João Filipe Clemente

Semana Que vem Tem Mistral!!

Afora o Wine Dinner no Koizan, postei ontem, a semana começa a mil! Lamentavelmente não sei há ainda alguma sobra de ingressos, sempre vale tentar, mas dias 6 e 7 em São Paulo e 8 no Rio de Janeiro, realiza-se um dos mais importantes eventos de nossa vinosfera tupiniquim, o Evento Mistral, um verdadeiro show de grandes rótulos, produtores e muita diversidade. Eu estarei lá na Segunda e comentarei aqui o que por lá vi, meus achados e preciosidades degustadas.

Mistral 2016Criado pela Mistral Importadora em 2003 e realizado apenas a cada dois anos, o Encontro Mistral chega a sua 8ª edição em 2016 como um dos mais respeitados eventos de vinho de todo o mundo. Em São Paulo, acontece nos dias 6 e 7 de junho, no hotel Grand Hyatt, e no Rio de Janeiro, no dia 8, no Sofitel Copacabana.

Setenta e oito vinícolas de 15 países participam neste ano, muitas representadas por seus proprietários ou enólogos, que servirão cerca de 500 rótulos pessoalmente ao público. “O Encontro Mistral é uma grande oportunidade para conhecer os verdadeiros responsáveis pela história do vinho de alta qualidade de todo o mundo”, afirma Ciro Lilla, presidente da importadora.

Grandes celebridades do mundo vinho que já participaram de outras edições do evento estão de volta em 2016. É o caso dos portugueses Luis Pato, proprietário da vinícola da Bairrada que leva seu nome, e Dominic Symington, da Symington Family Estates, do Douro. “O Encontro Mistral é a mais importante série de degustações jamais organizada na América do Sul”, diz Symington. “Talvez, o evento de vinhos com organização mais profissional em que já participei”, afirma Pato.

O público também poderá reencontrar no Brasil nomes consagrados, como o espanhol Miquel Ángel Cerdà, proprietário da Ànima Negra e Terra de Falanis, maior representante da ilha de Mallorca; o argentino Alejandro Vigil, enólogo chefe da Catena Zapata, que acaba de receber uma nota 100 de James Suckling por um novo vinho da casa; os franceses Yann Schyler, da Schröder & Schyler, o mais antigo negociante de Bordeaux e dono do Chateau Kirwan, e Jean Louis Despagne, proprietário e enólogo do Château Tour de Mirambeau, considerado uma das melhores compras entre os vinhos de Bordeaux; e o italiano Paolo Coppo, da Coppo (Piemonte), grande mestre da casta Barbera.

O Encontro Mistral 2016 traz ainda muitos outros nomes de destaques. Do Velho Mundo, os franceses Eve Faiveley, sétima geração no comando do reputadíssimo Domaine Faiveley (Borgonha), e Florent Baumard, proprietário do Domaine Baumard (Loire), muito elogiado pela Wine Spectator e um dos poucos do seu país a usar screwcap em vinhos de longa guarda; os italianos Roberto Stucchi, da Badia a Coltibuono (Toscana), um dos mais importantes de Chianti Classico, e Leone Contini Bonacossi, da Tenuta di Capezzana (Toscana), que produz vinhos há doze séculos na única denominação da Itália onde a Cabernet Sauvignon é obrigatória; e os portugueses Alvaro Castro, das Quinta da Pellada & Quinta de Saes (Dão), um enólogo arrojado, entre os grandes do país, e o jovem Diogo Campilho, da Quinta da Lagoalva de Cima (Ribatejo), um dos enólogos mais promissores de Portugal, que é descendente da família Real brasileira.

 Do Novo Mundo, o sul-africano Johann de Wet, proprietário da De Wetshof, primeira vinícola da região de Robertson e pioneira na casta Chardonnay do país, o neozelandês Nigel Avery, filho do fundador da Sileni Estate, que produz vinhos sob as práticas da agricultura sustentável, que sempre estão entre os mais estrelados do país, os uruguaios Daniel e Elisa Pisano, proprietários da vinícola batizada com o sobrenome da família, que é a melhor do país, segundo especialistas como Jancis Robinson e Steven Spurrier, e do Brasil, Luis Henrique Zanini, da Vallontano, um dos mais reputados enólogos nacionais.

