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Uruguai – Dominio Cassis, uma agradável surpresa

                Recentemente tive uma agradável surpresa ao participar da apresentação de uma vinícola recém chegada ao País. Pioneira, de uma região de colinas, próximo a La Pedrera e La Paloma ao norte de Punta Del Este e a cerca de 250kms de Montevideo, denominada Rochas. Foi nesta região de solo pedregoso, baixa fertilidade, pouca chuva e boa drenagem, que o enólogo Juan Ferreri se uniu a Carlos Tomasi para, em 1999, plantarem o primeiro vinhedo e a base do que é hoje a Bodega Domínio Cassis. Distante apenas 10 kms do do Atlântico, se beneficiam das brisas marinhas constantes, para amenizar temperaturas refrescando as noites e ajudando na manutenção da saúde do vinhedo que tem manejo orgânico.  Aqui se plantaram mudas de cepas com clones especialmente estudadas, selecionadas e totalmente adequadas ao tipo de solo existente na área. Resultado, um mix de parreirais de Cabernet Franc, Tannat, Cabernet Sauvignon e Syrah.

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             Seus vinhos são muito bem elaborados, com um claro projeto de qualidade no lugar de quantidade, o que se vem comprovar na boca ao provar seus saborosos e diferenciados vinhos. A primeira coisa que se pensa ao ser convidado para degustar vinhos Uruguaios, é que se vai provar basicamente Tannat e o tradicional corte de Tannat/Merlot,varietais de Cabernet Sauvignon, Petit Verdot ou Syrah, um Torrontés enfim, variações dessa linha de tendência. Pois bem, eis que nos deparamos com a primeira grata surpresa desta degustação. A criativa diversificação de cortes e o uso forte da Cabernet Franc na elaboração dos vinhos desta vinícola e, mesmo quando nos deparamos com um Tannat, não é aquela mesmice a que estamos habituados a provar. A segunda surpresa se deve á qualidade provada nos vinhos que comento abaixo e a terceira, que a meu ver é a cereja no chantilly, a estratégia comercial adequada com uma politica de preços sensata e adequada. Vão longe estes nossos amigos, mas vamos aos vinhos!

              De entrada, temos o Eclipse 2006 (12.8º), vinho elaborado com 100% de Cabernet Franc vinificado pela Bodega Tomasi, elaborado com as uvas retiradas da parte mais baixa do vinhedo. Sem barrica e baixa filtragem, é um vinho simples, mas muito interessante com aromas de frutos negros e algo de tostado que se comprova na boca. Vinho bem equilibrado com uma acidez média para baixa, taninos doces e um pouco curto. Vinho básico que entrega muito mais do que os previstos R$17,00 a que deverá estar sendo vendido nas lojas.

              O segundo vinho provado foi o Recuerdo 2005 (13º), um criativo corte de Tannat (50%), Cabernet Franc (47%) e Syrah (3%) com seis meses de barrica produzido com as uvas da região intermediária do vinhedo. No nariz, o primeiro impacto olfativo é meio alcoólico, porém rápidamente dissipado na taça quando sobressai um frutado agradável, sem exageros, com toques de chocolate provavelmente advindos do tempo em barrica. Na boca, não se sente em nada o álcool  que está muito bem integrado e equilibrado, acidez um pouco baixa, persistência média, redondo, formando um conjunto saboroso de se tomar e fácil de agradar. Por cerca de R$23,00, pode variar de loja para loja, é campeão.

                O terceiro vinho foi o Oceánico 2005 (13.5º), um corte de Tannat (50%), Cabernet Franc (40%), Cabernet Sauvignon (6%) e Syrah (4%) elaborado com as uvas mais nobres da parte mais alta das colinas do vinhedo. Sem filtragem e sem clareamento, o vinho é negro opaco e brilhante de corpo médio para encorpado. Taninos finos, acidez muito boa, aromas e sabores complexos, boa persistência, um vinho de muito boa qualidade que entusiasma. Ainda um pouco jovem, certamente evoluirá bem por mais um ou dois anos. Por apenas R$39 a 40,00 é uma verdadeira pechincha, para comprar de caixa! Certamente o campeão da noite no quesito custo X beneficio.

               Para finalizar, um belíssimo vinho, o Abraxas 2002 (13.8º) um 100% Tannat com 18 meses de barrica Francesa de primeiro uso, elaborado com o que de melhor o vinhedo produz e que, somente em ótimas safras será engarrafado. Por enquanto é a uncia Safra disponível.  É um vinho suntuoso, negro, tinge a taça e precisa respirar. Ao final de uma hora de decanter e taça, ainda estava se abrindo, é vinho para alguns anos de guarda, apesar que já pronto para beber, e que valerá a pena conferir em mais um ou dois anos pois terá muito a evoluir ainda. Muito harmônico, taninos finos ainda firmes, aromas complexos, fresco, encorpado, elegante, realmente um vinho do qual se orgulhar e com características diferentes dos outros Tannats 100% que já tomei. Brisa marinha? Solo? É o famoso Terroir em plena atividade! Somente 600 garrafas foram produzidas nesta excelente safra e o preço condiz com tanto requinte e complexidade, em torno de R$120,00. No Portal dos Vinhos, o preço está com uma promoção especial de lançamento, R$95,00, e vale cada gota! Um boa compra a este preço e, como existem poucas garrafas disponiveis, não dá para bobear. Vinho de grande personalidade.

