Confraria Frutos do Garimpo

Amigos, nesse garimpo que venho fazendo há anos por nossa vinosfera, toda a hora me deparo com algumas pérolas e bons vinhos porém nem sempre ao preço certo. Mais raramente, no entanto, dou de cara com algumas belas ofertas desses mesmos vinhos que merecem ser compartilhados com os amigos então decidi começar esta exclusiva Confraria Frutos do Garimpo - Logoconfraria de compras e oportunidades como forma de compartilhar esses Frutos do Garimpo. Não, não é mais um clube de vinhos, é uma Confraria, não havendo quaisquer cobranças mensais ou obrigação de compra.

Mensalmente, a partir de Setembro, sujeito a disponibilidade montarei uma série limitada de caixas (avisarei a quantidade disponível nas chamadas mensais) com 4 garrafas destes achados, frutos do meu garimpo. A cada mês os valores mudam (devendo ficar entre R$200 a 350) e os vinhos mudam, podendo até haver maior disponibilidade num ou noutro mês ou não haver nenhuma oferta já que, lembrando, são Frutos do Garimpo e aquela “pepita” nem sempre dá as suas caras e quando dá são de pouca monta! Podem ser duas garrafas de um mesmo vinho e as outras de dois vinhos diferentes, podem ser duas garrafas de dois rótulos, a cada mês a história será diferente, o objetivo é compartilhar as pepitas achadas nas entranhas de nossa vinosfera. Passo os preços com minha resenha dos vinhos e você compra se quiser e quando quiser, tendo tempo para pesquisar, porém como as quantidades serão limitadas a venda será realizada aos primeiros que confirmarem e somente uma caixa por pessoa.

O foco será, obviamente, na qualidade atrelada a um preço abaixo da média do mercado, diversidade de estilos e uvas, sendo coerente com tudo o que venho escrevendo já faz anos. Eventualmente poderei me deparar com outros frutos que não vinho, por exemplo um acessório, no qual o conceito também se aplique e o incluirei para apreciação dos confrades. Pintou oportunidade na minha praia, a idéia será compartilhá-la com você e disponibilizá-la aos confrades e confreiras se houver quorum. A confirmação da reserva se dará através de depósito em conta, após o qual faremos a entrega que será gratuita em Cotia,Alphaville e nos seguintes bairros de São Paulo > Morumbi, Vila Olímpia, Itaim, Jardins, Pinheiros e Butantã. Qualquer outro local de entrega ficará sujeito a cobrança de frete junto com o depósito da reserva e avisado antecipadamente. Eventualmente, poderá ser retirada na Vino & Sapore por aqueles que moram na região da Granja Viana, no entanto os Frutos do Garimpo não estarão disponíveis na loja e, caso venham a estar nas prateleiras, estarão com preço de mercado.

Gostou da idéia, tem interesse em participar? Pois bem, preencha o formulário em clicando aqui e assim que tenha o primeiro “KIT” pronto, deve ser Setembro, lhe enviarei e-mail com os Frutos do Garimpo do mês e as resenhas. Estes achados não serão divulgados na internet ou em redes sociais, então sua inscrição na Confraria “Frutos do Garimpo” será a única forma de você vir a ter acesso a eles.

Kanimambo a todos que vierem a apoiar este novo projeto que se inicia agora em Setembro de 2015. Bem vindos a bordo e espero que a viagem seja prazerosa!

Surpresa no Desafio de Cabernet Sauvignon do Novo Mundo!

Um Desafio de Vinhos às cegas é sempre um enorme ponto de interrogação, tudo pode acontecer. rs Se isso já ocorre quando ditos “especialistas” se reúnem, imagina quando reunimos 12 seguidores de Baco em volta de uma mesa para exercer a função de jurados de uma contenda dessas!. Eu adoro, porque são essas pessoas que compõem o tal de “mercado”, que fazem a roda girar e que, em última instância, são para quem os vinhos são produzidos.

A escolha pelo tema foi a vontade de mostrar como a uva se manifesta nos mais diversos terroirs e idades. Vinhos de 96 a 198 Reais, para que pudessem também avaliar o quanto o preço influencia ou não, porém só após as notas terem sido dadas! No “octógono” seis desafiantes sob pressão, jurados com as taças a postos e deu-se inicio à contenda. Como eu estava de juiz de campo (rs), não anotei nada então de memória vai aqui minha curta opinião sobre a performance na taça de cada um dos desafiantes na ordem em que entraram:

1 – Da Nova Zelândia (Hawkes Bay Ilha no Norte) e sem raka (rs) o desafiante foi o Brookfield Ohiti Estate 2012 – show de elegância e finesse, toque final com uma pimentinha gostosa, cor clarinha longe do que se espera de um Cabernet, ótima fruta, para tomar de golão com enorme prazer, gostei demais, porém contradiz os que apreciam um Cabernet pancadão!! Peso, 198 pratas.

