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Presente Especial e um Bom Vinho Verde Para Brindar

Um presente e homenagem muito especial aos amigos, tios, tia, primos que estão longe da vista, mas sempre muito próximos do coração. Para minha saudosa mãe, apaixonada que sempre foi por essa linda cidade.

 

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Show de bola, grande encontro de dois craques do mundo da musica, Ivan Lins e Carlos do Carmo; duas culturas, duas vozes, dois estilos, uma só alegria! Imperdível.

 

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E para celebrar, nada melhor, afora um belo espumante, que brindar com um bom e fresco Vinho Verde branco. Eu vou de Muros Antigos Loureiro (Decanter) bem geladinho, só para preparar o palato para as delicias gastronômicas que virão á mesa hoje e amanhã. Para os mais saudosistas, clique aqui em baixo e curta.

 

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         Mais a ver comigo. Vinho Verde e Saudade, uma certa nostalgia que me invade o coração nesta época do ano.

 

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Trio da Concha Y Toro

Os vinhos Trio são mais um dos muitos braços da Vinícola Concha Y Toro (VCT), um dos cinco maiores grupos vinícolas do mundo e chileno por nascimento, apesar de alguns investimentos fora do páis natal. O Trio é um conceito, e um vinho que primeiro conheci nos idos de 2002/3. Àquela época, o Trio era um nome basicamente mercadológico elaborado sobre um triângulo “marqueteiro” que juntava Terroir/Enólogo/Clima sendo que, a partir de 2004, esta nova fórmula, em que é elaborado um assemblage de três cepas tendo uma sempre como protagonista e duas coadjuvantes buscando harmonia e equilíbrio, é adotada. Os vinhos são vinificados em separado e somente ao final é feito o corte definitivo com resultados realmente muito bons para um vinho que chega ao consumidor por volta dos R$37 a 45,00 dependendo do lugar e região.

emporio-0023Para comemorar e divulgar as novas safras chegando ao mercado, a Concha y Toro em conjunto com a Expand fizeram um tour pelo Brasil acompanhados do famoso chef Sumito Esteves, venezuelano de renome internacional, em especial na América Latina, que preparou uma série de pratos harmonizados com os diversos Trios apresentados. Evento de primeira e uma bela e diferenciada idéia mostrando que, afora os bons vinhos, a Concha y Toro é também muito boa de marketing. Neste evento tivemos o prazer de provar três versões do Trio, todas muito boas;

  • Trio Chardonnay 2007 – saboroso corte de Chardonnay (70%), Pinot Blanc (15%) e Pinot Grigio (15%) em que as primeiras duas passam por cerca de 10 meses de barricas e o ultimo somente em tanques inox para preservar mais a fruta e a mineralidade que aporta ao corte. Possui um nariz bastante complexo com muita fruta fresca, algo cítrico de boa intensidade. Na boca é cremoso, macio mostrando estar muito balanceado com um frescor muito agradável e um final de boca com leves nuances de abacaxi. A harmonização com um salmão, curado com sal, açúcar e cachaça por 24 horas, que recebe delicioso e suave molho holandês puxado no maracujá, foi perfeita e me agradou muito. Muita delicadeza e finesse nessa combinação bem pensada e executada com primor.
  • Trio Merlot 06 – sempre um dos meus favoritos, e não é de agora. Este, é um corte de Merlot (65%), Carmenére (25%) e Cabernet Sauvignon (15%) que realmente me encanta e, na minha opinião, é o melhor deles. No nariz, uma paleta aromática de média intensidade em que sobressaem frutas negras como amoras e ameixas abrindo-se para algo de chocolate após um tempo na taça. Entrada de boca especiada, corpo médio, boa textura, harmônico e de taninos amistosos e aveludados, redondo, muito saboroso com um final de boca algo mentolado e de boa persistência. A harmonização com uma Massa Dobrada de Cacau recheada com vários tipos de funghi, ficou bastante interessante em função dessa relação aromática do chocolate do vinho com o prato.
  • Trio Cabernet Sauvignon 06 – tendo a Cabernet Sauvignon como protagonista (70%), coadjuvada por Shiraz (15%) e Cabernet Franc (15%), é um vinho ainda um pouco fechado. Apesar da Cabernet Franc lhe trazer um pouco mais de delicadeza, a parte de Cabernet Sauvignon com o Syrah necessitam de um pouco mais de tempo para mostrar todo o seu potencial. Na boca mostra maior potência, um vinho mais denso, concentrado, de muito boa estrutura, suculento, mostrando bom equilíbrio com taninos firmes, mas finos, ainda presentes. A harmonização foi com um frango ao vinho muito bem elaborado, mas achei que foi atropelado pelo vinho. Para meu gosto, creio que este vinho precisa de uma carne mais potente para acompanhá-lo. Quando provei o prato com um resto de Merlot que tinha ficado na taça, ficou perfeito mostrando-se a melhor harmonização do evento.

Opinião: Como já mencionado, os três são bons, mas acho que, talvez até por estar mais pronto, o Merlot é o meu vinho. Por outro lado, foi uma grata surpresa o Trio Chardonnay, tanto é que já comprei para servir na ceia junto com uma salada com salmão e como aperitivo também. Ótimas opções de bons rótulos com preços muito justos e um belo achado pelo preço. Estes, tomei e recomendo sem sombra de duvidas, encaixando-se perfeitamente no conceito de “Bons Vinhos com Bons Preços”. Meus agradecimentos à Concha Y Toro, Expand e Sumito, uma personalidade muito especial e chef inventivo, por um evento muito agradável. Sem contar que a Sandra Schkolnick (Suporte Comunicação), mostrou, mais uma vez, perfeição na realização e administração do evento. Valeu!

Salute e kanimambo.

 

Ps. Uma menção honrosa pelo contra-rótulo das garrafas que demonstram bem o respeito da empresa para com o consumidor, no sentido de lhe prover com informações pertinentes e úteis. Bela idéia, que podia ser levada um passo adiante com algumas informações adicionais como provável pico de consumo e data do engarrafamento. 

 

 

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Semana de Bons Brasileiros

Degustar é uma coisa, tomar é outra e é quando você consegue, efetivamente, “sentir” o vinho em toda a sua essência. Aliás, sempre digo que degustar dá é uma vontade danada de tomar vinho! Provei diversos vinhos brasileiros nos últimos dois meses, mas estes; tomei, aproveitei e apreciei, são vinhos que me fizeram feliz. Foi uma semana de qualidade que tenho gosto em compartilhar com os amigos de Falando de Vinhos, e desafio os incrédulos a fazer esta mesma prova e depois seguir dizendo que não temos bons vinhos no Brasil.

