João Filipe Clemente

Abril e Maio, Prepare seu Coração e Taça Para Muitas Emoções

      Estamos na época de maior atividade do ano em nossa vinosfera! Há tantos e importantes eventos acontecendo que fica difícil escolher quais frequentar, porém também não existe razão para não estar presente na maioria. Começamos dia 17, agora já na semana que vem, com a ótima degustação às cegas de Malbecs na Vino & Sapore depois tem Encontro de Vinhos OFF, Expovinis e logo em seguida a Vini Vinci, programe-se!

Dia 17/04 – Degustação de Malbecs às Cegas – sete tintos e um Espumante Rosé de Malbec de entrada! Degustação de Malbecs às cegas na Vino & Sapore – Para comemorar o Dia Mundial do Malbec, uma degustação ás cegas com sete Malbecs de diversas regiões produtoras na Argentina, hoje o principal produtor de vinhos desta casta; San Juan, Mendoza e Salta.

DV Catena Malbec/Malbec – Alto los Hormigas Terroir – Colomé Estate – Decero Remolinos Vineyard – Bodega Riglos Quinto – Las Moras Black Label e AVE (Italian Wine Makers in the New World).

Venha sentir ás cegas, as diferenças que podem ser encontradas em vinhos da mesma cepa, porém de terroirs e produtores diferentes. Investimento de R$75,00 com R$15 voltando em crédito na compra de qualquer um dos vinhos em prova na noite. Inicio às 20 horas na Vino & Sapore, grupo limitado a doze pessoas e pagamento no ato da reserva. Ligue (4612.6343 ou 1433) ou envie logo seu e-mail (comercial@vinoesapore.com.br) para garantir seu lugar

Dia 23/04 – Encontro de Vinhos Off organizado pelos amigos e mestres blogueiros do vinho, Beto Duarte (Papo de Vinho) e o Daniel Perches (Vinhos de Corte).  Com cerca de 40 expositores dentre importadores e produtores, o Encontro de Vinhos OFF chega com sua quarta edição anual com toda força e aqui mesmo no blog há diversos posts sobre edições passadas. O conceito utilizado é o mesmo que ocorre nos eventos como a VinExpo Bordeaux, Vinitaly e outros, que têm também a sua feira OFF acontecendo em paralelo. Como de costume, o Encontro de Vinhos OFF acontece um dia antes do início da ExpoVinis e traz produtores e importadores com novidades em seus portfólios e até vinhos inéditos.

      Em 2013 o evento vem cheio de novidades, como um Espaço Valpolicella, com 11 produtores da região vindo exclusivamente para o evento para apresentar um painel de Amarones, Ripassos e Valpolicellas. Teremos também uma arena cultural com a apresentação de artistas, além de um bistrô comandado pela Voilà, uma empresa especializada em comida gourmet. No salão principal os visitantes poderão provar vinhos de produtores brasileiros, importadores e produtores de outros países como a França, que terá representantes de Champagne e Bordeaux.

      Tudo isso será realizado na Casa da Fazenda do Morumbi, que conta com um espaço amplo e estruturado para receber os visitantes. A Feira começa as 14h e vai até as 22h e a partir das 18h os visitantes poderão degustar os vinhos ao som de música eletrônica lounge, que dará um clima especial para o evento. Já estão confirmados nomes como Península, Interfood, Vinica, Max Brands, MS Import, Everest Vinhos, La Cristianini e muitos outros.

     Nesse evento, como acontece tradicionalmente no Encontro de Vinhos, serão apurados os TOP 5 do evento através de uma banca degustadora composta de jornalistas e sommeliere (estarei lá!) que provarão cerca de 25 a 30 rótulos ás cegas.

Os ingressos custam R$ 60,00 e podem ser comprados na chegada ao evento ou antecipadamente através do site do evento.

24, 25 e 26/04 – Expovinis, a maior feira de vinhos das américas e o principal evento anual de nossa vinosfera tupiniquim. Consolidado como o maior salão de vinhos das Américas, o ExpoVinis Brasil chega à sua 17ª edição com a presença de mais de 400 expositores que vão trazer tintos, brancos, rosés e espumantes de países como Argentina, Chile, Uruguai, Itália, França, Portugal, África do Sul, Espanha, Grécia e Rússia, além do Brasil.

     Em 2013 o ExpoVinis Brasil acontecerá entre os dias 24 e 26 de abril, no Expo Center Norte, em São Paulo, onde são aguardados mais de 20 mil visitantes dos cinco continentes, atraindo um número sempre crescente de produtores nacionais e internacionais. O evento tornou-se a mais eficiente plataforma de negócios do vinho nas Américas, graças à sua preocupação em alinhar seu projeto, ao longo dos anos, às necessidades e demandas do mercado.

“Muito mais do que um grande evento de vinhos, o ExpoVinis Brasil é um projeto elaborado sob medida para o setor. Ponto de ligação de produtores do mundo inteiro com o aquecido mercado nacional, bastante competitivo e repleto de oportunidades”, analisa Domingos Meirelles, diretor da Exponor Brasil, organizadora do evento.

