João Filipe Clemente

Uma Joia Rara na Taça, Diamandes Gran Reserva 2008

Um vinho em três momentos! O provei há uns cinco anos e não me agradou, fazendo um estilo de vinho que não faz minha cabeça, muito over, eu diria. Provei novamente, desta Diamandes Gran Reserva 08 Taçafeita na vinícola, em 2014 e já me animei, o vinho melhorou muito com alguns anos a mais de garrafa, tanto que comprei uma (deveria ter trazido mais!) que abri há alguns dia, VINHAÇO!!

Um vinho que precisa de tempo para se integrar, mostrar toda a sua complexidade tornando-se absolutamente sedutor. Um vinho para não esquecer e, como toda a joia, não é barato, já está na casa dos R$280 a 300,00 pelo que pude saber do importador, a Magnum.

Dois terços Malbec com Cabernet Sauvignon. O que era over virou sofisticação, o que era puro músculo virou elegância e se tivesse mais duas garrafas, uma guardaria para 2018 pois acho que ainda vai evoluir mais. Um vinho cheio de camadas e aromas instigantes que me fez querer mais e mais num redemoinho de sensações que realmente me entusiasmou! Almoço de família, sinceramente não me ative a detalhes para ficar aqui descrevendo o vinho, mas mexeu comigo ao ponto de eu escrever esta curta exaltação. Não tenho 300 pratas para gastar num vinho, mas se tivesse certamente estaria em minha lista,um vinho para quem acha que vinho argentino é tudo igual. kkkk Ledo engano, saúde!!

Diamandes Gran Reserva 08

Kanimambo pela visita e uma ótima semana para todos!

Terceiro dia nos Vinhos de Altitude de Santa Catarina, um dia cheio!

Neste terceiro dia de nosso tour pelos vinhos de altitude brasileiros, mais precisamente de Santa Catarina, iniciamos nossas atividades pela visita à Villa Francioni seguido da Monte Agudo e Villaggio Bassetti, terminando com um gostoso jantar, para quem agüentou, num restaurante português bem no centro de São Joaquim. Hoje falo e mostro um pouco de nossa experiência na  Villa Francioni e depois posto a visita às outras vinícolas.

A Villa Francioni talvez seja a mais conhecida das vinícola da região, não só por seus vinhos como pela beleza de seu local e projeto arquitetônico que levou em consideração, no inicio dos anos 2000, toda um sistema de movimentação de vinho por gravidade evitando o uso de bombas. O projeto arquitetônico realmente impressiona logo á entrada com uma linda galeria de arte, detalhes de vitrais por onde passamos, obras de arte e linda vista, sem contar o incrível trabalho de madeira no telhado.

Certamente um lugar a ser visitado porém não espere nenhum atendimento além do protocolar padrão turístico o que, em nosso caso com 14 enófilos e com negociação prévia, foi bastante frustrante ao nos depararmos com um monte de gente sendo agregada ao grupo, inclusive crianças! Nada contra, importante para a vinícola também, mas cada macaco no seu galho já diz o ditado. Algo que a vinícola precisa reconsiderar, pois ao crescer muitas vezes essas empresas perdem a alma no processo e faz falta para quem realmente é apaixonado por esses caldos de Baco! Enfim, finalmente aos vinhos:

Espumante Joaquim Brut (Charmat) – Citrico, pomelo preponderante, fresco, leve amargor ao final. Bem feito, mas não empolga.

VF Sauvignon Blanc – boa tipicidade, grama molhada, maracujá, acidez boa e equilibrada sem excessos, na boca mais simples do que o nariz promete, algo curto.

VF Rosé – um vinho que sempre foi muito elogiado, mas sempre achei que a garrafa merecia mais atenção que o vinho. Desta feita (safra 2015), mudei  minha opinião, o vinho está muito bom. Já surpreende ao ver um  rose elaborado com OITO uvas ; Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc, Sangiovese, Syrah, Petit Verdot, Pinot Noir, Merlot e Malbec o que não é lá muito comum. Bonita cor salmão, aroma sedutor onde aparece algo de damasco, romã e um toque floral. Na boca é suave, fresco, muito gostoso e de boa persistência, me surpreendi! Ao final, quem quiser cortar a garrafa ainda dá para fazer uma bela jarra para flores ou copo de whisky!! RS

Joaquim 2012 – Existe uma linha de entrada chamada Aparados e esta é acima. Conheço o vinho há tempos e sempre achei um vinho bem feito, agradável, sempre confiável, não negou fogo. Corte típico da região, provamos diversos, de Cabernet Sauvignon com Merlot, 10 meses de barrica francesa provavelmente de segundo e terceiro uso.Bom vinho.

VF Villa Francioni – para mim melhor que o Francesco. Gosto muito deste vinho que é um corte bordalês elaborado com as castas; Cabernet Sauvignon, Merlot, Cabernet Franc e Malbec com passagem de 14 meses em barricas de carvalho francês de primeiro uso. Não é de hoje que o conheço e volta e meia gosto de o incluir em provas ás cegas de vinhos de Bordeaux e sempre se sai muito bem. Confirmou tudo o que esperava dele; boa e complexa paleta olfativa com frutos negros abundantes, tabaco, café, estrutura  com elegância e taninos finos, rico meio de boca, longo, um belo vinho em que os aromas seguem nos encantando mesmo depois de terminado a taça.

