Confraria Frutos do Garimpo

Amigos, nesse garimpo que venho fazendo há anos por nossa vinosfera, toda a hora me deparo com algumas pérolas e bons vinhos porém nem sempre ao preço certo. Mais raramente, no entanto, dou de cara com algumas belas ofertas desses mesmos vinhos que merecem ser compartilhados com os amigos então decidi começar esta exclusiva Confraria Frutos do Garimpo - Logoconfraria de compras e oportunidades como forma de compartilhar esses Frutos do Garimpo. Não, não é mais um clube de vinhos, é uma Confraria, não havendo quaisquer cobranças mensais ou obrigação de compra.

Mensalmente, a partir de Setembro, sujeito a disponibilidade montarei uma série limitada de caixas (avisarei a quantidade disponível nas chamadas mensais) com 4 garrafas destes achados, frutos do meu garimpo. A cada mês os valores mudam (devendo ficar entre R$200 a 350) e os vinhos mudam, podendo até haver maior disponibilidade num ou noutro mês ou não haver nenhuma oferta já que, lembrando, são Frutos do Garimpo e aquela “pepita” nem sempre dá as suas caras e quando dá são de pouca monta! Podem ser duas garrafas de um mesmo vinho e as outras de dois vinhos diferentes, podem ser duas garrafas de dois rótulos, a cada mês a história será diferente, o objetivo é compartilhar as pepitas achadas nas entranhas de nossa vinosfera. Passo os preços com minha resenha dos vinhos e você compra se quiser e quando quiser, tendo tempo para pesquisar, porém como as quantidades serão limitadas a venda será realizada aos primeiros que confirmarem e somente uma caixa por pessoa.

O foco será, obviamente, na qualidade atrelada a um preço abaixo da média do mercado, diversidade de estilos e uvas, sendo coerente com tudo o que venho escrevendo já faz anos. Eventualmente poderei me deparar com outros frutos que não vinho, por exemplo um acessório, no qual o conceito também se aplique e o incluirei para apreciação dos confrades. Pintou oportunidade na minha praia, a idéia será compartilhá-la com você e disponibilizá-la aos confrades e confreiras se houver quorum. A confirmação da reserva se dará através de depósito em conta, após o qual faremos a entrega que será gratuita em Cotia,Alphaville e nos seguintes bairros de São Paulo > Morumbi, Vila Olímpia, Itaim, Jardins, Pinheiros e Butantã. Qualquer outro local de entrega ficará sujeito a cobrança de frete junto com o depósito da reserva e avisado antecipadamente. Eventualmente, poderá ser retirada na Vino & Sapore por aqueles que moram na região da Granja Viana, no entanto os Frutos do Garimpo não estarão disponíveis na loja e, caso venham a estar nas prateleiras, estarão com preço de mercado.

Gostou da idéia, tem interesse em participar? Pois bem, preencha o formulário em clicando aqui e assim que tenha o primeiro “KIT” pronto, deve ser Setembro, lhe enviarei e-mail com os Frutos do Garimpo do mês e as resenhas. Estes achados não serão divulgados na internet ou em redes sociais, então sua inscrição na Confraria “Frutos do Garimpo” será a única forma de você vir a ter acesso a eles.

Kanimambo a todos que vierem a apoiar este novo projeto que se inicia agora em Setembro de 2015. Bem vindos a bordo e espero que a viagem seja prazerosa!

Segredos da Garrafa

Porquê a garrafa padrão é de 750ml e não um litro ou meio? Porquê tem fundo côncavo em vez de reto, isso implica em qualidade? Porquê da cor? Se pararmos para pensar são inúmeras as duvidas que podem pairar sobre o tema e na Vino & Sapore volta e meia essas perguntas pintam no pedaço.

1 – Porquê da garrafa ser de 750ml. A definição mais aceita é de que a  Inglaterra, que por um longo tempo, sempre foi grande importador de vinhos de Bordeaux e de Portugal, sendo que esta sempre teve um sistema de medidas diferente da grande parte do mundo inclusive França, então os países produtores se adaptaram à demando de seu maior mercado. Na  Inglaterra, se usava o  “galão Imperial” que correspondia 4,54609 litros e 750ml facilitavam a conta, 6 garrafas! Na época os vinhos de Bordeaux eram transportados em barris de 225 litros ou cerca de 50 galões imperiais correspondente a 300 garrafas de  75 cl (750 ml). Só por curiosidade, preço médio de uma barrica nova de carvalho, média tem para menos e para mais dependendo de origem e qualidade, USD900 ou cerca de USD3 por garrafa.

2 – Fundo de garrafa determina qualidade do vinho? Quanto mais fundo melhor é o vinho? Nada a ver e ainda tem gente que acha fino enfiar no dedo no fundo para servir, argh! rs O fundo a principio tem esse formato concavo para lhe dar melhor estrutura, especialmente nos espumantes em função da pressão interna, e para facilitar a estocagem em caves pois dá melhor apoio e equilíbrio ao se colocar o gargalo encaixado no fundo de uma segunda ou terceira garrafa. Maior estabilidade no transporte.