     Aos expositores são disponibilizadas milhares de taças de cristal, bem como serviços e itens essenciais em eventos profissionais de vinho. Além das degustações realizadas pelos produtores, o evento conta com uma grade de degustações premium comandadas por especialistas nacionais e internacionais. Atração à parte no evento é o Sparkling Lounge, sempre repleto de personalidades que têm a oportunidade de degustar alguns dos melhores espumantes nacionais.

     Dentre as vinícolas que já confirmaram sua participação neste ano estão as nacionais Salton, Aurora e Pericó, e aquelas que vão integrar o espaço do Ibravin – Instituto Brasileiro do Vinho. No setor de produtores internacionais, alguns dos destaques são o Pavilhão da França, Wines of Chile, ViniPortugal, Comissão Vitivinícola Regional do Alentejo, Wines of Uruguay e Fundação ProMendoza.

“Ano a ano recebemos um público cada vez mais especializado e produtores interessados em fechar negócios no Brasil. Além de apresentar um painel do que vem sendo produzido em todo o mundo, o ExpoVinis amplia a possibilidade de negócios do setor”, resume Domingos Meirelles.

Azeite, Cachaça e Presentes finos

Outros eventos importantes acontecem juntamente com a mostra de vinhos. A 3ª Olive Experience apresenta o que há de mais nobre no mundo do azeite e conta com a presença de empresas europeias como a portuguesa Acushla e as italianas E´xtra e Frantoio, e o órgão de exportações argentino Proargex-Prosap.

Paralelamente ao ExpoVinis Brasil também são realizadas a 10ª Brasil Cachaça, dedicada ao mercado das aguardentes nacionais, destilado que faz sucesso no mundo todo, e a 12ª Epicure – Feira Sul-americana do Tabaco e do Presente Fino.

ExpoVinis Brasil 2013 – 17º Salão Internacional do Vinho – Expo Center Norte – Pavilhão Azul – Vila Guilherme – São Paulo

Informações, credenciamento visitantes e novidades: www.expovinis.com.br . Facebook: ExpoVinis Brasil. E-mail: contato@expovinis.com.br | Telefone: (11) 3149 9444

04 de Maio – Vino & Sapore Saturday Wine Taste & Buy reserve a data porque vem aí rótulos bem interessantes e diferentes, para quem queira descobrir novos sabores e sair da mesmice! Detalhes mais “prá” frente.

13 a 15 de Maio – Importadora Vinci realiza a 4ª edição do Vini Vinci reunindo cerca de 45 grandes produtores de vinhos do mundo no Rio de Janeiro e São Paulo. O evento traz uma premiada seleção de quase 250 rótulos produzidos em dez países do Velho e do Novo Mundo e para servi-los ao público, estarão presentes os proprietários, enólogos e diretores das vinícolas.

Stéphane Ferreira (Quinta do Pôpa), Federico Manetti (Fontodi), Maria Caterina Dei (Dei) e Julio López de Heredia Montoya (Viña Tondonia) – Imperdível sempre!

      Afora isso, a Vinci traz ao Brasil cerca de 45 prestigiadas vinícolas da África do Sul, Alemanha, Argentina, Chile, Espanha, França, Grécia, Itália, Portugal e Nova Zelândia para o Vini Vinci’13, o grande evento bienal da importadora que chega a sua 4ª edição. O encontro será realizado no dia 13 de maio no Rio de Janeiro (Hotel Windsor Atlantica) e nos dias 14 e 15 de maio em São Paulo (Hotel Tivoli Mofarref).

     As vinícolas serão representadas por seus proprietários, enólogos ou diretores, que vêm ao país para servir pessoalmente ao público brasileiro algumas de suas melhores criações. No evento, poderá será degustada uma premiada seleção de quase 250 grandes rótulos, produzidos em diferentes regiões e nos mais diversos terroirs. Alguns dos produtores participam do Vini Vinci pela primeira vez, como o português Stéphane Ferreira, da Quinta do Pôpa, e os italianos Federico Manetti, da Fontodi, Luca Cigliuti, da La Spinetta e Alessio Di Majo Norante, da Di Majo Norante. Também estreiam no evento os franceses Gregory Hecht e François Bannier, da Hecht&Bannier, e Tim Ford e Barbara Ford, da Domaine Gayda, além de Christina Boutari, diretora das vinícolas gregas Boutari e Cambas.

     Grandes nomes do mundo do vinho, presentes em outras edições do evento, estarão de volta no Vini Vinci’13, como Jose Manuel Fournier, que elabora consagrados tintos e brancos na Argentina, Chile e Espanha, a italiana Caterina Dei, proprietária da Dei, o espanhol Julio López de Heredia Montoya, da Viña Tondonia.

Programa Vini Vinci’13

  • Rio de Janeiro – Dia 13 de maio (2ª feira)

             Local: Hotel Windsor Atlantica – Av. Atlântica, 1020 – Copacabana

  • São Paulo – Dias 14 e 15 de maio (3ª e 4ª feira)

            Local: Hotel Tivoli Mofarref – Alameda Santos, 1437 – Cerqueira César – Horário: 17h às 22h

  • Preço: R$ 150,00 por dia
  • Reservas e informações: (11) 2797-0000 e (21) 2523-5434 – Não haverá venda de ingressos nos locais do evento.