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               São vinhos que me agradaram bastante e que recomendo. Um jeito diferente de fazer vinho, fugindo da obviedade e de modernismos, com preços adequados que podemos pagar. Decididamente não são vinhos comuns. A boa parte da linha de produtos da Dominio Cassis, está disponível na excelente Portal dos Vinhos e na eclética BR Bebidas. Veja endereço e telefone em “Onde Comprar”

Argentina – Regiões & Uvas

               Retomando a sequência de análise do universo dos vinhos por país, falaremos um pouco da produção de vinhos na Argentina e, em separado em Tomei e Recomendo, sugestões de algumas boas opções desses vinhos que provei e aprovei. Na sequência, virá um post com as Boas Compras de vinhos Argentinos, um projeto em conjunto com diversas lojas. Tudo durante esta semana de 10 a 17 de Fevereiro.

                 Estamos diante de um claro exemplo de que a necessidade é a mãe da invenção. Quinto maior produtor mundial, a Argentina até 1990, tinha um consumo interno per capita anual, ao redor de algo como 90 litros estando hoje, por volta de 32 litros. O consumo, todavia, segue sendo um dos maiores, se não o maior, per capita fora da Europa. Esse alto consumo sem qualquer exigência de qualidade resultava em vinhos de baixa qualidade a preços baixos. Com a crise que atingiu o país, as vendas despencaram e os produtores se viram forçados a buscar o mercado internacional que tinha um outro nível de exigência. Somente após este momento, é que a Argentina realmente iniciou um projeto de desenvolvimento sustentável, de longo prazo, na industria de vinhos finos e os vinhos ganharam qualidade. Com muito investimento local, e especialmente internacional, a industria galgou degraus rapidamente em uma verdadeira revolução vinícola, com importante participação de Catena Zapata, produzindo vinho com boa qualidade média a preços competitivos. Neste sentido, a principal região vinícola do País, Mendoza, se tornou uma Babel com enorme participação de produtores e capital Francês, Espanhol, Chileno, Português, Americano, Holandês, Italiano, Americano e Austríaco.

             Suas exportações aumentaram em mais de 20 vezes e está, hoje, disputando palmo a palmo com o Chile, a primazia de ser o maior exportador de vinhos para o Brasil, disponibilizando produtos de todo o tipo, qualidade e preço. Em 1992, somente 1% da produção era exportada enquanto hoje esse porcentual está beirando os 20 a 23%. São vinhos, fundamentalmente, produzidos em altas altitudes, acima de 850 metros até 2000 metros, em regiões quentes e semi-árida com pouquíssima chuva (quase desértica) com irrigação sendo efetuada com águas captadas nos Andes. Estas características geram vinhos com tendência a grande concentração de fruta, alto teor alcoólico e baixa acidez, provocando em muitos casos, a necessidade de acidificação do vinho. Com o decorrer do tempo e necessidade de buscar novas terras com preços mais baixos e estudo de terroirs para determinados tipos de cepas, as fronteiras de Mendoza foram ultrapassadas e hoje se produzem vinhos de ótima qualidade em diversas outras regiões da Argentina, com uma diversidade de altitudes e climas como, por exemplo, na Patagônia.

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Principais regiões de produção de vinhos finos:

  • Mendoza, com os principais distritos sendo – Lugan de Cuyo (sub-regiões de Agrelo/Pedriel e Vistalba), Maipu, San Rafael e Vale do Uco (sub-regiões deTupungato e San Carlos). Responsável por cerca de 65% (já foi 80%) de todo o vinho produzido na Argentina e 80% de tudo o que é exportado.
  • Salta, com destaque para a sub-região de Cafayate e de vinhedos plantados em alturas muito altas, acima de 1.600 metros.
  • San Juan
  • La Rioja
  • Patagônia com destaque para as sub-regiões de Neuquen e Rio Negro, região mais Austral do mundo produzindo vinhos. É daqui que estão saindo alguns dos melhores vinhos elaborados com as uvas Pinot Noir e Sauvignon Blanc, cepas que gostam do frio.

Principais uvas:

  • Brancas: Chardonnay, Torrontés com especial ênfase nas regiões de Salta e La Rioja, Chenin Blanc e Sauvignon Blanc.
  • Tintas: Malbec, Cabernet Sauvignon, Merlot, Tempranillo, Bonarda e, em uma menor participação mas em evolução, Pinot Noir e Syrah.