Não haverá venda de ingressos no local, então a única opção é contatar a Mistral diretamente entre hoje e amanhã e rezar para ver se sobrou algum convite. Na próxima aviso mais cedo, sorry!

São Paulo: 6 e 7 de junho – Grand Hyatt (Av. das Nações Unidas, 13301)

Rio de Janeiro: 8 de junho – Sofitel Copacabana (Av. Atlântica, 4240)

Informações: www.mistral.com.br/encontro

Harmonizando Culinária Japonesa no Koizan, Granja Viana, Vem!

A culinária japonesa casa com vinho? Sim, garanto que sim e este jantar harmonizadoKoizan que realizaremos neste próximo dia 9 de Junho a partir das 20h, pretende demonstrar isso para os que quiserem curtir sensações hedonisticas diferenciadas. Junto com o administrador e sócio do restaurante, João Paulo, montamos um menu degustação que visa mostrar um pouco da diversidade do cardápio dando uma escapada por outros temperos, porém sem desviar da essência da casa.

Koizan InteriorO  restaurante Koizan tem história aqui na Granja Viana onde se instalou à mais de 18 anos sendo pioneiro ao trazer novos conceitos para a região, seja na culinária seja na arquitetura onde se quis reproduzir o clima das casas de campo japonesa. Um deleite para os olhos e, neste caso, também para o estômago! rs Com uma clientela da região, mas também de São Paulo especialmente nos fins de semana, o restaurante é uma marca na gastronomia da região com um ambiente bem tradicional e aconchegante. O menu degustação será composto de cinco pratos (incluída a sobremesa) que serão devidamente acompanhados por cinco vinhos e botamos de tudo na roda; espumante, vinhos brancos, rosés e tinto!

O evento servirá também para lançar oficialmente a parceria entre o Koizan e a Vino & Sapore com apoio de alguns de nossos fornecedores como a Mr. T, Almeria e Lusitano Import. Certamente uma experiência que esperamos seja muito agradável, mas que será limitada a no máximo 30 pessoas, então se ficou curioso não enrola não! rs

Eis o que montamos para você se esbaldar:

Entrada Quente – Guioza de Camarão com espumante Santa Augusta Brut Rosé

1º Prato – Mini Combinado de Sushi, Sashimi e Huramaki com Vinho Paxis Arinto

2º Prato – Ceviche com Vinho Versátil Branco

3º Prato – Teppan de Carne e legumes com Vinho Paxis Lisboa Tinto ou Teppan de Salmão com Vinho Cantagua Sauvignon Blanc

Sobremesa – Fruton de Frutas Vermelhas Flambadas e Sorvete de Creme com uma taça de Espumante Santa Augusta Moscatel

O Koizan fica na Rua José Felix de Oliveira, 852, Granja Viana, acesso pelo Km 24 da Rodovia Raposo Tavares sentido Cotia, interior. Preço por pessoa, pago no ato da reserva, é de R$110,00 que cobre o menu, vinhos (100ml de cada), água e café. Para reservar ou mais informações, contate:

Vino & Sapore (João Filipe Clemente) pessoalmente ou pelo e-mail vinoesapore@gmail.com telefone (11) 4612-6343 das 14 às 19h ou no Koizan (Marina) E-mail koizan@ig.com.br tel (11) 4321 2083 / 4702 6351.

Bem, por hoje é só, mas amanhã tem mais. Kanimambo e quem sabe não nos vemos dia 9?

Clipboard koizan - Vino

 

Argentina Rica em Vinhos Brancos, Sabia?

É gente, a maioria quando pensa na Argentina como produtora de vinhos de qualidade só vê tintos pela frente, mas em minhas andanças por aquelas bandas as descobertas têm sido muitas. Já falei aqui sobre a Argentina sem Malbec, sobre Malbecs com perfis diferentes sem excessos, mas não me lembro de ter louvado os brancos então estava na hora!

