Países & Produtos

Me Dei Bem, Muuuiiiiito Bem!

È, não é sempre que a gente tem o prazer de só tomar belos vinhos durante a semana que, neste caso, foi de dez dias! Realmente me dei bem, os vinhos tomados me encheram de prazer e satisfação e tenho que compartilhar esse prazer com os amigos de Falando de Vinhos.

 

  • Quinta de Giesta Rosé 2006, lá se foi minha última garrafa e, lamentavelmente, a Lusitana não trará mais este vinho. Uma delícia refrescante elaborada com Touriga Nacional, a emblemática cepa Portuguesa que nos presenteia com aromas inesquecíveis de flores do campo e frutas vermelhas frescas, framboesas, morangos. Cor linda meio rosa puxando para salmão escuro, macio na boca com toques acentuados de groselha, levemente adocicado, mas seco. Normalmente um belo aperitivo, este acompanhou divinamente um lombo de porco agridoce. Vai deixar saudades e, quem achar por aí, pode comprar. É satisfação garantida. Já tenho dois candidatos a substituir esta preciosidade, Fausto Rosé de Merlot e o Goats do Roam Sul Africano. O preço deve estar por volta de R$30,00. $
  • Melipal Malbec 2005, tinha dado um tempo nos Malbecs e voltei em grande estilo. O vinho estava absolutamente redondo, com taninos finos e aveludados, carnoso, médio corpo, boa textura, muito equilibrado e um longo, macio e saboroso final de boca com alguma mineralidade. Num nariz de média intensidade, a tipicidade da Malbec com boa fruta, e nuances de especiarias. Um vinho literalmente suculento por cerca de R$53,00 na Wine Company ,que é quem importa os vinhos desta Bodega relativamente nova no mercado. Certamente um vinho que, também pelo preço,  voltará a freqüentar minha mesa muito em breve. Belo e imperdível exemplar de Malbec $
  • Bouza Tannat/Merlot 2006, um vinho que é um porto seguro e, na minha opinião, um dos melhores Tannat/Merlot do mercado. Começamos o almoço de Dia dos Pais com esta garrafa que um amigo me trouxe do Uruguai, mas que é trazida pela Decanter, e não podia haver início melhor. Com uma pequena produção de somente 14.000 garrafas e 9 meses de barrica, é um vinho extremamente agradável de bouquet complexo em que aparecem frutas silvestres, algo de baunilha. De corpo médio, apresenta a exuberância do Tannat Uruguaio devidamente temperado com a maciez do Merlot, muito harmônico e redondo com taninos doces e muito saboroso. Na Decanter, que traz toda a boa linha da Bodega Bouza, por cerca de R$74,00.
  • Duas Quintas Reserva 2001, um grande vinho do Douro elaborado com cerca de 70% de Touriga Nacional, um bom sinal, e Tinta Barroca passando seis meses em pipas de carvalho novo e dois anos descansando na adega. Divino! Este foi meu segundo vinho do almoço de Dia dos Pais, e me deixou nas nuvens. Tirei-o da adega, tinha trazido de uma viagem, e confirmou todas as impressões de um 99 que tinha tomado há uns dois anos. Um vinho que encanta no nariz, em que aparece uma fruta bem dosada com toques florais que encantam, e se confirma na boca com nuances de baunilha em grande elegância,com taninos redondos, fruta madura, bom frescor, final de boca aveludada, saborosa e longa persistência. Se existe um vinho sedutor, este é certamente um desses belos e fabulosos exemplares que literalmente encanta quem o toma. Não sei o preço, mas deve rondar os R$200,00 e a importadora é a Épice.
  • Quinta Nova LBV 2003, o ápice de meu almoço e um Graaande LBV! Já estava aberto há uns três ou quatro dias e matamos a metade que sobrara. Talvez o Vinho do Porto mais próximo de um Vintage, que eu já tenha tomado. Perfeitamente equilibrado, denso, rico, cremoso, amplo, absolutamente redondo com taninos macios e aveludados, bom frescor e muito, mas muito saboroso. Na cor e no nariz mostra boa intensidade com forte presença de fruta vermelha madura e nuances de chocolate muito bem harmonizado. Um LBV de primeiríssima, cativante e encantador! Na Vinea Store por R$122,00 e vale cada gota do doce néctar! 

A partir de amanhã, se iniciam os posts de Boas Compras disponibilizadas por nossos parceiros. Bas dicas para aproveitar com seu pai, neste mês especial de Dia dos Pais. Salute e kanimambo.

 

 Endereços e Telefones para contato, encontre na seção “ONDE COMPRAR”

Porto Vintage

               Há algumas semanas, trouxe uma matéria da Hora de Baco, da Rádio e Televisão de Portugal (RTP), sobre os vinhos do Porto Tawny. Agora, o top dos Vinhos do Porto que é o Vintage, um vinho de celebração que, em minha opinião, ou se toma nos primeiros dois ou três anos de engarrafamento ou melhor será desfrutá-lo após uns dez e até vinte, trinta, cinquenta anos, ou mais, dependendo do produtor e da safra. Junto com os Tawnies com Indicação de Idade, duas maravilhas a serem desfrutadas. Para variar, mais uma verdadeira aula do pessoal da Hora de Baco. Bom proveito.

[youtube=http://youtube.com/watch?v=XHEmxLZVUAI]

Para dicas de alguns destes maravilhosos néctares disponíveis no mercado Brasileiro, acesse  Tomei e Recomendo  Vinhos do Porto e delicie-se! Salute, kanimambo e bom fim de semana.

Recheando a Adega com Vinhos Franceses

 

     Dentre todos os vinhos provados no mês e relacionados ao país sob estudo, separarei aqueles rótulos que foram os meus preferidos e que seriam minha escolha para colocar em minha adega de 45 garrafas, não levando em conta vinhos de valor superior a R$150,00, apesar de muito prazerosos, pois isso seria muito fácil sem contar que o custo total iria às alturas! Nestes últimos dois meses de Junho e Julho, viajei virtualmente por terras Francesas, conheci diversas regiões e suas uvas e  provei um monte de vinhos muito saborosos, de muita qualidade e preços muito interessantes com, alguns, achados maravilhosos que comprovam, mais uma vez, que há vida enófila fora dos grandes e caros vinhos! Os preços são uma indicação podendo variar, mas servem como parâmetro. Onde comprar são importadores, de qualquer estado, mas estando em São Paulo, não deixe de pesquisar nas lojas de nossos parceiros listados em Onde Comprar.

