Confraria Frutos do Garimpo

Amigos, nesse garimpo que venho fazendo há anos por nossa vinosfera, toda a hora me deparo com algumas pérolas e bons vinhos porém nem sempre ao preço certo. Mais raramente, no entanto, dou de cara com algumas belas ofertas desses mesmos vinhos que merecem ser compartilhados com os amigos então decidi começar esta exclusiva Confraria Frutos do Garimpo - Logoconfraria de compras e oportunidades como forma de compartilhar esses Frutos do Garimpo. Não, não é mais um clube de vinhos, é uma Confraria, não havendo quaisquer cobranças mensais ou obrigação de compra.

Mensalmente, a partir de Setembro, sujeito a disponibilidade montarei uma série limitada de caixas (avisarei a quantidade disponível nas chamadas mensais) com 4 garrafas destes achados, frutos do meu garimpo. A cada mês os valores mudam (devendo ficar entre R$200 a 350) e os vinhos mudam, podendo até haver maior disponibilidade num ou noutro mês ou não haver nenhuma oferta já que, lembrando, são Frutos do Garimpo e aquela “pepita” nem sempre dá as suas caras e quando dá são de pouca monta! Podem ser duas garrafas de um mesmo vinho e as outras de dois vinhos diferentes, podem ser duas garrafas de dois rótulos, a cada mês a história será diferente, o objetivo é compartilhar as pepitas achadas nas entranhas de nossa vinosfera. Passo os preços com minha resenha dos vinhos e você compra se quiser e quando quiser, tendo tempo para pesquisar, porém como as quantidades serão limitadas a venda será realizada aos primeiros que confirmarem e somente uma caixa por pessoa.

O foco será, obviamente, na qualidade atrelada a um preço abaixo da média do mercado, diversidade de estilos e uvas, sendo coerente com tudo o que venho escrevendo já faz anos. Eventualmente poderei me deparar com outros frutos que não vinho, por exemplo um acessório, no qual o conceito também se aplique e o incluirei para apreciação dos confrades. Pintou oportunidade na minha praia, a idéia será compartilhá-la com você e disponibilizá-la aos confrades e confreiras se houver quorum. A confirmação da reserva se dará através de depósito em conta, após o qual faremos a entrega que será gratuita em Cotia,Alphaville e nos seguintes bairros de São Paulo > Morumbi, Vila Olímpia, Itaim, Jardins, Pinheiros e Butantã. Qualquer outro local de entrega ficará sujeito a cobrança de frete junto com o depósito da reserva e avisado antecipadamente. Eventualmente, poderá ser retirada na Vino & Sapore por aqueles que moram na região da Granja Viana, no entanto os Frutos do Garimpo não estarão disponíveis na loja e, caso venham a estar nas prateleiras, estarão com preço de mercado.

Gostou da idéia, tem interesse em participar? Pois bem, preencha o formulário em clicando aqui e assim que tenha o primeiro “KIT” pronto, deve ser Setembro, lhe enviarei e-mail com os Frutos do Garimpo do mês e as resenhas. Estes achados não serão divulgados na internet ou em redes sociais, então sua inscrição na Confraria “Frutos do Garimpo” será a única forma de você vir a ter acesso a eles.

Kanimambo a todos que vierem a apoiar este novo projeto que se inicia agora em Setembro de 2015. Bem vindos a bordo e espero que a viagem seja prazerosa!

Fabian Reserva 2005, Dignos da Mítica Safra Brasileira

Para quem não sabe, 2005 foi A safra no Brasil. Naquele ano a grande maioria dos produtores foram capazes de produzir grandes vinhos e agora após 13 anos vemos que não só a qualidade foi fora da curva como a longevidade. Até pouco tempo atrás ainda se encontravam alguns exemplares do excelente Tannat da Cordilheira de Sant’ana por aí, quem sabe fuçando ainda se ache algum perdido, o Storia 2005 que jamais foi igualado e por aí afora. Meus amigos do blog 2Panas fizeram uma degustação às cegas com 17 vinhos em 2015 e se mostraram surpresos com o resultado, pois este corte da Fabian foi para mim uma grande surpresa também. Aliás, não só o corte mas também o varietal de 100% Cabernet Sauvignon que também tive o prazer de tomar e está no mesmo patamar, dignos exemplos dessa grande e mítica safra.