Que sou um amante de vinhos brancos não é segredo para a maioria que me lê chegando ao ponto de cunhar a frase de que os brancos são a pós graduação dos vinhos e acredito piamente nisso. Cheios de sutilezas, são vinhos que mostram grande diferenciação entre as uvas usadas, vinhos vibrantes e alguns extremamente complexos quebrando um monte de paradigmas como os conceitos de longevidade e até do uso de decanteres para aerar algumas preciosidades, é um outro mundo que, em minha opinião, deveria ser mais explorado por todos. Mais, não tem clima apropriado, tanto faz no inverno como no verão, depende muito mais do que você vai comer e com quem vai estar, o resto é o resto! rs

Tendo dito isso, vamos falar dos vinhos brancos argentinos com dez sugestões de rótulos que eu provei e recomendo como excepcionais em sua categoria, porém há um grande número de belos vinhos a explorar bastando baixar a guarda e sacar rolhas sem preconceitos pois pode-se viver grandes momentos e descobrir enormes surpresas tente! Entre as uvas brancas, a Torrontés segue liderando com cerca de 27% da produção total seguida da Chardonnay com aproximadamente 16%, Chenin Blanc e Sauvignon Blanc com cerca de 6% cada e depois a Semillon e Viognier com 2% cada e a Riesling com menos de 0,5%.

A Torrontés, que representa para os vinhos brancos o que a Malbec representa para os tintos, já produziu vinhos de pouca qualidade, algo enjoativos e de difícil aceitação por aqui, mas em recente viagem provei alguns vinhos incríveis, a maioria de Salta. Os Viticultores aprenderam a trabalhar melhor a uva nos vinhedos e os enólogos a extrair dessas uvas um vinho de qualidade superior, vinhos a serem explorados pelos mais céticos e preconceituosos seguidores de Baco.

Argentinian Wine Grapes Clipboard by JFC

Eis então, uma seleção de vinhos excecpionais que eu adoraria ter em casa sendo que alguns dos rótulos, lamentavelmente, só comprando por lá mesmo.

Susana Balbo Signature Torrontés Barrel Fermented (Mendoza)- apesar de eu destacar os vinhos de Salta, para mim este exemplar é o melhor Torrontés do país com uvas de Altamira no Vale do Uco e leve passagem por madeira. Sublime e, a meu ver, um dos melhores brancos argentinos!

Montesco Água de Roca Sauvignon Blanc, Passionate Wines, Matias Michelini – Uma mineralidade incrível e marcante, um vinho inesquecível e uma experiência única. Vem da região mais alta mendocina, Gualtallary em Tupungato. Bebendo da fonte nas montanhas, demais!

Mendel Semillon (Mendoza) – Este vem pelas mãos do lendário Roberto de la Mota, vinhedos do Vale do Uco em pé franco com mais de 70 anos de idade, vinte porcento passa em barrica por uns seis meses, que é o que lhe dá a untuosidade porém sem cobrir o frescor e a fruta muito presentes. Floral (frutos secos) nos aromas, boga rica e fresca de boa persistência, gostei muito! Vem de Mendoza

Humberto Canale La Morita Riesling Old Vineyard (Patagônia)- uma enorme surpresa esse vinho que é elaborado com uvas de vinhedos muito antigos (1937). Macio, fresco (particularidade dos vinhos desta zona), uma leve agulha, longo e muito elegante com notas sutis minerais e algo de limonada e maçã verde, gostei muito e me surpreendeu!

Alma Negra Viognier de Ernesto Catena (Mendoza) – predominantemente Viognier, leva um tempero de Chardonnay e Gewurztraminer que fazem diferença. Provei este vinho comendo em Puerto Madero num restaurante de culinária peruana, e foi dos deuses! Um vinho que surpreende e um dos melhores Viognier que já tomei. Fermentado em barricas francesas de 2º uso com posterior estágio de seis meses em barricas novas e usadas (2º e 3º uso) francesas e americanas, show!

Bressia Lagrima Canela (Mendoza) – Chardonnay com Semillon elaborado com uvas da região de Tupungato com vinificação e estágio em barricas novas americanas e francesas por 14 meses. Um branco de grande estrutura, complexo e longevo, pede tempo e é um crime tomá-lo jovem, melhor com uns quatro a cinco anos de vida, vinhaço!

Viña Alicia Tiara (Mendoza) – demais este vinho, em linha com o anterior, um vinhaço de grande complexidade. Vem de Luján de Cuyo, vinhedo em Lulunta, e é um blend de Riesling, Albariño e Savignin que prima pelo vigor e frescor, um vinho que há tempos me encanta,só inox, só fruta!