Queria abrir um Michelli e um VF Brut Chardonnay, porém mesmo me propondo a pagar não foi possível, então comprei uma garrafa do Michelli, top da casa, e levei para abrir no jantar. Depois falo dele.

Bem, mais uma etapa vencida, agora a caminho do Monte Agudo onde a recepção foi outra. A alma que faltou aqui, sobrou por lá, que bom, e o ânimo de todos se reacendeu mesmo chegando um pouco cedo, pois esperávamos passar mais tempo na Villa Francioni. Mas desse encontro na Monte Agudo eu falo outro dia. Por hoje é só, uma ótima semana para todos e kanimambo pela visita.  Video da visita abaixo, saúde!

Sem Firulas, Gostei!

Vinho rosé refrescante, ótima acidez, blend de meia dúzia de uvas, preço bacana, mostrando claramente o DNA desta linha de produtos que a DFJ nos entrega via Lusitano Import aqui em Sampa, vinhos de boa relação Qualidade x Preço x Prazer. Um belo abre alas para qualquer encontro e uns petiscos, sushi, ou carpaccio de salmão, sanduíche (bagel) de cream cheese e salmão, huuum gostei! Bem vibrante, saboroso, pra cima e ponto!

Paxis Rosé

Escrevendo esta nota, já me deu vontade! rs Uma ótima semana para todos, saúde e kanimambo pela visita.

Dicas de Abril – Programe-se

Dia 19 de Abril ás 20 horas  na Vino & Sapore na Granja Viana em Cotia, SP, a degustação de Vinhos de Altitude de Santa Catarina, está tendo uma grande demanda e excepcionalmente será realizada para 22 pessoas e já tenho 17 reservas! Agora com a adição de um prato de queijos da Queijo com Sotaque também de Santa Catarina, para que os participantes também conheçam essa iguaria!! Tá esperando o quê?? Clique aqui ou role abaixo na página para ver mais detalhes, mas será uma noite de Santa Catarina na veia, Queijos, Chocolates e Vinhos!!

Vinhos da Mala SC - Granja

Lavradio-Imperial 2Dia 23 de Abril no Rio de Janeiro, Cultura e Comida se juntam no Tour do Lavradio Imperial! Aberta ainda no período colonial, em 1771, pelo Marquês de Lavradio, a Rua do Lavradio foi uma das ruas mais importantes do Brasil na época do Império. Lá, moraram personagens com Duque de Caxias, Marquês de Olinda e João Caetano, entre outros.

Contar a história da rua, do bairro e da cidade, explorar as principais manifestações culturais, fatos históricos e detalhes arquitetônicos; Estas são algumas das experiências que você vai encontrar no Tour da Lavradio Imperial. O programa consiste em uma recepção inicial as 17 horas na Galeria Scenarium (antiga residência do Marques de Itaboray) com bate-papo com a historiadora Ana Roldão com apresentação do vídeo-instalação “O lavrador tempo” (texto de Rachel Jardim).

Lavradio-Imperial 1Após o café, o grupo é convidado a ver a exposição permanente da casa, “Azul Cobalto”, que retrata, através de azulejos, um pouco da história entre os séculos XVII a XX. Em seguida, haverá um tour à pé e guiado em duas quadras da rua.

A terceira etapa começa no Santo Scenarium (antiga residência do Visconde de Jaguary e do ator João Caetano) com uma degustação de cachaças com o especialista Manoel Agostinho e na sequencia, um jantar com menu imperial será oferecido. Ao final, o grupo pode estender o programa ao Rio Scenarium, a entrada está inclusa no pacote. Um programa bem legal e diferente para os amigos cariocas ou que por lá estejam.

MENU IMPERIAL

Cafe da tarde com broa de milho com amendoim e biscoitos amanteigados

ENTRADA QUENTE: Sopa de ovos atolados

ENTRADA FRIA: Salada de truta em cestas de massa

PRATO PRINCIPAL: Arroz de cordeiro com salsa real

SOBREMESA: Manjar real

Ha uma opção de prato para os vegetarianos: Lasanha de cogumelos e legumes ao molho de queijo do reino. Estão inclusos água, caipirinha e café. PRECO POR PESSOA: R$ 200,00. LEMBRETE: Vagas limitadissimas e a primeira edicao esgotou-se logo nas primeiras horas, portanto os que tiverem interesse entrar em contato logo com a amiga  Fany Beigler(021) 9.8265-5342 ou por mail fbleiger57@gmail.com e ela dirá como proceder. Se eu estivesse lá eu iria!

