoso dizendo por aí que não existem vinhos dignos de destaque abaixo dos 60 Reais, existe vida abaixo dessa faixa. Aliás, acho que um dos grandes males da falta de crescimento do mercado de vinhos no Brasil é exatamente este fator, a de super valorizar preço, por isso tento sempre buscar compartilhar com os amigos minha experiência na busca por boas relações Qualidade x Preço x Prazer em TODAS as faixas de preço!

Mantenho sempre o mesmo conceito, o de trazer somente aquilo que a meu ver “vale” a pena nessa relação independente de quantidade. Desta forma, não tenho meus Top 100 nem TOP 50, simplesmente vou listando o que me veio à cabeça, porque esses deixaram marcas, na hora sem rever notas, comentários ou históricos de arquivos. São vinhos que eu selecionei como se estivesse montando minha própria adega tendo chego a cerca de 140 que publicarei em etapas, sendo que hoje listo 46 deles nas primeiras faixas de preço, até R$40 e de 41 a 60,00. Obviamente que esta é uma opinião pessoal então certamente haverão divergências e sugestões de outros rótulos, mas espero que provem e gostem da maioria, são vinhos que certamente estariam em minha adega cada um com uma proposta diferente e os classifiquei por estilo e depois por ordem alfabética. Como sempre, impera a diversidade!

Rótulo

Tipo

Região/País

Vinhos até R$40,00 (15)

Campos de Cima Viognier

Branco Varietal

R.S. / Brasil

Bardocco Sidra pelo método Charmat

Espumante

S.C. / Brasil 

Marson Charmat Brut Blanc de Blanc

Espumante

R.S. / Brasil

Casa do Brasão

Tinto Blend

Douro/Portugal

Confidencial

Tinto Blend

Lisboa/Portugal

Domaine Les Ondines La Buissonnade

Tinto Blend

Rhône/França

Temático Syrah/Malbec

Tinto Blend

Mendoza/Argentina

Baladero Cabernet Sauvignon

Tinto Varietal

Mendoza/Argentina

Baladero Malbec

Tinto Varietal

Mendoza/Argentina

Baladero Merlot

Tinto Varietal

Mendoza/Argentina

Baladero Syrah

Tinto Varietal

Mendoza/Argentina

Bella Qta.Cab. Sauvignon Darcy Penteado

Tinto Varietal

R.S. / Brasil

Condado de la Vega Tempranilho

Tinto Varietal

Rioja/Espanha

Molinero Cabernet Sauvignon

Tinto Varietal

Chile

Raza Malbec

Tinto Varietal

la Rioja/Argentina

Vinhos de R$41 a 60,00 (31)

