Confraria Frutos do Garimpo

Amigos, nesse garimpo que venho fazendo há anos por nossa vinosfera, toda a hora me deparo com algumas pérolas e bons vinhos porém nem sempre ao preço certo. Mais raramente, no entanto, dou de cara com algumas belas ofertas desses mesmos vinhos que merecem ser compartilhados com os amigos então decidi começar esta exclusiva Confraria Frutos do Garimpo - Logoconfraria de compras e oportunidades como forma de compartilhar esses Frutos do Garimpo. Não, não é mais um clube de vinhos, é uma Confraria, não havendo quaisquer cobranças mensais ou obrigação de compra.

Mensalmente, a partir de Setembro, sujeito a disponibilidade montarei uma série limitada de caixas (avisarei a quantidade disponível nas chamadas mensais) com 4 garrafas destes achados, frutos do meu garimpo. A cada mês os valores mudam (devendo ficar entre R$200 a 350) e os vinhos mudam, podendo até haver maior disponibilidade num ou noutro mês ou não haver nenhuma oferta já que, lembrando, são Frutos do Garimpo e aquela “pepita” nem sempre dá as suas caras e quando dá são de pouca monta! Podem ser duas garrafas de um mesmo vinho e as outras de dois vinhos diferentes, podem ser duas garrafas de dois rótulos, a cada mês a história será diferente, o objetivo é compartilhar as pepitas achadas nas entranhas de nossa vinosfera. Passo os preços com minha resenha dos vinhos e você compra se quiser e quando quiser, tendo tempo para pesquisar, porém como as quantidades serão limitadas a venda será realizada aos primeiros que confirmarem e somente uma caixa por pessoa.

O foco será, obviamente, na qualidade atrelada a um preço abaixo da média do mercado, diversidade de estilos e uvas, sendo coerente com tudo o que venho escrevendo já faz anos. Eventualmente poderei me deparar com outros frutos que não vinho, por exemplo um acessório, no qual o conceito também se aplique e o incluirei para apreciação dos confrades. Pintou oportunidade na minha praia, a idéia será compartilhá-la com você e disponibilizá-la aos confrades e confreiras se houver quorum. A confirmação da reserva se dará através de depósito em conta, após o qual faremos a entrega que será gratuita em Cotia,Alphaville e nos seguintes bairros de São Paulo > Morumbi, Vila Olímpia, Itaim, Jardins, Pinheiros e Butantã. Qualquer outro local de entrega ficará sujeito a cobrança de frete junto com o depósito da reserva e avisado antecipadamente. Eventualmente, poderá ser retirada na Vino & Sapore por aqueles que moram na região da Granja Viana, no entanto os Frutos do Garimpo não estarão disponíveis na loja e, caso venham a estar nas prateleiras, estarão com preço de mercado.

Gostou da idéia, tem interesse em participar? Pois bem, preencha o formulário em clicando aqui e assim que tenha o primeiro “KIT” pronto, deve ser Setembro, lhe enviarei e-mail com os Frutos do Garimpo do mês e as resenhas. Estes achados não serão divulgados na internet ou em redes sociais, então sua inscrição na Confraria “Frutos do Garimpo” será a única forma de você vir a ter acesso a eles.

Kanimambo a todos que vierem a apoiar este novo projeto que se inicia agora em Setembro de 2015. Bem vindos a bordo e espero que a viagem seja prazerosa!

Mi Terruño, Não é Só Cara Bonita!

Ultimamente tenho visto um melhor trabalho por parte dos produtores no sentido de desenvolver rótulos mais marcantes. Lógico que o visual não é tudo e nem tudo o que brilha é ouro, mas que ajuda a vender 20180317_125719ajuda e falo isso por experiência. Afinal, no meio de tanto rótulo nas prateleiras algo que se destaque chama a atenção e tem uma chance maior de venda quer se compre por rótulo, sim existe quem o faça, ou não. Nesta semana falarei sobre dois pares de vinhos em que os rótulos me chamaram a atenção. Uma dupla espanhola e uma dupla argentina, patamares de preço e qualidade diferentes, propostas diferentes, porém as duas me agradaram bastante. Seja pelo inusitado, no caso dos espanhóis, seja pela boa relação PQP (Preço x Qualidade x Produto) dos argentinos dos quais falo hoje.

Mi Terruño é uma bodega argentina trazida ao Brasil pela Palácio dos Vinhos e de sua linha de produtos me interessei por provar dois rótulos da linha Expression, a segunda gama de entrada da bodega, que se encaixam dentro do meu conceito de garimpo, vinhos de bom preço com qualidade da qual não abro mão. Um Sauvignon Blanc e um Malbec, dois vinhos que provei e aprovei e por tanto decidi compartilhar com os amigos.

