No Exterior - O que pode e o quê trazer

Como Trazer Vinhos de Viagem

 

Bem, a primeira premissa é saber quantas garrafas! Pela presente legislação cada passageiro pode trazer até 16 garrafas de vinho de 750ml (igual a 12 litros) desde que dentro de sua cota de USD500. Mais detalhes você pode ver aqui e aqui. Eis algumas dicas boas e baratas.

Se for trazer umas duas ou três garrafas, mais fácil é colocar na mala mesmo e bem condicionadas no meio dela, bem aninhada. Pode quebrar, mas é difícil. Para evitar maiores danos há duas opções; a primeira é optar por uns envelopes próprios para isso e fechados com zíper (veja fotos abaixo). Caso ocorram acidentes fica tudo dentro do saco e evitam-se maiores danos, porém não é fácil de encontrar por aqui sendo mais comum nos Estados Unidos e também encontrei em Mendoza. Como um quebra galho barato, uma sugestão é envolver a garrafa em bastante plástico bolha ou numa fralda infantil colocando-a dentro de um saco plástico. Pode não ser tão bonito, mas por relatos recebidos funciona e o ditado já diz; “quem não tem cachorro caça com gato”! Afinal, vivemos ou não no país da criatividade e da improvisação? rs (clique nas imagens para ampliá-las)

Clipboard wine skins

Ah, mas vai trazer um número maior de garrafas! Bem, nesse caso a melhor opção são as malas especialmente desenvolvidas para isso e no Brasil, que eu saiba, há pelo menos duas empresas que as produzem, mas aí já falamos em um investimento mínimo de 1.000 reais então, ou você viaja bastante para compensar o investimento, ou fica cara a brincadeira!! Uma outra opção bem mais em conta é comprar, caso já não tenha, uma mala de tamanho médio e pedir ao seu fornecedor habitual de vinhos a gentileza de lhe conseguir umas caixas de vinhos horizontais de papelão mesmo. Se for um bom cliente da loja ela certamente lhe conseguirá uma ou duas que possuem o tamanho certo para colocar na mala, veja as fotos abaixo. Embrulhe as garrafas em plástico bolha, rede ou meias e acondicione as garrafas na mala. Forre o fundo da mala com camisetas, malhas, coloque sapatos e chinelos nas pontas, termine com mais roupa por cima e pronto! Essa eu usei já por diversas vezes e nunca tive um acidente sequer, sem contar que a mala fica bem pesada o que não permite que o operário no aeroporto “catapulte” a mala nas esteiras! rs

Clipboard Mala vinhos

Não pensou que iria comprar muitas garrafas, mas se empolgou né? Pior, não estava preparado! Nesses casos é ver se a loja tem caixas especiais para despacho aéreo com nichos de isopor, basta passar plástico shrink na caixa e despacharOLYMPUS DIGITAL CAMERA, também funciona bem. Há companhias aéreas mais chatas que outras então, de qualquer forma, é sempre melhor conferir com a que estará viajando para ver se há alguma limitação imposta por eles e qual o custo por quilo de excesso de bagagem (cada garrafa pesa em tono de 1,3kg). Evite aquelas garrafas muito pesadas, há ótimos vinhos em garrafas comuns, de resto aproveite para trazer bons vinhos, aqueles que aqui são bem mais caros ou aqueles rótulos que aqui não estejam disponíveis já que todo esse trabalho para economizar centavos não vale a pena né?! Ah, nada de vinho a bordo exceto o comprado no free shop de saída, conforme regulamentação internacional, apesar de já ter visto autoridades em aeroportos fazendo vistas grossas para isso!

É isso, ao longo da semana finalizo os posts sobre a viagem a Mendoza e já deixo aqui um “Save the Date” para quem esteja interessado em ir lá comigo. Já estamos por finalizar os detalhes e vos avisaremos, porém as datas já estão confirmadas, sairemos dia 21 com volta dia 26 Janeiro

Trazendo Vinhos do Exterior – Isenções

 

Alguns dos posts de maior acesso neste blog são extamente os que tratam das isenções para trazer vinhos do exterior. Pesquisando sobre eventuais mudanças, me deparei com este esclarecedor video da receita federal que creio possa ser útil aos ínúmeros leitores deste blog então segue link:

“Isenções para viajantes chegando ao Brasil”

Salute, kanimambo e seguimos nos encontarndo por aqui.

Tutto Meno Alitalia – Botando a Boca no Trombone!

 

Tenho muitos acessos de pessoal que viaja e quer trazer vinhos de fora, havendo aqui diversos posts sobre esse tema. Acho que o desabafo do amigo Aguinaldo Záckia é pertinente ao assunto e certamente deverá ser de grande utilidade para os apreciadores de vinho que pretendam viajar para a Bota com essa companhia aérea e trazer alguns vinhos na volta. Não poderia deixar de publicar!

AVISO IMPORTANTE AOS AMANTES DO VINHO

TUTTO MENO ALITALIA!

Por Aguinaldo Záckia Albert

        Como filiado que sou da FIJEV – Fédération Internationale des Journalistes et Écrivains du Vin et Spiritueux, fui convidado a fazer um tour pelas regiões vinícolas da Toscana, juntamente com jornalistas de vários países.

        Organizado pela REGIONE TOSCANA, tivemos oportunidade de visitar alguns dos melhores produtores de Montepulciano, Montalcino, Morelino di Scansano e Maremma, onde fomos recebidos de forma calorosa por seus vinhateiros e provamos grandes vinhos. Uma viagem a ser guardada com carinho na memória.

          O roteiro terminou num domingo de manhã, em Suvereto, de onde partimos para Firenze. Cheguei por volta das 11:00 e, como meu voo era noturno, peguei um táxi e rumei para Firenze per fare una passegiatta e rever ao menos a cópia da estátua de David, de Michelangelo, na Piazza della Signoria, defronte ao Pallazzo Vechio (os funcionários dos museus estavam em greve).