Amalaya Branco Torrontés/Riesling

Branco Blend

Salta/Argentina

La Vieille Ferne Branco

Branco Blend

Rhône/França

Lagarde Rosé de Malbec

Rosé Varietal

Mendoza/Argentina

Quinta da Paterna Trajadura/Alvarinho

Branco Blend

Minho/Portugal

Bodegas Hidalgo Manzanilla La Gitana

Branco Varietal

Jerez/Espanha

Colomé Torrontés

Branco Varietal

Salta/Argentina

Down Under Chardonnay

Branco Varietal

Austrália

Udwe Semillon

Branco Varietal

Patagônia/Argentina

Viña Mar Sauvignon Blanc Reserva

Branco Varietal

Casablanca/Chile

Campos de Cima Extra-brut

Espumante

R.S. / Brasil 

Contessa Borghel Rosé Dry

Espumante

Friulli/Itália

Villaggio Grando  Brut

Espumante

S.C. / Brasil 

Villaggio Grando  Brut Rosé

Espumante

S.C. / Brasil 

Ballabio Vintage Rosé Pinot Nero

Rosé Varietal

Friulli/Itália

Vinserus Late Harvest de Malbec

Sobremesa

Mendoza/Argentina

Angaray Crianza

Tinto Blend

Navarra/Espanha

Aracuri Cabernet Sauvignon/Merlot

Tinto Blend

R.S. / Brasil

Cada de Cambres Res. Tinto

Tinto Blend

Douro/Portugal

Casa da Passarela Colheita

Tinto Blend

Dão/Portugal

Domaine de Petite Cassagne

Tinto Blend

Languedoc/França

In Situ Big Red Blend

Tinto Blend

Chile

La Vieile Ferme Tinto

Tinto Blend

Rhône/França

Aquitania Reserva Syrah

Tinto Varietal

Chile

Don Abel Gran Reserva 2005

Tinto Varietal

R.S. / Brasil

Géa Bonarda

Tinto Varietal

Mendoza/Argentina

Jerarquia Malbec Reserva

Tinto Varietal

Mendoza/Argentina

Lindemann´s Bin 50 Shiraz

Tinto Varietal

Austrália

Paul Mas Grenache Noir

Tinto Varietal

Languedoc/França

Quintay Clava Pinot Noir

Tinto Varietal

Chile

Richland Shiraz

Tinto Varietal

Austrália

Surani Primitivo di Manduria

Tinto Varietal

Puglia/Itália

 Por hoje é “só”, mas acho que aí já tem muita coisa para vocês pesquisarem e se divertirem. Que 2014 seja um ano repleto de boas viagens enogastronomicas e ótimas descobertas. Saúde , kanimambo e seguimos nos encontrando por aqui. FELIZ 2014!

Madeira no Vinho, Você Sabe o que Está Bebendo?

Tábuas em tanque de inoxA moda do vinho amadeirado segue por aí e o uso das mais diversas formas de adicionar esses sabores ao vinho vai mudando conforme a exigência do cliente. Tem produtores que usam chips, outros cubos, outros ainda tábuas e até pó (!) e tudo isso para que o consumidor tenha suas necessidades atendidas, vinho amadeirado e barato produzido industrialmente como coca-cola. Vale? Sim, a meu ver vale porque até que o tomador de vinho ganhe a litragem para se tornar um verdadeiro enófilo este é um caminho como muitos outros para seduzir novos consumidores e querer renegar essa realidade é, no mínimo, ingenuidade.  Há produtores que especificam o uso de barricas francesas, americanas ou slovenas, tamanho e tempo de envelhecimento, porém muitos simplesmente especificam 4 meses de madeira! Que madeira?

O uso de tábuas em tanques de inox ou em barricas neutras, muito mais baratas, está cada vez mais presente na produção mundial e dei de cara com este vídeo bastante interessante que deixo aqui para você ver e fazer seu próprio juizo de valor, mas dá para entender as diferenças de preços entre um processo e outro não?

Salute, kanimambo e a partir da semana que vem as listas com meu melhores de 2013. Um ótimo fim de semana e neste Sábado estarei de volta na Vino & Sapore onde aguardo os amigos para um brinde ao novo ano e algumas promoções que estou armando para uma nova reformulação de portfolio.

Um Espumante Rosé Peso Pesado

DSC03250      Navarro Correas Brut Rosé de Malbec, eis aqui um espumante rosé diferenciado e isso a gente vê já na cor escura e densa na taça. A perlage é intensa e duradoura, porém o maior impacto vem na boca onde ele se mostra de forma mais marcante deixando claro que ele veio para ser diferente e certamente requer uma harmonização mais criativa e definitivamente não ó tipo de espumante ligeiro para se tomar descompromissadamente numa tarde verão. Extração mais intensa, denso e encorpado, notas de frutos vermelhos bem presentes, boa acidez que me fez pensar em duas coisas com que harmonizá-lo, musica e prato. No prato, acredito que deva ser uma ótima opção para acompanhar o inicio de um churrasco com costela de porco e linguiça, quem sabe até uma bela morcilla uruguaia ou panceta, porém foi muito interessante a harmonização com os figos com nozes!  Já na música, esse estilo mais pesado de personalidade marcante tem tudo a ver com uma batida sonora do mesmo peso e intensidade, algo como a Pork n Beans do Left Lane Cruiser

       Nunca tinha tomado um espumante rosé desse estilo o que só vem corroborar minha tese de que independente da “litragem” do enófilo, sempre há uma surpresa em cada esquina que nos coloca no lugar mostrando o quanto ainda temos a aprender e por isso curto essa viajem!  Salute, kanimambo e seguimos nos encontrando por aqui.

Salvar

Salvar

Hoje Comemoro 40 anos de Brasil

Na verdade, se considerarmos que já por cá tinha andado em 62 e 63 (Colégio Oswaldo Cruz), uma eternidade (rs), são mais, porém conto mesmo do dia em que cheguei por escolha própria e em definitivo.