O Sauvignon Blanc vem do Vale do Uco, fermentado em cubas de inox e apresenta boas características da casta com notas herbáceas puxando para chá verde e frutas cítricas de boa intensidade. Na boca é um vinho de acidez bastante equilibrada, cítrico com um final de boca em que despontam limão e algo de grapefruit com ele toquinho de amargor tipico da fruta. O álcool é um pouco alto para um vinho que tem como conceito ser leve, 13%, e 20180317_171347_Burst01aparece quando fora de temperatura. Sendo servido em torno dos 6 a 8 graus centigrados é imperceptível e o conjunto é bastante agradável. Vi no mercado com preços que variam ao redor de R$75,00 mais ou menos 5.

O Malbec, apesar de ter gostado do branco (SB acima), me chamou mais a atenção. Estou sempre em busca de vinhos deste estilo, vinhos mais elegantes com taninos mais finos mostrando harmonia em vez dos vinhos super extraídos em todos os sentidos e que, de tão maduros, se tornam enjoativos. Neste caso as uvas vêm de vinhedos da região de Maipu e Tupungato com 55% do vinho passando por barricas de 2º uso francesas e americanas durante parcos 4 meses. O bastante para fazer a diferença, porém sem afetar demais o vinho. Paleta olfativa de boa intensidade onde predomina frutas vermelhas em especial ameixa, taninos finos, médio corpo, boa textura, leves notas tostadas num rico meio de boca, alguma especiaria de final, um vinho muito agradável de tomar. Sem fruta madura demais, sem taninos excessivos, gostei bastante e me pareceu bastante versátil, de massas a carnes grelhadas ou só aquele papo amigo com frios e queijos. Mesma faixa de preço do Sauvignon Blanc e mais um vinho que gostei e aprovei na faixa de preço em que se encontra

Dois vinhos que vão além da cara (rótulo) bonita, valem a pena e não é todo o dia que podemos tomar grandes vinhos. No próximo falarei de dois Rosés de que gostei bastante e depois falo daqueles espanhóis que mencionei no inicio, um 100% Graciano e o outro um Tempranillo Branco, uma mutação da uva tinta que só recentemente (2007) foi incluída no rol das uvas autorizadas em Rioja.

Tenham todos uma ótima semana, kanimambo pela visita e seguimos nos vendo por aqui, na Vino & Sapore ou numa das várias curvas de nossa vinosfera.

 

* Disponível nas boas lojas do ramo entre elas na Vino & Sapore

 

 

Temporada de Degustações Começa com o Descorchados 2018

A fina flor dos produtores sul americanos estará por lá e a temporada começa bem, inclusive com a mudança do local. Considerado o maior e mais importante guia de vinhos Sul Americanos > Argentina, Chile, Uruguai e Brasil, o Guia Descorchados chega à sua edição 2018 com mais de 3.000 021001_WineSpitting_Mainvinhos degustados de mais de 155 vinícolas argentinas e 190 chilenas, 30 vinícolas uruguaias e 16 vinícolas brasileiras. Eis a nota que recebi da assessoria de imprensa e recomendo, muita coisa boa e novidades a conhecer. Para quem gosta de diversidade, como eu, um prato cheio! Ah, vá com calma, é fácil de meter o pé na jaca num evento destes e projetar sua visita é essencial assim como cuspir. Sim, cuspir, mas com educação! Aliás, eis aqui algumas dicas para quando for neste e outros eventos do gênero. De resto, falemos do evento.

São mais de 1.000 páginas com as notas dadas por Patrício Tapia, idealizador e organizador do guia, que conta com a colaboração de Eduardo Milan, editor de vinhos da Revista Adega. A publicação traz também detalhes sobre as principais uvas, harmonizações e recomendações, tornando-o referência para o setor.

O lançamento da versão 2018 será feito em conjunto com uma grande feira de vinhos, com cerca de 100 produtores confirmados, dos 4 países. Os visitantes poderão conhecer os principais destaques, além de conversar com produtores, enólogos e importadores.

Em São Paulo, o evento acontece no Villaggio JK, na Vila Olímpia. O espaço contará ainda com palestras e mesas especiais para as “conversas com vinho”, onde especialistas estarão disponíveis para falar sobre determinados rótulos de forma mais descontraída, para grupos menores.

No Rio de Janeiro o evento terá uma versão pocket, com 20 produtores e acontecerá no Village Mall, na Barra da Tijuca.

Em 2018, o Guia Descorchados completa 20 anos de existência. Sua história começou no Chile, com avaliações somente de vinhos daquele país. Segundo Tapia, “o Guia Descorchados tem um grande Mercado no Brasil. É impressionante ver a vontade dos brasileiros em conhecer novidades, o que me motiva cada vez mais em estar mais próximo dos brasileiros”.

O Guia Descorchados pode ser adquirido no e-commerce da Loja Sabor.club no endereço http://loja.sabor.club/, bem como os ingressos para os eventos de São Paulo e Rio de Janeiro. A compra do ingresso dá direito a um exemplar do guia no valor de R$ 150,00.

