João Filipe Clemente

Saturday Afternoon Tasting na Vino & Sapore

Prova de vinhos de sábado à tarde, dias 27 de Maio e 10 de Junho próximos das 16 às 19:30h, na Granja Viana. Com o apoio de nossos parceiros, dois a cada dia, iremos disponibilizar para prova entre 12 a 14 vinhos dos mais variados estilos, uvas e origens. Teremos vinhos do Chile, Argentina, Espanha, Portugal, Itália, EUA e França. Vinhos espumantes, rosé, brancos e tintos, vinhos ligeiros, vinhos mais encorpados, um pouco de tudo para que você navegue por nossa vinosfera sem sair do lugar! rs
    Os convites serão vendidos antecipadamente e serão limitados a 50 pessoas por dia. O custo será de R$40,00 por pessoa dos quais R$15 reverterão em desconto na compra de qualquer um dos rótulos em prova, exceção feita a eventuais rótulos com promoção especifica ou seja, o desconto não é cumulativo nesses casos. Caso você queira já garantir seu lugar no segundo evento, de dia 10 de Junho, comprando os dois convites de uma só vez, haverá desconto de 10% sobre o segundo convite. Convites disponíveis na loja no horário normal de funcionamento, porém em caso de dificuldade basta me ligar que tenho um plano B para os amigos algo mais distantes!  
af_cartaz (1)
    Cada um de nossos parceiros estará presente com seus sócios diretores e/ou sommelier para poder lhe dar mais informações sobre os vinhos em prova, mas veja já o que há a provar no dia 27 clicando aqui!. Para acompanhar a prova, haverão alguns petit-fours salgados, patés, pãozinho e água. Outros produtos de parceiros, para venda, poderão pintar no evento, vamos ver, ainda trabalhando! Uma ótima oportunidade para você provar uma série de vinhos que ainda não conhece possibilitando futuras compras mais conscientes e seguras. Lembrando a todos que é uma prova de vinhos e as taças usadas deverão ser retornadas ao final do evento.
    Ao final, seu convite será depositado numa urna e uma caixa de vinhos (6 garrafas) será sorteado por um dos presentes e entregue na hora ou posteriormente caso o ganhador já tenha se retirado. Por agora, kanimambo, saúde e quem sabe nos vemos por lá, será um prazer vos receber!
Local: Vino & Sapore – Rua José Felix de Oliveira 875, Km. 24 da Rod. Raposo Tavares, km 24 (Granja Viana) direção Cotia das 16 às 19:30. E-mail vinoesapore@gmail.com / Contato por Tel.: (11) 4612-6343 das 14 às 19h de Terça a Sábado.

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Um Douro Encantador na Taça, Quinta do Pessegueiro

Segunda prova e a confirmação de estar frente a frente com um vinho de fina estirpe. Projeto novo para os padrões da região, 1991, quando o terreno foi comprado pelo industrial, hoteleiro e produtor de vinhos francês Roger Zannier, que se apaixonou pelo lugar em suas idas e vindas na atividade textil, e aí iniciado o plantio das primeiras vinhas. Posteriormente outras terras foram agregadas ao projeto possibilitando uma maior harmonização dos vários terroirs durienses que se reflete no vinho. Os vinhos estão a cargo do diretor geral e genro de Zannier, o borgonhês Marc Monrose, e do jovem enólogo João Nicolau de Almeida Junior que carrega consigo o DNA dos grandes (pai e avô). Um vinho que está entre meus preferidos e que recomendei aos amigos que viajam a Portugal e continuamente me pedem dicas do que comprar e trazer de lá. Por sinal, dá para não se apaixonar por uma paisagem destas?? (clique na imagem para ver o projeto da casa, DIVINO!!)

