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Zuccardi na Ravin

           Creio que, quase em primeira mão em Junho deste ano, tinha divulgado aqui que a Zuccardi tinha mudado de mala e cuia para a Ravin. Agora tive a felicidade de poder rever o Jose Alberto Zuccardi num agradável almoço no Varanda Grill acompanhado do Rogério D’avila e equipe, com quem trocamos diversas idéias. A Ravin está com um projeto bastante interessante, montando um portfólio bastante diversificado em vários níveis de preços e de origens variadas que deverá alcançar cerca de 200 rótulos que é o que acreditam poder comercializar de forma qualitativa.

Sta Julia 001           Este almoço, no entanto, serviu para conhecermos os projetos da Zuccardi, provar novos rótulos e botar o papo em dia. A família Zuccardi terá três fontes de negócios com a Bodega Sta. Julia, a Série A e a Zuccardi. Provamos rótulos de duas das três bodegas a começar pelo mui agradável Santa Julia Brut um espumante muito bem elaborado e surpreendente, que já comentei aqui no blog pois foi abertura para o nosso último Desafio de Vinhos; o derby Alentejo x Douro, sendo este um projeto especifico do Sebastian, filho de José Alberto.  Para acompanhar a salada e um pedaço de picanha suína servidos como entrada, o Santa Julia Chardonnay Reserva que passa somente seis meses em barricas novas e de segundo uso.  Vinho fácil de se gostar, madeira sutil, saboroso ficando um pouco aquém da carne que provei com o resto do espumante na taça e aí sim, foi uma explosão de sabores. Uma harmonização perfeita que vale você experimentar. Por sinal, este Santa Julia Brut entrará no meu próximo painel especial de espumantes, aguarde. Um vinho que acabou não vindo, mas que certamente também seria uma boa companhia ao lombo, foi o delicioso Serie A Chardonnay/Viognier que tive a oportunidade de provar na Wines of Argentina e gostei muito.

            Um rótulo que não vinha para o Brasil, mas nesta nova fase começa a chegar é o Q Cabernet Sauvignon. Varanda - Bife anchoTomamos o 2006 que ainda se mostra poderoso, nuances tostadas e fruta negra abundante no nariz. Com apenas 5.000kgs por hectare de vinhedos em La Consulta e Tupungato, apresenta bastante extração, taninos ainda firmes, fruta madura, apresentando um frescor bastante interessante que chama a próxima taça. Para acompanhar o vinho, um incrível bife ancho  suculento de textura e ponto impares, digno de acompanhar um vinho deste quilate e mais ainda do que estava por vir, nada mais, nada menos que o Zuccardi Zeta um dos grandes vinhos argentinos na minha opinião. Um vinho que consegue aliar potência com elegância, enorme complexidade e riqueza de sabores que pede tempo para se mostrar em toda sua exuberância. Esta garrafa que  tomamos era da safra de 2005 e, certamente, uma hora a hora e meia de decantação não lhe farão mal algum, vinho de guarda que deve evoluir muito ainda nos próximos quatro a cinco anos. Um corte de Malbec com Tempranillo que, dentro do bom portfolio desta bodega, o que mais me seduz. Talvez esse Serie A Chard/Viognier rivalize, preciso tomá-lo com mais vagar e em condições mais propícias, em minha preferência mas esse Zeta é  efetivamente um vinho muito especial que me encanta e não é de hoje. Quem puder, compre de caixa e vá tomando um por ano só para curtir e descobrir os detalhes de sua evolução.

Malamado 001 Para finalizar, um delicoso Malamado ,que escoltava um saboroso Spumone de Chocolate, e que também nos foi gentilmente presenteado pelos anfitriões, vinho que ainda comentarei em separado, mas que é um vinho de sobremesa muito agradável, elaborado á moda dos Vinhos do Porto.  Nesta linha do Malamado a Zuccardi inovou um pouco mais e desenvolveu o branco extra dry um blend de uvas supermaduras brancas e um Viognier de colheita tardia que me deixaram muito curioso. Afora a chuva torrencial da hora de almoço que atrapalhou um pouco o programa, certamente um almoço bem agradável regado a bons vinhos, boa companhia e bom papo, uma harmonização difícil de bater!

Salute e kanimambo

Ps. Não é á toa que o Varanda Grill foi eleito o melhor restaurante de carne de São Paulo, imperdível esse Bife Ancho.

Final de Desafio à altura do Derby

Desafio Alentejo x Douro 004         Neste derby Alentejo x Douro, os grandes ganhadores somos certamente nós consumidores e, em especial, a banca degustadora presente ao embate. Alguns crêem numa maior complexidade dos vinhos do Douro e outros num marketing excessivo dos vinhos do Alentejo que prometem mais do que o vinho entrega. Nesse derby, a discussão sobre os prós e contras de cada um será eterna, mas sem duvida alguma estamos muito bem servidos pois há vinhos de grande qualidade de ambas as partes.

        Para finalizar este agradável encontro em que os vinhos claramente se harmonizavam com os amigos presentes, o Franciacorta aceitou meu desafio, especialmente seu chef José Gomes da Silva. Por minha solicitação eles deixaram de lado seu bom menu de influência francesa para atacar de comida portuguesa com duas receitas que tirei do meu cofre!  Para acompanhar estas receitas, dois vinhos muito saborosos; o Aveleda Follies Alvarinho 07, contribuição do importador exclusivo a Interfood e o tinto alentejano Herdade Paços do Conde 2007 gentilmente cedido pela Lusitana de Vinhos & Azeites que o importa e distribui. Agora vejamos o que aconteceu:

Alentejo x Douro 019Pataniscas de Bacalhau da Maria Santos. Receita da amiga virtual à qual o Chef deu um toque particular ou adicionar um misto de folhas temperadas com um toque de pesto que combinou muito bem com as gostosas pataniscas. Quanto ao vinho, uma delicia. Este Aveleda Follies é um vinho de bom corpo, talvez um pouco superior às pataniscas que são bastante leves, mas a harmonização não chegou a ser prejudicada por isso. Um belo vinho que traz em seus aromas um certo floral com nuances de apricot, frutas brancas e uma certa mineralidade. Na boca mostrou–se mais cítrico, boa textura, ótima acidez, bom corpo, balanceado e fresco com um final muito agradável e algo especiado. Um Alvarinho de qualidade que achei que também se mostrou bastante interessante com a carne de porco que tem um estilo meio Thai de ser tendo combinado bem com o frescor do vinho.

Carne de Porco á Alentejana da Tia Rosa. Adoro e poucas comi que conseguissem chegar Alentejo x Douro 023aos pés do que a minha tia faz, porém o chef se superou e, com uma receita dessas, provocou um burburinho à mesa. Um prato diferenciado que combina a carne de porco com vôngole, uma mistura inusitada que traz ao palato sensações diferentes e muito, muito gostosas lembrando sabores tipicos da gastronomia thailandesa. O vinho é de grande qualidade e uma das boas opções no mercado abaixo de cinqüenta reais, já que anda por volta dos R$40,00. O Herdade Paços do Conde 2007, num patamar inferior ao Reserva que tão bem participou do embate, é muito saboroso bastante frutado no nariz com nuances de salumeria e algo tostado. Na boca é carnoso, taninos ainda bem presentes devendo evoluir durante os próximos dois anos quando deve atingir seu apogeu, porém sem agressividade e bem incorporados num corpo médio para encorpado, boa acidez, equilibrado , alguma madeira ainda aparente, final especiado e tostado muito agradável. Um vinho que está bom agora e só melhorará com um tempo maior em garrafa tendo acompanhado a carne bem, porém se sobreposto um pouco. Harmonização, no entanto, é uma coisa muito particular e certamente cada amigo presente tem lá sua opinião e história para contar. Agora, que o vinho está muito bom disso não sobram quaisquer duvidas.