 

Rótulo

Região

Safra

Onde Comprar

Preço R$

Tipo

Cuvée Marie-Paule Bordeaux Superieure

Bordeaux

2003

Casa Flora

69,00

Tinto

Haut Badon Grand Cru

Bordeaux

St. Emilion

2003

Mistral

74,00

Tinto

Belle-Garde

Bordeaux

2005

Nova Fazendinha

56,00

Tinto

Chateau Jalousie Bordeaux Superieure

Bordeaux

2004

Expand

78,00

Tinto

Chateau Les Granges

Bordeaux

Haut-Médoc

2004

Zahil

75,00

Tinto

Rocher Calon

Bordeaux

2005

Expand

68,00

Tinto

Graves de Peyroutas –  Grand Cru

Bordeaux St. Emilion

2004

Nova Fazendinha 

70,00

Tinto

Chartron La Fleur

Bordeaux

2006

Mistral

37,00

Branco

Chateau Peyruchet

Bordeaux

2006

Expand

39,90

Branco

Cuvée Marie Gabrielle

Languedoc Roussillon

2003

Expand

75,00

Tinto

Domaine du Ministre

Languedoc St. Chinian

2004

Zahil

59,00

Tinto

Le Loup dans la Bergerie

Languedoc Pic St. Loup

2006

De la Croix

38,00

Tinto

Granoupiac Rouge

Languedoc

2003

Vinea Store

84,00

Tinto

A D’Aussiére Rouge

Languedoc Corbiéres

2004

Mistral

57,00

Tinto

Canon du Marechal

Languedoc

2006

Expand

48,00

Tinto

Travers de Marceau

Languedoc

St. Chinian

2006

De la Croix

48,00

Tinto

Cuvée des Ardoises

Languedoc

2004

Zahil

65,00

Tinto

Les Fumées Blanche – Lurton

Languedoc

2007

Zahil

41,00

Branco

Cheverny Le Vieux Clos

Loire

2006

Decanter

63,70

Branco

Vouvray – Guy Saget

Loire

2006

Mistral

44,00

Branco

Fournier Sauvignon Blanc

Loire

2004

Expand

55,00

Branco

Vouvray Sec Le Haut – Huët

Loire

2005

Mistral

97,00

Branco

Mademoiselle T

Pouilly Fumé

Loire 

2005

Decanter

99,00

Branco

Baumard Coteaux du Layon

Loire

2004

Mistral

60,00

Branco Doce

Baumard Quarts de Chaume

Loire

2000

Mistral

146,00

Branco Doce

Chablis Premier Cru – Dom. Race

Borgonha Chablis

2005

Nova Fazendinha 

80,00

Branco

Chablis Albert Bichot – Long-Depaquit

Borgonha Chablis

2005

Expand

98,00

Branco

Aligoté de Bouzeron

Borgonha Bouzeron

2005

Expand

138,00

Branco

Pinot Noir La Vignée – Bouchard Pére et Fils

Borgonha

2006

Grand Cru Granja Viana

77,00

Tinto

Olivier Leflaive Bourgogne Pinot

Borgonha

2005

Wine Premium

85,00

Tinto

Croix Jacquelet Rouge  Joseph Faiveley

Borgonha Mercurey

2005

Mistral

75,00

Tinto

Albert Bichot Pinot Noir Vieilles Vignes

Borgonha

2005

Expand

68,00

Tinto

Hautes Cote de Baune – Clos de la Perriére

Borgonha

2005

Nova Fazendinha 

76,00

Tinto

Hautes Cote de Nuits – Philippe Bouchard

Borgonha

2005

Vinea Store

133,00

Tinto

Couvent des Jacobins Rouge Louis Jadot

Borgonha

2006

Mistral

87,00

Tinto

Morgon Dom. La Bêche

Borgonha

Beaujolais

2005

Nova Fazendinha 

47,00

Tinto

Saint Esteves D’Uchaux

Cotes-du-Rhône

2005

Zahil

43,00

Tinto

Les Chevrefeuilles

Cotes-du-Rhône

2005

De la Croix

48,00

Tinto

Belleruche Rouge

Cotes-du-Rhône

2005

Mistral

46,00

Tinto

Cotes du Rhône Village Renjarde

Cotes-du-Rhône

2004

Nova Fazendinha 

55,00

Tinto

Saint Joseph Deschants Rouge

Cotes-du-Rhône

2004

Mistral

75,00

Tinto

Rasteau Village Dom. Soumade

Cotes-du-Rhône

2005

Zahil

96,00

Tinto

Crozes-Hermitage Alain Graillot

Cotes-du-Rhône

2005

Mistral

107,00

Tinto

Cotes du Rhône Philippe Bouchard

Cotes-du-Rhône

2006

 

Vinea Store

64,00

Tinto

Cremant de Bourgogne Brut Reserve Bailly- Lapierre

Borgonha

 

Nova Fazendinha 

64,00

Espu-

mante

Montar esta adega de vinhos Franceses, apesar do enorme trabalho de garimpo e dos belíssimos vinhos encontrados, verdadeiros achados nesse emaranhado de rótulos existentes no mercado, não saiu barato, ficou em algo próximo a R$3.200,00. Bem, montar uma adega de 45 vinhos, de qualquer origem, não é uma coisa de baixo custo de qualquer forma. A meu ver, todavia, uma média de preços de cerca de R$70,00 a unidade, com a diversidade de produtos e regiões assim como a qualidade encontrada nesta lista, parece-me bastante bom levando-se em conta de que falamos da França. Lógico que existem diversos outros rótulos no mercado que poderiam estar aqui, mas lembro de que esta lista é baseada nos vinhos provados nesses dois meses e tive o cuidado de tentar manter uma média de preço razoavelmente módica. Por outro lado, usando os rótulos aqui listados, dá para brincar legal e adequar o número de garrafas e os rótulos que estiverem mais de acordo com seu gosto, seu bolso e o tamanho de sua adega!