Casa qta do Pessegueiro

Desta feita, no entanto, provei algo mais e me entusiasmei com tudo! rs Começamos pelo ALUZÉ tinto 2011, um vinho de “entrada” elaborado com Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Roriz e Vinhas Velhas vinificado e envelhecido em balseiros de 10 a 15.000 Qta do Pessegueirolitros o que dilui a influência da madeira que mal se sente. Um tinto de boa intensidade aromática, muito vibrante, muita fruta fresca, ótimo frescor, muito equilibrado, médio corpo, taninos finos e macios, com um final apetitoso que pede a próxima taça. Um vinho realmente sedutor que me encantou. Vinho na casa dos R$120 a 140,00

A seguir tive o prazer de rever o Quinta do Pessegueiro 2012, um vinho de outro escalão, galgamos alguns degraus a mais aqui. Vinhas velhas com mais de 80 anos às quais se unem as, Touriga Nacional, Touriga Franca e Tinta Roriz vinificadas em balseiros e lagares de concreto e posteriormente envelhecido em barricas francesas de 225ltrs e austríacas (carvalho alemão) de 600ltrs por um período de 18 meses. Paleta olfativa intensa e complexa, daqueles vinhos de ficar na dúvida se se bebe ou se funga, demais!! rs Maior estrutura, taninos mais presentes porém já mostrando muita elegância e finesse, fruta presente com notas mais terrosas, um meio de boca de bom volume sem excessos mostrando muita harmonia, acidez bem equilibrada e um final de longa persistência com um toque algo Qta do Pessegueiro Portomineral e fresco. Tremendo de um vinho na minha opinião, jovem com anos de vida para nos fazer sorrir e o preço acompanha a qualidade, por aqui em terras brasilis na casa dos R$260 a 280,00.

Porto Vintage 2014 – este ainda não está no Brasil, mas a marca da elegância e finesse se mostrou na minha taça com tudo. Como um vinho fortificado, a estrutura e o álcool estavam lá, porém tão bem harmonizados, integrado e macio na boca que me surpreendeu num vinho tão jovem ainda. Um Porto Vintage diferenciado, que ainda adicionarei à minha pequena mas seleta coleção, pois gostarei de o rever daqui a alguns anos. Esta Quinta, que agora entra em meu wish list de visitas, deixa uma marca que esta pequena prova deixou bem clara para mim, a busca pelo equilíbrio e a finesse dos vinhos apresentados.

Apesar da idade, certamente já uma Quinta a se ter conta quando se fala de vinhos top do Douro em linha com os grandes vinhos da região e muito ainda haverá de vir. Uma ótima semana a todos, kanimambo pela visita, saúde e nos vemos por aqui ou em algum dos muitos caminhos de nossa vinosfera.

 

 

 

Cachaça e Queijos da Europa Por Uma Dupla de Peso

José Osvaldo Amarante e Renato Frascino, uma dupla da pesada em nossa enogastronomia, gente de respeito, de muito conhecimento adquirido e compartilhado ao longo de décadas. Unir essas duas figuras nesse projeto foi uma jogada e tanto do CNIEL (Centro Nacional Interprofissional da Economia Leiteira) e União Europeia, através da campanha “Abra Seu Paladar” dos Queijos da Europa.

Queijos e cachaça

O objetivo foi mostrar a versatilidade dos queijos europeus em suas diferentes características de sabor, textura, aroma e sua fácil combinação com as nossas cachaças. O estudo mostrou, por exemplo, que:

Os queijos de massa mole e casca florida, representados nessa harmonização pelo Camembert e Brie – e que incluem também especialidades como Coulommiers, Neufchâtel, Chaource, Saint-Marcellin, Brillat-Savarin [França] – quando unidos à uma cachaça branca sem madeira, mineral e cítrica com aroma de doce de laranja, apresentam um resultado surpreendente. Uma deliciosa combinação surge ao fundir o gosto de cogumelo e avelãs dos dois protagonistas dessa categoria, às notas desta rica aguardente envelhecida em tonéis de Jequitibá.

Os queijos de massa mole e casca lavada como Pont-l’Évêque, Livarot, Époisses, Mont d’Or, Munster, Maroilles [França]; Taleggio [Itália]; Vacherin Mont d’Or [Suíça]; Limburger, Romadur [Alemanha], casam perfeitamente com cachaças envelhecidas em tonéis de castanheira e bálsamo. Os queijos Pont L’êveque e Taleggio, mostram ser levemente menos moles e úmidos do que os de casca florida. O sabor e o odor estão entre os mais pronunciados de todos, as vezes lembrando estábulo. Eles combinaram harmoniosamente com a citricidade láctea, acidez e álcool balanceado, toque de ligninas terciárias e frutos secos e ligeiro amendoado cremoso com gorduras do álcool e celulose da cana, encontradas nesse tipo de cachaça, detentora também de um toque tostado bem definido no paladar e frescor digestivo.