El Enemigo Chardonnay (Bodega Aleanna) – existem diversos ótimos Chardonnays argentinos, mas este sob a regência de Alejandro Vigil, está uns pontos acima em minha modesta opinião. O vinhedo está em Gualtallary o que já é um plus em função da altitude que lhe aporta excelente acidez e boa dose de mineralidade. Doze meses em barricas francesas só 35% novas, sem battonage deixando as leveduras criar “flor” (um tipo de véu sobre o mosto) resultando em complexidade de aromas, bom corpo, um chardonnay diferenciado e cativante.

Para finalizar esta curta lista de destaques, quero falar de dois vinhos brancos doces que acho muiiito especiais:

Tukma Torrontés Tardío (Salta) – me encantou e me arrependo amargamente de na hora da prova não ter dado um jeito de comprar umas garrafas! A Torrontés produz muito bons late harvests especialmente quando temperada com uvas tipo Riesling ou até Sauvignon Blanc aportando acidez, mas este está perfeito solo! Vinhedos com mais de 50 anos a 1900 metros de altitude, sutis notas florais típicas da casta, citrico, muito bem balanceado, me encantou.

Saint Felicien Semillon Doux (Mendoza) – Luján de Cuyo, colheita tardia com Botrytis, um “sautern” com um jeito argentino de ser! Somente 20% passam por barricas francesas novas por 12 meses e o restante do vinho fica em tanques de inox sobre borras (Sur Lie) para posterior blend e engarrafamento. Recomendo, uma delicia de notas amendoadas, baunilha, muito bem balanceado por uma acidez muito bem colocada, delicia! Mais um vinho com a mão do amigo Alejandro Vigil.

Enfim amigos, é isso e sei que muitos terão outras escolhas e sugestões, pode comentar e acrescentar, há muita coisa boa por aquelas bandas eu só listei alguns destaques entre os que eu tomei pois só falo de minhas próprias experiências. O post hoje foi mesmo para desmistificar o mundo vitivinícola argentino para alguns e para outros instigá-los a “viajar” por um mundo de cores e sabores diferentes. Se quiser, pode também entrar na seara dos vinhos laranjas, o que não é para todos os paladares, explorando mais um vinho do amigo Matias Michelini da Passionate Wines, o Inéditos Brutal Torrontés, uma experiência marcante! Salud, kanimambo, uma ótima semana e seguimos nos encontrando por aqui ou por aí, na diversidade dos caminhos de nossa vinosfera!

 

 

 

 

Cara Sur Criolla um Vinho Que me Seduz!

Não sou de falar de vinhos que não estejam disponíveis no Brasil, mas devido à proximidade da “fonte”, vou excepcionalmente abrir uma exceção para falar deste vinho diferenciado que me encanta a cada garrafa que abro. Lamentavelmente abri minha última garrafa hoje, porém fica aqui meu pedido a todos que forem a Buenos Aires ou cara sur Criolla 1Mendoza, podem trazer algumas que as receberei de braços abertos! rs Não tem em tudo o que é lugar, até porque a produção anda na casa das 1000 garrafas, mas na Vinoteca JÁ de meu amigo Joaquin Alberdi tem e também na Ozono Drinks, uma loja virtual. Acho até que talvez já possa ter escrito algo sobre ele antes, mas “so what”! Precisei compartilhar com os amigos minhas emoções hoje, eta vinho vibrante, pra lá de porreta!!! rs

A uva Criolla é “prima irmã” da País chilena também conhecida como criolla chica por lá e a uva do vinho até a chegada das uvas “europeias” em 1852. É a uva trazida pelos colonizadores que se propagou por toda a costa leste latino americana onde também é conhecida por Mision (Mexico). Cá entre nós, existe uma moda com esta uva no Chile mas não consegui provar nenhum vinho deles que chegue aos pés deste, puro deleite hedonistico! Este projeto tem como inspiração a escalada que Francisco Bugallo fazia à face sul do Cerro Mercenario (6700m) no valle de Calingasta na província de San Juan. São 10 hectares apenas dos quais 80% con uvas Criolla de vinedo com mais de 80 anos de idade. Em sociedade com Sebastian Zuccardi (não sei se ainda de pé?) nasce este vinho fermentado em ovos de cimento com uso de leveduras naturais que desce gostoso, alegrando e dando prazer à vida.