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Cordilheira de Sant’Ana Tannat 2004 – Da Campanha Gaúcha , recebe um corte de 10% de Cabernet Sauvignon e 5% de Merlot,  passando 85% do vinho por 18 meses de madeira, tudo com o intuito de domar os potentes  taninos da casta principal. O resultado é um vinho muito interessante de uma bonita cor rubi com nuances violáceas que chama a atenção. Nariz de boa intensidade, na boca apresenta taninos firmes, mas finos e elegantes mostrando que ainda pode evoluir por mais um ou dois anos. Harmônico, equilibrado, média persistência, um dos melhores tannats nacionais que já provei. Acompanhei um churrasco e harmonizou muito bem. Preço em torno de R$46,00. I.S.P

 

Villa Francioni 2004 – Da região de São Joaquim em Santa Catarina, um ótimo corte de Cabernet Sauvignon, Merlot, Cabernet Franc e Malbec que é, certamente, o melhor vinho nacional que já provei. Um vinho bastante complexo de nariz e boca, muito rico, repleto de sabor, de muito bom volume em boca mostrando enorme equilíbrio e elegância. Seus taninos são finos, aveludados, longo, de boa estrutura e com uma personalidade muito própria que toma conta de todos os nossos sentidos nos deixando na boca aquele gostinho de quero mais. Preço por volta de R$100,00. Harmonizei este vinho com ele mesmo e dois companheiros, não precisou de mais nada. Bem, nada é forma de falar, faltou mais vinho! I.S.P 

 

 

 

Villagio Grando Cabernet Sauvignon 2006 – De Caçador, região de Santa Catarina, não é só o rótulo que é bonito não, o néctar faz páreo! Um belíssimo vinho que prima pela enorme elegância e finesse. Nariz de boa intensidade, frutado e agradável. Na boca é redondo, macio, muito saboroso e harmônico mostrando ser muito sedutor, possuir boa textura e muito boa persistência. De médio corpo, encanta ao primeiro gole e persiste até ao final, encantando a paleta gustativa no processo. Quanto mais provo vinhos deste produtor, mais me encanto. Acompanhou um lagarto assado no forno com total maestria. Preço ao redor de R$75,00. I.S.P 

 

Marco Luigi Gran Reserva Cabernet Sauvignon 2003 – Realmente a primeira garrafa provada não estava boa. Agora sim, entendo o porquê de tantos elogios a esse vinho que vem lá do Vale dos Vinhedos, realmente faz jus a tanta fama. Tem um estilo clássico, nariz de boa intensidade, taninos absolutamente domados e prontos não devendo evoluir muito mais. É elegante, característica da maior dos vinhos provados nesta semana, taninos aveludados, bom volume de boca e uma riqueza de sabores que nos faz desejar a próxima taça. Daqueles vinhos que, quando reparamos, a garrafa já está, tristemente, no fim. Vou esperar ansiosamente o 2005! Mais um que tomei solo e aproveitei até à ultima gota. Preço ao redor de R$65,00. I.S.P

 

Pizzato Reserva Eggiodola 2005 – Jovem, precisou de uns 45 minutos de decanter para começar a dizer ao que veio e falou bem. Cepa diferente, pouco usual, de origem do sudeste francês, tendo sido plantada pelos Pizzato em 1988, porém somente inciado sua vinificação como varietal a partir de 2002.  Fruta confitada, madura, algo de especiarias, vinho de grande estrutura, encorpado, boa concentração, taninos firmes mas de boa qualidade sem agressividade, final de boca longo e saboroso. Necessita de acompanhar comida mais condimentada e é, essencialmente, um vinho gastronômico. Uma carne assada com molho, ossobuco, eu gostei muito com uma massa recheada com carne de cordeiro coberta por molho ao funghi. Preço por volta dos R$37,00. I.S.P $

Mais uma Semana de Bons Vinhos

            Depois de um hiato em que mais participei de degustações do que tomei vinho, sim existe uma diferença, cá estou de volta comentando alguns bons vinhos tomados na ultima semana, ou algo parecido. Logo, logo começo a compartilhar um pouco dessas degustações, inclusive mais um excepcional vinho de reflexão que tive o privilégio de degustar, um Quinta da Bacalhôa Moscatel Roxo 97! Mas esse é outro post.

 

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Rutini Cabernet-Malbec 2005 – Sempre um porto seguro quando quero tomar um vinho de qualidade reconhecida. Não tem erro, anos após ano um vinho que me agrada sobremaneira e, pelo que entrega de prazer e satisfação, o considero um vinho de boa relação Qualidade x Preço. Possui um nariz de boa intensidade em que aparece bem a fruta vermelha madura, mas com alguns toques mais tostados e algo de baunilha. Na boca é de taninos finos, macios, corpo médio, muito equilibrado, um vinho apetecível e sem arestas que prefiro sempre tomar com uns três anos de garrafa, como este, pois fica mais redondo e amigável. Na Zahil por R$ 66,00. I.S.P   $

 

 

Vila Jusâ DOC 2003 – Mais um achado nestes meus garimpos, desta vez do Douro em Portugal. Um corte de Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Roriz e Tinta Barroca com educados 13º de álcool, possui nariz muito gostoso, convidativo, cheio de muita fruta fresca e leves toques florais. Na boca apresenta um certo frescor devido à boa acidez, é macio, redondo de médio corpo, harmônico e um final de boca muito saboroso e agradável mostrando boa persistência. Um belo vinho, que encanta, por um preço muito convidativo. Seu símbolo, um Wine Bird, pássaro que habita os vinhedos da região. Deixa um gostinho de quero mais na boca! Na Vinhos Seleto por R$42,50.

I.S.P  $ 

 

 

Domaine de Pontfrac 2006 – Um rosé de Cotes de Provence no sul da França, elaborado com Grenache, Cinsault e Carignan. De cara aquela cor muito característica e bonita dos rosés desta região, salmão bem clarinho. Nariz de boa intensidade frutado e fresco com alguns toques florais. Na boca parece que vai ………, mas não vai! Tem uma entrada de boca interessante, mas some na boca de tão curto. Gostoso, mas muito aquém do que promete. Quando acompanhou um peito de peru assado, até melhorou um pouco, mas não chega a convencer, faltou personalidade. Na BR Bebidas por R$42,00.  I.S.P

 

 

Família Bianchi Cabernet Sauvignon 2004 – Um belo vinho com aromas de fruta madura compotada, mas nada enjoativa, com algo de especiarias e um certo defumado após um tempo de taça. Médio corpo, rico e de ótimo volume de boca, apresenta uma textura de taninos aveludados e maduros balanceados por uma acidez correta, final de boca bastante longo com um retrogosto meio achocolatado.  Acompanhou uma picanha na brasa com arroz carreteiro, com grande maestria, um belo vinho. Onde comprar não sei, trouxe de lá, mas o importador é a Mr. Man e o Everson me informou que o preço de referência no mercado é de R$55,00. $

 

 

Graham´s LBV 2001 – Lamentavelmente esta foi minha ultima garrafa deste saboroso LBV. Um Porto Late Bottled Vintage de muito boa qualidade por um preço ainda camarada, em função do “congelamento” da taxa em R$1,99 por parte da Mistral. De cor Rubi escura, está muito equilibrado com deliciosos e intensos aromas de fruta madura e algo de chocolate e caramelo, macio, vibrante, saboroso, rico, denso e equilibrado num agradável e muito saboroso final de boca. Disponível na Mistral ou em lojas especializadas por cerca de R$78,00.  I.S.P  $

Salute e kanimambo.