Grand Tasting 2016 da Grand Cru pelo Brasil afora. GRAND TASTING 2016. O tipo do investimento que sempre recomendo aos enófilos “to be”! rs A melhor forma de conhecer vinhos e descobrir algumas preciosidades que se encaixem em seu bolso e atendam seu gosto. Esse tour passará por Porto Alegre – Curitiba – Londrina – São Paulo – Rio de Janeiro – Goiânia, sempre das 19 às 22hrs.

  • 25 de Abril – Porto Alegre
  • 26 de Abril – Curitiba
  • 27 de Abril – Londrina
  • 28 e 29 de Abril – São Paulo
  • 2 de Maio – Rio de Janeiro
  • 3 de Maio – Goiânia

O Grand Tasting esse ano apresentará, além das vinícolas exclusivas e as já conhecidas estações temáticas selecionadas pela equipe Grand Cru, uma série de novidades recém-chegadas ao Brasil. Em todas as praças, o investimento é de R$ 270 por pessoas, que dão acesso aos mais de 230 rótulos expostos na feira e ainda poderão ser revertidos em crédito para abatimento nas compras acima de R$ 1mil na semana seguinte ao evento.

Em São Paulo, o evento ainda contará com duas degustações paralelas para tirar o fôlego de qualquer enófilo. Intitulada de “Bordeaux 2010, um tour pela melhor safra do século”, a ação será dividia em duas degustações: Margem Direita e Margem Esquerda. A Margem Direita sai por R$ 1700 e a Margem Esquerda a R$ 1850. Esses valores poderão ser revertidos nas compras acima de R$ 12.500. Os clientes que participarem dessas degustações também poderão adquirir exemplares de Bordeaux Grand Cru Classe com 30% OFF no evento.

Seleção de vinhos das Bordeaux 2010, um tour pela melhor safra do século: (se tivesse esse din-din não perderia!! RS)

MARGEM DIREITA:

Saint-Émilion – Cheval Blanc 2010 RP 100 / Saint-Émilion – Angélus 2010 RP 99+ / Saint-Émilion – Figeac 2010 / Pomerol – La Conseillante 2010 RP 96 / Pomerol -Le Bon Pasteur 2010 RP 95

MARGEM ESQUERDA:

Pessac-Léognan – La Mission Haut Brion 2010 RP 98+ / Pauillac – Pichon Comtesse Lalande 2010 RP 95+ / Saint-Julien – Léoville Las Cases 2010 RP 96+ / Saint-Estèphe – Cos d’EstourneL 2010 RP 97+ / Margaux – Margaux 2010 RP 99

Ligue e garanta seu lugar ao sol; PORTO ALEGRE Vendas: pamela.couto@grandcru.com.br / Tel.: (51) 3332-8043 – CURITIBA Vendas: marcia.souza@grandcru.com.br / Tel.: (41) 3044-0292 – LONDRINA Vendas: vinhosecia@terra.com.br / Tel.: (43) 3337-5794 – 29 DE ABRIL  Vendas: belacintra@grandcru.com.br / Tel.: 0800 – 77 8558 – RIO DE JANEIRO Vendas: nayara.silva@grandcru.com.br / Tel.: (21) 2511-7045 GOIÂNIA Vendas: leandrononato@hotmail.com / Tel.: (62) 3932-2710.

Bem é isso por hoje e Segunda tem mais. Saúde, kanimambo e nos vemos por aí com uma última dica compre localmente, privilegie o comércio perto de você! Bom fim de semana.

Degustação Vinhos da Mala – Vinhos de Altitude de Santa Catarina

19 de ABRIL – DEGUSTAÇÂO VINHOS DA MALA de SANTA CATARINA NA VINO & SAPORE – No carnaval levei um grupo de aficionados pelo mundo da vinho a desbravar a Serra Catarinense com seus vinhos de altitude variando de 900 a 1427 metros, mais ou menos em linha com Mendoza. Enormes surpresas, algumas ainda por sair ao mercado em fase final de afinamento em barrica e/ou garrafa mostrando que esta é uma região nova (18 anos) mas já com muita coisa para mostrar e certamente, uma nova fronteira a ser explorada e o futuro do vinho no Brasil em conjunto com a Campanha Gaúcha. Vinhos de um estilo diferente em função de um terroor e climas diferenciados. Trouxe alguns vinhos então prepare-se para uma experiência e tanto que se dará a partir das 20h:

Boas VindasVillaggio Grando Rosé Brut (Água Doçe/Caçador)

BrancoAbreu Garcia Sauvignon Blanc  (Campo Belo do Sul / Planalto Serrano)

TintosBarone Nebbiolo (Planalto / Rodeio)

Sto. Emilio Leopoldo (São Joaquim/Serra)

Haragami Torii Cabernet Sauvignon (São Joaquim/Serra) vinhedo mais alto do Brasil, 1427 metros.

Villaggio Grando Innominabile V (Água Doce/Caçador) – um blend de 5 safras e 7 uvas.

QSM Portento 2006 (São Joaquim/Serra) – Fortificado,estilo vinho do porto que será servido com chocolate Nugali com 70% Cacau e Colomba Pascal com gotas de chocolate.