Mais um belo evento que recomendo e em breve listo todas as vinícolas presentes, muita coisa boa na taça!! É isso, um ótimo fim de semana e nos encontramos por aqui ou em todos esses eventos acima, pois certamente estarei por lá. Salute e kanimambo

Mais que o Dia Mundial do Malbec, a Semana do Malbec!

Malbec world Day        A Wines of Argentina promove mundialmente o dia 17 de Abril como o Dia do Malbec em função de ser a data, nos idos de 1853, que foi lançada a Quinta Agronomica, um projeto de desenvolvimento agrícola no país, com ênfase na reformulação da indústria vitivinícola do país. Foi Sarmiento, o 5º presidente do país, que nesse mesmo ano  instituiu a primeira escola de agricultura em Mendoza com a contratação do agrônomo francês Michel Aimé Pouget. Foi ele que trouxe as primeiras mudas de Malbec, entre outras, para Mendoza onde a cepa encontrou seu habitat tendo se tornado a uva ícone da Argentina e seu carro chefe responsável por cerca de 40% da produção anual, mas certamente bem mais do que isso se considerarmos somente as exportações.

        Para festejar esse dia diversas são as ações promovidas e começa hoje! Vejam o programa e aproveitem ao máximo a diversidade de estilos e sabores decorrentes dos inúmeros terroirs existentes na argentina.

10/04 – WineBar Malbec , diversidade de Mendoza – hoje ás 21 horas uma mesa redonda com gente que entende provando e comentando três rótulos ao vivo. Acesse http://www.winebar.com.br/

11/04 – Desafio ao Vinho de Daniel Perches. O Dani vai explorar as possibilidades de harmonização da Malbec e basta clicar no link para acessar o programa amanhã.

17/04 – Degustação de Malbecs às cegas na Vino & Sapore – Para comemorar o dia, uma degustação ás cegas com sete Malbecs de diversas regiões produtoras na Argentina, hoje o principal produtor de vinhos desta casta; San Juan, Mendoza e Salta.

DV Catena Malbec/Malbec – Alto los Hormigas Terroir – Colomé Estate – Decero Remolinos Vineyard – Bodega Riglos Quinto – Las Moras Black Label e AVE (Italian Wine Makers in the New World).

Venha sentir ás cegas, as diferenças que podem ser encontradas em vinhos da mesma cepa, porém de terroirs e produtores diferentes. Investimento de R$75,00 com R$15 voltando em crédito na compra de qualquer um dos vinhos em prova na noite. Inicio às 20 horas na Vino & Sapore, grupo limitado a doze pessoas e pagamento no ato da reserva. Ligue (4612.6343 ou 1433) ou envie logo seu e-mail (comercial@vinoesapore.com.br) para garantir seu lugar.

17/04 – WineBar Malbec II – desta feita um grupo de experts e aficionados pelos caldos de baco vão provar ao vivo uma série de outros rótulos mostrando a diversidade da Malbec. Acesse http://www.winebar.com.br/

18/04 – Desafio ao Vinho de Daniel Perches – ele de novo só que desta feita falando das diferenças dos malbecs provados, sempre uma boa dica.

Salute, desta feita com um bom Malbec, e kanimamb0 pela visita. Dois posts hoje, uau!!!! rs

Vertical de Mas la Plana na Saca Rolha

        Mais uma vez a confreira Raquel Santos compartilha suas impressões conosco sobre a última reunião da confraria Saca Rolha. Desta feita um clássico da modernidade espanhola,  um vinho único na região, uma deliciosa vertical do Mas la Plana. vejam o que ela tem a nos dizer:

Mas la Plana Vertical

Quem gosta de vinhos, gosta de falar sobre eles. Uma hora ou outra vai querer comparar aquela garrafa que conheceu e gostou, com as experiências de outras pessoas. Esse desejo de partilhar sensações, nos leva a uma eterna busca: “ O vinho essencial “. Aquele que nos transporta a um mundo de experiências agradáveis que tivemos ou ainda queremos ter.

Nas degustações que chamamos de “ verticais “, essa prática pode ser estabelecida comparando o mesmo vinho,  produzido em anos diferentes. Ou seja, podemos observar com o passar dos anos,  sua maturidade, o potencial de evolução, através da cor, aromas e sabores. No último encontro da Confraria Saca Rolhas, tivemos a oportunidade de conhecer quatro safras do mítico vinho espanhol MAS LA PLANA.

Foi o 1º vinho espanhol moderno que ganhou destaque mundial.  Miguel Torres, seu criador, movido por seu espírito inovador,  produz um vinho na região do Penedés/ Catalunya – terra dos Cavas – elaborado exclusivamente com a uva  Cabernet Sauvignon – terra dos Tempranillos . Em 1979, foi eleito o melhor vinho desta casta na Olimpíada Gaut Millau de Paris, à frente do Chateau La Tour, ambos de 1970.  A família Torres produz vinhos desde 1870 na região da Catalunya, mas sua inquietude fez com que estendesse seus domínios ao Chile, EUA e mais recentemente à China.

