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Vinhos Abaixo de Quarenta Que Satisfazem

Díficil a tarefa de encontrar bons vinhos que satisfaçam tanto o palato como o bolso, especialmente abaixo das 40 pratas, mas os há por aí. Tem gente que não acredita, que tem preconceito para com vinhos mais em conta, porém num país de preços exorbitantes de tudo, há que se garimpar esses rótulos. Pessoalmente e não é de hoje, adoro pesquisar esses rótulos até porque sempre tive que pagar por meus vinhos e nem sempre a grana abundou. Estou sempre aberto a receber vinhos para prova nessa faixa de preços, porém é incrível como vem pouca coisa e desses, o tanto que rechaço!

Os vinhos chilenos nessa faixa não têm me agradado muito e mesmo os argentinos que conseguem fazer uns vinhos mais palatáveis estão perdendo para os vinhos Lusos e olha que existe aqui uma diferença alta de taxação, 27%, isso sem falar de custos de transporte! Para mim, a linha que separa o mediano do medíocre, indepentente de origem, é a traçada pelo preço de R$25,00 porém até aí existem exceções (sempre as há) mesmo que bem mais raras.

Portugal FixeJá me referi há um tempinho atrás, de que nessa faixa de preço não tem para ninguém, existe uma série maior de melhores vinhos portugueses nessa faixa de preço do que de qualquer outra origem e para todos os gostos; fruta madura, madeira, sem madeira, alto teor alcoólico, baixo, tintos, brancos, rosés e por aí vai. Hoje listo aqui três vinhos de três regiões diferentes que surpreendem os mais incautos e os esnobes de plantão. Tomados ás cegas, tradicionalmente transmitem uma percepção de valor bem maior, como se fossem vinhos entre os R$50 a 60,00 e desafio você a fazer esse teste. Para mim, uma seleção de bons vinhos para o dia-a-dia com preço para lá de convidativo e, muito mais que medianos, são muito bons vinhos nessa faixa mostrando uma qualidade acima da média.

Costumo dizer que os vinhos conversam com a gente, alguns mais que os outros, e estes já têm um papo bastante agradável, têm o que dizer e o dizem bem! Agora, só toma Carmenére, Cabernet Sauvignon e Malbec, bem nesse caso creio que está perdendo muiiiiito por não ousar e diversificar, mas respeito pois nem todos gostam de blends e esses são todos fruto de uma composição de uvas e muitas autóctones de Portugal. Como diz o ditado, o que seria do amarelo se todos só gostassem do vermelho?! Bem, eis os vinhos e minha rápida e sintetizada opinião sobre eles:

Vinhos lusos abaixo de 40 pratas

VilaFlor tinto – Produzido no Douro Superior pela Casa de Arrochela, é um vinho com blend típico da região; Touriga Franca, Touriga Nacional, Tinta Roriz e Tinta Barroca com educados 13% de teor alcoólico, acidez bem equilibrada, ótimo meio de boca (bom de papo), rico, fruta e especiarias bem presentes, taninos aveludados com um final de boca de boa intensidade. O branco é outro achado que ganhou como o melhor branco abaixo de R$50 na Expovinis deste ano e já mencionei aqui.

Confidencial Tinto – Este vem da região Lisboa e conhecemos numa apresentação que o Master of Wine Dirceu Viana Jr., brasileiro que mora em Londres e é o único Master of Wines da língua portuguesa, fez numa máster Class sobre vinhos portugueses e da escolha de seus TOP 50 vinhos lusos para terras tupiniquins. Elaborada pela Casa Santos Lima, é um vinho elaborado com cerca de seis a oito castas não divulgadas. Bem frutado, médio corpo, rico, frutas silvestres, taninos maduros e suculentos, taninos finos com frutos do bosque, notas de baunilha, algum moka de final de boca, um verdadeiro achado que agrada fácil demonstrando perfeito equilíbrio com seus 13% de álcool muito bem integrados e médio corpo.

Monte Perniz – Chegamos ao Alentejo onde a modernidade se une à tradição o que se confirma neste blend de 40% Aragonez, 30% Syrah, 20% Alicante Bouschet e 10% Cabernet Sauvignon sem passagem por madeira. Um vinho mais leve, porém não ligeiro. Taninos mais suaves, fruta mais presente, mas sem aquela sobremadurês com que muitas vezes nos deparamos nos vinhos da região. Todo ele é mais fresco, macio e fácil de agradar. Para acompanhar a pizza de fim de semana ou pratos mais leves, um vinho que não nega a raça!

O bom de todos estes vinhos é que são uma ótima opção para eventos, jantares, casamentos e festas de fim de ano pois são baratos (normalmente se compram caixas), são saborosos e agradam fácil os convivas tanto os mais dedicados aos vinhos como os iniciantes. Tá na duvida do que comprar neste final de ano então viaje um pouco, vá de vinhos portugueses! Aqui estão apenas algumas boas dicas, mas o mercado tem muita coisa boa a ser provada então aventure-se um pouco.