Na vez dos queijos de massa prensada não cozida ou semidura, caso do  Reblochon, Saint-Paulin, Saint-Nectaire, Morbier, Tomme de Savoie, Abondance, Mimolette, [França]; Gouda, Edam [Holanda]; Manchego, [Espanha]; optou-se por combiná-los com cachaça envelhecida em tonéis de amburana, típica por apresentar aroma e sabores de coco, cocada e cacau fruta. Estas características se harmonizaram perfeitamente com a natureza mais suave de alguns deles, caso do Saint-Paulin e do Mimolette, os eleitos do dia.

Os queijos de massa prensada cozida ou dura, como Beaufort, Comté [França]; Emmental [França, Suiça], Gruyère [Suíça]; Maasdam [Holanda], flertam lindamente com cachaça envelhecida em carvalho francês e americano, como mostrou, a harmonização de um Emmental e um Maasdam, ambos com características mais frutadas. Baunilha, mel, manteiga queimada, entre outros elementos da cachaça escolhida levaram a união dos protagonistas a um final mais que feliz.

As especialidades de massa azul, exemplo do Roquefort, Fourme d’Ambert, Bleu d’Auvergne, Bleu des Causses, [França]; Gorgonzola [Itália]; podem ser interessantes ao lado de uma cachaça envelhecida em canela sassafrás e um blend de 7 tonéis, incluindo carvalho francês, carvalho americano, bálsamo, cabreuva, amburana, grapia, canela, e sassafrás. Para contrabalancear o sabor picante e salgado desses queijos, cai bem esta cachaça com aromas de bolo inglês com frutas secas, passa, ameixas, açúcares demerara e toques de frutas carameladas, como se notou ao juntar a bebida a um bom Roquefort.

As feras responsáveis por esse gostoso estudo prático sensorial, para quem ainda não conhece, são os amigos:

José Osvaldo do Amarante (Esq.) – Afora ser um profundo conhecedor de vinhos com livros publicados sobre o tema (entre eles  “os Segredos do Vinho” que está na minha biblioteca) é também pesquisador sobre universo dos queijos e autor do livro “Queijos do Brasil e do Mundo para iniciantes e apreciadores”, 2015.
Renato Frascino (Dir.)– Técnico sensorial de bebidas (de águas e vinho a cachaças) e alimentos, fundador do Clube Brasileiro da Cachaça de Alambique e com litragem para dar e vender! rs

Amarante e Frascino

 

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Blanc de Piel e Blanc de Alba, Que Blanc Experiência!

A convite da VinhoMix, jovem importadora que começa a trazer alguns dos rótulos dos irmãos Michelini, tive o prazer e privilégio de almoçar no restaurante Chef Vivi (adorei e falarei dele em outro momento) na Vila Madalena aqui em Sampa, na companhia de alguns jornalistas o Matías Michelini e mais dois produtores amigos dos quais um já falei aqui (post anterior). Cada vinho uma emoção e sensações diferentes, razão porque esse almoço ainda vai gerar diversos outros posts por vir. Hoje vou falar só desses dois brancos que, para variar, me encantaram.

Os irmãos Michelini são um caso à parte na competitiva e criativa vinicultura argentina, uma lufada de ar fresco numa indústria que busca sair do lugar comum com uma série de jovens enólogos comprometidos com excelência e mudanças assim com a busca de maior presença dos terroirs nativos em seus vinhos. O resultado de mudança de métodos, processos e filosofias tanto nas bodegas como nos vinhedos, é uma consequente e clara mudança no estilo dos vinhos com Malbecs “menos” Malbec e uma diversidade de novos experimentos que estão dando, na minha opinião, muito certo!

blanc de albaBlanc de Alba 2014 – um projeto a dois, Juan Pablo (Juampi) Michelini e a sommelier argentina Augustina Alba. O vinho se ajustará ao resultado da safra dependendo de como as castas se apresentem, neste ano de 2014 foi Sauvignon Blanc, Riesling e Semillon porém a nova safra de 2015 vai ser de Sauvignon Blanc, Semillon e Chardonnay todas de Gualtallary e biodinâmicas. Quantidade limitada a cerca de 2400 garrafas em 2014, fermentado em ovo de cimento de 2000 litros, sem correção, leveduras selvagens e um certo tempo sur lie resultam num vinho untuoso, muito aromático, bom volume de boca mas mantendo uma certa leveza e ótimo frescor com final longo mieral e muito, muito agradável. Um vinho verdadeiramente sedutor que pede bis, Suenõs Blancos de Gualtalarry!