         Alguns ainda se divertiram provando um pouco dos vinhos que tinham sobrado do Desafio e brincando de harmonizar com os pratos servidos. No todo, mais uma bela experiência e momento de descobertas que compartilhamos com você. Bons vinhos, bons preços, mostrando o porquê Portugal detêm hoje a maior fatia do mercado Brasileiro de vinhos importados, exceção feita aos nossos vizinhos Chile e Argentina. Essa relação de custo x prazer não tem erro!

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        Um Kanimambo especial aos parceiro que nos ajudaram a promover mais este Desafio, em especial ao Restaurante Franciacorta, Chef José Gomes, à eficiente equipe liderada pelo sommelier Steffano Lima , à Maria Santos pela genorisidade em ceder sua receita de pataniscas e á minha querida e saudosa tia Rosa. Aos amigos leitores que me honram com sua preferência, um brinde. Salute e gratos por mais uma vez fazerem com este blog tenha, em Outubro, batido mais um record de acessos com 13.400 no mês e 21.000 page views ultrapassando os 300.000 em menos de dois anos.

Valeu!

Alentejo x Douro. Resultados de um Páreo Difícil.

Maravilha este Derby português. Parece o nosso campeonato brasileiro atual, todo mundo parellho com uma diferença muito pequena de pontuação entre os lideres deste embate. Foram doze vinhos de muita qualidade e algumas supresas tendo o gostoso Santa Julia Brut (Ravin) como abre alas para um embate dos mais saborosos.

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Dentro os alentejanos, tinha uma especial predileção pelo Vila Santa, Herdade do Pinheiro e Cortes de Cima, mas acabei descobrindo o delicioso Herdade Paços do Conde Reserva que balançou meu coreto. Dos Douros, um monte de pontos de interrogação e uma certeza, o saboroso e fresco Quinta Nova de Nossa Senhora do Carmo, que confirmou minhas expectativas, mas me surpreendi com outros. No geral, a comprovação de que vinhos despe porte precisam de tempo para se mostrar e os aprecio melhor quando com quatro a cinco anos de vida, momento em que desabrocham e mostram todo o seu potencial.

Por outro lado, tenho que tirar o chapéu e agradecer pelo grande número de amigos que tem composto a banca de degustadores destes Desafios de Vinhos. Colaboradores importantíssimos destes embates que realizamos mensalmente. Tenho a certeza que se divertem tanto quanto eu, pelo menos assim espero, enquanto desvendamos um pouco mais dos segredos de nossa vinosfera. Agora falemos dos vinhos provados, de suas notas e das sensações que nos despertaram, lembrando que os comentários são um apanhado das anotações de cada um. Obviamente que cada degustador tem suas opiniões particulares, parte das quais nossos colegas blogueiros presentes certamente exporão em seus blogs, mas na prova o que conta é a média de opiniões que é o relatado abaixo.  A ordem comentada, é a mesma do serviço dos vinhos.

DSC01619Alentejo – Corte de Cima 2007 (Adega Alentejana) – um vinho ainda muito novo que precisa de tempo para se mostrar. Creio que se tivéssemos aqui o 2005, que está em seu apogeu, certamente a história poderia ser outra.  Mesmo assim, o vinho não decepcionou não, tendo mostrado muita fruta vermelha no nariz com algumas nuances de baunilha e algum álcool aprecendo, mas sem incomodar. Na boca, apesar da uma hora de decantação que lhe foi dada, o vinho ainda buscava uma maior harmonia. Taninos doces, macio, médio corpo, média persistência e um leve amargor de final de boca. Um bom vinho que vai melhorar muito com mais algum tempo de garrafa. Obteve a média de 84,95 pontos e que, na Revista de Vinhos, oscila entre os 16 a 17 pontos. Preço, ao redor de R$90,00.

DSC01614Alentejo – Herdade Paços do Conde Reserva 2005 (Lusitana de Vinhos & Azeites) – mostra que a idade faz diferença nestes vinhos. Paleta olfativa complexa e de boa intensidade em que se destaca a fruta madura, nota lácteas e algo adocicado. Na boca encanta ao primeiro gole, mostrando bom volume, taninos aveludados, redondo, pleno de sabor com frutas e especiarias inebriando o palato num conjunto muito equilibrado e muito apetitoso com um final algo mineral de boa persistência. Veio com um belo “palmarés” e confirmou que era um sério candidato a levar o premio individual de melhor Vinho da Noite. Destaque especial para o design de garrafa e rótulo que dignificam o vinho. Obteve a média de 87,75 pontos e custa em torno de R$98,00, somente para os leitores deste blog.

DSC01620Alentejo – Monte da Cal Reserva 2004 (Winebrands) – para uns o vinho estava prejudicado com um nariz que denotava indícios de bouchoné, para outros nem tanto. No palato não se sentia tanto, desta forma possibilitando que lhe fosse dado uma nota. Muito mentolado e herbáceo, taninos ásperos, um vinho difícil que nitidamente precisa de uma nova avaliação. Por não termos parâmetros, mas levando-se em consideração que é um vinho com 17/20 pontos na Revista de Vinhos,  acho que o grupo terá que rever o vinho em uma outra ocasião. Mesmo assim, conseguiu obter uma média de 80,75 pontos e custa ao redor de R$65,00.

DSC01615Alentejo – Vila Santa 2007 (Casa Flora) – um vinho que marcou presença e, não por acaso, um dos meus preferidos que fiz questão de de ter presente nesta prova. Nariz marcante, frutas vermelhas (cerejas) com toques florais (violeta) muito atraentes e convidativos. Na boca mostra-se novo com taninos ainda bem presentes, porém finos e sem qualquer agressividade, boa acidez implorando por um bom prato, boa textura, rico, um vinho muito apetecível e mais um que veio para brigar pela liderança. Obteve a média de 88 pontos contra os 91 que a Wine Enthusiast lhe deu. Preço ao redor de R$85,00.

DSC01608Douro – Casa Ferreirinha Vinha Grande 2003 (Zahil) – talvez o vinho mais pronto de todos que pouco ou nada mais ganhará com maior guarda. Desta casa sai o mítico Barca velha o que, por si só, já é razão bastante para nos aventurarmos em seu portfólio de bons rótulos, a começar por este que está absolutamente macio, sedoso e sedutor. Ótima entrada de boca de muita finesse, macio, redondo, saboroso, uma acidez no ponto, equilibrado um vinho muito equilibrado e sem arestas. Muita fruta vermelha do bosque em perfeita harmonia entre olfato e palato, com um final com algo de especiarias. Levantou suspiros e adjetivos como estupendo, sensacional, etc. Mais um candidato que obteve a média de 88,70 pontos e custa R$88,00 na importadora.

DSC01616Alentejo – Herdade da Sobreira 2004 (Interfood) – notas de chocolate e fruta madura no nariz. No palato encontramos taninos potentes bem trabalhados mostrando estarmos frente a frente a um vinho mais encorpado e robusto, de grande estrutura que ainda poderá gerar grande satisfação por mais uns bons quatro a cinco anos pela frente. Uma estilo um pouco mais tradicional, é um vinho que pede um prato de boa consistência e “sustança” para o acompanhar. Muito saboroso e equilibrado, um belo vinho. Obteve a média de 86,10 pontos e custa ao redor de R$90 na importadora.