Endereços e Telefones para contato, encontre na seção “ONDE COMPRAR”

Brasil, Regiões Produtoras – III

Para finalizar este tema e estudo sobre as regiões produtoras de vinho no Brasil, daremos uma olhada nos vinhos do Paraná e do Nordeste Brasileiro.

 

Paraná

Como de praxe neste estudo sobre o Brasil produtor de vinhos, extremamente difícil encontrar informações detalhadas sobre a região, que tem  a Dezem como expoente máximo da produção de vinhos finos. A grande maioria dos vinhos produzidos,, é de vinhos de mesa produzidas com Vitis Labrusca (uvas americanas) nas cidades de Francisco Beltrão e Colombo, dois dos principais pólos produtores. A Dezem, em Toledo, é uma das poucas vinícolas que ganharam destaque, boa qualidade e escala para expandir para diversos mercados. Recebo agora a informação, de que apareceu uma nova vinícola durante o IV Concurso Internacional de Vinhos do Brasil que apresentou vinhos interessantes produzidos em Colombo. É a Vinícola Franco Italiano com o vinho Censurato Cabernet Sauvignon Reserva 2005, devidamente comentado pela Fabiana Gonçalves em seu blog Escrivinhos (http://www.escrivinhos.com/2008/11/novos-horizontes-na-produo-de-vinhos-no.html). Da Dezem, os destaques são o Cabernet Sauvignon e o Merlot.

 

Nordeste – Vale do São Francisco

Dizia-se que, fora dos paralelos 30 a 50 no hemisfério norte e 28 a 42 no hemisfério sul, dias mais quentes e noites mais frias com boa amplitude térmica, não seria possível o cultivo de Vitis Vinífera para produção de vinhos finos. Que fora dessas duas faixas, ou seria muito quente ou demasiado frio para o cultivo adequado. Pois bem, o Brasil com esta região incrustada no paralelo 8, meio que deu um nó nesse conceito, produzindo vinhos no Nordeste. Na verdade, Vale do São Francisco, englobando parte de Pernambuco e parte da Bahia. 

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Região semi-árida, necessita de irrigação e é hoje um importante pólo produtor de uvas e frutas tropicais no Brasil. Topografia quase plana, alto grau de insolação, temperaturas altas e constantes, gerando uvas com alto grau de açúcar e produzindo mais de duas safras anuais. O interessante é que com a ausência de inverno e baixas temperaturas, as uvas não sabem que está na época de hibernar, O homem entra com a tecnologia, retirando-lhe a irrigação após a poda, “tapeando” a videira que “pensa” que é inverno. Voltando a irrigação, a planta “se sente” na primavera e inicia mais um ciclo vegetativo que, em função do clima, permite que os enólogos controlem a maturação das plantas com a irrigação e daí, as duas safras e meia pela qual a região é conhecida. Esta tecnologia aplicada a um terroir muito especifico, permite que se controle cada parcela de forma diferente, ou seja, cria-se inverno, primavera e verão (para as plantas) controladamente para cada parcela plantada podendo gerar diversas colheitas. Vejam o que disse a enóloga Marta Ágoas, da Vinibrasil (Rio Sol) ao jornal Bon Vivant“A área produtiva da propriedade está dividida em parcelas de 20 hectares. “Cada lote está numa fase distinta do ciclo da videira”, explica a enóloga. Dessa forma, colhe-se quase todos os meses e não é necessário manter uma vinícola enorme para dar conta de toda a produção do vinhedo, visto que a entrada de uva para elaboração de vinho é escalonada ao longo do ano. Marta ainda aponta outra vantagem do sistema. “Se chover na colheita, nunca se perde toda a produção da fazenda, mas apenas um lote da safra”.Tudo isto tem seus prós e seus contras e acaba gerando vinhos para consumo mais ligeiro, vinhos jovens e fáceis de beber, tendo a Syrah como carro chefe da região, no sentido de qualidade, sendo usada como varietal ou no corte com Cabernet Sauvignon. Outras cepas plantadas na região que possui uma certa semelhança climática com o Alentejo em Portugal, é a Alicante Bouschet, Tempranillo, Touriga Nacional e nas brancas a Moscato (principal) e as tradicionais Sauvignon Blanc e Chardonnay assim como a Chenin Blanc. Todavia, devido a ser uma região muito nova, muitas outras espécies estão sendo testadas, em especial as castas da região do mediterrâneo. É esperar para ver e a ViniBrasil já começa a produzir vinhos de maior complexidade e com mais potencial de guarda.

De acordo com o Institudo do Vinho Vale do São Francisco, na região se produzem uvas desde 1960, tendo a Cinzano sido pioneira na produção de vinho para elaboração de seu vermute. Foi em 1982 que a Vitis Vinífera foi introduzida na região pela fazenda Milano. A partir dos anos 90 é que começa uma fase de ampliação e investimento maior no setor e a consolidação se dá a partir de 2000 com fortes investimentos nacionais e estrangeiros sendo o mais famoso a da ViniBrasil (Dão Sul de Portugal) com os vinhos Rio Sol, porém aqui estão as pioneiras Botticelli e Bianchetti, a Miolo (Terranova), Valduga, Lagoa Grande (Carrancas e Garziera), Georges Aubert, entre outros. Total, a confirmar já que aguardo alguns dados mais detalhados, são cerca de 8 milhões de litros (vou precisar rever meus números sobre a produção brasileira) em 800 hectares, presentemente, sendo elaborados por 8 empresas, mas com muitos outros projetos já em andamento.

Quanto aos vinhos da região, afora o Rio Sol (corte de Cabernet Sauvignon e Syrah) por meros R$19,00 um dos melhores achados do ano na relação Qualidade x Preço x Satisfação para um vinho do dia-a-dia, não conheço nenhum outro. Me lembro que cheguei a provar um outro vinho da Rio Sol e um Botticelli, mas sinceramente, nem me lembro o que me leva a pensar que não agradaram. A mídia especializada, no entanto, destaca o Rio Sol Winemakers selection Alicante Bouschet, o Terranova Late Harvest e o Terranova Cabernet Sauvignon/Syrah. Parece-me que alguns espumantes Moscatel da região também estão obtendo sucesso, tenho que provar.

Bem, creio que terminei, com um longo atraso, mas terminei. As dificuldades são imensas e ainda estou por receber algumas informações adicionais, assim que chegarem farei as alterações e/ou adendos que forem cabíveis, que espero que cheguem logo. Talvez a maior descoberta feita durante este trabalho, tenha sido a constatação da falta de organização, estrutura e projeto para a industria vitivinícola brasileira como um todo e uma maior atenção às novas regiões produtoras. Como exemplo, acho incrível que um órgão extremamente competente como a Embrapa, não tenha dados centralizados e ainda apresente estatísticas que vão somente até 2002. Quando será que nossos governantes e órgãos oficiais vão acordar para a pujança comercial e cultural que o vinho pode trazer para um país? Quando será que o ministério da agricultura acordará para esta realidade? Pensamos pequeno e, conseqüentemente, os resultados são pífios. Há que se pensar grande, pressionar os órgãos competentes, que agem de forma incompetente, por um plano estratégico único, apesar de regionalizado, para o setor, visando transformar todo o nosso potencial em realidade. O caminho não é coibir as importações, é crescer com estrutura e melhora de rentabilidade. Eu torço para que se faça a luz, porque o problema, ao que me parece, não são os outros, somos nós!