Dia dos Pais já foi, mas acho que vou começar uma campanha nacional de “Faça seu Pai Feliz”, quem sabe algum filho, de bolso cheio, já não começa a pensar no Natal?! Aproveite e compre uma caixa de Grand Theatre Bordeaux 2005 (Wine Premium) disponível em diversas lojas e supermercados, por cerca de R$27,00, ou ainda o Chateaux La Croix du Duc 2005 (Expand) por R$39,00 ótimos para o dia a dia. É isso meus amigos, na minha opinião uma bela coleção de bons vinhos para você usufruir com calma, sendo que a grande maioria eu já comentei nos diversos posts publicados em Tomei e Recomendo e Boas Compras. Salute e kanimambo.

 

 

 

Cartagena Chardonnay & Fondue

       Faz uns dez dias que tive o prazer de fazer uma experiência interessante. Pela primeira vez, apesar das diversas sugestões anteriormente recebidas, optei por um vinho branco para acompanhar meu Fondue de queijo em vez de meu tradicional tinto novo e de baixos taninos. Para ser sincero, estava um pouco preocupado quando abri o vinho escolhido, o Cartagena Chardonnay  2002. Preocupado em função de tomar um Chardonnay Chileno com já um bom par de anos nas costas, porém foi uma grata surpresa.

      O vinho casou muito bem com o queijo do Fondue, criando uma harmonização muito saborosa e diferente do que estava acostumado. Não que o tradicional tinto seja ruim, não é não e eu gosto muito, porém os sabores se complementaram melhor formando uma sinergia muito especial. Um Riesling ou um Chardonnay maduro abrandam a acidez láctica do queijo realçando sua textura cremosa, de acordo com o Cordon Bleu, e a prática confirma isso. Bem, comentarei o vinho logo abaixo, mas para sintetizar, quando me dei conta, não tinha nem vinho nem Fondue e a foto é prova disso! Harmonização muito próxima da perfeição e, certamente, muito prazerosa.

  • Produtor – Casa Marin
  • Importador – Vinea Store (tel. 11. 3059.5205)
  • Região –  Vale de Casablanca
  • País – Chile
  • Composição uvas – Chardonnay
  • Detalhes Produção – 30% do vinho passa por Carvalho Francês.
  • Teor de álcool – 13,5º.
  • Safra – 2002.
  • Preço aproximado em Agosto/08 – R$74,00
  • I.S.P –     

Quanto ao vinho, se tivese que usar uma  única frase para o definir, difícil seria usar outra que não a que a própira Adriana (diretora da Vinea) usou ao descrevê-lo como “praticamente uma mulher de 40, madura e em sua  plenitude”. O vinho ganhou uma complexidade muito interessante, é cremoso de corpo médio, balanceado, boa persistência com um final de boca meio cítrico com toques de baunilha. Maduro, tudo no lugar, sem arestas, intenso, um bom vinho que está no ponto para ser tomado. Não sei se envelhecerá com qualidade por muito mais tempo, mas quem o tomar este ano, certamente usufruirá de grande satisfação. Opcionalmente ao Fondue, que ainda temos muito tempo para curtir, vejo este vinho escoltando com galhardia um belo prato de  curry de frango com maçã ou, eventualmente, talvez um filé de pescada cambuco com creme de espinafre. Valem as tentativas!

Salute e kanimambo.

Harmonizando com Pizzato no Moto Café!

Aproveitando que o tema de hoje é vinho Brasileiro, uma noticia que dou com o maior gosto! É de gente amiga, lutadora, que aprendi a gostar muito e a respeitar por sua incansável capacidade de ultrapassar dificuldades, de dar a volta por cima, de persistir na luta por tempos melhores. Na próxima Quinta-feira (14/08), será inaugurado o espaço “Moto Café”.  Um misto de bar e restaurante, oferecendo um cardápio cuidadosamente selecionado que será harmonizado com os vinhos da PIZZATO Vinhas & Vinhos. Veja só o cardápio escolhido especialmente para esta ocasião:

 

Entrada

Bruschettas clássicas – tomate e manjericão

 Fausto Merlot

 

Salada

Queijo fetta grelhado com cebola caramelizada sobre cama de folhas verdes

 Fausto Cabernet Sauvignon

 

Prato Principal

Risotto de abóbora com leite de coco

Peito de frango recheado envolto em bacon

Pizzato Reserva Cabernet Sauvignon

 

Sobremesa

Panacotta com morangos em calda

Pizzato Espumante Brut

 

Moto Café – Avenida Sertório, 727, Porto Alegre

Data: 14 de Agosto a partir das 20h

Preço: R$ 45,00/pessoa ou R$ 82,00 /casal

Reservas com Bia 8418-9845 ou Helô 9335-7707

 

Importante, também, o fato dos preços serem bem acessíveis sem contar o aspecto, essencial a estabelecimentos deste tipo, da simpatia da Helô e da Giovana. Nesta noite, o enólogo Flavio Pizzato estará presente para um bate-papo informal. Para finalizar, um mimo especial, os vinhos da Pizzato adquiridos durante o jantar, terão um desconto especial. Eu, lamentavelmente, não poderei estar presente, mas convoco os amigos de Porto Alegre e região, a ligarem já para reservarem sua mesa.

Salute, um brinde especial com esse delicioso Pizzato Brut. Ao sucesso, à amizade, à saúde, aos momentos especiais que a vida nos proporciona!

Dia dos Pais com Vinhos Brasileiros

              Chamaram-me para dar um toque de que, em meu post de ontem com as dicas de vinhos para o Dia dos Pais, apesar de mencionar “assim como bons rótulos de nossa vinicultura”, não listei foi nada! Vero, bobiei baixo a ressaca de dois dias de Decanter Wine Show! Sorry, copiei mal, colei pior ainda e o texto sobre vinhos do Brasil não foi postado. Nada que não se possa corrigir com um post específico.