O Tannat da Cordilheira 2007 também está muito bom e vivo, o Torii Cabernet Sauvignon 2008 do vinhedo mais alto do Brasil a 1427m de altitude está vendendo saúde, então me parece que temos que reconhecer que a longevidade nos vinhos brasileiros é uma realidade a ser explorada. Este corte de partes iguais de Cabernet Sauvignon e Merlot vem da região de Nova Pádua (próximo a Flores da Cunha) no Rio Grande do Sul onde a vinícola está localizada com vinhedos plantados entre colinas a 780 metros de altitude. Maturação das uvas perfeita, sem excessos de fruta madura ou notas herbáceas, doze meses de maturação em barricas francesas e americanas perfeitamente integrados no vinho após 13 anos. Nariz frutado com algumas notas de evolução, boca de boa textura, médio corpo, equilibrado, rico, acidez ainda presente o que me leva a crer que ainda há ao menos mais uns dois anos de vida nessa garrafa, se não mais, mas para quê arriscar se já está tão bom! rs Um vinho muito prazeroso de tomar, que vale o quanto cobram por aí, algo ao redor de R$75,00.

Minha garrafa abri comendo, sempre (rs) e harmonizou muito bem com a picanha na brasa durante o jogo Brasil x Suíça.

É isso por hoje, uma grande semana para os amigos e kanimambo pela visita. Saúde!

O Primeiro Jura Ninguém Esquece!

Pelo menos para quem, como eu, é apaixonado pelas sutilezas dos vinhos brancos não importa estação do ano! Confesso que é uma de minhas falhas como enófilo apaixonado, uma região nunca dantes visitada mas agora, como contraponto a nossa derrota para a Bélgica, a amiga confreira Andréa veio corrigir isso, valeu amiga!

Gente,  esse vinho é demais! Essa garrafa ela trouxe de viagem e tive o privilégio de ter sido escolhido para compartilhar dessa experiência. Muito aromático, para mim vieram notas de marmelo, já para ela aspargos, e algo de herbáceo seco que optei por identificar como feno, viajando legal com esse vinho! rs Na boca deliciosa textura, uma certa untuosidade com um incrível frescor e frutas verdes, para mim maçã verde e algo de pera portuguesa. Falei que deu para viajar!! rs

Sobrou meia garrafa que no dia seguinte tomei com a Raquel, outra amiga confreira e o vinho evoluiu de um dia para o outro. As uvas principais da região são a Savagnin e Chardonnay, achei que devia ter um toque de chardonnay, não tem! Pesquisando, no entanto, vi que passa um período em barricas usadas de Meursault e aí me pergunto, dá para aportar essa untuosidade que me remeteu parcialmente ao chardonnay somente com o tempo de barrica? O álcool de 13,5% é imperceptível o que mostra o cuidado em sua elaboração, porém conforme a temperatura vai aumentando acaba dando o ar de sua graça, mas mesmo assim muito sutil e aparecem algumas notas florais que não estavam por lá no inicio.

 

Muito bom, realmente aguçou minha curiosidade e ainda é biodinâmico o que é sempre um plus! Não sou xiita nesse assunto, mas tenho por mim que o vinho tem que primeiramente ser bom em qualquer contexto, se for orgânico melhor e se Bio ótimo que seja. Agora fiquei aguado e quero, porque quero conhecer mais desta região e de seus vinhos tão aclamados que, por esta “amostra”, começo a entender por quê.

A Savagnin foi confundida em alguns lugares com Alvarinho (Argentina e Austrália), Traminer e até Viognier, porém é uma uva diferente com fortes raízes fincadas nesta região do Jura no nordeste francês entre a Borgonha e a Suiça. Somente duas uvas brancas autorizadas, Savagnin e Chardonnay, e três tintas Poulsard, Trosseau e Pinot Noir. Para conhecer um pouco mais sobre a região, vale ler o texto publicado por Patricio Tápia na Revista Adega clicando aqui. ou pelo Artur de Azevedo em seu site Artwine.

Preciso explorar a região, mas os preços assustam pois não encontrei nenhum por menos de 200 pratas no mercado, a maioria bem acima disso. Quem tiver sugestões de bons vinhos abaixo disso aceito de bom grado. Por hoje é só, uma ótima semana para todos, kanimambo pela visita e a gente se encontra por aí ou por aqui. Saúde

O Que Influencia o Preço do Vinho?