                A Malbec é a mais emblemática das cepas Argentinas e originária da região de Bordeaux na França onde, fundamentalmente, é usada como assemblage (corte) na elaboração de vinhos de grande categoria e reconhecimento internacional. Aqui, ela superou suas origens e ganhou caráter e personalidade próprias, sendo muito usada como varietal e como corte em grandes vinhos. Geram vinhos de grande concentração de frutas, acidez moderada e taninos aveludados. No entanto, não é só de Malbec que se faz a reputação dos vinhos Argentinos. O Cabernet Sauvignon tem lugar de destaque, a Tempranillo se acomodou muito bem na região e já produz vinhos muito bons, sem contar a Bonarda que começa a produzir vinhos de excelente qualidade. A Merlot ainda tem poucos rótulos de qualidade e a Pinot Noir e Syrah começam a produzir vinhos de qualidade em várias faixas de preço. Nos brancos; a Torrontés gera vinhos excelentes nas regiões de Salta e La Rioja, a Chardonnay gera vários bons vinhos dignos de serem provados enquanto que, a Sauvignon Blanc, só agora começa a mostrar produtos de qualidade, em sua maioria produzidos nas regiões mais frias. São um total de cerca de 1200 vinícolas das quais, aproximadamente, 900 situadas na região de Mendoza.

                Na minha opinião, até em função das benesses tarifárias do Mercosul, é daqui que sai o real vinho do dia-a-dia. Vem muita coisa ruim de baixo preço, mas deixe de lado o preconceito de que vinho barato é ruim e, surpreenda-se. Existem boas exceções à regra e podem-se tomar vinhos bem razoáveis, bem feitos e agradáveis, já a partir de R$13,00 dependendo do local de compra. Em Tomei e Recomendo, post em separado a ser publicado concomitantemente com a distribuição do jornal por volta de dia 15, listo algumas dessas boas opções pessoalmente testadas e aprovadas. São vinhos de boa, para muito boa qualidade, em sua faixa de preço especifica e rótulos que, não só provei, como voltei a comprar e tomar.  Com grande diversidade de cepas, cortes e varietais a oferecer, sem duvida alguma, os vinhos da Argentina, assim como os Portugueses, são os que entregam o melhor custo X beneficio e nos fornecem os verdadeiros vinhos do dia-a-dia, mas vão além, presenteando-nos com outros belíssimos vinhos em diversas faixas de preço e algumas obras de arte, verdadeiros néctares de primeira grandeza.

           Importante lembrar que as legislações, tanto Argentina quanto Chilena, permitem um porcentual grande de participação de outras uvas num vinho varietal. Por exemplo, quando você compra um Cabernet Sauvignon, você poderá ter 10 ou 15% de Merlot ou Malbec ou, ainda Carmenére  de corte. O verdadeiro varietal é aquele com 100% da uva mencionada no rótulo. Nos restantes, a empresa pode até declarar o varietal, mas você poderá estar tomando um vinho de corte que muda, radicalmente, os sabores e paleta aromática do vinho.

Marco Luigi Reserva da Familia Brut 2005

               Se é para tomar espumante e o bolso está recheado, sem duvida a escolha é por Champagne, mas  grana estando curta, vou de espumante nacional, um belo Chandon Excellence. Se ainda não dá, ia de Marson Brut que sempre foi um dos meus preferidos. Digo ia porque não vou mais, apesar de ser uma ótima opção. Neste ultimo fim de semana tive o prazer de reunir parte da família, o carnaval atrapalhou, para celebrar o 30º aniversário de minha filha e de meus jovens, mas bem vividos, 53. Brindamos com um espumante Marco Luigi Brut, Reserva da Família, safra 2005. Uma beleza, pena que eu só tinha uma garrafa pois era para tomar várias, tamanho o entusiasmo do pessoal!! A partir de agora será visita constante em minha adega e um dos meus preferidos.

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  • Produtor – Marco Luigi
  • Região – Vale dos Vinhedos, Bento Gonçalves.
  • País – Brasil
  • Composição uvas – Corte de Chardonnay, Pinot Noir e Merlot
  • Detalhes Produção – Método Champenoise, fermentado na garrafa.
  • Teor de álcool – 12º
  • Safra – 2005
  • Preço médio – R$35,00
  • I.S.P. $ smile1602.gifsmile1602.gifsmile1602.gif

               Eu que já era fã declarado do Moscatel deles, que considero o numero 1 do Brasil, e do espumante Brut Tradicional, me encantei com este Reserva da Família de apenas 3.000 garrafas produzidas. Muito bom, com bastante frescor, boa acidez, seco, mas sem exageros e sem qualquer amargor final do jeito que gosto dos espumantes. No nariz, aromas de mel, amêndoas e algum brioche bem típico de um espumante elaborado com Chardonnay e Pinot Noir pelo método Champenoise. Na boca, é longo e confirma tudo isto com algun toque, do que me pareceu, abacaxi fresco maduro tudo  em perfeita harmonia e equilíbrio. Boa espuma, cremoso, perlage fina, abundante e persistente num conjunto de grande elegância. O surpreendente corte com Merlot, gosto dessa ousadia em inovar, lhe dá um caráter próprio e único. Um espumante nacional de primeiríssima linha que tomei e recomendo a todos os amigos do Falando de Vinhos.  Para consumir a uma temperatura entre 6 e 8%.  Mais um belo produto que a Marco Luigi nos trás.