 

Do Brasil – Disponíveis nas diversas boas lojas e alguns bons supermercados com alas especiais para adegas bem elaboradas, encontramos vinhos de muito boa qualidade. Para quem ainda tem preconceitos, acho que está na hora da dar uma chance a si mesmo, a vinicultura Brasileira evoluiu, muitíssimo na última meia dúzia de anos. Procure alguns destes bons rótulos abaixo, a maioria Merlot. Dizem que talvez seja a grande cepa Brasileira, eu gosto muito e recomendo aos amigos.

Dentro os grandes Merlots, o Terroir (Miolo), Desejo (Salton), Vilaggio Grando Merlot e o Storia (Valduga) todos em torno de R$70, mais ou menos R$10,00. Abrindo um parênteses nesta lista, a Pizzato está vindo com um vinho top, ainda por lançar, que tive oportunidade de conhecer na Expovinis. Ainda não tem nome, mas assim que saia eu prometo divulgar, pelo que provei, é um vinhaço. Um outro Merlot que me encanta, já o comentei aqui, é o Marco Luigi Reserva da Família, um vinho muito saboroso e de boa complexidade, por apenas R$35,00 e, ainda, o Salton Volpi, Pizzato Reserva e o Don Abel Premium por preço ao redor de R$25,00. Alguns cortes muito bons como  o Lote 43 (Miolo) um corte de Cabernet Sauvignon e Merlot, que é o topo de linha desta vinícola por cerca de R$82,00, o Talento (Salton) um corte de Cabernet Sauvignon. Merlot e Tannat, um vinho muito harmônico, cheio, rico, muito agradável por cerca de R$55,00, com este mesmo corte mas com porcentuais diferentes,o Don Laurindo Assemblage por cerca de R$38,00 e o Concentus (Pizzato) muito equilibrado, redondo de taninos finos e boa acidez com um final de boca de média persistência por cerca de R$33,00. Mas tem mais, o Quinta do Seival Castas Portuguesas (Miolo) por cerca R$50,00 e o Assemblage 30 anos (Dal Pizzol) um corte de Cabernet Sauvignon, Merlot e Ancellotta no mesmo nível de preços.

Outros bons rótulos que acho que dão bons presentes por sua qualidade e preços módicos são; Marson Cabernet Sauvignon Gran Reserva por cerca de R$55,00, um belo vinho de muito boa estrutura, harmônico de taninos macios e saboroso final de boca, o Don Candido Marselan 4ª Geração é um vinho único, diferente, de corpo médio, intenso por cerca de R$43,00, o Cordilheira de Santa’Ana Tannat por cerca de R$46,00 é um vinho surpreendente produzido na região com esta cepa típica do Uruguai, que mostra grande potencial na região da Campanha Gaúcha próximo da fronteira. Também muito interessantes são; o Touriga Nacional (Dal Pizzol) com bastante tipicidade da cepa, mas com características diferenciadas decorrentes do terroir de Bento Gonçalves por cerca de R$35,00. Um outro Cabernet Sauvignon de grandes qualidades é o Larentis Reserva Especial, assim como o Ancellotta que são vinhos muito evoluídos, cada um com seu estilo, mas de muito boa qualidade por cerca de R$38,00 e o, recém chegado, Alicante Bouchet Reserva da Pizzato que é um vinho encorpado, que precisa de tempo, mas já demonstra grandes qualidades por cerca de R$35,00, sendo o Egiodola uma outra opção muito interessante.

Aproveite e abra um belo espumante nacional antes do almoço com seu pai. Dentre eles alguns mais caros como o Chandon Excellence, Millessime, Valduga 130 e outros como o Salton Evidence, Dal Pizzol Brut e Rosé, Pizzato Brut, Marco Luigi reserva da Família Brut 05, Cave Geisse, Don Candido e Marson Brut assim como o Prosecco da Valduga, que é um dos melhores do País, não se arrependerão! Se a sobremesa for um mil folhas ou algo de morango com chantilly, não se acanhe e vá de Marco Luigi Espumante Moscatel, divino e sómente R$25,00, ou cerca disso. Ainda preciso aprender muito sobre os vinhos Brasileiros, com matéria especifica programada para Outubro, mas os que já conheço são de um nível médio de qualidade muito bom, algumas vezes pecando por preços altos demais é verdade, mas vinhos que não mais podemos colocar de lado, pois são uma realidade incontestável.

Salute e Kanimambo. Feliz Dia dos Pais per Tutti!

Região Vinícola de Cotes-du-Rhône

              Com este post, termino o detalhamento das regiões Francesas objetos de estudos e pesquisa neste mês de Julho. Esta região, que alguns chamam, pela tradução ao Português, de Ródano, é marcada por extremos. O Norte (região setentrional) é frio, repleto de morros rochosos, uma massa de granito e xisto com vinhedos encravados em suas encostas. Nesta região do norte, florescem, quase que exclusivamente, as cepas Syrah e Viognier. O sul (região meridional), por outro lado, é quente e formado por planícies cercadas de montanhas, sendo responsável por cerca de 90% dos 80.000 hectares de vinhas plantadas em toda a região de Cotes-du-Rhône. Afora Syrah, no Sul plantam-se, principalmente as; Grenache, Mourvédre e Cinsaut. No total, são cerca de 6000 vinhedos nas mãos de aproximadamente 2100 produtores, cooperativas, negociants e associações. Mais detalhes poderão, também, ser encontrados em meu post anterior sobre a França.

