Brasil Wine Awards 2008

       O PIZZATO Reserva Cabernet Sauvignon 2004 acaba de ganhar uma das Grandes Medalhas de Ouro, top dos tops, no 5º Concours Mondial de Bruxelles Brasil, ou Brasil Wine Awards, realizado agora em agosto no Vale dos Vinhedos, em Bento Gonçalves, RS. Os vinhos foram avaliados às cegas por 15 jurados internacionais e jornalistas especializados, nesse concurso que é baseado nas regras do Concours Mondial de Bruxelles, um dos maiores e mais respeitados concursos do mundo, através da revista especializada Vinho Magazine e da Vinopres.

       Um outro vinho que sempre me entusiasmou pela ótima relação Qualidade x Preço x Satisfação, é o Fortaleza do Seival Tempranillo que também foi muito bem premiado e o Talento que é sempre figurinha carimbada, um dos melhores nacionais. Certamente uma lista de medalhistas passível de muita discussão, como são todos os eventos deste tipo. Nunca se sabe todos os vinhos que estiveram presentes e jamais se pode entender uma lista destas como os melhores do Brasil, um fato consumado, uma realidade imutável. Não, porque existem diversos rótulos que não estiveram presentes, outros não era o dia do vinho ou do degustador, enfim, um sem numero de variáveis. De qualquer forma, é um indicativo de qualidade que, pelo menos, nos deixa um pouco curioso e com vontade de tirar a prova dos nove com uma degustação própria de alguns desses vinhos. Fico devendo a informação com a quantidade de rótulos que participaram do concurso. Enquanto isso, vejam a lista que consegui do site oficial. 

Grande Medalha de Ouro

Pizzato Reserva Cabernet Sauvignon 2004 – Pizzato

Fortaleza do Seival Tempranillo 2006 – Miolo
Panizzon Maximus 2006 – Panizzon

Talento 2004 – Salton

   Medalha de Ouro

Reserva Boscato Cabernet Sauvignon 2004 – Boscato
Espumante 130 Casa Valduga – Casa Valduga
Reserva Cordelier Cabernet Sauvignon 2005 – Cordelier
Dezem Cabernet Sauvignon 2005 – Dezem
Don Abel Cabernet Sauvignon Premium 2005 – Don Abel
Casa Venturini Chardonnay Reserva 2007 – Goes & Venturini
Merlot Gran Reserva 2005 – Luiz Argenta
Quinta do Seival Castas Portuguesas 2005 – Miolo
Miolo Cuvee Giuseppe 2004 – Miolo
Prosecco Peterlongo 2008 – Peterlongo
Volpi Pinot Noir 2007 – Salton
Desejo Merlot 2005 – Salton
Salton Series Cabernet Franc 2007 – Salton

Medalha de Prata

Boscato Gran Reserva Merlot 2005 – Boscato
Casa Valduga Premium Cabernet Franc 2005 – Casa Valduga
Espumante Gran Reserva Extra Brut Casa Valduga 2002 – Casa Valduga
Aurora Millesime 2004 – Cooperativa Vinicola Aurora
Aurora Reserva Chardonnay 2007 – Cooperativa Vinicola Aurora
Moscatel Espumante Garibaldi 2008 – Cooperativa Vinicola Garibaldi
Espumante Brut Garibaldi 2007 – Cooperativa Vinicola Garibaldi
Chardonnay Reserva Santa Colina 2007 – Cooperativa Vitivinicola Aliança
Dezem Merlot 2005 – Dezem
Dezem Cabernet Franc 2005 – Dezem
Quinta Jubair Vinho Fino Seco Tannat 2008 – Goes & Venturini
Casa Venturini Tannat 2008 – Goes & Venturini
Quinta Do Jubair Vinho Cabernet Sauvignon 2005 – Goes & Venturini
Casa Venturini Cabernet Sauvignon 2005 – Goes & Venturini
Miolo Reserva Cabernet Sauvignon 2006 – Miolo
Gran Lovara 2006 – Miolo
Rar 2005 – Miolo
Fino Champagne Peterlongo Brut 2007 – Peterlongo
Dom Robertto Tinto Seco Fino Cabernet Sauvignon 2005 – R.A Beltrani
Salton Espumante Demi Sec – Salton
Salton Espumante Poetica – Salton
Salton Espumante Reserva Ouro – Salton