          Uma boa pasta acompanhada de um bicchieri di vino e estava almoçado. Enquanto tomava um café, pude ouvir uma excelente contralto russa que cantava na praça algumas das melhores passagens da ópera italiana.

         Estava profundamente feliz e agradecido por poder estar vivo e estar ali, desfrutando de toda aquela beleza, depois de fazer um belo roteiro de vinhos. Sem dúvida um grande privilégio. Poderia haver alguém lá em cima – por que não? – e esse alguém podia até mesmo se interessar por mim. Muita gente acredita nisso. 

         Depois dessa tarde maravilhosa, peguei um táxi e rumei para o aeroporto de Firenze, onde pegaria um voo para Roma e, depois, para São Paulo. Começaram aí os meus problemas e a Divina Comédia quando tive que me confrontar com uma empresa aérea chamada Alitalia. Fazendo o caminho inverso do grande Dante, saí do Céu e fui lançado ao Inferno, sem passar pelo Purgatório.

         Comedido como sou, levei comigo apenas três singelas garrafas de bons vinhos, um Schidione e um Brunello de Montalcino, que comprei, e mais um Brunello, que ganhei. Levava também comigo duas pequenas garrafas e uma latinha do delicioso azeite da região recém elaborado que ganhara de alguns produtores. Lembro que a lei brasileira permite que entremos no Brasil com até 12 litros!

        Como sempre faço (e faço isso inúmeras vezes ao ano, em viagens à Europa, e mesmo à Itália) embalei os vasilhames bem protegidos em uma caixa de 6 garrafas de papelão de vinho, que tive o cuidado de embalar em plástico (mais 10,00 Euros pro beleléu). Como não se pode levar líquido como bagagem de mão, tentei embarcar a caixa juntamente com minha pequena valise. Tinha comigo apenas mais uma mala.

          E não é que fui impedido de embarcar com os azeites e os vinhos! O pessoal da ALITALIA se mostrou absolutamente intransigente, mesmo depois de ter me identificado como jornalista de vinhos e ter inclusive mostrado minha carteira profissional e o convite da REGIONE TOSCANA. Falei com várias pessoas e discuti asperamente – em bom italiano, depois em inglês – diante do absurdo de tal situação, mas nada consegui, nem mesmo me propondo a comprar outra mala ou embarcar os vinhos na mala que já tinha! Foi-me dito que a Alitalia tem há 5 anos uma norma que proíbe o transporte de líquidos na carga de seus aviões para que, caso as garrafas se quebrem (o que seguramente não iria acontecer) não molhem a bagagem alheia.

         O mais estranho é que a empresa não avisa seus passageiros de tal fato. Mais estranho ainda é que anteriormente já havia trazido vinho pela mesma companhia. O que afinal aconteceu? Será que a empresa foi comprada pelas ORGANIZAÇÕES TABAJARA para ter uma norma tão estúpida?!

         Peguei a caixa de vinhos e a abandonei no centro do salão do aeroporto e embarquei apenas com minha valise. Algum cão bem treinado deve ter cheirado bem a caixa (um cão degustador, quem sabe?) e depois algum robô deve ter desarmado a perigosa bomba…

         A empresa ALITALIA, bastante conhecida por seus maus serviços aéreos, pôde mostrar nesse episódio a sua pior face. Numa decisão absurda, impediu que fosse mostrado no exterior amostras dos dois mais conceituados produtos italianos no mundo, o azeite de oliva e o vinho, mesmo sabendo que se tratavam de amostras a serem provadas em degustações por profissionais reconhecidos. Como entender tanta estupidez e burrice na terra de Michelangelo e Da Vinci?

           Dessa forma, caros confrades e amigos do vinho, caso queiram trazer alguma coisa líquida da Itália (vinho, azeite etc.), não utilizem a ALITALIA. Você está arriscado a perder seus vinhos, ter prejuízo e ainda ser brindado com uma poltrona central na última fileira do avião, como aconteceu comigo. Comboios de africanos pelo Mediterrâneo, caravanas de ciganos pela rota do leste europeu ou barcos lotados de albaneses no Mar Adriático. Tudo isso, meus caros, É MELHOR E MAIS AGRADÁVEL DO QUE VIAJAR PELA ALITALIA. 

TUTTO MENO ALITALIA!!!

ATENÇÃO, Mudou a Lei!

 

Muitos já publicaram matéria sobre o tema, mas este é um assunto que interessa a muita gente e há bastante tempo postei sobre ele com dicas e informações legais. Pois bem, tivemos mudanças, então solicitei ajuda para quem entende, quem está no olho do furacão, o nosso amigo e já “consultor” para assuntos legais aduaneiros (rs), o Rafael (valeu mon ami) que nos esclarece as mudanças trazidas pela nova normativa (Instrução Normativa n.º 1059/2010 ). Não foram muitas, ao menos no que toca ao vinho, mas houve real redução da isenção já que o item vinhos (bebidas alcoólicas) não era previsto na norma anterior. Diz o Rafael, “ O limite de isenção permanece o mesmo (U$ 500,00 para via aérea ou marítima e U$ 300,00, para via terrestre, fluvial ou lacustre). Para bebidas alcoólicas, para que estejam incluídas na faixa de isenção, não poderão ultrapassar a quantidade de 12 litros (novidade), além de obedecer aos limites de valor. (16 garrafas) Isso significa que somente poderão ser trazidos na bagagem 12 litros de bebida alcoólica? A resposta é não. Mas o que ultrapassar o quantitativo ou o valor, será tributado à alíquota de 50%. O que ainda é um bom negócio dependendo dos vinhos

No caso das lojas francas (free shop), permanecem os mesmos limites: U$ 500,00, independentemente da isenção de bagagem. O que ultrapassar esse limite, será tributado à alíquota de 50%. Essa alíquota somente é aplicada se o viajante declarar que traz consigo conjunto de bens em valores (e quantidades, no caso de bebidas) superiores aos limites de isenção. Se declarar que está dentro do limite, quando de fato não está, e for selecionado para inspeção, será também aplicada multa de 50% sobre o que exceder o limite, além da tributação de 50%, que inclui Imposto de Importação, PIS e Cofins.