Todo vinho tem um apogeu, um momento que nunca se sabe quando acontece, a partir do qual traçam uma curva descendente. O tempo de vida de um vinho varia de acordo com a sua qualidade, isto é, vinhos de boa qualidade tendem a ser mais longevos. Daí, a necessidade de prová-los em anos diferentes. As safras degustadas foram: 1996, 1999, 2005, 2007 e a primeira dúvida que tive foi: Qual a ordem da sequência da degustação? Do mais novo para o mais antigo ou o contrário? Decidimos começar pelo mais antigo, já que o mais jovem normalmente tem mais frescor, uma cor vermelha mais vibrante , os taninos mais ásperos,  que com o tempo ficam mais macios. Também tendem a serem mais frutados tanto no nariz quanto na boca. Com o tempo seus componentes vão se integrando, tornam-se mais intensos e aprimoram toda a gama de aromas e sabores. Optamos por começar pelo mais antigo que provavelmente seria o mais “ domado “ entre eles.

Mas la Plana na Taça

Mas La Plana 1996

Na taça já se podia ver sua evolução pela cor rubi bem escuro com halo alaranjado. Aromas potentes de frutas negras compotadas e madeira bem integrada. Na boca confirma a presença de frutas com bom corpo, boa acidez e taninos presentes bem finos. Muito elegante e apesar dos seus 17 anos ainda demonstrou capacidade de evolução na taça.

Mas la Plana 1999

Aqui já pudemos ter a perfeita noção do que seria a diferença entre as safras. De cor mais vibrante e aromas um pouco fechados de início, mas que dado o seu devido tempo, revelou-se com muito frescor.  Além de frutas, podia-se notar algumas flores e madeira perfumada. Na boca, mostrou bom extrato, além de taninos e acidez presentes,  muito bem equilibrados. Notamos que continha a maior graduação alcoólica entre eles(14,7º), porém  estava bem integrado  e não chegou a interferir. Foi o que mais evoluiu na taça! Com final longo e ( confesso ) deu vontade de parar por aqui mesmo!

Mas La Plana 2005  

Sua cor não era muito diferente do anterior (1999). Porém, os aromas apareceram com mais desembaraço. Notei também uma presença mais acentuada de álcool (14º) , que talvez por essa razão, fez com que parecesse algo mais vibrante, mais jovial, porém com muito equilíbrio. Deixou a sensação de que essa safra será igual ao 1999, daqui a seis anos. Um irmão mais novo, mas irmãos  podem ser parecidos, nunca iguais!

Mas La Plana 2007.

Apresentou as mesmas características de equilíbrio e elegância notadas anteriormente. Aromas que vão se abrindo pouco a pouco, revelando ótima integração entre  madeira e frutas. Taninos finíssimos, porém presentes que vão amaciando cada vez mais com a evolução na taça. Acidez que pede comida.

Este exercício comparativo entre esses quatro exemplares do MAS LA PLANA  me fez pensar em várias  coisas:

  • Uma das qualidades de um vinho é quando identificamos nele uma personalidade,  que se mantém, independente das alterações climáticas e a maturação do tempo, senti isso aqui.
  • O que os espanhóis chamam de “ crianza “ ou seja “ criação “, está diretamente ligado ao tempo de maturação de um vinho, que quando somados à qualidade da vinha, ao terroir e à mão do seu criador, percebemos suas características e seu potencial de evolução.
  • Outra coisa, que chamou a atenção de todos, foi o teor alcoólico, que tende a aumentar cada vez mais com o passar dos anos em função do aumento de temperatura no mundo. As mudanças climáticas estão na nossa taça também!
  • E finalmente, que o homem é o elemento mais importante na criação de um vinho. A partir de um desejo, talvez de perpetuar sua passagem pela Terra,  movido pela criatividade,  e utilizando todas as ferramentas que  dispõe para criar algo que se assemelhe o máximo com ele mesmo.”

     Valeu Raquel e agora meu comentário pessoal: o 99 está divino e o 2005 segue o mesmo caminho, me encantei com os dois e assino embaixo, dois grandes vinhos! Salute, kanimambo e seguimos nos encontrando por aqui.

Caçando Trufas No Piemonte e Muito Mais

    Wine & Food Travel Experiences é o fruto de um projeto que se iniciou no inicio de 2012, com a vibrante e ativa participação de minha saudosa amiga e parceira Inês com duas viagens a Portugal, que agora se materializa num voo solo explorando outras regiões. Aguardem para breve mais detalhes, mas só para aguçar vossa curiosidade pensem numa viagem pela Toscana, Piemonte, Veneto com Veneza e opcional de Alto-Adige com visita a Bolzano. Jantar no lago di Garda, visita a feira artesanal de queijos promovida pelo movimento Slow Food e já que andamos por aquelas bandas, porquê não uma visita ao museu da Ferrari?! Serão 13 dias (saindo dia 12/Set 2013) num grupo pequeno de no máximo 15 pessoas visitando 10 vinícolas tops e provando seus vinhos, almoços em restaurantes de outras vinícolas com seus vinhos, cafés históricos, certamente uma viagem Inêsquecível de muitos sabores, história e cultura. Eis um teaser com algumas imagens:

Itália Clipboard 2

Salute, kanimambo e espero poder ter alguns de vocês a bordo desta nau que zarpa dia 12 de Setembro para terras de Enotria. Uma ótima semana para todos e arriverdeci.