LH BadgeAos 18 anos finalizei meu colegial na Lowveld High School (Matric of 73), em Nelspruit província de Mapulalang, África do Sul, e me deparei com três opções de caminhos a seguir; me apresentar para cumprir meu serviço militar no norte de Moçambique lutando na selva contra os pseudo terroristas da época (Frelimo), ficar na África do Sul com emprego prometido num escritório de contabilidade e a vaga garantida na Witwatersrand University em Johannesburg, ou me mandar para o Brasil (para o qual necessitava que minha mãe viesse junto), um sonho algo mais distante.

Fui surpreendido em Setembro de 1973 por minha mãe me comunicando que se dispunha, junto com meu padrasto, a me seguir no meu sonho.  Resultado, dia 07 de Janeiro de 1974, um capiau nascido em Nampula no interior de Moçambique, residente em Maputo (ex- Lourenço Marques) e estudante na África do Sul  desembarcou por aqui na busca de seu futuro e não me dei mal não, apesar de um primeiro ano difícil em Sampa pois a maior cidade em que tinha vivido tinha cerca de 200 mil habitantes e nem televisão tínhamos. Difícil foi entender este povo que num papo informal diziam que não iam contar nada do que acontecera na noite passada e daí contavam tudinho! rs Eta povo complicado que não sabe o que quer, pensava eu.

Aqui finalizei meus estudos, aqui conheci minha loira, aqui criei meus filhos,  aqui me realizei profissionalmente com mais de 30 de atividade em comércio exterior levando o Brasil ao mundo, mas não deixei de ser português. A principio por interesse, já que vivendo debaixo da ditadura e filho de pai comunista (ativo militante do partido português no Brasil), aqui exilado há mais de uma dezena de anos, era melhor seguir sendo estrangeiro que me arriscar a eventual sumiço em alguma masmorra, coisa não tão incomum naquela época, e depois por razões profissionais pois era mais fácil viajar o mundo com passaporte português do que com brasileiro. Mais tarde, porque aprendi a amar a terrinha (influência de minha saudosa Mãe) sem perder o carinho por esta terra brasilis. Aliás, até hoje me considero um blend cosmopolita com as mais variadas influências.

Mesmo com 40 de estradas brasilis, ainda sigo tentando entender este povo e, acima de tudo, sua peculiar forma de se expressar na língua mãe, o português! Vejam só se não é de dar nó em qualquer um?!

Meia – Coisa de Louco Sô!

– Por favor, gostaria de fazer minha inscrição neste Congresso.

– Pelo seu sotaque vejo que o senhor não é brasileiro. O senhor é de onde?

– Sou de Maputo, Moçambique.

– Da África?

– Sim, sim, da África.

– Aqui está cheio de africanos, vindos de toda parte do mundo.

– O mundo está cheio de africanos.

– É verdade.

– Se pensar bem, veremos que todos somos de certa forma afro descendentes, pois a África é o berço antropológico da humanidade …

– Pronto, inscrição feita e já agora tem a primeira palestra na sala meia oito.

– Desculpe, qual sala?!

– Meia oito.

– Podes escrever?

– Não sabe o que é meia oito, sessenta e oito, assim, veja: 68

– Ah, entendi, meia é seis.question-mark[1]

– Isso mesmo, meia é seis. Mas não vá embora, só mais uma informação: a organização do Congresso está cobrando uma pequena taxa para quem quiser ficar com o material, DVD, apostilas, etc., gostaria de encomendar?

– Quanto tenho que pagar?

– Dez reais, mas estrangeiros e estudantes pagam meia.

– Hummm… que bom. Ai está, seis reais.

– Não, o senhor paga meia. Só cinco, entende?

– Pago meia? Só cinco? Meia é cinco?

– Isso, meia é cinco.

– Tá bom, meia é cinco.

– Cuidado para não se atrasar, a palestra começa às nove e meia.

– Então já começou faz quinze minutos, são nove e vinte.

– Não, ainda faltam dez minutos. Como falei, só começa às nove e meia.

– Você pode escrever aqui a hora que começa?

– Nove e meia, assim, veja: 9h30min.

– Ah, entendi, meia é trinta.

– Isso, mesmo, nove e trinta. Mais uma coisa senhor, tenho aqui um folder de um hotel que está fazendo um preço especial para os congressistas, o senhor já está hospedado?