Óbviamente que os custos têm uma grande influência, mas a demanda, marketing e outros fatores também têm papel importante nesse quesito. Eis alguns (poucos) desses fatores para que comecemos a entender do porquê dos preços que pagamos, mas me parece óbvio que não dá para comprar uma Mercedes a preço de Gol a não ser que esteja bichada! rs No vinho não é diferente.

Valor da Terra: Um hectare em Bordeaux pode custar 2.5 milhões de Euros, na Borgonha 9,5 milhões. Em Napa algo ao redor de 600 a 750 mil dólares, no Chile e Argentina por volta dos 100 mil. No Brasil, em São Joaquim por volta de 30 mil Reais e no vale dos vinhedos pode ir de 100 mil a mais de 300 mil Reais.

Rendimento do Vinhedo: Vinhedos que colhem 20 toneladas de uva por hectare vão produzir uvas mais fracas, com menor intensidade de aromas, cor e sabor. Ao colher 5 toneladas, reduzindo a produtividade, ganha-se em qualidade porém o preço sobe. Com 1 kg de uva (+/- 3 cachos) se produz um vinho de maior qualidade, porém uma planta pode ter até 15 cachos e produzir 5 garrafas. Ao reduzir o rendimento, uma garrafa por planta ou pouco mais, melhora exponencialmente a qualidade e o preço acompanha.

Colheita Manual x Mecanizada: Colheita manual maior custo de mão de obra e processo mais lento.

Uso de Madeira: Se usa barricas, de primeiro ou de quarto uso, americanas ou francesas, tábuas ou chips.

Número de garrafas produzidas: Se reduzida e qualidade reconhecida e demanda extrapola a oferta e o preço dispara.

Aspectos mercadológicos: Pontuação, marca, demanda.

Carga Tributária e Custo Financeiro. No Brasil fator preponderante tanto para os vinhos produzidos localmente quanto nos importados. Vinho a grosso modo tem uma carga tributária que, em média, beira os 60%!!! Quanto ao custo financeiro de capital de giro no Brasil, aí pesam os mais de 60% ao ano cobrados em média país afora o que encarece sobremaneira o produto.

Ou seja, as variáveis são imensas, mas fica claro que qualidade traz embutida preço. Por outro lado, não é porque é caro que é bom e que você vá gostar. Para podermos apreciar uma volta num Porshe a 200kms por hora (que você pode até não gostar!) é de bom tom ter passado por um processo de maturação em outros veículos menos velozes, no vinho não é diferente, há que se galgar degraus, litragem (rs) é essencial, sempre lembrando que Qualidade e Gosto são duas coisas diferentes!

No entanto, não se pode excluir preço como uma indicação clara de qualidade e importante, especialmente no Brasil com seu custo de vida nas alturas, entender do porquê disso. Por hoje é só, o trabalho tem demandado muito e com isso a postagem cai, mas espero em breve retomar as publicações com mais assiduidade, por enquanto fica aqui meu abraço e Kanimambo pela visita.

Saúde!

A Diabetes e o Vinho

De acordo com matéria publicada na revista Saúde Abril em 2016, existem estudos que demonstram que apesar do álcool ser associado à elevação da glicemia segundo o médico Walter Minicucci, presidente do Departamento de Diabetes da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, isso não procede. “A cerveja faz a glicose subir. O vinho não”, afirma. Recentemente, um estudo israelense com 194 voluntários confirmou que tomar uma taça por dia é seguro para diabéticos com a doença bem controlada (frisamos: bem controlada).

Aliás, quando repetido por dois anos, o hábito resultou em benefícios para o coração, como o aumento do bom colesterol, principalmente entre quem tomou vinho tinto. Ainda que considere essencial a realização de mais pesquisas para confirmar esse efeito, Minicucci não vê empecilhos em liberar um pouco da bebida. “Desde que o diabético tenha outros hábitos saudáveis“, pondera.

Caso, no entanto não beba, não há motivo para começar. Embora tenha suas virtudes, o vinho (em doses moderadas) seria indicado para aquelas pessoas que já têm o hábito de ingerir a bebida. “Do contrário, compensa mais incentivar a boa dieta, o abandono do cigarro, caminhadas, e por aí vai”, argumenta Minicucci.

MAS TEM MAIS!

De acordo com a revista VEJA de 22 de Novembro de 2010, vinho tinto pode controlar a diabetes tipo 2. De acordo com a matéria, a Universidade de Recursos Naturais e Ciências da Vida, em Viena, na Áustria, acabava de descobrir mais um dos benefícios que o vinho tinto pode trazer à saúde. Segundo Alois Jungbauer e sua equipe, uma taça ao dia da bebida pode manter a diabetes tipo 2 sob controle.