3 – Cor da garrafa, o fato dela ser âmbar ou verde, tem a ver com proteger seu conteúdo da luz, como o azeite por sinal, seu maior inimigo especialmente nos vinhos de guarda. Por outro lado, há também uma razão de marketing porque em vinhos brancos mais jovens, de não guarda, as garrafas tendem a ser transparentes para se apresentarem “mais bonitas e coloridas” ao mercado. rs Quem não lembra das famosas garrafas azuis de vinhos baratos alemães? Puro marketing!

As cores empregadas tradicionalmente, de acordo com Elano Marques do blog Vino Divino Vinno no Jornal Tribuna do Norte, são:

Em Bordeaux : garrafas de verde escuro para os vinhos tintos; verde claro para os vinhos brancos e secos e translúcidos para os vinhos doces.

Na Borgonha e Rhône: garrafas verde escuro

Na Alsacia e na região de Mosel: garrafas verde claro e algumas de cor âmbar

No Novo Mundo: garrafas verde escuro para os vinhos tintos e garrafas translúcidas para os vinhos brancos.

4 – O peso da garrafa demonstra qualidade? Não, apesar de muitos fazerem essa relação e essa percepção acabou influenciando também o marketing de alguns produtores. Quer valorizar seu produto, aumente o peso da garrafa! rs Por outro lado, a principio, ninguém vai investir numa garrafa dessas, aumentando seus custos, para colocar qualquer zurrapa dentro pois pode queimar sua reputação, então é algo a se pensar.

Na verdade historicamente produtores de vinhos de longa guarda usavam garrafas mais resistentes em função desse tempo de maturação esperado em garrafa, porém nada comparado às armas (nas mãos erradas podem ser letais! rs) que são algumas garrafas hoje em dia. De acordo com a Revista Adega, “pesquisa feita em Oxford chegou à conclusão de que os consumidores acreditam que garrafas mais pesadas têm vinhos melhores e mais caros. O estudo realizado em um mercado, com cerca de 100 consumidores, também mostrou que os compradores se surpreendem quando esses vinhos têm preços mais baixos.

“A relação peso-qualidade é vista em diferentes categorias de produtos desde chaves de carros até controles remotos. Nos vinhos isso pode ser histórico, vinhos mais caros eram colocados em garrafas mais fortes para ficaram mais protegidos”, disse o chefe da pesquisa, Prof. Charles Spence.

Ele ainda lembra que garrafas mais pesadas são realmente mais caras, mas que isso tem relação com os custos extras da produção e não com a qualidade do produto. E que, por conta da associação do cérebro, a percepção pode deixar o vinho com um sabor melhor.” Hoje em dia, em função da onda de preservação ambiental e custos de transporte, há uma busca inversa por garrafas mais leves especialmente para os vinhos mais em conta.

Os resultados, publicados no Jornal Food Quality and Preference, mostraram que grande parte dos consumidores comuns é mais propensa a ser influenciada pelo peso da garrafa na hora de comprar vinhos. Perguntados, em uma escala de um a nove, se garrafas mais pesadas tinham vinhos mais caros (e de maior qualidade), os consumidores responderam com uma média de 7.1 para o primeiro quesito e 6.6 para o segundo.

Para quem viaja e compra vinho para trazer, uma dica, evite essas armas em função de peso e calcule 1,2 a 1,4 quilos por garrafa de 750ml em média. Afinal com a cobrança pesada sobre a bagagem há que se tomar cuidado dobrado com isso!

5 – Tamanhos de Garrafa. O que isso influência no vinho, o mesmo vinho numa garrafa de 375ml e numa de 3 litros será igual? Não existem estudos que cientificamente deem resposta a esta pergunta, porém o bom senso e experiência indicam que se abertos jovens, com seis meses de vida por exemplo, eles serão iguais. Com o tempo, todavia, isso muda em função do volume de vinho na garrafa que tende a evoluir mais lentamente e por isso as garrafas grandes serem tão valorizadas. Para quem não conhece, há garrafas que chegam a 30 litros eis a classificação toda, porém os formatos mais conhecidos são a Magnum e a Jeroboam mais conhecida como Double Magnum. Quanto maior a garrafa menos será a quantidade engarrafada sendo as de 30 litros verdadeiras raridades.

6 – Formatos da Garrafa. Na maioria das vezes não há uma obrigação da região demarcada (exceto por regiões mais antigas, clássicas e tradicionais do velho mundo) e tende a ser algo mais regional e cultural, porém em função da “supremacia” de mercado dos vinhos europeus (velho mundo) espalhados pelo mundo essa influência “pegou” e existem alguns conceitos técnico para isso também a considerar. No blog da Valduga; ” A garrafa mais tradicional é a Bordalesa, originária de Bordeaux, o formato dessa garrafa é desenhado para acumular melhor os resíduos sólidos ou borras, gerados pelo envelhecimento do vinho, pois no momento em que o vinho é servido na taça, estes resíduos ficaram presos nos “ombros” e os vinhos de Bordeaux possuem essa característica. 

Os diferentes modelos de garrafas podem ter sido criados para preservar as características de cada bebida, mas eles também refletem especialmente as áreas em que essas uvas foram plantadas. Outras garrafas famosas no mundo são as de Barolo, da Itália, que possuem recomendações técnicas específicas para que o vinho possa receber a classificação regional.