Permanece a interpretação do fiscal, no momento da inspeção. Assim, reitero o conselho de que não é recomendável ao viajante trazer garrafas do mesmo rótulo, sob pena do fiscal interpretar que o produto possa ter destinação comercial.”

Bem meus amigos, como podem ver e apesar de 16 garrafas não ser um número tão ruim assim, mais uma trolitada em nóis! De qualquer forma, explicado está e agora cuidado nas quantidades e lembre-se, o que você compra no free shop de saida no exterior, é considerado  nesta cota, ok? Só o que for comprado no Free de chegada é que é adicional. No que trouxer de fora, em você sendo um enófilo dedicado que nem eu, nada como já levar consigo sua mala de vinhos garantindo que suas preciosidades cheguem intactas. Uma boa opção no mercado que recomendo, são as Wine Cases da Tecnomalas, que valem por sua resistência e durabilidade assim como a Wine Fit

Salute e kanimambo.

Qual a Isenção Para Trazer Vinhos na Bagagem? Versão Final (Mudou).

 

Não quis apagar o post abaixo, mas agora, em Agosto de 2010, a lei mudou. Veja como isto afeta você em >> http://falandodevinhos.wordpress.com/2010/08/12/atencao-mudou-a-lei/.

 

Apesar de já ter comentado este assunto em outras ocasiões, sigo recebendo consultas. No ultimo post em que tratei deste assunto, recebi um comentário muito elucidativo e definitivo sobre o tema. O Rafael é servidor da Receita e com todo o seu conhecimento fez este comentário que creio de tamanha importância para os amigos viajantes, que merecia um post especifico. É que comentários nem todos lêem então aqui está, para quem estiver de viagem marcada nestas férias, eis como devem proceder.

 

“A primeira informação que deve ser passada ao leitor do blog é de que a faixa de isenção varia em função do transporte utilizado pelo passageiro, em função da destinação dos produtos importados e se refere sempre à bagagem acompanhada:

 

- via aérea ou marítima: U$500,00

- terrestre, fluvial ou lacustre: U$ 300,00

- terrestre, fluvial ou lacustre em veículo militar: U$ 150,00

 

O vinho pode ou não ser incluído no conceito de bagagem, e portanto estará acobertado pela faixa de isenção, SE E SOMENTE SE for destinado para uso e consumo pessoal. Não é através do número de garrafas que aquele servidor que fizer a inspeção da bagagem terá como avaliar se aqueles produtos terão ou não destinação comercial. Não existe essa regra e acredito que nem mesmo poderá algum dia existir. Será possível catalogarmos todos os produtos passíveis de importação via bagagem e definirmos uma quantidade mínima e máxima de importação? Quantos produtos novos são lançados por dia no mercado? Essa definição é impossível e precisamos entender que não é somente de vinhos que se limita a bagagem dos viajantes, no trabalho de inspeção de bagagem acompanhada.

No exemplo que você mostrou, 12 garrafas podem ou não ser consideradas como de uso pessoal: por ex., quando o viajante traz consigo 12 garrafas idênticas, do mesmo vinho, posso afirmar com toda certeza que o enófilo estará concedendo ao servidor aduaneiro uma dúvida. Então, uma sugestão que faço é não trazer todas as garrafas do mesmo vinho. Varie, adquira vinhos de produtores diferentes, com rótulos distintos.  Também não leve documentos legais, textos de internet e etc. Os servidores da aduana são bem capacitados, trabalham com essa matéria no dia a dia e conhecem bem a legislação. Ao invés disso, carregue consigo qualquer documentação que comprove a sua profissão, o ramo de mercado em que você atua. Leve consigo seu contracheque, sua carteira de trabalho, o contrato social da sua empresa ou qualquer outro documento que possa comprovar que você não atua no ramo de bebidas, mas somente é um apreciador delas. Enfim, ofereça provas e argumentos ao servidor aduaneiro, de que você trouxe aquelas garrafas para consumo pessoal. Garanto que será melhor do que levar textos legais ou dicas de agências de viagens.

O recolhimento de impostos somente se dará se as compras ultrapassarem a faixa de isenção. O Imposto de Importação será calculado mediante a incidência da alíquota de 50% sobre o valor que ultrapassar o limite de isenção. Assim, se o viajante, através de vôo internacional, trouxer do exterior U$ 750,00 em vinhos e estes foram considerados como bagagem acompanhada, ou seja, para uso pessoal, o recolhimento será da ordem de U$ 125, convertidos para moeda nacional na data do recolhimento. Ou seja, será a aplicação da alíquota de 50% sobre o valor excedente ao limite de isenção.”

 

Bem meus amigos, agora acho que não existem mais duvidas sobre o assunto. A única recomendação que faço é que evitem trazer as garrafas dentro de suas malas pois o risco é muito grande, pela forma tosca com que elas são manuseadas nos aeroportos, e prefira despachá-las em caixas bem acondicionadas. Converse com a companhia aérea, algumas cobram por volume, pois mesmo que haja um pequeno custo adicional, certamente será bem mais barato que seu terno! Uma sugestão para aqueles que curtem trazer suas preciosidades de fora, é acondicionar de forma correta seus vinhos  e recomendo o uso de malas adequadas para o transporte de vinhos, há diversas no mercado ou, eventualmente, compre em sua viagem. 

Salute e kanimambo.

Trazendo Vinhos do Exterior – A Duvida.