Total 6 Vinhos tranquilos (1 fortificado) e um espumante dando uma visão bem interessante de boa parte de tudo o que vem acontecendo por lá. Durante a degustação o já tradicional prato de frios e queijos, água e café para arrematar lembrando que o estacionamento é gratuito. Somente 12 vagas e o custo de investimento será de R$110,00 por pessoa com casais pagando R$200,00. Reservas mediante pagamento, garanta logo seu lugar e surpreenda-se como os amigos que viajaram comigo o fizeram!

Vinhos da Mala SC - Granja

Dia 23 de Maio em Sampa Repeteco! Para os amigos de São Paulo que sempre reclamavam que não fazia nada por lá, estarei realizando mais uma destas degustações só que desta feita nas gostosas instalações da Lusitano Import lá em Higienópolis na Rua Minas Gerais 59, a três quadras do metrô Consolação. Haverão duas mudanças nos vinhos listados acima, mas a “viagem” será igualmente gostosa, garanto! Faça sua pré-reserva o quanto antes e garanta desde já seu lugar. Envie um comentário por aqui, ligue na Vino & Sapore (11) 4612-6343 das 14 ás 19 de Terça a Sábado, ou por e-mail para jfc@falandodevinhos.com . Saúde e kanimambo pela visita.

Vinhos que Podemos Pagar + Dois Bons e Baratos Europeus

Enquanto uns provam grandes e caros vinhos, utopia para a maioria, gosto mesmo é de garimpar, buscar vinhos que façam bonito na taça por um preço que a maioria de nós pobres mortais possam pagar. É aquela história de desmistificar o mundo do vinho na prática e não só na teoria! Nada contra provar e beber grandes vinhos, mas o que eu acrescentarei ao que tantos e mais classificados colunistas do vinho já não disseram Valor na Taça 2sobre esses vinhos para lá de exclusivos? Será que você está mesmo interessado em ler que o Sassicaia é um grande vinho, ou que um grande Barolo de Gaja ou Brunello da Poggio di Sotto é inesquecível e todos acima de R$1.500? Óbvio que tomá-los é, normalmente, uma experiência incrível e gosto tanto como qualquer um, mas hoje ando mais na fase de me perguntar; o que isso me acrescenta? Para tomá-los há que se fazer uma poupança com um cofrinho especial e tenho tanta coisa mais importante para fazer com essa grana! rs Agora, por outro lado fica a indagação, acrescento algo ao meu leitor ou meu cliente falando dele? Recomendo que que vão nesse tipo de eventos, é certamente uma bela experiência para qualquer um e é um belo capital investido, mas eu ficar aqui falando deles não sei se faz sentido e tenho cá minhas dúvidas, porém quem sabe você me diz algo?

Nesse sentido sou mais baixo clero, mais pé no chão e acredito numa outra vertente de nossa vinosfera, os achados e olha que os conseguimos em várias faixas de preço! Vinhos em que a percepção de valor é superior ao preço pago, a harmonização do bolso! rs Com esse foco, hoje compartilho com você mais dois bons e baratos (com toda a subjetividade da palavra “barato”) vinhos aqui no blog e os dois europeus de origem, inclusive um francês!!

Linteau cotes du rhoneMaison L.Tramier Linteau Côtes du Rhône. Quando os vinhos da região trazem o nome da comuna no nome, já falamos de um Côtes-du-Rhône diferenciado e qualidade um patamar acima da maioria e o que tem por aí beeeem baratinho não são vinhos de grande valia. Este está numa faixa de preço intermediária (entre R$75 a 80) e já nos traz um “papo” mais evoluído, um vinho que usa tão somente uvas da comuna e não de tudo o que é lugar do Rhône. Um blend de 70% de Grenache e 30% de Syrah, gosto, gera um vinho de médio corpo versátil e muito saboroso. Toques defumados, frutos vermelhos maduros, rico meio de boca, balanceado, toques terrosos, taninos aveludados e marcantes com boa persistência de final de boca. Leve passagem por madeira, cerca de seis meses, é uma grata surpresa de média complexidade podendo harmonizar de hambúrguer a costela de porco ou lingüiça de pernil com ervas, até bacalhau no forno ou lagareiro para quem gosta de sair da mesmice.

Canforrales Classico Tempranillo – La Mancha não é das regiões produtoras espanholasDSC03739 de maior destaque, apesar de ser a maior, porém é de lá que vêm alguns dos melhores custos benefícios do mercado nos dias de hoje. Muitos vinhos nesta faixa  tendem a ser algo esqueléticos, ligeiros e sem qualquer estrutura, porém este rótulo é uma prova viva de que se pode tomar bons vinhos sem deixar um rombo no bolso no processo. Nove meses de passagem por madeira (americana e francesa de segundo e terceiro usos), taninos sedosos, boa estrutura, fruta fresca abundante (cereja bem presente), acidez presente e bem balanceada um ótimo gama de entrada para esta uva, um vinho que diz a que veio! Para acompanhar carnes grelhadas, queijo manchego, chorizo (lingüiça) fatiado, até uma morcilla! Entre R$65 a 70,00, um bom achado que há tempos habita minha taça.