E assinantes da Revista ADEGA e Revista Sabor têm 50% de desconto. Para solicitar o benefício os clientes deverão enviar e-mail para assinaturas@innereditora.com.br e solicitar o link de acesso. Os assinantes do Clube Adega também ganham um exemplar do Guia, bastando confirmar a presença pelo email concierge@clubeadega.com.br

Para o trade e associados da ABS São Paulo os ingressos têm preços especiais e para o cadastramento devem enviar e-mail para info@innereditora.com.br solicitando informações.

SERVIÇO

Guia Descorchados 2018
Ficha Técnica :

• Tiragem: 5.300 exemplares
• Páginas: 1.230 páginas + capa
• Formato: 15x 23cm
• Periodicidade: Anual
• Distribuição: Principais livrarias do país, venda online e mailing selecionado.

LANÇAMENTO Guia Descorchados 2018 – São Paulo
Local: Villagio JK – Rua Funchal, 500 – São Paulo – SP

Data: 10 de abril de 2018
Horário: Trade e Imprensa – 14:30h às 17:30h // Público final – 18:30h às 21:30h

LANÇAMENTO Guia Descorchados 2018 – Rio de Janeiro
Local: Village Mall – terraço

Data: 12 de abril de 2018
Horário: 18h às 21:30h

Fui, kanimambo pela visita e seguimos nos encontrando por aqui, na Vino & Sapore ou quem sabe no Descorchados 2018?? Saúde!

Bacalhau Espiritual!

Último post sobre a Páscoa com uma receita de bacalhau, entre mais de 1001 (rs) que tem tudo a ver com o dia. Quem ainda não optou pela receita de hoje, ainda dá tempo, acho! Eis a receita para 6 pessoas da Miriam Cavalcante no site Tudo Gostoso.

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Ingredientes

  • 700g de bacalhau dessalgado
  • 3 batatas grandes cozidas
  • 2 cenouras grandes cozidas
  • 6 fatias de pão de forma sem casca
  • 3/4 de xícara de leite quente
  • 2 cebolas médias picadas
  • 2 colheres de sopa de azeite
  • 3 colheres bem cheias de manteiga ou margarina
  • noz-moscada a gosto
  • sal a gosto
  • 1 caixa de creme de leite
  • 1 xícara de requeijão tipo catupiry
  • queijo parmesão ralado

Preparo

  1. Cozinhe o bacalhau
  2. Deixe esfriar e desfie em lascas grandes
  3. Em uma vasilha pique o pão e regue com o leite
  4. Deixe de molho por uns minutos
  5. Depois amasse o pão com o leite fazendo um purê de pão
  6. Reserve
  7. Passe as batatas e as cenouras no espremedor fazendo um purê
  8. Reserve
  9. Numa vasilha misture com um garfo o creme de leite como requeijão
  10. Reserve
  11. Ligue o forno para preaquecer
  12. Em uma panela grande coloque a cebola com o azeite e a margarina e doure
  13. Acrescente os purês de batata e de cenoura e misture bem
  14. Coloque o purê de pão e a noz moscada e misture novamente até que fique tudo bem encorpado
  15. Acrescente metade do bacalhau e misture
  16. Desligue o fogo e acerte o sal
  17. Em um pirex coloque metade da massa de purês, cubra com o restante do bacalhau e por cima coloque o restante da massa
  18. Cubra tudo com a mistura de queijo e creme de leite e polvilhe com o parmesão ralado
  19. Leve ao forno, 200° C, até dourar.

Na Tudo Receitas, uma versão algo diferente desta acima, clique e veja, escolha a que achar melhor. Eu hoje estou em outra (pescado no forno) e o bacalhau, quem sabe o Espiritual, será para Domingo. O Vinho para acompanhar, eu vou de um branco luso com certeza, provavelmente um Dão! Feliz Páscoa, preferencialmente em família, mesa farta e copos idem! Kanimambo pela visita e lembro que a Vino & Sapore abre neste Sábado para que o almoço de Domingo não seja regado a laranjada!! rs

Vinho e Chocolate na Páscoa

Cada um tem seus preferidos e nem precisa de ser vinho de sobremesa ou fortificado. Tem argentino, australiano, uruguaio, chileno, italiano e francês, para tudo o que é bolso e gosto, mas como o blog é meu, rs, falo do que gosto então aqui vai!

Acho os vinhos de Banyuls, região catalã de Roussillon na França (1659 com o Tratado de Pirineus) quase fronteira com a Espanha, que também são fortificados uma ótima opção e há diversos rótulos no mercado. Como não conheço muitos com importação local ( a maioria do que provei não está no Brasil) fica difícil sugerir, porém o da Chapoutier já provei, gostei e é uma opção segura.

Gosto de alguns argentinos, especialmente os Late Harvests de Malbec como o da Susana Balbo e Melipal assim como Malamado da Zuccardi que é fortificado.