Alentejo x Douro Quinta-do-fredo 3Douro – Quinta do Fredo 2007 (BR Bebidas) – um vinho muito novo recém saído das fraldas, que precisa de tempo para se estabilizar. A garrafa usada foi de mostra da barrica, sendo que a primeira importação está prevista para chegar até ao final do ano, talvez final de Novembro. Mesmo assim mostrou-se bem, com aromas frutados misturados a nuances de farmácia (acetona) e alguma especiaria. Na boca é intrigante, evolui na taça e mostra taninos de qualidade, final com alcaçuz/anis, um vinho diferenciado que precisa, neste momento, mais do que a uma hora que lhe demos de aeração. Deve evoluir muito bem pelos próximos dois a três anos. Obteve a média de 82,45 pontos e deverá custar algo ao redor dos R$80,00, mais ou menos 10%.

DSC01611Douro – Churchill Estate 2006 (Expand) – aromas bastante intensos de fruta compotada com nuances lácteas, próprio de uma boa aplicação de barrica. Na boca é cheio, complexo, equilibrado, taninos aveludados, boa estrutura, um vinho muito saboroso com um final agradável e de boa persistência que pede por mais uma taça. Obteve a média de 85,55 pontos contra os 90 que lhe foram dados pela Wine Spectator e custa R$88,00 nas lojas da importadora.

DSC01617Alentejo – Herdade do Pinheiro Reserva 2003 (Beirão da Serra) – aromas bastante complexos em que se sobressai muita fruta madura e toques de couro. Apesar do avançado halo aquoso e cor já mais atijolada, o vinho segue vibrante com boa presença de taninos finos e maduros, complexo, algo de fruta seca na boca, rico e mesmo que sem o brilho de sua primeira passada por nossos Desafios, mostrou-se um conjunto bastante harmônico e equilibrado demonstrando ser um dos bons rótulos alentejanos hoje disponíveis no mercado. Obteve a boa média de 88,25 pontos e custa algo ao redor de R$75,00.

DSC01610Douro – Duorum 2007 (Casa Flora) – de aromas ainda tímidos e fechados com nuances de cassis e algo terroso. Mostra-se melhor em boca com bom volume, corpo médio de boa estrutura, elegante, de taninos firmes finos e sedosos, carnoso sem nunca ser “over”, bem equilibrado, evoluindo bem em taça  o que sugere que poderia ter sido decantado por um período algo maior, minha sugestão é de 45 minutos a uma hora quando ele deve se abrir mais e mostrar todo o seu potencial. Muito gostoso e fácil de agradar sendo um vinho bastante gastronômico e fresco com um final algo mineral. Um belo vinho que obteve uma média de 84,90 pontos e custa ao redor de R$60,00.

DSC01612Douro – Quinta Nova de Nossa Senhora do Carmo 2004 (Vinea) – ao conrário do restante dos Desafiantes, este não passa por madeira preservando a fruta e frescor. Mostra-se bem evoluído e frutado nos aromas com leves e sutis toques florais. No palato ainda mostra saúde, bom corpo, intenso e complexo, taninos doces e sedosos com um final de boca gostoso porém um pouco curto. Vinho correto, bem feito, sem adereços nem arestas, bastante franco e agradável. Obteve a média de 84,60 pontos e custa R$75,00 na importadora.

DSC01613Douro – Lavradores da Feitoria 3 Bagos 2005 (Mistral) – fruta em geleia, herbáceo, algo de salumeria e boa presença mineral no nariz que demosntra uma certa complexidade. No palato mostra-se ainda bem firme, boa textura, concentrado, equilibrado com uma acidez gostosa que chama comida, num estilo muito próprio e um final algo especiado. Obteve a média de 85,10 pontos e custa em torno de R$75,00 na importadora.

Desafio terminado, tivemos o interessante fato de que, apesar de o Alentejo ter levado este derby com um total de 5158 pontos contra os 5112 pontos do Douro, o grande campeão da noite, a melhor performance individual ficando com o título de Melhor Vinho, foi o Casa Ferreirinha Vinha Grande 2003, do Douro. Na sequência, Herdade do Pinheiro Reserva, Vila Santa, Herdade Paços do Conde Reserva e finalizando o podium o Herdade da Sobreira, todos do Alentejo. Entre o primeiro e o quarto classificado, uma diferença de menos de um ponto o que poderíamos considerar ser um empate técnico. Uma bela seleção de vinhos com esta quina um degrau acima dos demais num desafio definido pelo fotochart!

O Melhor Custo x Beneficio ficou com o Duorum 2007 e a Melhor Compra o Herdade do Pinheiro Reserva, este último por voto direto. Agora vejamos o vinho preferido de cada degustador e sua pontuação:

  • Ralph Schaffa – Vila Santa – 89 pontos
  • Claudio Werneck – Paços do Conde reserva – 91,5 pontos
  • Breno Raigorodsky – Vila Santa – 90 pontos
  • Francisco Stredel – Herdade do Pinheiro Reserva – 91 pontos
  • Alexandre Frias – Paços do Conde Reserva – 87 pontos
  • Evandro Silva – Vinha Grande – 90 pontos
  • Luis Fernando Leite de Barros – Herdade do Pinheiro Reserva – 91 pontos
  • Fabio Gimenes – Vinha Grande – 96 pontos
  • Zé Roberto Pedreira – Vinha Grande – 91,5 pontos
  • Simon Knittel – Vinha Grande – 89 pontos
  • Daniel Perches – Paços do Conde Reserva – 93 pontos
  • João Filipe Clemente – depois de meia hora de indecisão e por meio ponto sobre o Paços, o Vila Santa – 88,5 pontos.

Alentejo x Douro 012

Caso queira localizar uma loja próximo a você onde possa comprar um ou mais dos rótulos acima, contate o importador ou produtor acessando Onde Comprar.

Salute e kanimambo. Mês que vem tem mais!

Salvar

Champagne Tsarine na BR Bebidas

Jacques-Louis ChanoineA convite do amigo Fredo da BR Bebidas, passei para conhecer esta nova champagne que chega ao Brasil pelas mãos do Vincent Kieffer, um dos baluartes dos vinhos de Provence em nossa terra brasilis através de sua KB-Vinrose. Conheci o Vincent na Expovinis quando trocamos umas idéias enquanto provava alguns bons rosés trazido por ele. Francês boa praça, casou com uma brasileira e acabou ficando por aqui onde encontrou seu habitat na bonita cidade do Rio de Janeiro, mais por paixão dele por nós do que por vontade dela.  Agora o reencontro com mais uma descoberta dele, no mercado faz cerca de dez meses, os Champagnes Tsarine, legal esse garimpo que ele faz e nós aproveitamos. Mais presente no Rio, na carta dos melhores hotéis boutique do Estado do Rio ( La Suite, Santa Teresa,-Rio-Insólito  Búzios, Casa Turquesa-Paraty-) e nas lojas especializadas (Enoteca Fasano,Garcia & Rodrigues, Intervinos, Safra Wine) do que aqui em Sampa, devagar vai ganhando espaço entre as boas lojas do ramos, entre elas a BR com quem mantêm uma parceria.