De Volta à Argentina – os Vinhos de Cafayate

      Em função do “paro” em Buenos Aires nosso voo para Mendoza rodou então ficamos uma dia a mais no pedaço, mas aproveitamos bem. Algumas surpresas, uma revisão de avaliação, quebra de preconceitos e vinhos de qualidade (mais de 65)  na taça, boas experiências vividas nestes últimos momentos de presença na região de Salta.

El Porvenir  – Enquanto estávamos na Felix Lavaque, tivemos a felicidade de receber a visita do Mariano Quiroga Adamo, jovem e talentoso enólogo da El Porvenir (recente nesta casa) um produtor de médio porte elaborando cerca de 400 mil litros anuais dos quais 85% se exportam. Provamos três de seus vinhos, e muitos mais nos dias seguintes, porém vou deixar aqui minhas impressões sobre os que mais me chamaram a atenção entre os diversos bons caldos que habitaram minha taça nestes últimos dias na região de Salta.

Laborum Torrontés 2012 – já mencionei antes de que me surpreendi com a enorme evolução qualitativa dos Torrontés e este vinho só veio confirmar a regra. Uvas colhidas em três fases diferente de maturação resultam num vinho fino e elegante, fresco, frutado com toques cítricos e muito, mas muito saboroso.

Laborum Malbec 2011 – Nariz bem intenso e linda cor purpura, nos convidam a levar a taça á boca onde mostra um meio de boca muito bom e frutado, boa acidez e final bem longo e muito apetitoso! Vinho para curtir nas calmas, sem pressa para dar-lhe tempo de se expressar na sua plenitude. Um belo vinho.

clique para ver slide show II

San Pedro de Yacochuya – Confesso que fui com um pé atrás. Sei que é um marco da região, mas essa potência toda e super extração “Rollandistica “ não faz minha cabeça e numa degustação de há tempos já tinha me decepcionado com ele. Confesso que revi posição, mesmo não sendo meu estilo de vinho. Apenas 21 hectares aqui (+ seis em Tolombon  ), dos quais 8 hectares com mais de 100 anos. Michel Rolland é sócio comercial sendo responsável pela elaboração dos vinhos, porém não pelo estilo já que isso é uma filosofia dos irmãos  Marcos e Arnaldo Etchart. Maceração longa de 30/40 dias, uvas supermaduras, tudo busca o perfil superlativo que fez a marca deste produtor e projetou a região de Cafayate internacionalmente.

Coquena Tannat – provamos amostra de tanque deste vinho que vem do vinhedo de Tolombon e que deve estar por ser engarrafado. Mesmo não pronto, já mostrou qualidade e creio que deveremos estar diante de mais um bom tannat desta região e espero que chegue logo ao Brasil.

Coquena Malbec 2011 – na hora não me encantou, porém recentemente tomei uma garrafa que trouxe e me surpreendeu. Dependendo do preço a que chegar ao Brasil, pretende ser uma alternativa low budget da marca, vale a pena pois está muito equilibrado e as notas vegetais mais agressivas que senti na prova na bodega, deram espaço para notas mais frutadas bem saboroso e de bom volume de boca que é a assinatura da casa.

Yacochuya 2009 – 24 meses de barrica, especiarias bem presentes. Potente em boca, taninos ainda algo “amarrantes” na boca (muito jovem), untuoso, carnudo, para tomar de garfo e faca! Tenho, todavia, que rever minha posição sobre este vinho que me confirmou que tudo na vida merece uma segunda chance. Vinho potente sim, porém muito rico também e demonstra uma complexidade que não tinha conhecido na minha prova anterior. Para os amantes deste estilo de vinho, certamente um grande vinho com enorme capacidade de guarda.

El Transito – com uma capacidade de produção de cerca de 150 mil garrafas  produz uma linha algo mais comercial e um pouco rustica no estilo. Sua linha básica é bastante interessante, me atraiu mais, e fácil de gostar com especial destaque para o Cabernet Sauvignon 2009 com bom volume de boca, especiarias, frutas negras no nariz, taninos finos sem passagem por madeira.

Etchart – um gigante e um dos primeiros a estar presente por aqui. Comprado em 96 pelo grupo Pinot Ricard, esperava uma visita sem grandes surpresas, de vinhos fáceis sem grandes emoções e………me enganei redondamente. Vivendo e aprendendo que preconceito é uma …..! Enfim, são 450 hectares de vinhas e mais de 9 milhões de garrafas ano porém do que provei, muitas e boas surpresas, sem contar a hospitalidade e simpatia numa prova em baixo das árvores do lado da casa de hóspedes. Lugar lindo.