As garrafas da Alsácia (França), Mosel e a maioria das outras regiões produtoras Alemãs são mais alongadas e longilíneas tendo influenciado o mundo inteiro quanto a garrafas de Riesling. Vale também para os Vinhos Verdes em Portugal,. Já as de Chianti, originárias da Itália, são chamadas de fiaschi e se caracterizam por serem bojudas e revestidas com palha, porém estão em desuso nos últimos anos tendo se optado (na maioria) pelo uso de garrafas bordalesas, as mais comuns no mundo..

Para vinhos de Pinot Noir, a garrafa escolhida é a borgonhesa de ombros mais suaves e corpo mais largo, pois nesta região em que se elaboram os mais famosos Pinots do mundo, isso porque os vinhos são menos tânicos e encorpados acumulando menos resíduos sólidos com o envelhecimento ” Apesar disso, nada impede que se encontre Vinhos Verdes ou Pinots de diversos outros lugares do mundo em outro formato de garrafa, salvo onde isso seja norma regional. Ah, antes que me esqueça porque já vi publicado por aí, o formato da taça de vinho não tem nada a ver com o formato da garrafa, ok?

Tem algo a adicionar, quer saber mais, tem mais dúvidas, então coloque aqui em comentários. O que souber respondo de bate pronto e o que não corro atrás e aprendo junto! Fui, ótimo final de semana acompanhado de qualquer uma dessas garrafas. Kanimambo pela visita e nos vemos por aí nas estradas de nossa vinosfera e, porquê não, na Vino & Sapore. Saúde!

Cheers, Salud, Prosit, Santé

Morellino, Você Conhece?

Na verdade hoje quero falar de um vinho, mas me veio uma dúvida à mente, as pessoas conhecem a uva Morellino? Como é comum na Itália, ela vem acoplada a sua região, assim como a Brunello que vem de Montalcino e a Montepulciano é de Abruzzo, aqui temos a Morellino di Scansano, sendo a sub-região localizada em Maremma região costeira da Toscana. A Morellino é a denominação dada à sangiovese nesta região tendo a Morelino di Scansano se transformado em DOC em 1978 e elevada a DOCG em 2007.

Germile da Tenuta Pietramora foi o companheiro escolhido para escoltar meu nhoque ao sugo com direito ao molho da mamma (rs) e pernil de porco assado no forno. Um Morellino dei Scansano DOCG delicioso que se encaixou à perfeição. A DOCG exige um mínimo de 85% de Morellino, porém aqui temos 100%, sem passagem por madeira, só inox, e afinamento de 12 meses em garrafa. Bonita cor rubi não muito escura como manda o figurino, aromas típicos de frutos vermelhos frescos com sutis notas florais. Na boca a fruta abunda com bastante frescor, ótima textura, corpo médio um vinho que dá prazer tomar, possui boa persistência, taninos macios e aveludados tendo ornado muito bem com o molho de tomate, nada como harmonizar por origem (alimentos e vinhos) e peso dos pratos, dificilmente dá errado. Preço na casa dos R$110,00 em São Paulo.

Kanimambo pela visita, saúde e seguimos nos encontrando por aqui ou por aí em algum lugar de nossa vinosfera.

Belo Pinot Noir na Taça, Domaine Bousquet Reserva.

Domaine Bousquet é um projeto francês na altitude de Gualtallery, Tupungato, Vale do Uco, Mendoza. O compromisso com a agricultura orgânica impulsiona o melhoramento da biodiversidade dos vinhedos. Quanto mais saudáveis os vinhedos, melhor a uva e consequentemente (na maioria das vezes) o vinho elaborado sendo esse o principal objetivo desta família francesa que chegou a Tupungato em 1997 depois de 4 gerações produzindo vinhos na terra natal, Carcassonne no sul da França. As raízes de vinhedos cultivados de forma orgânica tendem a ser mais profundas permitindo que as plantas absorvam e distribuam melhor os minerais e intensifiquem sabores já que o rendimento das vinhas tende a ser menor. O uso de leveduras selvagens, compactuam com o trabalho nos vinhedos de forma a trazer o melhor retrato do terroir. O resultado são vinhos menos industrializados, mais verdadeiros, mas que, obviamente, têm que ser bons antes de qualquer coisa e isso eu conferi, só assim para estar aqui!

    A altitude de Gualtallary, 1200 metros de altitude, permite uma melhor e mais tardia maturação da uva e uma acidez mais presente nos vinhos por lá produzidos devido à amplitude térmica bem acentuada na região. Resultado; vinhos mais frescos, fruta madura no ponto (sem sobremadurez), taninos mais finos e tudo isso se confirma neste delicioso e equilibrado Pinot Noir.

Um misto de elegância e finesse francesa com a generosidade típica de fruta que esta região aporta aos vinhos. Sem excessos, sem aparas, um meio caminho entre os tânicos e excessivamente escuros super extraídos Pinots que abundam o Novo Mundo, um perfeito equilíbrio entre o velho e novo mundo. Dez meses de barrica francesa muito bem usada, penso que deve ser de segundo uso com talvez um pequeno porcentual de novas, já que se nota essa presença, porém de forma bem sutil com algumas notas tostadas. Seco, boa acidez, muita fruta fresca (cerejas, framboesa?), alguma especiaria, corpo médio, taninos sedosos, ótima textura, álcool muito bem integrado, um vinho que precisa de tempo em taça onde vai se abrindo com a taça seguinte sempre apresentando algo a mais e diferente da anterior, vinho que deve evoluir muito nos próximos dois anos já que tem pouco mais de ano de engarrafamento. Muito boa persistência, fresco, vivo e cativante, um tremendo prazer de tomar e uma grande surpresa que me encantou inclusive pelo preço.