Isso acontece porque, conforme revelou o estudo da equipe, uma pequena taça de vinho contém a mesma quantidade de PPAR-gamma (substância ativa no controle dos níveis de açúcar no sangue) presente em uma dose de medicamento usado no tratamento da doença. Leia a matéria completa no link acima.

MAS O QUE TEM A DIZER A SOCIEDADE BRASILEIRA DE DIABETES?

De acordo com artigo publicado pelo Dr. Mateus Dornelles Severo em 18 de Novembro de 2014:

“Para quem ainda não é diabético, o consumo de álcool em doses moderadas pode ajudar a prevenir a doença. Uma revisão de 15 estudos publicada na revista médica Diabetes Care em 2005 mostrou que o consumo diário de até 48 gramas de álcool (o equivalente a duas taças de vinho ou duas garrafas de cereja) estava associado a redução de 30% no risco de diabetes. Aparentemente, doses em torno de 30 gramas de álcool melhoram a sensibilidade a insulina, isto é, facilitam o funcionamento deste hormônio que ajuda nossas células a usar a glicose, o “açúcar do sangue”.

Em pacientes que já são diabéticos, o consumo moderado de álcool também pode ser benéfico. Um estudo israelense publicado em 2007 também na revista Diabetes Care evidenciou que o consumo de uma taça de vinho tinto ou branco todos os dias foi capaz de baixar a glicemia em jejum em 20 mg/dL durante os 3 meses de seguimento. Outro estudo, publicado na revista JAMA, com mais de 900 pacientes diabéticos idosos mostrou que o consumo de pelo menos 14 gramas de álcool por dia foi capaz de reduzir o risco de morte por doenças isquêmicas do coração em cerca de 80%.”

Leia o artigo completo clicando aqui. O Consumo de álcool, no entanto, não é benéfico para todos os pacientes e tão pouco para todos os tipos de diabetes, então nada de cair na esbórnia viníca sem uma consulta antes a seu médico!

Por outro lado, fica claro que o vinho sempre que tomado moderadamente pode ajudar mais do que atrapalhar e um estudo publicado no Journal of Diabetes Investigation mostrou que, além de haver um link entre o consumo moderado de álcool e a redução do risco de diabetes tipo 2, o vinho leva grande vantagem sobre a cerveja e os destilados quando se trata de proteção contra a doença. Pesquisadores da Universidade de Wuhan e Huazhong, na China, avaliaram os efeitos do vinho, cerveja e destilados fazendo uma meta-análise de 13 estudos anteriores e concluíram que, apesar de todos os três estarem ligados à redução do risco de diabetes, as pessoas que consumiam vinho tinham 20% menos chances, o que bebiam cerveja 9% e os que tomavam destilados 5%. (fonte Revista Adega de Janeiro 2018)

Vinho é saúde, vinho é alimento para o corpo e para a alma que, se consumido moderadamente, nos traz diversos benefícios e estes posts têm o propósito de elucidar os enófilos e leitores de plantão para este fato. Por hoje é só, kanimambo pela visita e seguimos nos vendo por aqui!

Encontro de Juarez e Nero no Chá da Tarde.

Depois de 10 dias fora do ar por motivos técnicos venho compartilhar este Chá da Tarde (rs), que é um encontro de amigos sem data marcada que volta e meia acontece para compartilhar alguns bons caldos de Baco e botar o papo em dia. Desta feita três vinhos bem diversos, dois brasucas e um italiano, cada um com seu estilo e personalidade. Eis o que achei deles:

Iniciamos com um alvarinho da Miolo, Quinta do Seival Alvarinho 2013, na minha opinião um vinho a rever numa versão mais nova, safra mais recente, este 2013 não estava ruim, porém ficou claro que já teve melhores dias, que já tinha passado o cabo da boa esperança. Faltou acidez, vivacidade e fruta cítrica características da casta, cremoso na boca, fruta madura que depois que esquentou um pouco na taça mostrou um certo dulçor que não estava lá antes. Preciso abrir uma outra garrafa mais jovem, esta não valeu!