Torrontés, provamos três. O Privado é simples e fácil, o Reserva já mostra ao que vem, mas é o Etchart Gran Reserva Tinaje 2012 que mexe com a gente ou, pelo menos, comigo. Um dos melhores provados nesta viagem. Todo ele muito sutil e fino, leve floral com notas de pêssego no nariz. Na boca é delicioso e sedutor com notas de grama molhada recém cortada, alguma lima mostrando um frescor muito gostoso e de final longo.

Arnaldo B, um dos melhores custo x beneficio dos vinhos provados em todos os sete dias de viagem á Argentina. Caiu nosso queixo quando nos disseram que este vinho custa algo ao redor de R$50 a 60 no mercado brasileiro já que nossa percepção de valor foi bem superior a isso! É o vinho principal deles e provamos o 2008 que é um blend essencialmente de Malbec/Cabernet Sauvignon e Tannat, mas que no futuro próximo pode vir a receber o aporte de outras cepas. Elegante, fino, de bom corpo e ótima textura, untuoso e rico, daqueles vinhos que acaba muito rapidamente e uma garrafa sobre a mesa será certamente pouco, ainda mais a esse preço!

Amostras de barrica. O anfitrião e enólogo da casa, Ignacio Lopez, se entusiasmou e quis nos mostrar algumas de suas criações em processo de desenvolvimento. Eles estão experimentando coisas novas e nos deram o privilégio de provar algumas amostras. Das quatro variedades provadas (CS, Tannat, Bonarda e Ancelotta) curti muito o Tannat que apresentou um frescor e fruta muito interessante prometendo um futuro bem interessante tanto em blends como solo. Gamei no Ancelotta!! Fino, denso, notas achocolatadas, uma aposta do enólogo em algo novo na região (sugeri que ele visitasse alguns de nossos produtores no Sul) que vai dar o que falar, aguardemos. Em principio estes caldos devem vir para enriquecer ainda mais o Arnaldo B, porém não me surpreenderia se viesse também uma linha de varietais de alta gama.

      Por hoje é só, mas ainda tem a Vertical de Mas la Plana, mais posts sobre a viagem á Argentina que fiz a convite da Wines of Argentina, otras cositas más! Devagarinho retomo o ritmo do blog então kanimambo pela paciência e não se esqueçam, dia 17/04 é o Dia Mundial do Malbec, aguardem surpresas! Salute.

Chianti e Bacalhau Pode?

         Pode! Vinho bom, companhia ótima e prato idem, porquê não? Sem enofrescuras, quando as partes são tão boas é dificil algo dar errado e mesmo com um bacalhau algo mais light (Bacalhau do Capitão) e o vinho complexo e bem estruturado com ótimo volume de boca, complexo e vibrante; foi bão demais da conta sô! Familia, um belo vinho e um baca saboroso, fomos abençoados nesta sexta-feira santa. Como dizem, uma imagem vale mais que mil palavra então fico por aqui com a esperança de que vosso feriado de Páscoa tenha sido igualmente bom.

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Na Quinta tem vertical de Mas la Plana por aqui, te aguardo. Salute e kanimambo.

E por Falar em Bacalhau e Vinho!

      lembrei-me que faz pouquíssimo tempo que a confraria Vino Paradiso se reuniu na Vino & Sapore para, sob a batuta gastronômica do confrade Ney Laux, viver uma experiência de harmonização de Bacalhau e Vinho. O prato escolhido e primorosamente preparado pelo Ney, foi um Bacalhau com Natas para o qual escolhemos três vinhos.

baca natas e vinho

         O espumante Luis Pato Maria Gomes Bruto, por sinal estupendo, foi nosso abre alas e preparação das papilas para o que estava por vir. Muito aromático, ótima perlage, fina e persistente, encheu a boca de prazer. Já os vinhos tranquilos, esse escolhemos para testar as diversas tendências de harmonização e o resultado foi muito interessante comprovando o que já tinha como convicção; para o Bacalhau com Natas, vinho branco sempre!

       Os confrades ficaram divididos entre o Chardonnay Wente de origem americana (San Francisco) e do Muros Antigos Alvarinho já com alguns anos de garrafa. O tinto, muito bom por sinal, deverá ser uma ótima pedida para um bacalhau à Lagareiro ou grelhado, porém aqui passou por cima do prato que estava bem delicado.

Wente Chardonnay – um belo vinho com madeira presente porém sem exageros e com uma acidez bem equilibrada. Harmonizou bem, porém para meu gosto pessoal a madeira sobressaiu um pouco o que me leva a crer que se daria melhor com um prato algo mais pesado, pero no mucho, como um Bacalhau á Brás por exemplo.

Muros Antigos Alvarinho – É um vinho verde mas não é um vinho qualquer! Um dos mestres produtores da região, Anselmo Mendes sabe o que faz no vinhedo e na cantina, um belo Alvarinho! Acho que a evolução lhe fez muito bem dando-lhe um maior equilíbrio e ressaltando seu ótimo volume de boca. Para mim, casou á perfeição, porém como em harmonização não existem verdades absolutas, muitos preferiram o Wente.