– Sim, já estou na casa de um amigo.

– Em que bairro.

– Nas trinta bocas.

– Trinta bocas? Não existe esse bairro em Fortaleza, não seria nas seis bocas?

– Isso mesmo, no bairro meia boca.

– Não é meia boca, é um bairro nobre.

– Então deve ser cinco bocas.

– Não, seis bocas, entende, seis bocas. Chamam assim porque há um encontro de seis ruas, por isso seis bocas. Entendeu?

– E há quem possa entender?

Autor: Jansen Viana extraído do livro PROSANDO publicado pela editora Reflexão

       Salute, por um país melhor e kanimambo por terem me tratado tão bem nestes últimos 40 anos! Que venham mais alguns, mas hoje celebrarei com algo especial e também de um quase brasileiro, hoje abrirei minha última garrafa de Orus Rosé Pas Dosé, uma obra prima do enólogo Adolfo Lona. A partir de hoje e somente no face, uma foto por dia por 40 dias, representando os mais importantes eventos de cada um desses anos e que gostaria de compartilhar com os amigos.

 

Faz Hoje Um Ano, Saudades da Inês!

       Sem ela ficou difícil levar adiante o projeto de viagens enogastroculturais que tínhamos iniciado em 2012 e que se tornaria uma empresa a partir do segundo semestre de 2013. Sem ela, ficou um certo vazio e a certeza de que não temos hora para ir, que quando chega a nossa hora não tem jeito e resta-nos somente a esperança de tenhamos cumprido adequadamente nosso trajeto terreno. Não vou falar muito, só não queria deixar o dia passar em branco e presto aqui minha singela homenagem aos dois, Inês e Thiago, dois jovens que espero estejam juntos num lugar mais justo. Perdi eu, perderam as famílias deles, perdeu nossa vinosfera, perderam seus amigos, enfim, perdemos todos um pouco. 

Inês-e-Thiago

Feliz 2014 a Todos!

          Hoje é dia 1 de janeiro de 2014, renovadas esperanças e ânimos para enfrentar mais um ano de árduas batalhas pela frente. Acabei de colocar minha inspiração e mente no modo de stand-by, preciso descansar por uns dias, porém não gostaria de deixar o dia em branco e decidi compartilhar com vocês esta bonita mensagem que a amiga e colega blogueira do vinho, Camila Coletti (Vinhos e Delicias com link aqui do lado em meus blogueiros preferidos)  me enviou. Kanimambo por me acompanharem ao longo de todos estes anos e espero continuar seguindo sendo merecedor de vossas visitas regulares neste ano que hoje se inicia. Salute amigos!

Happy New Year 2014

Como sabem os amigos enófilos, a videira produz melhor em campo árido, são as dificuldades e as intempéries, que a fazem trazer para o seu fruto, a melhor estrutura, ou ela consegue e realiza a sua obra ou sucumbe, assim como ela os de mais estrutura são acometidos, por diversas provações, e assim como ela, a estrutura é que determina o resultado do embate.  Desejo a todos os amigos muita estrutura e sabedoria para lidar bem e tirar proveito das experiências que a natureza mandar, como a videira.

Que 2014 seja um marco de crescimento existencial, a todas pessoas do bem e que as energias positivas permeiem seus caminhos. Proteção, saúde, amor, sucesso, prosperidade, realizações positivas e consciência, consciência, consciência e mais consciência sejam as palavras de ordem, em 2014...

Escolha seu Espumante da Virada

      Deixei de falar dos espumantes que participaram desse gostoso evento realizado na Vino & Sapore  em 27/11 quando lá reunimos 22 pessoas num exercício de degustação diferenciada, porque esperava que a confreira e já “colunista” deste blog, a Raquel Santos que esteve presente, nos presenteasse com mais um de seus gostosos textos o que finalmente ocorreu, valeu Raquel. Concordo com sua abertura, porém quando participamos de algum evento onde um ganhador tem que ser apurado, a pontuação é essencial e a uso quando participo de eventos desse tipo, como os da Gowhere Gastronomia ou os Desafios de Vinho por mim organizados.

Aproveitando para falar de pontuação, chegamos num estágio em que boa parte dos enófilos tende a relevar um vinho de 86 pontos como se esta nota fosse de pouca monta. Para esses, se não tiver 90 ou mais pontos o vinho é medíocre e pior ainda se não tiver nota! Ledo engano e como perdem esses incautos seguidores de Baco!!