Salute, kanimambo e seguimos nos vendo por aqui ou melhor, vem comigo para uma experiência única em Mendoza!

O TOP da Wine Spectator é Tuga, é Porto, é Douro!

A cada ano que passa, com todas as criticas que se fazem á revista e seus degustadores, a verdade é que todos aguardam ansiosamente os TOP 100 da revista e, em especial os TOP 10 e o número 1 da revista.Portugal Fixe Agora, não se deixe enganar, não é, como muitos o induzem a acreditar, o melhor vinho do mundo. Aliás, me incomoda sobremaneira essa apologia que muitos fazem dos resultados de concursos e listas deste tipo, tremenda mentira e tentativa de eludir o leitor! O resultado é sim, o melhor vinho provado pelos degustadores e críticos da Wine Spectator neste ano o que, convenhamos, já não é pouca coisa não já que, de acordo com o que divulgam, degustam cerca de uns 20 mil rótulos anualmente!

Mas tem mais, para a alegria do Douro, mais dois vinhos entre os TOP 10 o Chryseia (3º) e o Quinta Vale do Meão (4º), e ainda um em 13º (Fonseca Vintage) e outro em 27º (Qta. do Portal Colheita), é mole?! Quem ainda tinha dúvidas sobre a qualidade dos vinhos portugueses creio que as acabou de enterrar, né? Veja mais sobre este baile que os produtores do Douro deram lendo esta ótima matéria (em inglês) do Douro Profundo de onde, por sinal, vieram algumas destas imagens.

Top Tuga na WS 2014

Eu, amante que sou dos Vinhos do Porto a quem devotei inúmeros posts aqui no blog, fico extremamente orgulhoso de um vinho dessa região, um vinho Português no TOP dessa conceituada lista. O DOW’S Vintage 2007 já tinha recebido 100 pontos da revista e se tornado o “melhor” vintage desse ano e agora ganha esse prêmio com 99 pontos, que beleza e que orgulho deve ser para a família Symington e o simpático Dominic (1º à esquerda) já que o Chryseia também é deles. Esta família que desde 1882 se dedica ao Porto e possui marcas como Graham’s, DOW’S, Chryseia, Warre’s, Quinta do Vesuvio, Cockburn e Altano entre outras, faz alguns dos melhores vinhos da região. Esta semana será de festa nessa casa, tenho a certeza, e só fico imaginando as “garrafitas” que serão abertas nessa comemoração! Fico feliz por ver esse trabalho reconhecido e por ter esta garrafa em minha adega reservada para quando eu fizer meus 75 anos e ele 18, afinal eu respeito a maioridade! Podia esperar mais, porém não se eu aguento, já o vinho eu tenho a certeza que vai beeeem mais longe!!!

DOWs 2011 equipe
Ah, você quer saber quem completou o pódio dos TOP 10 da revista, bem, já que insiste, aqui vai de 1 a 10 > Portugal / Austrália / Portugal / Portugal / Austrália / Itália / França / EUA / Chile e França (rs), para ver detalhes dos vinhos e da premiação, vá até aqui e beba da fonte.

Clipboard TOP 100 WS 2014

Salute e kanimambo, vamos brindar com um bom vinho português hoje?

Patagônia, Chegamos!

Entramos no terceiro dia de nosso “recorrido” pelos terroirs, vinhos e vinícolas argentinos e que grande dia foi! Voo para Neuquen que fica na Patagônia, mas longe dos glaciares! Estamos a mais de 2.000 kms da ponta sul da Argentina, que se diferencia das outras regiões produtoras pois aqui, pasmem, os rios têm água!! Os rios de degelo, Neuquen e Limay se juntam para formar o Rio Negro e através de um sistema de grandes diques a água é gerenciada tornando a região num polo frutífero onde a Pera e a Maçã possuem um destaque especial afora o petróleo e gás que são as principais atividades econômicas.

Uma outra característica que o difere de outras regiões é que por aqui não temos montanhas, é uma planície (entre 300 a 500metros de altitude) ou vales entre rios, então os vinhos de altitude não aparecem por aqui, no entanto o clima possui uma influência grande sobre o resultado dos vinhos, é uma região mais fria de fortes ventos e grande amplitude térmica o que gera vinhos de menor teor alcoólico e maior acidez, vinhos mais elegantes.

Uma outra diferença grande é o pequeno numero de produtores, não consegui obter o numero exato, porém a informação que recebi de uma delas é de quem devem ser umas 26 no total. Essa quantidade de vinícolas tem numa rua de Lujan de Cuyo/Mendoza! rs Bem, brincadeiras á parte, é uma região sem grandes atrativos paisagísticos porém há por aqui grandes vinhos e produtores. Os vinhos brancos mais a Pinot Noir e Merlot, que são mais chegadas num frio, adoram o pedaço e tenho que reconhecer que foram os vinhos que mais me entusiasmaram nesse trecho da viagem. Não que não haja outros belos vinhos e bons malbecs, num estilo diferenciado, mas o destaque para mim são essas uvas.