Salute, kanimambo e um brinde com um belo espumante nacional sobre os quais falarei mais durantes este próximo mês de Dezembro.

 

Brasil, Vinhos que Tomei e Recomendo III

Chegamos numa faixa de preços difícil. O porquê do difícil é em função da enormidade de rótulos do mundo inteiro disponíveis no Brasil exatamente dentro desta faixa. Nas listas que tenho publicado em Tomei e Recomendo, nas Adegas do Mês montadas, nas Degustações, existe uma enormidade de opções de belíssimos e conceituados vinhos disponíveis à escolha de cada um de nós consumidores. Porquê então comprar um nacional? Problemático explicar, até porque, preço por preço, a maioria ainda escolhe um importado e tem lá sua dose de razão. Os vinhos nacionais seguem sendo ilustres desconhecidos em nossa própria terra, os preços nesta faixa estão, salvo algumas poucas exceções, supervalorizados e existe uma dificuldade em encontrá-los nas lojas por falta de uma distribuição comercial adequada. Já comentei alguns vinhos nacionais aqui no blog, e deixo claro que, não fosse o alto preço, freqüentariam minha mesa mais assiduamente. Depois, acompanhando a rede, vi diversas outras manifestações de blogueiros e jornalistas especializados, batendo na mesma tecla o que, acredito, cria um importante ponto de reflexão para todos nós, inclusive os produtores. Estará a política comercial e de preços adequada à realidade do mercado e à forte e diversa concorrência? Colocar a culpa nos impostos, bode expiatório tanto dos produtores nacionais como dos importadores que tem lá sua penalizadora influência sobre o preço, ou nos importados, me parece argumento já falido e passível de revisão reflexiva.

Bem, enquanto refletem sobre esse tema, eis alguns dos bons vinhos que tive a oportunidade de tomar ao longo deste ano. São todos vinhos de qualidade reconhecida, que recomendo, a nata da produção nacional.

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Vinhos de R$50 a 80,00

Começo pelo bom Joaquim 2005 da Villa Francioni, corte Cabernet Sauvignon com Merlot que mostra uma paleta de aromas muito boa com frutas vermelhas e algo herbáceo finalizando com uns aromas tostados após um tempo na taça. Na boca não apresentou a mesma exuberância que no nariz, mas achei um vinho bem equilibrado, com taninos finos bem posicionados e aveludados, de corpo médio para encorpado e acidez adequada. Talento 2004, da Salton outro vinho bem conhecido e já com um histórico de qualidade. O 2002 que provei o ano passado achei já passado da hora ou talvez tenha sido mal guardado, apesar de que compro sempre em lojas conhecidas e de qualidade, mas este 2004 me agradou sobremaneira e, na minha opinião, está no ponto para ser tomado. Um agradável corte de Cabernet Sauvignon, Merlot e Tannat de bastante harmonia e acredito com mais potencial de guarda do que seu antecessor.  Da Miolo, o Merlot Terroir 2004 é um digno representante dos bons vinhos elaborados no Brasil com esta casta. Um bom vinho, mostrando boa estrutura e algumas especiarias, bom volume de boca e taninos aveludados tendo lido de que o 2005 se apresenta melhor que este. Ainda dentro dos vinhos premium elaborados com Merlot, dois outros rótulos que ma agradaram muito. O Desejo 2004 da Salton, está muito cremoso e elegante, saboroso e de boa persistência mostrando bastante equilíbrio, taninos presentes, mas finos sem qualquer agressividade e o Villaggio Grando Merlot  mostrando gostosa fruta madura, corpo médio, harmônico e de taninos macios, fácil de beber e gostar deixando aquele gostinho de quero mais na boca especialmente se levemente referescado a cerca de 16º.

Três Cabernet Sauvignon 100% que me encantaram, cada um com seu estilo; Gran Reserva da Família Cabernet 2003 de Marco Luigi um belíssimo e clássico vinho, taninos prontos, aveludados, muito rico e de bom volume de boca; o Villaggio Grando Cabernet 2006 recém lançado que me encantou e prima pela elegância e finesse, sedutor, macio redondo, saboroso, cativante entrada de boca e de muito boa persistência num longo final e o Gran Reserva 2004, da Marson, de muito boa estrutura, taninos equacionados, finos e elegantes, mostrando muito equilíbrio e harmonia num vinho muito saboroso e longo, de boa complexidade. Três belissímos vinhos!

Innominabile Lote II, vinho top da Villagio Grando produzido a 1400 metros de altitude em Caçador, Santa Catarina, um divino corte de cinco cepas (Cabernet Sauvignon/Malbec/Cabernet Franc/Merlot e Pinot Noir) e duas safras tendo como protagonista a de 2006, porém cortado com uma parte do Lote I de 2005, um dos melhores vinhos nacionais, tem boa complexidade e elegância, muito saboroso com grande equilíbrio e taninos doces, um vinho realmente sedutor e fino com uma característica muito velho mundo, talvez em função do enólogo que é francês.  Quinta da Neve Pinot Noir 2006 de Santa Catarina, talvez o melhor do Brasil, que apresenta um nariz de boa intensidade, corpo leve, equilibrado, rico, taninos macios e gostoso final de boca que invita à próxima taça e, para finalizar, o Portento 2005, vinho fortificado produzido em São Joaquim pela Quinta Santa Maria num estilo dos Vinhos do Porto fruto de um corte de Touriga Nacional, Cabernet Sauvignon, Merlot e Aragonez. Um vinho surpreendente, muito bem feito, num estilo Porto Ruby muito cremoso, frutado e equilibrado. Produz um branco também, de uva Moscatel, que também é saboroso, porém longe to tinto que realmente é muito interessante.

Nos brancos gostei do Chardonnay da Villaggio Grando que mostrou qualidades apesar de não ser um blockbuster.

 

 

 

 

 

Vinhos de R$80 a 120,00

Provei alguns bons vinhos, entre eles o Boscato Gran Reserva Cabernet Sauvignon 2002, de muito boa estrutura, boa acidez, vinho que combina bem, potência com elegância num conjunto de muito boa qualidade. Villa Francioni Francesco 2005, um bom corte de Merlot/Cabernet Sauvignon / Malbec / Cabernet Franc e Syrah. Muita fruta madura de boa intensidade no nariz, macio, taninos finos perfeitamente equacionados, saboroso repetindo a fruta levemente compotada com algo de salumeria num corpo médio bem balanceado. Não provei nenhum branco dentro desta faixa, mas dizem que o Sauvignon Blanc da Villa Francioni é de primeira. Dois tintos, no entanto, são de tirar o chapéu e são prova viva de que sim, o Brasil já possui alguns grandes vinhos para brigar de frente com alguns dos bons rótulos importados.