Do Uruguai gosto muito do Dominio Cassis Licor de Tannat que ainda por cima tem bom preço. Tem outros como o Toscanini, Familia Deicas e também gostei bastante do Alcyone da Vinedo de los Vientos.

Agora, minha praia é mesmo com os Vinhos do Porto e aqui existem controvérsias quanto à harmonização dos Tawny e dos Ruby. Pessoalmente acho que os Tawnies e Vinhos Madeira se dão melhor com chocolates ao leite, Colomba, Panetone, doces conventuais portugueses, frutos secos, tortas de amêndoas e similares.  Já os Ruby costumam se dar melhor com chocolates meio amargos e amargos, tortas de chocolate com nozes e amêndoas e outras coisas do gênero, importante é que o chocolate seja meio amargo para servir de contra ponto à doçura do vinho mais acentuada do que nos Tawnies que possuem notas mais amadeiradas e alguma oxidação resultado do processo de vinificação. Óbvio que o que manda aqui é o gosto pessoal, mas eu sigo essa cartilha. rs Este Nirvana me pareceu especial, mas há outros de muita qualidade no mercado.

Duas sugestões abaixo (onde tem o Madeira pode usar um Porto Tawny para você se divertir nesta páscoa e sair da mesmice. Harmonize ovinho com O Vinho e seja feliz! Bons feriados, eu abrirei a Vino & Sapore no Sábado, mas Sexta e Domingo também vou curtir!! rs kanimambo pela visita

Páscoa - Vinho e Chocolate

Frutos do Garimpo Deste Mês Focou a Páscoa!

Na Confraria Virtual Frutos do Garimpo, este mês foquei na Páscoa e decidi compartilhar as dicas com os amigos porque ainda dá tempo de procurar no mercado estas quatro dicas de bons vinhos e desfrutar das harmonizações sugeridas.

Como tema queria vinhos que tivessem a ver com a Páscoa, que pudessem harmonizar com os pratos mais tradicionais desta época seja para a Sexta Santa como, Bacalhau (pescados) ou Domingo como Cordeiro (carnes). Optei por uma garrafa de cada vinho e com isso gerando mais diversidade de escolha para harmonizar, dois lusos e dois espanhóis!

Os dois Portugueses são da DFJ renomado produtor que foi indicado em 2017 pela Wine Enthusiast como um dos top 5 produtores europeus. O que aprecio neles é que seus vinhos apresentam ótima relação PQP (Preço x Qualidade x Prazer) desde seus vinhos de entrada até os mais premiados. Em parceria com a Lusitano Import escolhi dois exemplares.

Casa do Lago Branco – Alenquer, Região Lisboa – um corte de Fernão Pires (Maria Gomes), com Arinto e Chardonnay que produz um vinho muito harmonioso e fresco sem passagem por barrica. A Fernão Pires aporta corpo, aromas e teor alcoólico, a Arinto a acidez e a Chardonnay traz um pouco mais de untuosidade e complexidade compondo um conjunto muito agradável, aromático, de médio corpo e fresco prometendo compor bem com diversos pratos de bacalhau um pouco mais leves, inclusive as entradas como bolinhos ou pataniscas. Preço de mercado entre R$65 a 70,00.

Paxis Bulldog – Alenquer, Região Lisboa – um corte tradicional português com as castas Touriga Nacional, Touriga Franca e Tinta Roriz. Também sem passagem por barricas, estamos diante de um vinho de boa extração de cor e corpo médio, bom volume de meio de boca, bem frutado, porém com os taninos bem integrados terminando aveludado. Um bom vinho para acompanhar pratos de bacalhau mais estruturados como um Lagareiro e até o cordeiro para quem preferir um vinho com menos “pegada” mas que marca presença. Preço de mercado entre R$75 a 80,00 e foi eleito pela Wine Enthusiast entre os TOP5 Best Buys do ano.

Para os tipos de pratos de que falamos na Páscoa, acho que os vinhos ibéricos também se adequam muito bem, então com a ajuda da Almeria Importadora, escolhemos dois tintos espanhóis que creio podem se dar bem com pratos de bacalhau algo mais pesados (ao forno com tomate, pimentão, etc.) e também ao cordeiro especialmente se for paleta na brasa ou ao forno. Vamos a eles:

Paco Vintage – Navarra – um corte meio a meio de Tempranillo e Garnacha, a uva principal desta região, com uma leve passagem de 2 meses por barricas de carvalho francês de terceiro uso. Fruta abundante, notas de fruta madura, algo balsâmico com taninos macios bem integrados e algo floral no nariz e um final de boca algo especiado. Redondo, equilibrado, boa acidez, um vinho que pode até “maridar” bem com paella marinara para quem preferir trocar o bacalhau de Sexta por este delicioso prato espanhol. Preço no mercado entre R$125 a 135 Reais.