Salute e kanimambo.

Vinhos de Portugal – Importação

                Terceiro maior exportador para o Brasil, Portugal vem aumentando seu volume de exportação para o Brasil, a taxas de crescimento muito acima da média. Vejamos, de acordo com dados colhidos no site Winexperts e Folha on-line, em 2006 as venda ao Brasil já tinha aumentado 30% em comparação com 2005 e agora, em 2007 aumentaram 25% sobre 2006, chegando a um total de cerca de USD23,5 milhões referente a 6,6 milhões de litros. Este números, significam, em valor, uma participação de 15% do mercado, só superados pela Argentina (22%) e Chile (30%). Uma performance que deve ser enaltecida já que, inclusive, conseguiu superar a exportação de vinhos Italianos em valor. Ou seja, apesar de quase 3 milhões de litros a mais exportados, a Itália fica em quarto lugar porcentual no que se refere a preço, importante plus que demonstra grande capacidade mercadológica dos “players” nesse processo de comercialização. Isto, competindo com os já acima citados mais; França, Espanha, Uruguai, Alemanha, EUA, Austrália, Nova Zelandia, África do Sul ou seja, a nata dos produtores internacionais.

              Todo este enorme sucesso se deve, fundamentalmente, à ação das diversas importadoras, mídia e, em especial, dos órgãos oficiais de promoção do vinho Português no Brasil, neste caso a Viniportugal e Icep. Cada importador tem hoje, sua cota de representações de produtores Portugueses, sem contar as diversas empresas especializadas, num processo iniciado pelos pioneiros Srs. Manuel da Portuscale e Emidio da Vinhos Seleto. Há muito por onde escolher, seja nas importadoras exclusivas como; Lusitana de Vinhos, Adega Alentejana, Qualimpor, Casa Aragão, Vinhas do Douro, Almeida Garret como em outras importadoras que trazem vinhos de um mix grande de países, como Casa Flora, Mistral, Wine Company, Expand, Zahil, D’olivino, Épice e Barrinhas entre muitas outras.

               O incrível disto tudo, é que as importantes revistas que falam de vinho, seguem chegando aqui, um mercado consumidor importante e “ligado” no vinho Português, haja visto a grande quantidade de “page views” em meu post sobre Portugal assim como aumento de consumo, com um mínimo de três meses de atraso para assinantes e cinco meses nas bancas. Pasmem, comprei ontem a mais recente edição da Revista de Vinhos disponível nas bancas. A edição 213 de AGOSTO de 2007! Gente, vamos acordar para a vida?!

Chose de loque!! Quarts de Chaume de Domaine des Baumard.

               Dia 16 de Janeiro de 2008 é uma data que, definitivamente, se tornou um marco em minha educação enófila. Uma data a ser convenientemente evocada. Foi uma noite de degustação de vinhos brancos da região do Loire, França, que ocorreu na ABS (Associação Brasileira de Sommeliers) com vinhos da Mistral, e que confirmou uma opinião que tenho, existem vinhos que não pedem avaliação, pedem reflexão!

             O vinho foi o Quarts de Chaume 2003, um vinho doce, branco, elaborado com a uva Chenin Blanc e produzido pelo Domaine des Baumard que alguém, não me lembro quem, na hora denominou como “Pura Poesia”. Difícil falar sobre este vinho depois de tão acertada, curta e certeira definição. Não é um prazer tomar este néctar, é um êxtase! Super fresco, aromas de compota, manga, toques de mel e frutas cítricas algum caramelo, bala toffee ou aquelas de leite da Kopenhagen, como alguém lembrou no evento. Muito equilibrado, longo, harmonia total entre álcool e acidez, ótima mineralidade, uma grande complexidade que o torna um vinho inesquecível. Dizem ser vinho para 15 a 20 anos de guarda, eu tomo todas agora, está delicioso! Em 15 anos o vinho deve se abrir nos aromas e, provavelmente, perder boa parte do frescor e mineralidade de hoje. Na verdade, vira um outro vinho, igualmente extraordinário assim dizem, mas um outro vinho despertando outras e diferentes emoções. Um vinho de sobremesa? Acho que não. A meu ver, ele É a sobremesa e um crime seria colocar algo para acompanhar, pois ele é, ao mesmo tempo, protagonista e coadjuvante. Antes, tomamos um ótimo Vouvray do Domaines Huët que, ficou ofuscado pelo brilho deste maravilhoso Quarts de Chaume.