No avião viemos com o Guillermo Barzi , diretor da Humberto Canale, nossa primeira parada, e um cara muito gente fina a quem demos carona até á bodega pois estávamos indo direto para lá. Confesso, me apaixonei, pela bodega vamos deixar claro! Tudo a ver comigo; lugar histórico com sua cultura preservada, vinhos incríveis, simpatia, um almoço de fogo de chão de lamber os beiços, melhor chegada impossível, que forma de começar essa visita a Patagônia, inesquecível.

A Humberto Canale existe desde 1909 e é não só pioneira na região, já passou daquela fase mais difícil que são os primeiros 100 anos (rs), mas é também uma das mais antigas vinícolas argentinas preservando muito bem sua história, se modernizando porém sem perder o contato com suas raízes. Há tempos que tinha curiosidade de conhecer seus vinhos e me encantei com o que provei e olha que foram bastantes!

Sem querer vos chatear com muitos detalhes, vou destacar alguns desses vinhos, os que mais me marcaram, porém todos os provados mostraram um nível de qualidade muito alto e para nos acompanhar nessa empreitada de dez vinhos o enólogo da casa, Horacio Bibiloni.

Intimo Sauvignon Blanc/Semillon – da gama de entrada, fermenta em separado para posterior blend em que a Sauvignon Blanc é majoritária (cerca de 60%) e parte passa levemente (3 meses) por madeira. De boa estrutura, foi um vinho que me surpreendeu por seu frescor, equilíbrio e complexidade coisas não muito comuns em vinhos de entrada.

Riesling Old Vineyard – uma enorme surpresa esse vinho que é elaborado com uvas de vinhedos muito antigos (1937) . Macio, fresco (particularidade dos vinhos desta zona), uma leve agulha, longo e muito elegante com notas sutis minerais e algo de limonada e maçã verde. Pena que por estas bandas custa o mesmo, quando não mais alto, do que alguns vinhos da Alsácia e Alemanha porque senão certamente apareceria de forma amiúde em minha taça. Gostei muito e não só do vinho, vejam se descobrem porquê?

Canale Riesling Old Vineyard

Os dois Pinots provados foram bem interessantes. O Canale Estate Pinot Noir mostrou boa tipicidade com um leve toque de barrica de segundo uso, boa fruta e muito equilibrado com alguma especiaria de final de boca. Já o Canale Gran Reserva é um belo Pinot com muita expressividade e deixou marcas.

Seus Gran Reservas Cabernet Franc e o Merlot são grandes vinhos que precisam ser conhecidos. Os dois são muito bons, mas o Merlot ganha um destaque especial, pois é muito marcante e fino, o melhor que eu já provei na Argentina. Certamente o Miles, do filme Sideways, não conhecia este vinho quando detonou a Merlot!!

Para não dizer que não falei de malbecs, a minha surpresa ficou com o Canale Estate Malbec (linha intermediária), que possui aromas pouco comuns á cepa, muita fruta fresca e especiarias, elegante com uma passagem de somente 20% em barricas que lhe dá suporte sem marcar o vinho. Muito bom, fino e mais uma bela surpresa.

Bem terminada a prova dos vinhos, lunch time! Parte dos vinhos provados vieram para a mesa, o papo corria solto e a comida de-li-ci-o-sa! Saladas e legumes irretocáveis, morcilla (adoro) muito boa, mas o cordeiro patagônico, meus amigos!!!! Tudo ótimo, gooood wines, e aí o Guillermo nos presenteia com uma das últimas 100 garrafas magnum comemorativas aos 100 anos da bodega, o Centenium. Um tremendo privilégio, um grande vinho digno do momento e uma nova paixão na minha vida, a Humberto Canale. Que bom que sou um homem de coração grande onde cabem muitas paixões!!

Só isso já era um dia cheio, mas lá vamos nós na van de novo, uma soneca de meia hora e chegamos em mais uma grande surpresa da viagem e ainda estamos no terceiro dia!! Del Rio Elorza, guarde esse nome e em especial, busque os vinhos de depois de 2012, porque neles há a mão de um jovem enólogo chamado Agustín Lombroni que possui uma filosofia diferenciada baseado na menor interferência possível, deixando os vinhos contarem suas histórias tal qual são., nem parece que tem 29 aninhos!

Nascida há dez anos, a bodega é boutique com uma produção variando entre 65.000 a 90.000 garrafas ano. Gostei bastante do Cabernet Franc ainda em barrica, bons malbec e Sauvignon Blanc com sur lie de 8 meses, mas caí de quatro mesmo, como a maioria dos presentes, por seu Verum Pinot Noir! O 2013 está divino, complexo, num estilo puro mais puxado para borgonha com menos extração e fruta mais fresca, mas o 2014 que provamos de tanque com uma leve maceração carbônica, foi uma experiência única a conferir depois que engarrafar. Busque no mercado a marca Verum (de verdadeiro) estampada em seus rótulos, vale a pena conhecer.