Via Revolucionaria Sauvignon Blanc de Piel 2015 – para falar deste vinho tenho que começarRevolucionaria Blanc de Piel falando de Água de Roca, um incrível Sauvignon Blanc que o Matías Michelini faz na Passionate Wines, sobre o qual já falei e você pode rever clicando aqui, tenho uma tara por esse vinho!! rs O Água de Roca não passa por prensagem com imediata retirada do mosto (suco da uva) para obter o mais puro e fresco caldo. Sobram as películas ainda com um monte de mosto dentro que é então prensado ficando o mosto em maior contato com as borras (sur lie) e películas. O resultado é que de cada 1000kgs dessas películas se extraem apenas cerca de 100 litros de mosto o que resulta num vinho que nada tem a ver com aquela leveza do Água de Roca. É um vinho delicioso que mantém a acidez característica da cepa e do terroir, porém com mais corpo e complexidade, ás cegas dificilmente diria que é Sauvignon Blanc. Surpreendente, mais uma vez, o Matías tem essa mania! rs

Mais dois vinhos para meu arsenal de brancos que tanto aprecio e mais uma mostra que o Vale do Uco y Gualtalarry em especial, são ótimos para estes vinhos. A família Michelini tem hoje cerca de 84 vinhos diferentes em seu portfolio e muitos deles de pequenas produções. Fazem vinhos de que gostam e, por suerte como disse o Matías, tem outros que gostam! rs Eu sou um deles e mais uma vez me rendo a seus vinhos, dois brancos que certamente farão parte de minha adega assim que possível. Tem mais, mas essas experiências compartilharei mais tarde .

Kanimambo pela visita, saúde e nos vemos novamente por aqui em breve, tenham uma ótima semana.

 

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Um Malbec Surpreendente, LIVVERÁ!

Muito recentemente tive o privilégio de almoçar com uma pessoa que respeito e admiro muito e ele trouxe junto um amigo do face que não conhecia pessoalmente, o Germán Massera, enólogo de mão cheia com passagem pela Bodega Noemía e Finca Sophenia. Com um perfil naturalista, biodinâmico, orgânico (mesmo não sendo seguidor sou um apreciador) ele apresentou na companhia do amigo Matías Michelini, seu LIVVERÁ (vivas e verás ou vida de verdade?) é uma singela obra prima engarrafada obtida de uvas de três diferentes vinhedos de Gualtalarry co-fermentados,de maceração suave em ovos de cimento, baixa extração e afinado por 12 meses em barricas de carvalho muito (rs) usadas buscando a fruta e elegância.

Deixemos de lado as experiências vividas com algumas bombas tânicas , vinhos super extraídos, alcoólicos e mastigáveis que Livverá malbecalguns adoram, mas que a meu ver não têm nada a ver e não fazem minha cabeça! O bicho aqui é outro, estamos diante de um dos únicos dois produtos (o outro é um Malvasia que não provei) que este jovem projeto – Escala Humana Wines – deste jovem enólogo nos traz e é pura felicidade e prazer. Muita fruta, textura de boca saborosa, fresco, uma riqueza e equilíbrio naturais que nos trazem um sorriso à boca e uma alegria à alma, taninos finos tremendamente elegantes e suculentos, um vinho que fez querer tomar garrafa e não taça! Apenas 13.5% de teor alcoólico, boa acidez e poucas garrafas! Adorei ler no rótulo, “Botella nº1 de Pocas”, genial, mostra bem o espírito da concepção da obra. Parabéns Germán, espero não só provar, mas tomar algumas dessas preciosidades que, por enquanto e ao que saiba, ainda não está no Brasil mas vi que tem por lá na origem por volta dos 80 Reais.

Mais uma gostosa experiência num almoço divino sobre o qual ainda tenho muita coisa a falar, aguardem. Por enquanto a produção aqui no site está baixa, a sobrevivência tem tomado meu tempo (rs), mas tem bastante material engatilhado. Abraço, saúde, kanimambo e seguimos nos vendo por aqui e, porquê não, na Vino & Sapore onde sempre haverá uma taça a desfrutar com os amigos que se identificarem como leitores. Fui, se der tempo tem mais na semana, se não só após o feriado, vamos ver …

 

Chovendo no Molhado, Marqués de Murrieta!