Nas minhas avaliações mais técnicas, tendo a ser bastante comedido nas notas que dou e vinhos acima dos 90 pontos são poucos. Um vinho de 80 pontos é bom, um acima de 85 é muito bom. Já acima de 90 e até 95 pontos já falamos de vinhos de grande qualidade e acima disso néctares excepcionais, então sou contra a banalização das notas e por isso mesmo não divulgo no blog as que eu dou nas provas em que participo. Neste caso especifico, no entanto, vou dizer que nenhum vinho tirou menos de 89 (Vértice) e o máximo que dei foi 94 (Ferrari Perlé) ou seja todos vinhos de muita qualidade! Bem, mas agora que já falei um monte, não perco o hábito (rs), deixa a Raquel falar um pouco de sua experiência na degustação de 27 de Novembro e, se ainda não se decidiu, faça sua escolha do espumante da virada, pois ainda dá tempo!

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Nunca dei muita atenção às notas dadas para classificações de vinhos em degustações. A comparação entre eles, sempre me pareceu um julgamento anacrônico, como concurso de miss. A busca do melhor, o mais belo, o perfeito, sem considerar que cada um tem sua graça, sua característica própria. Além do que, a escolha de um “melhor”, deixa um outro na posição de “pior”, que nem sempre corresponde à um julgamento justo. Como concursos de misses, as meninas desfilam sua beleza numa passarela e o júri analisa uma a uma. Aparentemente todas são lindas e a decisão  final acontece por conta da simpatia, postura, desempenho na passarela, carisma, etc… Ou seja, os traços de personalidade contam mais do que os traços físicos, mesmo sendo um concurso de beleza com padrões estéticos pré estabelecidos.

         Agora imaginem um concurso de Espumantes. Todas as garrafas lindas, vestidas em traje de gala na passarela. Um júri com fichas à postos para julgá-los.

         No nosso caso, a degustação foi às cegas. As garrafas devidamente cobertas com papel alumínio, escondendo sua procedência, e deveríamos levar em consideração apenas as característicasde cada um e as sensações organolépticas, ou seja, aspectos da personalidade de cada um, como a cor em taça, aromas, sabores, corpo, persistência em boca, etc… já que o método de elaboração era comum a todos, Champenoise ou Tradicional. O desempenho na passarela contou com o auxílio luxuoso de três lindos canapés, para fazer a harmonização com cada uma das bebidas :1. Barquete com paté de salmão defumado e dill / 2. Cestinha de massa filo com queijo brie e chutney de damasco / 3. Torradinha com atum selado e molho terê.

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         Adotei um critério próprio de classificação para me ajudar nessa avaliação :

         1. O que eu mais gostei (que não significa que seja necessariamente o melhor)

            Ferrari Perlé 2005 – Itália . Lindo tom dourado na taça. Denso, com muito extrato, nariz complexo, ótima acidez, muito festivo e achei que não necessitava de nada para acompanha-lo. Só ele se bastava.

         2. O que eu menos gostei ( que não significa necessariamente o pior)

           Cave Geisse Terroir Nature 2009 – Brasil. Amarelo claro e pérlage delicada e pequenina. Boa acidez, frutado, lembrando maçãs, damascos e cítricos. Bem seco e curto na boca. Ficou muito bom com o canapé de brie com damascos e acompanharia uma longa conversa pela noite adentro.

          3. Os ótimos.

         – Champagne Barnaut Grand Cru Grand Reserve – França. Cor amarela presente, pérlage exuberante que enchia a boca. Nariz incrível com florais, frutas, cítricos e principalmente uma casquinha de tangerina que era um charme. Acidez muito boa que escoltou bem o atum com molho oriental, também de sabor marcante.

         – Órus Pas Dosé Adolfo Lona – Brasil, produção limitada a 628 garrafas. Cor salmão, linda na taça. Delicado e elegante. Ótima acidez que equilibrava muito bem sabores cítricos e adocicados (laranja).

         – Labet Crémant de Bourgogne – França. O mais clarinho de todos. Nariz delicado e sabores bem presentes e complexos. Boa acidez e super equilibrado. Para qualquer ocasião!