Nero di Troia é uma uva pouco comum por aqui e dos poucos vinhos que provei deste vinho com a marca da Puglia, na bota da Itália, gostei de todos. Desta feita abri este Pignataro Nero di Troia 2016, de rótulo classudo e vinho cheio de vibe! rs Notas de chocolate, bombom de cereja com licor, frutos negros, médio corpo, leve apimentado de final de boca, taninos finos e macios, acidez balanceada e um meio de boca delicioso onde aparece um toque algo tostado bem sutil. Daqueles vinhos que pedem bis e que provocam burburinho entre a turma, uma uva e vinho a serem descobertos.

Juarez Machado 2007 é elaborado pela Vila Francioni e é o mesmo vinho que o VF, na minha opinião o melhor dos rótulos tintos que esta vinícola produz em suas belas instalações de São Joaquim na serra Catarinense. Um belo corte bordalês de Cabernet Sauvignon, Merlot, Cabernet Franc e Malbec com 15 meses de barricas novas francesas. Este da safra 2007, pouco mais de 10 anos nas costas, vendia saúde! Na cor ninguém saberia dizer que teria esta idade e tanto nos aromas quanto na boca mostrou uma evolução incrível , não soubesse e dificilmente diria que é um vinho brasileiro. Me lembrei quando o coloquei há uns sete anos atrás como intruso numa degustação às cegas de Bordeaux, Desafio de Bordeauxs até 100 Reais, e ele terminou em segundo como o intruso numa seleção de 12 rótulos franceses. Hoje mostrou que evolui muito bem também e eu vi aqui pelo menos mais uns dois ou três anos de muita vida pela frente. Denso sem ser alcoólico ou pesado, taninos muito finos, rico meio de boca, complexo, notas terrosas, um belo vinho que encontrei na rede por algo em torno de R$180,00. Vale buscar por aí, uma grata surpresa na evolução. Ainda recentemente fiz uma degustação numa confraria com vinhos nacionais com mais de 10 anos, foi muito bom!

Adoro estes encontros, sempre bons momentos independentes dos caldos, mas que harmonizam muito bem quando nos deparamos com vinhos da estirpe destes dois tintos que mexem com a gente. Uma ótima semana para todos e ótimo estar de volta. Kanimambo pela visita e nos vemos por aí nas estradas de Baco ou por aqui. Saúde!

Dia dos Namorados Econômico, Mas Gostoso!

Coisa tá apertada, crise não está dando trégua, sem grana para levar a/o parceiro (o) para jantar em Paris? Para a maioria a situação anda assim e para alguns (muitos lamentavelmente) ainda pior pois estão sem fonte de renda e aí pega mesmo! Tempo de nos reinventarmos, sei que é fácil de falar porque venho tentando também, de irmos á luta, mas se prezamos um companheiro ou companheira isso não pode ser um empecilho para não comemorar o dias dos namorados de forma romântica e especial, mesmo sabendo que essa relação se constrói mesmo é no dia a dia.

Quando se está nessa situação, Fondue de Queijo e um de Chocolate com morangos de sobremesa é sempre uma bela saída, considerando-se (obviamente) que você tenha um kit de fondue em casa. Nisso, caso você compre pronto, talvez se gaste 50 pratas porém ainda tem o vinho, porque fondue chama vinho! rs Há para todos os gostos e bolsos, mas a ideia aqui é economizar então afora os Fondues, sugiro aqui três vinhos.

Nancul Reserva Chardonnay por cerca de 60 pratas, levemente amadeirado (só 60% do lote por seis meses), toques de baunilha, cremoso, fresco com boa acidez e corpo que complementa bem o Fondue de Queijo.

OU

Punto Y Coma Garnacha de vinhas velhas é uma boa opção nos tintos. Um vinho bem frutado, mas com notas levemente terrosas, de taninos macios que não brigam com o queijo o que ocorre por muitas vezes quando de vinhos de maior estrutura e teor alcoólico com muita madeira. Aqui o menos é mais. Já andou acima de 90 Reais, mas houve uma redução e é provável que se encontre por aí entre 65 a 70,00!

Dominio Cassis Licor de Tannat, sempre uma grande e inebriante surpresa. Parece quase um licor de cacau, com notas de chocolate bem presente. Um blend de uma maçeração de frutos secos com álcool vinico por um ano, aliado ao vinho tannat, um conjunto harmônico e equilibrado que certamente vai se dar muito bem com aqueles morangos mergulhados no chocolate. Custa um pouco mais, de 70 a 75 Reais, e a garrafa é de 500ml, mas vale cada centavo.