         Storia 2005, o merlot super premium da Valduga, um senhor vinho que foi, também, muito competentemente trabalhado do ponto de vista mercadológico. Ainda fechado, taninos maduros ainda bem presentes e adstringentes, com ótima estrutura, bom equilíbrio, potente, longo e saboroso final de boca e uma paleta de aromas em que sobressai fruta vermelha e algo de café. Em uma degustação às cegas realizado na Portal dos Vinhos com os vinhos varietais; Ventisquero Queulat Pinot Noir 2006, Achaval Ferrer Malbec 2005, Kaapszchit Shiraz 2004, Abraxas Tannat 2002 e Coppola Claret Cabernet Sauvignon 2004, levou a melhor sobre todos eles. Um grande merlot de bastante potência requerendo um tempo de decantação antes de servir e certamente melhorará muito dentro de mais um ou dois anos. Preço, se achar, é em torno de R$90.

         Villa Francioni 2004, o top de linha desta jovem vinícola catarinense, eleborado com um corte Cabernet Sauvignon/Merlot/Cabernet Franc e Malbec num típico corte bordolês e, dentre todos os nacionais que já tomei, gostei e recomendei, este é certamente o melhor! Vinho complexo, muito rico, equilibrado, saboroso, ótimo volume de boca, taninos finos de grande elegância e ótima persistência. Daqueles que quando você sente os aromas e toma o primeiro gole, já se dá conta de que está frente a frente com um grande vinho de muita personalidade tomando conta de todos os seus sentidos. Em mais uma degustação às cegas no Portal dos Vinhos, este Villa Francioni foi colocado à prova junto com outros bons e conceituados blends estrangeiros; Altimus 2004 e Chakana Estate Collection 2004 ambos da Argentina, Valdivieso Éclat 2005 do Chile, Francis Coppola Rosso Classic 2005 e Morkel Atticus 2003 Sul Africano. Deu Villa Francioni na cabeça e o preço está por volta de R$100 a 110,00!

           Painéis compostos essencialmente por consumidores, que são o júri mais imparcial, isento e pé no chão que podemos encontrar, aquele que realmente conta. O unico senão segue sendo o preço, especialmente nesta faixa mais alta onde temos inúmeros néctares de igual ou melhor nível a preços inferiores, dificultando a escolha por um destes ótimos produtos.

Salute e kanimambo.

L’instant Taittinger

comtes1Não vou entrar em detalhes da linha de champagnes Taittinger degustados hoje (19/11), até porque faz somente três horas que tomei um dos melhores néctares de minha vida e ainda estou em êxtase! Preciso reformular conceitos, rever anotações e ver como colocar no papel e na tela, todas as sensações que o Comtes de Champagne Brut Blanc de Blanc 1998 me fez sentir. Refinado é pouco e o momento, muito mais que um instante, é infinito enquanto dura, parafraseando o poeta Vinicius de Moraes, e este está durando um tempão. Estupendo, divino, maravilhoso, sedutor, todos adjetivos de pouca monta para tamanha finesse e refinamento neste verdadeiro elixir dos deuses!

Existem coisas que não são para serem ditas ou explicadas, mas sim vividas. Neste caso tomadas, pois nada do que eu jamais possa colocar neste texto chegará aos pés de tomar uma taça deste Champagne. É depois de experiências como esta que começamos a entender de onde vem tamanha fascinação pelo champagne e o que faz algumas destas verdadeiras preciosidades valerem o que vale. Mais um vinho de reflexão que tive o prazer e privilégio de degustar este ano. Como disse Clovis Taittinger, jovem herdeiro da Maison Taittinger; ” Por trás de nossos champagnes há muito mais do que técnica e estatísticas, há valores, alegria e sonhos”. Creio que o Comtes de Champagne 1998 é a essência de tudo isso numa garrafa!

Produzido somente com Chardonnay de vinhedos Grand Cru próprios, elaborado exclusivamente em anos em que as uvas atingem excelência de qualidade e em quantidades limitadas, é um mimo para poucos. É delicado, sedutor, muito rico e complexo, um verdadeiro prazer hedonístico. Espuma abundante que deixa um fino colar na borda da taça, perlage incrivelmente fina, abundante e persistente, enorme frescor (depois de 10 anos!), cítrico, vibrante, elegante com um final de boca muito longo, exuberante e bem mineral. Cor palha claro, límpido e brilhante, parece ter sido feito ontem! Para quem, como eu, gosta de espumantes menos pesados e carregados de sabores e aromas de leveduras, então alegre-se, este é o Olimpo, só precisa escolher os outros 11 deuses que lhe farão companhia.

Não sou um profundo entendedor de champagnes e muito menos tenho a experiência de ter tomado muitos neste nível, mas uma coisa é certa, esta é uma experiência única. Não acredito em perfeição, tanto que nunca dei nota dez a nada na vida, acredito que sempre existe espaço para melhora, inovação e evolução, mas se existem néctares próximos da perfeição, este é certamente um deles. Como disse, é para poucos ou para momentos muito, mas muito especiais com o preço sendo coerente com a exclusividade do produto. É muito dinheiro, tanto lá fora como aqui, mas vale montar um grupinho e rachar a conta ou, se você tiver a sorte de estar de bolso recheado, permita-se um trato e tome uma garrafa destas pelo menos uma vez na vida! A importação é da Expand e depois falo dos outros bons produtos que a Taittinger produz. Por enquanto, só precisava colocar toda esta emoção para fora e compartilhar esta experiência, que espero não seja tão unica assim, com os amigos, esperando que todos possam ter a chance de passar por instantes (infinitos) como este.

Salute!

Bebericando em Lisboa

O amigo Klyber me enviou um comentário e, posteriormente me fez uma consulta que não pude responder por absoluta falta de conhecimento. Não tanto com relação aos vinhos, mas especificamente “onde bebê-los”, vejam o que ele me pediu: “João, que vinho tinto, ou branco, de baixo teor de álcool,para tomar em Lisboa, vc. recomendaria, pra nós, numa 1a viagem à Portugal? Em Lisboa, qual o melhor local para uma degustação? Tipo um Solar ou algum Castelo”. O porquê deste post? Por duas razões sendo que a primeira é que essa duvida que o Klyber tem pode, e deve, ser a de muitos outros então compartilhar a resposta me pareceu apropriado. A segunda é que, a resposta ao meu chamado dado pelo amigo Pingus, experiente “mestre da pena” nos assuntos do vinho português, autor do blog Pingas no Copo foi tão completa que pouco pude adicionar e merecia que fosse publicada como o está sendo.

panorama-de-lisboa

Todas as vezes em que perambulei pelas ruas de Lisboa, Vila Nova de Gaia, Cascais, Setubal ou Porto, o fiz com tempo escasso, a trabalho ou com família. Sempre tive pouco tempo para mim e minhas estripulias enogastronômicas, com algumas poucas exceções já aqui narradas, então da mesma forma que compartilho estas informações enviadas pelo Pingus, obviamente baseado nas experiência e gosto dele, também aprendo e deixo na memória para futuro uso. Por outro lado dizer ao Klyber e outros amigos que eventualmente estejam em visita a Portugal, que vinho ainda é um tema gastronômico então seu serviço está normalmente ligado a refeições havendo poucos locais para bebericar tão somente. Até pouco tempo atrás, vinho em taças, como por aqui, ainda eram raridade e somente agora começa a crescer a oferta de restaurantes com esse serviço. Em azul, alguns comentários e sugestões minhas baseado em experiências próprias e leitura. Eis o que Pingus nos disse;