         4. Os muito bons.

         – Franciacorta Lo Sparviere 2007 – Itália. Amarelo pálido, com muita pérlage( bem no centro da taça e constante). Boa acidez, sabores cítricos, minerais e amanteigados. De persistência média. Foi o que harmonizou melhor com o salmão defumado.

         – . Juvé y Camps Gran Reserva da Familia 2007 – Espanha. Dourado claro e brilhante. Muito fresco no nariz com sabores minerais e leve amargor. O mais austero deles, com grande potencial de evolução e persistência na boca. Bom para acompanhar aperitivos e por isso ficou muito bom com todos os canapés

         – Vértice Gouveio 2006 – Portugal.  Clarinho, mineral, com boa acidez, notas de panificação e brioches. Bem encorpado e equilibrado. No final, sobra um toque oxidado, o mais velho deles. Talvez acompanhando um assado ( lembrei de um leitão com maçãs assadas) faça um bom contraponto.

         Para finalizar, como nosso anfitrião e organizador do evento já nos contou aqui, opções não nos faltam. E observem que estamos apenas falando de espumantes elaborados pelo método tradicional, com segunda fermentação na garrafa.  Se achou que ficou ainda mais difícil de escolher o seu, opte por todos eles! Um de cada vez, é claro. Feliz 2014!

Feliz Natal e Próspero Ano Novo

Mais um ano se foi e mais histórias e momentos, uns bons e outros nem tanto, se juntaram aos muitos que coleciono ao longo destes meus quase 59 anos. Ano passado falei da necessidade de reflexão, de um monte de coisas que precisava fazer, atitudes que precisava mudar e…………..muito pouco fiz, o que pesa na consciência! Não foi um ano fácil não e meu foco se perdeu entre tanto incêndio a apagar, mas vou trabalhar para realizar tudo aquilo que desejei fazer porém não consegui, em especial no que se refere às pessoas com quem estou em falta. Por falar em pessoas, me baseei numa muito especial para ilustrar esta mensagem de final de ano.

2013-12-22 13.55.47

Não interessa sua fé ou se você acredita no Papai Noel ou não, porém esse sorriso franco e inocente de uma criança nesta época do ano não tem preço. Nem que seja por um dia, por um momento apenas, já vale a pena! Deixar viver o sonho é essencial e o espírito de Natal, independente das eventuais conotações religiosas que cada um possa ter, esse sim é que faz desta época do ano um período especial de nossas vidas e ainda bem que se repete uma vez ano, pois por mais efêmera que seja, é uma renovação de esperança e um momento importante de reflexão, pois como costumo dizer, vinho é bom mas não é tudo, longe disso!

Nestes últimos dias tenho escrito pouco pois o quase nada de tempo que tem sobrado tenho aproveitado para descansar um pouco, a idade pesa (rs), porém no ano que vem certamente voltarei com mais novidades e descobertas de nossa vinosfera. Até dia 31, ainda muito trabalho, mas um kanimambo enorme aos amigos leitores que seguem fazendo deste blog um dos mais lidos no segmento da enogastronomia em língua portuguesa e que está prestes a alcançar os 2.000.000 de page views. Que o sonho, qualquer um que seja o seu, não se apague com o Ano Novo e sim ganhe força e se realize, essa é minha mensagem para todos os amigos.

        Se der ainda escrevo algo, mas sem promessas, então aproveite para fuçar um pouco no blog e pesquisar os arquivos em “Categorias”, afinal são mais de 1400 posts à sua disposição. Salute e se precisar de algo estarei de plantão na Vino & Sapore para assessorá-lo em sua escolha caso seja necessário..

Nossa Vinosfera, a Cada Taça uma Descoberta!

È um pouco assim que sinto, pois por mais litragem que tenha há sempre algo novo a se encontrar numa taça de vinho. Prestar atenção nisso, apreciar o vinho e não somente tomá-lo é DSC03245um tremendo de um barato e o que faz desse hábito algo salutar e muito prazeroso sempre que praticado de forma moderada. As surpresas vêm normalmente de onde menos se espera e nesta Segunda veio numa taça de um rosado argentino, olhem só essa cor!