Preço bom, característica da SYS Importadora do amigo Juan Rodrigues, abaixo das 100 pratas o que aporta em minha avaliação um ponto extra e o faz uma das melhores relações PQP (Preco, Qualidade, Prazer) que tive o prazer de provar este ano. Por falar em pontos e para quem aprecia o quesito, Wine Magazine 90 / Tim Atkins 90 / James Suckling 92 e eu fico entre eles! rs

Esse é o teaser da semana, pois há mais alguns posts programados compartilhando algumas de minhas mais recentes provas. Que seja uma bela semana para todos, kanimambo e saúde!

cheers!

Encontro Mistral Review Parte II

Estou de volta para falar um pouco mais e de forma suscinta sobre alguns dos destaques deste Encontro Mistral 2019. Começo sempre pelos brancos e por falta de tempo os tintos acabam passando para um segundo plano, mas algo consegui provar e a maioria, rs, Lusos!

A Quinta da Pellada de Álvaro de Castro dispensa apresentações para a maioria dos aficionados pelos vinhos portugueses especialmente os do Dão, região ainda pouco conhecida e de reputação duvidosa em função do monte de zurrapa que andou chegando por aqui mas que faz alguns anos começa a mudar e o consumidor precisa baixar a guarda e explorar a região. Eu tenho uma queda especial pelos vinhos da região onde tem muita gente produzindo vinhos de altíssimo nível entre eles este que é de tirar o chapéu para todo o seu portfolio. Aqui foram 4 os vinhos de destaque num portfolio todo muiiito bom. Um branco excepcional elaborado de vinhas velhas, dizem que devem existir algo como umas 40 diferentes castas num verdadeiro field blend, que é de cair o queixo dos amantes de bons vinhos em especial dos brancos, soberbo é o menor dos adjetivos a ser usado aqui! Primus (USD149,50) é o nome da fera, um tremendo de um vinho com grande potencial de guarda, mas que já se mostra estupendo. Aromas frutados com toques cítricos nuance de pera, algum floral, dá para fungar um tempão aqui, mas a prova numa situação destas não propicia isso. Na boca é cremoso, rico meio de boca para deixar deslizar com calma e curtir cada segundo, mineral, acidez marcante sem agressividade, macio e muito longo, vinho para dar muito prazer de tomar e foi uma novidade para mim.

Três tintos divinos que foram uma revisita e estão certamente sempre entre os melhores do Dão sendo que um é um projeto que envolve o Douro também. Pape (USD127,90), Carrocel (USD225,00) e o DODA (USD135 o 2012) que é um projeto conjunto com o Dirk Niepoort e junta vinhas velhas do Douro e do Dão, vinho que consegue harmonizar a potência do Douro com a elegância e frescor dos vinhos do Dão, demais! Neste dia o que mais me agradou entre os três, mas certamente três grandes vinhos que todo o aficionado por vinhos portugueses deve conhecer e colocar em seu wish list. Se não der para pagar por aqui, compre na sua próxima viagem a Portugal, as não deixe de mergulhar nestes vinhos clássicos do Dão. Buscando um DODA 2011 para meu niver de 65 anos em Janeiro, presente antecipado será mais que bem vindo! rs

Quinta da Lagoalva – meu porto seguro no Tejo e o Diogo sempre nos trás uma surpresa, desta vez um vinho com Tannat e um surpreendente Sauvignon Blanc fermentado em Barrica. Não fotografei tudo, bobeei (!), mas quero ressaltar dois outros vinhos.Lagoalva Branco (USD18,90) – o vinho do Tejo mais parecido com um vinho verde que conheço. Muito fresco e frutado é um tremendo de um achado nessa faixa de preço, para tomar muitas. O Lagoalva de Cima Alfrocheiro Grande Escolha (USD55,50) é para mim um dos melhores se não o melhor Alfrocheiro vinificado como varietal que eu já tomei e este 2011 está soberbo. Complexo, denso, aromático com muita estrutura e corpo, mas de taninos aveludados e de muito boa persistência, literalmente bato ponto no estande sempre que lá vou só para revê-lo e aí me surpreendo com as outras coisas que ele traz. Outro vinho que é uma baita relação PQP (preço x Qualidade x Prazer) é Quinta da Lagoalva Castelão/Touriga Nacional (USD27,50) sempre um porto seguro. Agora vamos às surpresas:

Dona Isabel Juliana 2012 (USD135,00) – Uau, vinhaço! Ainda fechado, precisando de tempo para mostrar todo seu potencial, mas já marcante um vinho de grande personalidade proveniente de um blend de Alfrocheiro, Alicante Bouchet, Tannat e Syrah, nascido para durar! rs Fermentado em barricas francesas novas e de segundo uso onde estagia por 14 meses, estas castas potentes se uniram para compor um conjunto de muita qualidade e equilíbrio, carnudo, ótimo volume de boca, notas tostadas, frutos negros, taninos aveludados, final interminável, vinho com grande potencial de guarda para voltar a provar daqui a uns três ou quatro anos.