BR Bebidas 010          Para começar, a garrafa do Tsarine é de chamar atenção, mesmo com uma foto bem ruinzinha como a minha, com um design diferenciado concebido como se fosse um perfume e lembra os telhados das igrejas de São Petersburgo! É um espumante produzido em homenagem aos Czares da Rússia  pela casa Chanoine Fréres (irmãos Chanoine), a segunda mais antiga de Champagne, produzindo desde 1730 em Ebernay. É um champagne muito conceituado, o Cuvée Premium possui 90 pontos na Wine Spectator, sendo presença infalível  na cerimônia dos Cesars (os Oscars do cinema francês). Para quem estiver por Paris, ele é, entre outros lugares, servido no Fouquet’s no Champs Elysées aonde o Presidente Sarkozy foi comemorar sua vitória na eleição presidencial.

          No entanto, não tomamos pontuação nem é de nosso interesse, pelo menos meu, tomá-lo com o Sr. Sarkozy , a não ser que ele me convide o que não poderia recusar (rsrs), então importante mesmo é saber como ele é na boca, que é o que interessa. Nesse dia, cheguei tarde e pouco pude provar do Cuvée Premium , mas me esbaldei com o Rosé. Um champagne marcante, mesmo eu não sendo um grande aficionado deste estilo, que me seduziu. Elaborado com um terço cada de Pinot Noir, Chardonnay e Petit Meneure, é de uma perlage muito fina e abundante com uma paleta olfativa bem frutada e algo floral. Na boca a fruta é exuberante e delicada ao mesmo tempo, balanceada com enorme frescor,  alguma levedura, bom corpo, cremoso e de muita finesse, um rosé diferenciado e muito saboroso. O branco, Cuvée Premium, não deu para provar direito, então não o comentarei hoje, mas já está escalado para uma prova que farei agora em Novembro e que compartilharei com os amigos assim que esteja tudo acertado. Os comentários, no entanto são todos muito positivos e já me deixaram com a curiosidade aguçada.

          Bom para cair fora das tradicionais marcas, presente que deve encantar e surpreender, um preço bem mais acessível que a maioria, certamente uma boa opção para quem busca um espumante mais sofisticado e diferenciado com um custo módico em comparação com o que está hoje disponível no mercado.

Salute e kanimambo.

Ps. quer ver foto bonita? Então clique no link da Tsarine, show de bola.

Derby Português – Alentejo x Douro

Clipboard Alentejo X DouroNa impossibilidade de postar no fim de semana em função de mais uma ‘travada’ do speedy , começo a semana anunciando um famoso derby, um Alentejo x Douro para ninguém botar defeito, é este o tema de mais um Desafio de Vinhos promovido por este blog. Desta feita, 15 degustadores terão a oportunidade de provar ás cegas doze vinhos com cada uma das regiões sendo representada por seis desafiantes. Teremos os tradicionais resultados individuais (Melhor Vinho, Melhor Custo x Beneficio e Melhor Compra) e, pela primeira vez, um pela região. Parte dos vinhos conheço e outros não, mas mais uma vez ficará clara a alta qualidade dos vinhos portugueses e os preços competitivos praticados no mercado, fatores essenciais que deixam Portugal como a terceira mais importante origem de vinhos importados. Vinhos essencialmente de corte, uvas autóctones, sabores diferentes do que nos acostumamos a tomar por aqui, habituados que estamos aos varietais de uvas internacionais que nos são oferecidos aos montes por nossos hermanos chilenos, argentinos e uruguaios assim como a própria produção brasileira.

            Desta feita o Desafio se dará num restaurante relativamente novo em São Paulo, o Franciacorta, uma sugestãoDesafio Alentejo x Douro 001 de nossa amiga e parceira Eliza da Lusitana. Estive lá, um restaurante gracioso, cheio de charme que vale a pena ser descoberto pelos amigos. Apesar do nome Italiano, é essencialmente um bistrô de orientação francesa e influência da região que, esta noite, topou “inventar” comigo na criação de um menu especial com receitas familiares minhas para o jantar que se seguirá ao Desafio de Vinhos. Algo inusitado que, esperamos, venha a ter o resultado que almejamos. Depois falo um pouco mais sobre este lugar aconchegante e de gente simpática.

A banca de degustadores já confirmada que me acompanhará nesta empreitada será a de quase sempre e composta pelos amigos; Dr. Luis Fernando Leite de Barros (enófilo), Evandro Silva e Francisco Stredler (Confraria 2 Panas), Emilio Santoro (Portal dos Vinhos), Simon Knittel (Kylix), Ricardo Tomasi (Sommelier/Specialitá), Ralph Schaffa (Restauranteur), Alexandre Frias (Diario de Bacco), Claudio Werneck (Le Vin au Blog-RJ), Fabio Gimenes e José Roberto Pedreira (enófilos da Confraria de Embu), Denise Cavalcante (Assessora de Imprensa) e como convidados especiais o colaborador, colunista e jurado FISAR Breno Raigorodski e a amiga Eliza Leão da Lusitana de Vinhos e Azeites, num total de 15 membros. Como a Eliza tem um vinho desafiante inscrito no Desafio, sua nota, por uma questão ética mesmo com a degustação sendo às cegas, será excluída do resultado final. Agora, você quer saber mesmo é quem são os Desafiantes ao Podium, então lá vai:

CVR AlentejoALENTEJO – A equipe é composta de alguns dos mais saborosos e conceituados rótulos de média/alta gama dos vinhos da região.

  • Herdade do Pinheiro Reserva 03 (Beirão da Serra) – o grande campeão do Desafio de Vinhos Portugueses e um dos vinhos da região que me agradam sobremaneira, corte de 50% Aragonez, 25% Trincadeira e o restante de Touriga Nacional. Preço aproximado de R$75,00 com mais presença nos pontos de venda do Rio de Janeiro, algo em São Paulo de forma muito isolada e praticamente inexistente nos outros mercados nacionais. Outros competidores, outra prova, veremos se a performance será a mesma, porque a última foi arrasadora.
  •  Monte da Cal Reserva 04 (Winebrands), um vinho bastante conceituado em Portugal, mas que nunca tive o prazer de provar. De acordo com a Revista de Vinhos , que lhe dá 17/20 pontos, é um vinho vigoroso e austero que vamos ver como se sai neste embate. As cepas usadas no corte são as mesmas do Herdade da Sobreira; Syrah, Trincadeira e Alicante Bouschet. Preço na importadora,  R$65,00
  •  Herdade da Sobreira (Interfood) mais uma obra de Paulo Laureano, é um corte de Syrah, Trincadeira e Alicante Bouschet que, só pelo corte, já dá indicações de teremos pela frente um vinho potentoso, austero e de grande estrutura. Preço em torno de R$90,00.
  •  Herdade Paços do Conde Reserva 07 (Lusitana), corte de Syrah, Touriga Nacional, Aragonês, Cabernet Sauvignon e Alicante Bouschet,  mais um vinho de grande qualidade e arrebatador de corações que chega com um retrospecto avassalador. Novo, vai precisar da horinha de decanter que lhe atribuímos, e apesar de ter um preço em torno de R$120,00, para nossos leitores e seguidores o preço estará em torno de R$98,00 então dentro do limite de R$100,00 que estipulei.
  • Cortes de Cima 07 (Portal dos Vinhos/Adega Alentejana). Preferiria ver aqui o 2005 que acho estar em sua plenitude, mas este 2007 ainda não provei e espero que uma hora de decanter deva prepará-lo melhor para a prova. Tradicionalmente um vinho que oscila entre os 16 e 17 pontos na revista de Vinhos, este é mais um dos meus muitos xodós do Alentejo que custa em torno de R$90 a 95,00 tendo sido uma contribuição do amigo Emilio já que meu contato com a importadora anda meio emperrado. O corte foge um pouco ao tradicional, típico do produtor e marca registrada da casa que gosta de inovar e criar, 56% Syrah, 20% Aragonez , 11% Cabernet Sauvignon, 8% Petit Verdot, 5% Touriga Nacional.
  •  Vila Santa 07 (Casa Flora), mais um dos belos vinhos que o Alentejo produz e que me agrada sobremaneira, um corte de Aragonês, Trincadeira, Cabernet Sauvignon e Alicante Bouschet. O da safra anterior estava delicioso, agora veremos como está este e como se comportará cara a cara com seus pares e os adversários do Douro. Na Revista de Vinhos o 2006 obteve 16,5/20 pontos e 91 pontos da Wine Enthusiast.  O preço médio no mercado ronda os R$85,00.

mapa da região do DouroDOURO: Equipe que traz uma novidade ainda não disponível no mercado, mas por chegar, alguns nomes consagrados e vinhos diferenciados fugindo um pouco do pseudo padrão da região a que estamos acostumados por aqui.