 

“João algumas pistas sobre os vinhos:

Brancos

Quinta do Ameal Loureiro (assino embaixo e já o comentei aqui)

Quinta da Covela (se for o Chardonnay biodinâmico que tomei aqui, é uma delicia)

Soalheiro (um dos melhores Alvarinhos portugueses pelo qual tenho um apreço especial)

Muralhas de Monção (um dos vinhos verdes mais populares em Portugal)

Deu-la-Deu (Alvarinho mais básico e de bom preço, mas igualmente bom)

Casa dos Canhotos Alvarinho

Quinta da Lixa Alvarinho (tenho ouvido falar muito, mas não conheço. Pode trazer de presente, rsrs)

Tiara da Niepoort

Quinta das Maias Malvasia Fina

Quinta dos Roques Encruzado (grande vinho, também aqui comentado)

Quinta de Camarate branco

 

Tintos:

Periquita Reserva (não é o clássico), está modernaço.

Os varietais de Ermelinda Freitas e da Cooperativa de Pegões (Terras do Sado). Feitos pelo mesmo enólogo.

O Vinha Paz convém que lhe digas que os vinhos do Dão, são essencialmente gastronómicos, se bem que a nova geração está a ficar muito parecida com vinhos do Douro.

Quinta da Pellada e Saes

Quinta da Vegia, gosto muito deste produtor.

Quinta dos Roques, o Touriga Nacional 2005 está soberbo

Evel Grande Escolha, um vinho que mantêm constância de colheita para colheita e eu sempre que posso compro as novas colheitas.

Quinta do Crasto Colheita e Vallado Colheita

Poeira (Douro), um vinho fresco.

Redoma Niepoort

Já agora, que tente beber o Quinta do Crasto Old Vines que se pode encontrar a menos de 30€. (o 2005 foi 3º lugar no TOP 100 de 2008 na Wine Spectator e um vinho incrível de grande complexidade – esse eu compraria para trazer e guardar por mais uns dois anitos)

No Alentejo os vinhos de João Portugal Ramos, principalmente o Marquês de Borba (super fácil de beber, macio, frutado, taninos doces, dizem que o 2007 está especialmente bom).

Na Bairrada, experimentar os vinhos de Campolargo, com vinhos para todos os gostos. Calda Bordaleza 2005 está muito bom.

 

Para beber um copo, a coisa fica mais apertada, mas aconselhava o Nariz de Vinho Tinto. No que respeita a garrafeiras – wine shop, elas geralmente não servem vinho ao ser quando está ser feita a divulgação de um ou vários produtores. No entanto é sempre bom passar por umas quantas para ver se existe algum evento ou perguntar se têm alguma coisa para provar. Sempre com espírito latino.

Coisas do Arco do Vinho, da qual faço parte do painel de prova. Fica em Belém, no Centro Cultural de Belém. Dá para ir a um restaurante que é a Commenda que também fica no Centro Cultural de Belém. Pode até falar com os donos da garrafeira para ser aconselhado. Este restaurante tem uma bela vista para o rio. Garrafeira de Campo de Ourique, Wine O’Clok tem quase sempre provas abertas ao público, grátis. Geralmente são ao sábado.

Deli Delux, junto à estação de Santa Apolónia (comboios), também regularmente provas de vinho. (pela localização e vista do Tejo, está bem dentro do solicitado pelo Klyber. Sempre dá para escolher uma garrafa na prateleira e pedir para servir na esplanada, terraço, apesar de que nesta época do ano deve fazer frio)

Clube Gourmet do El Corte Inglés tem muitas coisas de interesse e também existem provas. Existe também sitio para comer, mas aqui estamos a falar de um centro comercial. Mas é um local incontornável em Lisboa.

Outro sítio que dá para comer e tem uma boa lista de vinhos a copo é a York House, a caminho do Museu de Arte Antiga. Se puder comer no jardim, vai ficar bastante agradado. O Director é bastante afável.

Um abração”

 

Em minhas pesquisas também descobri a Enoteca de Belém, o Néctar Wine Bar, Alfaia Garrafeira e um que me deixou bastante curioso, O Chafariz do Vinho. Se gostarem de um Vinho do Porto, não há como deixar de visitar o Solar do Vinho do Porto em Lisboa, instalado em um solar construído em 1747, e tomar um vinho do porto acompanhado de um queijo da serra. Para ver, quase, tudo isso, eis um site que acho pode ajudar a todos que queiram pesquisar, fuçar e planejar sua visita a Portugal , “Lifecooler, o Guia da Boa Vida”.

Com relação aos vinhos, o que posso acrescentar é que, em geral, os vinhos verdes feitos com Loureiro, Trajadura e, especialmente, Alvarinho são sempre boas pedidas sendo bastante frescos e de teor de álcool mais comedido, fáceis de tomar. Abra um e peça umas Ameijoas à Bulhão Pato, jamais esquecerá! Ainda nos brancos, um delicioso Grainha 06 da Quinta Nova (Douro), Loureiro Muros Antigos de Anselmo Mendes (Monção) ou Monte da Penha 07 (Alentejo) e nos tintos, vinhos fáceis, mas cheios de sabor, como Quinta do Camarate (Terras do Sado), um Vale da Clara 05 ou Vila Jusâ 03 (Douro) e Quinta de Cabriz 05 (Dão) também são boas pedidas. Sempre que possível, mesmo nos vinhos mais jovens, tome vinhos tintos com dois a três anos de garrafa, certamente estarão mais redondos e macios.

De resto meus caros, só espero que apreciem as dicas do Pingus e algo que eu tenha acrescido, quem sabe acertamos. A quantidade de bons rótulos, de todos os estilos e regiões, produzidos em Portugal é uma enormidade para o tamanho do país! Dizer o que você poderá encontrar em cada uma dessas lojas, garrafeiras, wine bars e restaurantes é impossível prever e, ainda mais, que bata com seu gosto, então a sorte está lançada. Se achar um Chryseia 2001 (Douro) ou Malhadinha 2003 (Alentejo), duas obras de arte em pleno apogeu, compre e traga para tomar sossegado num jantar especial em casa, quando ficar com saudades de Lisboa e sua gente. Para maiores dicas, pesquise em Categorias – Degustações, Tomei e Recomendo e Vinhos da Semana em que comento diversos vinhos portugueses, visite os blogs dos amigos de Portugal (links aqui do lado) e divirta-se. Por outro lado, passar em Lisboa e não trazer uma ou duas caixas de vinho na bagagem, não passar na Fábrica de Pastéis de Belém e não comer umas castanhas assadas quentinhas compradas na rua, agora é época, é crime de lesa pátria! Veja as boas dicas do que comprar e trazer, aqui. Boa escolha e bon voyage.

Salute !