Ok, back to the van, e lá vamos nós a caminho de Neuquen e do hotel. Acha que acabou, acabou não!! Ainda tinha jantar com a Fin del Mundo. Isso, no entanto eu falo no próximo post quando compartilharei minhas impressões sobre essa vinícola e a NQN. Por enquanto, cliquem na imagem abaixo (para ver o slide show) e viajem comigo, mesmo que virtualmente, por mais essa etapa concluída.

Salute, kanimambo e sigo vos encontrando por aqui.

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Salvar

Argentina Dia Dois – Regiões, Características e Vinhos de Salta

Um pouco mais de 206 mil hectares plantados dos quais 95% na região de Cuyo que inclui Mendoza, San Juan e La Rioja, cerca de 3 % na região Norte que abrange Catamarca, Salta e Tucuman e na Patagônia o restante, 2%. Como vemos, uma tremenda concentração. Alguns dados que nos foram fornecidos eu não conhecia e outros só comprovei, porém gostaria de compartilhar alguns desses dados com os amigos e, se quiserem ler algo mais sobre os vinhos dessa região, eis links para uma série de posts sobre minhas experiências por lá há dois anos:

1 – Cada região e sub-região produz um pouco de tudo, porém a grosso modos algumas uvas se destacam mais em algumas regiões. Desta forma:

  • Mendoza – gera melhores Malbecs, Cabernet Sauvignons e Bonarda
  • San Juan – ótimos Syrahs
  • Patagônia – destaque para os Pinot Noir e os Merlots
  • Salta – grande ênfase na Torrontés porém ultimamente tem gerado ótimos Tannats e os já conhecidos bem estruturados Malbecs de grande altitude.

WofA map_english2 – Bonarda é um clone da uva francesa Corbeau, novidade para mim! Sabia que não tinha nada a ver com a cepa de mesmo nome italiana, porém essa origem me era desconhecida.

3 – Torrontés – esta emblemática cepa branca argentina é uma mutação de uva Criolla com a Moscatel de Alexandria. Mais uma que aprendi.

Isso e muito mais escutamos na palestra dobre a vitivínicultura argentina apresentada na inusitada Casa Umare, um hotel boutique único e exclusivo. Se quiser paz e sossego (sequer nome na porta tem!) com requinte, ótimo restaurante com sofisticada culinária e cave idem, este é o lugar e desde já o convido para um passeio virtual pelo seu site. Logo após, uma mini-feira com alguns produtores de Salta já que não conseguiríamos ir lá nesta viagem. Revi alguns e conheci outros mas eis um resumo com os vinhos que, para mim, se destacaram.

Colomé – três vinhos da bodega Amalaya que faz parte do grupo e está localizada em Cafayate. O bom e extremamente competitivo Riesling com Torrontés, o Dolce Late Harvest e o que mais me chamou atenção; o Corte Único. Este último é novo, blend de 90% Malbec e o restante de partes iguais de Cabernet Sauvignon e Tannat com madeira bem integrada, muita fruta e ótimo frescor. Tomei outros, porém foi o que melhor acompanhou meu almoço.

El Porvenir – trouxe 4 vinhos e parte deles já os conhecia de minha viagem a Salta em 2012. Dois Torrontés sob a marca Laborum, um com passagem em madeira e o outro não, tendo este último me agradado mais. O Laborum Tannat estava bom mas sua linha abaixo (Amauta) me pareceu melhor e o Amauta Corte III de Malbec com Cabernet Sauvignon mostrou ótimo volume de boca e equilíbrio, o meu destaque do que provei deles nesse dia.

Tukma – uma enorme surpresa pois nunca tinha ouvido falar deles ou seus vinhos. Vinhos de grande altitude numa região de muita pedra e um produção limitada a cerca de 120 mil garrafas. Um Sauvignon Blanc muito marcante produzido a 2670 metros de altitude, em Jujuy já quase fronteira com a Bolivia, mostrando grande mineralidade, aromas intensos e sabores explosivos na boca, em garrafas de 500ml devido á pouca produção, um Cabernet Reserva muito interessante um Cabernet Reserva muito interessante e um ótimo Gran Corte de apenas 5 mil garrafas. Agora, o que realmente fez minha cabeça foi o incrível Torrontés Tardio, um vinho extremamente saboroso, equilibrado, fresco e bem feito que me deixou querendo mais! Tivesse ele algumas garrafas lá e eu certamente compraria pois seria um ótimo encerramento para o final de minha Degustação da Mala no próximo dia 18.

Bodega el Esteco (mais conhecida aqui por Michel Torino) – vieram com apenas dois rótulos mas de grande nível. O Altimus eu já conhecia e há anos é um de meus blends (Malbec/ Merlot/ Cab. Sauvignon e Bonarda) preferido da Argentina com um preço razoável (creio que está casa dos R$125 a 140), mas me chamou muito a atenção seu novo lançamento o El Esteco Malbec 2012, belo vinho! Barricas muito bem usadas (12 meses), só de 2º e 3ºuso, menos extração, taninos sedosos e de muita qualidade, fresco e muito apetitoso com leve toque de especiarias, marcante e muito longo.