  • Quinta Nova de Nossa Sra. do Carmo DOC 04 (Vinea), é um daqueles vinhos diferenciados, inclusive pela ausência de barricas de carvalho no seu processo, elaborado com um corte de Touriga Nacional, Tinta Roriz, Touriga Franca e Tinta Amarela. Provei e gostei, um vinho diferenciado e muito saboroso que espero venha a se dar bem nesta prova e que obteve 16/20 pontos na Revista de Vinhos. O preço atual é de R$75,00.
  •  Quinta do Fredo 07 (BR Bebidas/Vinhas do Douro), corte de Touriga Nacional, Tinta Roriz, Touriga Francesa e Tinta Barroca, elaborado pelo método tradicional de pisa a pé, uma das novidades que está para chegar e que teremos o privilégio de degustar “en premmier”. Tomei um gole da garrafa de prova e gostei das sensações que senti, acho que estaremos diante de um vinho muito interessante e aguardo ansioso a avaliação da banca de degustação. Um vinho desenvolvido especialmente para o Fredo da BR Bebidas com apenas 2.000 garrafas produzidas. O preço deverá ficar por volta dos R$65 a 80,00.
  • Duorum 07 (Casa Flora) com 16,5/20 pontos na Revista de Vinhos, é um projeto novo de dois enólogos que marcam a história do vinho em Portugal nas últimas décadas – João Portugal Ramos e José Maria Soares Franco – que elaboraram este vinho com vinhas velhas de Touriga Nacional, Touriga Franca e Tinta Roriz. O vinho tem sido bastante elogiado pelos críticos e colegas blogueiros em Portugal e o “gole” que tomei em uma feira prometeu, agora é conferir. O preço gira em torno de R$60,00
  •  Casa Ferreirinha Vinha Grande 03 (Zahil) elaborado com as tradicionais castas da região; Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Roriz e Tinta Barroca, de um tradicional produtor (Sogrape) com história para contar vem este vinho que dizem estar em seu age, repleto de charme e elegância. Na Revista de Vinhos obteve 16/20 pontos e custa R$88,00 na importadora.
  •  Três Bagos 2005 (Mistral) com 15,5 pontos da Revista de Vinhos, mais um vinho que não conheço e pelo que li um vinho também mais austero e sisudo, porém de grande elegância e com grande potencial gastronômico, o que nem sempre aparece nestas degustações ás cegas. Corte de Touriga Nacional /Touriga Franca /Tinta Roriz / Tinta Barroca, esperemos para ver como se sairá no embate e seu preço está por volta dos R$75,00.
  •  Churchill Estate 2006 (Expand) um vinho que há tempos aguça minha curiosidade tendo visto que a Wine Spectator lhe deu 90 pontos tanto em 2004, como 2005 e agora nesta safra de 2006. De acordo com eles, um vinho de ótima estrutura e profunda elegância, mais um a conferir. Preço na importadora por volta dos R$88,00.

         As diversas menções à Revista de Vinhos tem a ver que, por acaso, a revista que um amigo me trouxe de Portugal trazia um artigo de tintos até R$10,00 onde a maioria dos desafiantes tinha sido avaliado e por, quer queiramos quer não, a revista é uma importante fonte de referência para os vinhos portugueses. Quem ganhará, alguém arrisca? Nem a região?!

 No fim de semana que vem retorno à programação com a coluna do Breno, speedy permitindo, e amanhã a segunda parte do resultado do painel de vinhos até R$50,00, desta feita com vinhos entre R$30 e 50,00. Nos vemos por aqui.

Salute e kanimambo.

Gastronomia e Harmonização

sunday Oct 11th 002Vejam que não me referi  á enogastronomia, e sim a gastronomia porque harmonização não se faz somente com vinhos. Como em matéria do Paladar, a harmonização de um prato pode ser feita com diversos e divinos liquidos, sejam eles cervejas, sucos, caipirinha, vinhos ou qualquer outro ou até nenhum, já que a principal harmonização, a meu ver, é com as pessoas. Neste fim de semana preparei um churrasco tradicional JFC, ou seja: lingüiça, costelinha e picanha. Antes, como aperitivo, tomei uma cerveja que me agrada muito, a Leffe. Já fui mais de cerveja, mas até hoje gosto de uma Stella Artois, de um chopp Warsteiner ou de uma Erdinger Weissbier, todas muito especiais, mas uma me completa, a cerveja de Abadia que é, normalmente, bastante cara, mas esta, de origem belga, nem tanto tendo harmonizado muito bem com carne seca (Beef Jerkee), defumada, desidratada e levemente apimentada , um substituto para meu saudoso e sempre apetecível  “biltong”.

Agora, já que aqui se fala mesmo é de vinho, se mata a cobra e mostra o pau, aqui está minha principal harmonização deste fim de semana, a minha costelinha de porco na brasa com vinho verde, neste caso o gostoso Varanda do Conde um corte das uvas Alvarinho e Trajadura.sunday Oct 11th 004 Este é um vinho do qual tenho sempre uma garrafas em casa porque me dá muito prazer e é um perfeito companheiro para a costela ou um lombinho de porco no forno. De um intenso frescor e acidez rasgante, perfeitamente balanceado e pleno de sabor é uma perfeita combinação com comidas mais gordurosas. Há pouco tempo o usei numa harmonização com feijoada e tanto eu como os convivas,  pode ter sido mera cortesia dos amigos, adoramos essa combinação. A acidez corta a gordura e realça sabores com ótimos resultados, uma de minhas harmonizações preferidas e um vinho que me grada muito e tem mais, não é caro custando algo próximo aos R$30,00 variando em 20% para cima ou para baixo dependendo de onde comprar. Outros vinhos verdes poderão ser opções, sejam blends como um varietal de Alvarinho ou Loureiro ou Avesso ou …. rs.

Experimente você e depois compartilhe suas opiniões conosco. Salute e kanimambo.

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Vinhos da Espanha na Cultvinho

                Que o mundo do vinho tupiniquim anda em polvorosa com uma tremenda dança de cadeiras, isso já não é mais noticia. Que estamos vendo um crescimento acentuado de novas pequenas importadoras com foco em nichos, também não. Mesmo não conhecendo algumas, temos a De La Croix, a Cave Jado e a Emporio Sorio (Córsega) todas com vinhos franceses, porém com nichos diferenciados, a Wine Lover’s com vinhos americanos, a Vinho Sul, Porto Mediterraneo e Brasart com vinhos chilenos e argentinos, a  Tradebanc com vinhos italianos, Vinhas do Douro  e por aí afora. Faltava alguém que focasse a Espanha, mas não falta mais.