 

question-mark1Em meu post sobre Comprando Vinhos no Exterior, declarei que o passageiro pode trazer até 12 garrafas de vinho. O Jaime Pinsky, amigo leitor disse que sua agência de viagens lhe comunicou que no máximo seriam 6. Como não gosto de histórias mal contadas, decidi ir a fundo neste assunto e, inclusive cheguei a ligar para a alfândega do aeroporto de Guarulhos/SP onde me informaram que o máximo seriam 20! Diante de informações tão dispares, e não me lembrando onde colhi a informação anterior, resolvi que tinha que chegar no âmago da questão, ou seja, que lei ou norma rege a limitação de produtos dentro da cota de isenção de USD500?

No processo, me deparei com uma declaração – Press Release 122/2006 – produzido pela Delegacia da Receita Federal em Foz do Iguaçu que diz:

 

VOCÊ DEVE OBSERVAR O LIMITE DE QUANTIDADES

Além de observar a cota, para não caracterizar importação com intenção de revenda, você deverá respeitar as quantidades por tipo de mercadoria:

 

•        Componentes de informática, exceto memória: 01 (um item);

•        Memória para computador: 02 (dois pentes);

•        Eletrônicos: 02 (dois itens);

•        Brinquedos: 15 (quinze itens), sendo no máximo 3 (três) de cada modelo;

•        Bebidas destiladas ou fermentadas: 12 (doze) garrafas ou litros;

•        Artigos de bazar: 15 (quinze) itens;

•        Instrumentos elétricos: 2 (dois) itens;

•        Relógios: 5 (cinco) itens;

•        Instrumentos musicais: 1 (um) item;

•        Vestuário: 12 (doze) itens no total, sendo 3 (três) itens de cada peça;

•        Perfumes e cosméticos: 05 (cinco) itens no total, sendo no máximo 03 (três) itens de cada tipo;

 

OBSERVAÇÃO: Demais produtos devem ser compatíveis com as circunstâncias da viagem.

IMPORTANTE: A cota de compras permitida por pessoa é o equivalente a US$ 300.00 (trezentos dólares) se o seu retorno ao Brasil ocorrer por via terrestre, fluvial ou lacustre e o equivalente a US$ 500.00 (quinhentos dólares) se for por via aérea ou marítima. Você tem direito a uma única cota de isenção quando retornar do exterior e pode utilizá-la a cada 30 dias (seja Paraguai, Argentina ou outro País).

 

Como, todavia, essa declaração é de Outubro de 2006 e, neste país, as coisas mudam muito rapidamente, nem sempre para melhor, afora o fato de corrermos o risco de cair na mão de um fiscal mal humorado querendo aplicar subjetividades interpretativas (falei bonito não?) à lei, decidi cutucar mais fundo. Pois bem, o Decreto 4543/02 não determina nada! Aparentemente, porque já cutuquei Deus e o mundo e ninguém consegue localizar instrução normativa nenhuma com relação a este tema. O que não pode, é o volume de produtos revelar interesse de destinação comercial. A quantidade, pasmem, fica a critério do fiscal! Por isso de cada um dar uma resposta diferente. Por estas e por outras é que as leis neste país se tornam uma piada. Má redação? Sei lá, ainda não acredito que esta seja a realidade e sigo fuçando, quem sabe um amigo leitor não consegue alguém na alfândega que possa nos esclarecer este tema, tem que existir uma diretriz clara!

Minha sugestão, enquanto isso, é se limitar a doze garrafas e carregar consigo uma cópia desse Press Release (http://www.terrabrasilisturismo.com.br/v2/docs/Declaracao_de_bagagem_acompanhada.doc). Por outro lado, o Decreto 4543/02 determina os limites por produto na compra do Free Shop, que também é doze por tipo de bebida, conforme texto abaixo;

 

Compras em Loja Franca (Duty Free Shop)

 

O viajante pode adquirir, com isenção de tributos, nas lojas francas (duty free shops) dos portos e aeroportos, após o desembarque no Brasil e antes de sua apresentação à fiscalização aduaneira, mercadorias até o valor total de U$ 500.00. Esse valor não é debitado da cota de isenção de bagagem a que o viajante tem direito.

 

Além do limite global de U$ 500.00, as mercadorias adquiridas nas lojas francas estão sujeitas aos seguintes limites quantitativos:

  • 24 unidades de bebidas alcoólicas, observado o quantitativo máximo de 12 unidades por tipo de bebida.
  • 20 maços de cigarros de fabricação estrangeira
  • 25 unidades de charutos ou cigarrilhas
  • 250g de fumo preparado para cachimbo
  • 10 unidades de artigos de toucador
  • 3 unidades de relógios, máquinas, aparelhos, equipamentos, brinquedos, jogos ou instrumentos elétricos ou eletrônicos
  • Menores de 18 anos, mesmo acompanhados, não podem adquirir bebidas alcoólicas e artigos de tabacaria.

  Bens adquiridos nas lojas francas do Brasil, no momento da partida do viajante para o exterior, nas lojas duty free no exterior e os adquiridos em lojas, catálogos e exposições duty free dentro de ônibus, aeronaves ou embarcações de viagem têm o mesmo tratamento de outros bens adquiridos no exterior, passando a integrar a bagagem do viajante. Em resumo, essas mercadorias não aproveitam do benefício da isenção concedido às compras nas lojas francas do Brasil, efetuadas no momento da chegada do viajante.

Caro Jaime e amigos, espero que tenha ajudado em algo, apesar de não ter, ainda, conseguido dados mais concretos. Se conseguir algo, porque sigo atrás de mais informações, publicarei outro post sobre o assunto. A partir de amanhã, dicas de Tomei e Recomendo e Boas Compras de espumantes, nos vemos por aqui.

Salute e bon voyage !

 

 

 

Acabaram-se as Duvidas!  È pessoal, o amigo Rafael nos dá uma resposta show de bola no comentário, logo aqui abaixo, que é essencial a qualquer viajante amante dos vinhos. Veja a conclusão final deste tema em http://falandodevinhos.wordpress.com/2009/01/26/qual-a-isencao-para-trazer-vinhos-na-bagagem/ .