Para completar, um ótimo almoço na Casa Umare acompanhado desses vinhos e de todos os representantes das bodegas presentes. Mais uma festa de sabores e a qualidade que já é marca registrada da WofA em todos esses eventos que ela organiza.

À noite tinha mais, tinha tango no tradicional Café los Angelitos e o Deco conseguiu que levássemos uma garrafas que tínhamos comprado no dia anterior lá no Joaquin Alberdi. Mais uma série de ótimos vinhos onde o destaque, para mim, ficou com os ótimos Monte Cinco Petit Verdot e o Monteagrelo Cabernet Franc, show de bola porém não tomei nota, estávamos no tango, mas deixaram marcas!!

Mais um slide show (clique na imagem) com algumas fotos desse dia. Nos próximos vou postando um pouco mais dessas experiências e a próxima parada, Neuquen, Patagônia. Salute, kanimambo e até lá.

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Ribera del Duero na Taça – Briego Vendimnia Seleccionada

Provei este vinho neste último Sábado. Estava meio down e achei que para levantar o astral só abrindo algo que me surpreendesse. Não conhecia o vinho, porém as indicações eram boas então, what the heck, porquê abri-lo, porquê não, fui lá e filo! Corria o risco de ficar com o saco (desculpem o linguajar) ainda mais na lua porém foi uma escolha para lá de acertada!!

Briego vendimnia seleccionadaAo “descorchar”, os aromas já invadiram o ambiente, antes mesmo de servir na taça, o que me fez abrir um sorriso, meu dia estava a minutos de melhorar pensei, oba! Na taça mostrou que meu sorriso tinha razão de ser, que aromas intensos e sedutores, algo não muito comum a um 100% tempranillo, com muita fruta vermelha no nariz, um passeio no bosque! Na boca essa fruta aparece de forma fresca muito bem integrada com a pouca madeira (cerca de 8 meses) usada em sua elaboração. Taninos macios e finos, meio de boca guloso e de médio corpo, final que pede bis, um vinho apetecível e fácil de gostar numa faixa de preço muito parelha com que o vinho entrega de prazer, em torno dos R$80,00. Mais um tiro certeiro de meu amigo Juan Rodriguez da importadora Almeria. Estou com o crianza deles para provar, e esta experiência com o Vendimnia me deixou curioso!

Fiquei feliz com minha decisão e rapidamente meu astral melhorou. Um pouco depois meu neto chegou e aí pronto, foi a cereja que faltava para completar minha mudança de humor. Mais um bom vinho espanhol provado mostrando que as dificuldades econômicas deles fizeram que nos déssemos bem. Precisaram produzir melhor, com melhores preços e abrir novos mercados e nós acabamos nos beneficiando disso.
Salute, kanimambo e seguimos nos encontrando por aqui.

Argentina de Sul a Norte – Uma Viagem de Descobrimentos

Foram dez árduos e intensos dias percorrendo 3850 kms da Patagônia a La Rioja, mais de 270 vinhos provados, mas o grande destaque foi a harmonização do grupo que se reuniu em Guarulhos sob a batuta do amigo Deco Rossi o homem da Wines of Argentina no Brasil. No post que publiquei a semana passada coloquei um slide show de uma visão particular além da garrafa, porém agora começo a falar de seu conteúdo e de quem os CAM00697faz. Foi um tremendo de um aprendizado e quanto mais ando pelos terroirs argentinos e conheço novos produtos e alguns dos personagens por trás deles, mais eu me de deixo seduzir pelas mudanças por qual passa a enologia dos hermanos.

Chegando em Buenos Aires, depois de um ótimo voo com a Lan Chile, foi deixar as malas no hotel e irmos direto nos encontrar com o Joaquin Alberdi em sua gostosa loja em Palermo Soho, a “JÁ”. Fazia uns dois anos que por lá não passava e ele andou trabalhando, mudou marca e pintou a loja então passamos reto, mas logo a encontramos até porque a rua tem poucas quadras. O Joaquin é uma personalidade única no mundo do vinho e aquele que der a demonstrar seu interesse de ver além do preço na garrafa, terá nele um embaixador dos bons vinhos da terra. Falo isso não porque seus preços sejam caros, estão em linha com a maioria, porém o atendimento vai muito além disso e a descoberta de coisas novas e inusitadas vale a visita por si só. Se tiver a chance, participe de uma de suas degustações com produtores (basta acessar seu site e ver a programação – em Nov. tem duas imperdíveis; Tacuil e Noemia).

O Didu, amigo e companheiro desta viagem, fez um belo post sobre esses momentos vividos com o Joaquin e vale muito a pena ver sua entrevista publicada aqui, já eu vou me ater a fazer alguns curtos comentários sobre esses vinhos provados dos quais alguns trouxe para a degustação de Vinhos da Mala (agora dia 18/11) visando compartilhar essa experiência com os enófilos e curiosos aficionados do mundo de Baco.