2 – Da Argentina (Mendoza) Carmello Pati 2008 – veio só para este embate e esperava muito dele, conheço produtor e vinho, mas nesta noite não se mostrou bem. Acontece, mas nada que denigra a imagem que tenho dele e com um tempo em taça melhorou mostrando uma fruta bem presente e volume de boca com taninos aveludados, mas não o bastante para virar o jogo. Peso, 175 pratas

3 – Do Brasil (SC) o Torii 2008 – conheço a fera desde Fevereiro 2016 quando estive descobrindo a região produtora Catarinense com um grupo de aficionados pelo vinho. Do vinhedo mais alto do Brasil a 1427m de altitude, o desafiante entrou pesado no tatame mostrando que vinha com grandes intenções. Cor escura, denso, equilibrado, halo aquoso e cor já demonstrando seus anos de luta, mas ainda vendendo saúde. Ótima paleta olfativa já tendendo para aromas terciários onde o couro, curral, fazenda tendem a se projetar, mas a fruta ainda presente na boca em profundo equilíbrio. Brigou bem a fera, mesmo sendo um dos mais idosos, será que foi por isso que me atraiu?? rs Peso, 96 pratas.

4 – Da África do Sul (Paarl) chegou o Mont du Toit Les Coteaux 2010 – uau, violáceo e que riqueza de sabores, meio de boca marcante, fresco, frutado, sedutor, chega chegando! rs Confesso que a escolha foi no escuro, pensem o que quiserem (rs), mas a forma como se apresentou mostrou que a escolha foi acertada e que estávamos frente a frente a um potencial vencedor do Desafio, uma bela surpresa para mim de uma região onde o que manda são os Syrahs e Pinotages. Peso, 198 pratas

5 – Do Uruguai (Canelones) vem o Pisano RPF 2011 –  há poucos meses tive a oportunidade de estar com um 2009 na taça, muiiito bom. Para desafiar essa seleta seleção de adversários, o desafiante veio com aromas químicos que destoaram da maioria de seus opositores, mostrando uma certa rusticidade nos taninos e não muito equilibrado. Pelo que conheço deste desafiante, sei que este não foi um de seus melhores dias porém a voz do povo é a voz de Deus, então aguardemos o veredito dos jurados, eles que mandam! Peso, 150 Pratas

6 – Do Chile (Colchagua) veio o Casa Silva Los Lingues 2012 – figura mais conhecida, porém nem tão reconhecida na taça pela maioria, mostrou-se como esperado de um veterano de qualidade comprovada. Aromas típicos dos Cabernet chilenos com notas vegetais bem presentes e fruta abundante. Na boca médio corpo, bom volume, fruta madura, acidez equilibrada e taninos com final aveludado. Um bom exemplar desta casta no Chile e o destaque para muitos, mas o revés também ocorreu pois foi defenestrado por outros! rs Barato estes testes, me divirto até mais que os “jurados” presentes ao evento.

Ao final, somei as notas dadas pelos jurados, eliminando a maior e a menor nota dada a cada vinho. O resultado mostrou ser uma grande surpresa para a maioria, não pelo vinho que foi muito bem avaliado por todos com notas bastante parelhas entre todos, mas mais pela origem e preço.

6º lugar – Pisano RPF com 144 pontos

5º lugar – Carmello Pati com 155,5 pontos

4ºlugar – Brookfield Ohiti Estate com 193,5 pontos

3º lugar –  Les Coteaux com 197,5 pontos

2º lugar – Casa Silva Los Lingues com 200 pontos

GANHADOR – MELHOR VINHO DA NOITE – MELHOR RELAÇÃO PQP (preço x qualidade x prazer)

1º LUGAR – HIRAGAMI TORII 2008

Com 208 pontos, o ganhador, um brasileiro e o mais barato no embate dos desafiantes. Às cegas o jogo é diferente e a voz do povo assim decidiu, show! rs Na foto abaixo os participantes na ordem de premiação com primeiro colocado à esquerda e o corpo de jurados em plena avaliação!

Valeu aos amigos que estiveram presentes abrilhantando a noite em mais uma agradável noite de descobrimentos e novas experiências vínicas na Vino & Sapore, adoro esses momentos! Kanimambo aos amigos e uma ótima semana a todos.

Saúde

Pecorino na Taça, Pode?

Todo mundo conhece o queijo Pecorino né, mas não é dele que vou falar não, é do vinho produzido com a uva xará! Para quem não sabe Pecorino tem a ver com gado, ovelhas, daí o queijo Pecorino elaborado com o leite delas. O porquê da uva ter esse nome? Não obtive muita informação, porém a que se mostrou mais plausível dentro do que pesquisei é de que o nome tenha surgido porque as ovelhas da região se alimentavam dessas uvas quando passavam pelos vinhedos nas trocas de pastagens. Por falar em ovelhas, sabia que em Portugal há uma casta de nome “rabo de ovelha”?