Lagoalva Barrel Selection Branco 2014 (USD69,90) a grande surpresa para mim, um Sauvignon Blanc fermentado em barricas francesas de primeiro uso onde estagia por quatro imperceptíveis meses. Cinco anos de idade e vendendo frescor para quem quiser comprar, grama, frutos tropicais, notas vegetais sutis, prazeroso para enganar muitos “especialistas” se colocado às cegas em degustações da casta. Portugal e seus incríveis terroirs e enólogos talentosos sempre nos trazendo uma surpresa a mais quando achamos que nada mais vai sair daquela cartola. Adorei o vinho, porém não sei quanto a guarda, mais um ou dois anos certamente, mas eu tomava é já!!

Bem, parece que afinal não fui tão sucinto assim (rs), mas vai faltar mais uma parte, sim mais lusos, mas não só! rs Kanimambo pela visita, saúde

Encontro Mistral Review Part I

Já faz algumas semanas e mal e mal publiquei umas fotos (no Face) de alguns dos vinhos que para mim foram destaque e alguns nem fotografei, gente demais e nem sempre fácil sequer tirar uma foto. De qualquer forma, hoje, finalmente, consegui um tempo para falar um pouco dessa experiência imperdível que é participar deste evento. Visitei alguns produtores já previamente selecionados e me esbaldei nos brancos, para variar, mesmo com alguns grandes tintos na parada.

Vallontano do amigo poeta e “fazedor” de vinhos Luis Henrique Zanini – primeiramente uma prova para matar as saudades de seu divino espumante L.H. Zanini Extra-Brut 2015 (R$100,00), sobre o qual já falei aqui, excelente como sempre e uma compra segura sempre, complexo, fresco, delicia! Do Espumante, só safras especiais e um produção ao redor de 4 mil garrafas, lançado em 2008, 10, 11,12, 13, 15 e 16. Lançamento novo, seu L.H. Zanini Tinto 2013 (R$128), blend de Ancellota, Tannat, Teroldego, Alicante Bouschet e Tempranillo. Pelas uvas já dá para ver que estamos diante de um vinho poderoso, de grande estrutura que requer algum tempo de aeração. Elaborado com uvas parcialmente passificadas no melhor estilo do Veneto, apresenta-se com um ótima intensidade aromática, muito rico, equilibrado, denso de ótima textura, um vinho de respeito que precisa ser apreciado com calma e esta prova só me fez querer tomar mais porque lá não dava. Um vinho de classificação pessoal “I” de Incuspível! rs Certamente um vinho que em breve encontrará seu caminho para minha Adega e na foto o mestre com sua obra.

Joseph Drouhin Borgonha na veia – bons Chablis, mas o Chassagne-Montrachet Marquis de Laguiche 2013 (USD269), um Premier Cru, estava um espetáculo mostrando porquê esses vinhos serem um marco no mundo dos Chardonnays. Um privilégio que deu vontade de pegar uma cadeira e sentar do lado, cuspir esse jamais, mais um classificação “I” coisa que é quase praxe neste evento, mas deste vou ficar na vontade mesmo, tenho cacife não! rs Quem tiver bala na agulha pode mergulhar de cabeça sem medo de ser feliz, tremendo vinho.

Conde de Valdemar Viura Barricado (USD45)- namorava fazia tempo e tive que rever, bom volume de boca, fresco, complexo e longo, um vinho que surpreende e seduz. Muito boa acidez, nariz exuberante, longo final com um toque abaunilhado tipico da fermentação em barrica, um vinho marcante que fez a minha cabeça e que possui um preço justo considerando preços Brasil ou seja, esse dá para tomar volta e meia.

Catena Adriana White Bones (USD159,50) – tremendo chardonnay de Gualtalarry a cerca de 1500 metros de altitude que lhe aporta uma acidez magnifica. Fermentado e envelhecido em barricas de 225 e 500 litros com parcial formação de flor (tipo Jerez) o vinho apresenta notas salinas, cítricas, mineralidade, muito boa estrutura mas a madeira ainda precisa se integrar neste 2015, excelente mas um par de anos mais certamente o transformará num vinho magnifico e assim a que está na minha adega (2014) irá descansar por mais um ano quando a abrirei para comemorar meus 65 anos. Não é “só” um grande Chardonnay, é um dos grandes vinhos argentinos da atualidade com notas altíssimas de tudo quanto é critico. Por sinal, tudo o que sai desse vinhedo é especial, uma preciosidade que preciso visitar!

Tem mais, obviamente, porém não dá para colocar tudo em um post então vou alternando porque tenho bastante coisa acumulada, mas acho que já deu para você entender o nível do evento né? Por outro lado, se vocês desdenha brancos (estação do ano não tem nada a ver!) não sabe o que está perdendo e precisa provar algumas destas preciosidades. Para quem gosta, se esbalde e tem mais a caminho! rs

Abraço, kanimambo pela visita e desculpem minha ausência, tenho andado bastante ocupado e para escrever aqui preciso de tempo, não dá para compartilhar qualquer coisa de qualquer modo, eu não consigo fazer isso e você não merece essa falta de cortesia de minha parte.

Saúde

Vinhos de Portugal de Volta ao RJ e SP!