Finalizando o post de hoje, me lembrei de um vinho que tomei neste último Domingo e publiquei no face, que exemplifica bem o que falo sobre achados nas mais diversas faixas de preço. Vinhos que dão uma percepção de valor superior ao preço pago, o Diamandes de Uco 2008, um vinho soberbo por cerca de R$190 mas que parece custar bem mais. Depois falo dele, um grande vinho, mas hoje fico por aqui. Saúde, kanimambo pela visita e seguimos nos vendo por aí!

 

Vinhos de Altitude de Santa Catarina – Dia II

Dia cheio já que a subida para São Joaquim pela Serra do Rio do Rastro torna a viagem algo mais longa, porém a vista seria deslumbrante, esse era o objetivo. Antes no entanto e pela dica de uma das amigas presentes no grupo, uma parada incrível e uma descoberta a pouco mais de 45 minutos de Floripa, a Queijo com Sotaque. Para quem é chegado nessa iguaria, imperdível!! Depois para finalizar um jantar delicioso com os bons vinhos da Quinta de Santa Maria, a segunda vinícola no roteiro depois da Quinta da Neve.(veja post do dia 1 clicando aqui)

Queijo com Sotaque e, acrescento, sem frescuras! – Queijos artesanais de primeiro nível que recém conseguiram aprovação no SIF, devendo estar disponível na boas casas do país em breve. Sei que uma embalagem já está aprovada! Trabalhar, criar, investir no Brasil não é fácil não, mas tem gente que é teimosa e ama o que faz, isso faz diferença.Elisabethe queijos É o caso da francesa Elisabeth  Schober que veio ao Brasil pela primeira vez em 2006 em sentiu falta de uma maior diversidade e qualidade dos queijos disponíveis por aqui. De volta à França o Brasil e seus desafios não lhe saiam da mente e eis que em 2011 esta técnica agrícola com anos de experiência na produção de queijos artesanais decide vender sua pousada/fazenda na frança e se aventurar por aqui. Difícil adequar os sistemas de produção controlados pela Anvisa e os sistemas usados na França, “enquanto por aqui se tenta proteger o queijo de toda a contaminação, na França se enche o queijo de bactérias, fungos e leveduras que resultam em aromas, texturas e sabores únicos”, diz ela. Finalmente em 2013 se iniciaram as vendas e em breve estarão “exportando” para outros Estados da Federação.

Fomos recebidos com muita simpatia e sem frescuras, provamos diversos queijos e nos apaixonamos, um deleite, algo muito especial que os amigos não podem perder. Carregamos durante  5 dias uma caixa de isopor com gelo, que passava pelas geladeiras dos hotéis até que finalmente chegamos em casa com o tesouro, demais! Eu me apaixonei pelo Gruyere, o Comté, Pirail, Munster e Morbier, mas não ficaria só nisso não! Uma ótima forma de começarmos o dia e que você pode acompanhar pela página deles no face > https://www.facebook.com/queijocomsotaque/.

menu Queijo com sotaque

Daí saímos para enfrentar a Serra do Rio do Rastro e ………… nada de nadica, encoberto, chuvoso, neblina, não deu para ver nada, nem lá no mirante! sniff, Fiquei Estrada do Rio do rastrotriste porém pelo que pude escutar de relatos, poucos são os que conseguem fazer esse caminho e vê-lo em todo seu esplendor! (clique na imagem para assistir um vídeo) Hotel, descanso de algumas horas e alguns de nós já fomos ver o que o tio Vilson lá da casa do Vinho teria para nos mostrar, porém isso é história para outro dia. Lá pelas 20 horas fomos descobrir o frescal de Santa Catarina, que nada tem de queijo! É, aprendemos mais essa, pois frescal é um tipo de carne de vaca, especialmente a porção que conhecemos em Sampa como  lagarto, salgada e curtida ao relento apenas durante a ausência de sol, geralmente à noite. É uma variante do charque, adaptada à região. Nossa visita foi ao restaurante Cristal de Gelo onde nos aguardava o amigo Antonio Zanelato Junior, enólogo boa gente da Quinta Santa Maria, para nos apresentar seus vinhos devidamente harmonizados. Incrível a gastronomia do restaurante, pratos magníficos muito bem elaborados e apresentados, uma grata surpresa!

Nascida em 2004, a Quinta Santa Maria tem um jeitão de Douro com vinhedos em patamares acompanhando o Rio e uma pena que não pudemos passar lá já que ainda não estão preparados para receber gente mas o local, entre 1200 a 1300 metros de altitude, é apaixonante e espero que em breve essa lacuna seja preenchida. Já conhecia alguns dos vinhos da casa, porém nesta noite ampliei esse conhecimento que ainda teria uma segunda e terceira etapa nos dois dias seguintes.