Voltando à Pecorino, uma cepa branca, esta quase entrou em extinção em função de sua baixa produtividade tendo boa parte dos vinhedos sido trocados por Verdicchio e Trebbiano de maior produtividade e potencial comercial. Hoje existem apenas cerca de 1200 hectares plantados a sua maioria na região de Marche (de onde é nativa) e Abruzzo na região adriática da itália. Há vinhedos também na Umbria, Lazio e Toscana, porém em menor quantidade e tende a ser mais usada em cortes em função de sua boa acidez, intensidade aromática e um teor alcoólico um pouco mais elevado.

O Primeiro Pecorino (vinho) que provei não esqueço e olha que já faz um tempinho! rs Foi numa feira de vinhos promovida por meu amigo Simon Knittel em sua linda loja na Av. Angélica, a Kylix que lamentavelmente já fechou suas atividades físicas. Foi lá nos idos de 2009 num Wine Day por ele promovido quando entre outros ótimos vinhos descobri o Casal Vecchio Pecorino que foi para mim o vinho mais surpreendente da mostra. Sumiu do mercado por um bom tempo, porém hoje há bem mais opções no mercado e a cepa voltou à minha taça recentemente.

Arenile*, da Cantina Ripa Teatina é um vinho em que o primeiro impacto é literalmente esfuziante pois seus aromas intensos e florais, são inebriantes e tomam conta de nossas sensações. Flores brancas do campo, frutas brancas, pêssego, é uma festa! rs na boca muita fruta com a nectarina se impondo na entrada de boca, numa segunda camada me dei conta de pera, talvez melão, final seco, acidez muito boa e sem excessos, notas minerais completam um conjunto deveras agradável e sedutor de final seco e fresco. Daqueles vinhos que uma pessoa não sabe se funga ou se bebe, na dúvida muito de ambos!! rs Um vinho marcante que comentei aqui em Janeiro de 2018 mas que há tempos não passava por minha taça, estava com saudades e não posso mais deixar tanto tempo passar sem ele! Preço mais que justo, em minha opinião, entre R$75,00 a 80,00 no mercado de São Paulo, vale muito a pena e é algo diferente sensorialmente falando.

Um ótimo fim de semana, kanimambo pela visita e saúde!

 

 

Paul Hobbs, a Cara de um Enólogo e Seus Vinhos.

Tenho tido alguma dificuldade de participar de uma série de degustações que aguçaram minha curiosidade e sede de saber! rs O bom é que tenho amigos que na hora H me socorrem e a Raquel Santos, autora deste texto sobre Paul Hobbs, é uma delas, kanimambo amiga! A Raquel foi em meu lugar e se apaixonou pelo trabalho do Paul que se reflete de forma peculiar em seus vinhos, na verdade os grandes enólogos chegam a um ponto na vida que podem, com menos pressão, se dedicar a colocar sua personalidade em seus vinhos, foi isso que vi neste gostoso post que agora compartilho com os amigos. Os vinhos falam muito de seus lugares, mas os bons falam também de

seu criador!

“Em julho/2017 e recentemente, julho/2018, participei de uma apresentação dos vinhos elaborado pelo enólogo e produtor Paul Hobbs, promovido pela importadora Mistral.

Esses dois panoramas me fizeram refletir o quanto a linha de conduta, movida por um objetivo pessoal, pode ser importante no resultado final de um produto.

Paul Hobbs, um americano nascido ao norte de Nova York em uma família de fazendeiros produtores de maçã, sem nenhum histórico na produção ou contato com vinhos, foi levado por seu pai, produtor agrícola à iniciar  uma plantação de uvas viníferas para posteriormente produzir vinhos. A mãe, uma dona de casa, que segundo ele teve muita influência na sua maneira de manter tudo limpo e organizado, não era afeita a bebidas alcoólicas. Seu pai então, para convencê-la de que o vinho tratava-se de um produto interessante levou para a família experimentar uma garrafa de Chateau d’Yquem , o que obviamente  foi um argumento incontestável.

Porém,  as intenções da família caíram por terra quando viram o tamanho do investimento necessário para iniciar uma produção de vinhos. Se por um lado eles se depararam com um impedimento real, por outro acho que que a decisão de trabalhar inicialmente em uma vinícola já estabelecida foi a coisa certa a ser feita. Depois de sua graduação em biologia na Univerdidade Notre Dame ele completou uma pós graduação na Davis de enologia.  Em 1978 Hobbs foi trabalhar com Robert Mondavi no projeto do  Opus One. J

À partir daí foi uma sequencia de acertos e aquisição de experiências que o levaram à América do Sul, mais precisamente ao Chile e Argentina. Nessa época o Chile vivia tempos difíceis com a ditadura de Pinochet, o que facilitou sua escolha pela Argentina. Convidado por Jorge e Nicolás Catena tornou-se consultor da Catena Zapata em 1989. Sua passagem foi transformadora para a produção dos vinhos na Argentina, principalmente em Mendoza,  onde a  elaboração de vinhos em terroir únicos, varietais, valorizando as características locais com o máximo de refinamento, reforçaram ainda mais o conceito de “vinhos do novo mundo”, corrente na Califórnia. Desenvolveu a casta Malbec que lá já existia, modernizando-a e aprimorando-a.  Criou a Viña Cobos e sua 1ª colheita em 1999 colocou seus vinhos varietais de Malbec nos holofotes mundiais.