Falei que entramos na estação das grandes degustações! Pois bem, neste fim de semana no Rio de Janeiro e no próximo em São Paulo mais uma edição desta importante exposição de vinhos lusos das mais diversas regiões produtoras (14) com cerca de 75 expositores e algo ao redor de 600 rótulos a degustar, maratona e tanto. rs Vai pela primeira vez? Então dá uma olhada nestas dicas para você aproveitar melhor o evento e programe seu roteiro de provas previamente.

 

O formato é algo diferente. Você compra uma sessão de degustação, são três horários diferentes, cada uma de duas horas. Após cada sessão a sala de degustação é esvaziada e entra uma nova turma e as sessões têm ingressos limitados, desta forma se evita a zorra que volta e meia a gente vê neste tipo de eventos. O preço em média dos ingressos a cada sessão varia um pouco em função do dia, porém a média é em torno dos 150 Reais e, pasmem, tem meia entrada inclusive para idosos.

Eu vou estar na de São Paulo (J.K.) no Domingo dia 7 desde a primeira hora fuçando um pouco para ver se consigo achar algumas pepitas por lá, porque navegar é preciso (está no DNA, rs) e garimpar idem.Obviamente estarei com meu amigo Fernando Rodrigues da Lusitano Import provando os vinhos da DFJ, mas não só porque tem muita coisa a descobrir. Depois dou um feedback por aqui, mas certamente é um programa diferente de fim de semana que pode, inclusive, ser feito em família salvo crianças menores de 18 anos logicamente. Para saber mais da programação, horários, expositores, sessões, preços clique na imagem abaixo.

No meu radar, alguns produtores em especial, por região:

Alentejo

Malhadinha Nova – Tapada de Chaves – Cortes de Cima – Monte da Capela

Bairrada

Kompassus – Niepoort – Luis Pato

Dão

Quinta dos Carvalhais – Casa de Mouraz – Juliana Kelman

Lisboa

DFJ Vinhos – Chocapalha

Setúbal

Pegões – Venâncio da Costa Lima – José Maria da Fonseca

Douro

Alves de Sousa – Quinta do Porttal – Wine & Soul – Niepoort – Ferreirinha

Tejo

Alorna e Falua

Minho (Vinhos verdes)

Ameal – Anselmo Mendes – Lima & Smith – Ponte da barca

Quem for ao evento do Rio e puder adiantar alguma descoberta somos todos ouvidos aqui em São Paulo. Um ótimo fim de semana, kanimambo pela visita e saúde, sempre!

Cota 500 Merlot, Elegância na Taça.

Merlot, uma uva pouco valorizada mas que por aqui se dá muito bem e deveria ter mais respeito dos aficionados do vinho no Brasil, produzimos muitos e bons vinhos, olho vivo aí moçada. Tem gente que até acha que é uma uva “bobinha” sem grande personalidade, mas a esses eu sempre gosto de lembrar de um tal de Petrus e a grande maioria dos Bordeauxs da margem direita que a têm como casta majoritária. Bobinha o escambau! rs

Este não é brasileiro, é da Andes Plateau, um produtor chileno que possui uma linha de vinhos de muita qualidade altamente elogiada e pontuada pelo mais novo Guia Descorchados, uma vinícola de autor (Filipe Uribe) com produção total ao redor de 25 mil garrafas. O Cota 500 Merlot 2017 é sinônimo de elegância com riqueza de sabores e taninos finos e sedosos típicos da casta, um vinho que me agrada muitíssimo sendo de fácil harmonização.  Produção muito pequena que não chega a 850 garrafas, tão pequena que vai ser descontinuada por razões econômicas e a rica fruta ficará restrita a uso em blends. Os vinhedos pertencem a um velho produtor parceiro e possuem mais de 20 anos de idade localizado em Pirque (Maipo).

O vinho elaborado com leveduras indígenas estagia por meros seis meses em barricas usadas, muito mais pela micro oxigenação do vinho do que aporte de algo mais, aqui é só sutileza, um Merlot clássico. Frutos vermelhos em abundância, taninos finos, elegantes e macios sem perder textura, muito boa acidez que lhe dá um frescor muito interessante, corpo médio, um vinho que me seduziu e me surpreendeu porque sempre tive dificuldades em encontrar bons Merlots no chile, não que não os hajam e aprecio  uito os bons; Cuvée Alexandre, Marques de Casa Concha e Amplus Merlot por exemplo, porém não são tantos assim, pelo menos que eu tenha provado. O Guia Descorchados de 2018 lhe deu 93 pontos, eu sou mais comedido (rs), mas certamente entraria na casa dos 90

Importação de meu amigo Wilton da Dominio Cassis, mas uma pena que está acabando, vai deixar saudades. Boa parte do que ainda tinha foi usada na Confraria Frutos do Garimpo, estivesse o mercado algo melhor teria arrematado o lote. Enfim, mais um vinho que se você achar por aí e apreciar esta uva pode mergulhar de cabeça sem medo de ser feliz. Pelo que pesquisei preço em Sampa na casa dos R$130,00.

Kamimambo pela visita, saúde

Adquirindo Litragem e Conhecimento Sem Perder a Noção.