Viña Magna 6 Meses – Ribera del Duero – 95% Tempranillo (Tinta Fina como é conhecida na região) com um toque de Cabernet Sauvignon da região norte e mais alta da Ribera que le aporta uma acidez mais marcante e algumas notas minerais em função do solo calcário da região. Ameixa, notas de baunilha dos seis meses de barrica mas bem sutis sem afetar o conjunto de médio corpo para encorpado, muito rico meio de boca, complexo, taninos finos presente, uma bela combinação para o cordeiro de Domingo e, cada um harmoniza como quer, um bom bacalhau! No mercado entre R$150 a 155,00

Para finalizar uma pepita extra, um Porto Ruby muito especial desenvolvido pela DOW’S, em parceria com os especialistas em harmonização da The Flanders Foundation na Bélgica, para harmonizar com chocolates meia amargos e amargos, é o Nirvana que vem em garrafas de 500ml e já experimentei com diversos chocolates. Gostei especialmente dos com alguma fruta cítrica como laranja e cramberry, mas vai até com chocolates ao leite, mesmo que não com o mesmo brilho e está no mercado entre os 140 a 180,00 reais. Quer se divertir, abra um desses com uma torta de chocolate meio amargo e nozes ou amêndoas!!

Amigos, ainda dá tempo para quem não comprou seus vinhos para este final de semana que promete! Ovinho sem O Vinho, não tem graça e refeição sem vinho é café da manhã, então vamos logo, só faltam dois dias!! rs

Kanimambo pela visita e não posso deixar de lembrar que a Vino & Sapore estará aberta hoje e amanhã das 14 às 20h e Sábado das 10 às 19h para não deixar você passar vontade. Fui, cheers, saúde, salud, prosit …!

Desafio de Syrah às Cegas dia 17/04

O primeiro de 2018 já que só recentemente o ano começou de verdade. Obviamente que a realização do evento se dará na Vino & Sapore onde receberei os amigos com um Espumante de boas vindas eBlind tasting by Mark A. Stamaty SEIS belos exemplares de Syrahs de primeiro nível sendo servidos de forma aleatória e às cegas para que, sem qualquer influência externa, você se debruce sobre alguns vinhos escolhidos por mim. Vinhos da; Argentina, França, Marrocos, Brasil, Chile e África do Sul serão servidos às cegas e você escolherá o melhor vinho deste embate, você será o Juiz. Eu, bem eu só abro a boca no final! rs

Eis os Desafiantes ao Melhor Syrah da noite com os preços de mercado. Está bom, se você preferir Desafiantes ao Melhor Syrah do Mundo!! rs Enfim, brincadeiras á parte a seleção é de primeiro nível e somente 12 “juízes” estarão presentes então faça logo a sua reserva.

Las Moras 3 Valleys Syrah – San Juan/Argentina (R$225,00) / Brunel de La Gardine St. Joseph – Rhône/ França (R$215,00) / Tandem – Marrocos (R$189,00) / Raka –  Stanford/África do Sul (R$195,00) / Guaspari Vista da Serra – SP/Brasil (R$195,00) e Casas del Toqui Gran Toqui Syrah – Maule/Chile (R$145,00)

Onde fica a Vino & Sapore? Para quem é da região a localização dispensa apresentações, mas aqui vai para os outros amigos interessados: Rua José Felix de Oliveira 875, centrinho da Granja Viana acesso pelo km 24 da Rodovia Raposo Tavares sentido Cotia, a partir das 20h e somente 12 vagas disponíveis das quais 4 já eram! Estacionamento gratuito no local, água, queijos, embutidos, pão artesanal e azeite. Reservas antecipadas, valor por pessoa de R$160,00 pagos no ato da reserva, casais R$300,00. Ligue para (11) 4612-4647 de Terça a Sexta das 14 às 20h , Sábado das 10 às 19h ou passe na loja ou envie e-mail para vinoesapore@gmail.com e garanta logo seu lugar nesse embate que promete!

Conheça um pouco mais da cepa Syrah/Shiraz e prepare-se para o julgar o Desafio. O artigo inteiro está aqui, publiquei em em 2008 e de lá para cá muito vinho já rolou na taça, mas acho que está bastante atual.

Syrah ou Shiraz, dependendo em que parte do mundo é cultivada, é mais uma das grandes uvas Francesas que percorreram o mundo como a Cabernet Sauvignon, Merlot e Chardonnay entre outras. Estudos a apontam como a sétima cepa mais plantada no mundo (2005) com cerca de 150.000 hectares plantada pelo mundo afora. Hoje certamente deve ser bem mais!Syrah Grape Fred Miranda

Dizem que sua origem, e nome advêm da cidade de Shiraz na Pérsia antiga tendo sido disseminada pelos Fenícios, porém estudos de DNA realizados por um grupo de pesquisa da Universidade de Viticultura e Enologia da Califórnia em 1998, determinaram que a origem é mesmo do sul da França, proveniente da “cruza” das cepas Dureza e Mondeuse Blanche. Foi exatamente nessa região, norte do Rhône, que esta cepa ganhou fama e daí se espalhando pelo mundo ganhando popularidade na versão varietal e em diversos cortes. Está muito presente, também en toda a costa mediterrânea, inclusive da África, em especial no Languedoc Francês onde aparece muito em assemblages.