QSM

Nesta agradável noite em que, descobrimos, tínhamos um aniversariante no grupo, os festejos começaram com dois gostosos espumantes  o Da Condessa Rosé (Charmat) e Da Rainha (Champenoise), por sinal os Rosés são uma marca da região e provamos muitos deles tanto espumantes como vinhos tranquilos.Pessoalmente tive uma queda pela Condessa, confesso! rs

O cardápio do Restaurante Cristal de Gelo, magnificamente executado pela Chef  Rafaela Chioka, uma graça, competente e muito simpática essa baixinha.

  • Carpaccio de maçã com rúcula e gorgonzola – Com os espumantes
  • Truta na manteiga com pinhão e purê de queijo colonial – Com QSM Purpurata Touriga Nacional
  • Nhoque de moranga com carne e frescal cremoso  – Com QSM Utopia
  • Torta de maçã com frutas vermelhas – com QSM Sublime

Dos Vinhos:

QSM Purpurata Touriga Nacional, um vinho de boa tipicidade e taninos macios, mostrando o floral típico da casta, cor púrpura,fruta abundante, leve final especiado, taninos finos uma surpresa.

QSM Utopia Cabernet Sauvignon e Merlot, um blend bastante presente na Serra Catarinense.  Seis meses de barricas novas mostram um vinho mais complexo, corpo médio, boa textura e que casou muito bem com o nhoque com frescal. Taninos aveludados, final de média persistência, equilibrado com uma acidez bem gastronômica, um vinho que chama a atenção.

QSM Sublime – o vinho branco fortificado à moda do Porto. Preciso voltar a provar, não tomei nota de nada preocupado que estava com o grupo, final de jantar, aniversário e outras cositas mais! Sorry, fico devendo.

Ainda provamos em outros dias, quer dizer alguns de nós (rs) outros vinhos da vinícola;  Entre Nós, Passionado e Portento, mas desses eu falo depois. Bem, bom fim de semana e nos vemos por aqui na Segunda, na Vino & Sapore qualquer dia ou em uma das estradas de nossa vinosfera. Saúde e kanimambo e curta o vídeo aqui abaixo com algumas das imagens do dia.

Vinhos Europeus Bons e Baratos

Como sempre, fuçando o mercado e garimpando bons vinhos com preço idem. Vinhos que não nos causem maiores rombos ao bolso e que nos gerem uma percepção de valor superior ao preço pago, é isto que busco desde o dia 1 deste blog há oito anos atrás e, mais que nunca, sigo firme nesse caminho do garimpo. Estes dois vinhos são, em minha opinião, dois bons exemplos de que, contrariamente à opinião de alguns e de um paradigma que se criou ao longo dos tempos, há sim vida em vinhos europeus de baixo preço, neste caso abaixo das 60 pratas. Na minha opinião, batem a maioria dos vinhos dos hermanos na mesma faixa e sugiro montar uma degustação ás cegas para quebrar esse preconceito.

Clos lagoruClos Lagoru – Da região de Jumilla (Espanha) – Um corte que tem como protagonista a Monastrel, principal uva da região, com Syrah e 20% de Petit Verdot. O mosto é fermentado separadamente com leveduras indígenas e o blend elaborado ao final com o afinamento sendo feito em barricas americanas por quatro meses. Boa parte dos vinhedos são de vinhas velhas e boa parte deles de cultivo orgânico.

A região bem quente favorece um melhor amadurecimento da Petit Verdot e o resultado é um vinho onde a Monastrel dita os rumos, porém a PV deixa sua marca que se sente bem no final de boca, no corpo e na cor do vinho. Cor violácea, boa intensidade aromática, chocolate escuro e frutos negros , algo herbáceo  com sutis notas de especiarias. Bom corpo, de médio para encorpado, rico e algo terroso, meio de boca denso com taninos presentes mostrando uma estrutura algo mais rústica, com ligeiro apimentado de final de boca, mostrando-se fresco e de média persistência.

Mandorla Syrah – Da Sicilia, Itália  – A Syrah se deu muito bem nestas terras maismandorla syrah quentes com forte clima mediterrâneo e este vinho vem mostrar, mais uma vez, que garimpar vale a pena! Tipicidade á flor da pele com fruta vermelha abundante e especiarias desde o olfato ao último gole. Na boca mostra boa textura, médio corpo, taninos macios, meio de boca muito rico, notas tostadas e um final levemente apimentado de boa persistência, tudo muito bem balanceado sem arestas, um syrah deveras apetecível e acessível! Parece ter alguma passagem por madeira, porém sem dados técnicos disponíveis fica difícil dizer o tipo, no entanto alavanca o produto sem o maquiar. Pastas ao funghi, queijos maturados, carnes ensopadas podem ser bons companheiros e cada vez que penso em comida para harmonizar me vem à cabeça coelho à caçadora! Será que é desejo?? rs

Mais dois vinhos que recentemente compuseram seleções disponibilizadas aos confrades e confreiras da Confraria Frutos do Garimpo com em parceria com o importador, a Galeria dos Vinhos. Lembre-se; saia da mesmice, trace novas rotas, explore o desconhecido, descubra novos sabores, pois essa é a parte mais enigmática e interessante de nossa vinosfera. Saúde e kanimambo pela visita. Na Sexta, mais um dia do Tour Pelos Vinhos de Altitude Santa Catarina, espero você por aqui!