CultvinhoChegou a Cultvinho, uma empresa movida pela paixão e razão, ou melhor, pela Sandra e Armando o casal que abraça esta causa. Já são 43 rótulos, 14 deles abaixo de R$100,00, com projetos de chegar a próximo do dobro dentro de um tempo. Inicialmente centrado em pequenas vinícolas familiares de pequena produção e grande qualidade o foco de região é a Rioja Alavesa, que possui uma característica de vinhos mais modernos, e algo de Ribera Del Duero, mas a idéia é expandir esses horizontes para outras regiões de Espanha já havendo alguns rótulos do Priorat, Málaga e Penedès.

         Junto com alguns outros colegas blogueiros, tive a grata satisfação de participar de uma degustação seguida de almoço lá no Café Journal, um local muito bonito, simpático, com uma decoração rústica chic e intimista que serve um Buffet primoroso. Gosto de degustações em locais que possuem Buffet porque permite-nos brincar num playground de sensações diversas harmonizando vinhos e comidas, fazendo exercícios loucos, enfim me esbaldo! O maior foco, no entanto, é nos vinhos e estes vieram confirmar a ótima escolha de bodegas feita pelo casal. Nessa parceria, o Armando aporta com toda a sua experiência industrial e empresarial de diretor de multinacional automobilística por vários anos tendo sido presidente da Mercedes Benz Espanha onde consolidou sua relação com o vinho, ele que é português. A Sandra, sua esposa brasileira da gema, já na apresentação da empresa e seus planos, mostrou claramente de onde vem a paixão nessa parceria. Uma dupla que, “despacio”, certamente vai encontrar seu espaço! Uma bela sacada que eu aplaudo, inclusive pela boa relação custo x  beneficio apresentada.

Cultvinho 003Tanto o Álvaro (Divino Guia) como o Beto (Papo de Vinho) quanto o Daniel (Vinhos de Corte), todos com links aqui do lado, já fizeram alguns comentários, porém não posso deixar de dar meus pitocos aqui e registrar minhas impressões dos vinhos provados e que teve, a meu ver, dois grandes destaques entre os diversos bons rótulos provados. Provamos um vinho branco e cinco tintos de muito boa qualidade.

Ostatu Tinto Jovem 2008, um 100% tempranillo muito frutado, produto da maceração carbônica por que passa, num estilo de vinificação a la Beaujolais Noveau. Muito gastronômico, aliás como foram a maioria dos vinhos provados, para ser servido fresco, ao redor de 14º acompanhando umas tapas. Bom, correto, mas é um estilo de vinho que não me encanta. Preço R$54,00.

Nobleza Dimidium 2007, aromas gostosos, muita fruta, madeira sutil. Na boca é de corpo médio, taninos aveludados, acidez moderada, final algo seco e especiado de média persistência. Vinho agradável, sem arestas e de preço justo, R$64,00.

Ostatu Crianza 2006 de nariz muito tímido, ganharia muito com uns 45 minutos de decanter, cresce na boca onde se mostra complexo, redondo mostrando boa estrutura e taninos finos, guloso e de boa persistência que só melhorará com mais alguns anos de garrafa apesar de já ser muito apecetível. Preço justo por um crianza desta qualidade, R$94,00.

Cultvinho 008Erial 2007, um senhor vinho já na paleta olfativa complexa e encantadora em que sobressai a fruta e um chocolate expressivo que convidam a levar a taça à boca. No palato é equilibrado, muito boa estrutura, denso e rico preenchendo a boca com sabores sedutores, taninos maduros e sedosos com um agradável final de boca. Provavelmente o melhor vinho desta degustação que é vendido a R$114,00 no site da Cultvinho, mas que ainda não foi o meu vinho.

Cultvinho 007Prios Maximus Roble 2007, apesar da muito boa coleção de vinhos apresentados, foi este que me seduziu por completo tendo, inclusive, achado que foi o que mais facilmente se harmonizou com os mais diversos pratos provados e apresentado a melhor relação custo x beneficio entre os vinhos tintos provados. Possui um nariz de boa intensidade, muito frutado e fresco, com algo difícil de encontrar num tinto, toques cítricos que o tornam muito interessante. Na boca é encantador com bom volume de boca, equilibrado, harmônico repetindo a fruta do nariz, macio, um vinho vibrante e muito gostoso que só cresceu com a comida em função da ótima acidez. Com um preço de R$78,00, um achado que recomendo aos amigos.

Cultvinho 004Ostatu Branco Joven 2008, faz parelha com o Prios no meu pódio do dia. Corte de Viura e Malvasia de vinhedos de mais de 60 anos, possui  delicados e sutis aromas cítricos, frutos brancos como pêra e melão, com nuances minerais que encantam à “primeira fungada”.  Com o tempo em taça aparecem alguns aromas mais doces, provavelmente em função da presença da malvasia.  Na boca, complementa aquilo que prometia no nariz mostrando-se muito fresco, cremoso, saboroso e fácil de encantar. Com uma salada, queijinho de cabra/endívias e tomatinhos cereja, frutos do mar ou acompanhando uma costelinha na brasa, certamente um grande prazer.  Um destaque ainda maior porque é uma das melhores opções disponíveis no mercado nesta faixa de preços, excelentes R$38,00 que faz com que ele seja o campeão na relação de Qualidade x Preço x Prazer. Maravilha!

            A linha de rótulos é vasta, cada um tem seu gosto e aprecia mais determinados estilos de vinho do que outros, então aventure-se pelo site e curta alguns desses bons caldos. Do que provei e o que pude conhecer da empresa e seus projetos, gostei e recomendo. Sigo achando que os vinhos espanhóis ainda estão longe de terem a participação de mercado que merecem e torço para que este novo empreendimento incentive mais importadores a alçarem vôo naquela direção. Aliás, até porque não posso deixar de puxar a sardinha para meu lado, os vinhos da Peninsula Ibérica são show!

Salute e kanimambo.

Pequeno Dicionário de Português x Brasileiro – Parte IV

dicionario1 Este vinho tinto vinificado em extreme com tinta amarela, é muito porreiro e fácil de encontrar no mercado retalhista lisboeta, mais barato do que os preços nas garrafeiras. Melhor seria dizer que é uma tara, especialmente quando acompanhado de uma tarte de pimentos assados, algo que me sabe muito bem. Podem-me chamar de saloio, mas me fio no feitio do banheiro, que é gajo sério e fiche, quando me diz que é um dos melhores vinhos de Portugal. Ou será que me está a enfiar o barrete?

       Meus caros, com esta última lista e frase acima, que agora já deve dar para “traduzir” facilmente, finalizo meu Pequeno Dicionário que espero vos ajude a compreender melhor o idioma de Camões. Outras palavras existirão, especialmente na área enogastronômica, que espero os amigos possam ir completando através de comentários. Com maior prazer revisarei os posts inserindo estas nova palavras e/ou expressões.