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               Cheguei em casa tarde, pensando em comer algo já que estava com fome. Parei na cozinha com a porta da geladeira entreaberta, ainda sentindo aquele gostinho do vinho na boca, e pensei; se como algo agora acabo com esta sensação. Não comi foi nada! Sentei-me ao computador e escrevi estas linhas enquanto ainda sentia os aromas e sabores desta preciosidade, curtindo as sensações ainda vivas em minha boca e minha mente. Tudo isto, no entanto, tem um preço. Na Mistral o preço desta boa safra, o 2000 está mais barato e também deve ser excelente, está em USD125 o que daria hoje, algo em torno de R$225,00. Não é para qualquer um, mas se comparado com os preços no exterior, o preço não está ruim não. É que é um vinho excepcional mesmo, e isto tem seu custo. Do meu lado, ou melhor, na minha frente estava o Presidente da ABS e expert em vinhos, Arthur de Azevedo, que nos deu uma dica, que o Coteaux du Layon, do mesmo produtor, é também excelente, mesmo que não no mesmo nível, e com um preço bem mais acessível. O dinheiro nem sempre dá, mas acho que merecemos, de vez em quando, nos autopremiarmos com um presentinho destes. Vi o Coteaux de Layon Carte D’Or 2004 (WS92) no catálogo da Mistral por algo em torno de USD36,50 , a meia garrafa está por USD23,30, o que acho que já dá para bancar e sentir um pouco deste gostinho e destas sensações, ou seriam emoções? Vou provar o Coteaux e depois comento.

                Quarts de Chaume 2003,  Mon Dieu, que vinho! Depois de tomar um vinho como este, nossa educação enófila dá um pulo de qualidade enorme e, muitas das coisas sobre as quais tinha questionamentos, começam a fazer sentido. Certamente, uma obra de arte em forma de vinho, uma poesia na taça, um elixir divino que tem que ser apreciado, ao menos uma vez na vida.

Villa Francioni – Joaquim

               Nesta ultima semana tive o agradável prazer de provar, no Portal dos Vinhos, o vinho Joaquim, produzido pela Villa Francioni vinícola de Santa Catarina. Mais uma prova de que os investimentos em terra, vinhedos e tecnologia, feitos nos últimos anos pelos produtores Brasileiros vêm obtendo sucesso e dando resultados positivos. Existe ainda, muita coisa por ser feita, mas o Brasil já mostra condições de produzir bons vinhos tintos além dos muito bons espumantes. Não diria que este vinho é tudo o que a critica especializada vem enaltecendo, mas é um vinho de qualidade indiscutível que não faz feio vis-à-vis a concorrência de nossos “hermanos” Argentinos,Uruguaios e Chilenos de gama média boa.   

            O problema é que, quando se comparam preços, a concorrência, inclusive Portuguesa e Espanhola, apresenta produtos bem mais interessantes por valores iguais ou inferiores. Na minha opinião, um equivoco da maioria dos produtores nacionais para quem, basta algumas boas avaliações, para já salgarem os preços. Creio que a melhor forma de valorizar e promover a qualidade dos vinhos Brasileiros é, exatamente, a de tornar esses vinhos moderadamente acessíveis. De qualquer forma, falemos do vinho, já que é este o principal objetivo deste blog.

  •  Produtor – Villa Francioni.
  •  Região – Santa Catarina, sub-região de São Joaquim no planalto Catarinense.
  • País – Brasil.
  • Composição uvas – Corte de Cabernet Sauvignon com Merlot.
  • Detalhes Produção – 10 meses de barrica de carvalho Francês.
  • Teor de álcool – 13.6º.
  • Safra – 2005.
  • Preço médio em Jan./08 – R$62,00

             Foi um vinho que me satisfez. Gostei, mesmo não atendendo ás expectativas criadas por tanta promoção e criticas positivas. Este é o problema do marketing excessivo, a tendência é criar expectativas além das possíveis de atender e, ai, o efeito é inverso. Muito boa paleta de aromas com frutas vermelhas e algo herbáceo finalizando com uns aromas tostados após um tempo na taça. Na boca não apresentou a mesma exuberância que no nariz, mas achei um vinho bem equilibrado, com taninos finos bem posicionados e aveludados, de corpo médio para encorpado, acidez adequada e sem excessos de álcool, o que é um fator importante a se ter em conta nos dias de hoje. Demonstrou bastante elegância e boa persistência num conjunto que agrada bastante. Uma pena o preço, se estivesse ao redor de uns R$40,00 certamente seria uma presença constante em minha mesa. smile160.gifsmile160.gifsmile160.gif

Dois Tintos Divinos – Reguengos Garrafeira dos Sócios e Angelica Zapata Alta Malbec

                   Para inveja (boa) de minhas amigas Sandra, Regina e, especialmente a Juliana, que adoram este vinho, o Angelica Zapata Alta Malbec 2003, foi o vinho de minha ceia de reveillon.  Calma meninas, ainda existem mais de 300 dias neste ano para tomar outras garrafas!

 

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Bem, ainda prefiro o 2002 que acho um pouco superior, mas, por outro lado, acho que este Angelica merece mais um ano de garrafa apesar de já estar pronto. Catena Zapata em todo o seu esplendor, um dos grandes vinhos Argentinos. Segue sendo um vinho delicioso, muito bem estruturado, encorpado, saboroso, taninos finos, bem aromático e persistente. Nesta noite, escoltou um cordeiro com risoto de rucula com enorme fidalguia. Incomodou-me, um pouco, o alto teor alcoólico de 14,5º que acho um pouco exagerado. Aliás, este tema merece uma matéria especial sobre o qual me debruçarei muito em breve. Está, no entanto, muito bem equilibrado e não se sente ao tomar, porém na terceira taça ………. Mesmo assim, um belíssimo vinho que vale cada centavo pago e, na promoção da Casa Palla a R$78,00 é um custo X beneficio impressionante.