Quem me apresentou a este vinho foi um outro amigo mendoncino, o Chef Pablo del Rio, que em seu restaurante harmonizou este vinho com um dos pratos de seu ótimo e surpreendente menu degustação no restaurante Siete Cocinas, adoro as surpresas que elecara sur Criolla taça traz à mesa e à taça! Simplicidade é o segredo do vinho, um “Q” de Pinot com um jeito mais agreste, fruta fresca, toque de especiarias, leve nuance vegetal, gostoso frescor e um um final que persiste num prazer infindável. Brilhante, cor viva e convidativa, para tomar refrescado, 15 a 16 graus, e acompanhar a presença de amigos independentemente de comidas ou qualquer outra coisa. Hoje foi a dois, depois acompanhou uma deliciosa costela suína Lemmon & Pepper (Srs. da Carne) no forno e finalizei solo, um vinho para diversas ocasiões onde o prazer hedonístico seja o protagonista. Pena que foi minha última garrafa e preciso pedir mais, em terra dos hermanos custa entre 220 a 240 pesos e vale cada centavo!

Na próxima visita por aquelas bandas, vai por mim, pega algumas garrafas! Não é vinho para os amantes dos vinhos potentes, mas para quem gosta de vinhos sutis, que trazem experiências novas, sedutores e alegres, este eu garanto. Bom, Gostoso e Barato, tudo aquilo que eu gosto e quero mais!!!

Salute, kanimambo e seguimos nos encontrando por aí nas estradas de Baco!

Pontuação Máxima para Um Vinho de Gualtallary

100 points

James Suckling, ex-editor senior da Wine Spectator é um dos críticos de vinho que mais conhece e prova os vinhos da Argentina. No dia de hoje ele soltou as notas dadas aos vinhos objeto de degustação em sua mais recente tournée de provas por terras dos Adrianna Fortuna terraehermanos e saiu uma nota máxima pela segunda vez na história! O vinho premiado agora foi o Adrianna Vineyard Fortuna Terrae 2012, nova estrela da Catena elaborado sob a batuta do amigo Alejandro Vigil, um enólogo que dispensa apresentações!

Mas teve mais! Terrazas de los Andes MB Valle de Uco Parcela Los Castaños 2012 e Viña Cobos Malbec Mendoza 2013 obtiveram 99 puntos. Do projeto pessoal do Alejandro com a Adriana Catena (Bodega Aleana) os deliciosos vinhos da El Enemigo três vinhos com 97 e 98 pontos, oito vinhos dos irmão Michelini com pontuações também na casa dos 95 pontos, Finca Blousson mostrando que o Vale do Uco e Gualtallary estão em alta. Há, todavia, vinhos de outras regiões, inclusive um Pinot da Bodega Chacras, Patagônia. Enfim, vinhos a serem conferidos pelos amantes de bons vinhos. Veja mais clicando aqui.

Encontro Enogastronomico na Vino & Sapore dia 21 de Maio

Meus amigos, novamente o Chef Gonçalo e eu o convidamos para mais um encontro enogastronomico que realizaremos novamente na Vino & Sapore, das 13 às 17 horas. Desta feita o cardápio e os vinhos não terão um tema básico, mas garanto que (como sempre) o menu ficou da hora! Vejam só:

Bolinhos de Macaxeira com Carne Seca (porção de 6 unidades) R$18,00

(Sugestão de vinho, Muros Antigos Loureiro – Port.)

Risoto de Rúcula com Costela Suína Assada R$24,00

(Sugestão de Vinhos; Casa Santa Vitória Reserva – Port.)

Arroz de Polvo à Portuguesa R$26,00

(Sugestão de Vinhos; Terras de Monforte Branco ou Vinha dos Anjos Douro tinto – Port)

Hamburguer de Salmão com creme de Wassabi a marca registrada do Perfil de Chef R$24,00

(Sugestão de Vinho, Muros Antigos Loureiro – Port)

Sobremesa, Fatias de Paio de Chocolate com Fios de Ovos

                                          (Sugestão de Vinho, Porto Quinta da Prelada Ruby Reserva)

Paio de chocolate
Deverá ser nosso último encontro com o Food Truck Perfil de Chef porque o Gonçalo e a Lili deverão voltar a Portugal em breve, então aproveitemos enquanto podemos! Vinhos sugeridos* para  harmonização, todos portugueses, estarão disponíveis à taça (100ml) e em garrafa, estas com 10% de desconto somente no dia. Aguardamos vocês, Rua José Felix de Oliveira 875, Granja Viana (km 24 da Rodovia Raposo Tavares), Cotia. Tel. (11) 4612-6343
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* Vinhos sugeridos são passíveis de mudança no dia em função de disponibilidade.