O visual na garrafa já é um convite a abri-la, ainda mais porque em seu rótulo aparece “Blanc de Noir”, algo mais comum em espumantes, enquanto o vinho é rosado! É na taça, no entanto, que o vinho inicia sua dança de sedução com essa cor linda e cheia de brilho já dando uma dica do que está por vir. Aromas de frutos do bosque frescos te convidam a levar a taça à boca onde ele surpreende a todos aqueles que dele esperam o básico moranguinho e groselha de muito dos vinhos rosados por aí no mercado. Sem qualquer residual de açúcar perceptível ao palato, o vinho, que não passa em madeira é seco e puro frescor, mas tem DSC03241mais! Os aromas vão dançando na taça em contínua metamorfose mostrando algo diferente que nos intriga enquanto acaricia a boca com um frutado intenso e fresco, vibrante que nos faz lembrar verão, férias, mar, mostrando que a “art de vivre” muitas vezes se encontra nas coisas mais simples, como numa taça deste saboroso vinho que no deixa nos lábios um sorriso de satisfação. Aliás, a satisfação que era uma das principais bandeiras defendidas pelo saudoso Saul Galvão que dizia; “ o vinho existe para te dar prazer e se o fez, cumpriu com seu papel”, é vero! !  Tem tudo a ver com nosso verão e nossa ceia de Natal, com o peru á califórnia e até o tender deve ficar da hora, ou para frutos do mar em geral ou, ainda, num voo solo somente com boa companhia, porque isso é essencial. Versátil e apetecível, é um vinho que curti demais e recomendo.

Blend de 50/50 Malbec com Pinot Noir,  é vinificado como branco com uma curta maceração e 48 horas de contato pelicular que lhe dá essa bonita cor salmonada. Um vinho sedutor com um ritmo próprio e marcante que eu harmonizaria com diversão e alegria, mas principalmente com boa companhia e alto astral ao som algo picante da salsa cubana de Rey Caney; Ajo, Cebolla y Tomate, porém como não mais está disponível na net, faço um link aqui para Luna Llena que também harmoniza!! rs  Have fun, salute e kanimambo! 

Salvar

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A Rioja Classica, a Rioja dos Viña Tondonia!

        Mais uma grande noite na Confraria Saca Rolha que se reúne mensalmente na Vino & Sapore, para explorar alguns dos muitos mistérios por trás de alguns rótulos de grande renome e prestigio em nossa vinosfera. Explorar vinhos de mais idade então, essa é uma experiência que me encanta e seduz, especialmente quando falamos de um vinho branco de 20 anos. Daqueles vinhos únicos que revertem regras e mudam conceitos, mas deixemos nossa porta voz, a amiga, confreira e sommelier Raquel Santos, falar por nós:          

         Em nosso encontro anterior, tentamos desbravar a região de Rioja na Espanha. Digo “tentamos” porque nesse mundo, dos vinhos, isso é uma tarefa quase que impossível de se conseguir em apenas uma vez.

         Passamos pelas principais regiões e conhecemos produtores importantes. Vimos também que uma das características desses vinhos é sem dúvida a arte do envelhecimento em barricas, e posteriormente, o tempo de maturação nas caves, inclusive para seus vinhos brancos. Foi Tondonia cemitérioexatamente aí que ficou faltando uma dose maior de investigação. Alguém lembrou do mítico Tondonia que tem um dos brancos mais originais dessa nossa vinosfera. Esse vinho é produzido pela família López de Heredia desde 1877 na cidade de Haro, capital de La Rioja. Combinamos então uma degustação dos  branco e tinto Reserva que passam 6 anos em barricas de carvalho. Além desse longo tempo que ficam em contato com a madeira, são vinhos de vida extremamente longa. Suas caves de crianza (envelhecimento) com seus nichos peculiares lhes deram fama e o nome sugerido de “o cemitério”, enfim, estamos diante de mitos a serem venerados e desfrutados.

         Confesso que a oportunidade de conhecer o famoso Tondonia me deixou bem ansiosa alguns dias antes. Era como ficar cara a cara com um ídolo, ou alguém que só se conhece de ouvir falar, e de repente todo aquele imaginário que vivia em minha cabeça pudesse se tornar realidade, ou não! São vinhos caríssimos e a ideia de compartilhar uma garrafa dessa nos permite por à prova esses mitos, uma das inúmeras vantagens de fazer parte de uma confraria.