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                   Animado pela ótima ceia, e pela companhia, reuni o restante da família para um agradável churrasco neste primeiro dia de Janeiro. Adoro estar rodeado da família, o dia estava lindo e, para abrir o churrasco, um espumante Moscatel Marco Luigi para despertar e aguçar as papilas gustativas. Super fresco, uma delicia como sempre só, peninha, que lá se foram as ultimas duas garrafas e o verão só começando. Há que repor o estoque rapidamente! Para acompanhar o churrasco, chuleta e picanha, um divino Garrafeira dos Sócios Reguengos 2000, da região do Alentejo, Portugal.

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Um pujante e elegante vinho Alentejano com caráter e personalidade, elaborado com as uvas Aragonês, Trincadeira e Castelão.  Cor grená e, mesmo não sendo exuberante , possui boa complexidade aromática, com leves toques florais. Encorpado, mas ao mesmo tempo com uma suavidade impressionante. Com seus 13.5º de álcool, é um perfeito equilíbrio de sabores,  aromas, acidez, álcool e taninos que enche a boca de prazer. Literalmente, um vinho redondo, sem arestas. Um vinho que se orgulha de ser Alentejano e não se dobra a modernismos. Um grande e aveludado vinho, de pouco marketing, que deixa muitos famosos no chinelo. Não é de agora que conheço este vinho e é, sempre, como visitar a casa de um velho e querido amigo, confiável e afável. Daqueles vinhos em que você fica na duvida se pede, mais uma taça ou mais uma garrafa! Um dos meus favoritos, disponível na casa Santa Luzia, ou na Vinhos Seleto por cerca de R$78,00, um ótimo preço pela satisfação e qualidade que você leva para casa. Comecei muito bem o ano, inclusive no que se refere a assuntos etílicos! Ah, ia-me esquecendo, o churrasco estava muito do bom!!

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Endereços e Telefones para contato, encontre na seção “ONDE COMPRAR”

Los Cardos

              É, era muito bom para ser verdade (post de Dez. 13)! Cava Cristalino por R$19,90  foi um engano, durou um dia e depois sumiu. Bem, mas a promoção de Los Cardos no Pão de Açucar, é vero! Paga-se R$29,90 e, ao comprar duas, leva-se a terceira garrafa grátis o que significa R$19,90 cada e, neste caso, não tem para ninguém. Fiquei de comentar a compra na próxima coluna mas ai achei que ficava tarde e decidi antecipar para que os amigos possam ter a oportunidade de aproveitar a promoção antes que termine.                                   

            O Malbec 2006, é um vinho muito aromático, frutas do bosque, fresco, com boa intensidade, redondo com grande equilibrio, boa acidez e taninos finos. Jovem mas já pronto a tomar. Na boca repete os aromas com algun toque herbáceo e algo de especiarias. Muito bom, com bastante tipicidade da cepa, é um vinho de leve para médio corpo que certamente agradará à grande maioria.  Para esta época do ano quando a variedade de pratos é muito grande, creio que é um vinho que harmonizará fácil com quase tudo. Eu vou aproveitar e comprar mais, difícil encontrar esta qualidade por este preço!  Um desses belíssimos vinhos que supera expectativas e nos enche de prazer.  $ smile1602.gifsmile1602.gifsmile1602.gifdancsmile1.gif

            O Cabernet Sauvignon 2006, como de esperar, é um vinho mais encorpado. De um vermelho granada, aromas de fruta madura, ameixa. Na boca, boa persistência, um leve apimentado e, ao final, se sente um pouco o álcool de 14º. Mais uma vez reflete bem a tipicidade da cepa, num conjunto agradável mas de acidez um pouco abaixo do que me agrada, mas que não prejudica o todo. Taninos presentes, mas finos e elegantes ainda levemente adstringente. Pronto para beber, mas acho que o vinho se beneficiará bastante com mais uns seis meses de guarda quando deve “arredondar”(os puristas vão me matar) mais. Belo vinho que, por esse preço, é uma verdadeira pechincha. Deverá harmonizar bem com carnes de sabores e/ou temperos mais fortes. Só faltou aquele algo mais ….smile1602.gifsmile1602.gifsmile1602.gif

                 Não tomei o Sauvignon Blanc, mas pelo que li é uma boa opção de qualidade na área dos vinhos brancos.

Espanha – Regiões & Uvas

mapa-espanha-wince.jpgSão 53 diferentes regiões vinícolas com Denominação de Origem Controlada (DOC), sendo as principais e mais conhecidas: as tradicionais Rioja e Ribera Del Duero; a Galicia, nos brancos da uva Albariño e da região de Rias Baixas, assim como Jumilla, Navarra, Penedès, Bierzo, Cigales, Toro, Rueda, Yecla, Castilla, Priorat e Monsant.