Falar de Marquês de Murrieta é chover no molhado, o que falar de novo sobre esse produtor que é um dos clássicos de Rioja desde o ano de 1852 e que outros já não tenham falado? Difícil tarefa essa, então vou simplesmente constatar um fato, estamos diante de grandes vinhos e um grande produtor que tem suas exportações sobre a gestão de um amigo que há muito não via, o competente executivo português João Machetta Pereira que conheço desde seus tempos na Graham’s e que tive o enorme prazer de rever recentemente na World Wine Experience de vinhos Ibéricos.

Meus destaques, ficam para três vinhos que se destacaram entre alguns outros de grande qualidade:

murrieta 1

Marqués de Murrieta Reserva 2012 – um clássico Rioja con 20 meses de barrica americana e 12 em garrafa, para só depois chegar ao mercado. Corte tradicional de 89% Tempranillo, 5% Mazuelo, 4% Graciano, 2% Garnacha, é um vinho que encanta, mostra bem a tipicidade da região e possui um preço algo mais acessível, comparando com seus outros rótulos, na casa das 220 pratas.

Marqués de Murrieta Gran Reserva Limited Edition 2009 – Uau, esse eu não conhecia e entrou para minha lista de preferidos de Rioja, grande vinho com apenas 32 mil garrafas produzidas. Corte de 90% Tempranillo, 5% Mazuelo, 3% Garnacha, 2% Graciano com 24 meses de barricas americana sendo engarrafado um ano depois onde permanece por mais 36 meses de garrafa, mostrando um equilíbrio, riqueza e textura de boca cativantes, baita vinho!

Castillo de Ygay Gran Reserva 2005 – a jóia da coroa, para mim, um vinho inebriante em que o rótulo foi desenhado e segue intocado há mais de 100 anos. Só sai em grandes safras, quando o vinho atinge a qualidade exigida o que ocorreu somente em 50 vezes desde 1852! Corte 86% Tempranillo (barrica americana), 14% Mazuelo (barrica francesa), total de 30 meses em barrica, após o blend mais 6 meses de tanque de cimento e 36 meses de garrafa, quando finalmente nos é dado o privilégio de tomá-lo. Verdadeira poesia engarrafada, são este tipo de vinhos que fazem a fama da Rioja tradicional e este 2005 está simplesmente divino. Ótima paleta olfativa e um meio de boca exuberante e complexa, final longo, fino, mostrando taninos muito elegantes mas ainda vendendo saúde, vinho para muitos anos ainda e com enorme capacidade de evolução. Preço na casa dos 800 a 850 Reais (o 2007), para poucos, mas …

Já tinha tido oportunidade de tomar e falar destes vinhos aqui no blog em 2008 e minha opinião segue a mesma, vinhos soberbos e ainda tem o Dalmau que é outro grande vinho, só que num estilo mais moderno e gordo, gosto mais do estilo mais tradicional! rs Como curiosidade, somente o Dalmau em toda a Rioja tem o direito de usar um pouco de Cabernet Sauvignon no corte. Isto se deve porque esse pequeno vinhedo já existia antes da criação da DOC, para todos os outros a Cabernet Sauvignon é proibida.

Essa foi minha primeira parada no World Wine Experience, em breve falo de alguns outros produtores visitados. Bom feriado e sábado estarei na Vino & Sapore aguardando você, venha tomar uma taça de espumante comigo, conhecer a casa, muita coisa interessante! Saúde e kanimambo pela visita.

 

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Vamos Navegar? Show de Viagem!!

Fiz as contas, sete dias navegando num veleiro luxuoso com tudo incluso (exceto bebidas alcóolicas) por lugares paradisíacos na Europa por USD1800 ( a partir “de” sejamos honestos) é uma pechincha, tinha que compartilhar!