Fondue Wines

Dois vinhos legais, fondue, quiçá foram 200 pratas (acho que menos) e o momento intimo, a dois, esse vai de graça!! rs Se necessário, ainda dá para buscar vinhos ainda mais em conta, fale com seu sommelier de confiança (se não tem já passou da hora! rs), fuçe nos mais diversos blogs sobre o tema, vá só com o fondue de queijo, enfim, opções sempre haverão se a pessoa valer a pena e você usar sua criatividade. Presentes comprados são diferentes de “presentes” elaborados, pensados, estes são mais valorizados, deixam marcas, mostram que você realmente se importa.

Pense nisso e crie o momento, certamente a recompensa estará garantida neste próximo dia dos namorados! rs Agora, não tem kit de Fondue, a grana está curta não dá sequer para essa “extravagância”, então colha umas flores do campo, uma pequena tábua de frios ou compre um pão italiano e monte umas bruschetas  adicione uma garrafa de vinho de vosso gosto que caiba no bolso, porque essa é essencial NÃO pode faltar, e curta o momento do jeito que dá. Surpreenda, crie, comprar um presente qualquer um compra, mas criar o momento é especial! Importante meeeesmo, é estar junto,

Quer mais sugestões do que harmonizar com os vários tipos de fondue, pesquise aqui mesmo no blog digitando Fondue no espaço reservado para pesquisa (search) de textos no canto alto direito da tela,  ou clique aqui, tem diversos posts sobre o tema. Kanimambo pela visita, um ótimo fim de semana para todos, feliz Dia dos Namorados! Saúde

Cheers Smile

 

Nem Todo o Dia é Dia!

Digo isso de forma tranquila, tem dia que não estou a fins e tem dia dia que estou, porém cada vez mais tenho tentado tomar vinho acompanhando refeições e cada vez menos solo, menos tomar por tomar. Há dias que pedem uma cervejinha, outros uma dose de Bourbon ou um bom Whisky, quiçá um gin ou port tônica, porquê não! Meu lema sempre foi diversidade, então porquê sempre vinho? Sou um apaixonado pelos caldos de Baco, mas neste quesito não sou monógamo não, deixo a infidelidade correr solta para saciar minhas vontades sem culpa! rs

Neste sentido, cada vez mais meus vinhos tendem a ser escolhidos de acordo com o que vou comer, sem obsessões, mas há que existir um mínimo de bom senso em fazer o vinho “ornar” com o prato. “Malbecão” com salmão não rola, sorry, mesmo respeitando quem cometa esse harakiri gustativo! Temos o costume de tomar vinho como “drink”, eu venho perdendo essa tendência já faz um tempinho e ando mais light, menos despretensioso nos pratos que venho comendo. Por outro lado, grandes vinhos não são para todos os dias né?

Cada momento tem seu vinho e neste último Domingo, bem preguiçoso e sem frescuras, peguei um resto de costela bovina congelada que tinha sobrado do Dia das Mães e pensei num risoto de funghi para acompanhar a carne, aqui um tinto já ia bem! Aí me deparei com o fato de que o funghi que tinha estava velho e realmente não estava a fins de sair, então fucei alguma alternativa com o que tinha em casa e saiu um risoto de chouriço português que, por sinal, ficou da hora! rs Uma verdadeira salada de sabores, então preferi um vinho mais neutro, de taninos médios e macios, pouco marcantes tendo minha escolha recaído sobre um vinho da região Lisboa do bom produtor DFJ Vinhos, o Casa do Lago Tinto*.

Tenho um carinho especial por este vinho que é um corte de cinco uvas Syrah, Touriga Franca, Touriga Nacional, Alicante Bouschet e Cabernet Sauvignon vinificados separadamente e o blend afina por três meses em barricas francesas (só um toque) e três em garrafa antes de sair ao mercado. Vinho de corpo médio, frutado, taninos muito bem trabalhados e aveludados, presentes mas finos, acidez balanceada, final de boca gostoso com leve apimentado, vinho que agrada fácil e muito versátil. Ornou, rs, não se sobrepôs, não ficou aquém, os sabores se complementaram de forma bastante harmônica e equilibrada.

Já harmonizei com massas e vai muito bem, achei que se deu muito bem com o prato e com um tempero adicional, tem bom preço! Sim, para a maioria de nós esse segue, se não ainda mais importante em tempos de crise, um importante fator e um vinho desses entre 65 e 70 pratas acredito ser um bom achado, por isso estar compartilhando aqui com vocês até porque, como já disse, nem todo o dia é dia, inclusive para botar a mão no bolso!! rs

Casa do Lago Tinto

É isso amigos, por hoje é só, mas na Quinta passada fui de Curry de Frango com Chutney de manga e coco ralado, que será que abri?? Essa conto outro dia, kanimambo pela visita e seguimos nos encontrando por aqui, fui!