Passionate Wines Brutal Torrontés – Jovem e criativo enólogo , Matias Michelini junto com seus irmãos produz vinhos diferenciados e criativos não se atendo à mesmice! O nome da bodega já diz tudo, são vinhos elaborados com paixão e este, de sua linha de vinhos de experimentos chamada Inéditos, com baixíssima produção (600 garrafas), é um branco vinificado como tinto e não filtrado. Resultado, um vinho laranja! Irreverante, natural, intrigante, do tipo ame-o ou odeie-o. Eu curti, mas tem que ter a mente aberta!

Buenalma – um Malbec orgânico já algo evoluído, muito saboroso e baratinho. O Didu, louco que é por vinhos deste estilo, adorou. Pelo que sei, só tem na Argentina.

Gen del Alma Otra Piel – um blend, sempre eles (!), de Cabernet Franc, Cabernet Sauvignon e Pinot Noir sem passagem por madeira, pureza, frescor, sedução na taça um trabalho do irmão de Matias, Gerardo Michelini, num projeto solo com sua esposa. Longe de chegar no Brasil, produto vendido a conta gotas!

Achaval- Férrer Special Blend – estive na bodega em Agosto e não provei, daquelas coisas que só o Joaquin consegue trazer para sua vinoteca. Soberbo vinho digno da casa que o produz; robusto, complexo e perfeitamente equilibrado, um vinho guloso! Por enquanto ainda não está disponível por estas bandas

33 de Dávalos – soy incha desta bodega que produz tão somente umas 10.000 garrafas anuais e não é de hoje. Pedi para o Joaquin abrir algo deles, pensei no RD que já comentei aqui, mas ele estava animado e abriu este magnifico vinho que, por convicção e filosofia, não passa em madeira. Acho que poucos na Argentina trabalham tão bem as famosas piletas de concreto como Raul Dávalos em sua Bodega Tacuil (2650 metros de altitude) em Salta próximo à Colomé que, por sinal, já foi dele. Vinho de videiras muito antigas, pé franco, Cabernet Sauvignon com Malbec e cerca de 1000 garrafas produzidas que ficam essencialmente na Argentina, Suissa, França e Inglaterra tão somente. Mostra que para ter corpo e longevidade não há necessidade de madeira! Complexo, um vinho cheio de camadas a explorar e se deliciar!

De Angeles Cabernet Sauvignon – este pequeno produtor mendocino produz vinhos potentes e muito bem feitos sem qualquer geléia. Já conhecia seus malbecs e este Cabernet não nega a raça de seus irmãos, um belo e encorpado vinho para acompanhar um ojo de bife. Também não chega no Brasil.

Montesco Agua de Roca – do jovem e irrequieto enólogo Matias Michelini, mais um vinho que surpreende e bem que o Deco tinha avisado, branco diferente na parada! Um Sauvignon blanc que vem de vinhedos acima de 1500 metros de altitude em Gaultalarry ao pés dos Andes e sua mineralidade marcante originou seu nome. Talvez o melhor exemplar desta uva provada em toda a viagem, gamei!

Achaval-Ferrer dolce – a meu pedido, este delicioso e marcante vinho de sobremesa á base de malbec produzido pelo método passito italiano. Produção de cerca de 1500 garrafas ano que você compra em meia dúzia de lojas, se tanto, na argentina inteira e na bodega. Esse não falta na minha adega não!

Depois de oito vinhos deste naipe tomados mais a simpatia do Joaquin, difícil foi voltar para o hotel, porém o anfitrião (WofA) tinha armado um gostoso jantar no Puratierra regado a vinhos da Terrazas. Um destaque especial para o vinho de sobremesa um late harvest de petit manseng uma uva originária do Madiran no sudoeste francês e pouco conhecida por aqui. Bem amigos, este foi nosso primeiro dia porém não poderia terminar sem uma frase dita pelo Joaquin que me chamou a atenção, pois com seu jeito bonachão e divertido, ele diz algumas coisas que nos fazem pensar! Tudo bem, somos embaixadores e divulgadores dessa paixão que chamamos de vinho, porém os lugares que o vendem têm um certo “q” de bordel, pois ambos vendem prazer! É, acho que vou botar uma lanterna vermelha na porta da Vino & Sapore!!! Rs

Abaixo o slide show (clique na foto) com algumas imagens de nosso primeiro dia. Salute e kanimambo pela visita, um ótimo fim de semana para todos e segunda tem mais!

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Jantar Vínico Luso na “A Quinta do Bacalhau”

Dia 29/11 a partir das 20 horas – Wine Dinner promovido por mim no restaurante

“A Quinta do Bacalhau”.

Depois do grande sucesso da primeira edição realizada em Maio passado, vamos repetir a dose com vinhos e pratos diferentes numa harmonização única. Vejam abaixo o menu degustação e vinhos a serem servidos.

BoasvindasEspumante Quinta Don Bonifácio Brut

Entrada – Salada Lisboeta (Grão de Bico e Bacalhau) e Bolinhos de bacalhau com o vinho verde Dona Paterna Trajadura/Alvarinho

1º prato – Rojões (carne de porco cortada em cubos), prato típico alentejano com o DFJ Touriga Nacional/Touriga Franca da região Lisboa.