Foi com essa bagagem que ele voltou ao EUA , criando a Paul Hobbs Winery em Sebastopol, CA. Depois disso desenvolveu vinhedos em Sonoma, Russian River Valley, Napa Valley, mas sua busca incansável por novos terroir não pararam por aí. Usando da sua expertise, associou-se à Bertrand Gabriel Vigouroux em Cahors na França para trabalhar a casta Malbec na sua origem. Lá criou a Crocus, onde a modernidade e a tradição se encontraram.

Atualmente desenvolve um projeto na Armênia. A Yacoubian-Hobbs, localizada em uma região onde a cultura da produção de vinhos existe há 6000 anos. À partir de variedades ancestrais e solos ricos  em minerais , na província de  Vayots Dzor. Seu novo desafio será explorar a versatilidade desse terroir e dessas uvas nativas e internacionais. 

Na 1ª apresentação que fui foram degustados os seguintes vinhos:

  1. Crocus Atelier 2012
  2. Crocus Prestige 2011
  3. Crocus Grand Vin 2011

Esses 3 primeiros, Malbec de Cahors, demonstram toda a tipicidade do terroir francês, cada um com suas próprias características, mas sempre dentro do conceito “potência com elegância”.

  1. Paul Hobbs Pinot Noir Russian River Valley 2012
  2. Crossbarn Cabernet Sauvignon Napa Valley 2012
  3. Paul Hobbs Cabernet Sauvignon Napa Valley 2011

Os 3 últimos, Californianos, mostram muito bem a vocação de cada solo para com as castas. A Pinot Noir se desenvolveu magnificamente em Russian River Valley assim como a Cabernet Sauvignon em Napa Valley. Aqui percebe-se a arte do enólogo. Extrair todos esses potenciais, cada um com suas diferenças, valorizando a casta, o solo e obtendo o máximo de expressividade do terroir.

A 2ª apresentação contamos com os seguintes vinhos:

  1. Crossbarn Chardonnay Sonoma Coast 2016
  2. Crossbarn Pinot Noir Sonoma Coast 2014

Essa região, Sonoma Coast recebe influência do Pacífico, sendo muito fria e úmida. Inicialmente se notabilizou pela boa adaptação da Chardonnay e pela semelhança com os solos pedregosos da Borgonha. Por conseguinte a casta Pinot Noir também demonstra toda a sua tipicidade nesse vinho proveniente de vinhedo único. Ambos são extremamente elegantes, sofisticados, com expressões de frutas maduras, mineralidade e textura persistente.

  1. Paul Hobbs Pinot Noir Russian River Valley 2014
  2. Crossbarn Cabernet Sauvignon Napa Valley 2012
  3. Crocos Atelier 2012
  4. Crocos Prestige 2011″

“A alma de um vinho é quando ele fala de algum lugar. Se você não tem isso, então perdeu tudo.”

Paul Hobbs

Penne com Bacalhau e Chianti!

O Chianti óbviamente na taça! rs Num desses domingo fui visitar meu filho e minha netinha e optei por almoçar lá, porém para me garantir eu cozinharia, rs, brincadeira, foi um bem bolado. Levei o bacalhau e o vinho, pedi para que ele comprasse o Penne e o brócoli já que esse seria o prato do dia. Bem, foi quase isso pois o o brócoli faltou, porém e mesmo assim ficou bem bom e a companhia ajudou demais! Como meu filhote disse, faltou o brócoli, ressaltou o bacalhau!! rs

Para acompanhar levei um bom Chianti Colli Senesi da Montechiaro, o 345, tradicional corte de Sangiovese (70%) com Canaiolo, Colorino e outras castas regionais em menor proporção, passa 12 messes em barricas francesas de segundo e terceiro uso, mais seis meses em garrafa antes de sair ao mercado.

A região de Chianti tem diversas sub regiões afora as mais conhecidas Chianti e Chianti Classico, são 9 no total. O Chianti, mesmo DOCG, varia muito de qualidade e produz por muitas vezes vinhos mais comerciais e menos expressivos havendo a necessidade de se garimpar bastante para não comprar gato por lebre. As sub regiões Colli (7) são vinhos de diversas colinas que permeiam a região e costumam gerar vinhos de melhor qualidade com maior ênfase no terroir distinto de cada uma e normalmente passam por um maior período de amadurecimento seja em barrica seja em garrafa. Os melhores na minha opinião são os Colli Fiorentini, Colli  Rufina e Colli Senesi. Este vinho é um exemplo disso e ainda prefiro os cortes mais tradicionais como este sem o uso de castas internacionais como a Cabernet e/ou Merlot que cada vez mais tomam conta da produção da região.