Cheers Smile

 

 

 

 

 

 

* Importador Lusitano Import.

 

 

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Alfama!

Tem em Lisboa, mas não dando para passear por lá sempre dá para matar saudades gastronômicas (ao menos isso! rs) e desfrutar de sabores Lusos aqui em São Paulo. Há diversos restaurantes, uns mais chiques e outros nem tanto, há butecos, enfim uma grande diversidade de sabores para todos os bolsos. Próximo a São Paulo, seja na Rodovia Raposo Tavares, seja na Castelo, também os há basta bater aquela vontade!

Quem se lembra do “Abril em Portugal”, marcou época esse, mas morreu! A tradição nem sempre perdura e até o Don Curro (espanhol) mudou, uma pena mesmo que eventualmente possa até ter melhorado pois uma parte ha história ficou pelo caminho. Vivemos tempos de pura efemeridade, de escaladas vertiginosas de sucesso publico ao total esquecimento em poucos anos, então me senti especialmente feliz ao receber um mail marketing, que em geral desprezo, com esta imagem e notícia.

Há tempos não vou lá, mas foi palco de muitos encontros e bons pratos, nunca me esqueço de suas ameijoas à Bulhão Pato (não sei se ainda as fazem) e uma certa noite de fados!! rs Como não ficar feliz ao ver que o “velho” Alfama dos Marinheiros na Pamplona foi eleito pela Folha de São Paulo como o melhor restaurante luso da cidade em 2017! Não ganho nem rango de graça, rs, compartilhar essa noticia é puro prazer saudosista e certamente um dia desses passarei por lá novamente para matar essas saudades e conferir o presente status quo. Fica a dica para você conferir também, kanimambo e nos vemos por aqui em breve ou em qualquer outra estrada de nossa vinosfera, fui!

Alfama

Conferindo os Melhores Sites de Vinho 2018.

Minha amiga Camila Coletti da revista Eno Estilo publicou estes dias o ranking dos mais importantes sites/blogs de nossa vinosfera. Em Janeiro quando celebrei dez anos de existência de Falando de Vinhos, fiz um levantamento similar “off the record” no próprio Alexa e vi que andava ali entre oitavo e décimo do ranking, legal! De lá para cá dei umas rateadas nas publicações, muito trabalho ( a crise está brava) e cai umas posições, faz parte pois o levantamento no Alexa reflete bem o momento. Mesmo assim fiquei muito feliz pelo resultado pois desde que a Enoeventos iniciou esse ranking em 2010 (onde apareci em quinto) e agora a Eno Estilo, estou lá entre os TOP 15/20 entre mais de 500 neste mundo virtual. Porquê fazer um post sobre isso? Bem, para agradecer a você amigo leitor! É um tremendo privilégio estar há tanto tempo nessas posições do ranking sem cliques pagos, sem artimanhas, só com meus textos compartilhando experiências e algum know-how adquirido ao longo do tempo. Sempre bom ver nosso trabalho reconhecido e esse resultado é exatamente isso, reconhecimento e por isso um enorme KANIMAMBO a todos!

Antes de publicar os 30 mais importantes sites/blogs de nossa vinosfera de acordo com esse ranking, quero colar aqui a introdução precisa que a Camila faz em seu site no post com a publicação do Ranking.

Hoje em dia ter um site na internet, seja em formato de blog, site ou portal tornou-se recorrente. Muitos apreciadores de vinhos entram para este universo. O que leva cada um a ele é, acredito eu, basicamente a paixão pelo mundo do vinho e a ilusão do que este universo tem a oferecer. O ser humano é movido a ilusão e paixão, assim, brotam sites diariamente. A questão é, que ao plantarmos o sonho, imediatamente crescem os galhos da realidade.Muitos percebem que sonhar é mais gratificante do que encarar a prática diária. A manutenção de um site pede trabalho minucioso.  Nada cresce sem cuidados, vigilância e horas e mais horas de estudo, para a elaboração de conteúdos, que atraiam e fidelizem o leitor. Este é o terroir ao qual temos que nos adaptar. Fazer a nossa parte, quase biodinâmica.”