La Playa Claret, Petit Verdot em Ação!

Tenho uma queda por vinhos elaborados com esta casta, difícil em varietais, mas que possui a tendência de aportar complexidade aos vinhos assim como uma enorme capacidade de os “arredondar”.  Nos últimos tempos temos visto ótimos exemplares de varietais de Petit Verdot vindo do Chile, da Argentina e da Espanha, regiões mais quentes onde a uva atinge seu nível de maturação de forma mais regular. Um dos meus favoritos é o Finca Decero Petit Verdot que há dois anos ganhou o Troféu de melhor vinho de Mendoza pela Wines of Argentina, assim como os chilenos Perez Cruz Chaski e o Casa Silva, todos grandes vinhos, porém de preço idem!

petit_verdotMais acessíveis são aqueles vinhos em que encontramos a Petit Verdot como participante de blends e garimpar esses vinhos é algo que me agrada bastante, pois, ao que me lembre, dos muitos provados só um não fez minha cabeça! Normalmente, inclusive em Bordeaux de onde é originária, é usada em porcentual pequeno, entre 7 a 10%, porém não é incomum ver belos blends onde esse porcentual é amplamente ultrapassado. Antes de falar deste La Playa em que 40% do corte é desta uva, compartilho com você a opinião de dois amigos enólogos que prezo muito:

1 – Miguel de Almeida é o enólogo do projeto Seival da Miolo, jovem e competente, de origem lusa. Lhe perguntei o que ele achava desta casta, veja o que ele respondeu:  “sobre o Petit Verdot, no Seival temos 2 hectares desta uva [o único vinhedo do Grupo Miolo a tê-la no encepamento]. A Petit Verdot é uma uva de cacho e grão pequenos que entrega aos vinhos sempre muita cor, acidez e tanino. Das não tintureiras, é a seguir ao Tannat a uva que mais cor e estrutura coloca nos vinhos. Por aqui é uma uva de boa maturação, média resistência à umidade, quase tardia e generosa em produção. Gosto de Petit Verdot como monovarietal, mas como temos pouco PV, usamo-la sempre em corte e sempre intensifica o visual do vinho e prolonga a longevidade do mesmo.”

2 – Tomás Hughes – Argentino, enólogo da ótima Finca Decero (Mendoza), que possui, na minha opinião, o melhor Petit Verdot da Argentina e o usa também no seu vinho ícono onde participa como coadjuvante no corte, o Amano. Eis o que ele me respondeu: “De mi punto de vista , cuando usamos PV en cortes, este ayuda a terminar la boca, dándole elegancia, largo y un toque de jugosidad. En lo que se refiere a nariz aporta notas a especies frescas las cuales se combinan muy bien con los aromas de malbec y cabernet,  generando un marco de aromas sutiles y elegantes que forman base de una gran complejidad.  Es un varietal de gran personalidad que rápidamente toma protagonismo en los cortes, por ende si uno quiere trabajar sobre un corte donde no quiere el PV como driver, tiene que trabajar con proporciones inferiores al 10%. Por ej, en nuestro “Blend Amano”.

Este é um corte inusitado e muito bem feito onde a Peti Verdot tem papel de protagonista avaliado em 2014 pela Wine Enthusiast (http://www.winemag.com/buying-guide/la-playa-2011-block-selection-reserve-claret-red-c ) com 88 pontos e classificado com um dos melhores 100 Best Buys desse ano com um preço médio de USD12 nos EUA, o vinho está no ponto!

Tradicionalmente este vinho segue uma composição de castas bordalesas, mas o enólogo se permite variar isso ano a ano dependendo da safra e da evolução das uvas no ano. Em 2010 seu corte foi composto de Petit Verdot, Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc e Carmenére, porém neste anos de 2011 esse blend sofreu variações. O corte deste vinho de safra 2011 é uma composição da Petit Verdot (40%)  com Malbec, Cabernet Franc e Syrah, que é uma uva do Rhône, que resultou muito bem.La Playa

Ao abrir uma garrafa para prova com os amigos, a primeira percepção foi de qualidade, muito boa paleta aromática, com uma boca densa, complexo, porém de taninos aveludados. O fato de ter um forte porcentual de Petit Verdot no vinho, contradiz um pouco os conceitos emitidos por diversos enólogos e especialistas o que me faz crer que há ainda muito a estudar sobre a enorme capacidade de desenvolvimento que esta casta ainda tem pela frente e, por outro lado, confirma de que não existem verdades absolutas em nossa vinosfera. Por sinal, me lembro bem de um vinho português marcante que se foi e deixou saudades, o Terras do Pós Syrah/Petit verdot 50/50 outro belo vinho!

Neste caso do La Playa Block Selection Reserve Claret 2011 (que de claret não tem nada), mais uma vez fica comprovada a característica da casta em gerar blends de muita qualidade sem que necessariamente os vinhos tenham que ser caros. Os aromas com notas florais e frutadas, pedem para levar o vinho á boca e a entrada de boca é impactante para um vinho deste valor. Ótima estrutura, boa acidez, frutos negros (ameixas e cerejas?), algum defumado, muito harmônico e vibrante, final de boca de boa persistência com notas de baunilha e cafés fruto de seus doze meses de barricas americana e francesa.