Wines of Brazil Awards 2008

Salton Volpi Chardonnay 2007 – Salton
Salton Espumante Brut – Salton
Maestrale Cab. Sauvignon 2005 – Sanjo Cooperativa Agrícola De S. Joaquim
Suzin Cabernet Sauvignon 2006 – Suzin
Valmarino Cabernet Franc Edição 10 Anos 2005 – Valmarino
       

Salute, kanimambo, uma ótima semana e início de mês para todos.

Pizzato, Vinhos Brasileiros no Exterior

               Noticias boas são para serem divulgadas e esta é uma ótima noticia para o futuro do vinho Brasileiro. A internacionalização de qualquer produto é um estimulo importante para a evolução dos mesmos e das empresas que os produzem, palavra de quem há 28 anos milita no setor de comércio exterior, por isso a importância desta noticia. As exportações Brasileiras de vinhos finos cresceram mais de cinco vezes nos últimos cinco anos, passando de US$ 772 mil em 2003 para US$ 4 milhões em 2007, sendo que as empresas participantes do projeto Wines From Brasil, desenvolvido em parceria pela Apex-Brasil (Agência para Promoção das Exportações) e o Ibravin (Instituto Brasileiro de Vinhos) foram responsáveis por 57% deste valor. A vinicultura brasileira se destaca pelas condições climáticas de produção únicas, com novas áreas de cultivo, modernas técnicas e a história de sucesso do programa Wines From Brasil, que começou em 2004 com apenas seis participantes e hoje já conta com 25 empresas do Rio Grande do Sul, de Santa Catarina e da Bahia, sendo que 75% delas já vendem para o exterior.

              Uma destas 25 empresas que vem tendo sucesso, ampliando sua participação e se preparando para vôos mais altos é a Pizzato Vinhas & Vinhos ocupou o 4º lugar no ranking de crescimento de exportação da Wines From Brazil (WFB). Em 2007 as exportações representaram 18% do volume de vendas e 6% do faturamento da empresa, totalizando aproximadamente 20 mil garrafas de vários rótulos, com destaque para Pizzato Reserva Cabernet Sauvignon e Merlot, e Pizzato Chardonnay, todos do Vale dos Vinhedos, e Fausto Cabernet Sauvignon, do vinhedo Dr. Fausto. Para esse ano, a Pizzato espera alcançar novos países além da Europa e dos Estados Unidos. Já foram efetuados contatos com a África do Sul e com países latino-americanos, como o Uruguai, Bolívia e Venezuela. A projeção para 2008, segundo Jane Pizzato diretora comercial da empresa, é que o percentual de crescimento nas exportações seja equivalente ao crescimento da empresa no mercado interno.

            Números ainda pequenos, perto dos tradicionais países produtores e exportadores de vinhos finos, mas um começo que certamente gerará frutos importantes num futuro próximo. Este trabalho de conquistar fatia de mercado internacional é extremamente importante, principalmente, pela necessidade que se faz de melhorar o produto para atender ás altas exigências internacionais e acirrada concorrência. Ganharão os produtores e ganharemos nós consumidores que, certamente, estaremos tomando cada vez mais, rótulos nacionais de qualidade. Como profissional da área de comércio exterior, esta noticia me traz grandes expectativas e alento para o futuro do vinho nacional. O foco do projeto é essencial para seu sucesso e espero que esteja sendo dado maior ênfase na área de espumantes, pois é aí onde temos maior potencial e onde a demanda internacional é grande, com menos concorrência e desejosa de novos produtos de qualidade a preço competitivo. Os Argentinos tem a Malbec e o Cabernet, os Chilenos o Cabernet e o Carmenére, os Uruguaios o Tannat e nosso destaque, creio eu, é o Espumante que será a grande mola propulsora capaz de abrir portas para toda a indústria vinícola Brasileira. Basta investir nesse foco e trabalhar com objetivos sérios visando resultados efetivos e consolidados a médio e longo prazo.