A primeira vez que tratei do tema foi em algum momento em 2012, depois repassei em 2015 e agora volto ao tema porque segue atual e entramos na época das degustações das importadoras, eventos, feiras, etc. e saber nos comportar nesses eventos é essencial para aproveitá-los adequadamente. Sem querer passar por pedante, enochato ou coisas do gênero, porém há normas, escritas ou não, de convívio em sociedade que em determinadas ocasiões devem ser seguidas e nossa vinosfera não é diferente não. Aliás, como falamos de bebida alcoólica, mais importante ainda pois perder o discernimento no processo é facin, facin! rs

Algumas delas são essenciais quando degustamos ou vamos a eventos do tipo onde um monte de gente acotovelada ‘briga” por mais alguns ml em sua taça, mas tenho visto nas inúmeras degustações que organizo ou que visito, que poucas são praticadas então cheguei à conclusão que este post tinha novamente vez, sempre é bom relembrar. A experiência tem me mostrado uma série de “senões’ que devemos levar em consideração quando nos propomos a encarar esse tipo de evento. Em cima dessa experiência, sem querer ditar regras, elaborei uma curta lista de dicas (só 12) que, por mais óbvias que sejam, nem todos as praticam e lhe podem ser úteis nesses momentos para melhor usufruir desses eventos.

1 – Coma um lanche cerca de meia hora, algo neutro sem grandes temperos não vá se entupir de curry apimentado (rs), antes só para que a degustação não ocorra com estômago vazio. Tendo a possibilidade de ir mordiscando algo ao longo dos eventos, melhor ainda!

2 – Evite perfumes e colônias. Atrapalha a análise olfativa dos vinhos e, muitas vezes, até o vizinho. Incrível como até gente envolvida no business do vinho se atém pouco a esse essencial aspecto de uma degustação. Já vi importador de vinho chegando num jantar degustação e, de tanto perfume, acabar com ambos!

3 – Evite o uso de batom, inclusive os de cacau, pois atrapalhará sua análise gustativa, mas sem neuras, pelo menos aqui sua escolha não atrapalha mais ninguém

4 – Tome bastante água, ajuda a equilibrar e diluir o teor alcoólico consumido. A hidratação nestes eventos é fundamental.

5 – Coma paõzinho, normalmente disponibilizado nos eventos, que ajuda a dar “sustança” (rs), porém mais que isso, é auxiliar na preparação gustativa limpando a boca para o próximo vinho.

6 – Sempre prove do vinho mais suave para o mais estruturado. Comece pelos espumantes e brancos; rosés do evento e depois volte aos produtores para os tintos, terminando com o de sobremesa e fortificados.

7 – Não fique batendo papo com seus amigos em frente ao estande bloqueando o acesso de outros visitantes do evento ao produtor. Pegue sua “dose” e ceda espaço para outros chegarem.

8 – Dê uma chance ao produtor provando boa parte de seus vinhos em vez de só mergulhar no vinho mais conceituado ou top do produtor. Isso em nada melhorará seu conhecimento e os melhores produtores se mostram mesmo é nos seus vinhos de entrada, pois produzir grandes vinhos, a grosso modo, quase todos conseguem em escala limitada! Agora, quem produz bons vinhos de entrada certamente entregará grandes 021001_WineSpitting_Maincaldos nas gamas mais altas e esse cara você tem que conhecer! Ainda tem um plus, na maioria das vezes os grandes vinhos são acompanhados de grandes preços a maioria fora de nosso alcance, então provar o que podemos comprar é também um exercício de inteligência financeira num país onde tudo, inclusive o vinho, custa os olhos da cara.

9 – Numa degustação de muitos rótulos, cuspa a maior parte do vinho para evitar eventuais excessos etílicos. Todo mundo faz, não adianta torcer o nariz, faz parte! Já vi, no entanto, até “grandes” sommeliers se arrastando nesses eventos, juízo gente.

10 – Nesses eventos as provas (doses) são bem diminutas porque o objetivo é esse, provar! Não fique perturbando quem estiver servindo pedindo doses exageradas de vinho, não é bom para você e tão pouco é socialmente aceitável nesse tipo de evento. Existe o provar, o degustar e o tomar, cada um tem seus diferente ml em taça que devem ser respeitados. Na maioria destes eventos você foi convidado ou comprou convite para provar, respeite essa premissa.

11 – Quando a degustação é limitada, poucos rótulos e menos gente, dê chance aos vinhos.  Prove-os e depois deixe-os respirar enquanto prova outros, voltando ao vinho inicial posteriormente. Uma série de vinhos evoluem muito bem na taça então dê-lhes uma chance de mostrarem todo seu potencial com calma.

12 – Evite ir de carro! Metrô, taxi, ônibus, Uber e outros aplicativos, carona, invente algo e evite dirigir. Afora os possíveis problemas com a lei, você está mais propenso a causar acidentes e mesmo que o cara que te “acerte” esteja totalmente errado e você certo, podes crer que vai sobrar no teu colo!

Como em tudo na vida, etiqueta e boas maneiras, respeito ao próximo e civilidade, coisas que até andam meio que em desuso, também devem imperar em nossa vinosfera então lembre-se sempre que sua liberdade cessa onde começa a do outro. Por outro lado, existem formas bem mais baratas e mais eficientes de se tomar um porre e vinho não é uma delas, então prove com parcimônia e moderação até para poder efetivamente  aproveitar a viagem pelos caldos de Baco.

Boas degustações; respeite-se, respeite os outros, respeite quem lhe serve! Saúde, kanimambo pela visita e uma ótima semana para todos.