Star clippers clipboardTá achando que o tuga aqui pirou? Pirou não, faça as contas. Hotel razoável, 2 modestas refeições por dia, transporte entre os locais, um mínimo de 250 euros por dia o que equivale  a cerca de USD1850,00 ou seja, o veleiro é uma experiência que sai na faixa! Sem contar o Grande Premio de Mônaco, Porto Fino, Sardenha, adorei, mesmo nunca tendo vivido essa experiência e certamente minhas projeções de custos estão bem aquem. É ou não é uma pechincha?? Dá uma olhada aqui abaixo no roteiro e baba, eu já estou todo encharcado!! rs

Do Grand Prix de Mônaco às belas paisagens da costa italiana e
francesa em 7 dias preciosos

Misturar o suave farfalhar das velas ao vento com o ronco de motores no Grand Prix de Mônaco, e percorrer algumas das mais belas ilhas da costa italiana e francesa é a experiência completa sugerida no roteiro exclusivo da Star Clippers, a lendária companhia de veleiros que recria a saga dos áureos tempos da navegação, em veleiros admiráveis.

Neste programa de 7 noites saindo do porto de Cannes, o Royal Clipper, maior da frota, singrará as águas de Montecarlo, no domingo, com uma brecha para se assistir a uma das mais glamourosas etapas da Fórmula 1, o  Grande Prêmio de Mônaco, cujo percurso se dá dentro da cidade, com vistas e cenas espetaculares

Star mônaco

Dali, rumará para Portofino, pequena vila debruçada sobre o mar, visitada por celebridades que vão de Napoleão Bonaparte a Jennifer Lopez, com suas casinhas de fachadas coloridas que se misturam com o azul cristalino do mediterrâneo. Na sequência, a bela Calvi, na Córsega, charmosa cidade que combina história com um porto maravilhoso de onde se descortina praia de extensa faixa de areia

Star portofino

Em seguida, Alghero, na Sardenha, e seu rico centro histórico para visitar palazzos góticos, e desfrutar da atmosfera em piazzas rodeadas de elegantes cafés. Depois, mais encantos da Córsega, em Porto, navegando também pela Reserva Natural de Scandola, com suas incríveis formações rochosas, e finalizando com Porquerolles, principal ilha do conjunto chamado de Iles D’Or, na comuna de Hyères, com trilhas majestosas, muitas delas beirando vinhedos e oliveiras

Star Sardenha

A saída é dia 27 de maio, do Porto de Cannes, local onde o programa chega ao fim, no dia 3 de junho.

É ou não é show? Mais show, visite o site da Star Clippers, uau!! Tinha que compartilhar com os amigos e se alguém for, depois conta tudo aqui, por favor! Kanimambo pela visita, uma ótima semana para todos e falamos mais adiante. Saúde!

 

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Desafio de Blends do Novo Mundo.

Na minha opinião os blends primam pelo equilíbrio e complexidade obtidos através do uso de duas ou mais uvas no sentido de entregar mais que a soma dos produtos, para tanto o conhecimento do enólogo é essencial, o/a cara tem que ser bom! rs É o estilo de vinho que mais me atrai e não é à toa  que alguns dos melhores rótulos do mundo são blends. Supertoscanos, Chateauneuff-du-Pape e Bordeauxs só para citar alguns exemplos, então explorar este estilo de elaboração de vinhos é uma experiência que os seguidores de Baco não podem perder. Montei na Vino & Sapore, dois DESAFIOS:
Neste próximo dia 19 o primeiro deles, um DESAFIO DE BLENDS DO VELHO MUNDO
    Às cegas, após a abertura com espumante Santa Augusta Brut para preparar o palato, provaremos cinco vinhos de cinco diferentes países; EUA, Brasil, Uruguai, Argentina e Chile!
Desafio de blends Abril
    Para somente 12 pessoas, vinhos numa faixa de preços entre R$110 a 170,00 , petiscos, água, pão, café e estacionamento na faixa, tudo por apenas R$130,00 por pessoa. Faça já sua pré reserva e assim que tenhamos o grupo fechado haverá a necessidade de pagamento antecipado para efetivá-la.
    O segundo desafio se dará no dia 24 de Maio, DESAFIO DE BLENDS DO VELHO MUNDO, então já reserva a data, no inicio do próximo mês informo quem serão os desafiantes do embate.
   Não deixe para a última hora, garanta já seu lugar e não deixe de visitar a Vino & Sapore que começou a reformular seu portfolio com muitas novidades chegando ao longo do mês,  de R$40,00 até 500,00, bons vinhos para todos os gostos e bolsos. Muita coisa legal, vem!
    Kanimambo pela visita, saúde e nos vemos por aqui ou por aí nas estradas e esquinas de nossa vinosfera, quem sabe na Vino & Sapore (clique no link no topo da página para ver como chegar.