   Mais uma dica de harmonização de Bacalhau & Vinho para você testar e fazer seu próprio juízo de valor.  Está chegando a hora, então feliz Páscoa sempre lembrando que é um momento de renovação. Salute e Kanimambo.

Bacalhau – O Protagonista da Semana Santa

Tem duas coisas que brasileiro é chegado, um bom prato de bacalhau e um boa picanha na brasa. Coincidentemente, preços similares hoje em dia, popularização do bacalhau ou elitização da picanha?! Bem, essa duvida você responde, pois eu quero mesmo é falar um pouco desse peixe sem cara (já viu?!) que vive nas profundidades  dos oceanos a mais de 400 metros de profundidade. Peixe de águas frias que mesmo sem habitar as costas portuguesas, virou tradição por lá onde o consumo per capita anual beira os seis quilos ou seja, algo próximo a 70 mil toneladas ano, e é conhecido como “fiel amigo” ou “pão dos mares”.

Bacalhau-Gadus-morhua_large

História

Foram os vikings, por volta do século IX, os descobridores do nobre Gadus Morhua nos mares da Islândia e Noruega.

Foram os bascos espanhóis, por volta do ano 1000, que descobriram o segredo da salga do bacalhau facilitando seu comércio e transporte.

Foram os Portugueses, entre 1450 e 1500, que descobriram os enormes cardumes da Terra Nova, inicialmente denominada Terra dos Bacalhaus, e consequentemente iniciaram o grande comércio do pescado.  Todavia, já por volta do de 1330 a pesca era forte nas costas da Inglaterra o que veio a resultar num acordo comercial de pesca entre os dois países em 1353.

Foram os Noruegueses os criadores da indústria do Bacalhau (a desova é em suas águas) sendo o maior exportador mundial tendo enviado a primeira carga ao Brasil nos idos de 1843.

O Brasil é hoje o maior importador de bacalhau Norueguês com mais de 30 mil toneladas ano (2007) porém não só de Gadus Morhua mas também de outras qualidades inferiores.

Tipos (veja mais em http://www.bacalhau.com.br/tipos.htm )

Gadus Morhua, o mais nobre e a fina flor dos bacalhaus, o mais saboroso, se desfaz em lascas e as postas são das mais altas. Advém do Atlantico Norte, Mar da Noruega e de Barents. O mais caro, mas faz diferença, e é o melhor quando preparo pede postas como o à Portuguesa ou Lagareiro por exemplo!

Gadus Macrocephalus, muito similar em aspecto ao Gadus Morhua, tem uma cor quase branca, é mais fino não se desfaz em lascas tão facilmente sendo mais fino e fibroso. Vem normalmente do Pacifico Norte e é mais em conta que o Gadus Morhua sendo mais usado em pratos em que o desfiado é usado como o Gomes de Sá e à Brás.

Saithe, mais usado em bolinhos, saladas e ensopados por se desfiar muito facilmente. De cor escura e sabor forte.

Ling, peixe tipo bacalhau, mais popular e barato, muito fino pouca gordura e cor clara não desfiando com facilidade.

Zarbo, peixe tipo bacalhau o menor do tipo, delgado, pouca carne, normalmente usado em caldos e desfiado. Também o mais barato deles junto com o Pollack (coisa ruim! rs) vindo da China.

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Curiosidades

  • Bacalhau dessalgado congelado possui cerca de 30% de água no peso versus o seco, então faça contas antes de comprar.
  • Mesmo salgado o bacalhau deve ser mantido fresco porque em temperaturas mais altas a gordura oxida e o bacalhau enrijece. Envolva-o num saco plástico e guarde-o na gaveta de legumes em sua geladeira.
  • Bacalhau seco e salgado não deve ser congelado. Se quiser congelar, dessalgue-o primeiro e depois molhe-o bem no azeite para evitar que resseque.
  • Para apurar o gosto do bacalhau, após a dessalga umedeça-o com bastante azeite  e ervas (coentro, salsa, …) por cerca de duas horas antes do preparo.
  • Dessalga, para cada centímetro de espessura de lombo, um dia de dessalga.
  • Se o cheiro nas mãos após o manuseio insistir em permanecer após diversas lavagens, tente esfregar as mão com uma rodela de limão.

Preparo – Muitas dicas, receitas e harmonizações aqui no blog, acesse este link e viaje pelos mais diversos posts sobre o tema. Opcionalmente, clique em http://www.1001receitas.com/ e bom proveito, mas não esqueça do vinho e um bom azeite!

Salute, kanimambo e amanhã tem Bacalhau com Natas do Ney e uma experiência  de harmonização aqui no blog, vejo você por aqui? Se tiver duvidas para harmonizar os pratos, dê uma passada na Vino & Sapore que estarei por lá.

Salvar

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Dicas de Bacalhau & Vinhos para a Páscoa

      Foram inúmeros os posts aqui sobre o tema, então para não ficar aqui me repetindo, preferi só listar os links para alguns deles e amanhã falo um pouco sobre o protagonista, o Bacalhau, com algumas dicas de preparo.