Relva Grama
Rés-do-chão Térreo
Resolúvel Solucionável
Ressonar Roncar
Restauração Restauração ou região de restaurantes
Restolho Sobras, resto do resto, algo ruim sem uso.
Retalhista Varejistas
Retrete Privada, vaso sanitário
Rojões Pedaços de carne de porco conservada em banha.
Rotunda Praça circular. -CUIDADO – Em Portugal, como no resto da Europa, quem está fazendo a rotunda tem preferência no transito e não quem entra pela direita como prática comum no Brasil, mesmo que a lei seja a mesma.
Rulote Trailer
Saber bem Tem a ver com sabor. Ex. uma tosta e um galão iam-me saber bem agora.
Saco Saco mesmo, e só. È muito comum ir á padaria levando seu próprio saco. Ao significado dado pelos Brasileiros à palavra saco, em Portugal se usa bolas, tomates, etc.
Saloio Caipira
Sandes Sanduíche
Sanita Privada, vaso sanitário
Sapateira Um prato feito de carne de um tipo de caranguejo e servido gelado, normalmente na própria casca. Pitéu.
Sarilhos Encrenca, confusão
Sebenta Apostila
Secretária Mesa de escritório / Escrivaninha
Sem crise Sem problema
Serviços de restauração Serviços de restaurante
SIDA AIDS
Sitio Lugar
Sorna Pessoa indolente, preguiçoso
Sova Surra
Sumo Suco
Supressão de berma à frente Término do acostamento logo adiante
TAC Tomografia axial computadorizada. Um exame de raio X, muito comum em Portugal.
Tacho Panela
Talho Açougue
Tara Qualquer coisa muito boa ou bonita, inclusive pessoas. Ex. o almoço estava uma tara.
Taralhoco/a Senil, gagá.
Tareia Surra
Tarte Torta
Tasca Boteco em que se servem refeições prontas, nosso “pf”, porém de boa qualidade.
Tejadilho Teto (capota)
Telemóvel Celular
Tenda Barraca
Tensão Pressão arterial
Ter lata Cara de pau
Ter tomates Gíria para determinar alguém com “aquilo” roxo, corajoso, macho.
Teso Duro, sem dinheiro.
Tirar um curso Fazer um curso
Titulo Bilhete (ônibus, trem, metrô)
Tosta Torrada
Tosta mista Misto quente
Trambulhão Tombo
Traque Também conhecido como bufa, ato de soltar gazes.
Travão Freio
Trepar Mero ato de subir
Trinca-espinhas Pessoa alta e magérrima
Trincar Morder
Tripeiro Pessoa nascida na cidade do Porto
Troço Trecho
Trolitada Pancada
T-shirt Camiseta
Utente Usuário
Vale dos lençóis Cama. Ex. estou estafado, chega por hoje, vou para o vale dos lençóis.
Valente Valente, mas também usado com o intuito de grande, robusto.
Varicela Catapora
Ventoinha Ventilador
Verniz Esmalte para unhas
Vinho em extreme Vinho varietal, produzido com uma só cepa.
Visa Cartão usado para crédito
Zaragata Briga, discussão, confusão
Zé dos anzóis Um Zé ninguém, individuo qualquer, sem valor..
Zona Região

Salute e kanimambo

Frutos do Mar e Vinho Verde Branco

marithimus 005Gosto que me enrosco desta clássica harmonização, mas como a maioria, a cozinha não é dos meus fortes apesar de me esforçar e até fazer algumas coisas interessantes. Frutos do mar, por exemplo, são iguarias que ainda não dominei (exceção feita á caldeirada de lulas) e como gosto de combiná-los com bons vinhos brancos de ótimo frescor, esta linha de produtos da Marithimu’s veio bem a calhar. Já apresentei os produtos desta nova empresa de Santa Catarina há um tempinho atrás, mas fiquei de degustar e compartilhar a experiência com os amigos, o que finalmente faço e, como podem ver pelos potes, não sobrou nem cheiro para contar a história, só mesmo escrevendo.

        Num primeiro momento, abri o pote de deliciosos e suculentos pedaços de polvo, tenros, delicados e saborosos. Para acompanhar algumas fatias de pão italiano levemente aquecidos que gulosamente molhava no óleo que envolvia o polvo, abri uma garrafa do delicioso Quinta do Ameal Loureiro 2007  (Vinho Seleto) que escoltou o polvo em perfeita harmonia e sedutor encantamento. Ambos suaves, delicados e saborosos, cresceram juntos me Diversos 043enchendo a boca de prazer e a alma de satisfação. Uma bela “maridage” para ninguém colocar defeito e uma pena que esta minha degustação tivesse que ser interrompida por um acidente que requereu minha urgente e imediata atenção tendo, inclusive, me feito esquecer o fato de que não tinha fotografado esse encontro especial. Pelo menos curtam o rótulo, por que o resto desapareceu muito rapidamente. O Quinta do Ameal é um dos bons exemplos do que os vinhos elaborados com a casta autóctone Loureiro podem gerar.  Muito fresco, aromático, saboroso, suave e repleto de sutilezas num estilo que nos faz lembrar os bons vinhos alemães da região do Mosel e que acaba muito rapidamente. Melhor ainda porque tem um preço bem convidativo, por volta dos R$42,00

        Três semanas depois o segundo momento e este mais programado, sem interrupções e mais satisfação. Aliás, tenho que reconhecer que este produtos e um bom vinho branco são parceiros infalíveis e, muito importante, fácil e rápido de servir. Estou longe de ser um craque na cozinha, muito menos uma Renata Braune que soube como ninguém trabalhar estes produtos ou outros autores que aparecem na seção de receitas do site da Marithimu’s. No entanto, seguir receita eu sei, e segui a de Bruschettas de Ostras que vem com a própria embalagem, mas que também tem no site. Dois potes, um com mexilhão e o outro com ostras, que traçei devidamente acompanhado por um dos mais saborosos alvarinhos, o divino Soalheiro 2007.

Receita0001

         Para começar, preparei as bruschettas com as ostras, tendo feito um teste também com o mexilhão em somente duas. Achei que a delicadeza da ostra se houve melhor na bruscheta tendo deixado o restante do mexilhão para comer somente com pedaços de pão italiano levemente torrado, uma verdadeira delicia. Enquanto escrevo me vêm á memória os aromas e sabores tanto do prato como do vinho, deixando-me com água na boca, prova cabal de que essa harmonização foi perfeita. Costumo dizer que vinhos de longa persistência são aqueles que ficam na memória, pois bem essa harmonização seguiu o mesmo padrão.

Comemoração Bruno 008

           O Soalheiro, esse é um caso à parte, um vinho elaborado com 100% da cepa Alvarinho que é uma de minhas preferidas, sendo este rótulo muito especial, tanto que sempre que passo em Portugal me asseguro de trazer uma ou duas garrafas, até porque não é caro, custa algo próximo a 8 Euros. Uma pena que não posso trazer de caixa pois correria o risco dos fiscais da alfândega acharem que fosse para revenda! Existem vinhos de maior nome e bem mais caros, que não lhe chegam aos pés e, por outro lado, é campeão de consistência anos após ano possuindo uma característica interessante, envelhece bem. Uma pena que nunca lhe dou esse tempo e acabo com ele ainda jovem pois é irresistível. È um vinho de muita classe, grande intensidade aromática em que se sobressai damascos e flor de laranjeira com espectro floral e frutado que encanta. Na boca é exuberante e algo cítrico com  deliciosa textura e riqueza de sabores, sedutor e um final mineral que nos deixa pedindo mais. Um dos grandes vinhos brancos portugueses e quem ainda não teve oportunidade de o provar está perdendo. Faça-se um favor e compre uma garrafa aqui na Mistral, só para conferir se toda essa minha empolgação tem, ou não, razão de ser. Se não for com estas iguarias, que seja com um belo risoto de camarão, garanto que será um manjar digno dos deuses!