A harmonização, modéstia ás favas (rs) ficou muito boa. A boa fruta da Sangiovese estava bem presente com aromas intensos, boa textura com taninos macios, rico meio de boca, fruta moderada, corpo médio, boa acidez e sedoso final de boca fazem com que uma garrafa acabe muito rapidamente! Um bom vinho na casa dos 100 a 110 Reais, que me agradou muito.

Por hoje é só, em breve mais algumas experiências a compartilhar. Kanimambo pela visita e seguimos nos encontrando por aqui. Boa semana a todos, saúde!

Salvar

Salvar

Rosés na Taça

Diversidade sempre e isso vale também para as cores do vinho, exceção feita ao azul que é drink e não vinho! rs Adoro brancos, curto os tintos e me divirto muito com os Rosés das mais diversas matizes, cada um com seu potencial de harmonização. Pode ser Paella, Camarão na Moranga, Bouillabaisse ou um simples Rolinho Primavera e Frango Agridoce, cada prato ou momento tem seu vinho. Desta feita quatro vinhos de uma só vez, cada um numa diferente faixa de preços:

Colorea Tempranillo Rosé – um vinho que não complica, é pura diversão, fresco, frutas vermelhas tipicas, mas o mais importante sequinho. Fácil de tomar e de agradar, casou muito bem com o Rolinho embebido naquele molho agridoce típico. Comer nem é tão importante aqui, afinal a proposta do vinho é só uma, fazer você feliz e creio que cumpre bem seu papel pois, ainda por cima, é barato abaixo das 45 pratas.

VSE Classic Rosé – Corte de Cabernet Sauvignon, Syrah e Carmenére vinificados separadamente. Cor bonita (salmonada), brilhante, fresco, frutado característico, ótima acidez, vibrante, final de boca bem sequinho, gostoso, para tomar várias num dia de sol quente e uma ótima pedida para o fim de semana na praia ou na piscina acompanhado de camarões empanados. Este passa um poucos das 50 pratas, dificil é achar por aí! rs

Villaggio Bassetti Rosé – Corte de Merlot com Cabernet Sauvignon bem clarinho, num estilo provence, mas cheio de sabor, vivacidade com ótima acidez e final de boca bem seco, vindo de Santa Catarina uma grata surpresa brasileira na taça. Este eu me esbaldaria tomando-o solo só com boa companhia e prosa, mas acompanharia muito bem qualquer prato de camarão, caranguejada ou, havendo a disponibilidade, lagosta!! Cada um muito bom na sua faixa de preços, porém este o melhor de todos os anteriores então, conseguentemente, o maior preço algo acima das 70 pratas sempre considerando São Paulo.

Protos Rosado – de tempranillo, espanhol de Ribera del Duero, um vinho de cor bem escura com bastante extração e bem mais corpo que os demais. Um vinho algo mais sério que teste, após teste comprova ser o grande companheiro para a famosa Paella Valenciana Mista. Sempre faço o teste colocando este x um branco e um tinto de taninos leves e o resultado é sempre o mesmo, Protos na cabeça. Quase tânico, é um vinho que certamente agradará aqueles que gostam de vinho com pegada, porém sem perder o frescor que faz a fama dos rosés. Por volta das 80 pratas

Essas matizes dos vinhos rosés me encantam, dos mais claros aos mais escuros cada um com seu estilo, sua harmonização mas um só propósito, nos dar prazer e nos botar para cima!

Para quem não é chegado nos brancos, porém quer algo mais fresco, esta pode ser uma opção e vamos deixar algo claro (rs), não existe estação para tomar rosés como não tem para brancos ou espumantes! Está frio, e daí?? Para quem gosta de comer bem e aprecia um bom vinho, tudo depende do que está sendo servido afinal um belo prato de camarão não rola com malbecão, né? E aí, só vai comer camarão no verão? rs

Converse com seu sommelier de confiança e explore estes vinhos ainda sem o reconhecimento que merecem por aqui em terras tupiniquins. Quer saber mais sobre como se elaboram os vinhos rosés que não, não são uma mistura de tintos e brancos salvo os espumantes? Então clique aqui. Saúde, kanimambo pela visita e seguimos nos encontrando por aqui.

 

 

 

Desafio de Cabernet Sauvignon do Novo Mundo, às Cegas!

Seis vinhos e apenas 12 vagas (tops 14) disponíveis para mais esta Degustação às cegas onde estarão presentes seis vinhos do Novo Mundo de diversas idades em que, afora vermos como a Cabenet Sauvignon se dá em em terroirs tão diversos do Novo Mundo, também teremos oportunidade de ver como seus vinhos evoluem com o tempo e até que ponto o preço é algo relevante. Selecionei vinhos das safras de 2008, 2010, 2011 e 2012,veja a lista dos desafiantes a melhor vinho da noite que você pode ter a chance de julgar com preços médios de mercado sendo que o Carmelo Patti (vinho, rs) viajou especialmente para este evento.