Mais um Pinto Sobre a Mesa

De acordo com o site do produtor, Quinta do Pinto , “Reza a história que o vinho aqui produzido, há dois séculos atrás, se destacava de tal forma na região que valia mais Pintos, a moeda de ouro em circulação no reinado de D. João V. Este vinhoPinto - Moeda de Don João V - 1720 chegou a ser famoso nas cortes europeias há época. Acresce que o senhor Pinto foi, em tempos, um carismático feitor desta propriedade. Desde então que, na região, a quinta é referida como ‘o Pinto’. Feliz coincidência, Pinto é também o apelido dos actuais proprietários. A ‘Quinta do Pinto’ tornou-se, assim, o nome do nosso projecto vitivinícola e de um dos vinhos que produzimos com muito orgulho.” Pinto é também o sobrenome de meu padrasto e de muita gente boa como o amigo Bernardo. Brinco com isso, mas esses Pintos são coisa séria!

Já falei aqui sobre um Sauvignon Blanc deles, tenho um blend ainda na adega, mas hoje falo Pinto Tourigamesmo é deste incrível Touriga Nacional, um vinho inebriante elaborado em tanques de cimento com posterior passagem por barricas francesas de 2º e 3ª usos para lhe dar complexidade sem esconder seus predicados, que são muiitos! Ao sacar-lhe a rolha, só pelos aromas intensos e convidativos já percebi que estava frente a frente a frente a  um belo vinho, porém ao colocá-lo na taça vi que era mais que isso, era um vinho num patamar outro de qualidade, daqueles vinhos com os quais não nos deparamos de forma tão amiúde assim. Touriga Nacional muito bem trabalhada, primando pelo equilíbrio, riqueza de sabores, bom corpo, estrutura para alguns anos a mais de guarda, mas já absolutamente delicioso e de uma finesse que impressiona. Não foi uma degustação, estava comemorando meu aniversário de casamento e o Dia das Mães, família reunida uma alegria só e o vinho parou por minutos a algazarra! rs Não fiquei tomando notas, coisa de enochato parar para fazer isso num momento daqueles, mas posso dizer que nos seduziu a todos e vou querer mais!

Harmonizou maravilhosamente bem com uma picanha finalizada no réchaud com Pinto e Picanha inteiramanteiga, tudo bem light, tendo-nos deixado a todos bem mais felizes do que já estávamos. Uma verdadeira orgia hedonística esse Pinto! Mais um bom vinho português, desta feita vindo da região Lisboa que vem nos trazendo alguns ótimos exemplares tornando-se uma alternativa aos mais famosos Douro e Alentejo. A importadora é a Almeria de meu amigo Juan Rodrigues e o preço creio que anda na casa dos R$230,00 o que não é lá muito em conta, porém ao analisar a qualidade e comparar com o que há no mercado, de diversas origens, nessa faixa de preço acho que vale e bate a maioria. Para quem gosta de vinhos classudos, não deixe de colocar este em sua lista de desejos, esse eu assino embaixo.

Saúde, kanimambo pela visita e seguimos nos vendo por aqui ou algum outro local desta nossa diversa e sedutora vinosfera.

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Mãe, Saudades!

Fui criado por minha mãe, sou o que sou em grande parte pelos ensinamentos dela, dos valores que me foram passados, dos sacrifícios, da distância em função da necessidade, CAM01512da força, da luta, da firmeza, por me ensinar a persistir e a lutar pelo que eu almejava da vida. Partiu num longínquo Maio de 1995, mas seus ensinamentos e, principalmente seu exemplo ficou e espero que eu tenha conseguido passá-los para seus netos que os passarão a seus filhos e assim se eternizará aquilo que um dia ela plantou.