 

 

Trazendo Vinhos de Portugal II

 

                 Bem, já que dois amigos do vinho, me fizeram a mesma pergunta, achei que outros pudessem se interessar e preferi dar a resposta com este post. Da lista que publiquei de vinhos que acho que valem a pena ser trazidos de Portugal tanto, pela qualidade dos produtos como pela enorme economia, existem alguns que, a meu ver e pelo meu gosto, não dá para deixar de comprar e, os indiquei com dois asteriscos. Mesmo assim são muito então lá vai.

            Se estivesse solo, seriam duas caixas de seis e, obrigatoriamente em qualquer hipótese, a primeira seria de 2 garrafas cada:

  • Reguengos Garrafeira dos Sócios, Cortes de Cima Alentejo e Só Touriga Nacional. São vinhos de grande categoria que me encantam, cada um a seu modo, e que, por aqui, custam entre R$70 a 120,00. Lá compraria por menos de R$30,00 cada. A segunda caixa depende da disponibilidade do momento então vou dar duas opções
  • Se houvesse disponibilidade seria uma garrafa de cada;  Vinha Paz Reserva Dão, Chryseia Douro (2001 magnifico), Quinta Nova Grande Reserva Douro, Pape Dão, Vinhas Velhas Quinta do Crasto Douro e Malhadinha Alentejo, preferencialmente o 2003 que está divino.
  • Se a grana estiver um pouco mais curta seriam; 2 x Villa Santa Alentejo e 1 x cada Vinha Paz Colheita Dão, Quinta da Chacopalha Estremadura, Quinta dos Aciprestes Reserva Douro e o Império Bairrada 2001.

  Se estivesse acompanhado, podendo trazer umas caixas a mais, certamente não deixaria de trazer uma garrafa de cada um destes ótimos vinhos:

  • Casa de Alegrete, Adegaborba.pt, Montes Claros Reserva, Callabriga Douro, Quinta do Camarate tinto, Vértice Grande Reserva Douro, Monte da Penha Reserva Clássico e Quinta das Tecedeiras Reserva não esquecendo de completar com algumas garrafas de Soalheiro. Entre eles faria um bem bolado, escolhendo uma ou duas caixas dependendo da disponibilidade financeira.

              Enfim, é isso, espero que tenha ajudado, mais do que confundido. Salute e boas compras para quem estiver por lá. Lembre-se, estar em Lisboa e não passar pela fábrica de Pastéis de Belém para comer uns dois ou três acompanhados de um cálice de Vinho do Porto, é sacrilégio, o mesmo que ir a Roma e não passar no Vaticano. Eheheh, não dá para perder. Bem na frente tem um restaurante muito bom, e de preço razoável, O Caseiro, onde se come maravilhosamente bem. Vale a pena pedir uma Carne de Porco à Alentejana, absolutamente divina! Bon Voyage.

Trazendo Vinhos de Portugal I

 

                    O Túlio, nosso amigo leitor, me fez uma consulta que veio bem na hora em que pensava num post novo sobre compras no exterior. No caso, ele estará passando por Lisboa e me pediu algumas dicas do que trazer de lá. Como um outro amigo já me tinha solicitado a mesma coisa, eis aqui uma lista por faixas de preços, aproximados, em Euros. Tudo depende do que você tem de disponibilidade financeira, mas em geral os preços são, no mínimo, 30% do que você pagaria aqui sendo que, nos vinhos mais caros, cerca de 50%. Dos que não menciono safra é porque, por experiência própria, sei que são constantemente bons e os indicados com um asterisco, são aqueles do qual não abriria mão caso fosse eu comprando. De qualquer forma, são todos belíssimos vinhos, alguns excelentes e os preços são super convidativos.

Até Euros 12: (tem produtos de 6, 8 e 9 Euros)

  • Do Alentejo; Monte dos Cabaços Colheita Selecionada 2003, Marquês de Borba Tinto, Reguengos Garrafeira dos Sócios 2001**, Montes Claros Reserva 2004*, Couteiro-Mor Reserva 2004, Casa de Alegrete 2004*, Corte de Cima Alentejo**, Villa Santa 2006**, Adegaborba.pt Reserva 2004*.
  • De Terras do Sado; Só Touriga Nacional 2003**, Quinta do Camarate Tinto*.
  • Do Douro; Altano Reserva Douro*, 3 Bagos 2003, Quinta dos Aciprestes Reserva Douro 2004*, Prazo de Roriz Douro 2003* (este é mais fácil comprar no Free Shop de Lisboa já que tem sempre), Quinta dos 4 Ventos 2004.
  • Do Dão; Casa de Santar Reserva*, Vinha Paz Colheita*.
  • Outros; Império Bairrada Reserva 2001*, Quinta da Chacopalha 2004 da Estremadura e o melhor branco elaborado com a uva Alvarinho, o Soalheiro 2006** produzido em Monção no Minho.

De Euros 13 a 23:

  • Do Alentejo; Herdade do Pinheiro Reserva 2003**, Monte da Penha Clássico Tinto*, Cartuxa Colheita 2004, Quinta do Carmo 2003*.
  • De Terras do Sado; Coleção Privada Domingos S. Franco 2003.
  • Do Douro; Casa Burmester Reserva 2004, Evel Grande Escolha 2003*, Quinta das Tecedeiras reserva 2004*,  Vértice Grande Reserva 2003*, Post Scriptum**, Callabriga 2004**, Redoma 2004*, Quinta da Pacheca 2003 e o delicioso Campo Ardosa 2003**.
  • Do Dão; Vinha Paz Reserva 2003**.
  • Outros; Vinha da Nora 2000* e Chocapalha da região da Estremadura. Quinta do Noval Porto LBV 2000**, Warre´s Otima Tawny 10 anos*.