              Sua uva símbolo é a Tempranillo, mas também são importantes a Garnacha, Carignan, Monastrel, Graciano, Mazuelo e as tradicionais Cabernet Sauvignon e Merlot, normalmente usadas em cortes. No branco, a Albariño é a rainha, mas também se trabalha bem a Verdejo, a Viura, a Xarel-lo e a Macabeo, dependendo da região produtora.       

               Apesar de encontrarmos algumas boas opções de vinhos Espanhóis a bons preços, o garimpo já se torna mais difícil do que em Portugal e na Argentina, pois os preços começam num patamar de R$25,00, tendo que se garimpar bastante. São, no entanto, vinhos diferenciados e com personalidade, que valem ser conhecidos.

                Dividem-se principalmente em quatro denominações, com algumas variações, dependendo da região de produção: Os vinhos Jovens ou Sin Crianza, que são pouco envelhecidos, para consumo mais imediato e colocados no mercado em um ou dois anos após a colheita; o Crianza, que tem no mínimo dois anos de envelhecimento; o Reserva que possui no mínimo três anos de envelhecimento e, o Gran Reserva, com o mínimo de cinco anos e que são, tradicionalmente, vinhos de guarda.

                 Os melhores, no entanto, são bastante caros. Dos vinhos brancos existem alguns muito bons rótulos no mercado, em especial os de uva Albariño, produzidos na região de Rias Baixas na Galícia, mas, como não os provei, me abstenho de comentá-los ou fazer qualquer recomendação. Em algum momento no futuro, farei um trabalho especifico de garimpo com vinhos brancos e compartilharei com vocês o resultado

Vinhos de Portugal – Edição de Outubro/07

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Até R$30 – Da região do Douro temos o Vila Régia, o Quinta do Cachão, Flor de Crasto e o Charamba  que já apresentam uma certa complexidade de sabores e aromas. São vinhos equilibrados com taninos suaves, álcool controlado e bem harmônicos. Ainda nesta faixa de preços, provem também o sempre eclético e confiável Piriquita e o Barão do Sul, tintos da região de Terras do Sado e os Monsaraz, Convento da Vila, Villa Romanu, Terras de Pias, Tinto da Talha e o Alcatruz, todos da região do Alentejo. Da Estremadura o Fonte das Moças e o Cerejeiras assim como o Quinta de Cabriz e o Aliança Reserva da região do Dão. São vinhos para o dia-a-dia, mas que tem aquele algo mais que os diferencia de outros vinhos nesta faixa de preço. Podem ser tomados acompanhando uma pizza ou pratos de carne menos condimentados. Acompanham muito bem um churrasco, filé á Parmegiana ou uma macarronada de Domingo. Já nos brancos eis algumas dicas bem interessantes; um vinho verde bem elaborado e já com uma certa complexidade mostrando muitas qualidades; o Quinta da Aveleda, um corte de uvas Trajadura, Alvarinho e Loureiro que tomei acompanhando lulas grelhadas na manteiga  e que casou muitíssimo bem, o Dom Bastos branco, um vinho verde leve e muito agradável para bebericar com os amigos numa tarde de verão, ou o Barão do Sul branco que é um corte de Fernão Pires com Moscatel que acompanha bem comida em especial um frango ou um peru à Califórnia, assim como peixes diversos. 

De R$ 30 a 60

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Aqui os vinhos começam a ganhar complexidade e já existem rótulos muito bons a serem considerados. Uma barbada é o belíssimo e conceituado Altano 2004/05, os pouco conhecidos Brunhedas 2003 e Tavedo 2004 ou ainda o Duas Quintas, vinhos muito saborosos da Região do Douro. Do Alentejo o Marquês de Borba 2004/05 um clássico vinho da região, bem frutado e equilibrado fácil de beber, o Chaminé, o E.A., o Herdade Paço do Conde, o Herdade São Miguel, e o sempre tradicional Monte Velho. Ainda do Alentejo, mas um pouco mais potentes, o Don Rafael tinto e o Meia Pipa 2004/05. O Quinta da Cortezia Touriga Nacional 2004 da região da Estremadura, um belíssimo vinho bem típico desta cepa Portuguesa que começa a ganhar o mundo, e ainda o Cunha Martins Reserva e Quinta da Ponte Pedrinha, ambos da região do Dão, que são vinhos suaves e elegantes fáceis de se gostar. Nesta faixa de preços, existem também vinhos brancos muito interessantes que valem ser provados. Provem um Muros Antigos 2005/06 vinho da região de Monção no Norte de Portugal, berço do vinho verde, elaborado com 100% da uva autóctone Loureiro. Uma delicia, fresco com bastante mineralidade ótimo para se tomar com peixe, uma caldeirada, peixe grelhado ou ao forno, divino com frutos do mar ou sozinho como aperitivo, uma maravilha! Um pouco mais seco e elaborado o Dom Rafael branco, corte de uvas Antão Vaz e Arinto, um vinho de qualidade com boa acidez, próprio para acompanhar uma moqueca ou outros pratos de peixe mais fortes e condimentados.   