World Wine Experience Península Ibérica.

Começaram as grandes degustações! Na próxima Segunda dia 27 tem Mistral, na semana seguinte também na Segunda tem a World Wine Experience Peninsula Ibérica, mais um evento a que não deixarei de comparecer, sempre grandes produtores e ótimos vinhos.

 

Dos dias 3 a 7 de junho, acontece mais uma edição da World Wine Experience. Tanto para iniciantes quanto para experts no universo do vinho, essa edição da feira tem como tema a Península Ibérica, onde reúne grandes rótulos de vinícolas tradicionais que inovam na tecnologia e na produção, e que exaltam, principalmente, a uva e as técnicas de vinificação.

O encontro tem como objetivo aproximar grandes produtores que compõem seu portfólio ao público interessado em enocultura, desmistificando todos os mistérios ainda presentes na bebida. Assim eles podem ter contato direto com quem produz, conhecer a história das vinícolas e as novidades, tudo isso no melhor formato: degustando!

Nesta edição, serão apresentados 17 produtores, sendo 8 de Portugal e 9 da Espanha – que representam diferentes tecnologias, dinamismo e autenticidade na produção dos vinhos.

AS MARCAS PRESENTES SÃO:

PORTUGAL:

Herdade do Rocim, CARM, Quinta da Falorca, Quinta do Pessegueiro, Val da Ucha, Wiese & Krohn, Quinta Nova e Quinta da Calçada

ESPANHA:

Marques de Murrieta , AALTO, Borsao, Vivanco, Ponce, Pere Ventura (Cava), Barbadillo, Valderiz e Garmon Continental

De dia 03 de Junho a dia 7 o evento circulará boa parte do Brasil, mas lamentavelmente para meus amigos do sul do país, nenhum dia por aquelas bandas! Eis a programação e preços:

São Paulo dia 3 – R$260,00 / Rio de janeiro dia 4 – R$260,00 / Brasilia dia 5 – R$170,00 / Recife dia 6 – R$100,00 e Belo Horizonte dia 7 – R$150,00.

Esta é a verdadeira formação de qualquer enófilo, prova! Só litragem (rs) e conhecimento de rótulos é que lhe aportarão o verdadeiro conhecimento e, por outro lado, lhe trarão maior segurança na hora de ir às compras. Aproveite estas oportunidades, outras haverão por aí, as importadoras voltam a estar mais ativas, então esta é a hora. Quer saber mais, garantir seu lugar contate a World Wine ou se para o evento de São Paulo clique aqui para compra online > https://www.eventbrite.com.br/e/world-wine-experience-2019-sao-paulo-tickets-62069171563?aff=ehomesaved. É isso, mais uma boa dica, aproveite o fim de semana e kanimambo pela visita, saúde!

Sauvignon Blanc de Classe

A primeira vez que me deparei com este vinho foi nos idos de 2014 numa Expovinis. Fuçava rótulos na época abaixo dos 50 Reais para uma degustação às cegas que elegeria os melhores brancos e tintos nessa faixa. Escolhi dois rótulos, um deles este, o Villaggio Bassetti Sauvignon Blanc 2016!

Sim é de Santa Catarina, São Joaquim para ser mais preciso e segue sendo um vinho que me encanta pelo simples fato de pouco parecer os Sauvignon Blanc a que estamos acostumados; menos intensidade de notas herbáceas, acidez mais balanceada e mais cremoso na boca. Este exemplar de 2016 que encerrou um encontro de amigos após dois tintos, veio mostrar aos amigos que as surpresas vínicas seguem ocorrendo mesmo para gente com avançada litragem. Até na cor ele é diferente, algo mais amarelo menos palha, estávamos diante de um dilema que comprova a máxima de que o enólogo frente ao vinho toma decisões e o enófilo frente a decisões toma o vinho, nós tomamos e nos deliciamos, teve até “alguém” que não é chegado na casta que teve que rever sua posição e tomou bem! rs

Este Sauvignon Blanc mostra-se mais untuoso e estruturado na boca, cremoso com acidez muito bem balanceada, frutos tropicais maduros se misturam a algumas notas cítricas, final de boca algo mineral que desponta mais quando a temperatura é menor (8º C), formando um conjunto de bastante complexidade em função de seu tempo sur lie. Um Sauvignon Blanc fora da curva que me seduz a cada vez que o tomo e na casa dos 85/90 Reais é uma opção para lá de honesta. O Guia Adega o apontou como o melhor desta casta no Brasil em 2018 assim como melhor branco nacional com 92 pontos e Jorge Lucki o apontou como o melhor branco nacional que provou em 2017 o que, comigo, já faz três referências de respeito! rs Brincadeiras á parte, um belo vinho para quem gosta de navegar por mares diferentes e que me deu um enorme prazer tomar.

Mais um branco, sei, mas fazer o quê? Ainda são os vinhos que mais me têm dado prazer de provar e beber, então sigo compartilhando com os amigos essas experiências. Tomar acompanhando o quê? Bem, os óbvios frutos do mar em geral mas desta feita eu adicionaria carnes brancas como peito de peru à Califórnia por exemplo. É isso, kanimambo pela visita, saúde e nos vemos por aí, quem sabe no Encontro Mistral semana que vem?