De Euros 24 a 34:

  • Do Alentejo; Malhadinha 2003**, Vale do Ancho Reserva 2004 e o Mouchão.
  • Do Douro; Quinta Nova Grande Reserva 2005**, Gouvyas Vinhas Velhas 2004*, Quinta de Roriz Reserva, Quinta do Crasto Vinhas Velhas 2004** e Quinta dos 4 Ventos reserva 2003*.
  • Do Dão; Quinta do Perdigão Touriga Nacional 2004, Pape 2005**,Quinta da Pellada 2005*.
  • Vinhos do Porto; Niepoort Tawny 10 anos*, Ramos Pinto Ervamoira 10 anos tawny, Dow’s Vintage 1997**, Warre’s Vintage 1997 e Kopke Vintage 2003*.
  • Outros; Quinta do Monte D’Oiro Reserva 2004 da Estremadura e o Dado, um vinho originado de uvas do Dão e do Douro, elaborado por dois grandes produtores. Não conheço, mas dizem ser muito bom, em especial o de 2001.

Acima de Euros 34, o céu é o limite. Eis algumas sugestões sendo que, um em especial me encanta, pois é um grande vinho. Dos outros não conheço a maioria e a seleção sugerida é mais de ouvir falar e advinda de leitura sobre néctares ícones das casas produtoras. Do Douro vem o meu xodó, o Chryseia**. Em podendo compre e guarde. Tomei um 2001 recentemente, e garanto que é um elixir dos Deuses mas custa algo próximo aos 50 Euros o que é puxado, mas bem inferior aos mais de R$300 cobrados aqui. Vamos aos outros grandes vinhos: Quinta do Crasto Touriga Nacional 2003, Ferreirinha Douro Reserva Especial, Quinta do Carmo Alentejo Reserva 2003, Xisto Douro, Quinta do Vale Meão, Quinta vale Dona Maria Douro 2003, Quinta do Mouchão Alentejo Tonel 3-4, Zambujeiro  2004, Quinta do Infantado entre muitos outros, sem falar do principal ícone dos vinhos Portugueses, o Barca Velha que tem preços bem acima dos 100 Euros e, dependendo da safra, pode ir lá para cima, bem alto!

           Estando em Portugal, o negócio é comprar vinhos Portugueses, pois os preços são ótimos, a variedade grande e a qualidade é muito boa. De qualquer forma não existem grandes opções de vinhos importados e os preços apesar de serem mais baixos do que aqui, não são tão compensadores quantos dos vinhos locais.  Quanto e onde comprar? Olhe depende do tempo que você tiver. No caso do Túlio sei que vai estar em Lisboa, então a minha sugestão é fazer a compra pelo site da Garrafeira Nacional pedindo para que façam uma boa embalagem, preferencialmente embrulhando cada garrafa num plástico bolha e passe lá para buscar e conferir. Uma ou duas caixas de seis, eu aproveitaria e optaria por comprar as doze garrafas aproveitando a oportunidade! Aproveite e conheça um pouco da baixa de Lisboa (centro velho) que é um lugar encantador. Pelas minhas pesquisas, os preços da Garrafeira são bastante bons e você ainda pode pedir o Tax Free Refund que lhe dará um desconto  de algo como 10% na apresentação no Aeroporto (lhe devolvem em dinheiro). Outra boa opção on-line é a Portwine ( http://www.theportwine.com/gca/index.php?id=59) especializada e, apesar de não o conhecer pessoalmente nem ter tido qualquer experiência de compra com eles, se tem o aval do Pingus (Pingas no Copo) tem também o meu.

                 Se tiver tempo pesquise outras lojas, uma opção fácil são os supermercados Auchan, Pão de Açúcar e Continente, todos com menos variedade, mas a lista acima é grande e boa parte dos rótulos até 25/30 Euros poderá ser encontrada por lá, assim como a loja Gourmet do Corte Inglés. Lembre-se que, na volta, as compras no free shop de chegada são cota adicional. Então, fora suas 12 garrafas, que tal comprar umas garrafitas de Quinta da Bacalhoa ou de Piriquita, este ultimo uma grande pedida para o dia-a-dia? Bem, depois disto, só me resta desejar Bon Voyage e que Bacco ilumine sua escolha.  Salute!

Vinhos Argentinos, na Argentina.

 

               Existem vinhos na Argentina que, por alguma razão não aparecem por aqui. Talvez até haja importadores trazendo estas preciosidades, mas desconheço e não os vejo em lojas em São Paulo ou aquelas que trabalham com vendas on-line. Como tive algumas consultas sobre este tema e, também, sobre que vinhos comprar no exterior, aqui vão algumas dicas sobre o que buscar por lá em sua próxima visita ou listar para seu amigo do peito que esteja indo:

              A Bodega Del Desierto elabora vinhos muito bons com preços muito acessíveis. Da sua linha 25/5, gostei muito dos dois que tomei, o Cabernet Sauvignon e o Chardonnay, mas existem outros varietais que devem ser interessantes, em especial o Cabernet Franc que é muito elogiado. Ainda na linha dos vinhos baratos e muito bons, a Família Cassone produz excelentes vinhos por preços inacreditáveis. Eu tomei dois da linha Finca Florencia, o Malbec e o Merlot, e fiquei bastante impressionado pela elegância e harmonia de ambos, especialmente o Malbec já que o Merlot é mais austero. O Posta Del Vinatero Malbec 2005 Angel Paulucci que tomei, também me agradou bastante apesar de ser num estilo mais carnudo e potente. Tomei-o acompanhando uma bela perna de cordeiro na casa de um amigo e a harmonização ficou perfeita. Uma boa opção para quem tenha preferência por este estilo de vinho. Patron Santiago, da Finca El Zorzal, é um outro rótulo muito interessante, apesar de um pouco mais caro do que os outros aqui mencionados,  do qual eu tomei um muito bom, Cabernet Sauvignon 2002.  Tomei, ainda, um Stradivarius, que deveria ser um tipo de um Porto, mas elaborado com Malbec. Óbvio que não tem nada a ver com um Porto, mas é muito interessante e combinou muito bem com uma torta de chocolate que foi servida. Algo diferente! Para finalizar, um vinho curinga, para aquelas refeições onde o pessoal pede pratos dos mais variados, é o Saint Felicien Cabernet/Merlot produzido por Catena Zapata. Um vinho muito agradável, equilibrado muito redondo que já provei em diversas ocasiões e de safras diferente, porém sempre confiável e de fácil harmonização.