 De R$60 a R$100

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Nesta faixa de preços a coisa começa a ficar bem séria. Não só porque o valor já começa a pesar bem mais no bolso, mas também pela extensa lista de vinhos de ótima qualidade disponíveis no mercado. Na faixa mais baixa de preços deste segmento, recomendo um vinho do Alentejo muito bom e talvez o campeão custo X beneficio desta faixa, o Herdade dos Pinheiros Reserva 2003, mas existem muitos outros de excelente qualidade. Do mesmo Alentejo o Reguengos Garrafeira dos Sócios 2001 uma mescla de potencia com elegância em um vinho de grande complexidade de sabores e aromas, o Borba Touriga Nacional um belo exemplar desta variedade de uva e um verdadeiro néctar ou os Vila Santa, Cartuxa Colheita, Esporão Reserva, Altano Reserva, Dom Martinho, Casa de Sabicos e os; D´Avillez e Cortes de Cima, dois vinhos inebriantes e inesquecíveis que valem cada tostão gasto. Da região do Douro o Prazo de Roriz, Altano Reserva, Quinta do Crasto, Meandro, Três Bagos ou o excelente Casa Burmester Reserva. Experimente também o Fonte das Moças Reserva ou o Quinta da Chocapalha tinto, ambos da região da Estremadura ou, das Terras do Sado, o Só Touriga Nacional um verdadeiro néctar, aromas florais um grande exemplo desta casta, e o tradicional Quinta da Bacalhôa. Do Dão o Terra Paz Reserva, 2003 de encher a boca. Daqueles vinhos redondos, saborosos com uma enorme persistência na boca, uma maravilha.  Nos Brancos experimentem os encantadores vinhos feitos da uva Alvarinho como um Soalheiro ou um Muros de Melgaço ou ainda um Deu la Deu preferencialmente da Safra de 2006 ou o eterno e celebrado Esporão Reserva branco. Se fossem Franceses ou Italianos, estes vinhos, tanto tintos como brancos, não sairiam por menos do dobro do preço, provavelmente bem mais.

 Acima de R$100,00 

 

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 Agora, tem dinheiro sobrando? Quer adentrar a excelência dos vinhos Portugueses e sorver alguns dos melhores néctares do País? Bem então aqui vão algumas dicas de excepcionais vinhos com preços, idem, que vão de R$100 a 150, 200, 400, e subindo dependendo do rótulo e da safra. Nem todos tomei, mas todos são unanimidade.

Do Alentejo – Tapada dos Coelheiros, T de Terrugem, Quinta do Carmo Reserva, Quinta do Mouchão, Esporão Private Selection Garrafeira, Quinta do Mouro, Incógnito, Vale do Ancho Reserva, Cortes de Cima Reserva, D´Avillez Garrafeira, Marquês de Borba Reserva, Herdade do Grous Reserva e o mais tradicional de todos, o Pêra Manca.


Do Douro – Redoma, Batuta, Meruge a elegância em pessoa, Calabriga uma delicia, Quinta da Leda, Chryseia que é um dos melhores vinhos que já tomei, Duas Quintas Reserva, Gouvyas Vinhas Velhas, Quinta Vale do Meão, Quinta do Vale Dona Maria, Passadouro, Quinta da Gaivosa, Quinta Vale da Raposa Grande Escolha, Evel Grande Escolha, Quinta das Tecedeiras Reserva, Pintas, Quinta do Crasto Vinha da Fonte e o Touriga Nacional, um pouco menos salgado o ótimo Vinhas Velhas, assim como o, mais que clássico, Barca Velha.

 

Da Bairrada – De Luis Pato o Vinha Pan, Vinha Barrosa e o caríssimo Pé Franco, De Campolargo o Vinha da Costa, Campolargo, Diga? e o Calda Bordolesa. Também o Sidônio de Souza, vinho encorpado, denso com taninos robustos mas de grande qualidade, um vinho para decantar por uns 30 minutos, o Quinta da Dona e o Quinta de Baixo Garrafeira entre outros.

 

Do Dão – Quinta da Pellada tinto e o Touriga Nacional, Santar Vinhas do Contador, Quinta de Cabriz Four C, Pape e o Quinta dos Roques Dão Reserva um vinho de longa guarda e grande elegância.

De outras regiões – Quinta do Monte d´Oiro Reserva, Aurius e o Leo D’ Honor Grande Escolha. 

giesta-rose-wince.jpgRosés – Para fechar nossas dicas sobre os vinhos de Portugal, um Rosé encantador feito de uva Touriga Nacional. Por cerca de R$25,00 tome um Quinta da Giesta como aperitivo ou acompanhando um peito de peru. Um vinho diferenciado, alegre e festivo.   

 Dos Rosés que já provei ultimamente, é o melhor custo beneficio que encontrei. Um must em minha adega e mais ainda agora que chegamos na primavera e os dias se encontram mais quentes, o verão chegando. Prove também o Vale da Torre na mesma faixa de preço, um vinho bastante sedutor.

Quer gastar um pouco mais e tomar um Rosé, na minha opinião, extraordinário? Prove o Herdade dos Pinheiros Rosé, sublime!