         Como de costume, sempre iniciamos com um espumante, que nos ajuda a preparar as papilas, enquanto esperamos a presença de todos e vamos colocando a conversa em dia. Brindamos com o espumante Campos de Cima Extra Brut da vinícola do mesmo nome. Da região da Campanha Gaúcha, quase na fronteira com o Uruguay. Bem refrescante, frutado e seco. Para quem não conhece, vale a pena experimentar. Mais um exemplar entre muitos outros bons espumantes brasileiros.

         O próximo vinho, veio para acalmar os ânimos e concentrar a atenção do que teríamos pela frente: Vilarino 2012, da região de Vinho Verde – Portugal – elaborado com a casta Azal. Leve, floral, com um toque vegetal, porém com presença marcante. Boa acidez e bastante frescor.

         Enfim chegamos, era a hora do Viña Tondonia Blanco Reserva 1993.

Tondonia Branco 93         Na taça mostrava-se de um amarelo âmbar dourado, típico de vinhos envelhecidos. Afinal estávamos falando de um vinho branco de 20 anos!  Enquanto era servido, já podia-se sentir os aromas que invadiram o ambiente. Todos tentavam decifrar aqueles aromas e expressavam ao mesmo tempo, admiração, espanto e um certo olhar desconcertante de uns para os outros. Realmente era algo diferente! Revelava-se em camadas sucessivas que iam nos distraindo e faziam adiar o primeiro gole a cada aproximação da taça. Na boca, o primeiro ataque nos traz a boa acidez da Viura muito bem incorporada com uma untuosidade cremosa, rica em sabores cítricos, florais, minerais, etc….O tempo na taça só fazia aumentar a riqueza de aromas e sabores que evoluíram para especiarias (erva doce, anis), palha, flores secas, frutas cítricas. Tudo isso sem perder a vivacidade e o frescor, e evidenciando  mais ainda os seus coadjuvantes (presunto de Parma, azeite e pão). Verdadeiramente um vinho único que todos desejavam repetir a dose. Resolvemos então dar sequencia na degustação enquanto outra garrafa era providenciada e colocada na temperatura ideal de serviço.

                  Viña Tondonia Tinto Reserva 2001.

         Um típico Riojano, feito com as típicas castas: Tempranillo, Garnacha, Graciano e Mazuelo.Tondonia tinto 2001 Como  o branco, passa 6 anos por barrica de carvalho , o que torna seus taninos finíssimos e muito elegantes. Mostra grande evolução de aromas e sabores de especiarias, frutas vermelhas em geleia, tabaco, etc. Muito bem estruturado, com ótimo corpo e carácter austero, ainda mostra-se com muito frescor. Apesar dos seus 12 anos, ainda é uma criança com muita vida pela frente. Eu já ouvi por aí que esse vinho não envelhece nunca!

        Depois dessa dupla, acho que todos precisavam de um tempo para digerir  essa experiência com vinhos tão ricos e poderosos. Foi então sugerido colocar à prova mais dois vinhos intrusos, de regiões diferentes.

        

O primeiro foi o italiano Gianni Rosso di Montalcino 2010.

         Bem equilibrado, com presença de madeira, cerejas e muito aromático.

O segundo foi o francês Perrin & Fils Vinsobres Les Cornuds 2009 da região do Rhône. 

         Um vinho bem típico daquela região. Notas de frutas vermelhas (cerejas), algo picante, como uma pimenta do reino, e álcool aparente, mas não incômodo.

         Dois ótimos vinhos, dentro de suas características. Com certeza quero dar mais atenção a eles outro dia.

Clipboard Saca rolhas Rosso e Cornuds

          Voltamos no Blanco! Eu, que sempre fui defensora dos “branquinhos”, estava adorando ver aquele riquíssimo exemplar afrontar qualquer tinto que pusessem na sua frente!

         Foi bom ter reservado um tempo para os vinhos da Tondonia. Aliás, tempo é a palavra mágica quando se fala de vinhos evoluídos, elegantes e com personalidade forte como estes, é o mínimo sinal de respeito que devemos a eles. Afinal demoram tanto tempo presos naqueles tonéis ou nas garrafas para atingir seu apogeu, que quando chega o momento de libertá-los, precisamos ter calma, paciência e também elegância pois assim como nas mil e uma noites, o gênio tinha poderes ilimitados. Garanto que eles retribuem em dobro. E com alegria, compartilham conosco toda a sabedoria que adquiriram em sua longa jornada.