            Cerca de oitenta e cinco por cento dos vinhedos da Cotes-du-Rhône, estão divididas entre 12 principais AOCs mais as denominaçãoes Cotes-du-Rhône e Cotes-du-Rhône Village. Ao Norte as principais são Cote-Rotie, Hermitage, Cornas, St. Joseph, Crozes-Hermitage e Condrieu. Já ao Sul, encontramos Chateauneuf-du-Pape, Gigondas, Vaqueyras, Tavel, Lirac e Cotes do Ventoux. Vejamos um pouco melhor estas denominações:

  • Cotes-du-Rhône é uma denominação genérica representando praticamente 53% da produção total. Pode ser produzido em qualquer parte da região desde que sejam cumpridas as especificações da AOC que, neste caso, determinam que nos tintos seja usado um mínimo de 40% da cepa Grenache. São cerca de 171 comunas com 40.000 hectares de vinhedos gerando vinhos muito interessantes, que devem ser tomados jovens, entre três a quatro anos de vida.
  • Cotes-du-Rhône Village, somente um total de 96 comunas estão autorizadas a ostentar esta denominação, mas só 19 podem acrescentar seu nome à denominação. Entre as mais importantes estão Rasteau, Beaumes-de-Venise e Cairanne. São cerca de 9600 hectares de vinhas plantadas representando cerca de 9% da produção total da região. Aqui encontramos alguns vinhos de grande qualidade, que ganham com um pouco mais de guarda estando melhores se tomados entre três a quatro anos podendo, nos melhores casos, envelhecer por mais uns três ou quatro. A AOC determina que um mínimo de 50% de Grenache deverá ser usado no corte.
  • Cote-Rotie – com cerca de 2.9% da produção, encontra-se localizado no norte do Rhône, produzindo um vinho único, elaborado com um corte de mínimo 80% de Syrah e um máximo de 20% de Viognier uma cepa que, originalmente, é usada na produção de vinhos brancos.  Os melhores vinhedos estão nas escarpas conhecidas como; Cote-Blonde, de vinhos mais elegantes e aveludados, e Cote-Brune, com vinhos mais austeros de maior guarda. Em alguns casos podemos encontrar a inscrição Cote-Rotie Brune-Blonde, indicando um corte com uvas de ambas as regiões. São vinhos que, quando jovens, são encorpados e algo duros, porém quando envelhecem, sete a oito anos, se tornam vinhos sedutores, aveludados e plenos de finesse. Por isso, são cobiçados no mundo inteiro e, consequentemente, caros.
  • Condrieu – com apenas 0,15% da produção total, é uma região onde se elaboram praticamente só vinhos brancos à base de Viognier. São vinhos encorpados, de buquê intenso para serem tomados jovens. Os poucos tintos são perfumados e muito elegantes.
  • Saint Joseph – produz cerca de 1,2% dos vinhos da região, basicamente tintos à base de Syrah. Vinhos de muito boa qualidade, aromáticos, de boa estrutura, densos e elegantes. Prontos para beber após uns dois anos da safra e podendo durar quatro, cinco ou seis anos dependendo do produtor.
  • Hermitage – uma das mais nobres e pequenas AOCs , se restrigindo a uma colina com cerca de 140 hectares de vinhedos, mas terroirs muito diversos. Vinhos potentes, longevos que começam a apurar, de acordo com Saul Galvão, após o 10º ano. Elaborado com Syrah, se permite o corte com até 15% das uvas brancas Marsanne ou Roussanne embora, na prática, seja pouco usada. Responde por apenas 0,15% da produção.
  • Crozes-Hermitage – terras planas em volta das colinas de Hermitage. Respondendo por 1.8% da produção da região, é uma opção aos caros vinhos de Hermitage.  Quase
  • Cornas – finalizando as principais AOCs do norte do Rhône, onde a Syrah é rainha e atinge seu apogeu. Com somente 0,12% da produção do Rhône, esta appelattion produz vinhos modernos, de boa intensidade de fruta, caráter longevo e de grande concentração. Elaborados exclusivamente com Syrah, são vinhos viris, que necessitam de tempo para apurar, pelo menos uns seis a sete anos.

  • Gigondas – já no Sul do Rhône onde começam a brilhar outras cepas. Quase que só vinhos tintos de assemblage, firmes e longevos, elaborados com um corte de Grenache (principal com até 80%)e Mourvédre e Syrah (minímo de 15%) necessitando de um mínimo de quatro a cinco anos para apurarem. Existe uma pequena produção de Rosé. A produção total atinge cerca de 1.19% da produção da região.
  • Vaqueyras – mais vinhos tintos de assemblage em que a Grenache segue sendo a principal protagonista junto com Mourvédre e Syrah. Os tintos são responsáveis por 97% da produção, 1% de rosé e 2% de brancos. Os tintos são complexos, encorpados para serem consumidos entre quatro a seis anos. A região é responsável pela produção de 1.4% do total do Rhône.
  • Chateauneuf-du-Pape – o vinho mais importante e prestigiado do Sul do Rhône, respondendo por cerca de 3% da produção. Muito prestigiado e de grande conceito, são vinhos de grande complexidade, ricos, cor intensa, aromáticos, poderosos, de teor de álcool alto (a appelattion é a mais seca da região) e longevos devendo ser tomados após o quarto ou quinto ano e podendo, os melhores, evoluir até uns 10/12 anos ou mais. Na sua composição podem ser usadas até 13 cepas, mas dificilmente um produtor as têm todas em seus vinhedos. A legislação não determina porcentuais mínimos ou máximos por cepa e, cada produtor tem sua receita. Isto gera uma qualidade muito irregular e estilos variados de vinhos, também em função da diversidade de terroirs. Os mais leves e menos conceituados, podem ser tomados mais jovens entre dois a três anos e não devem envelhecer muito. O alto relevo das armas Papais nas garrafas, costuma ser uma boa indicação de qualidade. As principais uvas usadas, uma mistura de cepas tintas e brancas, são; Grenache, Syrah, Cinsaut, Mourvédre, Counoise, Clairette, Bourbolenc, Roussane, Picpoul, Vaccarèse, Muscardim, Terret Noir e Picardan. Apesar de 97% da produção ser de tintos, vem crescendo a de branco que, dizem, ser muito bom devendo ser tomado jovem.
  • Tavel – com cerca de 1,15% da produção da região, quase que exclusivamente terra de vinho rosé. Produzido das principais uvas da região mais Carignan, é conhecido como o Rei dos Rosés.
  • Lirac – região de produção de brancos, rosés e tintos elaborados com a maioria das uvas da região. Os tintos são frutados e elegantes, necessitando de uns quatro anos para apurarem. Representa cerca de 0,62% da produção da região.
  • Cotes du Ventoux – a mais recente denominação da região, está localizada ao redor do Mont Ventoux, com 1900 metros de altitude, com vinhas incrustadas em até 500 metros nas suas encostas. É uma região bem mais fria, com amplitudes térmicas maiores, gerando vinhos frescos, frutados e de boa acidez porém não muito longevos. O melhor, consumir estes vinhos no máximo entre cinco a seis anos. São quase 6000 hectares plantados com as principais uvas da região mais Carignan que não pode ultrapassar 30% do corte. Aqui se produzem tintos, brancos e algo de rosé, perfazendo cerca de 8.7% da produção total do Rhône.