               O que comprar por lá? Bem, aí é muito difícil e uma decisão muito pessoal de cada um. Depende muito do caixa disponível. Primeiramente, é importante saber que pela legislação Brasileira, se pode trazer até 12 garrafas de vinho desde que dentro de sua cota de USD500 (compras no free de chegada não entram nessa cota e são uma boa opção. Vale a pena checar antes pela internet). Tendo dito isso, você pode trazer qualquer um dos vinhos acima, porque aqui não os encontrará e, com isso, estará ampliando e diversificando seu conhecimento de vinhos argentinos e surpreendendo seus amigos enófilos, ou qualquer outro que eu listei anteriormente em meus posts recentes sobre vinhos Argentinos. Pessoalmente, quando compro vinhos no exterior, o faço com rótulos que, normalmente, eu não tenha condições financeiras de comprar aqui, mesmo que só possa trazer meia dúzia. Um vinho de R$30 ou 50 tenho mais facilidade de comprar, já um de R$150 ou 200 não. Considerando-se que os vinhos lá custam algo como 50% do preço aqui nas lojas, a economia real é maior nessa faixa mais alta e me permito, conseqüentemente, tomar vinhos melhores. Por cerca de R$45 a 50 compro um Angélica Zapata, Por R$70 um Quimera, Por R$40 um Clos de Los Siete, um Rutini Cabernet/Malbec por R$30, e por aí vai.

              É isso, boas compras, veja algumas dicas de onde comprar em meu post “Comprando Vinhos no Exterior” e aproveite com sabedoria. A Argentina tem inúmeros rótulos de boa qualidade que merecem ser conhecidos, somente listei uma pequeníssima parte desse universo em todos estes posts. Aventure-se, corra riscos, desbrave essa imensidão de sabores e aromas. Ah, não esqueça do Montchenot Gran Reserva, vinho diferenciado, meio cult, de grande complexidade e elegância que merece ser conhecido. Vinho de guarda e se você encontrar da safra de 98 compre, é garantido e o preço deve andar por volta dos R$30 a 35,00, uma pechincha. Lembrando, vinhos devem ser comprados em lojas em que fique claro que estes estejam sendo bem condicionados preferencialmente longe do sol e em locais refrigerados. Com vinhos de guarda o cuidado é maior ainda, pois são mais suscetíveis aos maus tratos que porventura venham a sofrer. Se já é importante comprar vinhos em lojas idôneas quando em casa, quando no exterior isto é essencial já que não dá para voltar à loja no caso de um eventual problema. Salute amigo e que Bacco lhe ilumine o caminho com boas escolhas!

CORREÇÃO - Encontrei hoje (1/03/08) os vinhos da Familia Cassone em São Paulo, realmente na Granja Viana em Cotia, na Casa Palla, veja dados em “Onde Comprar”. O Finca Florencia está por $29,00.

Comprando Vinhos no Exterior

 

Em função de minhas atividades profissionais, sempre viajei muito. Nos últimos quatro para cinco anos, meus principais destinos foram; Espanha, Portugal, EUA, França, Inglaterra, Argentina e Uruguai. Como, na maioria das vezes, minhas viagens eram super corridas eu não conseguia tempo para praticar um de meus hobbies prediletos, fuçar loja de vinhos. Sabendo disso, eheheh, comecei a fuçar on-line antes de viajar! Podendo trazer até 12 garrafas de vinho, mais o extra do free shop de chegada, foi assim que construí uma adega de razoável qualidade sem perder as calças no processo. Isso e escolhendo as lojas certas, em São Paulo, para fazer as minhas compras de vinhos básicos e de gama média já que os vinhos de gama alta eram os que eu comprava fora.

O mais fácil é comprar on-line antes da viagem, pedindo para que a entrega seja feita no hotel, no escritório de seu agente, ou algum outro lugar de fácil acesso para você. Eventualmente, nos casos onde a compra on-line não é viável, se faz somente uma reserva e depois passa-se para pagar e retirar, sem grandes delongas. Tive casos onde a loja não tinha o produto e, gentilmente localizou o rótulo pretendido em outa loja anexando-o ao lote pretendido. Conforme for comprando você estabelece relacionamentos que  facilitam futuras compras.

Antigamente era mais fácil, você ia comprando uma garrafa aqui outra acolá e levava numa sacola a bordo. Depois da implantação de tantas regras de segurança novas, ficou inviável carregar garrafas a bordo e, obrigatoriamente, isto quer dizer despachar os vinhos como bagagem. Nestes casos, sugiro comprar os vinhos somente na cidade em que vai embarcar de retorno ao Brasil sempre tendo em conta que seu limite nos dias de hoje (Julho/2012) é de 12 litros (16 garrafas) ou USD 500! Minha sugestão para aqueles que curtem trazer suas preciosidades de fora, é acondicionar de forma correta seus vinhos evitando trazê-los na mala junto com suas roupas pois as surpresas na chegada podem não ser nada agradáveis. Eu recomendo o uso de malas adequadas para o transporte de vinhos. Caso, no entanto, você seja pego de surpresa e tenha que trazer uma série de garrafas, ainda acho preferível embalá-los em caixas de vinho mesmo, só que algo mais reforçadas e passe o shrink que tradicionalmente é disponibilizada em aeroportos pelo mundo. Acho que o pessoal de transporte trata melhor a embalagem por saber que contém vinhos (vidro) do que as malas comuns de roupa para os quais o tratamento é amplamente conhecido! Opcionalmente, alguns aeroportos como os de Barcelona e Londres, possuem boas lojas de vinhos e free shops de qualidade como de Lisboa e esses você pode levar a bordo. Lembre-se no entanto, que esses vinhos entram na sua cota de compras no exterior e há menos diversidade de rótulos, ok? Eis algumas dicas de lojas onde você pode fazer seus pedidos antecipados. Busque seus rótulos de interesse e compare preços.