Talvez seu maior legado tenha sido me ensinar que o exemplo é mais importante que participar. O que ficou comigo foi seu exemplo de; ternura sem deixar de ser dura quando necessário, sua força, seu poder de se reinventar, de ir à luta por aquilo que acreditava, de sua fidelidade de princípios, da importância de compartilhar, de dar a Mãe e eumão sem segundas intenções, de pesar os dois lados de tudo, de ser justa, de não passar a mão na cabeça quando eu errava mas sim me corrigir, de não aceitar desculpas sem a devida emenda, de poder chorar (porque doía) mas de enxugar as lágrimas e partir para outra logo em seguida sem esmorecer, de lutar incansavelmente por seus objetivos, der não ter medo de trabalhar e se dedicar para alcançar as metas desejadas, de não aceitar desaforos e ter orgulho de quem eu conseguisse ser, de respeitar a todos para que eu também pudesse exigir respeito. Foram tantos os exemplos e ensinamentos, …orgulho de a ter como mãe!

Muitos dos que me leem hoje devem se sentir um pouco como eu, mesmo que em casa estejam reunidas diversas outras mães, avós e bisas; um misto de alegria,amor, nostalgia e, porquê não dizer, também uma certa dose de tristeza provocada pela saudade. Hoje é dia de sorrir, de dar graças, mas também de recordar e homenagear.

A todas minhas amigas e leitoras deste humilde blog de vinhos que tiveram a benção de ser mães e ser exemplos de vida para seus filhos, meus parabéns pelo dia. Meu respeito, minha admiração, minhas homenagens porque não é fácil não! Um brinde muito especial a todas vocês.

Me perdoem pela mensagem algo emocional, sou assim, pois sei que alguns não conseguirão reter uma lágrima ou outra, eu já derramei as minhas, mas Rolando Boldrim tem esse dom e estas palavras penetram fundo em nós. A mensagem é dedicada ás Mães que nos deixaram fisicamente mas que habitam nossos corações e nossas lembranças para sempre. O texto é lindo, mesmo que algo triste, mas afinal o mundo não é feito só de alegrias e festa, também de suor e lágrimas e o vinho, nuns casos celebra em outros conforta, saúde!

Kanimambo dona Lourdes, mulher de coragem, batalhadora, eternamente amada um beijo e um abraço muito carinhoso onde quer que possas estar. Gostaria muito que voltasses, mesmo que fosse para visitar, te amo!

Aviso aos Enófilos em Sampa – Sábado tem Programaço

Próximo Sábado dia 07/05, quem estiver em Sampa não pode perder uma bela oportunidade de mergulhar no universos de vinhos italianos. Numa parceria com o Encontro de Vinhos, de meus amigos e competentes profissionais Beto Duarte e Daniel Perches,a World Wine promove um evento de degustação aberto aos enófilos de plantão. Como sabem, sou seguidor do principio que o melhor investimento em nossa vinosfera é em saca rolhas pois é degustando que se ganha conhecimento então perder oportunidades destas está fora de cogitação a não ser que, como eu, você tenha que pegar no batente! sniff. Serão 20 produtores  representando vinhos das mais diversas partes, estilos e uvas da Itália, recomendo!

“ENCONTRO WORLD WINE EXPERIENCE ITÁLIA”

A Casa da Fazenda é o palco do evento que reúne, numa grande experiência enogastronomica, produtores de várias regiões da Itália para apresentar cerca de 90 vinhos.

“Acreditamos que a forma mais efetiva e prazerosa de conhecer um vinho ainda é provando. Foi pensando nisso que passamos a promover este evento que possibilita aos nossos clientes o contato direto com quem os produz para conhecer as suas histórias  e novidades”, comenta Celso La Pastina, sócio-proprietário da World Wine. “A parceria com o Encontro de Vinhos, dos especialistas Beto Duarte, Daniel Perches e do novo sócio logo_Encontro_WWEChristian Burgos, só vai fortalecer isso e dar uma nova chancela a esta ação”.

O evento, que ganhou o nome de Encontro World Wine Experience, em homenagem à recente parceria, acontece no dia 07 de maio, das 12h00 às 20h00, na Casa da Fazenda, em São Paulo. O foco desta edição são os vinhos da Itália, conta com a presença de 21 marcas consagradas de diversas regiões como Piemonte, Toscana, Vêneto, Friuli, Abruzzo, Sicília, e até mesmo pequenas regiões produtoras como Campania, Lombardia e Trentino. Entre as 20 vinícolas participantes, 10 estarão representadas diretamente por seus produtores – sejam eles proprietários ou enólogos, e 10 por seus embaixadores e sommeliers.