 

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Grandes Vinhos da Ribera, UAU!!

É meus amigos, o meu amigo Luiz Otavio da Enopira (Piracicaba) veio para São Paulo para montar uma daquelas degustações de cair o queixo. Não é para qualquer um, os vinhos são top, o lugar é top o custo acompanha, não tem jeito. Agora, para quem tenha a disponibilidade, não tem para ninguém, a fina flor da vitivinicultura de Ribera del Duero/Espanha e só sobraram 5 vagas! Veja detalhes abaixo

Degustação de Grandes Vinhos Espanhóis

DO Ribera del Duero

Apresentação: Luiz Otávio Peçanha Local: Restaurante Eau Grand Hyatt Dia: 03 de Maio 19h
Av. Nações Unidas nº 13.301 Itaim Bibi São Paulo / Reservas Enopira: Luiz Otávio- (19) 98204 0406 ou (19) 3424 1583 por mail para luizotavio@uol.com.br .

 VINHOS APRESENTADOS:

  • Alion 2012- R$ 600,00
  • Aalto PS 2011- R$ 1.060,00
  • Valbuena nº 5 2010- R$ 1.400,00
  • Flor de Pingus 2000- 800,00
  • Arzuarga Navarro Gran Reserva 1996- R$ 1.220,00
  • Pago de Carraovejas Cuesta de Las Libres 2005- R$ 1.600,00
  • Pago de Capellanes El Picon 2010- R$ 1.800,00
  • Vega Sicilia Reserva Especial 2016 (1996, 1998 e 2002) – R$ 3.800,00
  • Sastre Pesus 1999- R$ 3.500,00
  • Pingus 1999- R$ 7.000,00

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Após a degustação será servido jantar no restaurante Eau (Hyatt)

Menu 4 tempos:

1 -Entrada- Creme de Espinafre, Língua de boi defumada, Abobrinha e Foie Gras

Vinho: Cava Cossetània Grand Reserva Brut Nature 2007

2 – Peixe- Prejereba confit, Emulsão de Presunto Serrano, Couscous de Limão e Legumes

Vinho: Pezas da Portela Godello Valdeorras 2008

 3 – Prato principal- Filé mignon Angus, Espuma de Batata Doce, Bombom de Couve e Tutano, Molho de vinho do Porto

Vinho: Abadia Retuerta Seleccion Especial Sardon de Duero 2010

 4 – Sobremesa- Mil folhas de Avelã, Sorvete de Baunilha

Vinho: Cossart Gordon Madeira Malmsey 5 Year Old

 PREÇO POR PESSOA: 1.400,00 (Degustação, Jantar e harmonização com vinhos)

Degustação limitada a 17 pessoas, das quais 12 já estão confirmadas restando somente 5 . 

Show, se tivesse essa bufunfa ninguém me seguraria! Uma ótima opção de prova e jantar, recomendo sem sombra de dúvida. Kanimambo pela visita e hoje fiquei “só” na dica, até Sexta tem mais.

Carmignano e Capezzana, a Toscana Desconhecida!

Carmignano DOCG, seu maior representante, a Tenuta di Capezzana com documentos que mencionam a região datados de 804!! Tive contato com a Tenuta di Capezzana no encontro da Mistral de 2009, os famosos Tour Mistral que encantam com tantos produtores de excelência, e adorei, tanto que já tive alguns rótulos na Vino & Sapore inclusive seu gama de entrada Monna Nera que é da hora e um pouco mais acessível. Desta feita fui convidado a participar de uma degustação matinal com a presença de Leone Contini Bonacossi o representante da 5º geração da família. Muitos e ótimos vinhos com alguns rótulos que me entusiasmaram e todos orgânicos desde 2009, exceção feita (creio eu) ao Monna Nera.

Toscana carmignanoCarmignano é uma DOCG desde 1990, localizada a noroeste de Firenze, porém há mais de 12 séculos produz vinho. Foi a primeira região da Toscana a ter a Cabernet Sauvignon homologada dentro de uma DOC ou DOCG sendo que exige (dentro da DOCG) que esta cepa represente um mínimo de 10%. Os vinhos da região exigem um minímo de participação de 50% de Sangiovese e permitem a inclusão de outras uvas como; mínimo de 10 até 20% de Cabernet Sauvignon ou Franc, até 20% de Canaiolo Nero, até 5% de Mammolo e Colorino, até 10% das uvas brancas Malvasia e Trebbiano. Como curiosidade, as primeiras mudas de Cabernet chegadas na região foram importadas do Chateau Lafite Rotschild, Bordeaux. São apenas cerca de 200 hectares e 13 produtores que até 1975 quando obtiveram classificação DOC, estavam sob as normas de Chianti.