Mais um vinho que fez parte da seleção de Fevereiro da Confraria Frutos do Garimpo (link no banner acima aqui no canto direito do blog) que também teve a presença do Clos Lagoru espanhol de Jumilla. Uma ótima semana a todos e seguimos nos encontrando por aqui, pelas estradas de nossa vinosfera ou, quiçá, na Vino & Sapore onde sempre haverá uma taça para compartilhar com os amigos. Saúde e kanimambo pela visita.

Páscoa é Sinônimo de Bacalhau e Vinho, o Que Escolher?

Olá amigos, Chegando na Páscoa e falar dela e suas celebrações é falar de família reunida e Bacalhau e Vinho sobre a mesa acompanhada de bom azeite, ora pois! Uma coisa aprendi ao longo destes anos dedicados ao estudo do vinho e experimentos com harmonização, por mais “regras” que existam, nada passa por cima de seu palato e seu gosto então todos os textos em revistas e em nossa blogosfera devem ser digeridos com uma certa parcimônia, inclusive este.

Eu já pesquisei bastantes o assunto e cá tenho meus pitacos para dar, porém em boa parte já aqui publicados, por isso se está em duvida quanto à sua harmonização de Bacalhau e Vinho, junte-se ao grupo! rs Estes posts abaixo (clique nos destaques – links – em negrito) mostram bem a diversidade de opiniões pesquisadas junto a gente que é do ramo da boa enogastronomia e vos convido a ler esses textos. Mais do que lhe dizer o que fazer, o que seria uma tremenda presunção de minha parte, busco aqui compartilhar consigo minhas experiências para que você faça seu  próprio juízo de valor encontrando, eventualmente, algumas respostas para suas dúvidas sobre este saboroso tema. Na essência, no entanto, pense sempre em harmonizar por “peso”! Pratos leves com vinhos leves, pratos pesados e complexos com vinhos idem, difícil errar, acreditem.

1 – First things first, dizem os ingleses, e nada como conhecer o Bacalhau antes de comprar. O mercado está cheio de peixes parecidos, até umas coisas bem ruins chinesas, então saber o que está comprando é essencial! Leia aqui sobre os diversos tipos de bacalhau disponíveis no mercado e não compre gato por lebre! Clique na imagem do Bacalhau abaixo para saber mais sobre ele e não tomar ferro na hora da compra.

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2 – Como dizem meus compatriotas, pelo menos é o que rege a lenda, “bacalhau não é peixe, é bacalhau” e estamos conversados! Uns gostam com vinho branco, outros não abrem mão de um tinto, mas quem conhece do riscado sabe que é essencial saber a receita do bacalhau que será servido. Veja mais aqui num post com uma diversidade incrível de opiniões vindos de especialistas da enogastronomia.

3 – Outras experiência vieram depois desse post e uma em especial me chamou a atenção, foi do amigo Marcio Marson e achei legal compartilhá-la aqui em 2009. Leia o post com o resultado de suas experiências aquiBacalhau Doce Lar

4 – Harmonização não é uma ciência exata e muitas vezes nos surpreendemos com os resultados, Bacalhau com Tannat pode?! E com Malbec? Pois bem, veja os resultados de duas experiências aqui > Com Tannat  e Malbec

5 – Mais experiências a conferir: Experimentando com Bacalhau com Natas do Ney LauxAprendendo Com os ErrosBacalhau à Lagareiro com Quinta da Bacalhôa, um clássico!  e uma experiência com um Chianti Classico. hummmm, e a receita de Bacalhau de Frigideira?! Arroz de Bacalhau e brócoli, dá para viajar legal né?!-

Quando falamos de harmonização de pratos, existem alguns conceitos básicos a serem seguidos, porém uma forma simplista, que normalmente funciona bem, é pensar e equilibrar os vinho e o prato pelo peso. Pratos mais leves, vinhos mais leves e menos tânicos (quando tintos) e mais jovens, já pratos mais pesados e untuosos requerem vinhos com iguais características; brancos amadeirados e encorpados, tintos mais estruturados e complexos.

Cada um tem lá suas sugestões sobre o tema de harmonizar Bacalhau e Vinho e eu não fujo à regra! Eis minhas dicas sobre harmonização da Páscoa, leia, pesquise, experimente e viaje nessa diversidade de sabores. Eu já sei que vinho abrirei, tenho aqui um Quinta do Crasto Vinhas Velhas 2008 que acho que desta não escapa e deverá “ornar” com meu bacalhau à Lagareiro! Salute, kanimambo pela visita, que tenham todos uma bela semana e uma ótima Páscoa, mas no Domingo pode abusar e servir uma bela paleta de cordeiro deixando o bacalhau para Sexta! kanimambo pela visita e nos vemos por aqui novaente em breve.

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