  • Da Argentina – um Clássico, Carmelo Patti 2008 de Mendoza , R$175,00
  • Do Brasil – do vinhedo mais alto do Brasil em São Joaquim (1427m), Torii 2008, R$96,00
  • Da África do Sul – da região de Paarl, no Cabo, Mont du Toit Les Coteaux 2010, R$198,00
  • Do Uruguai – Pisano RPF 2011 , de Canelones, R$155,00
  • Da Nova Zelândia – de Hawke’s Bay (Ilha Norte), Brooksfield Ohiti Estate 2012, R$198,00
  • Do Chile – do Vale de Colchagua, Casa Silva Gran Terroir Los Lingues 2012, R$150,00

Nenhum vinho com menos de seis anos! Como sempre, acompanhará a degustação uma tábua de queijo, embutidos, pão, azeite especial, água, café e o estacionamento é gratuito como de praxe. Para abrir os “trabalhos”, um Santa Augusta Brut como boas vindas. Neste dia, eventuais compras de qualquer um dos rótulos em disputa terão um desconto de 10%.

Preço especial de R$125,00 pagos no ato da reserva. Se gostou não hesite, como já sabem as vagas são limitadas e só sobraram 4! Dia 22, na Vino & Sapore a partir das 20h

Região Vitivinícola de Santa Catarina – O Futuro Chegou!

Santa Catarina é minha menina dos olhos na vitivinicultura brasileira, nossa “borgonha” (rs) como gosto de chamá-la, com diversas pequenas propriedades e produtores. São cerca de 36 produtores, dos quais cerca de 22 engarrafando. Falamos de produtores de 20 a 200 mil garrafas, versus uma Miolo no Rio Grande do Sul com mais de 10 milhões de litros produzidos, ou seja, é um outro mundo a explorar.

São vinhedos de Altitude similar ao que encontramos em Mendoza, variando de 800 a 1400 metros de altitude e condições climáticas bastante favoráveis. Resultado são vinhos de taninos mais macios e acidez mais presente, num estilo de vinho mais fino e tradicional europeu.

Em função de ser ainda muito jovem, os primeiros vinhedos foram plantados pela Quinta das Neves em 1999 e os primeiros vinhos engarrafados em 2002, ainda se pesquisa muito quanto às melhores castas a serem plantadas e existe uma tendência de, afora as já tradicionais Cabernet Sauvignon e Merlot, explorar as castas autóctones italianas como a Nebbiolo (San Michele) e a Sangiovese (Villaggio Bassetti) mas existem castas pouco conhecidas como a Gros e a Petit Manseng que a Villaggio Grando usa para elaborar seu exclusivo (só 3500 gfas) e excelente Marilla, um vinho de sobremesa sob a batuta do reconhecido enólogo português Antonio Saramago. Um outro produto diferenciado é o espumante de Vermentino da Abreu Garcia, único no Brasil e a diversidade não pára por aí não!

Entre os produtores os grandes destaques são a Villaggio Grando, a maior e que fica um pouco fora do roteiro de São Joaquim em Caçador, e a Villa Francioni, mas existem ao menos mais umas 14 a serem conhecidas com uma diversa produção passando pelos ótimos espumantes, vinhos brancos de qualidade, rosés de muito bom nível assim como de tintos marcantes. Destas, destaco: Qta. da Neve, Sanjo, Hiragami, Villaggio Bassetti, Monte Agudo, Pericó, Suzin, D’Alture, Leone di Veneza (todas em São Joaquim) mais Kranz, Santa Augusta, Abreu Garcia, Urupema (Sto. Emilio) e San Michele.

Uma característica bastante interessante também, é que a grande maioria dos projetos na região é de empresários e industriais, diferentemente do Rio Grande do Sul que é essencialmente de famílias mais ligadas à terra, descendentes de colonos. Isso parece que não tem nada a ver, mas tem sim uma influência grande especialmente em estratégias comerciais e um pouco mais “exploradoras” devido á ausência de uma tradição maior no setor. “Brigam” menos em preço e mais em qualidade, filosofia que me apraz. Não que preço não seja importante, é e muito especialmente no Brasil e na crise que nos assola, e há para todos os gostos porém a busca me parece mais focada em atingir um segmento de mercado de médio para cima deixando de lado a grande produtividade a baixos preços.