Bacalhau & Vinho – Harmonizando a Páscoa. Veja o que pensam disso alguns conhecedores da boa enogastronomia

Páscoa com Bacalhau – Já lá nos idos de 2008 tocava neste tema com dicas de alguns vinhos.

 Dicas de Bacalhau & Vinho  para sua Páscoa – esta é a versão de 2012.

Penne com Bacalhau & Vinho – uma experiência de 2011.

Bacalhau & Vinho, mais Experiências – as aventuras de colegas provando harmonizações variadas.

Malbec & Bacalhau, não é que deu tango! – mais uma experiência mais recente.

O Bacalhau do Capitão – receita e experiência que me encantou o ano passado e quem sabe devo repetir na Sexta? Só que o vinho, esse deve ser outro!

      Amanhã falo um pouco do que procurar quando se vai comprar bacalhau. Sim, porque bacalhau existe de diveras origens e tipos assim como os vinhos do porto. Li uma matéria interessante num livro só sobre o tema que repicarei aqui. Até lá, salute e kanimambo pela visita.

Ética e Moral, Onde estamos!

      O post de hoje é um desabafo e, ao mesmo tempo, um pedido. A moral e a ética em vez de princípios básicos e inerentes á convivência em sociedade, tem se tornado cada vez mais objeto raro que é valorizado e enaltecido quando encontrado como se fosse algo especial. Que pena que chegamos nesse ponto em que os valores essenciais de uma sociedade tenham que ser enaltecidos em vez de simplesmente aceites pelo que deveriam ser. Aliás a honestidade é outro bastião que virou objeto de relatividade! Vivemos numa época em que esses valores essenciais estão rareando e isso invade como nunca o nosso mundo virtual e nossa vinosfera, que não é exceção, padece dela também.

        Spams, em cada uma de minhas diversas identidades de mail, recebo no mínimo uns cinquenta ou sessenta por dia e não adianta eliminar um remetente que lá vêm mais dois ou três insistindo em que eu perca dez quilos e outros que me encha de azulzinho sem sequer saberem se peso 50 ou 100 kgs, se sofro do coração ou não! Que pé, mas enfim, já está claro que a internet tem esse lado obscuro irritante com o qual somos obrigados a conviver, porém melhor isso que os malditos telemarketings!! Estamos vivendo numa selva sem limites onde que importa é o objetivo pessoal de cada um e dane-se a forma de alcancá-lo, tristes tempos estes!

        Na vinosfera não poderia ser diferente, não vivemos num planeta separado, e tem loja que sequer conheço enviando promoção quase que diária entulhando meu mail! Os artigos de revistas e posts de blogueiros são invadidos por forte influência comercial que, em alguns casos, nos deixam duvidosos quanto a veracidade do que lá está escrito. Os “melhores do ano” duvidosos assumem postos de vinhos super stars, blogueiros de conhecimento duvidoso dão “aulas” sobre assuntos sobre o qual nada ou pouco sabem, gente que só enaltece vinhos de determinadas importadores e/ou produtores que anunciam em seu site, gente que pede para trocar link e quando você inocentemente o faz descobre que o seu sumiu no dele, enfim estas figuras estão, em minha opinião, presentes em números para lá do tolerável em nosso meio também. Afinal, à mulher de César não basta ser honesta, precisa também parecer ser, ou não?  Estamos sem saída, rodeados que estamos por “elles”, mas podemos, e devemos, lutar contra e separar o joio do trigo pois também há muita coisa boa por aí, alguns dos quais recomendo com links aqui do lado.

         O exemplo , no entanto, vem de cima, vem dos mais velhos, de nossos pseudo líderes e o congresso e governo não ajudam  em nada a formação cívica deste enorme país. A roubalheira, bandidos no poder, a falta de ética e ausência total de moral (não sendo ilegal vale qualquer coisa e mesmo quando o é, se a multa for pequena e valer a pena passa-se por cima disso também) são complementados pela impunidade, inclusive das urnas pois tem gente que se vende baratinho, baratinho.  Agora, os “espertinhos”, os tais que insistem no péssimo hábito recentemente turbinado de “tirar vantagem em tudo”  usam comentários neste blog para tentar fazer propaganda de lojas, promover um determinado vinho ou produtor, etc.. A eles uma mensagem; aqui nem a pau Juvenal, as coisas não funcionam assim até porque comentários só são publicados depois que passem por minha leitura e abusos, como esse e outros (inclusive os xenofóbicos), simplesmente vão para a lixeira.

       Os abusos têm aumentado, então após o desabafo fica o meu pedido, parem com isso por favor porque já torrou! Se acharem que este blog têm valor a ponto de tentarem essas “ações” comerciais guerrilheiras, por favor falem comigo e podemos negociar um banner, pago antecipadamente of course! Caso não tenham interesse, pelo menos parem com essa atitude no mínimo antiética, não é por esse caminho que conseguirão sucesso, pelo menos não aqui.

     Desculpem pelo desabafo, mas ultimamente, coisas da idade, cada vez tenho tido menos paciência para toda essa corja e esse modus operandum.

Sem brinde hoje, porém o kanimambo pela visita, esse não falta.