Com uma produção estimada em apenas cerca de 500 mil garrafas ano e a primeira safra engarrafada dentro da atual família datada de 1925, a Tenuta di Capezzana produz vinhos brancos e tintos usando tão somente leveduras selvagens. Eis o que tivemos o privilégio de provar:

Capezzana tasting 2

Tenuta di Capezzana Chardonnay 2013 – uma das mais gratas surpresas desta prova. Muito cremoso, baunilha na boca, fruta fresca, incrível frescor para um vinho de 2013 sem madeira. No nariz e na boca dá para jurar que passa em barrica, mas niente!! Delicia e longo na boca, gostei muito.

Trebbiano VDT 2015 – aqui a madeira já aparece, porém sem qualquer agressividade preservando a fruta. Vinhedos de mais de 60 anos, boca mais densa, mineralidade bem aparente, um bom vinho, gosto dessa uva!

Monna Nera 2015 – o vinho entrada deles que conheci há cerca de dois anos e que gostei muito, um blend de Sangiovese, Merlot, Cabernet Sauvignon, Syrah e Canaiolo com apenas 5 meses de barrica, muito equilibrado, fresco, frutado e fácil de se gostar.

Barco Reale di Carmignano (uma DOC) 2012 – um degrau acima e 10 dólares mais caro que o Monna, blend de Sangiovese, Cabernet Sauvignon e Canaiolo maturado em tanques de inox e passagem por botti (toneis) de 12 mil litros da Slavonia. Notas mais verdes, médio corpo, taninos aveludados, bom mas não me encantou.

Villa di Capezzana Carmignano 2013 – velho conhecido e um vinho alguns degraus acima que me encanta. Encorpado, complexo, blend de Sangiovese e Cabernet Sauvignon que mostra bem o potencial da região. Chegando nos 80 Dólares, já é menos acessível, mas está em linha com vinhos de qualidade similar, para quem tem ($) eu recomendo, um belo vinho que impõe respeito.

Trefiano Carmignano 2010 – Uau! Blend de Sangiovese, Cabernet Sauvignon e canaiolo, profundo, grande estrutura, taninos se fazem mais presentes e apresenta uma certa rusticidade de final de boca, porém sem agressividade. Um grande vinho e uma grande opção para quem gosta de vinhos algo mais robustos e pode guardar por mais uns dois ou três anos que esse vinho só vai melhorar na garrafa.

Ghiaie della Furba IGT 2010 – Curto e grosso, vinhaço!! É um IGT porque sai fora das normas estipuladas pela DOCG já que seu blend tem em sua composição 10% de Syrah e não tem Sangiovese. A protagonista qui é a Cabernet Sauvignon (60%) com Merlot (30%) e Syrah. Um show na taça e na boca, um adolescente que evoluirá muito positivamente por mais uma década e fui atrás de alguns exemplares de 2004, achei! rs Enfim gente, vinho que passa 14 meses em barricas francesas mostrando ótima textura, grande volume de boca, rico, frutos negros, alguma especiaria de final de boca, um grande supertoscano e, nessa faixa, com precinho pois seus cerca de 400 pratas é cerca de metade do que alguns de seus principais concorrentes. Babando para provar o 2004!!

Capezzana 804 IGT 2004 – uma jovem criança, 100% Syrah e apenas 300 caixas produzidas. Um grande vinho com um grande preço e acho que abrir por agora é um desperdício. Depois do Ghiaie della Furba e do impacto que ele me causou, difícil avaliar ou comentar qualquer coisa, sorry, fiquei prejudicado! rs

Capezzana tasting 1

Ufa, mais uma bela prova matinal promovida pela Mistral e um encontro deveras especial com este produtor escondido numa Toscana pouco conhecida. Saúde, uma ótima semana e kanimambo pela visita. Hoje tem World Wine Experience Ibérico, depois falo como foi, fui!

 

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