Das diversas denominações das Cotes-du-Rhône, saem alguns vinhos ícones da produção Francesa com preços fora do alcance da maioria. É, todavia, daqui que também saem alguns dos grandes achados de vinhos Franceses que cabem em nosso bolso. Na minha opinião, é por aqui que ainda podemos nos esbaldar em alguns ótimos vinhos Franceses sem perder as calças no processo, nem fazer grandes rombos no bolso. Cotes-du-Rhône, Languedoc-Roussillon e Loire são três regiões que merecem ser exploradas por seus sabores, seus aromas e seus preços. Dizem que a Provence também está nesse nível, mas como quase nada conheço da região, a não ser por um ou outro gostoso rosé, não me aventurarei a tecer opiniões. Próxima parada, depois do mês do Dia dos Pais, será Itália.

Salute e kanimambo.

Almoçando e Jantando em Portugal

               Pensando bem, devia ter escrito e publicado este post no inicio do mês já que poderia ter gente indo para lá nas férias. De qualquer forma, guarde para a próxima. Portugal tem uma das mais deliciosas e ricas gastronomias do mundo, com um custo comparativamente baixo. Uma boa dica para quem estiver programando uma viagem por lá, é pesquisar o blog (link aqui do lado) Krónicas, que tem sempre interessantes posts sobre o assunto. Por outro lado, tive algumas ótimas experiências ao longo dos três anos que viajei por lá a negócios, que gostaria de compartilhar com os amigos.

  • A começar por Vila Nova de Gaia, terra das caves do Vinho do Porto, um passeio imperdível com links também aqui do lado. Ali, existe um pequeno restaurante familiar, bem ao estilo das melhores tascas portuguesas. Comida, simples, saborosa e farta. Ameijoas à Bulhão Pato, Sardinhas Assadas e muitos outros acepipes e pratos da deliciosa e tradicional cozinha Portuguesa. É a Casa Adão na Av. Ramos Pinto 252, que margeia o rio e o cais.
  • No Porto, para quem quer uma excelente e requintada refeição, não pode deixar de passar no Dom Tonho. O nome é esquisito, mas a comida e serviço, são impares. Está localizado num restaurado e muito aconchegante armazém de bacalhau no Cais da Ribeira. Se puder, reserve uma mesa no andar de cima próximo á enorme janela panorâmica de onde se avista o rio Douro e o cais. Bem mais caro, sendo outra proposta, mas um lugar a ser visitado. Lá, comi um polvo assado no forno acompanhado por um Alvarinho, que foi de lamber os beiços. Isso, sem falar das entradas em que uma sardinha escabeche estava dos deuses. É caro, mas é uma experiência que deve ser vivida pelos gourmets de plantão. www.dtonho.com
  • Ainda perto do Porto, um lugar bem diferente e, ao mesmo tempo, bem característico de Portugal. É o 1715, anexo á Capela de Santo Antonio na Ribeira da Venda, construída em, em, em ……. 1715! É um pequeno vilarejo chamado Argoncilhe saindo da EN 1. O lugar é lindo e a comida, bem, esta é especial. Lá comi um dos pratos que mais me marcaram, um Javali na Púcara com Castanhas Portuguesas. Escoltado por um Quinta da Bacalhôa 1996 e com a companhia de meu bom amigo José Eduardo Oliveira, companheiro da maior parte destas experiências enogastronômicas, foi de agradecer aos Deuses, de joelhos, por terem me brindado com esse privilégio. Absolutamente divino! www.restaurante1715.com.pt   
  • Perto de Coimbra, na beira da Estrada, um dos mais tradicionais restaurantes de Portugal, o Pedro dos Leitões. Imperdível e não se esqueça de escolher um bom vinho da Bairrada para acompanhar. É bom demais!  www.pedrodosleitoes.com
  • Chegando já perto de Lisboa, em Cascais onde não me negaria a morar, um restaurante divino sobre as rochas com o mar batendo e levantando espuma. Lugar idílico e muito especial. Só pelo local, já vale a visita. Ali, um dos melhores peixes no sal que já tive oportunidade de comer, tendo como entrada uma deliciosa Sapateira. Não, não vou falar o que é uma Sapateira, só que é uma iguaria imperdível. Passear ali pela costa; em Estoril, Cascais e Gincho é um deleite para os olhos e para a alma. www.montemar.pt . Mais barato, menos sofisticado, mas igualmente delicioso, o Restaurante Mar do Inferno, também é uma ótima opção na região
  • Ainda em Cascais e estando com uma certa disponibilidade financeira que lhe permita uma estripulia, passe um fim de semana no Hotel Albatroz. Um dia você janta no Montemar e no outro aproveite o fantástico restaurante do hotel. Uma experiência para ser, preferencialmente, compartilhada com alguém muito querido. Não há palavras para descrever e, certamente, será inesquecível.
  • Em Lisboa, existem algumas dezenas de excelentes locais para se comer, alguns muito conceituados no mundo gastronômico. Eu gosto mesmo é do Caseiro. Carne de Porco à Alentejana, é mais uma daquelas estranhas iguarias Portuguesas que mistura carne de porco cortado em cubos com ameijoas, ou vongoli como o conhecemos por aqui. Estranho? Muito, mas absolutamente divino! O problema é que esse é um prato que minha tia faz à perfeição, então o páreo é duríssimo. No Caseiro, encontrei uma que faz bonito. Melhor, fica do outro lado da rua da Fábrica de Pasteis de Belém, na Rua Belém, 35. Se você começou a viagem pelo Porto e passou por todas estas experiências gastronômicas, então você termina o almoço no Caseiro e role até á Fábrica onde desfrutará da sobremesa dos Deuses, saindo do forno quentinho. Acompanhe com um cálice de Vinho do Porto. Duvido que você consiga comer um só!! Para fazer a digestão, vá, a pé, visitar o Mosteiro de Jerônimos, Torre de Belém, e todo aquele pedaço incluído-se o novo Centro Cultural.
  • Para terminar, do outro lado do rio Tejo, um restaurante especializado em peixes, de primeiríssimo nível, e uma vista deslumbrante, Lisboa. Do lado de lá do Tejo, em Almada, um restaurante que encanta pela vista maravilhosa, pela comida deliciosa e por uma carta de vinhos impecável. Restaurante Amarra ò Tejo. Não vá sem reservar, fica no Jardim do Castelo – tel. 212 730 621. Ali comi uma estupenda Açorda de Camarão seguida de uns Filetes de Peixe-galo devidamente escoltados por um vinho á base de uva Loureiro que, pelo que me lembro, foi um Quinta do Ameal. Muito bom, os preços dos vinhos são bem acessíveis, margens comportadas, e a carta é ótima. Uma maravilha!!
  • Ainda existe Évora, no Alentejo, terra de bons vinhos e ótimas comidas. No caminho, não deixe de conhecer a Quinta da Bacalhôa, ali bem pertinho de Almada. Em Évora, o famoso Fialho, o Aqueduto, Luar de Janeiro, Tasquinha do Oliveira e o Lis, estes todos recomendação de um amigo que volta e meia anda por aquelas bandas. Eu ainda preciso terminar meu aprendizado por aquelas bandas.
  • I.S.P.   e três quilos mais pesado, mas FELIZ!!!