         Do Rhône à África do Sul, passando pela Sicília, Portugal, Chile e Austrália, são inúmeros os estilos de vinhos elaborados devido aos mais diversos terroirs em que são plantados. Como em qualquer outra cepa, impossível generalizar! O que é fato é de que em algumas regiões, têm apresentado uma exuberância difícil de ser sobrepujada. É uma cepa bastante tânica gerando vinhos bastante encorpados de grande estrutura e capacidade de envelhecimento. Os bons exemplares de Syrah tendem a trazer consigo uma certa dose de mineralidade, fruta intensa e uma marca muito própria de especiarias com uma certa alusão a pimenta gerando um final de boca algo picante. Os vinhos do Novo Mundo tendem a ser mais potentes e intensos,com maior presença de fruta madura e algo de chocolate enquanto os Europeus puxam para um estilo mais elegante, porèm de grande estrutura, com taninos aveludados de boa textura e algo mais especiados.

Uma boa semana para todos e não esqueçam do O Vinho da Páscoa, porque Bacalhau com Guaraná não combina não!! rs Kanimambo pela visita, saúde e nos vemos por aí ou por aqui.

Bacalhau e Vinho, 1001 Receitas e Harmonizações Idem!

Bem, já diz o ditado que há 1001 receitas para bacalhau e tem até site com uma coletânea delas para ninguém botar defeito. Para todos os gostos e bolsos, sim dá para fazer algumas por um precinho bem camarada especialmente as que levam bacalhau desfiado ou em lascas. Como você deve já ter entrado no link que passei no post anterior para escolher o tipo de bacalhau que quer comprar, agora adapte-o ao prato e mão à massa! Eu já sei o que vou fazer, provavelmente um Bacalhau à Brás e já estou de olho na paleta de cordeiro!! rs Já os vinhos, bem esses ainda não decidi não, mas estou com alguns em mente.

Harmonizar um prato de bacalhau depende muito da receita e como podem ver pela pesquisa que fiz em 2009 com alguns amigos como Didu Russo, Pingus Vinicius, Walter Tommasi, Álvaro Galvão, João Pedro de Carvalho entre outros (clique aqui) que fiz e outras experiências realizadas  (clique aqui ) cada um tem a sua sentença, isso é harmonizar! Cada um tem seu gosto, cada um tem suas tradições, o importante é o prazer que se sente, viaje nos links pois tem muita coisa interessante a explorar neles.

Tem gente que gosta de Vinho Verde, outros gostam de tintos poderosos e outros de vinhos brancos mais complexos, cada um com sua preferências, porém eu cheguei a algumas conclusões que creio podem dar uma mão aos menos experientes que buscam incrementar essa experiência. Como disse, o vinho a escolher depende da receita do bacalhau, então vou sugerir alguns estilos de vinho ficando a escolha do rótulo a tomar consigo e, eventualmente, com seu sommelier de confiança na loja que você costuma comprar e confia.

  • Bolinhos de Bacalhau, Punheta de Bacalhau e Pataniscas vão bem com Vinhos Verdes Brancos sejam eles blends (Alvarinho/Trajadura dá muito certo) ou varietais de Alvarinho, Avesso, Loureiro ou Azal.
  • Bacalhau com Natas, Açorda ou Grelhado com Amêndoas vai bem com vinhos levemente amadeirados como um Chardonnay ou Antão Vaz, vinhos mais untuosos. Gosto também dos brancos do Douro de médio corpo tradicionalmente cortes de Viosinho, Gouveio e Rabigato ou do Dão com Encruzado, Bical, Cerceal e Malvasia .
  • Bacalhau desfiado tipo; à Brás, Arroz de bacalhau e Brocoli, Gomes de Sá e no estilo é uma questão de gosto, vão bem com brancos sem madeira alentejanos ou regionais Tejo e tintos de taninos de pouca intensidade das mais diversas origens, já me dei bem com argentinos (blends) e franceses do Rhône, até Tannat já rolou!rs
  • Bacalhau assado no forno, churrasqueira e frito tipo; Lagareiro,Transmontana, Nárcisa e São Lourenço, a meu ver vão melhor com vinhos mais encorpados, complexos, de taninos finos. Vinhos menos jovens, portugueses e espanhóis preferencialmente, mais maduros com quatro a cinco anos de vida quando os taninos já se encontram melhor integrados certamente se darão bem.

Agora, quer colocar um Brunello, um potente Malbec, fique á vontade, explore seus próprios caminhos e o que lhe fizer feliz, pois já vi muita harmonização inusitada dar muito certo, mas saiba que os riscos serão grandes! rs Por outro lado, todas as vezes em que falo de harmonização insisto no ponto de que a harmonização é uma combinação de fatores em que o prato e o vinho são apenas dois dos players nessa equação. As pessoas são essenciais, então quando do ato da compra leve em conta quem estará presente e quantos.