2º prato – Cataplana de bacalhau (batatas e tomate) com o Grandes Quintas Reserva, um tinto do Douro

Sobremesa – Queque de Amêndoas, acompanha Porto Quinta do Infantado Tawny Reserva Dª Margarida

Serão servidos 100ml de cada vinho acompanhando o prato, exceto o Porto com 50ml. Preço de R$160 por pessoa (pagos no ato da reserva) com direito a água com e sem gás e o café ao final do jantar. Refrigerantes e outras bebidas serão cobradas à parte.

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As reservas estão limitadas a 40 pessoas e na última edição lotamos rápido então não hesite e garanta logo sua participação. O evento se dará a partir das 20:00 no restaurante que fica na estrada para Caucaia do Alto acesso pelo km 39 da Rodovia Raposo Tavares. Aguardamos seu contato tanto através do blog, na Vino & Sapore (comercial@vinoesapore.com.br) Tel. (11) 4612-6343 quanto no “A Quinta do Bacalhau” contato@aquintadobacalhau.com.br ou Tel. (11) 4616.5481.

Montelena Chardonnay Extravaganza!

Quem sabe faz a hora! Ganhei no meu aniversário e o guardava para um momento especial então decidi neste Domingo transformar o dia num dia especial abrindo-o. Acredito que há vinhos que têm essa capacidade, o de transformar o momento, e este confirmou isso!

Montelena 2011Tá certo que o almoço a quatro mãos não ficou atrás, pescada cambuco com molho branco e espinafre (bom pra dedéu), parceiro ideal para as sutilezas e finesse deste vinho que em seus tempos áureos deu um pau nos grandes chardonnays franceses. Ainda há poucos dias conversava com alguns colegas amigos que diziam que o vinho tinha decaído bastante e não era mais o mesmo, mas quem sou eu para dizer algo. Eu o tinha provado há alguns anos e mais recentemente tomei o da safra 2010 que estava sublime e ainda não foi desta vez que ele me decepcionou.

Ok, não está tão bom quanto o 2010, talvez (pelo que me lembro) lhe falte a estrutura e volume desse, porém segue sendo, a meu ver e para meu gosto, um grande vinho que só sinto não ter bala na agulha para me deliciar com ele mais vezes, afinal o preço por estas bandas anda na casa dos R$400,00!! Para um frugal almoço de Domingo, convenhamos que foi uma tremenda extravagancia, mas que diabos eu mereço um carinho especial volta e meia! rs

Este vinho de origem americana se tornou famoso ao ter ganho o Desafio de Paris (quem ainda não viu o filme deve colocar isso na lista como “trabalho de casa”) entre os brancos o que deixou nossa vinosfera boquiaberta há época (1976) e lançou o vinho americano para o mundo. Eu não tenho esse gabarito e tão pouco a litragem de grandes vinhos brancos, especialmente dos franceses, para poder opinar, mas posso confirmar que é realmente um vinho de muita classe e melhor que ele só um Puligny-Montrachet 1ºer Cru que tomei há tempos e está ainda mais caro que isso. Cheio de sutilezas, madeira muito bem integrada e suave dando suporte à fruta abundante, sabores cítricos, lima, macã verde, acidez e mineralidade bem presentes, cremoso, ótimo meio de boca, complexo e longo, um vinho de muitas qualidades (vinho desse preço tem que obrigatoriamente ter, mas nem sempre mostram), que harmonizou muito bem com o prato e me deu muito prazer. Fez meu dia e vai deixar saudades! Valeu filhote, seu presente foi bem curtido, beijo.
Salute, kanimambo e seguimos nos encontrando por aqui.

Hola Amigos, Retorné Pero Aun No A La Normalidad!

É amigos, depois de dez dias rodando pelas estradas (3.580kms) e vinícolas argentinas da Patagônia a La Rioja, faz alguns dias que retornei, porém está difícil voltar à normalidade. Tanta coisa a fazer e tão pouco tempo!! Sem contar o choque da volta!!!

Estas viagens de garimpo são sempre extremamente proveitosas e o ganho de conhecimento é enorme. Eu, que sempre fui avesso aos bombados e doces vinhos argentinos com super extração, fico imensamente feliz de acompanhar uma mudança, não só da boca para fora, nos conceitos e estratégias produtoras de boa parte dos vinhos dos Hermanos.

Quando levei um grupo lá em Agosto (veja mais em Wine & Food Travel Experience), focamos muito os vinhos de assemblage (blend/corte) e voltei extremamente feliz com o que provei. Não estão baratos e rivalizam em preço com bons rótulos europeus que pagam bem mais imposto, mas não posso negar que certamente dariam a estes últimos muito trabalho numa prova ás cegas. Fica aqui a idéia para a Wines of Argentina!