         Gente, fiquei com fome e com saudade, já faz dois anos que por lá não ando. Chega, vou abrir uma garrafita de um bom vinho Português e relembrar os bons momentos vividos com a família e os amigos em terras de Portugal. Salute, kanimambo e Bom Apetit!

Mais Vinhos da Semana, or not ….

               Realmente não são vinhos da semana, são vinhos dos 10 dias, como o Luiz comentou, ou vinhos da quinzena, como o meu filho os chamou. Sei lá, não vem muito ao caso, são vinhos que venho tomando ultimamente e pronto. Desta vez, não tive uma semana muito feliz, não tomei nenhum vinho, por melhor que fossem, que me despertasse um grande prazer. Não daqueles que me fazem pular, querer dançar, de deixar aquele gostinho de quero mais na boca. Não sei se foram os vinhos, se fui eu que não estava na minha melhor semana, o que sei é que os vinhos ficaram aquém do esperado. Não que fossem ruins, muito pelo contrário, mas acho que, em alguns casos criamos tamanha expectativa, que os resultados acabam não chegando aos pés do esperado. Acho que também teve um pouco disso, mas vamos lá, chega de lero e falemos de vinho.

TEMPUS Cabernet Sauvignon 04, comprei em uma garrafa no WalMart por duas razões. A primeira porque a minha amiga Helô comentou em seu blog que provou um Merlot, na verdade era esse que eu queria, e que gostou muito. A outra razão, é que eu tinha tomado um Tempus Pleno, um blend, de que gostei bastante. Este Cabernet possui especiarias bem presentes, taninos equacionados, num final de boca em que surgem nuances terrosas. Não me encantou, mas dá para tomar, agora preciso provar o Merlot. No super, comprei por algo ao redor de R$17,00. 

 I.S.P

Hecula 2004 , um vinho para quem gosta de concentração, boca cheia e intensidade. É um vinho Espanhol da região de Yecla, elaborado com 100% da cepa Monastrel. Aromas ainda fechados, algo de frutas negras com nuances de tostado. Na boca é denso, encorpado, taninos ainda bem presentes e um delicioso final de boca com boa persistência. Depois da primeira taça, decantei por uns 30 minutos e o vinho cresceu muito.Vinho que pede comida, um belo leitãozinho ou um bom churrasco creio que serão excelentes parceiros. Um belo vinho que ficará melhor ainda com mais um ou dois anos de garrafa. Foi a segunda vez que o tomei, e só veio confirmar a qualidade e satisfação encontrada da primeira vez. Este eu retirei da adega, mas na Kylix está por R$62,00. 

I.S.P$ 

Salute, kanimambo e uma ótima semana para todos!
Angélica Zapata Cabernet Franc 2002, o terceiro varietal que provo desta excelente linha de produtos elaborados por Catena Zapata. Sou gamado no Malbec e no Cabernet Sauvignon, que é outro ótimo vinho, mas me desapontei um pouco com este. Talvez porque o padrão encontrado nos outros dois ser tal, que ficamos logo na expectativa de mais um blockbuster, o que ele, a meu ver, não é. Isto não quer dizer que seja um vinho desprovido de qualidades, muito pelo contrário, é um belo vinho, só não está no mesmo patamar que os outros dois, para o meu gosto sejamos claros. Os aromas são intensos, boa estrutura, acidez um pouco baixa, taninos maduros e macios, bem balanceado, e levemente apimentado no final de boca. Absolutamente pronto para beber não devendo, em minha opinião, ser guardado por muito mais tempo. Esta garrafa também saiu da adega, mas pelo que pesquisei, está por aí em torno de R$90,00.
I.S.P.
 
Marco Luigi Gran Reserva Cabernet Sauvignon 2003, mais um vinho que provo deste bom produtor nacional de quem sou fã. São diversos os rótulos provados e todos realmente muito saborosos, bem feitos, que me agradam sobre maneira. O ultimo provado foi o Reserva da Família Merlot que é um vinho encantador. Isto sem falar nos espumantes e no Conceito Tempranillo. Finalmente cheguei no top de linha, um vinho recém escolhido para a carta do Cerimonial do Planalto. Não me empolgou, não como o Merlot, o que me causou estranheza. Para o meu gosto está demasiado maduro, taninos praticamente inexistentes demonstrando um aparente envelhecimento precoce provavelmente produzido por uma guarda de má qualidade. Tenho que refazer esta prova com outra garrafa já que, neste caso, não emitirei qualquer opinião mais concreta, ou índice de satisfação, por poder incorrer em uma tremenda injustiça e tenho demasiado respeito pelo produtor, para fazer algo assim. Por outro lado, as avaliações de especialistas o dão como, realmente, um belo vinho. Voltarei com ele muito em breve! Aguardem.