Saúde, kanimambo pela visita e nos vemos aí!

Semana Santa, Bacalhau na Sexta e Cordeiro no Domingo!

mas não só, tem também Pão e VINHO!!! rs Semana Santa chegando e já começam as tradicionais perguntas sobre que vinho acompanhar o Bacalhau, algo que ocorre todo o ano nesta época e já produzi aqui inúmeros posts sobre o tema, mas antes de falar disso deixa eu falar dos símbolos da época:

Símbolos da Páscoa

  • Peixe (Bacalhau): Na época da Idade Média (ainda hoje), os cristãos deveriam obedecer os dias de jejum, excluindo de sua dieta alimentar as carnes “quentes ”, já o peixe era uma comida “fria” e seu consumo era incentivado pelos comerciantes nos dias de jejum. Como o bacalhau era abundante e barato, este passou a ter forte identificação com a religiosidade e a cultura do povo português.Os portugueses desembarcaram o hábito de comer bacalhau no Brasil já na época do descobrimento. Mas com a chegada da corte portuguesa, no início do século XIX, ocorreu uma difusão natural. Em 1843, a Noruega oficialmente exportou a primeira carga de bacalhau para o Brasil.Os intelectuais da época, liderados por Machado de Assis, sempre aos domingos, reuniam-se em restaurantes do centro do Rio de Janeiro para degustar um autêntico “Bacalhau do Porto” e discutir os problemas brasileiros. Ainda hoje são muitos os restaurantes especializados em preparar e servir um autentico bacalhau, marca da união do homem à mesa em torno de longas conversas.
  • Cordeiro: O cordeiro é o símbolo mais antigo da Páscoa, é o símbolo da aliança feita entre deus e o povo judeu na páscoa da antiga lei. No Antigo Testamento, a Páscoa era celebrada com os pães e com o sacrifício de um cordeiro como recordação do grande feito de Deus em prol de seu povo, a libertação da escravidão do Egito. Assim o povo de Israel celebrava a libertação e a aliança de Deus com seu povo. Moisés, escolhido por Deus para libertar o povo judeu da escravidão dos faraós, comemorou a passagem para a liberdade, imolando um cordeiro.
  • Pão: significa o corpo de Jesus que foi oferecido para os discípulos na ceia final
  • Vinho: o vinho representa o sangue de Cristo que foi servido para os discípulos na última ceia e é considerado um dos símbolos da Páscoa.
  • Ovo de Páscoa (Chocolates): a tradição do ovo é antiga e teria surgido com os povos do Mediterrâneo, Oriente e Leste Europeu. O ovo significa nascimento e em outros locais a alegria de uma nova vida (ressurreição). Os ovos de páscoa, assim como os chocolates de várias marcas, são usados para presentear amigos e familiares no domingo de páscoa. O ovo, indica riqueza e fartura e nesse período, de acordo com as crenças, a vida está sendo renovada. No século XVIII, os franceses tinham o costume de retirar a parte interna dos ovos de galinha e enchê-los com chocolate. O coelho da páscoa também se tornou um símbolo da data que indica prosperidade

Muito bem, vamos do inicio, o Bacalhau! De cara há que se saber o que é para não comprar gato por lebre, e aí sugiro clicar neste link , afinal sem uma boa matéria prima não se faz bons produtos, neste caso um prato de Bacalhau e tem muita coisa se fazendo passar por sem ser! Já as receitas são mais de 1000 e se pensarmos nas potenciais harmonizações outras tantas então difícil ser objetivo em dicas sobre o tema, mas na Quarta vou ousar dar algumas sugestões! rs

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Com o cordeiro, um bom tinto encorpado seja do Douro, Alentejo, de Ribera del Duero ou de onde você preferir vai sempre bem e dificilmente se erra. Eu ainda prefiro os blends portugueses, mas cada um tem seu gosto então viagem! Nesta foto aqui um vinho que curti muito, mas que não mais anda por nossas bandas, o Martué um espanhol de Pago na região de Toledo próximo a Madrid, baita vinho que fez uma “maridage” perfeita e maravilhosa com o Cordeiro. Caiu o queixo, mas não sobrou garrafa no mercado para contar a história!! sniff Uma boa opção, a meu ver e me lembrando agora desta harmonização, seria o Clos d’Esgarracordes

Na Quarta ou Quinta falo das harmonizações com o Bacalhau e também com os chocolates, volta para me visitar aqui. É isso, uma ótima semana para todos e nos vemos por aqui, na Vino & Sapore ou qualquer um desses recantos de nossa Vinosfera! Sa~ude e kanimamo.

Gewurztraminer & Curry, Deliciosa Combinação!