O objetivo é possibilitar aos consumidores uma grande experiência de degustação, com aproximadamente 90 rótulos disponíveis e o acesso aos grandiosos nomes como Castello Banfi, Poggiotondo, Zenato, Gianni Gagliardo, Bruno Rocca, Bellavista e vários outros gigantes italianos. Para aumentar o clima de entretenimento, cinco Food Trucks estarão no local com ofertas de comidinhas diferentes para harmonizar com os vinhos, ou simplesmente matar a fome de quem estiver por lá, além disso, a World Wine preparou um desconto especial para quem comprar os vinhos no local do evento.

O evento contará com uma Sala VIP, de preço diferenciado e vagas limitadas, onde serão degustados os vinhos mais exclusivos das vinícolas participantes. Alguns rótulos são os ícones do Castello Banfi Brunello Poggio Alle Mura, Gianni Gagliardo Barolo Serre, Bruno Rocca Coparossa, Donnafugata Mille una Notte.

Local: Casa da Fazenda   das 12h00 às 20h00 / Endereço: Avenida Morumbi, 5.594

Valores dos ingressos:

Até dia 6 de Maio

R$ 80,00 (dá acesso à área de degustação de 80 rótulos)

R$40,00 (valor da meia para estudantes maiores de 18 anos, mediante a apresentação da carteirinha e adultos acima de 65 de anos).

***Por mais R$100,00 o cliente pode montar uma degustação personalizada com até 5 rótulos da sala VIP, onde serão apresentados os ícones das vinícolas (Os vinhos disponíveis na sala VIP vão até R$ 1.000,00).

No dia do evento – 7 de Maio

R$ 90,00 (dá acesso à área de degustação de 80 rótulos)

R$45,00 pagamento meia para estudantes maiores de 18 anos, mediante a apresentação da carteirinha e adultos acima de 65 de anos.

Os ingressos podem ser adquiridos através do site www.encontrodevinhos.com.br , clique logo, garanta seu lugar e sorva desse conhecimento! Kanimambo pela visita e seguimos nos encontrando por aqui ou em qualquer esquina desta nossa fabulosa vinosfera.

Paella Valenciana e Vinho

A Paella Valenciana, frutos do mar e carne, talvez seja a mais consumida no Brasil se sobrepondo à Marinara. É comum as pessoas me perguntarem que vinhos comprar para Vino & Paella Enoladies Américo 1harmonizar e por isso já fiz diversos testes com confrarias quando sirvo três vinhos; um Branco, um Rosé e um Tinto simultaneamente para que as pessoas possam tirar suas próprias conclusões. Tenho que confessar que nenhum branco usado até agora sequer chegou perto dos outros então vou deixar estes de lado apesar de seguir tentando e estou aberto a sugestões! rs

Em todas as vezes que este experimento ocorreu, o Rosé foi rei por mais que as pessoas, a princípio, torcessem o nariz! Num primeiro teste, foi o Protos rosé que levou, na segunda vez foi o Señorio de Sarría Viñedo 5, Vino & Paella Enoladies 6ambos espanhóis e não disponíveis no Brasil no momento, e o último mais recentemente na companhia da Enoladies, confraria de mulheres que tenho a honra de assessorar já faz cinco anos, foi um italiano o Vermiglio Cerasuolo de Abruzzo! Minha dica na hora de escolher; Vinhos rosé de cor mais escura, mais encorpados! Por sinal, este delicioso e complexo rosé italiano também acompanha muito bem um prato de atum selado com gergelin!!

Ou seja, nem todo o rosé é levinho, frutado e boa companhia só para bate papos descontraídos, vinho de piscina ou entrada para o prato principal, há rosés maravilhosos para acompanhar os mais diversos pratos, para cada ocasião um estilo, explore!! Enfim, desta feita o tinto também foi bem e mereceu uma menção honrosa, o Paco Tinto (Garnacha e Tempranillo) com leve passagem por barrica, não tendo “brigado” com o prato em função de ser um vinho de taninos mais leves e elegantes, um estilo que, na minha opinião, deve ser seguido por quem não abrir mão de tinto.

Clipboard Paella y Vino

Esta foi minha dica gastronômica de hoje e espero que lhes seja útil. Harmonização é uma coisa muito pessoal, porém aventure-se um pouco já que as surpresas poderão ser muito gratificantes. Kanimambo pela visita e saúde!