 

 

 

 

 

 

 

Região Vinícola do Vale do Loire

O Vale do Loire, melhor conhecido como o Vale dos Reis ou, ainda, o Jardim da França, tendo sido designado como Patrimônio da Humanidade pela UNESCO, é uma região única repleta de castelos, cerca de mil, e paisagens deslumbrantes. É uma vasta região produtora de vinhos de cerca de 600kms ao longo do Rio Loire, o maior da França, em que os vinhos brancos exalam qualidade e excelência. São 185 mil hectares de vinhedos distribuídos, como na Borgonha, por um monte de pequenos produtores de estrutura familiar. Mas não é só de brancos que a região vive. Aqui se encontram, também, vinhos tintos, espumantes, vinhos doces, todos de muito boa qualidade. O Cremant de Loire é um espumante de grande aceitação na França, os tintos á base de Cabernet Franc, são joviais e frutados, num estilo meio Beaujolais, para serem tomados jovens e refrescados enquanto seus brancos são, efetivamente, excepcionais.

Assim como a região de Champagne, o Vale do Loire situa-se no limite de temperaturas baixas para produção de vinhos. Nos anos quentes, e variação de temperaturas (quente/frio), dá aos vinhos essa elegância e acidez cortante que tanto encanta os apreciadores. Nos anos demasiado frios, todavia, devido à falta de insolação, as uvas não amadurecem adequadamente e tendem a gerar vinhos magros e sem estrutura o que é uma grande preocupação para os produtores. Nesses anos, cresce exponencialmente, a produção de espumantes Cremant de Loire, que se beneficia dessas condições climáticas. O Cremant de Loire é elaborado pelo método tradicional, tendo a Chenin Blanc como protagonista e, como coadjuvantes, a Chardonnay e Cabernet Franc, eventualmente as uvas Gamay e Pinot, da região de Touraine e Anjou-Saumur. Uma bela, e bem mais econômica, opção aos caros Champagnes.

No total, são mais de 70 AOCs gerando vinhos dos mais diversos, mas mantendo um traço característico da região que é a boa acidez dos vinhos. A região divide-se em três ou quatro sub-regiões, dependendo do autor consultado. Eu adotei a teoria das quatro sub-regiões, Leste, Touraine, Anjou-Saumur e Paix Nantais ou Oeste por achá-la mais detalhada. Os que adotam três, na verdade, só juntam as regiões de Touraine e Anjou-Saumur em uma só.

 

 

 

Cada região produz um estilo de vinhos próprios em que uvas diferentes protagonizam produtos bem distintos, com características de envelhecimento muito peculiares. Para facilitar o entendimento, optei por colocar essas principais diferenças e informações numa tabela:

 

Sub-Região

Principais Apelações

Uvas e Estilo de Vinhos

Idade Ideal de Consumo e Características

Paix Nantais (Oeste ou Loire Atlantique)

Sévre-et-Maine, Cotes de Grand Lieu, Coteaux de la Loire.

Branco seco à base de Muscadet, não confundir com Moscatel que é doce. 

Vinhos alegres, fáceis de tomar,muitas vezes vinificados “Sur Lie”. Perfeito com frutos do mar. Para tomar jovem até dois, máximo três anos.

Touraine

Bourgueil

Tintos de Cabernet Franc eventualmente com corte de Cabernet Sauvignon.

Vinhos para serem tomados jovens, com até dois anos de idade, eventualmente três.

Chinon

Tinsos elaborados, quase que exclusivamente, com Cabernet Franc.

Dos melhores tintos da região para serem tomados entre 3 a 5 anos e, os melhores, podem envelhecer por até 10 anos.

Vouvray

Chenin Blanc, vinhos brancos secos, demi-sec e doces.

De 5 a 6 anos os mais simples e, os melhores, até 20 anos.

Anjou-Saumur

Coteaux du Layon, Bennezaux e Quarts de Chaume

Chenin Blanc, básicamente vinhos brancos doces.

Podem ser tomados jovens, mas crescem em complexidade após cinco ou seis anos podendo durar décadas. Divinos vinhos de grande qualidade e excelente relação acidez x doçura.

Savenniéres

Chenin Blanc, vinhos brancos secos, austeros, de grande frescor e complexidade.

Vinhos que necessitam de 2 a 3 anos para começar a mostrar todo o seu potencial e qualidades. Guarda por volta de 10 anos, mais nos grandes vinhos.

Rosé d’Anjou

Vinhos Rosés elaborados principalmente com Grolleau e cortes com Cabernet Franc e Gamay.

Vinhos rosados, normalmente fracos, ralos e ligeiros para serem tomados em 1 ou 2 anos de engarrafado.

Centro (ou Leste)

Sancerre

Sauvignon Blanc

Vinhos francos e diretos, muito frutados e perfumados. Para ser tomado jovem, até 2 anos, eventualmente 3, do engarrafamento.

Pouilly-Fumée

Sauvignon Blanc

Vinhos delicados de grande intensidade aromática, acidez e mineralidade. Bastante complexo na boca. Melhor se tomado entre 1 a 3 anos da safra.

Falando de Vinhos  07/2008

 

Em sendo as safras um importante fator na qualidade dos vinhos da região, como na Borgonha, achei que seria interessante listar as grandes safras a serem procuradas. Excepcionais foram as de 1996, 2002 e 2005, mas a natureza tem  sido bastante pródiga e as safras de 1994, 1995, 1997, 2000, 2001, 2003 e 2004 também foram boas. Se forem vinhos de bons produtores, então não tem erro, aproveite e delicie-se. Como exemplo, cito a diferença de preço e pontuação do Quarts de Chaume de Baumard na Mistral. A safra de 2000 com 93 pontos na Wine Spectator está por cerca de R$147,00 enquanto a de 2005 com 98 pontos está por R$230,00 e o de 2006 por R$260,00. De resto, só me resta recomendar aos amigos a navegação e garimpo por vinhos brancos desta região. São, efetivamente, vinhos de grande qualidade e sedutores que merecem ser conhecidos. Eu me encantei pelo frescor e mineralidade destes vinhos assim como por sua complexidade e intensidade aromática.

Salute e kanimambo.