Clássica harmonização, Gewurztraminer e pratos condimentados asiáticos.  Uma uva cultivada em muitas regiões, principalmente na Alsacia (França) e nas regiões do Rhein e Pfalz (Alemanha), mas também na Austria, Itália (Alto Adige), Nova Zelândia, Austrália, Chile, Estados Unidos e alguma coisa por aqui no Brasil em que a Angheben elabora um que aprecio bastante.

Os vinhos de Gewürztraminer normalmente são de cor amarelo intenso, quase dourados. Por conta de sua composição e características da casca, são vinhos com grande estrutura em boca. Uma de suas “fraquezas” é a acidez, muito delicada e, que em anos mais quentes, tende a ser muito baixa e um açucar residual por vezes alto demais para os secos mas que é providencial para os vinhos de sobremesa como os Spätlese. São sempre muito aromáticos, com notas marcantes e características lembrando lichias e pétalas de rosas com toques, de maior ou menor intensidade, de especiarias. Apesar de, à primeira vista não parecer, graças às suas características aromáticas e gustativas, os vinhos de Gewürztraminer secos e jovens são ótimos parceiros para a culinária, especialmente pratos com riqueza aromática e bem condimentados, como a cozinha asiática – chinesa e indiana. Curries mais suaves aceitam bem os mais maduros como foi o caso deste Gustav-Lorentz 2013* de cor dourada brilhante e aromas intensos de damasco e lichias que nos convidam a levar a taça à boca que é onde o vinho realmente interessa!

O prato, um Curry de Frango com Maçã, chutney de manga levemente apimentado e coco polvilhado por cima, uma receita da família que dá um ibope danado aqui em casa. O vinho com suas nuances de frutos tropicais, levemente especiado, corpo médio e acidez equilibrada com um toque mineral de final de boca casou á perfeição e repetirei esta harmonização em muitas e muitas outras ocasiões porque o resultado, para o meu gosto obviamente, foi excelente! Tudo aquilo que buscamos numa harmonização, equilíbrio e uma “turbinada” nos sabores, quando 2 + 2 somam 6!! rs Melhor ainda a companhia, porque sem isso a harmonização fica manca, rs, bão demais da conta sô!

Curry e Gewurztraminer

 

Penso que deve ficar muito interessante com Moqueca, mas ainda não provei, vou colocar na minha lista de experiências enogastrônomicas. Por hoje é só, espero que curtam e partam para vossas próprias experiências porque como já dizem os ingleses, “practice makes perfect” então vamos praticar é muiiiito!! Kanimambo pela visita e seguimos nos encontrando por aqui, na Vino & Sapore ou em qualquer outra esquina de nossa deslumbrante vinosfera. Fui, saúde!!

 

* Disponível na Vino & Sapore e outras boas lojas do ramo

Roncier Branco, o Último dos Mohicanos!

É sempre triste quando abrimos uma última garrafa de um vinho que sabemos não existir mais no mercado. Foi o caso deste delicioso Roncier Branco trazido pela saudosa Vínica de tantos bons vinhos com preços idem. Gostava de tomar diversos de seus vinhos e os vendia bem pois a relação PQP (Preço x Qualidade x Prazer) era ímpar no mercado e triste por ver que nenhum dos outros importadores ainda não tenha aberto os olhos quanto aos produtores excepcionalmente bem garimpados pela amiga Paula Kerr.

Um desses produtores era a Maison Tramier & Fils que entre outros bons rótulos produz os vinhosHarmonizando roncier (2) Roncier (branco e tinto) que eu apelidei de Vin de Bistro! Um vinho descompromissado, sem safra, sem região determinada e as uvas, bem essas só para quem soubesse! rs Vinhos com qualidade e precinho, coisa muito rara quando falamos de França. Por incrível que pareça ainda tinha algumas garrafas (do tinto ainda tenho, mas acho que vou matar! rs) na Vino & Sapore e entrou na promoção. Ao final, sobrou uma solitária garrafa na prateleira abaixo das 50 pratas como meu amigo Didu gosta e eu também, não resisti e levei a moça para casa, um verdadeiro Ménage à Trois com minha loira!

Fruto de um corte de Aligoté, Chardonnay e Colombard, o que indica Borgonha, o vinho depois de mais de três anos seguia fresco e vibrante, boa pegada de boca com uma certa untuosidade, porém mantendo uma certa leveza de ser. Num almoço descompromissado com um peixe (filés de dourado) que faço no forno, foi uma manjar dos mais agradáveis que vai deixar uma enorme saudade. Sem muita complicação, sem muita explicação, sem firula, só prazer. Bão demais da conta sô e fiquei com aquele gostinho, neste caso frustrante, de quero mais! Paulinha, traz de volta vai???

Sei que falar de vinhos que não tem no mercado é sacanagem, por isso evito postagens do tipo, mas tinha de compartilhar com os amigos essa deliciosa experiência. Por outro lado, quem sabe não volta, aí já tem o registro! Fui, kanimambo pela visita e seguimos nos encontrando por aí. Saúde

Roncier branco