Brasil, Vinhos que Tomei e Recomendo – II

Bem aqui, vai mais uma leva de bons rótulos a tomar numa faixa de preços muito competitiva e onde se encontram a maioria dos vinhos nacionais. Apesar da faixa ser até 50 reais, a verdade é que a grande maioria está entre 30 e 40 reais o que faz com que esta seja uma ótima opção aos vinhos estrangeiros, muitas vezes, de qualidade duvidosa, ainda mais agora que a grande probabilidade é de que os vinhos importados fiquem mais caros. John Lennon dizia “Give Peace a Chance”, mas poucos ouviram! Eu, na minha insignificância perto do grande mestre, digo “Dê uma chance aos vinhos brasileiros, desarme-se” e pergunto, será que alguém me atenderá? Não sei, mas quem não o fizer, certamente estará perdendo alguns bons vinhos a ótimos preços, por puro preconceito. 

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De R$30 a 50,00, é uma faixa de preços em que encontramos a maioria dos bons vinhos nacionais, com alguns melhores, ou mais conceituados, na faixa imediatamente acima e alguns ainda um degrau acima.

Dal Pizzol Tannat 05 vinho que me surpreendeu, Taninos macios e sedosos mostrando uma certa delicadeza na boca, elegante e equilibrado mostrando ser um vinho sedutor com um final de boca muito agradável. O Touriga Nacional 07 com jeitinho Brasileiro, possui uma paleta aromática muito interessante com um primeiro ataque frutado e fresco de boa intensidade. Na taça evolui deixando aparecer alguns toques florais bem típicos da casta. Na boca é suave, elegante, com taninos maduros e um teor de álcool bem comportado, suave, pronto e fácil de tomar.

Casa Valduga Premium C.Sauvignon 05, de boa estrutura, nariz frutado onde aparecem bem frutas vermelhas e algo especiado num segundo instante, boa estrutura, muito harmônico, de médio corpo, um vinho muito agradável e de taninos já bem equacionados tornando-o um vinho fácil de se gostar e uma ótima companhia para uma carne de forno.

Cordilheira de Santa’Ana Tannat 04, com um tempero de cabernet sauvignon e merlot, está delicioso, muito fino e elegante, boa estrutura, taninos macios ainda presentes mostrando que ainda tem um bom par da anos pela frente.

Pizzato Reserva Egiodola e Merlot 05, são clássicos da Pizzato e estão muito bons e de cara nova com rótulos novos que modernizaram o visual dos vinhos da vinícola. O Merlot ainda está jovem, necessita de decantação, mas mostra boa estrutura e muita riqueza de aromas e sabores, um belo vinho de muito bom preço e boa complexidade, mostrando bem porquê a Pizzato é conhecida como uma das vinícolas nacionais que melhor trabalha com esta cepa. O Egiodola é um vinho encantador, a meu ver mais pronto para tomar, mas também requer decantação. Vinho diferente algo de fruta mais confitada, bom corpo e persistência, tendo acompanhado uma ravióli de cordeiro com creme de funghi de forma exemplar.

Marco Luigi Reserva da Família 03, um verdadeiro achado pelo preço e qualidade apresentada, tendo me seduzido por completo, até porque gosto muito de vinhos elaborados com merlot, especialmente os nacionais. De médio corpo com álcool bem comportado (13º), bom volume de boca, boa acidez, equilibrado, taninos maduros, finos e elegantes estando, na minha opinião, no auge para ser tomado.

Marco Luigi Tributo Cabernet/Merlot 2003, mais um vinho muito saboroso e sedutor da Marco Luigi. Esta linha é de, tradicionalmente, varietais mais baratos, quase que a entrada de gama da vinícola. Este no entanto é, do ponto de vista de produto, bem mais evoluído e complexo um vinho extremamente agradável de tomar e fácil de gostar com taninos doces, bom equilíbrio e volume de boca bastante interessante.

Don Abel Premium C.Sauvignon e Merlot 05, muito bons vinhos que já tomei por R$27,00 há pouco mais de um ano atrás e agora, em São Paulo, já está por R$40,00. Saindo um pouco dos produtores tradicionais, são vinhos de boa concentração, médio corpo e equilibrados que possuem uma personalidade muito própria.

Quinta da Neve Cabernet Sauvignon 06, um vinho de altitude de Santa Catarina. Os cabernets desta região estão muito interessantes e este não foge à regra. Aromático, macio, corpo médio, muito equilibrado e um final de boca saboroso e bastante persistente.

Dezem Cabernet Sauvignon 04, vem de Toledo, no Paraná, mais um Terroir Brasileiro não muito conhecido. A Dezem vem recebendo boas criticas. De cor rubi, aromas não muito intensos apontando para frutas escuras, madeira e algo resinoso. Na boca é cheio, de corpo médio, taninos maduros muito bem equacionados, boa acidez, saboroso, fácil de agradar e no ponto para ser tomado. Dizem que o Merlot também é bom.

 

 

Maestrale e Nubio Rosé 05. A Sanjo na primeira safra que está disponível nas lojas, só produziu vinhos com cabernet sauvignon e estes dois me entusiasmaram bastante, especialmente em função dos preços muito convidativos, aliás como é o caso do Cabernet da Quinta da Neve. Maestrale é o top de linha deles, muito saboroso e harmônico, mostrando boa estrutura e taninos aveludados que indicam alguma capacidade de guarda. O Nubio Rosé é muito aromático, saboroso e fresco na boca, mostrando uma estrutura maior que os vinhos rosé típicos, de boa acidez, mostrando características que o recomendam como um vinho gastronômico.

Larentis Reserva Especial C.Sauvignon e Ancellotta ambos 2002, foram vinhos que me agradaram sobremaneira tendo-os conhecido em uma visita à região em 2006. Lamentavelmente não obtive retorno a minhas continuas tentativas de contato, mas acredito que os vinhos de 2005, em função da safra, devam estar no mesmo patamar. Difícil de encontrar, mas quem tiver pelo Rio Grande do Sul ou em visita ao Vale dos Vinhedos e região, não deixe de experimentar.

Don Candido Marselan 4ª Geração, mais um daqueles vinhos que aparece no garimpo e nos surpreende. Uma mostra de que a vinosfera brasileira apresenta vinhos muito interessantes fora dos tradicionais cabernets e merlots. Frutado, macio, boa estrutura e harmônico, bom vinho.

Don Laurindo Assemblage 05, um vinho de boa complexidade fruto do corte de tannat/cabernet sauvignon e merlot. Este provei em loco, junto com uma série de outros de sua linha de produção, mas foi este que marcou e me lembro ainda hoje depois de 2 anos o que, creio, já diz muito sobre o vinho e o preço é super camarada pelo que oferece. Um vinho encorpado, uma decantação não lhe fará mal algum, mas nada agressivo, muito rico, taninos finos e elegantes, muito saboroso e apetecível.