Tenho explorado esta região tanto com viagens (levando grupos) como provando vinhos e cada vez me surpreendo mais, ao ponto de achar que essa é a grande aposta de vinhos de qualidade no Brasil. Não que não os haja em em outros lugares, tenho especial apreço pelos vinhos da Campanha por exemplo, mas esta região é diferenciada. Por sua juventude há ainda muito a explorar

Estou montando um Tour para rever os amigos que lá deixei (rs) e descobrir novos sabores, alguém a fins? A principio será de 11 a 17 Outubro e assim que tenha uma medida do interesse dos amigos agilizo o roteiro e custos. Quem tiver interesse me contate in-box por favor.

Kanimambo e vamos de vinho Catarinense neste fim de semana? Olha que é uma boa pedida!!

Reformulando!

Amigos, postar qualquer coisa é fácil, mas essa não é muito a minha praia! rs Estou me reformulando e por isso a ausência por aqui, sorry mas neste momento minha cabeça anda em outros lugares. Meu foco e atenção, neste momento em que a crise assola o país e as incertezas do futuro são imensas, estão direcionadas no sentido de buscar novas alternativas, mexer nas já existentes, disponibilizar novas alternativas, buscar novos caminhos e melhorar o que pode ser melhorado.

Em breve estarei de volta com, espero, mais energia e experiências para compartilhar com os amigos. Enquanto isso, se quiser ajudar, que tal se associar à Confraria Frutos do garimpo no link aí acima? rs Me encontrar patrocinadores que não sejam vinícolas ou importadores, desses já recusei vários pois preservo minha independência e não quero que pairem dúvidas sobre minhas opiniões, também seria uma boa! rs

Assim que possa aviso dos resultados de algumas dessas reformulações e certamente bem mais atividades nas quais estou trabalhando e que muitos irão gostar.

Valeu pela visita, um enorme Kanimambo pela compreensão e visita, tenham um ótimo fim de semana que parece com clima propício para namorar! Quem não tem parceiro ainda dá tempo e uma local acolhedor, vinho e um fondue são um bom começo. Veja dicas aqui. Fui, Sáude!

Uvas Criadas Não Nascidas, as Híbridas

Há “professores” em nossa vinosfera que falam de algo ao redor de 3000 diferentes castas de vitis viníferas próprias para a elaboração de vinhos finos, há quem diga que são 1500, mas por uma questão de reputação, acompanho a Jancis Robinson com suas 1368 uvas sendo usadas comercialmente mundo afora, o resto é folclore, ou não?? Pois bem, com tudo isso por aí, para quê ficar só naquela  dúzia e meia que a maioria conhece?

Recentemente tendo como inspiração uma degustação armada pelo amigo Gil Medeiros, montei uma prova de vinhos elaborados com uvas híbridas em duas confrarias. Em vez de compartilhar os vinhos com os amigos, faço uma introdução a alguma delas e vos convido a explorar seus sabores através dos vinhos com elas elaborados, mas antes uma pergunta; você sabe a origem da Cabernet Sauvignon, uma das principais castas do mundo?

Pois bem, esta também é uma uva hibrida já que ela nasce de um “cruze natural” da Cabernet Franc com Sauvignon Blanc nos idos do século 17 e se tornou famosa no século 18 quando Mouton a plantou em sua região no Médoc, região de Bordeaux. Daí para o mundo foi algo viral!

Muller -Thurgau. Foi Hermann Muller, um botânico suiço, que em 1882 a criou no cantão (condado) suiço de Thurgau. O objetivo, sempre há um, foi tentar desenvolver uma casta que unisse o poder aromático da Riesling com um amadurecimento mais rápido da uva. Muller iniciou seu trabalho tentando mesclar a Riesling com o que ele achava ser a Sylvaner, mas na verdade usou uma uva também hibrida chamada Madelaine Royale (Pinot Blanc com Trollinger) também conhecida como Chasselas ou Gutedel. O resultados são vinhos aromáticos, frescos e leves, especialmente plantado na Alemanha, Áustria, norte da Itália em Trento, Hungria, República Checa e Inglaterra.

Alicante Bouschet. Uma criação que tem a mão de duas gerações de viniculturista, pai e filho. O filho, Henri Bouschet cruzou a Garnacha com a uva Petite Bouschet´(esta criada pelo pai em 1824) na França em 1866. A idéia era chegar numa uva que aportasse cor, estrutura e fosse de maturação rápida para agregar à uva Aramon popular na região lá pelo século 19, mas um pouco rala. Apesar de algum sucesso inicial, esta casta não emplacou na França, porém se deu muito bem em Portugal, especialmente no Alentejo, e na Espanha onde é conhecida como Garnacha Tintoreira pelo aporte de cor que dá aos vinhos. Uva que tradicionalmente gera vinhos de taninos potentes e cor escura que precisam de tempo para mostrar todo seu potencial na taça.