Desta feita, a viagem buscou trabalhar a diversidade em diversos aspectos; nas uvas, no tamanho dos produtores, nas regiões, nos estilos e nos conceitos. Provamos mais de 270 vinhos (eu um pouquinho menos) e vimos de tudo! Do pequeno produtor orgânico á grande cooperativa, do produtor com mais de 100 anos de história ao mais recente com pouco mais de 4 anos de vida, vinhos caros e vinhos baratos, tendo sido uma viagem de descobertas extremamente interessantes e um aprendizado incrível. Desconfie de quem acha que sabe tudo!!

A partir da semana que começarei a publicar um diário da viagem com slide shows, contando um pouco do que vimos e provamos, porém como não faço só isso e não posso só ficar falando de Argentina, vamos ter algumas semanas pela frente juntos. Afora uma série de gostosas surpresas, tanto na taça quanto de conceitos e destaques, talvez o que mais tenha me impressionado é esse enorme contraste de aridez com oásis ainda mais presente quando nos dirigimos ao norte do país. Nasci em África e lá me criei até os 18 anos, a natureza faz parte do meu ser e me encanta, chamando a minha atenção, mas não só. Hoje quero compartilhar com os amigos essa parte menos prática da viagem, um outro enfoque que acredito ser de igual valia já que nem só do vinho vive o homem! Salute, kanimambo por me seguir nesta viagem pelos mistérios de nossa vinosfera e continuamos nos encontrando por aqui esperando que curtam este primeiro slide show (clique na imagem abaixo) que montei. A partir da semana que vem os posts falando de vinhos retornarão, inté!

SS1-A

 

Degustando os Frutos do Garimpo na Argentina

A Degustação da Mala, um encontro com somente 12 seguidores de Baco com quem compartilho experiências e caldos que se destacaram na minha taça durante minhas viagens enófilas. Quem esteve na minha última degustação com vinhos que escolhi em viagem pelas terras dos Hermanos argentinos, não se arrependeu, foi um show de grandes vinhos assemblage. Desta feita, trago algumas coisas novas que ainda estão por chegar e outras nem virão. Vinhos de diversas cores e estilos, vinhos para o seguidor de baco curioso e aberto a provar coisas novas, que não tem medo do inusitado!

Dia 18 de Novembro ás 20 horas na Vino & Sapore (click no link aqui do lado), Granja Viana

Como abertura, um saboroso e muito bem feito Espumante Nature de Pinot Noir da Fin del Mundo (Patagônia) que me surpreendeu muito positivamente.

Dando sequência, um branco único e muito diferente, preparem-se para algo que nunca lhes passou pela boca! Brutal Torrontés, esqueça tudo o que você já tomou desta uva!! Seiscentas garrafas, um branco vinificado como tinto, sem filtrar, um vinho laranja! Um vinho para quem gosta de se aventurar, um vinho que se odeia ou se ama, mas sempre um vinho intrigante!

Otra Piel Gen, o primeiro tinto, é um inusitado corte de Cabernet Franc mais Cabernet Sauvignon e Pinot Noir sem passagem por madeira. Algo “precioso” diriam os Hermanos.

Damos um pulo para um trio de tirar o chapéu!

Demente, um inusitado corte de Cabernet Franc, uva do momento na Argentina, com Malbec, para mim um dos melhores vinhos argentinos que provei ultimamente. Um curioso nome para um produto fruto da demência de um enólogo e seus parceiros.

33 de Dávalos da Bodega Tacuil elaborado bem cerca de  Colomé (em Tacuil) a 2700 metros de altitude em tanques de cimento sem passagem em madeira porém com uma estrutura e capacidade de guarda impressionante. Adoro este produtor que não está presente no Brasil pois sua pequena produção não o permite. Em uma outra oportunidade trouxe o RD dele, mas este é de um patamar bem mais alto!

Nasceu uma nova estrela, ainda não presente no Brasil, da Achával Ferrer, o Special Blend um corte divino de Cabernet Franc com Petiti Verdot de cair o queixo e pedir bis, o que vai ser difícil pois só tem uma garrafa, vinhaço!

Bomba, tem surpresa na área! Amostra do vinho ícone da Casa Montes Ícono que ainda não foi etiquetado e do qual este grupo foi o primeiro a provar fora do pessoal da Bodega. Aliás, uma grata surpresa essa Bodega sanjuanina de vinhos de ótima relação Qualidade x Preço e esse vinho ìcono mostrou muitas qualidades. Para o Brasil, se e quando vier, terá outro nome que também ainda ninguém sabe qual é e eu consegui uma garrafa para compartilhar com os amigos nesta degustação.Sorry sold Out

Queijos, azeite e pãozinho durante, porém ao final serviremos nossas (Caminito) já famosas empanadas, pois tem tudo a ver! O preço é de R$120,00 por pessoa a ser pago no ato da reserva e não aceitaremos mais do que doze reservas então melhor correr!

Liguem na Vino & Sapore e reservem já! Mail: comercial@vinoesapore.com.br Tel. (11) 4612.6343 ou 1433 das 11 ás 19 horas exceto Domingo (fechado) e Segunda quando abre somente às 15 horas.

Bem, por hoje é só e não sei se conseguirei postar algo mais até segunda, então fica aqui um kanimambo especial e nos vemos em breve.