         Dois momentos, duas harmonizações deliciosas que recomendo aos amigos e uma dica ao pessoal da Marithimu’s, disponibilisar, opcionalmente, embalagens maiores com o dobro do conteúdo. Eu vou me garantir e fazer algum estoque, tantos dos vinhos quanto dos deliciosos quitutes dos amigos da Marithimu’s. Salute e kanimambo.

Pequeno Dicionário de Português x Brasileiro – Parte III

dicionario1           Bem, na verdade ia postar mais uma das quatro listas de meu pequeno dicionário somente na Terça, mas a preguiça e a necessidade de apresentar a coluna ao jornal nesta Segunda tomaram todo o meu fim de semana. Pretendia postar os resultados e comentários do Desafio de Vinhos de Uvas Ícones hoje e Quarta, mas fica para amanhã já que aproveitei esta parte III do Dicionário que já estava pronta. Aproveitem, agora já têm a maior parte do dicionário, e destrinchem as frases que listei nos posts interiores e mais esta:

“O gajo, um trinca-espinhas que usava verniz, peneirento e aldrabão, gostava de entrar em tascas e pedir sapateira, como se isso fosse casual. No fundo era um Zé dos anzóis que mal e mal trincava uns rebuçados velhos e vivia de restolhos que a vizinha mista lhe deixava na porta de seu apartamento de dois assoalhados, morada que a maioria desconhecia. Tomates lhe faltavam, mas lata não e era comum vê-lo na zona a soltar piropos ás miúdas que passavam o que, invariavelmente, o metiam em sarilhos quando algum namorado matolão por lá aparecia e aplicava-lhe uma valente tareia, deixando-o bastante magoado e com algumas nódoas negras pelo corpo. Uma vez, tentou engatar uma rapariga que andava pelo passeio com um cão que lhe acabou mordendo, fazendo com que tivesse que tomar uma pica, só por garantia, já que nem massas tinha para fazer um penso. Emfim, um sorna que mais estava para partir um choco do que para enveredar pelos caminhos da labuta diária na busca do pão de cada dia. Preferia tentar meter o barrete a um e a outro e, com isso , lá ia levando a vida aos trambulhões.”

Este pequeno dicionário poderá receber verbetes e adições por parte dos amigos tendo alguns, inclusive, já feito isso. Mande-as via comentário que eu agrego e, se tiverem mais contribuições na área de enogastronomia, tanto melhor. Por sinal, estava me esquecendo do Esparregado! Inclui na parte II e não recuse quando lhe oferecerem, é muito gostoso. Aproveitando, quero pedir uma ajuda para, de forma sintetizada, explicar a palavra, ou melhor prato, MIGAS. Alguém se arrisca? Seio que é, gosto mais ou menos, mas não consigo explicar.

Hospedeira Aeromoça
Imperial Chopp
Inversão de sentido ou de marcha Retorno
Invisuais Cegos
Ir a baixo, carro Deixar o carro morrer
Ir aos copos Ir tomar umas biritas, ir a um bar tomar uma cerveja ou qualquer outra bebida alcoólica. Happy hour.
Iscas com elas Prato de tiras de bife de fígado com batatas. Bom demais!
Joaquinzinho Manjuba
Jogo de singulares ou pares Jogo de simples ou duplas
Ladrar Latir
Lambe-botas Puxa saco
Lanço Trecho
Lés-a-lés Ponta a ponta
Ligeiros Carros de passeio
Lixívia Água Sanitária
Lomba Lombada
Lume Fogo
Lume brando Fogo baixo
Maçada Chato/saco. Ex. Posso te levar em casa, não é maçada nenhuma.
Magoar Machucar
Mala de mão Bolsa de mulher
Malta Turma
Mandrião Preguiçoso
Maningue (origem africana) Muito
Maple sofá
Marcação (mesa) Reserva
Marco Caixa de correio
Massas Grana
Matabicho (origem Africana) Café da manhã
Matolão Pessoa grande
Matraquilhos (matrecos) Pimbolim
Matricula Placa de carro
Mau feitio Mau gênio
Me causa impressão Me incomoda, me é estranho.
Mesa de cabeceira Criado-mudo
Meter o Barrete Tapear. Ex. não tentes me meter o barrete que não sou parvo.
Mista Morena (mulata)
Miudo/a Garoto/a
Monhé Gíria depreciativa para denominar um Indiano
Montra Vitrine
Morada Endereço
Mudança (carro) Cambio
Mulher-a-dias Faxineira diarista
Multibanco Cartão usado para débito
Natas Creme de leite
Nódoa Mancha
Nódoa negra Roxo (hematoma)
Oferta Presente
Ovos escalfados Ovos poché
Pai Natal Papai Noel
Panasca O mesmo que paneleiro, pederasta, homossexual.
Paneleiro Gay, homossexual
Pão ralado farinha de rosca
Papa-açordas Cara lento, molenga, indolente
Papo-seco Pãozinho
Paragem Estação, ponto
Partir Quebrar
Partir um choco Tirar uma soneca (contribuição da Fátima Santoro)
Passadeira Faixa de pedestres
Passeio Calçada
Pastel Doce
Pastelaria Doceira
Pastilha elástica goma de mascar, também conhecido como xoinga.
Patuscada reunião de pessoas com comes e bebes repleta de guloseimas, festança.
Pato Trouxa, também pato
Peixeira Mulher que vende peixe
Pele Couro. Ex. casaco de pele ou carteira de pele.
Peneirento(a) Tipo vaidoso. Ex. pessoa cheia de peneiras.
Penso curativo
Penso higiênico Absorvente intimo
Penso rápido curativo tipo band-aid
Peões Pedestres
Pequeno almoço Café da manhã
Perceber Entender
Peugas Meias
Pevide Caroço
Pica (tomar uma) Injeção
Picadura Picada, mordida de inseto
Picante Ardido, usado com relação à pimenta
Pildra Xadrez, prisão
Pionés Percevejo, tachinha
Pipa Muita quantidade. Ex. esse restaurante cobra uma pipa de massas.
Piri-piri Pimenta
Piropo Galanteio
Policia judiciária Policia Civil
Ponta de um corno Coisa de pouca valia, insignificante.
Porreiro Legal, muito bom
Portagem Pedágio
Pouquexinho Pouquinho
Praça de restauração Parece mas não tem nada a ver com restauração. É alusivo a restaurante, seria uma praça de alimentação em um shopping ou área semelhante
Prego Sanduíche de contra filé, churrasquinho. Também, prego.
Prenda Presente
Prolongamento Prorrogação
Propina Gorjeta / Mensalidade
Pulha Pessoa sem dignidade, sacana
Punheta de bacalhau Um delicioso prato de bacalhau desfiado á mão.
Puto Moleque
Quanto baste (usado em receitas) A gosto
Quebrado Partido
Quinta Sitio
Rabo O próprio, bunda, ou o fim de alguma coisa. Ex. rabo da bicha (fim da fila)
Rafeiro Vira-lata
Ralhar Dar bronca
Rameiras Prostitutas
Rapariga Moça
Rasca Coisa ruim sem qualidade. Também usado como estar com dificuldades, aflito.
Rato (computador) Mouse
Rebuçado Bala doce
Refilar Reclamar, resmungar
Reforma Aposentadoria
Reguila Traquina, levado

Assim que der publico a Parte IV, que finalizará, por enquanto, este Pequeno Dicionário. Por hoje é só, amanhã retomo com o Desafio de Uvas Ícnones que produziu duas belas surpresas.

Salute e kanimambo

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