É amiga, fazer bem feito requer dedicação, seriedade, suor e lágrimas! Para quem tiver interesse, recomendo acessar os dois links que publiquei acima no início deste post e fuçar nos rankings desde 2010 e ler o artigo completo do ranking que a Camila publicou. Bem chega de “broma” (rs) vamos ao que interessa:

Ranking 2018 Enoestilo - quem-e-quem-2018-mundo-do-vinho-1f

Um ótimo fim de semana, abra uma boa garrafa e desfrute-a em boa companhia. Deixe de lado a política, a greve, a eventual falta de combustíveis, faça um brinde à vida e curta o momento! Kanimambo por estes dez anos de carinho, compreensão e por estar aqui novamente hoje, Saúde!

Cheers Smile

 

Uau, Que Surpresa, Que Chardonnay!

Todo mês garimpo oportunidades para a Confraria Frutos do Garimpo, mas nem sempre o resultado é bom o bastante para que esses rótulos possam fazer parte da seleção do mês. Alguns meses até deixo passar, porque para mim a qualidade é fator número 1!

Este mês experimentei muito e aprovei pouco, mas a pepita que sobrou na minha peneira é exatamente isso, uma pepita! Em vez de dois rótulos com duas garrafas cada ou quatro com uma de cada, desta feita decidi apenas e tão somente manter um único rótulo e o kit mínimo de duas garrafas a máximo quatro por confrade, achei que o vinho merece esta vênia! rs Há muito tempo não provava, na verdade tomava porque não me contive de ficar só na prova, um Chardonnay de tanta qualidade, uma surpresa muito agradável vinda de Casablanca no Chile. A surpresa foi tanta e o entusiasmo tamanho que até esqueci de fotografar! rs Assim que tome outra, porque essa não escapa, tiro e publico aqui.

Cantagua Gran Reserva Chardonnay 2016, um vinho de alta gama, um belo chardonnay com apenas seis meses de barrica que se mostra  muito delicada e bem integrada, com grande capacidade de guarda em minha opinião. A paleta olfativa é marcante com notas lácteas e num segundo plano frutos tropicais num conjunto que pede uma taça própria, e não me fiz de rogado. Na boca é cremoso, a fruta dá um passo à frente e mostra todos os seus predicados com muito frescor, notas cítricas, final de boca mostra uma certa mineralidade, seco com boa persistência e acidez bem balanceada. Vem da região de Casablanca, uma das melhores do Chile para vinhos brancos e só vem confirmar essa aptidão. Por sinal, quem tiver uma taça de Chardonnay, Riedel ou similar, use o resultado é outro, uma bela turbinada num vinho já muito bom.

Viajei neste vinho e não foi para o Chile não, me lembrou alguns bons borgonhas já tomados tanto pela riqueza, pela mineralidade sutil como pela finesse. O último gole da última taça servida foi difícil de engolir só de pensar que estava terminando, deixei rolar na boca um tempão deixando escorregar bem devagar! rs Gente, sem medo de dizer que fazia tempo que um Chardonnay não mexia comigo como este o fez e sim, me entusiasmou. Talvez até possa ter exagerado um pouco nestes meus comentários, mas quando um vinho mexe comigo deste jeito minha paixão fala mais alto, fazer o quê? rs Os Confrades que optaram pela seleção do mês vão poder avaliar (comentem aqui depois) se exagerei ou não, mas de qualquer forma quis compartilhar este achado com os amigos leitores em geral. Quem gosta de um bom Chardonnay certamente deve provar este vinho, quem sabe você não sente o que eu senti, só não vai mais ser surpresa! rs

No dia que provei, convidei uns amigos apreciadores para o avaliar junto comigo e pedi para que me dessem a percepção de valor de cada um ou seja, quanto eles achavam que podia valer esse vinho, quanto eles pagariam por vinho similar. Resultado, R$160,00 ou por aí, então o preço de mercado pesquisado de R$143,00 me parece condizente com a percepção gerada, legal isso. Agora resta você conferir, eu vou é beber mais porque tenho algumas chegando.

Mas João, um branco neste frio?? Uai, e a gente pára de tomar cerveja ou comer um sorvete só por causa disso? Vinho tem ocasião, não estação, desencana!! rs Por hoje é só, kanimambo pela visita e seguimos nos encontrando por aqui ou em qualquer outro ponto de nossa vinosfera. Sáude!!

Cheers Smile

 

 

 

 

 

 

 

PS. Importadora Optimum. Disponível na Vino & Sapore e outras boas lojas do ramo.