Arinarnoa – Criada na França por Pierre Marcel Durquety em 1956 no sudeste francês com o norte de Espanha (região Basca) é uma casta bastante recente que até pouco tempo atrás se achava fosse um cruzamento de Merlot com Petit Verdot conforme aparece, inclusive, no bom Valduga Identidade Arinarnoa. Na verdade, as uvas que originam esta casta são a Tannat e a Cabernet Sauvignon e se nota bem sua origem; cor escura, taninos marcantes, frutos negros com algumas notas herbáceas. A busca era por uma uva que fosse bem resistente no campo e vigorosa para se adaptar fácil a colheita mecânica. Algo presente no Languedoc-Roussilon, Libano, EUA (Arizona), Uruguai, Argentina e Brasil, mas sempre com produções relativamente pequenas.

Pinotage – Criada na África do Sul pelo professor Perold da universidade de Stellenbosh em 1925, com o intuito de desenvolver uma uva ícone para o país que fosse de maturação cedo e mais resistente a doenças do que seus “pais”, a Pinot Noir e a Cinsault ou Hermitage como era conhecida por lá (não confundir com a região francesa do Rhône). Pinot com Hermitage, nasce a Pinotage que ainda briga para se consolidar como essa uva ícone da região. O alto rendimento e falta de um projeto bem gerenciado criou vinhos aos montes porém de qualidade duvidosa que nem aos locais agradou. Isto vem mudando nos últimos 10/15 anos com uma revigoramento dos vinhedos e questões gerenciais aliada à alta tecnologia embarcada e melhor conhecimento da casta. Vinhos tradicionalmente mais leves e frutados (frutos do bosque negros), marshmallows tostados e um certo toque de borracha queimada que em excesso incomoda e não costuma estar presente nos bons vinhos da região.

Petite Syrah – Também conhecida como Durif, na França e Austrália, foi criada pelo botânico francês Francois Durif em Montpellier por volta de 1860/80. A busca foi por uma uva que fosse mais resistente ao míldio uma doença derivada de um fungo que atingia as plantações da região com bastante intensidade. Para tanto cruzou a Syrah com uma uva regional chamada Peloursin (hoje praticamente extinta na França) criando a Durif que hoje sobrevive basicamente na Austrália, Israel, México (Baja Califórnia) e Sul da França porém com produções bastante reduzidas, não passando (em 2015) de 10 mim acres. Nos EUA foi onde a uva encontrou seu melhor habitat sendo uma casta plantada no Texas, Arizona e Califórnia porém aqui é conhecida como Petite Syrah. Vinhos opacos de tão escuros, taninos forte gerando vinhos bastante robustos e vigorosos, boa fruta e muita especiaria.

Fruto da mão do homem ou da natureza, há muitas outras castas híbridas a explorar como a Marselan, bastante comum por aqui no Rio Grande do Sul, Vidal Blanc, Chambourcin, Traminette, Kerner, Zweigelt e Frontenac entre muitas outras. Como sempre digo por aqui, esse é grande barato de nossa vinosfera, um mundo tão vasto que nunca paramos de aprender e descobrir novas sensações. Explore você também, tenha seu porto seguro mas viaje por outros mares!

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Resveratrol, Ajuda no Combate a Inflamações Respiratórias

Grupo de pesquisadores da Universidade do Estado de Geórgia, nos EUA, lideradas por Jian-Dong Lin, identificaram um novo mecanismo que o resveratrol, um composto encontrado naturalmente em alguns alimentos como as uvas, utiliza para aliviar a inflamação nas vias aéreas. Os resultados sugerem que o composto pode fornecer benefícios para a saúde e ser utilizado para desenvolver agentes anti-inflamatórios novos e eficazes.

As doenças inflamatórias do trato respiratório superior, como asma e a doença pulmonar obstrutiva crónica, afetam mais de 500 milhões de pessoas em todo o mundo e são caracterizadas por inflamação crónica que é agravada por agentes patogénicos respiratórios, como é o caso do Haemophilus influenzae.

Os antibióticos são utilizados rotineiramente no tratamento de infeções por este agente patogénico, mas devido ao número crescente de estirpes de bactérias resistentes a estes fármacos e ao sucesso limitado dos tratamentos disponíveis há necessidade de desenvolver terapias alternativas.

Neste estudo, os investigadores constataram, pela primeira vez, que o resveratrol diminuía a expressão de mediadores pró-inflamatórios nas células epiteliais das vias aéreas e nos pulmões dos ratinhos através do aumento de uma molécula (MyD88) que funciona como regulador negativo das vias de sinalização inflamatória.

Os investigadores também verificaram que o resveratrol tinha efeitos anti-inflamatórios após a infeção pelo Haemophilus influenzae, o que sugere o seu potencial terapêutico e portanto um copito de tinto diariamente pode ajudar ou, ao menos, é mais uma desculpa! rs Lógico que, no caso de gente que tenha alguma doença do tipo é sempre bom trocar umas ideias com seu médico e nunca colocar o pé na jaca, mas não deixa de ser mais uma boa notícia já que vinho tinto possui boas doses de Resveratrol. Vinho é saúde e cada vez isso fica mais comprovado. Para ler a matéria completa, clique aqui no site do Banco da Saúde.

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