Espanha:

França: 

  • Lavinia – Tem uma enorme loja bem próximo da Place de Madelaine, na avenida do mesmo nome, com estação de metrô quase na porta. Ali na região existem várias outras lojas que vale a pena fuçar se você tiver uma  tarde livre – http://www.lavinia.fr/
  • Au Verger de la Madelaine – Também encostada na Place de Madelaine desde 1937 e, importante, atendimento atencioso e mais, pasmem, em inglês e espanhol. http://www.verger-madeleine.com/.
  • Outras lojas on-line; http://www.chateauonline.com/ (que possui lojas fisicas, uma delas entre a Ópera e a Place de Madeleine na Rue Gomboust 7, Paris que abre nuns horários meio estranhos: segunda 16h45-20h-30, terça a sexta 10h30-14h30 / 16h45-20h30 e aos sábados das 10h00-14h00) e http://www.1855.com/
  • Na própria Place de Madeleine, mais três lojas; Fauchon (www.fauchon.com) , Hediard (www.hediard.fr)  e Nicolas (que por sinal tem quase que a cada quadra em Paris) www.nicolas.com.

Portugal:   Adegas  e enotecas são conhecidas como  garrafeiras.

  • Garrafeira Nacional – em pleno centro histórico de Lisboa, talvez a melhor coleção de Vinhos do Porto, mas possui, também, boa diversidade de vinhos de todas as outras regiões e denominações Portuguesas assim como as melhores aguardentes e licores – http://www.garrafeiranacional.com/.
  • Vinhos & Coisas é uma grande loja, com restaurante, em Matosinhos no Porto, mas sempre usei os serviços deles on-line – http://www.vinhoecoisas.pt/.
  • Lusa Wines – http://www.lusawines.com/

Inglaterra: Este país tem uma forte cultura de vinhos apesar de não produzir quase nada, a não ser os espumantes que começam a ganhar fama. São grandes importadores e os vinhos têm destaque nas boas redes de supermercados como Tesco e Waitrose. Veja os sites abaixo.

Itália

EUA: Bons preços para vinhos Franceses. Hoje a taxa cambial não ajuda, mas mesmo assim é comum ver bons vinhos de Bordeaux e Bourgogne mais baratos que em Paris.

Argentina: – Montes de lojas por tudo que é lado em Buenos Aires, com preços que variam pouco e, quando o fazem, normalmente é para cima. Das lojas de rua recomendo a Vinoteca Lo de Joaquin Alberdi na Rua Jorge Luis Borges 1772 em Palermo Viejo. Próximo de diversos restaurantes e bares em um local super charmoso e o Joaquin é super gente fina. Certamente a loja mais simpática, que eu conheço, na linda Buenos Aires. Afora isso as lojas da Winery (por todos os cantos) e da Tonel Privado na Galeria Pacifico no centro. Do Marco Aurelio Ruellas uma dica de uma boa loja do centro de B.Aires, a Quem tiver outras dicas não hesite em compartilhar conosco.

Chile: O Raul Fagundes em seu blog, publicou diversos posts sobre o Chile e sua recente viagem em Fevereiro/08. Estas dicas são dele que informa que, ao contrário de Buenos Aires, que respira vinho e possui um montão de lojas espalhadas por tudo o que é bairro, em Santiago esta presença é bem menos sentida. Eis os poucos pontos de venda que ele conseguiu descobrir por lá.

Das lojas on-line, legal para pesquisa afora compras, a unica que encontrei é a Chile Vinos (www.chilevinos.com) que me pareceu bastante completa e com preços interessantes, mas só para comparar preços, porque o atendimento inexiste já que quis comprar, mandei-lhes três e-mails e nada de me responderem quando dessiti da consulta. Podem tentar um clube de vinhos chamado La cav (www.lacav.cl ) com contato por e-mail com Paula Jara no pjara@lacav.cl. Conversando com uns produtores Chilenos, fica claro que lá, os grandes vendedores de vinhos são mesmo os supermercados que estão muito estruturados para isso com uma vasta e diversa coleção de rótulos de qualidade.

Uruguai – Tenho tido uma procura grande por dados de onde comprar vinhos neste país, mas realemente tenho poucas dicas. As duas principais estão abaixo:

  • Sineriz, este é para quem cruza a fronteira de carro. É uma loja Duty Free na fronteira, me disseram que há várias, mas esta me pareceu a mais interessante com alguns rótulos bem interessantes e preços idem. Veja aqui.
  • A Bodega Bouza, um dos principais produtores de vinhos de qualidade no Uruguai, lista uma série de lojas em que seus vinhos são vendidos. Só o fato de revenderem vinhos deste ótimo produtor, já os credencia. Veja a lista acessando o site deles.

No Brasil, os custos de importação, impostos e, alguns, excessos de margens de lucro na cadeia comercial, geram preços excessivamente altos para os vinhos de alta gama. Tem vinhos que aqui custam R$300 / 350 e 400,00 e eu comprei lá, por preços variando de Euros 18  a 30,00. Faça a conta! Para quem tem a oportunidade de viajar, esta é uma boa forma para conseguir comprar grandes vinhos sem perder as calças.  Conforme for obtendo mais dicas legais, estarei atualizando este post e, caso você tenha alguma contribuição, por favor não hesite em enviar os detalhes para publicação. Compare preços, faça boas compras e, salute!