          Dos brancos nesta faixa e apesar de não ser um apaixonado pelos nacionais, em que claramente prefiro os tintos, gosto bastante do Cordilheira de Sant’Ana Gewurtzraminer, porém o ultimo que tomei é o de 2004. Há dois anos estava, a meu ver, uma delicia que me conquistou. Provei há pouco tempo e já não achei o mesmo, tendo perdido muito do seu frescor. Nem melhor nem pior, diferente. Preferiria ver uma safra mais nova, mas segue sendo o melhor Gewurtzraminer nacional em meu modesto parecer, mostrando ótima tipicidade da cepa com um floral presente e, hoje, uma lichia compotada. Cordilheira de Sant’Ana Chardonnay 05 também é muito saboroso, com uma paleta olfativa em que aparece abacaxi e algo de pêra, muito agradável de tomar, macio, ótima acidez e bastante persistente. Outras interessantes opções de brancos nesta faixa, são; o Chardonnay da Pizzato e o Sauvignon blanc tanto da Dal Pizzol como da Casa Valduga Premium.

Salute, kanimambo e aproveitem estes bons vinhos

Brasil, Regiões Produtoras – II

Estamos diante de uma realidade incontestável, Santa Catarina. Com suas diversas sub-regiões de vinhedos de altitude, vinhedos plantados entre 900 e 140 metros, esta é uma região com grande potencial que já começa a apresentar belos resultados com vinhos diferenciados e complexos num pedaço do Brasil onde somente se planta Vitís Viníferas. São três sub-regiões; São Joaquim, Caçador e Campos Novos. No total, devem existir algo como 35 produtores com projetos em andamento, mas das dez que já estão no mercado, destaque especial para a Villa Francioni e Villaggio Grando (as duas principais), Quinta da Neve, Quinta Santa Maria, Sanjo, Suzin (pioneira na região) e Pisani Panceri sendo que a maioria, sete para ser exato, estão situados na região de São Joaquim. Até ao momento, são cerca de 300 hectares plantados produzindo cerca de 500 mil litros do doce néctar, mas a expectativa é de que até 2010 esta produção seja quadruplicada gerando cerca de 2 milhões de litros. Uma das maiores dificuldades encontradas na região, são as fortes geadas e eventuais chuvas de granizo que exigem grandes investimentos em coberturas plásticas sobre as vinhas. Eis algumas das vinícolas que tive a oportunidade de conhecer na Expovinis e dos quais provei alguns bons vinhos que, em post em separado, depois comentarei em maiores detalhes. A ACAVITIS, foi a associação criada para gerir projetos de qualidade dos vinhos produtores na região certificando produtos, viabilizando qualificação, divulgando a região e defendendo os interesses de seus associados.

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    Quinta da Neve. Lomba Seca em São Joaquim. Plantando desde 1999, apresenta, neste momento, uma produção em torno de 8000 garrafas de Pinot Noir e cerca de 12.000 de Cabernet Sauvignon derivado de seus 12 hectares de vinhas. Como consultor enólogo, trouxeram o Anselmo Mendes, grande enólogo e produtor Português, para elaborar alguns de seus vinhos. O Anselmo Mendes produz alguns dos melhores Alvarinhos em Portugal e tem um vinho branco elaborado com a uva Loureiro que é um espetáculo! Bem, mas esse é outro papo, importante é que o nome de Anselmo Mendes para assessorar a vinícola, foi uma grande e acertada escolha que o tempo de certo virá a comprovar. Gente de visão! Por enquanto só tintos, Um Cabernet Sauvignon e um Pinot Noir sobre os quais falarei mais adiante, mas não duvidaria nada da chegada de um branco logo, logo aproveitando todo o know-how do enólogo.

 

Villagio-Grando é uma vinícola de porte maior, um pouco mais conhecida no mercada em função do delicioso Innominabile, um dos melhores tintos do país. Estão em Caçador, onde o grupo exerce suas atividades agro-florestais já há muitos anos tendo plantado cerca de 52 hectares de vinhedos com diversas cepas plantadas acima de 1350 metros de altitude. Produz cerca de 180.000 garrafas anuais, com previsão de chegar a 300 mil  tendo em mim um fervoroso fã já que gosto muito dos seus vinhos. Sua linha de produtos inclui hoje um total de 5 vinhos sendo três tintos e dois brancos. Os dois brancos, Chardonnay e Sauvignon Blanc são vinhos bastante interessantes e diferenciados, mas o grande destaque, a meu ver, fica mesmo com os tintos onde brilham, o novo Cabernet Sauvignon e o Innominabile um vinho de corte elaborado com um corte de 5 uvas e duas safras! É, isso mesmo que você leu, duas safras! Mais à frente comentarei este vinho e outros.

 

Sanjo, mais conhecida por sua produção de maçãs, a empresa investiu na implantação de cerca de 26 hectares de vinhedos com uma produção de cerca de 70 mil litros anuais. Apesar de terem outras cepas plantadas, os vinhos hoje produzidos são todos baseados na Cabernet Sauvignon; Nobrese, Maestrale e a linha de entrada o Nubio. De todos, a meu ver os destaques são três; O Nubio Rosé, o Maestrale e sua política de preços.

 

Quinta Santa Maria, também situada em São Joaquim, a sub-região mais importante, tem sócios portugueses e cerca de 20 hectares plantados, planeja chegar a 40  em 2010, entre 1200 e 1300 metros de altitude onde plantam Pinot, Touriga Nacional e Aragonez afora as tradicionais Cabernet Sauvignon, Merlot, Chardonnay e Sauvignon Blanc. Produz hoje dois vinhos. Um, o Utopia é um vinho tinto de guarda e um fortificado, muito interessante, o Portento no estilo dos vinhos do porto.

 

Villa Francioni, talvez a mais famosa e o maior projeto vinícola da região, um exemplo de perseverança e visão de um homem, assumida por uma família. Um projeto grandioso que se completou em 2002 e gerou seus primeiros vinhos ao final de 2005. Uma história curta, porém escrita com maestria e grande investimento já gerando alguns dos melhores vinhos nacionais produzidos de cepas diversas plantadas em seus cerca de 50 hectares. A cantina foi construída em seis níveis e projetada para que a gravidade fizesse com que a matéria-prima passasse de um tanque de fermentação para outro sem a intervenção humana, obtendo um processo mais natural evitando-se o bombeamento mecânico que é sempre mais agressivo. Produz hoje algo próximo a 200 mil litros com bons rótulos entre os quais dois se destacam, considerados pela imprensa especializada como alguns dos melhores do Brasil, são o top de gama Villa Francioni, que conheço e assino embaixo pois é um grande vinho, e o Sauvignon Blanc que ainda não tive o prazer de provar.

 

Durante os próximos dias produzirei alguns posts com degustações de alguns destes vinhos onde penso poder explorar um pouco mais alguns desses belos produtos assim como outros da Campanha Gaúcha e do Vale dos Vinhedos. Quem ainda duvida dos vinhos nacionais, acho que não teve a oportunidade de degustar a maior parte desses bons rótulos e deve cair na real, o vinho Brasileiro está com ótimos produtos e mostrarei o resultado de duas degustações às cegas que exemplificam isto muito claramente. O único senão, talvez seja o alto preço cobrado por alguns desses bons exemplares que, ao receberem boas criticas, mostram uma tendência enorme de dispararem. Isto, se visto pelo ângulo do consumidor logicamente, porque do ponto de vista do produtor, se eles cobram o que cobram e seguem vendendo, porquê não seguir nessa mesma política comercial?

Por hoje é só, salute e kanimambo.